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06/10/08
-
Preços continuam em queda em 14 capitais
Os preços dos gêneros
alimentícios essenciais mantiveram, em setembro, a
tendência de queda já verificada no mês anterior, ainda
que em ritmo menor que em agosto. Catorze das 16
capitais onde o DIEESE realiza a Pesquisa Nacional da
Cesta Básica. Apenas em Florianópolis (2,04%) e Rio de
Janeiro (0,42%) houve elevação. Mas, ao contrário de
agosto quando as retrações superaram 10,0% em quatro
localidades, desta vez os maiores recuos foram de 7,34%,
em Belém; 6,96%, em Salvador; 5,28%, em Aracaju e 5,15%,
em Curitiba.
Com novo recuo do custo da
cesta ocorrido em setembro, a variação acumulada no ano
também diminuiu na maior parte das cidades pesquisadas,
e agora, 11 localidades acumulam, nos últimos nove
meses, alta abaixo de 10,0%, com destaque para Belém
(0,62%), Aracaju (2,86%) e Goiânia (4,72%). As maiores
elevações ocorreram em Florianópolis (17,10%), Curitiba
(16,49%), João Pessoa (14,66%) e Brasília (14,39%).
Nos últimos 12 meses - de
outubro de 2007 a setembro último - os aumentos em todas
as capitais pesquisadas continuaram a ser muito
expressivos, ainda que acumulem variações inferiores às
apuradas para o período de um ano encerrado em agosto.
As maiores altas verificaram-se em Brasília (25,18%),
Goiânia (24,49%), Curitiba (23,49%), João Pessoa
(22,94%) e Belo Horizonte (22,37%). Aracaju (12,03%),
Porto Alegre (12,27%) e Natal (12,60%) apresentaram as
menores variações acumuladas no período.
Após cinco meses, a capital
paulista, voltou, em setembro, a ter o maior custo para
a cesta básica, com o valor dos produtos alimentícios
essenciais chegando a R$ 234,68. Em Porto Alegre, o
custo ficou em R$ 232,16 e em Florianópolis foi de R$
223,47. As cestas mais baratas foram registradas em
Recife (R$ 167,76) e Fortaleza (R$ 169,67).
O recuo generalizado do
custo da cesta, em setembro, determinou redução no valor
do salário mínimo necessário, que assim ficou em R$
1.971,55, o que corresponde a 4,75 vezes o piso vigente,
de R$ 415,00. Em agosto, seu valor correspondia a R$
2.025,99.
Fonte: Dieese

08/09/08
-
Relativa estabilidade na taxa de desemprego total
A exemplo do que ocorreu em
julho, também em agosto o desemprego para o conjunto de
regiões que compõem o Sistema PED (Pesquisa de Emprego e
Desemprego) manteve-se relativamente estável, com taxa
de 14,5%, contra 14,6% em julho. A pesquisa é realizada
em cinco regiões metropolitanas (São Paulo, Belo
Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre) e no Distrito
Federal através do convênio entre DIEESE e Fundação
Seade com o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e
parceria com instituições e governos regionais. Também
em agosto, a taxa verificada é a mais baixa para este
período desde 1998, primeiro ano para o qual existem
dados para todas as regiões. Em comparação com agosto
de 2007, quando 15,6% da População Economicamente Ativa
(PEA) encontravam-se na condição de desempregada, houve
recuo de 7,1%.
A taxa de participação no
conjunto de regiões voltou a crescer, chegando a 61,5%
em agosto, contra 61,4%, em julho. Este comportamento
foi importante para a estabilidade no desemprego, pois o
Sistema PED estima que, em agosto, 2,911 milhões de
pessoas encontravam-se em situação de desemprego nas
seis áreas pesquisadas, 22 mil a menos que no mês
anterior. Um total de 94 mil pessoas incorporou-se à
população economicamente ativa ( PEA), que chegou,
assim, a 20,128 milhões de pessoas. O nível de ocupação
cresceu 0,5%, com 94 mil pessoas obtendo uma nova vaga
no mercado de trabalho, e elevando o total de ocupados
para 17,217 milhões. Na comparação com agosto do ano
passado, a PEA teve aumento de 762 mil pessoas, enquanto
o número de ocupados cresceu em 878 mil pessoas, o que
permitiu a redução do total de desempregados em 116 mil
pessoas em um ano.
O maior número de postos de
trabalho foi aberto no setor de Serviços (75 mil
empregos, e crescimento de 0,8%). Em termos relativos, a
maior geração de vagas deu-se na Construção Civil, onde
os 24 mil novos empregos significaram um aumento de
2,6%, no mês. Somente os Outros Setores tiveram
desempenho negativo em agosto, com o fechamento de 17
mil postos (-1,1%). Em 12 meses, todos os setores
apresentam comportamento positivo, com destaque, mais
uma vez para a Construção Civil, com elevação de 11,4%,
ou 97 mil vagas.
Quando se considera a
posição na ocupação, os dados da PED mostram que, em
agosto, houve retração de 0,7% no setor público, com 13
mil ocupações a menos, no trabalho autônomo (- 52 mil
ocupados) e no emprego doméstico (-29 mil).Por outro
lado, o assalariamento no setor privado cresceu 1,4%,
com geração de 129 mil novos postos, sendo 92 mil com
carteira assinada. Em 12 meses, o setor privado
contratou 694 mil pessoas, 588 mil com carteira
assinada, o que reforça os números referentes à maior
formalização do mercado de trabalho.
Os rendimentos apresentaram
comportamento negativo em julho, em relação à junho, com
redução de 0,5% para os ganhos médios reais dos
ocupados, que assim ficaram em R$ 1.156. Para o salário
médio real a retração foi de 1,1%, e seu valor
correspondeu a R$ 1.238. Em relação a junho do ano
passado, houve crescimento de 3,8%.
Clique
PED metropolitana
para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.
Comportamento das regiões
Em julho, o desemprego
apresentou comportamento diferenciado nas regiões
pesquisadas. A taxa de desemprego reduziu-se no Distrito
Federal, onde taxa passou de 16,9% para 15,8%, e em Belo
Horizonte, cuja taxa chegou a 9,6%, contra 9,9%, do mês
anterior. Houve relativa estabilidade em Salvador - com
a taxa passando de 20,6%, em junho, para 20,4%, em julho
- São Paulo - onde variou de 13,9%, no mês anterior,
para 14,1%, em julho - e em Porto Alegre, cuja taxa
manteve-se em 11,9%, nos dois últimos meses. Recife
apresentou aumento na taxa, que chegou a 21,6%, 1 ponto
percentual acima da registrada em junho, devido ao forte
ingresso de pessoas no mercado de trabalho, em
conseqüência de expectativas mais positivas para
obtenção de emprego. Na comparação em 12 meses, apenas
em Recife a taxa de desemprego não teve redução, e
apresentou variação positiva de 6,4%. Nos demais casos
houve diminuição, as mais expressivas ocorridas em Belo
Horizonte (-22,0%) e Porto Alegre (-13,8%).
O nível de ocupação
apresentou variação positiva em todas as regiões
pesquisadas. O crescimento foi mais intenso no Distrito
Federal (2,1%), Belo Horizonte (1,9%) e Recife (1,4%).
Em Porto Alegre, o incremento ficou em 0,6%, e em
Salvador (0,3%) e São Paulo (0,2%) a variação indicou
relativa estabilidade. Em 12 meses, houve incremento na
ocupação em todas as regiões, com intensidades
diferentes: 7,9%, em Porto Alegre; 7,4%, em Recife;
7,0%, no Distrito Federal; 5,5%, em Belo Horizonte;
4,7%, em São Paulo e 1,0%, em Salvador.
O comportamento do
rendimento médio real dos ocupados, em junho comparado
com maio, foi diferenciado entre as regiões: aumentou em
Recife (2,3%, passando a valer R$ 1.134), Porto Alegre
(1,9%, equivalendo R$ 1.134), Belo Horizonte (1,8%, com
seu valor chegando a R$ 1.100) e no Distrito Federal
(1,1%, R$ 1.676); permaneceu estável em Salvador (R$
936) e diminuiu em São Paulo (2,3%, R$ 1.205). Em 12
meses, cinco regiões apresentaram variação positiva:
9,0%, em Belo Horizonte; 5,6%, em Salvador; 4,8%, no
Distrito Federal; 3,8%, em Porto Alegre; 2,5%, em São
Paulo. Apenas em Recife houve pequena redução, de 0,6%.
Acesse
Regionais
para ver os dados detalhados de cada uma das regiões
Fonte: Dieese

08/08/08
-
ICV-DIEESE -
Diminui o
ritmo dos aumentos
Em julho, o custo de vida
no município de São Paulo registrou variação de 0,87%, o
que significa uma taxa 0,10 ponto percentual (pp)
inferior à de junho (0,97%), segundo cálculo do DIEESE -
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos. Alimentação (1,47%) e Habitação (1,49%)
registraram as maiores variações. Foi apurada retração
para os grupos Equipamento Doméstico (-0,40%) e
Vestuário (-0,39%).
A análise
das variações de preços, em julho, revelou que os
alimentos continuaram a ser o principal fator de alta da
inflação, com contribuição de 0,42 pp para a taxa geral
do ICV-DIEESE. Em segundo lugar, está o impacto da
elevação da energia elétrica, que sozinha contribuiu com
0,24 pp no cálculo do índice. Ou seja, caso não este
último item não tivesse sido reajustado, a inflação
deste mês seria da ordem de 0,63%.
Índices por estrato de
renda - Além do
índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três
indicadores de inflação, segundo tercis da renda das
famílias paulistanas. Em julho, a taxa de inflação foi
muito diferente entre os três estratos de renda. O
estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3
das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*),
apresentou a maior variação (1,22%). Para o estrato 2,
que contempla os gastos das famílias com nível
intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*),
a taxa foi de 0,95%. O 3º estrato, que reúne as de maior
poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*), foi o
menos prejudicado pela inflação, com alta de 0,73%.
Inflação Acumulada -
Nos últimos 12 meses - entre agosto de 2007 e julho de
2008 - o ICV-DIEESE acumula alta de 7,05%. Ao se
considerar os diferentes estratos, estas taxas são
decrescentes na medida em que a renda familiar aumenta:
estrato 1, 9,45%; estrato 2, 7,88% e estrato 3, 6,07%.
Nos primeiros sete meses de 2008 – entre janeiro e julho
- a inflação foi de 4,51%. O comportamento por estrato
tem o mesmo sentido que o observado para as taxas
anuais, sendo maior para o 1º estrato, com variação de
5,82%, seguido do 2º, cuja taxa ficou em 4,83% e com
menor elevação para o 3º, 4,03%.
Alimentos x Não-Alimentos -
A inflação dos últimos 12 meses originou-se,
basicamente, da pressão exercida pelos produtos
alimentícios. Para analisar o comportamento destes
preços, foram construídas séries de taxas mensais e
acumuladas ao longo deste último ano, com o objetivo de
observar os valores dos bens e serviços, denominados
como “Não alimentos”, em comparação com os preços
agrícolas.
]
A observação destas séries
revela três picos inflacionários dos alimentos, que
correspondem aos meses de dezembro de 2007 (2,68%), maio
de 2008 (2,40%) e junho de 2008 (2,88%). Nestes meses,
foram poucos os alimentos que apresentaram altas
significativas, podendo-se apontar apenas três ou quatro
responsáveis pela forte alta da inflação.
Em dezembro de 2007, para
uma inflação de 1,09%, os Alimentos subiram 2,68%, bem
acima dos demais bens e serviços, considerados em “Não
alimentos”, cujo aumento foi de 0,52%. Houve pressão de
dois produtos – feijão e carne – que contribuíram com
0,43 pp no cálculo da inflação do mês, que seria de
0,66% caso não tivessem ocorrido estes reajustes
extraordinários. Em maio de 2008, a taxa de 2,40%
apurada para os Alimentos ficou bem acima da registrada
para os “Não alimentos” (0,29%). Três produtos – arroz,
pão francês e carne – contribuíram com 0,34 pp no
resultado da taxa do mês, de 0,87%, que ficaria em
0,53%, se não ocorressem tais reajustes.
Por fim, o último surto
inflacionário dos Alimentos ( variação de 2,88%) se deu
em junho último, quando os “Não-alimentos” variaram
apenas 0,24%, para uma inflação mensal de 0,97%. Mais
uma vez, foram apenas três alimentos os responsáveis por
esta alta: feijão (14,16%), arroz (11,50%) e carne
(9,34%), que juntos contribuíram com 0,56 pp para a
inflação do mês. Caso tais reajustes não tivessem
ocorrido, a taxa ficaria em torno de 0,41%.
Leia aqui a íntegra do ICV-DIEESE de julho
Fonte: Dieese

04/08/08
-
Alimentos continuam em alta em 14 capitais
Em julho, o preço dos
gêneros alimentícios essenciais apresentou alta em 14
das 16 capitais onde o DIEESE realiza, mensalmente, a
Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Goiânia (-3,55%) e
Recife (-1,74%) foram as localidades que apresentaram
queda. Entre as cidades com elevação, os destaques foram
Curitiba (7,35%), Salvador (5,45%) e Porto Alegre
(5,09%).
Entre janeiro e julho,
todas as 16 capitais registraram alta nos preços dos
gêneros alimentícios essenciais. Os maiores aumentos, no
período, ocorreram em Curitiba (30,48%), Recife
(26,99%), Natal (26,04%), João Pessoa (25,67%). Em 12
meses - de agosto de 2007 a julho de 2008 - as
elevações mais expressivas foram verificadas em
Fortaleza (52,48%), 52,13%), Belo Horizonte (52,13%) e
Curitiba (45,55%). Porto Alegre (29,02%) apresentou a
menor variação acumulada.
Pelo terceiro mês
consecutivo, o maior custo para os gêneros alimentícios
essenciais foi apurado em Porto Alegre (R$ 259,29),
vindo a seguir, a capital paulista (R$ 252,13). João
Pessoa (R$ 194,90) e Salvador (R$ 195,65) registraram os
menores valores.
Com a forte alta no preço
dos produtos alimentícios essenciais, o valor do salário
mínimo necessário chegou, em julho a R$ 2.178,30, o que
corresponde a 5,25 vezes o piso vigente, de R$ 415,00.
Veja, aqui, o texto completo da
cesta básica.
Fonte: Dieese

22/07/08
-
A revisão tarifária da energia elétrica numa perspectiva
dos trabalhadores do setor
Desde 2007 e até 2010, as
distribuidoras de energia elétrica de todo o país estão
passando pelo 2º ciclo de revisão tarifária. Trata-se de
um processo periódico para avaliar e corrigir os valores
das tarifas de energia elétrica praticadas por uma
determinada concessionária distribuidora. Anualmente, as
tarifas são corrigidas segundo a inflação. Mas
periodicamente - em média a cada quatro anos - é
aplicado um processo de revisão que procura realizar
uma ampla avaliação dos requisitos necessários para a
prestação dos serviços.
Na revisão, as tarifas
tanto podem ser mantidas no patamar em que se encontram,
quanto aumentadas ou reduzidas. Durante o 1º Ciclo de
Revisão Tarifária, que ocorreu ao longo dos anos de 2003
a 2005, o que se verificou foi que, em grande medida, as
concessionárias brasileiras tiveram suas tarifas
corrigidas positivamente. Esta situação permitiu às
concessionárias aumentarem seus lucros, enquanto
consumidores passaram a ter que pagar contas mais
elevadas de energia, ou então, tiveram que reduzir seu
nível de consumo para poder manter inalterados os demais
itens das respectivas cestas de consumo.
O 2º Ciclo de Revisão, que
se iniciou em 2007 e se encerra no ano de 2010, tem
gerado forte expectativa de que a situação verificada no
1º Ciclo se altere, ou seja, a expectativa é que as
tarifas das concessionárias sejam reduzidas ao término
do 2º Ciclo.
Veja aqui a íntegra da Nota Técnica nº 70
Fonte: Dieese

14/07/08
-
Inflação afeta população de baixa renda
Em junho, o custo de vida
no município de São Paulo apresentou
inflação de 0,97%, com 0,10 ponto percentual (pp.) acima
da taxa de maio (0,87%). O cálculo é do DIEESE -
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos. As taxas por estrato de renda aumentam
à medida que diminui o poder aquisitivo das famílias:
estrato 3 (0,72%), estrato 2 (1,21%) e estrato 1
(1,48%).
As taxas dos grupos do
ICV-DIEESE superiores ao índice Geral
foram detectadas na Alimentação (2,88%) e Despesas
Pessoais (1,15%). Com deflação em seus preços, foram
observados os grupos: Equipamentos (-0,64%) e Transporte
(-0,38%).
Nos últimos 12 meses -
entre julho de 2007 e junho de 2008 -
o ICV-DIEESE acumula alta de 5,82%. Ao se considerar os
diferentes estratos, estas taxas são decrescentes com a
renda familiar: estrato 1 (7,83%), estrato 2 (6,52%) e
estrato 3 (4,99%).
Nestes seis meses de 2008,
a inflação foi de 3,62%. O comportamento
por estrato, também é decrescente com a renda familiar,
sendo maior para o 1º (4,54%), seguido do 2º (3,84%) e
com menor variação no 3º (3,27%).
Leia aqui a íntegra do
ICV-DIEESE de junho.
* Os
níveis de rendimento referem-se aos valores definidos
para junho de 1996, quando da implantação da atual
ponderação do ICV
Fonte: Dieese

27/06/08
-
A
Proposta de Reforma Tributária do Governo
O governo enviou à Câmara
dos Deputados, em fevereiro último, a Proposta de Emenda
Constitucional 233/2008 (PEC 233), que altera o Sistema
Tributário Nacional. A presente Nota Técnica tem o
objetivo de apresentar os principais pontos da proposta
do governo e avaliar suas implicações mais visíveis para
os trabalhadores.
Com estas mudanças, o
governo visa reduzir a cumulatividade do sistema
tributário (ou seja, a incidência de um mesmo tributo
várias vezes, ao longo da cadeia produtiva) e trazer
maior racionalidade econômica e desburocratização do
recolhimento de tributos pelas empresas. Dessa maneira,
o governo propõe uma reorganização do atual sistema
tributário, mas não ataca os vícios existentes que fazem
dele um instrumento de concentração de renda e riqueza
do país.
Numa primeira abordagem,
verifica-se que a proposta de Reforma Tributária do
governo não tem a pretensão de promover uma mudança
estrutural no Sistema Tributário, de forma a torná-lo
mais justo. A PEC 233, apesar de procurar corrigir
algumas distorções da atual estrutura tributária, é
nitidamente insuficiente para alterar de forma
significativa o sistema tributário brasileiro no sentido
de maior justiça fiscal.
Clique aqui e leia a
íntegra da Nota Técnica 69
Fonte: Dieese

10/06/08
-
ICV-DIEESE - Inflação dos Alimentos
Em maio de 2008, o ICV-DIEESE, calculado mensalmente
para o município de São Paulo, registrou alta de 0,87%,
pressionado principalmente pela Alimentação, cujo
aumento de 2,40%, contribuiu com 0,66 pp no cálculo da
inflação do mês. O impacto de cada um dos demais grupos
foi inferior a 0,10 pp.
Índices por estrato de
renda - Além do
índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três
indicadores de inflação segundo tercis da renda das
famílias paulistanas. Em maio, a taxa de inflação foi
muito diferente entre os três estratos de renda. O
estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3
das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49),
apresentou a maior variação (1,28%*), seguido do estrato
2 (1,05%) que contempla os gastos das famílias com nível
intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*).
O 3º estrato, que reúne as famílias de maior poder
aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*), teve alta de
0,68%, e foi o menos prejudicado pela inflação.
Inflação Acumulada -
Nos últimos 12 meses - entre junho de 2007 e maio de
2008 - o ICV-DIEESE acumula alta de 4,95%. Ao se
considerar os diferentes estratos, estas taxas são
decrescentes com o aumento da renda familiar: estrato
1, 6,77%, estrato 2, 5,47% e estrato 3, 4,27%. Nos
cinco primeiros meses de 2008, a inflação foi de 2,62%.
O comportamento por estrato, também é decrescente com a
renda familiar, sendo maior para o 1º estrato (3,02%),
seguido do 2º (2,60%) e com menor variação no 3º
(2,53%).
Inflação dos alimentos -
O DIEESE comparou as taxas do ICV em maio deste ano às
de igual período em 2007, para verificar as principais
pressões inflacionárias. Os resultados deste
levantamento revelam que a maior diferença positiva
(2,25 pp) entre os dois períodos foi detectada na
Alimentação, que passou de 0,16%, em 2007, para 2,40%,
em 2008. Apenas dois outros grupos apresentaram taxas em
patamar ligeiramente superior em 2008 que no ano
anterior: Despesas Pessoais (0,73 pp) e Vestuário (0,12
pp). Os demais grupos registraram taxas menores neste
ano frente às detectadas no anterior: Habitação (-1,50
pp), Recreação (-0,60 pp), Transporte (-0,21 pp),
Educação e Leitura (-0,14 pp), Saúde (-0,10 pp) e
Equipamento Doméstico (-0,04 pp).
Quando se considera o período de 12 meses, para o índice
Geral e os grupos do ICV, verifica-se a ocorrência de
aumentos acentuados na Alimentação (14,17%) e Educação
(4,63%). Variações positivas, porém inferiores à
inflação Geral são detectadas na Saúde (2,58%) e
Habitação (2,26%). Há deflação em Equipamento Doméstico
(-1,69%), Vestuário (-1,54%) e Transporte (-0,68%). O
descolamento da Alimentação em relação ao índice Geral
ocorreu de forma mais acentuada a partir de novembro de
2007. A Educação manteve-se inferior à inflação até o
final de 2007; em janeiro, a taxa foi elevada,
mantendo-se estável nos meses que se seguiram, atingindo
maio com taxa acumulada no mesmo patamar do índice
Geral.
Um corte específico da Alimentação mostra que as taxas
acumuladas dos produtos in natura e semi-elaborados
atingiram 18,83%, em janeiro, devido ao aumento no
preço do feijão. Há recuo entre fevereiro e abril, mas,
devido a pressão do preço do arroz (19,83%), volta a
crescer em maio (20,07%). Entre junho e outubro, o
subgrupo produtos da indústria alimentícia apresenta
comportamento semelhante ao verificado para a
Alimentação, tornando-se bem menor, a partir de
novembro, devido à forte alta dos produtos in natura e
semi-elaborados. Em maio, o acumulado estava em 10,13%,
em decorrência da alta dos preços dos seguintes
produtos: óleos (61,55%), farinha de trigo (43,11%),
leite em pó (36,79%), pão francês (27,72%) e massas
secas (25,28%). O subgrupo alimentação fora do
domicílio, registrou variação de 9,82%.
A análise da inflação dos últimos 12 meses não deixa
margem de dúvida de que o aumento da inflação se deve
basicamente aos alimentos. Ela também apontou que a alta
dos preços não foi generalizada, concentrando-se em
apenas seis itens básicos da alimentação, tais como:
arroz, feijão, carne, óleo, derivados do trigo e leite.
Leia aqui a íntegra do
ICV-DIEESE de maio
Fonte: Dieese

06/06/08
-
Política de Desenvolvimento Produtivo –
Nova Política Industrial do Governo
A nova Política Industrial do Governo, a Política de
Desenvolvimento Produtivo – PDP, lançada em maio, é um
conjunto de medidas que visam ao fortalecimento da
economia do país tendo como base o setor secundário, ou
seja, a indústria.
Trata-se de um conjunto de intenções que, se executado,
deve alterar o patamar de produtividade da indústria
brasileira e seu grau de competitividade, gerando
reflexos para toda a sociedade.
Este estudo pondera sobre as metas, as ações a serem
realizadas e os desafios a serem enfrentados para a
execução deste plano.
Em termos de amplitude, a PDP pode ser comparada a
outros planos que marcaram a história do país. Dada sua
extensão e complexidade, o gerenciamento e a coordenação
da PDP serão fundamentais para que, em seus três anos de
aplicação, tenha suas metas alcançadas.
Veja a íntegra da Nota
Fonte: Dieese

03/06/08
-
Alimentos básicos sobem em 16 capitais
Em maio, o preço dos
gêneros alimentícios essenciais apresentou alta em 14
das 16 capitais onde o DIEESE realiza, mensalmente, a
Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Recife (14,19%),
Natal (8,91%) e Florianópolis (7,61%) registraram as
maiores elevações. Goiânia (-1,19%) e Salvador (-0,35%)
apresentaram variação negativa.
Nos cinco primeiros meses
do ano, todas as 16 capitais registraram alta nos preços
dos gêneros alimentícios essenciais. Os maiores
aumentos, no período, ocorreram em Recife (26,52%),
Fortaleza (24,28%), Natal (21,87%) e João Pessoa
(20,71%). Entre junho de 2007 e maio último, as
elevações mais expressivas foram verificadas em Recife
(46,55%), Fortaleza (40,78%) e Natal (40,75%). Porto
Alegre (22,64%) e Goiânia (24,22%) apresentaram as
menores variações acumuladas.
Com a variação apurada em
maio, houve alteração no quadro das capitais nas quais
foram verificados os maiores custos para a cesta
básica. O maior valor foi apurado em Porto Alegre (R$
236,58), ficando São Paulo com o segundo maior valor (R$
233,92). O menor custo foi registrado em Salvador (R$
176,05).
Com a forte alta no preço
dos produtos alimentícios essenciais, o valor do salário
mínimo necessário chegou, em abril a R$ 1.987,51, o que
corresponde a 4,62 vezes o piso vigente, de R$ 415,00.
Veja, aqui, o texto completo da
cesta básica
Confira também os
resultados de cada
região
Fonte: Dieese

Informes
anteriores
Informativo Econômico 2008 (Janeiro a maio)
Informativo
Econômico 2007 -
Informativo
Econômico 2006 -
Informativo Econômico 2005
Salário Mínimo
|
01/04/2003 |
Lei n° 10.699, de 09.07.2003 |
R$ 240,00 |
|
01/05/2004 |
Lei n° 10.888, de 24.06.2004 |
R$ 260,00 |
|
01/05/2005 |
MP 248, de 20.04.2005 |
R$ 300,00 |
|
01/04/2006 |
Lei nº 11.321, de 10.07.2006 |
R$ 350,00 |
|
01/04/2007 |
PL nº 001/2007 |
R$ 380,00 |
|
01/03/2008 |
MP 421, de 29.02.2008 |
R$ 415,00 |

ICV-DIEESE
Índice do
Custo de Vida do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos medido na cidade
de São Paulo. Reflete o custo de vida de três estratos
de famílias com renda média de R$ 377,49, R$ 934,17e R$
2.792,90.
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2000 |
2001 |
2002 |
2003 |
2004 |
2005 |
2006 |
2007 |
2008 |
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jan |
1,19% |
0,83% |
1,06% |
2,92% |
1,46% |
0,91% |
0,72% |
0,95% |
0,88% |
jan |
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fev |
-0,20% |
0,23% |
0,13% |
1,35% |
-0,18% |
0,32% |
0,12% |
0,21% |
-0,03% |
fev |
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mar |
0,77% |
0,48% |
0,23% |
1,06% |
0,47% |
0,81% |
0,52% |
0,25% |
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