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26/11/08 - CMA examina alteração na lei de saneamento destinada a evitar inundações em áreas urbanas

 

A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) deve examinar, nesta quarta-feira (26), projeto do senador Renato Casagrande (PSB-ES) que altera a Lei de Saneamento Básico (Lei 11.445/07) para incluir medidas de redução da velocidade de escoamento de águas pluviais no planejamento do setor. A matéria tem relatório favorável do senador Almeida Lima (PMDB-SE) e receberá posteriormente decisão terminativa na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI).

 

Na justificação do projeto (PLS 205/08), Renato Casagrande argumenta ser necessário atentar para as novas tecnologias de drenagem de águas pluviais quando forem elaborados os planos de saneamento básico das cidades brasileiras. Segundo o senador, tradicionalmente o controle de drenagem de águas prioriza tecnologias que levem ao escoamento mais rápido da água proveniente das chuvas, o que traz como conseqüência direta o aumento dos picos de vazão à jusante e, desse modo, a ocorrência de inundações.

 

Renato Casagrande observa ainda que uma das maiores causas de enchentes nas cidades brasileiras é a impermeabilização do solo em áreas urbanas, fenômeno que, como diz o senador, acelera a velocidade de escoamento das águas pluviais, acarretando aumento rápido na vazão média de pico dos rios. Ele lembra que a impermeabilização do solo causa diminuição da infiltração da água no solo, dificultando a formação dos lençóis freáticos.

 

Obras públicas

A CMA deverá examinar também relatório do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) favorável a projeto do senador Fernando Collor (PTB-AL) que determina como nova obrigação do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea) o fornecimento, até 31 de dezembro de cada ano, de relatório com a discriminação de todas as obras públicas de engenharia inacabadas e paralisadas há mais de um ano, nas quais a União tenha participação financeira (PLS 58/08). O documento deverá ser endereçado às Comissões de Fiscalização e Controle das duas Casas do Congresso, ao Tribunal de Contas da União (TCU), à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Ministério Público da União (MPU).

 

O projeto inclui também como obrigação dos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREAs) o encaminhamento ao Confea de relatório sobre as obras de suas respectivas jurisdições.

 

Fernando Collor acredita que as entidades, com representação em todos os estados brasileiros, têm condições de participar da elaboração do relatório. Wellington Salgado apresentou emenda à proposta, determinando que sejam utilizados apenas recursos das receitas originárias do sistema Confea/Crea na realização dessa atividade.

Fonte: Agência Senado

 


24/11/08 - Injunções descaracterizam e deformam a JT

Quando a CLT completou 60 anos (no segundo ano do governo Lula da Silva), o Ministério do Trabalho e Emprego preparou um anteprojeto eliminando 100 dos 922 artigos da CLT, e, se não me falha a conta, existem na Carta Trabalhista 189 artigos já superados, por tratarem de matéria relacionada à representação paritária na JT, extinta em 2001, dessa forma somados teríamos a eliminação de um total de 289 artigos.

Mas este não é o problema da legislação trabalhista, é a deformidade da JT, que poderia até conter milhares de artigos, desde que não fossem inócuos e garantissem ao trabalhador a proteção que lhe é negada, data máxima vênia, por absoluta falta de compromisso do governo com a qualidade, eficácia e proteção ao trabalho, o que não aconteceria se fosse gerada por diligente e eficaz fiscalização das Delegacias Regionais do Trabalho (DRTs), nos tribunais trabalhistas, com juízes e servidores mais preparados doutrinariamente para tão complexa matéria social.

A aplicabilidade dos ditames de lei, e a realidade que se descortina em cada caso, quando examinado pelo juízo trabalhista, merece em particular um olhar menos dilacerado por medidas bruscas, ou seja: eficaz, inteligente, especialmente com objetivo seguro na busca da solução da execução. É preciso extirpar enquanto é tempo a mácula de que o empregador é o inimigo do trabalho, quando na verdade teria que ser visto pelo julgador como parceiro, com exceção daqueles que são desafetos do laborativo.

Há setores do jurisdicionado trabalhista que defendem a aplicação de penalidades severas aos maus empregadores, mas de que adianta a utilização de mecanismos ortodoxos, diante da inviabilidade de êxito pecuniário. Outro mais inteligente defende a aplicação célere de liquidação da ação, no binômio da instrução/sentença, formando o primeiro título executivo incontroverso, irrecorrível, com previsão de pesada pena ao devedor, com o anteparo da lei que prevê a constrição não só material como também pessoal do empregador, na forma prevista na ação de alimentos, eis que a verba do trabalho tem natureza alimentar, e se isso for possível milhões de ações alcançariam solução em primeiro plano, deixando o tema controverso para os ditames e recursos permitidos pela vetusta lei.

Há muito o direito trabalhista já deveria ter incorporado artigos de códigos de leis, a sua própria roupagem jurídica, conciliadora, com textos revisados, repensados, modernizados e mais adequados a sua aplicabilidade, sem a confusão da variação de CPC, Lei Fiscal e Código do Consumidor, que tira da JT toda sua independência jurídica.

Uma enxurrada de propostas de cunho elitista

No último dia 13 (quinta), a Associação Nacional dos Magistrados Trabalhistas encaminhou para aos deputados Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Arnaldo Jardim (PPS-SP), documento com análise do substitutivo com 907 artigos (material e processual da lei trabalhista) que trata da reconsolidação das leis trabalhistas, para ser incorporado ao projeto Vaccarezza PL n° 1987/2007, que reorganiza a legislação trabalhista.

O fato é que trata de documento elaborado por uma elite composta de juízes, procuradores, auditores fiscais e advogados, cujo conteúdo deve ser apreciado com reservas, dada visão corporativista do seu texto, data máxima vênia, ser este de origem de julgadores e tecnocratas do jurisdicionado, quando na realidade aos magistrados, existe a enorme barreira da impossibilidade de sugerir e ter aprovado lei ou texto de lei ou artigo, quando na tarefa de julgara estarão trabalhando com suas próprias sugestões já prejulgadas.

Existe de fato uma preocupação política de não alterar a especializada em seu eixo central, ou seja: na legislação objetiva, mantendo-a na subjetiva, deixando a mercê de seus juízes a tarefa da faxina legal, em meio às tantas questões que versam de um simples pedido de vínculo de guardador de carros a um engenheiro da Petrobrás com trabalho itinerante pelo mundo, cuja indenização trabalhista romperia a barreira dos milhões de reais.

Pólos opostos, direitos iguais, o mesmo Código a seu serviço, mas o resultado final, fica no retrato da execução, onde o primeiro executa o nada, que será nominado pelo juízo de conhecimento, e o segundo executa uma das maiores multinacionais do mundo, rica e próspera de fácil e garantida execução, o que significa dizer que, para o empregador e empregado uma só lei, um só custo processual, um desafeto a justiça que trata da mais valia do hipossuficiente, e não consegue medica-lo, ao passo que ao outro a certeza de um final feliz.

O fato é que hoje muitos juízes trabalhistas festejam a penhora on line, mas esta não é solução eficaz, vez que a grande maioria e os mais freqüentados empregadores nos tribunais trabalhistas já trataram de organizar um sistema preventivo deste aplicativo, "esta é a dura verdade", enquanto o hipossuficiente tem seu executado outro tão hipossuficiente patrão, sem as condições materiais, de razoabilidade e capacidade para suportar a execução elitizada do juízo trabalhista, e se atacado pela on line, o saldo em conta corrente, geralmente é insignificante, data vênia dos milhares de acessos a conta sem o êxito pecuniário.

Por outro a sua aplicabilidade é vista com reserva pelo trade trabalhista, registre-se que as maiorias das penhoras são determinadas por iniciativa do próprio juízo, sem que à parte autora peticionasse, e com a agravante que muitos juízes estão revelando a senha do Bacen Jud a servidores subordinados ao juízo, para que efetuem a operação de penhora on line, cujos critérios vão dos mais absurdos aos excepcionais, bloqueando contas de pacientes convalescentes, idosos, incapaz, pensionista, conta corrente conjunta, de menor púbere com tutor maior, enfim uma enxurrada de acidentes, que acabam arrastando a execução para a eternidade dos tribunais, pergunto: "qui jus hic est?", até então o trabalhador não consegue ver a cor do seu dinheiro, pela simples ausência de avaliação do operador do direito.

 


 

21/11/08 - CCJ aprova suspensão de contrato temporário em caso de acidente

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou hoje o Projeto de Lei 3141/97, do deputado João Paulo Cunha (PT-SP), que suspende o prazo do contrato temporário (na modalidade por tempo determinado) durante o período de afastamento do empregado vítima de acidente de trabalho. O autor apresentou o projeto porque considera injusto que a empresa encerre esse contrato nos casos em que o empregado ainda esteja se recuperando de acidente.

A CCJ também aprovou o substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, que prevê a suspensão apenas dos contratos por tempo determinado que sejam regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto Lei 5.452/43), e não daqueles previstos na Lei 9.601/98. Essa lei criou o contrato temporário sem a exigência de serviço específico, como ocorre na CLT.

O substitutivo também retira da proposta original os artigos que obrigavam a empresa a custear a capacitação profissional do acidentado e a complementar o seu salário, se o benefício previdenciário fosse menor que sua remuneração normal.

A Comissão de Seguridade Social e Família havia rejeitado o projeto. Caberá ao Plenário decidir se acata ou rejeita o projeto original ou o substitutivo.

O relator do projeto na CCJ, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), apresentou parecer favorável. "Estão obedecidas, no projeto de lei original e no substitutivo, as normas constitucionais", disse. A comissão não analisou o mérito da matéria.

Prazo atual
Hoje, o prazo do contrato por tempo determinado continua a correr durante o afastamento do trabalhador acidentado. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) entende que, ao expirar esse prazo sem que o empregado tenha se recuperado para o trabalho, o vínculo com a empresa continua, mas apenas até o fim do benefício previdenciário.

Quando o empregado sofre acidente de trabalho, seu contrato é considerado interrompido nos 15 primeiros dias - período em que a empresa responderá por seus salários - e suspenso a partir do 16º dia - quando a responsabilidade de remunerar o trabalhador é assumida pelo Instituto Nacional do Seguro Social.

Já nos contratos disciplinados pela Lei 9.601/98, o vínculo empregatício prevalece apenas ao longo de duração definida previamente, mesmo em casos de acidentes de trabalho.

 

Fonte: Agência Câmara

 


19/11/08 - Projeto Paulo Paim é totalmente legítimo

O Senado Federal aprovou o projeto Paulo Paim estabelecendo que, daqui para frente, o reajuste dos aposentados e pensionistas do INSS que ganham acima do salário mínimo terá que ser percentualmente igual ao aplicado àqueles que recebem o piso. O projeto, que agora segue para a Câmara dos Deputados, é absolutamente legítimo. Inclusive o tema foi consagrado pelo Supremo Tribunal Federal, em 1992, quando o governo Collor tentou aplicar 147 por cento aos inativos que percebiam o mínimo e apenas 42 por cento aos que estavam acima dessa linha.

O ministro da Previdência - vale lembrar - era Reinhold Stephanes, agora titular da Agricultura no segundo mandato de Lula. O Partido dos Trabalhadores, Luís Inácio à frente, recorreu ao STF e obteve estrondosa vitória. Mas os tempos mudaram. A oposição trocou de lado e hoje está no poder. O ângulo de análise passou a ser outro, infelizmente. Não é o primeiro caso, tampouco será o último. Tal processo humano é eterno. Através de reportagens de Adriana Vasconcelos e Cristiane Jungblut, "O Globo", edição de 13/11, focalizou-se a reação do governo, expressa pela líder Ideli Salvati e pelo ministro da Previdência Social, José Pimentel.

Argumento comum: a proposição Paulo Paim elevará os gastos públicos em 4,5 bilhões de reais por ano. É muito? Não. Só no final deste ano, o governo Lula está destinando cerca de 70 bilhões - isso mesmo - para socorrer bancos e empresas em dificuldades e também assegurar os níveis de consumo. Quem duvidar de tal montante, é só fazer as contas: 7 bilhões para o Banco Votorantim, de Antonio Ermírio de Moraes; 6 bilhões para o Banco do Brasil adquirir o Nossa Caixa, do governo paulista; 21 bilhões decorrentes da dilatação do prazo mensal para que as empresas, todas elas, recolham o Imposto de Renda na Fonte, o IPI e o Cofins; 30 bilhões (de dólares) adquiridos por intermédio do BC para sustentar o valor do real.

Além disso, mais três parcelas de recursos e créditos às montadoras de automóveis. Há mais vantagem menos aparentes nas sombras administrativas. Mas as que relacionei são suficientes para fixar bem nitidamente o confronto entre uma despesa pequena e legítima e um elenco de outras talvez nem tanto. Mas esta é outra questão.

O fato é que os 25 milhões de aposentados e pensionistas do INSS, por coincidência divididos em partes iguais, são tratados injustamente desde julho de 91, quando o então presidente Fernando Collor sancionou a Lei 8213. Por que isso? Simplesmente porque a Constituição de 88 estabelecia que os pensionistas e aposentados, a partir da promulgação em outubro, deveriam receber o mesmo número de salários mínimos que passaram a perceber no momento em que se aposentaram ou se tornaram pensionistas. Perfeito. Assim foi feito pelo governo Sarney. Era o que dizia o artigo 202. Mas havia uma brecha. Alguém acrescentou ao texto final a expressão na forma da lei que regular o dispositivo.

Aí, dois anos e meio depois, apareceu a Lei 8213. Esta, de forma ilegítima, ao contrário do que agora oportunamente propõe o senador Paulo Paim, condicionou a remuneração dos inativos da Previdência à lei salarial em vigor. Esta dividia os reajustes por nível de remuneração. Um absurdo. Mas prevaleceu. Até que a Corte Suprema, em 92, por nove votos a dois, restabeleceu o princípio de 88. Collor teve que pagar os 147 por cento a todos. Entretanto, o episódio não foi adotado como paradigma, como deveria, apesar da jurisprudência. Principalmente por parte do presidente Fernando Henrique.

No final de seu primeiro mandato, fez aprovar a emenda constitucional número 20, em dezembro de 98, acabando com o texto original do artigo 202, que determinava a manutenção do número de mínimos recebidos pelos inativos. O que aconteceu então em decorrência? Uma defasagem enorme, gritante, para os que se situavam acima do piso. Tanto assim que os que se aposentaram com o teto de 10 mínimos hoje ganham exatamente a metade. Seus vencimentos perderam para a inflação. Desabaram com FHC.

O panorama, para se ter idéia, é o seguinte: dos 25 milhões der aposentados e pensionistas, 75 por cento ganham o mínimo. E somente 25 por cento percebem acima do piso. Isso num universo em que, como informou o ministro José Pimentel em edição recente do Diário Oficial, o salário médio é de apenas 584 reais por mês. Para se ter uma visão concreta da diferença de tratamento, bastam dois exemplos: em 2007, o presidente Lula reajustou o mínimo em 16 por cento e os demais aposentados e pensionistas em 6 por cento. Agora, em 2008, o salário mínimo foi corrigido em 8 por cento. Os demais ficaram com 5 por cento.

Mantida tal política, fica nítido o avanço progressivo e veloz da defasagem já hoje largamente verificada. O que o senador Paulo Paim coloca em seu projeto é uma igualdade de tratamento. Apenas isso. Inclusive porque quem ganhava mais na atividade, é claro, contribuía mais do que os que recebiam menos. Assim, separar os dois reajustes no tempo é de uma injustiça flagrante e total. E à luz do Direito o que é injusto não pode ser legítimo. Nem legítimo, tampouco legitimado pela omissão.


 

18/11/08 - A crise econômica, meio ambiente e trabalho escravo

Há pelo menos um efeito colateral “positivo” nessa crise econômica desgraçada que se espreguiça dos Estados Unidos para o resto do mundo: uma redução nos danos ao meio ambiente, do trabalho escravo e da expulsão de comunidades tradicionais.

Já disse neste espaço outras vezes que a Chicago Board of Trade, uma das maiores bolsas de mercadorias do mundo, tem mais “poder” para deter o avanço da soja sobre a Amazônia do que as políticas do Ministério do Meio Ambiente. Quando o preço mundial sobe, cresce o interesse por expansão sobre novas áreas por aqui. Se o preço cai, o inverso. Analistas já prevêem um tombo de quase 50% no preço da soja até meados de 2009. Não é tão simples assim, mas é incrível como a relação direta funciona não só para o grão, mas também para outros produtos. Mesmo a indústria da carne bovina, que tem no mercado interno o seu principal comprador, também funciona com uma lógica semelhante.

Um amigo atentou para a possibilidade de que os trabalhadores temporários desses setores migrem para atividades mais danosas ao meio ambiente e a si próprios, como a produção de carvão ou exploração de madeira ilegal. Segundo ele, haveria escassez de postos de trabalho (já de má qualidade, diga-se de passagem), o que geraria esse êxodo para uma situação pior. Mas os indícios mostram que não haverá um pique nesse sentido, uma vez que as vendas internacionais e as cotações de produtos do setor siderúrgico também estão em queda. Ou seja, comprarão menos carvão vegetal produzido na Amazônia, uma de suas matérias-primas, que também é um dos principais vetores de superexploração do trabalho. Além disso, a construção civil nacional reduziu seu ritmo de expansão – e é ela um dos principais consumidores de madeira de desmatamento ilegal da Amazônia.

Não estou torcendo para o mundo ir para o buraco. Esse pensamento do “quanto pior, melhor” (usado, muitas vezes, tanto pelo PSDB quanto pelo PT quando fora do poder) é de uma completa irresponsabilidade. Lendo o noticiário da crise, percebe-se que especialistas adoram números, mas esquecem de pessoas de carne e osso, que podem perder, e muito, com ela.

Mas é importante mostrar que a crise deve arrefecer um pouco o rolo compressor do capital sobre a Amazônia e o Cerrado e, por conseguinte, diminuir o ritmo de desmatamento ilegal, de trabalho escravo, de expulsão de comunidades tradicionais. Estar atento a isso é importante para que possamos desenvolver ações para mudar o modelo de desenvolvimento predatório, que engole a gente e o seu meio. Ou seja, este é um bom momento para perceber essas relações negativas e planejar outros rumos, mais racionais e mais humanos.

Ao mesmo tempo, o governo federal deveria aproveitar esse momento e gastar dinheiro. Não em bancos e empresas que privativam lucros e socializam perdas, mas em uma reforma agrária real e decente e na geração de empregos e renda em regiões mais pobres. Estimular economias locais, indo além de políticas de transferência de renda, que têm um alcance limitado. Garantindo que aqueles que derrubariam a floresta,  limpariam pastos ou produziriam carvão não fiquem sem emprego com essa crise e com as outras que virão.

O significado original da palavra crise não é “problema” e sim “mudança”.  Que aproveitemos essa nuvem escura que se avizinha para arar melhor a terra par as próximas gerações. E não comprar guarda-chuvas.


 

18/11/08 - Governo vetará projeto de Paim que corrige o valor de aposentadorias e pensões, diz Paulo Bernardo

BRASÍLIA - O governo vai trabalhar contra a aprovação na Câmara do projeto de lei do senador Paulo Paim (PT-RS) , que corrige o valor das aposentadorias e pensões, para que correspondam ao número de salários mínimos que tinham à época da concessão.

O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse nesta segunda-feira que vai defender o veto presidencial caso seja aprovado pelo Congresso. Segundo o ministro, o governo não terá outra opção, pois o custo estimado nas contas da previdência em 2009 seria de R$ 5,89 bilhões ao mês e de R$ 76,6 bilhões em todo o ano. A proposta aprovada no Senado visa recuperar perdas de até 75% nos vencimentos dos aposentados e pensionistas.

- Isso é um absurdo. (Esse projeto) é corrosivo. Não temos outra alternativa (sobre o veto). Irresponsabilidade também tem limite. Nesse quesito de irresponsabilidade fiscal todo mundo ficou devendo - disse o ministro, referindo-se ao fato de o projeto ter sido aprovado por unanimidade pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

Segundo o ministro, ao propor a reposição dos vencimentos dos aposentados, o projeto de Paim jogará por terra a política de fortalecimento do valor do salário mínimo. Nos últimos anos, o governo tem reajustado o valor do mínimo acima da variação da inflação. O governo alega que, nesse processo, os aposentados e pensionistas não tiveram prejuizo.

A estratégia do governo, porém, é trabalhar politicamente para evitar o desgaste político do veto presidencial. O ministro da Previdência, José Pimentel, fará um apelo nesta terça para que os parlamentares não aprovem o projeto de Paim. O ministro se reúne com o presidente do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN) , com o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS), e com o relator da proposta orçamentária de 2009, senador Delcídio Amaral (PT-MS).

Pimentel argumentará que os benefícios previdenciários têm tido ganhos reais (acima da inflação) ao longo dos anos. Mas, na prática, os dados do ministério mostram uma grande diferença entre os benefícios equivalentes ao piso e os demais.

Levando em conta o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o ganho real de quem tem reajuste vinculado ao do salário-mínimo foi de 37,05% de 2003 a 2005, enquanto as faixas acima do piso tiveram ganho real de 0,89% , segundo nota técnica da Secretaria de Previdência Social.

Este ano, tanto o salário-mínimo quanto o piso previdenciário foram reajustados em 9,21%. Já os benefícios acima do piso receberam 5% de reajuste. A Previdência alega que os aposentados mantiveram o poder de compra, e que a intenção de Paim é estabelecer uma vinculação direta entre o benefício e um número determinado de mínimos. Por exemplo, se o trabalhador se aposentou com o equivalente a dez mínimos, teria que ganhar, para sempre o equivalente a dez mínimos.

Pelas projeções do governo, o déficit da Previdência deverá fechar em R$ 38 bilhões este ano; para 2009, a previsão é de cerca de R$ 40 bilhões.

Fonte: oglobo

 


 

17/11/08 - Roberto Santiago é o novo relator do projeto que susta Portaria 186

 

Antes relatado pelo deputado Laércio Oliveira (PSDB/SE), o PDC 857/08, que susta a Portaria 186, agora será relatado pelo deputado Roberto Santiago (PV/SP), na Comissão de Trabalho da Câmara.

 
Laércio Oliveira já havia inclusive elaborado parecer favorável ao projeto, portanto, contrário à portaria. Ainda não se sabe as razões que levaram o antigo relator a abandonar a relatoria do projeto de decreto legislativo do deputado Nelson Marquezelli (PTB/SP).

Fonte: Diap

 


 

17/11/08 - Terceirização: projeto já tem relator na CCJ

 

O PL 4.302/98, que regulamenta a terceirização no Brasil, aprovado recentemente na Comissão de Trabalho, já tem relator na Comissão de Constituição e Justiça. A tarefa da relatoria caberá ao deputado Colbert Martins (PMDB/BA).

 

As centrais sindicais e as confederações organizadas no Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) estão num movimento que pretende pautar a Mensagem 389/03, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para arquivar o projeto.

 

Desse modo, as entidades sindicais de trabalhadores articulam dois movimentos contra o projeto - um na CCJ de modo a obstruir a discussão e votação da matéria naquele colegiado; e outro, para votar a mensagem de arquivamento deste projeto que vulnera as relações de trabalho no País.

Fonte: Diap

 


 

 

17/11/08 - Integração energética fortalecerá desenvolvimento da América Latina, afirma presidente do Parlatino

 

A integração da América Latina para a busca de fontes limpas e renováveis de energia fortalecerá o desenvolvimento da região e permitirá maior estabilidade social, econômica e política dos países. A opinião foi manifestada nesta segunda-feira (17) pelo senador chileno Jorge Pizarro, presidente do Parlamento Latino-Americano (Parlatino), durante abertura de encontro de parlamentares que integram as comissões de Energia e Minas e de Meio Ambiente e Turismo do bloco.

O evento, que reúne cerca de 40 parlamentares do Brasil, México, Venezuela, Guatemala, Panamá, Uruguai, Chile, Antilhas Holandesas, Paraguai, Bolívia e Aruba, discutirá alternativas energéticas para a região e formas de cooperação para reduzir os impactos do aquecimento global. A programação do encontro, que está sendo realizado no auditório Senador Antonio Carlos Magalhães, do Programa Interlegis, prevê debates até a tarde desta terça-feira (18).

Ao destacar a interdependência energética entre os países da América Latina, Pizarro considerou de grande importância os esforços de articulação dos parlamentares no sentido de identificar fontes limpas e renováveis de energia a baixo custo.

- Se conseguirmos desenvolver uma estratégia de integração no plano da energia, avançaremos muito mais. Nosso desafio rumo ao desenvolvimento sustentável é termos um marco legislativo comum, para regulação e fiscalização, garantindo a proteção do ambiente e a saúde das pessoas - afirmou.

Também o deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), vice-presidente do bloco, destacou a importância do evento para a identificação dos problemas da América Latina em termos de energia e de proteção ao meio ambiente. Conforme afirmou, o Parlatino é a mais antiga organização de reunião de parlamentares da América Latina, representando um importante instrumento de articulação para os legisladores da região.

- Este encontro se reveste de grande importância no momento atual, que requer a busca conjunta de soluções para problemas que afetam não apenas o continente, mas todo o mundo. Através do Parlatino, podemos manter vivos os ideais de democracia e justiça social - frisou o deputado.

Responsabilidade

Em palestra realizada após a abertura do encontro, o chefe do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo Machado, lembrou que as mudanças climáticas percebidas hoje resultam do aumento de emissões iniciado há dois séculos, com a revolução industrial. Para ele, a adoção, hoje, de um padrão energético sustentável é condição essencial para o futuro da vida no planeta.

De acordo com Machado, os parlamentares da América Latina poderão definir normas capazes de regulamentar o mercado, assegurando padrões adequados de crescimento da economia combinados à preservação ambiental.

- As casas legislativas têm um papel extraordinário na regulação das emissões que resultam no aquecimento global e também no incentivo à adoção de medidas de adaptação às mudanças climáticas já em curso. Além disso, a unidade regional é fundamental para que a América Latina seja ouvida nos fóruns mundiais sobre o meio ambiente - frisou ele.

A construção de uma visão latino-americana sobre as questões de energia e de recursos hídricos também foi defendida pela deputada chilena Denise Pascal.

- São dois aspectos muito inter-relacionados, os quais, se não receberem a atenção devida, afetarão de forma severa nosso continente - disse.

De acordo com a deputada, o interesse econômico em torno da produção de energia leva a tensões entre países, não apenas da América Latina, mas de todo o mundo. Para ela, as divergências devem ser superadas com ações conjuntas, potencializando o desenvolvimento dos países e a proteção do continente.

Na segunda palestra do evento, o superintendente da Agência Nacional de Águas (ANA), Joaquim Gondim, apresentou aos parlamentares a experiência brasileira de produção de energia hidroelétrica. O modelo adotado no Brasil, observou, compatibiliza o uso do recurso hídrico com a proteção ao meio ambiente, a partir de processos que envolvem o diálogo com a sociedade. Para Gondim, a experiência brasileira tem sido bem avaliada e pode servir de referência a outros países.

Fonte: Agência Senado

 


 

14/11/08 - Eletropaulo reduzirá torres para valorizar áreas de SP

 

Na capital paulista com raros e cobiçados espaços nobres, as 91 estações de distribuição de energia da Eletropaulo ocupam uma área do tamanho de sete parques da Água Branca, na zona oeste, ou mais de meio Ibirapuera. Para valorizar pelo menos 11 terrenos de 10 mil metros quadrados cada, localizados nas zonas oeste e sul, a Eletropaulo planeja compactar torres metálicas de até 15 metros de altura e fiações de alta voltagem em centrais digitalizadas de última geração.

Com as áreas vagas, em um total de 95 mil metros quadrados, a empresa quer lucrar por meio de parcerias com construtoras, que se colocam à disposição para bancar a modernização das estações. A primeira experiência já pode ser observada em uma das partes mais nobres de São Paulo, no bairro Cidade Jardim, local onde o metro quadrado custa em média R$ 4,2 mil. Outras dez estações serão compactadas e os espaços vagos dos terrenos (85% do total ocupado hoje) devem ser vendidos.

Especialistas afirmam nunca ter sido comprovada a emissão de radiação das estações de energia. Mas Eduardo Côrrea Anunciatto, secretário-geral do Sindicato dos Eletricitários, é contra a parceria entre a Eletropaulo e as construtoras. ?Não existe comprovação científica sobre os riscos da radiação das estações.

Mas diversos estudos apontam que morar perto de uma estrutura de alta voltagem pode causar mutações nas células ao longo dos anos, o que pode dar origem a câncer de diferentes tipos?, afirma Anunciatto. ?O sindicato está na Justiça tentando obter uma aposentadoria especial para os trabalhadores que trabalhavam nas estações?, acrescentou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


13/11/08 - Vencer aquecimento global exige fazer nova 'revolução industrial', diz estudo

Vencer o aquecimento global é um desafio de proporções dantescas, similares a apenas um evento na história da humanidade: a revolução industrial. A análise é de uma empresa de consultoria britânica que trabalha com vários governos e companhias numa tentativa de mapear o caminho árduo rumo a essa nova "revolução".

A matemática do raciocínio envolvido na pesquisa é relativamente simples. Ela se baseia no conceito de "produtividade do carbono", ou seja, em quanto do PIB (Produto Interno Bruto) de um país pode ser produzido com uma tonelada de gás carbônico emitida na atmosfera. 

"Calculamos que esse aumento da produtividade tem de subir de 740 dólares por tonelada, hoje, para 7.300 dólares por tonelada em 2050, um aumento de dez vezes", afirma Ed Petter, gerente de relações externas para mudança climática da consultoria britânica McKinsey, responsável pelo estudo. "Parece muito, mas já fizemos isso uma vez. O valor é comparável em magnitude ao aumento da produtividade do trabalho com a revolução industrial."

A mensagem principal do apanhado de dados é indicar que, apesar do tamanho do problema, a solução, aparentemente, existe. E é por aí que vai o foco do estudo: mostrar que há saídas já disponíveis -- e talvez até lucrativas -- para reduzir a emissão de gás carbônico na atmosfera.

Veículos mais eficientes, controle de temperatura mais eficaz em construções, sistemas inteligentes de ar-condicionado e até o etanol da cana-de-açúcar, especialidades brasileiras, são listados como potenciais itens que, ao serem implementados, na verdade barateiam custos, em vez de encarecer. "Claro, será preciso fazer um investimento inicial, um gasto inicial, mas isso será amortizado com o que virá de economia depois e no fim sairá mais barato", explica Petter.

Segundo o estudo, pouco menos de 30% do que precisa ser feito para evitar o aquecimento global dito perigoso (acima de 2 graus Celsius) pode sair dessas soluções já disponíveis e supostamente econômicas.

E quanto aos outros 70%? Pois é. Uma fatia significativa do bolo -- o maior item individual -- é a redução do desmatamento amazônico. Aliás, parece ser este a única pedra no sapato do Brasil na questão da mudança climática. De resto, com biocombustíveis em alta e fontes hidrelétricas fortes, o país tem uma matriz energética muito mais limpa do que a dos outros grandes países do mundo.

Mas não é de se subestimar o problema do desmatamento. Evitá-lo também aparece com uma das coisas mais caras na lista preparada pelos pesquisadores. Bem perto de coisas que ainda nem existem fora do papel, como sistemas de armazenamento de carbono para usinas movidas a carvão -- fonte mais suja de energia e uma das favoritas da China, país que cresce vertiginosamente e precisa cada vez mais aumentar seu parque energético.

Política e economia

Moral da história: não vai ser fácil desatar esse nó. Mas existe um senso de urgência, sobretudo na Europa -- não dá para adiar mais. E mais: pelo menos o governo britânico está convencido de que o mercado não agirá sozinho para se tornar mais verde.

"Não há nenhuma abordagem não-intervencionista possível para a mudança climática e é preciso surgir uma nova economia política", afirma John Ashton, representante especial do Reino Unido para mudança climática, que já participou de inúmeras negociações de tratados de clima e parece convencido de que será preciso estabelecer leis para indicar o caminho a ser seguido pelos mercados, na direção de uma economia mais verde.

E parece que o governo britânico está começando a colocar ações ao lado do discurso. O Parlamento está para acertar uma nova lei que tornará a redução das emissões de gás carbônico no Reino Unido uma obrigação inescapável -- muito diferente do Protocolo de Kyoto, que estabelece metas, mas não obriga ninguém a cumpri-las.

Quando terminar de tramitar -- fontes ligadas ao Parlamento dizem que faltam pequenos detalhes, mas nada muito essencial, para a definição do texto final --, o Reino Unido será o primeiro país a ter uma legislação específica para o aquecimento global.

E o governo britânico está tentando trazer a Europa inteira junto, negociando metas agressivas para a redução de emissões, que culminariam com cortes de 80% até 2050.

Claro, para que tudo dê certo e a nova revolução industrial, é preciso que todos os grandes países -- inclusive os que estão em desenvolvimento -- participem do processo de migração para formas mais limpas de energia. E, mais do que isso, o presidente eleito Barack Obama -- que prometeu investimentos de US$ 150 bilhões em novas tecnologias contra o aquecimento global -- terá de trazer os EUA de volta ao jogo, depois da saída politicamente desastrosa de George W. Bush, ao rejeitar o Protocolo de Kyoto, em 2001. Fonte: G1


 

12/11/08 - Parlamentares latino-americanos discutem energia e meio ambiente a partir de terça-feira, no Interlegis

Com a presença de parlamentares de diversos países da América Latina, será realizada na próxima semana, entre segunda-feira (18) e terça-feira (19), em Brasília, reunião do Parlamento Latino-Americano (Parlatino) com o objetivo de discutir energia e meio ambiente - uma das principais questões a serem debatidas são os impactos ambientais de projetos hidrelétricos, de mineração e de produção de biocombustíveis.

Entre os participantes do evento estarão o senador chileno Jorge Pizarro, presidente do Parlatino; a senadora mexicana Maria de los Ángeles Moreno Uriegas, vice-presidente de comissões desse parlamento; o diplomata Luiz Alberto Figueiredo Machado, chefe do Departamento de Meio Ambiente e Temas Especiais do Ministério das Relações Exteriores; o senador Renato Casagrande (PSB-ES), presidente do grupo brasileiro de apoio ao Parlatino; o deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), que é vice-presidente da Comissão de Energia e Minas do Parlatino; e o deputado federal Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), que também é integrante desse parlamento.

A reunião, que será realizada no prédio do Interlegis, será promovida pela Comissão de Minas e Energia e pela Comissão de Meio Ambiente e Turismo, ambas do Parlatino. Na terça-feira, o presidente do Senado, Garibaldi Alves, deverá receber a vista de uma delegação com representantes desse parlamento.

Fonte: Agência Senado

 


 

11/11/08 - Dieese: 13º salário injetará R$ 78 bilhões na economia

 

Até o fim do ano, cerca de R$ 78 bilhões devem ser injetados na economia brasileira em conseqüência do pagamento do 13º salário no fim deste mês (1ª parcela) e após a segunda quinzena de dezembro (2ª parcela). A estimativa é do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). O valor total representa 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Aproximadamente 68,2 milhões de brasileiros serão beneficiados este ano, entre trabalhadores do mercado formal e beneficiários da Previdência Social. O levantamento não considera, no entanto, o adiantamento da primeira parcela do 13º salário feito ao longo do ano, junto com as férias.

Os empregados formais, contribuintes da Previdência, correspondem a 60,9% do total de beneficiados, o que equivale a 41,5 milhões de pessoas. Já os beneficiários da Previdência Social, como aposentados e pensionistas, equivalem a aproximadamente 26,7 milhões, ou 37,7% do total.

Do montante de R$ 78 bilhões a serem pagos a título de 13º, cerca de 20,7% (R$ 16,1 bilhões) serão destinados aos beneficiários do INSS; 69% (R$ 54,4 bilhões) irão para os empregados formalizados; 1,2% (R$ 918,5 milhões) aos empregados domésticos; 5,1% (R$ 3,99 bilhões) aos aposentados e pensionistas da União; e 3,3% (R$ 2,6 bilhões) aos aposentados e pensionistas dos Estados.

O número de beneficiários este ano é cerca de 6,9% superior ao observado em 2007, quando o Dieese projetou que cerca de R$ 64 bilhões entrariam na economia em conseqüência do pagamento do 13º salário. Para a entidade, 4,4 milhões de pessoas passaram a receber o pagamento por terem se incorporado ao mercado de trabalho, formalizado o vínculo empregatício, ou requerido aposentadoria ou pensão.

Fonte: Agência Estado

 


 

10/11/08 - Um dos mais importantes eventos ambientais do mundo chega a BH

 

Quando se fala em meio ambiente, a tendência é, quase sempre, enumerar uma série de impactos que o desenvolvimento mundial causa à natureza como um todo. Na contramão desse pensamento negativo, um dos mais importantes eventos ambientais do mundo, o Diálogos da Terra no Planeta Água chega, pela primeira vez, a Belo Horizonte, entre os dias 26 e 28, no Minas Centro, na Região Centro-Sul da capital. No Brasil, o encontro ocorre 16 anos depois da RIO 92, quando surgiu o compromisso com o desenvolvimento sustentável, ou seja, do economicamente possível, socialmente justo e ecologicamente equilibrado. Nesta edição serão discutidos os principais temas ambientais da agenda mundial e seus reflexos sobre os recursos naturais, especialmente os hídricos.

“Vamos ressaltar as experiências bem-sucedidas que estão ocorrendo não só no Brasil, mas no mundo inteiro. Em Minas Gerais, há um destaque para a recuperação do Rio das Velhas, um projeto do governo de Minas que tem dado bons resultados. Debater o etanol, como uma experiência conquistada pelo país. É uma forma de levarmos o tema meio ambiente não só apontando impactos, mas aprendendo sobre as vitórias alcançadas”, explicou o subsecretário de Ensino Superior, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Octávio Elísio Alves de Brito.

Ele ressalta que esta será a primeira vez que a Green Cross Brasil promove o Diálogos da Terra na América Latina e o fará em parceria com a Fundação Renato Azeredo e apoio do Governo do Estado de Minas Gerais, por meio das secretarias de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. São esperadas para o evento em BH cerca de 1,8 mil pessoas de todos os continentes. Entre elas, nomes históricos da política mundial que hoje atuam na defesa do meio ambiente, como o russo Mikhail Gorbachev, ex-presidente da União Soviética, presidente de honra da Cruz Verde Internacional e da Fundação Gorbachev, iniciador do processo de democratização da ex-União Soviética.

O secretário de Estado de Ciência e Tecnologia, Alberto Duque Portugal, apresentou a proposta do evento ao diretor-geral do Estado de Minas, Édison Zenóbio, que disse que o EM sabe da importância do encontro e apóia a iniciativa.

INSCRIÇÕES
Após as palestras e debates sobre os principais temas da agenda, será elaborada a Carta de Minas Gerais, contendo propostas inovadoras para a redução do desperdício dos recursos hídricos, inclusive com indicadores concretos. Essas propostas do Diálogos da Terra no Planeta Água farão parte para o 5º Fórum Mundial da Água, a ser realizado em Istambul (Turquia), em 2009. Para o encontro em BH, as inscrições são gratuitas e estão abertas. Devem ser feitas no site www.dialogosdaterra.org.br. A organização fará uma seleção dos inscritos.

Fonte: Estado de Minas

 


 

10/11/08 - China critica 'estilo de vida insustentável' de países ricos

 

O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou nesta sexta-feira que os países ricos precisam abandonar o que classificou de "estilo de vida insustentável", caso o mundo queira combater as mudanças climáticas.

O primeiro-ministro fez as declarações em um discurso de abertura de uma conferência sobre a mudança climática organizada pelas Nações Unidas em Pequim.

Wen Jiabao disse que os países desenvolvidos têm a "responsabilidade e obrigação" de mudar o modo como vivem, pois demanda muitos recursos.

Em negociações diplomáticas internacionais, a China tem se aliado a outros emergentes, inclusive o Brasil, na defesa do argumento de que os países ricos devem tomar a dianteira no combate ao aquecimento global porque começaram a poluir na época da revolução industrial, muito antes das nações em desenvolvimento.

Um estudo da Universidade da Califórnia publicado em maio estimou que a China se tornou o maior emissor de gases causadores do efeito estufa no período entre 2006 e 2007. E o próprio governo chinês reconhece que o país é hoje, juntamente com os Estados Unidos, o maior poluidor.

'De acordo com nossos dados, o nível de emissões da China atualmente é quase o mesmo que o dos Estados Unidos', afirmou há uma semana o vice-diretor da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, Xie Zhenhua, à imprensa estatal.

Fundo

Nesta sexta-feira, o líder chinês também aproveitou a ocasião para pedir que os países emergentes também não descuidem do meio ambiente, mesmo diante da atual crise econômica.

Na semana passada, Pequim sugeriu a criação de um fundo verde internacional através da ONU para promover a transferência de tecnologia ecológica aos países em desenvolvimento.

O fundo exigiria que os países ricos doassem um 1% do PIB deles, para ajudar às nações pobres e poluidoras.

Maior poluidor

As emissões anuais de todo o mundo correspondem a 8,5 bilhões de toneladas cúbicas de gases causadores do efeito estufa.

Apesar de não haver números precisos da China em 2008, estima-se que o país seja responsável por quase um quinto disso, ou 20% de toda a poluição.

Os Estados Unidos poluem quase o mesmo que a China, mas têm uma população muito menor.

Por isso, Pequim argumenta que, proporcionalmente, o estilo de vida de 1,3 bilhão de chineses não é tão nocivo ao meio ambiente como o de 300 milhões de americanos.

Por outro lado, cerca de 70% da energia elétrica da China é originada na queima de carvão em usinas termoelétricas, uma matriz energética altamente poluidora.

Além disso, na China, a fiscalização de indústrias poluidoras em geral - como curtumes, químicos, papel, e outros - não é rigorosa como nos países
desenvolvidos.

Os chineses, no entanto, ressaltam que têm metas ecológicas e pretendem reduzir o consumo de energia por unidade do Produto Interno Bruto em 20% dos níveis de 2005 até 2010, o que significa manter a produção industrial gastando menos energia.

No mesmo período, o governo espera cortar as emissões de gases poluidores em até 10% para proteger o meio ambiente e garantir o desenvolvimento sustentável.

A conferência da ONU em Pequim vai até sábado e focará em intercâmbio e comércio de tecnologias verdes, bem como na negociação diplomática para futuros acordos relacionados à mudança climática.

Fonte: BBC Brasil

 


 

07/11/08 - Câmara analisará projeto que muda regras da terceirização

 

O governo prepara um projeto de lei para regulamentar os contratos de prestação de serviços terceirizados. O texto, cuja minuta foi entregue nesta semana à Câmara pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, é resultado de uma discussão que envolve as centrais sindicais e representantes patronais. Entre os pontos que devem ser incluídos, está a exigência de que a empresa terceirizada seja especializada no serviço para o qual foi contratada.

O tema já vem sendo discutido há mais de uma década na Câmara. Entre os projetos em debate estão um do Poder Executivo, de 1994, e outro do deputado Sandro Mabel (PR-GO), o PL 4330/04. Entretanto, nenhum deles contempla os interesses do governo, dos trabalhadores e dos empresários.

Segurança
O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), que participa das discussões sobre o novo texto no Ministério do Trabalho, adianta outros pontos, como a garantia de direitos para os trabalhadores e uma definição mais clara dos serviços que podem ser terceirizados. Alguns dos projetos já em tramitação, segundo ele, abrem a possibilidade de que "qualquer coisa" seja terceirizada. "A proposta do ministério é mais segura", avaliou.

Outro ponto relevante do novo projeto, segundo ele, é a previsão de "responsabilidade solidária": a contratante deverá assegurar que os funcionários da empresa contratada recebam todos os direitos trabalhistas, como o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), o décimo-terceiro salário e férias com adicional de 30%.

Estratégia
Já o deputado Sandro Mabel, que preside a subcomissão permanente da Comissão de Trabalho destinada a regulamentar a terceirização, afirma que o projeto do governo deve tratar apenas do setor privado: "As centrais sindicais não deixarão o projeto passar de jeito nenhum. Elas acham que o setor público tem que contratar por concurso, sem fazer terceirização. Há 10 anos estamos discutindo essa matéria e ela não anda; só andou um pouco agora exatamente porque tiramos o setor público da conversa."

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, reconheceu nesta semana que há empresas de fachada, sem capital suficiente, criadas apenas para participar de licitações de órgãos públicos. Algumas delas apresentam preços baixos para vencer a concorrência, mas depois não pagam direitos trabalhistas e oferecem serviços precários. Lupi contou que isso aconteceu no próprio Ministério do Trabalho.

Por isso, ele defende uma regulamentação rápida e quer que o projeto chegue ao Congresso com pedido de urgência constitucional, para apressar sua tramitação.

Fonte: Agência Câmara

 


07/11/08 - Bahia confirma urânio na água de Juazeiro

SALVADOR - Vinte dias depois da denúncia da organização não-governamental Greenpeace, de que moradores do povoado de Juazeiro, no Município de Caetité, a 759 quilômetros de Salvador, estavam consumindo água contaminada por urânio, o governo da Bahia confirmou, ontem, a situação. Em nota, o Instituto de Gestão de Águas e Clima (Ingá) da Secretaria Estadual do Meio Ambiente informou que, a partir da denúncia, coletou material de sete poços usados para obtenção de água pela população.

As análises foram coordenadas pelo Senai/Cetind. Em um dos poços, identificado pelo número 67, usado por 32 pessoas de cinco famílias do povoado, foi constatada concentração do mineral radiativo superior à permitida pelo Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama). Em outros dois foram encontradas concentrações "toleráveis" de urânio (menos de 0,02 miligrama por litro de água) e, nos quatro restantes, não houve ocorrência do mineral.

Segundo a assessoria de imprensa do Ingá, os teores encontrados eram cinco vezes maiores do que o permitido pela resolução 357/2005 do Conama e quase sete vezes superiores ao recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 0,099 miligrama do minério por litro de água. O índice é muito próximo ao obtido pelas pesquisas do Greenpeace, de 0,11 mg por litro, em uma fonte que fica perto do poço 67, que não foi testado pelos técnicos contratados pela ONG.

O Ingá informou que a análise ainda é preliminar, mas que o poço foi interditado pela Defesa Civil e que as famílias que faziam uso da fonte terão a saúde monitorada, com o acompanhamento da Secretaria Estadual da Saúde. Segundo a OMS, o contato de humanos com urânio poderia causar o desenvolvimento de cânceres e anomalias fetais. O fornecimento de água às famílias será feito por carros-pipa.

De acordo com o Greenpeace, a contaminação seria resultado da atuação da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) na região, onde mantém um grande campo de exploração e beneficiamento de urânio. A direção da INB nega. "Fazemos análises sistemáticas de nossas operações, em 50 pontos ao redor da mina, e não há nada de irregular", afirma o diretor de Recursos Naturais da INB, Otto Bittencourt Neto. "A região toda conta com o minério em seu subsolo.

É possível que alguém tenha aberto um poço em uma área de ocorrência de urânio". O Ministério Público foi acionado para ajudar nas investigações. "Ainda não é possível afirmar se os resultados são provocados pela atividade de mineração da INB ou se é natural, por causa da presença do mineral no solo da região", confirmou o diretor-geral do Ingá, Julio César Rocha.

"Teremos uma reunião com o Ministério Público na próxima sexta-feira, em Caetité, para apresentar os resultados e apontar os próximos passos a seguir". Para esclarecer a situação, o Ingá anunciou uma série de medidas em conjunto com o MP, como a realização de estudos de avaliação sobre o fluxo da água subterrânea, a partir do mapeamento geológico da região, o cadastramento dos poços existentes e o mapeamento dos pontos de risco de contaminação. "Esperamos ter um relatório sobre a origem da contaminação em entre 30 e 60 dias", diz Rocha.

 


 

05/11/08 - Comissão do Senado aprova recomposição salarial de aposentadorias e pensões da Previdência Social

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou, nesta manhã, um substitutivo da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) ao Projeto de Lei 58, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que propõe a recomposição do poder aquisitivo das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência Social.

A proposta mantém uma paridade constante entre o valor das aposentadorias e o número de salários mínimos que representavam os benefícios na data de sua concessão, sem vinculá-los diretamente.

Pelo projeto (PLS 58/03), a regra abrangia, também, os inativos e pensionistas da União, mas essa parte foi retirada durante sua tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), por inconstitucionalidade. Isso porque dispositivo da Carta prevê que é da competência exclusiva do presidente da República legislar sobre aumento de remuneração e aposentadoria de servidores públicos.

O senador Romeu Tuma (PTB-SP) prometeu fazer um apelo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que ele não vete o projeto. Tuma disse que a proposição, ao manter o poder aquisitivo das aposentadorias, vai impedir o arrocho sofrido pelos aposentados nos dias de hoje. Se aprovado, o projeto resultará numa despesa extra de R$ 6,5 bilhões anuais, no Orçamento da União.

A matéria foi votada em decisão terminativa, ou seja, não precisará ser votada em plenário, seguindo diretamente para a Câmara dos Deputados, após cinco sessões do Senado sem que nenhum parlamentar apresente contestação.

Fonte: oGlobo

 


 

05/11/08 - Mais de 50% dos brasileiros não têm saneamento, diz pesquisa

Levantamento mostra que país trata apenas um terço do esgoto coletado.
Estado líder no acesso a saneamento é São Paulo, com déficit de 14,44%.

 

Mais da metade da população brasileira ainda não tem acesso a saneamento básico no Brasil, conforme revelou a pesquisa Saneamento, Saúde e o Bolso do Consumidor feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceira com o Instituto Trata Brasil, divulgada nesta terça-feira (4).

 

De acordo com o levantamento, o déficit de acesso ao serviço era de 50,56% no ano passado. Segundo o coordenador da pesquisa e chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Néri, o país trata apenas um terço do esgoto coletado.

 

Entretanto, Néri chamou atenção para a redução do déficit no acesso à coleta e tratamento de esgoto no País em 2007, qualificada por ele como um "salto". De acordo com o levantamento, o indicador caiu de 53,23% em 2006 para 50,56% em 2007 - o menor nível da série. 


Para o pesquisador da FGV, o resultado está longe do ideal, mas ele reconhece que o salto do ano passado não foi identificado em nenhum outro momento da série histórica. Ele atribuiu a aceleração em direção à universalização do saneamento básico aos investimentos públicos e privados feitos no setor desde 2003, citando o aumento na aplicação dos recursos desde a implantação do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC), do governo federal.


"Não é o PAC sozinho, porque o PAC foi lançado em fevereiro de 2003", disse o presidente do Trata Brasil, Raul Pinho. Ele citou que desde 2003, os investimentos em saneamento somavam de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões anuais, sendo que cerca de 10% do total provinha do setor privado. O PAC prevê a destinação anual de R$ 10 bilhões para o saneamento, em um total de R$ 40 bilhões.


"Para universalizar o serviço, são necessários cinco PACs", avaliou. Segundo a pesquisa, no ritmo de redução do déficit de acesso ao serviço entre 1992 e 2006, seriam necessários 56 anos para diminuir pela metade o déficit do saneamento básico no Brasil. Entretanto, o levantamento aponta que se a redução do déficit ocorrer na média verificada de 2007, o tempo necessário cai para 25 anos.


Liderança

O estado líder no acesso ao saneamento no país é São Paulo, com um déficit de 14,44%. Em seguida, aparecem o Distrito Federal, com 19,83%, e Minas Gerais, com 25,1%. No extremo está o Amapá, onde o déficit chega a 97,36%. O estado que teve o melhor desempenho na redução deste déficit foi o Rio de Janeiro, com uma queda de 17,38%.

Fonte: Agência Estado