Informe Econômico (2006)

 

27/09/06 - PED divulga resultados de cinco regiões

 

Cinco regiões metropolitanas onde o DIEESE e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) realizam, em parceria com instituições e governos locais, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgaram, nos últimos dias, os dados sobre desemprego e ocupação, referentes a agosto, e sobre o comportamento dos rendimentos, em julho.

 

Na Grande São Paulo, a PED registrou queda na taxa de desemprego, que passou de 16,7%, em julho, para 16,0%, em agosto. O total de desempregados foi estimado em 1.609 mil pessoas, 71 mil a menos que no mês anterior. Houve aumento de 67 mil pessoas no total de ocupados, que chegou a 8.446 mil. Foram abertos postos nos Serviços (45 mil) e nos Outros Setores (33 mil), e desativadas ocupações no Comércio (7 mil) e Indústria (4 mil). A exemplo do que ocorreu em julho,  houve forte crescimento do total de assalariados com carteira assinada (mais 55 mil pessoas). Os rendimentos médios reais de ocupados e assalariados apresentaram forte crescimento entre junho e julho, e passaram a corresponder a R$ 1.119 e R$ 1.179, fruto do incremento de 5,1% e 5,0% respectivamente.

 

A taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte manteve-se, em agosto, como a mais baixa dentre as regiões pesquisadas, ficando em 13,4%, contra 14,0%, apurado em julho. O total de desempregados foi estimado em 337 mil pessoas, 12 mil a menos que no mês anterior. O total de ocupados, na região chegou a 2.180 mil pessoas, devido à geração de 34 mil postos, com destaque para o setor serviços, que criou 25 mil empregos. O rendimento real médio dos ocupados foi estimando, em julho, em R$ 932, com alta de 3,4% em relação ao mês anterior. O salário real médio subiu 4,1%, passando para R$ 996.

 

A taxa de desemprego, na Região Metropolitana de Porto Alegre recuou, em agosto, para 14,6%, contra os 14,9% registrados em julho. O total de desempregados foi estimado em 266 mil pessoas, 7 mil a menos que no mês anterior. A redução da taxa resultou da saída de 9 mil pessoas da População Economicamente Ativa (PEA), uma vez que houve diminuição de 2 mil postos de trabalho.  O total de ocupados foi estimado em 1.557 mil pessoas, fortemente influenciado pela queda de 2,9% na Indústria e crescimento de 6,9%, na Construção Civil. O rendimento médio real dos ocupados referente a julho apresentou crescimento de 1,0%, e seu valor atingiu R$ 928. Com relação aos assalariados, houve queda de 0,5%, com o salário médio correspondendo a R$ 937.

 

Na Região Metropolitana de Recife, a taxa de desemprego apresentou ligeiro aumento, em agosto, atingindo 21,3%, contra 21,0% apurado em julho. O total de desempregados chegou a 338 mil pessoas, 10 mil a mais que em julho. Este aumento resultou do crescimento da taxa de participação, que passou de 50,3% para 50,9%, o que correspondeu ao ingresso 21 mil pessoas no mercado de trabalho. Foram geradas, no período, 11 mil ocupações. Os Serviços e os Outros Setores criaram 24 mil vagas, enquanto a Indústria, Comércio e Construção Civil fecharam 13 mil.  Assim, o total de ocupados na região foi estimado em 1.247 mil pessoas. O rendimento real médio dos ocupados e dos assalariados aumentou, respectivamente, 1,7% e 1,0%, com seus valores passando a corresponder a R$ 611 e R$ 685, na comparação entre julho e junho.

 

Na Região Metropolitana de Salvador a taxa de desemprego, em agosto ficou em 24,1%, contra 23,9%, verificada em julho. O total de desempregados chegou a 421 mil pessoas, 5 mil a mais que no mês anterior. Sete mil pessoas passaram a integrar a PEA, total superior ao de postos gerados no período (2 mil). O total de ocupados ficou em 1.325 mil. Houve crescimento de 5,9% no total de postos da Indústria, mas retração no comércio (-1,1%) e nos Outros Setores (-0,5%), e relativa estabilidade no setor Serviços         (-0,2%). O rendimento real médio, em julho, ficou relativamente estável para ocupados (0,3%) e assalariados (-0,1%), com seus valores fixando-se em R$ 749 e R4 853, respectivamente.

 

Mais informações podem ser encontradas no sítio do DIEESE www.dieese.org.br

Fonte: Dieese

 

 


 

21/09/06 - As medidas governamentais para a habitação

 

Em 12 de setembro, o governo brasileiro lançou um conjunto de medidas destinado a incentivar a construção civil e reduzir os custos de financiamento imobiliário para facilitar a aquisição da casa própria. O "pacote" conta com uma nota oficial do Ministério da Fazenda, a Medida Provisória 321 e o Decreto 5.892. Crédito habitacional consignado, financiamento para o construtor, redução de impostos fazem parte das medidas que, no entanto, não inclui contrapartidas sociais. 

 

As medidas anunciadas visam fomentar as atividades da construção civil, setor que reage rapidamente aos incentivos, em particular, com a geração de empregos. Seu alcance, porém, é delimitado pela adesão do setor financeiro e pelo efetivo crescimento da economia brasileira.

 

Para ler o documento na íntegra acesse www.dieese.org.br

Fonte: Dieese

 

 


 

13/09/06 - Preços voltam a subir em  São Paulo

 

Após quatro meses com taxas negativas, o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos –  para o município de São Paulo, apresentou em agosto, alta de 0,32%. O resultado foi conseqüência do aumento apurado em grupos como Alimentação (0,85%), Transportes (0,56%) e Saúde (0,37%). Retração foi observada em Equipamento Doméstico (-0,30%) e Vestuário (-1,13%).

 

Índices por estrato de renda - Além do índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três indicadores de inflação, segundo tercis de estratos de renda das famílias paulistanas para os quais, em agosto, houve pouca variação entre as taxas. Para o estrato 1, que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*), a alta ficou igual à do índice geral, em 0,32%. No caso do estrato 2, que contempla os gastos das famílias com nível intermediário de rendimento (renda média = R$ 934,17*), a taxa correspondeu a 0,31%  e, para o estrato 3, que reúne as famílias de maior poder aquisitivo (renda média = R$ 2.792,90*) a variação também foi igual à do índice geral, em 0,32%.

 

Índices acumulados - A inflação apurada pelo ICV-DIEESE para o período de 12 meses, ou seja de setembro de 2005 até agosto último, correspondeu a 2,80%. Entre janeiro e agosto, o acumulado fica em 0,91%. Quando se considera os estratos de renda, observa-se que as taxas acumuladas nos últimos 12 meses apontam uma correlação positiva com a renda familiar, ou seja, é menor para quem tem menor poder aquisitivo: estrato 1, 1,57%; estrato 2, 1,95%; e estrato 3, 3,48%. Neste ano, de janeiro a agosto, as famílias com menor rendimento praticamente não foram afetadas pelas alterações dos preços, e as taxas para o 1º (-0,05%) e 2º(0,08%) estratos de renda situaram-se próximas a zero. Para as famílias de maior poder aquisitivo a inflação foi maior (1,50%), resultado de sua estrutura de gastos, com despesas proporcionalmente maiores com bens e serviços cujos preços subiram acima da inflação geral.

 

Relação entre câmbio e inflação - Há um consenso geral de que existe uma forte relação entre a taxa de câmbio e os preços internos, ou seja, toda vez que o dólar sobe ou cai, repercute na inflação. No entanto, estudo realizado pelo DIEESE no período entre janeiro de 1998 e agosto de 2006 mostra um comportamento distinto das séries. O ICV-DIEESE apresenta maior estabilidade e o câmbio oscila, com altas e baixas. Com a desvalorização do real, no início de 1999, os preços internos do mercado consumidor subiram ao longo de todo o ano, com taxas muito menos explosivas que as apresentadas pelo dólar. Em dezembro daquele ano, a inflação situou-se em 9,58% contra um reajuste cambial da ordem de 52,89%.  No período compreendido entre janeiro de 2000 e outubro de 2002, a taxa anualizada da inflação manteve-se relativamente estável, em um patamar médio da ordem de 8,35%, apesar de o câmbio ter alternado quedas (de -8,16%, em março de 2000) e altas (de 45,78%, em outubro de 2001) marcantes.
De novembro de 2002 até o 1º semestre de 2003, os aumentos acentuados do dólar e dos preços foram, ao que tudo indica, uma resposta especulativa dos agentes econômicos a eventuais mudanças na política econômica, motivadas pela posse do governo Lula. A partir do 2º semestre de 2003 até agosto de 2006, as taxas de inflação caem sistematicamente, sem grandes oscilações. No entanto, neste período houve queda acentuada do dólar, com grandes oscilações nas taxas que variaram entre -24,81% (outubro de 2003) a 8,53% (em junho de 2004).
Esta análise permite considerar que as variações cambiais, ao longo destes anos, tiveram pouco impacto nos preços do mercado consumidor interno. E, portanto, uma política cambial com vistas à desvalorização do real frente ao dólar, provavelmente, pouco afetará o atual patamar inflacionário.

 

* Os níveis de rendimento referem-se aos valores definidos para junho de 1996, quando da implantação da atual ponderação

 

Para ler o todo o texto do ICV-DIEESE de agosto,  acesse www.dieese.org.br.

 

Fonte: Dieese

 

 


 

05/09/06 - Em julho, produção industrial cresceu 0,6%

 

De junho para julho, a produção industrial, pesquisada pelo IBGE, apresentou crescimento de 0,6%, descontadas as influências sazonais. Em relação a julho de 2005, o aumento foi de 3,2%. Também houve crescimento de 2,7% no acumulado janeiro-julho, em relação a igual período do ano anterior, e 2,2% no indicador dos últimos doze meses.

 

 

De junho para julho, o crescimento atingiu 17 dos 23 ramos pesquisados

 

Com o crescimento de 0,6% observado no total da indústria entre junho e julho, após queda de 1,3%, o patamar de produção do setor ficou 0,8% abaixo do nível recorde atingido em maio passado. Dos vinte e três ramos que têm séries ajustadas sazonalmente, dezessete apresentaram crescimento entre junho e julho. Entre aqueles que determinaram o comportamento global positivo, destacam-se a indústria extrativa (5,2%), refletindo o aumento em julho da extração de petróleo, após paralisação para manutenção em algumas plataformas ocorrida em junho, e a metalurgia básica (4,2%), que embora venha mostrando crescimento por cinco meses consecutivos, neste mês concentra o impacto da volta à plena operação de um grande forno siderúrgico. Também merecem destaque as contribuições positivas vindas de veículos automotores (2,0%), outros produtos químicos (2,9%) e bebidas (4,4%). Por outro lado, as principais influências negativas vieram do refino de petróleo e produção de álcool (-3,4%) e da farmacêutica (-5,0%). Vale lembrar que a atividade de produção de derivados de petróleo e álcool vinha há três meses em expansão e, em junho, atingiu o mais elevado nível desde dezembro de 2004.

 

Ainda na comparação com o mês anterior, os segmentos de bens de capital e de bens intermediários alcançaram as taxas mais elevadas entre as categorias de uso (ambos com 1,0%), após recuarem 0,7% e 1,8% em junho, respectivamente. A produção de bens duráveis foi a única em queda na passagem de junho para julho (-0,2%), registrando assim o terceiro resultado negativo consecutivo, período em que acumula perda de 1,9%. O segmento de bens de consumo semi e não duráveis, com crescimento de 0,4%, exibe desempenho próximo à média global da indústria, após queda de 0,9% em junho.

 

O indicador mensal registrou expansão em 20 dos 27 ramos pesquisados

 

Na comparação julho06/julho05, a produção registrou crescimento de 3,2%, com vinte dos vinte e sete ramos pesquisados assinalando expansão. Os maiores impactos positivos sobre o índice global, por ordem de importância, vieram de: alimentos (6,1%); máquinas para escritório e equipamentos de informática (49,3%); metalurgia básica (10,0%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (16,3%); indústria extrativa (6,6%); bebidas (12,8%) e veículos automotores (3,7%). Os principais itens responsáveis pelo desempenho favorável dessas atividades foram, respectivamente: açúcar cristal e suco de laranja; computadores e monitores; vergalhões de aço; transformadores; minérios de ferro; refrigerantes e cervejas; e automóveis e caminhão-trator. As pressões negativas mais relevantes vieram de outros produtos químicos (-5,0%) e material eletrônico e equipamentos de comunicações (-9,9%), influenciados, respectivamente, pelo recuo na fabricação de herbicidas e telefones celulares.

 

Ainda na comparação com julho de 2005, os índices por categorias de uso mostraram a liderança de bens de capital (8,4%), com ritmo bem acima da média industrial (3,2%). Este desempenho está sustentado pelos subsetores de bens de capital para transporte (7,6%), para uso misto (6,9%), para fins industriais (9,1%), para energia elétrica (34,7%) e para construção (9,4%). A produção de bens de capital agrícolas (-27,5%) permanece em queda há vinte e três meses. A categoria de bens de consumo semi e não duráveis (3,3%) mostrou o terceiro resultado positivo consecutivo nessa comparação, com destaque para o subsetor de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (5,6%), principalmente por conta da maior produção de refrigerantes e sucos concentrados de laranja. Vale citar também as taxas positivas dos subsetores de carburantes (7,4%) e de outros produtos não duráveis (2,6%). O subsetor de semiduráveis foi o único que apresentou queda (-6,2%).

 

A produção de bens intermediários (3,2%), após o recuo de 0,5% em junho, volta a crescer e mostra ritmo igual à média da indústria. Praticamente todos os seus segmentos assinalaram aumento, sendo o principal destaque o grupo insumos industriais elaborados (2,8%), seguido por insumos industriais básicos (13,3%) e alimentos e bebidas elaborados para indústria (12,6%). Vale ressaltar o comportamento do grupo insumos da construção civil (7,5%), que marca o seu terceiro resultado positivo consecutivo. Por outro lado, a pressão negativa se concentrou no subsetor de combustíveis e lubrificantes elaborados (-5,9%), principalmente, por conta do recuo no item óleo diesel. Com crescimento abaixo da média da indústria, bens de consumo duráveis (1,2%) permaneceu pressionado negativamente pela redução na produção de celulares (-12,4%). Entretanto, foi observado crescimento nos automóveis (3,2%) e eletrodomésticos (4,7%), principalmente os da linha branca (9,7%).

 

O indicador acumulado no ano mostrou aumento em 21 atividades

 

No indicador acumulado janeiro-julho frente a igual período de 2005, o crescimento de 2,7% reflete o aumento em vinte e uma atividades. A fabricação de máquinas para escritório e equipamentos de informática (56,8%) mantém a liderança em termos de impacto sobre o índice geral, com destaque para os itens computadores e monitores. Outras contribuições positivas relevantes vieram da indústria extrativa (8,1%), sobretudo em função da expansão na produção de minérios de ferro e petróleo, e do setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (14,3%) devido, principalmente, ao aumento no item transformadores. Em sentido oposto, entre as seis atividades em queda, destacam-se: outros produtos químicos (-3,0%), madeira (-8,7%) e vestuário (-7,4%).

Por categorias de uso, ainda no indicador acumulado no ano, o perfil de crescimento ao longo de 2006 confirma o maior dinamismo observado na produção de bens finais: bens de consumo duráveis (6,6%), bens de capital (5,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (2,8%) avançam a um ritmo acima da média global (2,7%). Por outro lado, a produção de bens intermediários (1,9%) mostra desempenho mais moderado, ao mesmo tempo em que, segundo dados da FUNCEX, o volume (quantum) das importações de bens intermediários atinge 13,0% de crescimento nos sete primeiros meses de 2006.

 

Em síntese, o avanço de 0,6% da produção industrial em julho último sobre o mês anterior, leva o índice de média móvel trimestral a manter suave trajetória de crescimento. Desde abril passado esse índice apresenta discreto aumento frente ao mês anterior, tendo acumulado nestes quatro meses taxa de 0,8%. Segundo essa mesma comparação, no corte por categorias de uso, o setor de bens intermediários mostra avanço de 1,4%, sendo a única categoria com ritmo acima da média da indústria. Bens de capital (0,6%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,4%) também registram saldo positivo nessa comparação, enquanto bens de consumo duráveis (-2,1%) aponta clara desaceleração.

Fonte: IBGE

 

 


 

05/09/06 - O trabalhador da saúde em seis regiões metropolitanas brasileiras

 

O perfil do trabalhador da saúde nos mercados metropolitanos das seis regiões brasileiras onde o DIEESE e a Fundação Seade, em parceria com governos e instituições locais, realiza mensalmente a Pesquisa de Emprego e Desemprego, caracteriza-se pela maior presença feminina, pela faixa etária acima de 25 anos, por ter maior escolaridade e pela baixa representatividade da população negra. Em relação à inserção, nota-se que:

 

a) Há uma maior proporção de ocupados na saúde desempenhando tarefas administrativas, em relação àquelas típicas da área de saúde. 

 
b) Os ocupados do ramo da saúde estão alocados mais expressivamente no setor privado.

 

c) Há uma grande dispersão de rendimentos, quando se compara os rendimentos pagos no setor privado e público e quando se observa o rendimento dos trabalhadores da área administrativa e dos que desempenham tarefas típicas de saúde.

 

d) Grande parte dos trabalhadores possui altas jornadas e trabalho adicional, devido aos baixos rendimentos e à flexibilidade da jornada de trabalho e, em muitos casos, pela possibilidade de exercício autônomo da profissão, como é o caso dos médicos, fisioterapeutas, enfermeiros, dentistas, dentre outros.

 

Para ler o documento na íntegra acesse www.dieese.org.br

Fonte: Dieese

 

 


 

04/09/06 - Preço da cesta cai em 14 capitais

 

Em agosto, o custo do conjunto de gêneros alimentícios essenciais registrou, novamente, recuo em 14 das 16 capitais onde o DIEESE realiza, mensalmente, a Pesquisa Nacional da Cesta Básica. Belém (-4,65%) e Natal (-4,36%) apresentaram as retrações mais significativas, enquanto em Belo Horizonte (2,23%) e Porto Alegre (0,41%) foram apurados aumentos.

 

Porto Alegre apresentou, em agosto, o custo mais elevado para os produtos que compõem a cesta, com R$ 171,72; sendo seguida por São Paulo, com R$ 169,62. Os menores preços foram apurados em Fortaleza (R$ 129,46) e Recife (R$ 130,87). 

 

O salário mínimo necessário para a manutenção de uma família deveria ser de R$ 1.442,62.

 

Clique aqui para ver todos os resultados

Fonte: Dieese

 

 


 

01/09/06 - PIB varia 0,5% no segundo trimestre em relação ao primeiro


De acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – o Produto Interno Bruto (PIB), que representa a soma de todas as riquezas produzidas no país, do segundo trimestre de 2006 apresentou crescimento de 0,5% na comparação com o primeiro trimestre do ano. Em relação ao segundo trimestre de 2005, houve elevação de 1,2%. O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2006 cresceu 1,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No 1º semestre de 2006, houve crescimento de 2,2%, em relação a igual período de 2005.

 

Dentre os setores que compõem o PIB, a Agropecuária obteve o melhor desempenho (0,8%) no segundo trimestre de 2006, na comparação com o primeiro trimestre. Em seguida, vieram os Serviços (0,6%); enquanto a Indústria registrou queda de 0,3%.

 

O PIB cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2006, em relação a igual período de 2005. No setor Industrial, o destaque ficou com a Construção Civil (2,6%). A Extrativa Mineral teve crescimento de 1,5%, inferior às taxas do primeiro trimestre de 2006 e do quarto trimestre de 2005 (12,6% e 12,1% respectivamente). Essa redução pode ser explicada, em grande parte, pela
baixa taxa de crescimento da Extração de Petróleo e Gás (0,8%), já que a Produção de Minério de Ferro cresceu 9,1%. Os Serviços Industriais de Utilidade Pública registraram 1,5% de crescimento. Já a Indústria de Transformação apresentou queda de 0,4%.

 

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2006 apresentou crescimento de 1,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. E, no primeiro semestre de 2006, o PIB teve crescimento de 2,2%, em relação a igual período de 2005, com as seguintes variações por setor: Indústria (2,6%), Serviços (2,3%) e Agropecuária (0,3%).


No primeiro semestre de 2006, o PIB teve crescimento de 2,2%, em relação a igual período de 2005, como as seguintes variações por setor: Indústria (2,6%), Serviços (2,3%) e Agropecuária (0,3%).

 

Todos os quatro subsetores da Indústria tiveram taxas positivas, no primeiro semestre de 2006, sendo que o destaque foi para a Extrativa Mineral (6,7%). Construção Civil e Serviços Industriais de Utilidade Pública apresentaram crescimento de 4,7% e 2,8% respectivamente. Já a Indústria da Transformação cresceu 1,0%.

Fonte: Dieese

 

 


 

31/08/06 - A Lei de Diretrizes Orçamentárias 2007 e os trabalhadores

 

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)  estabelece, para o período de um ano, metas e prioridades da administração pública, orientações para elaboração da lei Orçamentária Anual, alterações na legislação tributária, concessão de vantagem ou aumento de remuneração, criação de cargos, admissão de pessoal, alteração de carreiras e política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

Uma proposta de lei deve ser encaminhada anualmente ao Congresso e votada até 30 de junho, sob pena de não se interromper o primeiro período da sessão legislativa, ou seja, sem esta apreciação, não deve haver recesso parlamentar. Este ano porém, como boa parte dos parlamentares encontra-se em campanha eleitoral, não houve ainda o julgamento do projeto do Governo Federal. 

A Nota Técnica nº 32 destaca, entre outros aspectos, os seguintes pontos  do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias do Governo Federal: 

• Previsão de crescimento gradual do PIB entre os anos de  2007 a 2009;
• A manutenção da projeção do superávit primário em 4,25% do PIB;
• A preservação da regra para aumento do salário mínimo de acordo com, no mínimo, a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais o PIB per capita;

• A conservação da variação anual acumulada do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA);

• A previsão de queda da dívida do setor público;
• Aumento do estímulo ao investimento produtivo;

• Tentativa de continuidade no corte nos tributos para as famílias; bem como nos tributos que compõem a cesta básica e produção de alimentos permitindo, assim, maior acesso à aquisição de alimentos, principalmente para a camada mais pobre da população.


Clique aqui para ler o documento.

Fonte: Dieese

 

 


 

24/08/06 - PED divulga resultados de cinco regiões

 

Cinco regiões metropolitanas onde o DIEESE e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) realizam, em parceria com instituições e governos locais, a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgaram, nesta semana os dados sobre desemprego e ocupação, referentes a julho, e sobre o comportamento dos rendimentos, em junho. 

 

Na Grande São Paulo, a PED registrou em julho, taxa de desemprego de 16,7%, contra 16,8%, do mês anterior, apresentando, assim, relativa estabilidade no período. Segundo a pesquisa, 1.680 mil pessoas encontravam-se desempregadas, 3 mil a menos que em junho. O total de ocupados aumentou 0,6% (46 mil pessoas) e fixou-se em 8.379 mil, principalmente devido à abertura de 34 mil postos na Indústria. Houve forte crescimento do total de assalariados com carteira assinada (mais 69 mil pessoas) e redução no de autônomos (- 41 mil). Entre maio e junho, os rendimentos médios reais de ocupados e assalariados cresceram 2,9% e 1,8%, e passaram a corresponder a R$ 1.066 e R$ 1.124, respectivamente.

 

A taxa de desemprego, na região metropolitana de Recife reduziu-se de 21,7%, para 21,0%, em julho, mês em que o contingente de desempregados totalizou 328 mil pessoas, 9 mil a menos que em junho. Foram geradas, no período, 19 mil ocupações, 12 mil delas no setor Serviços. Assim, o total de ocupados na região foi estimado em 1.564 mil pessoas. O rendimento real médio dos ocupados e dos assalariados decresceu, respectivamente 1,5% e 1,9%, com seus valores passando a corresponder a R$ 601 e R$ 678, na comparação entre junho e maio.

 

A Região Metropolitana de Belo Horizonte apurou, em julho, taxa de desemprego de 14,0%, contra 14,2%, em junho, registrando, assim, a menor taxa dentre as regiões onde a PED é realizada. O total de desempregados ficou em 349 mil pessoas, 2 mil a menos que no mês anterior. Foram abertas, no mês, 24 mil novas vagas, 14 mil delas no setor Serviços e o total de ocupados chegou a 2.146 mil. O rendimento real médio dos ocupados foi estimando, em junho, em R$ 899, com alta de 1,8% em relação ao mês anterior. O salário real médio subiu 1,1%, passando de R$ 944 para R$ 954.

 

A taxa de desemprego, na Região Metropolitana de Porto Alegre ficou relativamente estável: 14,9%, em julho, contra 15,0%, no mês anterior. O total de desempregados foi estimado em 273 mil pessoas, 3 mil a menos que em junho. A relativa estabilidade da taxa de desemprego derivou da saída de 10 mil indivíduos da População Economicamente Ativa, uma vez que houve fechamento de 7 mil ocupações. O total de ocupados foi estimado em 1.559 mil pessoas e apenas na Indústria e Comércio houve geração de postos  (mil em cada setor). Houve relativa estabilidade (-0,2%) no rendimento médio real dos ocupados, em junho, que assim ficou em R$ 918. O salário real médio apresentou variação positiva de 0,6%, fixando-se em R$ 942.

 

Na Região Metropolitana de Salvador a taxa de desemprego, em julho ficou em 23,9%, contra 23,7%, verificada em junho. O total de desempregados chegou a 416 mil pessoas, 6 mil a mais que no mês anterior. Este resultado decorreu do aumento de 9 mil pessoas na PEA, apenas parcialmente compensado pela geração de 3 mil postos de trabalho. O total de ocupados ficou em 1.323 mil. O setor Serviços destacou-se por ter gerado 17 mil postos.  Houve aumento de 1,1% para o rendimento real médio – que, em junho, correspondeu a R$ 748 e variação de 0,4%, para o salário médio, que ficou em R$ 856.

 

Fonte: Dieese

 

 


 

10/08/06 - Em junho, produção industrial cai em 10 dos 14 locais pesquisados

 

Em junho, os índices regionais da produção industrial ajustados sazonalmente mostram um quadro predominantemente negativo frente a maio, com dez dos quatorze locais apresentando queda. Amazonas (-5,4%) e Paraná (-4,3%) assinalam as reduções mais acentuadas. São Paulo (-2,3%), parque fabril de maior peso no país, registra taxa abaixo da média nacional (-1,7%). Espírito Santo (5,1%), Pernambuco (2,2%), Ceará (0,9%) e Pará (0,2%) são os locais que apresentam crescimento na passagem de maio para junho.

 

No acumulado do semestre, dez locais pesquisados apresentaram acréscimo na produção, com destaque para Pará (13,5%), Ceará (7,2%) e Bahia (5,5%). Também ficaram acima da média nacional: Pernambuco e Espírito Santo (ambos com 4,7%), Minas Gerais (4,6%), São Paulo (3,4%), Rio de Janeiro (3,3%) e região Nordeste (3,1%). O desempenho favorável desses locais pode ser explicado pelo dinamismo das exportações (minério de ferro, produtos siderúrgicos, petróleo, celulose e açúcar) e a presença importante de atividades produtoras de bens de consumo (duráveis e de semi e não duráveis).

O resultado de 2,6% no acumulado do primeiro semestre, para o total do país, reflete uma forte desaceleração no ritmo produtivo entre o primeiro (4,6%) e segundo trimestre (0,8%). Esse movimento é observado na maioria (9) das 14 áreas pesquisadas (tabela 3). Amazonas lidera essa perda de dinamismo, ao passar de um crescimento de 9,3% no período janeiro-março para uma queda de 12,1% no segundo trimestre, devido principalmente ao recuo de material e eletrônico e equipamentos de comunicações (de 14,1% para -22,4%). Este setor, de maior peso na estrutura industrial, foi fortemente impactado pela redução no ritmo das vendas de telefones celulares para o mercado externo.

Já no confronto junho 06/ junho 05, que para o total do país mostrou recuo de 0,6%, os índices regionais foram negativos em cinco locais. Vale ressaltar, nesse indicador, a diferença de número de dias úteis (21 dias em 2006 contra 22 em 2005). A maior queda foi registrada no Amazonas (-20,0%), refletindo o forte impacto negativo vindo do setor de material eletrônico e equipamentos de comunicação. Rio Grande do Sul (-6,7%), Santa Catarina (-2,2%), Paraná (-1,2%) e Minas gerais (-0,8%) também ficaram abaixo da média nacional. Entre os que assinalaram expansão, Espírito Santo (16,1%), Pará (14,8%), Ceará (7,0%) e Pernambuco (6,1%) alcançaram as taxas mais expressivas. As indústrias da região Nordeste (2,0%), Goiás (2,0%), Bahia (1,3%), Rio de Janeiro (0,8%) e São Paulo (0,5%) também registraram resultados positivos.

 

 


 

18/07/06 - A conjuntura econômica no segundo semestre de 2006

 

No início de  2006, a economia brasileira manteve comportamento aquecido e o PIB - Produto Interno Bruto - registrou alta de 1,4% no primeiro trimestre. Ao contrário dos últimos anos - quando as exportações determinavam o ritmo econômico - em 2006 o crescimento foi impulsionado pelo mercado interno. Para isso contribuíram: a continuidade da queda na taxa de juros, a expansão do crédito e conseqüente elevação do consumo interno; o aumento da capacidade de consumo das faixas de menor rendimento; crescimento na indústria e na construção civil, entre outros fatores. 

Por outro lado, ainda que a Balança Comercial continue apresentando saldos positivos, a redução do preço do dólar em relação ao real estimula a importação e causa impacto nas exportações. No quadro internacional, existem sinais negativos, como a alta no preço do petróleo; as expectativas em torno dos juros americanos e a redução do fluxo de capitais para mercados emergentes, como o Brasil. 

Assim, a Nota Técnica 28 mostra que, apesar da estimativa de crescimento do PIB em torno de 4%, este ano, não são esperados impactos significativos sobre renda e emprego.  Com isso, as negociações do segundo semestre do ano devem se dar num cenário sem significativas transformações, com indicações de uma forte presença, na agenda sindical, da discussão sobre os pisos (dada a elevação do mínimo) e, para as empresas exportadoras ou que competem com importações, um olhar atento no cenário externo. 
 

Clique aqui para ler a nota técnica 28.

Fonte: Dieese

 


 

11/07/06 - A Medida Provisória 284

 

Com o objetivo de incentivar o emprego doméstico, o Governo Federal editou a MP 284, que permite a dedução, pelo empregador, das despesas com o pagamento da previdência social para um empregado doméstico que recebe um salário mínimo. A condição para esta dedução, é que este empregador faça sua declaração do Imposto de Renda no formulário completo.

 

No Congresso, esta inciativa foi alterada, com a obrigatoriedade de contribuição patronal ao FGTS; a necessidade de pagamento pelo empregador da multa de 40% sobre o saldo do Fundo de Garantia ao empregado dispensado sem justa causa; a extensão do salário-família ao empregado doméstico e a garantia de emprego à empregada gestante, desde a concepção até cinco meses após o parto. 

 

A Nota Técnica 27(Diesse) analisa impactos desta alteração para a questão do emprego doméstico.

 

Para ler a Nota Técnica, clique aqui.

Fonte: Dieese

 


 

05/07/06 - Preços de alimentos continuam em queda

 

Somente em Fortaleza (alta de 2,55%) e Belém (0,24%), a cesta básica, mensalmente pesquisada pelo DIEESE apresentou alta em junho. Nas demais capitais, as variações negativas situaram-se entre -6,76%, apurada em Vitória e -0,82%, verificada em Goiânia.


São Paulo continuou a ter o maior custo para os produtos essenciais, com a cesta valendo R$ 172,31. O menor preço foi apurado em Aracaju (R$ 134,25).

 

Com base no custo da cesta de São Paulo, o DIEESE estimou o salário mínimo necessário em R$ 1.447,58, ou 4,14 vezes o mínimo vigente, de R$ 350,00. Para comprar a cesta básica, o trabalhador que ganha salário mínimo precisou cumprir, na média das 16 capitais, uma jornada de 96 horas e 04 minutos.

 

Para acessar as divulgações do DIEESE: www.dieese.org.br 

Fonte: Dieese

 


 

27/06/06 - Taxa de judicialização das negociações coletivas de trabalho no Brasil de 1993-2005

 

Nos últimos anos, tem diminuído a proporção de negociações coletivas, no Brasil, que são resolvidas na Justiça. O Estudos e Pesquisas nº 21, elaborado pelo DIEESE revela que, em 2005, de 90 negociações, nenhuma recorreu à Justiça. Em 1994, 28,3% tiveram este destino.

A via judicial é, ao lado da condução das negociações diretamente entre as partes (entidades sindicais de trabalhadores e patronais; ou entidade sindical de trabalhadores e empresa), um dos mecanismos de resolução dos conflitos coletivos previstos no sistema brasileiro de relações de trabalho.  E, uma forma de verificar o grau de dificuldade que o movimento sindical enfrenta nos processos de negociação coletiva encontra-se, justamente, na necessidade de se recorrer à Justiça de Trabalho, para se chegar à solução de uma campanha salarial.  Para medir esta dificuldade, emprega-se um indicador chamado taxa de judicialização.

Para realizar a análise do comportamento da taxa de judicialização, no Brasil, no período entre 1993 e 2005, foram considerados os documentos reunidos pelo SACC-DIEESE, que hoje conta com 225 unidades de negociação ao ano, referentes a 50 categorias profissionais e 18 unidades da federação. No estudo, porém, foram consideradas as 90 unidades negociais, de 30 categorias acompanhadas desde a implantação do sistema, em 1993. 

Ao longo de todo o período analisado, em média, 90% das unidades de negociação que compõem o painel resultam em acordos e convenções coletivos registrados pelas partes nas Delegacias Regionais do Trabalho, sem recurso à Justiça trabalhista. Por outro lado,  em média 10% das negociações chegaram à Justiça. 

A evolução da taxa de judicialização revelou uma forte tendência à queda no período analisado. Nos primeiros anos da série, essa oscilou próxima à marca de 20%, com exceção do ano de 1994, quando atingiu o pico de 28,3% dos instrumentos normativos então registrados. Em 1997, entretanto, tem início uma trajetória de queda continuada até o ano 2000, quando chegou ao patamar ínfimo de 2,3%. Após um aumento para 6,0% em 2001, a taxa de judicialização voltou a declinar nos anos seguintes.

Acesse o estudo completo no sítio do DIEESE:www.dieese.org.br

Fonte: Dieese

 


 

23/06/06 - As receitas de prestação de serviços dos bancos

 

No período de altas taxas de inflação que o Brasil passou até a edição do Plano Real, em 1994, o ambiente inflacionário garantia elevadas receitas aos bancos (floating). Com a estabilidade mantida deste então, a cobrança pela prestação de serviços passa a ter papel fundamental no resultado das instituições financeiras, contribuindo para o alcance de lucros recordes. Assim, enquanto em 1994, as receitas de prestação de serviços representavam 6,25% do total das receitas do setor bancário, no final de 2005 este percentual dobra e chega 12,7%.

Além do crescimento da receita proveniente dos serviços bancários, pela imposição de sua cobrança, os bancos também promoveram forte contenção de gastos do pessoal, o que contribuiu para aumentar o grau de eficiência dessas instituições, segundo alguns padrões definidos pelo mercado financeiro. Em dezembro de 1994, a soma de todas as receitas de prestação de serviços do setor “cobriam” 26,0% do total das despesas de pessoal. Em 2005, a cobertura subiu para 113,9%. A razão para essa mudança é que, entre dezembro de 1994 e dezembro de 2005, o montante das Receitas de Prestação de Serviços aumentou 582,0%, em valores nominais, enquanto as Despesas de Pessoal cresceram 56,5%, diante de uma inflação acumulada de 168,9% segundo o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE.

O cliente do sistema financeiro tem duas alternativas quanto ao pagamento dos serviços bancários: optar por um “pacote/cesta” – cujo custo médio mensal em fevereiro último chegava a R$ 22,48 – ou pagar tarifas avulsas pelos mesmos serviços, caso em que o custo eleva-se para R$ 28,06. No primeiro caso, o valor correspondia a 7,49% de um salário mínimo e no segundo, a 9,35%. 

Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada pelo DIEESE e a Fundação Seade, em fevereiro de 2006, o rendimento médio real dos assalariados do setor privado, na Região Metropolitana de São Paulo, era de R$ 1.205 na Indústria; R$ 867 no Comércio e R$ 1.079 nos Serviços. Logo, o valor médio de R$ 22,48 do “pacote/cesta” representa respectivamente 1,9%, 2,6% e 2,1% desses rendimentos. No entanto, ao considerar o valor pago em forma de tarifas avulsas, no valor de R$ 28,06, os respectivos percentuais sobem para 2,3%, 3,2% e 2,6%.

O valor anual pago pela contratação de um “pacote/cesta” (R$ 269,76) ou em forma de tarifas avulsas (R$ 336,72) supera o valor de uma cesta básica. De acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada mensalmente pelo DIEESE, São Paulo registrou o maior preço para a cesta básica, em fevereiro de 2006 (R$ 175,54). Com isso, a despesa anual de um cliente de banco que adere a um “pacote/cesta” representa uma cesta básica e meia, subindo para quase duas cestas (1,9), na segunda opção.

Se afeta o cliente bancário, a cobrança pela prestação de serviços exerce um papel fundamental no resultado das instituições financeiras, contribuindo para uma trajetória de lucros recordes, pois uma parcela expressiva dos ganhos decorre de cobrança de tarifas vinculadas à movimentação da conta corrente. Ou seja, a terceira maior fonte de arrecadação dos bancos tem origem na cobrança de prestação de serviços aos correntistas.  

Fonte: Dieese

 


 

12/06/06 - Incentivo à formalização do emprego doméstico

 
Para incentivar a formalização do emprego doméstico, o Governo Federal editou, este ano, a Medida Provisória nº 284, em tramitação no Congresso Nacional. Apesar possibilitar ao empregador deduzir do Imposto de Renda parte do valor gasto com o pagamento da Previdência do empregado, a medida tem limitações que podem prejudicar o alcance de seu objetivo principal.

 

Veja mais informações sobre o assunto no site do DIEESE. (www.dieese.org.br)

Fonte: Dieese

 


 

26/05/06 - Desemprego tem comportamento diferente segundo a região

 

Cinco regiões metropolitanas onde o DIEESE e Fundação Seade realizam mensalmente a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), em parceria com instituições e governos locais, registraram comportamentos diferenciados em abril. Nas regiões metropolitanas de Recife e Porto Alegre a taxa de desemprego cresceu; em São Paulo, manteve-se estável e em Salvador e Belo Horizonte, caiu. Os dados do Distrito Federal ainda não foram divulgados.

As informações captadas pela PED apontaram que, entre março e abril, a taxa de desemprego total cresceu, em Recife, de 21,4% para 21,9% da População Economicamente Ativa – PEA. O contingente de desempregados foi estimado em 349 mil pessoas. Em Porto Alegre, a taxa passou de 14,9%, para 15,5%, e o total de desempregados chegou a 286 mil, 11 mil a mais que em março. Em São Paulo, a taxa de desemprego permaneceu, em abril, em 16,9%, mas o total de desempregados chegou a 1.700 mil, 5 mil a mais que no mês anterior. Os desempenhos mais favoráveis ocorreram em Salvador – onde a taxa de desemprego reduziu-se de 24,7% para 24,4% - e Belo Horizonte, onde a taxa ficou em 15,6%, contra 16,2%, do mês anterior. Na primeira, o total de desempregados foi estimado em 425 mil (7 mil a menos que em março) e em Belo Horizonte ficou em 383 mil, com redução de 12 mil pessoas em relação ao mês anterior.

Também com relação à ocupação, o comportamento do mercado de trabalho foi bastante diferenciado. Em Recife, os ocupados somaram 1.244 mil pessoas, registrando relativa estabilidade (variação de -0,2%), com geração de empregos na Indústria (2 mil) e nos Serviços (5 mil) e redução no Comércio (- 1 mil) e Outros Setores (- 8 mil). Em Salvador o total de ocupados ficou em 1.317 mil (variação de -0,1%). Somente o setor Serviços desativou vagas (- 19 mil). A Indústria (6 mil), o Comércio (2 mil) e os Outros Setores (10 mil) abriram postos. O total de ocupados, em São Paulo apresentou pequeno acréscimo (0,3%) e o total de ocupados chegou a 8.358 mil. Indústria (- 13 mil) e Comércio (- 5 mil) fecharam postos, enquanto os Serviços (37 mil) e os Outros Setores ( 3 mil) criaram. O pior quadro ocorreu em Porto Alegre (queda de 0,6%), onde o total de ocupados ficou em 1.562 mil pessoas. Apenas o setor Serviços gerou postos (6 mil), enquanto a Indústria (- 5 mil), o Comércio (- 6 mil) e os Outros Setores (- 6 mil) desativaram empregos. Já em Belo Horizonte, o quadro foi positivo, com crescimento de 1,5%, no nível de ocupação. O total de ocupados chegou a 2.075 mil, fruto da geração de empregos em todos os setores: Indústria (2 mil), Comércio (6 mil), Serviços (13 mil) e Outros Setores e Construção Civil (6 mil).

O comportamento desigual ocorreu ainda nos rendimentos, caso em os dados referem-se a março. Em Recife, entre fevereiro e março, houve relativa estabilidade para o rendimento médio real dos ocupados (0,5%), que ficou em R$ 609 e ganhos de 1,3%, para o salário médio real, que subiu para R$ 699. Em Belo Horizonte, entre fevereiro e março, o rendimento real médio dos ocupados elevou-se em 1,6% e o salário real médio em 2,1%, equivalendo, a R$ 866 e R$ 914, respectivamente. Na Grande São Paulo, ao contrário, houve queda de 2,2%, para os ocupados e de 2,5%, para os salários, com seus valores ficando em R$ 1.053 e R$ 1.117. Em Salvador, o rendimento médio foi de R$ 744 entre os ocupados e de R$ 860 entre os assalariados, resultado de redução de 1,4%, para o rendimento médio real e de elevação de 0,8%, para os salários. Finalmente, em Porto Alegre, o rendimento dos ocupados subiu 0,6%, atingindo R$ 916 e o salário médio manteve-se relativamente estável, correspondendo a R$ 928.

Fonte: Dieese

 


 

22/05/06 - As greves em 2005

 

A busca por novos direitos ou pela melhora das condições dos contratos de trabalho motivou, em 2005, a realização de 69% das paralisações realizadas pelos trabalhadores brasileiros, segundo dados obtidos pelo Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG) do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE). Ao todo, o movimento sindical promoveu, em todo o país, no ano passado, 299 greves, número bem semelhante ao registrado em 2004 (302). O total de horas paradas ficou em cerca de 20 mil, contra 23 mil em 2004.

Apesar do predomínio do caráter propositivo das greves, em 45% das mobilizações (135) foram encontrados motivos defensivos, com os trabalhadores se colocando contra o descumprimento de direitos ou reivindicando a manutenção ou renovação de condições em vigor.

A preocupação com o reajuste salarial foi a mais constante, observada em quase metade das paralisações (141). A questão do rendimento também esteve presente em outras reivindicações, caso das lutas pela implantação de planos de cargos e salários ou de carreiras (presente em 20% dos movimentos) ou pela participação nos lucros e resultados – PLR – (exigidos em 12% das mobilizações). Compuseram também a pauta das greves temas como auxílio-alimentação (17%), questões relativas às condições de trabalho (15%), ou  o protesto por atraso no pagamento de salários (12%)..

Do total de greves realizadas, 162 (54%) ocorreram na esfera pública – isto é, envolveram o funcionalismo público federal, estadual ou municipal e as empresas estatais. O caráter das reivindicações destas greves foi majoritariamente propositivo – 76%, entre o funcionalismo e 79%, nas estatais. O reajuste salarial foi motivo de 60% das paralisações dos servidores e de 50%, entre os trabalhadores das estatais.

Na esfera privada ocorreram 135 greves (45%). Desse total, 20% aconteceram nos serviços e 25% na indústria. Outras duas paralisações de bancários envolveram trabalhadores de bancos estatais e privados. Em 60% das mobilizações da esfera privada  (137, incluindo a greve dos bancários), as reivindicações de caráter propositivo estiveram presentes, mas 50% delas continham também pedidos de caráter defensivo. Reajuste salarial (36% das greves) e pagamento da participação nos lucros e resultados – PLR - (24%) foram motivos de destaque para estes trabalhadores. 

Entre as mobilizações realizadas pelos empregados das indústrias, a PLR foi a reivindicação mais freqüente (35%), superando o reajuste de salários (28%). Nos serviços, porém, mesmo com o reajuste salarial presente em 44% das paralisações, uma motivação claramente defensiva – o atraso de salários – foi responsável por 42% das greves.

O balanço completo do movimento grevista em 2005 está no Estudos e Pesquisas 20, lançado ontem pelo DIEESE e que pode ser visto, na íntegra, clicando-se aqui.

Fonte: Dieese

 


 

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