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19/11/10 - Reunião do Departamento Profissional dos Urbanitários

 

O Depaurb - Departamento Profissional dos Urbanitários realizou nesta quinta-feira (18) na sede da CNTI a 1ª reunião preparatória para o 12º Congresso Nacional  dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas, com a participação das entidades: SINDENEL-PR, SIND ELETRICITÁRIOS IPAUSSU-SP, STIEESP-SP, SITESPAR-PR, STIEENNF-RJ, SINDELPAR-PR, SINDSUL-MG, SINDEFURNAS-GO-MG, SINTIUS-SP, FTI URBANAS-MG, FENATEMA-SP.

O congresso está previsto para 4, 5 e 6 de abril de 2011, no Centro de Treinamento Educacional da CNTI, em Luziânia-GO. Em breve será divulgada a programação e formulário de inscrição. A próxima reunião preparatória será no dia 8 de fevereiro de 2011 - Curitiba-PR, em local a ser definido posteriormente.

 

 


 

01/09/10 - Falta de acesso a saneamento foi causa de 308,8 internações a cada 100 mil habitantes em 2008

 

Abastecimento de água deficiente, falta de esgoto, contaminação por resíduos ou condições precárias de moradia foram responsáveis por 308,8 internações a cada grupo de 100 mil habitantes em 2008, por doenças como diarreia, hepatites e verminoses.

Os dados integram os Indicadores de Desenvolvimento Sustentável (IDS), divulgados hoje (1º) pelo  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O documento relaciona essas doenças à falta de moradia adequada no país. Até 2008, cerca de 40% dos domicílios (25 milhões) eram considerados inadequados pelo levantamento.

"Concluímos que, em geral, nas unidades da Federação com os maiores números de internações, o acesso aos serviços de saneamento é menor e vice-versa", destaca o documento, reforçando a necessidade de ampliação de serviços de água encanada e esgoto, principalmente.

Segundo a pesquisa, o número de doentes oscilou nos últimos dez anos. Em 1998, a taxa foi de  348,2 até chegar ao pico de 371,1 por 100 mil, em 2002. As doenças de transmissão feco-oral (diarreias, hepatite A e febres entéricas) lideram e correspondem a 80% das internações.

Entre as regiões, os números são díspares e refletem desigualdades socioeconômicas. A taxa de internação por doenças da pobreza na Região Sudeste era cinco vezes menor do que no Norte, onde as internações por 100 mil foram de 900 pacientes no Piauí e no Pará, em 2008, e de 80 em São Paulo. No Maranhão, em Rondônia e na Paraíba, a taxa foi de 600 por 100 mil.

Entre as doenças classificadas como decorrentes da falta de saneamento ambiental, predominam, na Região Norte, as maiores taxa de internação provocadas por inseto vetor como a dengue, febre amarela e malária. Nesses lugares, a pesquisa destaca como fator de risco o desmatamento.

"O desflorestamento e as condições sanitárias inadequadas de parte da população, aliados ao alto índice pluviométrico e à extensão da rede de drenagem, estão entre os fatores que favorecem a transmissão dessas doenças", destaca a pesquisa.

O maior número de internações por inseto vetor no Norte se deve, em geral, à ocorrência da febre amarela e malária. Segundo o Ministério da Saúde, 99,5% dos casos de malária são registrados na Amazônia Legal, área que envolve nove estados brasileiros.

(Repórter Isabela Vieira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

30/08/10 - Saneamento básico: um problema a ser enfrentado pelos futuros governantes

 

O saneamento básico está entre os principais desafios que o próximo presidente da República e os futuros governadores terão que enfrentar. No Brasil, só 43,2% da população têm o esgoto coletado e apenas 34,6% dos dejetos recolhidos são tratados. Em relação ao abastecimento por água encanada, o cenário é melhor: 81,2% da população têm acesso. Mas, se recortarmos a Região Norte, o quadro volta a ficar ruim: 42,4% das pessoas não têm água tratada saindo da torneira de casa – pelo menos não fornecida pelas companhias de abastecimento.

O Norte do país, aliás, é a que tem os piores índices de saneamento: só 5,6%% do esgoto é coletado e, desse total, apenas 11,2% passam por tratamento. No Acre, menos de 40% da população têm água tratada em casa. Os dados são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), e foram informados ao Ministério das Cidades em 2008 – último ano cujas informações foram divulgadas – pelas companhias de abastecimento de água de 4.627 municípios e pelas empresas de coleta de esgoto de 1.468 municípios. Apesar de não englobar todos os municípios do país, os dados do Snis sobre água e esgoto se referem a 97,6% e a 76,9% da população respectivamente.

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, este mês, dados de 2008 um pouco diferentes. Segundo a pesquisa do instituto, 45,7% das residências do país têm coleta de esgoto. Do total de esgoto coletado, 68,8% são tratados. O IBGE também mostra que 87,2% das casas têm água tratada.

Para o ministro das Cidades, Márcio Fortes, os números do saneamento – tanto do SNIS, quanto do IBGE – mostram uma realidade anterior às obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Apesar disso, considera que mesmo esses dados demonstram que a situação tem melhorado e que a quantidade de esgoto coletado é “razoável”. “No caso do esgoto, a coleta é razoável, mas o tratamento é baixo. Mas, se a gente considerar a coleta e o tratamento, a gente supera os 50%”, afirmou em entrevista à Agência Brasil.

Segundo Fortes, as obras do PAC na área de saneamento ainda não estão prontas, mas provocarão mudanças sensíveis em breve. “São obras de grande porte, que levam três anos e meio, em média, para ficarem prontas – o PAC ainda não tem quatro anos. Quando uma usina de tratamento de esgoto fica pronta, em uma cidade que tinha 2% do esgoto tratado, por exemplo, esse número salta para 90%”, explicou. O ministro admite, contudo, que a situação do saneamento no Brasil reflete décadas de descaso com os pobres e o desinteresse pelo crescimento ordenado das cidades.

Para o ministro da Cidade, o horizonte da universalização do saneamento básico no país ainda está distante. Fortes informa que foram investidos cerca de R$ 40 bilhões no setor nos últimos quatro anos – o que daria uma média de R$ 10 bilhões ao ano empenhados em obras que já começaram. Mas, segundo ele, seriam necessários algo entre R$ 180 bilhões e R$ 190 bilhões para garantir água, esgoto e lixo coletados e tratado para toda a população, considerado o crescimento vegetativo das cidades. No ritmo atual de investimento, de acordo com Fortes, o Brasil atinge a universalização do serviço em 19 anos.

A Confederação Nacional dos Municípios, que representa os prefeitos de todo o país, apresenta número ainda mais dramáticos. Segundo o presidente da instituição, Paulo Zilcoski, seriam necessários R$ 220 bilhões para conseguir dar saneamento básico a todos os brasileiros. “Daqui há uns 40 anos talvez a gente consiga isso”, afirmou. Para ele, não há dinheiro e que, portanto, os prefeitos não conseguem cumprir com a obrigação constitucional de implementar as redes. “A titularidade disso é nossa, nós é que temos que fazer, mas não temos recursos”, justificou.

O investimento compensa, segundo o professor do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da Universidade de Brasília, Oscar Netto. Ele garante que os benefícios à saúde e ao meio ambiente trazidos pelo saneamento básico significam menos gastos nestas mesmas áreas depois. “Tratamento e coleta de esgoto podem representar uma parcela razoável do Orçamento, mas se nós compararmos com os ganhos que vamos ter, é altamente compensatório. Na área de saúde, por exemplo, várias doenças que provocam faltas no trabalho estariam sendo evitadas com a instalação de saneamento”, disse.

Segundo Netto, que já foi diretor da Agência Nacional de Águas, a população também precisa ser educada para entender a relação entre o saneamento e a qualidade de vida, de modo que possa valorizar as obras nestas áreas. Ele ressaltou que o Brasil está atrás de países com o mesmo grau de desenvolvimento econômico. “Quando a gente pensa no bem-estar da sociedade, ele é incompatível com esse nível de coleta e tratamento de esgoto que nós temos. E, na verdade, o desenvolvimento não é só econômico, ele tem que ser social e sustentável também”, disse.

(Repórter Mariana Jungmann)

Fonte: Agência Brasil

 


 

27/08/10 - Negociações salariais de 2010 são as mais vantajosas para o trabalhador, diz Dieese

 

Nos últimos três anos, a quase totalidade dos trabalhadores que permaneceram no mesmo emprego conseguiu recuperar as perdas inflacionárias do período por meio de negociações salariais coletivas. É o que aponta um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado nesta quinta-feira (26), em São Paulo (SP).

 

O balanço das campanhas salariais concluídas durante o primeiro semestre deste ano indica a manutenção da tendência de aumentos salariais acima da inflação. Segundo o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, 97% das 290 negociações concluídas nos primeiros seis meses de 2010 resultaram em ganhos salariais iguais ou acima da inflação.

 

Se analisadas apenas as negociações que resultaram em ganhos salariais reais (descontada a inflação), o resultado atingido no primeiro semestre de 2010 foi melhor dos últimos dois anos. Este ano, 87,9% (255 negociações) das campanhas resultaram em aumentos acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2008 e 2009 estes percentuais foram de, respectivamente, 75,2% e 76,6%. O melhor resultado registrado anteriormente havia ocorrido em 2007 (87,1%).

 

Enquanto em 2008 nenhuma categoria conseguiu conquistar mais de 5% de aumento acima da inflação, em 2010 ao menos 16 das 290 negociações (5,5%) resultaram em ganhos reais de salário acima deste patamar. Consequentemente, o percentual de categorias que não conseguiram recompor as perdas inflacionárias foi menor que nos últimos dois anos.

 

O número de campanhas salariais que culminaram na concessão de reajustes abaixo da inflação foi menor que o dos dois anos anteriores. Apenas 3,1% das negociações não recompuseram as perdas inflacionárias, percentual bem inferior aos 8,12% registrados em 2008 e 7,2% em 2009.

 

"Os resultados são extremamente positivos. O crescimento era esperado, mas não há dúvida de que 2010 está se configurando como o melhor ano para as negociações salariais e eu aposto que este ano venha a se configurar como o melhor [da história]". Para Oliveira, o bom momento pelo qual vem passando a economia brasileira nos últimos anos possibilitou negociações mais vantajosas para os trabalhadores. "O desafio agora é ampliar a participação da renda do trabalho na renda nacional, o que tem que ser feito via o debate da produtividade e de melhorias dos patamares salariais", conclui Oliveira. (Repórter Alex Rodrigues)

Fonte: Agência Brasil

 


 

26/08/10 - Dieese: desemprego é menor em BH e Porto Alegre

 

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em sete regiões metropolitanas do País, apontou que Belo Horizonte apresentou a taxa mais baixa de desocupação em julho, de 8,3%. Em seguida aparece Porto Alegre, com 8,9%.

 

De acordo com o coordenador de pesquisas do Dieese, Francisco Oliveira, alguns fatores podem explicar o bom desempenho dessas áreas. Elas são as únicas regiões que apresentam taxa de desemprego de um dígito, enquanto as outras cinco (São Paulo, Salvador, Recife, Distrito Federal e Fortaleza) registram um patamar superior a 10%. "Em Belo Horizonte e Porto Alegre, o mercado de trabalho é mais estruturado nos diversos segmentos produtivos, o que diminui naturalmente a participação do emprego informal", disse Oliveira.

 

Nessas duas capitais e em São Paulo, a evolução do nível de emprego foi marcada sobretudo pela expansão das contratações da indústria, o que, segundo ele, puxou o nível de ocupação em outros segmentos, como o comércio e o setor de serviços. No caso particular de Belo Horizonte, ocorreu uma forte alta das vendas do varejo no mês passado, em relação a um período de 12 meses anteriores. "A economia em bom ritmo de expansão nos últimos 12 meses é a principal responsável pela queda da taxa de desemprego de 11% em julho de 2009 para 8,3% em julho de 2010 em Belo Horizonte e de 12% para 8,9% no mesmo período em Porto Alegre ", comentou Oliveira.

 

Para a economista Patricia Lino Costa, do Dieese, uma das hipóteses que pode explicar a evolução do varejo na capital mineira é que a cidade tem forte presença de atividades de comércio e serviços. Estes setores foram fortemente atingidos no ano passado pelos efeitos da crise financeira internacional e, agora, mostram recuperação. "A recuperação atual está vinculada à retomada do nível de atividade, inclusive no setor siderúrgico", disse Patricia.

 

Oliveira destacou que há uma boa evolução do nível de emprego também em outras capitais. Em Fortaleza, o boom da construção civil está sendo determinante para levar a taxa de desemprego para uma marca historicamente baixa. De acordo com a PED, a região metropolitana cearense apresentou um nível de desocupação de 12,3% em julho de 2009, que baixou para 10,6% em junho deste ano e caiu para 10,2% no mês passado.

 

No caso de São Paulo, além da construção civil e da indústria, o comércio ajudou a melhorar o nível de emprego. Em julho do ano passado, a taxa de desemprego estava em 14,8%. Ela recuou para 12,9% em junho de 2010 e atingiu 12,6% em julho deste ano.

Fonte: Agência Estado

 


 

24/08/10 - Consumo de energia da indústria cresce 13,7% em julho e bate recorde

Segundo a EPE, resultado puxou aumento do consumo de energia no País,

que subiu 8,4% no mês em comparação a igual período de 2009

 

O consumo total de energia elétrica no Brasil somou 34.382 gigawatts-hora (GWh) em julho, o que significa um crescimento de 8,4% na comparação com o verificado em igual mês de 2009, segundo o boletim mensal divulgado nesta segunda-feira, 23, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No acumulado em 12 meses, o consumo atingiu 410.144 Gwh, o que representa alta de 6% ante o período imediatamente anterior. No período de janeiro a julho, o consumo aumentou 9,7% em relação ao apurado na mesma etapa do ano passado.

 

O desempenho observado no mês passado foi puxado principalmente pelo setor industrial, cujo consumo apresentou uma expansão de 13,7%, totalizando 15.915 GWh em julho de 2010. A EPE nota que o valor representa um recorde histórico para a classe, que havia registrado seu valor máximo no mês de agosto de 2008 (15.823 Gwh). Na análise regional do segmento, o destaque foi o crescimento no Sudeste, que respondeu por 57% do consumo total desta classe no mês e apresentou alta de 18,3% frente a igual período de 2009.

 

O consumo residencial foi de 8.447 GWh, com crescimento de 4,2% em julho. O número total de consumidores residenciais atingiu a marca de 57,1 milhões, o que representa uma expansão de 3,5% frente a julho de 2009. O consumo médio residencial em 12 meses totalizou 155,9 KWh/mês, um aumento de 3,8%. O consumo médio entre janeiro e julho, de 157,2 KWh/mês, é o maior desde 2001, conforme a EPE.

 

O consumo comercial somou 5.220 GWh em julho de 2010, alta de 4,5%. Segundo a EPE, esta é a primeira vez neste ano que o crescimento mensal desta classe assume patamar inferior a 5%. A taxa acumulada até julho é de 6,7%. A intensificação das atividades de comércio, ressalta a EPE, vem se dando em diversos ramos, como veículos, motos e peças; móveis, eletroeletrônicos e informática; e materiais de construção.

Fonte: Agência Estado

 


 

23/08/10 - Centrais: proposta ao Ministério Público do Trabalho sobre custeio sindical

 

No dia 10 de agosto, as centrais sindicais entregaram ao procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, Otávio Brito Lopes, propostas orientadas ao aperfeiçoamento da liberdade e da autonomia sindical no País.

 

Estas propostas deverão nortear as negociações do movimento sindical com o Ministério Público do Trabalho no tocante a compreensão de temas que visem erradicar práticas e condutas antissindicais.

 

Entre os temas estão: o custeio das entidades sindicais; a utilização do interdito proibitório no movimento de greves; prática de atos atentatórios à atividade sindical e, a organização dos trabalhadores nas empresas.

 

O Ministério Público do Trabalho/Procuradoria-Geral do Trabalho distribuiu orientações em relação a Contribuição Assistencial, aprovadas na 2ª Reunião Nacional da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical, documento que não foi negociado com o movimento sindical.

 

A íntegra da proposta das centrais é a seguinte:

 

Considerando que o Grupo de Trabalho, instituído pela Portaria PGT/MPT 78, de 5.02.2010, é o resultado da reunião das centrais sindicais acima qualificadas e a Procuradoria Geral do Trabalho;

 

Considerando que o Grupo de Trabalho, apesar do propósito inicial em estabelecer critérios uniformes que envolvam o custeio do Sistema Sindical, ao longo do processo de negociação, as Centrais Sindicais unificaram o entendimento que devido à importância do assunto debatido, não comporta apenas o critério de custeio, mas também a representação sindical nos locais de trabalho, ação conjunta contra os interditos proibitórios, estabilidade dos dirigentes sindicais e práticas antissindicais;

 

Considerando a natureza deste Grupo de Trabalho e seus possíveis efeitos ou desdobramentos, as centrais mantêm a queixa formulada na Organização Internacional do Trabalho, autuada sob o número 2.739 e já em tramitação, sem qualquer efeito de modificação ou renúncia;

 

Considerando que ainda não estão envolvidos no debate o Judiciário e o Executivo, poderes que se articulam em diversas ações relacionadas ao objeto do presente GT;

 

As centrais sindicais alvitram e unificam o entendimento:

 

Considerações iniciais
As centrais sindicais entendem que o Ministério do Trabalho e Emprego e o Tribunal Superior do Trabalho devem participar das discussões do Grupo de Trabalho, objetivando ampliar o rol de temas a serem debatidos e equacionados.

 

De outro lado é importante salientar que mesmo no âmbito do MPT há necessidade de se estabelecer com maior clareza a natureza do Grupo de Trabalho, buscando levantar, para fins de avaliação e reflexão, o numero de procedimentos investigatórios em curso e de ações civil publicas ajuizadas e em tramitação que envolva os temas postos em pauta para a discussão do GT.

 

Custeio das entidades sindicais
As centrais sindicais consignam o entendimento de que a interpretação acerca da dotação do custeio das entidades sindicais deve ser àquela prevista nos julgados do Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho, cujos princípios são pautados pela autoregulamentação e autonomia. O que não sugere desregramento e legalização da má-fé do processo de negociação coletiva (artigo 422, do Código Civil).

 

As centrais sindicais consideram o respeito à decisão da assembléia geral, órgão máximo e deliberativo dos trabalhadores, como princípio básico para o custeio das entidades sindicais.

 

Por outro lado, sugerem que o instrumento contenha menção expressa sobre o que as Centrais Sindicais consideram e que é necessária a existência de um "teto" contributivo razoável.

 

As centrais sindicais lembram a tempo aos interessados que qualquer vinculação contratual das entidades de trabalhadores, aos olhos da OIT, pode se revelar um atentado á liberdade sindical e ao artigo 7º, XXVI, da Constituição Federal.

 

O sistema de custeio deverá ser aprovado em Assembléia Geral, que será precedida de ampla divulgação no âmbito da representatividade, convocado os trabalhadores sócios e não sócios, que poderão exercer o direito de oposição nessa oportunidade.

 

O custeio pressupõe a realização do processo de negociação coletiva, independentemente do resultado. O desconto e o repasse deverão ser procedidos pelas empresas, sob pena de configurar descumprimento de obrigação de fazer ou, conforme o caso, o crime de apropriação indébita.

 

Utilização do interdito proibitório nos movimentos de greve
A greve é direito universal e fundamental dos trabalhadores.

 

A legitimidade para instaurar inquérito na hipótese de ocorrer ilícito em paralisações é do Ministério Público, que deve exercê-lo, logo, faz-se necessário substituir a aberração da Ação Possessória - Interdito Proibitório - para obstruir movimento de greve - pela aplicação da própria lei de greve (Lei 7.783/89), que em seu artigo 15 regulamenta:

 

"A responsabilidade pelos atos praticados, ilícitos ou crimes cometidos, no curso da greve, será apurada, conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil ou penal".

 

Parágrafo único. Deverá o Ministério Publico, de oficio, requisitar a abertura do competente inquérito e oferecer denúncia quando houver indicio de prática de delito".

 

Estabilidade dos dirigentes sindicais
Proteção contra dispensa arbitrária a partir do registro da candidatura e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, de acordo com o estatuto de cada entidade.

 

O número de dirigentes sindicais deverá considerar os critérios dos estatutos sociais de cada entidade sindical e, especialmente, ser ratificado em norma coletiva.

 

Prática de atos atentatórios à atividade sindical
Estabelecer um procedimento padrão para que as entidades sindicais apresentem ao Ministério Publico os atos atentatórios à atividade sindical e o compromisso da instauração do inquérito civil e penal.

 

Configura conduta anti-sindical todo e qualquer ato do empregador que tenha por objetivo impedir ou limitar a liberdade ou a atividade sindical, consoante o seguinte rol não exaustivo:

 

"subordinar a admissão ou a preservação do emprego ao desligamento de uma entidade sindical;

 

"despedir ou discriminar trabalhador em razão de sua filiação a sindicato, participação em greve ou em assembléias, atuação em entidade sindical ou em representação sindical nos locais de trabalho;

 

"desrespeitar a estabilidade de dirigentes eleitos para mandato sindical;

 

"interferir nas organizações sindicais de trabalhadores;

 

"recusar-se à negociação coletiva ou a utilizar-se de meios que impeçam a realização do processo negocial.

 

Organização dos trabalhadores nas empresas
Estabelecer um procedimento uniforme para a aplicação da regra constitucional em "Acordo ou Convenção Coletiva" de critérios que garantam a representação dos trabalhadores nas empresas, inclusive para aquelas que possuam menos que 200 empregados, estabelecendo-se em qualquer caso, como critério essencial, a estabilidade do representante e de seu suplente.

 

O Ministério Público Trabalho e as centrais sindicais atuarão de forma conjunta com o escopo de dar cumprimento ao disposto no artigo 11 da Constituição Federal, bem como as previsões sobre o tema constantes em normas coletivas.

 

Conclusão
O debate desses temas terá prosseguimento com o Ministério Publico do Trabalho, fazendo gestões em conjunto para agendar "debate" ou "encontro" com os ministros do Tribunal Superior do Trabalho e com o Ministério do Trabalho e Emprego, objetivando ampliar a discussão e possibilidade de procedimento futuro.

 

No âmbito de articulação e autonomia das entidades que participam do GT, há a necessidade de se aprofundar esses temas com o fim de se construir guias de boas práticas sindicais nos moldes recomendado pela OIT, preservando-se a autonomia sindical e conferindo à liberdade sindical o status constitucional que ela adquiriu.

 

São Paulo, 10 de agosto de 2010.

 

Antonio Fernandes Neto
CENTRAL GERAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL

Wagner Gomes
CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL
Arthur Henrique da Silva Santos
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

Miguel Eduardo Torres
FORÇA SINDICAL

José Calixto Ramos
NOVA CENTRAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL

Ricardo Patah
UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES

Fonte: Diap

 


 

19/08/10 - Serra defende investimentos e diminuição de impostos para melhorar saneamento

 

A diminuição dos impostos federais e o aumento dos investimentos foram apresentados nesta quinta-feira (18) como propostas pelo candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, para melhorar a qualidade do saneamento no país. Segundo ele, cerca de R$ 2 bilhões poderiam ser investidos a mais nas obras de saneamento, com a desoneração das empresas que atuam no setor.

“[Os impostos sobre saneamento] tiram do Brasil R$ 2 bilhões que poderiam ser investidos em saneamento e que vão para impostos federais, que não voltam para saneamento. Isso, sem dúvida, explica a performance e o desempenho muito ruim do Brasil em matéria de saneamento”, disse.

O candidato participou de debate realizado no teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). O evento contou também com as presenças das candidatas Dilma Roussef (PT) e Marina Silva (PV).

Fonte: Agência Brasil

 


 

17/08/10 - Hidrelétricas de Rondônia geram 25 mil empregos, diz Lula

 

O presidente Lula disse nesta segunda-feira (16), em seu programa Café com o Presidente, que as obras para a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau, em Rondônia, geram 25 mil empregos para o país. Segundo Lula, a expectativa é que as usinas comecem a produzir energia ainda em 2011 e 2012.

 

“São duas grandes hidrelétricas: uma está prevista para produzir 3.400 megawatts, a outra está preparada para produzir 3.200 megawatts. São as duas maiores hidrelétricas que nós estamos produzindo no Brasil”, disse Lula. “Muitas pessoas estão sendo formadas e preparadas para trabalhar nessa empresa. Portanto, nós estamos qualificando uma mão de obra que não existia mais no Brasil, porque o Brasil tinha deixado de investir em grandes projetos de infraestrutura, sobretudo na questão energética”.

 

Para o presidente, o país vai “antecipar muito a geração de energia”. Lula avalia que é possível, inclusive, bater recorde mundial de tempo de construção de hidrelétricas dessa magnitude. “Mas o dado concreto é que eu, como ser humano, como brasileiro, estou orgulhoso, porque nós estamos fazendo o aproveitamento do nosso potencial hídrico. Poucos países do mundo têm o potencial que o Brasil tem de produzir energia elétrica a partir da água”, concluiu.

 

Previdência

Em seu programa, o presidente elogiou também os avanços do sistema previdenciário brasileiro. Ao comentar sobre o Demonstrativo Mensal de Créditos para aposentados, lançado na semana passada, Lula afirmou que o software utilizado pela Previdência Social permite maior controle de todas as agências previdenciárias e beneficia as pessoas em tempo real.

 

“O que acontece a cada minuto, cada pessoa que chega, cada pessoa que é tratada, cada consulta que é marcada, cada benefício que a pessoa reivindica é recebido em tempo real pelo gerente da Previdência Social. Essa é uma coisa extraordinária”, disse Lula.

 

Segundo dados da Previdência, aproximadamente 13 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem consultar e imprimir nos caixas eletrônicos dos bancos os comprovantes de benefício. “Eu fiquei muito feliz, acho que o modelo implantado pela Previdência Social é um modelo extraordinário. Eu disse, no meu discurso, que a gente devia isso à imprensa brasileira, sobretudo aos radialistas e à imprensa popular, que todo dia denunciavam filas, aluguéis de filas no INSS, a demora para marcar”, afirmou Lula. (Renata Camargo)

Fonte: Congresso em Foco

 


 

17/08/10 - Acesso à água potável e ao saneamento básico pode ser incluído entre os Direitos Sociais da Constituição

 

O direito da população brasileira ao acesso à água potável e ao saneamento básico pode ser incluído entre os Direitos Sociais elencados nos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição federal. É o que determina proposta de emenda à Constituição (PEC 07/10) de autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES).

 

A matéria altera o artigo 6º da Constituição, que passará a ter a seguinte redação: "São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, o acesso à água potável e ao saneamento básico, na forma desta Constituição."

 

A proposta também altera o artigo 225 da Carta Magna, acrescentando o parágrafo 7º, estabelecendo que a água é um bem de domínio público e um "recurso natural limitado, dotado de valor econômico, social e ambiental".

 

Na justificação da PEC, Casagrande argumenta que ninguém pode ser privado do acesso à água, "sob pena de ser violentado em sua natureza". Ele acrescenta que a falta de água coloca em risco "o direito fundamental à integridade física, à saúde e à vida".

 

O senador também afirma que o acesso à rede de esgotos é essencial para evitar que epidemias e endemias prejudiquem as cidades brasileiras. Além disso, argumenta, o saneamento básico evita a poluição dos recursos hídricos.

 

No final de julho deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução afirmando que o direito à água potável e ao saneamento básico é um "direito humano essencial ao pleno desfrute da vida e de todos os direitos humanos".

 

A PEC 07/10 está pronta para ser votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O voto do relator, senador Romeu Tuma (PTB-SP), é favorável à proposta. Tuma ressalta que água potável e saneamento básico são essenciais para a saúde e para a manutenção do equilíbrio ambiental.  

Fonte: Agência Senado

 


 

 

 

 

 

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