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Central defende veto em emenda na Lei da Super-Receita
O presidente da NCST, José Calixto
Ramos, encaminhou reivindicação ao presidente Lula, solicitando veto à Emenda 3,
do Projeto de Lei 6.272/2005, que cria a Super-Receita.
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26/02/07
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Lei nº
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mil que podem ter benefício suspenso
Essas pessoas possuem benefício com final 9 e não
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28/02/07
-
Projeto de lei cria o Estatuto da Juventude
A Câmara analisa a criação do Estatuto da Juventude,
proposta pelo Projeto de Lei 27/07, do deputado
Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto define os direitos
básicos da população entre 15 e 29 anos e determina que
família, comunidade, sociedade e poder público são
responsáveis pelo cumprimento desses direitos.
Além de atendimento prioritário nos órgãos públicos e
acesso à educação gratuita para os jovens, o projeto
prevê sua participação na formulação e na avaliação das
políticas públicas voltadas para a juventude. Eles
poderão participar de representações escolares e terão
acesso aos conselhos municipais, estaduais e federal da
juventude.
Proteção contra qualquer forma de discriminação, acesso
à cultura e à saúde, e a inclusão dos temas sexualidade
e abuso de álcool e drogas no currículo escolar são
algumas das diretrizes estabelecidas pelo texto.
Educação
A ênfase na educação ultrapassa o acesso à escola e
inclui medidas como o passe livre em transporte público
para os estudantes e a meia passagem nos ônibus
intermunicipais e interestaduais. A meia entrada para
eventos culturais é estendida a todos os jovens - não
somente aos estudantes, como ocorre hoje.
O acesso ao ensino superior por meio de cotas para
afrodescendentes, indígenas e alunos provenientes de
escolas púbicas também está contemplado na proposta,
assim como está assegurada bolsa-trabalho e prioridade
para as políticas de treinamento e geração de emprego e
renda para a faixa etária.
A Comissão Especial de Políticas Públicas para a
Juventude, instalada em maio de 2003 e presidida por
Lopes até 2004, realizou várias audiências públicas
temáticas. O colegiado também criou grupos de estudos
sobre educação e cultura, trabalho, saúde e sexualidade,
desporto e lazer, família, cidadania, consciência
religiosa, exclusão social e violência e minorias.
Conferência
O projeto, afirma o deputado, é resultado de "intenso
trabalho desenvolvido pelos parlamentares que atuam nas
questões juvenis, a começar pela formação da Frente
Parlamentar em Defesa da Juventude". Além das
audiências, os parlamentares promoveram, em junho de
2004, a Conferência Nacional de Juventude, que reuniu
dois mil jovens de todo o País, representando diversas
organizações culturais, estudantis e partidárias.
A conferência, patrocinada pela comissão especial, teve
a participação de parlamentares, especialistas e
representantes do governo, que debateram assuntos como
meio ambiente, geração de emprego e renda e educação. Ao
final do evento, foi elaborado documento com propostas
dos jovens que serviram de subsídio à elaboração do PL
27/07.
Demandas
O autor da proposta cita a Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios (PNDA), do IBGE, segundo a qual em 2002 as
pessoas entre 15 e 29 anos de idade somavam mais de 47
milhões. Trata-se, afirma Lopes, de "um enorme
contigente populacional à espera de providências
governamentais específicas que supram demandas,
sobretudo na área educacional".
Reginaldo Lopes diz ainda que "a solução para
transposição dos obstáculos encontrados pela juventude
não está apenas na edição de um diploma legal", mas
afirma ter "certeza que ela também passa por esse marco
jurídico que servirá de fonte na criação de políticas
públicas sociais destinadas aos jovens brasileiros".
Tramitação
O projeto será analisado em
caráter conclusivo por uma comissão especial formada por
integrantes das seguintes comissões: Direitos Humanos e
Minorias; Viação e Transportes; Turismo e Desporto; Meio
Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; Trabalho,
Administração e Serviço Público; Educação e Cultura;
Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

28/02/07
-
Governo precisa avançar na reforma sindical, defende
Marinho
Segundo informações da
Agência Brasil, em reunião nesta segunda-feira,
26/02, com sindicalistas e representantes do
Secretariado Nacional dos Trabalhadores no Comércio e
Serviços (Sentracos), em São Paulo, o ministro do
Trabalho, Luiz Marinho, defendeu que o governo avance na
reforma sindical.
"Sei que muitos de nós temos dúvida sobre qual é
legislação sindical e sobre qual reforma nós devemos
fazer. Mas precisamos avançar porque essa estrutura
sindical brasileira, do jeito que está, vai continuar
promovendo "aberrações", já que não é preciso comprovar
a representatividade", afirmou o ministro.
Para ele, "só uma nova estrutura, com uma nova
legislação e com base na representatividade é que vai
garantir" a existência de uma estrutura sindical
representativa. "Os atuais sindicatos não podem ter
medo", destacou Marinho.
Inovações tecnológicas
O ministro adiantou aos sindicalistas que o governo vai
instalar um grupo de trabalho para discutir as inovações
tecnológicas no mercado de trabalho. "Cada vez mais nós
queremos inovações tecnológicas para aliviar o trabalho
forçoso, difícil. Mas não queremos que a tecnologia
elimine a força de trabalho", afirmou.
Marinho também anunciou que o governo vai tentar
reinstalar o Fórum de Debates para discutir temas
envolvendo o funcionamento do comércio aos domingos e
feriados e a terceirização.
O ministro disse que não está preocupado em saber se
será mantido no cargo no novo mandato do governo Lula.
"O presidente vai anunciar em breve quem será ministro.
Eu, sinceramente, não estou preocupado. Tenho
consciência do meu trabalho".
Fonte:
Diap

Embora a legislação
trabalhista e a jurisprudência do Tribunal Superior do
Trabalho não permitam o chamado “salário complessivo” –
o agrupamento numa única parcela de valores referentes a
diversos direitos legais e contratuais do trabalhador,
sem discriminação -, a Primeira Turma do TST admitiu
essa modalidade de pagamento num caso em que o
agrupamento foi definido por norma coletiva, mediante
livre negociação entre as partes. Com isso, a Turma deu
provimento a recurso de revista do Órgão Gestor de
Mão-de-Obra do Porto de Cabedelo (PB), isentando-o do
pagamento de adicional de risco portuário a um
trabalhador, em processo relatado pela juíza convocada
Maria de Assis Calsing.
A parcela relativa ao adicional foi deferida pelo
Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (Paraíba),
tendo em vista que era paga juntamente com outras
verbas, de forma agrupada, sob uma única rubrica,
conforme previsto na convenção coletiva da categoria. O
TRT/PB, considerando tratar-se de salário complessivo,
entendeu que a cláusula era abusiva, pois impediria a
verificação do acerto quanto a seu pagamento.
No julgamento do recurso do OGMO, a juíza Maria Calsing
observou que, de fato, a Súmula nº 91 do TST uniformiza
o entendimento do Tribunal no sentido de não admitir o
salário complessivo. “Cumpre salientar, no entanto, que
se refere aos casos em que a modalidade é adotada por
cláusula contratual”, ressaltou a juíza. Apesar disso, a
relatora destacou que o TST “tem se mostrado atento ao
fato de que devem prevalecer os termos do que tem sido
acordado mediante negociação coletiva, privilegiando os
termos alcançados que atendam mutuamente aos interesses
das categorias envolvidas, em respeito ao que prevê o
artigo 7º, inciso XXVI, da Constituição Federal”. (RR
1122/2001-002-13-00.4)
Fonte:
TST

27/02/07
-
Ministro descarta possibilidade de reforma
previdenciária imediata
O ministro da Previdência e Assistência Social, Nelson
Machado, afastou nesta terça-feira (27/02) a possibilidade
imediata de uma ampla reforma no sistema previdenciário
brasileiro. Para ele - que falou em reunião conjunta das
Comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Direitos
Humanos e Legislação Participativa (CDH) -, o governo
está corrigindo distorções acumuladas ao longo dos anos
e implementando ações saneadoras no sentido de combater
as fraudes e o desperdício. Além disso, segundo o
ministro, o governo vem fazendo uma melhor
fiscalização, com reflexos positivos na arrecadação.
- Nos próximos quatro a cinco anos, ninguém necessita
sair correndo por aí na defesa de uma reforma na
Previdência. Mas temos a devida consciência de que uma
futura reforma deve ser discutida com calma e sem
qualquer pressão partidária, a fim de que se possa
montar no país um modelo previdenciário justo e
sustentável, no qual sejam respeitados todos os direitos
adquiridos pelos trabalhadores - sustentou Nelson
Machado, ao deixar claro que "a previdência pública
solidária, como a praticada no país, não vai quebrar".
O senador Paulo Paim (PT-RS), autor do requerimento que
resultou na realização da audiência pública, destinada a
debater o papel do Parlamento no Fórum Nacional da
Previdência Social, disse ser chegado o momento de se
enfrentar um fator considerado preponderante em qualquer
sistema previdenciário: a idade mínima para
aposentadoria. Paim defendeu também o fim do chamado
fator previdenciário e voltou a garantir que não há
déficit na Previdência Social brasileira.
A presidente da CAS, senadora Patrícia Saboya Gomes
(PSB-CE), defendeu a aprovação de projeto de lei de sua
autoria, em tramitação na CDH, que estende de quatro
para seis meses a licença-maternidade. Segundo ela, está
provado que a amamentação pelo período de seis meses é
essencial para que a criança tenha melhores condições
físicas, mentais e intelectuais. Em resposta, o ministro
informou que está aberto ao diálogo e pediu à senadora
que enviasse a ele o teor do projeto.
Benefícios suspensos
Nelson Machado iniciou a sua fala prevendo que, a partir
de abril, inúmeros segurados, especialmente os idosos
que recebem aposentadoria, poderão ter o benefício
suspenso. O motivo é que o censo previdenciário,
colocado em prática, segundo ele, para evitar fraudes,
detectou que beneficiários não apresentaram, conforme
solicitado, a atualização de endereço.
O ministro observou, entretanto, que os mais idosos
podem atualizar o endereço nos postos do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) por meio de um
procurador. Feito isso, arrematou o ministro, a situação
será normalizada dentro de dez a 15 dias. O senador
Geraldo Mesquita Júnior(PMDB-AC) sugeriu que a
atualização cadastral do endereço fosse feita nos
próprios bancos onde os aposentados recebem o benefício.
Ele entende que é um desgaste um idoso comparecer a um
posto do INNS para demonstrar que está vivo.
Com relação ao auxílio-doença, Nelson Machado defendeu a
adoção de um teto para a concessão do benefício. É que
em muita situações, revelou o ministro, trabalhadores
recebem mais quando se encontram amparados pelo
benefício. Disse que ano a ano as filas nas agências da
Previdência vêm diminuindo, em virtude da ampliação do
horário de atendimento ao usuário. Ao lado disso,
lembrou Nelson Machado, a informatização de agências
permitiu que o segurado passasse a ser atendido com hora
marcada.
Durante o debate, o senador Antônio Carlos Valadares
(PSB-SE) manifestou preocupação quanto ao endividamento
da maioria dos municípios junto à Previdência Social.
Como exemplo, lembrou que um município sergipano, que
não quis revelar, paga dívidas mensais ao INSS de R$
110,00 e possui uma arrecadação, em 30 dias, girando em
torno de R$ 300,00. Por isso, defendeu limites para o
endividamento municipal, a exemplo do que já ocorre com
os estados.
Cláudio Bernardo / Repórter da Agência
Senado
Fonte:
Agência Senado

27/02/07
-
Nova Central defende veto em emenda na Lei da
Super-Receita
O presidente da NCST, José Calixto Ramos,
encaminhou reivindicação ao presidente Lula, solicitando veto à Emenda 3, do
Projeto de Lei 6.272/2005, que cria a Super-Receita.
Brasília(DF), 26 de fevereiro de 2007
Of. NCST/Nº 05/2007
Senhor Presidente,
Ao cumprimentá-lo cordialmente, encaminho
a Vossa Excelência solicitação da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST)
no sentido de verificar a possibilidade de vetar a Emenda 3, aprovada pela
Câmara dos Deputados, no âmbito da votação da lei que criou a Super-Receita, por
entendermos que a referida emenda precariza os direitos dos trabalhadores, ao
aviltar a fiscalização das relações de emprego, que está sob a responsabilidade
do Ministério do Trabalho, e estimular a sonegação à Previdência Social.
No momento em que o governo federal lança
um plano de desenvolvimento para o país, não é justo que a nova legislação
ameace os direitos trabalhistas, muito menos comprometa a Previdência Social,
razão pela qual o movimento sindical como um todo posicionou-se contra aquela
emenda e manifesta-se, atualmente, em apoio ao veto presidencial, esperando a
costumeira sensibilidade de Vossa Excelência para uma questão que diz respeito,
diretamente, aos interesses dos trabalhadores e de todos que lutam pelo
crescimento econômico e a justa distribuição da renda nacional.
Na certeza de contar com a compreensão de
Vossa Excelência para a nossa reivindicação, despedimo-nos,
Respeitosamente,
JOSÉ CALIXTO RAMOS
Presidente
EXCELENTÍSSIMO SENHOR
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
M.D. PRESIDENTE DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
BRASÍLIA - DF
O QUE É A EMENDA 3
O Projeto de Lei 6.272/2005, que cria a
Super-Receita, foi aprovado pela Câmara dos Deputados no dia 13/02 e prevê a
fusão das secretarias da Receita Federal e Receita Previdenciária. Além de
várias alegações de inconstitucionalidade deste projeto, especialmente através
da OAB, a Emenda nº 3 de autoria do ex-senador, Ney Suassuna (PFL/PB), põe em
risco os direitos trabalhistas, pela ameaça de suspensão da eficácia de todas as
normas trabalhistas de proteção ao empregado.
Além disso, a emenda vai produzir perdas financeiras para o Estado, já que o
vínculo empregatício “é fato gerador para a incidência de tributos, em especial
aqueles relacionados à Previdência Social e ao FGTS”, recursos indispensáveis
para atender a população e financiar obras de infra-estrutura, saneamento e
habitação popular. Uma vez que retira toda proteção legal do trabalho, a Emenda
nº 3 vai dificultar o combate ao trabalho escravo.
Assim, a preocupação com a Emenda 3,
incorporada ao texto final da lei já aprovada, é de que ela tenha decretado, no
plano prático, a suspensão da eficácia de todas as normas trabalhistas de
proteção ao empregado.
Acesse
www.ncst.org.br
Fonte: NCST

27/02/07
-
CAS
discute projeto de adicional por tempo de serviço
A
Comissão de Assuntos Sociais (CAS)
analisa nesta quarta-feira (28), entre outras proposições que instituem novos
benefícios aos trabalhadores, o projeto de lei que estabelece o pagamento de
adicional por tempo de serviço de 5% ao trabalhador celetista a cada três anos
de serviços prestados à mesma empresa. De autoria do senador Antônio Carlos
Valadares (PSB-SE), a proposta prevê o benefício aos trabalhadores que recebam
remuneração mensal igual ou inferior ao teto máximo do salário-família, valor
atualmente fixado em R$ 654,67.
O projeto (PLS
267/05) terá
decisão terminativa
na CAS. A mesma tramitação terá a proposta de autoria da senadora Roseana Sarney
(PMDB-MA) que estende ao empregado doméstico o direito ao salário-família (PLS
215/04).
13º salário
Também com decisão terminativa na CAS, deverá
ser votado o projeto que altera a época do pagamento do adiantamento de metade
do décimo terceiro salário (PLS
246/06). De
autoria do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), a proposta prevê
alterações na legislação que institui a gratificação natalina (Lei
4.090/62) e
fixa normas para pagamento do décimo terceiro (Lei
4.749/65).
Atualmente, o pagamento de metade do décimo terceiro pode ser feito de fevereiro
a novembro de cada ano. Se a proposta for aprovada, esse adiantamento ficará
restrito ao período entre os meses de janeiro a junho.
Maternidade
A CAS também deverá analisar relatório
apresentado pela senadora Patrícia Saboya Gomes (PSB-CE) ao projeto de lei da
deputada Luiza Erundina (PSB-SP) que determina o direito da gestante assistida
pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de conhecer com antecedência a maternidade na
qual será feito o seu parto e qualquer atendimento pré-natal.
A proposta (PLC
54/06) prevê
ainda que, na hipótese de a maternidade escolhida não ter condições de atender à
gestante em situações de risco gestacional, a transferência para uma outra
instituição ficará sob a responsabilidade do SUS.
Fonte: Instituto
Dois Candangos

27/02/07
-
FGTS para
cursos no Exterior
A Câmara analisa o Projeto de Lei 7595/06,
que permite a movimentação da conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço
(FGTS) nos casos em que o trabalhador ou seus dependentes estejam matriculados
em curso de graduação ou pós-graduação no exterior. A proposta, do ex-deputado
Corauci Sobrinho, determina que os valores só poderão ser retirados quando o
curso for reconhecido pelo governo brasileiro e desde que o estudante não receba
qualquer ajuda de órgãos oficiais.
O PL 7595/06 tramita apensado ao PL 3961/04, do Senado, que permite a
movimentação de até 30% do valor da conta do FGTS para pagamento de cursos que o
próprio trabalhador ou seus dependentes façam. As propostas serão analisadas
pelas comissões de Educação e Cultura; de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania em
caráter conclusivo.
Fonte: Instituto
Dois Candangos

26/02/07
-
Lei nº
11.382, DOU de 07/12/2006 (retificada DOU de 10/01/2007)
A Lei nº 11.382, DOU de 07/12/2006
(retificada DOU de 10/01/2007), aperta o cerco contra quem deve e dá mais
garantia aos credores ao facilitar o recebimento de dívidas e agilizar os
processos de execução judicial.
A expectativa é de que as mudanças
tenham dois efeitos em médio prazo: diminuir até a metade o tempo de tramitação
de uma ação de execução na justiça e, ao reduzir o risco de crédito, provocar
queda nos juros de financiamento, beneficiando, assim, o consumidor.
De acordo com a nova lei o credor
recebe como pagamento um bem do devedor sem que seja necessária a realização de
leilão público.
A lei é muito positiva, pois, acaba com
as regalias do devedor, além de trazer maior celeridade ao processo judicial.
A nova lei beneficia o credor. A
penhora é mais rápida, o juiz poderá penhorar um bem antes da citação do
devedor. A Justiça pode penhorar valores depositados em cadernetas de poupança
ou aplicações financeiras. Os títulos, objetos de execução judicial, são:
cheques, notas promissórias, duplicatas, contratos comerciais, de aluguel, etc.
A nova lei prevê, ainda, a averbação do
título no registro de imóveis ou de veículos, do ajuizamento da ação para evitar
que o devedor venda seus bens a terceiros antes de ser oficialmente citado pela
Justiça.
Brasília, 26 de
fevereiro de 2007
Jasset de Abreu do Nascimento
Adv. 1461 - OAB-DF

26/02/07
-
Paim volta a
defender o fim do fator previdenciário
O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou a defender o fim do
fator previdenciário, uma das bandeiras de sua atuação parlamentar. Ele afirmou
que, devido ao fator previdenciário, os ganhos das mulheres têm uma redução de
40% no ato da aposentadoria; no caso dos homens, essa diminuição seria de 35%.
Paim lembrou também que a Comissão de Assuntos Sociais (CAS)
do Senado deve realizar amanhã uma audiência pública para discutir a situação da
Previdência Social, na qual está prevista a presença do ministro dessa pasta,
Nelson Machado.
O senador destacou ainda a importância do debate sobre a
maioridade penal em duas comissões da Casa: a Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania (CCJ) e a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
(CDH).
Fonte: Agência
Senado

26/02/07
-
TST multa empresa por
litigância de má-fé
Fazer afirmação falsa, retardando o
andamento do processo, com interposição de recurso manifestamente protelatório,
submete a parte que o promoveu ao pagamento de multa por litigância de má-fé. A
Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, acompanhando voto do ministro
relator Horácio de Senna Pires, decidiu, por unanimidade de votos, condenar a
empresa Ultrapetro Indústria e Sistema Ltda a pagar, em favor do ex-empregado,
multa por litigância de má-fé em razão da manifesta protelação na interposição
de um agravo de instrumento.
A empresa protocolou recurso de revista junto ao Tribunal Regional do Trabalho
da 2ª Região (São Paulo), mas o recurso não foi admitido por ter sido
considerado deserto, ou seja, a Ultrapetro não juntou o comprovante do pagamento
de depósito recursal que, na época, correspondia a R$ 6.970,05.
Insatisfeita com o não seguimento de seu recurso, a empresa interpôs agravo de
instrumento junto ao TST. Alegou que no momento da interposição do recurso de
revista, juntou a guia de depósito recursal e que nos autos havia certidão
atestando a respectiva juntada. Afirmou, ainda, que os documentos constavam das
peças trasladadas na formação do agravo de instrumento.
Verificando os autos, ficou constatado que as informações trazidas pela empresa
não condiziam com a verdade, pois os comprovantes de depósito juntados ao
processo eram relativos a outro recurso. Segundo entendimento do TST, a parte
recorrente é obrigada a efetuar o depósito legal, integralmente, em relação a
cada novo recurso interposto, sob pena de deserção, somente não se exigindo
qualquer outro depósito quando atingido o valor da condenação, o que não ocorreu
no caso.
A empresa foi condenada a pagar a indenização prevista no artigo 18, § 2°, do
Código de Processo Civil, mais multa de 1% prevista no caput do mesmo artigo,
calculadas sobre o valor da causa. Segundo o voto do relator, é obrigação das
partes expor os fatos conforme a verdade; agir com lealdade e boa fé; não alegar
fatos sem fundamento, não produzir provas, nem praticar atos inúteis ou
desnecessários ao esclarecimento do litígio. Tais medidas visam a evitar a
protelação, com discussões impertinentes e irrelevantes, em prejuízo não só da
parte contrária, mas também do próprio Poder Judiciário.
“O procedimento da empresa de alegar constar guia de depósito recursal e
certidão de arquivamento desta, quando, em verdade, não consta das peças
trasladadas, não pode ser tolerado, pois traduz injustificada resistência ao
andamento do processo, provocando incidente claramente infundado e recurso
manifestamente protelatório”, destacou o ministro Horácio de Penna Pires.
(53179/2002-902-02-40.8)
23/02/07
-
INSS convoca 285
mil que podem ter benefício suspenso
Essas pessoas possuem benefício com final 9 e não
atualizaram seus dados quando foram convocadas pelo Censo Previdenciário, em
dezembro e janeiro
SÃO PAULO - O Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS) convoca nesta sexta-feira, 23, 284.908
beneficiários que ainda não compareceram para atualizar seus dados. Essas
pessoas possuem o benefício com final 9 e foram convocadas pelo Censo
Previdenciário em dezembro de 2006 e janeiro de 2007.
Esses beneficiários têm 30
dias para comparecer à agência bancária onde recebem os pagamentos. Após 30 dias
o benefício será suspenso e permanecerá nessa condição por mais 90 dias, período
em que o beneficiário pode reativá-lo no próprio banco, mediante a realização do
Censo.
Segundo o site da
Previdência, caso o Censo, ainda assim, não seja feito, o benefício é cessado e
só pode ser reativado em uma Agência da Previdência Social. A partir deste
edital não haverá mais publicação de editais de suspensão de benefícios, pois o
texto já notifica o beneficiário da suspensão, e posterior cessação, caso os
prazos não sejam cumpridos.
Na primeira etapa do Censo,
realizada de novembro de 2005 a agosto de 2006, dos 2.420.361 benefícios
previstos, 69.366 (2,9%) não fizeram o Censo.
Já na segunda etapa,
iniciada em maio de 2006, dos 14.771.960 benefícios previstos, 1.654.697 (11,2%)
não participaram do recadastramento.
Representados
No sábado, 24, o INSS
publica um edital inédito: Edital de Notificação de Beneficiários -
Representados por Tutores, Curadores e Procuradores - Não Encontrados. Serão
31.332 benefícios cujos titulares fizeram o Censo por meio de procuradores ou
representantes legais.
Quando servidores do INSS
fizeram pesquisa externa (visita às residências) para comprovação de vida do
titular do benefício, esses não foram encontrados no endereço fornecido no ato
do recenseamento.
Os titulares, ou seus
procuradores/representantes legais, têm 30 dias para comparecer à Agência da
Previdência Social e fornecer o endereço correto. Caso contrário, o benefício é
suspenso e permanece nessa condição por mais 90 dias. Após esse período, o
benefício é cessado.
Caso os titulares dos
benefícios atendam a este chamado por meio de representante legal, será emitida
nova pesquisa externa para a comprovação da vida do titular.
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anunciou nesta
quinta-feira os nomes dos relatores das 21 medidas provisórias (MPs) que passam
a trancar a pauta a partir da segunda quinzena de março e também os de cinco
projetos (projetos de lei 5877/05, 6673/06, 01/07 e 7709/07, e projeto de lei
complementar 01/07). A lista de relatorias inclui três projetos e oito MPs que
fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Os relatores das medidas do PAC serão os seguintes:
- MP 346/07 - Milton Monti (PR-SP);
- MP 347/07 - Fernando de Fabinho (PFL-BA);
- MP 348/07 - Armando Monteiro (PTB-PE);
- MP 349/07 - Wilson Santiago (PMDB-PB);
- MP 350/07 - Dagoberto (PDT-MS);
- MP 351/07 - Odair Cunha (PT-MG);
- MP 352/07 - Átila Lins (PMDB-AM);
- MP 353/07 - Jaime Martins (PR-MG);
- PLP 01/07 - José Pimentel (PT-CE);
- PL 01/07 - Roberto Santiago (PV-SP);
- PL 7709/07 - Márcio Reinaldo (PP-MG).
O critério para a escolha dos relatores foi a afinidade com o tema ou a
experiência para conduzir a relatoria. Segundo Chinaglia, foi respeitada também
a proporcionalidade partidária. O presidente disse esperar que todos os
relatores, sejam da base governista ou da oposição, ajam com isenção. Ele
lembrou ainda que o parecer do relator é opinativo, pois quem decide é o
Plenário.
Apenas um partido de oposição, o PFL, terá um deputado relatando uma matéria
relacionada ao PAC. De acordo com Chinaglia, foi oferecida uma relatoria ao
PSDB, mas o deputado escolhido não aceitou, dizendo que teria outras
prioridades.
Próxima semana
Chinaglia afirmou que deve colocar as propostas em pauta já a partir da próxima
semana, para que os deputados tenham conhecimento dos temas e tempo para a
discussão. Ele ressaltou que não é prudente esperar até a data-limite, pois pode
haver um trancamento da pauta. Chinaglia lembrou que em 2006 o Plenário ficou
cinco meses com a pauta travada. "Quero evitar isso", destacou.
O presidente da Câmara não considera que seja possível votar todas as MPs e os
projetos em duas semanas, mas acredita que a votação das medidas relacionadas ao
PAC será concluída ainda neste semestre.
Ele também ressaltou que, em duas semanas de trabalho, a atual legislatura já
votou cinco MPs, seis projetos de lei com razoável grau de complexidade, 19
projetos de decreto legislativo e 1 projeto de resolução.
Comissões especiais
Além disso, Chinaglia instalou quatro comissões especiais, que vão analisar o
projeto de lei complementar PLP 01/07 e os PLs 5877/05, 01/07 e 7709/07. Foi
definido, por acordo entre os partidos, que os presidentes dessas comissões
serão, respectivamente, os deputados Nelson Meurer (PP-PR), Vignatti (PT-SC),
Júlio Delgado (PSB-MG) e Tadeu Filipelli (PMDB-DF). No entanto, as indicações
ainda terão de ser referendadas em votação dentro das comissões.
Confira abaixo os nomes dos demais relatores anunciados nesta quinta-feira por
Chinaglia:
- MP 334/06 - Rebecca Garcia (PP-AM);
- MP 335/06 - Andre Vargas (PT-PR);
- MP 336/06 - Fábio Ramalho (PV-MG);
- MP 337/06 - Lelo Coimbra (PMDB-ES);
- MP 338/06 - Pompeo de Mattos (PDT-RS);
- MP 339/06 - Fátima Bezerra (PT-RN);
- MP 340/06 - Jilmar Tatto (PT-SP);
- MP 341/06 - Filipe Pereira (PSC-RJ);
- MP 342/06 - Perpétua Almeida (PCdoB-AC);
- MP 343/07 - Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO);
- MP 344/07 - Pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ);
- MP 345/07 - Marina Maggessi (PPS-RJ);
- MP 354/07 - Nilson Mourão (PT-AC);
- PL 5877/05 - Ciro Gomes (PSB-CE);
- PL 6673/06 - João Maia (PR-RN).

23/02/07
-
Caixa pode garantir fundo do FGTS para infra-estrutura
Uma avaliação técnica da CVM (Comissão de Valores
Mobiliários) abriu caminho para as centrais sindicais aprovarem o polêmico uso
de até R$ 17 bilhões do patrimônio líquido do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo
de Serviço) para a criação de um fundo para custear obras do PAC (Programa de
Aceleração Econômica). A alternativa seria a garantia de rentabilidade mínima,
dada pela Caixa Econômica Federal, equivalente ao retorno atual do FGTS.
Apesar da resistência inicial de sindicalistas à proposta
de utilização do FGTS no PAC pelo fato de o governo não poder garantir o retorno
do investimento, a CVM assegurou nesta quinta que pode haver um terceiro
garantidor.
Como está previsto que a CEF administrará o fundo, a
regulamentação do mercado financeiro permite que a instituição seja a
garantidora, o que agradou os líderes trabalhistas. “A regulamentação não proíbe
– e existem alguns produtos assim no mercado – que um terceiro dê garantias de
rentabilidade a um fundo”, disse nesta quinta o presidente da CVM, Marcelo
Trindade, depois de reunião com o presidente da Bovespa, Raymundo Magliano, e
líderes sindicais.
“O governo colocava para as centrais sindicais que não
poderia dar garantia para o fundão”, afirmou o presidente da Força Sindical,
Paulo Ferreira da Silva, o Paulinho. Ele confirma que “deve ser” a Caixa a
instituição que oferecerá as garantias. Os sindicalistas esperam para próxima
semana uma discussão da proposta com representantes do governo.
Segundo os participantes do encontro, o governo poderá
criar o fundo com o mínimo de R$ 5 bilhões do patrimônio líquido do FGTS. A CEF
teria como garantir esta parcela. Para o restante dos recursos – que viriam de
aplicações opcionais dos trabalhadores – não haveria garantia de rentabilidade.
Da AE
Fonte: Diário do Grande ABC
A Câmara analisa o Projeto de Lei 24/07, do deputado Dr.
Rosinha (PT-PR), que obriga as empresas que utilizam
produtos nocivos à saúde dos trabalhadores e ao meio
ambiente a lavar os uniformes de seus empregados.
Segundo a proposta, as empresas poderão fazer a lavagem
diretamente ou contratar serviços de terceiros, desde
que o tratamento dos resíduos da lavagem obedeça à
legislação vigente de proteção ao meio ambiente. Caberá
ao Poder Executivo fiscalizar o cumprimento da medida.
Dr. Rosinha lembra que algumas grandes empresas já se
encarregam da manutenção dos uniformes de seus
empregados. Muitas, entretanto, transferem a tarefa aos
empregados. O deputado explica que, para retirar
adequadamente resíduos tóxicos das roupas, é necessária
a utilização de produtos perigosos, que não devem ser
utilizados por donas-de-casa sem conhecimento dos
riscos, material de proteção adequado e treinamento
específico. "A lavagem do uniforme na residência do
empregado pode ainda provocar a contaminação de sua
família, pela mistura das roupas."
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família; de
Trabalho, de Administração e Serviço Público; de
Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
O deputado Clóvis Rossi (PSB-PE) apresentou o Projeto de
Lei 12/07, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto-Lei 5452/43)
para criar um questionário em que o trabalhador anote mensalmente as pendências
trabalhistas existentes. "Esse é um instrumento simples, que torna mais fácil
coibir práticas abusivas das empresas contra funcionários, como o não-pagamento
de horas extras", afirma o autor.
Rossi acredita que a medida deverá beneficiar também os empregadores. "Creio que
irá reduzir bastante o número de solicitações descabidas e de má-fé que ocorrem
após as rescisões de contratos de trabalho em prejuízo das empresas". De acordo
com o projeto, o formulário deverá ter duas vias, uma do empregado e outra da
empresa.
Atualmente, no registro obrigatório para todos trabalhadores, previsto na CLT,
são anotados, além da qualificação civil ou profissional do empregado, os dados
relativos a admissão, duração e efetividade do trabalho, férias, acidentes e
outras circunstâncias que interessem à proteção do trabalhador.
Tramitação
A proposta, que tem caráter conclusivo, foi encaminhada às comissões de
Trabalho, Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.

22/02/07
-
NCST debate aplicação de recursos do FGTS no mercado de capitais
De olho no novo fundo de
investimentos em infra-estrutura criado pelo governo com dinheiro do FGTS, as
centrais sindicais já estudam a formação de um fundo próprio para que os
trabalhadores possam escolher onde investir parte dos recursos de suas contas
individuais do fundo de garantia.
A idéia será
discutida hoje em reunião dos representantes da NCST, Força Sindical, CAT, CUT,
CGTB e CGT com o presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Marcelo
Trindade, além da Bovespa. Esse fundo seria formado por ações de empresas que
atendessem a algumas qualificações a serem sugeridas pelas centrais. Entre estas
a não utilização de mão-de-obra infantil ou trabalho escravo, o comprometimento
com o desenvolvimento sustentável, entre outras.
Para o presidente da
NCST, José Calixto Ramos, a aplicação dos recursos do FGTS no mercado de
capitais deve ser precedida de medidas que evitem perdas para os titulares das
contas e que, além disso, possa propiciar uma remuneração superior ao que é paga
atualmente, que é a TR e mais 3%.
22/02/07
-
Mudanças na CLT
oneram e prejudicam os empregadores
Fabrício Migues
A Comissão do Trabalho aprovou recentemente
cinco projetos de leis que alteram a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e
acabam onerando os empregadores. Elas tratam do aumento do depósito recursal,
vínculo empregatício e demissão de gestante.
Para a advogada de direito do trabalho Daniela Santino
essas alterações vão em direção contrária ao desejo do governo em aumentar o
número de empregos formais. “Ao invés de incentivar as empresas a regularizar,
só se cria obrigações para o empregador. Aí fica difícil.”
No caso do depósito recursal, a alteração é para que o
empregador pague no fundo de garantia, ao invés de 40 salários mínimos, 60
salários se recorrer a uma ação que foi vencida pelo empregado. “Isso
prejudicaria as pequenas empresas que não têm condições de arcar com esse
gasto”, explica Daniela.
Quanto ao vínculo empregatício, a nova lei exige que a empresa pague as
contribuições previdenciárias em débito pelo tempo real trabalhado, e não pelo
que foi acordado na frente do juiz, que muitas vezes é menor.
O novo projeto também diz que a gestante não pode ser
demitida a não ser por justa causa pré-comprovada. “É chover no molhado, pois
esta regra já existe na constituição.”
Fonte: Diário do Grande ABC

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, deve anunciar
nesta quinta-feira os relatores das propostas que integram o Programa de
Aceleração do Crescimento (PAC). Ao todo, quatro projetos de lei, uma mensagem
do Executivo e oito medidas provisórias integram as medidas. Arlindo Chinaglia
promete distribuir as relatorias entre as várias correntes partidárias,
respeitando o tamanho das bancadas na Câmara. "É democrático que todos que têm
representação no Congresso Nacional peguem relatorias." Ele acrescenta que esse
foi um compromisso durante a campanha para a Presidência da Câmara.
Chinaglia admite que a disputa política da oposição contra o governo deve
ocorrer. Mas não acredita que uma relatoria destoe do que é interesse do País.
"Estou seguro de que vamos produzir um bom trabalho", afirma.
Pelo critério da proporcionalidade, a oposição terá mais de uma relatoria das
medidas do PAC. Mas o presidente da Câmara adiantou que o tamanho das bancadas
não será o único critério a ser adotado. Ele diz que a proporcionalidade é um
dos critérios, mas que "não pode ser absolutizado". E antecipa que estão sendo
buscados relatores com perfis apropriados para cada relatoria. "Alguns partidos
terão um pouco mais e outros terão bem menos. Mas isso faz parte de uma
composição em que estamos priorizando a representação e a força política na
Câmara dos Deputados."
Tramitação
A previsão do presidente da Câmara é que as medidas provisórias do PAC sejam
votadas só a partir de 19 de março, data em que passam a trancar a pauta do
Plenário. Já os projetos que integram o PAC devem ser analisados por comissões
permanentes ou especiais.

22/02/07
-
Mercado reduz previsão para inflação em 2007
O mercado financeiro voltou a reduzir a previsão para a
inflação em 2007. De acordo com o boletim Focus, divulgado nesta quarta-feira
pelo Banco Central, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao
Consumidor Amplo) caiu de 3,97% para 3,94%.
A meta do governo para este ano é de 4,5%, com uma tolerância de dois pontos
percentuais para cima ou para baixo.
Quanto aos juros, o mercado manteve em 11,5% a previsão para a Selic no final do
ano. Atualmente, a taxa está em 13%. Para o próximo mês, a expectativa é de que
a Selic caia para 12,75% ao ano, corte de 0,25 ponto percentual.
A projeção para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2007 está em 3,5%. Já a
estimativa para o ano do superávit da balança comercial foi mantida em US$ 39
bilhões.
O mercado espera que o dólar termine o ano cotado a R$ 2,15, contra R$ 2,18 na
semana passada.
Fonte: Diário do Grande ABC
A Comissão de Direitos Humanos
e Legislação Participativa (CDH) aprovou ontem, por unanimidade, parecer
favorável a projeto de lei que poderá vir a ser um instrumento no combate ao
trabalho escravo. De autoria da ex-senadora Ana Júlia Carepa, governadora do
Pará, a proposição proíbe a concessão de empréstimo e a participação em
processos de licitação a pessoas físicas ou jurídicas condenadas em última
instância administrativa por haver submetido empregado a condição degradante de
trabalho ou grave restrição à liberdade individual.
As restrições fixadas pelo projeto (PLS 207/06) serão impostas por um período de
dois anos, a partir da data da condenação administrativa, e, no caso de
reincidência, por cinco anos. Na avaliação do relator, senador Flávio Arns
(PT-PR), a proposta pretende evitar que o progresso do país se faça às custas
dos direitos humanos e do meio ambiente, "contribuindo para um modelo de
desenvolvimento econômico que se ponha ao lado da distribuição de renda e da
inclusão social".
A proposição também prevê multa ao empregador de R$ 3 mil por cada trabalhador
submetido a condição degradante, valor que deverá ser corrigido anualmente.
Também serão punidas as instituições financeiras que liberarem empréstimos a
pessoas condenadas por esse tipo de crime, ficando sujeitas a multa de 40% do
valor do crédito concedido.
O projeto, que já foi aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), será
ainda analisado, em decisão terminativa, pela Comissão de Constituição, Justiça
e Cidadania (CCJ).
Outra proposta
Durante a discussão da matéria na CDH, em que se pronunciaram os senadores
Eduardo Suplicy (PT-SP), José Nery (PSOL-PA), Cristovam Buarque (PDT-DF) e Mão
Santa (PMDB-PI), o senador Jonas Pinheiro (PFL-MT) lembrou que proposta
semelhante, mas "muito mais ampla", de autoria do senador Tasso Jereissati
(PSDB-CE), já foi aprovada na CAS.
O relator Flávio Arns e o presidente da CDH, senador Paulo Paim (PT-RS),
ressaltaram que vão acompanhar a votação das duas propostas com o objetivo de
sugerir que sejam analisadas em conjunto ou apensadas.

Cerca de cinco mil
trabalhadores da construção civil de São Paulo fizeram uma passeata na manhã de
hoje por ruas da zona sul da cidade. O protesto faz parte de uma série de
paralisações que ocorre desde o início do mês em diversas regiões da capital
paulista.
A movimentação dos
operários teve início em Moema e terminou na Avenida Ibirapuera.
De acordo com o presidente
do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Civil de São Paulo (Sintracon-SP),
Antônio de Sousa Ramalho, além da passeata, cerca 45 mil operários cruzaram os
braços hoje, deixando 3,3 mil canteiros de obras parados. Eles reivindicam
pagamento de plano de saúde, participação nos lucros das empresas e revisão dos
critérios para prestação de serviço dos operários por empreitada. Segundo
Ramalho, na prestação de serviço por empreitada, alguns funcionários chegam a
trabalhar até 16 horas por dia.
Na última
quinta-feira, quatro mil operários participaram de passeata e 32 mil deixaram de
trabalhar na região do Morumbi. A próxima paralisação está prevista para o dia
1º, nas zonas leste e central de São Paulo. De acordo com o Sintracon-SP, o
sindicato patronal não apresentou proposta até agora e caso não haja negociação,
haverá greve geral dos trabalhadores a partir do dia cinco de março. A Força
Sindical apóia o movimento. Para o presidente da entidade, Paulo Pereira da
Silva, a greve é justa. "O setor de construção civil é um dos que mais lucra e
menos distribui", afirmou.
Fonte : Agência Estado

16/02/07
-
TST prepara
regulamentação da lei da informatização
Uma comissão de ministros do Tribunal
Superior do Trabalho trabalhará na regulamentação, no âmbito da Justiça do
Trabalho, da Lei nº 11.419, que dispõe sobre a informatização do processo
judicial. Integram a comissão os ministros Ives Gandra da Silva Martins Filho,
Renato de Lacerda Paiva e Alberto Bresciani. A comissão tem prazo até o dia 12
de março para apresentar suas sugestões, já que a lei entra em vigor no dia 20.
Ao apresentar a proposta de criação da comissão e submetê-la ao Tribunal Pleno,
o ministro Rider de Brito destacou que cabe aos órgãos do Poder Judiciário a
regulamentação da lei, no que couber, no âmbito de suas respectivas
competências, considerando a necessidade de modificação de inúmeros
procedimentos atualmente adotados pelos Tribunais.
Como exemplo, destacou algumas alterações introduzidas pela lei, tais como: o
uso de meio eletrônico na tramitação de processos judiciais; a comunicação de
atos e transmissão de peças processuais (artigo 1º); o envio de petições, de
recursos e a prática de atos processuais em geral por meio eletrônico, mediante
uso de assinatura eletrônica (artigo 2º); a autorização para que os Tribunais
criem diários oficiais eletrônicos para publicação de atos judiciais e
administrativos próprios e dos órgãos a eles subordinados, bem como comunicações
em geral (artigo 4º); a validade de intimações por meio eletrônico (artigo 5º);
a autorização para que os órgãos do Poder Judiciário desenvolvam sistemas
eletrônicos de processamento de ações judiciais por meio de autos total ou
parcialmente digitais (artigo 8º), e o reconhecimento, como originais, dos
documentos produzidos eletronicamente e juntados aos processos eletrônicos, com
garantia da origem e de seu signatário (artigo 11).
Fonte: TST

A Câmara instalou ontem (14) as 20 comissões
permanentes e elegeu seus respectivos presidentes. Além dos deputados que vão
presidir as comissões, foram eleitos também os vices-presidentes.
De acordo com uma nova resolução da Câmara, em vigor desde fevereiro, o número
de deputados que cada partido ou bloco tem nas comissões permanentes é fixado no
início da legislatura e não muda durante os quatro anos do mandato parlamentar.
O cálculo da proporcionalidade só é refeito em caso de fusão ou extinção de
partido. O deputado que trocar de legenda perderá a vaga a que tinha direito por
força da indicação partidária. A intenção da regra é estimular a fidelidade
partidária.
Agricultura
O deputado Marcos
Montes (PFL-MG) foi eleito para presidir a Comissão de
Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento
Rural. Como 1º vice-presidente, foi escolhido o deputado
Assis Miguel do Couto (PT-PR). Já a 2ª Vice-Presidência
ficará com o deputado Waldir Neves (PSDB-MS), e a 3ª
Vice-Presidência, com o deputado Dilceu Sperafico (PP-PR).
Amazônia
Eleita presidente da
Comissão da Amazônia, Integração Nacional e de
Desenvolvimento Regional, a deputada Vanessa Grazziotin
(PCdoB-AM) afirmou que uma das prioridades do colegiado
neste ano será o desenvolvimento regional. A comissão
também elegeu hoje o 1º vice-presidente, deputado
Marcelo Serafim (PSB-AM); o 2º vice, deputado Carlos
Souza (PP-AM); e o 3º vice, deputado Sebastião Bala
Rocha (PDT-AP).
Ciência e Tecnologia
O deputado Júlio
Semeghini (PSDB-SP) foi eleito para presidir a Comissão
de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.
Também foram eleitos os deputados Paulo Bornhausen
(PFL-SC) para a 2ª Vice-Presidência e Bilac Pinto
(PR-MG) para a 3ª. O 1º vice-presidente só será definido
no dia 28, por falta de acordo sobre o nome que ocupará
a vaga.
Constituição e Justiça
Foi confirmado o nome
do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) para a
presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania (CCJ). Aos 27 anos, Picciani é o mais jovem
presidente eleito da comissão. Também foram confirmados
os nomes dos deputados Mendes Ribeiro Filho (PMDB-RS),
que ficou com a 1ª vice-presidência; Neucimar Fraga
(PR-ES), com a 2ª; e Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), com a
3ª.
Defesa
do Consumidor
A Comissão de Defesa
do Consumidor elegeu o deputado Cezar Silvestri (PPS-PR)
como presidente. O parlamentar afirmou que vai ouvir os
outros integrantes para definir a pauta para os próximos
seis meses. Silvestri adiantou, porém, que há uma
preocupação dos parlamentares sobre a crise da aviação
civil que afetou os consumidores brasileiros. Também
foram eleitos o 1º e o 3º vice-presidentes da comissão,
respectivamente, deputados Carlos Sampaio (PSDB-SP) e
Walter Ihoshi (PFL-SP). A 2ª vice-presidência ainda não
foi definida.
Desenvolvimento Econômico
O deputado
Wellington Fagundes (PR-MT) foi confirmado na
presidência da Comissão de Desenvolvimento Econômico,
Indústria e Comércio. A 1ª vice-presidência ficará com o
deputado Albano Franco (PSDB-SE), e a 2ª, com Antônio
Andrade (PMDB-MG). O 3º vice-presidente será escolhido
posteriormente.
Desenvolvimento Urbano
O deputado Zezéu
Ribeiro (PT-BA) foi eleito para presidir a Comissão de
Desenvolvimento Urbano. A 1ª Vice-Presidência ficou com
a deputada Angela Amin (PP-SC), a 2ª, com o deputado
Luiz Carlos Busato (PTB-RS), e a 3ª, com o deputado
Edson Santos (PT-RJ).
Direitos Humanos
O deputado Luiz Couto
(PT-PB) foi eleito para ocupar a presidência da Comissão
de Direitos Humanos. A comissão também elegeu hoje o 1º
vice-presidente, deputado Gerônimo da Adefal (PFL-AL); o
2º vice, deputado Pedro Wilson (PT-GO); e o 3º vice,
deputado Pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ).
Educação e Cultura
O deputado Gastão
Vieira (PMDB-MA) teve seu nome confirmado para presidir
a Comissão de Educação e Cultura. A 1ª vice-presidência
ficará com a deputada Maria do Rosário (PT-RS). Os
deputados Frank Aguiar (PTB-SP) e Osvaldo Reis (PMDB-TO)
ficarão, respectivamente, com a 2ª e a 3ª
vice-presidência.
Finanças e Tributação
O deputado Virgílio
Guimarães (PT-MG) foi escolhido para presidir a Comissão
de Finanças e Tributação. A 1ª Vice-Presidência será
ocupada pelo deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ); a 2ª
Vice-Presidência, pelo deputado Antonio Palocci (PT-SP);
e a 3ª Vice-Presidência pelo deputado Pedro Eugênio
(PT-PE).
Fiscalização Financeira
O deputado Celso
Russomanno (PP-SP) foi eleito para presidir a Comissão
de Fiscalização Financeira e Controle. O deputado Márcio
Reinaldo Moreira (PP-MG) será o 1º vice-presidente. A 2ª
e a 3ª Vice-Presidência ainda não foram definidas por
falta de acordo.
Legislação Participativa
A Comissão de
Legislação Participativa elegeu seu novo presidente, o
deputado Eduardo Amorim (PSC-SE). Além de Amorim, foram
eleitos o 1º, o 2º e o 3º vice-presidentes. São eles,
respectivamente, os deputados Carlos Willian (PTC-MG),
Sílvio Lopes (PSDB-RJ) e Eduardo da Fonte (PP-PE).
Meio Ambiente
O deputado Nilson
Pinto (PSDB-PA) teve o nome confirmado para presidir a
Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
A 1ª Vice-Presidência da comissão ficará como o deputado
Fábio Souto (PFL-BA); a 2ª, com o deputado Ricardo
Tripoli (PSDB-SP) e a 3ª com o deputado Antonio Carlos
Mendes Thame (PSDB-SP).
Minas e Energia
O deputado José
Otávio Germano (PP-RS) foi confirmado como presidente da
Comissão de Minas e Energia. Os deputados Neudo Campos (PP-RR)
e Vitor Penido (PFL-MG) serão o 2º e o 3º
vice-presidentes, respectivamente. O 1º vice-presidente
será escolhido posteriormente, em reunião ordinária.
Relações Exteriores
O deputado Vieira da
Cunha (PDT-RS) foi eleito presidente da Comissão de
Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Foram eleitos
também o 1º vice-presidente, deputado Marcondes Gadelha
(PSB-PB); o 2º vice, José Mendonça Bezerra (PFL-PE); e o
3º vice, Augusto Carvalho (PPS-DF).
Segurança Pública
A Comissão de
Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado elegeu
os deputados que irão compor sua mesa nos próximos 12
meses. O deputado João Campos (PSDB-GO), que foi eleito
presidente, disse que o colegiado deverá dar prioridade
ao financiamento da segurança pública com verba
vinculada, como ocorre com a saúde. Foram eleitos também
o 1º vice-presidente, deputado Pinto Itamaraty
(PSDB-MA); o 2º vice, Raul Jungmann (PPS-PE); e o 3º,
Laerte Bessa (PMDB-DF).
Seguridade Social
O deputado Jorge
Tadeu Mudalen (PFL-SP) foi eleito presidente da Comissão
de Seguridade Social e Família. Por unanimidade dos
votos, a comissão elegeu também o 1º vice-presidente,
Alceni Guerra (PFL-PR); o 2° vice, Ribamar Alves
(PSB-MA); e o 3º vice, Cleber Verde (PAN-MA).
Trabalho e Serviço Público
O deputado Nelson
Marquezelli (PTB-SP) foi eleito presidente da Comissão
de Trabalho, de Administração e Serviço Público. A 1ª
vice-presidência ficará com o deputado Sabino Castelo
Branco (PTB-AM) e a 2ª vice, com Wilson Braga (PMDB-PB).
Ainda não houve votação para a 3ª vice-presidência.
Turismo e Desporto
A Comissão de Turismo
e Desporto será presidida nos próximos 12 meses pela
deputada Lídice da Mata (PSB-BA). Foram eleitos também
os deputados Brizola Neto (PDT-RJ), 1º vice-presidente;
Sueli Vidigal (PDT-ES), 2ª vice; e Fábio Faria (PMN-RN)
para a 3ª vice-presidência.
Viação e Transportes
O deputado Eliseu
Padilha (PMDB-RS) teve o nome confirmado para presidir a
Comissão de Viação e Transportes. A 1ª Vice-Presidência
da comissão ficará como o deputado Sandro Matos (PR-RJ);
a 2ª, com o deputado Mauro Lopes (PMDB-MG) e a 3ª com o
Hugo Leal (PSC-RJ).
Fonte : Instituto Dois Candangos

15/02/07
-
Senado Federal - Líderes definem prioridade da pauta
O presidente Renan Calheiros, ao sair do
encontro com líderes partidários nesta terça-feira (13), afirmou que serão
consideradas prioritárias matérias relativas à economia, inclusive todas as
relativas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC); a definição do marco
regulatório para as agências reguladoras; e projeto que simplifica a instalação
de empresas; a solução de precatórios dos estados; e a segurança pública, como o
PLS 134/06,
de autoria do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que proíbe o contingenciamento de
recursos para segurança pública.
- O projeto do senador Alvaro Dias proíbe o
contingenciamento. Eu proponho um passo além - disse o senador Renan Calheiros,
que sugeriu a vinculação temporária de recursos do Orçamento para a segurança
pública,que mantenha o equilíbrio fiscal e defina o papel que caberia à União,
estados e municípios.
O presidente afirmou que outra solução seria
a criação de um fundo de segurança pública, o que seria feito, segundo ele,
através da regulamentação do artigo 144 da Constituição federal.
Para Renan, o debate sobre a redução da
maioridade penal tornou-se "inevitável". Porém, na sua opinião, a solução dos
problemas de segurança estaria, principalmente, na maior alocação de recursos
que hoje, avalia, são insuficientes e, quando contingenciados, deixam a situação
da violência ainda pior.
- A segurança pública precisa ter tratamento
permanente. Morrem todos os anos no Brasil 50 mil pessoas. É preciso dar um
tratamento especial no combate à insegurança com instrumentos para o Estado
pegar pesado no combate à criminalidade - disse Renan, que apontou soluções como
equipar e treinar a polícia, além de dar-lhe salário e moradia dignos,
ressocialização dos jovens e atualização do Código Penal e do Código de Processo
Penal.
O presidente considera
que agravar a pena para o criminoso que se utilizar de menores para a prática de
crimes também não é suficiente para resolver a questão da violência. Tal medida
é sugerida pelo
PLS 118/03,
de autoria do senador Aloizio Mercadante (PT-SP).
Fonte : Instituto Dois Candangos

15/02/07
-
TST
mantém reintegração de empregado com deficiência auditiva
A Primeira Turma do Tribunal Superior do
Trabalho, acompanhando o voto do ministro João Oreste Dalazen, manteve a decisão
do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (São Paulo), que determinou a
reintegração ao emprego de ex-funcionário da Alcan Alumínio do Brasil S.A., com
o pagamento dos salários compreendidos entre a dispensa e a efetiva
reintegração, em razão de estabilidade resultante de doença profissional.
O empregado foi demitido pela empresa e ajuizou reclamação trabalhista
pleiteando reintegração. Alegou ter adquirido doença profissional no decurso de
seu contrato de trabalho, vindo a sofrer considerável perda da capacidade
auditiva. O juiz de primeira instância nomeou perito que forneceu laudo
atestando que o empregado foi admitido em perfeitas condições de saúde e veio a
sofrer problemas auditivos seis meses antes da demissão. A sentença foi
favorável ao empregado.
A empresa recorreu ao TRT/SP com base em um segundo laudo, emitido pelo mesmo
perito, dezessete meses após a emissão do primeiro. Neste segundo laudo, o
perito atestou a inexistência de nexo de causalidade entre a doença e o ambiente
de trabalho do empregado. O TRT/SP não acatou a conclusão do segundo laudo.
Destacou ser “inadmissível que o perito, cerca de 17 meses após haver examinado
o reclamante, tivesse alterado substancialmente suas conclusões, inferindo que
inexistia nexo causal entre a doença e a atividade do empregado”.
O TRT/SP concluiu pela aplicação da cláusula 43 da norma coletiva da categoria
do empregado, que prevê a reintegração no emprego em caso de doença
profissional, que tenha sido adquirida no emprego, enquanto perdurar tal
situação.
Insatisfeita, a empresa recorreu ao TST. Alegou que a condenação imposta pelo
TRT paulista deveria limitar-se ao período de vigência da norma coletiva que
previu a estabilidade no emprego. O ministro João Oreste Dalazen confirmou a
decisão do TRT, destacando que “o espírito da norma é precisamente garantir ao
empregado o emprego e o salário, inexistindo no teor da mesma qualquer
prescrição temporal”.
A decisão proposta pelo ministro relator está de acordo com a diretriz traçada
na Orientação Jurisprudencial nº 41 SDI-1 do TST, segundo a qual “preenchidos
todos os pressupostos para a aquisição de estabilidade decorrente de acidente ou
doença profissional, ainda durante a vigência do instrumento normativo, goza o
empregado de estabilidade mesmo após o término da vigência deste”.
(RR-666.353/00.7)
Fonte: TST

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, a alterar proposta do Plano de Aceleração do
Crescimento (PAC) para evitar prejuízo para os trabalhadores com a aplicação de
R$ 5 bilhões do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em investimentos em
infra-estrutura. A medida foi recebida como uma vitória do Bloco de Esquerda,
formado pelo PSB, PCdoB, PDT, PAN e PMN.
Lula determina garantias para trabalhadores. O anúncio foi feito na reunião do
Conselho Político do Governo, nesta terça-feira, 13/02. O presidente Lula quer
atender às reivindicações dos integrantes do Conselho que haviam pedido
garantias para os trabalhadores.
Lula disse que o fundo de investimentos deve ter uma remuneração menor do que a
que tem hoje o FGTS, que é calculada com base na TR (taxa de referência) mais
3%.
Conversa com deputados
Outra novidade apresentada na reunião diz respeito a determinação de Lula ao
ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, para que promova reunião com
as bancadas dos partidos aliados para apresentar o organograma da liberação das
emendas.
O Governo não nega que haverá contingenciamento das emendas parlamentares, mas a
elaboração de um calendário para liberações das emendas representa uma novidade,
que foi comemorada pelos parlamentares.
Segundo participantes da reunião, o presidente Lula fez um apelo a todos no
sentido de que, ao fazerem melhoramentos no PAC, os parlamentares mantenham a
essência do programa. E manifestou desejo de que os relatores dos projetos de
lei e das medidas provisórias do PAC sejam escolhidos o mais rápido possível.
Informações do portal Vermelho – www.vermelho.org.br
14/02/07
-
CAS aprova projeto sobre contribuição assistencial
O projeto de lei
248/06, que regulamenta a contribuição assistencial, de autoria do senador Paulo
Paim (PT-RS), foi, finalmente, votado e aprovado no dia 14.02.07, na
Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado Federal. A matéria obteve o apoio
de todos os senadores presentes à sessão presidida pela senadora Patrícia Sabóia
(CE), depois da leitura do parecer favorável e defesa do senador Paim.
A matéria acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para
dispor sobre a contribuição assistencial, destinada ao financiamento da
negociação coletiva e de outras atividades sindicais. Pelo projeto, a
contribuição será descontada compulsoriamente de todos os trabalhadores e
servidores membros da categoria profissional, sindicalizados ou não. O
percentual de contribuição assistencial devido a ser creditado para a entidade
sindical e a forma de rateio deverão ser fixados por assembléia geral dos
trabalhadores.
Esse percentual de contribuição não poderá, entretanto, ser superior a 1% da
remuneração bruta anual do trabalhador em atividade. O não-recolhimento das
contribuições assistenciais em órgãos e empresas públicas será tipificado como
ato de improbidade administrativa, conforme o projeto.
Paim disse que as entidades sindicais enfrentam verdadeira maratona para obter
das empresas o desconto em folha de pagamento das contribuições assistenciais,
mesmo quando fixadas em assembléia da categoria ou convenção coletiva. Reiterou,
ainda, que o projeto representa um entendimento de todos os segmentos do
movimento sindical e que foi construído depois de conversações com o Ministério
do Trabalho e o Ministério Público. “O objetivo do nosso projeto é acabar com os
conflitos, inclusive judiciais, que existem atualmente”, afirmou o senador.
O projeto do senador Paim foi aprovado em
caráter terminativo pelo Senado, devendo ser encaminhado imediatamente para
iniciar sua tramitação na Câmara dos Deputados.
A sessão que aprovou o
PL 248/06 foi acompanhada pelas lideranças sindicais do Fórum Sindical dos
Trabalhadores, integrado pelas confederações laborais nacionais e centrais
sindicais.
PROJETO
DE LEI DO SENADO Nº 248, DE 2006
Acrescenta Capítulo III-A ao Título V da Consolidação
das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº
5.452, de 1º de maio de 1943, para dispor sobre a
Contribuição Assistencial e dá outras providências.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º
A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),
aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar
acrescida do seguinte Capítulo III-A ao Título V:
"CAPÍTULO III-A
DA CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL
Art. 610-A.
A Contribuição Assistencial, destinada ao financiamento da negociação coletiva e
de outras atividades sindicais, será descontada compulsoriamente de todos os
trabalhadores e servidores membros da categoria profissional, sindicalizados ou
não, conforme prerrogativa prevista na alínea
e
do art. 513 desta Consolidação, e na
alínea c
do art. 240 da Lei nº 8.112, de 11 de
dezembro de 1990.
§ 1º O percentual de Contribuição
Assistencial devido, a ser creditado para a entidade sindical representativa, e
a forma de rateio serão fixados por Assembléia Geral dos trabalhadores.
§ 2º É vedada a fixação de percentual de
contribuição superior a um por cento da remuneração bruta anual do trabalhador
em atividade.
Art. 610-B.
As fraudes, os desvios ou a recusa arbitrária do empregador em efetuar o
desconto da contribuição da categoria em folha de pagamento serão considerados
ilícitos, puníveis na forma prevista nos arts. 553 e 598 desta Consolidação,
cabendo apuração pelo Ministério Público do Trabalho.
§ 1º Sem prejuízo das
penalidades legais fixadas nesta Consolidação, é vedada a concessão de
empréstimos ou financiamentos bancários por entes públicos e vedada a
participação em concorrências públicas, às empresas em situação irregular com as
obrigações relativas ao recolhimento das contribuições assistenciais.
§ 2º Em se tratando de órgão ou empresa
pública, o não recolhimento das contribuições assistenciais será tipificado como
ato de improbidade administrativa."
Art. 2º
Esta Lei entra em vigor na data de sua
publicação.
Senador Paulo Paim
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A Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta
terça-feira (13/2) o texto final do Projeto de Lei 6272/05, que cria a
Secretaria da Receita Federal do Brasil, a chamada Super Receita. Das 35 emendas
aprovadas pelo Senado no ano passado, nove ficaram para ser votadas hoje,
resultando na aprovação de cinco delas.
A mudança mais polêmica de todas é a que estabelece a necessidade de decisão
judicial para que uma relação entre duas empresas possa ser considerada
trabalhista. Por 304 votos a 146, os deputados aprovaram a modificação feita
pelos senadores, deixando a cargo apenas da Justiça do Trabalho o entendimento
sobre a relação de trabalho.
O texto original abria a possibilidade de uma autoridade fiscal apontar essa
relação entre duas empresas —o objetivo do governo era o de diminuir o número de
empregados que abrem empresas, as chamadas “empresas de uma pessoa só”, para
prestar serviço a seus antigos empregadores, como forma de burlar o Fisco.
Agora, fiscais da Super Receita não podem multar ou fechar empresa de “uma
pessoa só”.
Os deputados rejeitaram a emenda do Senado que previa aprovação pelos senadores
do nome do secretário da Super Receita. Com a votação desta terça-feira, a
nomeação será feita pelo presidente da República, sem necessidade de passar pelo
crivo do Senado.
Além disso, a Câmara também aprovou a permissão aos Estados e Distrito Federal
para parcelar em 240 meses os débitos previdenciários. O texto final do projeto,
que seja agora para sanção presidencial, ficou sem o trecho que declarava nulo o
lançamento de imposto sobre o qual ainda estiver recurso para ser julgado pela
Receita Federal.
O intervalo intrajornada – destinado ao
repouso e alimentação do trabalhador durante sua atividade profissional – não
pode ser suprimido nem reduzido por meio de negociação coletiva. Sob esse
entendimento, manifestado pela ministra Rosa Maria Weber Candiota da Rosa
(relatora), a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho deferiu parcialmente
e por unanimidade de votos, recurso de revista de um ex-empregado da Goodyear do
Brasil Produtos de Borracha Ltda. A decisão garantiu-lhe o pagamento de uma hora
diária remunerada como extra.
A interrupção do serviço para repouso e alimentação encontra-se prevista no
artigo 71 da CLT. “Em qualquer trabalho contínuo cuja duração exceda de seis
horas, é obrigatória a concessão de um intervalo para repouso ou alimentação, o
qual será no mínimo, de uma hora e, salvo acordo ou contrato coletivo e
contrário, não poderá exceder de duas horas”, prevê o dispositivo.
De acordo com a relatora do recurso, o entendimento do TST sobre o tema já está
consolidado na Orientação Jurisprudencial nº 307 da Seção Especializada em
Dissídios Individuais – 1 (SDI-1). De acordo com esse item da jurisprudência,
“após a edição da Lei nº 8.923/94, a não-concessão total ou parcial do intervalo
intrajornada mínimo, para repouso e alimentação, implica o pagamento total do
período correspondente, com acréscimo de, no mínimo, 50% sobre o valor da
remuneração da hora normal de trabalho”.
Posicionamento oposto a essa tese tinha sido adotado pelo Tribunal Regional do
Trabalho da 2ª Região (São Paulo), que considerou válida cláusula de norma
coletiva firmada entre a Goodyear e o sindicato profissional a fim de reduzir
para 30 minutos o tempo destinado ao intervalo intrajornada. Como conseqüência
desse entendimento, foi negada a condenação da empresa ao ressarcimento do
empregado.
Durante o exame da causa no TST, a ministra Rosa Maria Weber explicou que, até
1994, o desrespeito ao artigo 71 da CLT acarretava “mera infração
administrativa”. Contudo, após a entrada em vigor da Lei nº 8.923 de junho de
1994, foi estabelecida a previsão do pagamento do intervalo com acréscimo quando
não observada a norma.
Aplicada ao caso concreto, a jurisprudência resultou na concessão do recurso a
fim de determinar o pagamento de uma hora diária, remunerada como extra,
correspondente ao intervalo intrajornada não-usufruído integralmente com
reflexos em repousos semanais remunerados, feriados, 13º salários, férias
acrescidas de 1/3, FGTS e verbas recisórias.
“Destaco que é devido não apenas o adicional, mas este acrescido ao pagamento
total do intervalo suprimido, uma vez que a privação do tempo de descanso e o
labor realizado no período correspondente constituem dois fatores diversos de
desgaste, de tal modo que o pagamento recebido pelo trabalho executado não é
suscetível de compensar a perda do período de descanso”, explicou Rosa Maria
Weber.
A Sexta Turma não deferiu, contudo, o pagamento como extras das sétimas e oitava
horas trabalhadas em regime de turno ininterrupto de revezamento. Sobre esse
ponto, foi verificada a existência de negociação coletiva regular, o que afasta
a obrigatoriedade do pagamento, como extras, das duas horas excedentes ao limite
da sexta hora diária. (RR 789911/2001.3)
Fonte: TST

Brasil conseguiu abocanhar mais um título para a sua
extensa lista de conquistas negativas. Com cerca de 2 milhões de processos por
ano, o país é campeão mundial em ações trabalhistas, segundo levantamento do
sociólogo José Pastore, especialista em relações do trabalho há mais de 40 anos.
Segundo ele, nos Estados Unidos o número de processos não passa de 75 mil; na
França, 70 mil; e no Japão, 2,5 mil processos.
Resultado disso é uma conta astronômica para o país. Para cada R$ 1.000
julgados, a Justiça do Trabalho gasta cerca de R$ 1.300, calcula Pastore. Para
ter idéia, em 2005 foram pagos aos reclamantes R$ 7,19 bilhões e, em 2006, R$
6,13 bilhões até setembro. Na média mensal, o volume de 2006 ficou 13% superior
ao do período anterior, segundo dados do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Na opinião de especialistas, o quadro caótico é resultado de inúmeras falhas.
Uma delas é a qualidade da legislação trabalhista, considerada anacrônica,
ultrapassada, detalhista e irreal. “Quando vejo 2 milhões de ações na Justiça,
começo a achar que há alguma inadequação na nossa lei, que não foi feita para um
mundo moderno, globalizado. O elevado número de ações não é um bom sintoma”,
avalia o advogado Almir Pazzianotto, ministro do Tribunal Superior do Trabalho
até 2002. Para ele, houve uma banalização da Justiça do Trabalho no Brasil.
Qualquer coisa é motivo para entrar com um processo trabalhista.
Contra a morosidade
Os pedidos de mudanças no sistema não significam retirar do trabalhador a
possibilidade de reivindicar seus direitos. Segundo especialistas, o Brasil, a
exemplo do que ocorre em vários países, deveria adotar mais os mecanismos de
conciliação extrajudicial, como arbitragem e conciliação prévia.
Os dois canais já existem no Brasil, mas não ganharam a importância devida.
“Esses mecanismos estão evoluindo de maneira muito lenta. Mas acredito que uma
hora as pessoas vão se dar conta de que esse é o melhor caminho contra a
morosidade”, afirma Pazzianotto, referindo-se à duração de um processo
trabalhista. Se passar por todas as instâncias, uma ação leva cerca de sete anos
para ser julgada, podendo chegar a dez anos.
Pazzianotto afirma que o quadro poderia ser ainda pior se os processos passassem
por todas as instâncias. Segundo ele, cerca de 50% das ações terminam com acordo
na primeira instância. E, mesmo assim, a situação é calamitosa. “A culpa não é
dos juízes. Eles trabalham bastante. O problema é a legislação, que instiga o
aumento de ações”, diz Pastore.
Distorções
Na avaliação dele, a solução é uma reforma que elimine as distorções atuais e
incentive as empresas a contratar os funcionários, reduzindo a informalidade.
“Hoje muitas pessoas trabalham sem registro por causa da elevada carga
tributária sobre os salários”.
Mas, apesar da situação complicada, alguns especialistas acreditam que houve
melhora. “A informatização tem permitido que os números não avancem da forma
acelerada como vinham crescendo”, afirma o advogado Estevam Mallet. Além disso,
acrescenta, o interesse das empresas em abrir capital tem ajudado a reduzir os
conflitos. “Companhias com grandes passivos trabalhistas não são bem vistas
pelos analistas”.
Segundo dados do TST, hoje o país tem 1.364 varas instaladas. Em 2005, para cada
100 mil habitantes do País, 69 tinham ação no TST, 298 nos Tribunais Regionais (TRTs)
e 1.050 nas Varas trabalhistas. Cada magistrado recebeu 949 processos. O TST
recebeu o maior número: 4.408 processos por ministro e juiz convocado. A
indústria foi responsável por 21% das ações. Na administração pública, a
participação subiu de 3,3% em 2001 para 5,1% em 2005.

13/02/07
-
Sindicatos poderão acessar o Sistema Mediador
A partir do dia
26/02, trabalhadores e empregadores já poderão consultar
os acordos ou convenções coletivas de cinco estados
A partir de 12/02, entidades sindicais de
cinco estados já podem depositar acordos ou convenções coletivas no Ministério
do Trabalho e Emprego via internet. O novo sistema, denominado Mediador, será
implantado gradualmente e será um banco de dados inédito no país. Já está à
disposição dos usuários de Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Ceará
e Amazonas. Ao final da implantação do Mediador, prevista para o mês de maio
desse ano, ele concentrará todas as convenções e acordos coletivos firmados
pelos sindicatos brasileiros.
O sistema Mediador será aberto à consulta pela sociedade,
possibilitando ao trabalhador e ao empregador acesso direto ao conteúdo das
negociações coletivas de suas respectivas categorias, como por exemplo, os
benefícios acertados entre as partes, o reajuste definido, enfim, todas as
cláusulas negociadas na data-base. Essa consulta estará disponível a partir do
dia 26, nos estados onde está sendo implantado.
A consulta será feita na página inicial do MTE ( www.mte.gov.br),
por estado, CNPJ e nome da entidade. "O trabalhador vai poder cobrar mais do seu
sindicato e as entidades poderão ter um banco de dados valioso para as
negociações", disse Ana Paula Cerca, chefe de gabinete da Secretaria de Relações
de Trabalho, responsável pelo desenvolvimento do Mediador. "Ele propiciará mais
agilidade e transparência aos procedimentos" garantiu Paula Cerca.
O Mediador é um módulo do Sistema Integrado de Relações
do Trabalho - SIRT, desenvolvido pela Secretaria de Relações do Trabalho (SRT),
que começou a ser implantado com a Campanha de Atualização das Informações
Sindicais, em 2005. Os pilotos servirão para o aprimoramento do sistema, tanto
pelo MTE quanto pelas entidades sindicais.
A proposta do Mediador é facilitar o cumprimento da
determinação do artigo 614 da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que
prevê, para fins de registro e arquivo, que os instrumentos coletivos sejam
depositados no MTE. Por decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), o
registro e o arquivo do acordo coletivo no Ministério do Trabalho e Emprego
constituem condição de validade e eficácia da negociação.
Até 2006, não havia um registro centralizado. Cada DRT
possuía uma metodologia própria de arquivamento. A partir do segundo semestre do
ano passado, entrou no ar o Sistema de Registro e Arquivamento dos Contratos
Coletivos - SIRACC para unificar o registro e permitir a consulta interna. Foi o
primeiro passo de um processo que resultou na implementação do Mediador.
A próxima etapa é a inclusão de um novo módulo, que
permitirá o agendamento eletrônico e a organização dos processos de mediação
realizados pelo MTE, via internet.
Fonte: MTE

A Sexta Turma do Tribunal Superior do
Trabalho, de acordo com voto do ministro Horácio Senna Pires (relator),
confirmou a validade de decisão regional que declarou a decadência do direito do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de cobrar crédito previdenciário
decorrente de um relação de emprego, reconhecida judicialmente. A decadência
corresponde, juridicamente, à perda do direito devido à inércia da parte em
exercê-lo num certo prazo definido na legislação.
A controvérsia judicial teve origem em sentença da primeira instância
trabalhista sul-matogrossense, que reconheceu a relação de emprego entre um
trabalhador local e a Empresa Agrícola Central Ltda, no período entre janeiro de
1993 e dezembro de 1998. Foi determinada à empregadora a anotação da Carteira de
Trabalho e Previdência Social e o recolhimento das contribuições devidas ao
INSS.
Após a condenação, a empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 24ª
Região (Mato Grosso do Sul) a fim de obter o reconhecimento da decadência do
direito da autarquia previdenciária e, conseqüentemente, a isenção patronal em
relação ao recolhimento das contribuições. Para tanto, sustentou que já havia
ocorrido o decurso do prazo de cinco anos fixado pelo artigo 173 do Código
Tributário Nacional (CTN) para o órgão público promover judicialmente a cobrança
de seu crédito.
O TRT/MS reconheceu a decadência e deferiu o recurso. Aceitou a tese da empresa
de que o artigo 45 da Lei nº 8212 de 1991, que fixa em 10 anos o prazo para o
INSS apurar e constituir seus créditos, não poderia ser aplicado ao caso
concreto. A norma prevista na legislação ordinária estaria em conflito com o
texto constitucional que exige de forma explícita, em seu artigo 146, inciso
III, a edição de lei complementar para tratar de tributos, inclusive quanto à
“obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência”.
“Prevalece, para análise da decadência, o previsto no artigo 173 do Código
Tributário Nacional, o qual detém status de legislação complementar,
recepcionada pela Constituição Federal”, registrou o acórdão regional.
No TST, a autarquia federal argumentou a constitucionalidade do artigo 45 da Lei
nº 8212/91 e questionou a apuração do momento em que teve início a contagem do
prazo decadencial. Sustentou que, se o fisco só teve notícia do caso após a
sentença trabalhista, o prazo somente teria começado no primeiro dia do
exercício financeiro seguinte ao dessa decisão judicial.
A Sexta Turma do TST, contudo, entendeu como correto o entendimento do TRT/MS.
“O artigo 146, III, ‘b’ da Constituição, ao determinar que lei complementar
disponha sobre normas gerais sobre a decadência tributária, não estipulou o
alcance dessas normas, tampouco lhe definiu especificamente o conteúdo, o que
remete a discussão a interpretações conceituais doutrinárias e
jurisprudenciais”, considerou Horácio Pires.
A decisão do TST reconheceu a inexistência de previsão constitucional para que o
tema fosse disciplinado por lei ordinária. Também foi afirmada a validade da
decisão quanto ao início da contagem do prazo decadencial. “O entendimento
adotado pelo TRT de que o marco inicial seria o ano seguinte ao pagamento de
cada salário sobre o qual não foram recolhidas as contribuições previdenciárias
não acarreta violação literal a dispositivo de lei”, explicou o relator. (RR
360/2004-021-24-00.3)
Fonte: TST

12/02/07
-
Câmara dos Deputados - Partidos têm até terça para indicar membros
Os
partidos políticos e blocos parlamentares têm até amanhã (13) para indicar os
seus representantes nas comissões temáticas da Casa, que devem ser instaladas no
dia seguinte (14). Isso marca o início formal dos trabalhos das 20 comissões
nesta legislatura. O critério de escolha depende de cada partido.
Os
líderes definiram as mesas das comissões (presidência, 1ª, 2ª e 3ª
vice-presidências) a que cada partido terá direito e a quantidade de integrantes
por colegiado. A reunião foi coordenada pelo presidente da Câmara, Arlindo
Chinaglia.
A
Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) ficou para o PMDB, que
tem a maior bancada, com 90 deputados. O partido também ficou com as comissões
de Educação e Cultura; e de Viação e Transportes. Já o PT ficou com as comissões
de Finanças e Tributação; Desenvolvimento Urbano; e Direitos Humanos e Minorias.
Ao
PSDB couberam as comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática;
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e Segurança Pública e Combate ao
Crime Organizado. O PFL ficou com as comissões de Agricultura, Pecuária,
Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Seguridade Social e Família. O PSB
vai presidir as comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento
Regional; e de Turismo e Desporto. O PP recebeu as comissões de Fiscalização
Financeira e Controle; e de Minas e Energia.
A
Comissão de Defesa do Consumidor ficou com o PPS; de Desenvolvimento Econômico,
Indústria e Comércio, com o PR; Legislação Participativa, com o PSC; de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional, com o PDT; e de Trabalho, de Administração e
Serviço Público, com o PTB.
Novidade
A
novidade desta legislatura é que a composição das comissões e as vagas por
partido/bloco serão fixos por todo o mandato (2007-2011). Essa regra só será
modificada se nesse período houver fusão ou extinção de partido, quando as vagas
serão recalculadas. Assim, o bloco governista (PMDB-PT-PP-PR-PTB-PSC-PTC-PTdoB)
ficou com 11 comissões, o bloco de oposição (PSDB-PFL-PPS) com seis e o bloco
PSB-PDT-PCdoB-PMN-PAN com três. Além disso, o número de vagas por partido/bloco
passa a ser calculado com base no tamanho da bancada eleita. Ou seja, se um
deputado migrar para outra legenda, seu partido de origem manterá inalteradas as
vagas nas comissões.
Resolução de 2005 mudou
regras
Essas
mudanças fazem parte da Resolução 34, que alterou o Regimento Interno da Câmara.
Aprovada em 2005, a matéria só entrou em vigor em 1º de fevereiro. Também com
base na resolução e no critério da proporcionalidade, os líderes decidiram a
ordem de escolha de cada comissão por bloco. Por exemplo, ficou definido que o
bloco governista terá primazia na escolha da presidência da Comissão de
Constituição, Justiça e de Cidadania. Já o bloco de oposição terá direito à
primeira escolha da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.
Na prática, a presidência da comissão, o cargo mais cobiçado, poderá ser ocupada
por qualquer um dos partidos do bloco, ou até por um partido de outro bloco.
Tudo dependerá de negociação entre as legendas.
As mesmas regras foram aplicadas à representação da Câmara na Comissão Mista de
Orçamento, que ainda não tem data para instalação e é formada por 30 deputados e
10 senadores. Os líderes decidirão que até o final da legislatura o bloco
governista terá 16 deputados, o de oposição nove, o bloco PSB-PDT-PCdoB-PMN-PAN
quatro e o PV um parlamentar.
Para o líder do PSB, Márcio França (SP), as novas regras dão mais estabilidade
política à Câmara e representam um amplo entendimento entre todos os partidos.
“É o mais justo”, afirmou França, que admitiu que o PSB estuda a possibilidade
de negociar com o PCdoB a presidência de uma das comissões a que teve direito.
Fonte: Instituto
Dois Candangos

12/02/07
-
Ministro anuncia Fórum Nacional de Previdência
O
ministro da Previdência, Nelson Machado, apresentou ao presidente da Câmara,
Arlindo Chinaglia, o decreto de criação do Fórum Nacional de Previdência Social.
Criado no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o fórum irá
fazer um diagnóstico da situação da Previdência Social no Brasil, ouvindo
especialistas de dentro e de fora do sistema. O grupo, que será criado na semana
que vem, tem prazo de seis meses para analisar os problemas e apresentar as
soluções. O fórum decidirá se mandará ou não proposições legislativas para o
Congresso Nacional. Chinaglia disse que a regulamentação da previdência
complementar deverá ser uma das prioridades nas discussões.
O
Fórum será composto por representantes do governo federal, empregadores e
empregados e reunirá numa mesma mesa as seguintes entidades: Ministério da
Previdência Social, Casa Civil, Ministério do Trabalho, Ministério do
Planejamento, Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento Social,
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Central Autônoma de
Trabalhadores, Central Geral dos Trabalhadores, Central Geral de Trabalhadores
do Brasil, Central Única dos Trabalhadores, Confederação Brasileira de
Aposentados, Pensionistas e Idosos, Confederação Nacional dos Trabalhadores na
Agricultura, Força Sindical, Nova Central Sindical de Trabalhadores, Social
Democracia Social, Confederação Nacional da Agricultura, Confederação Nacional
do Comércio, Confederação Nacional das Instituições Financeiras, Confederação
Nacional da Indústria e Confederação Nacional do Transporte.
Fonte: Instituto
Dois Candangos
12/02/07
-
Plenário
ouvirá ministros sobre o PAC
O plenário da Câmara vai se transformar em
comissão geral amanhã (13) para
debater o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado no mês passado
pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma
Roussef, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro do Planejamento,
Paulo Bernardo, responsáveis pelo PAC, são esperados para explicar os principais
pontos do programa. Eles devem dar esclarecimentos, principalmente, sobre as
matérias que dependem de deliberação da Câmara e do Senado para serem
implementadas.
Além dos ministros que vêm ao Congresso, também é aguardada a vinda do ministro
das Relações Institucionais, Tarso Genro, e da direção da Ordem dos Advogados do
Brasil para entregarem aos presidentes da Câmara e do Senado sugestões para a
reforma política.
Reforma política
A tramitação da reforma política, no entanto,
deve ter um rito diferenciado e mais demorado do que o PAC, na avaliação de
Chinaglia. Ele pretende reunir todas as proposições e sugestões sobre o assunto
para serem analisadas por uma comissão especial e não há previsão de votação em
Plenário. Segundo o deputado, trata-se de um tema que está há mais de dez anos
em debate e, por isso, não se pode esperar um desfecho rápido, principalmente no
início de legislatura, em que muitos parlamentares novos têm interesse em
discutir e dar suas próprias contribuições.
Emendas às MPs
As oito medidas provisórias que integram o
pacote de proposições enviadas ao Congresso receberam 728 emendas até a última
quarta-feira, quando se encerrou o prazo para emendá-las. Se as MPs do PAC não
forem analisadas até o dia 19 de março, passarão a trancar a pauta do Plenário.
Também tramitam dois projetos de lei complementar, dois projetos de lei
ordinária e um projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).
Fonte: Instituto
Dois Candangos
12/02/07
-
Senadores elegem presidentes das Comissões
Em reunião
conjunta realizada no plenário do Senado, as dez comissões permanentes da Casa
aprovaram, por aclamação, os nomes dos seus novos presidentes. A escolha dos
presidentes das subcomissões e a criação de novas subcomissões ocorrerão em
reuniões específicas.
Confira os
presidentes e vice-presidentes de cada uma das comissões do Senado:
Comissão de Assuntos Econômicos (CAE): presidente
Aloizio Mercadante (PT-SP); vice-presidente Eliseu Rezende (PFL-MG). Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ): presidente Antonio Carlos Magalhães
(PFL-BA); vice-presidente Válter Pereira (PMDB-MS). Comissão de Assuntos Sociais
(CAS): presidente Patrícia Saboya Gomes (PSB-CE); vice-presidente Rosalba
Ciarlini (PFL-RN). Comissão de Serviços de Educação (CE): presidente Cristovam
Buarque (PDT-DF); vice-presidente Gilvam Borges (PMDB-AP). Comissão de Serviços
de Infra-estrutura (CI): presidente Marconi Perillo (PSDB-GO); vice-presidente
Delcídio Amaral (PT-MS). Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE):
presidente Heráclito Fortes (PFL-PI); vice-presidente Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA):
presidente Leomar Quintanilha (PMDB-TO); vice-presidente Marisa Serrano
(PSDB-MS). Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH):
presidente Paulo Paim (PT-RS); vice-presidente - Cícero Lucena (PSDB-PB).
Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR): presidente Lúcia Vânia
(PSDB-GO) vice-presidente Jonas Pinheiro (PFL-MT). Comissão de Agricultura e
Reforma Agrária (CRA): presidente Joaquim Roriz (PMDB-DF); vice-presidente
Expedito Júnior (PR-RO).
Fonte: Instituto
Dois Candangos
12/02/07
-
Senado: comissão
debate ampliação da licença-maternidade
A
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH),
aprovou requerimento da senadora Patrícia Saboya Gomes (PSB-CE) para realização
de audiência pública no dia 21 de março, destinada a debater o projeto de lei
que institui o programa Empresa Cidadã
(PLS 281/05).
A proposição, que prevê a prorrogação da duração da licença-maternidade mediante
incentivos fiscais às empresas participantes do programa, será discutida em
conjunto com as comissões
de Assuntos Sociais (CAS)
e
de Educação (CE).
Para debater o tema serão
convidados os presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp), Paulo Skaf; da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando
Queiroz Monteiro Neto; da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Antonio José
Domingues de Oliveira Santos; da Fersol, Indústria e Comércio, Michael Haradom;
e da Nestlé do Brasil, Ivan Zurita. Outra audiência pública deverá ser marcada
para que o assunto seja discutido com representantes dos trabalhadores e da área
de saúde.
O senador Paulo Paim (PT-RS),
presidente da CDH e relator da proposta, disse que a sociedade está cobrando a
aprovação do projeto e que ele recebe muitos telefonemas de pessoas interessadas
em saber quando a matéria será aprovada. No entanto, o senador afirmou que quer
ouvir todos os segmentos envolvidos antes, para aprimorar o projeto.
Fonte: Instituto
Dois Candangos

Terminou sem acordo a reunião entre o ministro do
Trabalho, Luiz Marinho e representantes das centrais sindicais sobre a
utilização dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em
investimentos de infra-estrutura previstos no Programa de Aceleração do
Crescimento (PAC). Os sindicalistas não chegaram a um acordo entre eles sobre o
percentual que poderá ser usado.
A Medida Provisória 349/07 prevê que trabalhador poderá usar até 10% do seu
saldo para comprar ações e cotas do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS). A
MP autoriza a aplicação em infra-estrutura de R$ 5 bilhões do patrimônio líquido
do FGTS - diferença entre o patrimônio total e o depósito feito pelos
trabalhadores.
Divergências explicitas
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira (PDT/SP), disse que
poderá chegar a um acordo com o Governo e com demais sindicalistas desde que o
trabalhador, além de poder investir os 10% do seu saldo em infra-estrutura,
também possa optar por investir outros 10% em ações na Bolsa de Valores.
Já o presidente da CUT, Artur Henrique, discorda. "O dinheiro do FGTS é para
gerar emprego e não para aplicar na bolsa". O presidente da CUT quer que o
governo garanta que os trabalhadores terão o retorno dos seus investimentos e
que haja geração de empregos formais. "Não se está falando em garantia se o
trabalhador vai ter prejuízo. O trabalhador não vai ter prejuízo porque a conta
dele está garantida. O que nós queremos é ampliar essa garantia.Além das contas
individuais também ter a garantia nos investimentos que serão feitos", explicou
o presidente da CUT.
Sem garantias
O ministro disse que é "impossível" dar garantia de rentabilidade aos
trabalhadores. "As regras de investimentos não permitem que um terceiro dê
garantia a um outro. Quem vai fazer os investimentos, quem vai obter a
rentabilidade necessita correr os riscos".
Marinho destacou, no entanto, que a conta individual do trabalhador não sofrerá
qualquer risco. Luiz Marinho disse também que preferia que os recursos do FGTS
fossem utilizados apenas em obras de infra-estrutura. Na segunda-feira, 12/02, o
ministro volta a se reunir com representantes das centrais sindicais para tentar
chegar a um acordo.
Da Agência Brasil; intertítulos do DIAP
Fonte: Diap

09/02/07
-
TST reconhece
legitimidade processual ampla de sindicato
A prerrogativa constitucional que
autoriza os sindicatos a representar processualmente, de forma ampla, sua
respectiva categoria foi confirmada pela Seção Especializada em Dissídios
Individuais – 1 (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho. Em julgamento relatado
pelo ministro Vantuil Abdala, deferiu-se embargos em recurso de revista ao
Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Araraquara (SP). A
decisão garantiu à entidade sindical a tramitação de causa movida contra o Banco
Itaú S/A envolvendo diferenças salariais.
O posicionamento adotado pela SDI-1 resultou em reforma de decisão anterior da
Quarta Turma do TST, que considerou o Sindicato dos Bancários de Araraquara
parte ilegítima para propor o referido processo. Foi negado recurso de revista
sob o entendimento que a substituição processual por parte do sindicato estaria
restrita à representação de seus associados.
Em embargos em recurso de revista, o sindicato alegou, na SDI-1, possuir
legitimidade para ajuizar ação coletiva que envolva a discussão sobre direitos
individuais homogêneos, entendidos como aqueles provenientes de origem comum
(decorrência de um mesmo fato). No caso concreto, foram reivindicadas diferenças
salariais advindas da URP de fevereiro de 1989.
Apoiado em manifestação do STF sobre o tema em exame, Vantuil Abdala reconheceu
a prerrogativa sindical. “O artigo 8º, inciso III, da Constituição Federal
confere aos sindicatos legitimação plena para defender os interesses coletivos e
individuais da categoria que representa, de acordo com o Supremo Tribunal
Federal”, afirmou o relator dos embargos.
O direito do sindicato de postular em juízo foi confirmado diante da natureza da
reivindicação. “Resta claro que o interesse tutelado é individual homogêneo, já
que a origem – o não pagamento da referida diferença salarial – é comum aos
substituídos”, constatou Vantuil Abdala.
“Assim, verificada a existência de interesse individual homogêneo, é forçoso
reconhecer a legitimidade do sindicato para propor a presente ação coletiva,
como substituto processual, em observância ao artigo 8º, inciso III, da
Constituição Federal”, concluiu, ao prover os embargos.
Com o julgamento, os autos retornarão à primeira instância trabalhista em
Araraquara, a fim de que seja examinada a causa e proferida decisão sobre o
direito ou não dos trabalhadores substituídos às diferenças salariais postuladas
pelo sindicato. (ERR 36903/1991.8)
Fonte: TST

08/02/07
-
Nova Central defende ampliar o
debate sobre a utilização
de recursos do FGTS
O presidente da NCST, José Calixto Ramos,
propôs ao governo a ampliação do percentual de remuneração das contas do FGTS.
Além disso, manifestou-se contrário à utilização de Medida Provisória para a
criação do Fundo de Investimento do FGTS.
A
proposta foi feita durante reunião da centrais sindicais com o Ministro do
Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, quando foram debatidas as mudanças na
aplicação dos recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço - FGTS. O
ministro Marinho explicou que o governo está buscando alternativas de
investimento para o FGTS
Para
José Calixto, não há justificativa para a utilização do instrumento da Medida
Provisória para a modificação do atual sistema de aplicação dos recursos do FGTS
e a utilização desse dinheiro no mercado de capitais deve ser feito com
prudência. "Também deve ser considerado que é dinheiro do trabalhador e que,
nesta oportunidade, deveria o Governo encaminhar ao Congresso Nacional uma
alteração no valor da remuneração, em vez de ser apenas a TR e mais 3.12%, o que
dá em média em torno de 6% ao ano, poderia ter uma elevação por se tratar de uma
conta com os menores rendimentos pagos no País".
Segundo o presidente da Nova Central, por se tratar de um fundo de
natureza social, o debate sobre a utilização dos seus recursos não pode se
limitar ao governo e às centrais sindicais, deve ser feito com a participação da
sociedade.
O que pretende
o Governo
O
que é
Governo federal pretende criar um fundo de investimentos com recursos do FGTS. A
medida está prevista no PAC -
Programa de Aceleração do Crescimento.
Como
funcionaria
A
criação deste fundo será em duas etapas.
Primeira fase
O
governo usará R$ 5 bilhões do excedente do FGTS para investir
em obras. Nesta
etapa, o trabalhador não terá direito de opinar.
Segunda fase
Os
trabalhadores poderão investir parte do seu saldo do FGTS (10%) na compra de
cotas deste fundo.
Quando
Daqui a dois anos, pela previsão do governo
O
que é esse excedente
São
os juros de rentabilidade do patrimônio do FGTS aplicado em títulos públicos.
Esse montante não está vinculado às contas dos trabalhadores ou ao rendimento
Principais riscos
·
Empresa poder falir
·
Atraso nas obras
·
Remuneração baixa
Quem
gerenciará o fundo
Caixa Econômica Federal
Fonte:
NCST
08/02/07
-
Caged aponta
geração de 1,2 milhão de empregos em 2006
Balanço anual do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mostra aumento de
postos de trabalho com carteira em todos os setores, recuperação da indústria e
expansão recorde da construção civil.
Entre 2003 e
2006, o Brasil gerou 4,6 milhões de empregos com carteira assinada. No ano
passado, o país criou 1.228.686 empregos celetistas e registrou expansão em
todos os setores da economia, com destaque para a indústria de transformação. A
região com melhor desempenho na geração de postos de trabalho foi a Sudeste e,
entre os estados, São Paulo manteve a liderança nacional, seguido por Minas
Gerais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged),
divulgado nesta quarta-feira (7) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz
Marinho.
Para o ministro,
esse resultado foi razoável e as novas medidas econômicas anunciadas pelo
Governo Federal este ano indicam a manutenção da tendência de crescimento do
nível de emprego em todas as regiões do país. "Todos os estados tiveram
ampliação no emprego em 2006. O resultado ficou próximo de 2005, conforme
havíamos previsto. A construção civil, por exemplo, teve uma expansão recorde e
a tendência, com as medidas que tomamos, é de continuidade dessa alta nos níveis
de emprego do setor," disse Marinho.
Segundo os dados
do Caged, a construção civil terminou o ano com um saldo positivo de 85.796
empregos com carteira assinada, o melhor resultado anual do setor desde o início
da série histórica do Caged (1992). Entre os motivos estão os incentivos do
governo à moradia, como redução do preço de material de construção e facilidade
de crédito, e as obras públicas.
Marinho ressaltou
ainda a retomada da alta nos níveis de emprego na indústria de transformação
que gerou mais de 70 mil vagas em relação a 2005.
O total de
empregos criados em 2006 foi pouco inferior ao de 2005, ano em que foram geradas
+1.253.981 vagas. Alguns setores e subsetores, entretanto, apresentaram melhor
comportamento no ano passado. É o caso da agropecuária, cujos dados sinalizam
para uma recuperação: em 2006 foram abertas 6.574 vagas celetistas, enquanto em
2005 foram fechadas 12.878. O mesmo ocorreu com a indústria moveleira. Em
2006, foram gerados 1.884 postos de trabalho no setor. Esse resultado demonstra
recuperação, já que em 2005 houve o fechamento de 20.484 vagas.
Depois do setor
serviços, que gerou 521.609 empregos, os mais dinâmicos foram o comércio
(+336.794 postos) e a indústria de transformação, responsável pela criação de
250.239 empregos, resultado superior ao de 2005 (+177.548 vagas). O ramo que
sobressaiu em 2006 foi o de alimentos e bebidas, que gerou 97.012 empregos.
A Região Sudeste
foi a que mais empregou com carteira assinada: 773.048 postos, seguida da Região
Sul (+199.817) e Região Nordeste (+ 166.866). Já a Região Centro-Oeste criou
45.073 empregos, enquanto a Região Norte abriu 43.882 vagas. Entre os estados,
as principais variações positivas foram em São Paulo (+ 472.627 empregos), Minas
Gerais (+152.294 empregos) e Rio de Janeiro (+116.158 empregos), destacando-se
que houve aumento do emprego celetista em todas as unidades da federação.
O balanço anual
do Caged mostrou ainda que foram criados 564.123 empregos celetistas nas nove
principais regiões metropolitanas (BA, CE, MG, PA, PE, PR, RJ, RS e SP) e que no
interior desses estados o aumento foi de 433.791 postos de trabalho.
Já os resultados
de dezembro de 2006, também divulgados pelo ministro Luiz Marinho, confirmaram a
retração do estoque de assalariados no último mês do ano. O único setor que
registrou aumento no estoque de emprego celetista foi o comércio (+17.369
postos), que obteve o melhor desempenho para dezembro, desde 1992. No total, o
país perdeu 317.493 empregos com carteira assinada, em relação a novembro. Isso
é atribuído, particularmente, a fatores sazonais negativos, como entressafra,
fim do ciclo escolar e retração da demanda industrial.
Fonte: MTE
O vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho,
ministro Rider Nogueira de Brito, acumula, a partir de hoje (8), as funções de
presidente, vice-presidente e corregedor–geral da Justiça do Trabalho. A
acumulação dos cargos decorre da aposentadoria compulsória dos ministros Ronaldo
Lopes Leal (presidente) e Luciano de Castilho, que exerceu a Corregedoria-Geral
da Justiça do Trabalho até janeiro. O Pleno do TST deverá se reunir
extraordinariamente hoje para eleger a nova direção do TST. O horário da sessão
ainda não foi definido.

08/02/07
-
Deputados
aprovam a extinção de 1.050 cargos de confiança na Câmara
O plenário da
Câmara dos Deputados aprovou hoje projeto de resolução que extingue 1.050 cargos
de confiança na Casa -- os chamados CNES (cargos de natureza especial). Na
prática, a medida impede que as lideranças voltem a contratar funcionários para
essas vagas.
A medida foi tomada na gestão do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP), que
determinou a redução dos cargos, mas faltava a aprovação da proposta pelo
plenário da Casa.
Segundo cálculos da direção da Câmara, a economia para a Casa deve chegar a R$
40 milhões com a redução dos cargos. O número de funcionários de confiança na
Casa agora somarão 1.315. O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia
(PT-SP), que conduziu a sessão, disse que a votação foi importante porque agora
"não resta a menor dúvida de que os cargos foram extintos".
Chinaglia disse que tinha dois motivos para votar a extinção dos cargos: um
político e o outro administrativo. O político porque ele foi acusado na campanha
para a presidência da Casa de ter negociado com os seus apoiadores não votar o
projeto.
Para aprovar a medida hoje os deputados rejeitaram as cinco emendas apresentadas
ao texto. Uma delas era assinada pelo PSOL. A nova regra prevê que só terão
direito a cargos os partidos que elegeram mais do que cinco deputados. O PSOL
tem uma bancada de três parlamentares e, antes da mudança, uma estrutura de 24
funcionários. Agora, o partido não tem mais direito a preencher esses cargos.
Para atender ao PSOL e outros partidos pequenos como PAN e PMN, os dirigentes da
Câmara se comprometeram a estudar a criação de cargos que atendam a esses
partidos proporcionalmente as suas bancadas. Os grandes partidos não foram
afetados pela medida. PT e PMDB continuam tendo direito a contratar 92
funcionários de confiança cada. São servidores que não passaram por concurso
público.

07/02/07
-
TST garante
integração de aviso prévio de 60 dias
A existência de norma coletiva que
estabeleça a concessão de aviso prévio pelo prazo de 60 dias acarreta o cômputo
desse período como tempo de serviço, conforme a previsão inscrita na legislação
trabalhista (artigo 487, parágrafo 1º, da CLT). Decisão unânime neste sentido
foi tomada pela Seção Especializada em Dissídios Individuais – 1 (SDI-1) do
Tribunal Superior do Trabalho, ao examinar embargos em recurso de revista
relatados pelo ministro João Oreste Dalazen. A projeção do aviso prévio foi
assegurada apesar da convenção coletiva não prever explicitamente a integração
da vantagem.
A decisão da SDI-1 confirmou a validade de acórdão firmado pela Segunda Turma do
TST, que negou recurso de revista à Ferrovia Centro-Atlântica, inconformada com
o posicionamento da Justiça do Trabalho da 3ª Região (Minas Gerais), que
originalmente decidiu a favor de um ex-empregado da empresa. Diante da ampliação
do prazo do aviso prévio, por meio de convenção coletiva de trabalho, decidiu-se
por sua incorporação ao contrato do trabalhador.
Segundo a Centro-Atlântica, contudo, o fato dessa possibilidade não ter sido
contemplada de forma expressa na norma coletiva impediria sua aplicação ao caso
concreto. A interpretação ampliativa adotada pela Justiça do Trabalho mineira (e
confirmada pela Segunda Turma do TST) teria violado os artigos 1090 do antigo
Código Civil (1916); 487 da CLT; 5º, inciso II e 7º, inciso XXI da Constituição
Federal, além de contrariedade à jurisprudência do TST, segundo a ferrovia.
As alegações patronais foram rebatidas pelo relator dos embargos. “Se há norma
coletiva contemplando a concessão de aviso prévio pelo prazo de 60 dias, embora
silenciando a respeito dos efeitos, computa-se integralmente como tempo de
serviço o respectivo período, de conformidade com o previsto no § 1º do artigo
487 da CLT”, esclareceu o ministro Dalazen.
Em sua análise, o relator também considerou como “juridicamente razoável” a
conclusão regional de determinar a projeção do aviso prévio nas verbas
rescisórias face à premissa de que havia norma coletiva com previsão do direito
em 60 dias. “Não se trata de interpretar restritivamente norma benéfica, mas de
adotar a conseqüência jurídica natural do instituto, não afastado pelo ato de
liberalidade patronal e, por isso, tacitamente admitido”, acrescentou.
A alegação de violação à legislação cível foi igualmente afastada, uma vez que o
artigo 1090 do antigo Código Civil “ não veda que se projetem os efeitos do
aviso prévio de sessenta dias, assegurado por norma coletiva, sobre outras
verbas de natureza salarial”. (ERR 614133/1999.0)
Fonte: TST

07/02/07
-
Governo e
centrais avançam na negociação sobre o FI-FGTS
Ministro Luiz Marinho e
sindicalistas buscam entendimento sobre a MP 349 para facilitar tramitação no
Congresso Nacional
Brasília, 06/02/2007
- Em reunião realizada nesta terça-feira (6), o ministro do Trabalho e Emprego,
Luiz Marinho, e representantes das centrais sindicais debateram a Medida
Provisória nº 349, que cria o Fundo de Investimento em Infra-estrutura.O
objetivo do encontro é obter o apoio das centrais à proposta. O ministro
considera que esse apoio facilitará a tramitação da MP no Congresso Nacional.
"Estamos sempre confiantes no diálogo e no entendimento. Estou seguro de que,
quando esclarecermos aos parlamentares o que significa o projeto, ele será
aprovado", disse o ministro.
Marinho explicou que o
governo está buscando alternativas de investimento para o FGTS. O objetivo é
evitar que a remuneração das contas vinculadas sofra as conseqüências da
tendência de redução da taxa Selic, que remunera os títulos públicos. Hoje o
FGTS tem R$ 68,7 bilhões aplicados nessa modalidade de investimento. "Não
estamos olhando apenas para o mandato do presidente Lula. Estamos buscando
alternativas de investimento para o FGTS num prazo de 10, 20, 30 anos", garantiu
o ministro.
A principal divergência
entre as centrais é em torno da aplicação de 10% dos recursos da conta vinculada
do trabalhador. Pela MP, após dois anos de funcionamento do fundo, os
trabalhadores teriam a opção de investir 10% do saldo de sua conta no FI-FGTS. A
Central Única dos Trabalhadores (CUT), a Central Autônoma de Trabalhadores (CAT)
e a Social Democracia Sindical (SDS) concordam com a proposta do governo e
entendem que os recursos da conta vinculada devem ser investidos integralmente
no FI-FGTS, mas a Confederação Geral de Trabalhadores (CGT) e a Força Sindical
insistem na possibilidade de aplicação de uma parcela do saldo em Bolsa de
Valores.
As duas centrais
ingressaram com ações no Supremo Tribunal Federal (STF) alegando
inconstitucionalidade da MP, mas o representante da CGT, Canidé Pegado, adiantou
que as garantias do ministro são suficientes para que a central retire a ação
contra a criação do FI-FGTS impetrada no Supremo. O presidente da Força
Sindical, Pualo Pereira da Silva, admitiu que pode fazer o mesmo. "Se as
centrais chegarem a um acordo em torno do FI-FGTS, podemos retirar a ação no
Supremo", informou.
O ministro Marinho
lembrou aos representantes das centrais sindicais que o FI-FGTS não envolve a
conta vinculada dos trabalhadores e que os recursos a serem investidos sairão do
patrimônio líquido do Fundo. Ele garantiu também que as centrais farão parte do
comitê gestor do FI-FGTS: "As centrais terão representante no comitê, assim com
têm hoje assento no Conselho Curador do FGTS".
O ministro afirmou que
irá propor ao Conselho Curador do FGTS que uma das diretrizes do investimento
seja a aplicação em projetos que gerem empregos formalizados e ajudem o país a
crescer. "Vamos aplicar os recursos em projetos que alavanquem empregos e que
contribuam para o desenvolvimento do país", explicou.
Hoje o FGTS tem um
patrimônio total de R$ 184,3 bilhões e um patrimônio líquido de R$ 22 bilhões.
Cerca de R$ 78 bilhões estão aplicados em habitação e saneamento e R$ 68,7
bilhões investidos em títulos públicos.
A Medida Provisória nº
349 permite a utilização de até 80% do patrimônio líquido para investimentos em
infra-estrutura em rodovias, energia, ferrovia, portos e saneamento. Esses
recursos, no entanto, somente poderão financiar, no máximo, 30% de cada obra.
Pelo projeto, a aplicação do patrimônio líquido pode chegar, no futuro, a R$ 17
bilhões, o que representará investimentos totais de R$ 56 bilhões.
Fonte:
Assessoria de Imprensa do MTE

06/02/07
-
Senado Federal: comissões
elegem hoje novos presidentes
Nesta terça-feira (6), todas as
comissões permanentes do Senado deverão reunir-se, a partir das 16h, para a
eleição de seus presidentes. Grande parte dos nomes já foi acordada em reunião
de líderes realizada da noite de quinta-feira (1o), quando da
composição da Mesa para o biênio 2007-2008, mas esses nomes ainda precisam ser
confirmados em nova reunião e, em seguida, nas próprias comissões, mediante
escrutínio secreto.
A pauta do Plenário será trancada
assim que forem lidos a Medida Provisória
(MP) 326/06
e os Projetos de Lei de Conversão
(PLVs) 29
e
30,
ambos também de 2006, decorrentes de MPs. Já deliberadas pela Câmara dos
Deputados, as matérias tratam, respectivamente, de liberação de crédito para
leilões de produtos agrícolas, do plantio de organismos geneticamente
modificados em unidades de conservação e da contratação de pessoal pelo
Ministério da Defesa.
Quando a pauta for liberada, com a
apreciação da MP e dos projetos de lei de conversão, o primeiro item a ser
votado será o projeto de decreto legislativo (PDS
435/06)
da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE)
que aprova a programação monetária para o quarto trimestre de 2006.
A relatora da mensagem encaminhada
pela Presidência da República, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), afirma que
"quanto ao mérito, cabe assinalar que a programação dos agregados monetários
para o quarto trimestre de 2006 é consistente com o regime de metas para a
in¿ação e, portanto, com o objetivo de se assegurar a estabilidade do poder de
compra da moeda".
Em seguida, devem ser votados os
projetos de lei encaminhados pelas Comissões Parlamentares Mistas de Inquérito
dos Correios, da Emigração e da Terra e da CPI dos Bingos.
O relatório final da CPI dos
Correios concluiu pela apresentação de cinco propostas. O
PLS 225/06
altera a legislação que dispõe sobre crimes de lavagem de dinheiro ou ocultação
de bens, direitos e valores e cria o Conselho de Controle de Atividades
Financeiras (Coaf); o
PLS 226/06
acrescenta dispositivos ao Código Penal (Decreto-Lei
2.848/1940)
e à
Lei 1.579/52
para tipificar como perjúrio a conduta de fazer afirmação falsa ou negar a
verdade na condição de indiciado ou acusado em inquéritos, processos ou
comissões parlamentares de inquérito.
O
PLS 228/06
propõe a criação do Programa de Incentivo a Revelações de Interesse Público - um
conjunto de medidas para proteção e compensação da pessoa que, em prol do
interesse público, proceda à revelação de informações de que tenha conhecimento,
capazes de auxiliar na investigação, apuração ou julgamento de atos de
improbidade administrativa ou certos ilícitos penais; o
PLS 227/06
amplia o âmbito de aplicação do pregão eletrônico e melhora os mecanismos de
controle, ao alterar a Lei de Licitações (Lei
8.666/93)
e a
Lei 10.520/02;
já o
PLS 229/06,
também sugerido pela CPI dos Correios, altera a
Lei Complementar 105/01
para estabelecer uma melhor fiscalização sobre os fundos de previdência
complementar.
Poderá também ser votada na
primeira sessão deliberativa da nova legislatura a proposta apresentada pela CPI
da Emigração (PLS
263/06)
que dispõe sobre a concessão de anistia a quem tenha registrado no Brasil filho
de mãe ou pai brasileiro nascido em país fronteiriço, e a sugerida pela CPI da
Terra (PLS
264/06),
que propõe alterar o Código Penal para prever o "esbulho processório" com fins
políticos como uma forma de enquadrar as ações de ocupação do Movimento dos
Trabalhadores Rurais Sem Terra no rol dos crimes hediondos. Ainda poderá entrar
na pauta da sessão o
PLS 278/06,
sugerido pela CPI dos Bingos, que autoriza os estados federados e o Distrito
Federal a explorarem loterias, diretamente ou mediante concessão, desde que
submetidas à prévia aprovação da Caixa Econômica Federal.
Fonte : Instituto Dois Candangos

06/02/07
-
Paim alerta sobre o uso dos recursos do FGTS no PAC
O senador Paulo Paim (PT-RS) voltou
a alertar nesta segunda-feira (5) a respeito do risco do uso de R$ 5 bilhões
oriundos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em obras de
infra-estrutura, conforme determina a Medida Provisória 349/07. A MP faz parte
do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) anunciado há duas semanas pelo
governo federal.
Para o senador, os recursos do FGTS
constituem patrimônio dos trabalhadores e, portanto, não podem ser utilizados
para outras destinações, a não ser as previstas em lei. Paim lembrou, também,
que o dinheiro do fundo já é usado para a construção de casas populares,
saneamento básico e pagamento de indenizações aos trabalhadores, no ato das
demissões.
Paulo Paim
entende que a criação do fundo de investimentos em infra-estruturacom dinheiro
do FGTS peca por não garantir a rentabilidade mínima aos trabalhadores, que hoje
está em torno de 6% ao ano. Com isso, observou o senador, estaria se colocando
em risco um dos maiores programas sociais do país, que é o FGTS.
Fonte : Instituto Dois Candangos

06/02/07
-
Chinaglia
começa a estudar nomes para relatores do PAC
O Programa de Aceleração do Crescimento
(PAC) foi o principal assunto do almoço entre os presidentes da Câmara, Arlindo
Chinaglia, e da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira, no
Palácio da Alvorada. Chinaglia disse que ainda nesta semana voltará a reunir-se
com Lula e o presidente do Senado, Renan Calheiros, para discutir a análise das
propostas encaminhadas pelo Executivo no mês passado.
O novo presidente da Câmara disse que já vai analisar o conteúdo dos projetos de
lei e das medidas provisórias para indicar os nomes para as relatorias. Ele
também deve apresentar uma proposta de tramitação do PAC.
Comissões
Chinaglia informou que está incluída na pauta da reunião de líderes desta
terça-feira a discussão sobre a distribuição das comissões permanentes entre os
partidos, conforme o critério de proporcionalidade das bancadas. Mas o
presidente vai propor aos líderes que apontem nesta quarta-feira (7) as
comissões que os partidos pretendem dirigir, para que indiquem os nomes dos
integrantes já na semana que vem. Chinaglia quer instalar as comissões ainda
antes do carnaval.
Questionado pelos jornalistas, o presidente da Câmara disse que as propostas de
aumento de salário dos deputados não serão discutidas nesta terça-feira na
reunião. O parlamentar declarou que esse assunto "nunca foi prioridade".
Chinaglia observou ainda que os líderes devem primeiro discutir o aumento com as
bancadas, para depois debater em plenário.
Chinaglia ponderou que as prioridades de votação devem ser definidas nesta
terça. Mesmo assim, reafirmou que pretende criar duas comissões para analisar as
reformas política e tributária.
Sem divisão
O presidente da Câmara não quis falar sobre a proposta do ministro das Relações
Institucionais, Tarso Genro, de refundação do PT. Chinaglia anunciou que, como
presidente da Casa, não pretende mais comentar questões internas do PT ou de
outros partidos. "Tomei a decisão de, a partir de agora, falar exclusivamente
como deputado, como presidente da Câmara", declarou.
O parlamentar voltou a negar que a eleição da Mesa Diretora tenha deixado
divisões na base governista. "Como disse no exato momento do resultado, a
eleição é uma questão do passado. Agora vou trabalhar para que a Câmara produza
o melhor. Estarei aberto a todas as bancadas e todos os líderes partidários."
Fonte: Agência
Câmara

06/02/07
-
JT investirá mais de 56
milhões em informação
A Justiça do Trabalho investirá, este
ano, 56 milhões de reais na execução de diversas ações que dão suporte ao
processo de informatização de sua estrutura em todo o País, composta pelo
Tribunal Superior do Trabalho (TST), 24 Tribunais Regionais e 1.378 Varas do
Trabalho. Desse total, 42 milhões de reais serão destinados para aquisição de
equipamentos, softwares e serviços, e 14 milhões para atividades de manutenção.
Os números fazem parte do Plano de Ações Estratégicas de Informática,
apresentado pelo diretor da Secretaria de Processamento de Dados (Seprod) do TST
e membro da Consultoria-Geral de Informática, Humberto Magalhães Ayres (foto),
durante a última reunião do Conselho Superior da Justiça do Trabalho.
Elaborado pelo Grupo de Governança de TI e validado durante a 3ª Plenária de
Informática da Justiça do Trabalho, realizada em Brasília nos dias 23 e 24 de
janeiro com a participação de representantes do TST e dos TRTs, o plano
compõe-se de diversas ações a serem desenvolvidas por oito grupos de trabalho –
Sistema Unificado de Administração de Processos (SUAP), Sistema Integrado de
Gestão Administrativa (SIGA), Portal da Justiça do Trabalho, Segurança da
Informação, Governança de Tecnologia da Informação, Infra-estrutura Tecnológica,
Capacitação e Desenvolvimento de Sistemas –, além do grupo de Projetos Especiais
(e-Recurso e e-Despacho).
Cada um desses grupos é responsável pela elaboração de projetos estratégicos
específicos, de acordo com metodologias e padrões definidos pela
Consultoria-Geral de Informática, a quem competirá submetê-los à aprovação do
Conselho Superior da Justiça do Trabalho. A Consultoria-Geral é composta por
Eduardo Kenzi Antonini (coordenador), do TRT da 4ª Região, Humberto Magalhães
Ayres, do TST, Márcio Nisi Gonçalves, do TRT da 2ª Região, e Luiz Henrique
Soares, do TRT da 12ª Região.
Fonte: TST

Brasil registrou quase 500 mil acidentes de trabalho em
2005, aponta relatório
O Brasil
registrou 491.711 acidentes de trabalho em 2005. Número maior que de anos
anteriores. Em 2003, foram 399.077 e 465.700 em 2004. Mais da metade ocorreu na
região Sudeste, onde 279.680 pessoas tiveram algum tipo de acidente de trabalho.
Os dados foram
divulgados na última semana pelos ministérios da Previdência Social e do
Trabalho e Emprego em publicação que tem por base informações coletadas pelo
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio da Comunicação de Acidentes
de Trabalho (CAT). A publicação oferece uma série de elementos que favorecem a
busca de soluções para diversas questões em saúde e segurança no trabalho.
A maior parte
dos acidentados é de homens (378.604) de 25 a 29 anos (75.046). O mês com maior
ocorrência foi agosto (45.258) e o menor fevereiro (36.962). A publicação
apresenta dados sobre acidentes de trabalho, suas principais conseqüências, os
setores de atividades econômicas e a localização geográfica de ocorrência dos
eventos. A idéia é com o diagnóstico, propiciar a elaboração de políticas mais
eficazes nas áreas relacionadas com o tema.
De acordo com
uma lei de 1991, acidente de trabalho ocorre no exercício da atividade a serviço
da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter
temporário ou permanente. Pode causar desde um simples afastamento, a perda ou a
redução da capacidade para o trabalho ou morte.
Para que o
acidente ou doença ser caracterizado como acidente de trabalho é preciso que
seja determinado pela Perícia Médica do INSS. O médico-perito do instituto
poderá decidir o retorno ou não do segurado ao trabalho. A empresa é responsável
pela comunicação do acidente de trabalho até o primeiro dia útil seguinte ao da
ocorrência e, em caso de morte, de imediato à autoridade competente. A
comunicação pode ser feita pelas entidades de classe, como os sindicatos, e
também pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).
São
considerados acidentes de trabalhos: decorrente da atividade profissional, no
trajeto entre a residência e o local de trabalho ou doença produzida ou
desencadeada da atividade.
Mortes
O País ainda
registrou 2.708 casos de morte decorrentes de acidentes de trabalho no ano de
2005. Maior que em 2003, quando foram registradas 2.647 mortes. Os dados estão
presentes em Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT) também
divulgado na última semana pelos ministérios da Previdência e do Trabalho. O
maior número de mortes ocorreu em São Paulo, com 670 ocorrências, seguido por
Minas Gerais com 351 e Paraná com 206.
A maioria dos
acidentes de trabalho, registrada nos dados, consta de ferimento do punho e da
mão, com 68.034 casos, seguido por fratura do nível do punho e da mão, com
33.865 e traumatismo superficial do punho e da mão, com 27.252 ocorrências.
O Coordenador
da Área Técnica de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Marco Perez,
disse que são comuns os acidentes envolvendo as mãos. “Então, programa de
proteção a mãos, incluindo construção civil e pessoal que trabalha com operação
de máquinas é bastante importante”, observou.
Na área rural
também é comum o acidente nas mãos. Perez contou que no agreste nordestino o
cultivo do sisal há muitos anos gera acidentes de trabalho que causam,
inclusive, a amputação das mãos, de adultos e até crianças. Para tentar resolver
o problema, foi instalado no agreste da Bahia um Centro de Referência de Saúde
do Trabalhador, que vai trabalhar não só o ponto de vista curativo, mas também o
preventivo.
Fonte:
NCST

05/02/07
-
Governo federal convoca II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres
A
Conferência será presidida pela ministra Nilcéa Freire e contará com a
participação de 2.800 delegadas
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou a II Conferência Nacional de
Políticas para as Mulheres (CNPM). De 18 a 21 de agosto, 2.800 delegadas das 27
Unidades Federativas do país estarão reunidas para debater e deliberar sobre a
execução do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres pelos executivos
federal, estaduais e municipais, bem como a participação das mulheres nos
espaços de poder do país. O decreto da convocação foi publicado no Diário Oficia
da União no dia 18 de janeiro de 2007.
A II
CNPM será presidida pela ministra da SPM e também presidenta do Conselho
Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), Nilcéa Freire. As plenárias municipais,
convocadas pelo poder público local começarão no dia 1º de março e vão até 30 de
abril. As conferências estaduais, convocadas pelos governos estaduais e do
Distrito Federal vão de 15 de maio até 15 de julho.
Durante as plenárias municipais, os temas propostos para a II CNPM deverão ser
abordados e servirão de suporte para os debates nas conferências estaduais,
quando serão eleitas as delegadas para a etapa nacional e aprovados os
relatórios a serem encaminhados à Comissão Organizadora Nacional da II
Conferência Nacional.
Neste
ano, para a Conferência, é importante destacar a criação das Comissões
Organizadoras Estaduais. Elas serão as responsáveis por todo o processo de
articulação e movimentação entre a Conferência Nacional e as Estaduais, além de
apoiar, monitorar e dar suporte aos municípios.
Fonte: Presidência da República
Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres - SPM

O Brasil registrou 491.711 acidentes de trabalho em 2005.
Número maior que de anos anteriores. Em 2003, foram 399.077 e 465.700 em 2004.
Mais da metade ocorreu na região Sudeste, onde 279.680 pessoas tiveram algum
tipo de acidente de trabalho.
Os dados foram
divulgados
na última semana pelos ministérios da Previdência Social
e do Trabalho e Emprego em publicação que tem por base informações coletadas
pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) por meio da Comunicação de
Acidentes de Trabalho (CAT). A publicação oferece uma série de elementos que
favorecem a busca de soluções para diversas questões em saúde e segurança no
trabalho.
A maior parte dos acidentados é de homens (378.604) de 25 a 29 anos (75.046). O
mês com maior ocorrência foi agosto (45.258) e o menor fevereiro (36.962).
A publicação apresenta dados sobre acidentes de trabalho, suas principais
conseqüências, os setores de atividades econômicas e a localização geográfica de
ocorrência dos eventos. A idéia é com o diagnóstico, propiciar a elaboração de
políticas mais eficazes nas áreas relacionadas com o tema.
De acordo com uma lei de 1991, acidente de trabalho ocorre no exercício da
atividade a serviço da empresa, provocando lesão corporal ou perturbação
funcional, de caráter temporário ou permanente. Pode causar desde um simples
afastamento, a perda ou a redução da capacidade para o trabalho ou morte.
Para que o acidente ou doença ser caracterizado como acidente de trabalho é
preciso que seja determinado pela Perícia Médica do INSS. O médico-perito do
instituto poderá decidir o retorno ou não do segurado ao trabalho. A empresa é
responsável pela comunicação do acidente de trabalho até o primeiro dia útil
seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato à autoridade
competente. A comunicação pode ser feita pelas entidades de classe, como os
sindicatos, e também pelo Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest).
São considerados acidentes de trabalhos: decorrente da atividade profissional,
no trajeto entre a residência e o local de trabalho ou doença produzida ou
desencadeada da atividade.
Mortes
O País ainda registrou 2.708 casos de morte decorrentes de acidentes de trabalho
no ano de 2005. Maior que em 2003, quando foram registradas 2.647 mortes. Os
dados estão presentes em Anuário Estatístico de Acidentes de Trabalho (AEAT)
também divulgado na última semana pelos ministérios da Previdência e do
Trabalho. O maior número de mortes ocorreu em São Paulo, com 670 ocorrências,
seguido por Minas Gerais com 351 e Paraná com 206.
A maioria dos acidentes de trabalho, registrada nos dados, consta de ferimento
do punho e da mão, com 68.034 casos, seguido por fratura do nível do punho e da
mão, com 33.865 e traumatismo superficial do punho e da mão, com 27.252
ocorrências.
O Coordenador da Área Técnica de Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde,
Marco Perez, disse que são comuns os acidentes envolvendo as mãos. “Então,
programa de proteção a mãos, incluindo construção civil e pessoal que trabalha
com operação de máquinas é bastante importante”, observou.
Na área rural também é comum o acidente nas mãos. Perez contou que no agreste
nordestino o cultivo do sisal há muitos anos gera acidentes de trabalho que
causam, inclusive, a amputação das mãos, de adultos e até crianças. Para tentar
resolver o problema, foi instalado no agreste da Bahia um Centro de Referência
de Saúde do Trabalhador, que vai trabalhar não só o ponto de vista curativo, mas
também o preventivo.
Fonte: NCST

05/02/07
-
TST
examina caso sobre reconhecimento de vínculo e reintegração
A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho
examinou caso singular em que a ação de declaração do vínculo de emprego foi
proposta antes da demissão de seu autor. O julgamento tratou da impossibilidade
da decisão de reconhecimento de vínculo servir como marco inicial da prescrição
da ação com que o trabalhador buscou a reintegração. A manifestação do TST
negou, segundo voto da ministra Maria Cristina Peduzzi (relatora), recurso de
revista ao espólio (representação judicial dos herdeiros) de um trabalhador que
prestou serviços à Companhia Energética de São Paulo (CESP).
A controvérsia judicial remonta a 1991, quando o trabalhador ingressou em juízo
e obteve, em sentença da 1ª Vara do Trabalho de Bauru, o reconhecimento de seu
vínculo de emprego com a empresa. A decisão da primeira instância foi
questionada pela CESP no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas –
SP) e, em seguida, por meio de recurso de revista no Tribunal Superior do
Trabalho.
No dia 23 de junho de 1995, a empresa demitiu, sem justa causa, o trabalhador.
Com o objetivo de ser reintegrado aos quadros da CESP, apoiado em garantias de
estabilidade inscritas em acordos coletivos firmados entre a estatal e seus
empregados, o trabalhador ingressou novamente na Justiça. A iniciativa, contudo,
só foi tomada mais de dois anos após sua demissão.
A circunstância levou as duas instâncias regionais (Vara do Trabalho e TRT) a
negar a pretensão do trabalhador diante do reconhecimento da prescrição de seu
direito de ingressar em juízo. A defesa do trabalhador alegou, sem êxito, que
não houve prescrição, pois o direito à reintegração (posteriormente convertido
em pedido de indenização substitutiva dos salários até a data do falecimento) só
surgiu com o trânsito em julgado da primeira ação (a que reconheceu o vínculo de
emprego).
Segundo o TRT, a decisão do primeiro processo não fez surgir um contrato entre
as partes, mas apenas reconheceu uma situação preexistente. Em outras palavras,
só ocorreram efeitos declaratórios em relação ao vínculo de emprego.
“Decorrência disso é a constatação de que o contrato de trabalho existia e
estava em pleno vigor antes mesmo da decisão judicial, dela não dependendo”,
registrou o acórdão regional, que afirmou o início da prescrição a partir da
data do desligamento do trabalhador.
O espólio recorreu ao TST sob o argumento de que somente após o trânsito em
julgado da decisão que declarou a existência do vínculo é que pôde requerer a
reintegração. Diante da tese, pediu o pagamento da indenização.
Cristina Peduzzi afirmou, contudo, a inviabilidade da solicitação. “O que há é
uma conexão entre as duas demandas, mas o ajuizamento da segunda ação de modo
algum está ou esteve condicionado ao trânsito em julgado da decisão tomada na
primeira ação”, esclareceu a relatora.
Os pedidos das duas ações, segundo a relatora, possuem uma “mesma causa de pedir
remota: o vínculo de emprego com a CESP”. Também frisou que a circunstância
permitiria, inclusive, a formulação dos pedidos num único processo se o
trabalhador tivesse sido demitido antes do ajuizamento da primeira ação ou de
sua sentença.
“Não é portanto o reconhecimento judicial do vínculo que ampara a pretensão da
reintegração, mas o próprio vínculo de emprego em si”, afirmou Cristina Peduzzi,
ao votar pela manutenção da decisão regional. (RR 1637/2001-005-15-00.2)
Fonte: TST

02/02/07
-
Chinaglia é eleito novo
presidente da Câmara
O
deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) confirmou seu favoritismo e venceu a eleição
para a presidência da Câmara dos Deputados no segundo turno. O petista
conquistou 261 votos e venceu Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que teve 243 votos. No
primeiro turno, Chinaglia teve 236 votos contra 175 de Aldo e 98 do candidato
tucano, Gustavo Fruet (PSDB-PR). Houve três votos em branco.
Ao
assumir a presidência da sessão, logo depois de proclamado o resultado,
Chinaglia afirmou que as disputas entre os deputados acontecem "porque são
próprias do Parlamento, mas a presidência tem o dever da imparcialidade".
Ele
também reiterou que vai respeitar a legitimidade de cada parlamentar,
independentemente do fato de compor a base aliada ou ser da oposição: "como já
afirmei anteriormente, esse é o meu compromisso".
Chinaglia também pediu aos parlamentares ajuda para que possa conduzir os
trabalhos legislativos com o menor número de erros possíveis. "Vou trabalhar
para não errar. Precisamos recuperar a autoridade da Câmara, que é a principal
representatividade do País", declarou.
"As
disputas vão acontecer porque são próprias do Parlamento, mas a presidência tem
o dever da imparcialidade", declarou o novo presidente.
O
petista é médico e está em seu quarto mandato na Câmara. No começo, Chinaglia
defendia o reajuste do salário dos parlamentares em 91%, mas após críticas mudou
o discurso e diz agora que é a favor do reajuste de acordo com a inflação. O
deputado teve sua candidatura ligada à possibilidade de anistia do ex-deputado,
José Dirceu, que teve seu mandato cassado em 2005.
Em
seu discurso no Plenário antes do início da votação, Chinaglia mostrou que, sob
seu comando, a Câmara terá uma participação mais ativa contra as críticas que
sofre da imprensa. "Não vamos assistir pacificamente os ataques injustos ao
parlamento e a instituição", disse.
A
vitória foi possível também graças a manobra governista realizada ontem de
formar um "superbloco", composto por PMDB, PT, PR, PP, PTB, PTdoB, PTC e PSC,
que conta com 273 deputados.
Com
a vitória de Chinaglia, o governo fica com o comando das duas casas, já que em
votação mais cedo, Renan Calheiros (PMDB-AL), apoiado pela coalizão, derrotou o
candidato da oposição, José Agripino Maia (PFL-RN), por 51 a 28 votos.
Jeferson Ribeiro e
Maria Clara Cabral Direto de Brasília
Fonte: Redação Terra

02/02/07
-
Empregado pede adicional em grau médio e ganha o máximo
Não configura julgamento ultra petita o deferimento de
adicional de insalubridade em grau diverso do que foi pedido. A decisão, da
Seção Especializada em Dissídios Individuais–1 (SDI-1), do Tribunal Superior do
Trabalho, acompanhou o voto do ministro Carlos Alberto Reis de Paula, em ação
movida contra a Klabin Fabricadora de Papel e Celulose S/A.
Ex-funcionário da Klabin ajuizou reclamação trabalhista pleiteando o recebimento
do adicional de insalubridade em grau médio. Realizada a perícia no local de
trabalho do autor da ação, ficou constatada a existência de insalubridade. O
perito, no entanto, destacou em seu laudo que a insalubridade do local seria em
grau máximo.
A sentença concedeu ao empregado o direito ao recebimento do adicional em grau
máximo. Insatisfeita, a empresa ajuizou recurso ordinário perante o Tribunal
Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro) alegando a ocorrência de
julgamento ultra petita (além do que foi pedido), mas o TRT manteve a decisão
original.
A empresa recorreu, então, ao TST e novamente a decisão foi favorável ao
empregado. Segundo o acórdão da Segunda Turma, não configura julgamento ultra
petita o deferimento de adicional de insalubridade em grau diverso daquele
indicado na petição inicial, pois esse deferimento, nos termos do disposto no §
2º do artigo 195 da CLT, pressupõe a realização de perícia, justamente para a
determinação da verdade dos fatos alegados e da pertinência do pedido.
Dessa decisão, a empresa ajuizou embargos à SDI-1. O ministro Carlos Alberto, em
seu voto, aplicou ao caso, por analogia, a regra inserida na Súmula n° 293 do
TST, que diz que “a verificação mediante perícia de prestação de serviços em
condições nocivas, considerado agente insalubre diverso do apontado na inicial,
não prejudica o pedido de adicional de insalubridade”.
Segundo o ministro relator, não seria razoável exigir que o trabalhador ou seu
advogado tivessem conhecimentos técnicos suficientes para apontar na petição
inicial, com precisão, os elementos que classificavam (em grau mínimo, médio ou
máximo) como insalubre o ambiente de trabalho. (E-RR-531.160/1999.0)
Fonte : TST

02/02/07
-
Prazo prescricional não flui no curso da aposentadoria
por invalidez
Não corre a prescrição qüinqüenal no período em que o
empregado usufrui benefício previdenciário, em razão de aposentadoria por
invalidez. A contagem do prazo prescricional se dá a partir da data em que o
contrato de trabalho foi suspenso. A decisão, tomada pela unanimidade dos
ministros que compõem a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, acompanha
o voto do relator do processo, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, que julgou
favoravelmente à pretensão de um ex-empregado da Companhia Energética de Minas
Gerais (Cemig).
O empregado foi contratado pela Cemig em 26/6/75, como técnico de contabilidade,
sendo promovido, em 1979 a auxiliar de engenharia e, em 1984, a engenheiro,
rcebendo salário de R$ 2.983,00. Apesar de sempre trabalhar em área de risco,
não recebia a integralidade do valor correspondente ao adicional de
periculosidade. Em janeiro de 1998, foi aposentado por ivalidez devido a
acidente no trabalho.
Em fevereiro de 1998, ele ajuizou reclamação trabalhista pleiteando o
recebimento da diferença do adicional de periculosidade pago indevidamente pela
empresa. Ganhou a ação em todas as instâncias, porém não recebia o reflexo de
tal adicional em diversas verbas de seu salário.
Em 21 de dezembro de 2001, ajuizou nova reclamação trabalhista, desta vez
pleiteando o valor referente ao reflexo do adicional nas férias, 13° salário,
anuênios, gratificação especial, FGTS e horas extras. A empresa, em contestação,
alegou que a ação estava alcançada pela prescrição total.
A sentença foi favorável ao autor da ação mas, em sede de embargos
declaratórios, foi dado efeito modificativo ao julgado e o juiz entendeu
prescrito o direito de ação. Baseou-se na sentença do processo que julgou a ação
que concedeu o adicional de periculosidade. A decisão deferia a parcela somente
até 11/2/96,. Como a ação foi ajuizada em dezembro de 2001, o juiz entendeu
prescrito o prazo de cinco anos.
Insatisfeito, o empregado recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
(Minas Gerais), que manteve a decisão. Novo recurso foi interposto, dessa vez ao
TST. Segundo os argumentos do recurso de revista, a aposentadoria por invalidez
suspenderia a prescrição.
O ministro Aloysio da Veiga deu razão ao empregado. Segundo ele, o artigo 7º,
XXIX, da Constituição Federal, ao fixar o prazo para o ajuizamento de ação
trabalhista não alcança aquelas ações intentadas por empregado que se encontra
com o contrato de trabalho suspenso, já que não se opera rescisão do contrato de
trabalho no tempo em que se afasta para usufruir o benefício previdenciário.
Segundo o entendimento vencedor na Turma, portanto, durante o curso da
aposentadoria não flui prazo bienal nem qüinqüenal para ajuizamento de ação
trabalhista. (RR1884/2001-111-03-00.4)
Fonte : TST

01/02/07
-
Câmara dos
Deputados - Acordo define cargos na Mesa
Os
líderes partidários definiram nesta quarta-feira a distribuição dos cargos na
Mesa Diretora durante uma reunião com o presidente Aldo Rebelo. O acordo
estabeleceu que a 1ª vice-Presidência caberá a um deputado do PSDB e a 2ª
vice-Presidência, que acumula a Corregedoria da Câmara, a um do PR.
O 1º
secretário deverá ser um deputado indicado pelo PMDB e o 2º secretário, pelo PP.
Ao PMDB caberá ainda a 3ª Secretaria; enquanto o PFL ficará com a 4ª Secretaria.
A 1ª suplência será ocupada pelo PTB; a 2ª suplência pelo PDT; a 3ª suplência
pelo PPS; e a 4ª suplência pelo PT.
Distribuição
A
nova composição da Câmara, dividida em três blocos parlamentares, influenciou a
escolha dos 11 cargos oferecidos na Mesa e também deverá influenciar na escolha
das presidências das 20 comissões permanentes, pois as cadeiras são ocupadas a
partir da proporcionalidade das legendas ou blocos partidários na Câmara. O
maior grupo é formado por PMDB, PT, PP, PR, PTB, PSC, PTC e PTdoB, que soma 273
deputados e terá direito a seis cargos na Mesa. O segundo maior bloco é formado
pelo PSDB, PFL e PPS, e reúne 153 deputados, com direito a três cargos. O
terceiro juntou PSB, PDT, PCdoB, PAN, PMN e PHS para alcançar 70 deputados e
obter dois cargos.
Até
o final da tarde desta quarta-feira, somente Gustavo Fruet (PSDB-PR), candidato
à Presidência, e Osmar Serraglio (PMDB-PR), que concorrerá ao cargo de 1º
secretário, já haviam se inscrito oficialmente junto à Secretaria-Geral da Mesa.
Partidos formam blocos partidários
Com
o objetivo de disputar as eleições da Mesa Diretora nesta quinta-feira, 17
partidos com representação na Câmara formalizaram três blocos parlamentares na
manhã desta quarta-feira. A nova composição vai influenciar a escolha dos 11
cargos oferecidos na Mesa e das presidências das 20 comissões permanentes, pois
as cadeiras são ocupadas a partir da proporcionalidade das legendas ou blocos
partidários na Câmara.
O
maior grupo é formado por PMDB, PT, PP, PR, PTB, PSC, PTC e PTdoB, que soma 273
deputados e terá direito a seis cargos na Mesa. O segundo maior bloco é formado
pelo PSDB, PFL e PPS, e reúne 153 deputados, com direito a três cargos. O
terceiro juntou PSB, PDT, PCdoB, PAN, PMN e PHS para alcançar 70 deputados e
obter dois cargos.
Outros cargos
Na
eleição desta quinta-feira, além de escolher o próximo presidente da Câmara, os
deputados votarão nos candidatos às duas vice-presidências, às quatro
secretarias e às quatro suplências da Mesa. O secretário-geral da Mesa, Mozart
Vianna, explica que a proporcionalidade só não é seguida à risca em relação à
disputa para a Presidência da Câmara, que neste ano terá três candidatos: Aldo
Rebelo (PCdoB-SP), Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Gustavo Fruet (PSDB-PR).
"Desde a sucessão da Mesa de 1991, por uma decisão política acatada pelo
Plenário, permitiu-se que qualquer parlamentar concorra à Presidência,
independentemente de o partido ter ou não a vaga de presidente. A decisão foi
deixar o Plenário resolver quem seria o eleito", lembra Vianna. Já nos demais
cargos, acrescenta, depois de decidido que vaga cabe a cada partido, só podem
concorrer deputados daquela legenda.
Comissões
A
formação de blocos partidários também influencia a escolha dos presidentes das
20 comissões permanentes existentes na Câmara. Com a nova distribuição, o bloco
liderado pelo PMDB terá direito a 11 presidências, enquanto os grupos liderados
pelo PSDB e pelo PSB terão respectivamente seis e três presidências. Apesar
dessa preferência, o regimento permite que candidatos avulsos de outros partidos
concorram às presidências das comissões. Já para cargos da Mesa, é permitido
candidatura avulsa desde que apresentada por concorrente do bloco ou partido
responsável pela vaga.
A
definição dos cargos da Mesa ocorre nesta quinta-feira, quando será realizada a
eleição para a Presidência da Câmara. Já para as presidências das comissões em
2007 não há data definida para as eleições.
O
prazo para formação de blocos encerrou-se ao meio-dia desta quarta-feira. Apenas
o PV, o Psol e o PRB decidiram ficar fora dos blocos partidários. O PV informou
que liberou a bancada de 13 deputados para a votação de amanhã.
PMDB escolhe Henrique Alves por aclamação
O
PMDB escolheu o deputado Henrique Eduardo Alves (RN) para liderar a bancada na
Câmara. Reeleito para seu décimo mandato de deputado federal, Alves afirmou que
sua principal prioridade será unir o PMDB. "O compromisso com o governo de
coalizão que integramos passará pela unidade dessa imensa e qualificada bancada
do PMDB", disse.
O
deputado destacou sua responsabilidade de liderar a bancada nos trabalhos de
plenário e de comissões. Ele lembrou que os integrantes do partido, em sua
missão de legislar, deverão colaborar com o Governo Lula nos setores econômico e
social. "
12 parlamentares já mudaram de partido
A Secretaria-Geral da Mesa
da Câmara registrou 12 mudanças de partido desde a eleição dos deputados, em 3
de outubro do ano passado, até esta quarta-feira, véspera da posse para a nova
legislatura. O troca-troca de partidos envolveu 11 deputados.
O Partido da República
(PR), que nasceu da fusão do PL com o Prona, foi o mais beneficiado e ganhou
seis novas afiliações. Já o PPS é a legenda que mais perdeu deputados até agora:
três no total.
Número menor
O troca-troca antes do
início da nova legislatura é bem menor do que o registrado quatro anos atrás.
Entre 2002 e 2003, às vésperas do início da legislatura que se encerra agora,
foram registradas 50 mudanças de partido, envolvendo 48 deputados. A redução no
troca-troca pode ser reflexo da nova resolução da Câmara que entra em vigor
nesta quinta-feira (1º) e estimula a fidelidade partidária.
Fonte : Instituto Dois Candangos

01/02/07
-
Senado Federal - Eleição da Mesa vai ocorrer após a
posse
A eleição dos sete
integrantes da Mesa do Senado para o biênio 2007-2008 ocorrerá logo após a posse
dos senadores, que está marcada para as 10h desta quinta-feira (1º), conforme
informações da secretaria geral da Casa. A Mesa é composta pelo presidente do
Senado, por dois vice-presidentes e quatro secretários, cujas atribuições
encontram-se definidas no Regimento Interno. Os secretários contam ainda com
igual número de suplentes, que os substituem em seus impedimentos.
É o presidente quem convoca e dirige os trabalhos do
Plenário do Senado e as sessões conjuntas do Congresso
Nacional e é ele, por exemplo, que dá posse aos
senadores. O presidente terá apenas voto de desempate
nas votações ostensivas (abertas). A presença dele é
contada somente para efeito de quórum mas, em
escrutínios secretos, ele poderá votar como qualquer
senador.
Abertura dos trabalhos do Congresso segue
ritual
A solenidade de
abertura da primeira sessão legislativa de uma nova legislatura, que em 2007
ocorrerá amanhã, em sessão solene do Congresso Nacional marcada para as 16h,
segue normas similares às aplicadas para a cerimônia da posse do presidente da
República.
Neste ano, quando
começará a 53ª Legislatura, o presidente da República não participará da
solenidade de abertura dos trabalhos legislativos. A Presidência da República
informou que Luiz Inácio Lula da Silva estará cumprindo agenda de compromissos
em São Paulo e, por essa razão, estará representado pela chefe da Casa Civil,
ministra Dilma Rousseff.
Cinco lideranças
já têm titulares confirmados
Cinco lideranças
no Senado já têm seus titulares confirmados: José Nery (PSOL-PA), Marcelo
Crivella (PRB-RJ) e Jefferson Péres (PDT-AM), que deverão ser os líderes de seus
respectivos partidos, Romero Jucá (PMDB-RR), que continua na liderança do
governo, e a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) continua como líder do bloco de
apoio ao governo e como líder do PT.
Jefferson Péres
assumirá a liderança do PDT em substituição ao senador Osmar Dias (PR), que,
embora ainda tenha quatro anos de mandato, deixa o cargo a fim de permitir um
rodízio entre os integrantes do partido.
Com o fim do
mandato da senadora Heloisa Helena (AL), a partir desta quinta-feira (1), José
Nery passará a ser o único representante do PSOL na Casa e assume a liderança do
partido. O parlamentar pelo Pará era o primeiro suplente da senadora Ana Júlia
Carepa (PT), empossada em 1º de janeiro como governadora do Pará.
Negociações
A definição das demais lideranças -
Minoria, Bloco de Apoio ao Governo, PSDB, PFL, PT, PL,
PSB, PTB - depende ainda de negociações políticas que
deverão ser feitas nos próximos dias. O senador José
Agripino (PFL-RN), por exemplo, atual líder do partido,
é candidato à presidência da Casa e sua permanência no
cargo depende da eleição para a Mesa do Senado, que
ocorrerá nesta quinta-feira (1º). Também a liderança do
Bloco da Minoria - composto por PFL e PSDB - depende do
resultado da eleição dos integrantes da Mesa. Segundo a
assessoria do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), atual líder
desse bloco, a permanência do parlamentar no cargo será
definida após esta quinta.
Com o fim do mandato do atual líder do PMDB, senador Ney
Suassuna (PB), a partir desta quinta o partido também
deverá ter um novo líder no Senado. No entanto, segundo
a assessoria da liderança do PMDB, ainda não há qualquer
definição sobre o futuro titular do cargo. O assunto
será discutido em reunião da bancada.
Também nos
próximos dias, serão definidos os líderes dos partidos que passarão a integrar a
composição do Senado a partir da posse dos senadores eleitos em 2006 - PCdoB,
PPS, PRTB e PP.
Fonte : Instituto Dois Candangos

01/02/07
-
Matéria
especial: assédio moral na Justiça do Trabalho
Violência psicológica, constrangimento,
humilhação. Os ingredientes básicos para a definição do quadro de assédio moral
são inerentes às relações humanas, sobretudo no mundo do trabalho. Na última
década, porém, a conduta começou a ser estudada, denunciada e, finalmente,
coibida e punida. Estudos inter e multidisciplinares, envolvendo as áreas de
Psicologia, Medicina, Medicina do Trabalho, Administração de Empresas, Direito e
outros tornaram possível, de certa forma, delinear e conceituar o assédio moral.
E, por se tratar de fenômeno comum no ambiente de trabalho, já são muitos os
casos que chegam à Justiça Trabalhista.
Ao contrário do assédio sexual, já tipificado no Código Penal, o assédio moral
ainda não faz parte, a rigor, do ordenamento jurídico brasileiro. Em âmbito
municipal, existem mais de 80 projetos de lei em diferentes cidades, vários
deles já aprovados e transformados em lei – em São Paulo (SP), Natal (RN),
Cascavel (PR), Guarulhos (SP) e Campinas (SP), entre outros.
No âmbito estadual, o Rio de Janeiro foi o pioneiro na adoção de legislação
específica sobre o tema – a Lei Estadual nº 3.921, de agosto de 2002, voltada
especificamente para os órgãos dos três Poderes estaduais, repartições,
entidades da administração centralizada, autarquias, fundações, empresas
públicas, sociedades de economia mista e mesmo concessionárias de serviços
públicos. A lei proíbe “o exercício de qualquer ato, atitude ou postura que se
possa caracterizar como assédio moral no trabalho, por parte de superior
hierárquico, contra funcionário, servidor ou empregado que implique em violação
da dignidade desse ou sujeitando-o a condições de trabalho humilhantes e
degradantes.” Em Estados como São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Paraná e
Bahia há projetos semelhantes em tramitação.
Em nível federal, tramitam no Congresso Nacional propostas de alteração do
Código Penal, da Lei nº 8.112 (que instituiu o Regime Jurídico Único dos
Servidores Públicos) e outros projetos relativos ao tema. Um deles, o PL nº
2.369/2003, encontra-se pronto para entrar em pauta, e caracteriza o assédio
moral não como crime, mas especificamente como ilícito trabalhista, podendo
gerar o direito à indenização.
O problema não é exclusividade brasileira. A Organização Internacional do
Trabalho (OIT), em pesquisa realizada há mais de dez anos – em 1996 – detectou
que 12 milhões de trabalhadores na União Européia já viveram situações
humilhantes no trabalho que acarretaram distúrbios de saúde mental. No Brasil,
pesquisa pioneira realizada pela médica do trabalho Margarida Barreto, em sua
tese de mestrado, constatou que 42% dos trabalhadores entrevistados foram
vítimas de assédio moral nas empresas.
Diante desta realidade, a Justiça do Trabalho tem se posicionado
independentemente da existência de leis específicas. “A teoria do assédio moral
se baseia no direito à dignidade humana, fundamento da República Federativa do
Brasil, como prevê o artigo 1º, inciso III, da Constituição”, observa a ministra
Maria Cristina Irigoyen Peduzzi, do Tribunal Superior do Trabalho. “É possível
citar também o direito à saúde, mais especificamente à saúde mental, abrangida
na proteção conferida pelo artigo 6º, e o direito à honra, previsto no artigo
5º, inciso X, também da Constituição”, acrescenta.
Definição
No julgamento de casos em que se alega a ocorrência de assédio moral, alguns
aspectos são essenciais: a regularidade dos ataques, que se prolongam no tempo,
e a determinação de desestabilizar emocionalmente a vítima, visando afastá-la do
trabalho. Trata-se, portanto, de um conjunto de atos nem sempre percebidos como
importantes pelo trabalhador num primeiro momento, mas que, vistos em conjunto,
têm por objetivo expor a vítima a situações incômodas, humilhantes e
constrangedoras.
A lista de procedimentos e atitudes passíveis de enquadramento como assédio
moral é extensa. A lei do Rio de Janeiro relaciona circunstâncias como atribuir
tarefas estranhas ou incompatíveis com o cargo, ou em condições e prazos
inexeqüíveis; designar funcionários qualificados ou especializados para funções
triviais; apropriar-se de idéias, propostas, projetos ou trabalhos; torturar
psicologicamente, desprezar, ignorar ou humilhar o servidor, isolando-o de
contato com colegas e superiores hierárquicos; sonegar informações necessárias
ao desempenho das funções ou relativas a sua vida funcional; e divulgar rumores
e comentários maliciosos ou críticas reiteradas e subestimar esforços, afetando
a saúde mental do trabalhador.
A essa lista, acrescentam-se ainda atitudes como a “inação compulsória” – quando
a chefia deixa de repassar serviços ao trabalhador, deixando-o propositalmente
ocioso –, a imposição de “prendas” que o exponham ao ridículo, em caso de não
atingimento de metas, entre outros. Trata-se, portanto, de práticas que resultam
na degradação das condições de trabalho, por meio de condutas negativas dos
superiores hierárquicos em relação a seus subordinados, acarretando prejuízos
práticos e emocionais para o trabalhador e a empresa ou órgão. Os colegas,
temerosos ou indiretamente interessados no afastamento da vítima, muitas vezes
endossam o assédio moral.
A ministra Cristina Peduzzi, porém, ressalta que o assédio moral difere do
assédio sexual. Este, conforme definido na lei, se caracteriza pela relação
“vertical descendente” – ou seja, é praticado por um superior hierárquico, que
usa de sua posição para obter favores sexuais dos subordinados. O assédio moral,
porém, pode também ser horizontal – entre colegas de mesma hierarquia – ou mesmo
“vertical ascendente” – quando parte de um grupo de subordinados e se dirige a
seu superior direto. Trata-se, portanto, de uma circunstância individual ou
coletiva.
O ministro João Oreste Dalazen explica que o assédio se caracteriza “pela
violência psicológica extrema à qual uma pessoa é submetida por um chefe ou
mesmo por um colega de trabalho”. Ele ressalta, porém, que uma situação isolada
não deve ser enquadrada como assédio moral. “É preciso haver uma perseguição
sistemática”, observa, lembrando que humilhações infringidas entre colegas de
trabalho são mais raras. “A maioria dos casos é de reclamações contra assédios
morais impostos por chefes hierárquicos a subordinados, aos quais submetem a
situações de violência psicológica.”
Chicotes, ofensas e ameaças
Na prática, a “criatividade” dos assediadores supera as sucintas descrições
legais. Os processos que chegam à Justiça do Trabalho buscando reparação por
danos causados pelo assédio moral revelam que, em muitas empresas, o ambiente de
trabalho é um circo de horrores. Ameaças, ofensas, sugestões humilhantes,
isolamento e até agressões físicas fazem parte do roteiro. Em processo contra a
Frevo Brasil Indústria de Bebidas Ltda., da Bahia, uma trabalhadora afirmou que
o gerente de vendas “a teria ridicularizado, obrigando-a a participar de atos
libidinosos com vendedores e clientes, assim como tentou estuprá-la,
causando-lhes lesões corporais graves”.
Em outro processo, envolvendo o HSBC Bank Brasil S/A, os autos registram “a
conduta reprovável do gerente ao qual estava subordinado o empregado, que,
utilizando-se de um chicote, cobrava a produção dos empregados”. De acordo com
depoimentos de testemunhas, o gerente, além de transformar o chicote ganho de um
empregado em “ferramenta de trabalho”, chamou o trabalhador que ajuizou a ação
de incompetente e jogou sua gaveta no chão na frente de um cliente. Durante um
período em que o empregado esteve afastado, o mesmo gerente “ligava diariamente
e mencionava que iria convencê-lo, pelo cansaço, a voltar a trabalhar”.
Nas Lojas Colombo S/A, de utilidades domésticas, no Rio Grande do Sul,
realizavam-se reuniões em que os vendedores “eram chamados de ignorantes,
burros, parasitas”, e o gerente os ameaçava de perda de emprego caso não
cumprissem suas cotas. Outra prática, alvo de várias reclamações trabalhistas, é
o pagamento de “prendas”. Na empresa Irmãos Farid Ltda., revendedora de bebidas
e refrigerantes de Conselheiro Lafaiete (MG), os vendedores que não atingiam
suas metas eram obrigados a pagar flexões, correr em volta de uma praça pública
e usar um certo “capacete de morcego”, diante dos colegas e das pessoas que
estivessem na praça no momento. Em Belo Horizonte, a Companhia Brasileira de
Bebidas aplicava castigos vexatórios semelhantes, submetendo seus empregados a
constrangimentos como desfilar de saia rodada, perucas e batom diante dos
colegas e mesmo de visitantes.
O processo trabalhista considerado pioneiro na abordagem do assédio moral no
Brasil veio do Espírito Santo. Nele, o Tribunal Regional do Trabalho da 17ª
Região classifica e enquadra como assédio moral as perseguições sofridas por um
técnico de publicidade e propaganda: “A tortura psicológica, destinada a golpear
a auto-estima do empregado, visando forçar sua demissão ou apressar sua dispensa
através de métodos que resultem em sobrecarregar o empregado de tarefas inúteis,
sonegar-lhe informações e fingir que não o vê, resultam em assédio moral, cujo
efeito é o direito à indenização por dano moral, porque ultrapassa o âmbito
profissional, eis que minam a saúde física e mental da vítima e corrói a sua
auto-estima”, registra o acórdão do Recurso Ordinário nº 1315.2000.00.17.00.1,
relatado pela juíza Sônia das Dores Dionízio. “No caso dos autos, o assédio foi
além, porque a empresa transformou o contrato de atividade em contrato de
inação, quebrando o caráter sinalagmático do contrato de trabalho e, por
conseqüência, descumprindo a sua principal obrigação que é a de fornecer
trabalho, fonte de dignidade do empregado”, conclui.
Levantamento realizado em 2006 pela ministra Maria Cristina Peduzzi indica que o
tema, embora ainda recente, já foi examinado por quase todos os 24 TRTs, e que a
partir de 2005 ocorreu um substancial aumento, especialmente nas regiões Sul e
Sudeste. “Os fatos mais recorrentes são a inação compulsória – quando o
empregador se recusa a repassar serviço ao empregado –, humilhações verbais por
parte de superiores (inclusive com palavras de baixo calão), coações
psicológicas visando à adesão do empregado a programas de desligamento
voluntário ou à demissão”, ressalta a ministra.
Os resultados dos processos que envolvem alegações de assédio moral, quando
favoráveis ao empregado, geram basicamente três tipos de reparação. A primeira é
a rescisão indireta do contrato de trabalho, hipótese semelhante à justa causa,
só que em favor do empregado, que se demite mas mantém o direito ao recebimento
de todas as verbas rescisórias, como se tivesse sido demitido sem motivação.
Outra é a indenização por danos morais, que, na esfera trabalhista, visa à
proteção da dignidade do trabalhador. A terceira é a indenização por danos
materiais, nos casos em que os prejuízos psicológicos causados ao trabalhador
sejam graves a ponto de gerar gastos com remédios e tratamentos.
Além dessas, há a hipótese de dano moral coletivo. Em ação civil pública movida
pelo Ministério Público do Trabalho no Rio Grande do Norte, a AMBEV – Companhia
de Bebidas das Américas foi condenada pela Justiça do Trabalho ao pagamento de
R$ 1 milhão por assédio moral praticado contra empregados que não atingiam cotas
de vendas estabelecidas pela empresa e eram constrangidos a receber e ouvir
insultos, pagar flexões de braço, dançar “na boquinha da garrafa”, assistir a
reuniões em pé, desenhar caricaturas num quadro, fantasiar-se e submeter-se a
outras “prendas”. A sentença foi confirmada em agosto do ano passado pelo TRT da
21ª Região, no julgamento do Recurso Ordinário nº 01034-2005-001-21-00-6. Nos
casos de dano moral coletivo, a indenização reverte ao Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT).
Os valores das condenações em processos individuais, na maior parte dos casos,
variam entre R$ 10.000,00 e R$ 30.000,00. “Há caso de R$ 3.500,00 para uma
relação que durou 25 dias, e outro de R$ 70.000,00 para um contrato de oito
anos”, exemplifica a ministra Cristina Peduzzi. O ministro Ives Gandra Martins
Filho, num das primeiras decisões do TST relativas ao tema (RR
122/2001-036-12-00.0), ressalta que a ausência de critérios específicos para
fixação de dano moral na legislação trabalhista “leva o julgador a lançar mão do
princípio da razoabilidade, cujo corolário é o princípio da proporcionalidade,
pelo qual se estabelece a relação de equivalência entre a gravidade da lesão à
imagem e à honra e o valor monetário da indenização imposta.”
A fixação de valores para dano moral, conforme vem sendo adotada pelo TST, tem
dupla finalidade: compensar a vítima pelo dano moral sofrido e, também, punir o
infrator, a fim de coibir a reincidência nesse tipo de prática. O que se busca é
um possível equilíbrio entre as “possibilidades do lesante” – o porte e o poder
econômico da empresa – e as “condições do lesado” – a extensão do dano causado.
Fonte : TST

As centrais sindicais e os ministros Luiz Marinho
(Trabalho) e Nelson Machado (Previdência) chegaram a
acordo para reajustar o salário mínimo de R$ 350 para R$
380, um aumento de 8,6%, e corrigir a tabela do Imposto
de Renda em 4,6%. De acordo com Marinho, as propostas
serão encaminhadas ao presidente Luiz Inácio Lula da
Silva nesta quarta-feira para que ele dê a "palavra
final". Depois desse aval, as propostas serão
incorporadas ao Orçamento da União para 2007. O recesso
dos parlamentares só pode começar após a aprovação do
Orçamento. No início da madrugada desta quarta-feira foi
encerrada a terceira reunião entre o governo e centrais
sindicais. Outro ponto negociado foi um projeto para a
valorização do salário mínimo até 2010. No início das
negociações, as centrais sindicais reivindicam o
reajuste do mínimo para R$ 420, um aumento de 20%, e a
correção da tabela em 7,7%. O relator do Orçamento
trabalhava com R$ 375 (7,1%) e reajuste da tabela de 3%.
Já o ministro Guido Mantega (Fazenda), disse que o valor
correto seria R$ 367 (4,86%), valor que levaria em conta
a inflação corrigida pelo INPC (Índice Nacional de
Preços ao Consumidor) mais a variação do PIB (Produto
Interno Bruto) per capita. No entanto, em anos
anteriores, o governo já havia dado reajustes maiores
que o previsto na regra. Nas contas do Executivo, a cada
R$ 1 de reajuste no mínimo, o governo tem um gasto entre
R$ 190 milhões e R$ 200 milhões ao ano. Hoje, mais de 15
milhões de beneficiários da Previdência recebem o
mínimo. Além disso, ele serve também como referência
para outros gastos do governo, como salário desemprego e
Loas (Lei Orgânica de Assistência Social).
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