Notícias  Anteriores - Junho/2008

 

 

30/06/08 - Fundacentro promove encontro para discutir Equipamentos de Proteção Individual 

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30/06/08 - Lula diz que economia está em ordem e promete mais empregos

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30/06/08 - Convenção 158: parecer contrário do relator poderá ser aprovado

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30/06/08 - Desempregados poderão ter acesso à alimentação e vale-transporte

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30/06/08 - TST fixa novo critério para adicional de insalubridade

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27/06/08 - Inflação nos custos da construção civil teve o maior peso no IGP-M de junho

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27/06/08 - Prazo de opção pelo Simples Nacional poderá ser ampliado

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27/06/08 - Campanha nacional pela moradia digna

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27/06/08 - OIT defende liberdade sindical e negociação coletiva como direitos da humanidade
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27/06/08 - Taxa de desemprego cai para 14,8% em maio em seis regiões pesquisadas, aponta Dieese

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27/06/08 - Siderúrgicas podem responder por abusos contra carvoeiros

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27/06/08 - Construtora compensará empregado por suprimir café da manhã

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26/06/08 - Anamatra faz reunião para debater PL que consolida legislação trabalhista
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26/06/08 - Trabalhador poderá ter folga para realização de exames médicos
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26/06/08 - OIT divulga relatório global sobre liberdade sindical hoje no TST

A liberdade sindical e a liberdade de associação são um direito humano fundamental, diz a OIT

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26/06/08 - Justa causa não pode ser alegada depois de comunicada a demissão

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25/06/08 - Servidor comissionados podem conquistar direitos trabalhistas

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25/06/08 - Indústrias com mais de mil empregados responderam por mais da metade da produção

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25/06/08 - Prevenção de acidentes é tema de encontro em Palmas 

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25/06/08 - Estabilidade em período eleitoral não impede empresa de demitir

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24/06/08 - Trabalhador tem mais uma semana para sacar abono do PIS

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24/06/08 - Relator aprova redução da jornada de trabalho
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24/06/08 - Sindicatos recebem verba para defender amianto

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24/06/08 - Desigualdade entre salários de ricos e pobres caiu 7%, diz Ipea
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23/06/08 - Convenção 158: fim de demissão imotivada em pauta; relator é contra
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23/06/08 - Projeto amplia licença-maternidade em casos excepcionais

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23/06/08 - Projeto cria selo para empresa sem trabalho escravo

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23/06/08 - Projeto dá estabilidade de três meses após férias

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23/06/08 - Câmara aprova desconto no IR para doações a idoso

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23/06/08 - Empresa não comprova justa causa e paga multa por atraso na

quitação

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20/06/08 - Cresce o número de empregos formais
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20/06/08 - Relatora não acata emenda na LDO para reajuste dos aposentados

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20/06/08 - Projeto proíbe descontos no salário de trabalhador

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20/06/08 - Justiça do Trabalho rejeita competência para julgar denúncia-crime

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19/06/08 - Inflação medida pelo IGP-10 acelera e fica em 1,96% em junho
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19/06/08 - Convenção 158: colegiado adia votação da matéria para o dia 25

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19/06/08 - Aposentadoria: Câmara considera válida votação da emenda do senador Paulo Paim

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19/06/08 - Indústria da construção civil cresceu 7,1% em 2006

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18/06/08 - Convenção 158: voto em separado apóia fim da demissão imotivada
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18/06/08 - Parecer defende Seguro-Acidente de Trabalho

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18/06/08 - Juros: movimentos sociais preparam mobilização para dia 19
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18/06/08 - Serys propõe R$ 453,67 para o salário mínimo em relatório da LDO que apresentará nesta quarta-feira

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17/06/08 - Justiça do Trabalho começa a publicar Diário Eletrônico; prazos mudam

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17/06/08 - Projeto amplia prazo do seguro-desemprego para trabalhadores de madeireiras no Pará

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17/06/08 - Projeto que amplia licença-paternidade está na pauta da CAS

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17/06/08 - CAE vota possibilidade de trabalhador investir até 50% do FGTS em capital da empresa em que trabalha

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17/06/08 - Mangabeira expõe sua proposta de reforma trabalhista

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17/06/08 - Empresa não pode usar informações da Serasa na seleção de pessoal

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16/06/08 - Paim apresenta projeto para inibir discriminação e incentivar a igualdade racial no mercado de trabalho

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16/06/08 - Projeto amplia prazo para pedir pagamento de pensão

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16/06/08 - Relações Exteriores poderá votar convenções 151 e 158 da OIT

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16/06/08 - Assuntos Econômicos poderá votar alterações na lei do FGTS

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16/06/08 - Novo sistema facilita consulta à jurisprudência do TST

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16/06/08 - TRABALHO ESCRAVO, VERGONHA NACIONAL (matéria CNTI)

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13/06/08 - Projeto prevê desconto no IR para maior de 60 anos

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13/06/08 - Lula regulamenta Convenção da OIT sobre trabalho infantil

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13/06/08 - Setor têxtil responde por mais de R$ 296 milhões em desembolsos do BNDES

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13/06/08 - Mangabeira Unger debate mudanças trabalhistas no FST
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13/06/08 - Jornada de Trabalho - Patrões querem vincular debate à discussão da reforma tributária
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13/06/08 - Comissão aprova emenda que estende atualização do mínimo aos aposentados

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13/06/08 - Trabalho aprova lanche para quem ganha menos de R$ 622,50

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12/06/08 - Convenção 158: mensagem presidencial ameaçada na Câmara

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12/06/08 - Suplentes de dirigentes sindicais não conseguem estabilidade

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12/06/08 - Periculosidade: supressão do adicional não é redução de salário

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11/06/08 - Ministério quer saber situação trabalhista de brasileiros no exterior

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11/06/08 - Adicional de periculosidade só é recebido se há risco

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11/06/08 - Pedido de vista adia votações das convenções 151 e 158

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11/06/08 - Inflação mantém ritmo de aceleração em São Paulo

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11/06/08 - Lupi anuncia 1 milhão de empregos em cinco meses

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11/06/08 - Lupi destaca compromisso do país contra trabalho escravo e infantil 

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10/06/08 - O que o patrão pode e não pode exigir durante seleção da mão-de-obra

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10/06/08 - MTE lança revista 

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10/06/08 - Projeto propõe adequação da LDBEN a mercado de trabalho de jovens

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10/06/08 - Conferência Internacional do Trabalho discutirá mazelas sociais no mundo

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10/06/08 - Projetos que modernizam a Justiça viram leis

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10/06/08 - Diferença de R$ 0,10 leva à rejeição de recurso trabalhista

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09/06/08 - 12 de junho Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

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09/06/08 - Hoje é Dia do Porteiro

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09/06/08 - Relações Exteriores poderá apreciar convenções 151 e 158 da OIT

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09/06/08 - Trabalhador poderá escolher banco e agência para receber pagamento
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09/06/08 - Novo ministro quer combater fraudes na Previdência

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09/06/08 - Seguridade aprova novo prazo para revisão de aposentadoria

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06/06/08 - Defesa do Consumidor rejeita prazo ampliado para corte de energia elétrica e água
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06/06/08 - Dieese: elevação dos juros será paga pelos trabalhadores

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06/06/08 - Senado presta homenagem à Confederação dos Profissionais Liberais, que representa 5 milhões de trabalhadores

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05/06/08 - IPC da Fipe tem alta de 1,23% em maio

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05/06/08 - Centrais se manifestam contra aumento da taxa de juros

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05/06/08 - Aprovada normas de proteção no trabalho para idosos

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05/06/08 - Confederações debatem a Portaria 186 com ministro Carlos Lupi

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05/06/08 - Criada Frente Nacional em Defesa da PEC 438 e Contra o Trabalho Escravo

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04/06/08 - Ganhos da indústria obtêm melhor resultado desde junho de 2007
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04/06/08 - Convenção 158: relator apresenta parecer contrário à norma

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04/06/08 - Redução da jornada tem 1,5 milhão de assinaturas

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04/06/08 - Brasil distribui mal a jornada de trabalho, diz presidente do Ipea

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04/06/08 - Sindicalistas entregam a Garibaldi abaixo-assinado pela redução da jornada de trabalho com 1,5 milhão de assinaturas

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03/06/08 - Câmara analisa projeto aprovado por senadores que poderá aumentar benefícios e aposentadorias

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03/06/08 - Centrais sindicais buscam a redução da jornada de trabalho

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03/06/08 - Comissão geral discutirá redução da jornada de trabalho

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02/06/08 - Superintendente defende atualização de leis sobre FGTS

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02/06/08 - Para Dieese, crescimento da economia justifica menor desemprego em 13 anos

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02/06/08 - Empregados domésticos podem ter direitos trabalhistas ampliados

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02/06/08 - Câmara: comissão geral debate redução da jornada de trabalho

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02/06/08 - Sindicato firma acordo que garante direito de personalidade dos empregados

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30/06/08 - Fundacentro promove encontro para discutir Equipamentos de Proteção Individual 

Em janeiro, INMETRO tornou-se parceiro do Ministério do Trabalho e Emprego na certificação dos EPIs. Objetivo é garantir maior segurança ao trabalhador

 

São Paulo, 30/06/2008 - Desde janeiro deste ano, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (INMETRO) tornou-se parceiro na certificação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) que têm sua fabricação ou comercialização regulamentada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A parceria foi definida em portaria publicada pelo Diário Oficial da União e tem por objetivo melhorar o controle de qualidade desses equipamentos, garantir maior proteção aos trabalhadores e facilitar as ações de fiscalização dos auditores do MTE. 

 

Para discutir o assunto e as atribuições das entidades envolvidas, a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) vai sediar encontro entre os órgãos responsáveis pelo novo sistema de certificação de EPIs no dia 02 de julho, das 08h30 às 17h30, no auditório da sede paulista da instituição (Rua Capote Valente, 710, São Paulo).

 

O evento é gratuito e a inscrição deverá ser feita na Associação Nacional da Indústria de Material de Segurança e Proteção do Trabalho (Animaseg), pelo telefone (11) 5058-5556 ou por e-mail: animaseg@animaseg.com.br

Fonte: MTE

 


 

30/06/08 - Lula diz que economia está em ordem e promete mais empregos

 

Brasília - A economia brasileira está “em ordem”, disse hoje (30) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele prometeu mais empregos para a população e creditou a queda do desemprego no país – divulgada na semana passada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – aos investimentos do governo federal no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

“Acredito que, a partir do ano que vem, as obras do PAC já estarão em andamento com muito mais força, com muito mais volume. Agora é que elas vão começar a gerar muito mais empregos, que é o que o Brasil precisa: mais emprego, mais salário, mais renda, mais consumo.”

 

Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula lembrou que, quando assumiu o governo, o Brasil tinha R$ 300 bilhões de crédito e que, atualmente, o país conta com um volume de R$ 1 trilhão.

 

“Isso significa que tem gente tomando dinheiro emprestado para fazer investimento em alguma coisa. Isso significa que vai gerar mais empregos. Quando eu pego os números do Ministério do Trabalho e constato que, nos primeiro cinco meses, nós criamos 1,051 milhão de empregos com carteira assinada, a tendência natural é isso vir crescendo.”

 

Dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego caiu para 7,9% em maio, nas seis principais regiões metropolitanas brasileiras, depois de ter ficado em 8,5% em abril. O resultado foi o menor já registrado para o mês desde 2002 e o menor, entre todos os meses, desde dezembro de 2007 (7,4%). Na comparação com maio do ano passado (10,1%), o recuo foi maior: 2,2 pontos percentuais.

Paula Laboissière

Fonte: Agência Brasil

 


 

30/06/08 - Convenção 158: parecer contrário do relator poderá ser aprovado

 

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara se reúne, nesta quarta-feira (2), e poderá votar o parecer do relator, deputado Júlio Delgado (PSB/MG), contrário a mensagem presidencial que ratifica a Convenção 158 da OIT, que proíbe a demissão imotivada.

 

O texto só não foi votado na semana passada por falta de quorum no colegiado.

 

Desse modo, o DIAP ressalta a necessidade de o movimento sindical se mobilizar, a fim de derrotar o parecer do deputado Júlio Delgado e aprovar o voto em separado, favorável, do deputado Vieira da Cunha (PDT/RS).

 

O deputado Vieira da Cunha apresentou voto em separado contra o parecer de Delgado e a favor da ratificação da mensagem do Governo, o que só poderá ser apreciado caso o parecer do relator seja rejeitado pela maioria dos membros da Comissão de Relações Exteriores.

 

A Comissão se reunirá no plenário 3, às 10h.

Fonte: Diap

 


 

30/06/08 - Desempregados poderão ter acesso à alimentação e vale-transporte

 

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) agendou para terça-feira (1º), às 10h, a apreciação de 13 proposições. Destacamos na pauta o PLS 247/06, para permitir a concessão dos benefícios do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e de Vale-Transporte aos trabalhadores desempregados, durante o período de freqüência a curso de capacitação, readaptação ou reciclagem.

 

Consta ainda na agenda, o PLS 273/03, que altera a lei do FGTS, para permitir ao empregado participar do capital da empresa em que trabalha, utilizando-se do saldo do referido Fundo. A matéria conta com parecer favorável, na forma de substitutivo, do relator, senador Mão Santa (PMDB/PI).

 

Destaca-se ainda o PLS 616/07, do senador Marcello Crivella (PRB/RJ), que  dispõe sobre a obrigatoriedade de manutenção dos depósitos judiciais em instituições financeiras oficiais. O relator, senador João Vicente Claudino (PTB/PI) emitiu parecer contrário

Fonte: Diap

 


 

 

O Tribunal Superior do Trabalho decidiu, em sessão do Tribunal Pleno, dar nova redação à Súmula nº 228 para definir como base de cálculo para o adicional de insalubridade o salário básico, a partir da publicação da Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal, em 9 de maio. A alteração tornou-se necessária porque a Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal veda a utilização do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado e torna, assim, inconstitucional o artigo nº 192 da CLT.

A redação anterior da Súmula nº 228 adotava o salário mínimo como base de cálculo, a não ser para categorias que, por força de lei, convenção coletiva ou sentença normativa, tivesse salário profissional ou piso normativo. Por maioria de votos, o TST adotou, por analogia, a base de cálculo assentada pela jurisprudência do Tribunal para o adicional de periculosidade, prevista na Súmula nº 191.

Na mesma sessão, o Pleno do TST cancelou a Súmula nº 17 e a Orientação Jurisprudencial nº 2 da SDI-1 e alterou a Orientação Jurisprudencial nº 47 da SDI-1 para adequá-la à nova redação da Súmula nº 228.
(Carmem Feijó)

Fonte: TST

 


 

27/06/08 - Inflação nos custos da construção civil teve o maior peso no IGP-M de junho

 

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), um dos componentes do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) foi o que apresentou o maior avanço em junho – 2,67% - mais do que a alta de 1,10% registrada no mês anterior.

 

Os três grupos que forma o INCC apresentaram alta significativas. O grupo mão-de-obra passou de 0,96% em maio para 3,75% em junho, em conseqüência de reajustes salariais verificados nas cidades de Brasília, Fortaleza, Goiânia, Florianópolis e São Paulo. Os preços de de serviços, de 0,25% em maio para 1,85% em junho e os de materiais avançaram de 1,42% em maio para 1,70%.

 

A segunda alta foi do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que passou para 0,89%, depois de ter avançado 0,68% no último levantamento. As principais contribuições vieram dos alimentos (1,77% para 2,20%), com destaque para os itens arroz e feijão (0,56% para 11,16%) e carnes bovinas (2,79% para 6,72%); e habitação (0,02% para 0,41%), cuja principal influência veio de tarifa de eletricidade residencial (-2,02% para -0,39%).

Também subiram os preços de educação, leitura e recreação (0,19% para 0,38%) e despesas diversas (0,05% para 0,23%), com destaque para cursos de informática (-2,44% para 2,51%) e mensalidade para TV por assinatura (-0,79% para 0,29%).

Por outro lado, transportes (0,28% para 0,05%), saúde e cuidados pessoais (0,86% para 0,66%) e vestuário (0,61% para 0,46%) registraram desaceleração, com destaque para os itens gasolina (0,23% para -0,01%), medicamentos em geral (2,01% para 0,60%) e roupas (1,16% para 0,81%).

O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 2,27%, contra alta de 2,01% no mês anterior. Os bens finais tiveram elevação 1,23% neste mês, contra 1,11% em maio. No grupo bens intermediários, os preços subiram 2,50%, contra 1,79% em maio e no de matérias-primas brutas o avanço foi de 3,11% em junho, depois de alta de 3,38% no mês anterior.

 

Os produtos arroz em casca (de 30,80% para 5,81%), milho em grão (de 4,71% para -5,52%) e tomate (de 11,56% para -1,30%) foram os destaques. Já os itens soja em grão (de 0,49% para 6,28%), bovinos (de 3,57% para 9,54%) e laranja (de -21,32% para -12,00%) tiveram aceleração.

Thaís Leitão

Fonte: Agência Brasil

 


 

27/06/08 - Prazo de opção pelo Simples Nacional poderá ser ampliado

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar (PLP) 291/08, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que permite às micro e pequenas empresas optarem pelo Simples Nacional (Supersimples) até 31 de dezembro de 2008. A opção, segundo a proposta, produzirá efeitos a partir do primeiro dia do mês em que for efetuada.

A Lei Complementar 123/06 estabelece que a opção pelo Simples Nacional deve ser realizada apenas no mês de janeiro de cada ano, até seu último dia útil, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do ano-calendário da opção. "Como o Simples Nacional é um regime tributário novo, que só começou a vigorar em meados de 2007, considero importante permitir que em 2008, excepcionalmente, a opção possa ser feita até 31 de dezembro, produzindo efeitos a partir do primeiro dia do mês em que for efetuada", justificou o deputado.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ir a Plenário.

 
Fonte: Diap

 


 

27/06/08 - OIT defende liberdade sindical e negociação coletiva como direitos da humanidade
 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou hoje (26) o Relatório Global "A liberdade de associação e a liberdade sindical na prática: lições aprendidas".

 

O documento, no entendimento da entidade, oferece uma visão panorâmica da aplicação e do cumprimento efetivo dos princípios e direitos universais relativos à liberdade de associação, liberdade sindical e negociação coletiva.


A ratificação das convenções internacionais do trabalho 
87 e 98 relativas à liberdade sindical e à negociação coletiva expressa o compromisso de implementar os princípios e direitos nelas plasmados.

 

Avanços e desafios

O Relatório Global registra avanços na ampliação da ratificação dessas convenções pelos Estados-Membros da OIT, mas indica também que ainda é necessário um maior esforço para atingir a ratificação universal de ambas as convenções, compromisso assumido pelos constituintes tripartites da OIT há dez anos, ao aprovar a Declaração sobre os Direitos e Princípios Fundamentais do Trabalho.

Até 2007, de um total de 182 Estados-Membros, 148 haviam ratificado a Convenção nº 87 e 158 haviam ratificado a Convenção nº 98. O Relatório aponta que é preocupante o fato de a Convenção nº 87 ter se tornado a menos ratificada das oito Convenções fundamentais.

 

Brasil
A Convenção nº 98 foi ratificada pelo Brasil em novembro de 1952. Porém, o mesmo não aconteceu até hoje com a Convenção nº 87, sobre liberdade sindical e direito de sindicalização, considerada um dos mais importantes tratados multilaterais da OIT.

Todos os trabalhadores e empregadores têm o direito de constituir as organizações que julgarem convenientes e de afiliar-se a elas, com o objetivo de promover e defender seus respectivos interesses e de celebrar negociações coletivas com a outra parte, livremente e sem ingerência de umas sobre as outras, nem intromissão do Estado.

 

Direito humano
A liberdade sindical e a liberdade de associação são um direito humano fundamental que, junto com o direito de negociação coletiva, representam um valor central da OIT. Os direitos de sindicalização e de negociação coletiva permitem promover a democracia, uma boa governança do mercado de trabalho e condições de trabalho decentes.

O presente Relatório parte, como os outros dois Relatório Globais que foram publicados sobre este tema em 2000 e 2004 respectivamente, da premissa segundo a qual a única maneira de conseguir o objetivo da OIT de um trabalho decente para todas as mulheres e homens em condições de liberdade, igualdade, segurança e dignidade humana é que eles tenham a oportunidade de expressar-se sobre o que estes conceitos significam.

A liberdade sindical e de associação, o direito de sindicalização e de negociação coletiva são direitos humanos fundamentais cujo exercício tem grande transcendência nas condições de trabalho e de vida, assim como o desenvolvimento e o progresso dos sistemas econômicos e sociais. (Com OIT)

 Fonte: Diap

 


 

27/06/08 - Taxa de desemprego cai para 14,8% em maio em seis regiões pesquisadas, aponta Dieese

 

O número de desempregados nas regiões metropolitanas de São Paulo, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre e Distrito Federal em maio foi de cerca de 2,950 milhões, 17 mil a menos do que no mês anterior, de acordo com a Pesquisa de Emprego e Desemprego - Ped, do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 

Segundo os dados, a taxa de desemprego passou de 15% em abril para 14,8% em maio, a menor taxa para esse mês desde 1998.

 

O nível de ocupação no mês aumentou 0,5%, o que, de acordo com o Dieese, é comum nessa época do ano.

 

Foram criados 85 mil postos de trabalho ante os 68 mil de abril, resultando na diminuição do contingente de desempregados.

De acordo com a pesquisa, o total de ocupados nas seis regiões foi estimado em 16,930 milhões de pessoas e a População Economicamente Ativa, em 19,879 milhões.

 

O nível ocupacional cresceu 1,1% em Belo Horizonte; 0,9% no Distrito Federal; 0,8% em Recife; 0,4% em São Paulo, 0,3% em Porto Alegre, e caiu 0,1% em Salvador.

 

Os setores que mais ocuparam foram o agregado outros setores, com 66 mil novos postos, ou 4,7% a mais que em abril; serviços, com 39 mil, ou 0,4% amais que no mês anterior; construção vivil, 12 mil novas vagas ou 1,3%; comércio com 20 mil vagas ou 0,7% e indústria, 12 mil novos postos ou 0,4%.

 

Em relação a maio de 2007, o nível de ocupação nas regiões pesquisadas aumentou 5,6%, quando tendo sido gerados 892 mil postos de trabalho, número superior ao de pessoas que ingressaram no mercado de trabalho (701 mil), o que reduziu o contingente de desempregados em 191 mil pessoas. A taxa de participação passou de 60,4% para 60,3%, entre maio de 2007 e maio de 2008.

 

Ainda comparado a maio do ano passado, o número de postos de trabalho aumentou 453 mil (5,3%) nos serviços; 282 mil na indústria (11,6%); 91 mil na construção civil (10,9%) e 68 mil no comércio (2,5%).

 

Nos últimos 12 meses, a taxa de desemprego nas seis regiões onde a pesquisa é realizada diminuiu de 16,4% para 14,8%.

 Fonte: Agência Brasil

 


 

27/06/08 - Siderúrgicas podem responder por abusos contra carvoeiros

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2969/08, do deputado Juvenil (PRTB-MG), que estende ao comprador de carvão vegetal as responsabilidades trabalhistas do empregador do carvoeiro. Ou seja, os compradores (siderúrgicas, principalmente) passam a responder solidariamente por normas de segurança e proteção do caarvoeiro e por danos causados pela prática de trabalho degradante ou análogo à escravidão.

O deputado afirma que, na maioria dos casos, os donos de carvoarias são apenas testas-de-ferro das siderúrgicas, que terceirizam a produção do carvão para baratear a mão-de-obra. "Nada mais justo, portanto, que as empresas 'compradoras' do carvão, como empregadoras de fato, venham a assumir as obrigações decorrentes dos contratos de trabalho firmados nas carvoarias", disse.

Conforme o projeto, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a empresa que responde solidariamente por irregularidades trabalhistas, se condenada, pode processar a carvoaria pedindo ressarcimento dos prejuízos (ação chamada regressiva).

Segurança
Em relação às normas de segurança, o texto do deputado mineiro estabelece, entre outras medidas, a obrigação de a empregadora oferecer água potável e banheiro, caixa de primeiros socorros sob supervisão de pessoa treinada e abrigo para repouso dos funcionários. Esses abrigos devem ficar mais de 500 metros distantes dos fornos.

"O carvão é produzido em situação de insalubridade e em péssimas condições de higiene e conforto. Carvoeiros trabalham em meio a poeira, fuligem e fumaça de carvão, sem equipamento de proteção individual, sem botinas e luvas, sem camisa ou com camisa toda rasgada e suja, sem acesso a água potável, banheiro, alojamento ou assistência médica", disse Juvenil.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 

 Fonte: Agência Câmara

 


 

 

A construtora M. Roscoe S.A. foi condenada pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho a pagar indenização a um trabalhador por não fornecer café da manhã e, assim, contrariar benefício assegurado em cláusula coletiva da categoria. A decisão reforma o acórdão do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo, que havia rejeitado recurso ordinário do trabalhador.

Ao ajuizar a reclamação trabalhista, o empregado alegou que, por força das disposições normativas, a empresa estava obrigada a conceder-lhe, diariamente, almoço completo ou tíquete-refeição e cesta básica e, também, café da manhã. Em relação ao almoço, o TRT/SP considerou que havia o fornecimento das refeições e que o trabalhador pagava parte de seus alimentos, conforme recibos integrantes do processo. Quanto ao café da manhã, porém, embora observando que o fornecimento não era feito, o TRT julgou que a norma coletiva não previa a conversão do benefício em indenização.

Ao recorrer ao TST, o empregado pediu que a construtora fosse responsabilizada por perdas e danos pelo descumprimento da obrigação contratual. O relator do recurso, ministro Horácio Senna Pires, deu razão ao trabalhador, pois o artigo 159 do Código Civil de 1916 dispõe que “aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito ou causar prejuízo a outrem, fica obrigada a reparar o dano”. O texto foi mantido no atual Código Civil, no artigo 186. “Resta caracterizado, assim, o dano causado ao trabalhador”, concluiu o relator.
(Carmem Feijó)

 Fonte: TST

 


 

26/06/08 - Anamatra faz reunião para debater PL que consolida legislação trabalhista
 

A Anamatra sediou ontem (25/06) a primeira reunião do Grupo de Assessoramento Técnico Externo do Projeto de Lei 1987/2007, que pretende reunir em um único texto o teor de toda a legislação material trabalhista brasileira. A reunião foi coordenada pelo juiz Renato Henry Sant'Anna, diretor de assuntos legislativos da Anamatra, e teve como objetivo estabelecer os nortes da atuação do grupo na análise do Projeto de autoria do deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP).

 

O Grupo deliberou por atuar de forma a conseguir consensos nas críticas e sugestões, porém sem pretensão de construção de única conclusão sobre diversos assuntos a serem tratados. "Eventual documento produzido trará as decisões da maioria e fará menção às posições e ressalvas dos participantes vencidos", afirma o documento, resultado da reunião, que será encaminhando ao deputado Vaccarezza.

 

O consenso do Grupo é que a atuação de seus integrantes será orientada pelos princípios constitucionais e do Direito do Trabalho, bem como pela luta contra a precarização dos direitos dos trabalhadores, observando e zelando por todas as suas conquistas históricas. "Pretendemos colaborar com o trabalho do deputado Vaccarezza, porém defendendo sempre a preservação do Direito do Trabalho brasileiro", explica o juiz Renato Sant'Anna.

 

"A Anamatra avalia que o processo de consolidação, por ter forte apoio político dentro da Câmara, é uma realidade, daí o porquê da importância e necessidade do acompanhamento crítico e cuidadoso por parte dos magistrados e demais operadores do Direito", pondera Sant'Anna.  Vale lembrar que a Anamatra apresentou ao Grupo de Trabalho (GTCL), em novembro de 2007, uma análise preliminar elaborada por sua Comissão Legislativa, com críticas e sugestões ao Projeto, muitas delas já incorporadas ao texto-base. 

 

GT de consolidação

O Grupo de Assessoramento Técnico Externo do Projeto de Lei 1987/2007 foi criado por sugestão da Anamatra, durante a participação do juiz Renato Sant'Anna no "Seminário sobre a Consolidação das Leis Materiais Trabalhistas", evento promovido pelo deputado Vaccarezza, no mês de abril deste ano, na Câmara dos Deputados.

 

Na ocasião, o deputado acatou a sugestão da magistratura trabalhista de criação do grupo, composto por juízes, procuradores do trabalho e advogados.

 

Atualmente, o PL encontra-se sob a análise do Grupo de Trabalho de Consolidação das Leis (GTCL), criado pela Câmara especificamente para consolidar a legislação brasileira, incluindo a trabalhista. No Grupo, o PL tem como relator o deputado Arnaldo Jardim (PPS/SP), que ainda não apresentou parecer. (Fonte: Anamatra)

 Fonte: Diap

 


 

26/06/08 - Trabalhador poderá ter folga para realização de exames médicos
 

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados (CCJ) aprovou, nesta quarta-feira (25), o Projeto de Lei 843/07, do deputado Daniel Almeida (PCdoB/BA), que permite à trabalhadora ou ao trabalhador ausentar-se do serviço, sem corte no salário, nos dias em que realizar exames preventivos de câncer. A proposta que tramita em caráter conclusivo seguirá para o Senado.

O texto original do projeto permite a dispensa para exames preventivos do câncer de colo de útero, da mama ou da próstata. A CCJ também aprovou, no entanto, substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público que permite a ausência no trabalho para a realização de exames médicos referentes a qualquer tipo de câncer.

O relator do projeto, deputado Leonardo Picciani (PMDB/RJ), apresentou parecer pela aprovação. A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (Decreto Lei 5.452/43).
(Com Agência Câmara)

 Fonte: Diap

 


 

26/06/08 - OIT divulga relatório global sobre liberdade sindical hoje no TST

 

A liberdade sindical e a liberdade de associação são um direito humano fundamental, diz a OIT

O Relatório Global “A liberdade de associação e a liberdade sindical na prática: lições aprendidas” será divulgado hoje (26), às 15 horas, pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), na sede do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília. O documento oferece uma visão panorâmica da aplicação e do cumprimento efetivo dos princípios e direitos universais relativos à liberdade de associação, liberdade sindical e negociação coletiva em datas que coincidem com o décimo aniversário da adoção da Declaração da OIT relativa aos princípios e direitos fundamentais no trabalho e seu seguimento, e com o 60º aniversário da adoção da Convenção nº 87 sobre liberdade sindical e proteção do direito de sindicalização, em 1948.

São duas as convenções da OIT relativas aos temas da liberdade sindical e à negociação coletiva, as de nª 87 e 98. A Convenção nº 98 foi ratificada pelo Brasil em novembro de 1952, mas o mesmo não aconteceu até hoje com a Convenção nº 87, sobre liberdade sindical e direito de sindicalização, considerada um dos mais importantes tratados multilaterais da OIT. A ratificação expressa o compromisso dos países signatários de implementar os princípios e direitos nelas definidos. O Relatório Global registra avanços na ampliação da ratificação pelos estados-membros da OIT, mas indica também que ainda é necessário maior esforço para atingir a adesão universal a ambas as convenções, compromisso assumido pelos constituintes tripartites da OIT há dez anos, ao aprovar a Declaração sobre os Direitos e Princípios Fundamentais do Trabalho. Até 2007, de um total de 182 Estados-Membros, 148 haviam ratificado a Convenção nº 87 e 158 ratificaram a Convenção nº 98. O Relatório considera preocupante o fato de a Convenção nº 87 ser, entre as oito Convenções fundamentais da OIT, a que foi ratificada pelo menor número de estados-membros.

Todos os trabalhadores e empregadores têm o direito de constituir as organizações que julgarem convenientes e de afiliar-se a elas, com o objetivo de promover e defender seus respectivos interesses e de celebrar negociações coletivas com a outra parte, livremente e sem ingerência de umas sobre as outras, nem intromissão do Estado. A liberdade sindical e a liberdade de associação são um direito humano fundamental que, junto com o direito de negociação coletiva, representam um valor central da OIT, pois permitem promover a democracia, uma boa governança do mercado de trabalho e condições de trabalho decentes.

O relatório que será apresentado hoje, como os outros dois publicados sobre o tema em 2000 e 2004, parte da premissa segundo a qual a única maneira de conseguir trabalho decente para todas as mulheres e homens em condições de liberdade, igualdade, segurança e dignidade humana – objetivo da OIT - é que eles tenham a oportunidade de expressar-se sobre o que estes conceitos significam. A liberdade sindical e de associação, o direito de sindicalização e de negociação coletiva são direitos humanos fundamentais cujo exercício tem grande transcendência nas condições de trabalho e de vida, assim como o desenvolvimento e o progresso dos sistemas econômicos e sociais.

Mais informações no site do Escritório da OIT no Brasil (www.oit.org.br).

 Fonte: TST

 


 

26/06/08 - Justa causa não pode ser alegada depois de comunicada a demissão

 

A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) que não admitiu que o Unibanco de Santa Maria – RS convertesse para justa causa a demissão de um empregado que inicialmente fora comunicado de que seria dispensado sem justa causa, sob a acusação de que ele teria cometido faltas graves. De acordo com a decisão regional, a iniciativa da dispensa motivada ocorreu em data posterior ao último dia de trabalho do empregado.

Admitido em dezembro de 1998, o bancário foi avisado, em abril de 2004, que o banco não precisaria mais de seus serviços. Compareceu no dia e local indicados, mas não houve o acerto de contas. Posteriormente, recebeu a comunicação da empresa de que o motivo da rescisão havia sido modificado: com a suspeita de que o bancário teria feito operações irregulares a fim de obter vantagens pessoais, sua demissão seria então por justa causa. Inconformado, o empregado entrou com ação trabalhista contra o banco e obteve decisões favoráveis no primeiro e no segundo grau.

Sem êxito, o banco interpôs agravo de instrumento para o TST, pretendendo dar seguimento a seu recurso de revista, trancado pelo TRT/RS. Para a relatora do processo na Quinta Turma, ministra Kátia Magalhães Arruda, a decisão regional “concluiu que a dispensa imotivada, com determinação de que era o último dia de trabalho do empregado, tornou-se irreversível, sem postergação de sua eficácia, não podendo ser revertida em justa causa por suspeita de falta grave cometida anteriormente, praticada no curso da relação empregatícia”.

A própria empresa informou no seu recurso que tomou conhecimento da suspeita de ato de improbidade no dia do pagamento das verbas rescisórias, e não na data da demissão (com aviso prévio indenizado). A Quinta Turma decidiu, unanimemente, não aceitar o agravo de instrumento do Unibanco. (AIRR-767-2004-701-04-40.7)
(Mário Correia)
 

 Fonte: TST

 


 

25/06/08 - Servidor comissionados podem conquistar direitos trabalhistas

 

A Comissão de Constituição e Justiça da (CCJ) admitiu nesta quarta-feira (25) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 53/07, de autoria do deputado Jofran Frejat (PR/DF). A proposta garante direito a aviso prévio, seguro-desemprego e Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos servidores de cargo em comissão de livre nomeação.

 
O relator do projeto na CCJ, deputado Pastor Manoel Ferreira (PTB/RJ), apresentou parecer favorável, por considerar importante o início da discussão do tema. "Não podemos mais postergar o debate sobre os direitos dos ocupantes de cargos em comissão que não ocupam cargo efetivo, sob pena de deixarmos ao desamparo milhares de servidores que contribuem efetivamente para a eficiência, a continuidade e o aperfeiçoamento do serviço público", disse.

A PEC será agora analisada por uma comissão especial, antes de seguir para votação em dois turnos no Plenário.
(Com Agência Câmara)

 Fonte: Diap

 


 

25/06/08 - Indústrias com mais de mil empregados responderam por mais da metade da produção

 

Rio de Janeiro - As empresas com mil pessoas ocupadas ou mais responderam por 57% da produção e vendas de 3,5 mil produtos abrangidos pela Pesquisa Industrial Anual-Produto (PIA-Produto) referente a 2006. O levantamento foi divulgado hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

 

As empresas na faixa de 250 a 999 empregados responderam por 23%. No caso dos estabelecimentos com mais de 30 até 249 pessoas ocupadas, o percentual apurado foi de 20%.

 

“Quando a gente vai fazer esse mesmo estudo para os 100 principais produtos, a gente vê que essa concentração é maior ainda. As empresas com mil ou mais funcionários são responsáveis por 74% da produção. As de 250 até 999 têm 17% e as de 30 a 249 têm 9,1%”, revelou à Agência Brasil o gerente da pesquisa, João Batista de Oliveira.

 

Por regiões, considerando também os 100 maiores produtos em valor de vendas, verifica-se que as empresas com mais de mil empregados registram participação superior a 60% em todas elas. “Todas têm participação acima de 60%, sendo que na Região Norte o impacto é maior. As grandes indústrias ficam com 79,4%. As grandes empresas que ficam na Região Norte realmente se destacam e agregam maior valor [aos produtos]”, analisou o gerente da PIA-Produto.

 

O mesmo movimento ocorre para as empresas com grande contingente de pessoas ocupadas no Nordeste (75,8%) e no Sudeste (77,3%), “bem próximo da média Brasil que é de 73,9%”. Nas duas regiões que ficaram abaixo da média nacional, Centro-Oeste e Sul, a participação das empresas com mil empregados ou mais foi de 63,4% e 60,9%, respectivamente. “Então, na lista dos principais produtos regionalizada, a gente verifica que as empresas com mais de mil empregados participam com mais de 60% em todas as regiões”, destacou João Batista.

 

Na faixa de empresas com 250 a 999 empregados, a participação foi maior no Sul (28,1%), seguido do Centro-Oeste (21,5%) e Norte (18,6%). Abaixo da média nacional (17%), ficaram as Regiões Sudeste (14,1%) e Nordeste (11,7%).

 

Já as empresas com mais de 30 até 249 empregados mostraram participação mais expressiva no Centro-Oeste (15%) e no Sul (11%). Em seguida vêm Nordeste (8,9%), Sudeste (8,6%) e Norte (5,6%). A média nacional nessa categoria foi de 9,1%.

Alana Gandra

 Fonte: Agência Brasil

 


 

25/06/08 - Prevenção de acidentes é tema de encontro em Palmas 

O evento é uma promoção do CPR-TO a troca de experiências sobre práticas de gestão de segurança e saúde no trabalho na indústria da construção civil

 

Os profissionais da indústria da construção civil que estiverem interessados já podem se inscrever para o X Encontro dos Trabalhadores da Indústria da Construção que será realizado em 5 de julho, das 8h30 às 12h30, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Tocantins.

 

Estão disponíveis 106 vagas e a inscrição, que é gratuita, deve ser feita antecipadamente na sede da SRTE/TO, na 302 Norte A-NS-02 Lt-03, ou na sede da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário nos Estados de Goiás e Tocantins (FETICOM), localizada na 203 Norte Al-04 Lt-02, casa 01 em Palmas.

 

O evento, promovido pelo Comitê Permanente Regional (CPR), é direcionado aos pedreiros, mestres e encarregados de obras, engenheiros, sindicatos ligados à categoria e demais profissionais que atuam na prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho na construção civil. A coordenadora do CPR, Keila Gontijo, ressalta que o objetivo do encontro é abrir um canal para a troca de experiências no que tange a práticas de gestão de segurança e saúde no trabalho.

 

Além da SRTE/TO, o encontro conta com o apoio da Fundacentro, do Serviço Nacional da Indústria (Senai), do Centro de Referência e Saúde do Trabalhador (Cerest), da Escola Técnica Federal de Palmas (ETFP/TO), de entidades sindicais da área da construção civil e pesada dentre outros.

 

Comitê Permanente Regional - Criado em 1995 pela Norma Reguladora (NR18), o CPR é um fórum de discussões sobre condições e meio ambiente do trabalho na indústria da construção civil e é integrado por representantes do empresariado, empregados e governo. Em Tocantins o órgão é coordenado pela SRTE.

 

NR-18 - Elaborada pelo Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST/MTE) a Norma Regulamentadora 18 trata da implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança no ambiente de trabalho da indústria da construção.
 

 Fonte: MTE

 


 

 

A estabilidade de três meses garantida aos empregados de empresas públicas no período pré-eleitoral não se aplica à projeção do aviso prévio. Se a demissão ocorrer antes dos três meses e o aviso prévio for indenizado, o fato de o término do aviso ocorrer dentro do período de estabilidade não impede a demissão. Este foi o entendimento adotado pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao acolher recurso da Dersa – Desenvolvimento Rodoviário S.A., de São Paulo, e isentá-la de pagar indenização a um trabalhador demitido nessas condições.

Admitido em janeiro de 1977 como técnico em eletricidade, o empregado recebeu aviso prévio indenizado em abril de 1998. De acordo com o prazo legal, seu contrato de trabalho se extinguiria um mês depois, em maio. Mas a convenção coletiva da categoria estendia o aviso prévio para 71 dias. Seu contrato, assim, foi projetado até agosto daquele ano. A legislação eleitoral (no caso, a Lei nº 9.504/1997), porém, proíbe os agentes públicos, nas circunscrições onde haja eleição, de nomear, contratar, admitir ou demitir sem justa causa nos três meses que antecedem a eleição até a posse dos eleitos. Como o aviso prévio estendido atingiria o prazo previsto na lei, o empregado deduziu que a Dersa não poderia demiti-lo.


Ao analisar o caso, o TRT da 2ª Região (São Paulo) manteve a sentença de primeiro grau que deferira ao empregado o pagamento de indenização, por entender que sua dispensa ocorrera no período em que detinha estabilidade provisória. A Dersa, em seu recurso ao TST, alegou ser praticamente uma empresa extinta, e que isso, por si só, autorizaria a rescisão do contrato de trabalho dos empregados que detinham estabilidade. Sustentou ainda que, com a privatização do Sistema Anchieta/Imigrantes e Anhanguera/Bandeirantes, todas as suas dependências até então vinculadas ao sistema foram entregues às empresas Ecovias e Autoban, vencedoras da licitação, o que para a Dersa equivaleu ao fechamento de suas portas.

A Sexta Turma acompanhou o voto do relator, ministro Horácio Senna Pires, que aplicou a Súmula nº 371 do TST, segundo a qual a projeção do contrato de trabalho para o futuro, pela concessão de aviso prévio indenizado, tem efeitos limitados às vantagens econômicas obtidas no período (salários, reflexos e verbas rescisórias). (RR-11.665/2002-900-02-00.1)
(Lourdes Côrtes)

 Fonte: TST

 


 

24/06/08 - Trabalhador tem mais uma semana para sacar abono do PIS

 

Brasília - Os cerca de 510 mil trabalhadores com direito ao abono salarial do PIS que ainda não sacaram o benefício têm somente até o próximo dia 30 para isso.

A Caixa Econômica Federal já efetuou 11.406.992 de pagamentos, o que representa 95,72% do total. Foram pagos R$ 4,23 bilhões e restam R$ 211 milhões.

O objetivo do Ministério do Trabalho e Emprego é liberar 97% dos benefícios. Com isso, este seria o 15º exercício consecutivo em que o banco bateria o recorde de pagamentos de benefícios.

 Fonte: Agência Brasil

 


 

24/06/08 - Relator aprova redução da jornada de trabalho
 

A proposta de redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais recebeu parecer favorável do relator da matéria, deputado Vicentinho (PT/SP). Ele apresentou na semana passada à Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados um substitutivo em favor do projeto. O relatório ainda não tem data marcada para ser votado na Comissão.

 

A proposta de redução da jornada de trabalho é uma reivindicação antiga do movimento sindical. No início do mês foi entregue ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), um abaixo-assinado com 1,5 milhão de assinaturas pedindo a redução da jornada máxima permitida de trabalho sem redução dos salários.

 

Os dirigentes das principais centrais sindicais do país são unânimes na avaliação de que o Brasil atravessa um momento que propicia a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

 

Para justificar sua posição favorável á proposta, o deputado petista destacou que “a utilização excessiva do trabalho extraordinário, além de causar evidentes prejuízos à sociedade, ante o aumento do desemprego, causa também graves danos à saúde do trabalhador”.

 

Ele cita trechos da publicação “Proteção Jurídica à saúde do trabalhador” em que é relatado que “um processo prolongado de fadiga induz à instalação da fadiga crônica, que não cede nem mesmo com o repouso diário. Esse quadro de fadiga patológica compromete o sistema imunológico, deixando o trabalhador muito mais vulnerável às doenças, além de produzir insatisfação com o serviço, absenteísmo, baixa produtividade e maior número de acidentes do trabalho”.

 

Restrição à hora extra

Em seu parecer, Vicentinho também lembra que estudos aprofundados dos fisiologistas, ergonomistas, psicólogos, médicos do trabalho e outros têm servido para respaldar os fundamentos científicos da tendência mundial de redução da jornada de trabalho, acrescentando que “não adianta limitar a duração da jornada, sem controlar, com rigor, o trabalho extraordinário”.

 

Ele enfatiza a necessidade de “restringir ao máximo a possibilidade de utilização do trabalho extraordinário. A simples oneração do valor da hora extra não tem sido suficiente para desestimular a sua prática”, destacou.

 

Para Vicentinho, são adequadas as mudanças propostas no projeto que aumenta o adicional de hora extra em relação ao trabalho perigoso e insalubre. Ele sugere um avanço na proposta original, garantindo adicional de 150% para ambas situações, e não 100% e 150% para o trabalho perigoso e insalubre, respectivamente. Ele alega os sérios danos potenciais que o trabalho extraordinário em condições perigosas ou insalubres pode trazer aos trabalhadores. (Fonte: Vermelho)

Fonte: Diap

 


 

24/06/08 - Sindicatos recebem verba para defender amianto

 

Associação afirma que empresas contribuíram com R$ 3 milhões no ano passado. Entidade considera prática anti-sindical e vai recorrer à OIT; recursos foram gastos com congressos e em outros eventos no País e no exterior

 

Entidades sindicais recebem dinheiro e patrocínio de indústrias que extraem e utilizam amianto na produção de telhas e caixas-d'água para defender o uso desse mineral, comprovadamente cancerígeno, no País.

 

Essa prática é contestada por associações de trabalhadores que defendem o banimento do amianto no Brasil, advogados e procuradores do Trabalho por contrariar convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho) que impede a interferência de patrões em entidades de empregados.

 

O repasse de recursos de empresas que utilizam amianto a entidades sindicais ocorre por meio do Instituto Brasileiro do Crisotila, criado em 2002, e patrocinado por 11 indústrias - a maior é a Eternit - para propagar o "uso controlado e responsável do amianto no País".

 

As empresas contribuíram no ano passado com cerca de R$ 3 milhões para o instituto, que também tem em sua direção representantes de trabalhadores, da Prefeitura de Minaçu (GO) -onde está a única mina de amianto do país-, do governo estadual de Goiás e do Ministério de Minas e Energia.

 

Os recursos foram gastos com atividades como seminários, congressos, cursos de treinamento e outros eventos no país e no exterior em defesa do uso do mineral.

 

A Abrea (Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto) considera prática anti-sindical esse patrocínio de indústrias do setor a entidades sindicais que representam os trabalhadores.

 

Por essa razão, decidiu recorrer à OIT para que a organização recomende ao governo brasileiro a adoção de medidas para coibir a prática anti-sindical.

 

A atuação de sindicalistas que representam trabalhadores que lidam com amianto também é alvo, desde 2007, de investigação do Ministério Público do Trabalho de Goiás.

 

Omissão brasileira

Em queixa que será encaminhada nesta semana ao Comitê de Liberdade Sindical da OIT, a Abrea cita que são "graves os atos anti-sindicais praticados contra a organização espontânea dos trabalhadores por parte de empresas que extraem e utilizam amianto crisotila [o tipo do mineral existente no Brasil] como matéria-prima em seus produtos".

 

Para denunciar a prática anti-sindical, a Abrea se baseia no artigo 2º da Convenção 98 da OIT, que "veda às organizações de empresas manter com recursos organizações de trabalhadores com o objetivo de sujeitá-las ao controle de empregadores ou de organizações de empregadores".

 

A associação que representa os expostos ao amianto relata ainda no documento "a omissão do Brasil no combate às condutas anti-sindicais que vêm sendo sucessivas e reiteradamente praticadas pelas empresas ligadas à exploração e à industrialização do amianto contra a organização livre e espontânea de trabalhadores”.

 

A evidência de que o instituto apóia financeiramente entidades de trabalhadores que lidam com amianto está explícita no Acordo Nacional para Uso Controlado do Amianto Crisotila, segundo a Abrea.

 

Esse acordo foi firmado entre a Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto (CNTA), 7 sindicatos de trabalhadores do País, 11 indústrias, 1 sindicato que reúne a indústria de cimento e o Instituto Brasileiro do Crisotila.

 

"Queremos que um organismo internacional chame a atenção do governo brasileiro contra essa prática, que é incompatível com normas de direito internacional. A missão de um sindicato de trabalhador é ser autêntico defensor de interesses de trabalhadores, e não de empregadores, como ocorre nesse caso", afirma Mauro de Azevedo Menezes, advogado da Abrea. (Fonte: Folha Online)

Fonte: Diap

 


 

24/06/08 - Desigualdade entre salários de ricos e pobres caiu 7%, diz Ipea
 

Os salários dos trabalhadores de menor renda subiram quatro vezes mais na comparação com os ocupados de renda mais alta, segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado nesta segunda-feira.

 

Para a análise, o instituto divide os trabalhadores ocupados em dez faixas, sendo a primeira os 10% com menor renda e, assim por diante, até a última, com os 10% com maiores rendimentos.

 

Os 10% com menor renda registraram aumento de 21,96% nos salários entre 2003 e 2007, passando de R$ 169,22 mensais para R$ 206,38, em média.

 

Já os 10% com maior renda registraram ganhos de 4,91%, passando de salário médio de R$ 4.625,74 em 2003 para R$ 4.853,03, no mesmo intervalo.

 

Dentro desse período, a maior variação da baixa renda foi observada entre 2006 e 2007, quando os salários registraram ganho de 9,4%, na média. No mesmo intervalo, a média de aumento salarial foi de 3,2%, considerando todas as faixas de renda. Já o grupo dos maiores rendimentos registrou aumento de 2,6%, em média.

 

Índice de Gini

O principal reflexo desse movimento é a redução da desigualdade de renda, com queda no Índice de Gini entre ocupados – indicador de desigualdade de renda (quanto mais perto de 1, mais desigual).

 

Segundo a pesquisa, o índice era de 0,540 em 2002, considerando apenas os ocupados, e não a renda geral da população, que pode incluir benefícios ou programas sociais. Já em 2007, esse número caiu para 0,509.

 

Considerando os dados trimestrais, o Índice de Gini registrou queda de 0,543, no quarto trimestre de 2002, para 0,505, no primeiro trimestre de 2008, o que representa uma redução de 7%.

 

Ainda na análise por trimestre, o índice chegou a seu nível mais baixo com 0,502 no terceiro trimestre de 2007, após a maior queda da série (o índice estava em 0,514 no trimestre anterior). (Fonte: Folha Online)

 

Veja a evolução salarial dos últimos anos por faixa de renda:

 

Faixas

2003

2004

2005

2006

2007

Ganho (em %)

1

169,22

165,75

178,16

188,64

206,38

21,96

2

291,07

297,72

317,17

345,57

378,11

29,91

3

364,52

359,16

372,42

407,11

422,08

15,79

4

448,05

445,72

452,16

482,89

503,27

12,32

5

528,12

531,85

542,43

572,46

597,28

13,10

6

636,07

628,25

645,47

681,21

714,03

12,26

7

803,38

794,28

814,28

845,42

877,59

9,24

8

1.092,93

1.073,19

1.088,99

1.133,02

1.159,55

6,10

9

1.690,02

1.692,39

1.707,38

1.760,89

1.797,42

6,35

10

4.625,74

4.537,91

4.577,23

4.730,47

4.853,03

4,91

Média

1.065,90

1.053,94

1.070,40

1.115,58

1.151,24

 

Fonte: Ipea

Fonte: Diap

 


 

23/06/08 - Convenção 158: fim de demissão imotivada em pauta; relator é contra
 

Apesar do provável esvaziamento na Câmara esta semana, as atenções do movimento sindical devem se concentrar na Comissão de Relações Exteriores da Casa. Está em pauta a ratificação da Convenção 158, que proíbe a demissão imotivada. O relator, deputado Júlio Delgado (PSB/MG), apresentou parecer contrário à mensagem presidencial.

 

Para rejeitar o parecer contrário, o movimento sindical precisa se mobilizar, a fim de evitar uma derrota na Comissão.

 

A mensagem foi debatida na semana passada e não deverá ser colocada em discussão novamente, pois requerimento para encerrar a discussão foi aprovado pelo colegiado. Desse modo, a matéria deverá entrar em votação.

 

Tramitação

A função das comissões, em caso de mensagem presidencial para ratificar norma internacional é transformá-la em projeto de decreto legislativo, cuja aprovação ou rejeição cabe aos plenários da Câmara e do Senado. 

 

A matéria passará ainda pelas comissões de Trabalho; e de Constituição e Justiça antes de ser examinada pelo plenário da Casa. Depois, segue para apreciação do Senado.

 

A Comissão deverá se reunir, nesta quarta-feira (25), no plenário 3, às 10h.

Fonte: Diap

 


 

23/06/08 - Projeto amplia licença-maternidade em casos excepcionais

 

O Projeto de Lei 2932/08, já aprovado pelo Senado, aumenta a licença-maternidade de 120 para 180 dias nos casos de nascimento múltiplo (mais de um filho na mesma gestação), prematuro e de criança portadora de doença ou malformação grave que demande, em conseqüência, maior atenção que a normalmente dispensada ao recém-nascido em circunstâncias normais. O projeto, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), foi apresentado pelo senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

De acordo com a proposta, as despesas com os dois meses extras de salário-maternidade serão custeadas por dotações próprias no orçamento da seguridade social.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; Seguridade Social e Família; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

23/06/08 - Projeto cria selo para empresa sem trabalho escravo

 

O Projeto de Lei 2922/08, da deputada Rebecca Garcia (PP-AM), cria o Selo de Respeito à Liberdade de Locomoção do Trabalhador para identificar as empresas e instituições que não usam trabalho escravo.

O uso de trabalhadores em condição análoga à de escravidão já é crime tipificado no Código Penal, sujeito a pena de reclusão de dois a oito anos. Apesar disso, Rebecca Garcia lembra que a imprensa ainda noticia com freqüência a ocorrência desse crime. "Esse estigma é uma vergonha nacional! É inconcebível que, passados 180 anos da abolição da escravatura, pessoas ainda sejam reduzidas à condição análoga à de escravo no Brasil", diz a deputada.

Além da punição penal, também há uma "lista suja" (cadastro instituído pelo Ministério do Trabalho) que relaciona os empregadores flagrados cometendo o crime. Na opinião da deputada, o selo vai reforçar a luta contra a escravidão, pois pretende sancionar economicamente essas empresas. "A sociedade brasileira obviamente preferirá comprar os produtos que não carreguem a mancha da vergonha de terem sido elaborados à custa de força laboral escrava."

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 

Fonte: Agência Câmara

 


 

23/06/08 - Projeto dá estabilidade de três meses após férias

 

O Projeto de Lei 3035/08, apresentado pelo deputado Sandes Júnior (PP-GO), acrescenta dispositivo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para inibir a demissão do trabalhador ou da trabalhadora que estiver retornando de férias ou de afastamento do trabalho por 30 dias ou mais, seja para tratamento de saúde ou por licença maternidade. Nesses casos, o empregado terá estabilidade no emprego por três meses após o retorno.

Se vier a ser demitido sem justa causa durante esse período, o funcionário terá direito a receber em dobro a multa rescisória calculada sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Sandes Júnior afirma ser comum os trabalhadores serem surpreendidos pela demissão após voltar de férias ou de licença. O deputado argumenta que a rescisão do contrato de trabalho, nesse contexto, "é injusta porque apanha o trabalhador de surpresa e em momento de extrema fragilidade".

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será examinado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
 

Fonte: Agência Câmara

 


 

23/06/08 - Câmara aprova desconto no IR para doações a idoso

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira (18) o Projeto de Lei 6015/05, do deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), que institui o Fundo Nacional do Idoso. De acordo com a proposta, as pessoas físicas e jurídicas poderão deduzir do Imposto de Renda (até o limite de 1% do imposto devido) as doações aos fundos municipais, estaduais e nacional destinados ao idoso. O projeto foi aprovado em caráter conclusivo e seguirá para o Senado.

O teto de 1% será compartilhado com as doações feitas pelos contribuintes aos fundos da criança e do adolescente, já regulamentados em lei. Além de doações, o fundo do idoso contará com os recursos destinados a programas e ações relativos ao idoso que estejam no Fundo Nacional de Assistência Social. Outras doações e recursos orçamentários podem integrar o fundo, mas não são obrigatórias.

O relator da proposta na CCJ, deputado Pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ), considerou que não havia empecilho jurídico para aprová-la, voto que foi seguido pela comissão.

Emendas
A CCJ aprovou também duas emendas da Comissão de Seguridade Social e Família. A primeira delas acrescenta ao artigo que se refere à criação do fundo o seu objetivo (omitido na redação original). O fundo terá como objetivo o financiamento de programas e ações relativos ao idoso, para "assegurar os seus direitos sociais e criar condições para promover sua autonomia, integração e participação efetiva na sociedade". A segunda emenda apenas ajusta a redação do artigo que estipula o teto de 1% para as deduções fiscais ao fundo do idoso.
 

Fonte: Agência Câmara

 


 

 

A simples alegação de justa causa, sem a devida comprovação, levou a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho a manter decisão do Tribunal Regional da 2ª Região que condenou a empresa paulista Performance Recursos Humanos e Assessoria Empresarial ao pagamento da multa do artigo 477 da CLT, por não ter pago no prazo as verbas relativas à rescisão contratual. A decisão seguiu a jurisprudência do TST (OJ nº 351 da SDI-1) no sentido de que a multa por atraso no pagamento das verbas rescisórias só não é cabível quando existe fundada controvérsia quanto à existência do pagamento – ou seja, quando existem dúvidas razoáveis sobre a caracterização da justa causa.
 
O empregado foi contratado pela Performance como soldador, em novembro de 1998, para trabalhar nos estaleiros da Dersa – Desenvolvimento Rodoviário na manutenção das balsas que fazem a travessia entre as cidades de Santos e Guarujá, em São Paulo. Em abril de 2001, quando terminou o contrato entre as duas empresas, o empregado foi demitido sem receber as verbas rescisórias, e entrou com reclamação trabalhista na 1ª Vara do Trabalho de Guarujá.
 
A empresa, na contestação, alegou reconheceu que o empregado foi demitido sem justa causa, mas sustentou que as verbas rescisórias não foram pagas por motivo de força maior: com o rompimento do contrato, a DERSA não teria repassado à Performance os valores constantes das faturas emitidas e enviadas ao trabalhador. O julgamento, porém, foi favorável ao empregado, e a empresa foi condenada ao pagamento das parcelas rescisórias e à multa do artigo 477.

Foi no recurso ordinário ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) que surgiu a argumentação em torno da justa causa. A empresa, buscando se isentar da condenação, afirmou que o trabalhador, na data do término do aviso prévio indenizado, já teria sido contratado por outra empresa, o que supostamente caracterizaria abandono de emprego. O TRT/SP, porém, rejeitou a inovação trazida pela empresa. “Se não havia contrato entre a DERSA e a Performance, não havia local de trabalho para os empregados, não se podendo chamar de deslealdade a procura de segurança em nova colocação”, afirmou a decisão regional. Com relação à multa, ressaltou-se que, ao discutir a justa causa, o empregador assume o risco de vir a pagá-la no futuro, se não for comprovada. “A simples alegação improvada do despedimento por justa causa, como no caso, não pode ser tida como motivo ponderável para eximir o empregador da multa, sob pena de tornar-se permanente razão para procrastinar a paga das verbas rescisórias”, registrou o TRT/SP.

No recurso ao TST, a empresa sustentou que as verbas rescisórias foram definidas em decisão judicial em que se discutia a justa causa. Mas o relator, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, afastou a pretensão da empresa e observou que, no caso, o que houve foi mera alegação da justa causa, e não uma controvérsia de fato sobre o tema – a sentença de primeiro grau afirma ser “fato incontroverso que o autor foi dispensado sem justa causa”.

(RR-1672-2001-301-02-00.1)
(Mário Correia)

Fonte: TST

 


 

20/06/08 - Cresce o número de empregos formais
 

Conforme o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, antecipou na última semana, durante reunião da Organização Internacional de Trabalho (OIT), em Genebra (Suíça), a geração de empregos no Brasil ultrapassou um milhão de vagas formais nos cinco primeiros meses de 2008. Foram 1.051.946 postos formais registrados no período.

 

O desempenho representa a expansão de 3,63% do emprego formal no ano - um número recorde na série histórica do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (18).

 

Nos últimos 12 meses, foram criados 1.755.502 postos, o que corresponde a um crescimento de 6,21%, resultado superior ao identificado no mesmo período do ano anterior (+1.374.179 ou + 5,05%). Em maio, houve a inserção de 202.984 trabalhadores no mercado formal.

 

O desempenho ao longo deste ano permitiu que o Brasil alcançasse a marca inédita dos 30 milhões de carteiras assinadas. " É um número muito forte para economia e mostra que mesmo com o atual índice de inflação, o país continua gerando empregos formais e batendo recordes", destacou Lupi. Ele reafirmou ainda a previsão de mais de 1,8 milhão de novos empregos e o crescimento de mais de 6% do Produto Interno Bruto (PIB).

 

Serviços

Todos os setores apresentaram aumento do número de pessoas com carteira assinada em maio de 2008. Em termos absolutos, Serviços se destacou, com o incremento de 55.361 vagas (+0,47%).

 

Os segmentos que mais contribuíram para o resultado foram os  Serviços de Comércio e de Administração de Imóveis (+20.587 postos ou +0,68%), os Serviços de Alojamento Alimentação Reparação e Manutenção (+9.846 postos ou +0,23%) e os Serviços de Transportes e de Comunicação (+8.948 postos ou +0,57%).

O setor Agrícola também apresentou um comportamento favorável no mês passado. Ele respondeu pelo acréscimo de 41.107 vagas com carteira assinada (+ 2,97%). Influenciaram decisivamente para o desempenho o cultivo do café e da cana-de-açúcar no sul do Brasil e  a Indústria de Transformação, com a geração de 36.701 empregos (+ 0,51%).

 

Construçao civil

Pouco mais de 30% do resultado da Indústria de Transformação está concentrado na Indústria de Produtos Alimentícios e Bebidas (11.103 ou 0,64%). Em seguida, aparecem a  Indústria Têxtil e do Vestuário ( +5.094 postos ou + 0,55%), a Indústria de Material de Transportes (+ 4.469 postos ou + 0,89%), a Indústria Química (+3.760 postos ou +0,52%), e a Indústria Metalúrgica ( +3.696 postos ou +0,51%).

 

Comércio e Construção Civil acompanharam o ritmo de crescimento no quinto mês do ano.  O Comércio foi responsável pelo aumento de 29.921 empregos (+0,46%), o terceiro melhor resultado  do mês da série do Caged. A Construção Civil continua apresentando  desempenho recorde, com a criação de 28.670 empregos (+1,73%), saldo 108,8% superior ao ocorrido em maio de  2007(+13.732 postos ou + 0,97%).

 

De janeiro a maio de 2008, o setor acumulou uma alta de 10,48% ou geração de 160.395 empregos, a maior taxa  do período, dentre os setores e o melhor desempenho relativo e absoluto da série do Caged.

A área Extrativa Mineral também surpreendeu no mês, com a criação de 1.864 postos de trabalho (1,11%).

 

Regiões

Houve expansão do número de contratações formais em todas as regiões brasileiras no período: Sudeste (+140.901 postos ou +0,96%), Sul (+23.218 postos ou +0,42%), segunda maior geração do período, sendo menor que a ocorrida em maio de 2004: +33.546postos; Centro-Oeste (+13.462 postos ou +0,63%), segundo maior saldo para o mês, superado pelo registrado em maio de 2004: +20.978 postos; Nordeste (+19.117 postos ou +0,46%), Norte (+6.286 postos ou +0,51%)

 

São Paulo continua a liderar a geração de empregos no país (+ 75.734 ou + 0,76%), seguido por  Minas Gerais (+37.968 postos ou +1,18%), Paraná (+16.739 postos ou 0,83%) e Rio de Janeiro (+16.195 postos ou +0,56%). Por conta de  fatores sazonais negativos vinculados às atividades da cana-de-açúcar, o estado de Alagoas apresentou redução de 7.645 postos de trabalho (-3.44%).

 

Em maio, o  emprego formal do conjunto das nove regiões  apresentou elevação  de  0,54%, em decorrência da  criação de 66.057 postos de trabalho. O resultado é menor que o registrado no interior dos estados desses aglomerados urbanos  ( 106.415 vagas formais  ou +0,96%).

 

O dinamismo do complexo cafeeiro e sucroalcooleiro no Centro-Sul justificam o desempenho. Dessa forma, o interior dos estados beneficiados pela sazonalidade positiva dessas atividades foram os que mais se destacaram: São Paulo (+49.397 postos ou +1,04%) e  Minas Gerais (+30.396 postos ou +1,51%). No caso das áreas metropolitanas, as que mais se sobressaíram foram São Paulo (+26.337 postos ou +0,50%) e Rio de Janeiro (+10.071 postos ou +0,47%). (Fonte: MTE)

Fonte: Diap

 


 

20/06/08 - Relatora não acata emenda na LDO para reajuste dos aposentados

 

Em pronunciamento nesta quarta-feira (18), o senador Paulo Paim (PT/RS) anunciou a apresentação de emenda na Lei de Diretrizes Orçamentária (LDO) com o objetivo de garantir aos aposentados e pensionistas o mesmo reajuste do salário mínimo.

 

“Esperamos, senhor presidente, que a relatora [Serys Slhessarenko (PT/MT)] acate nossa emenda - já aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) - que garante aos aposentados e pensionistas o mesmo aumento real dado ao mínimo”. Apesar do empenho do parlamentar, a relatora não acatou a emenda.

 

Em seu parecer entregue nesta quarta, Seryz prevê recurso para a valorização do piso nacional nos termos do Projeto de Lei 1/07, em tramitação na Câmara. A matéria está pronta para ser votada no plenário e analisará apenas a emenda do senador Paim que estende o mesmo percentual de reajuste dado ao mínimo às aposentadorias e pensões.

 

Mínimo

“Alteramos o salário, considerando as recomposições e a intenção de valorizar o piso salarial do trabalhador brasileiro contidas no Projeto de Lei 1/2007, em tramitação na Câmara dos Deputados”, argumentou a relatora.

 

Para Paim, a emenda era uma forma de garantir que aposentados e pensionistas teriam seus vencimentos reajustados com o mesmo índice de valorização do mínimo. De acordo com o senador, os aposentados “cada vez mais se sentem estrangulados pelo achatamento salarial que os atinge em cheio”, lamentou.

 

Leia a íntegra do pronunciamento do senador Paulo Paim (PT/RS) e a emenda apresentada à LDO.

(André Santos)

Fonte: Diap

 


 

20/06/08 - Projeto proíbe descontos no salário de trabalhador

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 2930/08, do Senado, que proíbe descontos nos salários de trabalhadores de estabelecimentos comerciais dos valores relativos a pagamentos feitos por usuários por meio de cheques sem fundos ou de cartões de crédito roubados. Além disso, a proposta proíbe o desconto nos salários de valores que tenham sido roubados ou furtados e registrados em boletim de ocorrência policial.

De acordo com a proposta, os acordos e convenções coletivas estabelecerão regras preventivas para o recebimento de cheques bancários, cartões de crédito ou de débito e para a guarda dos valores resultantes dos serviços prestados no estabelecimento.

Tramitação
Antes de ir a Plenário, o projeto deverá ser examinado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

 

A Justiça do Trabalho vem-se julgando incompetente para apreciar ação do Ministério Público do Trabalho de Florianópolis que acusa um advogado de crime de denunciação caluniosa. Com remessa determinada à Justiça Comum Estadual desde a primeira instância, o processo chegou ao Tribunal Superior do Trabalho em agravo de instrumento do advogado implicado. A Primeira Turma, no entanto, negou provimento ao apelo, mantendo, assim, a posição de incompetência para apreciar e julgar ações de cunho criminal.

O Ministério Público, ao buscar a 5ª Vara do Trabalho de Florianópolis para oferecer denúncia-crime contra o advogado, esclareceu que o acusado apresentou denúncia ao MPT contra a empresa Blumelar Eletro Refrigeração Ltda., que supostamente teria praticado ilícitos trabalhistas. No entanto, após realizadas as fiscalizações, não foi constatada nenhuma irregularidade.

O advogado alega que apenas solicitou, em nome de sua cliente, a apuração dos fatos de que tinha conhecimento, que declara verdadeiros. Argumenta, ainda, que o MPT/SC tem espaço específico para denúncias, “onde qualquer pessoa do povo pode alcagüetar quem quiser, pelos mais variados motivos, inclusive no anonimato”. O interessante, no caso, é que a cliente que atuou como noticiante é a filha do proprietário da empresa. Ela afirmou que o pai mantinha um trabalhador sem o registro na carteira de trabalho.

A Vara de Florianópolis declarou a incompetência absoluta da Justiça do Trabalho para apreciar a questão. Determinou, então, a remessa dos autos à Justiça Estadual, a fim de ser distribuído a uma das Varas Criminais da capital catarinense. O MPT recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC), que considerou não haver necessidade de reformar a sentença.

O Regional avaliou que, mesmo após as inovações da Emenda Constitucional nº 45, que ampliou sua competência, a Justiça do Trabalho continua incompetente para processar e julgar ações penais. Ao recorrer ao TST, o advogado alegou violação dos princípios constitucionais da inafastabilidade do Poder Judiciário, do contraditório e da ampla defesa.

Para o ministro relator, Vieira de Mello Filho, “a insatisfação não pode ser resolvida em face dessas alegações”. E ressaltou que “as partes continuam recorrendo em juízo, recebendo a devida prestação jurisdicional, não lhes sendo subtraído o direito ao contraditório e à ampla defesa, garantidos na Lei Maior”. (AIRR-5975/2006-035-12-40.0)
(Lourdes Tavares)

Fonte: TST

 


 

19/06/08 - Inflação medida pelo IGP-10 acelera e fica em 1,96% em junho
 

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) foi de 1,96% em junho, contra uma taxa de 1,52% registrada no mês anterior. O IGP-10 é calculado com base nos preços coletados entre os dias 11 de maio e 10 de junho. O índice já acumula alta de 6,51% no ano e de 12,71% nos últimos 12 meses.

Os preços no atacado subiram 2,21% em junho, acima da variação registrada no mês anterior (1,91%), mas os das matérias-primas brutas sofreram desaceleração, passando de uma taxa de 3,36% para 2,64% em junho. Os principais destaques foram arroz em casca (de 31,95% para 13,22%), milhão em grão (de 2,79% para –2,93%) e leite in natura (de 5,56% para 1,83%).

Já os preços no varejo subiram 0,93% em junho, contra uma alta de 0,67% em maio, puxados principalmente pelos alimentos (de 1,70% para 2,40%). Os produtos que mais aumentaram foram hortaliças e legumes (de 5,06% para 10,28%), arroz e feijão (de -2,28% para 7,82%), carnes bovinas (de 2,12% para 5,14%) e aves e ovos (de -1,45% para 2,64%).

Também contribuíram para a aceleração do índice os grupos habitação (de 0,10% para 0,32%); educação, leitura e recreação (de 0,01% para 0,54%) e despesas diversas (de 0,08% para 0,11%). No sentido oposto ficaram vestuário (de 0,93% para 0,16%), transportes (de 0,27% para 0,14%) e saúde e cuidados pessoais (de 0,78% para 0,72%).

O custo da construção civil registrou em junho uma inflação de 2,66% - acima do resultado do mês anterior, que foi de 0,85%, puxado pela alta dos materiais, dos serviços e da mão-de-obra.
Aline Beckstein

Fonte: Agência Brasil

 


 

19/06/08 - Convenção 158: colegiado adia votação da matéria para o dia 25

 

A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CREDN) da Câmara adiou para a próxima quarta-feira (25) a votação da Mensagem presidencial 59/08, que ratifica a Convenção 158 da OIT. O parecer do deputado Júlio Delgado (PSB/MG) é contrário a ratificação. A proposta só não foi apreciada pelo colegiado nesta quarta (18) devido o início da Ordem do Dia da Casa.

 

A princípio, a Comissão tende a acatar o parecer de Delgado, já que deputados de oposição formam maioria no colegiado. Já anunciaram voto favorável ao parecer, ou seja, contrários a ratificação da Convenção 158, os deputados João Almeida (PSDB/BA); Edurado Lopes (PSB/RJ) e Bruno Araújo (PSDB/PE).

 

Durante a discussão da matéria, o colegiado aprovou um requerimento de Bruno Araújo pedindo o fim dos debates e que fosse votada a proposta. No entanto, o início da sessão do plenário fez com que a votação fosse adiada para a próxima semana. Portanto, a CREDN não mais retomará as discussões sobre o matéria, devendo votá-la no dia 25.

 

Favoráveis

Além dos deputados Drº Rosinha (PT/PR) e Vieira da Cunha (PDT/RS), que apresentaram voto em separado, os deputado Vicentinho (PT/SP) e Carlos Zarattin (PT/SP) também declaram favoráveis a ratificação da Convenção 158.

 

Para Vicentinho, a ratificação da norma “coloca um patamar de cidadania” entre os trabalhadores, que em muitos casos, são "descartáveis" pelos empresários. “A Convenção estimula o diálogo”, acredita e defende o líder sindicalista.

(André Santos)

Fonte: Diap

 


 

19/06/08 - Aposentadoria: Câmara considera válida votação da emenda do senador Paulo Paim
 

A Secretaria-Geral da Mesa da Câmara considerou válida a aprovação da emenda que estende o reajuste do salário mínimo a todos os benefícios da Previdência Social (como aposentadorias e pensões), pela comissão especial criada para analisar o Projeto de Lei 1/07. Este projeto, apresentado pelo Executivo, estabelece uma política de reajuste para o salário mínimo até 2011 com índices superiores aos da inflação.

 

Uma emenda aprovada pelo Senado estendeu os índices de reajuste do mínimo aos demais benefícios. O projeto voltou para análise da comissão especial da Câmara, que aprovou essa alteração na semana passada, mas a votação foi questionada pelo deputado Gilmar Machado (PT/MG).

 

Ele pediu que a votação fosse anulada porque a votação da emenda ocorreu enquanto o plenário votava o projeto sobre a nova Contribuição Social para Saúde (CSS). De acordo com o Regimento Interno da Câmara, nenhuma comissão pode votar matérias enquanto o plenário estiver em sessão. O Governo é contra a inclusão de todos os benefícios na regra de reajuste, pois alega que isso poderá elevar o déficit da Previdência Social.

 

A Secretaria-Geral da Mesa concluiu que a votação na comissão ocorreu no intervalo entre uma sessão ordinária e uma extraordinária. A emenda e o projeto ainda serão votados pelo plenário da Casa conclusivamente.

(Com Agência Câmara)

Fonte: Diap

 


 

19/06/08 - Indústria da construção civil cresceu 7,1% em 2006

 

Rio de Janeiro - A indústria da construção civil cresceu 7,1% em 2006, depois de apresentar um recuo de 5,4% no ano anterior. As informações constam da Pesquisa Anual da Indústria da Construção (Paic), divulgada dia (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que traça uma radiografia do setor.

De acordo com o levantamento, entre os fatores que contribuíram para estimular o setor em 2006 estão o crescimento da renda familiar, a maior oferta do crédito imobiliário (segundo dados do Banco Central, o financiamento habitacional cresceu 85,5% em 2006, na comparação com 2005), a continuidade da redução da taxa básica de juros durante todo o ano e o controle da inflação.

O IBGE aponta que esse cenário foi fundamental para "garantir uma melhor previsibilidade na economia, tornando mais factíveis os negócios desse segmento, geralmente feitos considerando prazos de maturação mais longos".

Observando-se os quatro grandes grupos investigados, o levantamento aponta expansão de 20,5% nas obras de infra-estrutura, que têm o maior peso na construção. Para o IBGE, esse movimento pode estar relacionado ao crescimento de 19,3% das obras contratadas pelo setor público. Do valor total de obras executadas no país em 2006 (R$ 110,7 bilhões), 42,6% (R$ 47,1 bilhões) corresponderam a obras ligadas ao setor público. Em 2005, as construções para entidades públicas representavam 40,3%.

Os principais destaques para a expansão das obras de infra-estrutura foram rodovias (31,5%), pontes e túneis (54,8%), dutos (69,7%) e redes de transmissão e distribuição de energia elétrica (26,1%).

Já o grupo edificações não-residenciais teve um avanço de 20,2%, impulsionado pelas obras em escolas, hospitais, hotéis e garagens (49,9%), galpões e edifícios industriais (26,7%), montagens industriais (31,6%), plantas para mineração (101,6%) e instalações desportivas (45,8%). O aumento nesse último grupo está relacionado aos Jogos Pan-Americanos, realizado em 2007, no Rio de Janeiro.

Ainda segundo o levantamento, o valor das obras residenciais teve expansão de 9,4%, influenciado pelo cenário favorável à construção de novas residências e reformas. Os destaques foram as edificações residenciais, que cresceram 12,1%.

O grupo outras obras cresceu 22%, puxado pelos trabalhos prévios da construção (26%), que, de acordo com o IBGE, sinaliza a realização de novas obras.

A pesquisa aponta também que a taxa de investimentos, que inclui a aquisição de máquinas e equipamentos e a construção civil, avançou 10% entre os dois anos.

Em 2006, o número de pessoas ocupadas em atividades ligadas à indústria da construção manteve-se praticamente estável, passando de 1,58 milhão para 1,56 milhão entre os dois anos. Ao todo, o setor reunia 109 mil empresas (eram 107 mil em 2005) e pagava, em média, 2,5 salários mínimos mensais para cada trabalhador, totalizando R$ 17,4 bilhões em remunerações (em 2005, as remunerações somaram R$ 15,4 milhões).

Thais Leitão
 

Fonte: Agência Brasil

 


 

 

18/06/08 - Convenção 158: voto em separado apóia fim da demissão imotivada
 

O deputado Vieira da Cunha (PDT/RS) apresentou seu voto em separado à Mensagem Presidencial 59/08, que ratifica a Convenção 158 da OIT, contra a demissão sem motivo. O voto de Vieira da Cunha contradita o parecer do relator na Comissão de Relações Exteriores, deputado Júlio Delgado (PSB/MG), que pretende rejeitar a norma internacional no colegiado.

 

Subsidiado por Nota Técnica elaborada pela Anamatra, entidade filiada ao DIAP, Vieira da Cunha defende a adoção da convenção 158 da OIT por entender que, “o texto constitucional de 1988 consolidou o valor social do trabalho, pretendendo que o trabalho e o trabalhador sejam protegidos, pois deles dependem o desenvolvimento econômico e social do País”, justifica em seu voto.

 

 Sobre a Nota Técnica

A Anamatra, historicamente, defende a Convenção 158 da OIT, manifestando-se favorável à sua ratificação, quando a mesma foi encaminhada pelo presidente Lula ao Congresso Nacional, em fevereiro último.

 

Para o presidente da Anamatra, Cláudio José Montesso, a Convenção 158 é importante, pois passados 20 anos sob a égide da Constituição de 1988, ainda não houve a regulamentação do inciso I do artigo 7º, que prevê a proteção do trabalhador contra a despedida arbitrária ou sem justa causa.

 

"A magistratura trabalhista consensualmente entende que é necessária a manutenção do sistema de proteção ao trabalho integrado das normas protetoras gerais e irrenunciáveis contidas na Convenção e na Constituição Federal", afirmou o magistrado, lembrando que a defesa da ratificação foi deliberada em plenário no XIV Congresso Nacional dos Magistrados do Trabalho (Conamat), e consta na Carta de Manaus.

 

Falsa argumentação

A nota técnica da Anamatra apresenta argumentos favoráveis à ratificação da Convenção 158, contextualizados com a realidade do trabalho no Brasil. Um deles refere-se à falsa argumentação de alguns segmentos, que vem conferindo à referida convenção a estabilidade irrestrita ao trabalhador.

 

"O texto normativo apenas estabelece limites razoáveis ao atual poder imoderado do empresário de dispensar seus empregados, para que assim não mais o faça sem razão alguma ou até mesmo por motivo claramente injusto, a despeito das necessidades materiais e humanas de quem depende do vínculo de trabalho para sobreviver e garantir o sustento dos seus", explica a nota.

 

E completa: "A Convenção 158 não assegura estabilidade a ninguém, dentro de um conceito fechado do que seja a estabilização no emprego, mas garante uma relação jurídica cidadã, protegida do arbítrio".

 

Economia

O documento traz ainda dados estatísticos sobre o impacto econômico da alta rotatividade da mão-de-obra, sempre acima de 40% (dados do Dieese).

 

"Os efeitos econômicos desse fenômeno marginalizam ainda mais os trabalhadores, pois minimizam e até anulam os ganhos oriundos das convenções coletivas devido ao grande contingente de demissão e de contração de trabalhadores por salários mais baixos", afirma a nota.

 

"Economicamente, a Convenção 158 permite maior perenidade nas relações laborais, proporcionando maior segurança econômica aos trabalhadores, evitando problemas no mercado de trabalho ocasionados pela precarização das relações trabalhistas,  pelo alto índice de desemprego, pela alta taxa de informalidade e de rotatividade da mão-de-obra", conclui a nota técnica da Anamatra.

 

Conheça o voto em separado do deputado Vieira da Cunha (PDT/RS) e o parecer do deputado Júlio Delgado (PSB/MG).

(André Santos)

Fonte: Diap

 


 

18/06/08 - Parecer defende Seguro-Acidente de Trabalho

 

Um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) pode enfraquecer a tentativa de contestação judicial das alterações promovidas no ano passado no cálculo do Seguro-Acidente de Trabalho (SAT) feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

O procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um parecer pela improcedência da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) 3.931-8, ajuizada na corte pela CNI para questionar a metodologia adotada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde abril do ano passado para combater a subnotificação de comunicados de acidente de trabalho.

 

A mudança foi baseada na Lei 11.430, de 2006, que instituiu o Nexo Técnico Epidemiológico (NTEP) - a relação entre a Classificação Internacional de Doenças (CID) e a Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE). Com isso, a relação entre a atividade da empresa e as moléstias consideradas como de alta incidência em cada segmento passaram a determinar a alíquota do SAT, que antes era fixa.

 

Ação

Em setembro de 2007, a CNI ajuizou a Adin, que aguarda julgamento no Supremo, questionando a lei com o argumento de que a mudança estaria baseada em um critério de presunção, já que não é mais necessário verificar se o funcionário de fato exerceu atividades que causaram a doença, bastando que esta esteja classificada como de alta incidência naquele ramo empresarial.

 

Mas na sexta-feira, em parecer encaminhado ao Supremo, a Procuradoria-Geral da República opinou contra a procedência da ação, por considerar que a majoração do SAT "não encontra barreira na norma constitucional".

 

Outra alegação da CNI é a de que a presunção de nexo causal fere a autonomia profissional do médico. Mas, de acordo com o parecer da PGR, a liberdade profissional em atividades estatais está submetida à normatização que rege o serviço público.

(Fonte: Valor Econômico)

Fonte: Diap

 


 

18/06/08 - Juros: movimentos sociais preparam mobilização para dia 19
 

A Coordenação Nacional dos Movimentos Sociais (CMS) definiu o dia 19 de junho para uma ampla mobilização nacional contra a política de juros altos do Banco Central (BC) e a favor do desenvolvimento.

 

Este ato é parte do dia Nacional de Mobilização e tem como eixo “Menos juros – mais desenvolvimento”. Conforme definido em reunião das entidades que compõem a CMS.

 

Todos os estados enviarão delegações para a atividade. O ato político acontecerá nesta quinta-feira (19), das 10 às 14h, em frente ao Banco Central, no Setor Bancário Sul, Quadra 3.

 

À tarde, as delegações deverão participar de debate no Auditório Nereu Ramos, na Câmara “Contra o imperialismo - em solidariedade ao povo cubano”.

Fonte: Diap

 


 

18/06/08 - Serys propõe R$ 453,67 para o salário mínimo em relatório da LDO que apresentará nesta quarta-feira

 

O relatório da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2009, que será apresentado nesta quarta-feira (18), às 14h, conterá entre suas principais indicações a recomposição do salário mínimo para R$ 453,67 no próximo ano. Na proposta enviada ao Congresso, o governo previa para o salário mínimo um valor de R$ 449,97, mas a senadora decidiu agregar ao piso salarial a reposição da inflação (medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor - INPC) e o aumento real do Produto Interno Bruto (PIB) apurado em 2007.

 

O aumento proposto por Serys foi calculado de acordo com as regras previstas no projeto de lei 01/07, que se encontra neste momento na Câmara dos Deputados, apenas para exame de emenda do Senado que estende o mesmo reajuste do salário mínimo a todos os benefícios da Previdência Social.

 

O projeto 01/07 é uma das medidas remanescentes do pacote de medidas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O texto define uma política para o salário mínimo até 2011 em que o reajuste anual terá como base a inflação medida pelo INPC, acrescido da variação do PIB observada dois anos antes.

 

Emendas

Serys confirma, por meio de informe de seu gabinete, que o relatório a ser entregue à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO) incorpora a maioria das emendas coletivas apresentadas pelos parlamentares ao projeto da LDO. Adianta, ainda, que foram feitas outras alterações relevantes no texto original, sobretudo no que diz respeito às ações para a área social.

 

A LDO, de vigência anual, fixa regras e define parâmetros para a elaboração do Orçamento do exercício a que se refere, além de trazer normas complementares que devem ser seguidas na execução dos gastos. O texto do projeto de lei para 2009 recebeu 2.939 emendas, em grande parte dirigidas ao Anexo de Metas e Prioridades, onde são definidas obras e atividades que, em princípio, devem receber atenção especial na alocação de recursos e, em seguida, na fase de execução dos gastos.

Fonte: Agência Senado

 


 

 

17/06/08 - Justiça do Trabalho começa a publicar Diário Eletrônico; prazos mudam

 

A Justiça do Trabalho começou a publicar no dia 9, o Diário da Justiça do Trabalho Eletrônico, em caráter experimental, com matérias do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT 10ª).

 

Até 31 de agosto de 2008, haverá publicação simultânea no Diário da Justiça do Trabalho Eletrônico (DJTE) e na Imprensa Oficial (DJ). A partir de 1º de setembro, as matérias serão veiculadas, exclusivamente, no Diário da Justiça do Trabalho Eletrônico, que passará a ser o instrumento oficial de divulgação e publicação dos atos de todos os órgãos do Judiciário Trabalhista.

 

O DJTE poderá ser acessado no Portal da Justiça do Trabalho, no endereço www.jt.jus.br, independentemente de cadastro prévio.

 

Prazos

O Diário da Justiça do Trabalho Eletrônico será publicado diariamente, de segunda a sexta-feira, a partir de 0h01, exceto nos feriados nacionais. Na eventualidade de ocorrência de problemas técnicos até às 11h, a publicação do dia será suspensa, e as matérias reagendadas.

 

De acordo com a regulamentação do DJTE, considera-se como data da publicação o primeiro dia útil seguinte ao da divulgação do Diário Eletrônico no Portal da Justiça do Trabalho. Os prazos processuais terão início no primeiro dia útil posterior ao considerado como data da publicação. Exemplificando: a matéria divulgada no primeiro dia de funcionamento do DJTE, 09/06, teve como data de publicação o dia 10/06. Os prazos passaram a contar a partir de 11/06.

 

 

Caso o Diário fique indisponível para consulta no Portal da JT, entre 11h e 18h, por mais de quatro horas, será considerada como data de divulgação o primeiro dia útil imediato. O Portal manterá sempre as 30 últimas edições do Diário, para consulta e download. As edições anteriores poderão ser consultadas mediante requerimento aos órgãos publicadores.

 

O Projeto Diário da Justiça do Trabalho Eletrônico, que compõe o Sistema Integrado de Gestão da Informação, é um trabalho desenvolvido em regime de colaboração, envolvendo equipes do TST (coordenação), do CSJT e dos TRTs. (Fonte: TST)

Fonte: Diap

 


 

17/06/08 - Projeto amplia prazo do seguro-desemprego para trabalhadores de madeireiras no Pará

 

O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) apresentou projeto de lei que amplia o prazo de concessão do benefício do seguro-desemprego para os trabalhadores de madeireiras interditadas no Pará, atingidas pelas ações de combate ao desmatamento da Amazônia.

 

O projeto (PLS 200/08) encontra-se em análise na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde aguarda parecer do relator, Paulo Paim (PT-RS).

 

Em sua justificação, Flexa Ribeiro atribuiu ao governo federal a responsabilidade de apoiar os desempregados da atividade de extração de madeira tornadas ilegítimas em decorrência de sua própria omissão em analisar os planos de manejo apresentados pelas empresas madeireiras.

 

"O período de quatro meses, até por razões climáticas e sazonais, é muito curto para que o empregado das regiões de exploração florestal possa encontrar um novo emprego ou conseguir realizar um treinamento que o torne apto a exercer uma nova função", argumenta o parlamentar.

Fonte: Agência Senado

 


 

17/06/08 - Projeto que amplia licença-paternidade está na pauta da CAS

 

A proposta que amplia o período da licença-paternidade de cinco para 15 dias está entre os 12 itens da pauta da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), que se reúne nesta quarta-feira (18) a partir das 11h. Esse projeto de lei (PLS 666/07) foi apresentado pela senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), que também é autora da proposição que aumenta o período da licença-maternidade de 120 para 180 dias.

 

A licença-paternidade está prevista no artigo 7º da Constituição, mas ainda não foi regulamentada. Conforme explica a senadora, o período de cinco dias utilizado atualmente foi fixado por meio de uma regra provisória que há no artigo 10º do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).

 

Nesse contexto, o projeto de Patrícia Saboya visa regulamentar a licença ao mesmo tempo em que amplia seu período. Ela argumenta que o prazo atual é "insuficiente para que o pai possa contribuir com uma assistência mais efetiva ao filho e à mãe". A senadora também destaca que essa proposta surgiu no âmbito das discussões sobre o projeto que aumenta o tempo da licença-maternidade - o qual já foi aprovado no Senado e, atualmente, tramita na Câmara dos Deputados.

 

O relator do projeto sobre a licença-paternidade é o senador Flávio Arns (PT-PR), que apresentou voto favorável à matéria. Ele ressaltou que a proposta estende ao pai adotante o mesmo direito do pai natural, medida "fundamental para a valorização do instituto da adoção".

O projeto receberá na CAS decisão terminativa.

 

Doação de órgãos

Também está na pauta da comissão uma proposta que determina que todos os hospitais com mais de 80 leitos ou que disponham de unidades de emergência ou de tratamento intensivo mantenham uma comissão de captação e doação de órgãos, composta por profissionais da própria instituição.

 

Essa comissão teria entre suas funções a de identificar possíveis doadores de órgãos, tecidos e partes do corpo humano para fins de transplante e tratamento, além de contatar os familiares do possível doador para obter a autorização para a doação.

 

O autor desse projeto de lei (PLS 347/07) é o senador Osmar Dias (PDT-PR). O relator é o senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), que apresentou voto favorável à matéria.

 

Ao justificar a proposta, Osmar Dias destaca que o número de transplantes realizados no país vem diminuindo nos últimos anos. De acordo com o senador, uma das causas dessa redução seria a falta de organização dos hospitais onde se encontram os doadores potenciais. O senador argumenta ainda que "esses problemas organizacionais são, na opinião dos especialistas e estudiosos da matéria, responsáveis tanto pelas elevadas taxas de recusa à doação como de perda de órgãos".

 

Esse projeto também tramita na CAS em caráter terminativo.

Fonte: Agência Senado

 


 

17/06/08 - CAE vota possibilidade de trabalhador investir até 50% do FGTS em capital da empresa em que trabalha

 

O trabalhador brasileiro poderá passar a ter o direito de investir até 50% do seu Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em programa de participação no capital da empresa em que trabalha. Essa possibilidade será analisada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (17), na votação de substitutivo do senador Mão Santa (PMDB-PI) a projeto de lei (PLS 273/03) de autoria do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) que trata do assunto.

 

Pelo substitutivo, que altera a lei do FGTS (Lei 8.036/90), somente será permitida a participação do trabalhador em sociedade anônima de capital aberto. Segundo o relator, essa determinação pretende reduzir investimentos de alto risco e que podem levar à perda total dos depósitos do trabalhador ou até mesmo a saldo negativo, no caso de falência da empresa.

 

"Como se sabe, essas empresas [sociedades anônimas] estão sujeitas à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), enquanto as demais, de capital fechado, não têm esta mesma transparência", explica Mão Santa, na justificação do substitutivo.

Após decisão da CAE, a matéria será analisada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

 

Balanço social

Nesta terça-feira, a CAE examina outras dez matérias, entre as quais substitutivo da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) ao Projeto de Lei 224/07, de autoria da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que institui o Balanço Social Empresarial. Por meio desse instrumento, as empresas deverão divulgar os benefícios gerados para a comunidade.

 

A matéria, já aprovada pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) na forma do mesmo substitutivo, institui ainda o "Selo Empresa Responsável", a ser concedido aos órgãos que publicarem o balanço social, que somente será obrigatório para as sociedades anônimas.

"Trata-se de iniciativa meritória, que tem por objetivo divulgar informações de natureza social, demonstrando à sociedade a participação e a responsabilidade social de cada empresa", justifica Lúcia Vânia, para endossar a aprovação do substitutivo encaminhado pela CDR.

 

Logo após a análise da CAE, a matéria será encaminhada à Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que a apreciará em decisão terminativa.

 

Também está na pauta da CAE projeto de lei do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), para ser votado em decisão terminativa, destinado a ampliar o rol dos setores exportadores, que, afetados pela valorização do real em face ao dólar, receberão crédito subvencionado e benefícios fiscais (PLS 632/07). A proposta também facilita o acesso ao Regime Especial e Aquisição de Bens de Capital para Empresas Exportadoras (Recap), instituído pela chamada "Lei do Bem" (Lei 11.196/05).

 

Pela proposta, que tem como relator o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), os setores beneficiados são o pesqueiro, inclusive carcinicultura (criação de camarões em cativeiro); o de óleo de palma; ode beneficiamento de castanho de caju; o de componentes para calçados; o de mesas de bilhar e ainda o de beneficiamento de madeira e todos os implementos e maquinários agrícolas da posição 84.33 da Tabela de Incidência do Imposto Sobre Produtos Industriais (Tipi).

Fonte: Agência Senado

 


 

17/06/08 - Mangabeira expõe sua proposta de reforma trabalhista

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público vai discutir nesta terça-feira (17) com o ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, suas propostas de mudanças na legislação trabalhista.
 
No fim de abril, Mangabeira entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma agenda mínima de reforma trabalhista. Em audiência pública no Senado, no mês passado, ele disse que suas propostas são as "mais abrangentes e ambiciosas" nas relações capital/trabalho desde Getúlio Vargas.
 
As diretrizes da sua proposta, segundo ele, seriam: resgate da metade da população economicamente ativa que está na chamada economia informal; reversão da queda da participação dos salários na renda nacional e revisão do regime sindical brasileiro.
 
Para alcançar esses objetivos, o ministro avaliou como necessárias diversas ações, como a construção de políticas industriais e agrícolas que revitalizem os pequenos empreendimentos industriais e agrícolas (a "maior força da economia brasileira", nas palavras do ministro); a ampliação e democratização do acesso ao crédito para produção e também do acesso a tecnologias; a desoneração da folha de salários; o combate às fraudes tributárias e a criação de sistemas para a organização e proteção dos trabalhadores informais.
 
Também seria importante, na visão de Mangabeira Unger, assegurar às representações sindicais acesso à contabilidade das empresas; organização jurídica do sistema de negociação coletiva; substituição do imposto sindical pela participação "negocial, consensual e coletiva"; aceitação de que, no local de trabalho, o sindicato da categoria preponderante represente todos os trabalhadores e fortalecimento do combate ao que o ministro chamou de "práticas anti-sindicais".
 
Para Mangabeira Unger, o "maior vício" do regime estabelecido à época de Getúlio Vargas é não incorporar a maioria do povo brasileiro. "A maioria está fora. Esse é o principal defeito. Metade da população economicamente ativa do país se encontra no mercado informal, obrigada a trabalhar sem carteira assinada, nas sombras da ilegalidade, sem garantias, é uma calamidade nacional, uma calamidade econômica, social, imoral", disse.
 
O debate foi solicitado pelo 1º vice-presidente da comissão, deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), e pelo deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA). A audiência está marcada para às 14h30 no plenário 12.
 

Fonte: Agência Câmara

 


 

17/06/08 - Empresa não pode usar informações da Serasa na seleção de pessoal

 

A Manpower Staffing Ltda., do Paraná, foi condenada pela Justiça do Trabalho a abster-se de tomar informações na Serasa como requisito para a realização de contratações de novos funcionários. A empresa paranaense alegou, em seu recurso de revista ao Tribunal Superior do Trabalho, que a decisão violava o artigo 5º, XXXIII, que assegura a todos o direito a receber dos órgãos públicos informações de seu interesse particular, mas a Sétima Turma rejeitou o recurso por considerar que a empresa não demonstrou qual o seu interesse em obter informações creditícias sobre seus empregados ou candidatos a emprego e acompanhou o entendimento do TRT/PR de que o empenho em conseguir as informações tinha o único objetivo de discriminar. A multa por infração da determinação é de R$ 20 mil por ato praticado, estabelecida na sentença da 14ª Vara do Trabalho de Curitiba (PR).
 
O recurso teve origem em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho do Paraná, a partir de investigação realizada contra a Innvestig Consultoria Jurídica de Segurança Ltda. (que fornecia dados criminais, trabalhistas e creditícios dos candidatos a emprego). Segundo o MPT, a Manpower utilizava os serviços da Innvestig desde 2002, prática que possibilitava a discriminação contra trabalhadores que possuíssem restrições. A empresa pesquisava antecedentes criminais, ações trabalhistas dos candidatos a emprego e sua condição econômico-financeira, com base em cheques devolvidos ou títulos protestados com registro na Serasa.
 
Ao avaliar o caso, a Vara de Curitiba condenou a Manpower a pagar indenização por danos morais coletivos de R$200 mil, revertidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. E mais, condenou-a também à obrigação de abster-se de uma série de procedimentos: adotar qualquer critério de seleção de pessoas fundado em sexo, idade, cor ou estado civil; e utilizar banco de dados, tomar ou prestar informações e exigir certidões ou atestados sobre antecedentes criminais, trabalhistas e creditícios relativos a empregados ou a candidatos a emprego.
 
A empresa recorreu ao TRT/PR, que excluiu a determinação quanto à exigência de certidões ou atestados de antecedentes criminais e a indenização por danos morais coletivos. Segundo o Regional, o acesso a informações sobre antecedentes criminais é assegurado a todos e decorre dos direitos de petição e de obtenção de certidões garantidos na Constituição. Além disso, o TRT reformou a sentença quanto a esse aspecto porque a empresa convenceu-o de que exige a entrega da certidão de antecedentes criminais com o intuito de conhecer o perfil exato das pessoas recrutadas e colocá-las em função compatível.
 
Quanto à utilização de informações creditícias, o Regional manteve a sentença, porque considerou que a Serasa se destina somente a consultas com o intuito de verificar a idoneidade de clientes (futuros devedores) e não de empregados, que, na verdade, são credores dos salários. Segundo o TRT, se um candidato a uma vaga de emprego tem dívidas, isso não pode ser fator impeditivo da contratação. Ao contrário, a obtenção de trabalho possibilitará que ele salde suas dívidas. Discordando da decisão, empresa e MPT buscaram o TST, mas a Sétima Turma manteve o entendimento do Tribunal Regional e não conheceu dos recursos de ambas as partes. (RR-98921/2004-014-09-00.0)
(Lourdes Tavares)

Fonte: Diap

 


 

16/06/08 - Paim apresenta projeto para inibir discriminação e incentivar a igualdade racial no mercado de trabalho

 

O senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou na quinta-feira (12) projeto de lei (PLS 235/08) com o objetivo de inibir a discriminação por raça, ascendência ou origem étnica ou racial no mercado de trabalho e promover a igualdade racial na relação empregatícia. A matéria foi encaminhada para apreciação da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) - onde poderá receber emendas - e depois será apreciada, em decisão terminativa, na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

 

O projeto altera a Lei 9.029/95 para definir como discriminação por raça, cor ou origem "toda distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada em raça, cor, ascendência ou origem nacional ou étnica que tenha por efeito restringir o reconhecimento, gozo ou exercício, em igualdade de condições, de quaisquer direitos nas relações de trabalho". De acordo com a proposta, a discriminação poderá ser assim considerada ainda que se dê de maneira implícita.

 

A proposta de Paim também estabelece que a implementação de políticas para a inclusão de afrodescendentes no mercado de trabalho será de responsabilidade dos governos federal, estaduais, distrital e municipais. Essas políticas deverão seguir as diretrizes da Convenção das Nações Unidas para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial (1968); da Convenção nº 111 (1958) da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da Discriminação no Emprego e na Profissão e da Declaração e do Plano de Ação resultantes da 3ª Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas.

 

A matéria também autoriza os três níveis do Executivo a promoverem medidas que assegurem a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho para os afro-brasileiros, inclusive a contratação preferencial dessa parcela da população. Estabelece ainda que as medidas adotadas deverão assegurar a proporcionalidade de gênero entre os beneficiários. Além disso, ficará estabelecido que o preenchimento dos cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) da administração pública observará a meta inicial de 20% de afro-brasileiros. Essa porcentagem será ampliada gradativamente até que a ocupação desses cargos por afro-brasileiros seja equivalente à proporção dessas pessoas na população brasileira.

 

O projeto também institui que, num prazo de cinco anos, as empresas com mais de 200 empregados deverão ter uma cota de trabalhadores afrodescendentes equivalente a, no mínimo, 70% da proporção de afro-brasileiros na População Economicamente Ativa (PEA) do respectivo estado.

 

A discriminação, afirma o senador na justificativa do projeto, "não carece de lei que declare sua vigência". Ele acrescenta: "É uma prática ilegal, inconstitucional e desumana, mas que ainda marca nossa sociedade. O entulho cultural de um passado no qual o racismo era institucionalizado ainda obstrui nosso caminho rumo a uma sociedade justa, livre e solidária".

Fonte: Agência Senado

 


 

16/06/08 - Projeto amplia prazo para pedir pagamento de pensão

 

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2982/08, do deputado Ratinho Junior (PSC-PR), que aumenta de 30 para 90 dias o prazo para que os dependentes possam requerer ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o pagamento de pensão no caso de morte do trabalhador ou aposentado. A proposta modifica a Lei 8.213/91, que trata dos planos de benefício da Previdência Social.

 
O deputado afirmou que o prazo de 30 dias, retroativo à data da morte do segurado, é muito curto para um momento tão sensível na vida de qualquer pessoa. "Em muitas situações, o próprio beneficiário desconhece a legislação ou não sabe de seus direitos", disse Ratinho Junior.

Equilíbrio
O projeto, completou o deputado, pretende restabelecer um equilíbrio entre o sistema e o pensionista. "Ao ampliar o prazo para 90 dias, sem qualquer prejuízo financeiro para o beneficiário, faz-se uma ação humanitária, porém de grande relevância social, pois permite a ele procurar seus direitos sem a pressão do tempo associada ao luto", disse.

Tramitação
Sujeito à análise em caráter conclusivo, o projeto será votado também pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

16/06/08 - Relações Exteriores poderá votar convenções 151 e 158 da OIT

 

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara poderá apreciar, nesta quarta-feira (18), as mensagens presidenciais que propõem a ratificação das convenções 151 (negociação coletiva no serviço público) e 158 (demissão imotivada).

 

As propostas estavam na pauta na semana passada, mas pedido de vistas de diferentes deputados, para cada mensagem de ratificação das convenções, adiou a votação das matérias.

 

Demissão imotivada

O receio está na votação da mensagem 59/08, que ratifica a Convenção 158. A proposta recebeu parecer contrário do relator, deputado Júlio Delgado (PSB/MG). O deputado Viera da Cunha (PDT/RS) irá apresentar voto em separado contra o parecer de Delgado, portanto, a favor da ratificação da norma pelo Brasil.

 

Negociação coletiva

Vieira da Cunha é o relator da mensagem 58/08, que ratifica a Convenção 151. Seu parecer é pela aprovação da matéria. Para o relator, a falta de negociação coletiva no setor público é uma "lacuna na nossa legislação".

 

A reunião será às 10h no plenário 3.

Fonte: Diap

 


 

16/06/08 - Assuntos Econômicos poderá votar alterações na lei do FGTS
 

Nesta terça-feira (17), às 10h, a Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) poderá analisar vários projetos de interesse dos trabalhadores em sua reunião ordinária. A pauta do colegiado conta com mais de 11 proposições que devem ser analisadas pela Comissão.

 

Entre as matérias, o substitutivo apresentado ao projeto que altera a Lei 8.036/90, que dispõe sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para permitir ao empregado participar do capital da empresa em que trabalha, utilizando-se do saldo do referido fundo.

 

Na Câmara, tramitam vários projetos que tratam de modificações na lei do FGTS, mas é necessário cautela na apreciação destas matérias e os deputados decidiram criar uma comissão especial para analisar de forma mais detalhada as proposições.

 

Outra matéria altera as Leis 6.321/76, 7.418/85 e 7.998/90, para permitir a concessão dos benefícios do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT) e de Vale-Transporte aos trabalhadores desempregados, durante o período de freqüência a curso de capacitação, readaptação ou reciclagem.

 

A reunião do colegiado será na sala 19 da ala Alexandre Costa.

Fonte: Diap

 


 

 

Está disponível no sítio do Tribunal Superior do Trabalho uma nova página de consultas, mais rápida e mais fácil de usar, com o texto integral de acórdãos, decisões monocráticas e decisões da Presidência. Graças ao novo leiaute e à interface mais amigável, a página permite refinamentos sucessivos de pesquisa.

Entre outras funcionalidades, o usuário tem a possibilidade de baixar arquivos com o acórdão original em formato RTF (que pode ser copiado e colado em outro documento), a ementa sem formatação e a recuperação fonética. A rapidez nas consultas, resultante de mudanças introduzidas na plataforma de pesquisa de jurisprudência do TST, também é notável.

O módulo “Consulta ao Acórdão Inteiro Teor” compõe o Sistema Integrado de Gestão da Informação (SIGI), coordenado pela Comissão de Avaliação de Projetos de Informatização da Justiça do Trabalho (CAPI).
 

Para acessar a nova página, clique aqui .

(Ribamar Teixeira)
 

Fonte: TST

 


 

13/06/08 - Projeto prevê desconto no IR para maior de 60 anos

 

O Projeto de Lei 2890/08, do deputado Geraldo Pudim (PMDB-RJ), amplia para os maiores de 60 anos de idade a isenção do Imposto de Renda da Pessoa Física referente à parcela dos rendimentos provenientes de aposentadoria, reforma, reserva ou pensão. Atualmente, essa isenção adicional é concedida a quem tem mais de 65 anos. O valor desse desconto no IR, em 2008, foi de R$ 17.077,97 (R$ 1.313,69 sobre o total mensal de benefícios e R$ 1.313,69 sobre o 13º salário).

Segundo o autor, o objetivo do projeto é compatibilizar a idade desse benefício com a definição de idoso constante do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03). Na avaliação do parlamentar, a definição de idoso como aquele com mais de 60 anos se revela razoável em países como o Brasil, "onde ainda há muito a ser feito para se atingir o Estado de bem-estar social".

Geraldo Pudim afirma que, na ausência de uma política de saúde que atenda satisfatoriamente a população, as pessoas com idade mais avançada, que tendem a necessitar de mais atendimentos ambulatoriais, medicamentos e cirurgias, sofrem com atendimento médico caótico e elevadas despesas com medicamentos. "Aqueles que podem recorrer aos planos de saúde vêem suas despesas mensais com a manutenção desse tipo de seguro praticamente dobrarem quando fazem 60 anos", argumenta.

A proposta altera as leis 7.713/88 e 9.250/95.

Fonte: Agência Câmara

 


 

13/06/08 - Lula regulamenta Convenção da OIT sobre trabalho infantil

 

Nesta quinta-feira (12), José Calixto Ramos, presidente da CNTI e NCST, participou da comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, onde foi assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva um decreto regulamentando a Convenção 182, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). A Convenção foi aprovada pela OIT em 1999 e trata da proibição e eliminação das piores formas de trabalho infanto-juvenil.

 

Lula assinou o decreto que enumera 109 atividades econômicas classificadas como piores formas de trabalho infantil. Com a medida, o governo brasileiro adota e amplia uma lista das piores formas de trabalho infantil, que abrange todas as formas de escravidão e atividades como utilização de crianças para fins de exploração sexual comercial e para produção e tráfico de entorpecentes.

 

A cerimônia ocorreu no Palácio do Planalto, com a presença dos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi.

 

Fonte: Agência Sindical (com adaptações)

 


 

13/06/08 - Setor têxtil responde por mais de R$ 296 milhões em desembolsos do BNDES

 

Rio de Janeiro - Os desembolsos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor têxtil alcançaram no ano passado R$ 296,4 milhões. Para o setor de vestuário, confecções e acessórios, as liberações somaram R$ 106,10 milhões. Em conjunto, o setor têxtil e de confecções respondeu por 1,6% do total de desembolsos efetuados pelo banco para a indústria de transformação em 2007.

 

Como o setor é composto, majoritariamente, de micro, pequenas e médias empresas, o banco oferece a esse segmento o Cartão BNDES, uma espécie de linha de crédito com taxa de juros fixa, uma das menores do mercado, segundo a chefe do departamento de Divulgação do BNDES, Simone Mesquista.

 

"É um cartão com o qual você pode  estar comprando no portal do banco pela internet vários produtos e insumos cadastrados. É um crédito rotativo. Cada cartão pode ser usado para compras no valor de até R$ 250 mil”, disse.

O BNDES está presente na bolsa de negócios de moda Fashion Business, que se realiza no Rio de Janeiro, onde divulga as linhas e programas de crédito disponíveis para apoio a investimentos do segmento têxtil e de confecção.
 

Segundo Simone, a taxa de juros do Cartão BNDES está em 1,11% ao mês. O pagamento pode ser feito em até 36 meses. Até o último dia 11, o banco tinha mais de 135 mil cartões emitidos.
 

Outra linha do banco para pequenos empreendedores é a Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame), subsidiária do BNDES, que oferece linha de crédito para aquisição de máquinas e equipamentos. O BNDES tem ainda linhas para capital de giro e para produção voltada à exportação.

Alana Granda

Fonte: Agência Brasil

 


 

13/06/08 - Mangabeira Unger debate mudanças trabalhistas no FST
 

Apesar do tempo exíguo que não permitiu aprofundar mais a discussão, a exposição do ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, perante o Forum Sindical dos Trabalhadores (FST), na última terça-feira (10), suscitou vivos debates na platéia de sindicalistas, que questionou basicamente a umbiguidade do Ministério do Trabalho no que diz respeito à Portaria 186, que dá margem a interpretações sobre a unicidade e a pluralidade sindical.

 

No final, tanto o ministro quanto o coordenador nacional do FST, José Augusto da Silva Filho, se disseram satisfeitos com o início do debate sobre o reordenamento das relações entre o capital e o trabalho no Brasil.

 

Mangabeira Unger, que já se reunira com outras centrais sindicais, ouviu do secretário-geral da Central Sindical de Profissionais (CSP), Itamar Revoredo Kunert, que também é membro da diretoria do DIAP, a ponderação de que “quaisquer mudanças nas relações trabalhistas, no País, não poderiam deixar de passar por uma reforma previdenciária adequando-se às modificações”. O ministro esquivou-se, afirmando que se tratava de “um assunto tangencial, embora importante”.

 

Observando que, por orientação do presidente Lula, iniciara a preparação do texto “Diretrizes a respeito da reconstrução das relações entre o trabalho e o capital no Brasil”, o ministro de Assuntos Estratégicos, disse que o seu objetivo, com a abertura do debate, é “resgatar da informalidade a metade da população economicamente ativa do País”.

 

Para ele, “qualquer mudança deve garantir a inclusão dessa maioria”. Ele chamou atenção para “urgência da mudança”, sob pena de a economia brasileira “correr o risco de ficar presa, no mundo, entre as de trabalho barato e de tecnologia (e de produtividade) altas”. Para Mangabeira, o Brasil “não tem futuro como uma China com menos gente”.

 

Além da exclusão da maioria – para o ministro, “um veneno” – o regime vigente “assegura representação sindical oficial sem garantir representação vigorosa, independente e, portanto, legítima”, salientando que, embora exaltando a unicidade sindical, esse sistema “evoluiu paradoxalmente para a proliferação exuberante de sindicatos – muitos representativos de fato e muitos outros imposturas de representação”.

 

E ele acrescenta: “O enfraquecimento da representação é uma vulnerabilidade e uma ameaça”. (Com CSP)

Fonte: Diap

 


 

13/06/08 - Jornada de Trabalho - Patrões querem vincular debate à discussão da reforma tributária
 

Patronato topa reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais, desde que o Governo reduza carga tributária, com desoneração da folha, crédito mais acessível e redução de impostos
 

A redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais é uma discussão que tem se intensificado no setor empresarial, depois que as centrais sindicais levaram o tema para debate no Congresso Nacional, na última semana. As entidades do setor industrial e comercial já tem opinião formada quanto a redução da jornada: são contra, a menos que se discuta, junto, a reforma tributária.

 

As organizações acreditam que o assunto tem um peso político maior que o trabalhista e que não um tema dessa importância não deve ser tratado de modo isolado. Os empregadores, no entanto, preferem não comentar a questão, para evitar conflitos com os sindicatos.

 

Diversas empresas do Grande ABC foram procuradas pela reportagem para falar sobre a redução da jornada. Mas os executivos disseram que o assunto é muito delicado e que preferiam não se pronunciar. Em off, alguns empresários revelaram que a posição das empresas pode gerar problemas com o sindicato. Por isso, preferem que as associações e outras entidades empresariais comentem o assunto.

 

Representantes

Para diretor do Ciesp de São Bernardo Mauro Miaguti, o projeto de mudança na jornada tem um viés mais político do que prático. "Não existe mágica. Reduzir a carga horária vai fazer com que alguém pague essa conta, e todos já sabem que é: a sociedade", afirma.

 

O empresário explica que não é contra a redução da jornada de trabalho, mas afirma que ela não pode ser feita sozinha. "Sou contra fazer dessa forma, imposta, sem discutir desoneração das empresas, encargos”.

 

E segue: “Está na hora do Governo também fazer a sua parte, devolver um pouco dos impostos pagos por empresas e trabalhadores em forma de redução da carga tributária. Isso, sim, geraria emprego, melhores salários, consumo e fomentaria o ciclo de crescimento econômico do País de forma sustentável", argumenta Miaguti.

 

A assessora econômica da Fecomercio, Kelly Cavalho, partilha da mesma idéia sobre contrapartidas para a mudança na jornada. Para ela, se não houver incentivo - desoneração da folha de pagamento, crédito mais acessível, redução das alíquotas de impostos - a alteração da lei que regulamenta a carga horária semanal de trabalho poderá implicar em desemprego, por conta da elevação dos custos para as empresas.

 

"Estimamos que será um aumento de 10% no custo da empresa com a redução de 10% da jornada, sem contar a perda produtiva. Isso ainda pode levar à troca de funcionários, com a contratação de mão-de-obra mais barata e elevação de informalidade para quem está desempregado", comenta a assessora.

 

Kelly é contra a alteração da Constituição Civil, como sugerem as centrais. A representante da Fecomercio acredita que a mudança deveria ser negociada setorialmente entre sindicatos e empresários. "Cada um sabe de suas necessidades, de como isso poderia ser feito. Não pode ser imposto, pois pequenas e micro empresas não conseguiriam se adaptar", diz.

(Fonte: DGABC)

Fonte: Diap

 


 

13/06/08 - Comissão aprova emenda que estende atualização do mínimo aos aposentados

 

A comissão especial do salário mínimo da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (11), a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) ao Projeto de Lei 1/07, do Executivo, que estende aos aposentados e pensionistas os mesmos reajustes do salário mínimo.

 

Os integrantes da comissão seguiram o parecer do relator, deputado Edgar Moury (PMDB/PE), que considera a emenda compatível com o Orçamento. Atualmente, os benefícios superiores ao piso nacional têm reajuste diferenciado, e inferior, ao do mínimo.

O projeto ainda será examinado pelo plenário. O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), já garantiu que ele terá prioridade. O objetivo é votá-lo antes do fim do semestre legislativo.

 

Previdência
Com a emenda, a regra também valerá para os 11 benefícios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), pagos por meio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como aposentadoria, pensão, auxílio-doença e salário-maternidade.

O Governo é contra a inclusão de todos os benefícios na regra de reajuste, pois alega que a emenda do Senado, se acatada, poderá elevar o déficit da Previdência. Os benefícios pagos até abril deste ano somaram R$ 61 bilhões.

 

O déficit - diferença entre a arrecadação das contribuições e o pagamento dos benefícios - somou R$ 12,7 bilhões. É esse número que o Executivo justifica que poderá crescer mais. A disputa agora será resolvida no plenário que poderá rejeitar a emenda Paim.
 

O PL 1/07 é uma das medidas remanescentes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e estabelece reajustes anuais ao salário mínimo, entre 2008 e 2011, com base na inflação apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescido da variação do Produto Interno Bruto (PIB) observada dois anos antes da correção. Os dois indicadores são medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
 

Recomposição
"É uma medida de fundamental importância que preservará, em definitivo, o valor real dos benefícios pagos a mais de 25 milhões de aposentados e pensionistas da Previdência", defendeu o deputado Edgar Moury.

Ele foi designado relator da matéria na tarde de quarta-feira pelo presidente da comissão, deputado Júlio Delgado (PSB/MG), em substituição ao relator original, deputado Roberto Santiago (PV/SP), que não apresentou o relatório no prazo regulamentar - cinco sessões do plenário após o recebimento do texto do Senado.

 

O relator original foi atropelado por Delgado, que tem tido uma postura mais oposicionista que governista em sua ação parlamentar. O deputado Roberto Santiago, segundo ele, ainda não havia apresentado parecer sobre a matéria porque estava negociando com o Governo.

(Com Agência Câmara)

Fonte: Diap

 


 

13/06/08 - Trabalho aprova lanche para quem ganha menos de R$ 622,50

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou ontem o Projeto de Lei 1337/07, do deputado Uldurico Pinto (PMN-BA), que obriga as empresas a fornecer vale-lanche in natura aos trabalhadores que exerçam atividade que exija esforço físico e tenham remuneração menor que dois salários mínimos. A matéria foi aprovada com emenda da relatora, deputada Gorete Pereira (PR-CE), que contempla apenas os trabalhadores que ganham menos de 1,5 salário mínimo (o equivalente a R$ 622,50 hoje). Ela explicou que a alteração tem como objetivo não onerar demais os pequenos e médios empregadores.

O projeto prevê que o lanche seja entregue no início da jornada de trabalho. A comida não pode ter natureza salarial, ou seja, não pode ser descontada da remuneração nem constitui base de incidência de contribuição previdenciária, de Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) ou do Imposto de Renda.

O descumprimento da obrigação acarretará multa de R$ 100 por trabalhador não atendido. O valor, de acordo com o projeto, será reajustado anualmente pela taxa Selic.

Tramitação
A proposta ainda será analisada em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

12/06/08 - Convenção 158: mensagem presidencial ameaçada na Câmara

 

A mensagem presidencial que propõe a ratificação da Convenção 158 da OIT, que proíbe a demissão imotivada, está ameaçada na Câmara.

 

O relator da matéria, deputado Júlio Delgado (PSB/MG), apresentou ao texto parecer contrário. Isto é, caso seu parecer seja aprovado, a mensagem será arquivada.

 

Desse modo, alertamos o movimento sindical, pois caso a mensagem seja arquivada nesta legislatura somente na próxima poderá ser reapresentada.

 

O parecer contrário do relator à mensagem está na pauta para votação na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e só não foi votado nesta quarta-feira (11), porque o deputado Vieira da Cunha (PDT/RS) pediu vistas da matéria.

 

Vieira da Cunha, que é relator da mensagem que ratifica a Convenção 151, pretende apresentar voto em separado, contra o relatório de Delgado, e a favor a ratificação da Convenção 158.

 

É ele quem chama atenção para a possibilidade de a matéria cair na Comissão caso o movimento sindical não pressione o colegiado à rejeitar o parecer do deputado Júlio Delgado.

 

A Comissão agendou nova reunião para a próxima quarta-feira (18), quando poderá votar ambos os pareceres às mensagens presidenciais.

 

Assim, para garantir que as normas sejam aprovadas na Comissão de Relações Exteriores é necessário intensa mobilização do movimento sindical. Do contrário, não é exagero afirmar que a Convenção 158 está ameaçada.

(Marcos Verlaine)

Fonte: Diap

 


 

 

Dois membros suplentes da diretoria do Sinprovern (Sindicato dos Empregados Vendedores e Viajantes do Comércio, Propagandistas, Propagandistas-Vendedores e Vendedores de Produtos Farmacêuticos no Estado do Rio Grande do Norte) foram demitidos porque não estavam ao abrigo da estabilidade provisória, uma vez que a diretoria da instituição se compõe de nove membros e o artigo 522 da CLT estende a estabilidade a até sete membros. Este foi o entendimento da Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que modificou decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região que reconheceu a estabilidade dos sindicalistas, demitidos pela Astrazeneca do Brasil Ltda.

Em fevereiro de 2006, os empregados ajuizaram ação na 2ª Vara do Trabalho de Natal, reclamando que foram dispensados imotivadamente, sem aviso prévio, no início daquele mês, embora tivessem estabilidade provisória por integrar a suplência da diretoria do sindicato. Informaram que a dispensa foi anunciada em um hotel da cidade para o qual foram convocados para uma reunião de trabalho. Entraram na empresa em data distinta: 1986 e 1997, mas exerciam a mesma função de propagandistas-vendedores, na qual percorriam todas as regiões do Estado, de segunda a sexta-feira, e às vezes até aos domingos.

A empresa contestou. Alegou que a quantidade dos membros eleitos para a diretoria do sindicato estava além do que o artigo 522 da CLT estabelece como detentores de estabilidade provisória. O primeiro grau reconheceu que, embora o estatuto do sindicato estabeleça um número maior de membros para a diretoria e igual número de suplentes permitidos por lei, isso não dá à empresa o poder de escolher quais deles terão direito à estabilidade, e determinou que os trabalhadores fossem reintegrados.

A Astrazeneca recorreu, mas a decisão foi mantida pelo Tribunal Regional. A empresa interpôs recurso ao TST, no qual afirmou que houve “abuso de direito em face do direito potestativo do empregador de rescindir os contratos de trabalho de seus empregadores”. A Primeira Turma acolheu a argumentação da empresa, ao entender que a decisão regional que foi contrária ao disposto no artigo 522 da CLT, que limita a sete o número de dirigentes sindicais beneficiários da garantia de emprego. O relator do processo, ministro Lelio Bentes Corrêa, esclareceu que a interpretação do artigo 522 da CLT leva a crer que gozam de estabilidade apenas os integrantes da diretoria, até o limite máximo de sete – não atingindo os suplentes, ainda que sejam suplentes dos sete primeiros dirigentes.

Uma vez que o Regional registrou expressamente que a diretoria do sindicato se compõe de nove membros, excedendo, portanto, o limite legal, não caberia, portanto, a estabilidade provisória, esclareceu o relator, acrescentando que este é o entendimento da jurisprudência pacificada do TST (Súmula nº 369, inciso II). Por unanimidade, a Turma deu provimento ao recurso da empresa e julgou a ação improcedente.

(RR-249/2006-002021-00.7).
(Mário Correia)

Fonte: TST

 


 

 

O remanejamento de setor e a supressão do adicional de periculosidade, devido ao fato de o trabalhador não estar mais sujeito ao risco, não representa alteração contratual ilícita e se inclui entre as prerrogativas do empregador de praticar alterações nas condições de trabalho sem prejuízo para o trabalhador, o chamado jus variandi. Ao adotar este entendimento, a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso de revista de um empregado da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (CHESF), que alegava que seu remanejamento se deu por perseguição da empresa e pedia, além da incorporação da parcela, indenização por dano moral.

Remanejado depois de mais de dez anos de exercício de atividades enquadradas como de risco, ele argumentava que o adicional integrava seu patrimônio jurídico e não poderia ser suprimido. Afirmou também na ação ajuizada contra a CHESF que o remanejamento se deu por represália ao fato de ter ajuizado várias reclamações trabalhistas contra a empresa. Tanto a sentença de primeiro grau quanto o Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (PI) rejeitaram os pedidos formulados. Ao recorrer ao TST, o trabalhador insistiu em ambos.

Sobre a incorporação, afirmou que a supressão violaria o artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição, que trata do direito adquirido, e o dispositivo da CLT que impede a alteração unilateral do contrato de trabalho (artigo 468). Mencionou ainda o fato de a CLT garantir a integração de gratificações ao salário (artigo 457, inciso I). O relator da revista na Sexta Turma, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, ressaltou, porém, que o adicional de periculosidade não é tratado no artigo 457 da CLT, que trata de comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador. “Não há como garantir ao empregado a incorporação do adicional na remuneração“, explicou. “Evidentemente que se o empregado recebe o adicional mensalmente, essas parcelas repercutem no cálculo das horas extras, por exemplo, mesmo porque se pressupõe que o trabalho suplementar foi realizado sob as mesmas condições de risco. Entretanto, não se trata aqui de garantir a incorporação da parcela, uma vez que, cessadas as condições especiais de trabalho, o pagamento não será mais devido.”

Quanto ao dano moral, o empregado sustentou no recurso ter sido “perseguido e atingido em sua dignidade e em seu bolso”, já que o remanejamento implicou a perda do adicional. Por isso, disse que teve de se submeter a tratamento psiquiátrico. A Sexta Turma, no entanto, baseou-se no quadro delineado pelo TRT/PI, segundo o qual não havia evidência de que a empresa tenha se conduzido de forma ofensiva à intimidade ou à honra do trabalhador, não havendo, assim, prejuízo de ordem moral. “Além de não haver constrangimento ou humilhação que justifique indenização, o trabalhador, depois da relotação, passou a trabalhar no setor pré-operacional e condicionamento de linha de transmissão, atividade compatível com seu conhecimento técnico”, concluiu o relator, em voto seguido pelos demais ministros.

(RR 1759/2001-002-22-00.1)
(Carmem Feijó)
 

Fonte: TST

 


 

11/06/08 - Ministério quer saber situação trabalhista de brasileiros no exterior

 

Brasília - O Ministério do Trabalho criou uma comissão que deve analisar, em 60 dias, a situação dos trabalhadores brasileiros no exterior, além de propor sugestões.
 

A Portaria n.º 278, publicada hoje (11) no Diário Oficial da União prevê a participação de seis pessoas no grupo – representantes do gabinete do ministro do Trabalho,Carlos Lupi, da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego e da Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração.

 

De acordo com a norma, o grupo de trabalho poderá convidar representantes de órgãos públicos, entidades, instituições e representações sindicais que possam trazer mais informações sobre a situação dos trabalhadores no exterior.

Fonte: Agência Brasil

 


 

11/06/08 - Adicional de periculosidade só é recebido se há risco

 

Se o trabalhador não está mais sujeito a riscos, não há porque a empresa manter o adicional de periculosidade. A eliminação do adicional não significa redução de salário. A constatação é da 6ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, que rejeitou o recurso de um empregado da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

 

O empregado alegou que foi trocado de função por perseguição da empresa e pedia, além da incorporação do adicional ao salário, indenização por dano moral.

 

“Evidentemente que se o empregado recebe o adicional mensalmente, essas parcelas repercutem no cálculo das horas extras, por exemplo, mesmo porque se pressupõe que o trabalho suplementar foi realizado sob as mesmas condições de risco. Entretanto, não se trata aqui de garantir a incorporação da parcela, uma vez que, cessadas as condições especiais de trabalho, o pagamento não será mais devido”, explicou o ministro Aloysio Corrêa da Veiga, relator do recurso.

 

O ministro informou, ainda, que o adicional de periculosidade não é abordado no artigo 457, da CLT, que trata de comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagem e abonos pagos pelo empregador. “Não há como garantir ao empregado a incorporação do adicional na remuneração“, explicou.

 

Remanejado depois de mais de 10 anos de exercício de atividades enquadradas como de risco, o empregado argumentava que o adicional integrava seu patrimônio jurídico e não poderia ser suprimido. Afirmou também que o remanejamento se deu por represália ao fato de ter ajuizado várias reclamações trabalhistas contra a empresa.

 

Dano moral

Quanto ao dano moral, o empregado sustentou ter sido “perseguido e atingido em sua dignidade e em seu bolso”, já que o remanejamento implicou a perda do adicional. Disse que tal fato o levou a se submeter a tratamento psiquiátrico.

 

Com base na decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 22ª Região (PI), que, assim como a primeira instância, também negou os pedidos do trabalhador, a 6ª Turma entendeu que não havia evidência de que a empresa tenha se conduzido de forma ofensiva à intimidade ou à honra do trabalhador. A conclusão foi a de que não houve prejuízo de ordem moral.

 

“Além de não haver constrangimento ou humilhação que justifique indenização”, segundo o ministro, ele “passou a trabalhar no setor pré-operacional e condicionamento de linha de transmissão, atividade compatível com seu conhecimento técnico”.

RR 1.759/2001-002-22-00.1

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

11/06/08 - Pedido de vista adia votações das convenções 151 e 158
 

Em reunião nesta quarta-feira (11) a Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, acatou um pedido de vistas adiou a votação das Convenções da OIT 151 (negociação coletiva no serviço público) e 158 (demissão imotivada).

 

Vieira da Cunha (PDT/RS), entre outros deputados, pediram vistas da mensagem Presidencial nº 59/08, que trata da convenção 158 sobre o fim da demissão sem motivo. O parecer do relator, deputado Júlio Delgado (PSB/MG), apresentou parecer pela rejeição da matéria. O parlamentar gaúcho deverá apresentar até a próxima quarta (18), um voto em separado contrário ao relatório de Delgado.

 

Para Vieira da Cunha a proposta põe fim a uma avalanche de perseguições a que os trabalhadores estão submetidos. Paro o deputado à aprovação da Convenção 158 é um grande avanço nas relações capital e trabalho. O parlamentar defende, entre outros aspectos, que o trabalhador saiba porque está sendo demitido.

 

Servidor

Com relação a Convenção 151, que trata da negociação coletiva no serviço público, a matéria constante na mensagem Presidencial nº 58/08 e deverá ser votada também na próxima semana. O relator no colegiado, deputado Vieira da Cunha, está se posicionando em sintonia com os interesses dos trabalhadores, tanto do serviço público, pois seu parecer é pela aprovação da matéria, como na iniciativa privada.     

 

Apesar do pedido de vista do deputado Júlio Delgado, o relator acredita que existe um sentimento de aprovação da Convenção 151 pelo Congresso Nacional. Para o relator da matéria, existe uma “lacuna na legislação que será suprimida com a aprovação da 151”, acredita e defende.

 

A Comissão voltará a se reunira na próxima quarta (18), às 10, no plenário 3 do anexo II da Câmara dos Deputado.

Fonte: Diap

 


 

11/06/08 - Inflação mantém ritmo de aceleração em São Paulo

 

São Paulo - Pelo quinto mês seguido, foi mantido o ritmo de aceleração do Índice de Preços ao Consumidor (IPC), medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que atingiu 1,30% na primeira quadrissemana de junho. Essa taxa superou a variação registrada no fechamento de maio (1,23%) e ficou bem acima da primeira prévia do mês anterior (0,68%).

 

No período, mais uma vez, os alimentos puxaram a alta, subindo 3,68%, a maior oscilação desde a terceira prévia de dezembro de 2002 (4,06%). A segunda maior elevação foi constatada em vestuário (1,30%), mas já em processo de desaceleração porque ficou abaixo da medição anterior (1,55%).

 

A exemplo desse último grupo, os demais apresentaram diminuição no ritmo, em comparação com o fechamento de maio: habitação, 0,73% ante 0,74%; transportes, 0,29% ante 0,31%; despesas pessoais, 0,74% ante 0,79%; saúde, 0,35% ante 0,59%; e educação 0,02% ante 0,04%.

Fonte: Agência Brasil

 


 

11/06/08 - Lupi anuncia 1 milhão de empregos em cinco meses

Ministro antecipa na OIT geração recorde de postos com carteira assinada no Brasil

 

Genebra, 10/06/2008 - O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, antecipou nesta terçaa-feira (10), na sede da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra, na Suíça, que a geração de empregos com carteira assinada irá ultrapassar  um milhão de novas vagas nos primeiros cinco meses de 2008 - quase 30% a mais do que o resultado recorde obtido no mesmo período do ano passado.
 
A afirmação foi feita durante a cerimônia de apresentação da Agenda Bahia do Trabalho Decente, realizada pelo governador baiano Jaques Wagner, na sede da OIT. Trata-se da primeira iniciativa de nível estadual em todo mundo, ratificando a  proposta de construção de uma Agenda Global de Trabalho Decente. O conceito é usado pela OIT  para simbolizar o trabalho remunerado adequadamente e exercido segundo parâmetros de liberdade, justiça e segurança.
 
A agenda foi oficialmente lançada em 6 de dezembro de 2007. Além da erradicação do trabalho escravo e a falta de dignidade no trabalho doméstico, ela estipula várias outras ações para a promoção da igualdade de raça, gênero e deficiência no mercado de trabalho. Também sugere projetos específicos para garantir condições dignas aos trabalhadores das áreas relacionadas aos biocombustíveis, como indústria e lavoura de cana-de-açúcar.
 
O ministro Lupi está em Genebra desde a última sexta-feira acompanhando a Conferência Internacional do Trabalho, organizada anualmente pela entidade.
Acompanhado pelo diretor-geral da OIT, Juan Somavía, Lupi elogiou a iniciativa do governo baiano, lembrando que o estado vem liderando a geração de empregos com carteira assinada no Nordeste.

"Tenho certeza de que o exemplo da Bahia vai inspirar outros estados do Brasil e do mundo e irá contribuir decisivamente para a melhoria do diálogo social entre trabalhadores, empregadores e o governo". 

Fonte: MTE

 


 

11/06/08 - Lupi destaca compromisso do país contra trabalho escravo e infantil 

Em discurso na Conferência Internacional da OIT, ministro relata avanços do país na fiscalização do trabalho e chama a atenção para a importância da eliminação dos subsídios à produção agrícola nos países desenvolvidos

 

A erradicação do trabalho infantil, a luta contra o trabalho escravo, a expansão do emprego e a qualificação profissional foram temas mencionados nesta segunda-feira (9) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, durante discurso na Sessão Plenária da 97° Conferência Internacional do Trabalho da OIT, que acontece em Genebra, Suíça.

 

Para uma platéia composta por dirigentes da Organização Internacional do Trabalho e representantes dos trabalhadores e empregadores, Lupi reafirmou que a eliminação da exploração laboral infantil é prioridade no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), estando o tema nas diretrizes anuais do planejamento da inspeção. "A posição do governo brasileiro em relação a este tema é de que a solução está na educação e, portanto, o lugar de criança é na escola. Criança deve brincar e estudar", reiterou Carlos Lupi.

 

Sobre o trabalho escravo, Lupi destacou as ações do Grupo Móvel, criado em 1995, e que já foi responsável pelo resgate de mais de 28 mil trabalhadores em situação análoga à escravidão. "A esses trabalhadores é disponibilizado o apoio necessário para viabilizar o seu retorno ao lar, acesso ao seguro-desemprego e qualificação profissional", explicou o ministro, já que estes trabalhadores, ao serem resgatados, têm seus direitos trabalhistas colocados em dia.

 

O ministro também relatou na Plenária que uma das maiores preocupações do governo brasileiro diz respeito às condições de trabalho no setor sucroalcooleiro bem como a produção de alimentos: munido de dados, lembrou que a área agricultável do Brasil é de 383 milhões de hectares, enquanto que a área plantada de cana-de-açúcar, por exemplo, é de 7 milhões de hectares (2%), possuindo ainda o país cerca de 91 milhões de hectares para expansão da agricultura.

 

"Neste aspecto, chamamos a atenção para a importância da eliminação dos subsídios à produção agrícola nos países desenvolvidos, estes sim os maiores responsáveis pela atual "crise alimentar", argumentou.

Emprego - As marcas históricas de postos de trabalho que o país tem registrado também foi destaque no discurso proferido por Lupi: entre o período de 2003 a 2007, foram gerados mais de 8 milhões de empregos, somados os postos de trabalho no setor privado e no setor público.  "A expansão do emprego é igualmente acompanhada por uma política de recuperação da renda dos trabalhadores, sobretudo do salário mínimo, condição fundamental para o desenvolvimento econômico com eqüidade", ressaltou, mencionando ainda o aumento do salário mínimo no Brasil, que em 2003 estava em torno de US$ 82 e hoje, encontra-se na faixa US$ 253.

 

Na área da qualificação profissional, o ministro fez questão de falar sobre o Programa Nacional de Inclusão de Jovens (ProJovem) Urbano, lançado recentemente e com a meta de beneficiar 3,5 milhões de jovens, de 18 a 29 anos, até 2010; e, entre outros programas, o Consórcio Social da Juventude Indígena (na região do Xingu), com o proposta de capacitar 1.000 jovens no Mato Grosso e no Pará até o final do ano.

 

Convenções 151 e 158 - Lupi também lembrou que foi encaminhado ao Congresso Nacional, no começo do ano, texto favorável à ratificação das Convenções 151 e 158 da OIT. A Convenção 151 regulamenta e assegura o direito de negociação coletiva dos servidores públicos, e a 158 proíbe as demissões imotivadas dos trabalhadores.

 

Sobre as centrais sindicais, citou o reconhecimento legas das mesmas, que passaram a receber reconhecimento de seu papel como representantes legítimos dos interesses gerais da classe trabalhadora brasileira. "Essas ações representam um sinal do compromisso do governo brasileiro com o fortalecimento do diálogo social e a democratização das relações de trabalho em nosso país. O Brasil continuará fazendo a sua parte para promover a justiça social no mundo, cooperando com as nações e sempre respeitando a autodeterminação dos povos."

Conferência - A 97º Reunião da OIT espera reunir mais de 3.000 representantes de governos, trabalhadores e empregadores em Genebra (Suíça) entre os dias 28 de maio a 13 de junho.  Este ano, estão em pauta temas como a redução da pobreza rural e os avanços na promoção de qualificações profissionais e direitos trabalhistas. A reunião anual da OIT também se propõe a analisar os desafios estratégicos para o trabalho decente.

Fonte: MTE

 


 

10/06/08 - O que o patrão pode e não pode exigir durante seleção da mão-de-obra

 

É proibida a prática discriminatória para o acesso ao emprego por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade

 

Depois de passar horas em frente a um computador tentando elaborar um curriculum vitae, percorrer os classificados dos jornais em busca de uma colocação no mercado e enfrentar tensos processos de seleção, finalmente a possibilidade de um emprego.

 

Os próximos passos agora são apresentar os documentos exigidos pela empresa, submeter-se ao exame admissional e, enfim, ter assinada a contratação. Mas que documentos? Como será o exame admissional?

 

Documentação

Independente da função que vá assumir, o futuro empregado deve entregar a Carteira de Trabalho e Previdência Social, cédula de identidade, Cadastro de Pessoa Física (CPF), título de eleitor e certificado de reservista. Se possuir filhos, apresentará, para recebimento do salário-família, a certidão de nascimento dos filhos menores de 14 anos ou de maiores incapazes, declaração da escola em que o menor estuda e carteira de vacinação para os menores de seis anos.

 

Previsto no artigo 168, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o exame admissional é obrigatório e faz parte do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. Por meio dele, o médico, especializado em Medicina do Trabalho, atesta se o potencial funcionário de uma determinada empresa está apto a assumir suas funções.

 

Exigências não permitidas

Quanto aos documentos que não podem ser exigidos, vale ressaltar a proibição contida na Lei nº 9029/95 de adoção de qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso a relação de emprego, ou sua manutenção, por motivo de sexo, origem, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade.

 

Isso quer dizer, por exemplo, que é proibida a exigência de comprovação de experiência prévia por tempo superior a seis meses no mesmo tipo de atividade; de certidão de que não possui processo trabalhista ajuizado (certidão negativa trabalhista); de certidão negativa da Serasa, do SPC e assemelhados ou dos cartórios de protestos; e de informações sobre antecedentes criminais, tais como certidão negativa criminal ou "folha corrida".

 

É importante lembrar que não são permitidos testes de gravidez, de esterilização e exame de HIV (Aids), por se constituir prática discriminatória. A determinação conta com apoio, em especial, do Conselho Federal de Medicina, por meio da Resolução 1359, de 1992.

 

Qualquer pessoa que estiver participando de um processo de seleção no qual são exigidos documentos não previstos na lei pode fazer uma denúncia em uma Comissão Regional de Igualdade e Opotunidades de Gênero, Raça, Etnia e Pessoas com Deficiência e Combate à Discriminação. Estas unidades estão presentes nas Superintendências Regional de Trabalho e Emprego de todo o Brasil. (Com MTE)

Fonte: Diap

 


 

10/06/08 - MTE lança revista 

REVISTA TRABALHO é a nova publicação trimestral que vai mostrar reportagens especiais sobre as ações do MTE

 

Brasília, 09/06/2008 - Já está disponível na internet a REVISTA TRABALHO, publicação trimestral do Ministério do Trabalho e Emprego. A edição de lançamento (maio, junho e julho) vem com reportagens especiais sobre a geração de empregos, qualificação profissional, trabalho escravo, empreendedorismo, economia solidária. A idéia da revista é fazer uma prestação de contas aos trabalhadores das ações do MTE e dar cara a alguns profissionais que são responsáveis pelo crescimento deste país.

 

É o caso dos jovens de Florianópolis que resolveram arregaçar as mangas e criar cooperativas, depois de participarem dos cursos de capacitação profissional do Consórcio Social da Juventude no estado.

 

Tem também a história de vida de alguns dos milhares de brasileiros que assinaram a carteira de trabalho pela primeira vez em 2007, ano recorde da geração de empregos no Brasil, quando mais de 1,6 milhão de pessoas entraram para o mercado formal.

Além das matérias da REVISTA TRABALHO, a versão on-line conta com áudio, fotos e reportagens exclusivas, complementando a informação.

Para ter acesso a tudo isso, basta clicar aqui.

 

Quem quiser mandar mensagens, comentários, críticas e sugestões de reportagens pode enviar email para revista@mte.gov.br. Participe!

Fonte: MTE

 


 

10/06/08 - Projeto propõe adequação da LDBEN a mercado de trabalho de jovens

 

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) também deve deliberar, na terça-feira (10), sobre projeto de lei da Câmara (PLC 18/08) que altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96- LDBEN) para adequá-la a mudanças no mercado de trabalho para jovens e adultos.

 

A proposta objetiva capacitar estudantes para atendimento à demanda de mão-de-obra no país, reduzindo os índices de desemprego a partir da integração do ensino médio, de graduação e pós-graduação com o ensino profissional e tecnológico.

 

Estabelece que a educação profissional e tecnológica, "no cumprimento dos objetivos da educação, deverá integrar-se aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia". Para tanto, prevê a organização dos cursos profissionais por "eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes roteiros formativos, respeitando as normas dos respectivos níveis de ensino".

 

Ao justificar a proposição, o ministro da Educação, Fernando Haddad, observou que a LDBEN carece da atualização na forma proposta, "para avançar na preparação do indivíduo no exercício da cidadania e no seu desenvolvimento pessoal, notadamente quanto ao seu compromisso de educar visando à melhor qualificação para o trabalho". Além disso, reforçou o ministro, as alterações têm o sentido de adequar a lei ao conjunto de medidas do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) da Educação.

 

A matéria recebeu parecer favorável do relator, senador Marco Maciel (DEM-PE), que ofereceu emenda de redação. Caso seja aprovado, o PLC 18/08 será encaminhado ao Plenário.

 

Fonte: Agência Senado

 


 

10/06/08 - Conferência Internacional do Trabalho discutirá mazelas sociais no mundo
 

Espera-se que a Conferência reúna mais de 3.000 delegados, incluindo ministros do Trabalho e representantes das organizações de trabalhadores e patronais da maioria dos 181 países membros da OIT. Cada país membro tem direito de enviar quatro delegados à Conferência: dois do governo e outros dois representando os trabalhadores e empregadores respectivamente. Cada um deles pode expressar-se e votar de maneira independente.

 

A 97ª Conferência da Organização Internacional do Trabalho (OIT) acontece em Genebra, Suíça, de 28 de maio a 13 de junho. Neste ano a reunião tratará assuntos como a redução da pobreza rural e os últimos avanços na promoção de qualificações profissionais e direitos trabalhistas.

 

A reunião anual da OIT também analisará os desafios estratégicos para alcançar o trabalho decente e servirá de cenário para uma atividade plenária de alto nível no dia 11 de junho sobre o tema “Combater a crise de alimentos através de investimentos, produção e trabalho decente”.

 

Por meio do Decreto sem número de 6 de junho foram designados para participar da Conferência dois membros do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República, a saber: Artur Henrique da Silva Santos, de 6 a 14 de junho de 2008; e Paulo Safady Simão, de 7 a 14 de junho de 2008.

 

Trabalho decente

Hoje (9), o Diretor-Geral da OIT, Juan Somavia, apresentará aos delegados uma visão geral dos temas e preocupações da OIT. O Diretor-Geral apresentará um novo relatório sobre “Trabalho Decente: alguns desafios estratégicos em perspectiva”, que analisa o papel do Programa de Trabalho Decente da OIT na promoção do equilíbrio e igualdade em um mundo que atravessa um momento crítico em nível econômico, financeiro, social e ambiental.

 

Entre outros eventos de caráter especial, a Plenária da Conferência celebrará em 12 de junho o Dia Mundial contra o Trabalho Infantil sob o tema “Educação: a resposta certa contra o trabalho infantil”.

 

No 12 de junho a Conferência elegerá novos membros para o próximo período do Conselho de Administração da OIT e discutirá sobre como fortalecer a capacidade da Organização para oferecer assistência aos Membros para que atinjam seus objetivos no contexto da globalização e em temas como o aumento do emprego, a proteção social, os direitos fundamentais e o diálogo social, que constituem as bases principais do Trabalho Decente. (Com OIT)

Fonte: Diap

 


 

10/06/08 - Projetos que modernizam a Justiça viram leis

 

Três projetos de lei aprovados pelo Congresso que modernizam o Código de Processo Penal (Lei 3689/41) foram sancionados nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre eles, está o PL 4203/01, que muda as regras do Tribunal do Júri, responsável pelo julgamento dos crimes dolosos contra a vida: não será mais possível a análise do caso por um novo júri caso a pena decretada seja superior a 20 anos de prisão. Embora a defesa continue podendo recorrer contra a decisão, o fato de uma condenação ser superior a 20 anos não será mais motivo para que aconteça novo julgamento.

A nova lei poderá evitar casos semelhantes ao que permitiu a revisão da pena do fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, acusado de mandar matar, em 2005, a missionária norte-americana Dorothy Stang. Ele havia sido condenado, mas foi absolvido em um segundo julgamento.

Provas ilícitas
O Projeto de Lei 4205/01, também sancionado, acaba com a validade das provas obtidas ilicitamente, para impedir manobras que contaminem, retardem e onerem os processos. A prova formada a partir de uma prova ilícita também não poderá ser considerada, e o juiz que tomar conhecimento de uma prova ilícita ficará impedido de analisar o processo.

A nova lei também altera o procedimento para perguntas durante o julgamento. Elas poderão ser feitas diretamente às testemunhas, sem a necessidade da intermediação do juiz.

Simplificação
Também virou lei o PL 4207/01, que simplifica os procedimentos da ação penal, autorizando gravações audiovisuais sem necessidade de transcrição nos autos.

O texto autoriza o juiz a determinar o valor mínimo de indenização para a vítima, e prevê que não será exigido o protocolo de ação civil na Justiça para a reparação de danos - morais, financeiros, físicos, psicológicos.

A citação do réu também poderá ser feita por edital. Hoje, ela é possível apenas pessoalmente, o que atrasa em muito o prazo dos julgamentos. O exercício da ação penal pública será de competência privativa do Ministério Público.

O projeto atualiza a multa por abandono de defesa sem motivo imperioso, que passará a ser de dez a cem salários mínimos, sem prejuízo de outras ações cabíveis.

Rapidez
O relator dos projetos na Câmara, deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), destaca a rapidez processual que será imposta à Justiça. Segundo ele, a simplificação de atos, a diminuição do número de audiências e o fato de ser facilitada a produção de provas tornarão a Justiça criminal muito mais rápida. "Não é possível um julgamento justo sem que haja um prazo para ouvir a defesa e produzir provas. Mas a lentidão anômala e abusiva que acontece hoje certamente será duramente atingida", disse.

Harmonia entre Poderes
O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que a harmonia nas ações dos três Poderes foi importante na modernização do código. Genro anunciou, para os próximos dias, a sanção de outras propostas aprovadas pelo Congresso que vão garantir, segundo ele, maior presença da Justiça nas grandes questões penais e de segurança pública.

Entre eles, Genro destacou a proibição da venda de álcool nas estradas que cortam áreas rurais (MP 415/08), entre outras matérias que mudam as normas jurídicas.

Genro elogiou o esforço pessoal do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, para possibilitar as votações. Chinaglia e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, também participaram da sanção dos projetos. As três novas leis passam a vigorar efetivamente daqui a 60 dias.

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/06/08 - Diferença de R$ 0,10 leva à rejeição de recurso trabalhista

 

A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo da Rede Ferroviária Federal S.A (em liquidação) contra decisão que havia rejeitado recurso de sua autoria, pelo fato de a empresa ter feito depósito recursal com R$ 0,10 a menos do que o valor legal.

Condenada em ação trabalhista no valor de R$ 30 mil, a RFFSA entrou com recurso ordinário no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO). O TRT rejeitou o apelo por considerá-lo “deserto”, ou seja, por não preencher um dos requisitos legais – no caso, o recolhimento integral do depósito recursal conforme a tabela em vigor. A empresa deveria ter depositado R$ 3.196,10 – mas recolheu R$ 3.196,00.

Inconformada, a RFFSA contestou a decisão, afirmando que a diferença entre o valor devido e o recolhido é ínfima, mas o TRT negou seguimento ao recurso de revista, por concluir que a declarada deserção está respaldada pela Orientação Jurisprudencial nº 140 da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do TST. Na tentativa de “destrancar” o recurso, a empresa apelou ao TST, mediante agravo de instrumento, insistindo na mesma argumentação, ou seja, de que não poderia ser penalizada pelo fato de se tratar de diferença ínfima no valor do depósito.

Para o relator da matéria, ministro Emmanoel Pereira, não há o que mudar na decisão do TRT, face ao que dispõe o item I da Súmula nº 128 do TST e da OJ nº 140 da SDI-1, que estabelece: “Ocorre deserção do recurso pelo recolhimento insuficiente das custas e do depósito recursal, ainda que a diferença em relação ao ‘quantum’ seja ínfima, referente a centavos”.

Decisão semelhante foi adotada sobre a mesma questão, há cerca de um ano, também pela Quinta Turma, e ratificada pela SDI-1 do TST. Em setembro de 2007, a Companhia Siderúrgica de Tubarão teve um recurso (E-ED-AIRR 365/2003-008-17-40.8) rejeitado, por ter feito o depósito com diferença de apenas R$ 0,03.
(AIRR 1301/1998-005-10-00.0)

Fonte: TST

 


 

 

09/06/08 - 12 de junho Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil

 

Este ano, o Dia mundial contra o trabalho infantil (12) será marcado no mundo inteiro com atividades para a sensibilização com a mensagem: Educação: resposta certa contra o trabalho infantil.

 

· a educação integral, de qualidade e inclusiva para todos os meninos, meninas e adolescentes, até a idade mínima para admissão ao emprego;

· políticas educativas que previnam o problema do trabalho infantil pela garantia de educação de qualidade, com recursos e qualificação adequadas;

· uma educação para a sensibilização sobre a necessidade de debater o problema do trabalho infantil.

 

O trabalho infantil – um obstáculo para a educação

Segundo estimativas globais da Organização Internacional do Trabalho, 165 milhões de crianças, de 5 a 14 anos de idade, são vítimas do trabalho infantil. Muitos dos quais trabalham longas horas e em condições perigosas.

 

O trabalho infantil está diretamente vinculado à pobreza. Uma família com baixa renda pode não dispor de meios suficientes para garantir a educação de suas crianças. Além disso, a família pode depender da contribuição financeira que a criança trabalhadora traz para a complementação da renda familiar e considerar essa contribuição mais importante do que o acesso à educação. Adicionalmente, quando uma família tem que escolher entre enviar seus filhos ou suas filhas à escola, em geral as meninas saem perdendo.

 

Hoje, mais do que nunca, as crianças necessitam de educação e formação integrais e de qualidade se desejam adquirir as qualificações necessárias para obterem êxito no mercado de trabalho. Entretanto, em muitos países, as escolas às quais as famílias de baixa renda têm acesso não dispõem de recursos e nem estão adaptadas às suas necessidades. Instalações limitadas, classes lotadas e carência de professores com formação adequada, são alguns dos elementos que contribuem para um baixo nível educacional.

 

Através dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), as Nações Unidas e a comunidade internacional estipularam metas para garantir que todas as crianças completem a educação básica, e para que se reduzam as desigualdades de gênero na educação até 2015. Estas metas só poderão ser alcançadas se solucionados os fatores que geram o trabalho infantil e que impedem que as famílias de baixa renda enviem seus filhos a escola.

 

Entre as principais medidas que devem ser adotadas figuram:

oferecer uma educação primária gratuita e obrigatória;

eliminar os obstáculos da educação de meninas;

assegurar que as crianças tenham acesso a escola e a um ambiente de aprendizagem seguro e de qualidade;

facilitar a nivelação da educação de crianças e adolescentes em defasagem com o sistema de educação formal;

abordar o problema do déficit mundial de professores e assegurar um corpo docente com formação profissional adequada e condições de trabalho decente;

reforçar as leis sobre trabalho infantil e educação, em atendimento às normas internacionais;

lutar contra a pobreza e criar oportunidade de trabalho decente para os adultos;

aumentar a sensibilização para a necessidade de eliminar o trabalho infantil.

 

Promoção dos direitos humanos e o desenvolvimento

Direito a uma educação ocupa uma posição central entre os direitos humanos, por ser essencial para o desenvolvimento e exercício de outros direitos. Constitui o meio pelo qual as crianças e adolescentes, econômicos e socialmente excluídos, podem sair da pobreza. Além disso, crianças que se beneficiem com a educação são mais propensas a proporcionarem a educação a seus próprios filhos.

Investir na educação é também uma decisão economicamente válida. Um estudo recente confirma que eliminar o trabalho infantil e substituí-lo por uma educação universal oferece grandes benefícios econômicos, além dos benefícios sociais. Em termos gerais, tais benefícios superam os custos em una relação superior de 6 para 1.

 

Junte-se a nós para o Dia mundial 2008

A esperança, segundo a OIT, é que o Dia mundial contra o trabalho infantil 2008 seja extensamente sustentado pelos governos, organizações de empregadores e de trabalhadores, agências das Nações Unidas, por todos aqueles interessados na promoção da educação e na luta contra o trabalho infantil. Convidamos todos e suas organizações a participarem do Dia mundial de 2008. Junte-se a nós e una sua voz ao movimento mundial contra o trabalho infantil. (Com OIT)

 

Para mais informações:

Organização Internacional do Trabalho – Escritório no Brasil Setor de Embaixadas Norte, Lote 35 - Brasília - DF / Brasil - 70800-400 Tel.: +55.61.2106-4600 Fax: +55.61.3322-4352  E-mail: brasilia@oitbrasil.org.br

Fonte: Diap

 


 

09/06/08 - Hoje é Dia do Porteiro

Conforme dados da RAIS, existem no Brasil 413,7mil porteiros. O estado de São Paulo concentra o maior número: mais 149mil. A seguir vem o Rio de Janeiro com 55,6mil e Minas Gerais com 34,5mil. No Acre constam registrados apenas 204 porteiros

 

Brasília - 09/06/2008 - O que é que Raimundo de Jesus dos Santos, funcionário do Ministério da Previdência Social, e São Pedro têm em comum? Os dois exercem a mesma profissão. O primeiro cuida da portaria do prédio dos Ministérios da Previdência Social e do Trabalho e Emprego há 18 anos, em Brasília. O segundo, de acordo com a tradição da Igreja Católica, está na função há 2 mil anos.

 

Santos gosta muito do que faz. Tanto que já poderia ter se aposentado, mas prefere estar na ativa. Quando ingressou no serviço público, há mais de trinta anos, fez curso na Polícia Federal quando aprendeu dicas de como observar as pessoas e o ambiente de trabalho e assim exercer bem a profissão.

 

Destacando que o porteiro precisa ser discreto e responsável, Raimundo acha que a profissão não é valorizada nem socialmente nem financeiramente."Tem gente que diz que a gente não faz nada, talvez porque não ficamos na frente de um computador", desabafa.

 

A data - É na data de hoje, 9 de junho, o dia reservado para as homenagens aos porteiros, na maioria dos estados brasileiros. A definição do dia 9 de junho como Dia do Porteiro foi da Federação Nacional dos Sindicatos da categoria.

 

Identificação - Quem é esse profissional de quem você recebe o primeiro bom dia quando chega ao trabalho e tem como colega de profissão um Santo? Ele não é uma figura muito presente nas pequenas cidades do interior, mas nos grandes centros é muito comum encontrá-lo cuidando de portarias de prédios residenciais ou comerciais. Esse profissional é o porteiro, o cuidador de portas, segundo o Aurélio.

 

O que fazem - Conforme descrição do Código Brasileiro de Ocupações (CBO), os porteiros "zelam pela guarda do patrimônio, vigiam prédios residenciais e comerciais, públicos, privados e outros estabelecimentos, percorrendo e inspecionando suas dependências, para previnir incêndios, roubos, entrada de pessoas estranha e outras anormalidades; controlam o fluxo de pessoas, identificando, orientando e emcaminhando-as para os lugares desejados; recebem hóspedes em hotéis; escotam pessoas e mercadorias; fazem manutenções simples nos locais de trabalho.

 

Indicadores - Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais/2006), somadas as três categorias, os porteiros registrados são mais de 413,7 mil. O estado de São Paulo concentra o maior número: mais 149mil. A seguir vem o Rio de Janeiro com 55,6mil e Minas Gerais onde esses profissionais chegam a 34,5mil.

 

A remuneração média por hora trabalhada do profissional de portaria, se considerarmos o território nacional, varia de acordo com a categoria. Os porteiros de hotel trabalham em média 41,6 horas semanais e ganham R$ 1,72 por hora. Os porteiros de edifícios trabalham 42,3 horas por semana e o pagamento médio pela hora trabalhada é R$ 2,05. Quem cuida das portaria das casas de diversões trabalha 41,5 horas por semana e recebe R$ 2,87 por cada hora de trabalho.

 

Formação - Quem estiver interessado na profissão precisa ter o ensino fundamental. Hotéis e empresas de vigilância oferecem treinamento quando não recrutam os profissionais no mercado especializado ou em instituições de formação profissional.

Fonte: MTE

 


 

09/06/08 - Relações Exteriores poderá apreciar convenções 151 e 158 da OIT
 

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara poderá, nesta quarta-feira (11), apreciar as mensagens do Governo que ratificam as Convenções 151 (negociações coletiva no setor público) e 158 (demissão imotivada) da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

As duas matéria constam na pauta do colegiado, porém, o deputado Júlio Delgado (PSB/MG), relator da Convenção 158, apresenta parecer contrário a ratificação da norma internacional que protege o trabalhador contra a demissão sem motivo.

 

Vieira da Cunha (RS), líder do PDT e relator da Convenção 151, cujo parecer é favorável a negociação coletiva no serviço público pretende apresentar voto em separado contra o parecer de Delgado.

 

O colegiado se reúne às 10h no plenário 3.

Fonte: Diap

 


 

09/06/08 - Trabalhador poderá escolher banco e agência para receber pagamento
 

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal (CAS) voltou a pautar nesta quarta-feira (12), às 11h, a votação, entre outros itens, do projeto de lei que permite ao trabalhador o direito de escolher a instituição financeira e a agência em que os empregadores depositarão o salário.

 

Trata-se do PLS 340/04, do senador Aloizio Mercadante (PT/SP), que altera o artigo 464, da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei 5.452, de 1º de maio de 1943, para conferir aos empregados o direito de escolher a instituição financeira e a agência em que os empregadores depositarão sua remuneração. O relator da matéria, senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), apresentou parecer favorável com substitutivo.

 

Desaparecidos

O colegiado também poderá apreciar o PLS 211/04, que cria o Sistema Nacional de Cadastro de Crianças e Adolescentes Desaparecidos.

 

Ainda, entre os 13 itens da pauta, o PLC 24/07, que cria o rastreamento da produção e consumo de medicamentos por meio do controle eletrônico por códigos de barra; o PLS 302/07, que isenta o aposentado maior de 60 anos por invalidez de exame médico-pericial; e o PLS 666/07, que regulamenta a licença-paternidade a que se refere o inciso XIX, do artigo 7º, da Constituição Federal.

Fonte: Diap

 


 

09/06/08 - Novo ministro quer combater fraudes na Previdência

 

O deputado José Pimentel (PT-CE), que assumirá na quarta-feira (11) o cargo de ministro da Previdência Social, promete combater a sonegação e as fraudes. Segundo ele, o trabalho será feito por meio do aumento da transparência. Pimentel, que foi relator da Reforma da Previdência, disse também que não haverá uma nova reforma do setor. Mas, segundo ele, será necessário concluir as regulamentações decorrentes das mudanças já aprovadas.

Ele disse que seu objetivo no ministério será aprimorar a gestão para que a Previdência volte a ter superávit, como acontecia até 1987. Para isso, ele pretende aumentar o número de contribuintes. Outra meta anunciada é a melhoria no atendimento aos aposentados e pensionistas.

Pimentel acredita que a escolha do seu nome para a pasta vai fortalecer ainda mais a relação entre o Executivo e o Legislativo.
 

Fonte: Agência Câmara

 


 

09/06/08 - Seguridade aprova novo prazo para revisão de aposentadoria

 

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (4) o Projeto de Lei 6616/06, do deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP), que abre novo prazo até 31 de dezembro de 2008 para a negociação dos acordos de revisão das aposentadorias concedidas depois de fevereiro de 1994. O governo havia estabelecido, em dezembro de 2004, um prazo que expirou em 31 de outubro de 2005.

Segundo texto original do projeto, apresentado em 2006, o novo prazo valeria até o final de 2006; mas, como a proposta só foi votada agora, o relator, deputado Leonardo Vilela (PSDB-GO), incluiu emenda que corrige essa data para 31 de dezembro de 2008.

Em seu parecer pela aprovação, Vilela ressaltou que apenas uma pequena parcela dos segurados foi beneficiada pela Lei 10999/04, sobre a revisão das aposentadorias. Muitos segurados, segundo ele, só tiveram conhecimento da medida depois do fim do prazo previsto para o interessado se manifestar.

Segundo o autor da proposta, a revisão é necessária porque aconteceram erros nos cálculos dos benefícios, o que gerou uma série de ações contra o INSS.

Tramitação
O PL 6616/06 tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: Agência Câmara

 


 

 

06/06/08 - Defesa do Consumidor rejeita prazo ampliado para corte de energia elétrica e água
 

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara rejeitou o Projeto de Lei 65/07, da deputada Perpétua Almeida (PCdoB/AC), que prevê prazo de 90 dias para a suspensão do fornecimento dos serviços de energia elétrica e de tratamento e abastecimento de água em caso de inadimplência.

 

O relator do projeto, deputado Max Rosenmann (PMDB/PR), afirmou que a regulamentação atual, que condiciona a suspensão dos serviços à prévia comunicação formal ao consumidor, já dá tempo razoável para que o usuário observe as obrigações contratuais.

"Como a notificação somente ocorre após a realização da leitura (quando a energia ou a água já foi utilizada pelo consumidor), na prática, dificilmente a interrupção se dá em prazo inferior a 60 dias", destacou.

Inadimplência
Para o relator, a medida proposta, ao ampliar o prazo de inadimplência para o corte, independentemente da faixa de consumo da residência, poderá fomentar deliberado e generalizado atraso no pagamento das contas, colocando em risco a estabilidade financeira das concessões sem, na prática, beneficiar os consumidores de baixa renda.

O relator opinou que o projeto estimula a inadimplência por parte dos consumidores e acaba por onerar, ainda mais, todos os usuários dos serviços públicos essenciais, sobretudo os de baixa renda. O texto rejeitado também estabelece que a suspensão não pode ocorrer em véspera de feriado e finais de semana, salvo se solicitada pelo usuário.

A comissão também rejeitou os projetos apensados (PLs 246/07, 1.058/07, 1.875/07, 2.361/07, 2.749/08 e 2.750/08). Os projetos serão analisados ainda pelas comissões de Trabalho; e de Constituição e Justiça, antes de seguir para o plenário.

(Com Agência Câmara)

Fonte: Diap

 


 

06/06/08 - Dieese: elevação dos juros será paga pelos trabalhadores

 

O trabalhador vai acabar pagando mais uma vez a conta da elevação da taxa básica de juros (Selic), avalia o diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio. Nesta quarta-feira (4), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou a Selic de 11,75% para 12,25% ao ano.

 

"Essa medida visa a restringir a atividade econômica das empresas, restringindo o consumo interno. O rebatimento é por um lado na geração de empregos, redução dos postos de trabalho, e, simultaneamente, contenção em alguma medida do consumo através do crédito."

 

Clemente Ganz Lúcio participou, nesta quinta-feira (5), da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), no Palácio do Planalto.

 

De acordo com o diretor, a elevação dos juros adotada pelo Banco Central não enfrenta o problema de forma adequada, que é o dos preços influenciados por problemas internacionais.

 

"Vai restringir a demanda de consumo e o mercado interno, com o sacrifício extraordinário para problemas cujo enfrentamento implica tratamento de outras questões como câmbio, os próprios juros e política de abastecimento específico como o preço das commodities [bens primários com cotação internacional] ."

 

“Efeito transitório”

O presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Luciano Coutinho, afirmou na mesma reunião que o novo aumento da taxa básica de juros terá "efeito transitório" na TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo).

 

A TJLP serve de base para os financiamentos concedidos a empresas pelo BNDES. Ela está hoje em 6,25% ao ano. Já a taxa básica de juros (Selic) foi aumentada ontem pelo Banco Central de 11,75% ao ano para 12,25% ao ano.

 

O presidente do BNDES afirmou que é função do BC manter as expectativas de inflação sob controle, o que por sua vez reforça a confiança dos investidores empresariais. Além disso, a queda nas expectativas de inflação ajuda a reduzir as taxas de longo prazo.

 

"Tem impacto transitório sobre taxa de longo prazo. Na medida em que a confiança se estabelece e há a certeza de que a inflação está novamente caminhando para a meta, a taxa de longo prazo cede novamente. E os mercados sabem disso", disse Coutinho.

(Fonte: Vermelho)

Fonte: Diap

 


 

06/06/08 - Senado presta homenagem à Confederação dos Profissionais Liberais, que representa 5 milhões de trabalhadores

 

O Senado prestou nesta quinta-feira (5) homenagem à Confederação Nacional dos Profissionais Liberais (CNPL) pelos seus 54 anos, atendendo a requerimento do senador Gerson Camata (PMDB-ES). A entidade engloba 38 federações nacionais, estaduais e municipais e mais de 600 sindicatos de todo o país.

 

No país, existem cerca de 5 milhões de profissionais liberais, entre eles médicos, advogados, odontólogos, contabilistas, corretores de imóveis, fisioterapeutas e outros que empregam seus conhecimentos técnicos ou científicos em favor da sociedade e podem trabalhar sem vinculação a empresas ou ao serviço público. O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) lembrou que os palhaços de circo também são profissionais liberais e registrou sua alegria por presenciar, há alguns anos, que entre os trabalhadores que recebiam a Medalha do Mérito do Trabalho estava o palhaço de um circo mambembe.

 

Estiveram presentes à homenagem, no Plenário do Senado, o presidente da Confederação Nacional dos Profissionais Liberais, Francisco Antônio Feijó, e a diretoria da entidade. A homenagem foi aberta pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR), que concordou com a pregação da CNPL de que as entidades sindicais devem investir na formação profissional de seus representados e que eles devem ter voz ativa na formulação das políticas públicas.

 

O senador Gerson Camata lembrou que profissionais liberais estiveram presentes em momentos críticos da história brasileira, a maioria advogados e professores - José Bonifácio (independência), Joaquim Nabuco (abolição da escravatura) e Benjamin Constant (proclamação da República). O senadorMão Santa (PMDB-PI) afirmou que o ativista político, minerador e militar Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, "o maior herói brasileiro", também era profissional liberal, como o próprio nome diz.

 

Camata informou que pretende propor, no Congresso, a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Profissões Liberais e que 2009 seja designado o Ano Nacional do Ensino Técnico. O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) destacou que os profissionais liberais "têm de ser corajosos", pois é difícil "enfrentar o mercado de trabalho competitivo sem a proteção" de uma carteira de trabalho assinada por uma empresa ou por um órgão público. O senador Paulo Paim (PT-RS), que não pôde participar da sessão, enviou mensagem de cumprimentos à CNPL.

 

Fonte: Agência Senado

 


 

05/06/08 - IPC da Fipe tem alta de 1,23% em maio

 

São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe)  ficou em 1,23% no fechamento de maio, bem acima da variação constatada no mês anterior (0,54%). Foi o maior percentual desde fevereiro de 2003, quando a taxa havia oscilado em 1,61%.

A aceleração foi provocada, principalmente, pelo grupo dos alimentos, com alta de 3,17%, a mais elevada desde dezembro de 2002 (3,36%).

 

Os demais grupos apresentaram as seguintes variações: habitação, 0,74% ante 0,64%; transportes, 0,31% ante 0,29%; despesas pessoais, 0,79% ante 0,71%; saúde, 0,59% ante 0,83%; vestuário 1,55% ante 1,60%; e educação, 0,04% ante 0,03%.

 

Uma análise mais detalhada sobre a inflação de maio será apresentada às 11h pelo economista da Fipe Márcio Nakane.

Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

05/06/08 - Centrais se manifestam contra aumento da taxa de juros

 

Diante da decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), de aumentar a taxa básica de juros do País, as centrais se manifestam contrárias à posição adotada pelo Banco Central.

 

Em nota pública, as centrais afirmam que “aumentar os juros é um claro boicote aos esforços do Governo e da sociedade de promover o desenvolvimento do País, a geração de empregos e a distribuição de renda”.

 

E segue: “Não existe outra explicação plausível para o aumento dos juros senão a ação de oposicionistas infiltrados na administração para sabotar o governo e, inclusive, tirar proveito disso nas próximas eleições”.

 

Leia a íntegra ad nota:

 

“Não ao aumento dos juros! Não ao boicote do PAC!

 

O governo do presidente Lula tem representado um grande avanço para o país. Saímos de um cenário nebuloso com privatizações, desemprego, fome e falta de esperança para uma política de recuperação e fortalecimento do Estado, de crescimento acelerado, para a recuperação do salário mínimo, para o direito do brasileiro fazer três refeições por dia e à melhoria das condições de vida do povo.

 

Tudo isso foi conquistado com a união dos setores progressistas do país, que apoiaram o presidente Lula a implementar as mudanças necessárias. O crescimento econômico, particularmente mais acentuado no ano passado, foi baseado em dois pilares: o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a redução dos juros.

 

Retirar um destes pilares significa demolir a obra toda. Portanto, aumentar os juros é um claro boicote aos esforços do governo e da sociedade de promover o desenvolvimento do país, a geração de empregos e a distribuição de renda. Não existe outra explicação plausível para o aumento dos juros senão a ação de oposicionistas infiltrados na administração para sabotar o governo e, inclusive, tirar proveito disso nas próximas eleições.

 

A alegação do aumento da inflação já caiu por terra. A pressão inflacionária gerada sobre os alimentos não foi causada pelo crescimento ou aumento da demanda interna, mas sim pela especulação mundial com as commodities.

 

A própria divulgação pelo IBGE do IPCA-15, que mede a inflação entre os dias 15 do mês anterior e 15 do mês corrente, mostra que esta questão está controlada, pois a inflação medida por este índice ficou abaixo daquela registrada pelo mesmo índice no mês anterior – 0,56% em maio contra 0,59% em abril. O mal fadado “mercado” estava prevendo uma alta de até 0,67%.

 

Por isso, a CGTB, NCST, Força Sindical, UGT e CTB refutam qualquer medida no sentido de aumentar a taxa de juros na próxima reunião do Copom.

 

A cada dia que passa está mais claro que a política do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, visa combater o crescimento do país, o sucesso do governo e não a inflação.

 

José Calixto, presidente da NCST

Ricardo Patah, presidente da UGT

Wagner Gomes, presidente da CTB

Antonio Neto, presidente da CGTB”

Fonte: Diap

 


 

05/06/08 - Aprovada normas de proteção no trabalho para idosos

 

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado aprovou hoje (5), entre outras matérias, o PLS 315/07, da senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO), que dispõe sobre a proteção do trabalho do idoso.

 

Coube ao senador Paulo Paim (PT/RS), presidente do colegiado, relatar a matéria que estabelece, entre outros aspectos: 1) a jornada de trabalho do idoso não poderá ser superior a oito horas diárias, salvo por convenção ou acordo coletivo; 2) o impedimento da terceira idade de trabalhar em atividades que demandam esforço muscular superior a vinte quilos; 3) o Sesi, Senac, Senat e Senar deverão reservar 5% das vagas de seus cursos de profissionalização para os idosos; 4) as pessoas com mais de sessenta anos de idade ficam obrigadas a realizar exames médicos e de acuidade visual semestralmente e por ocasião de seu desligamento da atividade laboral; e 5) multa pecuniárias serão aplicadas pelas Delegacias Regionais do Trabalho no caso de descumprimento das obrigações estabelecidas.

 

Ao analisar o projeto, o relator enfatizou que no mérito a proposição amplia e aprofunda os direitos da pessoa idosa no âmbito de sua inserção no mundo do trabalho. O exercício da atividade laboral constitui um elemento fundamental para o fortalecimento da auto-estima dos indivíduos e deu inclusão social.

 

O parecer reforça também inúmeros estudos, promovidos por entidades especializadas, que têm denostrado que a efetiva inclusão no mundo do trabalho, em atividades compatíveis com suas condições físicas e psicológicas, proporciona às pessoas idosas melhores condições de vida e de saúde.

 

Agora, o PLS 315/07 será analisado em decisão terminativa pela Comissão de Assuntos Sociais. Aprovada neste colegiado, salvo pedido para votação no plenário, será enviado para apreciação da Câmara dos Deputados. (Alysson Alves)

Fonte: Diap

 


 

05/06/08 - Confederações debatem a Portaria 186 com ministro Carlos Lupi
 

Em reunião nesta terça-feira (3), o ministro do Trabalho Carlos Lupi propôs à dirigentes sindicais que representaram as confederações de trabalhadores a formação de uma comissão para tratar da Portaria 186/08, sobre registro sindical.

 

Além das confederações, o DIAP também terá assento no colegiado, com a participação do advogado e membro do corpo técnico da entidade, Hélio Gherardi. Na reunião, Gherardi apresentou ao ministro parecer elaborado por ele e publicado no Boletim DIAP, edição de abril.

 

De acordo com Lupi, as confederações patronais pediram a revogação imediata da portaria, porém o ministro pretende debater com os dirigentes sindicais dos trabalhadores assim como vai debater os representantes patronais a questão da “brecha” que a portaria abre para a pluralidade sindical, antes de modificá-la.

 

Para Gherardi, a portaria contempla os sindicatos, porém, não há consenso com relação às federações e confederações. Outro ponto abordado em seu parecer é a questão da não inclusão das centrais sindicais de trabalhadores, legalizadas pela Lei 11.648/08.

 

Confederações

Estiveram presentes na reunião, o Forum Sindical dos Trabalhadores (FST), as confederações Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT), das Profissões Liberais (CNPL), e dos Empregados em Empresas de Crédito (Contec).

 

Estavam presentes ainda as confederações Nacional dos Trabalhadores em Turismo e Hospitalidade (Contratuh), dos Trabalhadores nas Industrias de Alimentação e Afins (CNTA), dos Trabalhadores na Saúde (CNTS), dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB), e também, a dos Policiais Civis (Cobrapol).

(André Santos)

 

Clique aqui e veja o parecer sobre a Portaria 186/08.

Fonte: Diap

 


 

05/06/08 - Criada Frente Nacional em Defesa da PEC 438 e Contra o Trabalho Escravo

 

Foi criada, na tarde desta quarta-feira (4), em ato no Salão Verde da Câmara dos Deputados, a Frente Nacional em Defesa da PEC 438 e Contra o Trabalho Escravo, formada por representantes de centrais sindicais e políticos. A frente tem como um dos seus primeiros objetivos mobilizar parlamentares em prol da aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 438/01, que prevê a expropriação de propriedades onde haja pessoas trabalhando em situação análoga a de escravo. De acordo com a proposta, as terras apreendidas serão destinadas à reforma agrária e não haverá indenização ao proprietário.

 

Segundo o senador José Nery (PSOL-PA), um dos integrantes da frente, ainda existem parlamentares que temem a finalidade do projeto e há falta de entendimento entre os líderes partidários para que a proposta seja aprovada na Câmara.

 

- Todo mundo é a favor em tese, mas, quando se parte para concretizar esse gesto de decisão política soberana do Congresso, ainda há aqueles que acham que haverá punições indevidas, que irregularidade trabalhista será confundida com trabalho escravo - disse o senador, assegurando que isso não vai acontecer, porque o Código Penal já determina o que é trabalho escravo.

 

José Nery acrescentou que o Brasil ganha com a aprovação da proposta não só do ponto de vista do respeito aos direitos humanos como do ponto de vista econômico. Ele lembrou que o mercado internacional tem estado atento à origem dos produtos e muitos não têm sido aceitos se for identificado, em algum ponto da cadeia produtiva, trabalho análogo à escravidão.

 

Para José Nery, a proposta pode ser considerada a "segunda abolição da escravidão" no Brasil. O parlamentar defende ainda o endurecimento das penas para aqueles que cometem o trabalho escravo.

Fonte: Agência Senado

 


 

04/06/08 - Ganhos da indústria obtêm melhor resultado desde junho de 2007
 

Brasília - A indústria obteve, em abril, o melhor faturamento desde junho de 2007, quando o faturamento industrial cresceu 2,2% em relação ao mês anterior. De acordo com dados divulgados hoje (4) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em abril, os ganhos da empresas cresceram 1,6%,  frente ao mês anterior, excluídos os efeitos de sazonalidade.  

 

“Observamos retorno do crescimento. Isso reflete o crescimento da economia, com aumento da demanda por bens industrializados”, afirmou o economista da CNI, Paulo Mol. Nos quatro primeiros meses de 2008, a alta foi de 11,7%, em relação ao mesmo período do ano passado.

 

O economista chefe da CNI, Flávio Castelo Branco, disse que a elevação do faturamento havia sido interrompido em março, em função da redução dos dias úteis, por conta dos feriados. “Aquele pequeno recuo que observamos em março, nas horas trabalhadas e faturamento, foi devido a esse fator calendário. Agora em abril, o crescimento retoma, dando seqüência à trajetória de expansão”, explicou.

 

Em abril, as horas trabalhadas cresceram 1,1%, na comparação com março. Em relação ao mesmo período de 2007, a expansão foi de 9,1%, a maior desde agosto de 2004, quando foi registrado o mesmo percentual.

 

Apesar da elevação das horas trabalhadas, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) ficou praticamente estável de abril para março, passado de 83,1% para 83,2%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o índice foi superior em 1,2 ponto percentual.
 

“Isso mostra que investimentos entraram em operação e, com isso, permitiram expandir a capacidade, sem pressionar o grau de uso de capacidade, sem criar estresses e tensões”, afirmou Castelo Branco. Ele explicou que, se o setor chegasse ao topo do uso da capacidade instalada, isso indicaria que não haveria capacidade da indústria para atender à demanda, o que geraria aumento dos preços e dos custos.

 

Os dados da CNI também mostram que o emprego cresceu 0,2% em abril, em relação a março, e 4,7% no resultado acumulado do ano, em comparação com o primeiro quadrimestre de 2007.
 

A massa salarial real da indústria teve redução de 1,9% em relação a março e cresceu 6,2% em relação ao primeiro quadrimestre de 2007. A redução da massa salarial de abril reflete a redução dos dias úteis de março em função dos feriados, uma vez que os salários pagos no mês são referentes ao período anterior.

Kelly Oliveira

Fonte: Agência Brasil

 


 

04/06/08 - Convenção 158: relator apresenta parecer contrário à norma

 

Se depender do relator da Mensagem presidencial para ratificar a Convenção 158 da OIT, contra a demissão imotivada, os trabalhadores brasileiros continuarão a sofrer com a alta rotatividade da mão-de-obra nas relações de trabalho no País.

 

O relator da matéria, deputado Júlio Delgado (PSB/MG), na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara apresentou ontem (3) à noite seu parecer contrário ao texto.

 

Delgado se posiciona contrário à ratificação da norma internacional por entender, entre outros aspectos, que “o País já dispõe de um sistema institucionalizado de proteção ao trabalhador, baseado em quatro pilares: aviso prévio, indenização de 40% sobre o saldo do FGTS, o próprio Fundo e o seguro-desemprego”.

 

E arremata: “Tal sistema proporciona uma proteção para o emprego e uma compensação monetária na dispensa sem justa causa”.

 

Para o DIAP, o voto do relator não é nenhuma novidade, pois em audiência pública realizada pela Comissão, no dia 7 de maio, ele já havia manifestado a posição que ora ratifica no parecer.

 

O que causa espécie é o fato de o deputado não reconhecer que o trabalhador brasileiro, apesar das proteções legais que existem no País, não têm nenhuma proteção nas relações de trabalho.

 

Na prática, os trabalhadores brasileiros vivem sob o signo da instabilidade no trabalho, baixos salários, jornadas extenuantes de trabalho e até trabalho escravo. A realidade da mão-de-obra nacional é insofismável!

 

Convenção 151

A mensagem presidencial que ratifica a norma da OIT, que abre negociação coletiva e solução de conflito no serviço público também está sob análise da Comissão de Relações Exteriores, cujo relator é o deputado Vieira da Cunha (PDT/RS).

 

Ele apresentou parecer favorável ao texto do Governo, e disse que a matéria deverá entrar na pauta do colegiado na próxima semana. Leia mais

 

Ao tomar conhecimento do voto contrário do relator à Convenção 158, Vieira da Cunha disse à assessoria do DIAP que irá apresentar um voto em separado a favor da norma e contra o parecer do deputado Júlio Delgado.

 

Clique aqui e conheça a íntegra do parecer do relator.

 

(Marcos Verlaine)

Fonte: Diap

 


 

04/06/08 - Redução da jornada tem 1,5 milhão de assinaturas

 

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, recebeu das centrais sindicais nesta terça-feira um abaixo-assinado com mais de 1,5 milhão de assinaturas pedindo a redução da jornada máxima permitida de trabalho sem redução dos salários.

Dirigentes das principais centrais sindicais do País foram unânimes na avaliação de que o País atravessa um momento que propicia a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Estudo apresentado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que 36,4% dos trabalhadores trabalham mais de 45 horas por semana.

Os sindicalistas participaram de comissão geral no Plenário da Câmara para discutir o tema, que é objeto de diversos projetos e de uma proposta de emenda à Constituição (PEC 393/01). Os principais projetos, que tramitam em conjunto, são os PLs 7663/06, do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA); 160/07, do deputado Marco Maia (PT-RS); e 2381/07, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP).

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, anunciou que vai mediar pessoalmente as negociações para a votação das propostas que, segundo ele, devem ser priorizadas, em razão do apoio popular à medida. "Não há tema proibido para a Câmara, e isso precisa ser votado em algum momento", afirmou.

Participaram dos debates a Central Única dos Trabalhadores (CUT); a Força Sindical; a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NSCT) e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Para o presidente da CUT, Arthur Henrique da Silva Santos, este é o melhor momento para aprovar a redução da jornada porque nos últimos anos todos os setores da economia obtiveram ganhos. A diminuição das horas trabalhadas, na avaliação da CUT, é uma forma de dar ao trabalhador tempo para atividades como qualificação profissional, lazer e cultura.

Mercado para os jovens
Diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto Queiroz também ressaltou o momento oportuno para a redução da jornada de trabalho e citou estudo do departamento mostrando que a redução significará a abertura de três milhões de novos postos de trabalho, formais e informais, e deverá permitir a inclusão produtiva de jovens no mercado. "Os indicadores econômicos, sociais e fiscais a recomendam, porque as empresas estão importando equipamentos e se modernizando, favorecidas pelo câmbio, e cresce tanto a produção como a produtividade", argumentou.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) calcula um aumento de apenas 2% no custo médio da produção com a redução da jornada de trabalho, já que dos anos 1990 para cá houve um ganho médio de produtividade de cerca de 130%. Segundo o diretor do Dieese, Clemente Ganslúcio, a redução da jornada de 48 para 44 horas, garantida pela Constituição de 1988, teve efeitos positivos para o emprego e para a economia, e o mesmo poderia ocorrer agora.

Custo da produção
Representantes do setor industrial que participaram dos debates criticaram a proposta. O diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antonio Reis Guarita, disse que a França discute exatamente o contrário, pois a redução da jornada não resolveu os problemas naquele país. Para o diretor, deveria ser reforçada a negociação entre empregados e patrões, que em muitos casos já tem levado à diminuição das horas trabalhadas.

O representante da Federação Brasileira de Bancos, Magnus Ribas, considera que a legislação trabalhista não deve igualar todos os setores da economia. "Os acordos e convenções coletivas que oferecem condições muito acima das exigências legais comprovam que é possível negociar vantagens não previstas em lei, não só na jornada, como nos demais benefícios", disse.

Representante do Conselho de Relações Trabalhistas da Associação da Infra-Estrutura e Indústrias de Base, Marcos Joaquim Gonçalves Alves disse não ver necessidade de alterar a Constituição para reduzir a jornada máxima de trabalho. "É preciso focar a redução dos custos para contratação formal e dar maior peso aos acordos e à negociação coletiva", afirmou.

O sociólogo e consultor trabalhista José Pastore ressaltou que a redução da jornada de trabalho só deve significar aumento de empregos se não onerar as empresas e se houver trabalhadores especializados em número suficiente para suprir as eventuais vagas criadas. "De outra forma, o risco é de queda do emprego", alertou.

Defesa da redução
O deputado Vicentinho (PT-SP), relator dos projetos sobre o tema na Comissão de Trabalho, discordou dos argumentos. Ele ressaltou que, na França, o debate gira em torno da elevação da jornada máxima de 36 para 40 horas, mesmo número pretendido no Brasil.

Já a deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) contestou a idéia de que defender a redução da jornada de trabalho seria andar na "contramão da história". Para ela, o aumento da produtividade, com linhas de produção automatizadas, mostra que a redução é para aumentar o número de trabalhadores nas empresas.

Fonte: Agência Câmara

 


 

04/06/08 - Brasil distribui mal a jornada de trabalho, diz presidente do Ipea

 

Ao participar, nesta terça-feira (3), dos debates na Câmara sobre a redução da jornada de trabalho, o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, disse que o Brasil distribui mal a hora de trabalho.

 

Didaticamente, Pochmann disse que em 2007 a produção brasileira alcançou R$ 2,4 trilhões, foram utilizados 172 bilhões de horas de trabalho distribuídas entre 89,2 milhões de trabalhadores. “Atualmente, o País já tem condições de manter a mesma produtividade com uma jornada de apenas 36 horas de trabalho”, afirmou.

 

Segundo o economista, o salário médio pago no ano passado aos trabalhadores foi de R$ 700, muito aquém dos altos lucros auferidos com a produtividade.

 

Outra preocupação externada por Pochmann é a constatação de que 4,6 milhões de crianças estão no mercado de trabalho; 6,9 milhões de aposentados continuam trabalhando; o universo de 32% das horas-extras realizadas pode gerar mais de seis milhões de novos empregos; e no Brasil, há quem está trabalhando muito, e há ainda um enorme contingente de pessoas trabalhando pouco ou sem atividade laboral.

(Alysson Alves)

Fonte: Diap

 


 

04/06/08 - Sindicalistas entregam a Garibaldi abaixo-assinado pela redução da jornada de trabalho com 1,5 milhão de assinaturas

 

Representantes das centrais sindicais, acompanhados dos senadores Paulo Paim (PT-RS) e Inácio Arruda (PCdoB-CE), entregaram ao presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, nesta terça-feira (3), um abaixo-assinado com 1,5 milhão de assinaturas apoiando a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário. Os sindicalistas pediram a votação imediata da proposta de emenda à Constituição (PEC 75/03) de autoria de Paim que propõe a mudança na legislação trabalhista. A matéria aguarda apreciação pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

 

De acordo com o autor da PEC 75/03, os principais objetivos da proposta são a geração de empregos e a garantia, ao trabalhador, de mais tempo para o descanso e a requalificação profissional. Segundo acrescentou, após a redução imediata da jornada de 44 para 40 horas semanais, a carga seria reduzida em uma hora por ano, até chegar ao patamar de 36 horas semanais, considerado ideal.

 

- Isso geraria, no final do processo, algo em torno de 8 milhões de novos empregos. São 8 milhões de pessoas trabalhando, produzindo, recebendo, consumindo. A mudança reativaria todo o mercado interno, distribuiria a renda e aumentaria a produtividade, além de garantir a redução da ocorrência de acidentes de trabalho e permitir ao trabalhador tempo de se qualificar para viver no mundo das novas tecnologias - ressaltou Paim, frisando que a maioria dos países desenvolvidos adota uma jornada diária de seis a sete horas.

 

Paim apontou ainda como objetivo das centrais sindicais que o empregador que comprovadamente gerar novos empregos a partir da redução da jornada também seja beneficiado pela alteração.

 

- Eu defendo, inclusive, que o empregador não pague mais 20% sobre o total da folha de pagamento para a Previdência, mas que a Previdência passe a receber um percentual "x" sobre o total do faturamento - explicou.

 

Do presidente Garibaldi, as centrais ouviram o compromisso de que averiguará a possibilidade de colocar a matéria em votação assim que a pauta estiver desobstruída. Antes de passar pelo Plenário, que esta semana analisa medidas provisórias, a PEC precisa ser aprovada na CCJ.

 

Discussão na Câmara

Há outras PECs em tramitação no Congresso Nacional propondo a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais. As PECs 231/95 e 393/01 - a primeira delas do senador Inácio Arruda - aguardam apreciação na Câmara, cujo Plenário sediou, nesta terça-feira (3), debate entre centrais sindicais, parlamentares e entidades ligadas ao setor.

 

Na ocasião, o diretor do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganslúcio, afirmou que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas representará um aumento médio de apenas 2% no custo médio da produção. Ganslúcio citou que, dos anos 90 para cá, a indústria brasileira acumulou um ganho médio de produtividade de cerca de 130% e, portanto, esse custo adicional de 2% seria facilmente absorvido.

 

Já o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto Queiroz, previu que a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais levará à abertura de três milhões de novos postos de trabalho, permitindo a inclusão produtiva de jovens desempregados.

 

- Com a redução, ganha o trabalhador em qualidade de vida, ganha a empresa com menos acidentes de trabalho e mais eficiência, tendo em vista o menor desgaste dos empregados, e ganha o governo, com a redução das despesas com saúde e previdência social - disse.

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, comprometeu-se a mediar as discussões sobre a votação das matérias.

Fonte: Agência Senado

 


 

03/06/08 - Câmara analisa projeto aprovado por senadores que poderá aumentar benefícios e aposentadorias

 

Está em análise por uma comissão especial, na Câmara dos Deputados, a emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) a projeto de Poder Executivo (PLC 42/07) que garante aos aposentados e pensionistas os mesmos índices de reajuste concedidos ao salário mínimo. A matéria foi aprovada pelo Plenário do Senado em 9 de abril deste ano.

 

O projeto original dispõe sobre o valor do salário mínimo a partir de 2007 e estabelece diretrizes para a sua política de valorização no período de 2008 a 2023. Ele já havia sido aprovado pela Câmara em junho do ano passado, mas, por causa da aprovação da emenda de Paim, voltou à Câmara para nova deliberação.

 

Pelo projeto, o salário mínimo terá reajustes anuais até 2011, sempre com base na inflação do ano anterior, acrescida do mesmo percentual do crescimento real da economia de dois anos antes. Assim, com a emenda de Paim, em 2009 também as aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) receberão, além da inflação de 2008, um aumento de 5,4%, que foi o percentual do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2007 e que será atribuído ao reajuste do salário mínimo.

 

A inflação será calculada com base no Índice de Preços ao Consumidor (INPC), definido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também ficou definido no projeto que a cada ano o governo retrocederá em um mês a vigência do reajuste do salário mínimo. Essa determinação já começou a vigorar a partir deste ano, quando o aumento ocorreu no dia 1º de março. Em 2009, o reajuste será feito no dia 1º de fevereiro e, a partir dos anos seguintes, sempre no dia 1º de janeiro.

 

Fator Previdenciário

No mesmo dia em que foi aprovada a emenda de Paim ao PLC 42/07, o Plenário do Senado aprovou um projeto, também do parlamentar pelo Rio Grande do Sul, que extingue o chamado fator previdenciário (PLS 296/03). Trata-se de um cálculo estipulado em 1999 que leva em conta, para a concessão da aposentadoria, além da idade e do tempo de contribuição do segurado, também a expectativa média de sobrevida para ambos os sexos, entre outras variáveis.

 

Segundo justificou Paim, na apresentação do projeto, o fator previdenciário reduz em cerca de 40% os valores das aposentadorias dos que integram o Regime Geral da Previdência Social, prejudicando, principalmente, os mais pobres.

 

O projeto aprovado pelos senadores está sendo analisado pela Câmara dos Deputados. Se aprovado sem alterações, segue para a sanção presidencial. Mas, se houver modificações de mérito, volta ao Senado para nova análise.

 

Alô Senado

Os temas que envolvem reajuste de salário mínimo e do valor das aposentadorias e pensões têm sido um dos mais consultados no serviço "Alô Senado", uma central de relacionamento com o cidadão, que funciona por meio do 0800-612211.

Fonte: Agência Senado

 


 

03/06/08 - Centrais sindicais buscam a redução da jornada de trabalho

 

Acompanhados do senador Paulo Paim (PT-RS), representantes da Força Sindical, da Central Geral dos Trabalhadores (CGT) e de outras entidades trabalhistas reúnem-se, na tarde desta terça-feira (3), com o presidente do Senado, Garibaldi Alves. O objetivo da reunião é pedir pressa do Legislativo na votação de dispositivo legal que reduza, de imediato, a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem diminuição de salário.

 

Destinadas a fazer essa mudança, as propostas de emenda à Constituição 75/03, 231/95 e 393/01, a primeira tramitando no Senado e as outras duas na Câmara, aguardam deliberação. As PECs que tramitam na Câmara aguardam instalação de comissões especiais para examiná-las. É para acelerar o andamento dessas comissões, assim como a fusão das proposições, que essas entidades trabalhistas pretendem entregar a Garibaldi Alves documento subscrito por cerca de quatro milhões de trabalhadores.

 

Ao explicar essas iniciativas, numa conversa por telefone com a Agência Senado, Paim disse que a idéia é que, reduzida a jornada para 40 horas, o Brasil vá gradativamente diminuindo-a para 36 horas, o que propiciará trabalhadores mais descansados na jornada diária, assim como a geração de mais vagas no mercado de trabalho.

 

Num país de carga tributária tão onerosa, a indústria não vai se queixar de mais esse ônus? Paulo Paim responde que não. Em sua opinião, o Estado pode até criar um incentivo fiscal para que as indústrias reduzam a jornada e contratem mais empregados. No seu entender, empregados e empregadores sairão ganhando com a mudança.

 

De acordo com Paim, a redução da jornada no Brasil vai gerar, num primeiro momento, três milhões de empregos, conforme apurado em estudo realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Num segundo momento, se o país reduzir uma hora por ano, até chegar a 36 horas semanais, serão criados até sete milhões de empregos, calcula o senador. Ele explicou também que outras medidas serão necessárias.

 

- É claro que, para potencializar a criação de novos empregos, a redução da jornada de trabalho deve vir acompanhada de medidas como o fim das horas-extras e dos bancos de horas - argumentou ele.

Fonte: Agência Câmara

 


 

03/06/08 - Comissão geral discutirá redução da jornada de trabalho

 

O Plenário realiza comissão geral nesta terça-feira (3) para discutir mudanças na legislação sobre jornada de trabalho. A Câmara analisa três propostas sobre o assunto - os PLs 7663/06, do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA); 160/07, do deputado Marco Maia (PT-RS); e 2381/07, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) - que tramitam conjuntamente.

No final do ano passado, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, havia se comprometido com as centrais sindicais a priorizar a discussão da redução da jornada de trabalho neste ano. A comissão geral desta terça-feira faz parte de um esforço para viabilizar um acordo para a votação das propostas sobre o assunto.

Os projetos de lei 7663/06 e 160/07 reduzem a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas. Já o Projeto de Lei 2381/07 muda a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) - Decreto-Lei 5.452/43 - para que o pagamento de adicional de remuneração para atividades penosas, insalubres ou perigosas seja feito na forma de redução da jornada de trabalho.

A comissão geral está marcada para as 9 horas, no plenário Ulysses Guimarães.

Abaixo-assinado
A Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NSCT) e a Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), entregam abaixo-assinado, no mesmo dia, ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, pedindo a redução da jornada de trabalho.

Fonte: Agência Senado

 


 

02/06/08 - Superintendente defende atualização de leis sobre FGTS

 

O superintendente nacional do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Joaquim Lima de Oliveira, afirmou nesta quinta-feira que a legislação que rege o fundo está desatualizada e que as hipóteses de saque precisam ser revistas. Oliveira também sugeriu a obrigatoriedade de recolhimento de FGTS para os empregados domésticos e a redução do prazo para o saque de contas inativas, fixado em três anos. "O trabalhador que hoje tem uma conta inativa porque pediu demissão de uma empresa não pode sacar o fundo de garantia. Ele tem que ficar três anos fora do FGTS e esperar a data do seu aniversário para sacar o recurso", afirmou

 

Joaquim de Oliveira participou de audiência pública conjunta sobre o assunto nas comissões de Constituição e Justiça e de Cidadania; e de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Na Câmara, tramitam vários projetos que prevêem a utilização dos recursos do FGTS para finalidades como compra de veículo novo, pagamento de pensão alimentícia, aplicação em ações e financiamento da educação. Oliveira, no entanto, lembrou que existem 40 modalidades diferentes de saques do fundo e que elas já cobrem as necessidades do trabalhador, como a compra da casa própria e a aposentadoria.

Segundo o superintendente, qualquer medida que tenha como objetivo modificar o FGTS deve considerar as diferenças de renda entre os trabalhadores que têm conta no fundo. Ele disse que a maioria dos trabalhadores não tem perfil investidor e, portanto, os gestores do fundo não podem usar os recursos no mercado de ações.

 

Saldo
O superintendente Joaquim de Oliveira informou que 60% das contas do FGTS têm saldo médio de até um salário mínimo; outros 20% tem saldo de até 4 salários mínimos e apenas 0,6% possuem saldos maiores que 100 salários. A soma dos saldos de contas com mais de 100 salários mínimos, no entanto, representa 23% do total dos recursos do FGTS.


Oliveira explicou ainda que o FGTS gerencia, atualmente, R$ 203 bilhões. Os dados apresentados por ele também mostram que 28 milhões de trabalhadores possuem conta no fundo.

Fonte: Instituto Dois Candangos

 


 

02/06/08 - Para Dieese, crescimento da economia justifica menor desemprego em 13 anos

 

O crescimento da economia, com aumento dos investimentos das empresas e reajustes do salário mínimo acima da inflação, é o principal fator para justificar o desemprego de 14,2% em abril registrado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) na região metropolitana de São Paulo. Essa foi a menor taxa para o mês desde 1995.

A afirmação é do diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, ao comentar o resultado da pesquisa de emprego e desemprego divulgada na última quarta feira (28) pelo Dieese e pela Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Para ele, o crescimento do crédito e da transferência de renda para os mais pobres também contribuiu para a queda na proporção de desempregados.

“Tudo isso reflete no mercado de trabalho”, diz Ganz Lúcio. O diretor técnico espera para os próximos meses que a taxa de desemprego continue caindo. Segundo ele, neste período, normalmente o desemprego tende a aumentar, já que o número de pessoas em busca de trabalho deverá crescer.

Outra novidade é a busca mais intensa pela formalização do emprego. Em abril, 4,18 milhões de pessoas na região metropolitana de São Paulo tinham carteira assinada no setor privado. Isso equivale a 46,5% do total de ocupados, a maior taxa de empregos formais desde abril de 1992, quando registrou 48%.

“É uma economia que tem estabilidade, inflação baixa, contas externas minimamente ajustadas. O que se espera para este ano, para o mercado de trabalho, é uma redução do desemprego”, disse Lúcio. O diretor técnico disse ainda que deve haver um maior incremento na massa de salário e uma maior procura das empresas por melhores profissionais, o que deve elevar também, o rendimento médio real dos empregados.

“Para o Brasil, isso é extremamente novo. Nunca tivemos uma situação dessa nos últimos 15 anos”, afirma o diretor técnico em relação à economia e ao mercado de trabalho.

Petterson Rodrigues

Fonte: Agência Brasil

 


 

02/06/08 - Empregados domésticos podem ter direitos trabalhistas ampliados

Os empregados domésticos poderão ter seus direitos trabalhistas não apenas ampliados, mas igualados aos que são garantidos pela Constituição às demais categorias

 

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéia Freire, explica que uma proposta de emenda à Constituição (PEC), que prevê mudanças como o direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e ao seguro desemprego deve ser enviada ainda neste ano ao Congresso Nacional.

 

A idéia, segundo ela, não é acrescentar novos incisos à legislação, mas retirar o "caráter discriminatório" presente no Artigo 7, do Capítulo II, da Constituição. O texto prevê, para os trabalhadores domésticos, apenas nove direitos trabalhistas, enquanto qualquer outro trabalhador conta com um total de 34 benefícios.

 

"Não faz sentido haver um parágrafo que diz que aos trabalhadores domésticos se aplicam os incisos tal e tal e não a totalidade. É preciso retirar da nossa Constituição essa manchinha discriminatória.”

 

A ministra lembra que, atualmente, cerca de 90% dos trabalhadores domésticos no país são do sexo feminino, mas que motoristas, jardineiros e caseiros também estão incluídos na categoria. Um dos benefícios que poderão ser conquistados – caso a PEC seja aprovada – é o direito a uma jornada de trabalho de oito horas por dia e a um ambiente de trabalho salubre.

 

"Há uma tendência de as pessoas pensarem exclusivamente nos direitos que dizem respeito à retribuição financeira imediata. No entanto, há outros direitos tão importantes quanto esse”.

 

Outro fator de peso, segundo Nilcéia, é que menores de 16 anos não possam exercer a profissão. Ela ressalta que como a proibição não consta como direito dos trabalhadores domésticos – apenas para os demais trabalhadores – muitas famílias ainda acolhem em suas casas adolescentes tidas como "agregadas", mas que ajudam no serviço doméstico.

 

"É um resquício discriminatório que não cabe em uma Constituição tão avançada do ponto de vista da garantia da igualdade. Estamos apostando que cada vez que a gente discuta esse tema na sociedade brasileira, aumente a consciência de que é preciso dar tratamento igual às trabalhadoras domésticas. Essa categoria exerce, de maneira nem sempre reconhecida, um forte papel de equilíbrio social”. (Fonte: Agência Brasil)

Fonte: Diap

 


 

02/06/08 - Câmara: comissão geral debate redução da jornada de trabalho

 

Os deputados realizam esta semana duas comissões gerais: uma na terça-feira (3) pela manhã, para discutir a redução da jornada de trabalho, sem redução de salário.

 

As centrais sindicais aproveitarão a oportunidade para entregar ao presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT/SP), assinaturas colhidas em abaixo-assinado pela aprovação da PEC 393/01, que propõe reduzir a jornada.

 

O diretor de Documentação do DIAP, Antônio Augusto de Queiroz, a convite da bancada do PPS, discursará em plenário a proposta e defenderá a redução da jornada e a aprovação da PEC.

 

A outra comissão geral será nesta quinta-feira (5) à tarde, para debater o meio ambiente e a Amazônia.

 

A mudança no rito de tramitação das medidas provisórias (PEC 511/06) e a regulamentação da Emenda Constitucional 29 (PLP 306/08), que amplia gastos com saúde são os destaques da pauta do plenário para esta primeira semana de junho.

 

Medida provisória

Antes de votar proposições de iniciativa parlamentar, os deputados terão que votar a MP  424/08, que concede crédito extraordinário de R$ 1,8 bilhão a diversos ministérios. Os partidos de oposição já avisaram que continuarão a obstruir os trabalhos. A MP tranca a pauta da casa.

 

Os recursos concedidos pela MP, R$ 944 milhões destinam-se ao Ministério da Defesa para serem aplicados principalmente em obras nos aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero).

Fonte: Diap

 


 

02/06/08 - Sindicato firma acordo que garante direito de personalidade dos empregados

 

O Sindsef (Sindicato dos Servidores Públicos Federais) do Estado de Rondônia assumiu obrigação perante o Ministério Público do Trabalho de respeitar os direitos da personalidade de seus empregados, conferindo-lhes tratamento respeitoso e dentro dos limites da cordialidade que devem estar presente nas relações de trabalho.

O sindicato, de acordo com o MPT, se obrigou também a abster-se de praticar qualquer conduta que possa configurar assédio moral e a não tolerar quaisquer atos que manifestem preconceito ou assédio, de qualquer espécie, aplicando punições a seus autores após investigação do fato.

As obrigações foram assumidas pelo sindicato em um TAC (termo de ajustamento de conduta) firmado perante a procuradora do Trabalho Andressa Alves Lucena de Brito, em audiência realizada na sede da Procuradoria Regional do Trabalho (Rondônia e Acre), em Porto Velho.

O TAC firmado pelo Sindsef é resultado de procedimento investigatório instaurado pelo MPT com base em denúncias. No termo, a procuradora do Trabalho fixou multa no valor de R$ 500 por conduta praticada em descumprimento às obrigações assumidas pela entidade sindical.

Conforme disposto na cláusula quinta, o cumprimento do termo de ajustamento de conduta firmado pelo Sindsef é passível de fiscalização, a qualquer tempo, por auditores fiscais do Trabalho e pelo próprio MPT. Além disso, qualquer cidadão pode denunciar o desrespeito às obrigações assumidas pelo sindicato no termo firmado.
 

Fonte: Última Instância

 


 

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