29/05/08
-
Desemprego
estável e aumento de rendimentos
A taxa de desemprego para
o conjunto de regiões onde é realizada a Pesquisa de
Emprego e Desemprego (PED) através do convênio entre
DIEESE e Fundação Seade com o apoio do Ministério do
Trabalho e Emprego e parceria com instituições e
governos regionais permaneceu, em abril, em 15,0%,
patamar idêntico ao apurado em março. Em comparação com
abril de 2007 - quando a taxa equivalia a 16,9% - houve
recuo de 11,2%.
O número de desempregados
foi estimado em 2,966 milhões de pessoas nas seis áreas
pesquisadas (regiões metropolitanas de São Paulo, Belo
Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e no Distrito
Federal), o que representa uma redução de 3 mil pessoas
no contingente de desempregados. Esta estabilidade no
mercado de trabalho é um comportamento inesperado para
o período, uma vez que habitualmente a taxa de
desemprego e o total de desempregados tende a aumentar
neste mês. Vinte mil pessoas foram incorporadas à força
de trabalho em abril, enquanto 22 mil indivíduos
conseguiram uma ocupação, o que resultou na estabilidade
apurada. A População Economicamente Ativa do conjunto
de regiões chegou a 19,811 milhões pessoas e o total de
ocupados somou 16,845 milhões. Na comparação com março
do ano passado, a PEA teve aumento de 623 mil pessoas,
enquanto o número de ocupados cresceu em 895 mil
pessoas. Como resultado, em abril último o total de
desempregados reduziu-se em 272 mil.
Indústria (30 mil postos) e
Serviços (50 mil ocupações) foram os setores
determinantes para que o nível de ocupação tivesse
comportamento positivo em abril, uma vez que houve
fechamento de vagas no Comércio (23 mil), Construção
Civil (20 mil) e nos Outros Setores (15 mil). Em 12
meses, a Construção Civil apresentou um crescimento de
11,3%, ainda que em abril tenha havido retração de 2,1%.
Outro destaque foi a Indústria, que gerou em um ano, 252
mil empregos, com um incremento de 10,2%.
Quando se considera a
posição na ocupação, os dados da PED mostram que foi
mantida a tendência à formalização do mercado de
trabalho, com a geração de 14 mil empregos com carteira
assinada no setor privado e de 37 mil no setor público.
Em 12 meses, o assalariamento com vínculo formal cresceu
9,4% e houve retração de 2,1%, no emprego doméstico.
Com relação aos
rendimentos, de fevereiro para março houve crescimento
de 1,8%, para os ocupados, com seu valor chegando a R$
1.121, na média das regiões acompanhadas. Para os
assalariados o incremento foi de 2,5%, e seu valor médio
chegou a R$ 1.205. Em relação a março do ano passado,
houve crescimento de 3,1%.
Clique
PED metropolitana
para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.
Comportamento das regiões
Dentre as seis regiões
acompanhadas pela PED, a taxa de desemprego cresceu, em
abril, no Distrito Federal (passou de 18,2% para
18,4%), em Porto Alegre (variou de 11,7% para 12,0%) e
em Recife (a taxa subiu de 19,8% para 20,1%). Por outro
lado, houve recuo em Belo Horizonte (passou de 11,4%
para 11,2%), São Paulo (reduziu-se de 14,3% para 14,2%)
e em Salvador (de 21,0% para 20,8%). As taxas de abril
deste ano são sempre inferiores às de igual mês, em
2007. A maior queda (de 17,0%) ocorreu em Belo Horizonte
e a menor em Recife (-2,9%).
O nível de ocupação cresceu
em São Paulo (0,9%) e permaneceu relativamente estável
no Distrito Federal (0,1%) e em Porto Alegre (- 0,2%).
Houve queda em Belo Horizonte (-1,4%), Salvador (-0,8%)
e Recife (-0,5%). Em 12 meses, houve crescimento em
todas as regiões, ainda que com intensidade variável:
7,1%, em Porto Alegre; 6,4%, em São Paulo; 6,2%, no
Distrito Federal; 5,4%, em Salvador; 3,1%, em Recife e
2,9%, em Belo Horizonte.
O comportamento do
rendimento médio real dos ocupados foi diferenciado
entre as regiões: aumentou em São Paulo (3,8%, passando
a valer R$ 1.202), permaneceu constante no Distrito
Federal (R$ 1.643) e diminuiu em Porto Alegre (1,5%, R$
1.016); Belo Horizonte (1,1%, R$ 1.028); Salvador
(1,0%, R$ 886) e Recife (0,6%, R$ 704). Em 12 meses,
foi verificado crescimento nos rendimentos na maior
parte das regiões pesquisadas: 10,9%, em Salvador; 7,9%,
no Distrito Federal; 3,6%, em Belo Horizonte; 2,4%, em
Recife e 2,2%, em São Paulo. Apenas em Porto Alegre foi
apurada queda de 1,8%.
Acesse
Regionais
para ver os dados detalhados de cada uma das regiões
Fonte: Dieese

05/05/08
-
Ocupação relativamente estável e crescimento da força de
trabalho aumentam o desemprego
A Pesquisa de Emprego e Desemprego realizada pelo
DIEESE e Fundação Seade com o apoio do Ministério do
Trabalho e Emprego e parceria com instituições e
governos regionais registrou, em março, alta na taxa de
desemprego das seis regiões metropolitanas investigadas,
o que representa resultado esperado para o período. A
taxa passou de 14,5%, em fevereiro, para 15,0%, em
março. Em comparação com março de 2007 - quando a taxa
equivalia a 16,6% - houve recuo de 9,6%.
O número de desempregados foi estimado em 2,969 milhões
de pessoas nas seis áreas pesquisadas (regiões
metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador,
Recife, Porto Alegre e no Distrito Federal), o que
significou um aumento de 116 mil pessoas no contingente
de desempregados. Este crescimento resultou de uma
entrada de 81 mil pessoas na força de trabalho, aliada à
redução de 33 mil postos. Assim, a População
Economicamente Ativa do conjunto de regiões chegou a
19.791 milhões pessoas e o total de ocupados somou
16,823 milhões. Na comparação com março do ano passado,
a PEA teve aumento de 707 mil pessoas, enquanto o número
de ocupados cresceu em 910 mil pessoas. Como resultado,
em março último o total de desempregados reduziu-se em
202 mil.
A redução de 33 mil postos de trabalho resultou do
fechamento de vagas no Comércio (20 mil) e nos Serviços
(62 mil), e crescimento na Indústria (60 mil). Em 12
meses, porém, houve desempenho positivo em todos os
setores mais importantes, que chegou a 14,0%, na
Construção Civil e 9,5%, na Indústria.
Quando se considera a posição na ocupação, os dados da
PED mostram que houve, em março, fechamento de postos
nos segmentos menos formais do mercado de trabalho:
assalariamento sem carteira assinada (-21 mil empregos),
autônomos (-60 mil) e emprego doméstico (- 31mil) e no
setor público (-21 mil). O emprego assalariado com
carteira cresceu, com a abertura de 101 mil postos. Em
relação a fevereiro de 2007, o destaque também foi o
assalariamento com vínculo formal no setor privado (631
mil vagas, ou crescimento de 9,2%).
Com relação aos rendimentos, de janeiro para fevereiro
houve crescimento na média das regiões acompanhadas, de
0,6%, com seu valor situando-se em R$ 1.097. Em relação
a fevereiro do ano passado, houve crescimento de 1,0%.
Quanto ao salário médio, o incremento foi de 0,7%, o que
fez com que seu valor correspondesse a R$ 1.169.
Clique
PED metropolitana
para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.
Comportamento das regiões
Dentre as seis regiões acompanhadas pela PED, a taxa de
desemprego cresceu, em março, na Grande São Paulo
(passou de 13,6% para 14,3%), Recife (variou de 18,9%
para 19,8%) Poro Alegre (de 11,3% para 11,7%) e no
Distrito Federal (de 17,6% para 18,2%). Houve relativa
estabilidade em Salvador (de 20,9% para 21,0%) e
manteve-se em 11,4%, em Belo Horizonte.
O nível de ocupação reduziu-se em Recife (1,3%),
Salvador (0,7%) e no Distrito Federal (0,5%) e
permaneceu relativamente estável em Porto Alegre (-
0,2%) e São Paulo (- 0,1%). Em Belo Horizonte o nível
de ocupação variou positivamente (0,4%). Em 12 meses,
houve crescimento em todas as regiões, ainda que com
intensidade variável: 7,6%, no Distrito Federal; 7,2%,
em Porto Alegre; 5,8%, em Belo Horizonte; 5,5%, em
Salvador; 5,4%, em São Paulo e 4,3%, em Recife.
O comportamento do
rendimento médio real dos ocupados foi diferenciado
entre as regiões: aumentou em Recife (4,7%, passando a
valer R$ 707), no Distrito Federal (0,9%, R$ 1.639) e em
São Paulo (0,9%, R$ 1.153); houve relativa estabilidade
em Belo Horizonte (-0,2%, R$ 1.033) e diminuiu em
Salvdor (0,7%, R$ 891) e Porto Alegre (2,4%, R$ 1.025)
. Também em 12 meses os rendimentos apresentaram
comportamentos diferentes, com crescimento de 9,3%, no
Distrito Federal; 7,8%, em Salvador; 4,9%, em Recife e
1,7%, em Belo Horizonte. Houve relativa estabilidade em
Porto Alegre (0,2%) e diminuiu em São Paulo (1,6%).
Acesse
Regionais
para ver os dados detalhados de cada uma das regiões
Fonte: Dieese

23/04/08
-
Entendendo o movimento da jornada de trabalho semanal
média
Entre 2002 e 2007, a
jornada de trabalho semanal média diminuiu de 44 para 42
horas para o conjunto dos ocupados das regiões
metropolitanas acompanhadas pelo Sistema PED - Belo
Horizonte, Distrito Federal, Porto Alegre, Recife,
Salvador e São Paulo. No entanto, tal comportamento foi
justificado pela redução ocorrida para ocupados sem
carteira de trabalho ou vínculo como funcionário
público. Ou seja, a jornada teve queda para os
contratados à margem da modalidade padrão, para quem
trabalha por conta própria, pequenos empreendedores e
empregados domésticos. Para os ocupados com relação de
trabalho formalizada a jornada manteve-se estabilizada,
no período, em 43 horas semanais.
Por outro lado, a
modalidade de emprego que teve maior evolução no
período, foi justamente o trabalho mais formal, que
cresceu 24,5%, no conjunto de regiões acompanhadas pelo
DIEESE e Fundação Seade, com apoio do Ministério do
Trabalho e Emprego e convênio com instituições e
governos locais. Na média das regiões, considerando-se
todas as modalidades de ocupação, o incremento foi de
14,5%.
Este comportamento da
ocupação justifica a Campanha nacional pela redução
da jornada de trabalho, sem redução de salários, uma
vez que a redução da jornada de trabalho acompanhada da
limitação do uso da hora extra e da flexibilização do
tempo de trabalho, tem o potencial de gerar novos e
melhores postos de trabalho.
Clique aqui e leia a
íntegra da Nota Técnica 64.
Fonte: Dieese

08/04/08
-
ICV-Dieese
- Inflação sobe em março
Em março, o custo de vida no município de São Paulo
apresentou aumento de 0,45%, o que representa 0,48 ponto
percentual (pp) acima da variação registrada em
fevereiro (-0,03%). O cálculo é do DIEESE que apurou
ainda que houve pequenas variações para os grupos e
subgrupos que compõem o ICV-DIEESE. A exceção foi
verificada no grupo Habitação, que subiu 1,60%, e
contribuiu, isoladamente, com 0,36 pp no resultado da
taxa do mês.
Índice por estrato -
Além do índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três
indicadores de inflação, segundo tercis de estrato de
renda das famílias paulistanas. Em março, a taxa de
inflação foi semelhante para o 1º e 2º estratos de renda
e bem maior para o 3º, invertendo comportamento
verificado ao longo dos últimos meses. Assim, o estrato
1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das
famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*),
apresentou a menor variação, com alta de 0,20%. Para as
famílias com nível intermediário de rendimento,
reunidas no estrato 2 (renda média = R$ 934,17*), a taxa
foi de 0,27%. Entre aquelas de maior poder aquisitivo
(renda média = R$ 2.792,90*), incluídas no estrato 3 o
aumento chegou a 0,59%.
Variações acumuladas -
Nos últimos 12 meses - entre abril de 2007 e março de
2008 - o ICV-DIEESE acumula alta de 4,69%. Ao se
considerar os diferentes estratos de renda, a taxa maior
foi apurada para as famílias mais pobres, do estrato 1
(5,65%). Para as famílias do estrato 2, o aumento da
inflação fica em 4,85%, enquanto para aquelas com maior
poder aquisitivo corresponde a 4,35%. Neste primeiro
trimestre de
2008,
a inflação foi de 1,31%. Porém,
observam-se diferenças entre estratos de renda, com a
maior variação registrada para as famílias de maior
renda (1,40%), vindo a seguir o estrato 1 (1,24%)
enquanto a menor variação ocorreu para as famílias com
nível intermediário de rendimento (1,13%).
Estabilidade de preços -
Uma análise realizada pelo DIEESE a partir dos preços
coletados para 594 itens pesquisados ao longo de 25
trimestres - de
2002 a
2008 - mostra que apenas em 2002, quando houve receio
dos agentes econômicos frente à mudança governamental,
ocorreu alguma disseminação inflacionária. Neste
período, a partir do terceiro (2,72%) e quarto (6,86%)
trimestres de
2002,
a inflação apresentou taxas muito
elevadas, fruto de certa instabilidade nos preços. Com
isso, a média de itens com preços estáveis passou de
54%, no 2º trimestre de 2002, para 36%, no último
trimestre deste mesmo ano. A partir do trimestre
seguinte, estas porcentagens vieram a subir, e entre o
terceiro trimestre de 2006 e o primeiro de 2008
situaram-se entre 59% e 56%, apontando preços bastante
estáveis. Isto parece indicar que não há motivo para
preocupação com uma disseminação da inflação no curto
prazo.
Leia aqui a íntegra do
ICV-DIEESE de março
Fonte: Dieese

27/03/08
-
Pequena
elevação do desemprego
A Pesquisa de Emprego e
Desemprego realizada pelo DIEESE e Fundação Seade com
o apoio do Ministério do Trabalho e Emprego e parceria
com instituições e governos regionais registrou, em
fevereiro, leve aumento na taxa de desemprego das seis
regiões metropolitanas investigadas. A taxa passou de
14,2%, em janeiro, para 14,5%, em fevereiro. Em
comparação com fevereiro de 2006 - quando a taxa
equivalia a 15,9% - houve recuo de 8,8%. O comportamento
está dentro do esperado para esta época do ano. O
aumento na taxa só não foi maior devido ao resultado
apurado para a Região Metropolitana de São Paulo, onde
houve estabilidade.
O número de desempregados
foi estimado em 2,853 milhões de pessoas nas seis áreas
pesquisadas (regiões metropolitanas de São Paulo, Belo
Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre e no Distrito
Federal), resultado de uma pequena retração na População
Economicamente Ativa (- 14 mil pessoas), que passou a
corresponder a 19,710 milhões de pessoas. O total de
ocupados ficou em 16,856 milhões, 65 mil a menos que em
janeiro. No mesmo período, houve aumento de 50 mil
pessoas entre os desempregados. Na comparação com
fevereiro do ano passado, a PEA teve aumento de 565 mil
pessoas, enquanto 762 mil pessoas conseguiram uma
ocupação. Como resultado, em fevereiro último o total de
desempregados reduziu-se em 199 mil.
A redução de 65 mil postos
de trabalho resultou de diminuição em todos os setores,
exceto o Comércio, caso em que houve abertura de 29 mil
vagas, em fevereiro. A maior queda ocorreu na Construção
Civil (- 40 mil empregos, que representaram a redução de
4,1%). Em 12 meses, porém, todos os setores
apresentaram desempenho positivo. O maior número de
ocupações foi criado no setor Serviços (467 mil),
seguido pela Construção Civil (117 mil), que registrou o
maior crescimento relativo (14,3%).
Quando se considera a
posição na ocupação, os dados da PED mostram que houve,
em fevereiro, fechamento de postos nos segmentos menos
formais do mercado de trabalho: assalariamento sem
carteira assinada (-34 mil empregos), autônomos (-72
mil) e emprego doméstico (- 17 mil). O emprego
assalariado com carteira cresceu, com a abertura de 42
mil postos. Em relação a fevereiro de 2007, o destaque
também foi o assalariamento com vínculo formal no setor
privado (476 mil vagas, ou crescimento de 6,9%).
Com relação aos
rendimentos, de dezembro para janeiro houve queda, na
média das regiões acompanhadas, de 0,4%, com seu valor
situando-se em R$ 1.088. Em relação a janeiro do ano
passado, houve ligeiro crescimento: 0,5%. Quanto ao
salário médio, a comparação mensal indicou recuo de
0,6%, o que fez com que seu valor correspondesse a R$
1.160.
Clique
PED metropolitana
para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.
Comportamento das regiões
Dentre as seis regiões
acompanhadas pela PED, apenas na Grande São Paulo a taxa
de desemprego manteve-se inalterada (13,6%) em
fevereiro, quando comparada com janeiro. Em Porto
Alegre, a variação foi pouco expressiva, com a taxa
passando de 11,2% para 11,3%. Salvador, onde a taxa
chegou a 20,9%, com aumento de 5,6%, e Distrito Federal,
que registrou alta de 4,1% na taxa, que assim chegou a
17,6%, foram as localidades com maior crescimento do
desemprego no mês. Em Belo Horizonte houve incremento de
3,6%, com a taxa situando-se em 11,4%, em fevereiro. No
mesmo mês, na região metropolitana de Recife houve alta
de 3,8% na taxa de desemprego que, desta forma, chegou a
18,9%. Em 12 meses, as maiores reduções na taxa
ocorreram em Belo Horizonte (-11,6%) e São Paulo
(-11,1%).
O nível de ocupação
reduziu-se em Recife (2,4%), Salvador (1,7%) e Belo
Horizonte (1,0%) e permaneceu relativamente estável em
Porto Alegre (0,3%), Distrito Federal (0,1%) e São Paulo
(0,1%). Em 12 meses, houve crescimento generalizado:
7,3%, no Distrito Federal; 6,4%, em Porto Alegre; 5,8%,
em Salvador; 4,5%, em Belo Horizonte; 4,2%, em São Paulo
e 3,5%, em Recife.
O comportamento do
rendimento médio real dos ocupados foi diferenciado
entre as regiões: aumentou em Salvador (1,8%, passando a
valer R$ 894) e no Distrito Federal (1,0%, R$ 1.617);
houve relativa estabilidade em Belo Horizonte (-0,1%, R$
1.033) e São Paulo (-0,3%, R$ 1.143) e diminuiu em Porto
Alegre (3,1%, R$ 1.052) e Recife (0,6%, R$ 666). Também
em 12 meses os rendimentos apresentaram comportamentos
diferente, com crescimento de 10,2%, no Distrito
Federal; 5,8%, em Salvador; 3,2%, em Porto Alegre e
0,7%, em Belo Horizonte. Manteve-se praticamente estável
em Recife (0,3%) e diminuiu em São Paulo (2,0%).
Acesse
Regionais
para ver os dados detalhados de cada uma das regiões
Fonte: Dieese

19/03/08
-
Balanço das negociações dos
reajustes salariais em 2007
Em 2007, 96% das 715
negociações salariais analisadas pelo SAS-DIEESE
asseguraram, no mínimo, a incorporação das perdas
ocorridas desde a data-base anterior, resultado
semelhante ao observado em 2006. É o quarto ano
consecutivo em que mais de 70% das negociações
analisadas conseguem repor seu poder aquisitivo quando o
reajuste obtido é comparado ao Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC), calculado pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), parâmetro
tradicionalmente utilizado nas reivindicações
salariais.
Desde a criação do SAS-DIEESE, em 1996, esse é o mais
longo período em que predominam negociações que
asseguram aumentos reais de salário. Entre 1996 e 2003,
apenas por duas vezes essa proporção superou a casa dos
50%.
Estes dados
encontram-se detalhados no Estudos e Pesquisas 38 -
Balanço das negociações dos reajustes salariais em
2007
- que pode ser
consultado em nosso sítio na internet. Os dados
analisados mostram que praticamente 88% (627 documentos)
dos 715 acordos e convenções coletivas conquistaram
aumento real de salário, ou seja, tiveram reajuste
superior à variação do INPC registrada entre a
negociação anterior e a data-base de 2007. O percentual
é bastante próximo ao apurado em 2006 (86%), mas é o
melhor resultado de toda a série. O levantamento apurou
ainda reajuste igual ao INPC, em 59 documentos, e em 29
casos, a variação foi inferior à inflação. Apesar deste
desempenho positivo, a magnitude dos ganhos reais
reduziu-se em comparação com o ano anterior. Em 2006,
70% dos reajustes traziam um aumento real que superava
em mais de 1% o INPC. No ano passado, porém,
aproximadamente 60% das negociações apontavam o mesmo
ganho. Também houve queda nos reajustes que superaram 3%
de aumento: de 14% para 6%.
Na análise segundo os
setores da economia, o comportamento verificado em 2007
foi diferente do ocorrido no ano anterior. Nas
categorias profissionais vinculadas ao setor industrial,
os resultados de 94% dos documentos superaram o
INPC-IBGE. Em 2006, menos de 90% das categorias do setor
conquistaram resultado equivalente. No Comércio, a
proporção das negociações com ganhos reais reduziu-se de
91%, em 2006, para 85%, no ano passado. No setor
Serviços foi notado o pior desempenho, com 81% das
negociações com ganho real (mesmo percentual verificado
no ano anterior), 12% iguais ao INPC e 7% abaixo da
inflação. Em 2007, as perdas ocorreram em 4% dos
documentos do setor.
Considerações finais
O ano de 2007 ficará marcado como mais um período de
conquistas para os trabalhadores brasileiros no campo da
negociação salarial. Esses resultados favoráveis
decorrem da configuração de um ambiente propício à
negociação coletiva dado, entre outros fatores, pela
estabilidade inflacionária, pelo crescimento econômico e
pela queda nas taxas de desemprego, além da ação
sindical.
No entanto, quando ao invés
da inflação, os ganhos reais são comparados com a
variação do PIB do ano anterior, percebe-se que somente
em 2004 – quando o PIB do ano anterior correspondeu a
apenas 1,1% – foi significativa a proporção de
negociações que resultaram em aumentos reais iguais ou
superiores a esse indicador. Mesmo assim, esse
percentual representou menos da metade do total de
registros analisados (44%). Em 2007, por exemplo, menos
de 3% dos aumentos reais registrados equivaleram ou
superaram a taxa de crescimento do PIB de 2006, que
correspondeu a 3,8%.
Esses dados indicam que,
embora o crescimento econômico seja extremamente
favorável e crie um ambiente propício às negociações
coletivas de trabalho, seus bons resultados ainda não
foram incorporados aos salários dos trabalhadores. É
neste momento que se deve pautar a necessidade de
repartição dos ganhos de produtividade, através da qual
os trabalhadores terão a oportunidade de elevar o
patamar salarial vigente, profundamente rebaixado nas
últimas três décadas.
Ressalte-se que o PIB –
indicador que expressa o crescimento médio da atividade
econômica nacional – pode ser tomado como referência
para as reivindicações por aumentos reais dos salários,
como previsto nas regras de reajuste do Salário Mínimo
oficial, conquistadas pelas Centrais Sindicais e
atualmente em vigor.
Fonte: Dieese

14/03/08
-
Política de valorização do Salário Mínimo:
aplicação da MP 421 em 1º de março
Desde 1º de março, o
salário mínimo, no Brasil, passou a valer R$ 415,00, com
um aumento real de 4,03%. Esta elevação é resultado da
aplicação da política definida ainda em 2007 para a
valorização do mínimo, como conseqüência de campanha
que as Centrais Sindicais vêm desenvolvendo desde 2005.
A partir daquele ano, os reajustes definidos para o
mínimo vêm apresentando aumentos reais significativos.
No governo Lula, seu crescimento real chega a 37,02%.
O acréscimo de R$ 35,00
deve beneficiar 45,3 milhões de pessoas - entre
beneficiários do INSS e trabalhadores - que têm seu
rendimento referenciado no salário mínimo. Com esta
elevação, R$ 20,3 bilhões deverão ser injetados na
economia, que deve ainda, gerar incremento de R$ 5,0
bilhões na arrecadação tributária sobre o consumo.
O novo valor do mínimo
permitirá a compra de 1,83 cestas básicas,
considerando-se que o custo para a cesta de março seja
igual ao registrado em fevereiro, em São Paulo. Além
disso, seu valor em 1º de março é o maior da série
acompanhada pelo DIEESE desde 1986.
Clique aqui e leia a
íntegra da Nota Técnica 62
Fonte: Dieese

11/03/08
-
Variações
de preços próximas a zero
Em fevereiro, o custo de vida no município de São Paulo
apresentou pequena deflação, -0,03%, com 0,91 ponto
percentual (pp) abaixo da taxa de janeiro de 2008
(0,88%), segundo cálculo do DIEESE. De um modo geral,
os aumentos dos grupos e subgrupos que compõem o ICV
apontaram variações pequenas. As principais
contribuições positivas para o cálculo da taxa de
fevereiro foram observadas nos grupos Saúde (0,03 pp) e
Habitação (0,01 pp); e a mais negativa no grupo
Transporte (-0,05 pp).
Índices por estrato de
renda - Além do
índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três
indicadores de inflação, segundo tercis de estrato de
renda das famílias paulistanas. Em fevereiro, as taxas
por estrato de renda foram mais altas para as famílias
de menor poder aquisitivo, e menores para aquelas que
têm renda mais elevada. Assim, o estrato 1, que
corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias
mais pobres (renda média = R$ 377,49*), apresentou a
maior variação (0,05%). Para o estrato 2 (0,00%), que
contempla os gastos das famílias com nível intermediário
de rendimento (renda média = R$ 934,17*), estas não
foram afetadas pelas oscilações de valores. O 3º estrato
(-0,06%), que reúne as de maior poder aquisitivo (renda
média = R$ 2.792,90*), foi o único beneficiado com a
queda de preços.
Inflação acumulada -
Nos últimos 12 meses -
entre março de 2007 e fevereiro de 2008 - o ICV-DIEESE
acumula alta de 4,48% e, neste ano, a taxa é de 0,85%.
Ao se considerar os diferentes estratos de renda, foi
constatada variação anual maior para as famílias de
menor poder aquisitivo (estrato 1), para as quais a alta
foi de 5,82%. Para o estrato 2, a taxa foi de 4,85% e
para o 3, de 3,96%.
Estabilidade de preços -
O levantamento
das taxas mensais de 594 itens do ICV-DIEESE, durante
oito anos e dois meses, serviu de base para a análise da
estabilidade de preços no mercado consumidor paulistano.
A hipótese adotada de estabilidade admite variação entre
±1% nas taxas dos itens do ICV. Quando o preço sobe
acima de 1% considera-se comportamento inflacionário,
abaixo de 1%, deflacionário e, no intervalo, desempenho
estável.
Nos três primeiros anos da série observam-se taxas
inflacionárias anuais crescentes: 2000 (7,21%), 2001
(9,42%) e 2002 (12,93%). No entanto as porcentagens de
itens com desempenho estável foram maioria em quase todo
o período, à exceção do 4º trimestre de 2002, - período
eleitoral, com grande expectativa dos agentes econômicos
devido ao temor frente às políticas que poderiam ser
adotadas - quando a proporção cai para 33,05%. Os quatro
anos seguintes apresentaram taxas decrescentes de
inflação: 2003 (9,56%), 2004 (7,70%), 2005 (4,54%) e
2006 (2,57%). A instabilidade continua nos primeiros
seis meses de 2003, porém nos dois últimos trimestres
observa-se aumento na estabilidade, fechando o ano com a
maioria (54,04%) dos itens tendo seus preços variando
entre ±1%. Mesmo em 2007, com recrudescimento da
inflação (4,80%, a taxa do ano) o comportamento estável
continua. Nestes primeiros meses de 2008, a taxa dos
últimos 12 meses diminui (4,48%) e permanece a
estabilidade com 56,6% dos itens com reajustes entre
±1%.
Leia aqui a íntegra do
ICV-DIEESE de fevereiro
Fonte: Dieese

04/03/08
-
Custo da
cesta básica recua em 11 capitais
Em fevereiro, o custo dos produtos alimentícios
essenciais acompanhados pelo DIEESE registrou retração
em 11 das 16 capitais onde é realizada, mensalmente, a
Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Das cinco capitais em
que houve alta, quatro são do Nordeste, com destaque
para João Pessoa (6,31%) e Fortaleza (4,40%). Já as
quedas mais significativas foram apuradas em Goiânia
(-5,16%) e Belo Horizonte (-4,78%).
Nos dois primeiros meses de 2008, a variação acumulada é
negativa para duas capitais: Aracaju (-3,39%) e Goiânia
(-2,26%). Por outro lado, os maiores aumentos foram
apurados em Recife (10,69%) e João Pessoa (9,54%).
Entre março de 2007 e fevereiro último, quatro capitais
acumulam alta acima de 20,0%: São Paulo (21,64%), Natal
(21,21%), Fortaleza (20,30%) e João Pessoa (20,02%). A
menor taxa acumulada no período ocorreu em Belo
Horizonte (11,36%).
Apesar de, em fevereiro, o custo do conjunto de
produtos básicos haver recuado 1,26%, em São Paulo, a
cesta, na capital paulista continuou a ter o maior preço
para os gêneros alimentícios essenciais (R$ 226,20), um
valor quase R$ 12,00 superior ao de Porto Alegre (R$
214,65), onde a cesta apresentou o segundo maior valor.
O menor custo foi registrado em Aracaju ( R$ 165,35).
Com o custo da cesta verificado em São Paulo, o DIEESE
estimou, para fevereiro, o salário mínimo necessário
para a manutenção de um trabalhador e de sua família
em R$ 1.900, 31, menor portanto que o apurado para
janeiro (R$1.924,59).
Veja, aqui, o texto
completo da
cesta básica.
Fonte: Dieese

04/03/08
-
A Convenção 158 da OIT e a garantia contra a dispensa
imotivada
No dia 14 de fevereiro de 2008, o
presidente Lula encaminhou para apreciação do Congresso
Nacional as convenções 151 e 158 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT). Na Nota Técnica de
número 60, foi abordada a primeira Convenção, que trata
da organização sindical e do processo de negociação dos
trabalhadores do serviço público. Nesta Nota, intitulada
A Convenção 158 da OIT e a
garantia contra a dispensa imotivada,
será analisada a Convenção 158, que tem como tema a
garantia do emprego contra a dispensa imotivada.
Além de esclarecer o movimento sindical sobre o que
prevê a Convenção 158, a Nota aborda a flexibilidade do
mercado de trabalho brasileiro e discute as reações de
trabalhadores e empresários à iniciativa do governo
federal de encaminhar esta Convenção ao Congresso
Nacional. Inclui ainda uma simulação do impacto
econômico das demissões sem justa causa no Brasil.
A Convenção 158 foi uma das bandeiras do movimento
sindical na IV Marcha dos Trabalhadores, realizada em
dezembro de 2007.
Fonte: Dieese

28/02/08
-
Estabilidade nos indicadores do mercado de trabalho
Em janeiro, a Pesquisa de
Emprego e Desemprego (PED), realizada mensalmente pelo
DIEESE e Fundação Seade - em parceria com instituições
e governos locais e apoio do Ministério do Trabalho e
Emprego - registrou estabilidade, mantendo um
comportamento esperado para o período. Com isso a taxa
de desemprego repetiu a de dezembro, quando ficou em
14,2%. Em comparação com janeiro de 2007, a taxa
apresentou uma redução de 7,2%, pois correspondia então
a 15,3%.
Nas regiões pesquisadas -
as áreas metropolitanas de São Paulo, Belo Horizonte,
Porto Alegre, Recife, Salvador e mais o Distrito Federal
- houve, em janeiro, a desativação de 26 mil postos de
trabalho, com um recuo de 0,2%, em comparação com o mês
anterior, o que representa um indicativo de
estabilidade. A População Economicamente Ativa (PEA)
apresentou pequena diminuição de 20 mil pessoas (-0,1%),
também com um comportamento usual para o período. Com
este movimento, o total de desempregados cresceu em 6
mil pessoas (0,2%), e chegou a 2.803 mil pessoas. Na
comparação com janeiro de 2007, porém, se 572 mil
pessoas incorporaram-se à PEA, o total de postos gerados
foi maior (704 mil), o que permitiu a redução do número
de desempregados em 133 mil pessoas.
A retração do total de
postos, em janeiro, derivou do comportamento de setores
como a Indústria (- 33 mil empregos), Construção Civil
(- 3 mil) e Outros Setores (- 48 mil), parcialmente
compensados pela criação de 42 mil vagas no Comércio e
16 mil nos Serviços. Assim, o total de ocupados foi
estimado em 16.947 mil pessoas. Na comparação com
janeiro de 2007, todos os dados são positivos tendo se
verificado a abertura de 704 mil novas ocupações. Em
números absolutos, a maior geração de vagas ocorreu nos
Serviços (428 mil, o que significou um incremento de
5,0%). Em termos relativos, porém, a maior expansão
deu-se na Construção Civil onde a abertura de 164 mil
postos significou um aumento de 20,2%.
Quando se considera a
posição na ocupação, os dados da PED indicam o
fechamento de postos ocorreu basicamente no emprego
doméstico ( - 49 mil vagas), pois houve incremento no
assalariamento com carteira assinada (9 mil) e no sem
carteira (1 mil) e no trabalho autônomo (9 mil).
Entre novembro e dezembro
de 2007, o rendimento real médio dos ocupados variou -
0,2%, passando a corresponder a R$ 1.083, enquanto o dos
assalariados teve leve queda (-0,3%) equivalendo a R$
1.157. Em comparação com dezembro de 2006, o rendimento
médio real dos ocupados praticamente não se alterou
(-0,1%).
Clique
PED metropolitana
para ler os dados do conjunto das regiões pesquisadas.
Comportamento das regiões
A estabilidade no mercado
de trabalho foi a característica predominante nas
regiões, em janeiro. Em Salvador, a taxa de desemprego
caiu 2,5%, e fixou-se em 19,8%. Também em Porto Alegre
(-0,9%) houve queda no desemprego, com sua taxa ficando
em 11,2%. Em Belo Horizonte a taxa não se alterou
(11,0%). Na Grande São Paulo, houve variação de 0,7%, e
a taxa passou de 13,5%, em dezembro, para 13,6%, em
janeiro. Em Recife a taxa chegou a 18,2%, com um
crescimento de 1,7%. O maior aumento na taxa ocorreu no
Distrito Federal (2,4%), que atingiu, assim, 16,9%. Na
comparação com janeiro de 2006, a taxa de desemprego
caiu em todas as regiões. A menor retração ocorreu no
Distrito Federal (-4,0%) e a maior deu-se em Recife
(-12,1%).
O nível de ocupação teve
comportamento diversificado, com crescimento em
Salvador (1,3%), Belo Horizonte (1,0%) e Porto Alegre
(0,9%) e redução em São Paulo (0,8%), Distrito Federal
(0,7%) e Recife (0,4%). Em 12 meses, o desempenho da
ocupação foi positivo em todas as regiões, embora com
intensidades diferenciadas: 7,5%, em Salvador; 6,6%, no
Distrito Federal; 6,2%, em Recife; 5,4%, em Porto
Alegre; 4,9%, em Belo Horizonte e 3,0%, em São Paulo.
Regionalmente, entre
dezembro e novembro, o comportamento dos rendimentos
foi diferenciado. Houve aumento de 4,4%, em Recife e seu
valor passou a R$ 664; em Salvador, com o crescimento de
2,6%, o rendimento chegou, em média, a R$ 870; em Porto
Alegre o aumento foi de 2,3%, e seu valor chegou a R$
1.074 enquanto em Belo Horizonte, a elevação de 1,5% fez
com que o rendimento médio chegasse a R$ 1.022. No
Distrito Federal, o rendimento médio manteve-se
relativamente estável (-0,1%) e seu valor correspondeu a
R$ 1.593. Finalmente, em São Paulo, houve recuo de 1,8%,
com seu valor situando-se em R$ 1.137.
Acesse
Regionais
para ver os dados detalhados de cada uma das regiões
Fonte: Dieese

21/02/08
-
As relações de trabalho no setor público: ratificação da
Convenção 151
No último dia 14, em cerimônia com
a presença de representantes de Centrais Sindicais, o
Presidente da República encaminhou ao Congresso
Nacional, o projeto de ratificação das Convenções 151 e
158 da Organização Internacional do Trabalho. A
primeira - que trata da liberdade sindical e de
negociação no setor público - é objeto da
Nota Técnica nº 60,
que o DIEESE divulga hoje. A Convenção 158 - sobre
dispensa imotivada - deverá ser tratada na próxima nota.
A Convenção 151 da OIT aplica-se a todas as pessoas
empregadas pelas autoridades públicas (nos níveis
municipal, estadual e federal) e se refere a garantias a
toda organização que tenha por fim promover e defender
os interesses dos trabalhadores da função pública.
O envio do processo de ratificação da convenção ao
Congresso é resultado da luta que o movimento sindical
vem travando na busca da construção do Estado
democrático de direito, conforme definido pela
Constituição Brasileira. Neste contexto as organizações
de trabalhadores, e em especial as dos servidores,
reafirmam-se como importantes elementos para a
constituição de uma sociedade mais justa e
participativa.
Além disso, a ratificação da Convenção 151 da OIT tem
como propósito romper com os resquícios do Estado
autoritário, na medida em que caminha na defesa da tese
da autonomia sindical por parte do movimento sindical
brasileiro. Aponta, com isso, para o estabelecimento de
novos padrões de relações de trabalho no setor público.
Fonte: Dieese

13/02/08
-
ICV-DIEESE
- Alimentos e Educação respondem pela taxa de janeiro
Em janeiro, o custo de vida
no município de São Paulo apresentou taxa de 0,88%, 0,21
ponto percentual (pp) abaixo da referente a dezembro de
2007 (1,09%). O cálculo é do DIEESE que apurou, como
fatores de pressão para a variação do mês, os aumentos
ocorridos em Alimentação (1,90%) - que contribuíram com
0,52 pp para a taxa do mês - e em Educação e Leitura
(3,42%), cujo impacto foi de 0,26 pp. Juntos, os dois
grupos responderam por 0,78 pp. Por outro lado, Saúde
(-0,32%) e Vestuário (-0,55%) contribuíram
respectivamente com -0,05 pp e -0,02 pp para reduzir a
taxa de inflação do mês.
Além do índice geral, o
DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação,
segundo tercis de estrato de renda das famílias
paulistanas. Em janeiro, as taxas por estrato de renda
foram mais altas para as famílias de menor poder
aquisitivo, e menores para aquelas que têm renda mais
elevada. Assim, o estrato 1, que corresponde à estrutura
de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média =
R$ 377,49*), apresentou a maior variação (0,98%). Para o
estrato 2 (0,86%), que contempla os gastos das famílias
com nível intermediário de rendimento (renda média = R$
934,17*), a taxa foi semelhante a do 3º estrato (0,87%),
que reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda
média = R$ 2.792,90*).
Nos últimos 12 meses -
entre fevereiro de 2007 e janeiro de 2008 - o
ICV-DIEESE acumula alta de 4,73%. Quando são
considerados os diferentes estratos de renda,
verifica-se que as variações acumuladas foram maiores
para as famílias de menor poder aquisitivo, pertencentes
ao estrato 1, para as quais a alta foi de 5,92%. Para o
estrato 2, o aumento foi de 5,01% e para o 3, de 4,31%.
Em 2007, a variação
acumulada pelo ICV-DIEESE foi de 4,80%; entre fevereiro
de 2007 e janeiro último o acumulado ficou em 4,73%.
Esta redução foi determinada pelo fato de a taxa do
último mês - de 0,88% - ser ligeiramente inferior à de
janeiro de 2007 (0,95%), com diferença de -0,07 pp.
O principal motivo para
este comportamento deveu-se ao fato de, entre os
principais grupos de despesas, os aumentos praticados em
janeiro último serem predominantemente menores que em
igual mês, em 2007. As variações superaram as de um ano
atrás para Alimentação (0,70 pp), Despesas Pessoais
(0,32pp) e Habitação (0,19pp). Por outro lado, Educação
e Leitura (-1,55pp), Transporte (-0,91pp), Saúde (-0,46pp),
Equipamento Doméstico (-0,14pp) e Vestuário (- 0,13pp)
tiveram variações menores este ano.
Leia
aqui a íntegra do ICV-DIEESE de janeiro
Fonte: Dieese

12/02/08
-
Cesta básica tem alta em janeiro
Em 15, das 16 capitais onde
o DIEESE realiza, mensalmente, a Pesquisa Nacional da
Cesta Básica, o custo dos produtos alimentícios
essenciais subiu em janeiro. Os maiores aumentos
ocorreram em Salvador (9,01%), Brasília (8,26%), Recife
(7,39%), São Paulo (6,74%) e Rio de Janeiro (6,05%).
Somente em Aracaju houve queda (-1,45%) enquanto em
Porto Alegre o aumento foi de 0,63%, o menor apurado
para o mês.
Nove capitais apresentaram,
no período de 12 meses (de fevereiro de 2007 a janeiro
último), altas superiores a 20,0%. As maiores variações
acumuladas ocorreram em Fortaleza (28,48%), Goiânia
(26,31%) e Salvador (26,06%).
O maior custo para o
conjunto de produtos básicos foi apurado em São Paulo
(R$ 229,09), que se manteve, pelo terceiro mês
consecutivo como a capital com a cesta mais cara, agora
com valor mais distanciado do verificado em Belo
Horizonte (R$ 216,78), o segundo maior apurado. O menor
custo ocorreu em João Pessoa (R$ 159,80).
Com o custo da cesta
verificado em São Paulo, o DIEESE estimou, para
janeiro, o salário mínimo necessário para a manutenção
de um trabalhador e de sua família em R$ 1.924,59.
Veja, aqui, o texto
completo da
cesta básica.
Fonte: Dieese

28/01/08
-
Retomada do crescimento econômico em 2007 e as
tendências das negociações coletivas
A melhora no cenário econômico observada em 2007 vem
repercutindo no ambiente da negociação coletiva. Em que
pese a crescente conquista de aumentos reais, a agenda
de negociações permanece contaminada pela memória
inflacionária. Há indícios de uma mudança na estratégia
patronal frente a esta conjuntura, cujas movimentações
apontam para tentativa de enfraquecer a participação dos
sindicatos no processo de negociação. A
Nota Técnica 59
- Retomada do crescimento econômico em 2007 e as
tendências das negociações coletivas - é de acesso
restrito aos filiados do DIEESE e traz informações sobre
o desempenho da economia em 2007 e especula sobre as
tendências atuais e futuras da negociação coletiva no
Brasil.
Fonte: Dieese
