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27/10/09 - Combustíveis, água e gás de botijão pressionam inflação em São Paulo

 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pelo Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) na cidade de São Paulo, atingiu 0,16% na terceira prévia de outubro. Essa taxa ficou bem acima da anterior (0,09%), que havia sido a menor desde novembro de 2007. A alta foi puxada pelo aumento de preços em dois grupos de despesas: transportes, de 0,52% para 0,64%, e habitação, de 0,39% para 0,49%.

Em transportes, a pressão inflacionária foi exercida, principalmente, pelo reajuste de preços do álcool combustível (14,08%), da gasolina (1,01%) e do diesel (0,24%). Já no grupo habitação foram os aumentos de preço do gás de botijão (4,03%) e da tarifa de água e esgoto (2,53%) que ajudaram a empurrar o IPC para cima.

Esses acréscimos, porém, tiveram os efeitos minimizados pelos demais grupos. O de alimentos manteve, pela quinta apuração seguida, variação negativa de 0,72%. No entanto, no grupo há uma tendência de recuperação de preços, uma vez que na segunda prévia de outubro a queda havia sido mais intensa (-0,93%).

Em vestuário, o IPC passou de 0,41% para 0,09%. No grupo educação, a taxa teve leve queda, passando de 0,06% para 0,04%.

Em despesas pessoais, a variação de 0,18% foi inferior à da medição passada (0,22%) e em saúde foi constatado aumento de 0,44%, mas com intensidade menor do que na pesquisa anterior (0,65%).
Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

23/10/09 - Desemprego atinge menor nível desde dezembro de 2008, revela IBGE

 

A taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do país – Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife – ficou em 7,7% em setembro. O resultado é inferior ao registrado no mês anterior, quando a taxa havia sido de 8,1%, e representa o menor patamar desde dezembro do ano passado (6,8%).

Já em relação ao mesmo período de 2008 (7,7%), o índice ficou estável.
Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (22) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego.

Segundo o levantamento, o rendimento médio dos trabalhadores ocupados aumentou 0,6% em relação ao de agosto e chegou a R$ 1.346,70 em setembro. Na comparação com igual período do ano passado, o crescimento foi de 1,9%.

De acordo com o documento do IBGE, o contingente de desocupados caiu 4,8% de agosto para setembro, somando 1,8 milhão de pessoas. Em setembro havia 90 mil pessoas a menos nessa condição. Já em relação a setembro de 2008, o panorama não sofreu alteração. A população empregada representou 21,5 milhões e ficou estável nos dois tipos de comparação.

Entre os grupamentos de atividade, o setor que mais contratou na passagem de um mês para o outro foi outros serviços (alojamento, transporte, limpeza urbana e serviços pessoais), que teve alta de 2,6% no total de ocupados. Em relação aos dados de setembro de 2008, a única alteração considerada significativa pelos técnicos do IBGE foi a registrada em educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social. Nesse setor, houve expansão de 3,5% na oferta de vagas no período.

Repórter Thais Leitão

Fonte: Agência Brasil

 


 

23/10/09 - Trabalho aprova programa para alfabetizar trabalhadores de limpeza

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (21) a criação do Programa de Alfabetização de Trabalhadores em Empresas de Limpeza, Asseio e Conservação e do Fundo Nacional de Alfabetização desses trabalhadores.

A medida foi proposta pelo deputado Paulo Rocha (PT-PA) no Projeto de Lei 30/99. A proposta determina que as ações educativas sejam desenvolvidas nos locais de trabalho, em horário que não prejudique o serviço. O fundo criado deverá custear o programa.

Direito à cidadania
O relator, deputado Eudes Xavier (PT-CE), afirmou que deve ser acolhida toda iniciativa que visa permitir ao trabalhador brasileiro exercer seu pleno direito de cidadania.

O relator rejeitou, porém, o PL 4183/01, do ex-deputado Marcos Afonso (PT-AC), apensado, que trata da mesma matéria. Ele esclareceu que esse projeto cria atribuições para órgãos específicos do Poder Executivo das três esferas da Federação, além de criar encargo financeiro para programa já em andamento no âmbito do Ministério da Educação.

Tramitação
A proposta, conclusivo, ainda será analisada pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação (também se manifestar quanto ao mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

 

 

16/10/09 - Uso do FGTS na capitalização da Petrobras será discutido em audiência

 

Foi aprovada, na quarta-feira (14), a realização de audiência pública para discutir a possibilidade de uso do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) na capitalização da Petrobras.


A reunião, requerida pelo deputado Pedro Fernandes, ainda não tem data para ser realizada, de acordo com a Agência Câmara.

Preocupação
De acordo com o deputado, a possibilidade de utilizar o FGTS para investir no pré-sal e capitalizar a Petrobras é preocupante, pois o fundo poderá ficar saturado, com os cerca de 300 projetos que o afetam.


Para Fernandes, a reunião servirá para que os parlamentares conheçam melhor o FGTS e repensem a utilização dos recursos do fundo para investir no pré-sal.


O outro lado

Para o presidente e fundador da ONG Instituto FGTS Fácil, Mario Avelino, o trabalhador precisa ter o direito de investir em ações da Petrobras no pré-sal.


Avelino defende essa possibilidade porque, segundo ele, as ações da Petrobras trarão uma rentabilidade muito maior ao trabalhador do que o fundo de garantia, que atualmente rende 3% mais TR.


"Quem investiu em ações de Petrobras em 2000, quando o governo autorizou o uso do FGTS para isso, está feliz com a lucratividade. Mesmo com a crise e as quedas abruptas do mercado, o rendimento foi maior do que seria se o dinheiro tivesse continuado no FGTS".

Fonte: InfoMoney

 


 

15/10/09 - Câmara aprova o projeto do Vale-Cultura

 

O Plenário aprovou o substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público para o Projeto de Lei 5798/09, do Executivo, que cria o Vale-Cultura para trabalhadores com salários de até cinco mínimos. O vale mensal de R$ 50 será distribuído pelas empresas que aderirem ao Programa Cultura do Trabalhador e poderá ser usado para comprar serviços ou produtos culturais.


Os deputados analisam agora um destaque do PSDB: o partido quer excluir do substitutivo a permissão dada aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios para conceder o Vale-Cultura nos termos de leis específicas de cada um deles.

Fonte: Agência Câmara

 


 

15/10/09 - Adicional de insalubridade: ministro suspende efeitos de sentença que utilizou salário contratual como base de cálculo

 

O ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu liminarmente os efeitos de parte de uma sentença proferida pela 2ª Vara do Trabalho de Candeias (BA) em ação trabalhista envolvendo uma empresa de engenharia e um ex-empregado, na qual foi determinada a utilização do salário contratual do trabalhador como base de cálculo do adicional de insalubridade, em substituição ao salário mínimo. A defesa da Alpha Engenharia Ltda. apresentou Reclamação (Rcl 9108) ao STF, na qual alegou violação à Súmula Vinculante nº 4. 

 

A súmula dispõe que, salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial. Ao deferir a liminar, o ministro Ayres Britto referiu-se ao “vácuo legislativo” existente em relação ao tema, situação também verificada pelo STF ao editar a súmula vinculante e que levou os ministros da Corte a firmarem entendimento de que, embora a utilização do salário mínimo como base de cálculo de vantagem de empregado seja inconstitucional, a prática deve persistir até que haja alteração legislativa.

 

“No caso, tenho como presentes os requisitos necessários à concessão da medida liminar. É que a autoridade reclamada parece, de fato, haver substituído o parâmetro legal para o cálculo do adicional de insalubridade. Sucede que, em face do vácuo legislativo, o reclamado parece haver adotado justamente a providência vedada pela parte final da Súmula Vinculante nº 4. Em outras palavras, o juízo reclamado substituiu, por decisão judicial, a base de cálculo legalmente definida para o adicional de insalubridade”, afirmou o ministro do STF em sua decisão.

 

Fonte: STF


 

08/10/09 - Aprovada redução de impostos para produção de energia limpa

 

Proposta que institui o Regime Especial de Tributação para o Incentivo ao Desenvolvimento e à Produção de Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Reinfa) e estabelece medidas de estímulo à produção e ao consumo de energia limpa foi aprovada nesta quinta-feira (8) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

 

Pelo Projeto de Lei (PLS 311/09), poderão se beneficiar do Reinfa as empresas que trabalham com geração de energia elétrica de fonte eólica, solar e marítima, bem como as que exercem atividades de pesquisa, desenvolvimento e produção de equipamentos utilizados na geração desse tipo de energia, ou de novas tecnologias ou materiais de armazenamento de energia.

 

As empresas que lidam com produção de veículos tracionados por motor elétrico, híbridos ou não, também poderão ter acesso ao benefício.

 

Essas empresas ficarão isentas de uma série de contribuições e impostos, como o PIS/PASEP e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), incidentes sobre a sua receita bruta. Também terão redução de Imposto de Importação incidente sobre bens, sem similar nacional, necessários às atividades desenvolvidas pelos empresários.

 

Para ter acesso ao Reinfa, as empresas deverão estar em dia com os tributos e as contribuições administradas pela Secretaria da Receita Federal.

 

Para o autor da proposta, senador Fernando Collor (PTB-AL), o que limita a exploração do potencial de fontes limpas e renováveis é o alto custo do empreendimento, se comparado às fontes convencionais, como as hidrelétricas e termoelétricas.

 

- Em face disso, entendemos ser oportuna a redução da carga tributária incidente sobre essas fontes alternativas, de modo a dar a elas condições para seu desenvolvimento e exploração no Brasil - explicou Collor.

 

Em seu parecer favorável ao projeto, o senador Gilberto Goellner (DEM-MT) reconheceu que a carga tributária brasileira é alta e inibe, assim, uma maior aplicação de novas tecnologias. Com o objetivo, entretanto, de aprimorar a proposta, Goellner incluiu, em seu parecer, algumas emendas. Uma delas prevê a inclusão, entre as empresas beneficiárias do Reinfa, as pessoas jurídicas que exerçam pesquisa, desenvolvimento e produção de equipamentos utilizados na geração de energia por biomassa ou por Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs).

 

O relator também acrescentou a isenção do PIS/Pasep e Cofins sobre bens adquiridos no mercado interno e ao aviso desta medida nas notas fiscais.

Foi incluída ainda exigência de índice mínimo de 60% de nacionalização dos equipamentos, quando aplicável, como condição para adesão ao benefício. O relator também sugere que sejam previstos mecanismos alternativos quando a energia elétrica gerada a partir de fontes eólica, solar e marítima seja dependente de variações climáticas.

 

Depois de apreciada pela CI, o projeto será ainda votado na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão terminativa.

 

BNDES

A CI também aprovou nesta quinta requerimento de convocação do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Ele deverá prestar esclarecimentos acerca de todos os investimentos, linhas de crédito e demais financiamentos disponibilizados pelo seu ministério, por intermédio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), bem como sobre a previsão de participação daquele banco no programa de exploração do petróleo na camada do pré-sal.

Fonte: Agência Senado

 


 

08/10/09 - Plano de saneamento deve prever medida para ampliar escoamento da chuva

 

Os planos de saneamento básico deverão incluir medidas para reduzir a velocidade de escoamento de águas pluviais em áreas urbanas com alto coeficiente de impermeabilização do solo e dificuldade de drenagem. A inclusão desse dispositivo na lei que estabelece diretrizes nacionais para o saneamento básico (Lei 11.445/07) foi aprovada nesta quinta-feira (8), em caráter terminativo, pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

 

De autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES), o projeto (PLS 205/08) altera também outras leis para determinar que o planejamento para a prestação de serviços de saneamento básico inclua novas tecnologias no sistema de redução de velocidade de escoamento de águas pluviais.

 

O autor explica, em seu projeto, que uma das maiores causas das enchentes que assolam as cidades é a impermeabilização do solo em áreas urbanas, que aumenta a velocidade de escoamento das águas pluviais, acarretando aumento rápido na vazão média de pico dos rios. Ainda há, segundo explica, a diminuição da infiltração da água do solo, que dificulta a formação dos lençóis freáticos.

 

- Tradicionalmente, o controle de drenagem de águas prioriza tecnologias que levem ao escoamento mais rápido da água proveniente das chuvas. A consequência direta é que a canalização aumenta os picos de vazão à jusante e, desse modo, a ocorrência de inundações - explica Casagrande.

 

Em seu parecer favorável ao projeto, o relator, senador Wellington Salgado (PMDB-MG), lembra que as inundações urbanas agravam significativamente os congestionamentos de trânsito, além de criar problemas para a saúde pública e aumentar a erosão do solo, que resulta em assoreamento dos rios e deslizamento de terra.

 

Wellington lembrou, no entanto, que a redução da velocidade de escoamento das águas pluviais já está prevista na Lei 11.445, que determina, no artigo 36, que se leve em consideração, "em cada lote urbano, os percentuais de impermeabilização e a existência de dispositivos de amortecimento ou de retenção de água chuva".

 

-Ainda assim, entendemos que, ao determinar a inclusão das medidas destinadas a implementar essa diretriz nos planos de saneamento básico, a proposição contribui para torná-la mais efetiva - afirma Salgado.

 

Seminário

Também foi aprovada pela CI a realização do Seminário "Campos marginais: um novo modelo", que tem como objetivo debater a política de exploração de campos de petróleo de baixa e média produtividade.

 

Segundo o autor da proposta, senador Eliseu Resende (DEM-MG), o seminário será realizado em conjunto com a Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados. O parlamentar explica que, com a descoberta da camada de pré-sal, é preciso discutir se faz sentido que a Petrobrás continue explorando os chamados campos marginas - unidades petrolíferas de pequeno e médio porte em terra, uma vez que "a empresa já está com um desafio enorme de ser a operadora de todos os futuros campos dessa província do pré-sal".

 

- Propomos, então, a realização de um seminário para discutir como deve ser a exploração, o desenvolvimento e a produção dos atuais campos marginais e dos que vierem a ser descobertos, de modo a possibilitar que eles sejam operados por outras empresas petrolíferas - justificou o senador por Minas Gerais.

Fonte: Agência Senado

 


 

08/10/09 - Medida incentiva redução do consumo de água

 

Incentivar a redução do consumo de água. Esse é o objetivo de substitutivo aprovado nesta quinta-feira (8) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), que promoveu alterações à Lei 11.445/07, de diretrizes nacionais para o saneamento básico.

 

O substitutivo do senador Gilberto Goellner (DEM-MT) ao projeto (PLS 504/07), do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), pretende estabelecer medidas para a moderação do consumo desse bem mineral, seja por meio de ações de educação ambiental, seja pelo fomento à pesquisa e aos aportes tecnológicos que levem à utilização de equipamentos sanitários mais apropriados para a preservação dos recursos hídricos.

 

Entre as diretrizes previstas na lei para o estabelecimento de política de saneamento básico pela União, foi aprovado o acréscimo de novo inciso que determina o estímulo ao desenvolvimento e aperfeiçoamento de equipamentos e métodos economizadores de água.

 

Já entre os objetivos da Política Federal de Saneamento Básico, também foram adicionados dois novos dispositivos. Um para incentivar a adoção de equipamentos sanitários que contribuam para a redução do consumo de água e outro para promover educação ambiental voltada para a economia de água pelos usuários.

 

Valadares lembra, em seu projeto, que "a água é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico".

 

- Por esse motivo, é importante que a população também contribua para a sua economia, mediante a adoção de comportamentos e de tecnologias que evitem o desperdício; afinal de contas, o uso racional de água perpassa a questão da redução do consumo - explica Valadares.

 

Segundo o relator, que promoveu, no substitutivo, alterações de redação ao projeto original, a proposta é louvável, diante o risco da escassez de água.

 

- Impõe-se a adoção de medidas de estímulo ao comedimento no consumo de água, seja por meio de ações de educação ambiental, seja pelo fomento à pesquisa e aos aportes tecnológicos que ensejem a utilização de equipamentos sanitários mais consentâneos com a preservação dos recursos hídricos - afirmou.

Fonte: Agência Senado

 


 

06/10/09 - Melhora da indústria acelera consumo de energia em setembro

 

O consumo de energia elétrica no Brasil em setembro subiu 1,1 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pelo Operador Nacional do Sistema, que atribui os melhores números do mês passado à retomada da indústria.

O resultado, no entanto, não foi suficiente para reverter a queda acumulada do ano. Segundo o ONS, de janeiro a setembro o consumo no país medido pela carga despachada pelo órgão tem retração de 0,5 por cento na comparação com o mesmo período de 2008.

O ONS destacou em comunicado que o consumo de energia tem registrado sinais mais elevados na comparação mensal no segundo semestre, com destaque para setembro.

"Desde o mês de julho de 2009, a carga de energia vem apresentando variação positiva em relação ao mês anterior, inclusive no mês de setembro com uma taxa mais acentuada, impulsionada pela retomada do crescimento da indústria", explicou o ONS em nota.

Temperaturas superiores também contribuíram para a elevação do consumo de energia, acrescentou o ONS.

Entre os subsistemas, apenas o Norte --formado em grande parte por consumidores eletrointensivos voltados ao mercado externo, como o setor metalúrgico --, continua em queda na comparação anual, de 2,4 por cento.

Já o Sudeste/Centro-Oeste, que concentra a maior parte das indústrias do país e atividades agrícolas, teve alta de 1,3 por cento em setembro na comparação anual. O Nordeste teve incremento de 2,8 pro cento na mesma comparação e o Sul variação positiva de 0,3 por cento.

No acumulado dos últimos 12 meses o subsistema SE/CO também continua negativo, com queda de 1,3 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.
(Por Denise Luna)

Fonte: Reuters

 


 

06/10/09 - Projeto reajusta taxas da Justiça do Trabalho pelo INPC

 

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5453/09, que reajusta as custas e emolumentos da Justiça Trabalhista pela variação acumulada de 12 meses do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no 1º dia do mês subsequente à data de publicação da lei.

A proposta do deputado Edgar Moury (PMDB-PE), que acrescenta artigo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5452/43), também determina que esse dia do reajuste seja considerado o aniversário para os reajustes anuais futuros, que também deverão adotar o INPC.

De acordo com o autor, seguidas mudanças legais, como as extinções do valor de referência e da Ufir, fizeram com que não houvesse reajuste das taxas a serem pagas à Justiça do Trabalho, o que diminuiu muito sua renda e dificultou as atividades.

Tramitação
A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação, que também se manifestará quanto ao mérito; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

02/10/09 - Desafio do Brasil é garantir segurança energética à população, afirma ministro

 

Rio de Janeiro - O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão,  assinou hoje (2), na Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), a primeira ordem de serviço do contrato de construção de Angra 3, formalizando o reinício das obras da usina. O documento foi guardado em uma “cápsula do tempo”, que perpetuará o momento para as gerações futuras.

Lobão disse que para garantir a segurança energética para todos os cidadãos brasileiros deverá ser construída no país, entre 2030 e 2060, uma usina nuclear por ano para atender à necessidade futura de consumo. Destacou que em 2060, a projeção é que a população esteja estabilizada em 250 milhões de habitantes. O potencial hídrico estaria  aproveitado em sua totalidade, com capacidade elétrica instalada de 190 mil megawatts (MW).

Em 2060, o consumo estimado de energia será de 4.380 quilowatts/hora (kwh) por habitante, o equivalente  ao consumo atual de Portugal. A participação nuclear nessa capacidade instalada de geração seria de 24%, o que corresponde ao atual parque nuclear francês, que é de 60 mil MW e que foi implantado em apenas 25 anos.

 

O ministro salientou ainda que para atender às necessidades de energia em 2060, outras fontes alternativas, além da nuclear, serão utilizadas, entre as quais a biomassa, a eólica (dos ventos) e a solar. Ele enfatizou que o desafio para os governos futuros é ampliar o consumo de energia per capita.

 

Embora o Brasil seja o nono maior consumidor de energia elétrica do planeta, ele ocupa a 78ª posição no mundo em termos de consumo por habitante. “Grande parte dos nossos lares ou não consome ou  usa menos energia elétrica do que necessitaria para uma melhor qualidade de vida.”

Para garantir melhor educação, saúde, condições de abastecimento de água e esgoto à população, o ministro reafirmou a necessidade de expandir a  capacidade do parque industrial nacional e de gerar muita eletricidade. Por isso, destacou a importância da contribuição da energia elétrica e, em especial, da energia nuclear.

 

Ele não deseja repetir no Brasil o que ocorreu  em 2001, quando, de acordo com relatório do Tribunal de Contas da União (TCU),  o país pagou uma conta de R$ 45 bilhões, dos quais 60% foram suportados pelos consumidores por meio do chamado repasse tarifário.

 

“Hoje, posso afirmar que momentos como aquele não existirão mais. O que temos é a segurança energética”. Lobão enfatizou que a Usina Nuclear Angra 3 vai produzir uma energia limpa, essencial para o futuro desta nação.

 

Apesar de ainda não ter nenhuma definição quanto  à localização das quatro usinas nucleares que serão construídas no Nordeste e no Centro-Sul do Brasil, Edison Lobão assegurou que já existe no país a conscientização das vantagens que esse tipo de energia representa, ao contrário do que ocorria no passado.

 

“Hoje, todos os estados pedem para que se localizem ali essas plantas novas, a exemplo do que ocorre na França, onde as regiões disputam as usinas nucleares, porque já se percebe que estas usinas não causam nenhum malefício ambiental”, afirmou.

 

As usinas do Nordeste serão as primeiras que integrarão as novas centrais nucleares brasileiras. A longo prazo, a idéia é que cada central tenha seis usinas, informou o presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva. As duas plantas do Nordeste terão capacidade de geração entre mil a 1,2 mil megawatts (MW). Othon Luiz revelou que o custo de cada uma dessas usinas será de US$ 3 mil por quilowatt (kw) instalado, o que totaliza em torno de US$  3 bilhões.

Fonte: Agência Brasil

 


 

02/10/09 - Conselho Curador do FGTS muda teto de financiamentos

Beneficiários de regiões metropolitanas e municípios com mais

de 250 mil habitantes tem aumento de valores

 

Municípios com mais de 250 mil habitantes poderão financiar imóveis de até R$ 100 mil, e moradores de mais nove capitais brasileiras também estão habilitados para financiar imóveis de até R$ 130 mil. Essas foram as mudanças definidas durante a reunião do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), para o Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) e demais modalidades de financiamento, na última quinta feira (1).

 

Anteriormente, somente cidades com população acima de 500 mil habitantes poderiam financiar imóveis de até R$ 100 mil. Com a mudança, esse limite baixou para 250 mil habitantes. O valor teto da avaliação do imóvel do financiamento era de R$ 80 mil.

 

Nos municípios com mais de 1 milhão de habitantes, as regiões metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro e Distrito Federal já eram beneficiadas com o financiamento de habitações cuja a avaliação fosse de até R$ 130 mil. O Conselho estendeu esse valor para outras nove capitais de Salvador, Fortaleza, Belo Horizonte, Curitiba, Manaus, Recife, Belém, Porto Alegre e Goiânia.

 

A partir do próximo ano, os mutuários das outras capitais brasileiras, independente do número de habitantes, poderão também usufruir desse valor que atualmente é de R$ 100 mil.

Fonte: Ministério das Cidades

 


 

02/10/09 - Agentes do setor elétrico propõem selo de energia limpa

Certificado de fontes renováveis garantirá competitividade dos

produtos brasileiros no mercado externo

 

Os agentes do setor elétrico prepararam um documento com recomendações para subsidiar o governo brasileiro e a Confederação Nacional da Indústria (CNI) para as negociações relativas aos impactos climáticos do setor de energia, em reunião que acontecerá em Copenhagen, em dezembro. Entre as propostas está a criação de um selo de energia limpa, reconhecido internacionalmente, que identificará o conteúdo energético de fontes renováveis de produtos brasileiros para garantir competitividade a eles no mercado externo.

 

"O que não queremos de forma alguma é que nenhuma negociação do governo em Copenhagen leve ao aumento de tarifa de energia", afirmou a diretora da Associação Brasileira das Concessionárias de Energia Elétrica (ABCE), Silvia Calou, coordenadora do trabalho.

 

Ela destaca que o Brasil terá um tratamento diferenciado dos países desenvolvidos, já que é menos poluente do que os outros, devido ao elevado porcentual de energia renovável existente. "Temos 46% da nossa matriz vinda de fontes renováveis. Precisamos um pouco de energia térmica, que é mais poluente, para quando faltar água, para nossa segurança", afirmou Silvia em entrevista durante o 6º Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico (Enase).

Fonte: Agência Estado

 


 

02/10/09 - Arrumação de lixo é atividade insalubre, diz TST

 

Arrumação de lixo em condomínio é equivalente à coleta de lixo urbano. Com esse entendimento, a 8ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho concedeu adicional de insalubridade a zelador que fazia o recolhimento e arrumação do lixo no Condomínio Residencial América do Sul.

 

O empregado era responsável pela organização do lixo produzido num condomínio de 288 apartamentos, com 900 moradores. Segundo o laudo pericial, de hora em hora, o zelador colocava o lixo espalhado pelos moradores em tambores. Após o recolhimento dos resíduos pelo serviço de coleta, ele lavava os tambores e o piso destinado ao armazenamento dos dejetos, três vezes por semana.

 

A primeira instância concedeu o direito e o Tribunal Regional da 9ª Região (PR) confirmou que o zelador deveria receber o adicional de insalubridade, conforme Anexo XIV, da Norma Regulamentadora 15 do Ministério do Trabalho. O condomínio recorreu ao TST contra a decisão regional. Alegou que o acórdão do TRT-9 afrontava a Orientação Jurisprudencial 4 da SBDI-1, segundo a qual desconsidera como atividades insalubres a limpeza em residências e escritórios e a respectiva coleta de lixo.

 

O relator do recurso enviado à Turma, Márcio Eurico Vitral Amaro, confirmou o entendimento declarado pelo TRT-9 e ressaltou em seu voto que as condições verificadas no laudo expressavam sim uma equiparação à atividade dos trabalhadores municipais na coleta de lixo urbano, não havendo que se falar em contrariedade à OJ 4, como alegado pelo condomínio. “Noutras palavras, seja pela constância com que o reclamante lidava com o lixo, expondo-se, evidentemente, a riscos biológicos, como constatados, segundo o acórdão recorrido, pela prova pericial, seja pelo volume de lixo produzido. Não se trata de mera limpeza em residências”, disse o ministro.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Superior do Trabalho.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

02/10/09 - 60% das leis são aprovadas sem passar pelo plenário

 

Quase 60% das proposições legislativas de autoria dos deputados sancionadas entre outubro de 1988 e o final de 2007 foram aprovadas em caráter conclusivo em pelo menos uma das casas do Congresso: Câmara ou Senado. Ou seja, passaram apenas pelas comissões temáticas, sem ir a plenário. Do total das leis de autoria dos deputados no período, 47,2% se referiam à área social.

Os dados são de uma pesquisa de mestrado do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento da Câmara, realizada pelo servidor André Carneiro. Carneiro buscou justamente verificar a eficácia do poder conclusivo das comissões temáticas: "Em contraposição aos primeiros estudos feitos logo após a Constituição de 1988, este instituto tem sido cada vez mais utilizado. E mostra-se uma tendência de mais e mais projetos serem apreciados pelas comissões sem a necessidade de ir ao Plenário".

Se o Legislativo utiliza mais o poder conclusivo, o Executivo teve 78,6% das proposições de sua autoria analisadas pelo Plenário. Esses percentuais excluem as medidas provisórias e as leis orçamentárias, que necessariamente têm de passar pelo Plenário.

Vale dizer que, com a inclusão dessas proposições, as leis de autoria do Executivo representam quase 80% da produção legislativa desde a Constituição. Sem MPs e leis orçamentárias, a produção de autoria do Legislativo supera um pouco a do Executivo.

Na separação por temas, Carneiro mostrou a predominância dos assuntos sociais nas leis de autoria do Legislativo, seguidas por leis que buscam instituir dias comemorativos ou dão nomes a bens públicos, entre outros, que o pesquisador classificou de leis de "homenagens". Esae conjunto responde por 22% das leis. A maioria das leis do Executivo é sobre assuntos administrativos.

Fonte: Agência Câmara

 


 

 

 

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