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reclamar direitos
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29/01/10
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Editorial*: Três desafios do movimento sindical em 2010
Votar a agenda
pendente no Governo Lula; eleger um aliado dos
assalariados para sucessão presidencial; e também uma
grande bancada de deputados e senadores compromissada
com a classe trabalhadora
O movimento
sindical terá três grandes desafios em 2010, que irão
exigir unidade política e de ação.
O primeiro será
votar a agenda pendente no Governo Lula. O segundo está
relacionado à eleição de um aliado dos assalariados para
a sucessão presidencial. O terceiro será eleger uma
grande bancada de deputados e senadores compromissada
com a classe trabalhadora.
O primeiro
desafio, que também é o mais urgente, consistirá em
criar as condições para a votação conclusiva de cinco
pontos da agenda sindical até julho, período útil de
atuação do Congresso neste ano eleitoral, para que sejam
transformados em lei ainda durante o Governo Lula.
Os projetos
tratam da regulamentação da terceirização, que será
enviado ao Congresso entre fevereiro e março; da
estabilidade do dirigente sindical, já aprovado no
Senado e sob exame da Câmara; da redução da jornada, que
aguarda inclusão em pauta para votação no plenário da
Câmara; do custeio das entidades sindicais, mediante a
contribuição assistencial também já aprovado no Senado e
aguardando manifestação da Câmara; e do fim ou da
flexibilização do fator previdenciário, em debate na
Câmara.
A urgência da
votação dessas matérias se justifica pelo fato que o
futuro presidente - seja ele ou ela quem for - não terá
o mesmo conhecimento e sensibilidade do presidente Lula
com o movimento sindical e os trabalhadores.
Além disso, as
condições serão favoráveis, tanto do ponto de vista
político, pela unidade das centrais e o apoio do
Governo, quanto sob a ótica econômica, já que o País
terá um crescimento superior a 5% este ano.
O segundo
desafio, o mais estratégico de todos, será apoiar e
contribuir para eleger para a Presidência da República
alguém identificado com as bandeiras dos trabalhadores,
a partir do compromisso com uma plataforma comum do
movimento, já que dificilmente terá alguém oriundo do
movimento sindical com chances de eleição e com o mesmo
nível de comprometimento do presidente Lula.
Pelo fato de ser
a candidata de Lula e representar a continuidade da
linha programática do Governo, a ministra Dilma tende a
ser o nome natural, embora o movimento sindical saiba
que num eventual Governo dela não terá o mesmo nível de
interlocução e prestígio que possui com o atual
presidente da República.
O terceiro
desafio, extremamente importante, é eleger aliados dos
trabalhadores para a Câmara e o Senado, seja para apoiar
as propostas de um eventual Governo identificado com a
pauta dos trabalhadores, seja para fazer oposição
quantitativa e qualitativa a um eventual presidente
refratário à agenda trabalhista e sindical.
A presença de
sindicalistas no Congresso, tanto na Câmara quanto no
Senado, vem diminuindo nas últimas eleições.
A sorte dos
trabalhadores é que durante os governos Lula,
especialmente nesta última legislatura, contou com
lideranças comprometidas e de expressão no exercício do
mandato parlamentar, como o deputado Paulo Pereira da
Silva (PDT/SP) e o senador Paulo Paim (PT/RS), para
liderar a resistências às investidas neoliberais da
bancada empresarial.
Os desafios,
portanto, são múltiplos e complexos. Transformá-los em
realidade exigirá muita mobilização e unidade das
lideranças sindicais, especialmente das centrais
sindicais.
A oportunidade é
agora.
A Diretoria
(*) Boletim do DIAP,
ano XVI, nº 234, janeiro de 2010
Fonte:
Diap

29/01/10
-
Desemprego em 2009 tem a segunda menor taxa desde 2002
O nível de
desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do
Brasil fechou o ano de 2009 com taxa de 8,1%, a segunda
menor desde o início da série histórica da Pesquisa
Mensal de Emprego (PME), em 2002. O resultado, divulgado
nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE), ficou pouco acima do
observado em 2008 (7,9%).
Em dezembro, o desemprego ficou em 6,8%, depois de ter
registrado 7,4% um mês antes. Em relação ao mesmo
período do ano anterior, a taxa ficou estável. O
resultado de dezembro também foi o mais baixo para um
mês em toda a série histórica.
Em dezembro do ano passado, a população ocupada somou
21,8 milhões, tendo crescido 1% em relação a novembro,
com a abertura de 212 mil postos de trabalho.
Na comparação com dezembro de 2008, houve aumento de
1,4%, o que representou mais 308 mil postos. O
contingente de desocupados totalizou 1,6 milhão, com
redução de 7,1% frente a novembro e com estabilidade
ante o mesmo período do ano anterior. O número de
pessoas com carteira assinada chegou a 9,8 milhões no
período.
A
renda média do trabalhador ficou em R$ 1.344,40 em
dezembro, tendo sido 0,9% menor que em novembro, mas
0,7% maior do que o observado em dezembro de 2008.
No ano, a renda média do trabalhador ficou em R$
1.350,33, uma alta de 3,2% frente a 2008. O patamar,
segundo o IBGE, também foi o mais elevado da série.
A
Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE, mede a evolução da
situação do mercado de trabalho nas regiões
metropolitanas de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo
Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.
Repórter Thais Leitão
Fonte:
Agência Brasil

Indicador de
atividade mostra que produção cresceu no 4º trimestre.
Segundo pesquisa, expectativa para o emprego no setor é
positiva.
A Sondagem
Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI),
divulgada nesta quinta-feira (28), mostra que a
atividade nas fábricas continuou em recuperação durante
o quarto trimestre de 2009, o que se refletiu no aumento
do uso da capacidade instalada das indústrias.
O índice que mede
a evolução da produção subiu de 56,6 pontos, no terceiro
trimestre, para 58,1 pontos, entre outubro e dezembro. A
pesquisa usa uma escala de zero a 100, na qual valores
superiores a 50 indicam crescimento.
Além disso, a
pesquisa constatou que, no quarto trimestre do ano
passado, a indústria brasileira operava a 77% de sua
capacidade instalada, contra 73% do trimestre anterior.
Apesar da evolução, a CNI ressalta que o índice ainda
não alcançou os 80% do quarto trimestre de 2007.
Expectativas
Segundo a
sondagem, o índice que mede a expectativa para a demanda
evoluiu de 59,9 pontos, no terceiro trimestre de 2009,
para 62,9 pontos, nos últimos três meses do ano passado.
A expectativa
para exportações, gravemente atingidas pela crise
econômica, subiu de 45,4 pontos, entre julho e
setembro, para 47,8 pontos, no quarto trimestre. Apesar
da evolução, o índice continua abaixo dos 50 pontos, ou
seja, ainda não atingiu patamar que indique crescimento.
Já o índice que
mede número de empregos na indústria subiu de 53,6
pontos, no terceiro trimestre, para 55,1, entre outubro
e dezembro de 2009. Outro indicador, o que mede a
expectativa de compras de matérias-primas, subiu de 57,9
pontos para 59,8 pontos na mesma comparação.
Fonte:
Agência Estado

29/01/10
-
Projeto prevê mais informação para trabalhador reclamar
direitos
Empregadores poderão ser obrigados a informar, no
momento do aviso prévio ou da rescisão contratual, o
prazo constitucional que o trabalhador dispõe para
buscar seus direitos trabalhistas na Justiça. Proposta
com esse objetivo, de autoria do senador Antonio Carlos
Junior (DEM-BA), está em exame da Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), na qual receberá decisão terminativa.
De acordo com a proposta (PLS 310/09), o aviso prévio
deverá ser feito de forma escrita e conter, em local e
letras de fácil visualização, segundo sugestão do autor,
o seguinte texto "ATENÇÃO, TRABALHADOR: a Constituição
Federal (Art. 7º, XXIX) garante a você um prazo de dois
anos, a partir da dispensa, caso precise buscar seus
direitos na Justiça. Consulte seu sindicato para saber
quais são esses direitos".
O senador informou, na justificação do projeto, que a
Constituição, no inciso XXIX do artigo 7º, prevê prazo
de dois anos, após a extinção do contrato de trabalho,
para que o empregado reclame os direitos referentes aos
últimos cinco anos. No entanto, destacou Antonio Carlos,
grande parte dos trabalhadores desconhece esses prazos.
A rescisão contratual de trabalho, observou, é um tema
complexo, o que exigiu do Ministério do Trabalho e
Emprego a elaboração de um manual com 127 páginas,
disponível na página do ministério na internet, com as
diversas situações que podem envolver empregados e
empregadores.
Antonio Carlos Junior disse ainda que a Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT - decreto-lei 5.452/43) é omissa
quanto às informações que devem constar do aviso prévio,
uma vez que a legislação prevê a possibilidade de que o
aviso prévio seja feito de forma verbal.
"Dada essa complexidade, julgamos relevante fornecer ao
trabalhador demitido a informação sobre o prazo
prescricional, ao mesmo tempo remetendo para o âmbito do
respectivo sindicato a busca de outras informações, que
dependam das condições gerais e especiais da relação de
emprego, bem como da assistência necessária para que o
empregado possa aferir o pagamento ou não de seus
direitos", ressaltou o autor ao justificar o projeto de
lei.
A matéria já havia recebido parecer pela aprovação do
então relator, senador Expedito Júnior (PR-RO). A
comissão aguarda a apresentação do parecer do atual
relator, senador Heráclito Fortes (DEM-PI).
Fonte:
Agência Senado

29/01/10
-
Renda média do trabalhador de regiões metropolitanas
aumentou 14% em quatro anos
A renda média do trabalhador brasileiro aumentou 14,3%
entre 2003 e 2007 nas seis principais regiões
metropolitanas do país. Essa expansão representa um
ganho médio anual de R$ 168,43. Houve alta em todas as
regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística (IBGE) e os destaques foram Belo
Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador. Nessas capitais, o
avanço da renda média do trabalhador ficou em torno de
19%.
De acordo com o levantamento divulgado nesta
quinta-feira (28) pelo IBGE, em 2009, o rendimento médio
do trabalhador foi de R$ 1.350,33, atingindo o maior
patamar da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego
(PME). A região metropolitana de São Paulo registrou o
rendimento médio mais alto: R$ 1.502,06. Já a região
metropolitana de Recife apresentou o mais baixo: R$
895,90.
Entre os empregados com carteira assinada, a renda média
aumentou 7,3% no período, enquanto a dos trabalhadores
sem carteira assinada subiu 18,8%.
Entre os grupamentos de atividade, o IBGE verificou que
os serviços domésticos apresentaram o maior aumento
relativo, de 26,8%. A expansão no setor foi observada em
todas as regiões pesquisadas, especialmente no Nordeste
(35%).
O levantamento também revelou que o rendimento médio das
mulheres continua sendo menor que o dos homens. A renda
média delas ficou em R$ 1.097,93 em 2009, o que
representava 72,3% dos ganhos dos homens (R$ 1.518,31).
Discrepância ainda maior foi observada entre os
rendimentos dos trabalhadores do grupo formado por
pretos e pardos e os de cor branca. O grupo de pretos e
pardos recebeu em média R$ 882,42 no ano passado,
enquanto os trabalhadores de cor branca tiveram
rendimentos de R$ 1.716,44.
Repórter Thaís Leitão
Fonte:
Agência Brasil

A Câmara
analisa o Projeto de Lei 6252/09, do deputado Francisco
Rossi (PMDB-SP), que prevê o agravo de instrumento em
processos trabalhistas. A proposta modifica a
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei
5452/43).
O agravo de instrumento é um recurso jurídico a uma
instância superior, quando um juiz de uma instância
inferior negar esse recurso. O texto estabelece que a
CLT passe a prever a possibilidade de concessão desses
agravos em um prazo de oito dias após uma decisão
contrária.
O autor explica que, no Judiciário, as razões dos
recursos existirem são consolidar o princípio do duplo
grau de jurisdição, da ampla defesa e do contraditório e
com a garantia de uma Justiça verdadeira.
Equívocos dos juízes
Mas esses pressupostos ficam prejudicados nas questões
trabalhistas porque, segundo o deputado, os juízes dessa
área, muitas vezes, cometem equívocos ao analisarem
questões referentes à interposição do agravo de
instrumento.
Ele lembra também que existem situações emergenciais de
difícil reparação em uma causa trabalhista, nas quais o
indeferimento de um pleito pode acarretar prejuízos
imensuráveis. Rossi cita como exemplo a possibilidade de
um trabalhador acometido por uma doença grave e que
acaba provocando sua aposentadoria por invalidez.
"Se a empresa cessa o beneficio do convênio médico, com
fundamentação na suspensão do contrato de
trabalho/aposentadoria por invalidez, O trabalhador
então entra com reclamação trabalhista, mas o juiz
decide que a questão só será analisada em audiência ou
em sentença, que geralmente leva mais de um ano para
sair. Nesse caso, o trabalhador ficará privado de seu
direito", explica.
Para o deputado, a morosidade da Justiça é uma
preocupação primordial porque ela atinge o princípio do
estado democrático de direito.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo pelas comissões
de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Abdir

29/01/10
-
Projeto que permite saque do FGTS para comprar imóvel
para filho está na CCJ
O trabalhador
poderá passar a ter o direito de sacar o Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
para ajudar o filho na compra de imóvel próprio. O
benefício está previsto em proposta que poderá ser
votada pela Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ) logo após a abertura dos trabalhos
legislativos de 2010, na primeira semana de fevereiro.
Pelo projeto (PLS
375/09), o trabalhador poderá movimentar a conta
vinculada para aquisição de imóvel para descendente em
primeiro grau, desde que este não seja proprietário ou
promitente comprador de imóvel, que seja maior de 21
anos e que tenha vínculo matrimonial ou comprovada união
estável. O projeto prevê essa movimentação ainda que o
trabalhador já tenha usado sua conta para a aquisição de
imóvel próprio ou para outro descendente de primeiro
grau.
Neste caso, a
liberação do FGTS poderá ocorrer nas seguintes
situações: pagamento de parte das prestações decorrentes
de financiamento habitacional concedido no âmbito do
Sistema Financeiro de Habitação (SFH), liquidação ou
amortização extraordinária do saldo devedor de
financiamento imobiliário ou ainda pagamento total ou
parcial do preço de aquisição de moradia própria ou lote
urbanizado de interesse social não construído.
Para conceder o
benefício, a proposição altera a lei 8.036/90, que
dispõe sobre o FGTS. Essa norma já permite o saque ou a
movimentação do Fundo em diversas hipóteses, estando
entre as principais a demissão sem justa causa e a
aposentadoria.Mas o FGTS também pode ser liberado para
aquisição de imóvel ou pagamento de prestações do SFH,
bem como para portadores de doenças graves ou ainda para
atender necessidades pessoais decorrentes de desastre
natural, entre outras.
O autor da
proposta, senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), lembra
que o FGTS é um recurso que pertence ao trabalhador e,
portanto, "deveria ter maior possibilidade de
utilização", entre as quais a possibilidade de ajudar os
filhos, mas alerta: "desde que esses filhos cumpram os
requisitos de possuir vínculo matrimonial ou união
estável, de modo que fique caracterizada a necessidade
da aquisição da casa própria e o cumprimento da função
social da propriedade".
A relatora,
senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), apresentou parecer
favorável à proposta, que ainda será apreciada pela
Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão
terminativa.
Fonte:
Agência Senado

29/01/10
-
Empregador pode propor dissídio coletivo de greve em
atividades não essenciais
A Seção de
Dissídios Coletivos do Tribunal Superior do Trabalho
afastou a declaração regional de ilegitimidade do
Sindicato dos Operadores Portuários do Estado do Paraná
(Sindop) para propor dissídio coletivo de greve e
determinou o retorno do processo ao Tribunal do Trabalho
da 9ª Região (PR) para exame da ação coletiva.
Seguindo entendimento do relator, ministro Fernando Eizo
Ono, a SDC, por maioria de votos, concluiu que, nas
atividades não essenciais, o empregador individualmente
ou o sindicato representante da categoria econômica são
legítimos para ajuizar ação coletiva. E nas atividades
essenciais, é concorrente a legitimidade do Ministério
Público do Trabalho e do empregador para o ajuizamento
de ação declaratória de abusividade de greve.
Em julho de 2008, trabalhadores avulsos portuários
decidiram paralisar as atividades por vinte e quatro
horas em vários portos do país, inclusive no Porto de
Paranaguá, no Estado do Paraná, por causa de um decreto
do governo federal com novas regras para a abertura dos
portos privativos que poderiam causar prejuízos à
categoria. O sindicato patronal, então, recorreu à
Justiça. Alegou que a greve era abusiva, uma vez que não
estavam sendo cumpridos os requisitos mínimos de
trabalho, e pediu que a atividade portuária fosse
declarada essencial.
Mas a Seção de Dissídios Coletivos do TRT decretou a
extinção do processo, sem resolução do mérito, pela
ausência de legitimidade ativa do Sindicato dos
Operadores Portuários. Para o Regional, caberia somente
ao Ministério Público do Trabalho ajuizar dissídio
coletivo sobre greve (artigo 114, § 3°, da Constituição
Federal). Contra esse resultado, o sindicato apresentou
novo recurso, desta vez ao TST.
O relator, ministro Fernando Eizo Ono, explicou que, de
fato, a Constituição não atribuiu ao Ministério Público
do Trabalho a legitimidade exclusiva para o ajuizamento
de dissídios coletivos de greve em atividades
essenciais, mas lhe conferiu a faculdade de ajuizar esse
tipo de ação na hipótese de lesão ao interesse público.
O ministro ressaltou que a Lei nº 7.783/89 (Lei de
Greve), em seu artigo 8°, atribui ao MPT e ao empregador
a legitimidade postulatória, porque “não seria
concebível que a parte diretamente envolvida no
conflito, lesada ou ameaça, não pudesse, por si só,
buscar a tutela jurisdicional”.
Ainda de acordo com o relator, a Emenda Constitucional
nº 45/2004 não excluiu da competência da Justiça do
Trabalho o julgamento de ações declaratórias de
abusividade de greve. Pelo contrário: a competência foi
ampliada de modo a abranger todas as ações, individuais
e coletivas, essenciais ou não essenciais, decorrentes
do direito de greve. O relator citou também decisão do
Supremo Tribunal Federal, em que fora reconhecida a
competência da Justiça do Trabalho para decidir ações
envolvendo o exercício do direito de greve.
(RODC-613/2008-909-09-00.4)
Fonte:
TST

28/01/10
-
Poupança supera FGTS em volume financiado na Caixa em
2009
A poupança esteve
à frente do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
como fonte de recurso dos financiamentos habitacionais
realizados pela CEF (Caixa Econômica Federal) no ano
passado.
Dados divulgados
nesta quarta-feira (27) mostraram que as linhas de
crédito com FGTS mais que dobraram, para um volume de R$
9,4 bilhões, no caso de imóveis novos ou na planta. Já
no caso de usados, foram financiados R$ 7,84 bilhões em
2009.
Os financiamentos
com recursos da poupança, por sua vez, alcançaram R$
19,4 bilhões, depois de dobrar frente a 2008. Isso sem
contar o Construcard, que também é irrigado pela
poupança, cujo investimento chegou a mais de R$ 3,6
bilhões.
Unidades
financiadas
Em relação à
quantidade de unidades financiadas, o FGTS foi
responsável por 144.309 imóveis novos ou na planta, uma
alta de 31% frente aos 110.021 de 2008.
No caso dos
imóveis usados, o financiamento com o fundo dos
trabalhadores cresceu 65%, para 284.791 novos contratos.
Quando analisados
os contratos com recursos da poupança, foram financiadas
153.181 unidades. No caso do Construcard, foram 301.933
unidades, uma alta de 172% frente aos 103.204 de 2008.
Fonte:
InfoMoney

28/01/10
-
Temer: projetos do pré-sal podem ser votados antes do
Carnaval
O presidente da
Câmara, Michel Temer, disse nesta quarta-feira, na saída
da reunião do Comitê de Obras Irregulares da Comissão
Mista de Orçamento, que é possível que a Câmara vote
antes do Carnaval os três projetos de lei sobre o
pré-sal que permanecem na pauta.
São eles: PL
5938/09, que institui o regime de partilha na exploração
do petróleo do pré-sal; PL 5940/09, que cria o fundo
social com recursos do pré-sal; e PL 5941/09, que
permite à União vender à Petrobras, sem licitação, o
direito de explorar até cinco bilhões de barris de
petróleo da área do pré-sal.
Em relação ao
projeto de lei que trata da partilha para a exploração
do petróleo, falta votar apenas um destaque, que muda a
divisão dos
royalties entre as unidades da Federação. O texto
principal, aprovado em dezembro, já prevê aumento de
royalties para estados não produtores de petróleo.
Porém, como
ressalta o ministro das Relações Institucionais,
Alexandre Padilha, também presente na reunião, alguns
deputados querem aumentar ainda mais a participação
desses estados na receita: "No dia da votação havia
quatro ou cinco tabelas diferentes, cada uma com um
valor. Agora vai ficar muito claro que o relatório do
deputado Henrique Eduardo Alves - que foi aprovado - já
traz um aumento significativo para os estados
não-produtores", salientou. Ele explica que, durante o
recesso parlamentar, o governo pôde verificar os reais
valores a serem arrecadados com a exploração do pré-sal.
“Agora, teremos a oportunidade de esclarecer esses
números”.
A votação dos
três projetos em fevereiro foi acordada entre as
lideranças partidárias em dezembro passado. Naquele mês,
a Câmara aprovou o PL 5939/09, que cria a empresa
Petro-Sal para gerenciar todos os contratos de
exploração e produção de petróleo e de gás na área do
pré-sal.
Fonte:
Agência Câmara

28/01/10
-
Projeto quer tornar obrigatório pagamento de 5% do lucro
aos funcionários
Uma proposta de
Projeto de Lei que prevê tornar obrigatório o pagamento
de 5% do lucro líquido aos funcionários, a chamada PLR
(Participação dos Trabalhadores nos Lucros ou Resultados
da Empresa), foi discutida na última terça-feira (26)
durante o X Fórum Mundial Social em Porto Alegre (RS).
O projeto
consiste na divisão de 2% igualmente aos empregados e
dos 3% restantes com base em critérios próprios. De
acordo com a proposta, as empresas que não cumprirem a
norma seriam penalizadas com aumento do Imposto de
Renda.
“A proposta
demostra uma melhor gestão, de valorização do trabalho,
do trabalhador e favorece o aumento da produtividade, do
mérito. A relação (de trabalho) passa do contratual para
o fortalecimento da dedicação”, afirmou o presidente da
Comissão de Alto Nível do Direito do Trabalho e
responsável pelo projeto, Rogério Favreto.
Isentas
na proposta
Na proposta, as MPEs (Micro e Pequenas Empresas) e
estatais ficam isentas de pagar a PLR de 5% aos
funcionários.
Segundo a Agência
Brasil, o projeto ainda está em discussão no governo e
na sociedade, com a intermediação do Ministério do
Trabalho, que tem um fórum para discutir tanto com as
centrais sindicais, quanto com os representantes das
empresas do setor privado.
PLR
A proposta apresenta as seguintes diretrizes:
-
A PLR será
obrigatória e terá um prazo para o início das
negociações, com vinculação entre lucratividade e
resultados alcançados pela empresa, de um lado, e
montante que elas deverão distribuir, de outro;
-
Serão
estabelecidos percentuais mínimos de distribuição de
PLR aos funcionários. Veda-se que a PLR seja utilizada
como substituto do salário ou dos ganhos permanentes
de produtividade da empresa;
-
A nova
regulamentação legal tem ainda o mérito de evitar o
engessamento das relações entre empregadores e
trabalhadores, ao reforçar o caráter coletivo e
negocial da PLR.
Fonte:
InfoMoney

28/01/10
-
Empresários e sindicalistas divergem sobre projeto de
distribuição do lucro
Para
secretário-geral da Força, a instituição da participação
nos lucros é boa e vem ao encontro da tendência dos
movimentos sindicais, que buscam maior diálogo com
empregador
Por Juliano Basile,
Paulo de Tarso Lyra e Vandson lima
No Valor Econômico
Representantes da indústria e de centrais sindicais têm
posições totalmente distintas com relação ao projeto de
lei do Ministério da Justiça, que estabelece a
obrigatoriedade de as empresas distribuírem pelo menos
5% de seus lucros a seus funcionários.
Para a indústria,
o texto é impositivo e não cria incentivos para a
distribuição de lucros. Para as centrais, o projeto
favorece o diálogo entre patrões e empregados.
"Nós gostaríamos
de um incentivo, e não de uma obrigação", afirmou
Emerson Casali, gerente-executivo de Relações de
Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Para ele, o
projeto de lei deveria induzir as empresas distribuírem
os seus lucros com desonerações tributárias, por
exemplo. "Qualquer alteração neste sentido deve vir pelo
incentivo e não pela coerção".
Segundo Casali,
as empresas e os bancos foram pegos de surpresa. As
cinco confederações empresariais, que representam mais
de 95% das companhias do Brasil, sabiam que havia uma
comissão presidida pelo Ministério da Justiça discutindo
o assunto e chegou a formalizar uma reclamação pelo fato
de não serem chamadas para o debate.
As confederações
são: CNI, CNA (agricultura), CNT (transporte), Consif
(sistema financeiro) e CNC (comércio). "A primeira coisa
que nos chamou a atenção foi que isso foi construído sem
o devido diálogo entre trabalhadores e empregadores",
disse.
A CNI avaliou
ainda que os dez projetos concluídos pela comissão
presidida pelo Ministério da Justiça vão onerar as
empresas e desestimular a geração de empregos.
Os projetos
protegem os funcionários contra medidas antissindicais e
garantem o pagamento a maior em decisões judiciais. "A
impressão para nós é que o pacote faz parte de um
movimento político, feito para ser apresentado num fórum
social".
O pacote foi, de
fato, apresentado nesta terça-feira (26), no Fórum
Social Mundial, em Porto Alegre. Enquanto a indústria
questionou as medidas, representantes de duas das
principais centrais sindicais do país se pronunciaram
favoráveis aos projetos.
Para João Carlos
Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical, a
instituição da participação nos lucros é boa e vem ao
encontro da tendência dos movimentos sindicais, que
buscam maior diálogo com o empregador.
"É importante
para o trabalhador entender que o bom desempenho da
empresa onde trabalha volta para ele. Há tempos temos a
experiência de negociação com as empresas e, com a lei,
esse diálogo tende a se estabelecer", disse Gonçalves.
O presidente da
Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique,
salientou a necessidade de uma distribuição de lucros
igualitária entre funcionários:
"É como um time
de futebol, uns podem ganhar mais do que os outros, mas
o prêmio pela vitória tem de ser igual". Artur ressaltou
ainda a necessidade de participação dos sindicatos nas
negociações.
Ambos disseram
ter recebido a notícia pelo Valor e que, assim
que tiverem acesso à íntegra do projeto, convocarão
reuniões para estudar os detalhes da proposta.
A Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de
sua assessoria de imprensa, afirmou que aguardará a
apresentação da íntegra do projeto por parte do governo,
antes de se posicionar.
O ministro da
Justiça, Tarso Genro, afirmou, ontem, que a participação
nos lucros é uma obrigação prevista na Constituição de
1988. "Não é questão de ser ou não viável. É uma
determinação constitucional que ainda não foi cumprida".
Ele advertiu que
o texto do projeto de lei pode ser alterado antes de ser
enviado para o Congresso. "Ainda não há posição fechada
do governo, pois esses projetos serão discutidos pelo
Ministério do Trabalho no Fórum Social Mundial."
O pacote
trabalhista foi elaborado por uma comissão interna do
governo, com representantes dos ministérios do Trabalho,
da Previdência, da Secretaria de Assuntos Estratégicos,
da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ), além de diversas associações
e juristas.
A presidência da
comissão foi exercida por Rogério Favreto, secretário de
Reforma do Judiciário do Ministério da Justiça.
Fonte:
Diap

28/01/10
-
Lula sanciona Orçamento da União 2010 e programação de
despesas até março
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva sancionou na terça-feira (26) o
Orçamento Geral da União 2010 e editou um decreto de
programação temporária para os meses de fevereiro e
março, - quando está prevista a edição do decreto
definitivo da Lei Orçamentária.
Um texto divulgado no início de janeiro pela Comissão
Mista de Orçamento previa que R$ 247,6 bilhões seriam
destinados para despesas com benefícios da Previdência
Social. Para o programa habitacional do governo “Minha
Casa, Minha Vida” teriam sido reservados R$ 7,2 bilhões
e para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), um
montante de R$ 29,9 bilhões. No total, os parlamentares
aprovaram um orçamento de R$ 1,86 trilhão, incluindo
nesse valor o refinanciamento da dívida pública.
No entanto, a
publicação tanto do decreto do Orçamento Geral da União
2010 quanto da programação temporária sancionadas pelo
presidente sairá na próxima semana.
Já a Lei Orçamentária deverá sair em março, pois depende
dos dados do primeiro Relatório de Avaliação de receitas
e despesas. A partir dele, o governo define se haverá ou
não cortes para os poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário.
Vetos
A nota divulgada pelo Ministério do Planejamento afirma
que o orçamento foi sancionado com dois vetos. O
primeiro se refere à autorização para criação de cargos
comissionados. A inclusão foi vetada porque não prevê
aumento de despesa.
O segundo trata de obras da Petrobras. A inclusão delas
no orçamento implicaria a paralisação, com prejuízo
imediato de 25 mil empregos e custos mensais de R$ 268
milhões, além da degradação de trabalhos já realizados.
Proporcional
Enquanto aguarda a Lei, o governo vai se basear na
programação provisória, usando o cálculo de dois
dozeavos para os meses de fevereiro e março.
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, declarou que
as despesas obrigatórias, como pessoal, pagamento da
dívida e outras despesas de saúde, educação e obras do
PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), não estão
limitadas aos dois dozeavos.
Fonte:
InfoMoney

28/01/10
-
Um terço dos jovens brasileiros entre 15 e 17 anos não
está no ensino médio
Isto significa
que cerca de 3,3 milhões de adolescentes de um total de
10,2 milhões nessa faixa etária não concluíram o último
ano do antigo primeiro grau no prazo correto
Quase um terço
dos jovens brasileiros com idade entre 15 e 17 anos
(32%) está fora do ensino médio e ainda estuda no ensino
fundamental. Os dados são de 2007 e estão no livro
Juventude e Políticas Sociais, lançado pelo Ipea
(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Em termos
absolutos, isso significa que cerca de 3,3 milhões de
adolescentes de um total de 10,2 milhões nessa faixa
etária não concluíram o último ano do antigo primeiro
grau no prazo correto.
O número
reflete em outros indicadores, como a quantidade pequena
de jovens (13%) entre 18 e 24 anos que frequenta
universidades.
O dado significa que só 3,1 milhões de um total de 24
milhões de adolescentes aptos estão no ensino superior,
de acordo com os dados do Ipea.
Para o
Instituto de pesquisa, a alta disparidade entre a idade
e a série em que os jovens Deveriam estar na rede
educacional prejudica o acesso deles ao ensino médio na
idade certa.
Isso acaba
refletindo também num problema de entrada em faculdades
e demais instituições de ensino superior, que acaba não
acontecendo para a maioria da população ou ocorre mais
tarde, em um período da vida que não é considerado o
ideal.
Menos
analfabetos
Um dado positivo, de acordo com o Ipea, é que
há menos analfabetos na faixa dos 15 aos 17 anos do que
em outros grupos etários de adolescentes, e também em
relação à geração de pais desses jovens.
Apesar da
queda no analfabetismo, as taxas ainda são altas no
país, de 10% para jovens com 15 anos ou mais. Estes
adolescentes não conseguem sequer ler um bilhete
simples.
Em outros países da América Latina, como Chile,
Argentina e Uruguai, a taxa de analfabetismo para esta
faixa não passa dos 4%.
Durante o
lançamento do estudo do Ipea, a pesquisadora de educação
da UNB (Universidade de Brasília) Leila Chalub Martins
falou sobre a dificuldade de atrair os jovens para a
escola:
- O jovem de
hoje é a faixa da população com mais contato com a
tecnologia. Nós temos uma escola que nega absolutamente
isso, o que é um conflito de gerações muito grande.
O livro do Ipea trata das políticas sociais brasileiras
para a juventude. Leila continua sua avaliação:
- A geração de
professores se nega a aprender. O aluno não tem acesso a
esses atrativos na escola, [e eles estão] em qualquer
parte do mundo, em qualquer lan house.
Já temos salas
e capacitação nesse sentido, mas não conseguimos
reverter a situação.
Fonte:
Olhardireto.com.br, no
sítio da CNTE

Solução
administrativa de conflitos evitou deflagração de greves
e dissídios
Representantes da Construtora Cetro Ltda e do Sindicato
dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil da
Região Metropolitana de Fortaleza chegaram a um acordo
em torno do pagamento da Participação nos Lucros e
Resultados (PLR) e do fornecimento de vale-transporte. O
entendimento foi alcançado através da mediação da
procuradora regional do Trabalho Evanna Soares.
Conforme a
representante do Ministério Público do Trabalho (MPT),
embora tenha negado que haja qualquer dívida referente à
PLR do período de julho a dezembro de 2008, reclamada
pelos trabalhadores, o sócio-majoritário da empresa se
comprometeu a fazer novo levantamento para verificar a
existência de eventuais pendências, a partir dos nomes
dos profissionais a serem informados pelo Sindicato.
Já em
relação ao vale-transporte, a queixa do sindicato é de
que a construtora induziria os trabalhadores a dispensar
o benefício. O sindicato informou dispor de lista com 26
nomes de trabalhadores com direito ao vale em obra no
bairro Água Fria, mas que vêm tendo o benefício negado.
A empresa negou que pratique qualquer represália ou
pressão sobre os trabalhadores e que eles próprios têm
optado por não receber o vale e que tem provas da
concessão aos que requisitaram.
Acatando a
orientação da procuradora, a fim de resolver o impasse,
a empresa também se comprometeu fazer novo levantamento
junto aos trabalhadores para atualizar a lista dos que
precisam ou dispensam o vale-transporte. Evanna Soares
deu prazo até o dia 10 de fevereiro para que as partes
informem e comprovem ao MPT a resolução do problema.
Fonte:
Jusbrasil

28/01/10
-
Copom confirma expectativas e mantém Selic em 8,75%
Como já era esperado pelo mercado e pelo governo, o
Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central
(BC) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 8,75% ao
ano. Mas, por meio de um comunicado lacônico, sinalizou
que a alta dos juros está cada vez mais próxima.
No texto pós-Copom, o BC retirou a expressão "ociosidade
remanescente dos fatores produtivos", desvencilhando-se
de mais uma amarra para dar início ao aperto monetário,
que deve começar em abril, segundo a aposta majoritária
do mercado.
Fonte:
Correio Braziliense

27/01/10
-
Otimismo do empresário da indústria é o maior dos
últimos 11 anos, diz CNI
O otimismo do
empresário industrial em janeiro é o maior da série
histórica, iniciada em 1999. O Icei (Índice de Confiança
do Empresário), divulgado nesta terça-feira (26) pela
CNI (Confederação Nacional da Indústria), ficou em 68,7
pontos.
Trata-se de um
aumento de 2,8 pontos ante o dado anterior e de 21,3
pontos em relação a janeiro do ano passado, quando,
atingida pela crise, a confiança do empresário foi para
47,9 pontos.
Na análise por
porte da empresa, verifica-se que a alta foi maior nas
pequenas empresas, que obtiveram 66,7 pontos (+3,6
pontos ante outubro). Entre as médias, o indicador ficou
em 68,7 pontos (+2,8 pontos). Já entre as grandes, o
Icei chegou a 70,1 pontos (+2).
Motivação
O indicador subiu puxado principalmente pelo
componente que avalia as condições atuais da economia
brasileira e da empresa, na comparação com os seis meses
anteriores. Esse componente ficou em 62,7 pontos em
janeiro, ante 60,5 pontos registrado em outubro. Com o
aumento, o índice também atingiu o maior valor de toda a
série histórica.
“A avaliação
sobre as condições atuais reflete a recuperação recente
da economia”, afirmou o gerente executivo da Unidade de
Pesquisa, Avaliação e Desenvolvimento da CNI, Renato da
Fonseca.
O componente do
Icei sobre as expectativas dos empresários para os
próximos seis meses também aumentou, saindo de 68,7
pontos em outubro para 71,8 pontos neste mês.
A pesquisa foi
realizada entre os dias 4 e 22 de janeiro, tendo contado
com a participação de 1.431 empresas.
Fonte:
InfoMoney

27/01/10
-
Taxa assistencial e estabilidade de dirigente: definidas
comissões na Câmara
Por André Santos
A mesa
diretora da Câmara dos Deputados já definiu em que
comissões os projetos de lei que tratam da
regulamentação da taxa assistencial (PL 6.708/09) e
estabilidade do dirigente sindical (PL 6.706/09) serão
examinadas. Ambos os projetos são de autoria do senador
Paulo Paim (PT/RS).
A primeira proposição - PL 6.708/09 - vai ser examinada
inicialmente pela Comissão de Trabalho; depois segue
para apreciação da Comissão de Finanças e Tributação.
Por fim, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
verificará a constitucionalidade do projeto.
A segunda - PL 6.706/09 - passará pelas mesmas comissões
que o projeto anterior. Isto é, Trabalho; Finanças e
Tributação; e Constituição e Justiça.
Esta tramitará em caráter conclusivo nas comissões. Isto
significa que, se aprovada, sem emendas de mérito por
todos os colegiados, poderá seguir para sanção
presidencial.
Comissões permanentes
Assim que os que trabalhos legislativos se iniciarem -
em 2 de fevereiro - os deputados irão escolher as novas
mesas diretoras para a esta última sessão legislativa.
Após essa definição, os presidentes eleitos devem
indicar os nomes, entre os membros das comissões, para
relatar as matérias nos colegiados.
As atenções devem ser voltadas para essa escolha, pois
um relator parceiro do movimento sindical contribuirá
para que o teor seja favorável aos trabalhadores e
também ajudará para que a tramitação seja célere.
Fonte:
Diap

27/01/10
-
Patrões e empresários vão à Justiça contra Riscos
Ambientais do Trabalho
Por Fátima Fernandes,
na Folha de S.Paulo
Empresas e
entidades de setores patronais, como o Sinditêxtil
(sindicato paulista da indústria têxtil), começam a
obter liminares da Justiça para escapar das novas regras
para o cálculo da contribuição ao RAT (Riscos Ambientais
do Trabalho) - antigo Seguro Acidentes do Trabalho - que
passaram a vigorar a partir deste mês.
Essa
contribuição incide sobre a folha de pagamento e é
cobrada de cerca de 1 milhão de empresas em todo o país.
Estimativa do Ministério da Previdência é de uma
arrecadação de R$ 8,1 bilhões com essa contribuição no
ano passado e de uma despesa de R$ 14,2 bilhões.
Com o objetivo
de premiar as empresas que investem na segurança do
trabalho e de punir as menos preocupadas com prevenção
de acidentes e doenças ocupacionais, o Conselho Nacional
de Previdência Social criou o FAP (Fator Acidentário de
Prevenção), um multiplicador, que varia de 0,5 a 2, para
ser aplicado sobre alíquotas de 1%, 2% e 3% da
contribuição ao RAT incidente sobre a folha de salários
das empresas.
Essas
alíquotas de 1%, 2% e 3% são estabelecidas a setores,
considerando o risco que oferecem aos trabalhadores. E o
FAP - criado pela lei 10.666 de 2003 e regulamentado por
decretos, portarias e resoluções - é determinado a cada
empresa e varia de acordo com os registros de doenças,
acidentes e mortes no ambiente de trabalho.
Projel
Engenharia Especializada Ltda, Fresenius Hemocare Brasil
Ltda (produtos médicos e hospitalares), Coats Corrente
Ltda (têxtil) e Caliendo Metalurgia e Gravações Ltda.
são exemplos de empresas que obtiveram liminares da
Justiça para não adotar o FAP.
O Sinditêxtil
obteve liminar em favor de 108 empresas associadas
durante plantão judiciário em dezembro e espera a
confirmação. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado
de São Paulo) também entrou com pedido de liminar na
Justiça e aguarda decisão.
Para empresas
e entidades que foram à Justiça, não ficou transparente
como o ministério definiu os setores que pagam 1%, 2% e
3% de contribuição ao RAT e como estabeleceu o
multiplicador a ser aplicado a cada empresa.
O ministério
não teria divulgado o ranking de setores que oferecem
mais e menos riscos aos empregados, o que, para elas, é
outra falha.
"Essas novas
regras têm problemas. A maioria das entidades passou a
pagar alíquota maior sem saber a razão. A Fiesp pagava
alíquota de 1% e agora pagará 3%. A federação já
recorreu à Justiça contra o RAT e o FAP", diz Hélcio
Honda, diretor titular do Departamento Jurídico da
Fiesp.
A liminar
favorável à Projel foi concedida pelo juiz federal José
Henrique Prescendo, da 22ª Vara Federal de São Paulo.
"A alíquota
determinada para o setor da Projel é de 3%, e o FAP, de
1,64, o que significa que a contribuição da empresa, que
era de 3%, passou para quase 5% sobre a folha de
pagamento. A empresa, no entanto, só registrou dois
afastamentos por doença de trabalho e nenhum acidente no
período considerado (abril de 2007 a dezembro de 2008).
A ideia do FAP é boa, só que ninguém sabe como são
feitos os cálculos", diz Juliano Di Pietro, advogado da
Projel.
A liminar
favorável à Fresenius Hemocare foi concedida pelo juiz
federal substituto Douglas Camarinha Gonzales, da 7ª
Vara Federal de São Paulo; a da Coats, pelo juiz federal
João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal de São Paulo.
Emerson
Casali, gerente executivo de Relações do Trabalho da CNI
(Confederação Nacional da Indústria), diz que a
confederação é favorável à filosofia de premiar quem
investe em saúde e segurança no trabalho e de onerar
quem não investe.
"Só que, na
prática, as novas regras não foram nessa direção. O RAT
aumentou para dois terços dos setores, até para as
empresas que não têm registro de acidente de trabalho.
Foi criada uma fórmula para reduzir o desconto para quem
não registrou acidente", afirma.
A CNI estima
aumento de R$ 5 bilhões na arrecadação com a
contribuição ao seguro acidente neste ano com as novas
regras. "A arrecadação deve chegar a R$ 13 bilhões neste
ano, sendo que o Governo disse que não iria elevar
encargos das empresas com as mudanças".
Fonte:
Diap

27/01/10
-
Entidades organizam atos em todo Brasil contra o
trabalho escravo
Veja a
programação, até o momento, das atividades previstas em
vários estados do País dentro das celebrações do 1º Dia
(e Semana) Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, que
vai ser comemorado nesta quinta-feira (28).
Atividades da Semana Nacional Contra o Trabalho
Escravo
Relação das atividades previstas em diversos estados, em
comemoração à 1ª Semana Nacional contra o Trabalho
Escravo:
1) Em
Belém (PA)
- Dia 31 de janeiro: será realizado Ato
político e cultural para coletar assinaturas em favor da
PEC 438/01, com shows de artistas locais.
Local: Praça
da República
- Dia 7 de
fevereiro: primeiro jogo do ano entre os times Remo e
Paysandu; os jogadores usarão camisas da campanha contra
o trabalho escravo, além de faixas que serão conduzidas
pelos clubes ao entrar em campo - compromisso obtido
pelo senador Nery na reunião com a Federação Paraense de
Futebol (FPF), ocorrida dia 18/1/10;
- Durante toda a
semana (28/01 a 3/02): Seduc (Secretaria de Educação do
Pará) se comprometeu a fazer parte do Comitê Estadual de
Combate ao Trabalho Escravo e incluir mensagens sobre o
tema em suas correspondências destinadas aos servidores,
bem como no site da entidade. Além disso, irão colocar
banners da campanha em frente às escolas e inserir o
tema na formação dos professores em fevereiro.
2) Em
Palmas (TO)
- Dia 28 de janeiro: a partir das 18h30 haverá
um ato no Palácio do Governo, com a presença do
secretário de Direitos Humanos de Tocantins, de membros
da Comissão Pastoral da Terra (CPT/TO), presidente da
Coetra/TO e procuradora da República. O ato visa marcar
a retomada dos trabalhos da Coetrae, reafirmando ações a
serem cumpridas nos próximos meses.
Será apresentado protocolo de intenções ao Governo, com
medidas simbólicas e outras concretas no âmbito da
educação, da cidadania, do uso de recursos etc; também
será reafirmada a necessidade de se cumprir o
compromisso de vedação de contrato com as empresas
relacionadas na Lista Suja. Exibição do filme "Frente de
Trabalho", produzido pelo Sinait.
3) Em São
Paulo (SP)
- Dias 28 e 29 de janeiro: será realizado o 1º
Fórum Estadual de Debate contra o Trabalho Escravo,
organizado pela Superintendência Regional do Sinait.
Local: SRTE/SP
- Auditório, na Rua Martins Fontes 109, Centro.
4) Em Brasília (DF)
- Dia 28 de janeiro, às 10 horas: será
realizado um grande ato em frente ao Supremo Tribunal
Federal, coordenado pelo Sinait, com o tema "6 anos de
Impunidade da Chacina de Unaí - Julgamento Já". No local
serão colocados materiais de divulgação (carro de som,
balões gigantes) e os auditores fiscais, de Brasília,
Goiás e outros estados, estarão vestindo camisetas e
usando bonés. Todas as demais entidades da Frente com
sede em Brasília foram convidadas a participar.
- Dia 28 de
janeiro, à tarde: audiência (aguardando confirmação) com
o presidente do STJ, Francisco Cesar Asfor, para
solicitar urgência no julgamento do processo referente
ao assassinato dos fiscais, que está tramitando há 6
anos.
5) Em
Porto Alegre (RS)
- Dia 27 de janeiro: Oficina dentro das atividades do
Fórum Social Mundial, intitulada "Trabalho escravo: o
quanto já caminhamos e o que falta a fazer", organizada
pela Conatrae e pela ONG Repórter Brasil, com a presença
do ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), do
senador José Nery (PSol/PA), Laís Abramo, diretora da
Organização Internacional do Trabalho no Brasil, Xavier
Plassat (CPT/TO), Leonardo Sakamoto (ONG Repórter
Brasil), Sebastião Caixeta (presidente da Conaete) e de
outros representantes de entidades de direitos humanos.
Local:
Auditório do Semapi, Rua General Lima e Silva, 280 -
Porto Alegre (RS)
6) Em
Cuiabá (MT)
- Dia 28 de janeiro, às 9 horas: celebração de
ato ecumênico em homenagem aos auditores assassinados e
a apresentação de números sobre operações contra o
trabalho escravo em MT no ano de 2009 e ações para 2010.
Local: Secretaria de Justiça de MT (Sejusp).
O evento contará com a participação de sindicatos de
trabalhadores, governo do estado, comissão de
erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), auditores
fiscais, entre outros.
7) Em Belo Horizonte (MG)
- Dia 26 de janeiro, às 10 horas: ato público
intitulado: "Combate ao Trabalho Escravo em Minas Gerais
- perspectivas e desafios" , com a presença do
Superintendente Regional do Trabalho/MG, representantes
da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho,
presidente do TRT/MG, Procurador da República e
Representante da Pastoral da Terra.
Local:
Ministério Público do Trabalho em Minas Gerais - PRT 3ª
Região
8)
Pernambuco
- Dia 28 de janeiro: ato público
9) Em São
Luís (MA)
- Haverá seminário organizado pelas Secretarias de
Trabalho, e a de Direitos Humanos do estado
Fonte:
Diap

27/01/10
-
Mutuário da CEF dependente de seguro-desemprego poderá
ter prestações suspensas
Está pronto para votação na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) projeto que permite a suspensão do
pagamento de prestações de imóveis financiados pela
Caixa Econômica Federal (CEF) para aqueles que estejam
recebendo o seguro-desemprego.
De acordo com o projeto (PLS 84/09), de autoria do
senador Raimundo Colombo (DEM-SC), o mutuário terá ainda
os seis meses seguintes ao recebimento do
seguro-desemprego como prazo adicional para honrar suas
obrigações. O valor das obrigações não-pagas deverá ser
refinanciado pela Caixa Econômica Federal (CEF).
Raimundo Colombo argumenta que sua proposta contribuirá
para uma redução da inadimplência no setor ao permitir
que o desempregado que
se socorre do seguro-desemprego tenha a tranquilidade de
não se preocupar com a prestação de seu imóvel durante a
fase de transição entre um emprego e outro.
O relator, senador Efraim Morais (DEM-PB), apresentou
voto favorável à proposta com emenda determinando que o
valor das prestações não pagas deverá ser refinanciado
pela Caixa Econômica Federal, com encargos limitados aos
parâmetros previstos em contrato.
Após exame na CAE, o projeto seguirá para a Comissão de
Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão
terminativa.
Fonte:
Agência Senado

27/01/10
-
Projeto inclui profissionais liberais em categoria
diferenciada
Em tramitação na
Câmara, o Projeto de Lei 6320/09, do deputado Maurício
Rands (PT-PE), deixa expresso na Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT, Decreto-Lei 5.452/43) que
profissionais liberais integram a categoria profissional
diferenciada, prevista na CLT.
O parlamentar
argumenta que essa medida é necessária para "dar maior
segurança jurídica a esses trabalhadores,
garantindo-lhes direitos que são reiteradamente
questionados no Judiciário".
A CLT define como
categoria profissional diferenciada "a que se forma dos
empregados que exerçam profissões ou funções
diferenciadas por força de estatuto profissional
especial ou em consequência de condições de vida
singulares". No entanto, conforme observa Rands, não
traz nenhuma definição de profissionais liberais.
Sem
critérios
Para piorar a confusão, o art. 577 do decreto-lei traz
duas listagens diferentes para categorias diferenciadas
e profissionais liberais, mas alguns ofícios são
classificados em ambas, sem que haja critérios claros
para essa distinção.
Rands explica que
integrar categoria diferenciada implica alterações
substanciais dos direitos do trabalhador. "Por exemplo,
um engenheiro empregado em um banco não fará jus à
jornada diferenciada dos bancários, que é de seis horas.
Isso interfere não apenas na duração do seu trabalho,
mas também na sua remuneração, em consequência do
cálculo das horas extras", esclarece.
Ademais, conforme
o deputado, decisão do Tribunal Superior do Trabalho
determina que profissionais enquadrados em categoria
diferenciada têm direito à estabilidade no emprego
quando eleitos dirigentes sindicais.
Tramitação
O projeto terá análise
conclusiva das comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

27/01/10
-
Estudo da OIT mostra que desempregados somaram 212
milhões em 2009
O número de pessoas desempregadas em todo o mundo
atingiu a marca dos 212 milhões em 2009, de acordo com
relatório divulgado nesta terça-feira (26) pela
Organização Internacional do Trabalho (OIT). O estudo
alerta que 3 milhões de trabalhadores devem perder seus
empregos na Europa e em países desenvolvidos, neste ano.
O relatório anual Tendências Mundiais do Emprego
utiliza estimativas econômicas do Fundo Monetário
Internacional (FMI) para os cálculos e estima que, nas
demais regiões do planeta, os níveis de desemprego se
estabilizem ou diminuam “levemente”.
O número de jovens desempregados no mundo, segundo o
estudo, também aumentou em 10,2 milhões em 2009 – o
maior índice registrado desde 1991.
A OIT destacou que medidas coordenadas de estímulo ao
mercado conseguiram evitar “uma castástrofe social e
econômica muito maior”, mas que milhões de pessoas em
todo o mundo ainda estão sem trabalho, sem benefícios
como seguro-desemprego e sem qualquer outro tipo de
proteção social.
Repórter Paula Laboissière
Fonte:
Agência Brasil

27/01/10
-
Liminar do TST suspende reintegração de empregado
conselheiro fiscal de sindicato
Com base
na Orientação Jurisprudencial nº 365, que pacificou o
entendimento no sentido de que a estabilidade prevista
no artigo 543, parágrafo 3º, da CLT, e artigo 8º, VIII,
da Constituição Federal, não se aplica a membros de
conselho fiscal de sindicato, o presidente do Tribunal
Superior do Trabalho, ministro Milton de Moura França,
concedeu liminar tornando sem efeito decisão que havia
mandado reintegrar um ex-empregado da Norsa
Refrigerantes Ltda, de Teresina (PI). A liminar gera
efeito suspensivo a um recurso de revista sobre a
questão, até seu julgamento pelo TST.
A empresa
recorreu visando reverter decisão liminar do Tribunal
Regional do Trabalho da 22ª Região (PI) determinando a
reintegração do ex-empregado em função de sua condição
de conselheiro fiscal de sindicato. Após ressaltar que o
tema já se encontra pacificado no TST, o ministro Moura
França observou que, se concretizada, a determinação de
reintegração imediata poderia causar danos de difícil
reparação à empresa, "pela evidente dificuldade de se
ressarcir dos pagamentos efetuados".
O ministro
ressalvou que, embora não tenha efeito vinculante, a OJ
sinaliza a posição do Tribunal, de forma que, exceto
quando houver fundamentos novos e relevantes, a
prestação jurisdicional deve ser feita no sentido de
prestigiá-la. Após que a edição da OJ baseou-se
exatamente em conflitos entre regionais sobre o tema e
que sua observância atende à tranqüilidade e à segurança
jurídica para a prática dos atos em sociedade, Moura
França alertou que decidir de forma contrária gera
expectativa frustrante para uma das partes. "Sem falar
na desnecessária movimentação do Judiciário, já
assoberbado de milhares de processos, que clamam por
solução mais rápida", concluiu. (CauInom
342-40.2010.5.00.0000)
Referência: Orientação Jurisprudencial 365. ESTABILIDADE
PROVISÓRIA. MEMBRO DE CONSELHO FISCAL DE SINDICATO.
INEXISTÊNCIA (DJ 20, 21 e 23.05.2008) - Membro de
conselho fiscal de sindicato não tem direito à
estabilidade prevista nos arts. 543, § 3º, da CLT e 8º,
VIII, da CF/1988, porquanto não representa ou atua na
defesa de direitos da categoria respectiva, tendo sua
competência limitada à fiscalização da gestão financeira
do sindicato (art. 522, § 2º, da CLT).
Fonte:
Jusbrasil

26/01/10
-
Brasil gerou 11,7 milhões de empregos em sete anos
O número de
trabalhadores no Brasil cresceu 36,86% entre 2003 e
2009. Nesses últimos sete anos, mais de 11,7 milhões de
vagas foram criadas, de acordo com dados do Ministério
do Trabalho.
Em 2003, havia no
País cerca de 29,5 milhões de trabalhadores, entre
celetistas e estatuários, passando para 40,4 milhões no
ano passado. Somente em dezembro, 1,068 milhão de vagas
foram criadas e, mesmo com perda de 415 mil postos de
trabalho, o último mês do ano registrou recorde para o
período de toda a série histórica do Caged.
“Isso mostra que
a economia continua crescendo, que o patamar mensal de
contratações continua subindo no País”, afirmou, por
meio de nota, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
Carteira
assinada
Considerando apenas os trabalhadores com carteira
assinada, o Ministério do Trabalho registrou aumento de
32% no número de vagas registradas no País entre 2003 e
2009.
Com a alta, o
número de admitidos passou de 24,9 milhões para 32,9
milhões em sete anos.
Em 2003, 93,3
milhões de trabalhadores foram admitidos e outros 84,5
milhões foram desligados.
De acordo com o
ministério, o saldo de empregos gerados durante o ano só
ficou abaixo de um milhão de vagas em duas ocasiões:
2003 e 2009.
Fonte:
InfoMoney

26/01/10
-
Sudeste registra maior número de trabalhadores em regime
análogo ao de escravidão
A Região Sudeste foi a que que registou, no ano passado,
o maior número de resgates de trabalhadores em regime
análogo ao de escravidão.
Essa é a primeira vez que a região fica em primeiro
lugar no ranking de estados, cujas primeiras
posições normalmente são ocupadas pelas regiões Nordeste
e Norte.
Ontem (25) foram divulgados os dados sobre ações de
combate ao trabalho escravo pelo Ministério Público do
Trabalho.
Para o coordenador nacional de Erradicação do Trabalho
Escravo do Ministério Público do Trabalho, Sebastião
Caixeta, isso é reflexo do endurecimento da legislação
penal. “Atribuo isso àa modificação da legislação, que
veio a ser mais protetiva e a considerar dois novos tipo
de condições de trabalho escravo, que são a jornada
exaustiva e as condições degradadas de trabalho que
podem se verificar com mais facilidade nos grande
centros urbanos.”
No Sudeste, foram resgatados 1.310 trabalhadores. O
estado do Rio de Janeiro registrou o maior número de
trabalhadores em regime análogo ao de escravidão, 521.
Eles foram encontrados na cidade de Campos dos
Goytacazes numa empresa de beneficiamento de
cana-de-açúcar. Em regime próximo ao de escravidão,
foram encontrados no ano passado no estado do Rio 48
trabalhadores.
A Região Centro-Oeste ficou na segunda posição, com 972
trabalhadores resgatados, e Tocantis foi o estado com
maior número de resgates, 334. Na Região Nordeste, foram
feitos 874 resgates, e o estado com maior número de
ocorrências foi Pernambuco.
As regiões Norte e Sul registraram, respectivamente, 368
e 315 casos de trabalhadores encontrados em situação
análoga à de escravidão. Na região norte, o Pará
apresentou o maior número de trabalhadores resgatados
(326). Na Região Sul, a primeira posição foi do Paraná,
com 227 resgates.
No total, foram resgatados no ano passado 3.571
trabalhadores encontrados em regime análogo ao de
escravos – em 2008 esse número foi de 5.016.
Ele informou ainda que foram registrados trabalhadores
em regime análogo ao de escravidão em obras do Programa
de Aceleração do Crescimento (PAC). “Normalmente
envolvendo subempreitadas, contratações de aliciadores,
que não têm uma preocupação com a mão de obra empregada.
A repercussão envolve o tomador de serviço – ele é
responsável, e isso foi verificado no ana passado.
Esperamos que neste ano haja uma responsabilidade maior,
porque os órgãos de fiscalização vão ficar focados
nessas obras.”.
Sebastião Caixeta disse também que, para este ano, o
Ministério Público vai fiscalizar com mais rigor
atividades que tradicionalmente registram grande número
de ocorrências de trabalho análogo ao de escravidão,
como carvoarias e cultivo e colheita de cana-de-açúcar.
Repórter Roberta Lopes
Fonte:
Agência Brasil

26/01/10
-
Empregados domésticos poderão receber seguro-desemprego,
mesmo sem inscrição no FGTS
O acesso dos empregados domésticos ao seguro-desemprego
poderá ser ampliado. A senadora Serys Slhessarenko
(PT-MT) é autora de projeto com esse objetivo. De acordo
com a proposta (PLS
549/09), o benefício, no valor de um salário
mínimo, poderá ser recebido, por um período máximo de
três meses, de forma contínua ou alternada, mesmo que o
empregado, dispensado sem justa causa, não seja inscrito
no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).
Pela proposta, que altera a legislação que trata da
profissão de empregado doméstico (Lei 5.859 de 11 de
dezembro de 1972), amplia-se também de três para seis
meses o período a que o empregado doméstico inscrito no
FGTS fará jus ao seguro-desemprego.
O seguro-desemprego será concedido ao empregado que
tiver trabalhado como doméstico por um período mínimo de
15 meses nos últimos 24 meses contados da dispensa sem
justa causa. Para receber o benefício, é necessário
apresentar comprovantes do recolhimento da contribuição
previdenciária e, se for o caso, do FGTS. As despesas
com o pagamento do seguro-desemprego serão custeadas com
recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Serys justifica sua iniciativa argumentando que, dos
aproximadamente 6,5 milhões de empregados domésticos,
apenas cerca de 70 mil estão inscritos no FGTS,
condição, pela legislação atual, indispensável para o
recebimento do seguro-desemprego.
Mas em razão do elevado índice de informalidade da
categoria - apenas cerca de 1,7 milhão têm o contrato de
trabalho registrado e são, portanto, contribuintes da
Previdência Social - a senadora reconhece a limitação de
sua proposta:
- Naturalmente, temos consciência da limitação dessa
medida, dado que, mesmo assim, a maior parte dos
domésticos - lançada na informalidade - permanecerá,
ainda, ao desabrigo do seguro-desemprego. No entanto,
não podemos abrir mão dessa exigência, sob pena de
ameaçar o equilíbrio financeiro do Fundo de Amparo ao
Trabalhador - afirmou.
O projeto será examinado na Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE), onde aguarda designação de relator, e
em seguida, seguirá para a Comissão de Assuntos Sociais
(CAS), onde receberá decisão terminativa.
Fonte:
Agência Senado

26/01/10
-
Sem ressalvas, acordo perante comissão de conciliação
prévia vale como quitação plena
A Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho
reconheceu a quitação geral e irrestrita de todas as
verbas rescisórias trabalhistas no termo de conciliação
assinado por um motorista da empresa Transportes Única
Petrópolis Ltda. perante comissão de conciliação prévia,
considerando que não havia ressalvas no acordo. Para o
relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, “não havendo
qualquer ressalva, o termo de conciliação tem eficácia
liberatória geral, abrangendo todas as parcelas oriundas
do vínculo de emprego”.
Ao analisar a questão, o ministro Corrêa da Veiga
esclarece que, ao aderir ao acordo estabelecido perante
a comissão de conciliação, “foge à razoabilidade que se
retire o objetivo maior decorrente da necessidade de
submissão prévia da demanda à referida comissão, como um
mecanismo de composição dos conflitos trabalhistas, se,
em seguida, o trabalhador recorre ao Poder Judiciário
com o fim de buscar direitos aos quais ele já havia
conferido quitação plena”.
O motorista, ao ser demitido da Transportes Única,
assinou termo de quitação por intermédio de comissão de
conciliação prévia. No entanto, posteriormente, ajuizou
ação trabalhista alegando não ter recebido todas as
verbas a que teria direito, como férias, horas extras,
décimo terceiro salário e integração de comissões. O
pedido foi deferido pela 2ª Vara do Trabalho de
Petrópolis (RJ) e ratificado pelo Tribunal Regional do
Trabalho da 1ª Região (RJ), que rejeitou recurso da
empresa.
Para o TRT/RJ, a exigência da submissão à comissão, além
de contrariar a garantia constitucional de livre acesso
ao Judiciário, seria mera formalidade administrativa e,
portanto, não teria eficácia para extinguir supostos
direitos trabalhistas não abrangidos no termo de
rescisão. A empresa recorreu ao TST, questionando esse
entendimento, com o argumento de que o termo de
conciliação teria validade para quitação ampla e
irrestrita das verbas trabalhistas.
Na Sexta Turma, ao propor a reforma do acórdão regional,
o ministro Corrêa da Veiga afirmou que a Lei 9.958/00
instituiu a comissão conciliação prévia como uma forma
alternativa de solução dos conflitos trabalhistas,
buscando evitar ações judiciais nas situações em que as
partes podem se conciliar previamente. Segundo o
ministro, o termo de rescisão assinado perante essas
comissões tem eficácia liberatória geral, ou seja,
trata-se de “título executivo extrajudicial com efeito
de coisa julgada entre as partes”, conforme determina
dispositivo da CLT. Abrange, assim, todas as parcelas
decorrentes do vínculo empregatício.
Contudo, o ministro Maurício Godinho Delgado registrou
entendimento diverso sobre o tema. Para ele, a quitação
geral dada ao termo de conciliação está submetida ao
critério geral interpretativo da Súmula nº 330, pela
qual se dá eficácia restritiva ao recibo de rescisão, ou
seja, eficácia liberatória somente em relação às
parcelas consignadas no termo.
Com a aprovação do voto do ministro Corrêa da Veiga, e
com a ressalva de entendimento do ministro Maurício
Godinho, a Sexta Turma determinou a extinção do processo
sem resolução de mérito.
(RR - 161400-65.2005.5.01.0302/ Numeração antiga: RR -
1614/2005-302-01-00.3)
Fonte:
TST

26/01/10
-
Falta de comunicação ao INSS não afasta direito à
estabilidade por doença
A ausência de comunicação ao INSS
sobre afastamento por doença do trabalho não afasta o
direito ao período de garantia no emprego. Com esse
fundamento, a Seção I Especializada em Dissídios
Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1)
acatou recurso de trabalhadora contra a empresa
Chocolates Garoto S/A.
Trata-se de ação em que a trabalhadora, alegando ter
contraído Lesão por Esforço Repetitivo (LER) em
decorrência de suas atividades como auxiliar de
escritório, que exerceu durante nove anos na empresa,
requereu reintegração ao emprego e o consequente
pagamento de salários desde sua demissão. Seu pedido foi
acatado em sentença de primeiro grau e confirmado pelo
Tribunal Regional da 17ª Região (ES), que determinou o
pagamento de salários durante o período de seu
afastamento e a efetiva reintegração.
A
empresa recorreu ao TST e obteve da Terceira Turma
decisão para que a reintegração fosse convertida em
indenização correspondente ao saldo de salários
correspondente ao período entre a data da despedida e o
final da estabilidade, conforme a Súmula 396 do TST.
Inconformada, a trabalhadora recorreu à SDI-1, no
intuito de solucionar divergência jurisprudencial sobre
a concessão de estabilidade a trabalhador acometido por
doença profissional.
O relator do recurso de embargos na SDI-1, ministro
Aloysio Corrêa da Veiga, ressaltou em seu voto que a
empresa não havia emitido a Comunicação de Acidente de
Trabalho (CAT), desrespeitando a finalidade protetiva ao
trabalhador definida pela legislação trabalhista e
previdenciária. Em sua análise, ele considerou que a
Súmula 378 assegura ao trabalhador o direito à
estabilidade nos termos da Lei 8.213/91, em caso de
doença profissional sem que a empresa tenha expedido
comunicado ao INSS. O ministro destaca ainda que decisão
contrária à proteção do trabalhador seria a premiação da
empresa que, ao não emitir a CAT, concede aos empregados
demitidos sem a CAT apenas a estabilidade pela data da
rescisão. Aquele empregador que, por sua vez, emite a
CAT, em observância à norma legal, respeita o período de
estabilidade do afastamento previdenciário,
possibilitando que o empregado, caso tenha condições,
retorne ao emprego após um ano de alta, quando então se
iniciará o período de garantia de emprego.
Com a
decisão, a SDI-1 restabeleceu a decisão do TRT pela
reintegração e firmou entendimento no sentido de que o
empregado acometido de doença ocupacional e demitido sem
a emissão da CAT faz jus à garantia de emprego
regulamentada pelo artigo 118 da Lei nº 8.213/91.
(E-RR-568/2003-007-17-00.3)
Fonte:
TST

Procuração
sem identificação do representante legal da parte
recorrente inviabiliza o exame do mérito da matéria. O
entendimento é dos ministros da Seção II Especializada
em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do
Trabalho. O colegiado concluiu que havia irregularidades
de representação do Recurso Ordinário em Ação Rescisória
apresentada pela Jota Quest Produções Artísticas e
Fonográficas. Por isso, recusou o recurso apresentado
pelo grupo contra decisão regional envolvendo três
ex-empregados da empresa.
Segundo o
relator do caso, ministro Emmanoel Pereira, a procuração
concedida aos advogados estava imperfeita, e não atendia
às exigências legais do artigo 654, parágrafo 1º, do
Código Civil e da Orientação Jurisprudencial nº 373 do
TST. De acordo com o ministro, essas normas estabelecem
que a identificação da pessoa jurídica ou de seu
representante legal é requisito essencial à validade do
instrumento de mandato.
O processo
teve início quando os empregados alegaram que a empresa
os levou a assinar procurações e a comparecer à Justiça
Trabalhista, sem dar muitas explicações. Ao tomarem
conhecimento de que haviam feito acordos trabalhistas na
Vara do Trabalho de Pedro Leopoldo, em Minas Gerais,
relativos ao período de 1999/2004, os empregados
entraram com Ação Rescisória no Tribunal do Trabalho da
3ª Região, pedindo a desconstituição da sentença.
Com a
decisão do TRT, parcialmente favorável aos
trabalhadores, a empresa recorreu ao TST. No entanto, a
procuração inválida inviabilizou o exame do mérito da
matéria pelos ministros da SDI-2. A Jota Quest entrou
com Embargos Declaratórios contra esse entendimento que
ainda não foi julgado.
(ROAR-1072-2006-000-03-00.1)
Fonte:
Consultor Jurídico

25/01/10
-
Centrais reabrem no Congresso debate sobre redução da
jornada dia 2
Entidades
exigirão que os parlamentares coloquem rapidamente em
votação a PEC 231/95 que reduz a jornada e que remunera
as horas extras em 75% a mais que a hora normal
A proposta em
tramitação na Câmara dos Deputados que reduz a jornada
de trabalho de 44 horas para 40 horas não foi aprovada
em 2009 e deve constar da pauta de votação em 2010.
As centrais
sindicais apostam nas eleições para pressionar os
parlamentares a votarem favorável à medida que beneficia
a classe trabalhadora.
As seis centrais
sindicais vão realizar uma vigília no interior do
Congresso Nacional, no próximo dia 2 de fevereiro -
primeiro dia de trabalho parlamentar após o recesso.
Elas vão para
exigir que os parlamentares coloquem rapidamente em
votação a proposta que reduz a jornada e que remunera as
horas extras em 75% a mais que a hora normal.
A comissão
especial da Câmara dos Deputados que analisa a redução
da jornada de trabalho, de 44 para 40 horas semanais,
aprovou por unanimidade em junho o relatório apresentado
pelo deputado Vicentinho (PT/SP), favorável à proposta
de emenda à Constituição de autoria dos então deputados
e hoje senadores Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Paulo Paim
(PT/RS).
A proposta está
em tramitação há 15 anos no Congresso Nacional. A última
redução do período semanal de trabalho ocorrida no País
foi na Constituição de 1988, quando a jornada foi
reduzida de 48 para 44 horas.
Para Vicentinho,
a redução terá pouco impacto nas empresas, pois a média
da duração do trabalho já é inferior às 44 horas
previstas na Carta.
Segundo dados do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese), a carga de 40 horas semanais,
seguida da manutenção do patamar salarial, significará
um crescimento de apenas 1,99% no custo da produção.
Essa questão
tramitou na Câmara no primeiro semestre de 2009 com
distanciamento das entidades representantes do
empresariado, mas no segundo semestre, após a aprovação
da matéria na comissão especial, a Confederação Nacional
da Indústria (CNI) passou a atuar mais ativamente,
abrindo discussão sobre o tema.
E conseguiram com
o presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB/SP), a
criação de uma nova comissão especial para reabrir o
debate do assunto. (Fonte: Vermelho, com Agência
Estado)
Fonte:
Diap

25/01/10
-
Previdência: aposentados e pensionistas do INSS
receberão IR de volta
Os aposentados
e pensionistas do INSS que tiveram desconto de Imposto
de Renda indevido sobre os benefícios no mês de dezembro
vão receber os valores de volta na folha de janeiro.
A Previdência
Social fará a devolução a 1.297.951 segurados - ou 4,8%
de todos os beneficiários do instituto.
Desse total,
1.062.018 aposentados e pensionistas têm direito a
valores que variam de R$ 0,01 e R$ 9,99, e outros 235
mil embolsarão uma quantia maior ou igual a R$ 10.
Segundo o
INSS, a média das restituições é de R$ 6,43.
A Previdência
Social não informou de quanto é o valor máximo que será
devolvido nem o motivo que provocou o desconto na folha
de pagamento do mês passado.
A devolução do
Imposto de Renda será feita com os benefícios de
janeiro, que o INSS começará a pagar na próxima
segunda-feira.
Serão
creditados os pagamentos de aposentados, pensionistas e
demais segurados que ganham até um salário mínimo (R$
510) e têm cartão com final 1, desconsiderando-se o
dígito.
Até o dia 5 de
fevereiro, o INSS irá pagar mais de R$ 17 bilhões a 27
milhões de beneficiários. A primeira folha de pagamento
do ano virá com reajustes dos valores dos benefícios.
Duas medidas
provisórias fixaram o reajuste do salário mínimo e dos
benefícios da Previdência Social. Para quem ganha até o
piso nacional, o aumento foi de 9,67%.
Os benefícios
acima do mínimo serão reajustados em 6,14%, a partir
deste mês, conforme acordo fechado entre as centrais
sindicais e o governo federal em agosto do ano passado.
Fonte:
O Dia Online

25/01/10
-
O
adeus a Luiz Tenório de Lima, o Tenorinho
O Brasil se despede de um dos maiores líderes sindicais
da história deste país, Luis Tenório de Lima. Tenorinho,
como era conhecido, faleceu na tarde dsste sábado, 23 de
janeiro, na cidade de São Paulo. Ele tinha 87 anos.
Apresentador do programa “Bom dia, companheiro”, na
rádio Imprensa, e vice-presidente da Nova Central
Sindical dos Trabalhadores, Tenorinho foi líder sindical
da cúpula da CGT, membro do Partido Comunista e fundador
do DIEESE.
Saiba mais sobre a vida desse grande sindicalista
acessando o link.abaixo:
http://memoria.dieese.org.br/museu/indexProjeto.do?idProjeto=1&pagina=minha_historia.jsp&idPessoa=3
Fonte:
NCST

25/01/10
-
Licença-maternidade de seis meses já pode ser concedida;
Patrícia Saboya quer campanha de esclarecimento
A senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) disse nesta
sexta-feira (22) que vai pedir ao governo que realize
uma campanha, pelo rádio e pela televisão, para informar
às trabalhadoras que a partir desta segunda-feira (25)
elas podem reivindicar dois meses adicionais de
licença-maternidade, além dos quatro a que já têm
direito. A Receita Federal publicou nesta sexta (22)
Instrução Normativa detalhando como as empresas devem
agir para que o benefício seja concedido. A senadora é a
autora do projeto, transformado em lei (lei 11.770/08),
que possibilita os dois meses adicionais de
licença-maternidade.
Para que as trabalhadoras tenham acesso aos seis meses
completos de licença-maternidade a empresa deve aderir,
pela internet, ao programa "Empresa Cidadã", da Receita
Federal. O valor gasto pela companhia neste pagamento
adicional poderá ser descontado do imposto de renda
devido. A adesão da empresa não é obrigatória. Os
primeiros quatro meses de licença-maternidade são pagos
pelo empregador, que é reembolsado pela Previdência
Social.
Só terão direito ao benefício trabalhadoras de empresas
que fazem opção pela declaração de imposto de renda pelo
lucro real, o que exclui empresas que pagam pelo chamado
lucro presumido ou optantes do Simples federal. Cerca de
150 mil empresas declaram pelo lucro real, o que abrange
quase metade dos trabalhadores da iniciativa privada. No
geral, os governos e as prefeituras adotaram a licença
de seis meses para suas servidoras. Detalhe: o projeto
que saiu do Congresso previa o benefício para
trabalhadoras de qualquer empresa, mas o presidente da
República vetou sua concessão às firmas que pagam IR
pelo lucro presumido.
O projeto da senadora Patrícia Saboya (PLS 281/05) foi
aprovado pelo Senado em outubro de 2007, sendo enviado
ao exame dos deputados, onde foi votado em setembro de
2008. O presidente da República sancionou a proposta uma
semana depois, mas sua regulamentação, por decreto
presidencial, demorou cerca de 15 meses para sair, o que
ocorreu no dia 23 de dezembro último (decreto 7.053/09).
A senadora atribui o atraso à Receita Federal, que
"obviamente não quer perder arrecadação, especialmente
em um ano de dificuldades financeiras, como foi 2009".
A lei e sua regulamentação também garantem licença
remunerada de 60 dias à trabalhadora que adotar ou
obtiver a guarda judicial para fins de adoção de
criança, desde que ela tenha até um ano de idade. Se for
criança de um a quatro anos, a licença será de 30 dias,
período que é reduzido para 15 dias quando se tratar de
criança entre quatro anos e oito anos de idade.
Fonte:
Agência Senado

25/01/10
-
Centrais sindicais terão candidato único à Presidência
da República
Por João Villaverde, no
Valor Econômico
As seis centrais sindicais reconhecidas pelo Ministério
do Trabalho aprovaram a realização de uma conferência
nacional, em forma de marcha, que ocorrerá em São Paulo
no dia 1º de junho, quando será lançado um programa
político conjunto. Após a conferência, o documento será
direcionado à campanha que mais se aproximar das
propostas.
A ideia,
segundo os líderes, é fechar o apoio ao candidato que
será apoiado nas eleições de outubro já em junho. "Vamos
dizer, com o programa na mão, qual é o candidato ou
candidata que tem condição de implantar esse projeto",
afirmou Wagner Gomes, presidente da Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Em reunião na
sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT) ontem, os
líderes sindicais decidiram, por unanimidade, discutir
nos próximos seis meses as propostas e demandas
consensuais, que serão agrupadas em um documento. É a
primeira vez que todas as centrais acordam a mesma
plataforma programática.
Até o fim de
maio, as centrais se comprometeram a promover discussões
com secretariado interno e assembleias com trabalhadores
para elencar o programa unitário.
Para Francisco
Canindé, secretário-geral da União Geral dos
Trabalhadores (UGT), a marcha dos trabalhadores que
tradicionalmente ocorre em dezembro só se realizará se
houver "um cataclisma eleitoral". Este é um ano
especial, diz Canindé, "então o principal ato das
centrais sindicais neste ano será o do dia 1º de junho,
quando definiremos posição".
As eleições
presidenciais de 2010 servem, segundo os sindicalistas,
para aumentar a participação da classe trabalhadora nas
discussões do futuro, como o pré-sal, que também foi
tema da reunião.
O presidente
da CUT, Artur Henrique, destacou que a principal pauta
do sindicalismo no ano será a aprovação, por parte do
Congresso, do projeto que reduz a jornada de trabalho de
44 para 40 horas semanais.
Segundo
Henrique, as seis centrais estarão juntas em Brasília no
dia 2 de fevereiro, quando termina o recesso
parlamentar. "Carregaremos a atuação das centrais unidas
no primeiro semestre, antes da Copa do Mundo e do
período eleitoral", garantiu.
A resolução de
unir as seis centrais em torno de um projeto único para
influenciar o debate eleitoral, no entanto, foi o
principal gatilho. "O 1º de junho será um dia histórico
para o país. A ideia de juntar os líderes sindicais,
mobilizar o conjunto das centrais, e o fato de que essa
discussão será precedida por debates profundos nos
sindicatos, é um marco", afirmou Carlos Alberto Pereira,
secretário-geral da Central Geral dos Trabalhadores do
Brasil (CGTB).
O plano de
realizar uma conferência com todas as seis centrais -
CUT, Força Sindical, CTB, NCST, CGTB e UGT - é inédito
não apenas por juntar centrais que nasceram de cisões da
CUT, mas, especialmente, por aglutinar CUT e Força
Sindical em torno de um mesmo projeto.
João Carlos
Gonçalves, secretário-geral da Força Sindical, no
entanto, reforçou que "cada central é autônoma". "É
crucial desenvolvermos uma pauta unificada, mas o
documento final precisa pautar todos os partidos,
candidatos e candidatas", afirmou.
Mais antiga
central sindical do País, a CUT foi criada no início dos
anos 80 pelos trabalhadores filiados ao PT e, em sua
maioria, membros do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.
Apoiou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em
todas as campanhas presidenciais desde a
redemocratização.
Por outro
lado, a Força Sindical, originada a partir do
"sindicalismo de resultados" de Luiz Antônio de
Medeiros, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de
São Paulo, no fim da década de 1980, caminhou próximo ao
Governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
No segundo
turno das eleições de 2006, a Força apoiou o candidato
do PSDB, Geraldo Alckmin, enquanto a CUT se colocou ao
lado de Lula. Foi apenas a partir do segundo Governo
Lula, iniciado em 2007, que as centrais passaram a
dividir ideias e demandas.
"Essa unidade
entre as centrais ocorre mesmo com diferenças
ideológicas e é ótimo para todos que estejamos juntos na
conferência", afirmou Luís Antônio Feltino, integrante
da executiva da Nova Central Sindical dos Trabalhadores
(NCST).
Fonte:
Diap

25/01/10
-
Centrais convocam nova Conferência Nacional da Classe
Trabalhadora
A intenção é
reunir mais de 10 mil lideranças sindicais na
conferência - que vai debater e aprovar documento
unitário e definir apoio a um candidato à Presidência da
República que dê continuidade ao projeto implementado no
País desde 2002 e aprofunde as mudanças
Numa decisão
histórica para o sindicalismo brasileiro, o Fórum das
Centrais - composto por CTB, CUT, Força Sindical, UGT,
NCST e CGTB - convocou para o dia 1º de junho uma nova
Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat).
A resolução foi
tomada nesta quinta-feira (21), em São Paulo.
É apenas a
segunda vez que um evento do gênero é organizado - a 1ª
Conclat ocorreu há 29 anos, de 21 a 23 de agosto de
1981.
As centrais
pretendem agora reunir mais de 10 mil lideranças
sindicais de todo Brasil na conferência - que vai
debater e aprovar o documento unitário e definir o apoio
a um candidato à Presidência da República que dê
continuidade ao projeto político implementado no País
desde 2002 e aprofunde o processo de mudanças.
Outras
deliberações
Os sindicalistas também decidiram realizar uma
manifestação unificada dia 2 de fevereiro no Congresso
Nacional, em Brasília, em defesa da redução da jornada
de trabalho, sem redução de salários.
Cerca de 300
dirigentes das centrais sindicais estarão na abertura
dos trabalhos do Congresso Nacional para pressionar os
parlamentares a inserir na pauta de votação, a proposta
de redução da jornada de 40 horas semanais.
Essa bandeira de
lutas foi a principal reivindicação da 6ª Marcha da
Classe Trabalhadora, realizada no dia 11 de novembro em
Brasília.
A proposta de
emenda à Constituição (PEC) 231/95 - que reduz a jornada
- está pronta para votação, em primeiro turno, no
plenário da Câmara dos Deputados, mas até agora não foi
incluída na pauta, apesar das mobilizações feitas pelos
trabalhadores.
(Com Vermelho
e centrais)
Fonte:
Diap

22/01/10
-
Controvérsia: aposentados reagem às declarações do
ministro Pimentel
Renata Camargo, no
Congresso em Foco
A Confederação
Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap)
considerou as declarações do ministro da Previdência,
José Pimentel, contrária aos interesses dos aposentados.
Nesta terça-feira (19), Pimentel disse no programa
Bom Dia, Ministro que nenhuma categoria obteve
ganho real maior que os aposentados e os pensionistas no
último ano.
"O enfoque do
ministro é outro. Nossa visão é contrária, nós estamos
perdendo. O salário mínimo terá um reajuste de 9,68% e
nós teremos 6,14%. Estamos perdendo poder de compra. Na
prática estamos perdendo 3%", considerou o
diretor-financeiro da Cobap, Nelson Osório.
No dia 23 de
dezembro, o presidente Lula assinou uma medida
provisória que aumenta o salário mínimo de R$ 450 para
R$ 510, e reajusta as pensões e aposentadorias acima do
mínimo em 6,14%.
O aumento real
dos aposentados repôs a inflação de 2009 mais 50% da
variação do Produto Interno Bruto (PIB) de 2008. Os
valores passaram a vigorar a partir do dia 1º de
janeiro.
A medida foi
encaminhada para votação no Congresso. Segundo Osório, a
Cobap irá pressionar para que o mesmo reajuste do
mínimo, de 9,68%, seja dado aos aposentados.
No início do ano
legislativo, no próximo dia 2 de fevereiro, os
aposentados prometem dar início a uma campanha nacional
para pressionar o Congresso por um reajuste maior de
aposentadorias e pensões.
"Esse ano é ano
eleitoral. Vamos pressionar e fazer a campanha de que
'sem aprovação, não tem reeleição'. Quem não nos apoiar,
não terá o apoio dos aposentados, dos filhos dos
aposentados, dos vizinhos dos aposentados. Queremos que
os parlamentares não se deixem influenciar pelos
cálculos frios desses economistas", declarou Osório.
Fonte:
Diap

22/01/10
-
Crescimento do faturamento real da indústria indica que
setor retoma atividades
O faturamento
real (sem considerar as características sazonais) da
indústria cresceu 1,3% em novembro do ano passado, na
comparação com outubro, o que mostra o reaquecimento do
setor. Na comparação com o mesmo período de 2008, a
expansão foi de 8,4%. O total de horas trabalhadas
aumentou 2,6% em relação a outubro.
A
taxa de emprego mostrou crescimento de 0,8% em relação
ao mês anterior. Apesar da alta, a taxa de emprego na
indústria está 3,5% abaixo do período pré-crise, em
setembro de 2008. Os dados constam dos Indicadores
Industriais divulgados nesta quinta-feira (21) pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Outro indicador que mostra bom desempenho é a massa
salarial, que cresceu 8,7% em novembro na relação com o
mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano
anterior houve um crescimento de 1,5%.
Em novembro, a indústria trabalhou com 82,7% da
capacidade instalada. Foi o quinto mês em que o
indicador apresentou resultado positivo. Na comparação
com o mesmo período do ano anterior houve alta de 4
pontos percentuais.
O
gerente de políticas econômicas da CNI, Flávio Castelo
Branco, disse que a indústria está retomando suas
atividades.
“Após três meses consecutivos de variação positiva
podemos afirmar que o processo de retomada do
crescimento já está instalado”, afirmou.
Segundo Castelo Branco, “depois de um ano da crise o
setor industrial mostra essa tendência, mas isso não
significa que superamos a crise”.
Repórter Roberta Lopes
Fonte:
Agência Brasil

22/01/10
-
Projeto amplia possibilidade de recurso em processos
trabalhistas
Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 6252/09, do deputado Francisco Rossi
(PMDB-SP), que amplia a possibilidade de utilização do
agravo de instrumento em processos na Justiça do
Trabalho. O agravo de instrumento é o recurso contra
decisões judiciais no curso do processo, antes de
proferida a sentença.
Segundo o
projeto, o agravo de instrumento poderá ser utilizado
contra atos praticados pelo juiz que possam causar lesão
grave e de difícil reparação ao requerente.
Francisco Rossi
afirma que essa medida vai possibilitar o direito de
defesa do trabalhador em situações emergenciais. É o
caso, por exemplo, do trabalhador que reivindica a
manutenção de um convênio médico antes de terminado o
processo trabalhista. Em resposta, o juiz pode informar
que vai decidir sobre esse pedido somente após audiência
ou na sentença, o que muitas vezes pode levar mais de um
ano.
Nesse exemplo,
atualmente, o trabalhador não pode recorrer da decisão
interlocutória do juiz e teria que aguardar a sentença,
sem acesso ao convênio médico. O deputado afirma que, se
o projeto for aprovado, o agravo de instrumento servirá
para evitar esse tipo de restrição ao direito de defesa.
Pelo projeto, o
relator do processo, ao tomar conhecimento da
interposição do agravo, poderá paralisar o andamento do
processo até que o recurso seja julgado ou decidir
liminarmente sobre o pedido. A decisão, no entanto,
poderá ser mudada no julgamento do mérito.
Rossi afirma que
o agravo de instrumento também poderá ser usado, entre
outros, para demandas referentes a liberação de guias do
seguro desemprego e para baixas na carteira de trabalho,
em casos de empresas falidas.
Atualmente, a
Consolidação da Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei
5.452/43) permite a utilização de agravo de instrumento
apenas nos despachos que neguem a interposição de
recursos.
Tramitação
A proposta tramita em
caráter conclusivo e será analisada pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

Criação de 227 mil novos postos de trabalho coloca a
região no segundo lugar no ranking brasileiro
O saldo de
empregos da região Nordeste em 2009, com a geração de
227.376 postos de trabalho, é resultado recorde em toda
a série histórica do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged). Com um crescimento de 4,74% em
relação ao ano anterior, o resultado colocou a região em
segundo lugar na geração de empregos no Brasil no ano
passado. Os dados foram anunciados pelo Ministro do
Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, nesta quarta-feira
(20).
No mês de
dezembro o Nordeste teve um saldo negativo de 15.532
vagas, redução de 18% nas perdas de vagas de emprego em
comparação com dezembro de 2008, quando foram fechados
49.518 postos de trabalho.
Entre os estados
que mais se destacaram durante 2009 estão Bahia (71.170
postos), Ceará (64.436 postos), Paraíba (13.291 postos),
Piauí (12.727 postos) e Sergipe (11.198 postos), todos
com resultados recordes no período.
No período de
2003 a 2009, a Região Nordeste gerou 1.270.884 novas
vagas de emprego. Os três estados com melhores
resultados no período foram a Bahia, com 339.079 vagas
geradas, Pernambuco, com 276.235, e Ceará, com 259.919.
O menor nesses sete anos foi de Alagoas, com a geração
de 48.952 postos de trabalho formal.
Fonte:
MTE

Valor passou de R$ 741,68 em 2008 para R$ 780,56 em
2009. Ganho real de 5,24% ajudou pais a sair da crise,
segundo o ministro Carlos Lupi
O salário médio
de admissão do trabalhador brasileiro cresceu no último
ano. Com o aumento real de 5,24%, passou de R$ 741,68 em
2008 para R$ 780,56 em 2009, segundo dados do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
"O ganho real,
acima da inflação, foi a alavanca da economia brasileira
para vencer a crise", comemorou o ministro do Trabalho e
Emprego, Carlos Lupi, "Isso levou o país a sair da
crise".
No ranking dos
maiores salários médios de admissão, o estado de São
Paulo segue líder, com R$ 913,48. Rio de Janeiro vem na
seqüência, com R$ 841,79, seguido pelo Distrito
Federal (R$ 817,79), Sergipe (R$ 766,23) e Amazonas (R$
759,16). Já os menores salários ocorreram nos estados do
Rio Grande do Norte (R$ 581,89); Paraíba (R$ 587,84) e
Ceará (R$ 601,69).
Gênero - O aumento do
salário médio de admissão do gênero feminino superou o
do masculino: 5,64% e 4,49%, respectivamente. Os maiores
ganhos reais do salário de admissão feminino ocorreram
nos estados de Sergipe (32,29%); Tocantins (13,83%);
Amazonas (13,74%); Alagoas (10,38%) e Rio Grande do
Norte (10,29%).
"Isso diminui a
injustiça, a indiferença. A diferença ainda é grande,
mas é reduzida ano a ano. As mulheres conseguiram
avançar e isso é muito importante para a sociedade",
destaca Lupi.
No caso dos
homens, os estados que revelaram os maiores aumentos
foram Sergipe (32,51%); Rondônia (12,65%) e Alagoas
(9,15%).
Subsetor - Os salários
médios reais por subsetor mostraram elevação na
Administração Pública (12,34%), seguida da Indústria de
Minerais Não-Metálicos (9,55%). Houve retração na
Indústria de Material de Transporte (19,96%) e na
Indústria de Material e Comunicação (13,76%).
Por gênero, o
maior percentual de aumento no feminino ocorreu na
Administração Publica (18,09%), seguida das Instituições
Financeiras (10,06%). Em contrapartida, os maiores
declínios ocorreram na Indústria Extrativa mineral
(28,77%) e de Material de Transporte (25,68%).
Em relação ao
sexo masculino, o maior ganho foi na Indústria de
Minerais Não Metálicos (9,39%) e em Instituições
Financeiras (8,42%). As maiores quedas foram na
Indústria de Material de Transporte (19,01%) e
Material Elétrico e Comunicações (11,66%).
Fonte:
MTE

21/01/10
-
Licença-maternidade de 180 dias: vigência a partir de
2010
A
regulamentação da Lei 11.770/08 ocorreu no final de
dezembro de 2009 por meio do Decreto 7.052, de 23 de
dezembro, produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro
de 2010
Por Sérgio
Ferreira Pantaleão
A licença
maternidade pelo período de 180 dias, antes da Lei
11.770, de 9 de setembro de 2008, ser sancionada, já
vinha sendo aplicada em algumas cidades e estados, os
quais estabeleciam tal período por meio da aprovação de
leis estaduais ou municipais.
De acordo com a
Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) vários estados
já haviam aprovado leis que estendiam às servidoras
públicas o período de licença maternidade para 180 dias.
Há também vários
municípios que já haviam aprovado leis que estendiam
este benefício, mas que também só atingiam as servidoras
públicas das respectivas cidades, ou seja, este
benefício não se estendia aos trabalhadores sob o regime
CLT.
Além da ampliação da licença maternidade, há cidades e
estados que também ampliaram a licença paternidade de 5
dias (previstos na Constituição Federal) para 10 dias, o
que vale também somente para os servidores públicos.
Setor
privado (CLT)
No âmbito Federal o projeto de lei (PL
2.513/07) que criava o Programa Empresa Cidadã, foi
convertido na Lei 11.770, de 9 de setembro de 2008,
aprovada pelo presidente da República, que prevê
incentivo fiscal para as empresas do setor privado que
aderirem à prorrogação da licença-maternidade de 120
para 180 dias.
Dados da SBP
apontam que a amamentação regular, por seis meses, reduz
17 vezes as chances de a criança contrair pneumonia, 5,4
vezes a possibilidade de anemia e 2,5 vezes a ameaça de
crises de diarréia.
Conforme
estabelece a nova lei, as empregadas das empresas
privadas que aderirem ao Programa, inclusive as mães
adotivas (de forma proporcional), terão o direito de
requerer a ampliação do benefício, devendo fazê-lo até o
final do primeiro mês após o parto.
Já para o
empregador que aderir voluntariamente ao programa,
mediante requerimento dirigido à Secretaria da Receita
Federal do Brasil, este benefício será estendido
automaticamente à todas as empregadas da empresa. Neste
caso, não há necessidade de a empregada fazer o
requerimento.
A lei prevê que
durante a prorrogação da licença-maternidade a empregada
terá direito à remuneração integral. Os dois meses
adicionais de licença serão concedidos imediatamente
após o período de 120 dias previsto na Constituição.
No período de
prorrogação da licença a empregada não poderá exercer
qualquer atividade remunerada e a criança não poderá ser
mantida em creche ou organização similar, já que tais
situações estariam contra o objetivo do programa.
Validade
a partir de 2010 (Lei de Responsabilidade Fiscal)
A lei foi sancionada em 9/09/08, mas conforme
determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LC 101/00),
o Executivo precisava analisar o impacto fiscal da
renúncia dos impostos que deixariam de ser recolhidos
por parte das empresas e regulamentar por meio de
decreto.
A regulamentação
da Lei 11.770/08 ocorreu no final de dezembro de 2009
por meio do Decreto 7.052, de 23 de dezembro de 2009,
produzindo efeitos a partir de 1º de janeiro de 2010.
O decreto prevê
ainda que a empregada que esteja em gozo de
salário-maternidade na data de sua publicação poderá
solicitar a prorrogação da licença, desde que requeira
no prazo de até 30 dias.
Pela lei, os
quatro primeiros meses de licença-maternidade
continuarão sendo pagos pelo Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS). Os salários dos dois meses a mais
serão pagos pelo empregador.
A pessoa jurídica
tributada com base no lucro real poderá deduzir do
imposto devido, em cada período de apuração, o total da
remuneração integral da empregada pago nos 60 dias de
prorrogação de sua licença-maternidade, vedada a dedução
como despesa operacional. (Fonte: Boletim Guia
Trabalhista)
Direito Comparado: licença-maternidade
Veja como funciona o benefício da
licença-maternidade em outros países:
Austrália: licença de 52 semanas não remuneradas, ou
seja, 1 ano;
Argentina:
licença de 3 meses remunerada pelo Governo e 3 meses
opcionais sem remuneração;
China: licença de
3 meses não remunerada;
Cuba: 18 semanas
de licença pagas pelo Governo;
Espanha: licença
de 16 semanas paga pelo Governo;
Estados Unidos:
licença de até 12 semanas paga pelo Governo;
França: 3 meses
de licença em caso de parto normal e 4 meses em caso de
cesariana. Os custos são pagos pelo Governo;
Índia: para o
setor privado, não há previsão legal específica e a
licença varia de acordo com a empresa. Funcionários
públicos têm direito a 4 meses e meio;
Itália: 5 cinco
meses de licença. O Governo paga 80% do salário;
Japão: licença de
até 14 semanas. Dependendo da empresa, 60% da
remuneração é coberta por seguradoras ou Governo;
Portugal: 4 meses
de licença remunerada pelo Governo;
Uruguai: licença
de 12 semanas paga pelo Governo.
Clique
aqui e veja a
relação dos municípios e estados onde já é lei de acordo
com site da Sociedade Brasileira de Pediatria
Fonte:
Diap

21/01/10
-
Lei da Tarifa Social de
Energia Elétrica está no Diário Oficial
O Diário Oficial da União publica em sua edição
de hoje (21) a lei da Tarifa Social de Energia Elétrica.
A partir de hoje serão beneficiadas com o desconto de
tarifa na conta de luz apenas as famílias inscritas no
Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal
(CadÚnico), com renda mensal per capita de até
meio salário mínimo. O CadÚnico é a base de dados para
programas como o Bolsa Família.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) terá dois
anos para excluir as unidades consumidoras que não
atendem aos critérios de renda. A tarifa social
beneficia atualmente 18 milhões de famílias. Em 14
milhões desses casos o desconto automático alcançava
residências com renda superior a meio salário mínimo,
caso dos flats e casas de veraneio que apresentam
consumo de 80 kilowatts/hora (kWh) de energia por mês.
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a mudança
pode expandir a tarifa social para 22 milhões de
famílias. Índios e quilombolas que tenham consumo mensal
de até 50 kwh por mês estarão isentos do pagamento. A
legislação também cria condições especiais de pagamento
para famílias que tenham portadores de deficiência e
idosos com mais de 70 anos.
Para a parcela do consumo de energia elétrica inferior
ou igual a 30 kWh/mês, o desconto será de 65%. Para a
parcela do consumo entre 31 kWh/mês e 100 kWh/mês, o
desconto será de 40%. Para a parcela do consumo
compreendida entre 101 kWh/mês e 220 kWh/mês, o desconto
será de 10%. Para a parcela do consumo superior a 220
kWh/mês, não haverá desconto.
Repórter Christina Machado
Fonte:
Agência Brasil

21/01/10
-
PEC transforma DNPM em agência reguladora da exploração
mineral
A Câmara analisa
a Proposta de Emenda à Constituição 433/09, do deputado
José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), que
transforma o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM)
em Agência Reguladora do Setor Mineral. A PEC estabelece
apenas a mudança de status do órgão e deixa a
regulamentação sobre o funcionamento da nova agência
para leis comuns.
Segundo a
proposta, o órgão será responsável pela análise de
concessão e autorização para a exploração de recursos
minerais, e funcionará nos moldes de outras agências já
existentes, como a de telecomunicações (Anatel), de
energia elétrica (Aneel), e a de petróleo, gás natural e
biocombustíveis (ANP).
Política
racional
O deputado argumenta que o Estado brasileiro tem
procurado se modernizar, com o aprimoramento da gestão
de diversas áreas estratégicas, como as que já contam
com agência reguladoras.
"Semelhante
procedimento foi, entretanto, negado ao setor mineral,
fazendo com que a nação, predestinada a exercer
importante papel na área de mineração, não disponha de
uma política racional para o setor e tome decisões ao
sabor das circunstâncias", explicou.
Segundo ele,
embora o DNPM seja uma autarquia competente, não se
iguala às demais agências em matéria de independência e
na capacidade de gestão. "A inexistência de um conselho
para o setor, por exemplo, impõe que decisões na área
mineral sejam sempre solitárias, sem suporte de
entidades afins", lamentou.
Tramitação
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania vai
analisar a
admissibilidade da PEC. Caso seja aprovada, a
proposta será analisada por uma comissão especial e,
depois, encaminhada ao Plenário para votação em dois
turnos.
Fonte:
Agência Câmara

20/01/10
-
Em editorial, Folha ataca centrais sindicais; nenhuma
surpresa ou novidade
Em editorial, a
Folha de S.Paulo, na edição desta quarta-feira
(20), volta sua baterias contra as centrais sindicais e
o repasse de recursos oriundos da contribuição sindical
a essas entidades.
A crítica -
virulenta e desonesta - não traz novidades e também não
é surpresa, pois a Folha, como outros veículos
da grande imprensa representam hoje, mais que ontem os
interesses do capital, portanto atuam contra os
trabalhadores e suas entidades representativas.
De resto, cabe um
alento. As críticas não são em razão das mazelas do
movimento sindical, que no Brasil, sempre foi massacrado
e até bem pouco tempo foi completamente dizimado pela
Ditadura Militar (1964-1985).
Estas críticas
são em razão das virtudes do movimento sindical, que a
despeito de todos os problemas - que não são poucos -
tem atuado de modo significativo em defesa dos
trabalhadores e seus interesses legítimos.
Sob forte unidade
política e de atuação, as centrais propuseram políticas
de combate à crise que se abateu sobre o País.
É das centrais a atual política de recuperação e
atualização do salário mínimo, cujo aumento real, em 7
anos, obteve cerca de 54% de ganho real. Bem como também
a atual tabela progressiva do imposto de renda.
Sem o movimento
sindical - sindicatos, federações, confederações e
centrais - a situação das relações de trabalho no País
seria infinitamente pior. Sua atuação atenua a sanha
empresarial-patronal contra os trabalhadores e seus
direitos, que estão sempre sob ameaças.
Portanto, as
críticas da Folha e dos demais veículos da
grande imprensa são as críticas dos setores mais
conversadores, que no Congresso encontra eco no DEM,
autor da Adin contra o repasse da contribuição sindical
às centrais.
A Folha,
como parte da grande mídia, é um dos partidos do capital
no País. Desse modo, o movimento sindical deve encarar
esta 'crítica' como normal, pois nada faz além de
defender seus interesses corporativos.
Leia a
integra do editorial:
Lula
e as centrais
Uma medida
tramada na surdina pelo governo Lula deve garantir, ao
menos ao longo do ano eleitoral de 2010, o direito de
centrais sindicais nanicas à participação na divisão do
bolo do imposto sindical.
Uma portaria
do Ministério do Trabalho, de 2008, exigia, a partir
deste ano, que uma central representasse ao menos 7% dos
trabalhadores sindicalizados no país para ter direito
aos recursos repassados pelo governo. Posta em prática,
significaria o fim da benesse para três das seis
centrais hoje reconhecidas.
Ao mesmo
tempo, a lei que legalizou as centrais sindicais, também
de 2008, previa um piso de representatividade menor, de
5%, até dois anos depois de sancionada, quando passaria
a valer a exigência dos 7%. O prazo vence em março.
A manobra do
governo consiste em revogar o trecho da portaria que
estipulava o limite maior já em 2010 e, simultaneamente,
interpretar que o novo piso só passa a valer em 2011, já
que o prazo de 24 meses da lei cai "no meio de um
exercício".
Enquanto
isso, as centrais nanicas correm para incorporar novos
sindicatos às suas siglas. É compreensível o esforço.
Não há dados consolidados para 2009, mas, entre janeiro
e julho, as entidades embolsaram R$ 74 milhões do
imposto sindical.
A dependência
de recursos públicos desvirtua o sindicalismo. Em vez de
instrumento legítimo para negociações trabalhistas, a
máquina sindical passa a servir aos interesses dos
dirigentes que nela se encastelam.
Opera nesse
campo um dos traços arcaicos da gestão Lula, que busca
atrelar ao Estado, com repasses de verba e outros
privilégios, vários grupos de interesse. Tal método tem
custado caro ao país, tanto por pesar sobre o Orçamento
quanto por desvirtuar os objetivos, e por comprometer a
independência, de associações típicas da sociedade
civil, como as centrais sindicais.
Fonte:
Diap

20/01/10
-
Contribuição sindical: empresas devem repassar lista
nominal
Nota técnica:
empresas ficam obrigadas a remeter à entidade sindical
(sindicatos) a relação nominal dos trabalhadores
contribuintes da contribuição sindical profissional
anual
Foi aprovado pelo
ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Roberto Luppi,
nota técnica SRT/MTE 202/2009, que trata de publicizar
informações acerca da contribuição sindical. O despacho
do MTE foi publicado no Diário Oficial da União, no dia
15 de dezembro passado.
Com isso, as
empresas ficam obrigadas a remeter à entidade sindical a
relação nominal dos trabalhadores contribuintes da
contribuição sindical profissional.
Segundo a nota, a
listagem que os empregadores deverão encaminhar às
entidades sindicais deverá constar, além do nome
completo do trabalhador, o número de inscrição no
Programa de Integração Social (PIS), função exercida, a
remuneração percebida no mês do desconto e o valor
recolhido.
A relação pode
ser enviada por meio magnético ou pela internet, ou
ainda ser encaminha cópia da folha de pagamentos do mês
relativo aos descontos, conforme entendimento entre o
empregador e a entidade sindical.
O prazo é de
quinze dias depois de efetuado o recolhimento da
cobrança.
Imposto
sindical
Vale ressaltar que a contribuição sindical ou
'imposto sindical' está prevista nos artigos 578 a 591
da CLT.
Possui natureza
tributária e é recolhida anual e compulsoriamente no mês
de março. Com isso, trabalhadores de todas as categorias
têm descontado no holerite o equivalente a um dia de
trabalho.
Tal contribuição
deve ser distribuída, na forma da lei, às confederações
(5%), às federações (15%), aos sindicatos (60%), às
centrais sindicais (10%) e ao Ministério do Trabalho e
Emprego (10%, destinados ao Fundo de Amparo ao
Trabalhador). (Fonte: CUT, no site da CNTE)
Clique
aqui e acessa a
nota técnica
Fonte:
Diap

20/01/10
-
Discriminação salarial contra mulheres poderá ser punida
com multa
O Projeto de Lei
6393/09, do deputado Marçal Filho (PMDB-MS), pune os
empregadores que pagarem salários menores às mulheres do
que aos homens ocupantes da mesma função. Segundo o
texto, essa prática será multada em cinco vezes o valor
da diferença salarial durante todo o período de
contratação.
Atualmente, a
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT, Decreto-Lei
5.452/43) prevê punição para a discriminação
profissional por motivos de sexo, idade, cor ou situação
familiar. No entanto, o texto está desatualizado e
estabelece multa de cem a mil cruzeiros, moeda já
extinta.
O pagamento de
salários diferentes por motivo de sexo, assim como de
idade, cor ou estado civil, também é proibido pela
Constituição. Porém, como argumenta Marçal Filho, "toda
essa profusão de normas de proteção ao trabalho das
mulheres não consegue impedir a grande discriminação
sofrida por elas no Brasil".
Ele cita pesquisa
da Confederação Internacional dos Sindicatos, realizada
em março do ano passado, segundo a qual o Brasil aparece
como o país com maior diferença salarial entre homens e
mulheres entre os analisados — com variação de 34%. "O
estudo, baseado em pesquisas com 300 mil mulheres em 24
países, aponta que, no mundo, elas ganham em média 22%
menos que os homens", acrescenta o parlamentar.
Tramitação
O projeto será analisado em
caráter conclusivo pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

19/01/10
-
Centrais sindicais preparam atos por jornada menor e lei
para terceirizados
As centrais
sindicais preparam manifestações e paralisações em
empresas e comércios com jornada de trabalho superior a
40 horas semanais para pressionar a votação da proposta
de emenda constitucional que reduz a jornada no País.
O calendário
de protestos deve ser definido em reunião ainda nesta
semana com CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CGTB e Nova
Central.
Também está na
pauta, o projeto de lei que cria regras para a
terceirização, elaborado pelo Ministério do Trabalho com
as centrais sindicais.
"A ideia é
pedir prioridade à tramitação do projeto", disse
Quintino Severo, secretário-geral da CUT.
Os dois temas
- redução da jornada, sem redução de salário e regras
para a terceirização - devem causar embate entre
representantes de patrões e trabalhadores no Congresso.
O principal
argumento das centrais é que a redução da jornada de 44
horas para 40 horas semanais - com aumento do valor da
hora extra, de 50% para 75% para evitar que empresas
compensem o corte com horas adicionas - criará 2 milhões
de vagas no País.
Já os
empresários afirmam que vários países cortaram a jornada
sem conseguir aumento de vagas - a exemplo do que
ocorreu no Brasil em 1998, quando a jornada passou de 48
para 44 horas semanais.
Com a redução
da jornada, micro, pequenas e médias empresas terão de
arcar com custos elevados, que podem comprometer o
emprego, segundo entidades empresariais. (Fonte:
Folha de S.Paulo)
Fonte:
Diap

Terá direito a 30 dias de férias o empregado que não
faltar, injustificadamente, mais de cinco vezes ao
trabalho durante o período aquisitivo. Conheça mais
situações que envolvem o direito de férias
Depois de um ano
de trabalho duro nada melhor para o empregado do que um
merecido descanso, garantido por lei, e de preferência,
com recursos financeiros no bolso. Mas para que as
almejadas férias transcorra bem é preciso que o
trabalhador fique atento a uma série de situações que
envolvem o direito garantido pela CLT a todo
empregado.
Faz jus a férias
de 30 dias corridos, a cada 12 meses de vigência do
contrato e sem prejuízo da remuneração, o empregado que
não tiver faltado mais de cinco vezes ao trabalho,
injustificadamente, durante o período de aquisição do
descanso remunerado.
Acima de cinco
faltas registradas no período, as férias são concediadas
na seguinte proporção: Se o empregado tiver de 6 a 14
faltas injustificadas terá direito a usufrir apenas 24
dias corridos; de 15 a 23 faltas, 18 dias corridos; e de
24 a 32 faltas, 12 dias corridos. Se deixar de
comparecer ao serviço injustificadamente por 32 dias ou
mais durante o período aquisitivo, o empregado perde seu
direito às férias anuais, considerado-se o regime de
trabalho em tempo integral.
Na modalidade de
regime de tempo parcial as férias anuais variam entre
oito e 18 dias, conforme a duração do trabalho semanal.
Nesse caso, se ao longo do período aquisitivo o
empregado tiver mais de sete faltas injustificadas, seu
período de férias será reduzido à metade.
As ausências por
motivo de maternidade, nascimento de filho, doença ou
acidente de trabalho, abonadas pelo empregador, para
atender determinação judicial ou por não ter havido
serviço, não são consideradas faltas injustificadas
(vide lista abaixo). Assim também o tempo de serviço
anterior à apresentação do empregado para o serviço
militar obrigatório será computado como período
aquisitivo para a concessão de férias, desde que o
trabalhador compareça ao estabelecimento dentro de 90
dias depois da baixa.
Não terá direito
às férias anuais o empregado que: demitido durante o
período aquisitivo, não for readmitido nos 60 dias
subsequentes à sua saída do estabelecimento; permanecer
em gozo de licença e sem percepção do salário por mais
de 30 dias, em virtude de paralização total ou parcial
dos serviços das empresa; ou tiver recebido
auxílio-doença da Previdência Social por mais de seis
meses, mesmo que descontinuadamente.
Concessão - As férias ,
concedidas em um só período, nos 12 meses
subsequentes à aquisição do direto pelo empregado, é uma
prerrogativa do empregador (art. 134 CLT), que deve
comunicar sua decisão ao empregado, por escrito, com
antecedência mínima de 30 dias. Apenas em casos
excepcionais, as férias podem ser concedidas em dois
períodos nunca inferiores a 10 dias. No entanto, aos
menores de 18 anos e aos maiores de 50 anos é
obrigatório o gozo de férias em um só período, sempre.
As férias adquiridas e não concedidas no período de 12
meses subseqüentes serão pagas em dobro pelo empregador.
Período - Será a que
melhor convier ao empregador, sendo que os membros da
mesma família que trabalharem no mesmo estabelecimenbto
ou empresa terão direito a usufiuir férias no mesmo
período, desde que não resulte em prejuízo parao
empregador. O empregado estudante menor de 18 anos terá
direito a concincidir suas férias anuais com as férias
escolares.
Remuneração - Deve ser
efetuada até dois dias antes do início do período fixado
pelo empregador para as férias do empregado.
Abono de férias - É a
conversão parcial em dinheiro, correspondente a no
máximo 1/3 da remuneração devida ao empregado, dos dias
correspondentes às férias, que pode ser requerido
facultativamente ao empregador até 15 dias antes do
término do período aquisitivo. É um direito do
trabalhador que não depende da anuência do empregador
que não pode se recusar a efetuar a conversão.
A CLT determina
ainda que o empregado não poderá entrar em gozo de
férias se não apresentar ao empregador a Carteira de
Trabalho e Previdência Social (CTPS) para a devida
anotação.
Ausências não
computadas com faltas injustificadas:
- Até dois dias consecutivos, em caso de
falecimento do cônjuge, ascendentes, descendentes, irmão
ou pessoa declarada em sua CTPS, que viva sob sua
dependência econômica;
- Até três dias consecutivos, em virtude de casamento;
- Por cinco dias, em caso de nascimento de filho, no
decorrer da primeira semana; (ADCT art 10, § 1º)
- Por um dia a cada 12 meses de trabalho, em caso de
doação voluntária de sangue devidamente comprovada;
- Até dois, consecutivos ou não, para o fim de se
alistar como eleitor;
- No período de tempo em que tiver de cumprir as
exigências do Serviço Militar;
- Nos dias em que estiver comprovadamente realizando
provas de exame vestibular para ingresso em
estabelecimento de ensino superior;
- Pelo tempo que se fizer necessário, quando tiver que
comparecer a Juízo (CLT art. 473).
19/01/10
-
Na Câmara, limite de gastos, estabilidade do dirigente e
taxa assistencial
Projetos de
lei de interesse do movimento sindical aprovados no
Senado, na última semana de atividades do Congresso, já
estão numerados na Câmara.
O projeto que
limita gastos com pessoal tramitará na Casa revisora
como
PLP 549/09, no
Senado PLS 611/07 (complementar).
O que trata da
estabilidade do dirigente sindical recebeu o número de
PL 6.706/09 (PLS
177/07).
E o que
regulamenta a cobrança da taxa assistencial vai ser
debatido como
PL 6.708/09 (PLS
248/06).
Fonte:
Diap

19/01/10
-
Aumento real do mínimo
pesou para déficit da Previdência, diz secretário
O aumento da salário mínimo foi um dos principais
fatores para do déficit da Previdência em 2009, que foi
de R$ 43,614 bilhões, de acordo com os número divulgados
hoje (19) pelo secretário de Políticas de Previdência
Social, Helmut Schwarzer. Segundo ele, houve déficit na
área urbana e na rural.
"Houve necessidade de financiamento [déficit] da
área rural de R$ 40 bilhões [no acumulado do ano]
e na área urbana tivemos a necessidade de financiamento
de R$ 2,6 bilhões. O déficit na área urbana é explicado
pelo crescimento das despesas em função dos reajustes
antecipados em um mês”.
No mês de dezembro foram arrecadados R$ 25,59 bilhões e
gastos R$ 23,83 bilhões, o que resultou em superávit de
R$ 1,75 bilhão. A previdência urbana foi quem puxou para
cima o resultado do mês passado com uma arrecadação de
R$ 25,14 bilhões e despesas de R$ 19, 09 bilhões, o que
gerou saldo de R$ 6,04 bilhões.
De janeiro a dezembro, a arrecadação foi de R$ 184,57
bilhões e as despesas, de R$ 228, 19 bilhões, o que
gerou o déficit de R$ 43,61 bilhões. Em relação a 2008,
o déficit aumentou 12,6%.
Segundo Schwarzer, a expectativa para 2010 é positiva.
Para ele, mesmo com o aumento das despesas motivado pelo
reajuste do salário mínimo acima da inflação será
possível cobrir essa despesa.
“Temos uma expectativa positiva para o ano de 2010 em
que os reajustes de benefícios, tanto do salário mínimo
quanto dos de benefícios acima do salário mínimo que
terão reajustes reais acima da inflação, serão
eventualmente cobertos pela melhoria da arrecadação
sobre a folha salarial, que estará um com [um volume]
pronunciado”, afirmou.
Contudo, ele evitou falar em números para 2010 e
explicou que ainda será realizada uma reunião com o
Ministério do Planejamento para definir as projeções.
Schwarzer disse, porém, que o reajuste do salário mínimo
vai custar R$ 8 bilhões a mais a Previdência. Em
dezembro, 18,7 milhões de pessoas receberam só em
dezembro benefício pela previdência no valor de um
salário mínimo.
Repórter Roberta Lopes
Fonte:
Agência Brasil

19/01/10
-
Emprego na indústria
paulista caiu 3% em dezembro
O nível de
emprego na indústria paulista caiu 3% em dezembro de
2009, com o corte de 67 mil vagas. Considerando as
contratações para o fim de ano (ajuste sazonal) houve
aumento de 0,31%.
Na comparação com dezembro de 2008, quando o país já
enfrentava os efeitos da crise financeira internacional,
houve queda de 4,32% em 2009, o que equivaleu a 98 mil
posto de trabalho a menos.
No ano, o setor de confecção, artigos de vestuário e
acessórios contratou 1,5% a mais do que em 2008. O setor
de produtos diversos teve aumento de 1,3% nas
contratações e o de produtos alimentícios, 0,7%.
Os segmentos que mais demitiram em 2009 foram: outros
equipamentos de transporte, exceto veículos automotores
(-22,5%), metalurgia (-12%) e equipamentos de
informática, produtos eletrônicos e óticos (-11,8%).
O dados constam da Pesquisa de Nível de Emprego do
Estado de São Paulo, divulgada hoje (19) pela Federação
das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp).
Repórter Flávia Albuquerque
Fonte:
Agência Brasil

18/01/10
-
Novo mínimo eleva valor do rito sumaríssimo na Justiça
trabalhista
Com o reajuste
do salário mínimo para R$ 510, desde o último dia 1º,
subiu para R$ 20.400 o valor das causas a serem
submetidas ao rito sumaríssimo, procedimento adotado nas
reclamações trabalhistas cujo montante não exceda a 40
vezes o valor do piso nacional.
Anteriormente
ao reajuste, o valor dos dissídios individuais a serem
submetidos a esse procedimento era de R$ 18.600.
Desta forma, nas ações cujo montante chegue até R$
20.400 é preciso que o pedido seja "certo ou
determinado" e que indique o "valor correspondente",
conforme expresso no inciso I do artigo 852-B da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Do contrário, o processo será arquivado e o autor poderá
ser condenado ao pagamento de custas sobre o valor da
causa, ainda segundo prevê a CLT.
Procedimento Sumaríssimo
Art. 852-A. Os dissídios individuais cujo valor não
exceda a quarenta vezes o salário mínimo vigente na data
do ajuizamento da reclamação ficam submetidos ao
procedimento sumaríssimo. (Incluído pela Lei 9.957, de
12.1.2000)
Parágrafo único. Estão excluídas do procedimento
sumaríssimo as demandas em que é parte a Administração
Pública direta, autárquica e fundacional. (Incluído pela
Lei 9.957, de 12.1.2000)
Art. 852-B. Nas reclamações enquadradas no procedimento
sumaríssimo: (Incluído pela Lei 9.957, de 12.1.2000)
I - o pedido deverá ser certo ou determinado e indicará
o valor correspondente; (Incluído pela Lei 9.957, de
12.1.2000)
II - não se fará citação por edital, incumbindo ao autor
a correta indicação do nome e endereço do reclamado;
(Incluído pela Lei 9.957, de 12.1.2000)
III - a apreciação da reclamação deverá ocorrer no prazo
máximo de quinze dias do seu ajuizamento, podendo
constar de pauta especial, se necessário, de acordo com
o movimento judiciário da Junta de Conciliação e
Julgamento. (Incluído pela Lei 9.957, de 12.1.2000)
§ 1º O não atendimento, pelo reclamante, do disposto nos
incisos I e II deste artigo importará no arquivamento da
reclamação e condenação ao pagamento de custas sobre o
valor da causa. (Incluído pela Lei 9.957, de 12.1.2000).
(Fonte: TRT/MT)
Fonte:
Diap

18/01/10
-
Centrais sindicais doam R$ 200 mil às vítimas da
tragédia no Haiti
As seis
centrais sindicais brasileiras reconhecidas pelo Governo
- CUT, Força Sindical, CTB, Nova Central, CGTB e UGT -
decidiram em reunião realizada na capital paulista, na
última sesta-feira (15), fazer uma doação de R$ 200 mil
às vítimas do terremoto no Haiti.
A quantia será
enviada por meio da Cruz Vermelha e deve chegar o mais
rápido possível ao país caribenho.
Segundo o
presidente da CTB, Wagner Gomes, a solidariedade
internacional é o mais urgente neste momento.
"Não podemos
nos abster frente a tanto sofrimento e destruição.
Lamentamos muito o fato ocorrido e somos solidários a
este povo tão sofrido", afirma.
O forte
terremoto que sacudiu o país na última terça-feira (12)
abalou o mundo.
Além dos
recursos que as centrais enviarão, sindicatos,
federações e confederações também estão mobilizando a
solidariedade concreta dos trabalhadores brasileiros ao
povo e aos trabalhadores do Haiti.
Doações
Em contato com o Comitê Internacional da Cruz Vermelha
no Brasil, a Força Sindical foi instruída a orientar os
sindicatos filiados a efetuarem doações em dinheiro, que
serão utilizadas para a compra de medicamentos,
materiais de primeiros socorros, alimentos e água para
distribuição aos desabrigados.
As doações
podem ser depositadas na Conta Corrente 14.526-84,
Agência 1.276 do HSBC.
(Fontes:
Portal CTB e Força Sindical, na Agência Sindical)
Fonte:
Diap

18/01/10
-
Lupi defende criação de índice internacional do emprego
Indicador
tornaria mais claro o efeito das diversas políticas
econômicas sobre geração de postos de trabalho, mantendo
o emprego como o grande foco do debate econômico
O ministro do
Trabalho e Emprego, Carlos Lupi propôs, na última
quarta-feira (6), aos governos do Chile, México e
Argentina a criação de um índice universal para medir a
evolução do emprego em todos os países.
Segundo Lupi,
o indicador tornaria mais claro o efeito das diversas
políticas econômicas sobre geração de postos de
trabalho, mantendo o emprego como o grande foco do
debate econômico.
- O emprego é
o maior mecanismo de distribuição de renda, mas
continuamos usando índices que interessam mais ao
mercado financeiro, como o controle da inflação e o
produto interno bruto (PIB). Precisamos de um índice que
priorize o ser humano - afirmou Lupi, durante encontro
promovido pela Organização Internacional do Trabalho
(OIT) para a América Latina.
- O emprego
deve orientar a economia, e não o contrário.
O ministro
citou como exemplo o Cadastro Geral de Empregos e
Desempregos (Caged) brasileiro, que todos os meses
apresenta um raio-x do mercado de trabalho do Brasil.
- Esses dados
têm auxiliado o Governo a orientar as políticas públicas
e, graças à sua constante divulgação na imprensa,
conseguimos trazer essa questão para o centro do debate.
A sugestão do
Governo Brasileiro foi elogiada pelo ministro do
Trabalho Mexicano, Javier Lozano, que em seguida propôs
a adoção de um índice que relacione o Produto Interno
Bruto e a geração de empregos formais.
- Sem dúvida o
emprego pleno deve ser uma preocupação nacional em toda
a América Latina. Precisamos construir um mecanismo que
possa medir isso de forma homogênea - pontuou.
Em seu
discurso, o diretor geral da OIT, o chileno Juan
Somavia, também apoiou a iniciativa, lembrando que a
recuperação dos empregos será mais lenta que a da
economia.
Ele comparou o desempenho econômico da América Latina a
uma "montanha-russa", incapaz de sustentar longos
períodos de crescimento.
- Nosso
desafio é mostrar que o emprego merece tanto
investimento como os bancos privados que estavam
ameaçados. Não faz sentido criar ações apenas para
proteger instituições financeiras. A recuperação da
bolsa de valores do Chile, por exemplo, não está tendo
reflexo sobre o mercado de trabalho do país -
argumentou.
Durante a
reunião foram debatidos ainda temas como o papel dos
bancos centrais no elaboração de políticas de emprego e
o risco de aumento da informalidade no mercado de
trabalho.
Houve consenso
entre os ministros de que é preciso criar melhores
condições para as pequenas e médias empresas, assim como
manter a Agenda do Trabalho Decente proposta pela OIT.
(Fonte: Agência Brasil)
Fonte:
Diap

15/01/10
-
Centrais sindicais poderão ter horário gratuito no rádio
e na TV
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 6104/09, apresentado pela deputada
Manuela D'Ávila (PCdoB-RS), que garante às centrais
sindicais horário gratuito no rádio e na TV, assim como
já ocorre com os partidos políticos. Apesar de existirem
de fato há várias décadas, as centrais sindicais só
foram legalmente reconhecidas em março do ano passado.
Pela proposta, as
centrais terão 10 minutos diários para apresentar
programas de interesse dos trabalhadores. Esse tempo
pode ser intercalado, mas deverá ser exibido pelos
veículos de comunicação nos intervalos da programação
das emissoras entre as 6 às 22 horas.
O projeto inclui
a regra no Código Brasileiro de Telecomunicacões (Lei
4.117/62), que estabelece as obrigações das
radiodifusoras.
Para Manuela, a
proposta democratizará o acesso aos meios de
comunicação. Ela ressalta que, assim como os partidos
políticos, as centrais sindicais tratam de temas do
interesse da população.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter
conclusivo, será analisada pelas comissões de
Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Ciência
e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

15/01/10
-
Projeto prevê adicional para quem trabalha em lugares
altos
A Câmara analisa o Projeto de Lei 6216/09, do deputado
Dr. Talmir (PV-SP), que concede adicional de
periculosidade aos trabalhadores que desenvolvem
atividades em locais cuja altura represente risco
elevado de acidentes. A proposta altera a Consolidação
das Leis do Trabalho (Decreto-lei 5.452/43).
Pelas regras atuais, o adicional de periculosidade
(aumento de 30% sobre o salário, sem os acréscimos
resultantes de gratificações, prêmios ou participações
nos lucros da empresa) é pago apenas aos funcionários
que têm contato permanente com materiais inflamáveis ou
explosivos.
Dr. Talmir afirma que é dever do Estado e dos patrões
cuidar do bem-estar do empregado, oferecendo
equipamentos de proteção individual e melhores condições
de trabalho. Mas, para ele, quando a atividade for
potencialmente lesiva à integridade física, é justa a
concessão de adicional como meio de compensar o risco de
acidentes.
"Aqueles que trabalham em grandes altitudes (limpadores
de vidraças, operários da construção civil, entre
outros) estão em contato frequente com a possibilidade
de, a qualquer instante, se envolverem em sérios
acidentes, com grandes chances de perderem suas vidas",
disse.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo,
será analisado pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

14/01/10
-
Fórum das centrais vai definir pauta dos trabalhadores
para 2010
Evento irá
discutir situação dos aposentados e realização de
encontro das centrais, nos moldes da Conclat, que
unificará posições em torno das bandeiras da classe
trabalhadora e de um novo projeto de Nação
Definir as
próximas ações no que se refere à luta pela Redução da
Jornada sem redução de salários e preparar a agenda de
luta dos trabalhadores e trabalhadoras para o próximo
período serão os principais objetivos da reunião do
Fórum das Centrais, que deve acontecer ainda neste mês
de janeiro.
Encontro
das centrais
O fórum, composto pela CTB, CUT, CGTB, Força Sindical,
Nova Central e UGT, também irá discutir a situação dos
aposentados e a realização de um encontro das centrais,
nos moldes da Conclat (Conferência Nacional da Classe
Trabalhadora), que unificará posições em torno das
bandeiras da classe trabalhadora e de um novo Projeto de
Nação.
"2010 será um ano
de luta. Não é de hoje que a CTB tenta unir esforços em
torno da realização de um grande Encontro das Centrais,
onde será discutida a pauta dos trabalhadores para o
próximo período", afirmou Wagner Gomes, presidente da
CTB.
"As resoluções
desse encontro deverão ser encaminhadas ao próximo
presidente da República para que as transforme em
política de governo", concluiu Wagner.
Apoio aos
aposentados
Outro ponto que será debatido é o índice de reajuste das
aposentadorias. No final de 2009, o governo decepcionou
os aposentados de todo País ao barrar o reajuste
salarial de 7,72% reivindicado pelas seis centrais e
pela Cobap (Confederação Brasileira de Aposentados e
Pensionistas) e oferecer apenas 6,2 %.
A Cobap programou
para o dia 24 de janeiro - Dia do Aposentado - um ato em
Aparecida do Norte (SP) em defesa de reajustes salariais
maiores e pelo fim do fator previdenciário, demandas não
contempladas durante 2009.
A entidade espera
contar com o apoio das centrais sindicais.
O ato contará com
o apoio da CTB e da Confederação Nacional dos Bispos do
Brasil (CNBB), além de parlamentares que apoiam as
reivindicações dos aposentados.
Fonte:
Portal CTB

14/01/10
-
Projeto prevê estágio de seis meses para jovens após
qualificação
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 6044/09, do deputado Maurício Trindade
(PR-BA), que garante, por meio de convênio com o
Ministério do Trabalho e Emprego, estágio de seis meses
a jovens trabalhadores após a conclusão de curso
profissionalizante do
Projovem Trabalhador.
A proposta
acrescenta dispositivo à Lei 11.692/08, que instituiu o
Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem). O
Projovem Trabalhador é uma das quatro modalidades do
programa. Tem o objetivo de preparar o jovem para o
mercado de trabalho em ocupações alternativas geradoras
de renda, por meio da qualificação social e
profissional. Atende pessoas entre 18 e 29 anos de idade
que estejam desempregadas e sejam integrantes de
famílias com renda mensal per capita de até um salário
mínimo.
Segundo o
deputado, o jovem trabalhador, ao concluir o curso, já
se encontra qualificado, mas, na maioria dos casos, não
consegue uma vaga no mercado de trabalho. Trindade
lembra que muitos deles não sabem sequer onde procurar
trabalho, e a demora para colocar em prática o que
aprendeu pode prejudicar o conhecimento técnico
adquirido nos cursos.
Atividade
prática
O estágio, de acordo com o projeto, poderá ser oferecido
em instituições públicas ou privadas e deverá servir
para consolidar e ampliar os conhecimentos adquiridos
pelos jovens.
Segundo o
deputado, o Projovem tem obtido sucesso na transferência
de conhecimento técnico, mas falha pela falta do
complemento do processo de aprendizagem com a oferta da
prática no ambiente de trabalho.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter
conclusivo, será analisado pelas comissões de
Trabalho, de Administração e de Serviço Público; de
Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

13/01/10
-
Projeto cria bacharelado em segurança do trabalho
O deputado
Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) apresentou o Projeto de
Lei 6179/09, que institui o bacharelado em segurança do
trabalho, com os títulos de bacharel e de agente
superior. O objetivo é formar profissionais de nível
superior com melhor qualificação do que a de técnico em
segurança do trabalho, previsto na legislação
trabalhista vigente.
O autor afirma
que a segurança do trabalho é fundamental para a
economia e sustenta que a profissão de técnico na área,
criada há mais de 30 anos, não está adequada à realidade
atual.
"É necessário
formar um profissional de curso superior capaz de
exercer atividades que se ajustem à nossa época, diante
da complexidade das exigências sociais do mercado de
trabalho", afirma o deputado.
O projeto inclui
dispositivos na Lei 7410/85, que trata da profissão de
técnico de segurança do trabalho e da especialização de
engenheiros e arquitetos na área.
Segundo Bonifácio
de Andrada, "o profissional da segurança do trabalho é
tão importante que a legislação faz referência a uma
campanha nacional de segurança de prevenção de acidentes
do trabalho, a qual, logicamente, exige profissionais
graduados".
O projeto
estabelece que o novo curso terá currículo fixado pela
Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Medicina e Segurança
do Trabalho (Fundacentro) ou por universidades. E
determina que os alunos aprovados no curso técnico
tenham preferência no processo seletivo do curso
universitário.
Tramitação
Sujeita à
apreciação conclusiva, o projeto será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Educação e Cultura; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

12/01/10
-
Piso necessário: salário mínimo deveria ser de R$
1.995,91, aponta Dieese
No mês de
dezembro, o brasileiro precisava de um salário mínimo de
R$ 1.995,91 para poder arcar com suas despesas básicas,
de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O cálculo foi
feito com base no valor do mínimo anterior, de R$ 465,
que vigorou de fevereiro a dezembro do ano passado.
A entidade
verificou que são necessários 4,29 vezes o mínimo para
suprir as demandas básicas do trabalhador.
O salário mínimo
necessário é o que segue o preceito constitucional de
atender às necessidades vitais básicas do cidadão e de
sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde,
lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência
social, sendo reajustado periodicamente para preservar o
poder de compra.
Cesta x
salário
Em julho do ano passado, o piso deveria ser de
R$ 2.178,30, o maior valor já calculado pelo Dieese.
Nesta época, o mínimo vigente era de R$ 415.
Em dezembro, o
comprometimento da renda com os gastos com a cesta
alcançava 47,10% do salário mínimo, ante os 57,18%
exigidos no último mês de 2008. (Fonte: Dieese)
Veja o
movimento do salário mínimo vigente e o necessário:
Janeiro: R$ 415;
R$ 2.077,15
Fevereiro: R$ 465; R$ 2.075,55
Março: R$ 465; R$ 2.005,57
Abril: R$ 465; R$ 1.972,64
Maio: R$ 465; R$ 2.045,06
Junho: R$ 465; R$ 2.046,99
Julho: R$ 465; R$ 1.994,82
Agosto: R$ 465; R$ 2.005,07
Setembro: R$ 465; R$ 2.065,47
Outubro: R$ 465; R$ 2.085,89
Novembro: R$ 465; R$ 2.139,06
Dezembro: R$ 465; R$ 1.995,91
Fonte:
Diap

12/01/10
-
Emprego na indústria sobe 1,1% em novembro de 2009,
mostra IBGE
Por Jacqueline Farid, na Agência Estado
O emprego na
indústria subiu 1,1% em novembro ante outubro, na série
com ajuste sazonal, segundo informou hoje o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A variação ante o mês anterior foi a maior apurada pelo
instituto na série histórica da pesquisa, iniciada em
janeiro de 2001.
Na comparação
com novembro de 2008, o emprego industrial registrou
queda de 4,1%.
Nos 11 primeiros meses de 2009, o emprego na indústria
acumula queda de 5,5% e, nos 12 meses até novembro do
ano passado, registra recuo de 5,2%.
A folha de
pagamento real do setor industrial registrou queda em
todas as bases de comparação em novembro. Houve recuo de
0,8% ante outubro e queda de 2,7% na comparação com
novembro de 2008.
De janeiro a novembro de 2009, a queda acumulada é de
2,7% e, nos 12 meses encerrados em novembro, de 2,0%.
Já o número de
horas pagas na indústria, segundo o IBGE, registrou alta
de 0,9% em novembro ante outubro, mas caiu 3,6% na
comparação com novembro de 2008.
No ano, as horas pagas acumulam queda de 6,0% e, em 12
meses, recuo de 5,6%.
Fonte:
Diap

11/01/10
-
Projeto proíbe cadastro de quem ajuizou reclamações
trabalhistas
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 5897/09, de autoria do deputado Lincoln
Portela (PR-MG), que proíbe a inclusão do nome do
trabalhador que ajuizou reclamação trabalhista contra
seu empregador em listas cadastrais de entidades de
qualquer natureza.
A proposta
modifica a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT -
Decreto-Lei 5.452/43) para proibir a formação desse tipo
de listagem. Para isso, fica proibido também que os
empregadores forneçam ou requeiram qualquer informação
sobre o ajuizamento de reclamação trabalhista por parte
de trabalhador candidato a emprego.
Indenização
O projeto estabelece que a empresa deverá pagar ao
trabalhador uma indenização equivalente a dez vezes a
remuneração pleiteada sempre que descumprir a futura
lei.
Segundo o autor,
o objetivo da proposta é acabar com uma prática que
caracteriza "violenta injustiça" contra o cidadão
trabalhador: a inclusão de seu nome em lista suja de
autores de reclamação trabalhista contra seus
ex-empregadores.
Lincoln Portela
afirma que essa prática vem tomando proporções
alarmantes, apesar de ferir todos os princípios
constitucionais referentes à dignidade da pessoa humana
e aos valores sociais do trabalho, da igualdade perante
a lei e da não discriminação quanto a critérios de
contratação para emprego.
Ele lembra que o
Tribunal Superior do Trabalho (TST) não permite mais o
acesso a informações processuais a partir do nome do
trabalhador reclamante. A reação das empresas, no
entanto, foi um aumento significativo no pedido de
certidões negativas sem a indicação de sua finalidade.
"Não há,
portanto, outro caminho para coibir essa prática lesiva
contra o trabalhador brasileiro a não ser a edição de
uma lei que fixe rigorosa punição contra aqueles que
persistirem nessa prática delituosa", explica.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter
conclusivo, será analisado pelas comissões de
Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

07/01/10
-
Regra para audiências na Justiça do Trabalho poderá
mudar
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 4789/09, do deputado Rodovalho (DEM-DF),
que prevê a realização de nova audiência na Justiça do
Trabalho quando o reclamado - parte que for alvo de
reclamação em um processo – faltar, mas apresentar
justificativa em até dez dias.
Nesse caso,
segundo a proposta, afasta-se a possibilidade de
revelia, decorrente da ausência, e marca-se uma nova
audiência por uma única vez. O projeto altera a
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei
5.452/43).
Arquivamento
Hoje, a CLT prevê o arquivamento da reclamação
trabalhista caso o reclamante não compareça à audiência.
Em relação ao não comparecimento do reclamado, a lei
prevê revelia e considera a ausência deste como
confissão do fato reclamado. O projeto mantém as duas
medidas, mas garante uma chance ao reclamado de remarcar
a audiência.
O objetivo da
revelia é acelerar o processo com a dispensa da
apresentação de defesa e a antecipação do julgamento
pelo juiz. Caso haja motivo relevante, segundo a CLT, o
juiz pode suspender o julgamento, designando nova
audiência.
Detalhamento da lei
Apesar das determinações atuais, Rodovalho quer detalhar
melhor o texto para assegurar a defesa do reclamado, que
pode não comparecer à audiência por razões diversas,
como o envolvimento em acidente de carro ou uma greve no
sistema de transportes.
"A proposição dá
uma nova chance do reclamado de apresentar sua defesa
quando, por motivo fortuito a sua vontade, deixa de
honrar o compromisso na Justiça Trabalhista", argumenta
o deputado.
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será
analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

PL prevê que empresa tomadora de serviços seja
solidariamente responsável pelas obrigações trabalhistas
decorrentes do contrato
Com o objetivo de
garantir os direitos dos trabalhadores terceirizados, o
ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, se reuniu
nesta terça-feira (5), com representantes das centrais
sindicais para concluir o projeto de Lei que
regulamentará os contratos de prestação de serviços
terceirizados. O projeto é fruto de uma parceria do MTE
com as centrais sindicais.
No encontro, Lupi
ressaltou a importância de regulamentar a terceirização
como forma de proteger os empregados que trabalham nessa
condição. "Estamos dando mais um importante passo para
melhorar a vida dos trabalhadoresbrasileiros. Estamos há
um ano e meio lutando para conseguir esta
regulamentação, e, junto com as centrais sindicais, em
unidade, conseguimos concluir este Projeto de Lei",
declarou.
Clique aqui para ler a íntegra do Projeto de Lei.
Atualmente não há
marco legal. Os empregados contam apenas com a Súmula
331 do TST como apoio na hora de reclamar os direitos
trabalhistas. A relação contratual é entre tomador
(aquele que utiliza a mão-de-obra) e prestador de
serviço (aquele que coloca trabalhadores à disposição do
tomador). A empresa tomadora se responsabiliza somente
subsidiariamente, e também não existem regras definidas
para a contratação de mão-de-obra ou para prestação de
serviço terceirizado.
Não existe também
segurança jurídica para as empresas tomadoras e as
prestadoras na hora de fechar os contratos de prestação
de serviço. Os trabalhadores terceirizados também não
recebem o mesmo tratamento dado aos funcionários
efetivos quando o contrato é da própria empresa, além da
falta de vínculo, que mesmo com todas evidências é
difícil configurar vínculo empregatício.
Com a aprovação
do Projeto de Lei será assegurada ao empregado da
empresa prestadora de serviços a percepção dos direitos
que integram convenção ou acordo coletivo de trabalho
vigentes celebrados pelo sindicato da categoria
profissional preponderante da empresa tomadora de
serviços, desde que haja mais benéficos que o
instrumento coletivo de sua categoria, diz o projeto que
trata dos direitos dos trabalhadores.
A lei prevê
vínculo empregatício entre o empregado da empresa
prestadora de serviços com a tomadora de serviços desde
que presentes os requisitos previstos no artigo 3º da
CLT e realizadas funções diferentes das descritas nos
contratos regidos por esta lei. Depois de aprovada a
lei, a empresa tomadora de serviços será solidariamente
responsável, independentemente de culpa, pelas
obrigações trabalhistas, previdenciárias e quaisquer
outras decorrentes do contrato, inclusive no caso de
falência da empresa prestadora de serviços.
Participaram da
reunião representantes da Central Única dos
Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos
Trabalhadores (UGT), Nova Central Sindical dos
Trabalhadores (NCST), Central Geral dos Trabalhadores
(CGTB) e Força Sindical. O ministro Lupi enviará o PL a
Casa Civil com Pedido de Urgência, devido a importância
do tema para os trabalhadores brasileiros.
Fonte:
MTE

'Lista Suja' passa a conter 164 empregadores, entre
pessoas físicas e jurídicas. Foram incluídos 12 e
excluídos 10 nomes. Governo não concede créditos a
empregadores que constam do cadastro
O Cadastro de
Empregadores flagrados explorando mão-de-obra escrava no
país passou esta semana por sua atualização semestral.
Conhecido como "Lista Suja", o documento do Ministério
do Trabalho e Emprego (MTE) conta agora com 164
empregadores infratores, entre pessoas físicas e
jurídicas. Foram incluídos 12 novos empregadores e
excluídos 10 nomes. Os infratores são em sua quase
totalidade ligados às atividades agropecuárias.
Clique aqui para conferir a lista na íntegra.
O motivo que leva
um empregador a constar no cadastro é submeter
trabalhadores a condições análogas à de escravo. As
principais causas de manutenção do nome no cadastro
estão relacionadas à não quitação das multas impostas;
reincidência na prática do ilícito e ações em trâmite no
Poder Judiciário. Segundo o Assessor da Secretaria de
Inspeção do Trabalho (SIT) do MTE, Marcelo Campos, não
houve mudanças substanciais em relação ao Cadastro
anterior, já que o mesmo segue tendo as atualizações
previstas na Portaria n. 540/2004, de maneira técnica e
transparente.
"O Cadastro é
encaminhado a uma série de órgãos públicos para
conhecimento e utilização. É compromisso do atual
governo a não concessão de créditos a empregadores que
constam do Cadastro. Além disso, as empresas privadas
pautam suas relações comerciais tendo em vista os nomes
que constam do Cadastro", salientou Campos.
Lista Suja - O Cadastro de
Empregadores é uma ferramenta que ajuda a combater o
trabalho análogo ao de escravo. Sua atualização é feita
semestralmente e consiste na inclusão de empregadores
cujos autos de infração não estejam mais sujeitos a
recursos - decisão definitiva, pela procedência. Por
outro lado, são excluídos aqueles que, ao longo de dois
anos, contados de sua inclusão no cadastro, tenham
corrigido irregularidades identificadas durante inspeção
do trabalho, em atendimento aos requisitos da Portaria
nº 540 e não reincidiram no crime.
Penalidade - Os
empregadores que são inseridos no Cadastro ali
permanecem por no mínimo dois anos. Neste período não
recebem financiamentos com recursos públicos. Além
disso, o setor privado tem implementado, através do
Pacto Nacional, medidas restritivas de relacionamento
comercial com empregadores que constam do Cadastro.
Para que o nome
seja excluído do Cadastro há a análise de informações
obtidas por monitoramento direto e indireto nas
propriedades rurais, por meio de investigação no local,
informações dos órgãos governamentais e
não-governamentais, além das que são repassadas pela
Coordenação Geral de Análise de Recursos da Secretaria
de Inspeção do Trabalho (SIT).
Salvo a
ocorrência de alguma decisão judicial, a exclusão do
nome do infrator do Cadastro somente ocorrerá após dois
anos de permanência, caso não seja reincidência ou
apresente débitos relacionados a questões trabalhistas
junto ao Ministério do Trabalho e Emprego.
Fonte:
MTE

06/01/10
-
Trabalhador poderá ser avisado quando tiver direito a se
aposentar
A Câmara analisa o Projeto
de Lei 5839/09, de autoria do deputado Dimas Ramalho
(PPS-SP), que garante que os trabalhadores sejam
avisados quando estiverem aptos a se aposentar. Pelo
texto, que modifica a Lei 8213/91, será enviada uma
correspondência informando que o segurado atingiu os
requisitos mínimos para aposentadoria por idade ou tempo
de contribuição.
Essa correspondência deverá ser autenticada e conter a
quantidade de contribuições registradas no Cadastro
Nacional de Informações Sociais (CNIS) e a renda mensal
estimada do benefício. O autor explica que a legislação
previdenciária estabelece que seja fornecido ao
beneficiário demonstrativo dos recolhimentos efetuados.
No entanto, a norma não determina que os segurados sejam
informados quando atingirem o direito à aposentadoria.
Por causa disso e em razão da complexidade da legislação
previdenciária, bem como da realidade educacional do
País, o deputado afirma que muitos segurados não sabem
quando terão direito à aposentadoria e nem estimar a
renda mensal que receberão.
“É imprescindível garantir que esses trabalhadores sejam
informados quando implementarem os requisitos mínimos
para aposentadoria”, defende. Para ele, essas
informações permitirão que o trabalhador decida se é o
momento certo de se aposentar.
Segundo Dimas Ramalho, muitos segurados ingressam com o
pedido de aposentadoria e somente após o benefício ser
concedido é que constatam que a melhor opção seria
manter-se por mais tempo no mercado de trabalho para ter
acesso a um benefício maior. “Como é vedado o
cancelamento da aposentadoria, esses segurados perdem a
opção de assegurar uma renda superior em seu período de
inatividade”, afirma.
Ele explica também que o Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) instituiu em junho de 2009 o envio de
comunicado sobre a possibilidade de requerimento de
aposentadoria por idade. No entanto, ainda não há nenhum
tipo de comunicação sobre o tempo de serviço.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será
analisado pelas comissões de Seguridade Social e
Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

06/01/10
-
Proposta garante
estabilidade ao pai durante gravidez de esposa
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 5936/09, do deputado
Sabino Castelo Branco (PTB-AM), que impede a demissão
sem justa causa do trabalhador cuja esposa esteja
grávida e não tenha estabilidade por sua condição.
A
proposta estabelece que o trabalhador deverá apresentar
cópia autenticada do registro do nascimento da criança
até 5 dias após o parto. Ele deverá constar como pai da
criança. Caso não entregue, o trabalhador poderá ser
demitido por justa causa e deverá pagar ao empregador
multa equivalente ao seu salário básico mensal.
De
acordo com o autor, a proteção do recém-nascido cabe a
toda a sociedade. Ele lembra que a Constituição Federal
garante à gestante estabilidade provisória da
confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
Porém, argumenta, essa proteção só atinge as mães
empregadas.
Tramitação
A proposta, em tramitação
conclusiva, será analisada pelas comissões de
Seguridade Social e Família; de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

05/01/10
-
Cálculo
para aposentadoria de quem fica na ativa poderá mudar
A Câmara
analisa o Projeto de Lei 5668/09, do deputado Celso
Maldaner (PMDB-SC), que permite a revisão do cálculo da
aposentadoria dos beneficiários da Previdência Social
que permanecem trabalhando ou que retornam à ativa.
O novo
cálculo da aposentadoria tomará por base os salários de
contribuição correspondentes ao período de exercício da
atividade desenvolvida pelo aposentado. O texto altera a
Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/91).
Sem
direitos
Pelas regras atuais, o aposentado que permanece em
atividade sujeita ao Regime Geral da Previdência Social,
ou a ele retorna, não tem direito a qualquer outro
benefício da Previdência em decorrência do exercício
dessa atividade, com exceção do salário-família e da
reabilitação profissional, enquanto estiver empregado.
Para o
deputado, a proposta busca tornar a relação entre
beneficiários e Previdência Social mais justa. "As
contribuições recolhidas compulsoriamente dos
aposentados que retornam à atividade devem servir, pelo
menos, para melhorar o valor de sua aposentadoria",
disse.
Tramitação
A matéria, que tramita em caráter
conclusivo, será analisada pelas comissões de
Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e
de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

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