![]() |
||
|
|
A última pesquisa elaborada pela Fundação COGE (Funcoge), ONG voltada ao estudo de gestão técnica no setor elétrico, mostra que ocorreram 851 acidentes com trabalhadores do setor em 2008, sendo 15 fatais. Segundo a entidade, foram gastos mais de R$ 595 milhões com os acidentes, valor suficiente para a construção de nove pequenas centrais hidrelétricas, com capacidade para atender à demanda de mais de um milhão de habitantes.
“É preciso mais treinamento, capacitação e fiscalização pelos órgãos competentes”, afirma Carlos Reis, presidente do Sindicato dos Eletricitários de São Paulo (Stieesp).
A Funcoge mostra que o número de acidentes nas empresas de transmissão, geração e distribuição de energia elétrica correspondem a 2,33 ocorrências por dia. “É muito alto, se levarmos em consideração os equipamentos de proteção individual e treinamentos que existem à disposição da empresa e do trabalhador. É preciso verificar se as companhias realmente fazem investimentos na segurança dos seus funcionários”, adverte Carlos Reis.
Origens - As ocorrências fatais no setor apresentam três principais causas: origem elétrica, queda e acidente de trânsito. Estas poderiam ser evitadas com procedimentos técnicos de trabalho, como planejamento e supervisão Fonte: Agência Sindical
A queda na
geração de empregos com carteira assinada no início de
2009 provocou saques recordes no seguro-desemprego.
O número representa aumento de mais de 40% em relação aos saques realizados no mesmo período de 2008.
De acordo com o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o aumento se deve ao crescimento do desemprego na virada do ano, ao reajuste do salário mínimo e ao pagamento extra do seguro para os trabalhadores demitidos por causa da crise.
Formado em
administração de empresas, Rodrigo Duque de Lima está
entre os demitidos.
Rodrigo deu entrada no seguro-desemprego e passou a receber o benefício. Para driblar algumas contas, ele está fazendo bico de garçom em um bar na Vila Madalena, bairro da cidade de São Paulo.
O salário atual é cerca de 70% menor do que ele ganhava. Rodrigo teve que cortar gastos para se adaptar a nova realidade financeira.
"Algumas contas como do carro, do telefone, seguro de saúde são fixas. Na hora de pagar, são essas que eu estou priorizando. As outras pago conforme dá e se não dá ligo e explico a situação, para quando me estabelecer acertar essas coisas".
O pagamento do seguro-desemprego é feito com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
De acordo com o ministério, esse fundo fechou o semestre com um resultado positivo de R$ 1,7 bilhão - uma piora de 70% em relação ao primeiro semestre de 2008. (Radioagência NP)Fonte: Diap
Salário mínimo, fator previdenciário, sustentação dos sindicatos e terceirização precisam ter desfecho positivo ainda este ano e devem ser tratados como prioritários na agenda dos trabalhadores Marcos Verlaine* Os temas
elencados acima são prioritários na agenda dos
trabalhadores.
A Câmara precisa
votar a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) ao PL 1/07
o mais rápido possível, sob pena de colocar em risco o
ganho real para o salário mínimo.
O aumento real do
salário mínimo para 2010, respeitada as diretrizes do
projeto, deverá ser fixado com base no PIB de dois anos
anteriores, portanto, de 2008, o maior PIB dos últimos
20 anos, que será anunciado no final de 2009, um ano de
inflação baixa e PIB muito baixo ou até negativo.
Teria o
presidente da República, nos últimos dias de seu
mandato, condições políticas de editar uma MP concedendo
aumento real para o salário mínimo, cuja vigência
coincidiria com a posse de seu sucessor? Desse modo, é
preciso urgentemente construir uma proposta negociada.
Com início da discussão pelo Supremo, cuja votação parcial está em três votos contra o repasse e dois a favor, impõe ao movimento sindical construir alternativas para o caso de o STF acatar a ação do Democratas.
Desse modo, o
Ministério do Trabalho tende a acelerar a elaboração,
com as centrais, de proposta que resolva finalmente este
impasse sobre a sustentação financeira das entidades
sindicais de trabalhadores.
Parcela
expressiva do movimento sindical quer resolver este
imbróglio, com objetivo de superar o impasse que envolve
a cobrança pelos sindicatos e a postura do Ministério
Público do Trabalho, que a considera ilegal, sobretudo
para os trabalhadores não sindicalizados.
Com exceção do projeto de lei que trata da regulamentação da taxa assistencial, todos os demais compõem a "pauta trabalhista" apresentada pelas centrais ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP) em maio. (*) Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap Fonte: Diap
A Câmara analisa o Projeto de Lei 5166/09, do deputado Jefferson Campos (PTB-SP), que autoriza o saque do saldo do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de contas de água e luz ou do Imposto Territorial Urbano (IPTU) em nome do titular da conta.
Fonte: Agência Câmara
Apesar do aumento do consumo de energia elétrica, que deverá se estender ao longo do segundo semestre do ano, o país deve fechar 2009 com retração entre 0,5% e 1% na demanda por eletricidade.
A expectativa foi manifestada em entrevista à Agência Brasil pelo presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. Ele lembrou que em 2008, apesar da crise deflagrada a partir do quarto trimestre do ano, o consumo de energia fechou positivo em 3,8%
Segundo ele, neste segundo semestre do ano, isto ocorrerá, sobretudo, devido ao comportamento da demanda no primeiro semestre, que foi fraco e com grandes percentuais de queda quando comparado com os meses do primeiro semestre de 2008.
A retração só não será ainda maior em decorrência do comportamento da demanda nos setores residencial e comercial.
“Os setores comercial e residencial, que sofreram bem menos com a crise, impediram uma queda ainda maior do consumo. São setores que foram bastante impulsionados pela dinâmica dos segmentos hoteleiro, turístico e do comércio varejista, além do setor residencial - devido às ligações do programa Luz para Todos”.
Para o presidente da EPE, porém, a retomada do crescimento da demanda por energia pelo setor industrial, que de maio para junho registrou a maior expansão do ano (2,3%) fará com que o país registrou expansão crescente do consumo de energia elétrica neste segundo semestre do ano.
“Houve uma grande queda do consumo entre outubro de 2008 e janeiro deste ano e, desde então, o consumo vem crescendo. O que significa que está havendo uma reação do setor industrial brasileiro – sobretudo aquele voltado para o mercado interno, que é o mais dinâmico. Os dados de junho, portanto, são dados que nos fazem comemorar porque indicam que, provavelmente, está começando uma reação que deve acontecer ao longo do segundo semestre do ano”.
A expectativa de Maurício Tolmasquim é de que, para 2010, o consumo de energia volte a patamares anteriores ao da crise, com crescimento bastante acelerado, porque a retomada do crescimento industrial que está ocorrendo agora neste segundo semestre deverá se estender ao longo de 2010. Fonte: Agência Brasil
O número de novas ligações de
energia elétrica superou 1,7 milhão de junho do ano passado até junho
deste ano, o que significou uma média mensal de 148 mil novas ligações.
Na avaliação da empresa, contribuiu “de forma decisiva” para tal resultado o programa Luz Para Todos. É do Nordeste a metade dos 2 milhões de famílias incluídas, desde 2004, no universo de consumidores de energia do programa.
“Com isso, o consumo residencial de eletricidade na região nordestina ultrapassou definitivamente o consumo dos três estados do Sul”, constatou a EPE.
Segundo a empresa, que é responsável pelo planejamento energético do país, “o consumo médio mensal por consumidor no país está próximo de 152 kilowatts/hora (KW/h)". Isso representa um crescimento de 2,3%, de acordo com a EPE. Fonte: Agência Brasil
A taxa de desemprego caiu para 8,1% em junho em relação a maio deste ano (8,8%) e se manteve estável na relação a junho de 2008 (7,9%), segundo a Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os técnicos do IBGE constataram que o contingente de pessoas desocupadas é de cerca de 1,9 milhão. A população ocupada, de 21,1 milhões de trabalhadores, registrou elevação de 0,8% quando comparada com maio deste ano e ficou estável em relação a junho de 2008. O o número de trabalhadores com carteira assinada não oscilou em relação a maio, mas aumentou 2,2% quando comparado ao de junho de 2008.
A área técnica do IBGE constatou que o rendimento médio real habitual dos trabalhadores ( R$ 1.312,30) não variou na comparação mensal, mas teve alta de 3% frente a junho de 2008. Enquanto isso, a massa de rendimento efetivo das pessoas ocupadas – de R$ 27,8 bilhões – cresceu 0,5% em relação a maio último e 2,8% em relação a junho deste ano.
O rendimento domiciliar per capita dos trabalhadores (R$ 855,95) ficou estatisticamente estável em relação a maio deste ano e cresceu 2,5% em relação a junho de 2008.
Em junho deste ano, a taxa de desocupação foi estimada pelo IBGE em 8,1% para o conjunto das seis regiões cobertas pela pesquisa, apresentando declínio de 0,7 ponto percentual em comparação a maio de 2009. No confronto com junho do ano passado, a taxa não apresentou variação significativa.
A pesquisa registrou, na comparação com maio de 2009, queda de 8,3% no contingente de desocupados no total das seis regiões pesquisadas. Em relação a junho de 2008, houve estabilidade. Por regiões, houve queda de 12,5% em relação ao mês anterior em São Paulo. Na comparação com junho de 2008, foi observado aumento na região metropolitana de Recife (24,7%). Fonte: Agência Brasil
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) teve saldo positivo de R$
2,33 bilhões entre janeiro e junho, disse hoje (23) o ministro do
Trabalho, Carlos Lupi. Ele deu a informação durante a apresentação do
balanço do primeiro semestre de 2009 do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(FAT) e do FGTS. Fonte: Agência Brasil
O fluxo de receitas e despesas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) no
primeiro semestre de 2009 foi 70% inferior ao registrado no mesmo período
de 2008, baixando de R$ 5,69 bilhões para R$1,7 bilhão. Fonte: Agência Brasil
A Câmara arquivou no último dia 15 proposta que reduz em 20% o Imposto de
Renda sobre os lucros de novos empreendimentos no setor de energia por até
10 anos.A medida estava prevista no Projeto de Lei 6062/05, do deputado
Eduardo Gomes (PSDB-TO). Fonte: Agência Câmara
A experiência da Fundação Getulio Vargas (FGV) no assessoramento a empresas municipais, estaduais e privadas de abastecimento de água e esgoto poderá ser aproveitada em uma parceria com o Ministério das Cidades na área de saneamento básico. Foi o que afirmou hoje (17) o ministro Márcio Fortes, depois de uma reunião com a direção da FGV, no Rio de Janeiro.
A FGV apresentará nos próximos dias uma proposta de trabalho ao ministério. Fortes avaliou que o esforço conjunto poderá servir de base para apoio ao desenvolvimento institucional e melhoria de gestão no projeto que dará continuidade ao Programa de Modernização do Setor de Saneamento (PMSS), cuja vigência está chegando ao fim.
O ministro destacou que a “melhoria da gestão se faz através da capacitação, de colocação de softwares [programas de computador] modernos para gestão, redução de perdas operacionais de água nos hidrômetros e de perdas resultantes da ineficiência administrativa. Isso tudo pode ser superado através de uma consultoria muito bem organizada. E a Fundação Getulio Vargas está presente na relação com várias empresas no Brasil todo”, disse. Ele destacou que a ação da FGV pode ser importante no novo marco regulatório do saneamento.
Pela nova lei, os municípios podem efetuar a troca da operação de saneamento, que esteja sendo feita por uma companhia estadual, por iniciativas locais, por meio de autarquias ou de novas empresas. Para isso, é preciso, porém, verificar a eventual indenização que terá de ser paga à empresa estadual. “Você tem de verificar se os investimentos realizados foram depreciados, ou não, para saber o valor que deve ser pago pela companhia municipal para reaver a iniciativa do serviço de saneamento”.
Segundo Fortes, o
Brasil tem empresas de ponta na área do saneamento, como a Companhia de
Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Companhia de
Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Em contrapartida, outras empresas
necessitam de forte apoio para melhoria da gestão. “Porque não se trata
apenas de destinar recursos para que as empresas possam investir. A
empresa tem que ter condições de operar o sistema de maneira eficiente”.
O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal prevê recursos no valor de R$ 40 bilhões para a área de saneamento (água e esgoto) de 2007 a 2010. Somando R$ 55 bilhões para a área de habitação de interesse social, que inclui também rede de abastecimento de água, esgotamento básico, drenagem e resíduos sólidos, em alguns casos, o total destinado pelo Ministério das Cidades ao setor alcança R$ 95 bilhões.
O ministro estimou que, até o final de 2010, cerca de 80% dos projetos do ministério deverão estar concluídos. “É uma marca expressiva, levando em conta que muitos dos projetos são complexos e não têm cronograma de término até 2010”. Fonte: Agência Brasil
Estados e empresas de saneamento não deverão conseguir investir o valor previsto no orçamento para este ano
O governo federal continua com dificuldades para deslanchar investimentos
no setor de saneamento básico. Dos R$ 4,6 bilhões previstos no orçamento
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) deste ano para o setor,
apenas R$ 34,3 milhões foram efetivamente contratados no primeiro
semestre. Em todo o ano de 2008, foram contratados R$ 3,688 bilhões, de um
orçamento de R$ 5,950 bilhões - liberação puxada pelo Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC), que tem a meta de investir R$ 40 bilhões
no segmento entre 2007 e 2010. Fonte: Agência Estado
Registrados nos CREAs, eles são 2,4 mil, dos quais 2,3 mil são empregados formalmente. Remuneração média da categoria varia entre R$ 1.147 e R$ 11.483,00, segundo dados da RAIS-2007
Há 46 anos o dia 13 de julho consta do calendário nacional como o Dia do Engenheiro de Saneamento, após o Decreto 53.697/64 ser assinado pelo presidente João Goulart. A data foi instituída no mesmo dia em que o Departamento Nacional de Obras de Saneamento foi transformado em autarquia, por ser considerado área "de maior importância para o desenvolvimento nacional".
E em tempos de preocupação global com a escassez de água, e considerando ainda que o Brasil é detentor de uma das maiores reservas hídricas do planeta, o trabalho dos engenheiros de Saneamento ganha ainda mais relevância e responsabilidade.
Cadastrados nos Conselhos Regionais de Engenharia e Arquitetura (CREAs) há 2.458 profissionais, somados àqueles que são apenas Engenheiros Sanitaristas ou Engenheiros Sanitaristas e Ambientais. Destes, 2.396 exercem a profissão em empregos formais, segundo dados mais recentes da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS-2007) do Ministério do Trabalho e Emprego.
Ainda de acordo com a RAIS o estado de São Paulo detém o maior número de engenheiros de saneamento empregados celetistas: 1.220. O resultado é maior do que a soma dos demais estados da federação, que juntos registram 1.176. Minas Gerais com 335 profissionais, Santa Catarina com 197, Goiás com 135 e o Ceará com 94 se destacam entre os estados que mais possuem engenheiros de saneamento com emprego celetista, depois do estado paulistano. O salário médio deles varia entre R$ 1.147, em Pernambuco, e R$ 11.483, na Paraíba.
Ciente da importância dos profissionais engenheiros sanitaristas para o país e da potencialidade da reserva do recurso natural que o Brasil possui, o presidente do Conselho Federal de Engenharia e Arquitetura (Confea), Marcos Túlio de Melo, destaca a preocupação com a escassez da água no mundo.
"A água, que é o nosso ouro azul, já é importado por diversos países do mundo, como o Kuwait. Até mesmo países europeus, como a Itália, podem, em um futuro breve, importar água. Nesse sentido, a capacidade técnica dos engenheiros sanitaristas é indispensável para se evitar o desperdício desse recurso em obras de adução, distribuição e tratamento de água nos grandes centros urbanos".
Investimentos - A maioria dos investimentos no setor são governamentais, uma vez que o estado é responsável pela distribuição de água, tratamento de lixo e controle de vetores transmissores de doenças, entre outra funções que lidam diretamente com projetos de engenharia de saneamento. O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que também investe no setor, destinou R$ 3,1 bilhões no Orçamento 2008 e R$ 4,6 bilhões no Orçamento 2009. Na iniciativa privada, engenheiros sanitaristas encontram oportunidades na área de tratamento de resíduos industriais.
Atribuições - A Resolução do Confea 310/86 define o Engenheiro de Saneamento como aquele profissional desenvolve atividades relacionadas com sistemas de abastecimento de água, incluindo captação, adução, reservação, distribuição e tratamento de água; sistemas de distribuição de esgoto em soluções individuais ou sistemas de esgotos, incluindo tratamento; coleta, transporte e tratamento de resíduos sólidos (lixo); controle sanitário do ambiente, incluindo o controle de poluição ambiental;controle de vetores biológicos transmissores de doenças, como insetos e roedores; instalações prediais hidrossanitárias; saneamento de edificações e locais públicos, tais como piscinas, parques e áreas de lazer, recreação e esporte em geral; e saneamento dos alimentos.
Formação - Para quem estiver interessado em abraçar a profissão, existem cerca de 20 instituições de ensino superior no país que formam Engenheiros Sanitaristas, entre elas as Universidades Federais: UFBA, UFMT, UFPA, UFSC e a Pontifícia Universidade de Campinas (PUCCAMP).
Surgimento - O adensamento das aglomerações humanas resultado da expansão industrial despertou a preocupação com a preservação dos recursos. Assim surgiu o Saneamento, área disciplinar que utiliza conceitos e definições da Ecologia, Engenharia, Química e outros ramos do conhecimento humano para solucionar problemas causados pela ação do homem sobre a natureza.
Histórico - Há 400 anos os egípcios já conheciam técnicas de tratamento da água. Dois mil anos antes de Cristo, os persas já se preocupavam com a preservação dos recursos naturais, proibindo o lançamento de excretas nos rios. Milênios antes da Era Cristã, chineses e japoneses já tratavam a água para consumo. Fonte: MTE
Quando o assunto é tarifa elétrica,
pode-se perceber as discrepâncias entre as diversas
cidades do País. No entanto, com relação à tarifa
elétrica social, destinada às famílias de baixa renda
que vivem em cada área de concessão, o problema da
desigualdade é ainda mais grave. Fonte: InfoMoney
A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo - Arsesp, realizará no dia 16 de julho, audiência pública para reunir informações para o documento que vai estabelecer condições gerais para a prestação de serviços de abastecimento de água no Estado. A minuta desse documento já está disponível no site da Arsesp (www.arsesp.sp.gov.br) desde o dia 22 de junho. A Audiência Pública acontecerá das 14h30m às 18 horas do dia 16 de julho no Espaço da Cidadania “André Franco Montoro”, situado no Pátio do Colégio, 184, centro de São Paulo. Fonte: Assemae
A melhoria e expansão das redes de coleta de água e esgoto são o caminho para que o Brasil possa atingir um desenvolvimento econômico e social no futuro. Essa é a opinião do coordenador do Laboratório de Hidrologia (Labhid) da Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), Paulo Canedo. “A receita é o combate ao esgoto. O saneamento. O Brasil precisa investir em saneamento.”
No próximo dia 3, Canedo participará do Fórum Águas do Rio e o Futuro da Água no Brasil, na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ). O evento é promovido pelo Centro Cultural da Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro (Seaerj) e pela Synergia Editora.
Canedo afirmou à Agência Brasil que o Brasil não tem andado bem na área da preservação da hidrologia. “Os recursos hídricos brasileiros estão ruins. No entanto, o cenário futuro pode ser bom. Quer dizer, vale a pena lutar por isso, porque o prêmio da conquista é elevado.”
Em um cenário de escassez crescente de água no mundo, explicou o especialista, a posição do Brasil, rico em recursos hídricos, vai ficar cada vez mais importante. Isso, acrescentou, poderá trazer desenvolvimento e crescimento de exportações, representando um cenário de competição mais cômodo para o Brasil.
O coordenador do Laboratório de Hidrologia disse que a participação majoritária da energia hidráulica na matriz energética nacional é positiva, porque se trata de uma forma de energia limpa. “Essa foi uma opção boa que o Brasil fez no passado. E não mudou muito”.
Já em termos de meio ambiente, a posição do Brasil ainda deixa a desejar, na opinião de Canedo. “O Brasil degrada o seu meio ambiente. E, exatamente por isso, passa a ter a água também degradada. Essa é a parte ruim”.
O país, segundo Canedo, não conseguiu controlar a degradação de suas riquezas naturais. “Elas são maltratadas. Nós desmatamos a Amazônia.”
Canedo salientou, entretanto, que não é contra o desmatamento da Amazônia, desde que isso reverta em benefício para o país. “Você desmatar a Amazônia para enriquecer o país, é possível. Mas, desmatar para criar gado é ruim. O país não necessita disso. É um desmatamento burro”.
O Fórum Águas do Rio e o Futuro da Água no Brasil vai debater temas como regulação, políticas públicas, planejamento, ações estratégicas, meio ambiente, desenvolvimento econômico, tecnologias e alternativas para o uso múltiplo das águas. O encontro deverá ser aberto pelo diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado. (Alana Gandra) Fonte: Agência Brasil
|
|
|
©2008 All Rights Reserved Design: webmaster@cnti.org.br |