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Índice de confiança no setor sobe
6,2% em agosto e retoma
nível de setembro de 2008, quando
a crise começou
A indústria brasileira retomou o
patamar de confiança de antes da crise. O Índice de Confiança da Indústria
(ICI) subiu 6,2% em agosto na comparação com julho, informou nesta
segunda-feira, 31, a Fundação Getúlio Vargas (FGV). É o maior nível para o
indicador desde setembro de 2008, quando a quebra do banco americano
Lehman Brothers detonou o agravamento da crise mundial.
A fundação indica ainda que o ICI de agosto marca, pela primeira vez em
2009 a linha de corte entre satisfação/otimismo e insatisfação/pessimismo.
" A taxa sugere a efetiva consolidação da recuperação industrial no país,
embora o índice de agosto de 2009 ainda se encontre em patamar 11,2%
inferior ao de agosto do ano passado, período anterior à crise
internacional", diz a FGV em nota.
A melhora na avaliação dos empresários sobre a situação atual da demanda
nos mercados interno e externo foi uma das principais razões para a alta
de 6,2% no Índice de Confiança da Indústria (ICI) em agosto ante julho.
Segundo FGV, a parcela dos entrevistados que classificam como boa a
demanda atual subiu de 15,3% para 23,4% de julho para agosto. No mesmo
período, a parcela dos empresários pesquisados que consideram a demanda
como fraca caiu de 19,6% para 17,8%.
Ainda de acordo com a fundação, as previsões para a produção, que em julho
já haviam sido favoráveis, continuaram melhorando em agosto. Das 1.105
empresas consultadas, 48,4% projetam aumento e 11,6% estimam redução da
produção no terceiro trimestre. Em julho, estes percentuais para as
mesmas respostas haviam sido de 43,2% e 13,0%, respectivamente.
Capacidade instalada
A FGV informou também que o Nível
de Utilização de Capacidade Instalada (Nuci) da indústria com ajuste
sazonal atingiu 81,3% em agosto, após registrar patamar de 79,8% em julho,
informou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
De acordo com série histórica
fornecida pela fundação em seu comunicado, o patamar de Nuci referente ao
mês de agosto é o maior desde novembro do ano passado, quando esse
indicador apontava resultado de 84%.
O levantamento para cálculo do ICI
foi entre os dias 3 e 26 desse mês, em uma amostra de 1.105 empresas
informantes.
Fonte:
Agência
Estado
31/08/09
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CPI das Tarifas de Energia ouve responsáveis pelo setor
elétrico
A CPI Tarifas de Energia Elétrica ouve nesta
quarta-feira (2) o presidente da Empresa de Pesquisa
Energética (EPE), Maurício Tolmasquim; o diretor-geral
do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Hermes
Jorge Chipp; e o diretor-geral da Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel), Nelson José Hubner Moreira.
A audiência será realizada às 11 horas em local a ser
definido.
Fonte:
Agência Câmara
31/08/09
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Trabalho: isenção de imposto em férias e abono salarial
são aprovados
A Comissão de
Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou, na ÚLTIMA
quarta-feira (26), a determinação de que o abono de
férias não tem natureza salarial e está isento do
Imposto de Renda.
O abono é o
valor recebido quando o trabalhador "vende" uma parte do
período de repouso a que tem direito.
O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado
Paulo Rocha (PT/PA), ao Projeto de Lei 6.756/06, do
deputado Vicentinho (PT/SP).
O relator deixou explícita na Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43) a natureza do
abono e sua isenção do IR.
Paulo Rocha também acrescentou na CLT a determinação de
que o abono de férias não constitui base de incidência
de contribuição para a Seguridade Social e para o Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço.
Projeto original
A proposta original prevê o parcelamento das
antecipações salariais pagas voluntariamente pelo
empregador ou em decorrência de negociação coletiva
quando, somadas à remuneração, o valor exceder os
limites de isenção do Imposto de Renda.
De acordo com
Vicentinho, com a incidência do IR, boa parte desses
benefícios vão para a tributação, frustrando os
trabalhadores.
O relator argumenta que tais abonos - como acréscimos
por produtividade ou participação nos lucros, por
exemplo -, já são isentos de qualquer tributação.
A isenção,
segundo ele, está prevista na Lei 10.101/00, razão pela
qual ele retirou o termo "abonos" de artigo da CLT a fim
de que um mesmo assunto não seja tratado em mais de uma
lei e, dessa forma, "venha a ocasionar interpretações
diversas".
Dessa forma, o relator entendeu que a melhor solução
seria prever na CLT o que, segundo ele, já constitui
entendimento dos tribunais superiores, como a não
incidência de Imposto de Renda sobre o abono salarial.
A matéria que
tramita em caráter conclusivo, segue para análise da
Comissão de Constituição e Justiça da Casa.
Sindicatos
O PL 4.593/04, que propõe a isenção da
contribuição do PIS/Pasep e a remissão de créditos
tributários dos programas e de Cofins para os sindicatos
de trabalhadores, também foi aprovado na quarta-feira.
O deputado
Vicentinho (PT/SP), autor da proposta, defendeu o
projeto dizendo que o PIS/Pasep deve incidir sobre
instituições que têm lucro. "Sindicato não tem lucro e,
portanto, não pode ter que contribuir para os
programas".
O
ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
afirmou ainda que a situação financeira destas entidades
não é boa.
"Dispondo de
mais recursos, elas poderão desempenhar melhor suas
antigas e novas funções, o que contribuirá para elevar a
qualidade de vida de milhões de brasileiros".
Segundo o
relator, deputado Pedro Henry (PP/MT), no entanto, a
medida não seria eficaz, já que as contribuições de que
se pretende isentar e remitir as entidades sindicais
constituem receitas da seguridade social.
"Assim, o ônus
decorrente desses atos recairá sobre toda a
coletividade", concluiu.
O deputado
Eudes Xavier (PT/CE) se manifestou a favor da isenção da
contribuição. "Sindicato não é empresa, é ferramenta de
defesa dos direitos constitucionais dos trabalhadores".
O relatório
pela rejeição do deputado Pedro Henry passou a ser voto
em separado, enquanto o novo parecer pela aprovação, a
ser escrito pelo deputado Roberto Santiago (PV/SP), foi
o vencedor da votação.
Contribuição sindical do servidor
O projeto de decreto legislativo (PDC) 862/08, do
deputado Raul Jungmann (PPS/PE), que susta a Instrução
Normativa 1, de 30 de setembro de 2008, do Ministério do
Trabalho e Emprego determina a obrigatoriedade de
recolhimento da contribuição sindical dos servidores
públicos da Administração federal, estadual e municipal
não foi analisado pelo colegiado devido a pedido de
vistas dos deputados Laerte Bessa (PMDB/DF) e Thelma de
Oliveira (PSDB/MT).
O relator da matéria, deputado Roberto Santiago (PV/SP)
apresentou parecer contrário ao projeto.
(Com Agência Câmara)
Fonte:
Diap
77% dos brasileiros acreditam estar
ligados à rede pública de esgoto.
Para entrevistados, área mais problemática do saneamento é saúde.
Uma pesquisa realizada pelo Ibope e
pelo Instituto Trata Brasil revela que 31% da população brasileira não
sabe o que é saneamento básico. Apesar dos dados do Sistema Nacional de
Informações Sobre Saneamento (SNIS) indicarem que apenas metade da
população tem acesso a esgoto, 77% das pessoas acreditam que estão ligadas
à rede pública.
Na Região Sul, ainde de acordo com
o levantamento, esse número chega a 87%, e no Sudeste, 84%. A pesquisa
aponta ainda que cerca de 26% dos entrevistados estão insatisfeitos com o
serviço de coleta e tratamento de esgoto.
O esgoto aparece em 7º lugar no ranking das áreas mais problemáticas do
saneamento, apontado por 10% dos entrevistados. A primeira colocação ficou
com a saúde (49%), seguido de segurança (46%), drogas (40%), educação
(28%), emprego (27%), calçamento e pavimentação (11%) e limpeza pública
(11%). A pesquisa ouviu 1.008 pessoas em 79 cidades brasileiras com mais
de 300 mil habitantes.
Fonte:
Agência Estado
26/08/09
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Lupi defende na Câmara redução de jornada de trabalho
O ministro do
Trabalho, Carlos Lupi, rebateu o argumento de que a
redução da jornada poderá gerar aumento do preço final
de produtos fabricados no país. A participação da massa
salarial no custo do produto de todas as empresas
representa, em média, 22% na produção, com todos os
encargos, inclusive. E 78% são outros custos, disse no
plenário, onde participou da comissão geral da Câmara
sobre a redução da jornada de trabalho.
O ministro deu como
exemplo outros países que adotam uma jornada de trabalho
menor que a brasileira, como o Uruguai, com 41,5 horas
semanais, a França, com 34,7 horas semanais, e o Japão,
com 32 horas semanais. Na Europa, a média é de 41,1
horas semanais para homens e de 35,2 horas semanais para
mulheres, argumentou. E lembrou que em alguns setores a
jornada já é menor que as atuais 44 horas semanais, como
no caso de servidores públicos, bancários e
telefonistas.
A última redução de
jornada que o país adotou foi há mais de 20 anos, quando
passou de 48 para 44 horas semanais. O argumento foi o
mesmo e não teve ninguém quebrando por conta disso,
disse Lupi, acrescentando que com menos horas de
trabalho serão criadas mais vagas no mercado. O deputado
Paulinho Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP),
disse que é preciso trabalhar a idéia de que a redução
da jornada aumentará o mercado interno. O que dificulta
a vida da empresa é o excesso de imposto, não a redução
da jornada de trabalho.
A proposta de Emenda
à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada de
trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de
salário, já foi aprovada em comissão especial e agora
precisa ser votada em dois turnos no plenário. Paulinho
da Força leu requerimento assinado por diversos
deputados pedindo a inclusão da matéria na Ordem do Dia.
Fonte:
Abdir
26/08/09
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Energia elétrica pressiona e aumenta preços da habitação
em agosto
São Paulo - As despesas ligadas à
habitação estão ficando mais caras. Segundo dados do
IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15),
divulgados nesta terça-feira (25) pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística), entre os meses
de julho e agosto, o grupo apresentou variação de 0,85%.
Uma das principais contribuições para a alta foi a
pressão exercida pelo item energia elétrica, cuja alta
de 2,15% foi responsável por 0,07 ponto percentual do
índice total. Neste sentido, os principais impactos
vieram do reajuste de 12,90% nas tarifas da região
metropolitana de São Paulo, em vigor desde o dia 04 de
julho, e do aumento de 3,50% em Belém, ocorrido em 07 de
agosto.
Dentre as 11 capitais pesquisadas, São Paulo foi a que
apresentou a maior taxa (1,90%) no grupo Habitação. Em
seguida, ficaram Belém (1,07%) e o Distrito Federal
(0,60%). Em Goiânia (-0,15%) foi apurada deflação no
período.
Saneamento
No geral, em agosto, o IPCA-15 apresentou variação de
0,23%. No grupo Habitação, além da aceleração do setor
de energia, as contas de água e esgoto também
apresentaram avanço na comparação com julho.
Em um mês, a alta nos preços deste segmento variou
0,64%. Este resultado foi influenciado pelo aumento nos
preços nas regiões de Fortaleza (6,52%), do Rio de
Janeiro (5,95%) e de Porto Alegre (4,70%).
O IPCA-15 aponta a prévia da inflação para o mês
analisado.
Fonte:
InfoMoney
25/08/09
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Aneel aprova acesso à internet por
meio da rede elétrica
Brasília - A Agência Nacional de
Energia Elétrica (Aneel) aprovou o regulamento que permite a utilização da
rede de energia elétrica para a transmissão de internet banda
larga. Com o sistema, conhecido como PLC (do inglês, Power Line
Communications), as tomadas residenciais passam a ser pontos de rede,
quando conectadas a um modem.
A Aneel estabeleceu que o uso dessa
tecnologia não poderá comprometer a qualidade do fornecimento de energia
elétrica para os consumidores e, se houver necessidade de investimento na
rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações. As
redes também poderão ser utilizadas para levar televisão por assinatura
aos consumidores.
Segundo o regulamento aprovado
hoje, as concessionárias de energia deverão criar uma empresa subsidiária
para ofertar o serviço. A agência também prevê que as receitas obtidas
pelas concessionárias de energia com o aluguel dos fios para as empresas
de internet serão revertidas para a redução de tarifas de
eletricidade.
A Aneel garante que o emprego da
tecnologia vai permitir novos usos para as redes de distribuição de
energia elétrica, sem que haja necessidade de expansão ou adequação da
infra-estrutura já existente. Segundo a agência, a economia deve
representar uma redução de custos para os consumidores.
O acesso à internet banda
larga por meio da rede elétrica já tinha sido aprovado pelo conselho
diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e foi submetido à
consulta pública pela Aneel por 90 dias.
Fonte: Agência Brasil
25/08/09
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Consumo residencial de energia elétrica cresce 5,6% de
janeiro a julho
Na contramão da demanda energética
do setor industrial, que fechou os sete primeiros meses do ano com queda
acumulada de 11,2%, o consumo nas residências acumula no mesmo período
taxa de expansão de 5,6%, em relação aos sete primeiros meses de 2008.
No acumulado dos últimos doze
meses, terminados em julho, o aumento foi de 5,8% sobre igual período do
ano anterior.
Na avaliação da Empresa de
Pesquisa Energética (EPE), o crescimento residencial, que tem sido
significativo em todas as regiões do país, “reflete a expansão da base de
consumidores, especialmente nas regiões Norte e Nordeste”.
Entre agosto de 2008 e julho deste ano, segundo a Resenha Mensal do
Mercado de Energia Elétrica, houve a incorporação de quase 2 milhões de
novos clientes, perfazendo, no período, uma média de 164 mil novas
ligações por mês.
A EPE ressalta, ainda, que,
além deste crescimento no número de novas ligações, também o consumo médio
por residência tem aumentado. Nos primeiros sete meses deste ano, o
consumo por residência cresceu 2,3% em relação a igual período de 2008,
situando-se um pouco acima de 151 quilowatts/hora por mês.
O consumo de energia no setor de comércio e serviços também vem
crescendo a taxas elevadas e fechou os últimos 12 meses com taxa de
crescimento de 6,4%. “Este crescimento se dá de maneira disseminada em
todas as regiões do país”, afirma a EPE.
Fonte: Agência Brasil
21/08/09
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Lixo tecnológico
O governador de São Paulo, José Serra, sancionou lei que
obriga as empresas que produzem, comercializam e
importam produtos eletroeletrônicos a destinarem
adequadamente seu lixo tecnológico.
A Lei considera "lixo tecnológico" carcaças de aparelhos
eletrodomésticos, equipamentos e componentes
eletroeletrônicos de uso doméstico, industrial,
comercial ou do setor de serviços. Eles devem ser
destinados de maneira a não provocar danos ou impactos
negativos ao meio ambiente e à sociedade.
O texto aprovado pela Assembléia Legislativa recebeu
vetos, entre os quais o que diz respeito à cobrança da
multa para aqueles que descumprirem a legislação.
Fonte: Abril.com
20/08/09
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BNDES financia nova usina
hidrelétrica em Minas
Financiamento no valor de R$ 118
milhões foi aprovado hoje (20) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento
Econômico e Social (BNDES), dentro do Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC), para a implantação da Usina Hidrelétrica Barra do
Braúna, em Minas Gerais. O projeto é desenvolvido pela empresa Barra do
Braúna Energética, controlada pela Brascan Energética S/A (Besa).
Localizada no Rio Pomba, entre os municípios de Laranjal e
Leopoldina, a usina terá capacidade de geração de 39 megawatts (MW) de
energia. O projeto prevê a implantação também de linha de transmissão
associada, com 15 quilômetros de extensão.
O investimento total alcança
R$ 185 milhões. Serão gerados na fase de construção da usina
500 empregos diretos e mil indiretos, com aproveitamento de mão de obra
local, informou o BNDES.
A Besa tem no
Brasil, atualmente, 30 pequenas centrais hidrelétricas em operação, com
capacidade instalada global de 375 MW de energia.
Fonte: Agência Brasil
20/08/09
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Comissão aprova inspeção veicular anual da emissão de
poluentes
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável aprovou na quarta-feira (19) a
obrigatoriedade de vistoria em todos os veículos para
inspecionar a qualidade da emissão de gases e partículas
poluentes, dos ruídos e dos itens de segurança. A
fiscalização será um dos requisitos para a obtenção do
licenciamento anual do automóvel.
A medida consta do substitutivo do deputado Luiz
Carreira (DEM-BA) ao Projeto de Lei 3876/97, do deputado
Paulo Rocha (PT-PA), e aos quatro apensados (PLs 389,
837, 1757 e 4889, todos de 1999).
Segundo o texto aprovado, a cada ano os carros em
circulação no País, com três anos de fabricação ou mais,
terão que passar pela Inspeção Técnica de Veículos
Automotores (ITVA). O ITVA levará em conta as normas
baixadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e
o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). As
informações obtidas na vistoria serão incluídas no
Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam).
Isenção
O texto determina que os veículos escolares terão que
passar por vistoria para checar os itens de segurança
seis meses após a realização da inspeção anual. Estão
isentos das vistorias apenas os carros de coleção.
De acordo com o substitutivo do deputado Luiz Carreira,
será reprovado na inspeção o automóvel que apresentar
defeito classificado como muito grave ou grave, em
relação aos itens de segurança, ou que não atender às
exigências do Conama quanto à emissão de gases e ruídos.
Nesses casos, o proprietário ficará sujeito às sanções
previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
O texto abre a possibilidade de que o serviço de
inspeção seja realizado por órgãos das três esferas
(federal, estadual e municipal) ou por empresas
terceirizadas, mediante concessão pública. A empresa
escolhida não poderá ter vinculação com o setor
automotivo, como oficinas, seguradoras ou comércio de
autopeças.
Poluição nas cidades
De acordo com o deputado Carreira, o aumento da poluição
nos centros urbanos exige uma atenção especial com a
redução das emissões veiculares. Ele lembrou que um
estudo recente, divulgado pelo Ministério da Saúde,
mostrou que seis regiões metropolitanas do País (São
Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto
Alegre e Recife) apresentam concentração de poluentes
acima do limite recomendado pela Organização Mundial da
Saúde (10 microgramas de poluentes por metro cúbico).
Na região metropolitana de São Paulo, a mais populosa do
País, os automóveis são responsáveis por 97% das
emissões anuais de monóxido de carbono no ar, segundo um
estudo da Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental
(Cetesb).
"O grande desenvolvimento da indústria automobilística,
aliado à opção crescente pelo transporte individual,
colocou o automóvel no centro da questão da poluição do
ar nas cidades de médio e grande porte", disse o
deputado.
Tramitação
O PL 3876 e os apensados serão analisados agora pela
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Depois serão votados pelo Plenário.
Fonte: Agência Câmara
13/08/09
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Entidades criticam reajuste de tarifas da Sabesp
Entidades pertencentes à FNSA (Frente
Nacional pelo Saneamento Ambiental) estão questionando o
fato de o reajuste das tarifas da Sabesp ter como
justificativa a rentabilidade do negócio, como consta na
minuta da nota técnica.
Para a Frente, que tem como um de seus integrantes o
Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), a
rentabilidade não deve fundamentar a política de
saneamento básico.
Além disso, o conceito de serviço público aplicável à
concessão das atividades vinculadas ao saneamento
ambiental deve prever, paralelamente ao equilíbrio
econômico-financeiro da concessionária, a modicidade
tarifária e, especialmente, a universalização do acesso
ao serviço essencial, incluindo critérios de acesso e
manutenção do serviço às famílias de baixa renda.
Ainda de acordo com a FNSA, há omissão em relação aos
critérios que vão onerar os consumidores de baixa renda
pelo reajuste.
Consulta pública
Além de questionar a metodologia, a Frente cobra maior
participação da sociedade civil e pede reabertura da
consulta pública sobre o assunto, realizada pela Arsesp
(Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de
São Paulo), sendo que, desta vez, a nota seja redigida
com termos acessíveis aos cidadãos comuns.
Dessa forma, na opinião do Idec e das outras nove
entidades que integram a organização, a população, que
será diretamente atingida pelo aumento, terá uma
participação maior e em igualdade de condições no
processo.
Fonte: InfoMoney
12/08/09
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Coleta de esgoto é apontada como prioridade de serviços,
diz estudo do Instituto Trata Brasil/Ibope
São Paulo - Contar com os serviços
públicos de coleta de esgoto está entre as prioridades de uma base
representativa de brasileiros, embora nem todos saibam que esta é uma
questão de saneamento básico. Essa foi uma das conclusões constatadas em
um estudo realizado pelo Instituto Trata Brasil (organização que reúne
grandes empresas), em parceria com o Instituto Brasileiro de Pesquisa e
Opinião Pública e Estatística (Ibope).
A pesquisa foi
feita em junho passado com 1.008 pessoas de 79 cidades do país que tem
mais de 300 mil habitantes. No levantamento, foi apurado que 31% dos
brasileiros desconhecem o que significa, na prática, as ações de
saneamento básico. Porém, quando solicitadas a eleger quais as obras
consideram mais necessárias, os serviços de esgoto apareceram em primeiro
lugar.
Na avaliação de
Raul Pinho, presidente do Instituto Trata Brasil ,o resultado dessa
pesquisa pode ajudar a definir políticas de aplicação dos recursos. Ele
também defende que a população deve tomar conhecimento de projetos que vem
sendo desenvolvidos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC).
Ele salienta que as
cobranças devem se voltar para a administração pública municipal. “A
população sabe quem é o responsável pela má qualidade de vida ou problemas
de saúde por não ter esgoto coletado e tratado é o prefeito. Não é um
problema do governo do estado ou do governo federal, quem tem de resolver
o problema na ponta é o prefeito”, declarou Pinho.
Dos entrevistados,
54% apontaram a necessidade de esgoto, seguida de serviços de água (28%),
coleta de lixo (15%), limpeza pública (14%) e pavimentação (8%). A maioria
(77%) acredita que a casa onde mora conta com coleta de esgoto da rede
pública. Mas dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, do
Ministério das Cidades, indicam que metade da população brasileira não tem
acesso aos serviços.
Outro aspecto
detectado é que os moradores de áreas sem atendimento de coleta da rede
pública têm interesse no serviço de escoamento, porém, a metade não está
disposta a pagar pelos serviços. Desse universo, 41% responderam que não
gastariam nada e 28% estão indecisos. Quanto à avaliação dos serviços
prestados, o índice de satisfação é maior entre os moradores dos estados
da região Sul (61%). Já os insatisfeitos vivem em cidades da região
Nordeste e são mais escolarizados ( 34%).
No ranking
de áreas mais problemáticas, o esgoto obteve a sétima colocação e foi
apontado por 10% dos entrevistados. Saúde obteve o primeiro lugar (49%),
seguido de segurança (46%), drogas (40%), educação (28%) , emprego (27%),
calçamento e pavimentação (11%) e limpeza pública (11%).
Fonte:
Agência Brasil
11/08/09
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Coleta de lixo cresce, mas destino dos resíduos ainda é
problema
Apesar do crescimento em 2008 da
coleta dos resíduos sólidos urbanos (RSU) no Brasil, quase a metade do
lixo diário ainda tem destino inadequado, revela o estudo Panorama dos
Resíduos Sólidos no Brasil, divulgado no dia 10 de agosto, pela Associação
Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe).
De acordo com o documento, apenas
55% das 149,1 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos
recolhidas diariamente tiveram destinação adequada no ano passado. O
restante, ou foi para os lixões ou para os aterros não licenciados. O
estudo mostra ainda um crescimento de 5,9% em relação a 2007 na quantidade
de lixo urbano recolhido no país, em 2008.
“Neste mercado de meio ambiente, o
que chamamos de destino correto são as centrais de tratamento de resíduos,
conhecidos como aterros sanitários licenciados, que são preparados para
receber os resíduos, sem contaminar o meio ambiente e o lençol freático”,
disse João Carlos David, presidente da Abrelpe, em
entrevista à Agência Brasil.
O destino do lixo hospitalar é mais
um grave problema citado pelo documento da Abrelpe. Das 210 mil toneladas
coletadas no ano passado, cerca de 80% não tiveram tratamento adequado,
segundo Carlos David. “A gente só tratou adequadamente 23%, ou seja, o
resíduo hospitalar, além de ser um problema para o meio ambiente, também é
um problema de saúde pública porque ele acaba sendo transmissor de várias
doenças”, afirmou.
O tratamento correto para os
resíduos hospitalares, segundo explicou o presidente da Abrelpe, é
realizado por meio de três diferentes tecnologias: a desativação
eletrotérmica, micro-ondas e autoclave. Em alguns casos, pode também
ocorrer a incineração antes deles serem levados levados para os aterros
sanitários.
Para Carlos David, a
responsabilidade sobre a destinação do lixo no país não ser apenas do
poder público. Ela deve envolver também a sociedade. “A população consegue
contribuir fazendo a sua parte, consumindo adequadamente e com
consciência, sabendo separar os resíduos, não misturando os resíduos
orgânicos, ou seja, não misturando a sobra de alimentos com resíduos
potencialmente recicláveis como plásticos, vidros, papéis e latas”, disse.
O estudo revela ainda o crescimento
da coleta seletiva. Ela já é feita em 56% dos 5.565 municípios
brasileiros, e o da reciclagem de latas de alumínio, onde o Brasil aparece
na liderança mundial, com 96,5% do total de latas comercializadas no país,
em 2007, oriundas da reciclagem.
Fonte:
Agência Brasil
10/08/09
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Trabalho dá prazo de 90 dias para cortar luz, água,
telefone e gás
A proposta ainda será analisada pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.
A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público
aprovou na quarta-feira (5) proposta que fixa o prazo de
90 dias para o corte de água, luz, telefone e gás
canalizado, caso as contas não sejam pagas. A proposta
também proíbe o corte desses serviços em vésperas de
feriado e fins de semana, a não ser por solicitação do
usuário.
Conforme o texto aprovado, a nova regra vale para
consumidores residenciais; pessoas jurídicas de direito
público que desempenhem atividades ligadas à saúde, à
educação, à segurança e ao saneamento básico; e pessoas
jurídicas de direito privado sem fins lucrativos que
desempenhem atividades relacionadas à saúde e à
educação.
A comissão analisou sete propostas sobre o assunto, que
tramitam em conjunto. Foi aprovado substitutivo da
relatora, deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que
reúne pontos de todos eles. Alguns desses projetos
proíbem as interrupções no fornecimento, o que a
relatora considerou um exagero. O prazo de 90 dias, que
foi aprovado, está previsto no Projeto de Lei 65/07, da
deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC). Essa proposta diz
respeito apenas às contas de água e luz, mas foi
ampliada pela relatora.
Medida justa
"A dilatação de prazo, a meu ver, é uma medida justa,
pois não irá penalizar outros usuários, ao mesmo tempo
em que permitirá ao usuário inadimplente um prazo maior
para sua recuperação financeira e evitará o abuso de
usuários mal intencionados", afirma a relatora.
Ela destaca também que as proposições apontam a
necessária atenção que o poder público deve ter, no que
concerne à prestação desses serviços públicos essenciais
à população, principalmente quando se tratar da parcela
mais carente de usuários e de determinadas atividades
que não podem prescindir do fornecimento ininterrupto
desses serviços.
"Muitas vezes, no caso da suspensão da prestação desses
serviços, tanto o corte quanto o restabelecimento do
serviço ensejam custos, que normalmente são repassados
para o consumidor. Ou seja, o consumidor, e
principalmente o consumidor mais carente, é duplamente
penalizado, primeiro com a suspensão, depois com mais
despesas, além do constrangimento ao qual é submetido",
afirma.
Antes, o projeto já havia passado pela Comissão de
Defesa do Consumidor, onde foi rejeitado, conforme
parecer do deputado Max Rosenmann (PMDB-PR). Segundo
ele, a norma atual, que condiciona a suspensão dos
serviços à prévia comunicação formal ao consumidor, já
dá tempo razoável para que o usuário observe as
obrigações contratuais.
Tramitação
A proposta ainda será analisada pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania e pelo Plenário.
Fonte:
Agência Câmara
06/08/09
-
Faturamento da indústria
tem oitava queda desde início da crise
O faturamento
real de indústria cresceu 1,6% em junho em comparação a
maio, mas teve queda de 5,8% em relação a junho do ano
passado. Foi a oitava baixa nesse tipo de comparação
desde o início da crise internacional, que começou a
refletir no Brasil em outubro de 2008.
Quando a comparação é entre semestres, a queda
registrada neste ano foi de 7,7% em relação ao ano
passado. A utilização da capacidade instalada passou de
79,8% para 79,3% de maio para junho. A queda foi maior
em relação a junho de 2008, quando o índice foi de
83,2%.
Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os
indicadores de junho, divulgados nesta quinta-feira (6)
ainda não mostram trajetória definida de recuperação do
setor. Os dados revelam que o faturamento e as horas
trabalhadas no período cresceram em junho, enquanto
emprego, massa salarial e utilização da capacidade
instalada registraram queda no período.
A massa salarial foi 2,9% menor à de junho do ano
passado. No semestre, a baixa acumulada é de 1,7%,
comparando-se com igual período de 2008.
“Se isso se reduz, pode haver queda do consumo,
atrapalhando o crescimento”, explicou Renato Fonseca,
gerente executivo da CNI.
No mês as horas
trabalhadas aumentaram 0,2% em comparação a maio, mas
caíram 9,5% se comparadas a junho do ano passado. No
semestre, o setor acumula queda de 8,4% no total de
horas trabalhadas.
Repórter Daniel Lima
Fonte:
Agência Brasil
06/08/09
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Dieese: energia pressiona alta do custo de vida em julho
O custo de vida
para o morador na cidade de São Paulo subiu 0,49% em
julho, o que representou uma aceleração de 0,44 ponto
porcentual sobre a taxa de 0,05% apurada no mês anterior
pelo Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos
(Dieese), divulgado ontem. O destaque foi o aumento de
9,80% da tarifa de energia elétrica. Por conta do
reajuste na conta de luz, o grupo de preços relacionados
à habitação, que em junho havia fechado em alta de
0,19%, registrou no mês passado um aumento de 1,62%. Ao
considerar só a eletricidade, a contribuição foi de 0,29
ponto porcentual no cálculo da inflação de julho.
Dentro do grupo Habitação, outro subgrupo que mostrou
elevação de taxa de variação foi o da conservação do
domicilio (1,51%), pressionado pelo aumento da mão de
obra da construção civil (2,93%). Material de construção
ficou praticamente estável (0,03%).
Outro grupo que também contribuiu para a elevação do ICV
em julho na capital paulista foi o de Transporte, que
saiu de uma deflação de 0,64% em junho para uma alta de
0,51% em julho. A explicação é a subida do preço do
litro do álcool combustível em 4,26%, depois de ter
caído 6,31% em junho. "Portanto, não foi devido a
grandes altas em seus preços, mas sim consequência da
interrupção de seu comportamento declinante", ponderaram
os técnicos do Dieese.
No caso da Alimentação, segundo maior grupo do índice, a
média de reajuste dos preços desacelerou de 0,55% em
junho para 0,42% em julho. Dois subgrupos responderam
por essa desaceleração: produtos in natura e
semielaborados, cuja taxa passou de 0,38% para 0,11% e
alimentação fora do domicilio (de 0,83% em junho para
0,57% em julho). A desaceleração do grupo Alimentação só
não foi maior porque a indústria da alimentação
apresentou aceleração da variação de 0,60% em junho para
0,70% em julho.
De acordo com o levantamento do Dieese para o ICV do mês
passado, dois grupos fecharam com queda na média de seus
preços. O Vestuário fechou em baixa de 0,75% ante uma
alta de 0,10% em junho e o de Equipamentos Domésticos
ficou negativo em 0,59% depois de ter subido 0,42% em
junho.
Custo maior para menor renda
O ICV de julho pesou mais para as famílias mais pobres,
aquelas com renda média mensal de R$ 377,49. Para este
grupo, o ICV subiu 0,74% no mês passado. Para famílias
com o perfil de renda intermediária, de R$ 934,17 por
mês, a inflação foi de 0,54% e para os mais ricos, com
renda média de R$ 2.792,90, a pesquisa de preços apurou
um ICV de 0,39%. Segundo o Dieese, "os níveis de
rendimento referem-se aos valores definidos para junho
de 1996, quando da implantação da atual ponderação do
ICV."
A inflação maior para os mais pobres se justifica pelo
aumento da conta de luz, que pesa mais no orçamento do
que no dos mais ricos, e pelo reajustes nos preços dos
alimentos industrializados. De acordo com o Dieese, as
alterações nos preços tiveram impactos decrescentes para
as famílias na medida que aumenta o nível de renda.
Fonte: Agência Estado
Na comparação
com 2008, todas as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE
mostram queda na atividade industrial
A produção
industrial cresceu em oito das 14 regiões pesquisadas
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) em junho na comparação com maio. A média nacional
de crescimento foi de 0,2%. Na comparação com o mesmo
mês de 2008, todas as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE
mostraram queda na atividade industrial.
As maiores
expansões mensais vieram de Pará (+10,2%), Goiás (+7,4%)
e Bahia (+7,2%). Também houve aumento de produção em
Minas Gerais (+3,3%), Região Nordeste (+2,9%), Santa
Catarina (+1,4%), Rio Grande do Sul (+1,1%) e Rio de
Janeiro (+0,5%). Por outro lado, o IBGE destacou as
quedas da atividade industrial em São Paulo (-2,0%) e
Paraná (-9,0%).
No primeiro
semestre, a produção industrial regional caiu em todas
as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE nesta quarta-feira,
5, em comparação com o mesmo período do ano passado. As
quedas mais expressivas foram em Espírito Santo
(-29,3%), Minas Gerais (-21,3%), Amazonas (-16,8%), São
Paulo (-14,4%) e Rio Grande do Sul (-13,5%). Tais recuos
foram maiores que a queda recorde da média nacional, de
13,4%.
De acordo com o
IBGE, as regiões com maiores quedas foram afetadas pelo
menor dinamismo das exportações, dos bens de consumo
duráveis (automóveis, celulares e eletrodomésticos são
citados pelo Instituto) e de bens de capital.
Na comparação de
junho com o mesmo mês do ano passado, a produção
industrial caiu em 12 das 14 regiões consultadas. A
maior queda foi no Espírito Santo, de -25,2%, e o menor
recuo foi de -3,2% na Região Nordeste. Em São Paulo, a
queda foi de -13,4%. Só houve alta na Bahia, de 2,4%, e
em Goiás, de 1,1%.
Fonte:
Agência Estado
06/08/09
-
Preço da cesta básica cai em 15 capitais em julho, diz
Dieese
Com base nos preços cobrados em produtos e serviços de
necessidade básica, salário mínimo deveria ser R$ 1,994
mil
O valor da cesta
básica caiu em 15 capitais brasileiras no mês julho
sobre o mesmo período do ano anterior, informou nesta
quarta-feira (5) o Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na
comparação com junho, 14 capitais, capitais incluídas na
Pesquisa Nacional da Cesta Básica, registraram queda e
apenas três tiveram alta no valor dos produtos.
Manaus, Brasília e Belém apresentaram alta, de julho
sobre o mês anterior, de 0,75%, 0,69% e 0,05%,
respectivamente, no preço das cestas. Já as maiores
retrações foram verificadas em Goiânia (-8,11%), Rio de
Janeiro (-3,78%), Fortaleza (-3,47%) e Curitiba
(-3,19%).
Com base nos preços cobrados em alimentação, moradia,
saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e
previdência, o Dieese faz uma cálculo de qual seria um
valor de salário mínimo suficiente para suprir todas as
necessidades de uma família.
Para julho, o valor calculado seria de R$ 1.994,82, ou
4,29 vezes o mínimo em vigor, de R$ 465. Em junho, seria
de 2.046,99 (4,4 vezes o valor vigente), e em julho de
2008 o piso deveria atingir R$ 2.178,30, o maior valor
calculado pelo Departamento.
Fonte:
Abril.com
05/08/09
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Centrais sindicais se movimentam pela aprovação da
redução da jornada
Nesta
terça-feira (4), as centrais sindicais - Força Sindical,
CUT, UGT, CTB, CGTB e NCST - ocuparam o Congresso
Nacional para esclarecer e buscar apoio dos
parlamentares para aprovação da Proposta de Emenda a
Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada de
trabalho sem redução de salário.
Coordenados pelo deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT/SP), presidente da Força Sindical, mais de vinte
dirigentes sindicais visitaram deputados e senadores em
busca de apoio à redução da jornada de trabalho.
Entre as
visitas, merece destaque a feita para o presidente do
Senado, ex-presidente da República, José Sarney
(PMDB/AP).
O presidente do Senado recebeu os dirigentes na sala da
presidência da Casa e declarou seu apoio a reivindicação
dos trabalhadores. Para Paulo Pereira, "o mundo real dos
trabalhadores é outro", comentou fazendo uma referência
sobre a crise que se instalou no Senado antes do recesso
parlamentar.
A melhor resposta à população é a aprovação de proposta
de interesse social e que possam assim, mostrar o
verdadeiro valor das instituições democráticas.
Essa é a
reação que os trabalhadores em particular, e a sociedade
em geral, esperam das duas casas legislativas,
principalmente, em momentos em que a democracia
representativa é colocada em xeque.
Entre as proposta que contribuem para valorizar o
Parlamento e fortalecer ainda mais a democracia
representativa, os dirigentes sindicais destacaram o PL
3.299/08, que trata do fim do fator previdenciário, a
redução da Jornada de trabalho e a adoção das convenções
151 (negociação no serviço público) e 158 (fim da
demissão imotivada).
A ação das
centrais será intensificada até que a proposta de
redução da jornada de trabalho seja aprovada pelo
plenário da Câmara.
Esse trabalho
no Parlamento foi aprovado no 6º Congresso da Força
Sindical, realizada na semana passada em Praia Grande
(SP), como uma das ações que a central vai empreender, a
fim de levar a cabo a "pauta trabalhista" aprovada pelas
centrais em maio.
Na próxima
semana, as centrais sindicais devem intensificar a
pressão no Congresso. A ideia é fazer um corpo-a-corpo
com os deputados em Brasília e, na sexta-feira, promover
em todo País o Dia Nacional de Luta pela Jornada de 40
Horas Semanais.
Os
sindicalistas também colocarão cartazes nos gabinetes
dos parlamentares que apoiam a PEC.
(André Santos)
Fonte:
Diap
05/08/09
-
Indústria quer nova política para produção
A crise
financeira global dizimou as chances de sucesso das
metas da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP),
que já eram consideradas difíceis pela indústria.
Lançada com pompa pelo governo em maio do ano passado,
quando a economia crescia num ritmo superior a 6% ao
ano, a PDP ficou desatualizada. Representantes do setor
produtivo pressionam agora o governo para que a política
seja revista à luz do pós-crise.
“A prioridade é
incentivar o investimento na inovação tecnológica e
modernização da indústria nacional”, defende o diretor
do Departamento de Produtividade e Tecnologia da
Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),
José Ricardo Roriz Coelho. Além de fortalecer a
competitividade do produto brasileiro, a medida estimula
o setor de bens de capital, estratégico para a economia
do País, cuja produção desabou com a crise, diz.
Para o empresário
Mario Bernardini, assessor econômico da diretoria da
Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e
Equipamentos (Abimaq), até agora o governo agiu sem
plano estratégico. “Incentivou mais o consumo, o que no
curto prazo dá resultado, mas no longo prazo é
ineficiente”, observa. “Isso deveria ter sido feito, mas
com um objetivo na frente.”
Para
exemplificar, Bernardini faz uma comparação com a China.
Em razão da crise, o governo chinês priorizou ampliar os
investimentos em ferrovias e infraestrutura. “Eles vão
sair da crise mais competitivos do que entraram. Nós,
tirando o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
de carros e eletrodomésticos, vamos sair da crise antes,
porém não sairemos mais competitivos.”
O incentivo aos
investimentos pleiteado pela indústria se resume em
desoneração tributária. O problema é que o governo já
disse que esgotou sua capacidade de reduzir impostos. Um
dos argumentos mais usados pelo setor para justificar o
pleito é o fato de o Brasil ser hoje um dos poucos
países a tributar investimento. Tanto que não causou
surpresa para a diretoria da Fiesp os resultados de uma
pesquisa da entidade sobre intenção de investir em 2009
mostrando que a carga tributária é apontada por 64% dos
entrevistados como o maior obstáculo ao investimento.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte:
Agência Estado
04/08/09
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Dois projetos na área de saneamento na pauta da Comissão
de Serviços de Infraestrutura do Senado
O primeiro
visa incentivar a economia no consumo de água e o segundo prevê que os
planos de saneamento básico deverão incluir medidas para reduzir a
velocidade de escoamento de águas pluviais em áreas urbanas com alto
coeficiente de impermeabilização do solo e dificuldade de drenagem.
Do senador Gilberto Goellner (DEM-MT), o texto substitutivo a projeto (PLS
504/07) do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) modifica lei que
estabelece as diretrizes nacionais para o saneamento básico (Lei
11.445/07).
O objetivo é assegurar que os serviços públicos de saneamento básico sejam
prestados com base na adoção de medidas de fomento à moderação do consumo
de água.
Entre as diretrizes previstas está a inclusão da obrigatoriedade de a
União estimular ao desenvolvimento e aperfeiçoar equipamentos e métodos
economizadores de água. O texto também preconiza a promoção da educação
ambiental, com objetivo de favorecer a economia de água pelos usuários.
Escoamento
Já o projeto (PLS 205/08), do senador Renato Casagrande (PSB-ES), prevê a
alteração de várias leis para determinar que o planejamento para a
prestação de serviços de saneamento básico inclua novas tecnologias no
sistema de redução de velocidade de escoamento de águas pluviais.
O autor explica que uma das maiores causas das enchentes que assolam as
cidades é a impermeabilização do solo em áreas urbanas, que aumenta a
velocidade de escoamento das águas pluviais, acarretando aumento rápido na
vazão média de pico dos rios. Ainda há, segundo explica, a diminuição da
infiltração da água do solo, que dificulta a formação dos lençóis
freáticos.
- Tradicionalmente, o controle de drenagem de águas prioriza tecnologias
que levem ao escoamento mais rápido da água proveniente das chuvas. A
consequência direta é que a canalização aumenta os picos de vazão à
jusante e, desse modo, a ocorrência de inundações - explica Casagrande.
O relator, senador Wellington Salgado (PMDB-MG), apresentou parecer
favorável á aprovação da matéria.
Fonte:
Assemae
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