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12/12/07
-
As tarifas de energia elétrica no Brasil: sistemática de
correção e evolução dos valores
Serviço público com um dos maiores
índices de cobertura no Brasil (99,6% dos domicílios
urbanos) a energia elétrica e a forma como são definidas
suas tarifas em todo o país são questões tratadas na
Nota Técnica 58.
Dois são os objetivos da nota: apresentar a sistemática
utilizada para definição das tarifas e analisar a
evolução de seus valores aos consumidores finais desde
1997, ano em que foi adotado o atual modelo tarifário.
Uma das razões para a adoção do atual modelo tarifário
foi a desestatização do setor, que passou a,
praticamente, exigir a existência de uma regulação. Um
dos marcos deste novo modelo foi a criação da Agência
Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com a função de
regular e fiscalizar a produção, transmissão,
distribuição e comercialização de energia elétrica,
segundo políticas e diretrizes do governo federal.
Nos contratos estabelecidos com as concessionárias dos
serviços havia a preocupação, no que se refere às
tarifas, com preservar o equilíbrio econômico e
financeiro das empresas, mas ao mesmo tempo, com o
estabelecimento de uma tarifa acessível a todos os
cidadãos, a chamada modicidade tarifária.
O modelo estabelece três possibilidades de correção das
tarifas: reajuste tarifário anual feito com base no IGP-M/FGV;
revisão tarifária extraordinária, sem periodicidade
definida, e revisão tarifária periódica, realizada em
média a cada quatro anos. Nos últimos 10 anos, a
aplicação destes reajustes possibilitou alta do serviço
bem superior à da maioria dos índices inflacionários.
Há, ainda, grande disparidade regional nas tarifas
praticadas, uma vez que características como densidade
de consumidores na área de concessão e tamanho da malha
de distribuição são determinantes para a formação do
preço. Atualmente, a concessionária com menor tarifa
residencial cobra quase a metade (56,74%) do valor do
que cobra a de maior custo. O comportamento do aumento
foi também diferenciado regionalmente e enquanto na
região Sul, entre 1997 e 2006, a elevação foi de
157,28%, na Norte chegou a 273,21%. Na média das
regiões, o aumento foi de 205,29%, com o valor médio do
MWh passando de R$ 82,16, para R$ 250,33.
Por outro lado, a tarifa média residencial subiu
146,17%, em 10 anos, bem menos que a industrial
(280,30%). Apesar desta diferença, a tarifa para o
consumidor residencial correspondia, em 2006, a R$
294,91, enquanto a industrial ficava em R$ 207,68. Ou
seja, a tarifa da classe residencial estava, ainda, 42%
acima da tarifa da classe industrial. Essa diferença, em
1997, era de 119,37%.
Fonte: Dieese

05/12/07
-
Alimentos continuam a pressionar a inflação
Em novembro, o custo de
vida no município de São Paulo apresentou taxa de 0,28%,
0,05 ponto percentual (pp) inferior à de outubro
(0,33%), segundo cálculo do DIEESE. O aumento ocorrido
nos produtos do grupo Alimentação (1,06%) foi o grande
responsável pela inflação de novembro, com uma
contribuição de 0,28 pp, equivalente à taxa total
apurada no mês. Os demais grupos apresentaram pequenas
variações e suas contribuições se compensaram no
resultado do índice geral.
Variação por estrato -
Além do índice
geral, o DIEESE calcula ainda mais três indicadores de
inflação, segundo tercis de estrato de renda das
famílias paulistanas. Em novembro, as taxas por estrato
de renda foram maiores para as famílias de menor poder
aquisitivo, e mais baixas para aquelas que têm renda
mais elevada. Assim, o estrato 1, que corresponde à
estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres
(renda média = R$ 377,49*), registrou a maior taxa
(0,42%). Para o estrato 2, que contempla os gastos das
famílias com nível intermediário de rendimento (renda
média = R$ 934,17*), a taxa foi de 0,37%. A menor
variação – de 0,20% - ocorreu para o estrato 3, que
reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média
= R$ 2.792,90*).
Taxas acumuladas -
Nos últimos 12 meses –
entre dezembro de 2006 e novembro de 2007 – o ICV-DIEESE
acumula alta de 4,34 %. Nos onze meses deste ano - de
janeiro a novembro - sua taxa é de 3,67%. Quando são
levadas em consideração as taxas anuais – dezembro de
2006 a novembro de 2007 – segundo a renda familiar,
verifica-se um comportamento inverso em relação ao poder
aquisitivo. Para o primeiro estrato, a taxa chega a
5,21%; para o segundo, corresponde a 4,56% e para o
terceiro, fica em 4,04%. As taxas dos primeiros onze
meses de 2007 foram: estrato 1, 4,16%; estrato 2, 3,64%;
estrato 3, 3,56%.
Veja aqui o
texto completo do ICV-DIEESE
Educação em cinco anos -
Nos últimos cinco anos, a análise das variações
acumuladas aponta uma inflação geral medida pelo
ICV-DIEESE, da ordem de 31,15%. Em igual período, porém,
o grupo Educação (46,82%) teve aumentos bem superiores,
o que resultou em uma diferença em relação ao ICV geral
de 15,66 pontos percentuais (pp). Estes aumentos se
deram tanto nos serviços da Educação (47,26%), como nos
seus bens (42,81%).
Acesse aqui a
análise
Notas sobre o reajuste das escolas
*
Os níveis de rendimento referem-se aos
valores definidos para junho de 1996, quando da
implantação da atual ponderação do ICV
Fonte: Dieese

29/11/07
-
Crescimento da ocupação reduz desemprego
Os dados da Pesquisa de
Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pelo
DIEESE e Fundação Seade - em parceria com instituições
e governos locais e apoio do Ministério do Trabalho e
Emprego - indicaram, em outubro, uma taxa de desemprego
de 15,0%, 0,5 ponto percentual menor que a de setembro.
A taxa é também a mais baixa desde que começou a ser
feita análise específica para o mercado de trabalho
metropolitano (abril de 2005).
Nas regiões pesquisadas -
as áreas metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte,
Porto Alegre, Recife, Salvador e mais o Distrito Federal
- houve, em outubro, geração de 224 mil postos de
trabalho, enquanto em setembro o Sistema PED havia
apurado a criação de 81 mil empregos. Como a População
Economicamente Ativa teve crescimento de 161 mil
pessoas, o movimento registrado reduziu o total de
desempregados em 62 mil. Com isso, o contingente de
desempregados foi estimado em 2.945 mil. Em relação a
outubro de 2006, quando a taxa de desemprego
correspondia a 15,9%, são 89 mil desempregados a menos.
O maior volume de empregos
gerados em outubro encontrava-se no setor Serviços (127
mil), com um crescimento de 1,4% em relação ao quadro
verificado em setembro. Em termos relativos, houve forte
elevação nos Outros Setores (que inclui o emprego
doméstico) - de 4,7% - e na Construção Civil (3,0%).
Este último setor foi o destaque em termos anuais, pois
a criação de 89 mil postos significou um crescimento de
10,9%. Também a Indústria teve bom desempenho em 12
meses, pois os 124 mil empregos criados significaram um
incremento de 4,8%. Em comparação com outubro de 2006,
as regiões pesquisadas criaram 562 mil novas ocupações,
com um aumento de 3,5% no total de empregos.
Em setembro, foram abertos
145 mil postos com carteira assinada, no conjunto das
regiões pesquisadas, mas houve a eliminação de 11 mil
vagas de assalariados sem carteira e de 2 mil no serviço
público. Em 12 meses ocorreu a criação de 493 empregos
com carteira assinada, 17 mil de assalariados sem
carteira mas houve a eliminação de 36 mil postos no
serviço público.
Entre agosto e setembro
deste ano, ocorreu um aumento de 1,1% no rendimento
médio dos ocupados e de 1,4%, para o salário médio.
Desta forma, o primeiro passou a equivaler a R$ 1.061, e
o segundo a R$ 1.140, no conjunto das regiões
pesquisadas. Em comparação com o mesmo período em 2006,
o rendimento médio real dos ocupados diminuiu 2,1%
enquanto as massas de rendimentos de ocupados (+ 1,0%) e
assalariados (+ 1,7%) cresceram em decorrência do
aumento do nível de ocupação, uma vez que houve redução
nos rendimentos médios.
Clique
PED metropolitana
para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.
Comportamento das regiões
Em outubro, a taxa de
desemprego total apresentou retração em cinco das seis
regiões onde a PED é realizada. A maior queda ocorreu em
São Paulo (-4,6%), onde a taxa passou de 15,1%, em
setembro, para 14,4%, em outubro. A região metropolitana
de Porto Alegre registrou redução de -3,1%, com a taxa
fixando-se em 12,4%. Recife registrou recuo de 2,1% e
taxa de 18,8%, a menor de toda a pesquisa, iniciada em
1998. No Distrito Federal, a taxa passou de 17,3%, para
17,1% (redução de 1,2%). Em Salvador (-0,9%), o
desemprego também diminuiu, com a taxa ficando em
21,5%. Apenas na região metropolitana de Belo Horizonte
houve relativa estabilidade, com a taxa passando de
11,4% para 11,5% (variação positiva de 0,9%), mas a
região manteve-se como a de menor nível de desemprego
dentre as localidades pesquisadas. Na comparação com
2006, o grande destaque é Recife, onde a taxa caiu
13,8%, em movimento atribuído à geração de postos de
trabalhos criados com obras relacionadas com o Plano de
Aceleração do Crescimento (PAC). Também foi forte o
recuo em 12 meses em Porto Alegre (-12,7%), enquanto a
Grande São Paulo apresentou o comportamento menos
expressivo (retração de 1,4%).
No mês, nas diferentes
regiões, o crescimento do nível de ocupação foi
generalizado, exceto pelo comportamento apurado em Belo
Horizonte, onde houve estabilidade. As maiores
expansões ocorreram em Recife (1,9%) e São Paulo (1,7%).
No Distrito Federal o crescimento foi de 1,2%, enquanto
Porto Alegre e Salvador apresentaram variação de 1,1%.
Em 12 meses, o desempenho da ocupação foi positivo em
todas as regiões, embora com intensidades diferenciadas:
6,0%, em Salvador; 5,8%, no Distrito Federal; 5,7%, em
Belo Horizonte; 5,3%, em Recife; 4,0%, em Porto Alegre;
e 1,9%, em São Paulo.
Regionalmente, entre agosto
e setembro, o crescimento resultou de aumentos
verificados em São Paulo (2,7%, passando a valer R$
1.140) e no Distrito Federal (0,9%, equivalendo a R$
1.525). Em Porto Alegre houve relativa estabilidade
(variação de -0,2% e valor de R$ 1.014) e ocorreram
reduções de 4,6%, em Recife (R$ 640); 1,5%, em Salvador
(R$ 803) e de -0,8%, em Belo Horizonte (R$ 979). Em 12
meses houve queda de 4,6%, em São Paulo e de 1,6%, em
Recife; relativa estabilidade em Belo Horizonte (-0,3%)e
aumento no Distrito Federal (7,0%), Salvador (1,9%) e
Porto Alegre (1,5%).
Acesse
Regionais
para ver os dados detalhados de cada uma das regiões
Fonte: Dieese

28/11/07
-
Reduzir a jornada de trabalho é gerar empregos de
qualidade
No próximo dia 05 de dezembro será realizada, em
Brasília, a 4ª Marcha da Classe Trabalhadora. A marcha é
uma promoção das Centrais Sindicais: Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central Única dos
Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Nova Central
Sindical dos Trabalhadores (NCST) e União Geral dos
Trabalhadores (UGT). Os eixos da campanha, este ano,
são: Redução da jornada de trabalho; Mais e melhores
empregos e Fortalecimento da seguridade social e das
políticas públicas.
Para reforçar a questão da redução
da jornada de trabalho, como forma de assegurar mais e
melhores empregos, o DIEESE divulga a
Nota Técnica 57,
Reduzir a jornada de trabalho é
gerar empregos de qualidade.
A nota mostra que, com base em dados sobre o emprego
formal de 2005, a redução da jornada legal de 44 horas
para 40 horas poderia permitir a criação de 2.252.600
postos de trabalho. Também o fim das horas extras teria
forte impacto na criação de novas vagas, pois mesmo
considerando a jornada legal atual, a realização de
horas extras (dado também de 2005) significa a não
abertura de 1.200.000 empregos.
Fonte: Dieese

14/11/07
-
A negociação da produtividade: desafios para o movimento
sindical
Recentemente, a discussão sobre os ganhos de
produtividade tem se intensificado diante da
estabilização da economia e da retomada do crescimento
econômico. Os resultados apresentados, entretanto,
revelam o viés concentrador destes ganhos, que não vêm
sendo igualmente distribuídos para os trabalhadores.
Esta Nota Técnica procura destacar alguns elementos
presentes neste debate com vistas a subsidiar o
movimento sindical para a negociação coletiva da
produtividade.
Para os trabalhadores em geral, e para o movimento
sindical em particular, a negociação da produtividade
reveste-se de importância à medida que é entendida como
uma forma efetiva de melhorar o poder aquisitivo e de
assegurar e ampliar a participação dos salários na renda
nacional. Assim, viabiliza o incremento dos rendimentos
do trabalho na apropriação dos resultados do
crescimento, sem acirrar conflitos distributivos.
Clique aqui e leia a nota técnica
Fonte: Dieese

14/11/07
-
Escolaridade e Trabalho: desafios para a população negra
nos mercados de trabalho metropolitanos
A importância de escolaridade para melhora na inserção
no mercado de trabalho, na qualidade da ocupação e para
a elevação dos rendimentos e como estas variáveis
diferenciam negros e não-negros na força de trabalho são
aspetos analisados no estudo elaborado pelo DIEESE para
marcar a passagem do dia da Consciência Negra.
Para conhecer mais de perto esta realidade acesse
Estudos e Pesquisas 37 que trata sobre Escolaridade e
Trabalho: desafios para a população negra nos mercados
de trabalho metropolitanos divulgado neste dia 13 de
novembro, disponível na internet.
Clique
aqui
Fonte: Dieese

07/11/07
-
Alimentos ainda pressionam a inflação
Em outubro, o custo de vida no município de São Paulo
apresentou taxa de 0,33%, 0,03 ponto percentual (pp)
acima da taxa de setembro (0,30%). O cálculo é do DIEESE
que indica ainda a pressão da alimentação (com alta de
0,99% e contribuição de 0,26 pp) como fator de aumento
do Índice do Custo de Vida (ICV-DIEESE).Também os
aumentos ocorridos na Habitação (0,42%) e Saúde (0,18%)
tiveram impacto sobre a inflação, enquanto os preços do
Transporte caíram 0,37%.
Variação por estrato - Além do índice geral, o
DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação,
segundo tercis de estrato de renda das famílias
paulistanas. Em outubro, as taxas por estrato de renda
foram maiores para as famílias de menor poder
aquisitivo, e mais baixas para aquelas que têm renda
mais elevada. Assim, o estrato 1, que corresponde à
estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres
(renda média = R$ 377,49*), apresentou a maior taxa
(0,53%). Para o estrato 2, que contempla os gastos das
famílias com nível intermediário de rendimento (renda
média = R$ 934,17*), a taxa foi de 0,38%. A menor
variação - de 0,26% - ocorreu para o estrato 3, que
reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média
= R$ 2.792,90*).
Taxas acumuladas - Nos últimos 12 meses - entre
novembro de 2006 e outubro de 2007 - o ICV-DIEESE
acumula alta de 4,39 %. Nos primeiros dez meses deste
ano - de janeiro a outubro - sua taxa é de 3,38%. Quando
são levadas em consideração as taxas anuais - novembro
de 2006 a outubro de 2007 - segundo a renda familiar,
verifica-se um comportamento inverso em relação ao poder
aquisitivo. Para o primeiro estrato, a taxa chega a
5,32%; para o segundo, corresponde a 4,66% e para o
terceiro, fica em 4,07%. As taxas dos primeiros dez
meses de 2007 foram: estrato 1, 3,73%; estrato 2, 3,26%;
e estrato 3, 3,35%.
Inflação anual -
Dos dez grupos que compõem o ICV-DIEESE, quatro
respondem por 80% dos gastos familiares: Alimentação
(25,17%), Habitação (23,44%), Transporte (16,77%) e
Saúde (14,57%). Nos últimos 12 meses, enquanto o ICV
subiu 4,39%, este conjunto de grupos teve aumento de
4,72%. No entanto, apenas a Alimentação (9,81%) teve
alta superior ao índice geral, e contribuiu, sozinha,
com 2,47 pp da taxa geral. Esta análise mostra que a
inflação anual está localizada nos alimentos, em
especial no leite e derivados, hortifrutas, carnes,
grãos e aves e ovos. Não se nota nenhum reajuste
generalizado nos preços dos demais itens componentes do
ICV-DIEESE e, portanto, não há motivos de maiores
preocupações quanto a um efeito em cadeia de aumentos
nos valores dos bens e serviços do mercado consumidor.
* Os níveis de rendimento
referem-se aos valores definidos para junho de 1996,
quando da implantação da atual ponderação do ICV
Para ler a íntegra
do texto do ICV-DIEESE
clique aqui
Fonte: Dieese

06/11/07
-
Cesta básica sobe em 11 capitais
Em outubro, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica
realizada mensalmente pelo DIEESE em 16 capitais
brasileiras registrou alta em 11 cidades, com variações
entre 0,71%, em Brasília e 4,31%, em Belém. Cinco
localidades do Nordeste apresentaram retração, a maior
delas verificada em Natal (-6,77%).
Porto Alegre (R$ 213,97), São Paulo (R$ 201,25), Rio de
Janeiro (194,27) registraram os maiores valores para a
cesta, enquanto o custo mais baixo ocorreu em Recife (R$
142,07).
Quando comparado o valor atual da cesta com o apurado em
outubro de 2006, quatro localidades registram aumentos
acumulados inferiores ao do salário mínimo (8,57%):
João Pessoa (4,79%), Florianópolis (7,91%), Belo
Horizonte (8,42%) e Curitiba (8,54%). Isto indica
redução no movimento altista uma vez que em setembro
todas as 16 cidades pesquisadas apresentavam aumentos
superiores ao reajuste concedido ao mínimo. Mesmo assim
fortes elevações ainda ocorreram em capitais como Porto
Alegre (19,49%) ou Belém (17,18%).
O maior valor para a cesta básica foi verificado em
Porto Alegre, onde o conjunto de gêneros essenciais
custou, em média, R$ 213,97 e o menor foi apurado em
Recife (R$ 142,07).
O valor estimado para o salário mínimo necessário, em
outubro, é de R$ 1.797,56.
Veja, aqui, o texto
completo da
cesta básica.
Fonte: Dieese

01/11/07
-
Pequenas oscilações no mercado de trabalho
Em setembro, a taxa média
de desemprego no conjunto de regiões onde o DIEESE e a
Fundação Seade realizam - em parceria com instituições e
governos locais e apoio do Ministério do Trabalho e
Emprego - a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) ficou
em 15,5%, em setembro, contra 15,6%, em agosto.
Nas regiões pesquisadas -
as áreas metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte,
Porto Alegre, Recife, Salvador e mais o Distrito Federal
- foram gerados, em setembro, 81 mil empregos - contra
60 mil abertos no mês anterior. Como a População
Economicamente Ativa teve incremento de 62 mil pessoas,
o movimento registrado foi suficiente para reduzir em 20
mil o total de desempregados nesse conjunto de regiões.
Dessa forma, o total de pessoas procurando emprego soma
3.007.000. Em comparação com setembro de 2006 - quando a
taxa de desemprego correspondia a 16,4% - são 117 mil
desempregados a menos.
Em setembro, o setor
Serviços registrou a maior geração de empregos em
números absolutos, com a abertura de 43 mil vagas. Em
termos relativos, porém, o crescimento mais expressivo
ocorreu na Construção Civil, com variação de 3,3%. No
período de 12 meses, igualmente é a Construção Civil que
se destaca com crescimento de 10,0%. Apenas nos Outros
Setores (que inclui o serviço doméstico) houve retração
tanto no mês (-0,7%) quanto no ano (-3,5%). Em números
absolutos, a maior quantidade de empregos criada foi
verificada nos Serviços (207 mil postos). No conjunto
dos setores, o total de ocupados chegou, em agosto, a
16.420.000, em setembro, 479 mil a mais que em igual mês
em 2006.
Em setembro, o total de
postos com carteira assinada aberto no conjunto das
regiões foi de 48 mil, número inferior ao registrado
para o assalariamento sem vínculo formal (55 mil). Em 12
meses, porém, a geração de empregos formais (423 mil)
foi muito superior do que aqueles sem carteira (7 mil).
Entre julho e agosto deste
ano, verificou-se pequena variação positiva no
rendimento médio real dos ocupados (0,4%), que assim
correspondeu a R$ 1.051. O salário médio, por sua vez
cresceu 0,5%, ficando em R$ 1.124. Na comparação anual -
entre agosto de 2006 e agosto último - houve retração no
rendimento médio real dos ocupados de 2,7%, em
decorrência da queda verificada em São Paulo (-7,6%),
uma vez que houve crescimento nas outras cinco regiões.
Clique
PED metropolitana
para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.
Comportamento das regiões
Apenas na região
metropolitana de São Paulo não houve redução na taxa de
desemprego em setembro - que ficou em 15,1%, contra
15,0%, em agosto -, o que limitou a melhoria no mercado
de trabalho do conjunto de regiões onde a PED é
realizada. Entre as demais regiões pesquisadas as
maiores reduções na taxa de desemprego ocorreram em
Porto Alegre - onde a taxa passou de 13,4%, em agosto,
para 12,8%, em setembro, com recuo de 4,5% - e no
Distrito Federal - queda de 4,4%, com a taxa passando de
18,1%, para 17,3%. Na grande Belo Horizonte - região
que registra a menor taxa (11,4%) dentre as pesquisadas
- a redução foi de 3,4%. Em Recife, onde a taxa de
desemprego ficou em 19,2%, o recuo em relação ao mês
anterior correspondeu a 1,5% e em Salvador foi de 0,5%,
com a taxa ficando em 21,7%.
O comportamento dos
rendimentos médios foi diferenciado entre julho e
agosto, verificando-se pequenas elevações em Belo
Horizonte (de 0,9%, o que o aumentou para R$ 987) e em
São Paulo (também aumento de 0,9%, com seu valor
chegando a R$ 1.106). Quedas ocorreram em Salvador
(1,4%, equivalendo a R$ 815) e Recife ( redução de 1,1%,
e valor de R$ 667) e relativa estabilidade em Porto
Alegre (R$ 1.055) e no Distrito Federal (R$ 1.507).
Acesse
Regionais
para ver os dados detalhados de cada uma das regiões
Fonte: Dieese

23/10/07
-
Breves considerações sobre o Projeto de Lei 281/2005
Prorrogação da licença-maternidade
Em 18 de outubro, a Comissão de Direitos Humanos do
Senado aprovou por unanimidade o projeto de lei de
autoria da senadora Patrícia Saboya Gomes (PDT-CE), que
amplia a licença-maternidade de quatro para seis meses.
O projeto vai tramitar direto na Câmara se pelo menos
nove senadores não apresentarem recursos ou emendas ao
documento. A proposta é que a licença-maternidade seja
ampliada de 120, conforme prevê a Constituição Federal,
para 180 dias.
O objetivo desta Nota Técnica é esclarecer e tecer
algumas considerações preliminares sobre o projeto de
lei.
Clique aqui e leia a Nota Técnica
Fonte: Dieese

04/10/07
-
Diminui
ritmo de alta dos alimentos
Em setembro, o custo de vida no município de São Paulo
apresentou taxa de 0,30%, 0,10 ponto percentual inferior
à de agosto (0,40%). O cálculo é do DIEESE que
atribui às despesas com Alimentação (alta de 0,71%), a
maior contribuição para a taxa do ICV do mês. No
entanto, o ritmo de aumento dos alimentos diminuiu, após
um período de comportamento ascendente iniciado em
junho, quando a taxa foi de 0,99%; em julho subiu
para 1,04%; e em agosto chegou a 1,22%.
Também tiveram impacto positivo no ICV-DIEESE as
despesas com Habitação (aumento de 0,49%) e Saúde (alta
de 0,51%). Já Transporte (-0,17%), Despesas Pessoais
(-0,57%) e Vestuário (-0,34%) foram os grupos com
variação negativa.
Variação por estrato - Além do índice geral, o
DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação,
segundo tercis de estrato de renda das famílias
paulistanas. Em setembro, as taxas por estrato de renda
foram decrescentes segundo o poder aquisitivo das
famílias. O estrato 1, que corresponde à estrutura de
gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média = R$
377,49?), apresentou a maior taxa (0,49%). Para o
estrato 2, que contempla os gastos das famílias com
nível intermediário de rendimento (renda média = R$
934,17*), a taxa foi de 0,35%. A menor variação
ocorreu para o estrato 3 (0,24%), que reúne as famílias
de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*).
Taxas acumuladas - Nos últimos 12 meses - entre
outubro de 2006 e setembro de 2007 - o ICV-DIEESE
acumula alta de 4,32 %. Nos primeiros nove meses deste
ano - de janeiro a setembro - sua taxa é de 3,03%.
Quando são levadas em consideração as taxas anuais -
outubro de 2006 a setembro de 2007 - segundo a renda
familiar, verifica-se um comportamento inverso em
relação ao poder aquisitivo. Para o primeiro estrato, a
taxa chega a 5,35%; para o segundo, corresponde a 4,65%
e para o terceiro, fica em 3,95%. As taxas dos primeiros
nove meses de 2007 foram: estrato 1 (3,18%), estrato 2
(2,87%) e estrato 3 (3,08%).
Veja aqui o
texto completo do ICV-DIEESE
Inflação e alimentos -
A análise dos dados referentes a uma série entre
janeiro de 2004 e setembro último, ou seja, que se
estende pelos últimos três anos e nove meses indica que
a taxa acumulada pela Alimentação (16,9%) acumula uma
variação que - apesar da alta recente - ainda está aquém
da inflação medida pelo ICV-DIEESE (19,0%). Ao longo
deste período, apenas a Alimentação fora do domicílio
subiu acima da inflação, com taxa acumulada de 28,1%. Já
o subgrupo alimentos in natura e semi-elaborados, apenas
neste ano acumula uma taxa (8,94%) bem superior a do ICV
(3,03%). Ao longo de todo período analisado seu aumento
corresponde a 15,7%.
Acesse aqui a
análise Inflação e alimentos
*
Os níveis de rendimento
referem-se aos valores definidos para junho de 1996,
quando da implantação da atual ponderação do ICV
Fonte: Dieese

04/10/07
-
A Previdência Social brasileira tem déficit?
No que se refere à questão
do déficit da Previdência social brasileira - que
o DIEESE começou a comentar em texto distribuído na
semana passada - existem pelo menos três visões, que são
analisadas na Nota Técnica 52, que disponibilizamos
nesta semana.
Pela visão
constitucionalista - que toma por base as
disposições da Constituição do país - não há déficit,
uma vez que a Previdência faz parte do sistema de
Seguridade em conjunto com as políticas de Saúde e
Assistência. E na Seguridade não existe déficit, porque
as receitas oriundas das fontes que foram determinadas
para sustentá-la são sempre superiores às despesas,
mesmo quando se considera o mecanismo de redução da
Desvinculação das Receitas da União (DRU).
Em uma outra visão, chamada
de fiscalista, apenas a arrecadação resultante
das contribuições de trabalhadores e das empresas sobre
suas folhas de salários são consideradas como receitas
da Previdência. Como esse montante de recursos é
inferior ao valor pago como benefícios previdenciários
para trabalhadores urbanos e rurais, os defensores desta
visão apontam a existência de um déficit equivalente a
1,81% do PIB, em 2006.
Uma terceira visão pode ser
chamada de pragmática. Para seus defensores, a
Previdência deve contabilizar como receita não apenas
aquelas defendidas pelos que adotam a visão fiscalista,
mas também valores correspondentes às renúncias fiscais
e a 26,3% da arrecadação da CPMF. Neste caso, o déficit,
para 2006, corresponderia a 0,95% do Produto Interno
Bruto.
Para os dirigentes das
Centrais Sindicais e representantes dos aposentados do
Fórum Nacional da Previdência Social, a perspectiva mais
adequada é a constitucionalista, o que signfica
dizer que não cabe falar em déficit da previdência.
Clique aqui para
ler a íntegra da
Nota técnica 52.
Fonte: Dieese

28/09/07
-
Desemprego mantém-se relativamente estável
A taxa média de desemprego
oscilou de 15,7%, em julho, para 15,6%, em agosto, no
conjunto das regiões onde o DIEESE e a Fundação Seade
realizam - em parceria com instituições e governos
locais e apoio do Ministério do Trabalho e Emprego - a
Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED).
Nas regiões pesquisadas -
as áreas metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte,
Porto Alegre, Recife, Salvador e mais o Distrito Federal
- foram gerados, em agosto, 60 mil empregos - contra 45
mil abertos no mês anterior. Como a População
Economicamente Ativa teve incremento de 44 mil pessoas,
o movimento registrado foi suficiente para reduzir em 16
mil o total de desempregados nesse conjunto de regiões.
Dessa forma, o total de pessoas procurando emprego soma
3.027.000. Em comparação com agosto de 2006 - quando a
taxa de desemprego correspondia a 16,9% - são 174 mil
desempregados a menos.
Em agosto, a maior geração
de empregos ocorreu na Indústria, responsável pela
abertura de 97 mil postos. Dentre os demais setores,
somente a Construção Civil apresentou desempenho
positivo no mês, com a criação de 11 mil vagas, enquanto
o Comércio foi o setor onde ocorreu a maior eliminação
de postos (-34 mil). Em comparação com agosto de 2006,
apenas os outros setores (no qual está incluído o
emprego doméstico) houve fechamento de 5 mil vagas. Em
números absolutos, a maior quantidade de empregos criada
foi verificada nos Serviços (255 mil postos). Em termos
relativos, o principal avanço deu-se na Indústria
(7,6%). O total de ocupados chegou, em agosto, a
16.339.000.
Em agosto, o total de
postos com carteira assinada aberto no conjunto das
regiões foi de 12 mil, número inferior ao registrado
para o assalariamento sem vínculo formal (46 mil). Em 12
meses, porém, a geração de empregos formais (448 mil)
foi muito superior do que aqueles sem carteira (13 mil),
o que representa um crescimento de 6,8%, para os
primeiros contra 0,7%, para os últimos.
Entre junho e julho de
2007, o rendimento médio real dos ocupados recuou 0,9%,
ficando em R$ 1.043, enquanto o salário médio diminuiu
1,1%, e corresponde a R$ 1.114. Na comparação anual -
entre julho de 2006 e julho último - a retração do
rendimento médio corresponde a 2,1%.
Clique
PED metropolitana
para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.
Comportamento das regiões
O mercado de trabalho
apresentou, em agosto, comportamento diferenciado nas
seis regiões em que a pesquisa é realizada. As taxas de
desemprego caíram em Belo Horizonte - passou de 12,3%,
em julho, para 11,8%, em agosto - Recife - recuou de
20,3% para 19,5% - e Porto Alegre - foi de 13,8%, para
13,4%. Na Grande São Paulo a taxa manteve-se em 15,0%,
enquanto houve crescimento em Salvador (passou de 21,5%
para 21,8%) e no Distrito Federal (de 17,7% para 18,1%).
Na comparação anual, as taxas recuaram em todas as
regiões, com destaque para Belo Horizonte (queda de
11,9%).
Também houve diferenciação
no comportamento dos rendimentos. Quedas ocorreram em
Salvador (1,8%, com seu valor correspondendo a R$ 823),
São Paulo (1,4%, equivalendo a R$ 1.092) e Recife
(-0,4%, com valor de R$ 671). Em Porto Alegre e no
Distrito Federal os valores manteveram-se inalterados,
equivalendo, respectivamente, a R$ 1.054 e R$ 1.504. Em
Belo Horizonte houve aumento de 0,6%, com seu valor
situando-se em R$ 979.
Entre julho de 2006 e 2007, a queda do rendimento médio
real dos ocupados (-2,1%) deveu-se, exclusivamente, ao
comportamento apurado em São Paulo (-6,5%), pois nas
demais regiões houve aumento: Salvador, de 6,6%; Recife,
6,5%; Porto Alegre, 6,4%; Distrito Federal, 4,6% e Belo
Horizonte, 0,6%.
Acesse
Regionais
para ver os dados detalhados de cada uma das regiões
Fonte: Dieese

24/09/07
-
Previdência Social brasileira: concepção constitucional
e tentativas de desconstrução
Como a Constituição
Federal concebe a Previdência Social pública, qual sua
base de sustentação financeira e quais têm sido algumas
das medidas que minam sua estrutura são aspectos
analisados na
Nota Técnica 51.
Pela Constituição, a
Seguridade Social é vista como um sistema de proteção
social que articula ações e políticas de saúde,
assistência e previdência e que deve garantir a
universalidade da cobertura e do atendimento. Ao mesmo
tempo, para sustentar esse sistema, a Constituição
determina uma base de financiamento ampla e
diversificada, listando diferentes fontes de arrecadação
e não vinculando certas receitas a despesas em campo
específico de ação da Seguridade (saúde, assistência ou
previdência). E, por fim, para monitorar as políticas e
a viabilidade do sistema, a Constituição exige a
elaboração do Orçamento da Seguridade.
Apesar dessas definições
constitucionais, desde sua promulgação, em 1988, ações
e normas de sucessivos governos e interpretações de
analistas vêm minando a concepção de Sistema de Proteção
Social. Difunde-se, em particular, um entendimento de
que as despesas com benefícios previdenciários devem ser
arcadas, exclusiva ou prioritariamente, com as receitas
de contribuições de trabalhadores e das empresas sobre
folha de salários. Essa conta de “receitas menos
despesas” gera um resultado negativo, o que abre espaço
para a proposição de mudanças de regras de acesso aos
benefícios previdenciários.
Não se pode desconhecer que a implementação dos
preceitos constitucionais significou a ampliação dos
direitos de cidadania, a garantia de renda em situações
de vulnerabilidade e a redução da pobreza e da
desigualdade no acesso a serviços essenciais à vida. É
fundamental, portanto, resgatar, preservar e fortalecer
a concepção de Seguridade contida na Constituição em
vigor.
Fonte: Dieese

06/09/07
-
Alimentação pressiona custo de vida em agosto
Em agosto, o custo de vida
no município de São Paulo apresentou taxa de 0,40%,
superior à de julho (-0,30%) em 0,70 ponto percentual
(pp). O cálculo do DIEESE indica o grupo Alimentação
como o principal responsável pela alta da inflação neste
mês, com contribuição de 0,32 pp no cálculo do ICV. Por
outro lado, o grupo Transporte pressionou a taxa para
baixo, com variação de -0,10 pp.
Índices por estrato de
renda - Além do
índice geral, o DIEESE calcula outros três indicadores
de inflação, segundo tercis de estrato de renda das
famílias paulistanas: estrato 1, que corresponde à
estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres
(renda média = R$ 377,49*), estrato 2, que contempla os
gastos das famílias com nível intermediário de
rendimento (renda média = R$ 934,17*), e estrato 3, que
reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média
= R$ 2.792,90*). Em agosto, o aumento nos preços foi
generalizado em todos os estratos de renda, sendo bem
menor no estrato 3. No estrato 1, o aumento foi de
0,61%; no estrato 2, de 0,52%, e no estrato 3, de 0,29%.
Índices acumulados -
Nos últimos 12
meses – entre setembro de 2006 e agosto último – o
ICV-DIEESE acumula alta de 4,41%. Nos primeiros oito
meses deste ano – de janeiro a agosto – sua taxa é de
2,72%.. As variações anuais, de setembro de 2006 a
agosto de 2007, com relação à renda familiar, indicaram
o seguinte comportamento: 1º estrato, 5,42%, 2º, 4,73% e
3º, 4,05%. Nos primeiros oito meses de 2007, estas taxas
foram: estrato 1, 2,68%; estrato 2, 2,50%; e estrato 3,
2,84%.
Considerações sobre o preço
do leite -
O principal motivo
da alta do ICV-DIEESE, entre janeiro e agosto deste ano,
foi o aumento na Alimentação. Apenas neste mês, os
alimentos subiram 1,22%, e no caso do leite longa vida
integral, a elevação chegou a 61,10%. Leia aqui
estudo especial
sobre o
leite e o impacto de seus preços no custo de vida.
Fonte: Dieese

05/09/07
-
Cesta básica sobe em todas as capitais
A Pesquisa Nacional da Cesta Básica realizada
mensalmente pelo DIEESE em 16 capitais brasileiras
registrou, em agosto, alta em todas as cidades
acompanhadas. Os aumentos variaram entre 2,26%, em
Goiânia, e 9,62%, em Natal. Este comportamento resultou
de alta generalizada na maior parte dos produtos
pesquisados.
Em todas as localidades, o custo da cesta, este ano,
supera o apurado em agosto de 2006, em percentuais
sempre superiores ao reajuste de 8,57% concedido para o
salário mínimo. As maiores altas, em 12 meses, ocorreram
em Natal (23,85%), Porto Alegre (20,19%) e Rio de
Janeiro (17,34%).
O maior valor para a cesta básica foi verificado em
Porto Alegre, onde o conjunto de gêneros essenciais
custou, em média, R$ 206,39 e o menor foi apurado em
Fortaleza (R$ 141,53).
O valor estimado para o salário mínimo necessário, em
agosto, é de R$ 1.733,88.
Veja, aqui, o texto
completo da
cesta básica.
Fonte: Dieese

23/08/07
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