|
Cinco
regiões metropolitanas onde o DIEESE e a Fundação
Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) realizam,
em parceria com instituições e governos locais, a
Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgaram, nos
últimos dias, os dados sobre desemprego e ocupação,
referentes a agosto, e sobre o comportamento dos
rendimentos, em julho.
Na
Grande São Paulo, a PED registrou queda na taxa de
desemprego, que passou de 16,7%, em julho, para 16,0%,
em agosto. O total de desempregados foi estimado em
1.609 mil pessoas, 71 mil a menos que no mês anterior.
Houve aumento de 67 mil pessoas no total de ocupados,
que chegou a 8.446 mil. Foram abertos postos nos
Serviços (45 mil) e nos Outros Setores (33 mil), e
desativadas ocupações no Comércio (7 mil) e Indústria (4
mil). A exemplo do que ocorreu em julho, houve forte
crescimento do total de assalariados com carteira
assinada (mais 55 mil pessoas). Os rendimentos médios
reais de ocupados e assalariados apresentaram forte
crescimento entre junho e julho, e passaram a
corresponder a R$ 1.119 e R$ 1.179, fruto do incremento
de 5,1% e 5,0% respectivamente.
A
taxa de desemprego na Região Metropolitana de Belo
Horizonte manteve-se, em agosto, como a mais baixa
dentre as regiões pesquisadas, ficando em 13,4%, contra
14,0%, apurado em julho. O total de desempregados foi
estimado em 337 mil pessoas, 12 mil a menos que no mês
anterior. O total de ocupados, na região chegou a 2.180
mil pessoas, devido à geração de 34 mil postos, com
destaque para o setor serviços, que criou 25 mil
empregos. O rendimento real médio dos ocupados foi
estimando, em julho, em R$ 932, com alta de 3,4% em
relação ao mês anterior. O salário real médio subiu
4,1%, passando para R$ 996.
A
taxa de desemprego, na Região Metropolitana de Porto
Alegre recuou, em agosto, para 14,6%, contra os 14,9%
registrados em julho. O total de desempregados foi
estimado em 266 mil pessoas, 7 mil a menos que no mês
anterior. A redução da taxa resultou da saída de 9 mil
pessoas da População Economicamente Ativa (PEA), uma vez
que houve diminuição de 2 mil postos de trabalho. O
total de ocupados foi estimado em 1.557 mil pessoas,
fortemente influenciado pela queda de 2,9% na Indústria
e crescimento de 6,9%, na Construção Civil. O rendimento
médio real dos ocupados referente a julho apresentou
crescimento de 1,0%, e seu valor atingiu R$ 928. Com
relação aos assalariados, houve queda de 0,5%, com o
salário médio correspondendo a R$ 937.
Na
Região Metropolitana de Recife, a taxa de desemprego
apresentou ligeiro aumento, em agosto, atingindo 21,3%,
contra 21,0% apurado em julho. O total de desempregados
chegou a 338 mil pessoas, 10 mil a mais que em julho.
Este aumento resultou do crescimento da taxa de
participação, que passou de 50,3% para 50,9%, o que
correspondeu ao ingresso 21 mil pessoas no mercado de
trabalho. Foram geradas, no período, 11 mil ocupações.
Os Serviços e os Outros Setores criaram 24 mil vagas,
enquanto a Indústria, Comércio e Construção Civil
fecharam 13 mil. Assim, o total de ocupados na região
foi estimado em 1.247 mil pessoas. O rendimento real
médio dos ocupados e dos assalariados aumentou,
respectivamente, 1,7% e 1,0%, com seus valores passando
a corresponder a R$ 611 e R$ 685, na comparação entre
julho e junho.
Na
Região Metropolitana de Salvador a taxa de desemprego,
em agosto ficou em 24,1%, contra 23,9%, verificada em
julho. O total de desempregados chegou a 421 mil
pessoas, 5 mil a mais que no mês anterior. Sete mil
pessoas passaram a integrar a PEA, total superior ao de
postos gerados no período (2 mil). O total de ocupados
ficou em 1.325 mil. Houve crescimento de 5,9% no total
de postos da Indústria, mas retração no comércio (-1,1%)
e nos Outros Setores (-0,5%), e relativa estabilidade no
setor Serviços
(-0,2%). O rendimento real médio, em julho, ficou
relativamente estável para ocupados (0,3%) e
assalariados (-0,1%), com seus valores fixando-se em R$
749 e R4 853, respectivamente.
Mais
informações podem ser encontradas no
sítio do DIEESE
www.dieese.org.br
Fonte: Dieese

21/09/06
-
As medidas governamentais para a habitação
Em 12 de setembro, o
governo brasileiro lançou um conjunto de medidas
destinado a incentivar a construção civil e reduzir os
custos de financiamento imobiliário para facilitar a
aquisição da casa própria. O "pacote" conta com uma nota
oficial do Ministério da Fazenda, a Medida Provisória
321 e o Decreto 5.892. Crédito habitacional consignado,
financiamento para o construtor, redução de impostos
fazem parte das medidas que, no entanto, não inclui
contrapartidas sociais.
As medidas anunciadas
visam fomentar as atividades da construção civil, setor
que reage rapidamente aos incentivos, em particular, com
a geração de empregos. Seu alcance, porém, é delimitado
pela adesão do setor financeiro e pelo efetivo
crescimento da economia brasileira.
Para ler o
documento na íntegra
acesse
www.dieese.org.br
Fonte: Dieese

13/09/06
-
Preços voltam a subir em São Paulo
Após quatro meses com taxas
negativas, o Índice do Custo de Vida (ICV), calculado
pelo DIEESE - Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos – para o município de São
Paulo, apresentou em agosto, alta de 0,32%. O resultado
foi conseqüência do aumento apurado em grupos como
Alimentação (0,85%), Transportes (0,56%) e Saúde
(0,37%). Retração foi observada em Equipamento Doméstico
(-0,30%) e Vestuário (-1,13%).
Índices por estrato de renda
- Além do índice geral, o DIEESE calcula ainda mais três
indicadores de inflação, segundo tercis de estratos de
renda das famílias paulistanas para os quais, em agosto,
houve pouca variação entre as taxas. Para o estrato 1,
que corresponde à estrutura de gastos de 1/3 das
famílias mais pobres (renda média = R$ 377,49*), a alta
ficou igual à do índice geral, em 0,32%. No caso do
estrato 2, que contempla os gastos das famílias com
nível intermediário de rendimento (renda média = R$
934,17*), a taxa correspondeu a 0,31% e, para o estrato
3, que reúne as famílias de maior poder aquisitivo
(renda média = R$ 2.792,90*) a variação também foi igual
à do índice geral, em 0,32%.
Índices acumulados
- A inflação apurada pelo ICV-DIEESE para o período de
12 meses, ou seja de setembro de 2005 até agosto último,
correspondeu a 2,80%. Entre janeiro e agosto, o
acumulado fica em 0,91%. Quando se considera os estratos
de renda, observa-se que as taxas acumuladas nos últimos
12 meses apontam uma correlação positiva com a renda
familiar, ou seja, é menor para quem tem menor poder
aquisitivo: estrato 1, 1,57%; estrato 2, 1,95%; e
estrato 3, 3,48%. Neste ano, de janeiro a agosto, as
famílias com menor rendimento praticamente não foram
afetadas pelas alterações dos preços, e as taxas para o
1º (-0,05%) e 2º(0,08%) estratos de renda situaram-se
próximas a zero. Para as famílias de maior poder
aquisitivo a inflação foi maior (1,50%), resultado de
sua estrutura de gastos, com despesas proporcionalmente
maiores com bens e serviços cujos preços subiram acima
da inflação geral.
Relação entre câmbio e inflação
- Há um consenso geral de que existe uma forte relação
entre a taxa de câmbio e os preços internos, ou seja,
toda vez que o dólar sobe ou cai, repercute na inflação.
No entanto, estudo realizado pelo DIEESE no período
entre janeiro de 1998 e agosto de 2006 mostra um
comportamento distinto das séries. O ICV-DIEESE
apresenta maior estabilidade e o câmbio oscila, com
altas e baixas. Com a desvalorização do real, no início
de 1999, os preços internos do mercado consumidor
subiram ao longo de todo o ano, com taxas muito menos
explosivas que as apresentadas pelo dólar. Em dezembro
daquele ano, a inflação situou-se em 9,58% contra um
reajuste cambial da ordem de 52,89%. No período
compreendido entre janeiro de 2000 e outubro de 2002, a
taxa anualizada da inflação manteve-se relativamente
estável, em um patamar médio da ordem de 8,35%, apesar
de o câmbio ter alternado quedas (de -8,16%, em março de
2000) e altas (de 45,78%, em outubro de 2001) marcantes.
De novembro de 2002 até o 1º semestre de 2003, os
aumentos acentuados do dólar e dos preços foram, ao que
tudo indica, uma resposta especulativa dos agentes
econômicos a eventuais mudanças na política econômica,
motivadas pela posse do governo Lula. A partir do 2º
semestre de 2003 até agosto de 2006, as taxas de
inflação caem sistematicamente, sem grandes oscilações.
No entanto, neste período houve queda acentuada do
dólar, com grandes oscilações nas taxas que variaram
entre -24,81% (outubro de 2003) a 8,53% (em junho de
2004).
Esta análise permite considerar que as variações
cambiais, ao longo destes anos, tiveram pouco impacto
nos preços do mercado consumidor interno. E, portanto,
uma política cambial com vistas à desvalorização do real
frente ao dólar, provavelmente, pouco afetará o atual
patamar inflacionário.
* Os
níveis de rendimento referem-se aos valores definidos
para junho de 1996, quando da implantação da atual
ponderação
Para ler
o todo o texto do
ICV-DIEESE de agosto, acesse
www.dieese.org.br .
Fonte: Dieese

05/09/06
-
Em
julho, produção industrial cresceu 0,6%
De
junho para julho, a produção industrial, pesquisada pelo
IBGE, apresentou crescimento de 0,6%, descontadas as
influências sazonais. Em relação a julho de 2005, o
aumento foi de 3,2%. Também houve crescimento de 2,7% no
acumulado janeiro-julho, em relação a igual período do
ano anterior, e 2,2% no indicador dos últimos doze
meses.

De
junho para julho, o crescimento atingiu 17 dos 23 ramos
pesquisados
Com o
crescimento de 0,6% observado no total da indústria
entre junho e julho, após queda de 1,3%, o patamar de
produção do setor ficou 0,8% abaixo do nível recorde
atingido em maio passado. Dos vinte e três ramos que têm
séries ajustadas sazonalmente, dezessete apresentaram
crescimento entre junho e julho. Entre aqueles que
determinaram o comportamento global positivo,
destacam-se a indústria extrativa (5,2%), refletindo o
aumento em julho da extração de petróleo, após
paralisação para manutenção em algumas plataformas
ocorrida em junho, e a metalurgia básica (4,2%), que
embora venha mostrando crescimento por cinco meses
consecutivos, neste mês concentra o impacto da volta à
plena operação de um grande forno siderúrgico. Também
merecem destaque as contribuições positivas vindas de
veículos automotores (2,0%), outros produtos químicos
(2,9%) e bebidas (4,4%). Por outro lado, as principais
influências negativas vieram do refino de petróleo e
produção de álcool (-3,4%) e da farmacêutica (-5,0%).
Vale lembrar que a atividade de produção de derivados de
petróleo e álcool vinha há três meses em expansão e, em
junho, atingiu o mais elevado nível desde dezembro de
2004.
Ainda
na comparação com o mês anterior, os segmentos de bens
de capital e de bens intermediários alcançaram as taxas
mais elevadas entre as categorias de uso (ambos com
1,0%), após recuarem 0,7% e 1,8% em junho,
respectivamente. A produção de bens duráveis foi a única
em queda na passagem de junho para julho (-0,2%),
registrando assim o terceiro resultado negativo
consecutivo, período em que acumula perda de 1,9%. O
segmento de bens de consumo semi e não duráveis, com
crescimento de 0,4%, exibe desempenho próximo à média
global da indústria, após queda de 0,9% em junho.
O
indicador mensal registrou expansão em 20 dos 27 ramos
pesquisados
Na
comparação julho06/julho05, a produção registrou
crescimento de 3,2%, com vinte dos vinte e sete ramos
pesquisados assinalando expansão. Os maiores impactos
positivos sobre o índice global, por ordem de
importância, vieram de: alimentos (6,1%); máquinas para
escritório e equipamentos de informática (49,3%);
metalurgia básica (10,0%); máquinas, aparelhos e
materiais elétricos (16,3%); indústria extrativa (6,6%);
bebidas (12,8%) e veículos automotores (3,7%). Os
principais itens responsáveis pelo desempenho favorável
dessas atividades foram, respectivamente: açúcar cristal
e suco de laranja; computadores e monitores; vergalhões
de aço; transformadores; minérios de ferro;
refrigerantes e cervejas; e automóveis e
caminhão-trator. As pressões negativas mais relevantes
vieram de outros produtos químicos (-5,0%) e material
eletrônico e equipamentos de comunicações (-9,9%),
influenciados, respectivamente, pelo recuo na fabricação
de herbicidas e telefones celulares.
Ainda
na comparação com julho de 2005, os índices por
categorias de uso mostraram a liderança de bens de
capital (8,4%), com ritmo bem acima da média industrial
(3,2%). Este desempenho está sustentado pelos subsetores
de bens de capital para transporte (7,6%), para uso
misto (6,9%), para fins industriais (9,1%), para energia
elétrica (34,7%) e para construção (9,4%). A produção de
bens de capital agrícolas (-27,5%) permanece em queda há
vinte e três meses. A categoria de bens de consumo semi
e não duráveis (3,3%) mostrou o terceiro resultado
positivo consecutivo nessa comparação, com destaque para
o subsetor de alimentos e bebidas elaborados para
consumo doméstico (5,6%), principalmente por conta da
maior produção de refrigerantes e sucos concentrados de
laranja. Vale citar também as taxas positivas dos
subsetores de carburantes (7,4%) e de outros produtos
não duráveis (2,6%). O subsetor de semiduráveis foi o
único que apresentou queda (-6,2%).
A
produção de bens intermediários (3,2%), após o recuo de
0,5% em junho, volta a crescer e mostra ritmo igual à
média da indústria. Praticamente todos os seus segmentos
assinalaram aumento, sendo o principal destaque o grupo
insumos industriais elaborados (2,8%), seguido por
insumos industriais básicos (13,3%) e alimentos e
bebidas elaborados para indústria (12,6%). Vale
ressaltar o comportamento do grupo insumos da construção
civil (7,5%), que marca o seu terceiro resultado
positivo consecutivo. Por outro lado, a pressão negativa
se concentrou no subsetor de combustíveis e
lubrificantes elaborados (-5,9%), principalmente, por
conta do recuo no item óleo diesel. Com crescimento
abaixo da média da indústria, bens de consumo duráveis
(1,2%) permaneceu pressionado negativamente pela redução
na produção de celulares (-12,4%). Entretanto, foi
observado crescimento nos automóveis (3,2%) e
eletrodomésticos (4,7%), principalmente os da linha
branca (9,7%).
O
indicador acumulado no ano mostrou aumento em 21
atividades
No
indicador acumulado janeiro-julho frente a igual período
de 2005, o crescimento de 2,7% reflete o aumento em
vinte e uma atividades. A fabricação de máquinas para
escritório e equipamentos de informática (56,8%) mantém
a liderança em termos de impacto sobre o índice geral,
com destaque para os itens computadores e monitores.
Outras contribuições positivas relevantes vieram da
indústria extrativa (8,1%), sobretudo em função da
expansão na produção de minérios de ferro e petróleo, e
do setor de máquinas, aparelhos e materiais elétricos
(14,3%) devido, principalmente, ao aumento no item
transformadores. Em sentido oposto, entre as seis
atividades em queda, destacam-se: outros produtos
químicos (-3,0%), madeira (-8,7%) e vestuário (-7,4%).
Por
categorias de uso, ainda no indicador acumulado no ano,
o perfil de crescimento ao longo de 2006 confirma o
maior dinamismo observado na produção de bens finais:
bens de consumo duráveis (6,6%), bens de capital (5,5%)
e bens de consumo semi e não duráveis (2,8%) avançam a
um ritmo acima da média global (2,7%). Por outro lado, a
produção de bens intermediários (1,9%) mostra desempenho
mais moderado, ao mesmo tempo em que, segundo dados da
FUNCEX, o volume (quantum) das importações de bens
intermediários atinge 13,0% de crescimento nos sete
primeiros meses de 2006.
Em
síntese, o avanço de 0,6% da produção industrial em
julho último sobre o mês anterior, leva o índice de
média móvel trimestral a manter suave trajetória de
crescimento. Desde abril passado esse índice apresenta
discreto aumento frente ao mês anterior, tendo acumulado
nestes quatro meses taxa de 0,8%. Segundo essa mesma
comparação, no corte por categorias de uso, o setor de
bens intermediários mostra avanço de 1,4%, sendo a única
categoria com ritmo acima da média da indústria. Bens de
capital (0,6%) e bens de consumo semi e não duráveis
(0,4%) também registram saldo positivo nessa comparação,
enquanto bens de consumo duráveis (-2,1%) aponta clara
desaceleração.
Fonte: IBGE

05/09/06
-
O trabalhador da saúde em seis regiões metropolitanas
brasileiras
O perfil do trabalhador da saúde nos mercados
metropolitanos das seis regiões brasileiras onde o
DIEESE e a Fundação Seade, em parceria com governos e
instituições locais, realiza mensalmente a Pesquisa de
Emprego e Desemprego, caracteriza-se pela maior presença
feminina, pela faixa etária acima de 25 anos, por ter
maior escolaridade e pela baixa representatividade da
população negra. Em relação à inserção, nota-se que:
a) Há uma maior proporção de ocupados na saúde
desempenhando tarefas administrativas, em relação
àquelas típicas da área de saúde.
b) Os ocupados do ramo da saúde estão alocados mais
expressivamente no setor privado.
c) Há uma grande dispersão de rendimentos, quando se
compara os rendimentos pagos no setor privado e público
e quando se observa o rendimento dos trabalhadores da
área administrativa e dos que desempenham tarefas
típicas de saúde.
d) Grande parte dos trabalhadores possui altas jornadas
e trabalho adicional, devido aos baixos rendimentos e à
flexibilidade da jornada de trabalho e, em muitos casos,
pela possibilidade de exercício autônomo da profissão,
como é o caso dos médicos, fisioterapeutas, enfermeiros,
dentistas, dentre outros.
Para
ler o
documento na íntegra
acesse
www.dieese.org.br
Fonte: Dieese

04/09/06
-
Preço da cesta cai em 14 capitais
Em agosto, o custo do conjunto de gêneros alimentícios
essenciais registrou, novamente, recuo em 14 das 16
capitais onde o DIEESE realiza, mensalmente, a Pesquisa
Nacional da Cesta Básica. Belém (-4,65%) e Natal
(-4,36%) apresentaram as retrações mais significativas,
enquanto em Belo Horizonte (2,23%) e Porto Alegre
(0,41%) foram apurados aumentos.
Porto Alegre apresentou, em agosto, o custo mais elevado
para os produtos que compõem a cesta, com R$ 171,72;
sendo seguida por São Paulo, com R$ 169,62. Os menores
preços foram apurados em Fortaleza (R$ 129,46) e Recife
(R$ 130,87).
O salário mínimo necessário para a manutenção de uma
família deveria ser de R$ 1.442,62.
Clique aqui
para ver todos os resultados
Fonte: Dieese

01/09/06
-
PIB varia 0,5% no segundo trimestre em relação ao
primeiro
De acordo com o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística – o Produto Interno Bruto (PIB), que
representa a soma de todas as riquezas produzidas no
país, do segundo trimestre de 2006 apresentou
crescimento de 0,5% na comparação com o primeiro
trimestre do ano. Em relação ao segundo trimestre de
2005, houve elevação de 1,2%. O PIB acumulado nos quatro
trimestres terminados no segundo trimestre de 2006
cresceu 1,7% em relação aos quatro trimestres
imediatamente anteriores. No 1º semestre de 2006, houve
crescimento de 2,2%, em relação a igual período de 2005.
Dentre os setores que compõem o PIB, a Agropecuária
obteve o melhor desempenho (0,8%) no segundo
trimestre de 2006, na comparação com o primeiro
trimestre. Em seguida, vieram os Serviços (0,6%);
enquanto a Indústria registrou queda de 0,3%.
O
PIB cresceu 1,2% no segundo trimestre de 2006,
em relação a igual período de 2005. No setor
Industrial, o destaque ficou com a Construção
Civil (2,6%). A Extrativa Mineral teve
crescimento de 1,5%, inferior às taxas do primeiro
trimestre de 2006 e do quarto trimestre de 2005 (12,6% e
12,1% respectivamente). Essa redução pode ser explicada,
em grande parte, pela
baixa taxa de crescimento da Extração de Petróleo e Gás
(0,8%), já que a Produção de Minério de Ferro cresceu
9,1%. Os Serviços Industriais de Utilidade Pública
registraram 1,5% de crescimento. Já a Indústria
de Transformação apresentou queda de 0,4%.
O
PIB acumulado nos quatro trimestres terminados no
segundo trimestre de 2006 apresentou crescimento
de 1,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente
anteriores. E, no primeiro semestre de 2006, o PIB teve
crescimento de 2,2%, em relação a igual período de 2005,
com as seguintes variações por setor: Indústria
(2,6%), Serviços (2,3%) e Agropecuária (0,3%).
No primeiro semestre de 2006, o PIB teve
crescimento de 2,2%, em relação a igual período de
2005, como as seguintes variações por setor: Indústria
(2,6%), Serviços (2,3%) e Agropecuária (0,3%).
Todos os quatro subsetores da Indústria tiveram taxas
positivas,
no primeiro semestre de 2006, sendo que o destaque foi
para a Extrativa Mineral (6,7%). Construção Civil e
Serviços Industriais de Utilidade Pública apresentaram
crescimento de 4,7% e 2,8% respectivamente. Já a
Indústria da Transformação cresceu 1,0%.
Fonte: Dieese

31/08/06
-
A Lei de Diretrizes Orçamentárias 2007 e os
trabalhadores
A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) estabelece,
para o período de um ano, metas e prioridades da
administração pública, orientações para elaboração da
lei Orçamentária Anual, alterações na legislação
tributária, concessão de vantagem ou aumento de
remuneração, criação de cargos, admissão de pessoal,
alteração de carreiras e política de aplicação das
agências financeiras oficiais de fomento.
Uma proposta de lei deve ser encaminhada anualmente ao
Congresso e votada até 30 de junho, sob pena de não se
interromper o primeiro período da sessão legislativa, ou
seja, sem esta apreciação, não deve haver recesso
parlamentar. Este ano porém, como boa parte dos
parlamentares encontra-se em campanha eleitoral, não
houve ainda o julgamento do projeto do Governo Federal.
A Nota Técnica nº 32 destaca, entre outros aspectos, os
seguintes pontos do Projeto de Lei de Diretrizes
Orçamentárias do Governo Federal:
• Previsão de crescimento gradual do PIB entre os anos
de 2007 a 2009;
• A manutenção da projeção do superávit primário em
4,25% do PIB;
• A preservação da regra para aumento do salário mínimo
de acordo com, no mínimo, a variação do Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC) mais o PIB per capita;
• A conservação da variação anual acumulada do Índice de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA);
• A previsão de queda da dívida do setor público;
• Aumento do estímulo ao investimento produtivo;
• Tentativa de continuidade no corte nos tributos para
as famílias; bem como nos tributos que compõem a cesta
básica e produção de alimentos permitindo, assim, maior
acesso à aquisição de alimentos, principalmente para a
camada mais pobre da população.
Clique aqui para ler o
documento.
Fonte: Dieese

Cinco regiões metropolitanas onde o DIEESE e a Fundação
Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) realizam,
em parceria com instituições e governos locais, a
Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) divulgaram, nesta
semana os dados sobre desemprego e ocupação, referentes
a julho, e sobre o comportamento dos rendimentos, em
junho.
Na Grande São Paulo, a PED registrou em julho, taxa de
desemprego de 16,7%, contra 16,8%, do mês anterior,
apresentando, assim, relativa estabilidade no período.
Segundo a pesquisa, 1.680 mil pessoas encontravam-se
desempregadas, 3 mil a menos que em junho. O total de
ocupados aumentou 0,6% (46 mil pessoas) e fixou-se em
8.379 mil, principalmente devido à abertura de 34 mil
postos na Indústria. Houve forte crescimento do total de
assalariados com carteira assinada (mais 69 mil pessoas)
e redução no de autônomos (- 41 mil). Entre maio e
junho, os rendimentos médios reais de ocupados e
assalariados cresceram 2,9% e 1,8%, e passaram a
corresponder a R$ 1.066 e R$ 1.124, respectivamente.
A taxa de desemprego, na região metropolitana de Recife
reduziu-se de 21,7%, para 21,0%, em julho, mês em que o
contingente de desempregados totalizou 328 mil pessoas,
9 mil a menos que em junho. Foram geradas, no período,
19 mil ocupações, 12 mil delas no setor Serviços. Assim,
o total de ocupados na região foi estimado em 1.564 mil
pessoas. O rendimento real médio dos ocupados e dos
assalariados decresceu, respectivamente 1,5% e 1,9%, com
seus valores passando a corresponder a R$ 601 e R$ 678,
na comparação entre junho e maio.
A Região Metropolitana de Belo Horizonte apurou, em
julho, taxa de desemprego de 14,0%, contra 14,2%, em
junho, registrando, assim, a menor taxa dentre as
regiões onde a PED é realizada. O total de desempregados
ficou em 349 mil pessoas, 2 mil a menos que no mês
anterior. Foram abertas, no mês, 24 mil novas vagas, 14
mil delas no setor Serviços e o total de ocupados chegou
a 2.146 mil. O rendimento real médio dos ocupados foi
estimando, em junho, em R$ 899, com alta de 1,8% em
relação ao mês anterior. O salário real médio subiu
1,1%, passando de R$ 944 para R$ 954.
A taxa de desemprego, na Região Metropolitana de Porto
Alegre ficou relativamente estável: 14,9%, em julho,
contra 15,0%, no mês anterior. O total de desempregados
foi estimado em 273 mil pessoas, 3 mil a menos que em
junho. A relativa estabilidade da taxa de desemprego
derivou da saída de 10 mil indivíduos da População
Economicamente Ativa, uma vez que houve fechamento de 7
mil ocupações. O total de ocupados foi estimado em 1.559
mil pessoas e apenas na Indústria e Comércio houve
geração de postos (mil em cada setor). Houve relativa
estabilidade (-0,2%) no rendimento médio real dos
ocupados, em junho, que assim ficou em R$ 918. O salário
real médio apresentou variação positiva de 0,6%,
fixando-se em R$ 942.
Na Região Metropolitana de Salvador a taxa de
desemprego, em julho ficou em 23,9%, contra 23,7%,
verificada em junho. O total de desempregados chegou a
416 mil pessoas, 6 mil a mais que no mês anterior. Este
resultado decorreu do aumento de 9 mil pessoas na PEA,
apenas parcialmente compensado pela geração de 3 mil
postos de trabalho. O total de ocupados ficou em 1.323
mil. O setor Serviços destacou-se por ter gerado 17 mil
postos. Houve aumento de 1,1% para o rendimento real
médio – que, em junho, correspondeu a R$ 748 e variação
de 0,4%, para o salário médio, que ficou em R$ 856.
Fonte: Dieese

10/08/06
-
Em junho, produção industrial cai em 10 dos 14 locais
pesquisados
Em
junho,
os índices regionais da produção industrial ajustados
sazonalmente mostram um quadro predominantemente
negativo frente a maio, com dez dos quatorze locais
apresentando queda. Amazonas (-5,4%) e Paraná
(-4,3%) assinalam as reduções mais acentuadas. São Paulo
(-2,3%), parque fabril de maior peso no país, registra
taxa abaixo da média nacional (-1,7%). Espírito Santo
(5,1%), Pernambuco (2,2%), Ceará (0,9%) e Pará (0,2%)
são os locais que apresentam crescimento na passagem de
maio para junho.

No
acumulado do semestre,
dez locais pesquisados apresentaram acréscimo na
produção, com destaque para Pará (13,5%), Ceará (7,2%) e
Bahia (5,5%). Também ficaram acima da média nacional:
Pernambuco e Espírito Santo (ambos com 4,7%), Minas
Gerais (4,6%), São Paulo (3,4%), Rio de Janeiro (3,3%) e
região Nordeste (3,1%). O desempenho favorável desses
locais pode ser explicado pelo dinamismo das
exportações (minério de ferro, produtos siderúrgicos,
petróleo, celulose e açúcar) e a presença importante de
atividades produtoras de bens de consumo (duráveis e de
semi e não duráveis).
O
resultado de 2,6% no acumulado do primeiro semestre,
para o total do país, reflete uma forte desaceleração no
ritmo produtivo entre o primeiro (4,6%) e segundo
trimestre (0,8%). Esse movimento é observado na maioria
(9) das 14 áreas pesquisadas (tabela 3). Amazonas
lidera essa perda de dinamismo, ao passar de um
crescimento de 9,3% no período janeiro-março para uma
queda de 12,1% no segundo trimestre, devido
principalmente ao recuo de material e eletrônico e
equipamentos de comunicações (de 14,1% para -22,4%).
Este setor, de maior peso na estrutura industrial, foi
fortemente impactado pela redução no ritmo das vendas de
telefones celulares para o mercado externo.
Já no
confronto junho 06/ junho 05, que para o total do
país mostrou recuo de 0,6%, os índices regionais foram
negativos em cinco locais. Vale ressaltar, nesse
indicador, a diferença de número de dias úteis (21 dias
em 2006 contra 22 em 2005). A maior queda foi registrada
no Amazonas (-20,0%), refletindo o forte impacto
negativo vindo do setor de material eletrônico e
equipamentos de comunicação. Rio Grande do Sul (-6,7%),
Santa Catarina (-2,2%), Paraná (-1,2%) e Minas gerais
(-0,8%) também ficaram abaixo da média nacional. Entre
os que assinalaram expansão, Espírito Santo (16,1%),
Pará (14,8%), Ceará (7,0%) e Pernambuco (6,1%)
alcançaram as taxas mais expressivas. As indústrias da
região Nordeste (2,0%), Goiás (2,0%), Bahia (1,3%), Rio
de Janeiro (0,8%) e São Paulo (0,5%) também registraram
resultados positivos.


18/07/06
-
A conjuntura econômica no segundo semestre de 2006
No início de 2006, a
economia brasileira manteve comportamento aquecido e o
PIB - Produto Interno Bruto - registrou alta de 1,4% no
primeiro trimestre. Ao contrário dos últimos anos -
quando as exportações determinavam o ritmo econômico -
em 2006 o crescimento foi impulsionado pelo mercado
interno. Para isso contribuíram: a continuidade da queda
na taxa de juros, a expansão do crédito e conseqüente
elevação do consumo interno; o aumento da capacidade de
consumo das faixas de menor rendimento; crescimento na
indústria e na construção civil, entre outros fatores.
Por outro lado, ainda que a
Balança Comercial continue apresentando saldos
positivos, a redução do preço do dólar em relação ao
real estimula a importação e causa impacto nas
exportações. No quadro internacional, existem sinais
negativos, como a alta no preço do petróleo; as
expectativas em torno dos juros americanos e a redução
do fluxo de capitais para mercados emergentes, como o
Brasil.
Assim, a Nota Técnica 28
mostra que, apesar da estimativa de crescimento do PIB
em torno de 4%, este ano, não são esperados impactos
significativos sobre renda e emprego. Com isso, as
negociações do segundo semestre do ano devem se dar num
cenário sem significativas transformações, com
indicações de uma forte presença, na agenda sindical, da
discussão sobre os pisos (dada a elevação do mínimo) e,
para as empresas exportadoras ou que competem com
importações, um olhar atento no cenário externo.
Clique aqui para ler a
nota técnica 28.
Fonte:
Dieese

11/07/06
-
A Medida Provisória
284
Com o objetivo de
incentivar o emprego doméstico, o Governo Federal
editou a MP 284, que
permite a dedução, pelo empregador, das despesas com o
pagamento da previdência social para um empregado
doméstico que recebe um salário mínimo. A condição para
esta dedução, é que este empregador faça sua declaração
do Imposto de Renda no formulário completo.
No Congresso, esta
inciativa foi alterada, com a obrigatoriedade de
contribuição patronal ao FGTS; a necessidade de
pagamento pelo empregador da multa de 40% sobre o saldo
do Fundo de Garantia ao empregado dispensado sem justa
causa; a extensão do salário-família ao empregado
doméstico e a garantia de emprego à empregada gestante,
desde a concepção até cinco meses após o parto.
A Nota Técnica 27(Diesse) analisa impactos desta
alteração para a questão do emprego doméstico.
Para ler a Nota Técnica, clique aqui.
Fonte:
Dieese

05/07/06
-
Preços
de alimentos continuam em queda
Somente em Fortaleza (alta de 2,55%) e Belém (0,24%), a
cesta básica, mensalmente pesquisada pelo DIEESE
apresentou alta em junho. Nas demais capitais, as
variações negativas situaram-se entre -6,76%, apurada em
Vitória e -0,82%, verificada em Goiânia.
São Paulo continuou a ter o maior custo para os produtos
essenciais, com a cesta valendo R$ 172,31. O menor preço
foi apurado em Aracaju (R$ 134,25).
Com base no custo da cesta de São Paulo, o DIEESE
estimou o salário mínimo necessário em R$ 1.447,58, ou
4,14 vezes o mínimo vigente, de R$ 350,00. Para comprar
a cesta básica, o trabalhador que ganha salário mínimo
precisou cumprir, na média das 16 capitais, uma jornada
de 96 horas e 04 minutos.
Para acessar as divulgações do DIEESE:
www.dieese.org.br
Fonte:
Dieese

27/06/06
-
Taxa de judicialização das negociações coletivas de
trabalho no Brasil de 1993-2005
Nos últimos anos, tem diminuído a proporção de
negociações coletivas, no Brasil, que são resolvidas na
Justiça. O Estudos e Pesquisas nº 21, elaborado pelo
DIEESE revela que, em 2005, de 90 negociações, nenhuma
recorreu à Justiça. Em 1994, 28,3% tiveram este destino.
A via judicial é, ao lado da condução das negociações
diretamente entre as partes (entidades sindicais de
trabalhadores e patronais; ou entidade sindical de
trabalhadores e empresa), um dos mecanismos de resolução
dos conflitos coletivos previstos no sistema brasileiro
de relações de trabalho. E, uma forma de verificar o
grau de dificuldade que o movimento sindical enfrenta
nos processos de negociação coletiva encontra-se,
justamente, na necessidade de se recorrer à Justiça de
Trabalho, para se chegar à solução de uma campanha
salarial. Para medir esta dificuldade, emprega-se um
indicador chamado taxa de judicialização.
Para realizar a análise do comportamento da taxa de
judicialização, no Brasil, no período entre 1993 e 2005,
foram considerados os documentos reunidos pelo
SACC-DIEESE, que hoje conta com 225 unidades de
negociação ao ano, referentes a 50 categorias
profissionais e 18 unidades da federação. No estudo,
porém, foram consideradas as 90 unidades negociais, de
30 categorias acompanhadas desde a implantação do
sistema, em 1993.
Ao longo de todo o período analisado, em média, 90% das
unidades de negociação que compõem o painel resultam em
acordos e convenções coletivos registrados pelas partes
nas Delegacias Regionais do Trabalho, sem recurso à
Justiça trabalhista. Por outro lado, em média 10% das
negociações chegaram à Justiça.
A evolução da taxa de judicialização revelou uma forte
tendência à queda no período analisado. Nos primeiros
anos da série, essa oscilou próxima à marca de 20%, com
exceção do ano de 1994, quando atingiu o pico de 28,3%
dos instrumentos normativos então registrados. Em 1997,
entretanto, tem início uma trajetória de queda
continuada até o ano 2000, quando chegou ao patamar
ínfimo de 2,3%. Após um aumento para 6,0% em 2001, a
taxa de judicialização voltou a declinar nos anos
seguintes.
Acesse o estudo completo no sítio do DIEESE:www.dieese.org.br
Fonte:
Dieese

23/06/06
-
As receitas de prestação de serviços dos bancos
No período de altas taxas de inflação que o Brasil
passou até a edição do Plano Real, em 1994, o ambiente
inflacionário garantia elevadas receitas aos bancos (floating).
Com a estabilidade mantida deste então, a cobrança pela
prestação de serviços passa a ter papel fundamental no
resultado das instituições financeiras, contribuindo
para o alcance de lucros recordes. Assim, enquanto em
1994, as receitas de prestação de serviços representavam
6,25% do total das receitas do setor bancário, no final
de 2005 este percentual dobra e chega 12,7%.
Além do crescimento da receita proveniente dos serviços
bancários, pela imposição de sua cobrança, os bancos
também promoveram forte contenção de gastos do pessoal,
o que contribuiu para aumentar o grau de eficiência
dessas instituições, segundo alguns padrões definidos
pelo mercado financeiro. Em dezembro de 1994, a soma de
todas as receitas de prestação de serviços do setor
“cobriam” 26,0% do total das despesas de pessoal. Em
2005, a cobertura subiu para 113,9%. A razão para essa
mudança é que, entre dezembro de 1994 e dezembro de
2005, o montante das Receitas de Prestação de Serviços
aumentou 582,0%, em valores nominais, enquanto as
Despesas de Pessoal cresceram 56,5%, diante de uma
inflação acumulada de 168,9% segundo o Índice do Custo
de Vida (ICV), calculado pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos – DIEESE.
O cliente do sistema financeiro tem duas alternativas
quanto ao pagamento dos serviços bancários: optar por um
“pacote/cesta” – cujo custo médio mensal em fevereiro
último chegava a R$ 22,48 – ou pagar tarifas avulsas
pelos mesmos serviços, caso em que o custo eleva-se para
R$ 28,06. No primeiro caso, o valor correspondia a 7,49%
de um salário mínimo e no segundo, a 9,35%.
Segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego, realizada
pelo DIEESE e a Fundação Seade, em fevereiro de 2006, o
rendimento médio real dos assalariados do setor privado,
na Região Metropolitana de São Paulo, era de R$ 1.205 na
Indústria; R$ 867 no Comércio e R$ 1.079 nos Serviços.
Logo, o valor médio de R$ 22,48 do “pacote/cesta”
representa respectivamente 1,9%, 2,6% e 2,1% desses
rendimentos. No entanto, ao considerar o valor pago em
forma de tarifas avulsas, no valor de R$ 28,06, os
respectivos percentuais sobem para 2,3%, 3,2% e 2,6%.
O valor anual pago pela contratação de um “pacote/cesta”
(R$ 269,76) ou em forma de tarifas avulsas (R$ 336,72)
supera o valor de uma cesta básica. De acordo com a
Pesquisa Nacional da Cesta Básica, realizada mensalmente
pelo DIEESE, São Paulo registrou o maior preço para a
cesta básica, em fevereiro de 2006 (R$ 175,54). Com
isso, a despesa anual de um cliente de banco que adere a
um “pacote/cesta” representa uma cesta básica e meia,
subindo para quase duas cestas (1,9), na segunda opção.
Se afeta o cliente bancário, a cobrança pela prestação
de serviços exerce um papel fundamental no resultado das
instituições financeiras, contribuindo para uma
trajetória de lucros recordes, pois uma parcela
expressiva dos ganhos decorre de cobrança de tarifas
vinculadas à movimentação da conta corrente. Ou seja, a
terceira maior fonte de arrecadação dos bancos tem
origem na cobrança de prestação de serviços aos
correntistas.
Fonte:
Dieese

12/06/06
-
Incentivo à formalização do emprego doméstico
Para incentivar a formalização do emprego doméstico, o
Governo Federal editou, este ano, a Medida Provisória nº
284, em tramitação no Congresso Nacional. Apesar
possibilitar ao empregador deduzir do Imposto de Renda
parte do valor gasto com o pagamento da Previdência do
empregado, a medida tem limitações que podem prejudicar
o alcance de seu objetivo principal.
Veja mais informações sobre o assunto no site do DIEESE.
(www.dieese.org.br)
Fonte:
Dieese

Cinco regiões metropolitanas onde o DIEESE e Fundação
Seade realizam mensalmente a Pesquisa de Emprego e
Desemprego (PED), em parceria com instituições e
governos locais, registraram comportamentos
diferenciados em abril. Nas regiões metropolitanas de
Recife e Porto Alegre a taxa de desemprego cresceu; em
São Paulo, manteve-se estável e em Salvador e Belo
Horizonte, caiu. Os dados do Distrito Federal ainda não
foram divulgados.
As informações captadas pela PED apontaram que, entre
março e abril, a taxa de desemprego total cresceu, em
Recife, de 21,4% para 21,9% da População Economicamente
Ativa – PEA. O contingente de desempregados foi estimado
em 349 mil pessoas. Em Porto Alegre, a taxa passou de
14,9%, para 15,5%, e o total de desempregados chegou a
286 mil, 11 mil a mais que em março. Em São Paulo, a
taxa de desemprego permaneceu, em abril, em 16,9%, mas o
total de desempregados chegou a 1.700 mil, 5 mil a mais
que no mês anterior. Os desempenhos mais favoráveis
ocorreram em Salvador – onde a taxa de desemprego
reduziu-se de 24,7% para 24,4% - e Belo Horizonte, onde
a taxa ficou em 15,6%, contra 16,2%, do mês anterior. Na
primeira, o total de desempregados foi estimado em 425
mil (7 mil a menos que em março) e em Belo Horizonte
ficou em 383 mil, com redução de 12 mil pessoas em
relação ao mês anterior.
Também com relação à ocupação, o comportamento do
mercado de trabalho foi bastante diferenciado. Em
Recife, os ocupados somaram 1.244 mil pessoas,
registrando relativa estabilidade (variação de -0,2%),
com geração de empregos na Indústria (2 mil) e nos
Serviços (5 mil) e redução no Comércio (- 1 mil) e
Outros Setores (- 8 mil). Em Salvador o total de
ocupados ficou em 1.317 mil (variação de -0,1%). Somente
o setor Serviços desativou vagas (- 19 mil). A Indústria
(6 mil), o Comércio (2 mil) e os Outros Setores (10 mil)
abriram postos. O total de ocupados, em São Paulo
apresentou pequeno acréscimo (0,3%) e o total de
ocupados chegou a 8.358 mil. Indústria (- 13 mil) e
Comércio (- 5 mil) fecharam postos, enquanto os Serviços
(37 mil) e os Outros Setores ( 3 mil) criaram. O pior
quadro ocorreu em Porto Alegre (queda de 0,6%), onde o
total de ocupados ficou em 1.562 mil pessoas. Apenas o
setor Serviços gerou postos (6 mil), enquanto a
Indústria (- 5 mil), o Comércio (- 6 mil) e os Outros
Setores (- 6 mil) desativaram empregos. Já em Belo
Horizonte, o quadro foi positivo, com crescimento de
1,5%, no nível de ocupação. O total de ocupados chegou a
2.075 mil, fruto da geração de empregos em todos os
setores: Indústria (2 mil), Comércio (6 mil), Serviços
(13 mil) e Outros Setores e Construção Civil (6 mil).
O comportamento desigual ocorreu ainda nos rendimentos,
caso em os dados referem-se a março. Em Recife, entre
fevereiro e março, houve relativa estabilidade para o
rendimento médio real dos ocupados (0,5%), que ficou em
R$ 609 e ganhos de 1,3%, para o salário médio real, que
subiu para R$ 699. Em Belo Horizonte, entre fevereiro e
março, o rendimento real médio dos ocupados elevou-se em
1,6% e o salário real médio em 2,1%, equivalendo, a R$
866 e R$ 914, respectivamente. Na Grande São Paulo, ao
contrário, houve queda de 2,2%, para os ocupados e de
2,5%, para os salários, com seus valores ficando em R$
1.053 e R$ 1.117. Em Salvador, o rendimento médio foi de
R$ 744 entre os ocupados e de R$ 860 entre os
assalariados, resultado de redução de 1,4%, para o
rendimento médio real e de elevação de 0,8%, para os
salários. Finalmente, em Porto Alegre, o rendimento dos
ocupados subiu 0,6%, atingindo R$ 916 e o salário médio
manteve-se relativamente estável, correspondendo a R$
928.
Fonte:
Dieese

22/05/06
-
As greves em 2005
A busca por
novos direitos ou pela melhora das condições dos
contratos de trabalho motivou, em 2005, a realização
de 69% das paralisações realizadas pelos
trabalhadores brasileiros, segundo dados obtidos
pelo Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG) do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (DIEESE). Ao todo, o movimento
sindical promoveu, em todo o país, no ano passado,
299 greves, número bem semelhante ao registrado em
2004 (302). O total de horas paradas ficou em cerca
de 20 mil, contra 23 mil em 2004.
Apesar do
predomínio do caráter propositivo das greves, em 45% das
mobilizações (135) foram encontrados motivos defensivos,
com os trabalhadores se colocando contra o
descumprimento de direitos ou reivindicando a manutenção
ou renovação de condições em vigor.
A preocupação com
o reajuste salarial foi a mais constante, observada em
quase metade das paralisações (141). A questão do
rendimento também esteve presente em outras
reivindicações, caso das lutas pela implantação de
planos de cargos e salários ou de carreiras (presente em
20% dos movimentos) ou pela participação nos lucros e
resultados – PLR – (exigidos em 12% das mobilizações).
Compuseram também a pauta das greves temas como
auxílio-alimentação (17%), questões relativas às
condições de trabalho (15%), ou o protesto por atraso
no pagamento de salários (12%)..
Do total de
greves realizadas, 162 (54%) ocorreram na esfera pública
– isto é, envolveram o funcionalismo público federal,
estadual ou municipal e as empresas estatais. O caráter
das reivindicações destas greves foi majoritariamente
propositivo – 76%, entre o funcionalismo e 79%, nas
estatais. O reajuste salarial foi motivo de 60% das
paralisações dos servidores e de 50%, entre os
trabalhadores das estatais.
Na esfera privada
ocorreram 135 greves (45%). Desse total, 20% aconteceram
nos serviços e 25% na indústria. Outras duas
paralisações de bancários envolveram trabalhadores de
bancos estatais e privados. Em 60% das mobilizações da
esfera privada (137, incluindo a greve dos bancários),
as reivindicações de caráter propositivo estiveram
presentes, mas 50% delas continham também pedidos de
caráter defensivo. Reajuste salarial (36% das greves) e
pagamento da participação nos lucros e resultados – PLR
- (24%) foram motivos de destaque para estes
trabalhadores.
Entre as
mobilizações realizadas pelos empregados das indústrias,
a PLR foi a reivindicação mais freqüente (35%),
superando o reajuste de salários (28%). Nos serviços,
porém, mesmo com o reajuste salarial presente em 44% das
paralisações, uma motivação claramente defensiva – o
atraso de salários – foi responsável por 42% das greves.
O balanço
completo do movimento grevista em 2005 está no Estudos e
Pesquisas 20, lançado ontem pelo DIEESE e que pode ser
visto, na íntegra,
clicando-se aqui.
Fonte:
Dieese

10 |