31/01/12
-
Dívidas trabalhistas poderão ser
pagas por cartão de crédito
31/01/12
-
Mais uma polêmica para decisão no
Congresso: novo rateio do FPE
31/01/12
-
Copom acredita em “elevada
probabilidade” de juros abaixo de 10% ao ano
31/01/12
-
Previdência Social agiliza
processos de recursos de benefícios
31/01/12
-
10ª Turma: controles de frequência
não precisam ser assinados pelo empregado
31/01/12
-
Projeto permite penhora de parte
de salário em ação trabalhista
31/01/12
-
92% dos empresários pretendem
aumentar salários em 2012, diz pesquisa
31/01/12
-
INSS inclui mais 37.582 na lista
da revisão pelo teto da aposentadoria
31/01/12
-
TRT-RN: Empresa não pode
interferir na eleição da CIPA
30/01/12
-
Agenda Política: Congresso
Nacional reinicia atividades nesta semana
30/01/12
-
Superávit primário do Governo
Central bate recorde em 2011 e atinge R$ 93,5 bilhões
30/01/12
-
Consumo de energia no país cresce
3,6% em 2011, diz EPE
30/01/12
-
Material de construção: 75% da
indústria está otimista em janeiro
30/01/12
-
Projeto pretende efetivar direito
de idoso a prioridade em processos judiciais
30/01/12
-
Projeto permite o uso de recursos
do FGTS para o pagamento decursos de capacitação
30/01/12
-
Mais de 100 agências do INSS serão
abertas até o fim do ano
30/01/12
-
Projeto amplia até 2019 dedução de
IR da contribuição social paga a empregado doméstico
27/01/12
-
Centrais Sindicais e Fiesp se unem
contra desindustrialização
27/01/12
-
Cresce a participação de pessoas
com 50 anos ou mais no mercado de trabalho
27/01/12
-
Taxa de desemprego recua em
dezembro e é a menor desde 2002, diz IBGE
27/01/12
-
Metalúrgica de Araraquara é
condenada em R$ 200 mil por utilizar arbitragem e
pagamento irregular de rescisões
27/01/12
-
Exame de próstata pode ser
obrigatório para empregados com mais de 40 anos
27/01/12
-
Fazer hora extra dobra o risco de
depressão, dizem médicos
27/01/12
-
Projeto prevê aplicação de tarifas
sobre importação de produtos subsidiados
27/01/12
-
Trabalhador vai receber hora extra
por tempo gasto para vestir uniforme e EPI’s
26/01/12
-
Ministério lança Manual de Combate
ao Trabalho Escravo
26/01/12
-
Índice de Confiança do Consumidor
cai no primeiro mês de 2012
26/01/12
-
Projeto autoriza demissão por
justa causa de empregado que faltar por 20 dias sem
motivo
26/01/12
-
Comprovante de pagamento do INSS
pode ser obtido em bancos
26/01/12
-
Movimento feminista alerta no FST
que mulheres são as mais atingidas pela crise econômica
mundial
26/01/12
-
Comércios e indústrias locais
poderão ter prioridade na construção de hidrelétricas
26/01/12
-
Trabalhadora que engravidou
durante contrato de experiência tem garantia de emprego
reconhecida
25/01/12
-
Crise econômica, Código Florestal
e Rio+20 marcam os protestos da marcha de abertura do
Fórum Social Temático
25/01/12
-
Criação de empregos em 2011 foi
23% menor que em 2010
25/01/12
-
Região Nordeste é a segunda que
mais gera empregos em 2011
25/01/12
-
No Dia do Aposentado, ministro
interino da Previdência diz que desafio é aprimorar
sistema
25/01/12
-
Salário médio de admissão tem
aumento real de 3,12%
25/01/12
-
Produção industrial brasileira cai
em dezembro, segundo indicador da CNI
25/01/12
-
Região Norte gerou 131.429 mil
empregos em 2011
25/01/12
-
Centro-Oeste gera 154,3 mil
empregos em 2011
24/01/12
-
Empresários da indústria iniciam
2012 mais otimistas, revela CNI
24/01/12
-
Analistas mantém projeção de
crescimento da economia este ano em 3,27%
24/01/12
-
Projeto regulamenta aplicação de
adicionais de insalubridade e periculosidade
24/01/12
-
Proposta de emenda à Constituição
amplia proteção aos idosos
24/01/12
-
INSS recupera mais de R$ 20
milhões em benefícios pagos indevidamente
24/01/12
-
Mundo precisa gerar mais de 600
milhões de empregos em dez anos para recuperar níveis
pré-crise
23/01/12
-
Centrais farão ato de massa e
pressão política em Brasília
23/01/12
-
Projeto libera uso do FGTS para
construção da casa própria
23/01/12
-
Salário maior e mais empregos
formais reduzem jornada no País
23/01/12
-
Projeto de lei atualiza redação da
Consolidação das Leis do Trabalho
23/01/12
-
Sindicalistas creem em negociações
salariais positivas para este ano
14/01/12
-
Centrais convocam ato contra juros
altos para quarta (18) em frente ao BC
14/01/12
-
OIT destaca política do governo
brasileiro de valorização do salário mínimo
13/01/12
-
Juízes do Trabalho articulam
mudanças no projeto de lei de terceirização
06/01/12
-
Cesta básica subiu em 16
de 17 capitais em 2011, segundo Dieese
06/01/12
-
Exploração de trabalho escravo
registra recorde
05/01/12
-
Déficit: mundo precisa criar 64
milhões de empregos, estima ONU
05/01/12
-
Consumo de energia no Brasil deve
crescer 4,5% ao ano na próxima década
04/01/12
-
Que esperar do Congresso em 2012
para trabalhadores celetistas
04/01/12
-
Segurada do INSS poderá ter
licença-maternidade ampliada para 180 dias
04/01/12
-
Projeto facilita o recolhimento
retroativo de contribuições para a Previdência
03/01/12
-
Projeto restringe empréstimos de
bancos a empresas devedoras do FGTS
03/01/12
-
Certidão Negativa de Débitos
Trabalhistas entra em vigor nesta 4ª
02/01/12
-
MTE estabelece prazos progressivos
para obrigatoriedade do ponto eletrônico
02/01/12
-
Governo prepara medidas de
incentivo às exportações
02/01/12
-
Seguro-desemprego é reajustado a
partir de janeiro
01/01/12
-
Novo salário mínimo nacional de R$
622 entra em vigor em 1º de janeiro
01/01/12
-
Ausência em audiência poderá
prejudicar ação trabalhista
01/01/12
-
Projeto protege portadores de
doenças incuráveis de demissão
01/01/12
-
Código Florestal, Emenda 29 e
Estatuto da Juventude são destaques do ano
31/01/12
-
Dívidas trabalhistas poderão ser pagas por cartão de
crédito
Um convênio
firmado nesta segunda-feira (30) entre o Conselho
Nacional de Justiça (CNJ), a Caixa Econômica Federal e o
Banco do Brasil (BB) pode amenizar um velho problema da
Justiça do Trabalho – o pagamento de dívidas já
reconhecidas por decisão judicial. Com o convênio, os
devedores poderão usar cartão de crédito ou de débito
para quitar dívidas resultantes de condenação ou acordo
conciliatório.
Atualmente, a
execução de decisões da Justiça do Trabalho demora até
dois anos para ser finalizada, com taxa de 78% de
congestionamento. O pagamento da dívida é feito de forma
manual, por meio de depósitos bancários, e o dinheiro
demora cerca de três meses para chegar às mãos do
credor. A ideia do novo método é pular a intermediação
judicial do pagamento, evitando, inclusive, fraudes,
como a retirada de valores já depositados enquanto dura
a burocracia de repasse para o credor.
Segundo explicou
a corregedora nacional Eliana Calmon, uma das
signatárias do projeto-piloto, a ideia é que logo após o
acordo ou a decisão judicial, o devedor use a máquina de
cartão na própria sala de audiência – podem ser usados
cartões pessoa jurídica, pessoa física e até cartões
corporativos. Ele pode optar por pagar por débito à
vista, em uma parcela dentro de 30 ou mais dias, ou de
forma parcelada. Também haverá a opção de pagamento pelo
modelo usado atualmente.
O valor passado
na maquininha de cartão é diretamente vinculado ao
processo específico e ao CPF do credor. Ele pode retirar
o dinheiro no banco na data acordada na Justiça. Para
isso, deve portar documento de identidade e cópia da ata
de audiência. A ideia é que em um futuro próximo esse
valor também possa ser retirado em lotéricas ou
depositado diretamente nas contas bancárias de quem
receberá o saldo.
De acordo com
Calmon, outra vantagem do novo método é que o processo
de execução vai diretamente para o arquivo, deixando de
inflar os números da Justiça do Trabalho. Isso ocorre
porque a obrigação de cobrar o débito é repassada para
os bancos, a custo zero para a Justiça.
O projeto-piloto
será implantado em uma das varas do trabalho de Belém, e
a expectativa é que toda a Justiça Trabalhista no Pará
tenha o sistema dentro de seis meses. Se a experiência
for um sucesso, a ideia é que ela seja levada para todo
o país, inclusive para a Justiça Comum. “Optamos por
colocar primeiro na Justiça do Trabalho porque todas as
sentenças são líquidas, diferentemente da Justiça Comum,
em que há outros tipos de objetos de pedir”, explicou
Eliana Calmon.
De acordo com o
juiz auxiliar do CNJ, Marcos Melek, a ideia é que as
instituições cobrem taxa até 1%, que pode ser paga
apenas pelo devedor ou negociada meio a meio com o
credor, já que assim ele terá seu crédito satisfeito em
um prazo menor.
(Repórter
Débora Zampier)
Fonte: Agência Brasil

31/01/12
-
Mais uma polêmica para decisão no Congresso: novo rateio
do FPE
O Congresso Nacional volta a funcionar esta semana, a
partir da próxima quinta-feira (2). O ano legislativo
estará comprometido com as eleições municipais. Os
deputados e senadores terão somente o primeiro semestre
do ano para analisarem e votarem matérias polêmicas que
ficaram pendentes do ano passado, como a Lei geral da
Copa, a redistribuição dos royalties do petróleo e o
Código Florestal entre outras.
E terão que atender à solicitação do Supremo Tribunal
Federal (STF) e elaborarem uma lei que faça uma nova
divisão dos R$55 bilhões do Fundo de Participação dos
Estados (FPE). A regra atual – que privilegia alguns
estados menos populosos em detrimento de outros, como
São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo – foi
considerada inconstitucional pelo tribunal, que deu
prazo até o fim de 2012 para o Congresso fazer uma nova
lei.
O FPE já faz parte da polêmica da redistribuição dos
royalties. O Senado aprovou no ano passado a redivisão
dos royalties do petróleo, com critérios que aumentam a
arrecadação dos estados não produtores. Atualmente, os
estados confrontantes – Rio de Janeiro e Espírito Santo
– ficam com quase todos os recursos. A matéria, que será
votada na Câmara, estabelece que parte desse rateio será
feito com base no FPE.
Hoje, 85% do dinheiro do FPE fica com as regiões Norte,
Nordeste e Centro-oeste. No ano passado, o FPE distribui
R$48 bilhões. O Maranhão, com 6,5 milhões habitantes,
teve R$3,47 bilhões, enquanto São Paulo, o mais populoso
do país (com 41 milhões de habitantes), teve apenas
R$480 milhões. O fundo rendeu R$ 1,19 bilhão a Roraima,
o estado menos habitado (450 mil pessoas). No Rio (16
milhões de habitantes) e no Espírito Santo (3,5
milhões), o FPE entregou R$730 milhões e R$720 milhões,
respectivamente.
De Brasília, com agências
Fonte:
Portal Vermelho

31/01/12
-
Copom acredita em “elevada probabilidade” de juros
abaixo de 10% ao ano
O Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC)
considera que há "elevada probabilidade" de que a taxa
básica de juros, a Selic, se desloque para patamares de
um dígito.
A informação
consta da ata da última reunião do comitê, que decidiu,
no dia 18 deste mês, reduzir a Selic em 0,5 ponto
percentual - para 10,5% ao ano. Foi o quarto corte
seguido de 0,5 ponto percentual.
O afrouxamento da
política monetária desde agosto do ano passado foi
influenciado pela crise econômica externa - notadamente
na Europa e nos Estados Unidos.
Ainda de acordo
com a ata, eventos recentes "indicam postergação de uma
solução definitiva para a crise financeira europeia".
Segundo a ata,
também contribuem para a redução da taxa Selic o fato de
que "a desaceleração da economia brasileira no segundo
semestre do ano passado foi maior do que se antecipava".
Além disso, o BC
avalia que mudanças estruturais na economia brasileira
determinam a redução das taxas de juros em geral no
país.
Fonte: Agência
Brasil

31/01/12
-
Previdência Social agiliza processos de recursos de
benefícios
O ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho,
assina nesta terça-feira (31), em Natal (RN), portaria
que dá início à modernização do processo de recursos de
benefícios da Previdência Social em todo o Brasil.
O principal objetivo da medida é economizar tempo e
dinheiro dos segurados e também da Previdência Social.
Atualmente, o processo de recursos é físico e manual –
consequentemente, mais demorado e caro. Com o e-Recursos,
desde o momento em que é dada a entrada no processo até
a decisão final, a tramitação será informatizada.
O ministro participa também da sessão de julgamento do
primeiro recurso eletrônico de benefícios da Previdência
Social. O projeto foi implantado experimentalmente em
Porto Alegre e agora passa a funcionar em Natal.
Fonte:
MPAS

31/01/12
-
10ª Turma: controles de frequência não precisam ser
assinados pelo empregado
Em acórdão da 10ª
Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região
(SP), a desembargadora Marta Casadei Momezzo entendeu
que a assinatura do empregado nos controles de
frequência ou cartões de ponto não é requisito de
validade para os mesmos.
A magistrada
afirmou ser desnecessária a assinatura do empregado
aposta nos controles de frequência como requisito de
validade, mesmo que o próprio reclamante tenha
reconhecido como sua a assinatura em outros controles
também juntados aos autos.
Note-se que o
artigo 74 da
Consolidação das Leis do
Trabalho não traz, de fato, e de forma expressa,
a exigência de assinatura do trabalhador nos controles
de frequência, exatamente como decidiu a desembargadora
do Tribunal paulista.
Fonte: Jusbrasil

31/01/12
-
Projeto permite penhora de parte de salário em ação
trabalhista
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 2721/11, do deputado Romero Rodrigues
(PSDB-PB), que possibilita a penhora de até 40% do valor
recebido acima de 20 salários mínimos, para pagamento de
condenação em ação trabalhista. Pelo texto, esse valor
será calculado depois de efetuado os descontos de
imposto de renda, contribuição para a Previdência Social
e outros descontos compulsórios. Atualmente, a lei não
permite a penhora de salário para pagamento de dívidas.
“A
impenhorabilidade continuará absoluta apenas até 20
salários mínimos líquidos [R$ 12.440 em valores atuais].
Acima desse valor, 40% poderá ser penhorado”, explica o
autor do projeto. Segundo Rodrigues, é difícil defender
que um rendimento líquido de 20 salários mínimos seja
considerado como integralmente de natureza alimentar.
Na opinião do
parlamentar, a tradição jurídica que perpetua a
impenhorabilidade dos salários é injusta e precisa ser
combatida para proteger o trabalhador.
Tramitação
A matéria, que tramita em
caráter conclusivo, será examinada pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

31/01/12
-
92% dos empresários pretendem aumentar salários em 2012,
diz pesquisa
No levantamento anterior, feito
no terceiro trimestre de 2011, a porcentagem de
empresários brasileiros com planos de aumentar os
salários era de 74%. Sindicalistas acreditam que as
negociações serão positivas neste ano.
No Brasil, 92% dos empresários
pretendem aumentar o salário de seus funcionários em
2012, número significativamente acima da média global de
66%.
Os dados são do International Business Report da
Grant Thornton, pesquisa feita com mais de 11 mil
empresas de 40 países.
No levantamento anterior, feito
no terceiro trimestre de 2011, a porcentagem de
empresários brasileiros com planos de aumentar os
salários era de 74%.
O número de empregadores que
pretendem oferecer aumentos acima da inflação também foi
maior este ano, subindo de 30% para 40% dos
entrevistados.
No resto do mundo, os países mais
otimistas quanto ao aumento salarial são Argentina
(100%), México (98%) e Suécia (95%).
Entre os que apresentaram menor
porcentagem de empresários dispostos a aumentar a
remuneração dos funcionários estão a Grécia (4%) e o
Japão (24%).
A Tailândia (78%) e o Peru (52%)
registraram o maior número de empresas com planos de dar
aumentos acima da inflação.
Fonte:
Folha de S.Paulo

31/01/12
-
INSS inclui mais 37.582 na lista da revisão pelo teto da
aposentadoria
O INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) incluiu, entre agosto e
dezembro de 2011, mais 37.582 aposentados na lista de
pagamento da revisão pelo teto.
Esses segurados
juntam-se aos 131 mil nomes beneficiados logo quando a
revisão foi anunciada, totalizando 168.582 com esse
direito.
Para saber se
está entre os que entraram nessa lista, o aposentado
pode consultar o site da Previdência ou ligar para o
135.
O INSS não
informou se todos os beneficiados já foram avisados por
carta.
De acordo com o
instituto, o reajuste dos benefícios já foi pago para
todos os que foram incluídos na lista.
No caso dos
atrasados - diferenças não pagas nos últimos cinco anos
-, quem tem até R$ 15 mil para receber ganhará o
pagamento no dia 31 de maio deste ano, data em que será
pago o próximo lote de atrasados.
Quem tinha
atrasados de até R$ 6.000 e entrou na lista até o fim de
outubro já recebeu naquele mês, com o primeiro lote de
atrasados, segundo o INSS.
Agora, o
instituto ainda analisa o caso de mais 2.788 segurados,
que têm nova oportunidade para entrar na lista. Não há
prazo para essa análise terminar.
Para o INSS, esse
deve ser o último lote dos que ainda poderão entrar na
listagem.
Se esses
aposentados forem incluídos até o dia 31 com direito a
até R$ 15 mil, receberão no dia 31 de maio.
Quem entrar na
lista depois disso receberá os atrasados somente no
penúltimo lote, em 30 de novembro.
No Rio de
Janeiro, dois associados à Faaperj, a federação dos
aposentados e pensionistas do Estado, foram incluídos na
lista em 2011 e avisados via carta.
Reajuste
O INSS começou a pagar neste mês os benefícios
com o reajuste - de 14,13% para o piso e de 6,08% para
os que ganham mais de um mínimo.
Os extratos com
os novos valores estão disponíveis para consulta no site
do INSS.
Fonte:
Folha de S.Paulo

31/01/12
-
TRT-RN: Empresa não pode interferir na eleição da CIPA
A Norma Reguladora Nº 5 exige total transparência em
todo o processo de escolha dos integrantes, composição e
funcionamento da Comissão Interna de Prevenção de
Acidentes (CIPA) e veta qualquer forma de manipulação,
por parte do empregador.
Com esse entendimento, o juiz Manoel Medeiros Soares de
Sousa, titular da 3ª Vara do Trabalho de Natal, concedeu
liminar em uma Ação Civil Pública do Ministério Público
do Trabalho da 21ª Região, contra a empresa Líder
Limpeza Urbana.
A ação, ajuizada pela procuradora do trabalho Ileana
Neiva, denuncia que o processo eleitoral da CIPA da
empresa Líder foi viciado. Entre as irregularidades
contatadas pelo MPT, está a nomeação de empregados
analfabetos para integrar a comissão.
A empresa, segundo a procuradora, ignorou as
solicitações encaminhadas pela CIPA da empresa quanto ao
fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual
(EPI) e de Proteção Coletiva e, ainda, impediu a livre
inscrição de candidatos e deixou de comunicar ao
sindicato da categoria o início do processo eleitoral
para escolha dos membros da CIPA.
Para o juiz Manoel Medeiros, não se pode retirar do
empregado o direito de concorrer ao cargo, convicto ele
de que pode contribuir para a categoria. No entendimento
do titular da 3ª Vara de Natal, entretanto, a decisão de
colocar ou não um analfabeto na CIPA pertence à
categoria. Somente a ela.
Em sua decisão, o juiz determinou que a Líder comunique,
por escrito, o início do processo eleitoral da CIPA ao
sindicato da categoria e abstenha-se de designar
trabalhador para compor a comissão eleitoral, papel que
cabe ao presidente e ao vice-presidente da CIPA.
Para o juiz, a empresa também não pode impedir ou
dificultar a inscrição dos candidatos, independente de
setores ou locais de trabalho.
Ele ainda condenou a empresa de limpeza urbana a atender
às solicitações encaminhadas pela CIPA para fornecimento
de EPI e Equipamentos de Proteção Coletiva e a
implementar programas de prevenção da saúde do
trabalhador, como PPRA, PCMSO e plano de trabalho
elaborado pela CIPA, conforme item 5.16 da NR-05.
Fonte:
Jusbrasil

30/01/12
-
Agenda Política: Congresso Nacional reinicia atividades
nesta semana
A pauta da Câmara
está trancada por um projeto de lei e quatro medidas
provisórias (MPs). O projeto de lei refere-se ao fundo
de previdência complementar dos servidores públicos
federais.
As MPs são as
seguintes: 544/11, que cria regime especial tributário e
de financiamentos para o setor de Defesa; 545/11, que
concede isenção à cadeia produtiva do café e à reforma
de salas de cinema; 546/11, que libera R$ 1,95 bilhão de
auxílio financeiro para os estados exportadores; 547/11,
que cria cadastro nacional de áreas com risco de
deslizamento.
Dilma
Rousseff
A presidente Dilma Rousseff viaja para Cuba nesta
quarta-feira (31), quando terá encontro com o presidente
do país, Raúl Castro. No dia seguinte, Dilma faz visita
ao Haiti. Ela pretende intensificar a cooperação
brasileira, ampliando as parcerias nas áreas de saúde em
conjunto com Cuba, agricultura, capacitação profissional
e o apoio à construção da usina hidrelétrica sobre o Rio
Artibonite, no Sul do país. Na ocasião, a presidente
deve ser questionada sobre as novas regras para entrada
de haitianos no Brasil.
Congresso
Nacional
Deputado e
Senadores voltam ao trabalho nesta quinta-feira (2), e
conforme Emenda Constitucional 50/06, vai até o dia 17
de julho. Nos plenários da Câmara e do Senado,
entretanto, não deverá haver votações. Na Câmara, como
haverá mudança na composição das comissões permanentes,
as deliberações desses colegiados devem acontecer apenas
a partir de março.
CNJ
Na terça-feira (31), a Ordem dos Advogados do
Brasil promove ato público contra a tentativa das
associações de juízes de reduzirem a competência do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), evitando dessa forma
análises de processos e julgamentos de questões
ético-disciplinares envolvendo magistrados.
Ação Direta de
Inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pela Associação
dos Magistrados Brasileiros (AMB), que questiona os
poderes do CNJ para investigar e punir juízes por
desvios ético-disciplinares pode ser julgada, no mérito,
a partir de fevereiro pelo Supremo Tribunal Federal.
Veja, a
seguir, a previsão dos principais acontecimentos
políticos desta semana:
Nesta semana
- Rússia deve decidir sobre embargo à exportação de
carne brasileira para o país.
- Ministro José
Eduardo Cardozo (Justiça) deve se reunir com 27 os
secretários de Segurança Pública estaduais, em Brasília,
para tratar da política de combate ao crack.
Segunda-feira (30)
- Presidente Dilma Rousseff vai a Camaçari
(BA), com o governador Jaques Wagner (PT) assinar ordem
de serviço para a revitalização urbanística da Bacia do
Rio Camaçari. Segundo informações do governo baiano, as
obras, incluídas no PAC 2, têm investimento de
aproximadamente R$ 274 milhões. Ao meio-dia, Dilma
embarca em viagem oficial para Cuba.
- Tesouro
Nacional divulga Plano Anual de Financiamento da dívida
pública de 2012.
- Divulgação do
IGP-M de janeiro.
- A Confederação
Nacional da Indústria divulga Índice Nacional de
Expectativa do Consumidor (Inec).
Terça-feira (31)
- Presidente Dilma Rousseff se encontra com
Raúl Castro, presidente de Cuba.
- Bancada do PDT
na Câmara deve escolher novo líder do partido para
substituir Giovanni Queiroz (PA).
- Banco Central
divulga resultado do setor público consolidado em
dezembro.
- Ordem dos
Advogados do Brasil promove ato público, em Brasília,
contra corrupção no Poder Judiciário.
- IBGE divulga
produção industrial em 2011.
- Presidente do
Banco Central, Alexandre Tombini , participa da Second
International Research Conference - "Monetary Policy,
Sovereign Debt and Financial Stability: The New Trilemma",
promovida pelo Reserve Bank of India, em Mumbai, Índia.
Quarta-feira (1º)
- Ministério do Desenvolvimento divulga o saldo da
balança comercial em janeiro.
- IBGE divulga
Índice de Preços ao Produtor (IPP) de 2011.
- Presidente do
Banco Central, Alexandre Tombini, rem reunião de
trabalho bilateral com o Reserve Bank of India.
Quinta-feira (2)
- Ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann leva
ao Congresso mensagem do Poder Executivo na reabertura
dos trabalhos do Congresso Nacional.
- Presidente
Dilma Rousseff faz viagem oficial ao Haiti.
- Fipe divulga
IPC de janeiro.
Sexta-feira (3)
- Presidente do Banco Central, Alexandre
Tombini, viaja para Hong Kong para participar, no sábado
(4), do Special Governor's Meeting do Bank for
International Settlements (BIS).
Fonte:
Diap

30/01/12
-
Superávit primário do Governo Central bate recorde em
2011 e atinge R$ 93,5 bilhões
A economia do
Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e
Banco Central) para pagar os juros da dívida pública
totalizou R$ 93,519 bilhões em 2011, o melhor resultado
da história e 1,9% superior à meta de R$ 91,76 bilhões.
Os números foram divulgados há pouco pelo Tesouro
Nacional.
O resultado foi
18,71% maior que o de 2010, quando o superávit primário
atingiu R$ 78,773 bilhões. Apenas em dezembro, o esforço
fiscal somou R$ 2,012 bilhões. O resultado é o segundo
melhor da história para o mês, só perdendo para dezembro
do ano anterior, quando o superávit somou R$ 14,247
bilhões.
Fonte: Agência
Brasil

30/01/12
-
Consumo de energia no país cresce 3,6% em 2011, diz EPE
O consumo de
energia no Brasil em 2011 cresceu 3,6% na comparação com
2010, informou nesta sexta-feira (27) a Empresa de
Pesquisa Energética (EPE). No total, foram consumidos no
ano passado 430,1 mil gigawatts-hora (GWh), ante 415,2
mil gigawatts-hora do ano anterior.
De acordo com
relatório da EPE, o consumo de energia em 2011 cresceu
mais no setor comercial (6,3%). O setor sozinho foi
responsável pelo consumo de 73,5 mil GWh no ano passado,
contra 69,1 GWh em 2010.
Em seguida vem o
setor residencial, que em 2011 registrou aumento de 4,6%
no consumo de energia elétrica. Foram 112 mil GWh no ano
passado, contra 107,2 mil GWh em 2010.
Consumo industrial
A indústria, que consome a maior parcela da energia do
país, registrou no ano passado 183,6 GWh, resultado 2,3%
superior ao verificado em 2010 (179,4 GWh).
Ao longo de 2011 a EPE registrou desaceleração no
consumo de energia pelas indústrias brasileiras, num
sinal de que a crise econômica internacional começava a
afetar as empresas do país, em especial aquelas voltadas
para exportação, o como as do setor de mineração.
Por conta do
desempenho da indústria, em julho a EPE revisou para
baixo a previsão de aumento no consumo de energia no
país em 2011. A previsão inicial de consumo total, de
441 mil GWh, resultado que seria 5,4% superior ao
verificado em 2010, foi baixada para 430 mil GWh, o que
agora foi confirmado pela entidade.
Fonte:
G1

30/01/12
-
Material de construção: 75% da indústria está otimista
em janeiro
Cerca de 75% da indústria de materiais de construção
pretende investir mais nos próximos 12 meses. A alta
registrada neste mês foi de sete pontos percentuais em
relação a dezembro do ano passado e se manteve acima do
padrão observado no mesmo período de 2011, em que a
pretensão registrada foi de 72%. A informação é da
Sondagem de Expectativas, divulgada nesta sexta-feira
(27) pela Abramat (Associação Brasileira das Indústrias
de Materiais de Construção).
Outro dado relevante diz respeito à confiança do
empresário nas ações do governo para o setor, que também
cresceram.
De acordo com o levantamento, neste quesito, 50% das
companhias consultadas afirmaram ter boas expectativas
para o segmento da construção civil nos próximos 12
meses – o que representa uma alta de 6 p.p. em relação a
dezembro de 2011. No mês passado esse número era de
apenas 44%.
Internas e externas
E a expectativa otimista quanto ao fechamento das vendas
de janeiro no mercado interno ainda predomina entre
empresários da indústria de materiais de construção.
Na avaliação, 53,4% das empresas mantêm expectativas
positivas quanto à venda de materiais de construção
neste mês. Já 51,1% das organizações consultadas
acreditam que os resultados obtidos serão regulares e
4,7% delas mantêm uma expectativa pessimista do mercado.
No que se refere às vendas ao mercado externo,
entretanto, as vendas regulares somam 32% e o índice de
pessimismo fica em 32%. Apenas 36% dos empresários
ouvidos se mostram otimistas com as vendas de dezembro.
Tal oscilação revela um mercado que preocupa a Abramat,
especialmente em 2012. “Estamos pleiteando junto ao
governo a continuidade de medidas anticíclicas, além de
ações efetivas que possam garantir o crescimento do
setor por meio de políticas de defesa comercial,
desoneração fiscal e da aceleração de obras do PAC 2 e
do programa Minha Casa, Minha Vida 2”, diz o presidente
da Abramat, Walter Cover.
Perspectivas para fevereiro
Em relação a fevereiro, as projeções para as vendas do
mercado interno se mostram otimistas em 62,7% dos casos.
Já as perspectivas regulares caíram para 32,6% e as
negativas para 4,7%.
No que se refere ao mercado externo, a expectativa de
otimismo caiu para 28% em relação ao mês anterior. Em
contrapartida, a expectativa regular se manteve estável
em 36% e a pessimista subiu para 36%.
Fonte: InfoMoney

30/01/12
-
Projeto pretende efetivar direito de idoso a prioridade
em processos judiciais
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 2759/11, do deputado Edson Pimenta
(PSD-BA), que pretende tornar efetivo o direito do idoso
à prioridade na tramitação de processos judiciais. A
proposta altera o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), que
já prevê a prioridade, mas exige que o idoso apresente
um requerimento ao juiz para garantir o benefício. O
projeto acaba com essa exigência e determina que a
prioridade seja garantida de ofício pelo magistrado.
A proposta também
obriga os tribunais a criar campos específicos em seus
sistemas de informação para cadastrar a data de
nascimento e a idade das partes e dos intervenientes,
para que seja gerado um aviso quando um deles for maior
de 60 anos. De acordo com o projeto, as capas dos autos
deverão conter o aviso “IDOSO” de forma destacada.
Edson Pimenta
afirma que, apesar de previsto na lei, o direito do
idoso à prioridade em processos judiciais não é
garantido na prática. “Há tribunais que destacam a
existência de prioridade, mas há juízos em que
simplesmente ninguém nem lê a petição do advogado que
informa a existência de parte maior de 60 anos”, diz.
Tramitação
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo, será analisada pelas
comissões de Seguridade Social e Família; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania, inclusive no
mérito.
Fonte:
Agência Câmara

30/01/12
-
Projeto permite o uso de recursos do FGTS para o
pagamento decursos de capacitação
Projeto do senador Epitácio Cafeteira (PTB-MA) permite
que o trabalhador, especialmente o de baixa renda, possa
sacar recursos de sua conta no Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS) para pagamento de curso
profissionalizante, de capacitação ou de especialização.
O projeto (PLS 35/2011) modifica a legislação atual do
FGTS, que já prevê outras situações para o saque, além
da compra da casa própria, como necessidade pessoal
decorrente de inundação ou quando um dependente é
diagnosticado como portador do vírus HIV ou outras
doenças graves.
A possibilidade de saque para custeio de capacitação
profissional, argumenta o senador em sua justificativa,
é importante porque, ao melhorar sua qualificação, o
trabalhador cria mais possibilidades de resguardar e
melhorar a renda de sua família e até contribuir mais
para o próprio fundo.
Para realizar o saque do FGTS para capacitação
profissional, o trabalhador deverá provar que não tem
renda suficiente para arcar com os custos do curso e não
poderá receber bolsa de estudo ou outra forma de
subsídio concedida pela instituição organizadora ou
outra instituição. A instituição que oferece o curso
pretendido deve ser reconhecida por órgão competente do
Poder Executivo federal e o trabalhador deverá ter no
mínimo quatro anos de depósitos no FGTS, entre outras
exigências.
A proposta está tramitando na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), onde recebe
decisão terminativa.
Ela está sob reexame do relator senador Mozarildo
Cavalcanti (PTB-RR).
Fonte:
Agência Senado

30/01/12
-
Mais de 100 agências do INSS serão abertas até o fim do
ano
Até o fim do ano,
182 agências do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) serão abertas em todo o país. A meta do governo é
evitar que o segurado tenha de percorrer longas
distâncias para tratar de serviços da Previdência.
“No Pará, às
vezes, uma pessoa tinha que se deslocar até 600
quilômetros para ir a um posto da Previdência, que era o
mais próximo”, disse a presidenta Dilma Rousseff em seu
programa semanal Café com a Presidenta. Ela
acrescentou que o estado deverá receber mais 14
agências. “Faremos também, em todos os lugares em que
for necessário, concurso público para contratar
servidores onde há carência de funcionários”, destacou.
Dilma lembrou que
a Previdência criou um sistema computadorizado que
acompanha todas as etapas do atendimento a quem procura
uma agência do INSS. “Se temos as informações,
conseguimos não só acompanhar a solução dos problemas
como também organizar o funcionamento de cada uma das
agências”, disse. “É possível saber, por exemplo,
quantas pessoas estão sendo atendidas por cada um dos
funcionários ou se alguém está esperando mais tempo do
que o devido”.
A presidenta
lembrou ainda que, atualmente, os atendimentos são
feitos com dia e hora marcados, o que agiliza o serviço.
O contribuinte que tiver toda a sua documentação
cadastrada poderá se aposentar em até 30 minutos. E não
há mais a necessidade de esperar em filas na porta das
agências. “Agora, o segurado recebe, em casa, uma carta
do INSS quando completa a idade mínima para se
aposentar, informando que ele pode já pleitear o seu
benefício. Isso é bom para o governo, que consegue
controlar melhor a arrecadação e os pagamentos, e é
excelente para o contribuinte, que tem mais facilidade
de acesso aos seus benefícios”, comentou Dilma.
Fonte:
Agência Brasil

30/01/12
-
Projeto amplia até 2019 dedução de IR da contribuição
social paga a empregado doméstico
Os valores pagos à Previdência Social com relação à
remuneração do empregado doméstico poderão ser deduzidos
da base de cálculo do Imposto de Renda do empregador. É
o que prevê o PLS 42/2006, do senador Valdir Raupp
(PMDB-RO), que está pronto para ser votado na Comissão
de Assuntos Econômicos (CAE), onde receberá
decisão terminativa.
A proposta do senador Raupp não determinava prazo para o
fim do benefício. Já
substitutivo do senador Acir Gurgacz (PDT-RO)
dispõe que os empregadores domésticos poderão deduzir do
IR os valores pagos como contribuição social, referentes
a um salário mínimo, até o ano-calendário de 2018, a
serem declarados no exercício de 2019. Para isso, a
proposta altera a lei que trata do Imposto de Renda das
pessoas físicas (Lei 9.250/95).
Acir Gurgacz, relator da matéria, ressalta que a lei que
atualizou os valores da tabela do Imposto de Renda da
Pessoa Física (Lei 12.469/2011) já passou a permitir a
dedução, mas só até 2015.
"Entendemos que esse benefício pode ser estendido por
mais tempo, tendo em vista os importantes resultados
alcançados com essa medida no sentido da formalização do
trabalho dos empregados domésticos", observa o relator.
O senador Valdir Raupp, ao apresentar a proposta,
ressaltou a necessidade de estimular a formalização dos
contratos de trabalho domésticos, que segundo o senador,
atingem "alto grau de marginalidade". De acordo com a
Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad),
informou Raupp, em 2004, 35% dos trabalhadores urbanos
não tinham a carteira de trabalho assinada. Esse
percentual passa de 74% quando se considera apenas o
trabalhador doméstico.
"Esse inaceitável desnível obriga o Estado brasileiro a
adotar medidas urgentes que estimulem a formalização das
relações de trabalho doméstico", disse Valdir Raupp, ao
justificar o projeto de lei.
Fonte: Agência Senado

27/01/12
-
Centrais Sindicais e Fiesp se unem contra
desindustrialização
Em encontro
na manhã desta quinta (26), na sede da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), reuniram-se
representantes da Força Sindical, CTB, CGTB, UGT e
dirigentes empresariais da indústria, para discutir uma
série de ações integradas visando o combate à
desindustrialização e por mudanças na política
econômica. A Nova Central, que não pode comparecer, se
comprometeu a marcar presença nas próximas reuniões.
Sindicalistas e
empresários decidiram iniciar um processo de mobilização
conjunto, que terá como objetivo cobrar do Palácio do
Planalto uma mudança de rumo na política econômica. A
iniciativa é motivada pelo desconforto que há entre
trabalhadores e classe empresarial com o crescimento da
economia, considerado muito baixo.
O encontro de
hoje foi também um desdobramento da reunião das Centrais
Sindicais na semana passado, na sede Força Sindical, que
decidiu mobilizar o campo sindical, para exigir do
governo medidas que fortaleçam a indústria e a economia.
Uma nova reunião
deverá ocorrer na próxima segunda-feira (30), quando
será definido um calendário de atos conjuntos das
entidades em 2012, focando a situação econômica do País.
Entre as atividades previstas, estão a realização de uma
grande manifestação em São Paulo e atos em Brasília para
pressionar governo e Congresso Nacional.
Pressão -
Os líderes sindicais e os empresários vão bater
duro nas importações, na valorização artificial do
câmbio, no desemprego, além de cobrar uma drástica
redução de juros. “Nossa intenção é evitar o
desemprego”, afirma o presidente da Força, Paulo Pereira
da Silva (Paulinho). Ainda hoje, os sindicalistas devem
se encontrar também com o presidente da Federação do
Comércio (Fecomercio), Abram Szajman.
Fonte: Agência Sindical

27/01/12
-
Cresce a participação de pessoas com 50 anos ou mais no
mercado de trabalho
Foi-se o tempo que pessoas com mais de 50 anos eram
sistematicamente substituídas por profissionais mais
jovens dentro das empresas.
De acordo com pesquisa divulgada nesta quinta-feira (26)
pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística), a presença de pessoas com 50 anos ou mais
no mercado de trabalho está crescendo e encerrou o ano
passado em 22%.
O número é 0,5 ponto percentual maior do que o apurado
em 2010, de 21,5%. Em 2003, o grupo de 50 anos ou mais
representava apenas 16,7% da população ocupada. Segundo
o Instituto, no ano passado, os demais grupos etários
apresentaram redução ou estabilidade na participação no
mercado de trabalho.
Rendimentos
O estudo do IBGE analisou também o rendimento médio do
trabalhador brasileiro em 2011 e, conforme o
levantamento, no ano passado, o rendimento médio mensal
encerrou-se estimado em R$ 1.625,46, um crescimento de
2,7% em relação a 2010.
Quando considerados os rendimentos de homens e mulheres,
contudo, a pesquisa apontou disparidades entre os
gêneros, sendo que as mulheres ganham em torno de 72,3%
do valor recebido pelos colegas do sexo masculino. O
rendimento delas ficou em R$ 1.343,81 e o deles, em R$
1.857,64.
O instituto informa que a diferença permaneceu constante
em relação a 2010, interrompendo os avanços que
ocorreram desde 2007.
Fonte:
InfoMoney

27/01/12
-
Taxa de desemprego recua em dezembro e é a menor desde
2002, diz IBGE
O nível de
desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do
país ficou em 4,7% em dezembro do ano passado e, segundo
dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), divulgados hoje (26), foi a menor taxa para o
mês de dezembro e de toda a série histórica da Pesquisa
Mensal de Emprego, iniciada em março de 2002. Em
novembro de 2011, a taxa ficou em 5,2% e em dezembro de
2010, em 5,3%.
Com o resultado
de dezembro, o desemprego em Recife, Salvador, Belo
Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre
fechou o ano de 2011 em 6%, também a menor média anual
desde 2003, de 12,4%.
A pesquisa mostra
que em dezembro de 2011 havia menos 119 mil pessoas
desocupadas, uma queda de 9,5% em relação a novembro, e
de 9,4% na comparação com dezembro de 2010. Em todo o
ano de 2011, os desocupados somaram, em média, 1,4
milhão de pessoas, enquanto em 2003 eram 2,6 milhões de
desocupados.
Já a população
ocupada em dezembro, de 22,7 milhões, manteve-se estável
em relação a novembro e apresentou um leve aumento, de
1,3% na comparação com dezembro de 2010.
O número de
trabalhadores com carteira assinada no setor privado
também não registrou variação na passagem de novembro
para dezembro, mas aumentou em 6% na comparação com
dezembro de 2010, significando um aumento de 638 mil
postos de trabalho formais no período de um ano.
“Esses resultados
levaram, na média de 2011, a um recorde na proporção de
trabalhadores com carteira assinada (10,9 milhões) em
relação ao total de ocupados: 48,5%, frente a 46,3% em
2010 e 39,7% em 2003”, informou o IBGE.
Ainda em dezembro
do ano passado, o rendimento médio real dos
trabalhadores foi de R$ 1.650. Segundo o IBGE, foi o
valor mais alto para o mês de dezembro desde 2002. A
alta foi de 1,1% em relação a novembro e de 2,6% frente
a dezembro de 2010.
(Repórter
Cristiane Ribeiro)
Fonte: Agência Brasil

27/01/12
-
Metalúrgica de Araraquara é condenada em R$ 200 mil por
utilizar arbitragem e pagamento irregular de rescisões
A Justiça do Trabalho de Araraquara condenou a empresa
Power & Motion, fabricante de equipamentos industriais,
a não utilizar-se de arbitragem em casos que envolvam
direitos individuais de trabalhadores e a pagar as
diferenças das verbas rescisórias dos empregados que
foram submetidos a tal prática irregular. Pelos danos
morais causados à coletividade, a multinacional pagará
indenização de R$ 200 mil em favor do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT).
A ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do
Trabalho em Araraquara decorre da constatação de prática
fraudulenta na rescisão contratual de trabalhadores da
empresa. Segundo consta do inquérito, a metalúrgica
utilizou os serviços de um tribunal arbitral para o
dissídio individual dos funcionários, o que é vetado
pela lei, além de pagar a eles o chamado salário
complessivo, uma forma ilícita de englobar as variáveis
salariais (como adicionais noturnos, de insalubridade,
etc) em uma única parcela, impossibilitando a
discriminação dos reais valores devidos aos demitidos.
Depoimentos de testemunhas afirmam que o valor e a forma
propostos para pagamento das verbas rescisórias eram
fixos e inegociáveis, ou seja, os trabalhadores não
tinham garantida a quitação da totalidade dos direitos
trabalhistas devidos pela empresa.
Ademais, o MPT fundamenta na ação a Lei de Arbitragem,
súmulas do Tribunal Superior do Trabalho e artigos da
Consolidação das Leis do Trabalho, que evidenciam as
limitações impostas à atuação dos tribunais arbitrais.
Outro argumento que torna inválida a arbitragem é a
utilização de verba complessiva para tentar a quitação
de todo o contrato de trabalho, medida que não pode ser
tomada sequer pelos sindicatos da categoria ou mesmo
pelo órgão público (ministério do Trabalho e Emprego),
afirma em sua decisão o juiz Carlos Alberto Frigieri.
A legislação brasileira veda a possibilidade de salário
complessivo, impossibilitando englobar em uma única
prestação as parcelas devidas ao trabalhador, explica o
procurador Rafael de Araújo Gomes, autor da ação.
A partir da decisão, a Power & Motion deve retirar
imediatamente o efeito de quitação geral do termo
arbitral, prevalecendo os ditames legais. Caso descumpra
a sentença, a empresa pagará multa diária de R$ 5 mil
por trabalhador prejudicado, revertida ao FAT.
Autor:
ASCOM
PRT-15
Fonte: Agência Brasil

27/01/12
-
Exame de próstata pode ser obrigatório para empregados
com mais de 40 anos
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 2822/11, do deputado Aguinaldo Ribeiro
(PP-PB), que determina que o empregado com idade igual
ou superior a 40 anos deverá ser submetido ao exame de
próstata, pago pelo empregador. Em caso de exame
positivo, o trabalhador terá direito ao tratamento
psicológico necessário.
O projeto
acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do
Trabalho (Decreto-Lei 5.452/43). Hoje a legislação prevê
exame médico obrigatório, por conta do empregador, na
admissão, na demissão e periodicamente, conforme
instruções do Ministério do Trabalho.
Segundo o autor, o objetivo da proposta é prevenir o
câncer de próstata. “Apesar de estarmos no século 21,
ainda há preconceito contra o exame de próstata, que é
essencial na prevenção desta doença perigosa e
silenciosa em sua fase inicial”, explica.
Conforme o
Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer de
próstata é o segundo mais comum entre os homens, ficando
atrás apenas do câncer de pele não melanoma. É o sexto
tipo mais comum no mundo, representando cerca de 10% do
total de cânceres.
Tramitação
A proposta, de
caráter conclusivo, será analisada pelas
comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência
Câmara

27/01/12
-
Fazer hora extra dobra o risco de depressão, dizem
médicos
Funcionários que
fazem hora extra regularmente têm o dobro do risco de
ter uma depressão grave em comparação com quem trabalha
de sete a oito horas por dia, informa um estudo médico
publicado nesta semana na revista científica “PLoS One”.
Segundo a
pesquisa, feita por Marianna Virtannen, da University
College, quem trabalha 11 ou mais horas por dia tem duas
vezes mais risco de ter um episódio depressivo sério.
A equipe
acompanhou dois mil funcionários públicos no Reino Unido
e descontou outros fatores de influência como a
demografia, o estilo de vida e a profissão dos
participantes do estudo.
Em nota,
Virtannen disse que “embora uma hora extra de vez em
quando seja boa tanto para o indivíduo quando para a
sociedade, é importante reconhecer que trabalhar horas
demais também está associado a um risco maior de
depressão grave”.
Fonte: G1

27/01/12
-
Projeto prevê aplicação de tarifas sobre importação de
produtos subsidiados
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 2771/11, do deputado Eliseu Padilha
(PMDB-RS), que prevê a aplicação de tarifas sobre
produtos de países que subsidiam suas empresas
exportadoras. A proposta altera a Lei 9.019/95, que
trata da aplicação dos direitos previstos no Acordo
Antidumping e no Acordo de Subsídios e Direitos
Compensatórios.
O autor afirma
que é preciso combater a prática de triangulação, em que
a mercadoria é levada para um terceiro país, onde é
forjado certificado de origem falsa para evitar o
pagamento de taxa por
dumping.
“Embora seja mais
visível para grandes setores da economia brasileira,
como têxteis, calçados e brinquedos, a triangulação
atinge diretamente quase todos os setores industriais
brasileiros, que já lutam, há anos, contra a prática de
dumping por parte dos exportadores chineses”, afirma.
Tramitação
A proposta tramita em
caráter conclusivo e será examinada pelas
comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e
Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

27/01/12
-
Trabalhador vai receber hora extra por tempo gasto para
vestir uniforme e EPI’s
Um
empregado de uma indústria têxtil de Pacajus vai receber
30 minutos de hora-extra para cada dia trabalhado entre
maio de 2008 e agosto de 2010. O tempo era gasto no
início da jornada para vestir o uniforme, colocar
equipamentos de proteção individual e fazer uma
refeição. A decisão foi tomada pela maioria dos
desembargadores da 1ª Turma do Tribunal Regional do
Trabalho do Ceará (TRT/CE).
A empresa
fornecia transporte para o empregado. Porém, o ônibus
chegava ao local de trabalho sempre 30 minutos antes do
início da jornada. O ponto era registrado por volta de
7h, mas o trabalhador seguia para a linha de montagem às
7h30. Os quinze primeiros minutos após a chegada eram
gastos para vestir o uniforme e os equipamentos de
proteção, e os outros quinze, com alimentação e
deslocamento para o setor.
A
permanência do empregado dentro das dependências da
empresa configura tempo à disposição do empregador,
sendo irrelevante se, durante tal período, havia ou não
trabalho, destacou em sentença a juíza do Trabalho
Fernanda Monteiro Lima Verde. Ela também afirmou que a
partir do momento que o empregado ingressa na empresa há
imediata submissão ao poder hierárquico empregador,
independente de prestar ou não trabalho efetivo.
No acórdão
da 1ª Turma do TRT/CE, a juíza relatora Rosa de Lourdes
Bringel ressaltou que a empresa fornecia e incentivava o
uso do transporte disponibilizado e que o ônibus chegava
à fábrica rigorosamente 30 minutos antes do início de
cada jornada. Também afirmou que, quando o empregado
bate o ponto e está dentro da empresa, está submetido ao
comando hierárquico dos empregados.
Verbas
trabalhistas:
Além das horas extras calculadas com adicional de 50%, a
1ª Turma do TRT/CE também assegurou ao trabalhador os
valores referentes ao 13º salários, férias e Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço acrescido de 40%.
Processo relacionado: 0000401-03.2011.5.07.0031
Fonte: Abdir

26/01/12
-
Ministério lança Manual de Combate ao Trabalho Escravo
Iniciando
as atividades da Semana de Combate ao Trabalho Escravo,
o Ministério do Trabalho lançou, nesta terça-feira (24),
em Brasilia, o Manual de Combate ao Trabalho em
Condições Análogas às de Escravo. A publicação tem como
finalidade orientar o trabalho dos auditores no
enfrentamento a este tipo de prática ilegal
A Semana de Combate ao Trabalho Escravo representa a
batalha constante de toda a sociedade brasileira por
melhores condições de trabalho. Estamos atentos e
queremos erradicar esta e todas as outras formas de
precariedade do ambiente de trabalho. É importante dizer
que esta política não é exclusiva aos brasileiros; o
estrangeiro que estiver trabalhando no país vai
trabalhar com respeito e ter todos os direitos da
legislação trabalhista”, ressaltou o ministro interino
do Trabalho, Paulo Roberto Pinto.
Ele destacou que o trabalho realizado em condição
análoga à de escravo constitui uma séria violação de
direitos humanos que deve ser combatida com todo vigor
pelo Estado brasileiro.
O manual também trata da questão do trabalhador
estrangeiro e do tráfico de pessoas para fins de
exploração de trabalho em condição análoga à de escravo,
e firma posição de que, seguindo a melhor tradição em
defesa dos direitos humanos, o Ministério do Trabalho
deve buscar proteger o trabalhador, independente de sua
nacionalidade.
“O Ministério do Trabalho não trata do tema trabalho em
condições análogas à de escravo de maneira subjetiva.
Vários procedimentos se impõem até que uma situação
seja, de forma comprovada, caracterizada como de
trabalho escravo contemporâneo. Essa rotina materializa
o respeito do Ministério à segurança administrativa, ao
contraditório e à ampla defesa. Com efeito, todas as
rotinas nele apresentadas decorrem de exaustivo debate e
de reiteradas experiências práticas”, destacou a
secretária de Inspeção do Trabalho, do Ministério do
Trabalho, Vera Lúcia Albuquerque.
Ferramenta valiosa
A secretária diz ainda que, sem a articulação
proporcionada pela Comissão Nacional de Erradicação do
Trabalho Escravo (Conatrae), o trabalho não estaria
completo. "Todo esse trabalho articulado tem refletido
de forma positiva, fato largamente reconhecido pela
sociedade brasileira e por organizações internacionais
como a ONU e a OIT", destacou.
O diretor da Organização Internacional do Trabalho
(OIT), Stanley Gacek, parabenizou o esforço brasileiro
no combate ao trabalho escravo. Segundo ele, o Manual
servirá como ferramenta valiosa nessa erradicação. “É
uma grande honra para a OIT participar dessa
comemoração. Acompanhei todo progresso do que foi
realizado no país para combate ao trabalho escravo. Nos
últimos 15 e, com esse Manual, o Brasil está realizando
uma luta concreta para a erradicação”, mencionou.
Dia Nacional
Pelo terceiro ano consecutivo, entidades públicas e
organizações civis vão realizar, na última semana de
janeiro, uma série de atos e debates para marcar o Dia
Nacional de Combate ao Trabalho Escravo (28 de janeiro).
As atividades estão programadas em vários estados e
visam chamar atenção sobre o problema e mobilizar por
avanços na erradicação do trabalho escravo
contemporâneo.
Este ano, a mobilização inclui atividades no Fórum
Social, em Porto Alegre (RS) e eventos em, pelo menos,
mais sete estados, além de manifestações exigindo o
julgamento dos envolvidos na "Chacina de Unaí". Quatro
réus se encontram em liberdade, beneficiados por habeas
corpus, e outros cinco (acusados de participar da
execução) permanecem presos.
O dia 28 de janeiro foi oficializado como Dia Nacional
de Combate ao Trabalho Escravo como uma forma de
homenagear os auditores fiscais do trabalho Erastóstenes
de Almeida Gonçalves, João Batista Soares Lage e Nelson
José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira,
assassinados nesta data em 2004, durante fiscalização na
zona rural de Unaí (MG).
De Brasília
Com informações do Ministério do Trabalho
Fonte:
Portal Vermelho

26/01/12
-
Índice de Confiança do Consumidor cai no primeiro mês de
2012
O Índice de
Confiança do Consumidor, medido pela Fundação Getulio
Vargas (FGV), teve uma queda de 3% entre dezembro do ano
passado e janeiro deste ano. O índice passou de 119,6
pontos no mês passado para 116 pontos nesta primeira
apuração do ano de 2012.
A queda da
confiança do consumidor foi provocada pela redução dos
subíndices da Situação Atual, que caiu 2,3% (ao passar
de 140,7 para 137,4 pontos), e de Expectativas, que
diminuiu 3,4% (ao passar de 108,6 para 104,9 pontos).
Segundo a
pesquisa da FGV, a proporção de consumidores que avaliam
a situação econômica local como boa diminuiu de 27,1%
para 24,4%; enquanto aqueles que a consideram ruim
aumentaram de 17% para 18,4%.
Já o item que
mais contribuiu para a queda do Índice de Confiança do
Consumidor foi a intenção de compra de bens duráveis nos
seis meses seguintes. A parcela de consumidores que
pretendem comprar mais caiu de 19,5% para 15,9%. A
proporção dos que pretendem comprar menos subiu de 31,3%
para 37,8%.
Fonte: Agência Brasil

26/01/12
-
Projeto autoriza demissão por justa causa de empregado
que faltar por 20 dias sem motivo
O empregado contratado pelo regime da Consolidação das
Leis do Trabalho (CLT), ou seja, com carteira assinada,
poderá ser demitido por justa causa se faltar ao serviço
por 20 dias consecutivos. A proposta foi apresentada
pelo senador Valdir Raupp (PMDB-RO) no Projeto de Lei do
Senado 637/11 que altera o Decreto-Lei 5452/43 - CLT,
para disciplinar o chamado "abandono de emprego".
Atualmente, lembra o parlamentar no projeto, a
legislação trabalhista não dispõe a respeito do prazo de
ausência injustificada para caracterização do abandono
de emprego, cabendo tal tarefa à jurisprudência
trabalhista.
A Súmula nº 32 do Tribunal Superior do Trabalho, que tem
sido adotada como parâmetro nesses casos, entende que
faltar ao serviço por 30 dias consecutivos gera a
presunção do abandono do emprego, o que acarreta a
demissão por justa causa.
"Como a prestação do serviço é elemento básico do
contrato de trabalho, a falta contínua e sem motivo
justificado é fator determinante do descumprimento da
obrigação contratual" - ressalta Raupp.
A proposta determina também que o empregador deverá
notificar o empregado pessoalmente ou através do
correio, com aviso de recebimento, da aplicação da justa
causa por abandono de emprego, caso o trabalhador não
retorne à atividade antes de completar os 20 dias de
ausência injustificada. Caso o empregado não seja
encontrado em seu endereço, deverá o empregador publicar
edital de abandono de emprego em jornal de circulação
local. O objetivo da medida, segundo o senador, é
possibilitar ao empregado a apresentação de "justo
motivo que tenha inviabilizado o seu comparecimento ao
local de trabalho", afastando-se, com isso, a aplicação
da medida extrema de rompimento do vínculo contratual.
"O projeto visa regulamentar a CLT, no sentido de
possibilitar ao obreiro que apresente suas
justificativas do não comparecimento ao trabalho,
considerando que o desligamento sem justa causa deve ser
precedido com base na apuração dos fatos que ensejaram a
ausência injustificada" - argumenta o senador.
Lacuna
Segundo Valdir Raupp, ao disciplinar o abandono do
emprego e determinar legalmente o prazo para afastamento
do trabalho injustificado do empregado, o projeto
preencherá lacuna importante na legislação trabalhista.
"Tal medida também resguardará o empregador, que a
partir do não atendimento à comunicação enviada ao
empregado ou após a publicação do edital de abandono de
emprego, poderá levar a efeito a rescisão contratual por
justo motivo, o que possibilitará, inclusive, a
contratação de novo trabalhador para o preenchimento da
vaga" - acrescenta.
O projeto receberá
decisão terminativa na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), onde será relatado pelo senador
Armando Monteiro(PTB-PE).
Fonte: Agência
Senado

26/01/12
-
Comprovante de pagamento do INSS pode ser obtido em
bancos
Documento pode ser impresso nos terminais de
autoatendimento
Os segurados da Previdência Social podem
acessar, a partir desta quarta-feira (25), nos terminais
de autoatendimento dos bancos pagadores, o comprovante
mensal de pagamento (contracheque) da folha de janeiro,
que começa a ser paga nesta data.
A impressão do comprovante mensal é especialmente útil
para os beneficiários sem acesso à internet, que
precisavam se deslocar a uma Agência da Previdência
Social (APS) para obter o documento, e para os que
recebem por cartão magnético e tinham direito apenas ao
saque dos valores.
A impressão é feita com a utilização do cartão de
pagamento de benefício ou da conta corrente, utilizando
senha e observando os critérios de segurança de cada
instituição financeira. O demonstrativo contém os dados
cadastrais do beneficiário, a competência do pagamento,
dados do benefício, rubricas e valores referentes aos
créditos e débitos.
As informações sobre o comprovante de pagamento dos
benefícios também podem ser consultadas na "Agência
Eletrônica Segurado", na página do Ministério da
Previdência Social na internet, ou em qualquer APS.
Reajuste - Neste mês, começam a ser pagos os valores
referentes aos reajustes previstos na Portaria
Interministerial dos ministérios da Fazenda e da
Previdência . O índice de reajuste para os benefícios
com valor acima do salário mínimo em 2012 foi de 6,08%.
De acordo com a portaria, publicada no dia 9 de janeiro,
o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
passou a ser de R$ 3.916,20.
O reajuste dos benefícios de até um salário mínimo, que
está fixado em R$ 622, atinge 19,2 milhões de segurados
e representa um impacto líquido de R$ 14,8 bilhões nos
benefícios pagos pelo INSS em 2012.
Pelo menos 300 mil beneficiários que, em 2011, recebiam
ligeiramente acima do mínimo, agora passam a receber o
piso previdenciário. Eles tiveram o reajuste superior a
6,08% e têm ganho real garantido até 2015.
Já o aumento para quem ganha acima do piso
previdenciário representa um impacto líquido de R$ 7,6
bilhões.
Fonte:
MPAS

26/01/12
-
Movimento feminista alerta no FST que mulheres são as
mais atingidas pela crise econômica mundial
Militantes da
Marcha Mundial das Mulheres fizeram nesta quarta-feira
(25) uma plenária em paralelo aos debates do Fórum
Social Temático (FST) 2012. O objetivo, de acordo com a
coordenadora do movimento no Rio Grande do Sul, Cláudia
Prates, é utilizar o espaço do fórum para reforçar
alianças com outros movimentos na luta contra o
capitalismo verde.
“Nós sempre
cruzamos com mulheres que querem conhecer a marcha,
querem fazer parte, mas muitas acham que é como um
clube, que você precisa se associar ou se filiar. Esses
espaços são para a gente mostrar que a marcha é um
movimento de mulheres livres, autônomas. Elas não
precisam estar ligadas a nenhum partido, central ou
sindicato”, disse.
Cláudia lembrou
que, apenas por meio da auto-organização e do
fortalecimento das mulheres, conquistas como a aprovação
da Lei Maria da Penha foram alcançadas. “As políticas
públicas não acontecem se não há demanda. É a partir das
lutas que a gente consegue as nossas conquistas”,
reforçou.
Pela manhã, as
militantes realizaram o debate Feminismo e Ecologia –
Mulheres em Luta Contra o Capitalismo Verde. Antes,
discutiram com outros movimentos algumas propostas a
serem levadas para a Conferência das Nações Unidas para
o Desenvolvimento (Rio+20).
A ideia, segundo
Cláudia, é elaborar um documento de forma conjunta com
as demais organizações da sociedade civil presentes no
FST que sirva de alerta para a população sobre os
efeitos da crise financeira e climática.
“As mulheres são
as mais atingidas em todas as crises. São as mais
empobrecidas, as que mais sofrem violência”, disse. “Se
não nos unirmos numa luta só e numa só voz, não vamos
conseguir ter sucesso – nem a luta feminista e nem a
luta ambiental. Precisamos juntar essas lutas, porque
estamos dentro do mesmo processo de destruição e dentro
do mesmo modelo”, concluiu.
(Repórter Paula
Laboissière)
Fonte: Agência Brasil

26/01/12
-
Comércios e indústrias locais poderão ter prioridade na
construção de hidrelétricas
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 2659/11, do deputado Beto Faro (PT-PA),
que prioriza a compra e contratação de bens e serviços
em comércios ou indústrias dos mercados locais nos
projetos de exploração de recursos hídricos para a
geração de energia elétrica. A determinação vale para
todos os estágios da execução das obras.
Segundo a
proposta, o princípio do conteúdo local será atendido
quando as operações forem realizadas em estabelecimentos
no estado do empreendimento. O custo da aquisição poderá
ser até 20% superior às cotações vigentes para bens e
serviços similares oferecidos nos demais mercados,
apurados conforme a Lei de Licitações (8.666/93).
A regra vale para
todas as contratações e compras realizadas de forma
direta pelo governo, por sociedades de propósitos
específicos e por empresas em geral, incluindo
terceirizadas ou subcontratadas.
Beto Faro afirma
que a medida vai contribuir para a promoção do
desenvolvimento regional. O deputado critica, por
exemplo, o caso da construção da usina de Belo Monte,
cujas primeiras compras, da ordem de R$ 1,3 bilhão,
teriam sido feitas fora do Pará. “É claro que não se
pode esperar de um empreendimento com tal complexidade
que todos os equipamentos e serviços sejam comprados e
contratados localmente. Mas, no exemplo de Belo Monte,
muitos desses itens poderiam ter sido adquiridos no
Pará”, diz Beto Faro.
Tramitação
O projeto tramita em
caráter conclusivo e será analisado pelas
comissões de Minas e Energia; de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

26/01/12
-
Trabalhadora que engravidou durante contrato de
experiência tem garantia de emprego reconhecida
A 9ª Turma
do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul
(TRT-RS) condenou a Doux Frangosul S.A. a reconhecer
estabilidade de emprego a uma gestante que engravidou
durante contrato de experiência. A decisão reforma
sentença da juíza Paula Silva Rovani Weiler, da 1ª Vara
do Trabalho de Passo Fundo. Diferentemente da magistrada
de primeiro grau, os desembargadores do TRT-RS
consideraram a garantia de emprego como direito
fundamental do nascituro, que deve ser preservado mesmo
que a gravidez tenha ocorrido durante contrato a prazo
determinado.
Segundo
informações dos autos, a reclamante foi admitida pela
empresa em 3 de agosto de 2009, como auxiliar de
produção, e dispensada sem justa causa em 23 de outubro
do mesmo ano. Conforme afirmou, no momento da despedida
se encontrava grávida. Para comprovar sua condição,
anexou ao processo uma ultrassonografia com data de 3 de
novembro de 2009, atestando que sua gravidez já durava
cinco semanas e, portanto, teria ocorrido durante o
contrato de trabalho, mais precisamente no mês de
setembro. Segundo alegou, a empregadora ignorou sua
gravidez no momento da dispensa.
Diante
disso, ajuizou ação trabalhista pedindo reintegração ao
emprego ou, caso não fosse possível, o pagamento de
salários e verbas trabalhistas correspondentes ao
período a que teria direito à estabilidade da gestante.
Tais pedidos foram negados pela juíza de Passo Fundo,
com a justificativa de que a empregada não havia
confirmado sua gravidez no momento da dispensa. A
magistrada também argumentou que a garantia de emprego à
gestante não atinge trabalhadoras em contrato de
experiência. Descontente com a decisão, a reclamante
apresentou recurso ao TRT-RS.
Ao julgar
o caso, o relator do acórdão na 9ª Turma, desembargador
Cláudio Antônio Cassou Barbosa, afirmou não ser
impedimento ao reconhecimento da garantia de emprego o
fato do contrato ser de experiência, e citou o artigo
10, inciso II, alínea B do Ato das disposições
Constitucionais Transitórias. Esse dispositivo prevê a
estabilidade no emprego desde a confirmação da gravidez
até cinco meses após o parto, mas não refere como
pré-requisito à garantia o conhecimento da gravidez pela
empregada ou pela empresa. É fundamental para a apuração
do direito ao benefício apenas perquirir se a gravidez
ocorreu no período do vínculo empregatício, explicou o
julgador.
Para o
desembargador, o fundamento da garantia ao emprego da
gestante é a proteção do nascituro, assegurado pela
Constituição Federal como direito fundamental. Sendo
assim, não cabe estabelecer qualquer limitação ao
direito garantido constitucionalmente, argumentou. No
caso dos autos, determinou o pagamento dos salários e
demais verbas trabalhistas correspondentes ao período
entre a rescisão do contrato e cinco meses após o parto.
Processo 0182900-57.2009.5.04.0661 (RO)
Fonte: Jusbrasil

25/01/12
-
Crise econômica, Código Florestal e Rio+20 marcam os
protestos da marcha de abertura do Fórum Social Temático
O calor de 35 graus Celsius e um temporal não
desanimaram os ativistas que participaram nesta
terça-feira (24) da marcha de abertura do Fórum Social
Temático (FST) pelas ruas de Porto Alegre. Com a chuva,
o trânsito ficou caótico na capital gaúcha, desde as
proximidades da Avenida Borges de Medeiros, na região
central, até a Usina do Gasômetro, onde terminou a
passeata por volta das 20h.
Com público eclético, a marcha refletiu a diversidade
dos debates que vão acontecer ao longo da semana,
focados principalmente na crise econômica internacional
e na preparação para a Conferência das Nações Unidas
para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, marcada
para junho.
Entre sindicalistas, estudantes, movimentos sociais,
aposentados, feministas, um grupo de ativistas da
comunidade alternativa Aldeia da Paz chamava a atenção
com cartazes que traziam frases pacifistas e lemas como
“Só o amor transforma”.
Logo na abertura do cortejo, ambientalistas declaravam a
morte das florestas brasileiras por causa das mudanças
no Código Florestal. Caixões com mudas de plantas foram
levados pelo grupo durante o trajeto. O diretor de
Políticas Públicas da organização não governamental SOS
Mata Atlântica, Mario Mantovani, disse que, diante da
aprovação do texto pelo Congresso Nacional, a sociedade
civil não pode se calar e deve cobrar o veto da
presidenta Dilma Rousseff.
“Cada vez agregamos mais segmentos nessa briga, outros
movimentos sociais, inclusive os trabalhadores da
agricultura familiar. Chega de hipocrisia, vamos
denunciar toda essa chantagem que vem sendo feita pelos
ruralistas contra o governo e contra a sociedade”,
disse.
A marcha seguiu pelas ruas da capital gaúcha ao som de
música tão eclética quanto o público. A seleção musical
ia desde o fandango gaúcho a um samba-enredo dos
trabalhadores puxado por uma central sindical. Na metade
do percurso, um temporal surpreendeu os ativistas, mas a
maioria manteve a mobilização e completou o percurso até
as margens do Rio Guaíba.
Vestidas de lilás e com faixas pedindo a
descriminalização do aborto, um grupo de militantes da
Marcha Mundial das Mulheres se destacava na romaria.
Além de causas tradicionais do movimento feminista, a
ativista Cláudia Prates disse que é preciso levantar
outras bandeiras de defesa das mulheres.
“Temos que estar presentes, porque a que a crise afeta
primeiro as mulheres e não fomos nós que criamos a
crise. Na Rio+20, por exemplo, queremos discutir o
debate da terra, da crise climática que se estabelece e
empobrece cada vez mais as mulheres. São as mulheres que
mais passam sede, que passam fome no mundo, por isso
estamos aqui”.
A marcha também foi espaço para a crítica e oposição ao
governo, como o grupo do PSTU que levava uma grande
bandeira com palavras de ordem contra o governador do
Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e a presidenta Dilma
Rousseff.
A desocupação, considerada pelos movimentos sociais
violenta, da comunidade do Pinheirinho, em São José dos
Campos (SP), também foi lembrada pelos manifestantes na
abertura do FST. O militante do PSTU, Manoel Fernandes,
ajudava a carregar uma imensa faixa de solidariedade aos
moradores expulsos. Adesivos com o
slogan
“Somos todos Pinheirinho” também fizeram sucesso entre
os caminhantes.
“A luta do Pinheirinho é uma luta da classe
trabalhadora. É preciso ter repercussão nacional. Foram
cometidos crimes contra o povo pobre que não tem onde
morar. Queremos chamar a atenção para o quanto é difícil
morar no Brasil”, argumentou.
Professores gaúchos caminharam vestidos de preto, em
protesto contra a política salarial do governo do
estado. O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro,
que se juntou à passeata em alguns trechos, disse que a
manifestação dos docentes é corporativista, mas que faz
parte da democracia.
A marcha abriu oficialmente a programação do FST, que,
até domingo (29), deve reunir cerca de 30 mil pessoas em
quase mil atividades em Porto Alegre e em mais três
cidades da região metropolitana da capital gaúcha.
Fonte: Agência Brasil

25/01/12
-
Criação de empregos em 2011 foi 23% menor que em 2010
A criação de
empregos com carteira assinada em 2011 caiu 23% em
relação a 2010. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, foram
abertas no ano passado 1,94 milhão de vagas, contra 2,54
milhões de novos empregos registrados em 2010.
Apenas em
dezembro, 408,1 mil postos de trabalho foram fechados. O
número é ligeiramente superior que o registrado em
dezembro de 2010 (407,5 mil empregos extintos).Os dados
do Caged de 2011 foram divulgados nesta terça-feira
(24).
Fonte: Agência Brasil

25/01/12
-
Região Nordeste é a segunda que mais gera empregos em
2011
De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e
Emprego, divulgados nesta terça-feira (24), a região
Nordeste foi a segunda que mais criou empregos em 2011.
Foram 329.565 novos postos de trabalho na região, o que
representa um aumento de 5,71% em relação ao estoque de
empregos registrados em dezembro de 2010.
O estado de Alagoas apresentou saldo recorde de geração
de empregos, com 20.050 empregos criados em 2011.
Pernambuco (89.607 postos), Paraíba (20.273 postos) e
Sergipe (19.213 postos) obtiveram, em 2011, o segundo
melhor desempenho desde a criação da série histórica do
Caged. Os demais estados da região obtiveram o seguinte
resultado: Maranhão (25.410 postos), Piauí (10.289
postos), Ceará (56.413 postos), Rio Grande do Norte
(12.269 postos), Bahia (76.041 postos). Em todo o
Brasil, foi registrada a geração de 1.944.560 postos de
trabalho, equivalentes ao crescimento de 5,41% em
relação ao estoque de empregos de dezembro de 2010.
Dentre as regiões metropolitanas, a cidade de Recife,
com a geração de 66.021 novos postos de trabalho, se
destacou com a maior taxa de crescimento, que foi de
8,29%.
No mês de dezembro de 2011, em razão da sazonalidade
negativa que perpassa todos os setores e subsetores da
economia, o nível de emprego apresentou queda em todas
as regiões brasileiras, de acordo com o Caged. Na região
Nordeste, o saldo negativo foi de 41.078 postos ou
-0,68%, na comparação com o mês anterior. Foi a menor
taxa de queda, entre as regiões.
Em dezembro, os estados nordestinos mostraram os
seguintes resultados: Paraíba (-1.085 ou -0,31), Sergipe
(-1.396 ou -0,51), Alagoas (-1.860 ou 0,53), Maranhão
(-2.980 ou -0,71), Rio Grande do Norte (-3.098 ou
-0,77), Piauí (-3.988 ou -1,56), Pernambuco (-5.033 ou
-0,40), Ceará (-6.569 ou -0,60) e Bahia (-15.069 ou
-0,92).
Fonte:
MTE

25/01/12
-
No Dia do Aposentado, ministro interino da Previdência
diz que desafio é aprimorar sistema
No Dia do
Aposentado, o ministro interino da Previdência, Carlos
Eduardo Gabas, disse nesta terça-feira (24) que o
esforço do governo é para aprimorar o atendimento em
todo país e fazer com que o sistema seja mais eficiente.
“O que queremos é cada vez mais eficiência na gestão e
melhoria da prestação dos serviços”, destacou.
Gabas reconheceu
que ainda há muito o que avançar, mas ressaltou que as
mudanças devem ser permanentes para facilitar o acesso
das pessoas aos serviços previdenciários. “Modificamos
[alguns] procedimentos para que o acesso dos cidadãos
aos nossos serviços seja facilitado”, disse ao
participar, pela manhã, de solenidade de aniversário do
Ministério da Previdência Social.
O ministro
interino ressaltou que a presidenta Dilma Rousseff cobra
de forma constante mais profissionalismo no atendimento
aos cidadãos. “A presidenta Dilma tem nos cobrado mais
eficiência, mais empenho, profissionalização das nossas
unidades de atendimento, da nossa gestão”, ressaltou.
No entanto, as
dificuldades de acesso a informações, ao encaminhamento
de documentos para a aposentadoria e a burocracia do
órgão para obter a aposentadoria predominam entre as
queixas dos trabalhadores. Essa é a queixa do
comerciante Rubens Rodrigues de Alvarenga, de 52 anos,
que há quatro anos se viu obrigado a pedir o benefício
após amputar uma das pernas em decorrência das
complicações de um aneurisma vascular.
“Os peritos não
me aposentam porque dizem que eu posso trabalhar
normalmente. O problema é que sinto dores constantes e
tenho pouca mobilidade, mesmo assim preciso continuar
trabalhando, enquanto a aposentadoria não sai, tenho que
manter minha família e pagar as contas”, disse o
comerciante que tenta obter a aposentadoria.
Fonte: Agência Brasil

25/01/12
-
Salário médio de admissão tem aumento real de 3,12%
Os salários
médios de admissão em 2011 registraram um aumento real
(descontada a inflação) de 3,12% em relação a 2010, de
acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged) divulgado nesta terça-feira (24).
Os valores passaram de R$ 888,89 em 2010, para R$
916,63 em 2011.
Em termos geográficos, 24 Unidades da Federação
obtiveram ganhos reais, com destaque para o Paraná, com
aumento de 6,33%, Pernambuco, com 5,36%, e Pará, com
5,19%. Os estados que registraram os maiores salários
médios de admissão foram São Paulo, com R$ 1.129,41 e
Rio de Janeiro, com R$ 1.030,69. As Unidades Federativas
que evidenciaram perdas reais foram o Sergipe, com queda
de 1,43%, seguido por Roraima, com - 0,73% e Rondônia
-0,72%. Já os estados que apresentaram os menores
salários médios de admissão foram a Paraíba, com R$
689,04, e o Piauí, com R$ 699,62.
No recorte por gênero, o aumento real do salário médio
de admissão obtido pelos homens foi de 3,79%, frente ao
aumento de 2,33% para as mulheres. O salário dos homens
ficou na média de R$ 966,80, enquanto o delas ficou em
R$ 829,54. Os maiores aumentos do salário de admissão
das mulheres por grau de instrução ocorreram nos níveis
de escolaridade mais baixa, de Analfabeto (4,90%) até
Fundamental Completo (2,96%). Os maiores percentuais de
aumento entre os homens ocorreram nos níveis Quinta
Série Completa Fundamental (4,56%) até Quinta Série
Incompleta (4,16%) e no Superior Completo (4,03%).
Em relação ao grau de escolaridade, o maior crescimento
do salário médio de admissão foi registrado entre os
trabalhadores com 5ª ano Completo do Fundamental, com
aumento de 4,12% e o salário passando de R$ 736,57 em
2010 para R$ 766,88. Já o menor crescimento foi entre os
trabalhadores com Ensino Médio Incompleto, com variação
de 1,85%.
Fonte:
MTE

25/01/12
-
Produção industrial brasileira cai em dezembro, segundo
indicador da CNI
A produção industrial em dezembro de 2011 marcou índice
de 42,1 pontos, 2,6 pontos abaixo do registrado no mesmo
mês de 2010. A informação é da Sondagem Industrial
divulgada nesta terça-feira (24) pela CNI (Confederação
Nacional da Indústria), cujos índices variam de zero a
cem e, quando acima de 50 pontos indicam evolução
positiva.
Por sua vez, o otimismo dos empresários em relação à
demanda para os próximos seis meses passou de 52,4
pontos para 56,1 pontos. Contudo, o índice encontra-se
2,0 pontos abaixo do registrado em janeiro de 2011.
Segundo a Sondagem Industrial, o indicador de estoques
de produtos finais ficou em 49,6 pontos em dezembro. Já
o indicador de estoque efetivo em relação ao planejado,
que passou todo o ano de 2011 acima da linha divisória
de 50 pontos, aumentou em dezembro para 53,0 pontos.
Já o número de empregados na indústria diminuiu em
dezembro. O indicador de evolução do número de
empregados atingiu 46,7 pontos, mantendo- se abaixo de
50 pontos pelo terceiro mês consecutivo. "Esse é o menor
indicador mensal desde o início da série, em janeiro de
2010", afirmou o relatório da Confederação.
UCI
O UCI (indicador de utilização da capacidade instalada)
diminuiu de 45,2 pontos em novembro para 42,6 pontos em
dezembro, confirmando o quadro de que a indústria vem
operando com capacidade abaixo do usual desde dezembro
de 2010.
Outro indicador mostrado pela Sondagem foi a evolução do
número de empregados, que avançou de 48,1 para 50,3
pontos, mantendo-se praticamente sobre a linha
divisória.
Fonte: InfoMoney

25/01/12
-
Região Norte gerou 131.429 mil empregos em 2011
A região Norte apresentou saldo positivo de geração de
empregos em 2011. De acordo com os dados do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do
Ministério do Trabalho e Emprego, divulgados nesta
terça-feira (24), foram criados 131.429 novos postos de
trabalho na região, o segundo melhor resultado
apresentado pela região desde a série histórica do
Caged.
Dois estados da região Norte apresentaram recorde na
geração de emprego: Amazonas, com a criação de 45.186
postos – o que representa um aumento de 11,47% no
estoque de empregos registrados em 2010 no Estado –, e
Amapá, que criou 7.256 novos postos, aumento de 11,90%.
O Estado do Pará obteve, no ano, o segundo melhor
desempenho, com a criação de 51.493 novas vagas,
crescimento de 8,04% com relação ao registrado em 2010.
Em dezembro de 2011, em razão da sazonalidade negativa
que atinge todos os setores e subsetores da economia
brasileira, o nível de emprego apresentou queda em todas
as regiões, de acordo com o Caged. Na região Norte, o
saldo negativo foi de 20.025 postos ou -1,21%, na
comparação com o mês anterior. Em termos absolutos, foi
a região que apresentou a menor perda no número de
vagas.
Os saldos dos postos de trabalho nos estados da Região
Norte são os seguintes: Rondônia (-3.483), Acre (-795),
Amazonas (-6.147), Roraima (-240), Pará (-7.114), Amapá
(-59) e Tocantins (-2.187).
Fonte:
MTE

25/01/12
-
Centro-Oeste gera 154,3 mil empregos em 2011
O Centro-Oeste gerou 154.593 postos de trabalho formal
em 2011, considerada a série ajustada até novembro. Esse
resultado foi o segundo melhor apresentado pela região
tendo um estado (Goiás) apresentado o segundo melhor
saldo. A variação relativa foi de 5,86% em relação a
2010.
O estado de Goiás se destacou ao criar 89.229 empregos
celetistas, no ano passado. Os setores que mais
contribuíram para esse resultado foram os Serviços com
28.557 postos, o Comércio com 15.890, a Indústria de
Transformação com 11.710 postos e a Construção Civil com
4.861 postos.
O Mato Grosso gerou 33.611 empregos com carteira
assinada, contando, principalmente, com a contribuição
do Comércio (9.483 novos postos criados), dos Serviços
(8.820 postos), Agropecuária (6.827), Construção Civil
(4.069 postos) e a Indústria de Transformação (3.141
postos).
O Distrito Federal ganhou 29.583 novas vagas celetistas
no ano passado. Contribuíram para essa expansão, os
Serviços (16.627 postos), a Construção Civil (8.445
postos), o Comércio (4.212 postos) e a Indústria de
Transformação (818 postos).
O Mato Grosso do Sul foi responsável pela criação de
23.346 empregos com carteira assinada, em 2011, sendo
que os setores que mais se destacaram foram os Serviços
(7.912 postos), o Comércio (5.718), a Indústria de
Transformação (4.046 postos) e a Construção Civil (3.285
postos).
Dezembro
- No mês de dezembro de 2011, devido a questões sazonais
como a entressafra agrícola, término do ciclo escolar,
esgotamento da bolha de consumo no final do ano, fatores
climáticos, a região central do país gerou -52.446
postos de trabalho celetistas, o equivalente a um
decréscimo de 1,88% em relação a novembro, sendo que
todos os estados e o Distrito Federal contribuíram
negativamente para esse resultado.
Estoque
- O estoque final de empregos formais registrado na
região Centro-Oeste, em dezembro de 2010, era de
2.638.286 vagas, sendo 1.004.496 em Goiás; 682.825 no
Distrito Federal; 530.081 no Mato Grosso e 420.884 no
Mato Grosso do Sul.
Fonte:
Jusbrasil

24/01/12
-
Empresários da indústria iniciam 2012 mais otimistas,
revela CNI
Os empresários da indústria iniciaram o ano otimistas.
No primeiro mês de 2012, o Icei (Índice de Confiança do
Empresário), divulgado pela CNI (Confederação Nacional
da Indústria) nesta segunda-feira (23), atingiu 57,3
pontos.
Na comparação com dezembro do ano passado, o indicador
registrou crescimento de 2,5 pontos. Já no confronto com
janeiro de 2011, houve queda de 4,2 pontos.
Vale lembrar que o indicador, que varia de 0 a 100
pontos, aponta otimismo apenas quando ultrapassa os 50
pontos do índice em questão.
Para o economista da CNI, Marcelo de Ávila, é natural
haver aumento do otimismo dos empresários em início de
ano. Contudo, ele ressalta que a alta mais forte em
relação aos anos anteriores pode sinalizar que os
empresários estão confiantes em uma retomada do
crescimento da atividade industrial.
“A expectativa de manutenção de redução da taxa de juros
e as medidas adotadas pelo governo de desoneração
tributária contribuem para essa melhora nas
expectativas”, acrescenta.
Por porte e segmento
Já na análise por portes de empresa, verifica-se que o
indicador apresentou expansão em todos eles. As pequenas
e as grandes se mostram como as mais otimistas, ambas
com índice de 57,5 pontos. Já as médias atingiram 56,9
pontos.
Quanto aos segmentos, a indústria extrativa apresentou
crescimento de 0,4 ponto, na comparação com dezembro de
2011, atingindo 60,3 pontos. Já a indústria de
construção apresentou alta de 1,8 ponto, para 59,7
pontos, e a de transformação, de 2,1 pontos, totalizando
56,5 pontos no primeiro mês do ano. Entre os 26
segmentos analisados no levantamento, 18 registraram
alta no indicador.
Expectativas
O componente do Icei sobre as expectativas dos
empresários para os próximos seis meses também
apresentou elevação, saindo de 54,8 pontos em dezembro
para 57,3 pontos neste mês.
A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 18 de janeiro
e contou com a participação de 2.200 empresas, sendo
1.169 de pequenas, 748 médias e 303 grandes.
Fonte:
InfoMoney

24/01/12
-
Analistas mantém projeção de crescimento da economia
este ano em 3,27%
Analistas do
mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC)
mantiveram a projeção de crescimento da economia
(Produto Interno Bruto – PIB) este ano em 3,27% e
elevaram a estimativa para 2013, de 4,2% para 4,25%.
A previsão para o
crescimento da produção industrial, em 2012, caiu pela
segunda semana seguida, ao passar de 3,31% para 2,94%.
No próximo ano, a expectativa é de 4%.
A projeção para a
relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB
segue em 37%, em 2012, e para o próximo ano passou de
35,9% para 35,8%.
A expectativa
para a cotação do dólar ao final do ano foi mantida em
R$ 1,78, este ano, e em R$ 1,75, em 2013.
A previsão para o
superávit comercial (saldo positivo de exportações menos
importações) foi ajustada de US$ 19,1 bilhões para US$
19,6 bilhões, em 2012, e de US$ 14 bilhões para US$ 14,5
bilhões, no próximo ano.
Para o déficit em
transações correntes (registro das transações de compra
e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o
exterior), a estimativa passou de US$ 66,45 bilhões para
US$ 65,90 bilhões, neste ano, e permanece em US$ 70
bilhões, em 2013.
A expectativa
para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão
para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 55
bilhões, neste ano. Para 2013, a previsão passou de US$
54,6 bilhões para US$ 54 bilhões.
(Repórter Kelly Oliveira)
Fonte: Agência
Brasil

24/01/12
-
Projeto regulamenta aplicação de adicionais de
insalubridade e periculosidade
A Câmara analisa
projeto que regulamenta a aplicação do adicional de
insalubridade e de periculosidade. Pela proposta
(Projeto de Lei 2681/11), do Senado, a ação judicial de
pagamento de adicional de insalubridade ou
periculosidade não será prejudicada pelo fato de o autor
da reclamação trabalhista apontar fator de risco diverso
do detectado pela perícia da Justiça. A proposta altera
a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT (Decreto-Lei
5.452/43).
Autor do projeto,
o senador Pedro Simon (PMDB-RS) observa que os
adicionais se destinam a compensar o trabalho realizado
em condições adversas. “O trabalhador exposto a agentes
nocivos à saúde deve receber adicional de insalubridade
e o que exerce atividade que coloque sua vida em risco
tem direito ao adicional de periculosidade”, explica
Simon.
Tramitação
O projeto tem
caráter conclusivo e tramita em
regime de prioridade. Será analisado pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

24/01/12
-
Proposta de emenda à Constituição amplia proteção aos
idosos
A Constituição brasileira poderá conter uma regra mais
detalhada destinada a garantir prioridade no amparo aos
idosos pelo Estado, a família e a sociedade. A proposta
de emenda à Constituição 56/03 que confere novos
direitos a essa parcela da população está na lista de
itens prontos para serem votados pelo Plenário do
Senado.
De autoria do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), a
iniciativa resultou da seguinte preocupação suscitada
pelas pesquisas demográficas: enquanto a expectativa de
vida no Brasil aumenta, a cada ano nascem menos
brasileiros. De acordo com o IBGE, em 1991, as pessoas
acima de 65 anos correspondiam a 4,8% da população. O
censo de 2010 revelou que, agora, elas chegam a 7,4% da
população.
Para o parlamentar, é dever do Congresso aperfeiçoar o
ordenamento legal vigente, de forma a oferecer aos
idosos uma velhice descente. Por isso, sua iniciativa
desdobra a defesa do idoso para além do direito à vida e
ao amparo da família, da sociedade e do Estado, hoje
garantidos pela Constituição. Demóstenes deseja que
sejam garantidos também o direito à saúde, educação,
alimentação, lazer, cultura, respeito, liberdade,
convivência familiar e comunitária, bem como proteção
contra toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão.
Na justificação da PEC, Demóstenes Torres afirma que o
Brasil caminha rapidamente para ter a sexta população
mais idosa do mundo. Segundo a Organização Mundial de
Saúde (OMS), até 2025, o Brasil será o sexto país do
mundo em número de idosos.
De acordo com o parlamentar, esses dados devem servir de
alerta ao poder público, que já acumula uma dívida
social considerável com os idosos.
"Basta ver a situação de desamparo e desalento que
caracteriza a maior parte das pessoas com mais de 65
anos, atualmente entregues à própria sorte, sobretudo
nas periferias das grandes cidades" - diz ele em defesa
da proposta.
Se o Legislativo aprovar essa mudança, que tem parecer
favorável da Comissão de Constituição, Justiça e
Cidadania (CCJ), o senador diz que o Brasil estará
construindo um quadro jurídico e fático muito mais apto
a oferecer um futuro promissor à velhice.
Fonte: Agência
Senado

24/01/12
-
INSS recupera mais de R$ 20 milhões em benefícios pagos
indevidamente
Da Redação (Brasília) - O Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) recuperou, em 2011, R$ 23,7 milhões
referentes à devolução de valores pagos indevidamente
após óbito de beneficiários. O montante foi devolvido
por meio de cobrança administrativa às instituições
financeiras que pagam os benefícios do instituto.
"É uma demonstração de que a Previdência Social, além de
trabalhar no processo de identificação das fraudes, vem
conseguindo reverter esses valores que foram pagos
indevidamente, para que possam cumprir a verdadeira
função", destaca o presidente do INSS, Mauro Luciano
Hauschild.
Para facilitar o atendimento ao segurado da Previdência
Social e aprimorar o controle dos pagamentos pelas
instituições financeiras, o INSS exige que os bancos
renovem anualmente a senha daqueles que recebem
pagamento de benefício, seja por cartão magnético,
conta-corrente ou conta-poupança.
"Esse é um dos diversos mecanismos para evitar o
pagamento indevido de benefícios. Mas também é
importante ter sistemas mais ágeis, mais seguros, além
de capacitar os servidores para que eles possam conhecer
a legislação e como funcionam os sistemas", ressalta
Mauro Hauschild.
Segundo Hauschild, a Previdência Social também vem
aperfeiçoando as relações com a Polícia Federal e o
Ministério Público Federal para combater fraudes. "Além
disso, as possibilidades de monitoramento das operações
realizadas por servidores e por terceiros são sempre
acompanhadas para minimizar as chances de ocorrência de
uma fraude ou de um pagamento indevido sem que a gente
tenha uma rápida detecção dessa situação", completa.
Fonte:
MPAS

24/01/12
-
Mundo precisa gerar mais de 600 milhões de empregos em
dez anos para recuperar níveis pré-crise
O mundo precisará
criar 600 milhões de empregos na próxima década. O
alerta foi feito pela Organização Internacional do
Trabalho (OIT) em relatório divulgado hoje (23),
intitulado Tendências Mundiais de Emprego 2012.
O documento alerta para o fato de que não haverá
alterações significativas nas taxas de desemprego em
todo o mundo, nos próximos quatro anos. A estimativa é
que, neste ano, o número de desempregados atinja 200
milhões e, até 2016, esse número poderá alcançar os 206
milhões.
Caso o cenário
econômico tenha uma piora até o fim deste ano, o número
de desempregados em todo o mundo poderá atingir mais de
204 milhões e, em 2013, mantendo-se o mesmo cenário,
esse número poderá chegar a 209 milhões.
Em 2011, de
acordo com o documento, o número de jovens desempregados
entre 15 e 24 anos chegou aos 74,8 milhões, isso
significa um aumento de mais de 4 milhões desde 2007. O
relatório diz ainda que 6,4 milhões de jovens perderam a
esperança de encontrar um emprego e deixaram o mercado
de trabalho. Aqueles que estão empregados, na maioria,
trabalham em postos de meio período ou estão submetidos
a contratos temporários.
Segundo a OIT, o
número de pessoas empregadas sofreu uma queda entre 2007
e 2010. A taxa de pessoas empregadas em 2007 no mundo
todo era 61,2% e, em 2010, caiu para 60,2%, o maior
declínio desde 1991. A OIT diz que as projeções para os
próximos anos não são boas e é possível que em 2013 seja
registrada uma taxa ainda menor do que a de 2010. A
organização aponta ainda que, mesmo no melhor cenário,
as taxas de criação de empregos não serão suficientes
para trazer um aumento significativo dos níveis de
emprego.
Ainda de acordo
com o relatório, as perspectivas econômicas mundiais são
incertas e os níveis de investimento em todo o mundo têm
sido desiguais. Nas economias avançadas e na Europa
Oriental, os problemas financeiros não foram resolvidos
e há altos níveis de incerteza sobre as perspectivas
globais. Além disso, há uma menor propensão das famílias
ao consumo, o que tem retardado a recuperação dos
investimentos empresariais. A lenta recuperação desses
investimentos tem trazido efeitos negativos para as
taxas de emprego, como o aumento do desemprego.
Por outro lado,
as economias emergentes – como o Brasil – têm voltado
aos níveis pré-crise de investimento e deverão aumentar
essas taxas no médio prazo. No entanto, a desaceleração
dos investimentos nas economias mais fortes pode ser
prejudicial para as economias em desenvolvimento. A OIT
estima que o fortalecimento dos incentivos econômicos
pode gerar uma recuperação mais rápida e que um
crescimento de 2% do Produto Interno Bruto (PIB)
mundial, traduzido em valores nominais de US$ 1,2
bilhões, é necessário para absorver a lacuna de empregos
criada pela crise financeira.
A OIT acredita
que, para lidar com a recessão prolongada criada pela
crise financeira internacional e colocar a economia
mundial em um caminho sustentável é necessária uma
mudança nas políticas públicas. Segundo a entidade, as
políticas promovidas no período da crise, de
financiamento do déficit público, e a flexibilização
monetária não são eficientes. A OIT também sugere que
uma maior liquidez financeira poderia ajudar os países,
com reflexos na economia mundial. Esse tipo de medida,
para o organismo internacional, é um dos pontos
necessários para estimular a criação de empregos.
O relatório
recomenda ainda uma maior regulação do sistema
financeiro para restabelecer a credibilidade e a
confiança dos mercados. Isso, conforme a OIT, permitiria
que os bancos superassem o risco creditício que se
instalou com a crise. Além disso, todas as empresas se
beneficiariam com a volta do crédito, o que poderia
ajudar na criação de novos empregos.
Fonte:
Agência Brasil

23/01/12
-
Centrais farão ato de massa e pressão política em
Brasília
Força, UGT, Nova Central, CTB e CGTB reuniram-se em São
Paulo na manhã de sexta (20), para definir uma série de
ações conjuntas. A reunião, na sede da Força Sindical,
teve o sentido de unir e mobilizar o campo sindical,
além de propor medidas que fortaleçam a indústria e a
economia.
Uma das deliberações das Centrais foi realizar, em
meados de março, um grande ato na avenida Paulista. A
meta é reunir 200 mil pessoas, mobilizadas pelas
bandeiras do desenvolvimento, emprego, salário e queda
nos juros. A mobilização visa a uma aliança
produtivista, incluindo setores do empresariado.
Supremo - As Centrais também decidiram
enviar uma espécie de memorando ao Supremo Tribunal
Federal (STF), tendo em vista a ADIN do DEM, que
questiona não só as contribuições, mas a própria
legalidade das Centrais Sindicais.
Brasília - Após a manifestação de
massas em São Paulo em meados de março, as Centrais vão
fazer atos em Brasília, concentrando o foco junto ao
governo e ao Congresso Nacional. “Queremos levar a
Brasília uma mensagem da força que será demonstrada no
ato em março”, afirma um assessor sindical que ajudou na
articulação do encontro desta sexta.
1º de Maio - Um dos temas do encontro
das cinco Centrais foi a realização do 1º de Maio. A
novidade é que o ato voltará para a Praça Campo de
Bagatelle, na Zona Norte paulistana.
CUT - A Central Única dos Trabalhadores
será chamada para os atos de massa, a ação em Brasília e
o 1º de Maio.
Mais informações:
Sites das Centrais
Paulinho – Força: (11) 3348.0000
Patah – UGT: (11) 2111.7300
Calixto – Nova Central: (61) 3226.4000
Wagner – CTB: (11) 3106.0700
Bira – CGTB: 3822.1196
Fonte: Agência
Sindical

23/01/12
-
Projeto libera uso do FGTS para construção da casa
própria
A
Câmara analisa o Projeto de Lei 2703/11, do deputado
Zoinho (PR-RJ), que permite ao trabalhador usar o seu
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para
custear a construção da casa própria.
Atualmente, a lei que regula o FGTS (8.036/90) só
possibilita a movimentação da conta para compra da
moradia ou lote. Com relação à construção da casa
própria, a Caixa Econômica Federal, gestora do fundo,
pode permitir o uso do recurso se a obra for feita em
regime de cooperativa ou consórcio, ou se for financiada
por banco ou construtora.
O
deputado não concorda com as restrições impostas. “O
trabalhador não pode ser obrigado a aderir a uma
cooperativa ou a participar de um consórcio de imóveis
tampouco a contrair um empréstimo para viabilizar sua
casa própria com os recursos do FGTS”, condena.
Zoinho
defende o saque direto da conta do FGTS para que o
trabalhador possa construir sua residência. “Em muitos
casos, o empregado já possui um lote ou tem verbas para
comprá-lo, mas não para a construção da casa. Nessa
situação, é justo que ele também possa utilizar tais
recursos para erguer sua moradia”, argumenta.
Tramitação
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo, será analisada pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Finanças e Tributação (inclusive quanto ao
mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

23/01/12
-
Salário maior e mais empregos formais reduzem jornada no
País
O brasileiro
passa cada vez menos tempo no trabalho. Dados do Censo
2010 revelam que o porcentual das pessoas que trabalham
mais de 45 horas por semana caiu quase pela metade em
uma década. Em 2000, 44% dos trabalhadores do País
passavam mais tempo que isso no serviço, número que
baixou para 28% em 2010. Isso significa que, em números
absolutos, 5 milhões de pessoas deixaram de trabalhar
mais de 9 horas por dia.
O número
impressiona ainda mais quando se leva em conta que mais
de 20 milhões de brasileiros - o equivalente a toda
população da Grande São Paulo - ingressaram no mercado
de trabalho nos últimos dez anos, segundo o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ao mesmo tempo,
cresceu a proporção de pessoas que trabalham menos de 14
horas por semana - o salto foi de 3% para 8,3% do total
da população economicamente ativa, um ganho de 5 milhões
de trabalhadores. A maior parcela da população tem uma
jornada semanal que varia entre 40 horas e 44 horas.
A redução da
jornada de trabalho nos últimos anos está diretamente
ligada ao aumento real no salário do brasileiro - hoje,
ganha-se mais por hora trabalhada que em 2000 - e também
à formalização do mercado de trabalho. A porcentagem de
trabalhadores com carteira assinada pulou de 36% para
44% entre 2000 e 2010 - na contramão, os funcionários
sem carteira de trabalho caíram de 24% para 18%.
Redução
da jornada
"A formalização do trabalho regula a jornada de
trabalho e a hora extra. A empresa ou o empregador vão
evitar de pagar hora extra, portanto, vão reduzir a
jornada para o que é oficial", diz Arnaldo Mazzei
Nogueira, professor doutor da FEA-USP e PUC-SP.
Pizza. Isso
aconteceu, por exemplo, com grande parte dos
entregadores da pizzaria Dídio, da Lapa. A profissão era
bastante informal no início da década, mas pouco a pouco
mais vagas com carteira assinada foram surgindo.
Hoje, na Dídio,
todos os entregadores trabalham em horário definido, com
direito a férias e 13º. "Dá uma tranquilidade que eu não
tinha alguns anos atrás, quando trabalhava em outra
pizzaria, não tinha hora para sair e ainda ganhava menos
que aqui", conta Eduardo Evangelista Nunes, de 50 anos.
No Rio de
Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal,
os trabalhadores com carteira assinada já são maioria da
população. Mas alguns Estados ainda mantém um baixo
contingente de profissionais com carteira de trabalho.
Um exemplo é o Maranhão, onde apenas 20,8% são
registrados. "Ainda há um grande contingente de
trabalhadores sem regulação e que pode estar trabalhando
jornadas insuportáveis", lembra Nogueira.
Mulheres
O mercado de trabalho mais feminino, tendência
da última década, também colaborou para reduzir a
jornada. A diferença da participação entre homens e
mulheres em postos de trabalho caiu de 20 pontos
porcentuais para apenas seis em dez anos. "As mulheres
costumam trabalhar menos horas do que os homens e a
inclusão delas deve ter reduzido a média de horas
semanais", afirmou Regina Madalozzo, professora do
Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper).
No Piauí, Paraíba
e Ceará, a mão de obra feminina já supera a masculina.
Os outros Estados do Nordeste também lideram a
porcentagem de mulheres no mercado. "Isso ocorreu por
causa da melhora econômica da região, urbanização e
expansão dos serviços e comércio", analisa Nogueira. O
professor lembra que essa redução da diferença entre
gêneros não reflete uma igualdade salarial. Levantamento
de maio do ano passado, também do IBGE, mostrou que o
salário médio da mulher é 20% menor que o do homem.
Qualificação.
Para o economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale,
outro fator que pode ter influenciado a redução da
jornada de trabalho foi o aumento da quantidade de
pessoas que divide o dia entre trabalho e estudos, de
olho numa melhor qualificação. "Pode ser que essas
pessoas tenham diminuído um pouco a carga de trabalho
para poder ter mais tempo de estudo."
A formalização e
o aumento da idade média dos trabalhadores deverá se
acentuar nas próximas décadas. A perspectiva do País de
se tornar a quinta maior economia do mundo até 2015
deverá exigir, sobretudo, um aumento da capacitação dos
trabalhadores. "A palavra mais importante nos próximos
anos será capacitação. O País vai precisar de pessoas
capacitadas e qualificadas", afirma Regina.
Fonte:
O Estado de S.Paulo

23/01/12
-
Projeto de lei atualiza redação da Consolidação das Leis
do Trabalho
O Projeto de Lei
2.322/11, em análise na Câmara, atualiza a Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43).
Segundo o autor da proposta, deputado João Dado
(PDT-SP), a alteração de terminologias e a modificação
dos valores de multas, entre outras medidas,
justificam-se uma vez que a redação original da
legislação conta com quase 70 anos e nem sempre
acompanhou as inovações trazidas à área trabalhista por
decretos-leis, leis ordinárias e emendas
constitucionais.
O parlamentar
cita várias normas legais posteriores à CLT que embasam
sua proposta. Entre elas, está a Lei 7.701/88, que criou
as seções especializadas em dissídios coletivos e
individuais no Tribunal Superior do Trabalho e nos
tribunais regionais do Trabalho.
Já a Emenda
Constitucional 24/99 extinguiu a representação classista
na Justiça do Trabalho, alterou a nomenclatura dos
órgãos de primeiro grau desse ramo do Poder Judiciário e
tornou inócuos dispositivos da CLT que regulamentavam a
exceção de suspeição de juiz de primeiro grau, que
passou a ser regulada pelo Código de Processo Civil.
Outra
modificação, dessa vez trazida pela Emenda
Constitucional 45/04, ampliou a competência e a
estrutura dos órgãos da Justiça do Trabalho. A Lei
10.770/03 permitiu aos tribunais regionais do Trabalho
estabelecer a jurisdição de suas varas e transferir as
respectivas sedes de um município para outro, se
necessário.
Multas
O deputado destaca também que outras leis
substituíram, em razão de mudanças na política
econômica, a base de cálculo das multas previstas por
descumprimento de normas de segurança e de medicina do
trabalho, entre outras.
Por outro lado,
ressalta o autor da proposta, a implantação do processo
eletrônico na Justiça do Trabalho levou à modificação
dos procedimentos relativos à tramitação nos órgãos
julgadores, tornando obsoletas várias das atribuições
delegadas pela CLT às secretarias desses órgãos.
"As alterações
citadas não estão refletidas na Consolidação das Leis do
Trabalho. Em razão disso, a consulta a essas normas é
dificultada pelas várias remissões a outros diplomas
legais, os valores das penalidades encontram-se
desatualizados e, em alguns casos, traduzem-se em
importâncias irrisórias", explica Dado.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

23/01/12
-
Sindicalistas creem em negociações salariais positivas
para este ano
As previsões para
negociações salariais são positivas este ano. A
expectativa dos resultados para acordos e convenções
coletivas é semelhante ao que ocorreu no primeiro
semestre de 2011, segundo especialistas e sindicalistas.
Nesse período,
93,2% das categorias profissionais tiveram reposição da
inflação e ganho real.
Para o
diretor-técnico do Dieese (Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz
Lucio, a aposta é de aceleração da economia no início do
segundo semestre deste ano.
O resultado do
PIB (Produto Interno Bruto) também é esperado acima dos
cerca de 3%, resultado que deve ser obtido em 2011.
Recuperação
"O País não entrou em recessão no ano passado
porque houve medidas políticas para que isso não
ocorresse. Temos a pressão da crise econômica
internacional, mas também ações para aquecer a
economia", afirma o secretário-geral da Força Sindical,
João Carlos Gonçalves (Juruna).
Fonte: Agência
Sindical

A
Câmara analisa o Projeto de Lei 2798/11, do deputado
Benjamin Maranhão (PMDB-PB), que estende aos garimpeiros
o direito ao seguro-desemprego nos períodos em que forem
impedidos de exercer a atividade. Terão direito ao
benefício, por três meses, no valor de um salário mínimo
mensal, os trabalhadores autônomos que atuem em regime
familiar ou de cooperativa.
Pela
proposta, o impedimento à atividade garimpeira terá de
ser reconhecido por autoridade competente.
De acordo com Benjamin Maranhão, o objetivo é proteger a
dignidade e a integridade física dos garimpeiros, “que,
em períodos quase impossíveis de trabalhar, são
praticamente obrigados a enfrentar situações de risco”.
Atualmente, a Lei 10.779/03 concede seguro-desemprego a
pescador profissional que exerça sua atividade de forma
artesanal, individualmente ou em regime de economia
familiar, no valor de um salário mínimo mensal, durante
o período de defeso. Nesse período, estabelecido
conforme a época de reprodução das espécies, a pesca é
proibida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e
dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Tramitação
O projeto, que tramita em
caráter conclusivo, será analisado pelas
comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

Com o reajuste do salário-mínimo, a partir de 1º de
janeiro, os valores do seguro-desemprego também foram
reajustados. O menor valor da parcela é de R$ 622, e o
maior, de R$ 1.163,76. Têm direito ao benefício os
trabalhadores demitidos sem justa causa, o pescador
artesanal e o empregado doméstico, desde que o
empregador esteja recolhendo o Fundo de Garantia de
Tempo de Serviço (FGTS). Todos os pagamentos gerados a
partir de 1º de janeiro já saem com novo valor, mesmo
aqueles que terão apenas a última parcela a ser
liberada.
O seguro é pago com base na média dos três últimos
salários recebidos. Já a quantidade de parcelas, de três
a cinco, é calculada com base no período em que o
trabalhador teve vínculo empregatício nos 36 meses
anteriores ao requerimento. O trabalhador que comprovar
vínculo empregatício entre 6 e 11 meses, terá direito a
três parcelas. Se o período for de 12 a 23 meses, quatro
parcelas; e o trabalhador que comprovar vínculo
empregatício de 24 meses terá direito a cinco parcelas.
O cálculo do valor do benefício varia de acordo com a
média salarial. Quando a média dos três últimos salários
anteriores à dispensa for de até R$ 1.026,77, o valor da
parcela será o resultado da média salarial multiplicado
pelo fator 0,8.
Quando a média dos três últimos salários anteriores à
dispensa estiver entre R$ 1.026,78 e R$ 1.711,45, será
aplicado o fator 0,8 até o limite da faixa anterior (R$
1.026,77) e, no que exceder, o fator 0,5. O valor da
parcela será a soma desses dois valores.
Quando a média dos três últimos salários anteriores à
dispensa for superior a R$ 1.711,45, o valor da parcela
será, invariavelmente, R$ 1.163,76.
O trabalhador pode requerer o benefício a partir do 7º
até o 120º dia após a demissão sem justa causa. Para
tanto, deve procurar as superintendências regionais do
trabalho e emprego (SRTEs), gerências do trabalho, Sine,
ou postos/sindicatos conveniados ao MTE. Os recursos são
do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).
Fonte: A
bdir

14/01/12
-
Centrais convocam ato contra juros altos para quarta
(18) em frente ao BC
Na próxima
quarta-feira (18), dia em que o Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne, as
centrais sindicais (CTB, CUT, CGTB, Força Sindical, NCST
e UGT), convocam toda a classe trabalhadora para um ato
de protesto contra os juros, em frente ao prédio do
Banco Central, em São Paulo.
O ato nacional
acontece a partir das 10h30, na Avenida Paulista (SP),
onde as centrais pretendem reunir mais de 2 mil
trabalhadores. No entanto, a orientação das centrais é
de que atos sejam realizados em todas as capitais
brasileiras que tenham sede do Banco Central (BC).
Na Bahia e no Rio
de Janeiro as centrais e movimentos sociais promoverão o
ato na terça-feira (17). Durante o ato carioca, serão
distribuídos à população cerca de 10 mil manifestos
denunciando essa equivocada política altos, que
beneficia os banqueiros, em detrimento de investimentos
em setores essenciais para população como saúde, moradia
e educação.
A atividade faz
parte do calendário do Movimento Por um Brasil com juros
baixos: mais empregos e maior produção.
A meta das
centrais é pressionar o governo para que adote um
política que priorize o aumento do emprego e da
produção. Promovendo desta forma a valorização do
trabalho e desenvolvimento nacional.
"Um país como o
nosso, com urgente necessidade de crescer e se
desenvolver, não pode se dar ao luxo de transferir
enormes volumes de capital na forma de renda
improdutiva", destaca o manifesto unitário das centrais
sindicais.
A primeira
reunião do Copom de 2012, acontece no dias 17 e 18 de
janeiro (terça e quarta-feira). Nas primeiras cinco
reuniões de 2011, o Copom decidiu elevar a taxa básica
de juros da economia brasileira (Selic).
Nas duas
primeiras, a alta foi de 0,5 ponto percentual. Em outras
três posteriores, o aumento foi de 0,25 ponto. Em
setembro, o BC surpreendeu o mercado ao anunciar um
corte de 0,5 ponto percentual. Fato que se repetiu nas
reuniões de outubro (0,5) e dezembro (0,5).
À época, os
sindicalistas criticaram a tímida redução na taxa em 0,5
ponto percentual, considerada insuficiente para que o
país continue a enfrentar a crise financeira
internacional.
Acesse o calendário de
reuniões do BC para 2012
Serviço:
Ato contra a política de juros altos
Banco Central - Avenida Paulista, 1084 - São Paulo
Dia 18 de janeiro - 4ª feira
A partir das 10h30
Fonte:
Portal CTB

14/01/12
-
OIT destaca política do governo brasileiro de
valorização do salário mínimo
A experiência do
Brasil de valorização do salário mínimo foi destacada no
relatório Panorama Laboral, da Organização Internacional
do Trabalho (OIT) divulgado na última quinta-feira (11).
Segundo o relatório, apesar de haver outras referências
importantes na América Latina e no Caribe, cabe destacar
a experiência brasileira por causa de sua importância no
desenvolvimento socioeconômico recente do país.
O Brasil adotou,
durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, uma política de valorização do salário
mínimo que acabou virando lei, em 2011, durante o
primeiro ano do governo da presidenta Dilma Rousseff.
A política foi
fruto de um acordo entre sindicalistas, empresários e o
governo. A base de cálculo para o salário é a inflação
do período anterior mais a variação do Produto Interno
Bruto (PIB) do penúltimo ano. No Brasil, o salário
mínimo tem abrangência nacional e, legalmente, nenhum
trabalhador pode receber um subsídio menor.
Entre os
critérios adotados pela política de valorização do
salário mínimo estão fatores como a preservação do poder
aquisitivo, medido pelo índice de Preços ao Consumidor
Amplo (IPCA) - inflação oficial; e um aumento real
baseado no PIB.
Considerando os
dois períodos (16 anos), o salário mínimo duplicou em
termos reais. O relatório afirma que o salário mínimo é
um pilar importante do modelo de crescimento com
inclusão social, dada a sua referência para a
estruturação do mercado de trabalho e para as políticas
sociais.
Durante os oito
anos de governo do presidente Lula (2003 a 2010), o
salário mínimo aumentou, em média, 5,8% ao ano, com um
incremento real acumulado de quase 60% de acordo com o
documento.
No mesmo período,
o PIB aumentou, em média, 4% ao ano, sendo que o PIB per
capita cresceu em um ritmo de 2,3%. O resultado disso,
segundo o relatório, foi um crescimento do salário
mínimo acima do PIB o que desencadeou efeitos
redistributivos importantes e contribuiu para a redução
dos níveis de pobreza.
Esse crescimento,
aponta o relatório, é quase o dobro do observado durante
o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995
a 2002). Nesses anos, o crescimento do salário mínimo
foi de 3,3% ao ano e o crescimento do PIB de 2,3%; o PIB
per capita cresceu 0,8%.
Fonte: Agência Brasil

13/01/12
-
Juízes do Trabalho articulam mudanças no projeto de lei
de terceirização
A Associação
Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho
(Anamatra) está decidida a elevar os esforços para
tentar promover mudanças na proposta de regulamentação
de terceirização de mão de obra que tramita no
Congresso. O diagnóstico da entidade em relação ao texto
costurado na Câmara dos Deputados é claro: haverá um
incentivo direto à terceirização do trabalho, os
trabalhadores terão mais dificuldades para obter seus
direitos na Justiça e menor poder de barganha nas
negociações com seus patrões.
No ano passado,
representantes da Anamatra participaram de reuniões com
técnicos dos ministérios do Trabalho e da Justiça e
também com parlamentares para tratar do assunto. Até
agora, no entanto, não obtiveram sucesso.
Tramitação
O projeto é relatado pelo deputado Roberto
Santiago (PSD-SP), e pode ser analisado pela Comissão de
Constituição e Justiça e pelo plenário da Câmara no
primeiro semestre. Se aprovado, o texto será ainda
enviado ao Senado e terá de receber o crivo da
presidente Dilma Rousseff.
A Anamatra,
entretanto, não terá vida fácil. Além do lobby do
empresariado em favor do projeto, o movimento sindical
se dividiu. O relator é vice-presidente da União Geral
dos Trabalhadores (UGT), mas a Central Única dos
Trabalhadores e a Central dos Trabalhadores e
Trabalhadoras do Brasil (CTB), por exemplo, criticam
alguns pontos do seu parecer.
Outro fator pode
dificultar a ação dos juízes do Trabalho: o governo, que
tem uma base parlamentar formada tanto por
representantes dos trabalhadores como dos empresários,
evita anunciar uma posição clara sobre o assunto e
colocar seu peso político para influenciar a tramitação
da proposta.
Reforma
trabalhista precarizante
"O projeto vai acabar produzindo no Brasil uma
reforma trabalhista precarizante e vai comprometer o
futuro do Brasil", afirmou o vice-presidente da
Anamatra, Paulo Schmidt, segundo quem já há 11 milhões
de trabalhadores terceirizados entre os 43 milhões de
empregados formais no país. "A aprovação desse projeto
significa uma reforma trabalhista jamais pensada pelo
mais radical dos liberais."
Na avaliação de
Schmidt, ao não estabelecer regras claras para proibir a
terceirização dos trabalhadores responsáveis pela
execução de atividades fins das empresas, o projeto de
lei gerará um cenário em que o Brasil poderá ter
diversas empresas sem empregados. Ao admitir a
subcontratação, acrescentou o vice-presidente da
Anamatra, a proposta também poderá acabar permitindo a
"quarteirização e a quinteirização".
"A
responsabilidade pela mão de obra vai se diluindo para,
ao fim e ao cabo, não haver responsabilidade nenhuma",
alertou o dirigente da Anamatra, lembrando que a maioria
dos processos judiciais que os trabalhadores vencem mas
não conseguem executar a sentença é movida por
trabalhadores terceirizados. "Para o juiz do Trabalho, o
direito do trabalho é menos efetivo na terceirização.
Não é uma questão ideológica, é uma questão prática."
Responsabilidade subsidiária x solidária
Paulo Schmidt também criticou a forma como o
projeto de lei em tramitação define a responsabilidade
das empresas contratantes pelos trabalhadores
terceirizados. O parecer em discussão na Câmara
estabelece que inicialmente a responsabilidade seja
subsidiária. Mas, se a empresa contratante não se
certificar que a sua contratada está assegurando os
direitos dos trabalhadores terceirizados, passará a ter
responsabilidade solidária.
Quando há
responsabilidade subsidiária, o terceirizado só pode
cobrar direitos trabalhistas da empresa contratante
depois que forem esgotadas as possibilidades de
cobrá-los da empresa contratada. Já a responsabilidade
solidária determina que a tomadora e a prestadora do
serviço se responsabilizem pelas obrigações trabalhistas
e previdenciárias.
Fonte: Valor Econômico

A Câmara analisa
o Projeto de Lei 2567/11, do Senado, que concede novos
direitos aos aposentados que permanecerem ou voltarem ao
trabalho em atividades regidas pelo Regime Geral da
Previdência Social.
Pela proposta,
esses profissionais passarão a desfrutar de benefícios
que deixaram de receber em razão da aposentadoria.
Assim, eles voltarão a receber o auxílio-doença, o
auxílio-acidente e o apoio do serviço social.
Atualmente, os aposentados que continuam trabalhando têm
direito apenas ao salário-família e à reabilitação
profissional.
Segundo o autor
da proposta, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), os
aposentados que trabalham sofrem discriminação com as
atuais restrições. “Eles contribuem como os demais
trabalhadores, mas não recebem dois dos auxílios de que
mais precisam, já que em função da idade estão mais
predispostos a doenças e acidentes”, afirma.
Tramitação
A matéria tramita em
caráter conclusivo e será examinada pelas
comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

06/01/12
-
Cesta básica subiu em 16 de 17 capitais em 2011, segundo
Dieese
Apenas
uma de 17 capitais pesquisadas pelo Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) apresentou queda do preço médio da cesta básica
em 2011 - Natal, com variação negativa de 3,38% no
acumulado do ano.
De
acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira
(5), três capitais tiveram elevação de preços acima de
10% em 2011: Vitória (13,80%), Belo Horizonte (11,76%) e
Florianópolis (10,20%). Em 2010, 14 capitais haviam
registrado altas acima de 10%.
Em São
Paulo o custo da cesta básica apresentou avanço de 4,57%
em 2011. Também registraram aumento Porto Alegre
(9,80%), Rio de Janeiro (8,34%), Belém (7,81%), Brasília
(6,08%), Goiânia (5,15%), João Pessoa (5,13%), Recife
(5,10%), Fortaleza (4,65%), Aracaju (3,60%), Salvador
(3,53%), Curitiba (1,91%) e Manaus (1,48%).
Em
dezembro, a maior variação mensal foi verificada em
Goiânia, com alta de 5,58% ante novembro.
Depois
vieram Vitória (4,35%), Fortaleza (4,25%), Natal
(3,09%), João Pessoa (3,00%), Belo Horizonte (2,85%),
Recife (2,60%), Salvador (1,81%), Rio de Janeiro
(0,46%), Belém (0,38%), São Paulo (0,35%) e Aracaju
(0,24%).
Cinco
capitais apresentaram deflação em dezembro:
Florianópolis (-2,28%), Curitiba (-1,80%), Porto Alegre
(-0,99%), Manaus (-0,98%) e Brasília (-0,50%).
O
Dieese realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta
Básica nas cidades de Aracaju, Belém, Belo Horizonte,
Brasília, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia,
João Pessoa, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de
Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória.
Fonte: Agência
Estado

06/01/12
-
Exploração de trabalho escravo registra recorde
Apenas dois nomes
foram tirados da chamada “Lista Suja”, como é conhecido
o Cadastro de Empregadores que exploram a mão de obra no
País, colocando os trabalhadores em regime análogo ao
trabalho escravo. A atualização do cadastro é feita a
cada seis meses.
No último
período, 52 nomes foram incluídos na lista, que agora
contém 294 infratores. O número, que reúne pessoa física
e jurídica, é um recorde vergonhoso no que diz respeito
aos contratadores.
O cadastro foi
atualizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e
os dois nomes foram retirados após a comprovação de que
passaram a respeitar os direitos dos trabalhadores.
Para coibir a
exploração ilegal de mão de obra análoga à de escravo, o
governo Lula criou em 2004 um cadastro onde figura os
empregadores flagrados praticando esse tipo de
exploração. Ao ser inserido nesse cadastro, o infrator
fica impedido de obter empréstimos em bancos oficiais do
governo e também entra para a lista das empresas
pertencentes à “cadeia produtiva do trabalho escravo no
Brasil”. A iniciativa é para impedir a comercialização
dos artigos produzidos dessa forma.
Mais
informações: www.mte.gov.br
Fonte: Agência Sindical

A Câ6mara analisa
proposta que aumenta a multa paga pelo empregador nos
casos de registro na carteira de trabalho de anotações
que possam causar dano à imagem do empregado. A medida
está prevista no Projeto de Lei 2420/11, que fixa a
sanção em dez vezes o salário do trabalhador. Hoje, de
acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT –
Decreto-lei 5452/43), a multa corresponde a meio salário
mínimo.
O autor do
projeto, deputado Romero Rodrigues (PSDB-PB), argumentou
que esse aumento deverá coibir qualquer tipo de
“vingança ou revanche contra o trabalhador” por meio da
carteira de trabalho.
A proposta ainda
prevê que a multa paga pelo empregador poderá ser
revertida para o empregado, como uma espécie de
indenização, e que o trabalhador ainda pode requerer
judicialmente outra compensação por eventual dano moral
sofrido.
Exemplos
O PL 2420/11 também exemplifica casos que configuram
“anotações desabonadoras”. Pela proposta, são exemplos
anotações referentes a sexo ou sexualidade, origem,
raça, cor, estado civil, situação familiar, idade,
condição de autor em reclamações trabalhistas, saúde e
desempenho profissional ou comportamento.
Atualmente, a lei
trata somente de forma genérica sobre o assunto, sem
citar casos. Uma portaria do Ministério do Trabalho e
Emprego (41/07) estabelece os mesmos exemplos previstos
na proposta de Romero Rodrigues. “Um texto mais
pormenorizado parece mais adequado ao cumprimento dos
objetivos de preservar a carteira de trabalho e os
trabalhadores contra esse tipo de abuso”, argumentou o
deputado.
Tramitação
A proposta, que tramita de forma
conclusiva, será analisada pelas comissões de
Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

05/01/12
-
Déficit: mundo precisa criar 64 milhões de empregos,
estima ONU
A
Organização das Nações Unidas (ONU) estima que 2011
terminou com déficit de 64 milhões de empregos
globalmente. Esse é o numero de empregos necessários
para restaurar o nível de antes da crise e absorver as
pessoas que entram no mercado de trabalho.
A
ONU lançará neste mês o seu relatório anual sobre a
economia global, insistindo que o alto desemprego, a
crise da dívida da zona do euro e austeridade fiscal
prematura estão jogando a economia mundial em nova
recessão.
Nota que EUA e União Europeia, as duas maiores economias
do mundo, estão profundamente interligados e seus
problemas podem alimentar as dificuldades em geral.
Já
pesquisas sobre produção industrial de dezembro,
divulgadas ontem, sugerem que a economia americana
continuou a resistir à desaceleração na Europa. Algumas
consultorias apontam crescimento econômico de 2,5% para
a economia americana em base anualizada no quarto
trimestre de 2011, enquanto o PIB da zona do euro teria
já contraído em taxa similar.
Embora a expansão dos EUA possa diminuir neste ano,
analistas acham que a divergência entre as duas grandes
economias persistirá em 2012 e 2013. Por exemplo, a taxa
de desemprego nos EUA caiu de 9,2% no verão para 8,6% em
novembro, enquanto na zona do euro aumentou para 10,3%.
Por
sua vez, a ONU avalia que, entre os países em
desenvolvimento, o crescimento de China e Índia
continuará "robusto". Mas Brasil e México podem sofrer
maior "visível desaceleração".
Fonte:
Valor Econômico

05/01/12
-
Consumo de energia no Brasil deve crescer 4,5% ao ano na
próxima década
Um
estudo divulgado nesta quarta-feira (4) pela Empresa de
Pesquisa Energética (EPE), do Ministério de Minas e
Energia, prevê um crescimento do consumo de energia no
país de 4,5% ao ano, pelos próximos dez anos. Segundo o
estudo, a demanda nacional deve passar dos 472 mil
gigawatts-hora (GWh) consumidos em 2011 para 736 mil GWh
em 2021.
Segundo a EPE, o crescimento da demanda de energia será
inferior à estimativa de crescimento da economia de 4,7%
ao ano. Isso significa que, para produzir R$ 1 do
Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e
serviços produzidos no país), será necessário consumir
menos energia.
Entre os setores da economia, o comércio deverá ter o
maior aumento na demanda por energia na próxima década:
5,8% ao ano. Já o consumo do setor residencial deverá
crescer 4,5% e o do setor industrial, 4,4%.
A
EPE estima ainda que será possível economizar 32,2 mil
GWh em 2021, por meio da eficiência energética. O volume
é equivalente ao que será produzido pela Usina
Hidrelétrica de Belo Monte, que está sendo construída no
Pará e é uma das principais obras do governo.
Fonte: Agência Brasil

04/01/12
-
Que esperar do Congresso em 2012 para trabalhadores
celetistas
André Santos*
Depois de uma atuação de destaque do Congresso Nacional
em 2011 com aprovação de leis importantes para classe
trabalhadora, entre elas, a política de valorização do
salário mínimo, a Certidão Negativa de Débitos
Trabalhistas e o aviso prévio proporcional de até 90
dias, o Legislativo pode protagonizar ainda mais ações
em defesa da classe trabalhadora neste ano.
Deputados e senadores podem debater e votar proposta que
têm interferência direta na vida dos trabalhadores do
campo, da cidade e também dos servidores públicos. São
projetos que - assim como o que regulamentou o aviso
prévio de 90 dias, que tramitava desde 1989 no Congresso
Nacional - estão há anos em debate, mas ainda não
encontraram o consenso necessário para aprovação.
Emendas à Constituição
Entre essas proposições, várias fazem parte da pauta
unitária da classe trabalhadora. A Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) 231/95. A PEC pretende reduzir a
jornada de trabalho das atuais 44h para 40h semanais. A
matéria está em debate desde a Constituinte de 1988,
quando os trabalhadores venceram parte da batalha com a
redução da jornada, há época, das 48h para 44h semanais.
Para que os trabalhadores possam alcançar a vitória com
essa proposta, será necessário um acordo com os
empresários que atualmente são maioria no Congresso
Nacional, 273 dos 513 deputados. Para aprovação da PEC
são necessários 308 votos. Os trabalhadores também
esperam uma atuação mais efetiva da bancada do governo
em relação a esta proposta.
Para os trabalhadores do campo, o Congresso pode votar a
Proposta de Emenda a Constituição (PEC) 438/01. A
matéria pune com a desapropriação de terras onde existem
trabalhadores em situação semelhante a de escravos. Como
a proposta tem um apelo social forte, a matéria pode ser
apreciada em segundo turno na Câmara e retornar para
analise no Senado Federal.
Fator previdenciário
Depois de aprovado no Senado Federal, o PL 3.299/09, que
trata do fim do fator previdenciário, aguarda decisão da
Câmara dos Deputados. A matéria será debatida na
Comissão Negocial criada no ano passado pelo presidente
da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS).
O
governo aceitou à época que a matéria estava em
discussão na Comissão de Finanças e Tributação sob a
relatoria do deputado Pepe Vargas (PT-RS)apresentou uma
alternativa à extinção do fator - sua flexibilização,
com a criação da fórmula 85/95, mas não foi aceita por
parte das centrais sindicais.
O fator previdenciário foi criado pela Lei 9.876/99 como
alternativa de controle de gastos da Previdência Social,
que guarda relação com a idade de aposentadoria ou tempo
de contribuição e com a expectativa de sobrevida no
momento de aposentadoria.
O fator tem a finalidade de reduzir o valor dos
benefícios previdenciários, no momento de sua concessão,
de maneira inversamente proporcional à idade de
aposentadoria do segurado. Quanto menor a idade de
aposentadoria, maior o redutor e conseqüentemente, menor
o valor do benefício.
Fórmula 85/95
A
proposta do governo é a criação da fórmula 85/95, onde a
soma de contribuição e de idade deve ser de 85 para
mulheres e de 95 para homens. O governo não deve
permitir a extinção pura e simples da Lei 9.876/99,
criada durante a administração do ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso.
Então, trabalhadores e governo devem negociar uma saída,
isso pode acontecer já no primeiro semestre deste ano,
tendo em vista que a Comissão Negocial da Câmara já
pautou a matéria no final do ano passado, mas sem tempo
para uma decisão, a proposta não avançou.
Terceirização
O projeto que regulamenta a terceirização no País já
foi aprovado no colegiado especial e deve seguir para
uma análise definitiva no plenário da Casa até o recesso
parlamentar de 15 de julho. Depois a proposta será
apreciada no Senado Federal, caso não haja modificação,
seguirá para sanção presidencial.
O projeto que está em debate, foi aprovado na Comissão
Especial destinada a elaborar um estudo sobre o tema. O
colegiado elaborou um substitutivo ao PL 4.330/04, do
deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que está com a
tramitação avançada.
O texto ainda não alcançou o consenso entre as centrais,
sendo que três, das seis centrais com registro no
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), declararam-se
contrarias ao texto - a Central Única dos Trabalhadores
(CUT), a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e
a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
(CTB).
O início da sessão legislativa que começa no dia 1º de
fevereiro promete ser intenso por conta dos debates que
podem favorecer a agenda da classe trabalhadora. Em
busca de um entendimento com empresários e também com o
governo, o Congresso será a arena apropriada e mais uma
vez, poder ser o protagonista de decisões importantes
para a classe trabalhadora brasileira.
(*)
Jornalista e assessor parlamentar do Diap
Fonte:
Diap

04/01/12
-
Segurada do INSS poderá ter licença-maternidade ampliada
para 180 dias
O
salário-maternidade poderá ser pago à segurada da
Previdência Social durante 180 dias (6 meses). A
previsão está no Projeto de Lei 2299/11, do deputado
Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), em análise na Câmara. A
proposta altera a Lei 8.213/91, que atualmente prevê o
pagamento do salário-maternidade durante 120 dias (4
meses).
Segundo a lei, o pagamento deve começar no período entre
os 28 dias antes do nascimento do bebê e a data do
parto.
Bonifácio de Andrada afirma que a sua intenção é fazer
com que a Previdência Social, durante a
licença-maternidade de 180 dias, garanta à mãe as
prerrogativas decorrentes da legislação que protege a
maternidade. “É preciso oferecer às mães o apoio social
que merecem.”
A
licença-maternidade de 180 dias já é válida para as
funcionárias de empresas vinculadas ao Programa Empresa
Cidadã e para servidoras de órgãos públicos que adotaram
esse prazo, nos termos da Lei 11.770/08.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será
analisada pelas comissões de Seguridade Social e
Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

04/01/12
-
Projeto
facilita o recolhimento retroativo de contribuições para a
Previdência
A
Câmara analisa o Projeto de Lei 2146/11, do deputado
Eudes Xavier (PT-CE), que facilita o recolhimento
retroativo de contribuições à Previdência Social. Pelo
projeto, o segurado que tiver parado de contribuir,
inclusive por motivo de desemprego, e depois tenha
retornado à atividade, com vínculo empregatício, poderá
efetuar as contribuições pendentes de forma retroativa,
sem necessidade de comprovação de exercício de atividade
econômica relativo ao período da interrupção.
O
projeto estabelece que a permissão vai valer para
contribuições a partir de janeiro de 1979, desde que
observados os seguintes requisitos e restrições:
- o valor da contribuição será calculado sobre a média
das últimas 36 contribuições, corrigidas a partir do
último contrato anterior ao afastamento, ou, em caso
inferior, sobre a duração total do último contrato
anterior;
- o número máximo de contribuições recolhidas em atraso
será de 120;
- o recolhimento deverá abranger tanto a contribuição
patronal quanto a do trabalhador, bem como as multas e
juros previstas em lei;
- as carências previstas em lei deverão ser respeitadas
e não ficará garantida a recuperação da qualidade de
segurado;
- o recolhimento só permitirá ao segurado usufruir de
aposentadoria por tempo de contribuição, após um período
mínimo de 12 meses depois do pagamento retroativo.
Universalidade
Segundo Eudes Xavier, o objetivo do projeto é garantir a
aplicação do princípio da universalidade na cobertura da
Previdência Social. Os maiores beneficiários, segundo
ele, serão os trabalhadores que perderam o emprego nos
anos 80 e 90, marcados por altas taxas de informalidade,
crises econômicas, elevada rotatividade no mercado de
trabalho, planos econômicos malsucedidos, demissões
causadas pelo processo de privatização e pela introdução
de novas tecnologias.
O deputado ainda lembra que a reforma previdenciária de
1998 alterou o conceito de contagem de tempo de serviço,
para tempo de contribuição e introduziu o requisito da
idade mínima. “O trabalhador celetista que teve a
continuidade de sua contribuição interrompida, por ter
passado a trabalhar na informalidade, chega aos 35 anos
de serviço mas não aos 35 anos de contribuição. Ele vai
então ter que trabalhar o tempo que não contribuiu
antes, quando era informal, até completar os 35 anos de
contribuição”.
Com a reforma de 98, o trabalhador passou a ter o
direito de contribuir retroativamente, como contribuinte
individual ou facultativo, mas precisa comprovar que
atividade desenvolvia no período em que não contribuiu.
“Ora, se foi abolida a contagem de tempo de serviço,
para exigir-se idade mínima e tempo de contribuição, por
que então exigir comprovação de tempo de serviço?”,
questiona o deputado, que identifica nesse procedimento
uma enorme contradição.
“É bom lembrar que para recolher sua contribuição
retroativa de 8, 10, 12 anos atrás, o trabalhador
dificilmente vai conseguir comprovar o que fazia naquela
época, pois muitas empresas já faliram e testemunhas
para comprovar a atividade não podem mais ser
localizadas”, argumenta o deputado.
Correção de injustiça
Eudes Xavier argumenta que seu propósito é corrigir a
injustiça com os trabalhadores do setor privado, vítimas
dos difíceis anos 80 e 90. O deputado esclarece, no
entanto, que o projeto não altera regras de
aposentadoria e abrange exclusivamente os trabalhadores
contribuintes do Regime Geral de Previdência Social.
Ele
argumenta que a nova regra vai aumentar a arrecadação da
Previdência e reduzir o número de processos em razão de
fraudes em documentos de comprovação de tempo de
contribuição.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será
analisada pelas comissões de Seguridade Social e
Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

03/01/12
-
Projeto restringe empréstimos de bancos a empresas
devedoras do FGTS
Atualmente, bancos oficiais como a Caixa Econômica
Federal e o Banco do Brasil estão proibidos de conceder
empréstimos a empresas que não estejam em dia com o
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), mas a
restrição não se aplica aos bancos privados. Um projeto
de lei do senador José Pimentel (PT-CE) acaba com tal
diferença, estendendo a proibição às instituições
privadas, quando se tratar de repasses de recursos
públicos (PLS 184/2011).
Segundo José Pimentel, a medida, que aguarda votação na
Comissão de Assuntos Sociais (CAS), atende reivindicação
de representantes da construção civil e de centrais
sindicais.
Uma
das possíveis consequências do projeto seria o aumento
da arrecadação com o FGTS - que é utilizado, entre
outros objetivos, para o financiamento da casa própria
e, portanto, afeta a construção civil.
José
Pimentel também afirmou que a iniciativa visa dar
igualdade de condições na concorrência entre bancos
privados e estatais, pois a restrição, da forma como
está hoje, prejudica a competitividade das instituições
oficiais.
Em
novembro, o senador Casildo Maldaner (PMDB-SC) entregou
um relatório no qual defende a aprovação do texto. Ele
argumenta que "não tem cabimento permitir que devedores
do FGTS tenham acesso a créditos lastreados em recursos
oficiais, geralmente concedidos em condições
facilitadas". E também ressalta que é preciso proteger o
patrimônio dos trabalhadores que contribuem para o
fundo.
De
acordo com a proposta, que altera o artigo 1º da Lei
9.012/1995, fica "vedado às instituições de crédito
[tanto oficiais como privadas], nos repasses de recursos
oficiais, conceder empréstimos, financiamentos, dispensa
de juros, multa e correção monetária ou qualquer outro
benefício a pessoas jurídicas em débito com as
contribuições para o FGTS". O texto atual da lei faz
referência apenas às "instituições oficiais de crédito".
Se
for aprovado pela CAS, o projeto ainda será analisado
pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em
caráter terminativo.
Fonte: Agência
Senado

03/01/12
-
Certidão Negativa de Débitos Trabalhistas entra em vigor
nesta 4ª
A
partir de quarta-feira (4) passa a vigorar a Lei
12.440/11, que institui a Certidão Negativa de Débitos
Trabalhistas. Com a vigência da lei, a CNDT será
documento obrigatório para os interessados em contratar
com o setor público e participar de licitações.
O
documento será exigido já na fase de habilitação para
comprovar a inexistência de débitos inadimplidos perante
a JT.
A
lei foi regulamentada pela Resolução Administrativa do
TST 1.470/11, que determina que a CNDT seja expedida
gratuita e eletronicamente. O interessado deverá
requerer a certidão nos sites do TST, do CSJT e dos
TRTs.
Entretanto, há receio de que os Tribunais não estejam
preparados para emitir o documento, tendo em vista que
há ainda muitos lançamentos indevidos de empresas no
Banco Nacional de Devedores Trabalhistas.
Tanto é que o TRT da 4ª região, diante de "informações
recebidas apontando graves e preocupantes
inconsistências em relação aos dados" e com a nova lei,
publicou provimento determinando que "os atos relativos
a pagamentos, regularização de inconsistências e reexame
do lançamento são medidas urgentes e deverão ser
apreciadas de imediato, inclusive durante o recesso
judicial."
É
possível aos empresários verificarem a situação da
empresa acessando o endereço eletrônico do TST.
(Fonte: Migalhas)
Fonte: Agência Diap

02/01/12
-
MTE estabelece prazos progressivos para obrigatoriedade
do ponto eletrônico
Depois de ouvir representantes de todos os setores da
atividade econômica, o Ministério do Trabalho e Emprego
decidiu estabelecer prazos progressivos para a entrada
em vigor da obrigatoriedade de utilização do equipamento
Registrador Eletrônico de Ponto – REP.
Depois de ouvir representantes de todos os setores da
atividade econômica, o Ministério do Trabalho e Emprego
decidiu estabelecer prazos progressivos para a entrada
em vigor da obrigatoriedade de utilização do equipamento
Registrador Eletrônico de Ponto – REP.
O
escalonamento é necessário devido à identificação de
dificuldades operacionais ainda não superadas em alguns
segmentos da economia. A Portaria nº 2.686, publicada
nesta quarta-feira (28) no Diário Oficial da União,
estabelece que a partir de 2 de abril de 2012, começa a
obrigatoriedade para as empresas que exploram atividades
na indústria, no comércio em geral, no setor de
serviços, incluindo, entre outros, os setores
financeiro, de transportes, de construção, de
comunicações, de energia, de saúde e de educação. A
partir de 1º de junho, para as empresas que exploram
atividade agro-econômica nos termos da Lei n.º 5.889, de
8 de julho de 1973 e a partir de 3 de setembro de 2012,
para as microempresas e empresas de pequeno porte,
definidas na forma da Lei Complementar nº 126/2006.
Opção -
A legislação brasileira determina que toda empresa com
mais de dez funcionários adote uma das três modalidades
de ponto: manual (escrito), mecânico (cartão) ou
eletrônico. Assim, nenhuma empresa está obrigada a
adotar o ponto eletrônico.
Mas
as empresas que optarem por registrar a jornada de seus
trabalhadores de forma eletrônica deverão seguir
integralmente as regras estabelecidas na Portaria n.
1.510, de 21 de Agosto de 2009, que criou o Sistema do
Registro Eletrônico do Ponto - SREP. As empresas
poderão, também, adotar sistemas alternativos de
controle eletrônico da jornada, desde que autorizados
por convenção ou acordo coletivo de trabalho.
Ponto eletrônico -
O
novo registro eletrônico de ponto e a utilização do
Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP) estão
disciplinados pela Portaria nº 1.510, de 21 de agosto de
2009. A nova regulamentação prevê que os aparelhos devem
ser certificados por órgãos técnicos, possuir memória
inviolável e emitir recibos de papel ao trabalhador.
Essas medidas visam garantir que empregados e
trabalhadores tenham acesso a uma base de dados segura,
evitando fraudes.
O
controle eletrônico de ponto, previsto no artigo 74,
parágrafo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),
é amplamente utilizado pelas empresas brasileiras. Do
ponto de vista empresarial, esse tipo de sistema
apresenta vantagens frente aos métodos manuais, seja
pela facilidade com que permite a aferição da jornada
dos trabalhadores, seja pela velocidade conseguida na
transmissão das informações para os sistemas de folha de
pagamento.
Dada a falta de regulamentação sobre o tema, a mesma
tecnologia utilizada na elaboração dos sistemas
controladores de ponto pode servir para esconder ou
mascarar operações fraudulentas na marcação dos
horários, como alteração de registros de horas
trabalhadas. As fraudes levam à subtração de salário e
escondem excessos de jornada, que atentam contra a saúde
do trabalhador. Além de disso, implicam a concorrência
desleal com os empregadores que agem corretamente e
dificultam a fiscalização pelo MTE.
Implicam, ainda, a redução das contribuições para o
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS),
Previdência Social e no Imposto de Renda de Pessoa
Física.
Fonte: MTE

02/01/12
-
Governo
prepara medidas de incentivo às exportações
O
governo brasileiro vai anunciar medidas de incentivos às
exportações de manufaturados até março, adiantou nesta
segunda-feira (2) o secretário executivo do Ministério
do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior,
Alessandro Teixeira.
“Teremos outras medidas de incentivo, principalmente
para os manufaturados terem crescimento nas exportações
brasileiras. Serão medidas que incentivem as exportações
de produtos de média e alta tecnologia. É um momento
importante. A gente acha que tem condições, em um
momento de crise internacional, de entrar nos mercados”.
O
momento econômico de incertezas em relação à crise
internacional fez com que o governo não divulgasse a
meta de exportações de 2012. Segundo Teixeira, “ainda é
difícil ter qualquer tipo de previsibilidade” no atual
cenário. “Não vamos apresentar a meta agora, porque
temos dificuldade de leitura do atual cenário, analistas
divergem muito no crescimento. Existe total discrepância
e descoordenação da meta a ser atingida”.
O
Banco Central prevê crescimento de 4,3%, chegando a US$
267 bilhões os embarques externos neste ano. Já a
Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) acha que
haverá decréscimo de 7,4% nas exportações brasileiras,
que devem somar US$ 237 bilhões, enquanto a Confederação
Nacional da Indústria (CNI) calcula que as vendas
internacionais atingiriam US$ 275 bilhões, em 2012. Os
bancos privados estimam variação entre queda de 7% e
alta de 5%.
A
previsão é que a meta consolidada do governo seja
divulgada no primeiro trimestre deste ano. Em 2011, a
meta de exportações foi US$ 257 bilhões. Mesmo sem fixar
um valor, a expectativa é que a soma deste ano fique
acima da atingida no ano passado. “No ponto de vista da
indústria, 2012 vai ser um ano difícil, mas esperamos
crescimento das exportações brasileiras e de superávit”,
disse o secretário executivo.
Entre os pontos negativos da crise internacional,
Teixeira destacou o menor crescimento da China, escassez
de crédito internacional e enxugamento da liquidez que
refletem em desaquecimento da demanda. “Esse cenário
pode colocar o crescimento das exportações brasileiras
em situação difícil com o acirramento da concorrência
internacional”.
Para lidar com esse cenário, o secretário executivo
ressaltou que a taxa de câmbio brasileira poderá ficar
mais alta este ano. Além disse, ele observou que os
preços das commodities agrícolas estão “menos
sujeitas a queda, devido a demanda aquecida por
alimentos e estoques baixos”. Além disso, “as economias
em desenvolvimento vão ter crescimento superior às
desenvolvidas".
Fonte: Agência Brasil

02/01/12
-
Seguro-desemprego é reajustado a partir de janeiro
O menor valor da parcela será de R$ 622 e o maior de R$
1.163,76. Têm direito ao benefício os trabalhadores
demitidos sem justa causa, o pescador artesanal e o
empregado doméstico cujo empregador recolha o FGTS
Com
o reajuste do salário-mínimo, a partir de 1º de janeiro,
os valores do seguro-desemprego também serão
reajustados. O menor valor da parcela será de R$ 622 e o
maior de R$ 1.163,76. Têm direito ao benefício os
trabalhadores demitidos sem justa causa, o pescador
artesanal e o empregado doméstico, desde que o
empregador esteja recolhendo o Fundo de Garantia de
Tempo de Serviço (FGTS). Todos os pagamentos gerados a
partir de 1º de janeiro já sairão com novo valor, mesmo
aqueles que terão apenas a última parcela a ser
liberada.
O
seguro é pago com base na média dos três últimos
salários recebidos. Já a quantidade de parcelas, de três
a cinco, é calculada com base no período em que o
trabalhador teve vínculo empregatício nos 36 meses
anteriores ao requerimento. O trabalhador que comprovar
vínculo empregatício entre seis e 11 meses, terá direito
a três parcelas. Se o período for de 12 a 23 meses,
quatro parcelas, e o trabalhador que comprovar vínculo
empregatício de 24 meses terá direito a cinco parcelas.
O
cálculo do valor do benefício varia de acordo com a
média salarial. Quando a média dos três últimos salários
anteriores à dispensa for de até R$ 1.026,77, o valor da
parcela será o resultado da média salarial multiplicado
pelo fator 0,8.
Quando a média dos três últimos salários anteriores à
dispensa estiver entre R$ 1.026,78 e R$ 1.711,45, será
aplicado o fator 0,8 até o limite da faixa anterior (R$
1.026,77) e, no que exceder, o fator 0,5. O valor da
parcela será a soma desses dois valores.
Quando a média dos três últimos salários anteriores à
dispensa for superior a R$ 1.711,45, o valor da parcela
será, invariavelmente, R$ 1.163,76.
O
trabalhador pode requerer o benefício a partir do sétimo
até 120º dia após a demissão sem justa causa. Para
tanto, deve procurar as Superintendências Regionais do
Trabalho e Emprego (SRTEs), Gerências do Trabalho, Sine,
ou postos/sindicatos conveniados ao MTE.
Os
recursos são do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).
Fonte:
MTE

01/01/12
-
Novo salário mínimo nacional de R$ 622 entra em vigor em
1º de janeiro
Entra em vigor a partir deste domingo (1º) o reajuste do
salário mínimo, que passa de R$ 545 para R$ 622, um
aumento de R$ 77. O novo salário mínimo corresponderá a
R$ 20,73 por dia e o valor pago pela hora de trabalho
será de R$ 2,83.
De
acordo com cálculos do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o
aumento de 14,13% vai injetar R$ 47 bilhões na economia
brasileira. Descontada a inflação estimada para 2011, o
aumento real do salário mínimo deve ser de 9,2%.
Ainda segundo o Dieese, 48 milhões de pessoas têm sua
renda vinculada ao valor do salário mínimo e, portanto,
serão diretamente beneficiadas com o aumento. O governo
também passará a arrecadar R$ 22,9 bilhões a mais devido
ao aumento do consumo causado pelo reajuste.
O
novo salário mínimo de R$ 622 terá impacto de R$ 23,9
bilhões nas contas públicas em 2012. De acordo com
governo, a maior parte desse montante corresponde aos
benefícios da Previdência Social no valor de um salário
mínimo que serão responsáveis pelo aumento de R$ 15,3
bilhões nas despesas do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS).
O
método de reajuste do salário mínimo foi definido por
meio de projeto de lei aprovado pelo Congresso. A lei
que fixa a política de reajuste do salário mínimo
estabelece que o valor será reajustado, até 2015, com
base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC)
do ano anterior mais a variação do Produto Interno Bruto
(PIB) de dois anos antes.
Política de reajuste
A
política em vigor, que vai até 2015, foi articulada
pelas centrais sindicais e tem o objetivo de recuperar e
atualizar o piso nacional. Até 2015, o salário mínimo,
por meio da atual política deverá chegar a cerca de R$
800.
Também começa a valer a partir deste domingo o reajuste
de 14,12% no valor do benefício do seguro-desemprego.
Com isso, o valor máximo pago ao trabalhador passa de R$
1.010,34 para R$ 1.163,76. O percentual de reajuste está
em resolução do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo
ao Trabalhador publicada, na última sexta-feira (30), no
Diário Oficial da União.
O
benefício é pago em, no máximo, cinco parcelas de forma
contínua ou alternada. Quem, nos últimos três anos,
trabalhou entre seis meses e 11 meses recebe três
parcelas. Aqueles que trabalharam entre 12 meses e 23
meses recebem quatro parcelas e quem comprovar vínculo
empregatício de, no mínimo, 24 meses, recebe cinco
parcelas.
Tem
direito ao seguro-desemprego o trabalhador dispensado
sem justa causa, que tenha recebido salários
consecutivos no período de seis meses anteriores à data
de demissão e tenha sido empregado de pessoa jurídica
por pelo menos seis meses nos últimos 36 meses.
O trabalhador tem do sétimo dia ao 120º dia após a data
da demissão do emprego para requerer o benefício.
(Com
Agência Brasil)
Fonte: Diap

01/01/12
-
Ausência em audiência poderá prejudicar ação trabalhista
A
Câmara analisa o Projeto de Lei 2395/11, do Senado, que
torna a ausência por três vezes do autor de processo
trabalhista em audiência impedimento para propor nova
ação com o mesmo objeto. Autor da proposta, o ex-senador
José Bezerra explica que a legislação vigente prevê o
arquivamento do processo em caso de ausência do
proponente à audiência, mas permite a reapresentação
indefinida da mesma ação.
Segundo o senador, essa prática, condescendente com o
reclamante, vem causando insegurança jurídica e
transtorno à parte reclamada. No caso do empregador, a
ausência provoca condenação a revelia e confissão de
responsabilidade pelos danos causados ao reclamante.
Na
opinião do parlamentar, o comparecimento de ambas as
partes à audiência é fundamental nos processos
trabalhistas. “É o momento em que se busca a
conciliação, portanto, a presença torna-se
indispensável”, argumenta.
Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será
analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e d Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

01/01/12
-
Projeto protege portadores de doenças incuráveis de
demissão
Está em análise na Câmara projeto que garante proteção
contra demissão discriminatória ao portador de doenças
incuráveis e estigmatizantes. A proposta (Projeto de Lei
2315/11), da deputada licenciada Nilda Gondim (PMDB-PB),
altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), criada
pelo Decreto-lei 5452/43, para incluir um capítulo sobre
o assunto.
De
acordo com o texto, presume-se discriminatória a
dispensa sem justa causa de empregado portador de doença
incurável ou estigmatizante quando o empregador tiver
conhecimento prévio dessa circunstância. No caso de
dispensa discriminatória, a reintegração ao emprego
passa a ser obrigatória, e o período entre a rescisão de
contrato e a reintegração do empregado será considerado
como tempo de serviço para todos os efeitos legais.
Se
ficar demonstrada a impossibilidade de retorno ao
trabalho, o projeto prevê que a reintegração será
convertida em indenização, no dobro do valor das verbas
trabalhistas devidas na dispensa sem justa causa, sem
prejuízo da indenização por danos morais.
Jurisprudência
favorável
A
autora da proposta cita jurisprudência do Tribunal
Superior do Trabalho (TST) para justificar a importância
do projeto. “O TST já se firmou no sentido de que a
dispensa imotivada de empregado portador do vírus HIV,
quando o empregador tiver conhecimento de tal situação,
gera a presunção de ocorrência de ato discriminatório,
vedado com firmeza pela nossa ordem constitucional”,
disse.
Ela
afirmou ainda que a intenção é inserir na legislação
trabalhista uma norma que proteja o doente contra
condutas discriminatórias lesivas ao direito de acesso
ao trabalho. “Qualquer empregado portador de uma
enfermidade incurável e estigmatizante merece uma
proteção especial. Com efeito, se o empregador não
perdeu sua capacidade laboral, não há razão para
dispensa e, caso a tenha perdido, deve ser encaminhado à
Previdência Social e não dispensado”, afirma Nilda
Gondim.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo, e será
analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

01/01/12
-
Código Florestal, Emenda 29 e Estatuto da Juventude são
destaques do ano
A
Câmara aprovou em 2011 propostas como um novo Código
Florestal, a regulamentação das despesas com saúde
(Emenda 29), o aviso prévio proporcional ao tempo de
serviço, imunidade tributária para CDs e DVDs de música
brasileira e o Estatuto da Juventude.
Ao
todo, de acordo com a Secretaria Geral da Mesa, foram
337 matérias aprovadas pelo Plenário e pela Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania em caráter
conclusivo. Os projetos aprovados pela CCJ dessa
maneira, em um total de 196, vão direto ao Senado, a
menos que haja recurso para sua apreciação pelo Plenário
da Câmara.
No
Plenário, os deputados aprovaram no ano que se encerra
141 propostas, das quais 55 projetos de decreto
legislativo, 37 medidas provisórias, 35 projetos de lei,
9 projetos de resolução, 2 projetos de lei complementar
e 2 propostas de emenda à Constituição (PECs) em segundo
turno.
2012
Com relação a 2012, o presidente da Câmara, Marco Maia,
adiantou que os deputados devem começar o novo ano com a
votação de propostas polêmicas que foram adiadas, como o
texto aprovado pelo Senado sobre a divisão dos royalties
do petróleo (PL 2565/11). Também é considerado
prioritário o projeto (PL 1992/07) que regula a
previdência complementar dos servidores públicos
federais.
Maia disse ainda que pretende negociar, ainda no
primeiro semestre de 2012, a votação de uma política de
reajuste acima da inflação para os aposentados que
recebem mais de um salário mínimo e o fim do fator
previdenciário. “É preciso convencer a equipe econômica
do governo, mas já temos uma comissão especial e estamos
negociando isso com o Ministério da Previdência”,
declarou.
Sobre medidas de reajuste salarial para servidores, o
presidente afirmou que a Câmara deve seguir uma política
semelhante à do Poder Executivo e integrar o esforço
para não aumentar os gastos públicos em um momento de
crise na economia mundial.
Fonte: Agência Câmara
