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21/12/09
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IBGE: rendimento médio do trabalhador sobe 2,2% em
novembro, frente a 2008
No confronto com
o mesmo mês de 2008, quando registrava R$ 1.324,74, o
rendimento médio real da população ocupada apresentou
aumento de 2,2% em novembro, chegando a R$ 1.353,60. Já
na comparação com outubro (R$ 1.354,74), houve
estabilidade.
Os dados,
divulgados nesta sexta-feira (18), fazem parte
da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE
(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas
seis principais regiões metropolitanas do País.
Renda por
região
Frente a novembro do ano passado, cinco das seis regiões
metropolitanas pesquisadas apresentaram alta no
rendimento médio real da população ocupada.
No período, Porto
Alegre teve a maior variação, com alta de 6,3% no
rendimento. Em seguida aparecem São Paulo (3%), Belo
Horizonte (2,4%), Rio de Janeiro (0,8%) e em Salvador
(0,4%). Apenas em Recife houve retração, de 1,7% no
período.
Na comparação com
o mês imediatamente anterior, Recife (-1,3%), Salvador
(-4,4%) e Rio de Janeiro (-1,1%) registraram quedas, ao
passo que em São Paulo (1%) e Porto Alegre (1,3%) houve
incremento no rendimento médio da população ocupada.
Autônomos, formais e informais
Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que
trabalhavam por conta própria apresentou alta de 3,2%.
Na comparação mensal, houve queda de 2,9%.
Os salários dos
empregados do setor privado sem registro apresentaram
evolução de 9,9% frente a 2008 e estabilidade sobre
outubro.
Para quem
trabalha no setor privado com carteira assinada, os
rendimentos registraram queda de 0,8% na comparação
anual. Frente a outubro deste ano, houve aumento de
1,5%.
Renda por
atividade econômica
No mês passado, frente
a outubro, das sete atividades econômicas analisadas,
quatro registraram quedas: Indústria extrativa (-2,2%),
Construção Civil (-2,8%), Educação, saúde, serviços
sociais, administração pública, defesa e seguridade
social (-0,8%) e Serviços Domésticos (-0,7%).
Já a maior
elevação no mês, de 1,8%, ficou com Outros Serviços.
Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos
pessoais domésticos e comércio a varejo de combustíveis
também apresentou aumento, de 1,5%; e profissionais de
Serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades
imobiliárias e intermediação financeiras sentiram a alta
de 1,2% em seus rendimentos entre outubro e novembro.
Confronto
anual
No confronto anual,
apenas Outros Serviços apresentou queda em novembro, de
5,7%. As maiores elevações ficaram com Educação, saúde,
serviços sociais, administração pública, defesa e
seguridade social (5,5%); Comércio, reparação de
veículos automotores e de objetos pessoais domésticos e
comércio a varejo de combustíveis (5,4%) e Construção
(4,9%).
Os setores de
Serviços Domésticos; Serviços prestados a empresa,
aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação
financeira; Indústria extrativa, de transformação e
distribuição de eletricidade, gás e água também
registraram aumento, de 3,9%, 2,7% e 1,9%, na ordem.
Fonte:
InfoMoney
17/12/09
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Senado aprova projeto (PLS 248/06) que regulamenta taxa
assistencial
O projeto
regulamenta a taxa assistencial em favor dos sindicatos
por ocasião da assinatura dos acordos e convenções
coletivas de trabalho. Foi uma vitória do movimento
sindical
Em votação
simbólica, o plenário do Senado aprovou no início da
noite desta quarta-feira (16), o PLS 248/06, do senador
Paulo Paim (PT/RS), que regulamenta a taxa assistencial
em favor dos sindicatos por ocasião da assinatura dos
acordos e convenções coletivas de trabalho.
O projeto vai ao
exame da Câmara dos Deputados - Casa revisora.
Méritos
O senador Paim, autor deste importante projeto
recebe os méritos e os aplausos do movimento sindical,
porque atendeu um apelo das entidades para apresentar a
matéria para discussão no Senado.
O mérito também é
do FST (Fórum Sindical dos Trabalhadores) que trabalhou
incansavelmente pela aprovação do projeto, nas comissões
temáticas, e no plenário.
"Fizemos o dever
de casa", disse o coordenador nacional do FST, José
Augusto, que contribui efetivamente para aprovação do
projeto.
Cerca de 70
líderes sindicais estiveram no Senado, entre esta
terça-feira (15) e ontem para conversar como os líderes
partidários e os senadores, que foram procurados um por
um para tratar da votação da matéria.
Fonte:
Diap
14/12/09
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Eletricista com doença auditiva ocupacional consegue
reintegração ao emprego
Um ex-empregado da empresa paulista UTC Engenharia que,
após ser despedido descobriu que havia ficado com
problemas na audição em decorrência da atividade
profissional, conseguiu reintegração ao emprego e
adicional de periculosidade. Com a rejeição de embargos
da empresa, Seção I Especializada em Dissídios
Individuais do Tribunal Superior do Trabalho, prevaleceu
a decisão do Tribunal Regional da 2ª Região (SP).
Em novembro de 92, após ser dispensado, o trabalhador
ajuizou ação, informando que havia trabalhado na empresa
desde o ano anterior (91), como eletricista de
manutenção e que havia adquirido uma doença auditiva em
decorrência de excessivo ruído quando desempenha a sua
atividade profissional. A ação foi julgada improcedente
pelo juiz de primeira instância, mas a sentença foi
reformada pelo TRT da 2ª Região, que determinou a
reintegração do trabalhador ao emprego, com direito a
salários vencidos e vincendos.
Não concordando com esse resultado, a UTC recorreu, mas
a decisão foi mantida, inicialmente na Sexta Turma do
TST, depois na SDI-1, onde o relator, juiz convocado
Douglas Alencar Rodrigues, afirmou que as decisões
anteriores demonstraram que não houve violação
constitucional e que estavam de acordo com a Súmula nº
378, II, do TST. Haja vista que ficou claramente
demonstrado pelo Regional que havia nexo de causalidade
entre o local de trabalho, com excesso de ruído, “e a
doença ocupacional (disacusia) que incapacitou parcial e
permanentemente o eletricista”.
Quanto à estabilidade, o relator esclareceu que a Sexta
Turma ressaltou que o fato de o empregado “não ter
permanecido afastado por mais de 15 dias no curso do
contrato de trabalho, por si só, não lhe retira o
direito esse direito, pois o artigo 23 da Lei 8.213/91
estabelece como dia do acidente, no caso de doença
profissional ou do trabalho, a data do início da
incapacidade laborativa para o exercício da atividade
habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia
em que for realizado o diagnóstico, valendo para este
efeito o que ocorrer primeiro”.
(E-RR-73409-2003-900-02-00.9)
Fonte:
TST
17/12/09
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FGTS poderá ser utilizado no pagamento de consórcios
Assim como
acontece com o financiamento de imóveis, uma resolução
aprovada pelo Conselho Curador do FGTS (Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço) irá permitir aos
trabalhadores utilizarem o benefício no pagamento de
consórcios habitacionais.
Para se
beneficiarem da mudança, contudo, é necessário que a
cota do consórcio e o imóvel residencial estejam no nome
do titular da conta e que o imóvel tenha sido adquirido
com recursos da carta de crédito do consórcio.
“É uma forma que
encontramos para ajudar o trabalhador para que ele possa
diminuir a dívida que tem. Aconselhamos o trabalhador a
negociar com o proprietário, pois às vezes ele pode dar
um bom desconto quando se faz o pagamento antecipado”,
disse o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
Regras
De acordo com o MTE, o valor máximo de avaliação do
imóvel não pode exceder o limite estabelecido nas
operações do SFH (Sistema Financeiro de Habitação).
No caso do
trabalhador ser titular de mais de uma conta de
consórcio, o FGTS somente poderá ser utilizado em único
imóvel. Além disso, o titular não pode ser detentor de
financiamento ativo do SFH em qualquer parte do Brasil e
o recurso não pode ser usado para compra de imóvel
comercial, terreno ou reforma.
A regra deve
entrar em vigor em 90 dias.
Fonte:
InfoMoney
15/12/09
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Expectativas para comércio e indústria são positivas
para 2010
No próximo ano, as previsões para o
comércio e a indústria são positivas. Em 2009, o setor
industrial foi o mais prejudicado pela crise econômica,
enquanto o comércio foi o que menos sentiu o efeito da
crise devido ao aumento da renda do trabalho, a queda da
inflação e da taxa de juros.
De acordo com dados da Equifax, em 2010 a ascensão do
comércio deve continuar em ritmo equivalente ao deste
ano e a indústria, ainda no primeiro trimestre, deve
alcançar o mesmo patamar de antes da crise financeira
internacional.
Emprego em 2010
Em relação à taxa de desemprego, é provável que haja
queda. Segundo a Equifax, o aumento do PIB (Produto
Interno Bruto), o aquecimento da atividade industrial e
do setor de construção civil devem impulsionar o volume
de contratações, sobretudo aquelas com carteira
assinada.
A recuperação da indústria deverá amenizar a situação do
emprego na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) que
foi a mais atingida durante crise econômica, uma vez que
a indústria responde por grande parcela do número de
empregos formais.
E o setor que deverá abrir mais postos de trabalho é o
da construção civil, que terá maior demanda devido a
investimentos em infra-estrutura para a Copa do Mundo em
2014 e Olimpíadas em 2016.
Fonte:
InfoMoney
14/12/09
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FAP: Portaria define data para recurso ao Ministério da
Previdência Social
Prazo é de mais 30 dias a contar desta segunda-feira
As
empresas têm 30 dias, a partir desta segunda-feira (14),
para contestar possíveis divergências de informações de
Comunicações de Acidentes de Trabalho (CATs) e de
benefícios acidentários que compõem o Fator Acidentário
de Prevenção (FAP) - multiplicador das alíquotas do
Seguro Acidente de Trabalho (SAT). É o que determina a
Portaria Interministerial 329/2009, dos ministros da
Previdência Social, José Pimentel, e da Fazenda, Guido
Mantega, publicada hoje no Diário Oficial da União
(DOU).
As CATs e benefícios acidentários que poderão ser
contestados são dos anos de 2007 (a partir de abril) e
2008. A nova metodologia do FAP começará a ser aplicada
em janeiro de 2010 para 952.561empresas.
As empresas interessadas devem apresentar os recursos ao
Departamento de Políticas de Saúde e Segurança
Ocupacional (DPSO), do Ministério da Previdência Social
(MPS), em Brasília. As contestações já apresentadas
desde o início de outubro serão encaminhadas ao
departamento pelos diversos órgãos da Previdência.
O julgamento das contestações terá caráter terminativo
na esfera administrativa e observará as determinações do
Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), contidas
nas Resoluções 1.308 e 1.309, ambas de 2009.
O MPS disponibilizará às empresas o resultado do
julgamento das contestações, mediante acesso restrito,
com uso de senha pessoal, no portal do ministério e,
mediante link específico, na página da Secretaria da
Receita Federal do Brasil.
A
portaria também prevê que, se o julgamento da
contestação resultar FAP inferior ao atribuído pelo MPS,
em razão dessa redução os valores serão compensados no
recolhimento da Previdência nos meses seguintes.
Travas - É necessário esclarecer que o MPS já
abriu a possibilidade, desde outubro, de defesa para as
empresas que possuem as chamadas “travas” no processo do
cálculo do FAP.
Nesses casos, essas empresas podem recorrer até o dia 31
de dezembro deste ano, desde que comprovem que houve
investimento na melhoria da segurança no ambiente de
trabalho. Assim, poderão ter suas alíquotas reduzidas,
quando tiverem FAP igual a 1.
Desde o dia 30 de setembro estão disponíveis nos portais
do MPS e da Secretaria da Receita Federal do Brasil os
valores do FAP dessas empresas, integrantes de 1.301
subclasses ou atividades econômicas.
Do
total de empresas, 92,37% (879.933) serão bonificadas na
aplicação do FAP no ano que vem. Somente 72.628
empresas, ou 7,62% terão aumento na alíquota de
contribuição ao Seguro acidente em 2010. O que significa
que precisam ampliar os investimentos em saúde e
segurança no ambiente de trabalho.
O fator acidentário não vai trazer qualquer alteração na
contribuição de 3,328 milhões de pequenas e
microempresas, que recolhem os tributos pelo sistema
simplificado, o Simples Nacional, e estão isentas da
taxação do SAT.
Fonte:
ACS/MPS
09/12/09
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Indústria lidera ranking da acidentalidade em 2008
Os setores de atividade econômica da indústria e de
prestação de serviços foram responsáveis, em 2008, por
90,56% dos 747.663 acidentes de trabalho registrados no
período. A indústria lidera o ranking com 45,73%. O
setor de serviços responde por 44,83%. Os dados constam
do Anuário Estatístico da Previdência Social 2008,
lançado no fim de outubro deste ano.
O total de acidentes registrados no ano passado é 13,4%
maior que o número computado em 2007, quando foram
notificados 659.523 acidentes. Os dados refletem a
adoção do Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) em abril de
2007, que ajudou a combater a subnotificação dos
acidentes de trabalho em 2008.
Em comparação com 2007, o número de acidentes na
indústria no ano passado aumentou 14,8% - saltou de
297.719 mil para 341.943 mil -, superando os 13,9% do
setor de serviços, que passou de 294.259 mil registros
para 335.171 mil.
O diretor do Departamento de Políticas de Saúde e
Segurança Ocupacional, Remigio Todeschini, destaca que
somente um conjunto de ações e políticas preventivas de
acidentes e doenças do trabalho será capaz de combater
com sucesso os milhares de acidentes que vitimam os
trabalhadores brasileiros ano a ano.
Todeschini enfatiza, ainda, a atuação do Ministério da
Previdência Social na definição de políticas de Saúde e
Segurança no Trabalho (SST). Além do NTEP, ele cita como
exemplo dessas iniciativas a aprovação, em maio deste
ano, do Fator Acidentário de Prevenção (FAP), pelo
Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS).
A nova metodologia, que será aplicada a partir de
janeiro de 2010, irá conceder redução da taxa do Seguro
Acidente para as empresas que registrarem queda no
índice de acidentalidade e doenças ocupacionais. Por sua
vez, as que apresentarem maior número de acidentes e
ocorrências mais graves terão aumento no valor da
contribuição.
“O fator acidentário será fundamental para avançarmos na
cultura da prevenção e na diminuição dos acidentes de
trabalho, já que as empresas serão estimuladas a
investir em saúde e segurança em seus ambientes
laborais”, destaca Todeschini.
Ele também acentua a atuação da Comissão Tripartite de
Saúde e Segurança do Trabalho – composta por
representantes do governo, dos trabalhadores e dos
empresários -, que já escolheu os setores do transporte
rodoviário de carga e da indústria da construção para,
em um primeiro momento, ser alvo do trabalho de
prevenção de acidentes e doenças do trabalho.
Fonte: ACS/MPS
Tramita na
Câmara o Projeto de Lei 5792/09, do deputado Vital do
Rêgo Filho (PMDB-PB). Ele determina que, no processo de
negociação coletiva de trabalho, a empresa entregue ao
sindicato dos trabalhadores informações sobre sua
situação econômica e financeira.
A
entidade, por sua vez, estará obrigada a manter o sigilo
sobre essas informações, mesmo depois de concluída, com
sucesso ou não, a negociação. De acordo com o autor da
proposta, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT - Decreto-lei 5.452/43), as informações podem
contribuir para que as negociações sejam bem sucedidas.
Veracidade dos dados
“Se
assegurada de maneira razoável a veracidade dos dados,
poderão os agentes negociadores efetuar uma avaliação
objetiva da situação e evitar o fracasso da negociação,
por um simples erro de apreciação ou por dificuldades na
comunicação”, argumenta.
O parlamentar afirmou que não é raro a desinformação
tornar-se um empecilho à negociação. “Omitir informações
ou prestá-las incompleta ou incorretamente tem, muitas
vezes, os mesmos efeitos da recusa à negociação.”
Segundo ele, isso é o que ocorre, por exemplo, quando a
empresa, “sem apresentar nenhuma prova convincente,
argumenta que enfrenta situação econômica e financeira
frágil para não atender as reivindicações dos
trabalhadores”.
Tramitação
A proposta, conclusiva, será analisada pelas
comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e
Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço
Público e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: A bdir
08/12/09
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Emprego e massa salarial na indústria crescem em outubro
O emprego aumentou em 17 dos 19 setores analisados na
pesquisa Indicadores Industriais relativa a outubro. No
período, a massa salarial aumentou em 15 setores. Os
números foram divulgados nesta segunda-feira (7) pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI).
“Os indicadores sobre emprego são os que mais demoraram
a apresentar recuperação da crise, uma vez que primeiro
são as vendas que crescem e, em seguida, as horas
trabalhadas. Só depois é que há o aumento do emprego”,
explicou o gerente da Unidade de Pesquisa, Avaliação e
Desenvolvimento da CNI, Renato da Fonseca.
Segundo a entidade, o emprego cresceu 0,6% em outubro,
na comparação com setembro. É a quarta alta seguida,
após oito meses seguidos de queda. Segundo o
pesquisador, daqui para a frente “o crescimento do
emprego será na comparação mês a mês”.
Se a comparação for com outubro de 2008, há queda de
4,1%, menos intensa do que a registrada no mês anterior
(4,6%).
Apenas dois setores diminuíram o nível de emprego de
setembro para outubro: vestuário (-1,0%) e refino e
álcool (-0,8%). Os maiores aumentos registrados
ocorreram nos setores de materiais eletrônicos e de
comunicação (3,3%) e de móveis e diversos (1,3%).
“Com a recuperação do emprego e a geração de mercado
interno há também recuperação na renda”, disse Fonseca.
A massa salarial na indústria de transformação cresceu
1,7% de setembro para outubro. Apenas quatro setores
registraram diminuição da massa salarial: couros e
calçados (-0,2%), edição e impressão (-3,3%), produtos
químicos (-0,3%), e veículos automotores (-7,0%).
No mesmo período, os maiores crescimentos registrados de
massa salarial foram nos setores de metalurgia básica
(9,3%), produtos de metal (9,0%), máquinas, aparelhos e
materiais elétricos (6,7%), materiais eletrônicos e
comunicação (6,3%) e vestuário (5,4%).
Repórter Pedro Peduzzi
Fonte: Agência
Brasil
07/12/09
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IBGE: indústria tem melhor resultado regional em um ano
A indústria mostrou, em outubro deste ano, o melhor
resultado regional apurado pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) desde outubro do ano
passado, segundo destacou a gerente de análise da
coordenação de indústria do IBGE, Isabella Nunes. Ela
explicou que quatro das 14 regiões pesquisadas
registraram aumento na produção em outubro na comparação
com igual mês de 2008, o maior número de locais em
expansão em 12 meses.
As regiões que registraram aumento na produção em
outubro, ante outubro de 2008, são o Espírito Santo
(2,4%), Pernambuco (1,0%), Bahia (0,3%) e Paraná (0,6%).
Nessa comparação, a indústria nacional mostrou queda de
3,2%, conforme divulgou o IBGE no início desta semana.
Para Isabella, os dados regionais da indústria confirmam
um espalhamento maior da recuperação do setor. Em
setembro, ante igual mês do ano passado, apenas um local
(Goiás) havia registrado crescimento.
"Os dados regionais confirmam a recuperação no ritmo de
atividade industrial e o espalhamento maior dessa reação
em outubro", disse Isabella. Segundo ela, houve uma
"expansão generalizada" nos resultados ante o mês
anterior, já que 10 dos 14 locais mostraram crescimento
na produção em outubro ante setembro. As maiores
contribuições para o crescimento na produção nacional
(2,2%) no período foram dados pelos Estados de São
Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro,
que respondem, juntos, por 70% da estrutura industrial
do País.
Isabella observou que São Paulo, cuja produção aumentou
2,1% em outubro ante setembro - a quarta expansão
consecutiva ante mês anterior -, com resultado muito
próximo à média nacional, abriga na indústria local
todos os segmentos que vêm impulsionando a reação do
setor industrial no País, como automóveis, máquinas e
equipamentos e produção de açúcar, entre outros.
Fonte:
Agência Estado
01/12/09
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Brasil precisa reagir com
velocidade para ampliar acesso ao saneamento, defende
especialista
Pesquisa coordenada pelo Centro de
Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas, divulgada em 24 de novembro,
aponta que entre 2007 e 2008 o país registrou uma diminuição significativa
do deficit de saneamento básico. A queda de 4,18% é superior à
média estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) que prevê
diminuição de 2,77% ao ano para que o país alcance uma das Metas do
Milênio - a diminuição do deficit de saneamento básico à metade no
período de 1990 até 2015.
O novo ritmo, de acordo com a
pesquisa, seria suficiente para que o Brasil cumprisse a meta em 16 anos.
Entretanto, desde 1992, quando o Brasil se tornou signatário das metas, o
país avançou apenas 1,6% ao ano - índice bem abaixo da meta.
Na avaliação do presidente do
Instituto Trata Brasil, Raul Pinho, o país precisa reagir com velocidade
para ampliar o acesso ao saneamento básico da população. "Se não reagirmos
com velocidade, vamos passar vergonha na Copa e nas Olimpíadas", afirmou.
"Como vamos fazer a prova de vela numa Baía de Guanabara toda poluída?",
questionou.
Para ele, o Brasil, que tem 18
milhões de cidadãos sem saneamento básico, ainda apresenta números
vergonhos no que diz respeito ao problema. "A Organização Mundial de Saúde
divulgou um ranking de saneamento em que o Brasil é o sétimo
colocado, próximo aos países africanos. Como podemos conviver com isso
querendo ser liderança econômica mundial?", questionou.
De acordo com Pinho, a falta de
saneamento básico mata, anualmente, 200 crianças de até 5 anos e é
responsável por 700 mil internações.
Segundo Marcelo Neri, um dos
coordenadores da pesquisa, para acabar com problemas de saneamento é
necessária a criação de políticas públicas e ações coordenadas. "Com um
bom planejamento, boa gestão de recursos e um marco regulatório, é
possível sanar o problema em até 20 anos", explicou.
Um dos dados do estudo destacado
por Neri mostra que no ano de 2008, 26,62% da população de classe AB não
tinham acesso ao saneamento básico. "Saneamento não é um problema apenas
de dinheiro: não adianta nada comprar os materias se você não tiver uma
rede para se conectar. É preciso investimento público", explicou.
Neri afirmou que o país tem
evoluído no quesito saneamento por causa dos efeitos do Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC) e da criação da Lei Geral de Saneamento
Básico.
Fonte:
Agência Brasil
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