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23/09/09
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Brasileiro não tem saneamento, mas pensa que tem, diz
Ibope
Um problema silencioso e perigoso
para a sociedade. Grande parte dos brasileiros acha que tem saneamento
básico, quando, na realidade, não dispõe deste serviço essencial. Quem
revela é o Ibope: apesar de 69% da população do País que reside em cidades
com mais de 300 mil habitantes não ter acesso à rede de esgoto, 77% acham
que, sim, estão ligados à rede pública.
A pesquisa ouviu 1.008 moradores
das maiores cidades do País e revelou que 31% dos entrevistados não sabe o
que é saneamento básico. “Percebe-se que a população que de fato não
possui o serviço acredita que o esgoto de seu domicílio é conduzido à rede
municipal, quando na verdade não é”, afirma Raul Pinho, presidente do
Instituto Trata Brasil, entidade que contratou o estudo ao Ibope. Pinho
foi ao Congresso Nacional em Brasília esta semana para apresentar o
estudo.
Pesquisas revelaram também que a
falta de coleta e tratamento de esgoto - e a consequente contaminação da
água por coliformes fecais - é a principal causa da mortalidade de
crianças de zero a cinco anos de idade por diarréia e doenças
parasitárias, enfermidades que proliferam em áreas sem saneamento básico.
Sete crianças morrem todo dia no País, em decorrência de diarréia. Por
ano, são mais de 2.500 crianças menores de cinco anos vítimas da doença
que prolifera em áreas sem tratamento de esgoto.
Os aportes financeiros necessários
à universalização do saneamento no Brasil, segundo estudos do Ministério
das Cidades, alcançam R$ 270 bilhões, nos quais não estão incluídos
recursos para atender o aumento da população nem a reposição de materiais
e equipamentos que, na grande maioria das cidades, já estão com a vida
útil vencida há alguns anos.
Considerando-se o prazo de 20 anos
para atenuação do déficit no saneamento, seria necessário o investimento
de R$ 13,5 bilhões por ano, sendo que o País tem investido menos de 1/3
dos recursos necessários, ou seja, o déficit continua crescendo ano a ano.
Fonte: Assemae
23/09/09
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Comissão de fontes renováveis de energia vota parecer do
relator
A Comissão Especial de Fontes Renováveis de Energia pode
votar nesta quarta (23) o parecer do relator, deputado
Fernando Ferro (PT-PE). Criada em junho do ano passado,
a comissão analisou 18 propostas sobre o tema. A mais
antiga - o Projeto de Lei 630/03 - cria um fundo para
financiar pesquisas e incentivar a produção de energia
elétrica e térmica a partir das energias solar e eólica.
O relator apresentou substitutivo que unifica em um
único texto as diversas propostas de ações e de
políticas públicas para estimular o uso de fontes
renováveis de energia.
A reunião está marcada para as 14 horas no plenário 16.
Fonte: Agência Câmara
22/09/09
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Parlamentares vão resistir à taxação da poupança pelo
governo
O projeto sobre a taxação da poupança - que o governo
pretende enviar ao Congresso nos próximos dias - deverá
encontrar resistência entre os parlamentares, inclusive
os da base governista.
A previsão é do vice-líder do governo na Câmara,
deputado Beto Albuquerque (PSB-RS). Segundo ele, não é
hora de se criar mais um tributo, e a taxação pelo
Imposto de Renda dos rendimentos acima de R$ 50 mil,
como quer o governo, revela um desconhecimento de causa.
"Isso é absolutamente inconcebível. [O projeto] sofrerá
muitos ajustes e poderá, inclusive, sofrer uma derrota,
pela natureza do assunto e pelo tema de que trata", diz
o deputado. Ele lembra que a caderneta de poupança no
Brasil "é um tema querido pela população. E, portanto,
antes de ser mexida ou de se falar em mexer, tem que se
ter extremo cuidado em relação a esse assunto."
Oposição reage
A oposição também reagiu negativamente. Líder do PSDB, o
deputado José Aníbal (SP) considera um erro a cobrança
de Imposto de Renda sobre a poupança. "Diz que vai
cobrar só daqueles que têm mais de 50 mil na poupança,
mas isso é só no início. Começa com 50, depois vai para
40, 30, 10, 5, 2 mil reais", critica.
Na avaliação do parlamentar, a taxação da poupança é um
erro do governo. "Eles já tentaram fazer isso, recuaram,
agora estão voltando atrás. Mais uma vez o Lula se
desmentindo, prejudicando aqueles que têm a caderneta de
poupança, que guardam recursos para uma emergência."
Excedente
Conforme anunciou o ministro da Fazenda, Guido Mantega,
somente serão taxados em 22,5% os rendimentos que
ultrapassarem R$ 50 mil. Se o aplicador tiver R$ 60 mil
de saldo na poupança, a cobrança vai recair sobre o
excedente - R$ 10 mil. A ideia, segundo o ministro, é
conter a migração de grandes investidores para este tipo
de aplicação.
Cabe ao presidente da República a decisão de enviar a
mudança por meio de medida provisória ou projeto de lei,
em regime de urgência, para que a taxação seja aprovada
ainda neste ano e passe a valer a partir de 2010.
Fonte:
Agência Câmara
21/09/09
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Convenção coletiva não impede pagamento de adicional
noturno
Um ex-empregado da
WEG Indústrias S/A deverá receber os valores referentes
ao adicional noturno, mesmo com a existência de
convenção coletiva que permite o não pagamento desse
direito. A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou agravo de instrumento da empresa que pretendia
reverter decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª
Região (SC) favorável ao trabalhador.
Durante o período em
que esteve na WEG, de 1991 a 2001, o empregado não
recebia os adicionais noturnos devido à convenção
coletiva da sua categoria, que retirou da empresa a
obrigação de pagá-los. No entanto, o Tribunal Regional
entendeu que essa norma, por ser contrária à legislação
que regula a matéria, viola a lei e, por esse motivo,
deve ser anulada.
O ministro Guillherme
Caputo Bastos, relator do processo no TST, alegou que o
artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal, que
estimula a existência de acordos e convenções coletivas,
“não permite a supressão de direitos fundamentais, como
o adicional noturno, já que tais acordos só podem
alcançar os ‘direitos renunciáveis’, os quais não afetam
a saúde do trabalhador”.
(AIRR-119/2003-019-12-40.7)
Fonte:
TST
18/09/09
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Pesquisa revela precariedade de rede de esgoto na região
metropolitana de Belo Horizonte
Sem água encanada, coleta de esgoto ou de lixo. Uma
pesquisa do IBGE , divulgada nesta sexta-feira, mostra
em números a falta de saneamento básico no país e nos
estados. Só na região metropolitana de Belo Horizonte,
não existe coleta de esgoto em quase 150 mil casas.
O local pra onde vai o esgoto da casa de seu Altair era
pra ser a Avenida Nacional. Mas, pela região, no bairro
Xangrilá, em Contagem, a urbanização parou no meio do
caminho.
Os resíduos são jogados no Córrego Bom Jesus. Essa é uma
situação que se repete em 142 mil moradias na região
metropolitana: 9% não dispõem de coleta de esgoto. O
percentual chega a 20% em todo o estado.
Foi o que revelou a Pesquisa de Amostragem de Domicílio,
a Pnad, feita pelo IBG. Os dados também mostram que
98,5% das casas na grande Belo Horizonte dispõem de
coleta de lixo. Mas ainda são 23 mil casas sem o
serviço. Juliana precisa andar dois quarteirões para
deixar as sacolas.
A falta de abastecimento de água é um problema para
12,5% dos mineiros. Em Ribeirão das Neves, em um bairro
inteiro, os moradores recorrem às cisternas. Na casa de
seu Elson, a água é filtrada, mas, ele diz que isso
pouco resolve. E o filtro ainda é artigo raro em 21% das
casas dos mineiros.
Em Minas, existem mais de 41 mil moradias irregulares,
em áreas desordenadas, de acordo com a Fundação João
Pinheiro, essas casas não entram na estatística do IBGE.
A Copasa informou que as obras da rede de abastecimento
de água, em Ribeirão das Neves, devem começar no ano que
vem.
Sobre o bairro Xangrilá, em Contagem, a Copasa informou
que a maior parte da rede de esgoto já foi concluída e
que há projetos para as áreas ainda não contempladas.
Fonte: Globominas
18/09/09
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IBGE: energia elétrica é serviço público predominante
O fornecimento de energia elétrica
foi o serviço público com maior alcance no País em 2008, segundo mostra a
Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgada há pouco pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número de
domicílios que dispunham desse serviço no ano passado alcançou 98,6%, ante
98,2% no ano anterior.
A pesquisa mostrou também que o número de domicílios atendidos por rede
geral de abastecimento de água subiu de 83,2% para 83,9%. De um ano para o
outro, 1,88 milhão de domicílios passaram a ter acesso a esse serviço. Os
técnicos do IBGE destacam a evolução na região Nordeste, onde 770 mil
domicílios passaram a ter acesso a abastecimento de água, de 75,7% dos
domicílios da região, em 2007, para 78,0% no ano passado.
No que diz respeito à rede coletora
de esgotamento sanitário, pouco mais da metade dos domicílios brasileiros,
ou 52,5%, tinham acesso a esse serviço no ano passado, porcentual superior
ao ano anterior (51,1%). Na região Norte, apenas 9,5% dos domicílios
tinham acesso a esse serviço, com redução em relação ao ano de 2007,
quando o alcance era de 10,0%.
A Pnad é realizada anualmente e
investiga os temas de habitação, rendimento e trabalho, associados a
aspectos demográficos e educacionais. A pesquisa tem seus primórdios em
1967, quando foi iniciada apenas na área do Rio de Janeiro, e na
atualidade é realizada nacionalmente, por meio de uma amostra de
domicílios. No levantamento divulgado hoje foram pesquisadas 391.868
pessoas e 150.591 unidades domiciliares, distribuídas por todo o País. A
parte de rendimento da Pnad aperfeiçoa a estimativa de rendimento das
famílias usada nas contas nacionais. Além disso, a Pnad é utilizada na
estimativa da população brasileira. A pesquisa ainda é tomada como base
para o estudo chamado Síntese de Indicadores Sociais, que o IBGE divulgará
em outubro.
Fonte:
Agência Estado
18/09/09
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Câmara aprova indenização a sindicalista demitido por
justa causa
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania
aprovou nesta quinta-feira, a obrigação de o empregador
indenizar o trabalhador dirigente sindical demitido sob
alegação de justa causa, não reconhecida judicialmente.
A medida foi proposta pelo deputado Fernando Ferro
(PT-PE) no Projeto de Lei 5710/01. A proposta altera a
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT Decreto-Lei
5.452/43), e seu relator, deputado Zenaldo Coutinho
(PSDB-PA), ofereceu parecer pela constitucionalidade,
juridicidade e técnica legislativa, sem entrar na
análise de mérito.
Aprovado em caráter conclusivo, o projeto seguirá para
análise do Senado, caso não haja recurso para ser votado
pelo Plenário.
Custo de discriminar
De acordo com o projeto, a indenização será
correspondente ao dobro da remuneração devida durante
todo o período de afastamento, até a reintegração ou até
o final do período de estabilidade provisória.
Segundo o autor Fernando Ferro, o projeto na prática
assegura estabilidade até um ano após o fim do mandato
sindical, porque a indenização força a empresa a
considerar o custo das atitudes discriminatórias.
A intenção do projeto é evitar que as empresas aleguem
alguma falta grave para coibir a atividade sindical.
Fonte:
Agência Câmara
17/09/09
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Finanças aprova projeto que extingue contribuição de 10%
sobre FGTS
Extinção deve valer a partir de janeiro do próximo
ano. Texto ainda precisa ser votado pela CCJ, pelo
Plenário e pelo Senado.
A Comissão de Finanças e Tributação aprovou nesta
quarta-feira proposta que extingue a contribuição social
devida pelo empregador em caso de despedida sem justa
causa. A contribuição tem alíquota de 10% sobre o valor
dos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) devidos durante a vigência do contrato de
trabalho, acrescida das remunerações aplicáveis aos
saldos das contas.
A contribuição foi criada em 2001 para pagar parte das
despesas do governo com a ressarcimento aos
trabalhadores pelas perdas nas contas do FGTS causadas
pelos Planos Verão e Collor 1, em 1989 e 1990.
O texto aprovado pela Comissão de Finanças foi o
substitutivo do relator, deputado Armando Monteiro
(PTB-PE). O projeto original do deputado Antonio Carlos
Mendes Thame (PSDB-SP) - Projeto de Lei Complementar
378/06 - fixa em cinco anos o prazo de vigência da
contribuição - que terminaria em outubro de 2006. O
projeto não diz o que será feito com as contribuições
pagas depois disso. O substitutivo aprovado extingue a
contribuição já a partir de janeiro de 2010.
Voto em separado
O deputado Pepe Vargas (PT-RS) apresentou um voto em
separado para tentar adiar essa extinção para julho de
2012, mas Amando Monteiro argumentou que o governo já
teria dito que o dinheiro necessário para compensar as
perdas foi alçando em 2006. Por isso, segundo o relator,
a contribuição já poderia ter sido extinta no fim
daquele ano.
Vargas ainda argumentou que o governo tem usado esse
dinheiro em outros programas sociais, mas a comissão
acabou aprovando o texto de Monteiro.
Tramitação
O projeto, que já foi aprovado pela Comissão de
Trabalho, de Administração e Serviço Público, ainda
precisa ser votado pela Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania e pelo Plenário da Câmara.
Fonte:
Agência Câmara
17/09/09
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CCJ da Câmara aprova redação final de projeto que
legitima sindicatos a mover ação civil pública
trabalhista
A Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara
dos Deputados aprovou no dia 15/9 a redação final do
Projeto de Lei (PL)nº 2422-C/2007 que legitima os
sindicatos à defesa de direitos transindividuais -
coletivos, difusos e individuais homogêneos - dos
trabalhadores por meio de ação civil pública. O projeto
agora seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça
do Senado Federal.
Entre os pontos da
proposta, está a afirmação de que o juiz do Trabalho de
1º grau é o competente para processar ação civil pública
trabalhista, mediante acréscimo de parágrafo único ao
art. 19 da Lei 7.347/85. Para o diretor de assuntos
legislativos da Anamatra, Ary Marimon Filho, o texto vem
ao encontro de uma realidade do mundo trabalhista, onde
a Justiça do Trabalho já é competente para julgar tais
ações. "A positivação da competência é fato a ser
comemorado", afirmou.
A Lei 7.347/85
disciplina a ação civil pública. Na legislação atual,
não há menção aos sindicatos entre as entidades que
podem mover essa modalidade de ação coletiva. Mesmo sem
previsão legal, os tribunais têm reconhecido os
sindicatos como parte legítima na defesa dos direitos
transindividuais da categoria que representam.
Fonte:
Jusbrasil
16/09/09
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Indústria paulista abre 1,5 mil postos de trabalho em
agosto, aponta Fiesp
A indústria paulista registrou a
abertura de 1,5 mil postos de trabalho em agosto, o que
representa alta de 0,07% no nível de emprego, frente ao
mês anterior. Por outro lado, considerando o ajuste
sazonal, houve leve recuo de 0,04%.
Nos últimos 12 meses, foram fechados 203,5 mil postos de
trabalho, um recuo de 8,43% no nível de emprego, de
acordo com pesquisa da Fiesp e do Ciesp (Federação e
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgada
nesta terça-feira (15).
O levantamento também revelou que, entre dezembro do ano
passado e agosto deste ano, a indústria paulista fechou
57 mil postos de trabalho.
Análise setorial
Dos 22 setores analisados, 13 apresentaram desempenho
positivo em agosto, ante o mês anterior, sendo que os
maiores destaques foram Produtos Diversos (+1,7%),
Confecção de artigo de vestuário e acessórios (+1,5%),
Bebidas (+1,4%), Produtos de Borracha e de Material de
Plástico (+0,8%) e Equipamentos de Informática, Produtos
Eletrônicos e Ópticos (+0,7%).
Por outro lado, as variações negativas foram registradas
em oito ramos de atuação, com destaque para Fabricação
de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de
Biocombustíveis (-2,6%), Produtos Alimentícios (-0,8%),
Produtos de Metal exceto Máquinas e Equipamentos (-0,8%)
e Produtos Têxtis (-0,7%). Apenas Móveis, com leve alta
de 0,1%, ficou praticamente estável.
No acumulado em 12 meses, apenas os Produtos
Farmoquímicos e Farmacêuticos apresentaram resultado
positivo (+0,6%). Entre os resultados negativos,
destacam-se Outros Equipamentos de Transporte, exceto
Veículos Automotores (-21,4%), Equipamentos de
Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (-17,3%),
Couros e Fabricação de Artigo de Couros, Artigos de
Viagem e Calçados (-16,5%) e Metalurgia (-14,5%).
Por regiões
Na análise regional, o levantamento revela que, das 36
diretorias pesquisadas, na comparação com julho, 19
apresentaram resultados positivos, cinco ficaram
estáveis e 12 tiveram desempenhos negativos no que se
refere ao emprego.
Santa Bárbara D' Oeste foi o município líder em
contratações em agosto, com o acréscimo de 1,4% em sua
mão-de-obra industrial, influenciada pelos setores de
Confecção e Artigos do Vestuário (+6,89%) e de Borracha
e Plástico (+4,91%).
Diadema ficou empatada no primeiro lugar do ranking no
mês de agosto, com o mesmo percentual de crescimento,
puxada pelos segmentos de Máquinas e Equipamentos
(+5,03%) e Borracha e Plástico (+3,77%).
Na contramão dos resultados positivos, a cidade que mais
demitiu no oitavo mês do ano foi Sertãozinho (-2,97%),
influenciada pelo desempenho negativo dos setores de
Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos
(-11,79%) e Máquinas e Equipamentos (-2,44%).
Em seguida, surge a cidade de Araçatuba, com recuo de
0,93%, devido aos resultados negativos dos setores de
Coque, Petróleo e Biocombustíveis (-3,8%) e de Produtos
Alimentares (-3,62%).
Fonte:
InfoMoney
A Comissão de Desenvolvimento Urbano realiza nesta quarta-feira (16)
audiência pública sobre entraves aos serviços de saneamento e soluções e
modelos bem-sucedidos nessa área.
Foram convidados o presidente executivo do Instituto Trata Brasil, Raul
Graça Couto Pinho; e o prefeito de Guaratinguetá (SP), Antônio Gilberto
Filippo Fernandes Júnior.
O debate foi proposto pelo deputado Eduardo Sciarra (DEM-PR). Será
apresentado levantamento realizado pelo Instituto Trata Brasil sobre a
evolução das obras de saneamento do Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) em cidades com população acima de 500 mil habitantes. O instituto
coordena uma ampla mobilização nacional para que o País possa atingir a
universalização do acesso à coleta e ao tratamento de esgoto.
A reunião será realizada às 10 horas no plenário 16.
Fonte:
Agência Câmara
14/09/09
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Sancionada lei que cria o Fundo de Eficiência Energética do Rio de Janeiro
O governador Sérgio Cabral
sancionou, nesta semana, a Lei 5536, que cria o Fundo para a Eficiência
Energética do Estado do Rio de Janeiro (FEE), destinado a financiar
programas e projetos relacionados à eficiência e à segurança energética,
bem como à garantia sustentável do estado.
Segundo informações do Palácio
Guanabara, o principal objetivo da nova lei é “a proteção, conservação
racional, aproveitamento, comercialização e defesa dos recursos
energéticos do Rio”.
Ainda de acordo com as informações
do governo do Rio, a aplicação e gestão dos recursos do FEE ficarão a
cargo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Energia,
Indústria e Serviços.
“Tais recursos virão de programas
nacionais e internacionais voltados para a melhoria de eficiência
energética e redução de impactos ambientais; de agentes de fomento ou
creditícios nacionais e internacionais; programas de pesquisa e
desenvolvimento; e transferências orçamentárias”, esclarece o governo.
O Comitê Gestor do Fundo será
composto por membros da Secretaria de Desenvolvimento, da Federação das
Indústrias do estado do Rio de Janeiro (Firjan), da Companhia Estadual de
Gás (CEG), da Agência Estadual de Energia e Saneamento Básico, além de
representantes das universidades estadual e federal, e do Sindicato dos
Trabalhadores.
Fonte:
Agência Câmara
10/09/09
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Medida prevê saque do saldo do FGTS sem contribuinte
precisar se aposentar
Medida que permite a homens e mulheres
sacarem saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de
Serviço), quando completarem, respectivamente, 35 e 30
anos de contribuição, foi apresentada ao Senado na
terça-feira (8).
O Projeto de Lei 371/09, do senador Paulo Paim (PT-RS),
permite sacar o saldo sem a obrigatoriedade dos
contribuintes se aposentarem. Segundo ele, a medida visa
à segurança do trabalhador em momentos difíceis,
conforme dita a Lei do FGTS (Lei 8.306/90).
"Com essa poupança forçada, o trabalhador terá um
suporte para momentos cruciais de sua vida", afirmou o
senador, de acordo com a Agência Senado. "Acredito que
permitir ao trabalhador o saque do saldo de sua conta
vinculada, nesses momentos, é uma questão de grande
justiça social".
Imóveis
De acordo com a Tendências Consultoria, investimentos em
imóveis com os recursos do FGTS devem ter acréscimo de
61,3% neste ano, frente a 2008. O índice é maior que o
da poupança, cuja estimativa de crescimento para o valor
contratado é de 5,7% para este ano.
Somente nos primeiros sete meses deste ano, os
financiamentos com recursos do FGTS, que contemplam
imóveis com preços baixos, chegaram a R$ 8,42 bilhões.
As liberações de valores cresceram 36,8% no acumulado do
período.
Fonte:
InfoMoney
09/09/09
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Emprego na indústria
volta a crescer em julho depois de nove meses de queda
Depois de nove meses de taxas negativas, o nível de
emprego na indústria voltou a subir e ficou em 0,4% no
mês de julho em relação ao resultado de junho, quando a
taxa havia sido de –0,1%. Na comparação com o mesmo
período de 2008, no entanto, a queda se acentuou, e o
emprego industrial registrou variação de –7,0%, o menor
resultado da série histórica da Pesquisa Industrial
Mensal de Emprego e Salário, iniciada em 2001. No ano, o
setor acumula perda de 5,4%.
Os dados da pesquisa foram divulgados nesta terça-feira
(8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE) e revelam ainda que, no acumulado dos últimos 12
meses, a queda é de 2,7%, acentuando o ritmo de perdas
em relação aos 12 meses encerrados em junho (–1,9%).
De acordo com o levantamento, na passagem de junho para
julho as demissões superaram as contratações nas 14
áreas investigadas e em 17 dos 18 setores pesquisados.
Os locais onde esse movimento se deu de forma mais
intensa foram São Paulo (–5,2%), Minas Gerais (–12,2%),
Região Norte e Centro-Oeste (–10,8%) e Rio Grande do Sul
(–9,1%). Em relação aos setores industriais, o
contingente de trabalhadores diminuiu especialmente em
meios de transporte (–12,9%), máquinas e equipamentos
(–12,3%), produtos de metal (–11,7%) e vestuário
(–8,7%). O único impacto positivo partiu de papel e
gráfica (8,6%).
A pesquisa também mostrou que a folha de pagamento dos
trabalhadores da indústria teve leve alta de 0,1% após
recuar 1,7% em junho. Já na comparação com o mesmo
período do ano passado, os rendimentos diminuíram 3,9%,
com reduções em 11 dos 14 locais pesquisados. As
principais contribuições negativas vieram de São Paulo
(–3,1%), do Rio Grande do Sul (–10,4%) e de Minas Gerais
(–7,2%). No acumulado do ano, houve queda de 1,6% e, no
período que compreende os últimos 12 meses, houve alta
de 1,5%, dando continuidade à redução do ritmo de
crescimento observada desde setembro de 2008 (6,7%).
Repórter Thais Leitão
Fonte:
Agência Brasil
IPC da Fipe registrou alta de 0,47%,
contra 0,48%.
Preços do grupo Habitação subiram
menos do que em agosto.
A inflação ao consumidor na cidade
de São Paulo ficou praticamente estável no início de setembro em relação
ao fim de agosto.
Segundo informou a Fundação
Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira (9), já que
uma desaceleração da alta dos preços de energia elétrica foi
contrabalançada por um avanço mais forte dos alimentos.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,47% na primeira
quadrissemana de setembro, ante alta de 0,48% no mês de agosto. O IPC mede
a variação dos preços no município de São Paulo de famílias com renda até
20 salários mínimos.
Os preços do grupo Habitação subiram 1,13% nesta leitura, abaixo da alta
de 1,23% na anterior.
Esse grupo foi fortemente impactado
em agosto pelo reajuste da energia elétrica e deverá mostrar arrefecimento
ao longo de setembro, até o esgotamento no fechamento do mês.
Já os custos de Alimentação subiram 0,39% na abertura de setembro, contra
elevação de 0,22% em agosto.
Os preços de Transportes passaram para alta, de 0,03%, após declinarem
0,05% em agosto, enquanto os de Despesas Pessoais ficaram estáveis depois
de subirem 0,14% no dado anterior.
Os custos de Saúde aceleraram a alta, enquanto os de Vestuário passaram
para o negativo.
O IPC da primeira quadrissemana mediu os preços de 8 de agosto a 7 de
setembro.
Fonte:
Reuters
09/09/09
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Movimentos sociais pedem aprovação de PEC das moradias
populares
Representantes de movimentos sociais, secretários de
habitação e empresários do setor da construção civil
defenderam nesta terça-feira a aprovação da Proposta de
Emenda à Constituição (PEC) 285/08 que destina recursos
para construção de moradias populares no Brasil.
Eles participaram de audiência pública da Comissão
Especial criada na Câmara para analisar a PEC que
vincula aos Fundos de Habitação de Interesse Social 2%
das receitas da União, e 1% das receitas dos estados,
Distrito Federal e municípios.
Apresentada por oito deputados, a medida vale por 30
anos e tem o objetivo de eliminar completamente o
déficit habitacional brasileiro.
Demanda crescente
O presidente do Fórum Nacional dos Secretários de
Habitação e Desenvolvimento Urbano, Carlos Eduardo Marun,
lembra que a atualmente no País faltam cerca de 8
milhões de moradias. Segundo ele, nos próximos 15 anos o
crescimento vegetativo levará a uma demanda de 23
milhões de novas unidades habitacionais.
"Efetivamente, a aprovação não vai acontecer se não
houver um grande esforço nacional e a compreensão dos
diversos entes federativos no processo", argumenta Marun,
ressaltando que a aprovação da proposta garantiria
recursos permanentes e a possibilidade de planejamento.
"Sabendo que em todos os anos teremos um recurso
significativo vai permitir que os projetos sejam
melhores elaborados, que as indústrias adequem seus
parques produtivos a essa necessidade de produção de
materiais de construção. Vai estimular pessoas a se
tornarem profissionais da área da construção. É um ganho
em cadeia, onde ganha todo o País", defende.
Prioridade
O relator da proposta, deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA),
disse que a questão da moradia popular deve ser
priorizada pelos governos, a exemplo do que já acontece
com saúde e educação.
Para Zezéu, estados e municípios, assim como o Distrito
Federal, não terão problemas por causa da vinculação de
receitas a investimentos na área habitacional.
"A vinculação que nós fazemos é da ordem de 1%. Hoje, se
nós observarmos, os recursos aplicados na habitação, no
programa Minha Casa Minha Vida e demais programas
implementados, supera em valor o que é previsto pela
PEC. Só que o que a gente tem hoje são programas de
governo. Nós queremos que seja um programa do estado
brasileiro", destaca.
O deputado Zezéu também informou que vai promover
reuniões com líderes partidários e bancadas estaduais
para viabilizar a tramitação da proposta.
Audiências públicas
A votação do relatório final da PEC deve acontecer no
dia 13 de outubro. Até lá, audiências públicas sobre o
tema serão realizadas nas cinco regiões do País. O
primeiro encontro acontece em Campo Grande, no Mato
Grosso do Sul, no dia 22 de setembro.
Fonte:
A gência
Câmara
08/09/09
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Aposentados cobram reajuste igual ao do salário mínimo
Representantes da categoria criticam acordo que
centrais sindicais fizeram com o governo sobre o
critério de aumento. Assunto deverá ser levado aos
líderes partidários.
Entidades ligadas aos aposentados cobraram da Câmara,
nesta terça-feira, a votação imediata do Projeto de Lei
3299/08, que prevê o fim do fator previdenciário, e da
emenda ao PL 1/07 que garante, às aposentadorias, o
mesmo índice de reajuste do salário mínimo.
Essas matérias já foram aprovadas no Senado, mas podem
ser deixadas de lado na Câmara. Isso porque os
governistas pretendem apresentar, na Câmara, um
substitutivo com base num acordo feito entre o Executivo
e as centrais sindicais no fim de agosto. Assim, essas
propostas deixariam de ser priorizadas, apesar de
estarem prontas para votação no Plenário.
Representantes dos aposentados pediram ao presidente
Michel Temer que coloque os projetos em votação. "Não
concordamos com o acordo que foi fechado com as centrais
sindicais. Queremos o reajuste para as aposentadorias
igual ao do mínimo", disse presidente da Confederação
Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), Warley
Martins.
Em vez disso, o acordo prevê que as aposentadorias e
pensões com valor superior ao salário mínimo passariam a
ter aumento real equivalente à metade do crescimento do
PIB registrado dois anos antes do reajuste.
O senador Paulo Paim (PT-RS) participou do encontro com
Temer e disse que o presidente prometeu levar, aos
líderes partidários, a reivindicação de votação dos
projetos. Os representantes dos trabalhadores devem
continuar na Câmara, nesta quarta-feira (9), para
conversar com os líderes.
Centrais
Em audiência pública da Comissão de Seguridade Social e
Família nesta terça-feira sobre o tema, o coordenador
nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores, José
Augusto Filho, acusou a CUT e a Força Sindical de terem
aprovado o acordo com o governo sem discuti-lo com os
aposentados.
"Essa proposta de metade do PIB foi uma tentativa de
acordo que as centrais estão homologando, mas nós somos
contra. O que é 50% de zero? É zero. Quem garante que,
daqui a um ou dois anos, o crescimento do PIB não será
zero? Queremos alguma coisa real", ressaltou José
Augusto. "Gastamos milhões no pré-sal e no PAC e agora
precisamos investir milhões também no apoio aos
aposentados. É uma questão de dignidade, de
sobrevivência para as pessoas mais velhas", acrescentou.
Atualmente, o salário mínimo é reajustado com base no
índice da inflação mais a variação integral do PIB. José
Augusto Filho quer o uso desse mesmo cálculo para os
aumentos das aposentadorias e pensões.
Pressão
O deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) argumentou que o
Plenário precisa se pronunciar quanto à vinculação entre
os reajustes do salário mínimo e dos benefícios
previdenciários. Ele defendeu a pressão dos aposentados
sobre os parlamentares para que se coloque as matérias
em votação.
"O governo está atrapalhado. Ele começou a negociar há
um ano com a Confederação Brasileira dos Aposentados,
que é a legítima instituição para isso. Porém, a CUT e a
Força Sindical atravessaram e se arvoraram no direito de
negociar pelos aposentados. O governo entrou numa canoa
furada", disse Perondi.
José Augusto Filho reforçou esse argumento: "As centrais
estão mais atrapalhando do que ajudando os aposentados.
E a reação já acontece na base, pois os sindicatos
filiados a essas centrais estão protestando porque não
foram consultados sobre esse acordo e não o homologam."
Fonte:
A gência
Câmara
04/09/09
-
Energia: consumo e perdas caem 2,3% em agosto
A carga de energia elétrica no Brasil
diminuiu 2,3% em agosto, frente ao mesmo período do ano
passado, segundo Boletim Preliminar de Carga Anual do
ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), divulgado
nesta quinta-feira (3). A análise leva em consideração
tanto o consumo quanto as perdas de energia.
No oitavo mês do ano, o sistema operou com 51.289 MW
médios. Considerando o acumulado do ano, foi registrada
queda de 1,3% em relação ao apurado entre janeiro e
agosto de 2008.
Na análise mensal, houve aumento no consumo e perda de
energia de 0,9%, frente a julho. Nos últimos 12 meses,
houve queda de 0,3%.
Indústria se recupera
Mesmo com taxas negativas nas comparações acumuladas, o
aumento mensal reflete a retomada do consumo de energia,
ainda que tímida, e a indústria continua sendo o
segmento que mais tem influenciado na evolução da carga.
Um dos motivos que influenciaram a taxa de evolução
negativa foi a ocorrência de temperaturas baixas,
inferiores às registradas no mesmo mês do ano passado.
Análise regional
A região Sudeste/Centro-Oeste foi a maior responsável
pela diminuição na demanda verificada em agosto. No
oitavo mês do ano, a região operou com 31.939 MW médios,
2,8% a menos do que no mesmo período do ano passado. Em
relação aos oito primeiros meses do ano, também houve
queda, de 2%.
A variação da região, segundo a ONS, deve-se ao
desempenho da atividade econômica local, que tem sido
mais afetada pela crise, mas que apresenta crescimento,
devido à retomada da economia.
Com 8.284 MW médios e uma variação negativa de 2,5% em
agosto, ante o mesmo mês do ano passado, e uma pequena
queda de 0,3% nos oito primeiros meses de 2009, sobre
igual período de 2008, os resultados da carga no Sul do
País foram influenciados também pela diminuição do ritmo
da produção industrial, além das temperaturas mais
baixas.
A região Norte (3.615 MW) também apresentou queda
(-2,6%) no consumo de energia em agosto, frente ao mesmo
mês do ano passado. No acumulado do ano, a queda foi
menor, de 0,5%. Já a região Nordeste foi a única que
apresentou incremento em agosto, ainda que pequeno, na
comparação com igual mês do ano passado. A alta de
apenas 0,5% deve-se ao aumento do consumo da rede básica
de energia da região. No acumulado do ano, no entanto, a
carga ficou praticamente estável.
Fonte:
InfoMoney
03/09/09
-
Governo Federal divulga 109 novos projetos do PAC
Saneamento
Ao lado da ministra da Casa Civil,
Dilma Rousseff, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, divulgou na manhã
de 2 de setembro, em Brasília, lista com projetos de abastecimento de água
e esgotamento sanitário que receberão investimento de R$ 4,5 bilhões do
PAC Saneamento. Do montante, R$ 3 bilhões são destinados a projetos de
redes de esgotamento sanitário e R$ 1,5 bilhão, a projetos de redes de
abastecimento de água. Serão 109 projetos de 90 municípios em 19 unidades
da federação, entre capitais, municípios de regiões metropolitanas e
cidades com população acima de 50 mil habitantes.
O ministro resumiu o significado do
investimento para a população. “São recursos para garantir à população que
a água seja tratada e o esgoto, coletado e tratado. Isso é saúde humana e
do meio ambiente”, afirmou. Marcio Fortes lembrou que um dos critérios
para seleção dos municípios onde serão realizadas as obras de saneamento
foi a incidência de mortalidade infantil. “Sobretudo as crianças são
afetadas pela falta de saneamento, tanto por causa da má qualidade da água
quanto pela falta de tratamento do esgoto”, disse.
Segundo a ministra Dilma, a partir
de agora, a avaliação da qualidade de um governo vai considerar a
capacidade de fazer bons projetos. “A gestão é a capacidade que temos de
responder às demandas da população que representamos”, afirmou. Dilma
lembrou ainda que as obras de infraestrutura eram pensadas apenas do ponto
de vista da logística, e não do ponto de vista social e urbano. “O
investimento no tratamento de água e de esgoto é componente do
desenvolvimento sustentável e uma demonstração de respeito às águas do
país”, afirmou.
Foram assinados protocolos de
cooperação federativa relativos às obras entre o Ministério das Cidades,
representando o governo Federal, e sete governadores estaduais: Jaques
Wagner, da Bahia; Sergio Cabral, do Rio de Janeiro; José Maranhão, da
Paraíba; Wilma de Faria, do Rio Grande do Norte; Marcelo Deda, de Sergipe;
e Eduardo Campos, de Pernambuco, e do Mato Grosso do Sul, André Pucinelli.
Prioridades
No processo de seleção pública iniciado em abril deste ano, foram
priorizadas ações em estágio avançado de planejamento, para viabilizar o
rápido início das obras. A seleção também priorizou intervenções
estruturantes, que gerem benefícios para o maior número de pessoas
possível.
Modalidades
Foram selecionadas 48 propostas de abastecimento de água, que receberão
investimento de R$ 1,5 bilhão. A seleção inclui outras 61 propostas de
esgotamento sanitário, que somam investimento de R$ 3 bilhões. Os recursos
de financiamento somam R$ 3,7 bilhões oriundos do FGTS e Fundo de Amparo
ao Trabalhador (FAT), sendo que R$ 800 milhões referem-se a contrapartidas
de estados, municípios e companhias de saneamento.
Até agora, o montante selecionado
no setor de saneamento era de R$ 29,16 bilhões, alcançando com essa nova
seleção, R$ 33,66 bilhões. O total contratado é de R$ 23,8 bilhões, dos
quais 75% estão em obra.
Drenagem – Em junho passado,
o presidente Lula e o ministro Marcio Fortes anunciaram investimento de R$
4,7 bilhões do PAC Saneamento para obras de drenagem em cidades
constantemente atingidas por enchentes e inundações, atendendo 109
municípios em 18 estados brasileiros.
Fonte:
Ministério das Cidades
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