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30/11/09
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Confiança da indústria na economia tem décima alta
consecutiva
A Fundação Getulio Vargas (FGV)
constatou, pela décima vez consecutiva, alta no Índice de Confiança da
Indústria (ICI), que apresentou variação de 2,4% em novembro ante outubro.
Numa escala de zero a 200, a percepção otimista alcançou 109,6 pontos ante
107. É o maior nível desde agosto do ano passado (113,3 pontos).
De acordo com a
análise técnica da FGV, o resultado indica que a recuperação do setor está
consolidada, após a crise financeira internacional. Em relação ao
resultado de igual mês de 2008, quando as atividades da indústria já
estavam sob o efeito da crise, houve elevação de 35%, na maior alta desde
julho de 2004 (42,4%) nesse tipo de comparação.
A apuração relativa ao Índice da Situação Atual (ISA) mostrou um aumento
de 2,9%, de 105,1 para 108,1 pontos. A principal contribuição foi o
otimismo sobre os negócios, em que a parcela dos empresários que acreditam
em bons resultados passou de 26,7% para 29,9%. Os que consideram o
desempenho fraco caiu de 19,2% para 18%.
No Índice de
Expectativas (IE), a alta foi de 1,8%, com 111 pontos ante 109 pontos.
Sobre as projeções para os próximos 12 meses, 57,7% dos 1.122
entrevistados acenaram com a expectativa de melhora e apenas 2,6% esperam
resultados piores.
Fonte: Agência Brasil
27/11/09
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Câmara rejeita prorrogação da CPI da Energia Elétrica
Mesmo com a pauta
obstruída, os deputados rejeitaram nesta quinta-feira
(26) a prorrogação da CPI da Energia Elétrica. O pedido,
solicitando dez dias para terminar o relatório final,
foi feito pelo presidente da comissão, deputado Eduardo
da Fonte (PP-PE). Com a decisão do plenário, a CPI agora
deverá apresentar suas conclusões e encerrar seus
trabalhos.
"Esse prazo é
necessário porque a Aneel nos pediu prorrogações de
prazo, e apenas ontem foram entregues informações
importantes para o relatório", disse o presidente da
CPI. Na tentativa de acordo, o prazo de dez dias foi
reduzido para cinco. E com a promessa de não haver mais
reuniões do colegiado. Mesmo assim, PT, PSDB, DEM e PPS
continuaram com a postura contrária à prorrogação.
O líder do PT,
deputado Cândido Vaccarezza (SP), lembrou que a CPI já
foi prorrogada por 30 dias. O argumento usado, na época,
foi o mesmo: a elaboração do relatório, sem quebra de
sigilos bancários. Porém, lembra o petista, novas
oitivas ocorreram. "Eu considerei que houve quebra de
acordo, porque dois ou três dias após a prorrogação
houve uma quebra de sigilo e mais reuniões", disse.
A discussão sobre
o requerimento levou DEM e PSDB a anunciarem obstrução.
"Já foram 60, 120, 150 dias, e como a CPI não tem
horário fixo, pode se reunir no fim de semana, é
possível votar até segunda-feira", disse o deputado Luiz
Carlos Hauly (PSDB-PR). A discussão ocupou boa parte da
sessão. Pela falta de consenso, os acordos
internacionais previstos na pauta não foram votados.
(Mário Coelho)
Fonte:
Congresso em Foco
26/11/09
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Desemprego cai em
outubro, segundo pesquisa Seade-Dieese
A taxa de
desemprego nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte,
Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito
Federal passou de 14,4% em setembro para 13,7% em
outubro, de acordo com a pesquisa de Emprego e
Desemprego da Fundação Sistema Estadual de Análise de
Dados (Seade) e do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Em outubro, o número de desempregados nas seis regiões
pesquisadas foi estimado em 2,756 milhões de pessoas,
133 mil a menos do que no mês de setembro. No mês
passado o nível de ocupação aumentou 1,3%. Foram criadas
225 mil vagas e 91 mil pessoas entraram no mercado de
trabalho. O total de trabalhadores ocupados foi estimado
em 17,386 milhões e a população economicamente ativa, em
20,141 milhões.
Repórter Flávia Albuquerque
Fonte:
Agência
Brasil
25/11/09
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Portaria estabelece regras para financiamento de Planos
Municipais de Saneamento
A partir de agora, a Funasa está trabalhando
conjuntamente com os municípios brasileiros na
elaboração e implantação de Planos Municipais de
Saneamento. Foi publicada no dia 27 de outubro de 2009 a
Portaria nº 1232, que estabelece as diretrizes para o
repasse de recursos da Funasa para as prefeituras que
pleitearem os investimentos.
Os interessados em pleitear recursos junto à Funasa
devem obedecer aos critérios e procedimentos
estabelecidos na Portaria nº 1232 e no termo de
Referência para Elaboração do Plano Municipal de
Saneamento.
Os municípios tem 30 dias a partir da publicação da
Portaria nº 1232 para terem as solicitações feitas por
meio do Sistema de Gestão de Convênios e Contratos e
Repasse (Siconv), disponível no site do Portal de
Convênios (https://www.convenios.gov.br/siconv/).
O trabalho está sendo coordenado pelo Departamento de
Engenharia da Saúde Pública da presidência da Funasa de
acordo com a Lei 11.445/07.
Portaria 1232/2009
http://www.funasa.gov.br/internet/arquivos/legislacao/portariasFunasa/Port_1232_2009.pdf
Termo de referência para a elaboração de Planos
Municipais de Saneamento Básico
http://www.funasa.gov.br/internet/Web%20Funasa/not/not2009/not976_TR_PMSB.pdf
Fonte: Assemae
25/11/09
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Fator: movimento sindical unifica proposta para Previdência Social
A proposta
consiste em defender a imediata aprovação da política
permanente de recuperação do salário mínimo, até 2023,
com base no INPC do ano anterior, mais a variação do PIB
de dois anos anteriores. E o ganho real das
aposentadorias e pensões com base em 80% do PIB, de dois
anos anteriores
As centrais
sindicais - CUT, Força Sindical, UGT, Nova Central, CGTB
e CTB - e entidades representativas dos aposentados
superaram as divergências e chegaram a uma proposta
unitária quanto ao índice de reajuste das aposentadorias
para os próximos anos.
Outro ponto de
consenso entre as centrais, que se reuniram, nesta
segunda-feira (23), em São Paulo, é o fim do fator
previdenciário.
Na reunião, na
sede da CTB, dirigentes sindicais deixaram clara a
preocupação em dar continuidade às jornadas unitárias, a
exemplo das marchas a Brasília, quando o sindicalismo
expõe à Nação os itens principais da agenda sindical.
A proposta
consensual consiste em:
- defender a
imediata aprovação da política permanente de recuperação
do salário mínimo, até 2023, com base no INPC do ano
anterior, mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto)
de dois anos anteriores;
- defender ainda
uma política permanente de recuperação dos benefícios
das aposentadorias e pensões com valores superiores ao
salário mínimo, com base na variação do INPC do ano
anterior, acrescido de 80% do PIB de dois anos
anteriores;
- e ainda reunificar a posição das centrais pelo fim do
fator previdenciário, contra a exigência de idade mínima
para aposentadorias e contra a adoção da chamada média
curta para cálculo das aposentadorias.
Antonio Neto,
presidente da CGTB, afirma: "As centrais defendem a
aprovação do projeto de lei que garante a recuperação do
salário mínimo até 2023".
E segue: "Esta
política foi responsável pelo aumento real de quase 50%
no salário durante o Governo Lula, mas corre o risco de
acabar caso não seja transformada em lei, em política de
Estado".
Acordo
A previsão dos dirigentes é que se chegue a um
acordo com o Governo ainda esse ano, para que o índice
acordado seja aplicado no começo de 2010, quando
acontece também o reajuste do salário mínimo, em 1º de
janeiro.
Os presidentes
das centrais acertaram a realização de uma marcha
unitária antes do Dia 1º de Maio, para reforçar a luta
pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas.
A atividade
integrará o calendário da Jornada Nacional de Lutas. A
proposta será fechada dia 20 de janeiro, quando será
definida a data da passeata. (Com Agência Sindical)
Leia a
íntegra do documento:
1. Defender a
imediata aprovação da Política Permanente de Recuperação
do Salário Mínimo, até 2023, com base no INPC do ano
anterior, acrescido da variação do PIB de dois anos
anteriores, conforme projeto de lei do Executivo;
2. Defender o
estabelecimento de uma Política Permanente de
Recuperação dos Benefícios das Aposentadorias e Pensões
com valores superiores ao salário mínimo, com base na
variação do INPC do ano anterior, acrescido de 80% do
PIB de dois anos anteriores; e
3. Ratificar
a posição unitária das Centrais e das representações dos
aposentados, favoráveis ao fim do fator previdenciário,
contra a exigência de idade mínima para aposentadorias e
contra a adoção da chamada média curta para cálculo das
aposentadorias.
São Paulo, 23
de novembro de 2009
Assinam o
documento
Antonio Neto, CGTB
Wagner Gomes, CTB
Artur Henrique, CUT
Paulo Pereira da Silva, Força Sindical
José Calixto Ramos, NCST
Ricardo Patah, UGT
Warley Martins, Cobap
João Batista Inocentini, Sindicato Nacional dos
Aposentados da Força Sindical
Fonte: Diap
24/11/09
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INSS pagará R$ 8,2 bilhões na segunda parcela do décimo
terceiro
O INSS (Instituto Nacional do Seguro
Social) vai pagar, a partir desta terça-feira (24), a
segunda parcela do 13º salário para 23,3 milhões de
beneficiários. Com isso, serão injetados R$ 8,234
bilhões na economia.
A primeira parcela, paga na folha de agosto, totalizou
R$ 8 bilhões. Na segunda parcela, no entanto, incide o
desconto do Imposto de Renda.
O benefício pode ser sacado conforme o calendário normal
de pagamento do INSS, que vai até o dia 7 de dezembro.
Este foi o quarto ano em que o benefício foi pago em
duas parcelas. A previsão é que a antecipação do 13º
seja mantida até 2010.
13º total
Somando aposentados, pensionistas e empregados
assalariados, 70 milhões de pessoas devem ser
beneficiadas com o décimo terceiro salário este ano no
Brasil, de acordo com o Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Quase R$ 85 bilhões devem ser injetados na economia
brasileira por conta da bonificação.
Fonte:
InfoMoney
17/11/09
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Sabesp anuncia queda de 15,3% no lucro líquido do 3o tri
A maior companhia de saneamento básico do país,
Sabesp, anunciou nesta segunda-feira que encerrou o terceiro trimestre com
lucro líquido de 195,7 milhões de reais, queda de 15,3 por cento sobre
igual período de 2008.
A companhia divulgou geração de caixa medida pelo
lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na
sigla em inglês) de 617,1 milhões de reais ante 697,4 milhões de reais um
ano antes. A margem passou de 43,8 por cento para 37,9 por cento no
período.
Fonte:
Reuters
16/11/09
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Salário mínimo cresce 72% no Governo Lula e poderá
chegar a R$ 510
O salário
mínimo evoluiu cerca de 72%, desde o início do Governo
Lula, beneficiando 25 milhões de trabalhadores formais e
informais e 17,8 milhões de aposentados e pensionistas
do INSS, que recebem o piso previdenciário
O salário mínimo
do brasileiro pode chegar a R$ 510 no próximo ano,
segundo informação que circulava na CMO (Comissão Mista
de Orçamento) na quinta-feira (12), durante a aprovação
do relatório preliminar do projeto de Lei Orçamentária
para 2010.
De acordo com o
previsto na Lei Orçamentária Anual, a partir de 1º de
janeiro de 2010 o salário mínimo sairá dos atuais R$ 465
para R$ 505,90.
Mas, conforme
publicado pela Agência Senado, um montante de
R$ 13,3 bilhões deve cobrir as chamadas emendas de
relator e as despesas indicadas como prioritárias no
próprio relatório preliminar, como a revisão do valor do
salário mínimo e a complementação para os aposentados
com benefício acima do mínimo.
O relator-geral
do Orçamento, deputado federal Geraldo Magela (PT/DF),
entretanto, só confirma a reserva de R$ 3,9 bilhões para
a chamada Lei Kandir e a separação de R$ 1 bilhão para
reforço de despesas na agricultura.
"Não vou anunciar
valor para o salário mínimo, porque isso depende de
acerto com o Governo", disse Magela, após a reunião.
Até o último
reajuste, ocorrido em fevereiro deste ano, o salário
mínimo evoluiu cerca de 72%, desde o início do Governo
Lula, beneficiando 25 milhões de trabalhadores formais e
informais e 17,8 milhões de aposentados e pensionistas
do INSS, que recebem o piso previdenciário.
Apesar disso,
segundo o Dieese (Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos), o salário mínimo
brasileiro não é suficiente para suprir as necessidades
do trabalhador, visto que, no último mês de setembro,
ele deveria ser de R$ 2.065,47 - valor 4,44 vezes
superior ao piso atual.
Fonte:
Diap
16/11/09
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Mudança do fator previdenciário fica para o próximo ano,
diz o Governo
Os
reajustes do mínimo e das aposentadorias serão fixados
por medida provisória. Quanto ao fator previdenciário, o
Executivo apresentará um projeto de lei a ser
encaminhado em regime de urgência - o fator não pode ser
alterado por MP
O impasse no
reajuste das aposentadorias fez o governo alterar sua
estratégia na votação dos projetos de lei relativos à
aposentadoria, em tramitação na Câmara dos Deputados.
Os reajustes
do salário mínimo e das aposentadorias serão fixados por
medida provisória. Quanto ao fator previdenciário, o
Executivo apresentará um projeto de lei a ser
encaminhado em regime de urgência - o fator não pode ser
alterado por medida provisória.
O Governo
também pretende apresentar um projeto de lei para tratar
da estabilidade no emprego aos trabalhadores que
estiverem a um ano de se aposentar. Essas decisões foram
comunicadas às centrais sindicais na reunião na última
quinta-feira (12), às 18h.
Acordo
Todas as propostas mantêm as bases negociadas
com três centrais sindicais (CUT, Força Sindical e CGTB)
em agosto.
O aumento real
previsto para o salário mínimo é de 5%, correspondente à
variação real do PIB. Para as aposentadorias acima do
mínimo, o aumento real será de 2,5% - 50% da variação do
PIB.
O projeto de
lei sobre o fator previdenciário deve prever a Fórmula
85/95, que estabelece um limite a partir do qual o fator
deixará de ser aplicado.
A proposta é
um meio termo entre o que existe hoje e a extinção total
do redutor, prevista no PL 3.299/08, em tramitação na
Câmara dos Deputados.
Esses três
pontos constavam da proposta substitutiva apresentada
pelo deputado Pepe Vargas (PT/RS), que o Governo queria
ver aprovada até o final do ano.
Mas em razão
das divergências externadas pela Confederação Brasileira
de Aposentados e Pensionistas (Cobap) e mais três
centrais sindicais - UGT, Nova Central e CTB - não foi
possível aprovar o subdstitutivo do deputado Pepe
Vargas.
O Governo
avisou que vetará o projeto de lei que extingue o fator
previdenciário (PL 3.299), caso ele venha a ser aprovado
pela Câmara.
Assim, a
discussão do fator, por meio de um novo projeto de lei,
deverá ficar para 2010.
(Com Fepesp)
Fonte:
Diap
Comissão externa terá autonomia para viajar até
regiões atingidas. Genoíno criticou oposição por
investir politicamente no apagão
O plenário da
Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (12) a
criação de uma comissão externa para acompanhar as
investigações sobre o
apagão que atingiu 18 estados na noite de
terça-feira (10) e madrugada de quarta-feira (11). A
comissão terá autonomia para realizar viagens até as
regiões atingidas e entrar em contato com os órgãos que
investigam o problema.
O vice-líder do
DEM, Felipe Maia
(RN), cobrou explicações da ministra-chefe da
Casa Civil, Dilma
Rousseff, e disse que a intenção da comissão é
apurar responsabilidades. “Precisamos criar uma comissão
externa em que o Democratas vai exigir todas as
explicações que a população brasileira quer escutar”.
O vice-líder do
PT, José Genoíno
(SP), apoiou a criação da comissão e criticou a
oposição por investir politicamente no apagão. “O
governo disponibilizará todas as informações. Vamos
contribuir para esclarecer. Agora, transformar um
blecaute em bandeira eleitoral é falta de programa”.
Fonte:
Gazeta do Povo
13/11/09
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BNDES aprova
financiamento de R$ 826,1 milhões para saneamento básico
em São Paulo
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo
(Sabesp) vai receber R$ 826,1 milhões do Banco Nacional
de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para
investir em cinco projetos de abastecimento de água e
coleta e tratamento de esgoto.
De acordo com o BNDES, a participação do banco ocorrerá
por meio da subscrição de debêntures simples
contemplando três emissões pela Sabesp. Os recursos
complementarão o plano de investimentos da companhia no
valor de R$ 1 bilhão.
A Sabesp é responsável pelo planejamento, construção e
operação de sistemas de água, esgotos e efluentes
industriais, atendendo atualmente a 366 dos 645
municípios de São Paulo. O plano de expansão da empresa
prevê um acréscimo de 1,6 milhão de novas ligações de
água até 2018 e de 1,8 milhão de novas ligações de
esgoto.
Fonte:
Agência Brasil
12/11/09
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6ª Marcha da Classe Trabalhadora reúne mais de 30 mil em
Brasília
A chuva não dispersou os trabalhadores de todo
Brasil que se concentraram na Esplanada dos Ministérios.
Representantes das centrais entregaram pauta da marcha
aos presidentes da Câmara e do Senado. 40 horas é a
principal reivindicação
Na manhã desta quarta-feira (11), a 6ª Marcha da Classe
Trabalhadora chamou atenção de quem passava pelo centro
de Brasília. Organizado pelas centrais sindicais - CUT,
Força Sindical, NCTS, CTB, UGT e CGTB - o evento reuniu
mais de 30 mil trabalhadores e trabalhadoras de todo
Brasil.
Os manifestantes saíram a pé do estacionamento do
Estádio Mané Garrincha, seguiram pelo Eixo Monumental e
caminharam até o Congresso Nacional, onde foi realizado
um ato político.
Além de trabalhadores, a marcha contou com a
participação de representantes de movimentos sociais, da
UNE (União Nacional dos Estudantes) e do MST (Movimento
dos Trabalhadores Sem Terra), estreante na mobilização
promovida pelas centrais sindicais.
Também compareceram ao ato político parlamentares que
apóiam a redução da jornada de trabalho de 44 para 40
horas semanais, principal reivindicação da marcha.
Agenda da marcha
Principal atividade no calendário das centrais
sindicais, a marcha ocorre anualmente.
Na 6ª edição, além da redução da jornada de trabalho,
são reivindicações da marcha: valorização do salário
mínimo com aprovação do PL 1/07; ratificação das
convenções 151 da OIT, negociação no serviço público; e
da 158, proibição da demissão imotivada; retirada dos
projetos de lei de terceirização - PL 4.302/98 e PL
4.330/04; aprovação da PEC 438/01, fim do trabalho
escravo; e, ainda, o marco regulatório do pré-sal.
Pressão sobre o Congresso
Durante o ato político, o presidente da Força Sindical,
deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP), explicou aos
trabalhadores as reivindicações e disse que "é preciso
pressionar o Congresso e que os presidentes das centrais
iriam pedir ao presidente da Câmara dos Deputados e do
Senado Federal um compromisso para votar estes
projetos".
O presidente da CUT, Artur Henrique, falou sobre as
conseqüências da aprovação de cada item da pauta da
classe trabalhadora, em especial a valorização do
salário mínimo.
"Mais de 20 milhões de brasileiros vivem com um salário
e dependem dos deputados federais e senadores na
recuperação do mínimo até 2023, fazendo com que isso não
seja uma política apenas do atual Governo, mas de
Estado", defendeu.
Para Wagner Gomes, presidente da CTB, a mobilização de
hoje é muito importante para avançar na conquista pela
redução da jornada, medida que irá gerar mais de dois
milhões de empregos, além de contribuir para a melhora
da qualidade de vida para toda a população.
"Foi muito importante essa manifestação para pressionar
a aprovação da redução da jornada de 44 para 40 horas.
Mas não podemos nos esquecer da importância em manter a
unidade do movimento sindical".
O presidente da UGT, Ricardo Patah, defendeu o fim do
fator previdenciário.
"Além dos temas que nos são caros como a redução da
jornada de trabalho para 40 horas semanais, defenderemos
com todo nosso empenho a extinção do fator
previdenciário, pois o consideramos um golpe nos
interesses dos aposentados e pensionistas que
contribuem, enquanto trabalham, e são lesados na hora da
aposentadoria", afirmou o dirigente.
José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical
de Trabalhadores (NCST), lembrou da consideração e
confiança que os dirigentes depositam no presidente da
Câmara, deputado Michel Temer (PMDB/SP). Calixto alertou
que as centrais também estão empenhadas em "buscar uma
solução para a situação dos aposentados do País".
O presidente da CGTB, Antonio Neto, também conferiu
credibilidade à palavra do deputado Michel Temer. "O
presidente da Câmara é um forte aliado", ratificou.
A 6ª marcha das centrais sindicais revela a maturidade
do movimento sindical e tem sido utilizada como um forte
e eficiente instrumento de pressão para obter conquistas
para a classe trabalhadora e a sociedade brasileira em
geral. Nos discursos de hoje, os dirigentes sindicais
destacaram como vitória a união das centrais em torno de
assuntos de interesse comum dos trabalhadores.
Reunião na Câmara
Em audiência com o presidente da Câmara, deputado Michel
Temer, os dirigentes sindicais pediram que o parlamentar
estimasse uma data para votação em plenário da PEC
231/95, que reduz de 44 para 40 horas semanais a jornada
de trabalho.
A proposta foi aprovada em comissão especial no dia 30
de junho deste ano.
Durante a reunião, o deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT/SP) reconheceu que o presidente Temer já fez muito
pelos trabalhadores, mas o aconselhou: "você pode fazer
mais". O deputado do PDT reforçou o pedido de agilidade
na inclusão da proposta na pauta de votações.
Votação sem data
O presidente da Câmara elogiou a atuação dos
dirigentes sindicais. Para Temer, o Poder Legislativo
"trabalha sobre pressão". Ele lembrou que, em seu
mandato, já recebeu mais de cinco vezes os
representantes dos trabalhadores. "Isso é muito
positivo".
Apesar do apelo das centrais sindicais, Temer não
agendou a votação da PEC 231/95. "Não dá para marcar uma
data". No entanto, o presidente da Câmara se comprometeu
em mediar negociações entre trabalhadores e empresários.
"O meio termo não é impossível", concluiu.
Com uma agenda apertada, o presidente do Senado, José
Sarney (PMDB/AP), apenas recebeu a pauta da delegação de
sindicalistas, que estavam acompanhados pelo senador
Paulo Paim (PT/RS).
Os dirigentes sindicais pediram atenção ao PDS 819/09,
que ratifica a Convenção 151 da OIT (negociação coletiva
no serviço público). O projeto está sob análise da
Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, onde
a relatoria foi distribuída ao senador Geraldo Mesquita
Junior (PMDB/AC).
Fonte:
Diap
12/11/09
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Comissão especial rejeita uso do FGTS na capitalização
da Petrobras
O uso do FGTS (Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço) pelos minoritários na capitalização da
Petrobras foi rejeitado nesta quarta-feira (11) pela
comissão especial formada para tratar do assunto na
Câmara dos Deputados.
Nove destaques haviam sido incluídos no PL 5941/09, que
trata da capitalização da estatal para exploração do
petróleo na camada pré-sal, mas todos eles foram
rejeitados.
Em seu parecer sobre o projeto de lei de capitalização
da Petrobras, o deputado João Maia (PR-RN) já havia
excluído a possibilidade de uso do FGTS por acionistas
minoritários.
O motivo foi a pressão feita pelo governo, assim como
argumentos de parlamentares que defenderam a preservação
dos recursos do FGTS para o financiamento habitacional.
Texto-base
A comissão especial aprovou o texto principal do projeto
que modifica o regime de exploração, de concessão para
partilha, do petróleo do pré-sal. A vitória ocorreu por
13 votos a cinco.
No começo da sessão, o relator Henrique Eduardo Alves
(PMDB-RN) explicou as mudanças feitas em seu parecer.
Segundo a Agência Câmara, o parlamentar ressaltou o
exaustivo trabalho de negociação do acordo, firmado na
terça (10), que eleva a participação dos estados
produtores de 18% para 25% do total dos royalties sobre
a exploração do petróleo contido na região.
Fonte:
InfoMoney
11/11/09
-
Adicional de periculosidade é integrado a aposentadoria
de eletricitário da Copel
Por determinação da
Seção II Especializada em Dissídios Individuais do
Tribunal Superior do Trabalho, um eletricitário da
Companhia Paranaense de Energia – Copel terá integrado
aos seus vencimentos de aposentadoria o adicional de
periculosidade que recebia quando se encontrava na
ativa. Essa decisão reformou posicionamento anterior,
adotado em sentido contrário pela Quinta Turma do TST.
O empregado conseguiu o reconhecimento ao direito por
meio de uma ação rescisória em que pediu à SDI-2 para
desconstituir decisão desfavorável ao seu pleito, em
função de alegações quanto à falta de
pré-questionamento, acatadas pela Quinta Turma. Na ação
rescisória, ele sustentou que a mesma decisão que proveu
o seu recurso de revista deveria ter feito também
referência à repercussão das diferenças de adicional de
periculosidade na complementação de sua aposentadoria,
conforme vem pleiteando desde o início do processo. Essa
omissão, prossegue, incorreu na falta de prestação
jurisdicional e em julgamento “citra petita” (sentença
que deixa de apreciar pedido expressamente formulado) –
acrescentou.
O relator na SDI-2, ministro Renato de Lacerda Paiva,
verificou que a matéria estava devidamente fundamentada
e prequestionada, como exige a lei, e não havia motivo
para que o direito pleiteado não fosse reconhecido. A
Orientação Jurisprudencial 41 da SDI-2, prossegue Renato
Paiva, estabelece que “revelando-se a sentença ‘citra
petita’, o vício processual vulnera os artigos 128 e 460
do Código de Processo Civil, tornando-a passível de
desconstituição, ainda que não opostos embargos
declaratórios”.
Por unanimidade, com base no artigo 485, V, do CPC, a
SDI-2 desconstituiu parcialmente a decisão que havia
indeferido as verbas ao empregado e considerando a
natureza salarial das diferenças de adicional de
periculosidade, condenou a Copel e a Fundação Copel de
Previdência e Assistência Social, “solidariamente, ao
pagamento da repercussão sobre a complementação de
aposentadoria por todo o período imprescrito”.
(AR-176335-2006-000-00-00.0)
Fonte:
Âmbito Jurídico
05/11/09
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Câmara ratifica nove acordos internacionais
O Plenário aprovou nesta quinta-feira, em sessão
extraordinária, nove projetos de decreto legislativo com
acordos internacionais assinados pelo governo
brasileiro. Todos os projetos serão votados ainda pelo
Senado.
Entre eles destaca-se o Acordo que o Brasil assinou com
a Alemanha para Cooperação no Setor de Energia com foco
em Energias Renováveis e Eficiência Energética.
Aprovado por meio do PDC
1741/09, esse acordo prevê que os dois países
promoverão o intercâmbio de informações, de experiências
e de conhecimento científico e tecnológico, com a
participação do setor privado. O intercâmbio ocorrerá em
cinco áreas:
I- energias renováveis;
II- eficiência energética;
III- tecnologias inovadoras de propulsão e geração;
IV- mecanismo de desenvolvimento limpo;
V- tecnologias empregadas na exploração e no uso
sustentável de petróleo, carvão e gás.
A validade desse acordo com a Alemanha será de 15 anos e
o primeiro grupo de trabalho a ser criado tratará dos
biocombustíveis com o objetivo de trocar informações
sobre comércio, padronização, certificação ambiental e
social. A produção e a sustentabilidade ambiental,
econômica e social também serão discutidas pelas partes.
Outros acordos
Confira os demais acordos aprovados pelo Plenário:
- PDC
1764/09: Acordo de Cooperação Técnica entre o
Brasil e Serra Leoa em áreas a serem definidas pelas
partes;
- PDC
1104/08: Acordo-Quadro de Cooperação
Econômica entre o
Mercosul e o Conselho de Cooperação dos
Estados Árabes do Golfo;
- PDC
1651/09: Acordo-Quadro de Cooperação no Campo
Educacional entre o Brasil e Israel;
- PDC
1678/09: Acordo entre o Brasil e a Jordânia
na Área da Educação;
- PDC
1656/09: Acordo entre o Brasil e a Alemanha
sobre Parceria e Cooperação em Matéria de Segurança
Pública;
- PDC
1681/09: Acordo entre o Brasil e o
Timor-Leste sobre o Exercício de Atividade Remunerada
por parte de Dependentes do Pessoal Diplomático,
Consular, Militar, Administrativo e Técnico;
- PDC
1663/09: Acordo entre o Brasil e a Tanzânia
sobre o Exercício de Atividade Remunerada por parte de
Dependentes do Pessoal Diplomático, Consular, Militar,
Administrativo e Técnico; e
- PDC
1737/09: Acordo entre o Brasil e o Marrocos
na Área de Saúde Animal e de Inspeção de Produtos de
Origem Animal.
Fonte:
Agência Câmara
05/11/09
-
OIT recebe denúncia contra Ministério Público e promete
providências
A denúncia das
centrais envolve também outras práticas antissindicais
correntes no Brasil: o uso do interdito proibitório,
para inviabilizar greves e mobilizações; e perseguição e
assassinato de dirigentes sindicais
Os dirigentes das
seis centrais sindicais brasileiras - Força Sindical,
CUT, UGT, CTB, NCST e CGTB - entregaram ao diretor-geral
da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Juan
Somavia, denúncia contra a interferência indevida do
Ministério Público do Trabalho (MPT) nos sindicatos do
País.
O encontro
ocorreu na última segunda-feira (2), em Genebra, na
Suíça.
Os sindicatos
estão sendo chamados pelo MPT em vários estados para
assinar termos de ajustamento de conduta (TACs), pois os
procuradores consideram que não podem ser cobradas taxas
de não sindicalizados.
Uma delas é a
taxa assistencial, descontada anualmente da negociação
coletiva de sócios e não sócios das entidades.
Segundo o
presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva
(Paulinho), o diretor-geral da OIT considerou a denúncia
grave.
"Ele observou que
o caso está fartamente documentado, fará uma ampla
investigação e tomará as devidas providências", relatou.
"Quando firmamos
um convênio coletivo, ele vale para toda a categoria
profissional e não somente para os associados ao
sindicato", lembra o presidente da Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB), defendendo a
contribuição assistencial.
Perseguições
A denúncia das centrais envolve também outras
práticas antissindicais correntes no Brasil: o uso do
interdito proibitório, para inviabilizar greves e
mobilizações; e perseguição e assassinato de dirigentes
sindicais.
Para o presidente
da CUT, Artur Henrique, um dos pontos fundamentais da
denúncia é o interdito proibitório.
"A liberdade
sindical e de organização está sendo ameaçada e
inviabilizada por um mecanismo que nada tem a ver com as
relações trabalhistas", diz.
Unidade
de ação
"O tema que vocês estão pleiteando ganha força
quando vocês chegam todos juntos a Genebra para um ato
formal, para a entrega de uma queixa", disse o
diretor-geral da OIT, Juan Somavia.
Fonte:
Agência Sindical
03/11/09
-
Previdência intensifica ações para cobrar de empresas
despesas com acidentes de trabalho
As empresas que
têm registros frequentes de acidentes de trabalho por
não oferecerem condições e equipamentos de segurança aos
empregados estão na mira da Previdência Social.
A Procuradoria Geral Federal já ajuizou 398 ações
regressivas para cobrar dessas empresas o ressarcimento
ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) do
pagamento de indenizações e pensões por morte,
aposentadorias por invalidez e benefícios por acidentes
de trabalho. O montante corresponde a 37% das ações
desse tipo que foram ajuizadas desde 1991 e que somam
mais de mil.
Nota do
Ministério da Previdência Social informa que a
iniciativa tem o objetivo de recuperar mais de R$ 80
milhões. O cálculo dos valores a serem cobrados dos
empregadores leva em conta o que já foi pago aos
acidentados e uma estimativa do que ainda será repassado
a eles na forma de benefício enquanto forem vivos
Os setores com
mais ações são construção civil, indústria calçadista,
de energia elétrica, agroindústria, metalurgia,
mineração e indústria moveleira. Segundo o Ministério da
Previdência Social, o Brasil perde por ano cerca de R$
50 bilhões com acidentes de trabalho, o que equivale a
1,8% do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de bens e
serviços produzidos no país.
Fonte:
Agência Brasil
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