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31/01/11
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PPA e LDO revelarão verdadeiro
governo Dilma
31/01/11
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Mentalidade escravista impede
aprovação da PEC 438/01 no Congresso
31/01/11
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Ministra pede agilidade a
deputados para aprovar Vale Cultura ainda neste semestre
31/01/11
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Com equipamento de proteção
adequado, soldador não ganha insalubridade
28/01/11
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Brasil teve em 2010 a menor taxa
de desemprego da série histórica
28/01/11
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Projeto proíbe discriminação por
inadimplência em seleção para emprego
28/01/11
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Mantega descarta estudo para
correção da tabela do Imposto de Renda
27/01/11
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Primeira reunião entre governo e
centrais para discutir salário mínimo termina sem acordo
27/01/11
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Plano de governo de Dilma Rousseff
é uma das grandes expectativas da próxima semana
27/01/11
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Aposentadoria de quem continuar em
atividade poderá ser recalculada
27/01/11
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Prévia da inflação oficial de
janeiro fica em 0,76%
27/01/11
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Terceira Seção irá decidir sobre
conversão de tempo de serviço especial em comum para
aposentadoria
27/01/11
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Poupança da Caixa tem captação
líquida recorde em 2010
27/01/11
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Agravos de instrumento: redução de
recursos após exigência de depósito
26/01/11
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Em 2010, número de jovens no
mercado de trabalho foi menor do que o esperado
26/01/11
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Empresários da indústria estão
otimistas para este semestre, aponta CNI
26/01/11
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Vacarezza considera arriscado
mudar política de reajuste do mínimo
26/01/11
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Quem entra e quem sai na Câmara e
no Senado
26/01/11
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Correção do saldo do FGTS tem
repercussão geral
26/01/11
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Projeto garante direito de acesso
a água para famílias de baixa renda
26/01/11
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Nova Central não abre mão da
correção da Tabela do Imposto de Renda e da Valorização
do Salário Mínimo
25/01/11
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Brasil fecha 2010 com crescimento
de 7,8% no consumo de energia elétrica
25/01/11
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Projeto altera regra para dissídio
coletivo de trabalho
25/01/11
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Emprego na construção civil tem
leve queda de 0,07%
25/01/11
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FGTS: 173 mil vítimas das
enchentes no Rio de Janeiro poderão sacar o benefício
25/01/11
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Mãe adotiva vai receber salário
maternidade do INSS
18/01/11
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MTE: ministro anuncia recorde na
criação de postos de trabalho, 2,5 milhões
13/01/11
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Emprego na indústria se manteve
estável no mês de novembro, diz IBGE
11/01/11
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Dieese: pesquisa revela que cesta
básica sobe em 14 capitais
10/01/11
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Seguro-desemprego tem novos
valores
06/01/11
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Lista suja: ministério divulga
empresas flagradas com trabalho escravo
03/01/11
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Ministro Lupi (Trabalho) critica
defesa de lei trabalhista mais flexível
01/01/11
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Aumento do mínimo para R$ 540 vai
beneficiar 47 mi de trabalhadores
31/01/11
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PPA e LDO revelarão verdadeiro governo Dilma
Por Antônio
Augusto de Queiroz*
As promessas de
campanha, o programa de governo, os discursos de posse e
os primeiros atos e medidas do Poder Executivo dão dicas
importantes sobre a gestão Dilma Rousseff, mas o
verdadeiro DNA de seu governo será conhecido com o envio
ao Congresso até 15 de abril de 2011 do Plano Prurianual
(PPA), para o quadriênio 2012 a 2015, e a Lei de
Diretrizes Orçamentária (LDO) para 2012, em fase de
elaboração no Ministério do Planejamento e na Casa Civil
da Presidência da República.
O PPA, espécie de
planejamento de médio prazo, traça o cenário para os
próximos quatro anos, com definição, diretrizes e
orientações gerais para as macropolíticas governamentais
nas áreas social, econômica e administrativa do governo
brasileiro, entre outras. E a LDO, com metas concretas
para o ano seguinte, define a política de gasto e
orienta o processo de elaboração do Orçamento,
priorizando a alocação dos sempre escassos recursos
públicos.
Estas duas peças
orçamentárias dirão muito sobre o que será o Governo
Dilma Rousseff, além de sinalizar as pretensões da
Presidente com vistas a 2014. Dilma, por seu perfil, não
é dada a promessas vagas, sem reais condições de
realização.
Logo o PPA e a
sua primeira LDO tendem a ser implementados, daí a
importância do acompanhamento da formulação e a
necessidade de uma leitura minuciosa desses instrumentos
de definição de políticas públicas.
No primeiro PPA
de Governo Lula houve consulta popular. Na gestão Dilma,
pelo menos em janeiro, não houve nenhum anúncio sobre a
intenção de promover audiências públicas para a
definição das diretrizes e metas governamentais para os
próximos quatros anos. Ainda há tempo e esperamos que o
faça.
É comum nos
Governos de continuidade, que no primeiro ano de gestão
do (a) novo (a) Presidente não apenas herde o orçamento
apresentado pelo Governo anterior, como seja fortemente
influenciado por ele na formação de equipes e na tomada
de decisões que foram pactuadas entre o (a) candidato
(a) e o então presidente, tanto no período eleitoral
quanto no momento da transição.
Assim, somente a
partir dos 100 primeiros dias de gestão, que coincide
com a elaboração do PPA e da LDO, é que se conhece
realmente o DNA do novo Governo: na forma, se haverá ou
não consulta, e no conteúdo. Dilma até poderá manter a
atual equipe por muito tempo , mas certamente modificará
as prioridades, dando sua marca ao Governo a partir do
2º ano. Esperamos.
(*)
Jornalista, analista político, diretor de Documentação
do Diap e autor dos livros "Por dentro do processo
decisório - como se fazem as leis" e "Por dentro do
Governo - como funciona a máquina pública"
Fonte:
Diap

A discussão sobre o novo valor da tabela do Imposto de
Renda da Pessoa Física (IR) ganhou força semana passada
com a primeira reunião entre o governo e as centrais
sindicais para negociar o reajuste do salário mínimo e
uma correção na tabela do IR. Não houve acordo e uma
nova reunião foi marcada para a próxima quarta-feira
(2).
A proposta apresentada pelo secretário-geral da
Presidência da República, ministro Gilberto Carvalho,
foi de R$ 545 para o mínimo e mais 80% do índice de
reajuste do mínimo para o aumento dos aposentados. As
centrais reivindicam um salário mínimo de R$ 580, além
dos 10% de reajuste para os aposentados e mais a
correção da inflação na tabela do IR.
No entanto, na última quarta-feira (26), o ministro da
Fazenda, Guido Mantega, descartou qualquer tipo de
estudo para corrigir a tabela do Imposto de Renda Pessoa
Física.
O especialista em finanças públicas e professor da
Universidade de Brasília (UnB), Roberto Pscitelli, disse
que o pedido de correção da tabela de IR pedida pelos
sindicatos está correto. “Se você não tem aumento real
de salário, perde para a inflação. O Fisco abarca uma
parcela daquilo que você não pagava de imposto. É
paradoxal e tão absurdo, não é possível que no Brasil a
gente ainda não tenha institucionalizado a correção da
tabela”.
Para o professor o congelamento da tabela do IR aumenta
a tributação sobre os mais fracos. Ele disse que não
basta apenas aumentar o salário mínimo, é preciso
corrigir a tabela do IR para evitar que a tributação
absorva o reajuste concedido.
Segundo o advogado tributário Paulo Siqueira, a correção
da tabela de IR é uma obrigação do Estado e cabe ao
Congresso Nacional e à sociedade civil organizada
pressionar o governo. “É preciso corrigir os valores
básicos. Se aquele valor fica sem a devida correção os
salários aumentam, mas o poder aquisitivo continua o
mesmo. É indispensável que isso ocorra”.
Siqueira defende a necessidade de criar uma regra para a
correção da tabela de IR. “[O aumento da tributação e o
congelamento da tabela] São caracterizados como ato de
confisco, porque está se atingindo uma faixa de
contribuintes que não podem pagar a quantidade de
impostos cobrados”.
(Repórter Daniella Jinkings)
Fonte: Agência Brasil

O
secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban
Ki-moon, apelou aos empresários para que proporcionem um
ambiente saudável de trabalho aos funcionários. Segundo
ele, 60% das doenças não transmissíveis como câncer,
diabetes, problemas respiratórios e ocorrências de
acidente vascular cerebral (AVC) podem ser evitadas
quando os fatores de risco são reduzidos. O apelo dele é
um alerta sobre a possibilidade de as doenças aumentarem
até 2030.
Segundo
Moon, as doenças crônicas são responsáveis pela morte de
35 milhões de pessoas, por ano no mundo, a maioria com
menos de 70 anos. A estimativa das Nações Unidas é que
até 2030, as doenças crônicas aumentem, em pelo menos
50%, nos países da África, do Oriente Médio e do Sudeste
da Ásia.
"Não
podemos permitir que as doenças crônicas aumentem. Esses
são alguns dos desafios de saúde enfrentados pelos
países em desenvolvimento, especialmente quando sabemos
que as soluções", disse Moon, no Fórum Econômico Mundial
de Davos (Suíça).
Em
setembro, a Assembleia Geral da ONU promove uma Reunião
de Alto Nível sobre a Prevenção e Controle de Doenças
Não transmissíveis, em Nova York. A previsão é reunir
presidentes da República, primeiros-ministros e
ministros para os debates, além de representantes da
iniciativa privada. "É preciso ter visão política e de
mobilização de recursos entre os setores, entre os
ministérios e ir além das fronteiras, disse Moon.
Fonte:
Jusbrasil

31/01/11
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Mentalidade escravista impede aprovação da PEC 438/01 no
Congresso
A mentalidade
escravagista ainda presente em certos setores da elite
política brasileira é o que impede a aprovação de
medidas para a erradicação do trabalho semelhante ao de
escravo no Brasil. A avaliação é do presidente da Frente
Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, senador
José Nery (PSOL-PA), que defende a aprovação, pelo
Congresso, da proposta de emenda à constituição que
permite confiscar terras em que houver esse tipo de
trabalho (PEC 438/01).
A chamada "PEC do
trabalho escravo" é um dos temas da Segunda Semana
Nacional contra o Trabalho Escravo, que discutirá o
assunto em pelo menos sete estados até a próxima
quinta-feira (3), quando a Frente Parlamentar Mista e a
Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo
realizarão reunião no Senado.
Na abertura do
encontro, nesta quinta-feira (27), às 19h, na sede do
Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos (CDVDH),
em Açailândia (MA), foi lançado o Atlas
Político-Jurídico do Trabalho Escravo Contemporâneo no
Maranhão.
Na opinião do
senador, alguns políticos e empresários do agronegócio
consideram mais importante o lucro obtido com suas
atividades do que o respeito à dignidade humana.
"São setores que colocam como prioritárias as razões
econômicas. A nossa luta pela erradicação do trabalho
escravo no país se dá por razões humanitárias", disse o
senador em entrevista à Agência Senado.
Pará
A maior incidência da utilização de trabalhadores em
condições similares à de escravo é registrada no Pará,
segundo informou José Nery. Em seguida, vêm os estados
do Maranhão, Tocantins e Piauí.
O Maranhão, como
destacou o senador, lidera o fornecimento desse tipo de
mão de obra, uma vez que a maioria dos trabalhadores
resgatados pelo Ministério do Trabalho é oriunda deste
estado, seguidos pelos originários do Piauí.
José Nery disse
esperar que, na legislatura que se inicia em 2 de
fevereiro, as bancadas do Congresso Nacional estimulem o
debate sobre o assunto e coloquem como prioritária a
aprovação da PEC do trabalho escravo.
Apesar de não
integrar o Congresso na próxima legislatura, ele afirmou
que vai continuar se dedicando ao combate ao trabalho
escravo.
"É um compromisso
de vida. Abracei a causa no Pará, especialmente em
Abaetetuba, ou em qualquer lugar em que for chamado a
contribuir, a organizar debates e ampliar a discussão do
tema, até podermos testemunhar o fim do trabalho escravo
no Brasil", afirmou Nery.
Fonte:
Agência Senado

31/01/11
-
Ministra pede agilidade a deputados para aprovar Vale
Cultura ainda neste semestre
A ministra da
Cultura, Ana de Hollanda, afirmou quinta-feira (27) que
já entrou em contato com parlamentares da Câmara dos
Deputados para pedir mais agilidade na tramitação do
projeto de lei que cria o Vale Cultura. A expectativa,
segundo ela, é que o benefício seja aprovado ainda neste
primeiro semestre.
O PL 5.798/09,
que institui o Vale Cultura, prevê o pagamento de um
valor mensal de R$ 50 em cartão magnético a
trabalhadores que recebem até cinco salários mínimos. O
valor poderá ser usado para a compra de livros, CDs e
DVDs, ou para assistir a filmes, peças de teatro e
espetáculos de dança.
“Acho que não há
nenhum questionamento sobre a importância [do projeto de
lei] e de disponibilizar logo para o trabalhador esse
direito de ter acesso à cultura”, disse, após participar
de entrevista a emissoras de rádio, durante o programa
Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República, em
parceria com a EBC Serviços.
Segundo Ana
Hollanda, a cultura ainda é vista como um segmento “meio
abstrato”, mas tem uma função muito objetiva de lidar
com o cidadão. “Se a gente não trabalhar, a cultura
estará perdendo uma grande oportunidade de se inserir no
dia a dia do trabalhador.”
(Repórter
Paula Laboissière)
Fonte: Agência Brasil

31/01/11
-
Com equipamento de proteção adequado, soldador não ganha
insalubridade
Porque a
própria empregadora reconheceu, a partir de 01/10/2002,
como devido o adicional de insalubridade a um soldador –
e ele continuou exercendo a mesma função de antes - , o
trabalhador ajuizou reclamação para receber o adicional
no período de maio a outubro de 2002. A Justiça do
Trabalho, porém, não lhe deferiu o pedido, pois, com
base em laudo pericial, a exposição a agentes insalubres
foi neutralizada pela utilização de equipamentos de
proteção individual (EPI) fornecidos pela Nova América
S.A. - Alimentos.
A Sexta
Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o agravo
de instrumento do soldador, por entender que não foi
demonstrada violação de dispositivo de lei e da
Constituição Federal na decisão do Tribunal Regional do
Trabalho da 15 ª Região (Campinas/SP). Em seu recurso, o
trabalhador alegou a nulidade do acórdão regional porque
o TRT não havia se pronunciado sobre a questão sob o
enfoque de que a partir de outubro de 2002 a própria
empresa reconheceu como devido o adicional.
Na
avaliação do relator do agravo, ministro Aloysio Corrêa
da Veiga, não se pode falar em ausência de
pronunciamento, pois, embora de forma contrária ao
pretendido pelo soldador, “houve emissão de juízo
explícito sobre a apreciação da prova apresentada”. E,
nesse sentido, o relator observou que “inexiste nulidade
a macular a decisão que contém todos os fundamentos para
as razões de decidir, atendendo ao princípio do livre
convencimento”.
O relator
explicou que a decisão do Tribunal Regional, julgando
indevido o pagamento do adicional no período de
08/05/2002 a 01/10/2002, se baseou no laudo pericial e
informações do próprio autor, que afirmou ter recebido
os equipamentos necessários para exercício da função de
soldador. O ministro salientou que o laudo foi
conclusivo quanto à questão de os equipamentos
fornecidos serem capazes de neutralizar o agente
insalubre.
O laudo
pericial relatou que o trabalhador ficava exposto a
agentes insalubres (ruído, químico, biológico e radiação
não-ionizante), em níveis que excedem ao limite de
tolerância, de acordo com o quadro Anexo da NR-15. No
entanto, o perito esclareceu que a exposição foi
neutralizada com o fornecimento do equipamento de
proteção individual adequado, tais como protetor
auricular, máscara, creme protetor, máscara de solda,
avental de raspa de couro, luvas de raspa de couro cano
longo, mangote e peneiras.
Em decisão
unânime, a Sexta Turma negou provimento ao agravo de
instrumento do trabalhador.
(AIRR - 9036-78.2010.5.15.0000)
Fonte:
TST

O rendimento
médio do trabalhador em dezembro de 2010 poderia ter
crescido um pouco mais se não fosse o avanço da
inflação. A avaliação é do coordenador da Pesquisa
Mensal do Emprego (PME), Cimar Azeredo, que classificou
na quinta-feira (27) o aumento de “tímido”.
O economista do
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
se referia à queda do rendimento médio real habitual dos
trabalhadores de 0,7% entre novembro e dezembro.
“A inflação tem
um peso, funciona como uma barreira. A expectativa era
de que ia melhorar um pouco, mas a inflação aplicada ao
rendimento deixou em um patamar mais baixo”, afirmou
Azeredo, ressaltando que todos os resultados do mercado
de trabalho são positivos.
Mesmo com o
crescimento menor em dezembro de 2010, o rendimento
aumentou 5,9% na comparação com dezembro de 2009. Na
média do ano, o brasileiro recebeu no ano passado R$
1,490,61, o que expressa um ganho real (descontado a
inflação) de 3,8% em relação a 2009.
Na comparação com
a média anual de 2003, o rendimento médio do brasileiro
subiu 19%.
Na pesquisa, o
IBGE também destacou que diferenças salariais entre
homens e mulheres permanecem nos últimos sete anos. Em
2010, as trabalhadoras ganhavam, em média, 72,3% do que
os trabalhadores recebiam. A situação não mudou
significativamente desde 2003.
(Repórter Isabela Vieira)
Fonte:
Agência Brasil

28/01/11
-
Brasil teve em 2010 a menor taxa de desemprego da série
histórica
A taxa de
desemprego média no Brasil em 2010 foi de 6,7%, a menor
da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), iniciada em 2002. Segundo o órgão,
o contingente de desocupados foi de 1,6 milhão de
pessoas, em média, no ano passado.
Em 2009, a taxa
havia ficado em 8,1%. O dado foi divulgado nesta
quinta-feira (27) pelo IBGE. Já as pessoas ocupadas
somaram 22 milhões, 3,5% a mais do que em 2009.
O número de
pessoas com carteira assinada no setor privado também
atingiu um recorde no ano passado. Foram 10,2 milhões de
pessoas, em média, em 2010, ou seja 46,3% do total de
pessoas ocupadas. Em 2009, a proporção era de 44,7%.
O rendimento
médio real dos trabalhadores em 2010 foi o maior desde
2003: R$ 1.490,61. O ganho foi de 3,8% em relação a 2009
e de 19,0% em relação a 2003.
Levando em
consideração apenas o mês de dezembro de 2010, a taxa de
desemprego foi de 5,3%, com um contingente de
desocupados de 1,3 milhão de pessoas. O rendimento médio
foi de R$ 1.515,10.
(Repórter Vitor Abdala)
Fonte: Agência Brasil

28/01/11
-
Projeto proíbe discriminação por inadimplência em
seleção para emprego
Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 7809/10, do Senado, que proíbe a
discriminação de candidatos a postos de trabalho que
estejam em débito com o Serviço de Proteção ao Crédito,
Serasa e outros cadastros de inadimplência. A medida
também resguarda os direitos do empregado inadimplente.
O projeto inclui
o critério da inadimplência entre práticas
discriminatórias e limitativas já tipificadas e
proibidas pela Lei 9.029/95, como a discriminação por
sexo, cor e estado civil. Não é incomum empresas se
servirem desse tipo de consulta para a seleção de
pessoal.
"O candidato que
deixa de honrar suas obrigações financeiras em razão do
desemprego acaba sofrendo dupla pena. E é justamente o
novo emprego que possibilitará a sua adimplência no
mercado", adverte o autor, senador Paulo Paim (PT-RS).
Tramitação
O projeto aguarda o exame da Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário.
Fonte: Agência
Câmara

A Suprema Corte da Índia encerrou o debate jurídico em
torno do uso do amianto por indústrias de fibrocimento
no país ao reconhecer a atividade segura e recomendar
suas províncias (equivalentes a Estados) a constituírem
órgãos de fiscalização para garantir a segurança dos
trabalhadores. Em miúdos, permitiu regular e não proibir
o uso de amianto no país. O julgamento aconteceu na
última sexta-feira (21/1).
No Brasil, o uso do amianto é contestado em Ação Direta
de Inconstitucionalidade 4.066. Ela foi proposta em 2008
pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do
Trabalho (Anamatra) e Associação Nacional dos
Procuradores do Trabalho (ANTP) contra a Lei federal nº
9.005, que regula e disciplina o uso do mineral.
A Justiça indiana, além de questionar a boa-fé da ação
movida por uma ONG local contra o amianto, chamou a
atenção para a guerra comercial que move interesses de
vários setores da indústria do fibrocimento. Para a
Corte, o governo deve constituir uma comissão de
especialistas para prevenir e controlar os efeitos do
amianto sobre a saúde dos trabalhadores e assegurar
medidas adequadas ao autorizar licença ambiental às
indústrias.
O único tipo de amianto permitido no Brasil é o
crisotila, sendo o país o terceiro maior produtor do
mundo, atrás apenas da Rússia e do Cazaquistão. A briga
jurídica envolve também ADIs contra leis aprovadas em
quatro Estados — São Paulo, Pernambuco, Rio Grande do
Sul e Rio de Janeiro — contra a utilização do produto.
Fonte:
Consultor Jurídico

A 3ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio
Grande do Sul (TRT-RS) condenou uma empresa a pagar seis
minutos diários a um ex-empregado pelo tempo gasto com a
troca do uniforme. A decisão manteve sentença do
primeiro grau, proferida pelo Juiz Marcelo Porto, da 1ª
Vara do Trabalho de Erechim.
Em recurso, a reclamada admitiu que o autor despendia
seis minutos para a troca do uniforme, antes do registro
de entrada e após o registro de saída, mas não se
conformou com a condenação. Porém, no entendimento do
relator do acórdão, Desembargador Ricardo Carvalho
Fraga, os minutos despendidos para cumprir determinação
da empresa - no caso, a troca do uniforme -, antes e
após os registros de jornada, devem ser considerados
tempo à disposição do empregador e, assim, ser
remunerados como jornada extraordinária. A Turma
considerou, também, o fato de as trocas do uniforme
terem ocorrido nas próprias dependências da empresa.
Processo 0157100-59.2009.5.04.0521
Autor:
TRT 4ª Região
Fonte: Jusbrasil

Prática ainda utilizada por diversas empresas, o uso de
tribunal arbitral em causas trabalhistas individuais
está na mira do Ministério Público do Trabalho da 2ª
Região (MPT-2), que abrange a capital e a Grande São
Paulo, litoral e Grande ABCD.
Ao perceber o grande número de denúncias de arbitragem
prejudicando os trabalhadores, o órgão faz campanha
contra a homologação e rescisão trabalhista nas câmaras,
atos que só podem ser feitos em sindicatos da categoria
ou no Ministério do Trabalho e Emprego.
Só em 2010, segundo dados do MPT-2, foram 43
procedimentos autuados no órgão, entre denúncias de
trabalhadores e investigações. Desde 2005, foram 235
autuações. Este ano já são dois procedimentos
instaurados.
Também desde 2005 foram ajuizadas 19 ações civis
públicas (só em 2010, foram oito processos) e firmados
40 termos de ajuste de conduta (TACs) para cessar a
prática - 11 no ano passado. No período, houve duas
ações de execução, uma em 2005 e outra em 2006, quando a
empresa assinou o TAC e não o cumpriu.
De acordo com a procuradora do Trabalho Celia Regina
Camachi Stander, a arbitragem para direitos
trabalhistas, na grande maioria das vezes, não é um caso
individual, e sim uma prática gerencial a se estender no
tempo. "Ela afeta não só o trabalhador que fez a
denúncia, mas todos os demais que prestam serviço na
empresa", afirma a procuradora, em entrevista exclusiva
ao DCI.
"A prática ao longo do tempo, abrangendo os atuais e
futuros empregados, caracteriza lesão de âmbito
coletivo. Isso leva à instauração de inquérito civil, à
propositura do TAC, hoje um dos principais instrumentos
do MPT. Não sendo celebrado o acordo, a outra opção é a
ação civil pública, para se exigir a regularização da
conduta e a reparação do dano moral coletivo", afirma.
O valor da indenização pedido na ação depende da
gravidade do ato e do potencial econômico do ofensor e
tem função pedagógica. Em um caso denunciado pelo
Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas,
Mecânicas e de Material Elétrico de São Paulo, Mogi das
Cruzes e Região contra uma câmara de arbitragem o valor
solicitado à Justiça foi de R$ 100 mil. O dinheiro vai
para fundos de amparo ao trabalhador ou é usado em
campanhas de conscientização.
Na prática, segundo Celia Camachi, as empresas,
principalmente as de pequeno porte, assinam os TACs e
cessam o uso da arbitragem - o nível de descumprimento é
pequeno, cerca de 20% dos TACs são descumpridos e geram
uma ação de execução.
"O que não conseguimos é dissuadir as instituições de
arbitragem, que lucram com isso. É comum o ajuizamento
de ação civil pública contra elas, que se recusam a
deixar de fazer a arbitragem de direitos trabalhistas",
diz. A Justiça também tem deferido os pedidos de dano
moral coletivo.
A procuradora aponta que o uso da arbitragem em causas
trabalhistas individuais muitas vezes vem acompanhado de
outras fraudes com o objetivo de encobrir relações
trabalhistas em atos civis. "As empresas forjam
contratações formalmente civilistas, mas que encobrem
uma relação de emprego. Vemos falsos sócios, cooperados
e contratos com pessoas jurídicas", afirma.
A fraude está em dizer que o trabalhador vai ser um
cooperado, quando na verdade ele será dependente, e,
além disso, ele já assina uma cláusula compromissória de
arbitragem. "Ao mesmo tempo em que o empregado é
enganado na forma da contratação, também na hora de
reclamar os direitos que lhe foram sonegados na rescisão
pode esbarrar em uma cláusula de arbitragem e ser
impedido de ingressar na Justiça do trabalho", diz a
procuradora.
Nos termos de rescisão das câmaras de arbitragem
geralmente é expresso que os valores quitados não
poderão mais ser objeto de reclamação. "A mágica fica
completa: o trabalhador não só não é empregado, como
também não pode reclamar", diz Célia.
Assim, em alguns casos, a Justiça extingue as ações de
trabalhadores sem julgar o mérito, embora a posição
majoritária seja a contrária: muitos juízes reconhecem
que a arbitragem é inválida para a homologação e julgam
os pedidos. Essa posição foi reforçada após entendimento
do ano passado do Tribunal Superior do Trabalho.
Controvérsia
A procuradora explica que a arbitragem, que conta com
lei própria (Lei 9.307, de 1996), é incompatível com o
direito do trabalho. A prática, para ela, traz grandes
benefícios na solução extrajudicial de conflitos civis,
por dar rapidez e tecnicidade à questões complexas.
"Dois cachorros grandes brigando se dão bem na
arbitragem. Mas quando é transportada para o direito do
trabalho, já não encontra a mesma realidade: entre os
dois sujeitos do contrato de trabalho há uma
desigualdade de poder e vemos que a arbitragem só
beneficia uma das partes".
Além disso, a Lei 9.307 fala, no artigo 1º, que a
arbitragem dirime "litígios relativos a direitos
patrimoniais disponíveis". E na relação de trabalho, os
direitos são indisponíveis e irrenunciáveis. "O
recebimento das verbas rescisórias não é uma coisa
duvidosa, são direitos líquidos e certos", afirma Célia.
A Constituição Federal fala em arbitragem no direito do
trabalho, mas apenas para dissídios coletivos, entre
categorias profissionais e econômicas. "A Constituição
poderia ter incluído conflitos individuais também. É um
silêncio eloquente, o texto está dizendo que não é para
usar".
Na arbitragem, muitas vezes uma opção viciada e em um
momento de fragilidade, o trabalhador fica privado da
assistência que ele teria em uma homologação no
Ministério do Trabalho ou no sindicato, direito
garantido no artigo 477 da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT).
O comum é o trabalhador aderir à arbitragem e depois
questionar na Justiça - motivo pelo qual os juízes
também são grandes "denunciantes" da arbitragem. "A
prática visa a desafogar a demanda no Judiciário e deve
ser incentivada. Mas no direito do trabalho há o efeito
contrário: o conflito é arrastado para a Justiça. O que
se vê na prática é a quitação de verbas em valor
inferior e parceladas", destaca a procuradora.
Fonte: Jusbrasil

Graças à decisão proferida pela 6ª Turma do Tribunal
Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pessoas portadoras
de deficiências temporárias de 33 cidades gaúchas
poderão requerer benefício do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS). Além de dar provimento integral ao
apelo, a determinação reconheceu a legitimidade do
Ministério Público Federal (MPF) na defesa de interesses
individuais homogêneos.
A vitória é emblemática para a instituição. Ajuizado em
24 de março de 2009 pelo procurador da República Felipe
da Silva Müller, da PRM Santo Ângelo, o processo foi
extinto sem resolução do mérito pela Justiça Federal com
o argumento de que o Ministério Público não tinha
competência para protocolar tal pedido pelo caráter
individual e disponível dos direitos reclamados.
Na peça, Müller defendia a inconstitucionalidade da
expressão "irreversíveis" contida no inciso II do artigo
624 da Instrução Normativa nº 20 do INSS/PRES, de 10 de
outubro de 2007: "pessoa portadora de deficiência:
aquela incapacitada para a vida independente e para o
trabalho, em razão de anomalias ou lesões irreversíveis
de natureza hereditária, congênita ou adquirida".
Para o MPF, a palavra "irreversíveis" contradiz o artigo
203, inciso V da Constituição Federal. Segundo o texto,
"a assistência social será prestada a quem dela
necessitar, independentemente de contribuição à
seguridade social, e tem por objetivos: V -a garantia de
um salário mínimo de benefício mensal à pessoa portadora
de deficiência e ao idoso que comprovem não possuir
meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida
por sua família, conforme dispuser a lei".
Inconformada com a sentença da primeira instância, a PRM
Santo Ângelo recorreu da decisão não apenas para
reconhecer a legitimidade do MPF no caso, como também
para reverter a resolução desfavorável.
O acórdão do TRF4 é uma vitória em muitos aspectos.
Segundo o procurador regional da República Marcelo
Beckhausen, que fez a sustentação oral do caso perante a
6ª Turma, a decisão é uma boa notícia para toda a
sociedade. Apesar de ter efeito imediato apenas na
circunscrição judiciária de Santo Ângelo, ela pode
servir como precedente para futuras ações e julgamentos.
Se o INSS recorrer da decisão e ela for mantida pelo
Superior Tribunal de Justiça ou pelo Supremo Tribunal
Federal, o acórdão transitará em julgado, não podendo
mais ser modificado. "Para a instituição é importante
porque a defesa dos interesses individuais homogêneos é
uma luta antiga do MPF. Os Tribunais têm reconhecido
esta legitimidade. E, claro, tem uma repercussão perante
o cidadão necessitado deste benefício assistencial",
afirma Beckhausen.
As cidades beneficiadas:
Ajuricaba, Caibaté, Catuípe, Cerro Largo, Chiapetta,
Coronel Barros, Coronel Bicaco, Dezesseis de Novembro,
Entre Ijuís, Eugênio de Castro, Giruá, Guarani das
Missões, Ijuí, Inhacorá, Mato Queimado, Nova Ramada,
Pirapó, Porto Xavier, Rolador, Roque Gonzales, Salvador
das Missões, Santo Ângelo, Santo Antônio das Missões,
Santo Augusto, São Luiz Gonzaga, São Miguel das Missões,
São Nicolau, São Pedro do Butiá, São Valério do Sul,
Senador Salgado Filho, Sete de Setembro, Ubiretama,
Vitória das Missões.
Fonte: Jusbrasil

28/01/11
-
Mantega descarta estudo para correção da tabela do
Imposto de Renda
O
ministro da Fazenda, Guido Mantega, descartou nesta
quinta-feira (27) qualquer tipo de estudo para corrigir
a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física. Ao chegar ao
Ministério da Fazenda, depois de dez dias de férias, o
ministro foi enfático ao ser perguntado sobre a
possibilidade de alteração e disse apenas: “Não está
sendo estudado isso”.
Na
quarta-feira (26), foi realizada a primeira
reunião entre o governo e as centrais sindicais para
negociar o reajuste do salário mínimo e uma
correção na
tabela do Imposto de Renda. A proposta
apresentada pelo secretário-geral da Presidência da
República, ministro Gilberto Carvalho, foi de R$ 545
para o mínimo e mais 80% do índice de reajuste do mínimo
para o aumento dos aposentados.
As centrais querem salário mínimo de R$ 580, além dos
10% de reajuste para os aposentados e mais a correção da
inflação na tabela do Imposto de Renda. A declaração que
será enviada este ano será a última com os benefícios
fiscais da correção da tabela progressiva mensal
estabelecida pela Medida Provisória (MP) 340. Editada em
2006, a MP corrigiu parte das perdas de renda dos
trabalhadores com a inflação.
De 2008 (ano-calendário 2007) até agora, a tabela vinha
sendo corrigida em 4,5%. Mas, para 2012 (ano-calendário
2011), não há previsão de mudanças, porque a Lei 11.945
estabeleceu a última tabela a ser usada nas declarações
seguintes. Uma nova mudança a partir de agora, com novas
correções,
dependerá de nova lei.
Fonte: Agência Brasil

27/01/11
-
Primeira reunião entre governo e centrais para discutir
salário mínimo termina sem acordo
Terminou sem avanços a primeira reunião entre o governo
e as centrais sindicais para negociar o reajuste do
salário mínimo. A proposta apresentada
hoje
pelo secretário-geral da Presidência da República,
ministro Gilberto Carvalho, foi de R$ 545 para o mínimo
e mais 80% do índice de reajuste do mínimo para o
aumento dos aposentados.
As centrais sindicais defendem salário mínimo de R$ 580,
além de 10% de reajuste para os aposentados e mais a
correção da inflação na tabela do Imposto de Renda
Pessoa Física (IRPF).
Para Gilberto Carvalho, o mais importante é que o
governo está mantendo a política de valorização do
salário mínimo e não pode abrir precedentes de quebra do
acordo com as centrais para reajustar o valor de acordo
com a inflação do ano anterior mais a variação do
Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Além disso, diz o ministro, o governo cumprirá o acordo
também no próximo ano, quando o reajuste poderá chegar a
13%. “Nós já sabemos que, no ano que vem, teremos um
aumento importante, que poderá chegar a 12%, 13%.
Portanto, nós colocamos para as centrais sindicais a
inconveniência de quebrar esse acordo agora”, afirmou o
ministro, após a reunião.
Mesmo sem avanço nas propostas do governo, os
sindicalistas disseram
ter
saído satisfeitos com a instalação da mesa de
negociações e o agendamento de um novo encontro na
próxima
quarta-feira
(2).
“Nenhum de nós estava esperando chegar aqui e sair com
tudo resolvido. Reclamamos porque não estávamos sendo
recebidos pelo governo. Agora temos a garantia de que,
em qualquer coisa que diga respeito aos trabalhadores do
Brasil, serão ouvidas as centrais sindicais. Isso é uma
coisa que conseguimos com o governo Lula e não tínhamos
garantia no governo Dilma”, afirmou o presidente da
Força Sindical e deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP).
Mas, apesar da continuidade das negociações, o
presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT),
Ricardo Patah, admitiu que o governo deverá endurecer o
discurso com relação ao aumento do mínimo. Segundo ele,
Gilberto Carvalho sinalizou que o assunto poderá ficar
para o Congresso Nacional, no momento de votar a medida
provisória que trata do reajuste. “É uma possibilidade.
Não tendo acordo, vai para o Congresso. Estou sentindo
que o governo vai ser muito duro na negociação”, admitiu
o sindicalista.
Sobre a correção da tabela do IRPF, contudo, o governo
poderá ser mais flexível. A proposta de Carvalho é
corrigir a tabela de acordo com a meta de inflação, que
é de 4,5%. Ele admitiu, no entanto, que a negociação
poderá avançar mais se for desvinculada da discussão do
salário mínimo.
“Nós não queremos vincular as duas coisas para não dar a
impressão de que estamos fazendo uma troca. Vamos
retomar as negociações do mínimo e do Imposto de Renda
na próxima semana, mas eticamente não queremos passar a
impressão de 'toma lá, da cá'”, ressaltou o ministro.
(Repórter Mariana Jungmann)
Fonte: Agência Brasil

27/01/11
-
Plano de governo de Dilma Rousseff é uma das grandes
expectativas da próxima semana
Uma mensagem com um plano de governo expondo a situação
do país e solicitando o apoio do Congresso para as
providências que julgar necessárias. É o que a
presidente Dilma Rousseff deverá enviar ao Parlamento,
na próxima quarta-feira (2), quando o Congresso Nacional
inaugura a sessão legislativa de 2011. O encaminhamento
dessa mensagem atende a uma determinação da Constituição
federal.
No texto que vai enviar, Dilma Rousseff deve explicar
seu projeto de erradicação da miséria e de criação de
oportunidades para todos, promessa feita à nação no dia
1º de janeiro, quando tomou posse.
A previsão do cerimonial do Congresso é de que o
documento seja portado pelo chefe da Casa Civil,
ministro Antonio Palocci. Mas nada impede que
Dilma encaminhe pessoalmente sua mensagem ao Congresso
Nacional. Nos Estados Unidos, por exemplo, o presidente
Barack Obama foi ao Congresso, nessa terça-feira (25),
cumprimentar os parlamentares e fazer um discurso
prometendo congelamento de despesas governamentais e
mais investimentos em educação e pesquisa. Ele
mencionou, inclusive, que fará uma viagem ao Brasil em
março.
Palocci não lerá o documento enviado por Dilma. O
Regimento Comum do Congresso Nacional prevê que a
mensagem será lida pelo 1º secretário da Mesa do
Congresso, que será eleito na próxima terça-feira (1º).
Aliás, a posse dos congressistas e a eleição dos que
comandarão as duas Casas do Congresso consistem nas
primeiras providências do Parlamento brasileiro na
legislatura que se inicia na próxima semana, a 54ª desde
que foi instalado, em 1826.
Às 10h de terça, deputados e senadores serão empossados,
prometendo guardar a Constituição e as leis do país,
desempenhar lealmente seus mandatos e sustentar a união,
a integridade e a independência do Brasil.
Logo em seguida, no Senado, os 81 integrantes da Casa
elegerão a nova Mesa, que comandará a instituição pelos
próximos dois anos. Na Câmara, às 13h30, será aberto um
prazo para que os parlamentares se organizem na eventual
formação de blocos e definam chapas para a eleição de
presidente, vice-presidente, secretários e suplentes. Às
17h, será aberto prazo para o registro das candidaturas
e às 18h se elegerá a nova Mesa da Câmara.
Eleitos os dirigentes das duas Casas do Legislativo, no
dia seguinte, às 16h, deputados e senadores se reunirão
no plenário da Câmara para receber a mensagem e o plano
de governo de Dilma Rousseff. Nesse documento, ela
deverá explicitar também suas iniciativas para, junto
com a erradicação da miséria, qualificar a educação, a
saúde e a segurança no Brasil.
Fonte: Agência
Senado

27/01/11
-
Aposentadoria de quem continuar em atividade poderá ser
recalculada
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7092/10, do deputado licenciado Luiz
Carlos Hauly (PSDB-PR), que assegura ao aposentado que
continuar a exercer atividade remunerada o direito de
renunciar ao benefício previdenciário e contar o tempo
de serviço complementar para recalcular o valor de sua
aposentadoria. O direito poderá ser requerido a qualquer
tempo.
De acordo com o
autor, o objetivo da iniciativa é possibilitar a
aquisição de benefícios mais vantajosos pelo segurado,
no mesmo ou em outro regime previdenciário. A proposta
estabelece ainda que a renúncia não obrigará o
aposentado a devolver os valores recebidos enquanto a
aposentadoria inicialmente concedida estava vigente.
Tramitação
O Projeto de Lei 7092/10, que tramita em
caráter conclusivo,
foi apensado ao PL 2682/07, do deputado Cleber Verde
(PRB-MA), que também permite aos aposentados do Regime
Geral da Previdência Social renunciar ao benefício a
qualquer tempo. Os projetos serão analisados pelas
comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

27/01/11
-
Prévia da inflação oficial de janeiro fica em 0,76%
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15),
prévia da inflação oficial, ficou em 0,76% este mês. Os
preços foram coletados no período de 14 de dezembro de
2010 a 14 de janeiro deste ano.
A taxa é superior à registrada na prévia do mês
anterior, que foi de 0,69%, e
de janeiro
de 2010, de 0,52%. O dado foi divulgado
nesta
quarta-feira (26) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O aumento da inflação medido pelo IPCA-15 foi puxado por
itens importantes no orçamento familiar, como as tarifas
de ônibus urbanos, que tiveram alta de 1,77% e foram o
principal fator que contribuiu para a inflação de 14 de
janeiro. Outro item que influenciou a alta foi o etanol,
que teve aumento de 4,31%, o que contribuiu, inclusive,
para um aumento de 0,55% no preço da gasolina.
Outros aumentos de preços que pesaram na alta do IPCA-15
foram os aluguéis, que aumentaram 1,23%, e o condomínio,
com 1,28%. Os preços de móveis e eletrodomésticos também
contribuíram para a alta, com inflações de 1,07% e
0,56%, respectivamente.
Os alimentos, por outro lado, contribuíram para frear um
pouco o IPCA-15, com inflação de 1,21% em janeiro,
inferior ao índice de 1,84% de dezembro de 2010. Ainda
assim, eles contribuíram com mais de um terço da taxa de
janeiro, devido ao seu peso no orçamento familiar.
(Repórter Vitor Abdala)
Fonte: Agência
Brasil

27/01/11
-
Terceira Seção irá decidir sobre conversão de tempo de
serviço especial em comum para aposentadoria
A Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ)
deverá julgar, em 2011, um recurso especial que trata da
contagem de tempo para aposentadoria. A controvérsia diz
respeito à conversão de tempo de serviço especial em
comum e à aplicação do fator multiplicador. O recurso,
interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), é da relatoria do ministro Jorge Mussi.
O INSS alega que não é possível converter o tempo de
serviço especial em comum com a utilização do fator de
conversão (multiplicador) de 1,40, pois o índice foi
estabelecido somente com o advento do Decreto n. 357, de
7 de dezembro de 1991, e, à época da prestação do
serviço, o fator de conversão era de 1,20.
A autarquia considera ainda ser indevida a conversão de
tempo de serviço especial em comum após 28 de maio de
1998, por ofensa ao artigo 28 da Lei n. 9.711/1998, que
dispõe, entre outras coisas, sobre a recuperação de
haveres do Tesouro Nacional e do INSS e a quitação de
débitos com o instituto.
Outra divergência apontada pelo INSS refere-se à
contagem de tempo de serviço posterior à Emenda
Constitucional n. 20/1998 sem a observância das regras
transitórias, como a idade mínima de 53 anos, 35 anos de
tempo de serviço e pedágio de 40%.
Ao ser informado sobre a existência de diversos recursos
especiais sobre o tema, o ministro Jorge Mussi admitiu o
recurso como representativo da controvérsia para o
julgamento do recurso repetitivo, nos termos do artigo
543-C do Código de Processo Civil e da Resolução n.
8/STJ. Assim, todos os processos que tratam do mesmo
tema estão suspensos no STJ e nos tribunais regionais
federais.
Fonte:
STJ

27/01/11
-
Poupança da Caixa tem captação líquida recorde em 2010
A arrecadação da poupança da Caixa
Econômica Federal em 2010 é a maior da
história. Balanço divulgado pela instituição nesta
quarta-feira (26) afirma que a captação líquida chegou a
R$ 13,1 bilhões no ano passado. O valor supera em 21% o
recorde histórico de 2008, quando o banco obteve R$ 10,8
bilhões em captação líquida.
Com esse desempenho, em 2010, o
saldo total chegou a R$ 129 bilhões, valor que faz
com que a Caixa ultrapasse 34% de participação no
mercado. Esse saldo representa um crescimento de 115,6%
em relação a 2006.
De
acordo com a Caixa, o bom desempenho da poupança se deve
ao aumento da renda dos brasileiros, especialmente nas
classes C e D, além do nível de educação financeira
alcançado nos últimos meses.
Perfil
No ano passado, foi
atingido o número de 40,8 milhões de contas ativas.
Cerca de 41% dos poupadores têm entre 21 e 40 anos de
idade.
Quando se
trata de gênero, as mulheres são maioria nos segmentos
de menor renda, em que respondem por 54%, e os homens
predominam na maior renda, respondendo por 60% do total.
Fonte: InfoMoney

27/01/11
-
Agravos de instrumento: redução de recursos após
exigência de depósito
Os números são inequívocos: tanto no Tribunal Superior
do Trabalho quanto nos Tribunais Regionais do Trabalho,
verifica-se uma expressiva redução na quantidade de
agravos de instrumento, desde que passou a ser exigido o
recolhimento de depósito para esse tipo de recurso. A
movimentação da Justiça do Trabalho (TST e TRTs) indica
uma redução de 33.836 processos no segundo semestre de
2010, comparativamente ao primeiro semestre. Apenas no
TST, foram 15.570 recursos a menos, enquanto que nos
Regionais, a redução atinge o total de 18.266.
Para o presidente do TST, ministro Milton de Moura
França, os números expressam o acerto da iniciativa em
alterar o dispositivo da CLT, para exigir o depósito
recursal, em agravo de instrumento na Justiça do
Trabalho, como pressuposto de sua admissibilidade. O
depósito, a cargo do empregador condenado em parcela de
natureza pecuniária, corresponde a 50% do valor do
recurso que teve denegado seu prosseguimento (Veja os
valores).
Aprovada em 29 de junho de 2010, a Lei 12.275 entrou em
vigor no dia 13 de agosto, e, desde então, o Tribunal
começou a verificar a tendência de decréscimo: o número
de agravos caiu, inicialmente, de 13.290 em julho para
7.938 em agosto – e daí para frente, a redução se
manteve, até chegar aos 5.348 registrados em dezembro de
2010.
O objetivo da lei, aprovada a partir de proposição do
TST, é impedir o uso abusivo do agravo de instrumento,
pois se verificou a utilização frequente desse recurso
com intuitos meramente protelatórios, gerando efeitos
perversos tais como o adiamento do pagamento de direitos
trabalhistas e a indesejável sobrecarga dos Tribunais
Regionais do Trabalho e, em especial, do TST, na medida
em que prejudica o mais rápido julgamento de outros
processos. Um dos indicadores desse caráter protelatório
é o fato de que apenas 5% dos agravos de instrumento são
acolhidos.
Fonte: TST

26/01/11
-
Em 2010, número de jovens no mercado de trabalho foi
menor do que o esperado
No ano passado, o
número de jovens no mercado de trabalho foi menor
do que o esperado, segundo revelam dados divulgados na
última segunda-feira (24) pela OIT (Organização
Internacional do Trabalho).
De acordo com o
levantamento, em 2010, nos 56 países com dados
disponíveis, havia 1,7 milhão de jovens a menos no
mercado de trabalho do que o esperado, tendo como base o
período pré-crise.
Ainda segundo o relatório, no ano, 78 milhões de
jovens estavam desempregados em todo o mundo, número
acima do verificado antes da crise financeira
internacional, de 73,5 milhões em 2007, e ambos
inferiores ao total apurado em 2009, de 80 milhões.
“O desemprego entre a população jovem é uma
prioridade mundial. A fraca recuperação dos empregos
decentes reforça a incapacidade das economias em
garantir um futuro para todos os jovens”, disse o
diretor geral da OIT, Juan Somavia.
Brasil e
América Latina
No geral, em 2010, o número de desempregados no
mundo era de 205 milhões, sendo que as economias mais
desenvolvidas, diz o estudo, teriam sido as responsáveis
por 55% do aumento do desemprego global apurado entre os
anos de 2007 e 2010.
No Brasil, por
outro lado, assim como em outras economias da América
Latina, o desemprego diminuiu. Contudo, aumentou a
oferta de empregos considerados vulneráveis.
Um dos motivos
para que a taxa de desemprego no Brasil tenha alcançado
patamares pré-crise, chagando a 6,2% em setembro do ano
passado, seria o crescimento da economia, que, junto com
Argentina, Colômbia e México, apresentou alta entre 4,5%
e 7,5%. Para 2011, estima-se que o desemprego na região
recue 0,3%.
Fonte:
InfoMoney

26/01/11
-
Empresários da indústria estão otimistas para este
semestre, aponta CNI
Os empresários da
indústria permanecem otimistas em relação à economia
brasileira, de acordo com pesquisa divulgada hoje (25)
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice
de Confiança do Empresário Industrial (Icei) mantém-se
praticamente estável desde novembro de 2010. O Icei
subiu de 61,5 pontos em dezembro para 62 pontos em
janeiro, o mesmo valor apurado em novembro do ano
passado.
Quando comparado
ao índice registrado em janeiro de 2010, houve uma queda
de 6,7 pontos. O valor de janeiro é 2,3 pontos acima da
média histórica do índice, o que, para a CNI, reflete o
otimismo dos empresários em relação à economia. O Icei
varia de 0 a 100 pontos. Valores acima de 50 pontos
indicam empresários confiantes.
Nas regiões
Nordeste e Centro-Oeste, os empresários estão mais
otimistas, com indicadores de 65,2 e 64,7 pontos,
respectivamente.
O indicador é
elaborado com a participação das federações de
indústrias de 23 estados e sinaliza as perspectivas para
a atividade. A pesquisa da CNI foi realizada entre 3 e
20 de janeiro com 1.893 empresas, das quais 1.053
pequenas, 582 de médio porte e 258 grandes. O intuito da
pesquisa é medir as expectativas do empresário sobre o
comportamento da economia e o desempenho da sua empresa
nos próximos seis meses.
(Repórter Lourenço Canuto)
Fonte: Agência
Brasil

26/01/11
-
Vacarezza considera arriscado mudar política de reajuste
do mínimo
O líder do
governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP),
classifica como arriscada a proposta de substituir a
política de valorização do mínimo em vigor por
negociações anuais de reajuste. Nos últimos anos, o
reajuste foi calculado com base na variação do PIB dos
dois anos anteriores mais a inflação do ano anterior. O
projeto de lei 1/07 para tornar essa política fixa até
2023 aguarda votação no plenário da Câmara.
"Qual a
importância dessa política? Dar previsibilidade para a
sociedade. As pessoas, as prefeituras e as empresas que
pagam salário mínimo já sabem para quanto vai o salário
mínimo de 2012. E o mercado, a economia se prepara para
esses reajuste. E os trabalhadores que ganham salário
mínimo também sabem que até 2023 vão ter ganho real de
salário. Se você trocar essa política por reajuste ano a
ano, só quem vai perder são aqueles que ganham salário
mínimo", argumenta o deputado.
Compensação no IR
Vacarezza não confirmou a possibilidade de o governo
oferecer o reajuste da tabela do imposto de renda em
troca de um salário mínimo de R$ 545. O valor defendido
pelas centrais sindicais é de R$ 580. A proposta,
divulgada pela imprensa, não foi confirmada pelo
governo. Hoje, o secretário-geral da presidência da
República, Gilberto Carvalho, se reúne, às 16h30, com
representantes da centrais sindicais para discutir o
valor do salário mínimo para 2011.
O líder do PDT e
presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da
Silva (SP), afirma que as centrais não vão aceitar a
vinculação entre o valor do mínimo e o reajuste da
tabela do Imposto de Renda. Segundo ele, a política de
valorização do mínimo foi acordada com o governo Lula,
mas o acordo previa uma revisão do mecanismo a cada
quatro anos. A primeira, diz o deputado, deveria ter
ocorrido no fim do ano passado.
"A ideia é que
você faça uma política, mas que tenha uma revisão, até
para ver se está acertando, se não está exagerado, ou se
está aquém daquilo que os trabalhadores esperavam. (...)
Se tivéssemos feito uma revisão, poderíamos ter chegado
num número com o governo e com certeza essa polêmica
teria sido resolvida, mas lamentavelmente o governo não
negociou".
Segundo Paulo
Pereira da Silva, a centrais levarão à reunião de hoje a
proposta de aumento do mínimo para R$ 580, de reajuste
de 10% para os aposentados que ganham acima do mínimo, e
de correção da tabela do imposto de renda em 6,45%, com
base na inflação do ano passado. O deputado garante que
as Centrais estão dispostas a negociar, mas que não
abrem mão do aumento real para o mínimo e para os
aposentados.
Fonte: Agência Câmara

26/01/11
-
Quem entra e quem sai na Câmara e no Senado
Deputados:
Rogério Carvalho
(PT-SE), no lugar de Fábio Reis (PMDB-SE)
Cristiano Rodrigues (PTdoB-RJ)
- retotalização de votos, no lugar de Paulo Feijó
(PR-RJ)
Pedro Henry (PP-MT)
- entrou no lugar de Nilson Leitão (PSDB-MT), que acabou
como primeiro suplente
Paulo Maluf (PP-SP)
- saiu Sinval Malheiros (PV-SP), que ficou na condição
de não eleito
Beto Mansur (PP-SP)
– perdeu a vaga Vanderlei Siraque (PT), primeiro
suplente da coligação PT-PR
Natan Donadon (PMDB-RO)
- saiu Marcos Rogério (PDT-RO)
Maria do Rosário
(PT-RS) - no lugar de Fernando Marroni (PT-RS),
que ficou de primeiro suplente
Manoel Salviano
(PSDB-CE) - no lugar de Mario Feitoza (PMDB-CE)
José Augusto Maia
(PTB-PE) - no lugar de Paulo Rubem Santiago
(PDT-PE)
Professora Marcivânia
(PT-AP) - Janete Capiberibe (PSB) chegou a ser
proclamada eleita, mas não foi diplomada.
Senador:
Gilvam Borges (PMDB-AP)
no lugar de João Capiberibe (PSB-AP)
Fonte:
Congresso em Foco

26/01/11
-
Correção do saldo do FGTS tem repercussão geral
O pagamento de
diferenças de correção monetária sobre o saldo de conta
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), com
base nas mudanças de plano econômico no país, é tema de
Repercussão Geral no Supremo Tribunal Federal. Por meio
do Plenário Virtual, os ministros do Supremo Tribunal
Federal acolheram o entendimento do relator Ayres Britto
para reconhecer a repercussão no recurso interposto pela
Caixa Econômica Federal.
Ao analisar o
caso, o ministro Ayres Britto entendeu que "a questão
constitucional debatida na causa ultrapassa os
interesses das partes e é relevante sob os pontos de
vista econômico, político, social e jurídico".
A Caixa busca,
por meio do Recurso Extraordinário, obstar o pagamento
dos índices de atualização, alegando que tais
indicadores foram reconhecidos como indevidos pela
jurisprudência do Supremo, pacificada por ocasião do
julgamento do RE 226.855, "resguardando o patrimônio" do
FGTS.
Segundo o banco,
"os valores do Fundo pertencem exclusivamente aos
empregados que, em situações específicas, podem dispor
do total depositado em seus nomes". Na visão da Caixa,
todas as ações que tratem da preservação do patrimônio
do FGTS "apresentam questão constitucional com
repercussão geral".
Para a defesa da
Caixa, deve ser respeitado o parágrafo único do artigo
741 do Código de Processo Civil, segundo o qual é
"inexigível o título judicial fundado em lei ou ato
normativo declarado inconstitucional pelo Supremo
Tribunal Federal" ou fundado em aplicação ou
interpretação considerada incompatível com a
Constituição Federal de 1988. Sustenta que a decisão do
Tribunal Regional Federal da 3ª Região, se executada,
violará os princípios da intangibilidade da coisa
julgada e da segurança jurídica.
Com
informações da Assessoria de Imprensa do STF.
Fonte:
Consultor Jurídico

26/01/11
-
Projeto garante direito de acesso a água para famílias
de baixa renda
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 6987/10, do deputado Ribamar Alves (PSB-MA),
que inclui entre os objetivos da Política Nacional de
Recursos Hídricos (Lei 9.433/97) garantir às famílias
que vivem com até três salários mínimos o direito de
acesso a água para consumo.
Hoje, os
objetivos da Política Nacional de Recursos Hídricos
previstos na lei são:
- assegurar à atual e às futuras gerações a necessária
disponibilidade de água, em padrões de qualidade
adequados;
- a utilização racional e integrada dos recursos
hídricos;
- a prevenção e a defesa contra eventos hidrológicos
críticos de origem natural ou decorrentes do uso
inadequado da água.
Demanda
Ribamar Alves observa que, hoje, um grande número de
pessoas no País ainda não tem acesso à água em
quantidade e qualidade compatíveis com as suas
necessidades básicas, principalmente a população mais
pobre. Ele lembra que ainda há uma grande demanda a ser
atendida, por exemplo, nas regiões Norte, Nordeste e
Centro-Oeste.
"Uma parte
significativa da população ainda vive em situação de
risco, seja pelo não atendimento ou pela descontinuidade
no abastecimento. Essa segunda situação é um importante
indicador na avaliação dos serviços de abastecimento de
água potável, pois a intermitência representa um risco
para a saúde pública e indica má utilização e operação
da infraestrutura existente", afirma, citando estudos
sobre o assunto.
Tramitação
A proposta tramita em conjunto com o PL 1630/99, do
deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que isenta os
usuários de baixa renda do pagamento de água e esgoto. A
proposta principal foi aprovada pela Comissão de
Trabalho, de Administração e Serviço Público, na forma
de substitutivo, e rejeitada pela Comissão de Minas e
Energia. Os projetos ainda serão analisados pelas
comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania, e também pelo Plenário.
Fonte: Agência Câmara

26/01/11
-
Nova Central não abre mão da correção da Tabela do
Imposto de Renda e da Valorização do Salário Mínimo
A Nova Central vê com
muita preocupação as determinações da equipe econômica
do Governo Dilma Rousseff que apontam para o retrocesso
quando aplica medidas neoliberais. Não tem sentido falar
em diminuir o papel do Estado ou barrar a valorização do
salário mínimo, insistindo no valor de R$ 545,00; são
inaceitáveis, também, os argumentos contrários à
correção da tabela do Imposto de Renda e, muito menos, a
de desoneração da parte da contribuição patronal para a
Previdência. Nesta direção, não haverá a distribuição de
renda nem justiça social, pois, a rigor, são as mesmas
políticas que causaram a tragédia social que o País
viveu em anos recentes.
Para o presidente da
Nova Central, José Calixto Ramos, a manutenção da
política de valorização do salário mínimo e a correção
da tabela do Imposto de Renda são pautas prioritárias na
reunião das centrais sindicais, nesta quarta-feira (26),
com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da
Presidência da República. José Calixto lembra que o
aumento real de 54% para o salário mínimo foi
instrumento importante para melhorar o quadro da
distribuição de renda, bem como o reajuste de 4,5% na
tabela do Imposto de Renda desde 2007. Por isso, a Nova
Central manifesta a sua posição e não concorda com as
medidas da equipe econômica do Governo e defende a
adoção de medidas que possam manter o crescimento
econômico e a geração de emprego.
Fonte:
NCST

Foi dado provimento ao
recurso de reclamante que, embora vencedora em seu
pedido de reparação decorrente de assédio moral,
recorreu ao tribunal, insurgindo-se contra o valor de R$
10 mil, arbitrado pela primeira instância. Assim, a
condenação por danos morais foi aumentada para R$ 24
mil. A decisão foi do TRT2.
A autora sofreu aborto após o quarto mês de gestação. No
entanto, apesar da notória condição de suspensão do
contrato para gozo da licença em razão da cirurgia de
aborto, a trabalhadora foi demitida por justa causa. E,
durante o período de licença-maternidade, o sócio da
empresa selecionava funcionários para substituí-la, o
que acabou acontecendo.
O juiz convocado Marcos Neves Fava, relator do acórdão,
observou em seu voto que o empregador, por meio do
sócio, de fato havia imposto à reclamante situações de
desrespeito pessoal. Por exemplo: a assistente da autora
foi colocada para transmitir ordens a ela, ao invés de
recebê-las, o que demonstra uma “inversão na hierarquia,
que se presta a vilipendiar a imagem da trabalhadora.”
Além disso, quando chegava ao serviço, o sócio citado
nos autos deixava, nitidamente, de cumprimentar apenas a
reclamante, que também foi transferida de sala, para uma
menos confortável.
Na análise do relator, “O vilipêndio à honra e à
intimidade da autora foram patentes”, e a adequação do
valor indenizatório tem sua importância traçada por sua
função repressora e por sua finalidade de incentivo à
não reiteração do padrão comportamental. “Para isto, o
valor há de ser expressivo (a indenização fixada não
tinha atingido sequer dez salários da reclamante), sob
pena de, ao inverso, funcionar como abono, festejo e
incentivo à repetição dos atos reprimidos”, concluiu o
magistrado.
Fonte: Âmbito Jurídico

25/01/11
-
Brasil fecha 2010 com crescimento de 7,8% no consumo de
energia elétrica
O consumo de
energia elétrica no Brasil teve um aumento de 7,8% em
2010, em relação ao ano anterior. Segundo dados
divulgados nesta segunda-feira (24) pela Empresa de
Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e
Energia, foram consumidos 419.016 gigawatts-hora (GWh)
no país, no ano passado.
O aumento do
consumo, segundo a EPE, foi puxado principalmente pela
expansão do gasto de energia da indústria. Com um
aumento de 10,6%, a indústria contribuiu com mais da
metade do crescimento do consumo geral e superou os
valores de 2008, período anterior à crise financeira
internacional.
Os setores
residencial e comercial também mantiveram níveis
elevados de crescimento no consumo, de acordo com a EPE.
As residências tiveram um aumento de 6,3% e o setor de
comércio e serviços, uma alta de 5,9% em relação ao ano
anterior.
(Repórter
Vitor Abdala)
Fonte: Agência
Brasil

25/01/11
-
Projeto altera regra para dissídio coletivo de trabalho
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7798/10, do Senado, que altera as
regras previstas na Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT) para o dissídio coletivo de trabalho. Dissídios
coletivos são ações propostas na Justiça do Trabalho
para solucionar questões que não puderam ser resolvidas
pela negociação entre as partes.
A proposta
permite que a instauração de dissídio coletivo de
natureza econômica também seja feita pelas partes, de
comum acordo. Atualmente, segundo a CLT, o dissídio só
pode ser instaurado por meio de representação escrita
das associações sindicais ao presidente do tribunal; ou
pelo Ministério Público do Trabalho, em caso de greve em
atividade essencial com possibilidade de lesão ao
interesse público.
Segundo o autor
do projeto, senador Magno Malta (PR-ES), o objetivo da
proposta é harmonizar o texto da CLT com as alterações
feitas na Constituição, a partir da aprovação da Emenda
Constitucional 45, de 2004. O texto constitucional prevê
que a Justiça do Trabalho somente interferirá nos
conflitos de natureza econômica se ambas as partes
estiverem de acordo quanto ao ajuizamento do dissídio
coletivo.
“E, caso se
tratar de greve em atividade essencial, com a
possibilidade de lesão do interesse público, o
Ministério Público do Trabalho está legitimado a ajuizar
o dissídio”, complementa o autor.
Tramitação
O projeto tramita em
caráter conclusivo e será analisado pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

Centrais
sindicais vão discutir o aumento do salário mínimo e a
correção da tabela do imposto de renda com o
secretário-geral da Presidência da República, Gilberto
Carvalho, na próxima quarta-feira (26). A assessoria da
secretaria-geral confirmou a data da reunião, mas o
horário ainda não está definido.
As centrais
reivindicam um mínimo de R$ 580 e pedem que a tabela do
imposto de renda seja corrigida em 6,47%, valor da
inflação de 2010 medido pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC).
De acordo com o
secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores
(CUT), Quintino Severo, essa será a primeira conversa
dos representantes dos trabalhadores com o novo governo.
O intuito é tentar negociar um aumento maior do que o
valor já anunciado de R$ 545.
“Esperamos que
essa reunião trate da pauta que apresentamos. A pauta da
recuperação real do salário mínimo, da correção do
imposto de renda e da correção do salário dos
aposentados que ganham acima do mínimo. Nossa
expectativa é de que esse processo comece de fato e que
possamos ter nos próximos dias um desfecho favorável.”
Quintino disse
que o governo ainda não fez sinalização oficial às
centrais sobre a correção da tabela do imposto de renda.
As centrais pedem a correção esse ano para que os
trabalhadores não percam o aumento real de salário que
tiveram em 2010.
“A correção
significa mais dinheiro para os trabalhadores. Eles vão
deixar de desembolsar dinheiro com a Receita Federal e
ficará mais dinheiro para o consumo, para estimular a
economia.”
Outro ponto que
será tratado na reunião é o aumento do valor dos
benefícios da Previdência Social para aqueles que
recebem benefícios acima do salário mínimo.
(Repórter Roberta Lopes)
Fonte: Agência Brasil

25/01/11
-
Emprego na construção civil tem leve queda de 0,07%
O nível de
emprego formal na construção civil brasileira registrou
leve recuo, de 0,07%, em novembro em relação a outubro,
com as demissões superando em 2.069 o número de
contratações, conforme pesquisa divulgada nesta
segunda-feira (24) pelo Sindicato da Indústria da
Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e
feita em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Com o resultado,
o total de empregados formais na construção civil, que
em outubro havia atingido novo recorde na série
histórica, recuou para 2,860 milhões. No acumulado de
2010, o saldo de contratados ainda é positivo: são mais
403,6 mil trabalhadores (alta de 16,43%) até novembro.
Em 12 meses, são mais 350 mil (aumento de 13,94%).
Segundo Eduardo
Zaidan, diretor de Economia do Sinduscon-SP, essa
retração em novembro é sazonal, com a atividade sendo
retomada normalmente no início do ano. No estado de São
Paulo, que em novembro mantinha 26,27% de todo o
contingente de empregados formais na construção civil do
país, foi apurada alta de 0,1% no nível de emprego. No
entanto, a elevação não foi suficiente para impedir a
queda de 0,26% no estoque de empregos no setor da região
Sudeste.
Em novembro, o
saldo positivo de São Paulo ficou em 762 trabalhadores.
No acumulado do ano foram agregados mais 68,4 mil
empregados formais (alta de 10%) e em 12 meses mais 59,6
mil (aumento de 8,62%). No fim de novembro, o setor
superava os 751,4 mil empregados formais no estado, um
recorde na série histórica.
Fonte: Agência
Estado

25/01/11
-
FGTS: 173 mil vítimas das enchentes no Rio de Janeiro
poderão sacar o benefício
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
será liberado para os 173.039 trabalhadores das cidades
de Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo, regiões que
foram atingidas pelas fortes chuvas no
Rio de Janeiro. Segundo o levantamento realizado pelo
Conselho Curador do FGTS, o valor estimado possível para
saque é de R$ 492 milhões.
Juntas, as três cidades têm 633 mil habitantes.
Somente em Petrópolis há 306 mil, entre eles, 88.766
trabalhadores com contas no FGTS. Já em Nova Friburgo,
há 177 mil habitantes e foram identificadas 53.747
contas. Em Teresópolis, há 150 mil habitantes e 30.526
trabalhadores com conta no FGTS.
Todos os
trabalhadores que têm conta vinculada no FGTS e que
estão nas áreas decretadas em situação de calamidade
poderão sacar até R$ 5.400 do fundo.
"Muita gente perdeu tudo, e sabemos que este
valor, apesar de não cobrir todos os prejuízos,
significa que o recomeço será mais reconfortante. Esta
nossa medida para o desenvolvimento do País ajuda o
trabalhador quando ele mais precisa", afirmou o ministro
do Trabalho e presidente do Conselho Curador do FGTS,
Carlos Lupi.
Como
sacar?
Para que a população das regiões atingidas pelas
chuvas possa sacar o
FGTS, o primeiro passo é a decretação do estado de
calamidade pública ou situação de emergência pela
prefeitura, que deve ser reconhecido pelo Ministério da
Integração Nacional. A prefeitura deve delimitar e
entregar à Caixa a declaração de áreas afetadas.
Em seguida, o
trabalhador pode realizar a habilitação na Caixa,
comprovando a moradia por meio de conta de luz, água,
telefone, entre outros documentos. Caso o titular da
conta vinculada não tenha os comprovantes de endereço,
ele pode apresentar a declaração emitida pela prefeitura
da cidade em que mora.
O trabalhador tem
até 90 dias após a publicação do ato do Ministério da
Integração Nacional reconhecendo o estado de calamidade
ou emergência decretado pelo município para solicitar o
saque.
No dia 17 de
janeiro, foi publicado no Diário Oficial da União o
Decreto nº 7.428, que atualiza o valor-teto para saque
do FGTS para quem morar em regiões onde sejam decretado
estado de calamidade ou emergência. O valor máximo para
saque subiu de R$ 4.650 para R$ 5.400.
Fonte: InfoMoney

25/01/11
-
Mãe adotiva vai receber salário maternidade do INSS
Mulher
que adotou uma criança de cinco anos de idade deve
receber salário-maternidade do Instituto Nacional do
Seguro Social por 120 dias, como qualquer outra mãe. A
mãe adotiva havia recebido o benefício apenas por 30
dias. A decisão é do juiz Leonardo Müller Trainini, da
2ª Vara do Juizado Especial Federal Previdenciário de
Blumenau. Cabe recurso às Turmas Recursais de Santa
Catarina.
A
vitória da mulher pode ser creditada à uma lei editada
em 2002, que alterou a Consolidação das Leis do
Trabalho, estendendo às mães adotivas o direito à
licença e ao salário-maternidade. Antes disso, outra lei
presente tanto na Lei de Benefícios da Previdência
Social (LBPS) quanto na CLT classificava o tempo que a
mãe adotiva poderia ficar em casa conforme a idade da
criança.
Esse
tempo variava de 120 dias, para crianças até um ano, a
30 dias, para crianças entre quatro e oito anos. A regra
foi suprimida da CLT em 2009, mas não da LBPS.
Para o
juiz, a revogação foi tácita. Segundo ele, a
licença-maternidade no âmbito previdenciário também
passou a ser regulada pela mudança da CLT. "Referido
entendimento decorre de uma natural isonomia que deve
haver entre o direito das gestantes e o das adotantes",
afirmou.
Ele
observou, ainda, que "o escalonamento contido na
legislação anterior, além de destoar da norma
constitucional, emprestava maior óbice à já árdua tarefa
de se buscar famílias dispostas a adotar crianças com
idade superior a um ano".
Ele
lembrou que, quanto mais velha a criança, mais difícil é
o período de adaptação ao novo lar. (Com informações
da Assessoria de Comunicação da JF-SC)
Fonte:
Diap

18/01/11
-
MTE: ministro anuncia recorde na criação de postos de
trabalho, 2,5 milhões
Após um ano
recorde sobre recorde, a geração de empregos no Brasil
fecha 2010 com novos 2.524.678 trabalhadores brasileiros
empregados com carteira assinada. O número é inédito na
história do país.
Ao longo do
Governo Lula foram criados 15 milhões de novos postos de
trabalho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados do Ministério do Trabalho e Emprego e da
Relação Anual de Informações Sociais.
Os dados foram
anunciados nesta terça-feira (18) pelo ministro do
Trabalho e Emprego, Carlos Lupi,que, ainda no início do
ano, previu a criação de 1,5 milhões de novos empregos
no período.
Pós-crise
"Em boa parte de 2009 a economia ficou parada. Voltamos
a crescer em 2010 com uma retomada muito forte, por isso
a comparação com 2009 é favorável. A crise freou a
economia e o pós-crise revelou um ritmo muito rápido de
recuperação do Brasil.
Para confirmar,
basta comparar nosso crescimento com Europa e EUA, onde
a recuperação da crise foi bem mais lenta. Além disso, o
potencial de investimentos em nosso país é muito grande
e isso promoveu a geração vigorosa de empregos. O
Estado, aliás, tem se mostrado a locomotiva desse
crescimento", analisa o ministro.
Em 2010, foi
registrado crescimento em quatro dos cinco setores da
atividade econômica: Serviços, 1.008.595 postos;
Comércio: 601.846 postos; Indústria de Transformação,
536.070; Construção Civil, 329.195. A Agricultura foi o
único setor a fechar o ano com saldo negativo: 2.580
postos fechados.
"Os setores que
mais crescem e vão continuar crescendo são os de
Serviços, Comércio e Construção Civil. Vamos continuar
investindo porque o investimento gera empregos. A renda
vai continuar crescendo acima da inflação.
O resultado da
RAIS 2010, mais para o meio do ano, será maior do que o
de 2009, com aproximadamente 3 milhões de empregos
formais, já que somam-se a estes 2,5 milhões os novos
postos de trabalho criados no Serviço Público, que não
entram no Caged", calcula Lupi.
Região
O levantamento por nível geográfico revela expansão do
emprego em todas as grandes regiões e Unidades da
Federação. O Sudeste lidera com 1.276.903 postos e
recorde em 3 estados; seguido pelo Nordeste, com 488.561
postos e recorde em 8 dos 9 estados; em terceiro lugar o
Sul, com 444.713 postos e recorde em todos os estados; o
Centro-Oeste com 178.242 postos e recorde em um estado;
e o Norte, com 136.259 postos e recorde em um estado.
O ministro Lupi
se mostra otimista quanto ao crescimento do mercado de
trabalho no Brasil em 2011. "O Brasil tem muito a se
desenvolver. O mercado está crescendo e por isso a
circulação de mão-de-obra é maior.
Temos o 'PAC 2',
o 'Minha Casa, Minha Vida', as Olimpíadas e a Copa, que
contribuirão para seguirmos avançando. Vamos gerar 3
milhões de novos empregos formais em 2011. O controle da
inflação e a economia crescendo justificam este avanço.
O Brasil tem 10 anos de crescimento, geração de emprego
e renda,"prevê Lupi.
(Fonte: MTE)
Clique
aqui e veja os dados completos do Caged.
Fonte: Diap

Está publicada na
edição desta segunda-feira (17) do Diário Oficial da
União a liberação do saque do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) para os trabalhadores das
regiões atingidas pelos temporais no Rio de Janeiro. O
valor máximo para o saque será de R$ 5,4 mil, o
equivalente a 10 salários mínimos.
O luto oficial de
três dias, decretado pela presidenta Dilma Rousseff, por
causa da tragédia na região serrana também foi publicada
nesta edição. Segundo dados da Polícia Civil já passa de
600 o número de mortos pela forte chuva que há cerca de
uma semana atinge a região.
Fonte: Agência Brasil

O
novo valor do salário mínimo será de R$ 545, disse o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, depois de participar
da primeira reunião ministerial do governo da presidenta
Dilma Rousseff. O aumento terá impacto de R$ 1,4 bilhão
nas contas públicas este ano.
Inicialmente, estava previsto que o salário mínimo seria
de R$ 540. Essa proposta chegou a ser aprovado no
Orçamento da União deste ano.
O
governo fez a mudança porque o Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC) fechou 2010 maior que o previsto. A
fórmula de reajuste do mínimo, acertada com as centrais
sindicais, estabelece a reposição pelo INPC do ano
anterior mais o crescimento do Produto Interno Bruto
(PIB) de dois anos anteriores.
Segundo o ministro, o valor ficaria em R$ 543, mas o
governo arredondou para R$ 545 para facilitar o saque
nos caixas eletrônicos. O novo mínimo valerá a partir de
fevereiro, mas só será pago em março.
O
ministro anunciou ainda que, nos próximos dias, o
governo enviará ao Congresso uma medida provisória para
transformar em lei a fórmula de reajuste do salário
mínimo acertada com as centrais sindicais. Essa política
vai vigorar nos próximos quatro anos.
Fonte: Agência Brasil

13/01/11
-
Emprego na indústria se manteve estável no mês de
novembro, diz IBGE
O nível de
emprego na indústria ficou estável em novembro passado,
em relação ao mês anterior, e cresceu 3% na comparação
com o mesmo mês de 2009. Os dados da Pesquisa Industrial
Mensal de Emprego e Salário, divulgados nesta
quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), confirmam o quadro de estabilidade
observado desde agosto de 2010 e de crescimento em
relação ao ano anterior. No acumulado do ano, houve
crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2009
e o nos últimos 12 meses encerrados em novembro, de
3,6%.
De acordo com o
IBGE, o aumento do nível de emprego na indústria, na
comparação com novembro de 2009, foi verificado em todas
as 14 regiões pesquisadas, com destaque para o Rio de
Janeiro (7%), Nordeste (3,8%), Minas Gerais (3,6%) e São
Paulo (2,1%). Os setores que tiveram maior influência
positiva na taxa, em relação ao desempenho no mesmo mês
do ano anterior, foram máquinas e equipamentos (9,8%),
meios de transporte (9,1%), produtos de metal (9,3%) e
borracha e plástico (9%).
Seis ramos
registraram recuo no pessoal ocupado assalariado, com
destaque para refino de petróleo e produção de álcool
(-11,5%), papel e gráfica (-7,5%) e vestuário (-3,2%).
Após dois meses
seguidos de queda - período em que acumulou perda de
0,9% -, o setor industrial ampliou em novembro de 2010 o
número de horas pagas, na comparação com outubro, já
descontadas as influências sazonais. A alta foi de 0,3%.
Em relação a novembro de 2009, o número de horas pagas
na indústria cresceu 3,6%, o décimo resultado positivo
consecutivo desse indicador.
Já o valor da
folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria
recuou 1,3% em relação a outubro de 2010, após ter
crescido por dois meses seguidos a uma taxa acumulada de
1,6%. No entanto, na comparação com novembro de 2009, a
folha de pagamento real apresentou uma expansão de 7,4%,
a 11ª taxa positiva seguida. No acumulado do ano, o
crescimento da folha de pagamento foi de 5,7%.
Fonte: Agência Brasil

Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 7218/10, do deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP) e outros, que diferencia a pessoa com
deficiência do trabalhador com redução de capacidade
laborativa adquirida já na condição de segurado. A
proposta altera a Lei de Benefícios da Previdência
Social (8.213/91).
O objetivo é
acabar com conflitos de interesse entre os dois tipos de
segurado. Isso porque, na definição das cotas de
obrigatoriedade de contratação definidas na lei, "as
empresas podem optar por preenchê-la totalmente com
pessoas com deficiência ou com trabalhadores
reabilitados, conforme suas conveniências", afirma
Berzoini.
O projeto define
vários procedimentos obrigatórios para reinserir no
trabalho as pessoas com deficiência. As regras são
similares às existentes na lei, só que separadas em uma
seção sobre "habilitação profissional e social", em
contraposição à seção que trata da habilitação e da
reabilitação profissional. Dessa forma, segundo o
parlamentar, serão beneficiados tanto a pessoa com
deficiência quanto o trabalhador com sequela adquirida,
respectivamente.
Regras
Segundo o texto, no processo de habilitação profissional
e social, o beneficiário com deficiência, inclusive o
aposentado, deverá ter acesso aos meios para participar
do mercado de trabalho. Essa habilitação compreende o
fornecimento de prótese, de órtese e de instrumentos de
auxílio para locomoção, além do transporte do
acidentado. Outro benefício concedido é o auxílio para
tratamento ou exame fora do domicílio do empregado. As
mesmas regras já existem nos casos de reabilitação
profissional.
Concluído o
processo de habilitação, a Previdência emitirá
certificado individual, indicando as atividades que
poderão ser exercidas pelo beneficiário, sem impedir que
ele exerça outra atividade para a qual se capacitar.
O texto mantém a
obrigação da empresa com 100 ou mais empregados de
preencher entre 2% e 5% de seus cargos com beneficiários
reabilitados ou pessoas portadoras de deficiência,
habilitadas, na seguinte proporção:
- até 200 empregados: 2%;
- de 201 a 500: 3%;
- de 501 a 1.000: 4%;
- de 1.001 em diante: 5%.
Tramitação
A proposta tramita em
conjunto
com o PL 7699/06, do Senado, que institui o Estatuto dos
Deficientes. Os textos estão na pauta do Plenário.
Fonte: Agência
Câmara

A pauta da Câmara
na nova Legislatura já começa com um problema a ser
resolvido: o que fazer com o fator previdenciário. O
novo ministro da Previdência, Garibaldi Alves Filho,
admitiu que o fator prejudica os aposentados, e aceita a
possibilidade de substituí-lo pelo aumento da idade
mínima para a aposentadoria. Sua equipe técnica está
estudando a forma de fazer isso sem que a troca acarrete
aumento do déficit das contas do INSS — que vai para R$
42 bilhões em 2011, se for mantido o salário mínimo em
R$ 540.
O fator
previdenciário é a fórmula aplicada para a
aposentadoria, e leva em conta o tempo de contribuição
do trabalhador, sua idade e a expectativa de vida dos
brasileiros. O objetivo é incentivar o segurado do INSS
a postergar sua aposentadoria, prolongando o tempo de
contribuição, e reduzindo, a médio prazo, o déficit
previdenciário.
A tendência é de
aumento de perdas para o trabalhador: com a nova
expectativa de vida divulgada pelo IBGE, o cálculo do
fator previdenciário foi alterado. De acordo com o INSS,
considerando-se a mesma idade e tempo de contribuição,
um segurado com 55 anos de idade e 35 anos de
contribuição que requerer a aposentadoria a partir de
agora terá que contribuir por mais 41 dias para manter o
mesmo valor do benefício.
O economista e
professor da Universidade de Brasília (UnB) Roberto
Piscitelli avalia que, com o aumento da expectativa de
vida do brasileiro, o País não terá como fugir de
modelos que retardem a idade mínima para a
aposentadoria.
Proposta
na Câmara
Na Câmara, está pronto para ser votado pelo Plenário o
PL 3299/08, do senador Paulo Paim (PT-RS), que acaba com
o fator previdenciário. A proposta fixa o salário de
benefício a partir da média aritmética simples dos 36
últimos salários de contribuição, anteriores à
aposentadoria.
Em junho último,
o Congresso já havia aprovado uma emenda a uma medida
provisória que acabava com o fator previdenciário, mas o
presidente Lula vetou a proposta. Após o veto, o
presidente da Câmara, Marco Maia, declarou que a Casa
deve abrir um amplo debate sobre o fator previdenciário
e a sustentabilidade da previdência pública e privada no
País.
As centrais
sindicais também são contra o fator previdenciário, mas,
segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP),
estão abertas ao diálogo com a nova presidente, Dilma
Rousseff.
Fonte: Agência
Câmara

11/01/11
-
Dieese: pesquisa revela que cesta básica sobe em 14
capitais
Em 14 das 17
capitais pesquisadas, o preço da cesta básica subiu no
ano passado mais de 10%, segundo levantamento do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) divulgado hoje (11).
As maiores altas
ocorreram em Goiânia (22,9%), Recife (19,96%), Natal
(18,14%), Manaus (16,73%), Fortaleza (16,21%) e São
Paulo (16,20%). As capitais onde os preços dos gêneros
de primeira necessidade variaram menos foram Aracaju
(3,96%), Brasília (5,15%) e Porto Alegre (6,13%).
O feijão foi um
dos itens que puxou a alta: em dez capitais, o aumento
anual passou de 50%. Em Goiânia, por exemplo, o preço
praticamente dobrou, com aumento de 99,04%, assim como
em Recife, que registrou alta de 97,84%. O menor aumento
foi apurado em Brasília (22,82%).
A carne bovina
foi outro alimento que encareceu expressivamente em
2010. Em 14 cidades, a alta passou de 20%. Goiânia
(44,65%), Rio de Janeiro (39%), Fortaleza (36,94%) e São
Paulo (35,32%) registraram as maiores elevações.
O menor aumento se deu em Aracaju (6,73%). O aumento da
demanda internacional e a seca que afetou as pastagens
em meados do ano foram apontados pelo Dieese como
principais fatores para a alta nos preços.
A estiagem também
foi responsável pela elevação no preço do leite, de
25,11% em Florianópolis, 25,10% em Goiânia e 22,83% em
Salvador.
A quebra da safra
de grandes produtores, como a Índia, puxou para cima o
preço do açúcar. Em nove capitais, o produto subiu mais
de 20%, principalmente em Goiânia (31,51%), João Pessoa
(29,87%) e Belém (24,66%).
Fonte: Agência Brasil

10/01/11
-
Seguro-desemprego tem novos valores
Com o aumento do salário-mínimo em 5,9%, em 1º de
janeiro, benefício fica entre R$ 540 e R$ 1.010,34
Com o aumento do
salário-mínimo a partir de 1º de janeiro para R$ 540, a
tabela do seguro-desemprego, aprovada pelo Conselho
Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador
(Codefat), também sofreu alterações. O valor
do benefício passa a figurar entre R$ 540 e R$ 1.010,34.
Clique aqui para conferir a nova tabela de valores do
Seguro Desemprego.
O seguro é pago
com base na média dos três últimos salários recebidos
pelo trabalhador. O número de parcelas, que varia de
acordo com o tempo trabalhado, pode ser de no mínimo
três e no máximo cinco meses: três parcelas, se o
trabalhador comprovar vínculo empregatício de no mínimo
seis e no máximo 11 meses, nos últimos 36 meses; quatro
parcelas, se o trabalhador comprovar vínculo
empregatício de no mínimo 12 e no máximo 23 meses, nos
últimos 36 meses; cinco parcelas, se o trabalhador
comprovar vínculo empregatício de no mínimo 24 meses,
nos últimos 36 meses.
Têm direito ao
seguro-desemprego os trabalhadores demitidos sem justa
causa, o pescador artesanal e o doméstico, desde que o
empregador esteja recolhendo o Fundo de Garantia de
Tempo de Serviço (FGTS).
O trabalhador
pode requerer o benefício a partir do sétimo até 120º
dia após a demissão sem justa causa. Para tanto, deve
procurar as Superintendências Regionais do Trabalho e
Emprego (SRTEs), Gerências do Trabalho, Sines, ou
postos/sindicatos conveniados ao MTE. Os recursos são do
Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).
Clique aqui para saber mais sobre seguro-desemprego.
Fonte: MTE

A presidenta
Dilma Rousseff começa a preparar as primeiras medidas a
serem tomadas visando a cumprir sua principal promessa
de campanha: erradicar a pobreza extrema no país.
Segundo a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à
Fome, Tereza Campello, será montado um programa que
adotará modelo de gestão similar ao de Aceleração do
Crescimento (PAC), com transparência e metas claras.
Ela aponta como
principais frentes a inclusão produtiva, a ampliação da
rede de serviços e a transferência de renda. “Vamos
construir um modelo de gestão, como fizemos para o PAC,
com metas e condições de monitoramento claras, para
prestar contas à sociedade e à imprensa sobre o
andamento dessa metas”, disse a ministra.
Ela acrescentou
que um comitê gestor foi criado no centro do governo,
coordenado pelo MDS, com a participação dos ministérios
do Planejamento, da Fazenda e da Casa Civil. Ao todo, o
ministério terá a colaboração de oito pastas.
“Vamos organizar,
no próximo período, essas metas e trabalhar em reuniões
bilaterais. No comitê gestor, vamos organizar o desenho
do programa e apresentá-lo à sociedade e aos parceiros
estratégicos, entre eles os governos estaduais e
municipais”, afirmou.
A exemplo do PAC,
o programa deverá agrupar outras ações implantadas por
governo anteriores. “Não se trata apenas de uma soma de
programas”, disse a ministra ao caracterizar a
iniciativa como um modelo de gestão
Com a reunião de
hoje, iniciou-se o período de coleta de sugestões dos
integrantes do novo governo. A expectativa é que uma
nova reunião ocorra na próxima semana e que, a partir
daí, elas sejam realizadas com mais regularidade.
Apesar de não ter
um nome definido para o programa, o governo decidiu que
ele terá como secretária executiva Ana Fonseca, umas das
organizadoras do Bolsa Família.
“Estamos
trabalhando no sentido de universalizar a rede de
serviços. Essa é uma expectativa do governo. Não vamos
atacar a agenda da pobreza apenas com políticas de
transferência de renda. Nossa agenda é de inclusão
social e produtiva, de ampliação da rede de serviços
públicos, de saneamento, oferta de água, saúde, educação
e qualificação profissional”, disse a secretária.
Fonte: Agência Brasil

Deputados
divergem do salário mínimo de R$ 540, fixado pelo
governo, e querem apresentar emendas à Medida Provisória
(MP) 516/10 propondo valores maiores. O deputado Eduardo
Cunha (PMDB-RJ) pretende apresentar emenda com o valor
de R$ 560, enquanto o líder do PDT e presidente da Força
Sindical, Paulo Pereira da Silva (SP), vai sugerir R$
580. A MP sobre o salário mínimo deve ser votada logo no
início da nova legislatura, em fevereiro.
Porém,
o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já avisou que vai
vetar valores maiores que R$ 540, por causa do cenário
de contingenciamento orçamentário para 2011. "O salário
mínimo de R$ 540 é o cumprimento de uma política de
aumento salarial que foi acertada pelos trabalhadores.
Portanto, ela deve ser posta em prática, senão fica uma
brincadeira. Nesse momento, é temerário aumentar o
valor. Se vier alguma coisa diferente, nós vamos
simplesmente vetar".
Em
resposta, Cunha disse que vai apresentar uma proposta de
emenda à Constituição com o objetivo de alterar o rito
de tramitação dos vetos. A ideia é que os vetos sejam
votados da mesma forma que as medidas provisórias,
analisados pela Câmara e pelo Senado, a fim de reafirmar
a autoridade do Congresso Nacional. "Todo mundo sabe que
R$ 540 é um valor político a ser negociado e essa
negociação vai ocorrer de qualquer forma. Se vai ser R$
545, R$ 560, R$ 580 ou R$ 600 ninguém sabe. O Congresso
é soberano e vai decidir", afirmou.
PMDB quer mais debate
O líder
do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves, diz
que o partido não está convencido do valor de R$ 540 e
quer discutir o valor com a equipe econômica do governo.
"O PMDB não está convencido, mas pode ser convencido. O
que queremos é que a área econômica converse com a base
aliada, para que possa explicar o porquê desse valor,
para que o Congresso possa, com independência e
soberania, mas com muita consciência política, definir
seu posicionamento na hora da votação".
O
ministro da Previdência, Garibaldi Alves, colocou-se à
disposição para moderar a negociação entre seu partido,
o PMDB, e o governo — uma vez que o valor do salário
mínimo tem impacto direto nas contas da Previdência.
O
impacto orçamentário do reajuste nos cofres da
Previdência Social será de aproximadamente R$ 5,15
bilhões em 2011, segundo previsão do governo. Nos
benefícios assistenciais mantidos pelo Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), será de R$ 1,33 bilhão
no mesmo período. O impacto total, portanto, será de R$
6,48 bilhões – montante já previsto no Orçamento de
2011.
O líder
do PMDB citou o reajuste do salário mínimo como tema
prioritário para o Congresso, junto com as reformas
política e tributária.
Acordo prévio
O
acordo entre o governo e as centrais sindicais definiu
uma política de reajuste do salário mínimo até 2023, que
leva em conta a inflação do período e a metade da
variação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB)
de dois anos anteriores. O valor proposto representa um
reajuste de 5,88% sobre o mínimo que vigorava
anteriormente (R$ 510). O aumento considerou apenas a
variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao
Consumidor (INPC) de janeiro a dezembro de 2010.
O líder
do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP),
afirmou que um pequeno ajuste no valor terá de ser
feito, porque a inflação ficou um pouco maior do que a
esperada. Segundo ele, o mínimo deverá ficar em R$
541,80. "Temos de ajustar o valor para respeitar o
acordo com as centrais", disse.
Fonte: Agência Câmara

Estudo divulgado
nesta quinta-feira (6) pelo Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) indica que 77% das famílias
brasileiras afirmaram, em dezembro, que estavam melhor
financeiramente do que um ano antes, enquanto 19,8%
sentiam-se em situação pior. O estudo foi realizado em
3.810 domicílios, em 214 municípios de todas as unidades
federativas.
As regiões
Centro-Oeste e Norte registraram a maior proporção de
famílias que acreditam ter melhorado a sua condição
financeira (82,1% e 80,3%, respectivamente), seguidas
pelo Nordeste (79,4%). No Sul e Sudeste, a proporção de
famílias otimistas é levemente inferior (70,6% e 76%,
respectivamente).
A pesquisa revela
ainda que 81% das famílias brasileiras acreditam que
estarão em melhores condições financeiras daqui a um
ano, enquanto 8,2% projetam estar em situação pior.
As expectativas
otimistas do conjunto das famílias brasileiras
pesquisadas são mais pronunciadas por aquelas com
rendimento entre cinco e dez salários mínimos e com
ensino médio (completo ou incompleto).
O técnico de
Planejamento e Pesquisa do Ipea, Sandro Carvalho,
lembrou que as decisões de investimentos no país se
baseiam no nível de confiança do consumidor e que o
monitoramento feito pelo órgão tem como objetivo
produzir sinalizadores sobre a decisão de gastos das
famílias.
“Houve uma
melhora. Pela primeira vez, mais da metade das famílias
declarou não ter nenhuma dívida e a proporção de
endividados diminuiu", destacou ele.
Fonte: Agência
Brasil

06/01/11
-
Lista suja: ministério divulga empresas flagradas com
trabalho escravo
O
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) atualizou em seu
site o Cadastro de Empregadores flagrados explorando
mão-de-obra escrava no país. Conhecido como "Lista
Suja", o documento atualizado inclui 88 novos
empregadores. Trata-se da maior inclusão de infratores
desde o início do Cadastro. A partir desta atualização,
a Lista Suja passa a conter 220 infratores, entre
pessoas físicas e jurídicas, não computados os casos de
exclusão por força de decisão judicial.
Também
foram excluídos permanentemente 14 empregadores que
cumpriram os requisitos exigidos pela Portaria n°
540/2004, temporariamente, por força de decisão
judicial. As principais causas de manutenção do nome no
Cadastro são a não quitação das multas impostas, a
reincidência na prática do ilícito e/ou em razão dos
efeitos de ações em trâmite no Poder Judiciário.
"A
atualização semestral do Cadastro consiste basicamente
na inclusão de empregadores cujos autos de infração
estejam com decisão definitiva e não estejam mais
sujeitos aos recursos na esfera administrativa, assim
como a exclusão daqueles que, ao longo de dois anos,
contados da sua inclusão no Cadastro, sanaram as
irregularidades identificadas em inspeção do trabalho e
atenderam aos requisitos previstos na Portaria", destaca
o assessor da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT)
do MTE, Marcelo Campos.
Como
subsídio para proceder às exclusões, Campos explica que
foi adotado o seguinte procedimento: análise das
informações obtidas por monitoramento direto e indireto
nas propriedades rurais incluídas, por intermédio de
verificação 'in loco' e por meio de informações de
órgãos e instituições governamentais e não
governamentais, e informações obtidas junto à
Coordenação Geral de Recursos da Secretaria de Inspeção
do Trabalho.
Outro
aspecto a ser esclarecido, segundo o assessor, é
relativo aos empregadores que recorreram ao Poder
Judiciário visando sua exclusão do Cadastro. "Quando há
Liminar, o nome é imediatamente excluído e assim
permanece até eventual suspensão da medida liminar ou
decisão de mérito. Havendo decisão judicial pelo retorno
do nome ao Cadastro, este passa novamente a figurar
entre os infratores e a contagem do prazo se reinicia
computado o tempo anterior de permanência no Cadastro,
até que se completem dois anos", disse.
Para
proceder novas inclusões foram analisados relatórios de
fiscalização; efetuadas pesquisas no Sistema de
Acompanhamento do Trabalho Escravo; realizadas consultas
no Controle de Processos de Multas e Recursos e
consultas em outros bancos de dados do governo federal a
fim de verificar a situação dos autos de infração em
tramitação na esfera administrativa.
Clique
aqui e veja alista completa
Fonte: MTE

A Câmara analisa
a Medida Provisória 516/10, que fixa o valor do salário
mínimo em R$ 540 a partir de 1º de janeiro de 2011.
Apesar de a medida já estar em vigor, o valor pode ser
alterado depois do dia 2 de fevereiro, quando começam os
trabalhos no Congresso Nacional.
O valor proposto
representa um reajuste de 5,88% sobre o mínimo que
vigorava anteriormente (R$ 510). O aumento considerou
apenas a variação acumulada do Índice Nacional de Preços
ao Consumidor (INPC)
de janeiro a dezembro de 2010.
O
governo admite que o reajuste é pequeno, mas argumenta
que não pode ampliá-lo por conta dos impactos da crise
financeira mundial nos dois últimos anos, que impediu a
inclusão de uma variação real do Produto Interno Bruto (PIB)
no índice de reajuste.
O impacto orçamentário do reajuste nos cofres da
Previdência Social será de aproximadamente R$ 5,148
bilhões em 2011, segundo previsão do governo. Nos
benefícios assistenciais mantidos pelo Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS), será de R$ 1,332
bilhão no mesmo período. O impacto total, portanto, será
de R$ 6,48 bilhões – montante já previsto no Orçamento
de 2011.
Tramitação
A MP será analisada pelo Plenário. O texto passa a
trancar a pauta
da Casa - Câmara ou Senado - onde estiver tramitando a
partir do dia 19 de março.
Fonte: Agência Câmara

03/01/11
-
Ministro Lupi (Trabalho) critica defesa de lei
trabalhista mais flexível
O ministro do
Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, abriu guerra contra
empresários que querem a flexibilização do mercado de
trabalho brasileiro. A avaliação dele é de que a
legislação trabalhista brasileira já é muito flexível.
Para embasar seu
ponto de vista, encomendou um estudo sobre o setor que
revela que a rotatividade do mercado de trabalho formal
brasileira está em 35,9% no período de 2007 a 2009.
"Este mercado formal está deformado e todo esse debate
só tem um lado", afirmou.
Lupi, confirmado
ontem na pasta no governo de Dilma Rousseff, deixou
claro que se empenhará nesse debate. "A CLT
(Consolidação das Leis Trabalhistas) no Brasil está
atualíssima. Sem ela, é colocar raposa no galinheiro",
afirmou. "Por isso, quando se fala em flexibilizar, é
preciso discutir esses números, pois, se ficar mais
flexível do que está, vamos ''fechar'' os
trabalhadores", disse.
O estudo foi
elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística
e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com dados do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e também da
Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Segundo o
levantamento, dos 61,12 milhões de vínculos de trabalho
existentes no ano passado, 19,92 milhões foram rompidos
até 31 de dezembro, o que representa 32,6% do total.
Vale ressaltar
que um só empregado pode ter mais de um vínculo de
trabalho. Dos vínculos encerrados em 2009, no entanto,
7,30 milhões voltaram a ficar ativos no último dia do
ano.
"Praticamente 20
milhões de vínculos perdidos é muito alto. Quero debater
com a sociedade. Por que tanta discussão sobre isso",
questionou. Ano a ano, a rotatividade dos vínculos foi
de 34,3% em 2007; de 37,5% em 2008 e de 36% no ano
passado.
Se forem
acrescidos os números de transferências, aposentadorias,
falecimentos e desligamentos voluntários esses
porcentuais sobem respectivamente para 46,8%, 52,5% e
49,4%.
A intenção do
ministro é utilizar a base de dados criada agora por
meio de cruzamento de informações já existentes para
balizar políticas para a próxima administração.
"Faremos política
pública de qualificação com base em dados reais",
afirmou o ministro. Além de divulgar o estudo para a
imprensa, Lupi prometeu encaminhar o levantamento a
centrais e confederações.
De 2003 a 2009,
conforme o documento, o total de vínculos no ano (total
de vínculos ativos em 31 de dezembro mais total de
desligamentos) cresceu 49,35%, o equivalente ao aumento
de 20,2 milhões de vínculos - de 40,9 milhões em 2002
para 61,12 milhões no ano passado.
Os desligamentos
com menos de seis meses de duração superaram 40% do
total de vínculos desligados em cada ano. Cerca de
metade desses desligamentos não atingiram três meses de
duração.
"É intensa a
flexibilidade do mercado de trabalho analisada a partir
do tempo de emprego. Cerca de dois terços dos vínculos
desligados sequer atingiram um ano de trabalho",
comentou o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz
Lúcio.
Assim, segundo o
estudo, de 76% a 79% dos desligamentos não tiveram
sequer dois anos de duração. Para o ministro, o total de
desligamentos é um número "assustador" e revela que,
praticamente, não existe restrição à demissão no Brasil.
"A legislação
trabalhista brasileira é tão flexível que circulam 20
milhões de vínculos", disse, acrescentando que se fosse
tão caro demitir como os empresários alegam, com certeza
haveria menos demissões. "Eu não vou demitir se é caro
para mim".
Fonte: Agência Estado

A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7866/10, do deputado Paulo Bornhausen
(DEM-SC), que autoriza a utilização do Fundo de Garantia
por Tempo de Serviço (FGTS) para quitação ou amortização
de dívidas.
Conforme a
proposta, só terá direito ao resgate do FGTS o
trabalhador que tenha comprometido 30% ou mais da sua
remuneração bruta com o pagamento de empréstimos e
esteja inscrito em cadastro negativo de crédito há pelo
menos seis meses. Esses trabalhadores poderão sacar até
40% do saldo disponível na conta vinculada, mas o
dinheiro será transferido diretamente aos credores
indicados pelo empregado.
A legislação atual permite apenas o resgate antecipado
do FGTS para quitação de dívidas da compra da moradia
própria (casa ou apartamento). Há ainda a previsão de
resgate antecipado em caso de doença grave ou desastres
naturais.
Bornhausen
defende a autorização em situação limite, em que o
trabalhador esteja altamente endividado. Ele argumenta
ainda que o rendimento dos recursos do FGTS é muito
pequeno em relação aos juros das dívidas, que chegam a
dobrar em um ano.
Tramitação
A proposta tramita em
caráter conclusivo e será analisada pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

01/01/11
-
Aumento do mínimo para R$ 540 vai beneficiar 47 mi de
trabalhadores
O aumento do salário
mínimo dos atuais R$ 510 para R$ 540, proposto pelo
governo neste ano, vai beneficiar 47 milhões de
trabalhadores no ano que vem, cerca de 24% da população
brasileira, segundo pesquisa divulgada, nesta
quinta-feira (30), pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
O valor precisa ainda ser
aprovado pelo Congresso para depois ser sancionado pela
presidente eleita Dilma Rousseff já no primeiro mês do
mandato. Caso seja confirmado, o mínimo terá uma poder
de compra equivalente a duas cestas básicas, estimada em
R$ 264,61.
A proposta, que é
defendida pelo ministro do Trabalho, Carlo Lupi,
equivale à média da relação entre a cesta básica e o
salário mínimo de 2009, sendo a maior relação nas séries
medidas desde 1979. No acordo feito com os
sindicalistas, o reajuste leva em conta a inflação e o
crescimento da atividade econômica dos anos anteriores.
Considerando-se a série
histórica do salário mínimo e trazendo todos os valores
médios anuais para reais (com o desconto da inflação) de
1º de janeiro de 2011, o valor de R$ 540,00, em 1º de
janeiro de 2011, significará o maior valor real da série
das médias anuais desde 1986.
O impacto na economia
seria de R$ 18 bilhões e na Previdência Social o peso da
massa de benefícios equivalente ao mínimo é de mais da
metade dos beneficiários (69%). Por outro lado, o
impacto do aumento vai proporcional um custo adicional
no ano de cerca de R$ 7,5 bilhões no rombo do INSS.
No setor público, o número
de trabalhadores que ganha até 1 salário mínimo é pouco
expressivo nas administrações federal e estaduais. Nas
administrações municipais, a participação destes
trabalhadores é maior, especialmente na região Nordeste.
Caso seja aprovado, o
valor de R$ 540 o ganho real desde o início do mandato
do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde 2002,
seria de 52,83%.
Fonte:
R7

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