Notícias  Anteriores - Junho/2009

 

 

30/06/09 - PL 3.885: Amatra mobiliza para aprová-lo na Câmara dos Deputados

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30/06/09 - Demissão imotivada: mensagem presidencial será examinada pelo Trabalho

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30/06/09 - Analistas mantêm projeção de inflação este ano em 4,4%

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30/06/09 - Projeto destina 5% de habitações subsidiadas a idosos

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30/06/09 - Projeto permite deduzir do IR gastos com saúde de funcionários

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30/06/09 - Projeto obriga participação empresarial em planos educacionais

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30/06/09 - TST concede justiça gratuita, mas não pode determinar devolução de custas

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30/06/09 - Falta de recolhimento do FGTS justifica rescisão indireta

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30/06/09 - Senado comemora 50 anos da Confederação dos Servidores Públicos

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30/06/09 - Centrais criticam fórmula 85/95. Defendem fim do fator previdenciário

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29/06/09 - Maioria das negociações salariais repôs perdas, diz Dieese

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29/06/09 - Rendimento médio do trabalhador sobe 3% em maio; ante mai/08

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29/06/09 - MP que prevê incentivos fiscais à construtoras deve ser votada terça-feira

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29/06/09 - Seguridade aprova programa habitacional para mulheres

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29/06/09 - Banco Central reduz estimativa de crescimento da economia neste ano

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29/06/09 - Trabalhador rural poderá ser incluído na Lei do Trabalho Temporário

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29/06/09 - Jornada: comissão especial vota parecer favorável de Vicentinho

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29/06/09 - Arquivada proposta que poderia facilitar extinção de processos

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26/06/09 - Taxa de desemprego fica estável em maio e registra 8,8%

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26/06/09 - CNI projeta PIB de -0,4% para este ano

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26/06/09 - IBGE: emprego no País 'continua sentindo o efeito da crise', avalia

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26/06/09 - Plano Real, recuperação do mínimo, com proposta das centrais

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26/06/09 - Comissão aprova salário-desemprego para criadores de bicho-da-seda

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26/06/09 - Seringueiros são resgatados de trabalho escravo no MT

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26/06/09 - Brasil perdeu 750 mil empregos formais em 3 meses, aponta Dieese

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26/06/09 - Advogado com dedicação exclusiva não tem direito a jornada reduzida

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25/06/09 - INSS avisará por carta beneficiários que estão aptos a se aposentar

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25/06/09 - Empresários cobram agilidade na implantação da reforma tributária

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25/06/09 - Empresas envolvidas em trabalho análogo ao de escravo poderão ser privadas de incentivos fiscais e financiamentos públicos

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25/06/09 - CNI e CNC criticam serviço odontológico obrigatório em empresas

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25/06/09 - Fabricantes de móveis também pleiteiam redução do IPI, para aquecer as vendas

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25/06/09 - Inflação atinge a menor taxa do ano em São Paulo

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25/06/09 - Bosch demite 900 em Curitiba; centrais, em nota conjunta, protestam

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25/06/09 - Aumento da jornada ordinária de trabalho é alteração lesiva

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25/06/09 - Centrais querem fim do fator e intensificam mobilização para dia 30

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25/06/09 - Vista adia julgamento de Adin contra contribuição sindical às centrais

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24/06/09 - Antônio Augusto de Queiroz*: STF julgará contribuição sindical para centrais

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24/06/09 - Desemprego se mantém estável em 15,6% pelo segundo mês

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24/06/09 - Projeto proíbe demissão em empresas com incentivos fiscais

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24/06/09 - Previdência tem maior arrecadação desde 1995, mas fecha mês com déficit de R$ 2,73 bilhões

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24/06/09 - Projeto do Senado incentiva sonegação à Previdência e ao FGTS

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24/06/09 - Indústria faz consumo de energia cair 4,4% em maio, segundo EPE

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24/06/09 - Governo estuda juro menor e prazo maior para indústria

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24/06/09 - Sucessão trabalhista não afasta garantia de emprego de membro da CIPA

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24/06/09 - Lula deve sancionar em breve lei que permite carga rápida nos tribunais

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24/06/09 - Fiscais do MTE resgatam 15 trabalhadores de situação análoga a de escravos

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24/06/09 - Aposentados pedem reajuste e acampam em frente ao Congresso Nacional

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23/06/09 - Saldo no número de empregos foi de 131,5 mil em maio

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23/06/09 - Comissões: na CCJ, projeto que trata de execuções trabalhistas

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23/06/09 - CAS analisará proposta de ampliar seguro-desemprego

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23/06/09 - Trabalho rejeita inclusão de estagiário na Previdência Social

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23/06/09 - Redução de IPI evitou muitas demissões no comércio, diz confederação de trabalhadores

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23/06/09 - Projeto dos aposentados deve continuar sendo adiado

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23/06/09 - Basta falta de recursos para ter Justiça gratuita

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23/06/09 - Honorários devem ser previstos em acórdão

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22/06/09 - Adin do DEM contra contribuição sindical às centrais na pauta do STF

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22/06/09 - Trabalho aprova divulgação de dados sobre fundos constitucionais

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22/06/09 - Comissão restabelece multa para importação de pneu reformado

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22/06/09 - Venda de material de construção sobe em maio pela 1º vez no ano

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22/06/09 - VT não pode ser pago em dinheiro, aprova Comissão de Trabalho

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22/06/09 - Sindicato paulista obtém resultado positivo em ação sobre o recolhimento de contribuições previdenciárias sobre aviso prévio indenizado

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22/06/09 - Pagamento de aposentadoria por invalidez deve contar desde a saída do trabalho

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19/06/09 - Confiança do consumidor brasileiro melhora no 2º trimestre

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19/06/09 - Empregabilidade será próximo alvo da comissão da crise

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19/06/09 - Governo deve engavetar proposta de tributar rendimento da poupança

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19/06/09 - Congresso aprova crédito de R$ 6 bilhões para Minha Casa, Minha Vida

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19/06/09 - Poderá ser gratuita religação de luz e água para famílias de baixa renda

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19/06/09 - Guido Mantega prevê alta do PIB de 4% em 2010 e de 5% em 2011

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19/06/09 - Paim e bancários do RS discutirão rumos da Previdência e fim do fator

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19/06/09 - Confederações pedem pressa na votação da contribuição assistencial

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19/06/09 - Senado aprova carga rápida de processos

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19/06/09 - TST mantém decisão que anulou CCP criada sem fiscalização dos trabalhadores

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18/06/09 - Depois de fechar 3.500 vagas, indústria paulista prevê recuperação de empregos

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18/06/09 - Sindicato quer ampliar greve do INSS em São Paulo

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18/06/09 - 87% das indústrias apontam dificuldades em investir

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18/06/09 - Câmara limita sequência de horas trabalhadas por motorista

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18/06/09 - Setor de materiais de construção pede prorrogação de redução de IPI, diz ministro

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18/06/09 - Centrais sindicais irão unidas à Conferência Nacional de Comunicação

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18/06/09 - Plenário da Câmara aprova urgência para projeto que recria a Previc

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18/06/09 - Parecer: relator da crise no emprego quer proteção ao trabalhador

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18/06/09 - Empresa terá de indenizar por invalidez em razão de LER

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17/06/09 - Comissão votará no dia 30 parecer favorável à jornada de 40 h

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17/06/09 - Instrução Normativa que rege a fiscalização do trabalho infantil tem novidades

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17/06/09 - Bancos reduzem postos de trabalho no primeiro trimestre, aponta Dieese

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17/06/09 - Contra a crise mundial, OIT defende adoção de políticas anticíclicas

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17/06/09 - Investimentos na indústria devem continuar em alta, diz pesquisa

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17/06/09 - Votação do novo fator (PL 3.299/08) poderá ser mais rápida na Câmara

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17/06/09 - MP ‘Minha Casa, Minha Vida’ é aprovada no Senado; texto vai à sanção

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17/06/09 - SDC mantém exclusão de cláusula de acordo que impedia greve

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17/06/09 - TST mantém cláusula de 'conquista histórica'; nega recurso 'patronal'

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16/06/09 - Parecer sobre redução da jornada será apresentado nesta terça-feira

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16/06/09 - Levantamento estima crescimento da produção industrial em maio

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16/06/09 - Brasil assina documento da OIT em apoio ao Trabalho Decente

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16/06/09 - Câmara rejeita isenção de IR para servidor que adiar aposentadoria

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16/06/09 - Construção civil tem projetos de R$ 500 bilhões

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16/06/09 - Sindicatos devem usar crise para ganhar espaço no cenário mundial, diz Lula

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16/06/09 - Queda da Selic já afeta decisões de investimentos em fundos de renda fixa e DI

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16/06/09 - Plenário vota vinculação dos benefícios do INSS ao salário mínimo

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16/06/09 - Demitidos um milhão de trabalhadores na AL, estimam OIT e Cepal

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16/06/09 - Notificação na JT não precisa ser pessoal, exceto na execução

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15/06/09 - Agenda Política: salário mínimo, jornada e trabalho escravo na pauta

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15/06/09 - Senado: pauta trancada por MP do programa 'Minha Casa, Minha Vida'

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15/06/09 - Lupi: Brasil gerou mais de 106 mil vagas de emprego formal em maio

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15/06/09 - Sintracomos: encontro de cipeiros da construção na terça-feira (16)

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15/06/09 - Trabalho aprova gratificação por tempo de serviço em empresas

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15/06/09 - INSS: comissão aprova norma que facilita fiscalização de autônomos

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15/06/09 - IR: trabalhador que vendeu férias pode cair na malha fina da Receita

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15/06/09 - Projeto criminaliza discriminação contra a mulher no trabalho

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15/06/09 - Sindicato pode atuar como substituto processual na fase de execução

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10/06/09 - Construção civil teve desempenho fraco de janeiro a abril, diz associação do setor

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10/06/09 - Governo Lula tem 80% de aprovação, constata pesquisa

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10/06/09 - Brasil será grande consumidor de energia em 20 anos, diz ministério

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10/06/09 - PIB da indústria cai 3,1% no 1º trimestre

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10/06/09 - Resultado do PIB indica recessão técnica, dizem economistas

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10/06/09 - Mantega diz estar "satisfeito" com resultado do PIB

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10/06/09 - CNI/Ibope: 53% acreditam em aumento do desemprego

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10/06/09 - TST isenta tomadoras do serviço de pagamento de créditos trabalhistas

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10/06/09 - Seguridade inclui agressão de namorado em Lei Maria da Penha

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10/06/09 - Parecer sobre redução da jornada de trabalho sairá na terça-feira

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10/06/09 - Fator previdenciário: projeto só vai ser apreciado em plenário, diz Vargas

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10/06/09 - Novo entendimento sobre substituição processual chega à Oitava Turma

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09/06/09 - Emprego industrial tem a menor taxa desde 2001

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09/06/09 - Penhora ‘online’ nas execuções trabalhistas na agenda da CCJ

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09/06/09 - Comissão sobre redução de jornada ouve mais duas centrais sindicais

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09/06/09 - Lupi minimiza queda do emprego industrial

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09/06/09 - Governo quer juros a 9%. Copom deve reduzir Selic para um dígito

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09/06/09 - Paim pede soluções para o desemprego

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09/06/09 - Falta de recolhimento previdenciário não impede recurso na JT

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09/06/09 - CSJT disponibiliza telefonia pela internet para os Tribunais do Trabalho

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09/06/09 - Empregador que nega complementação de auxílio-doença a empregado responde por assédio moral

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08/06/09 - MP que concede moradia para famílias com renda até R$ 4,6 mil está na pauta do Senado

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08/06/09 - Nova vitória da Fetropar contra obrigatoriedade do ‘Sistema Mediador’

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08/06/09 - Lupi vê reação do emprego industrial; Caged de maio será divulgado

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08/06/09 - Salário mínimo deveria ser de R$ 2.045,06 em maio, segundo Dieese

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08/06/09 - Comissão rejeita proposta que proíbe demissões por 6 meses

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08/06/09 - Leis trabalhistas não serão alteradas

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08/06/09 - Empresas de construção civil poderão ter inscrição estadual invalidada

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08/06/09 - Trabalho inclui sindicatos entre organizações de direito privado

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08/06/09 - Deputado Iran Barbosa (PT/SE) apresenta 'PEC do Trabalhador'

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08/06/09 - Projeto impõe sanções às empresas que fizerem demissões coletivas

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05/06/09 - IBGE: produção industrial cresce em sete das 14 regiões pesquisadas

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05/06/09 - Conflito de Competência 7.545: vitória da Justiça do Trabalho

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05/06/09 - Trabalho aprova regulamentação da profissão de oleiro ou ceramista

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05/06/09 - Aprovado projeto que proíbe descontos indevidos de assalariados

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05/06/09 - Mulheres perderam menos empregos com a crise, aponta Ipea

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05/06/09 - Cesta básica fica mais cara em 15 capitais, constata Dieese

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05/06/09 - Microempreendedor que ganha até R$ 16.143,72 passa a ser isento de Imposto de Renda

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05/06/09 - Indicadores da indústria em abril mostram que setor passa por transição, avalia CNI

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05/06/09 - Contra demissões, trabalhadores ocuparão unidades da Vale no País

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05/06/09 - Empregador deve indenizar empregado por dispensa discriminatória

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04/06/09 - CCJ aprova projeto que dificulta demissão de gestante

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04/06/09 - Banco do Brasil amplia prazos e reduz taxas do financiamento imobiliário

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04/06/09 - Isenção de contribuição previdenciária sobre exportação de produtos agroindustriais passa na CAS

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04/06/09 - Queima de estoque tem ajudado indústria a atender demanda do varejo, mostra Ipea

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04/06/09 - MTE inicia operação do Seguro-Desemprego Web Empregador

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04/06/09 - Mantega afirma que PAC é instrumento fundamental para enfrentar a crise

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04/06/09 - SP: funcionários do INSS podem parar, contra a redução de salários

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04/06/09 - Lupi reforça alerta a quem tem direito ao abono salarial

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04/06/09 - Conversão de férias em abono precisa de autorização do trabalhador

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04/06/09 - Adiada decisão sobre retirada unilateral do Brasil da Convenção 158 da OIT

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03/06/09 - Frente ambientalista discute legislação sobre energia renovável

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03/06/09 - Fipe: em maio, cesta básica fica mais cara em 4 das 5 regiões de SP

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03/06/09 - GM manterá os empregos até o final de junho, afirma presidente

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03/06/09 - Produção industrial no País parou de cair, diz economista do Ipea

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03/06/09 - Inflação avança para 0,33% em São Paulo, constata Fipe

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03/06/09 - Com redução do IPI, material de construção teve queda de 8,5% nos preços

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03/06/09 - Governo mantém trabalhadores nos conselhos de contribuintes

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03/06/09 - Câmara reduz tributos de construtoras do ‘Minha Casa, Minha Vida’

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03/06/09 - Eletricista aposentado ganha horas gastas em percurso interno na Açominas

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03/06/09 - Trabalhador que perdeu dois dedos receberá indenização

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02/06/09 - CAS vota proposta que extingue o Caged

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02/06/09 - Projeção de analistas para desempenho da economia piora pela quarta semana seguida

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02/06/09 - Produção industrial tem alta pelo quarto mês consecutivo

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02/06/09 - Campanha contra trabalho infantil será lançada na Câmara

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02/06/09 - Câmara instala a Procuradoria da Mulher nesta terça-feira

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02/06/09 - Brasil não corre risco de desabastecimento de energia elétrica, afirma Lobão

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02/06/09 - Paim destaca sucesso de fórum virtual sobre temas ligados a idosos

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02/06/09 - Segunda Turma garante direito de emenda à inicial em processo extinto

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02/06/09 - JT reconhece a ex-empregado direito a indenização de férias prêmio

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01/06/09 - OIT prevê que crescimento do emprego no mundo poderá cair a zero este ano

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01/06/09 - Fundo Soberano: Senado não conclui votação; eficácia expira na 2ª

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01/06/09 - PL 1.432/03: CCJ da Câmara aprova mudanças no rito sumaríssimo

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01/06/09 - Vale vai demitir até 300 funcionários no País em junho, divulga cia

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01/06/09 - Trabalhadores informais poderão virar empreendedores individuais

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01/06/09 - TST: tentativa de conciliação prévia não é condição para ação

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30/06/09 - PL 3.885: Amatra mobiliza para aprová-lo na Câmara dos Deputados

 

O movimento está marcado para esta terça-feira (30), às 10h30, no Salão Verde, Câmara dos Deputados.

 

Centrais, dirigentes sindicais e Amatra-SP pedem urgência para aprovação do PL 3.885/08, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que altera a composição e a organização interna do Tribunal Regional do Trabalho da Segunda Região, com sede em São Paulo-SP, e dá outras providências.

O PL 3.885/08 cria trinta cargos de desembargadores, 600 cargos de analistas judiciários, 280 cargos de técnicos judiciários e 90 funções comissionadas no TRT/SP.

 

A matéria já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e deverá seguir para votação no plenário.

 

O deputado Lincoln Portela e outros apresentaram requerimento solicitando urgência pra votação do projeto em plenário.

 

A juíza Sônia Lacerda, presidente da Amatra-SP diz que, "os esforços da Amatra e o apoio incondicional dos representantes dos trabalhadores, para aprovação dos projetos, tornarão a Justiça do Trabalho ainda mais célere".

 

Francisco Calasans Lacerda, presidente do Sinthoresp que lidera o movimento de apoio dos trabalhadores à Amatra-SP, fala sobre a importância da união de forças.

 

"Os representantes sindicais são capazes de operar atos históricos".

 

E acrescentou: "O trabalho realizado em conjunto está trazendo resultados excelentes para a Magistratura Paulista e, consequentemente, para os trabalhadores, que necessitam agilidade nos serviços da Justiça do Trabalho em São Paulo".

 

Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) afirma que é fundamental a aprovação dos projetos e que a UGT sempre apoiará ações que tenham como objetivo favorecer os trabalhadores.

Fonte: Diap

 


 

30/06/09 - Demissão imotivada: mensagem presidencial será examinada pelo Trabalho

Com a decisão da Mesa, agora a Mensagem Presidencial será transformada em projeto de decreto legislativo da Câmara (PDC), que será, inicialmente, examinado pela Comissão de Trabalho da Câmara

 

A Mesa Diretora da Câmara indeferiu (rejeitou) o requerimento do deputado Júlio Delgado (PSB/MG) para arquivar a Mensagem Presidencial 59/08, que ratifica a Convenção 158, da OIT, que trata da demissão imotivada.

 

Delgado foi relator da matéria na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, que aprovou o parecer contrário à Mensagem do Governo.

 

Com a rejeição da mensagem, Delgado pediu o arquivamento da proposta na Câmara.

 

O DIAP questionou este encaminhamento, pois apenas duas comissões na Câmara podem, pelo regimento interna da Casa, arquivar proposições caso sejam rejeitadas - a de Constituição, Justiça e Cidadania; e a de Finanças e Tributação.

Prevaleceu a tese do DIAP.

 

Ademais, é preciso esclarecer que mensagem presidencial não pode ser arquivada nas comissões temáticas.

 

Independente do resultado precisa concluir toda tramitação até ser votada no plenário.

 

Próximos passos
Com a decisão da Mesa, agora a Mensagem Presidencial será transformada em projeto de decreto legislativo da Câmara (PDC), que será, inicialmente, examinado pela Comissão de Trabalho.

 

E depois, pela Comissão de Constituição e Justiça.

 

A matéria aguarda designação de relator na Comissão de Trabalho.

 

Pressão sindical
Mas se não houver pressão do movimento sindical, pouco efeito terá a decisão da Mesa.

 

É preciso que as entidades pressionem o presidente da Comissão de Trabalho, deputado Sabino Castelo Branco (PTB/AM) para que a matéria seja distribuída para um parlamentar favorável à proposta, a fim de que produza um parecer favorável e imediatamente paute o projeto para votação no colegiado.

 

O movimento sindical perdeu a primeira batalha, pois a mensagem foi derrotada na primeira comissão da Câmara, mas venceu a segunda, ao não permitir o arquivamento da iniciativa do Executivo.

 

Porém, é preciso continuar o movimento; do contrário, a tendência é que Castelo Branco não distribua rapidamente o projeto antes de encerrar o primeiro semestre.

 

Pauta trabalhista
A Convenção 158 faz parte da "Pauta trabalhista", que as centrais sindicais apresentaram em maio ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP).

 

Além da demissão imotivada, faz parta da pauta a redução da jornada de trabalho (PEC 231/95); fator previdenciário (PL 3.299/08); salário mínimo (PL 1/07); trabalho escravo (PEC 438/01); Convenção 151 (PCD 795/08); e terceirização (PL 4.302/08) mensagem 389/03, que pede o arquivamento do projeto.

Fonte: Diap

 


 

30/06/09 - Analistas mantêm projeção de inflação este ano em 4,4%
 

Brasília - O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ficar em 4,40% neste ano, preveem analistas do mercado financeiro. Essa é a mesma estimativa que constava na semana passada do boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central com base em consulta sobre os principais indicadores da economia. Para 2010, a projeção para o IPCA foi ajustada de 4,30% para 4,32%.

A previsão para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) em 2009 caiu de 1,53% para 1,45%. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), a expectativa foi ajustada de 1,31% para 1,20%. No mercado paulista, o Índice de Preço ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) deve ficar em 4,25% e não mais em 4,22%. Para 2010, as projeções para os três índices foram mantidas em 4,5%.

A expectativa para os preços administrados foi mantida em 4,30% para este ano e em 3,90% para 2010. Os preços administrados referem-se aos valores cobrados por serviços monitorados (combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros). Repórter Kelly Oliveira

Fonte: Agência Brasil

 


 

30/06/09 - Projeto destina 5% de habitações subsidiadas a idosos

 

O Projeto de Lei 4967/09, de autoria do deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ), obriga estados e municípios a destinar no mínimo 5% das habitações construídas com recursos públicos ou subsidiadas a pessoas com 60 anos ou mais.

Na avaliação do deputado Bornier, em razão da faixa etária, idosos são "virtualmente excluídos" dos programas de financiamento da casa própria.

O deputado afirma ainda que o projeto apenas cumpre preceito básico da Constituição Federal, que coloca a moradia entre os direitos básicos do idoso.

Tramitação
Em caráter conclusivo, o projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

30/06/09 - Projeto obriga participação empresarial em planos educacionais

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 5007/09, do deputado Osório Adriano (DEM-DF), que determina a participação de representantes do setor empresarial na formulação, em âmbito nacional, de planos e programas educacionais.

O objetivo, segundo o deputado, é adequar as propostas de ensino à realidade do mercado de trabalho. Para Osório Adriano, um dos principais problemas que levam ao desemprego é a "falta de contato com a realidade na formação dos jovens no primeiro e segundo graus".

Mercado futuro
Na avaliação do parlamentar, "os jovens deixam a escola antes do tempo devido para trabalhar e, ao buscar trabalho, nem sempre o encontram porque não têm formação"

De acordo com deputado, para consolidar sua proposta, bastaria que, "em cada comunidade", um representante de confederação, associação comercial ou federação "colaborasse com informações de sua impressão do que vai ser o mercado no futuro próximo".

Tramitação
O projeto será analisado de forma conclusiva pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

30/06/09 - Projeto permite deduzir do IR gastos com saúde de funcionários

 

De autoria do deputado Laerte Bessa (PMDB-DF), o Projeto de Lei 5129/09 permite às empresas deduzir do Imposto de Renda despesas com planos de saúde de seus funcionários.

Segundo o autor, a medida traz benefícios não apenas para os empregados, mas para toda a sociedade. "Os planos de saúde provocam relevante diminuição do número de consultas na rede pública de saúde, melhorando o atendimento aos demais cidadãos", destaca.

Sem prejuízos
Bessa argumenta ainda que a proposta não trará prejuízos ao Estado "porque a renúncia na arrecadação do Imposto de Renda será plenamente compensada pela enorme economia de recursos públicos na área de saúde".

Para o deputado, ao estimular as empresas a pagarem planos de saúde para seus funcionários, a medida também estimula o setor privado de saúde, o que, segundo diz, "proporciona aumento da oferta de emprego".

Tramitação
O projeto terá análise conclusiva das comissões de Comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

30/06/09 - TST concede justiça gratuita, mas não pode determinar devolução de custas

 

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito de empregado que perdeu causa trabalhista ao benefício da justiça gratuita. No entanto, os ministros concordaram com a opinião do relator e presidente da Turma, ministro Lelio Bentes, de que a devolução dos valores recolhidos pelo trabalhador a título de custas processuais não pode ser determinada pelo TST nessa fase processual. No caso, o empregado deve obter a restituição por via administrativa ou, se negada, propor ação específica.


O empregado entrou com reclamação na Justiça do Trabalho contra a Ripasa S.A. – Celulose e Papel. Como a sentença julgou improcedente a ação, ao recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), para reformar a decisão, o trabalhador pediu o benefício da justiça gratuita. Mas o TRT não só manteve a sentença como negou o benefício. O argumento foi de que o trabalhador já tinha recolhido as custas processuais, demonstrando que o pagamento não afetara a subsistência dele ou da família, e, portanto, não cabia mais discussão sobre o assunto.


Restou ao empregado recorrer mais uma vez do resultado, agora ao TST. Em relação ao benefício da justiça gratuita, alegou que era garantia constitucional do Estado prestar assistência jurídica integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos (artigo 5º, inciso LXXIV, da Constituição Federal). Além do mais, a Lei nº 1.060/1950 estabelece que, para conseguir a justiça gratuita, basta simples declaração da parte. Por fim, o trabalhador requereu a expedição de ofício ao órgão arrecadador (Receita Federal) com o objetivo de reaver o valor pago.


O relator, ministro Lelio Bentes, esclareceu que o benefício da justiça gratuita pode ser requerido em qualquer tempo ou grau de jurisdição, e, se ocorrer na fase recursal, é preciso apenas que o pedido seja formulado no prazo legal para interposição do recurso. De acordo com o relator, a concessão ou não da justiça gratuita depende da situação econômica da parte. A necessidade do benefício pode ser comprovada com o recebimento de salário inferior ao dobro do mínimo ou declaração do interessado.


Segundo o relator, como no caso havia declaração do empregado atestando a carência de recursos com pedido expresso de concessão do benefício, o Regional desrespeitou a Constituição ao negar a gratuidade judiciária ao trabalhador. Daí a importância do reconhecimento pelo TST do direito do empregado ao benefício e conseqüente expedição de certidão nesse sentido. Entretanto, para o relator, o Tribunal não pode determinar a devolução das custas processuais recolhidas aos cofres da União: o empregado deverá propor ação de repetição de indébito para reaver os valores.


Essa interpretação foi acompanhada, por unanimidade, pelos demais ministros da Primeira Turma. O ministro Vieira de Mello Filho ainda chamou a atenção para o fato de que “agora, com esta decisão, se extrai uma certidão de que o empregado fora isento das custas, e ele pode obter administrativamente a devolução”. Se houver dificuldade, aí sim a parte deve entrar com ação judicial, afirmou o ministro.
(RR – 1000/2003-251-02-40.0)

Fonte: TST

 


 

30/06/09 - Falta de recolhimento do FGTS justifica rescisão indireta

 

A confissão da empresa quanto ao não recolhimento do FGTS à conta vinculada do trabalhador justifica a decretação da rescisão indireta, mesmo que essa falta não resulte em prejuízo direto ao empregado, já que ele não tem acesso aos depósitos no curso do contrato de trabalho. Esse foi o teor da decisão da 6ª Turma do TRT-MG, que acompanhou o voto do desembargador Jorge Berg de Mendonça.

 

No caso, o empregador deixou de assinar a CTPS do empregado e de proceder aos recolhimentos previdenciários e fundiários. O reclamante protestou contra a decisão de 1º grau, reivindicando a caracterização da rescisão indireta, com base na alínea d, do artigo 483, da CLT. De acordo com esse dispositivo legal, o empregado poderá considerar rescindido o contrato e postular a devida indenização quando houver o descumprimento das obrigações contratuais por parte do empregador.

 

Em seu voto, o relator explicou que o Direito do Trabalho tem como princípio a preservação da relação de emprego. Por isso, os seus objetivos estão sempre voltados para a continuidade do vínculo empregatício. Entretanto, existem situações em que a falta patronal torna insustentável a prestação de serviços. No caso de rescisão indireta, assim como nas hipóteses de justa causa, a falta deve se revestir de natureza grave a ponto de inviabilizar a manutenção do vínculo e não pode ser ato passível de correção judicial.

 

Na avaliação do magistrado, a confissão da empresa quanto ao não recolhimento das parcelas fundiárias à conta vinculada do trabalhador constitui irregularidade grave o suficiente para ensejar o reconhecimento da rescisão indireta, mesmo que o resultado concreto dessa falta não seja visível a curto prazo, já que o empregado só poderia sacar a quantia no final do contrato. "A insegurança em que permanece o trabalhador, que não sabe se ao final do contrato poderá sacar o FGTS devido, justifica a rescisão desde logo, sem contar para outro aspecto de maior envergadura social que é a utilização desses recursos pelo Governo para incentivo a programas habitacionais, tão necessários em um País como o nosso" - concluiu o desembargador, acolhendo a rescisão indireta requerida pelo reclamante. (RO nº 00480-2008-096-03-00-1)

Fonte: Jusbrasil

 


 

30/06/09 - Senado comemora 50 anos da Confederação dos Servidores Públicos

A CSPB representa os servidores públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estadual, distrital e municipal, e integra o sistema confederativo da representação sindical

 

O Senado realiza, nesta terça-feira (30), às 11h, sessão especial destinada a comemorar os 50 anos da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil (CSPB).

 

O requerimento que pediu a realização do evento é do senador Paulo Paim (PT/RS).

 

A CSPB é uma entidade civil, sem fins lucrativos, exclusivamente sindical, que representa os servidores públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estadual, distrital e municipal, e integra o sistema confederativo da representação sindical no País.

 

A partir da Constituição de 88, a entidade passou a ter novas prerrogativas, entre as quais a de ajuizar Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) de leis e normas federais.

 

Fundada em 1958, a CSPB começou a estruturar-se em setembro de 1952, quando foi fundada a União Nacional dos Servidores Públicos (Unsp), que congregava associações de servidores.

 

Com a União dos Previdenciários do Brasil (UPB), a Unsp conseguiu implantar o primeiro estatuto dos servidores públicos federais em outubro de 1952, que se transformou na Lei 1.751/52.

 

Papel da CSPB
De acordo com a entidade, a CSPB trabalha para proteger direitos individuais e coletivos dos servidores públicos civis ativos, aposentados ou pensionistas, e busca também aprimorar o serviço público no país.

 

A CSPB é presidida por João Domingos Gomes dos Santos e tem como 1º e 2º vices Sérgio Augusto Jury Arnoud e Marcos Vinicius Gomes Pedro, respectivamente.

 

A entidade tem ainda diretores setoriais e representantes nos estados e no Distrito Federal.

Fonte: Diap

 


 

30/06/09 - Centrais criticam fórmula 85/95. Defendem fim do fator previdenciário

 

Representantes das principais centrais sindicais reuniram-se, na última terça-feira (23), em São Paulo, para discutir projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional que afetam os trabalhadores.

 

Em relação ao fator previdenciário, os sindicalistas reiteraram o apoio ao projeto do senador Paulo Paim (PT/RS), que acaba com o redutor das aposentadorias para quem se torna apto a solicitar o benefício com menos idade, mas mantiveram as criticas à proposta do relator do projeto, o deputado federal Pepe Vargas (PT/RS).

 

"Somos todos contra a chamada Fórmula 85/95, que prejudica quem começa a trabalhar mais jovem e também quem trabalha a vida toda para a iniciativa privada", afirmou o secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo, que participou do encontro.

 

A proposta de Vargas prevê que o trabalhador só tenha direito ao benefício integral quando a soma do tempo de contribuição com a idade atingir 95 a para os homens e 85 para as mulheres.

 

Sem registro em carteira
Quintino explica que, ao contrário do funcionário público, o trabalhador da iniciativa privada normalmente passa alguns anos sem registro em carteira, seja por conta do desemprego ou por conta de períodos de trabalho informal.

"Pessoas nessas condições têm mais dificuldade para atingir os 85 anos para homens e 95 para mulheres", diz.

Quanto às pessoas que começam a trabalhar mais cedo, segundo seu ponto de vista elas terão que trabalhar bem mais que 35 anos para ter direito à aposentadoria.

 

"Isso prejudica os mais necessitados, que precisam ir ao mercado de trabalho muito jovens para ajudar a sustentar a família", avalia o dirigente sindical.

 

Dirigentes sindicais estarão em Brasília hoje (30) para acompanhar na comissão especial da Câmara dos Deputados a votação sobre a proposta de redução da jornada sem redução de salário, cujo relator é o deputado Vicentinho (PT/SP), que pretende gerar 2,2 milhões de postos de trabalho.

 

As centrais irão organizar também uma grande mobilização nacional no dia 14 de agosto contra as demissões, pela redução dos juros, fim do superávit primário em defesa dos investimentos públicos e dos direitos trabalhistas e sociais.

 

Os dirigentes sindicais decidiram ampliar a pressão pela aprovação da lei que formaliza a política de valorização do salário mínimo e pela ratificação, pelo Congresso Nacional, da Convenção 158, da OIT, que inibe as demissões imotivadas.

 

O então presidente FHC assinou Decreto 2.100/96, por meio do qual informou a retirada do Brasil do acordo internacional (Convenção 158 da OIT).

As centrais, desde então lutam na Justiça para derrubar esse decreto.

Fonte: Diap

 


 

29/06/09 - Maioria das negociações salariais repôs perdas, diz Dieese

 

São Paulo - De 100 negociações salariais ocorridas nos primeiros cinco meses do ano, 96% asseguraram a recomposição das perdas ocorridas ao longo de 2009. No ano passado, o percentual foi de 89%.

As negociações que tiveram reajuste menor do que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), passaram de 11% em 2008 para 4% em 2009. O valor de referência do INPC foi de 6,18%.

Já as negociações que garantiram reajuste acima do índice passaram de 77% para 78%. Os dados foram divulgados hoje (26) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócioeconômicos (Dieese).

Entre os setores, a indústria apresentou 83%, ante os 86% do ano passado, dos reajustes acima da inflação, 11% igual ao INPC contra os 8% do ano passado. Na indústria, os reajustes que só recompuseram as perdas da inflação subiram de 28% para 58%.

No setor de serviços, as categorias que tiveram perdas salariais passaram de 14% para 4%, as que tiveram aumento passaram de 71% para 78% e os reajustes iguais à inflação passaram de 14%, em 2008, para 18% em 2009.

 

Segundo o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre, a inflação mais baixa ajuda a obter os reajustes mesmo que eles sejam mais baixos do que seriam com a inflação mais alta.

“O resultado das negociações está influenciado pela inflação e não pela crise econômica global, já que os ajustes nesse sentido se deram muito mais via emprego de que pelo salário. Muitas empresas demitiram antecipadamente em função da crise e quem permaneceu empregado teve o reajuste igual ou superior à inflação”, disse.

 

A expectativa, de acordo com Silvestre, são as negociações que ainda devem ocorrer ainda no primeiro semestre e que, no segundo, elas sejam melhores, porque há sinais de que o pior momento da crise já tenha passado. “Já há expectativa de que o Produto Interno Bruto [PIB] do país cresça mesmo que não o suficiente para anular o que foi negativo no primeiro semestre. E há também expectativa de que a economia volte a crescer em 2010.” Repórter Flávia Albuquerque

Fonte: Agência Brasil

 


 

29/06/09 - Rendimento médio do trabalhador sobe 3% em maio; ante mai/08

 

No confronto com o mesmo mês de 2008, quando registrava R$ 1.273,07, o rendimento médio real da população ocupada apresentou aumento de 3% em maio, chegando a R$ 1.311,70.

Já na comparação com abril houve recuo de 1,1%.

 

Os dados, divulgados nesta quinta-feira (25), fazem parte da PME (Pesquisa Mensal de Emprego), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nas seis principais regiões metropolitanas do País.

 

Renda por região
Frente a maio do ano passado, Salvador (4,8%), Belo Horizonte (6,2%), Rio de Janeiro (2,1%), São Paulo (3,2%) e Porto Alegre (4%) registraram alta no rendimento médio real da população ocupada.

 

Apenas Recife apresentou queda no rendimento, de 3,3%.

Na comparação com o mês imediatamente anterior, duas regiões apresentaram alta: Salvador (1,7%) e Belo Horizonte (4,3%).

 

Já em Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre as quedas foram de 3,9%, 3,6%, 0,7% e 2,2%, respectivamente, na mesma base comparativa.

 

Autônomos, formais e informais
Na comparação anual, o rendimento médio das pessoas que trabalhavam por conta própria apresentou alta de 0,7%.

 

Na comparação mensal, o recuo foi de 0,1%, atingindo R$ 1.094,40. A maior queda no mês passado, frente a abril, foi registrada em Porto Alegre (-2,7%) e a maior alta em Belo Horizonte (5,7%).

 

Os salários dos empregados do setor privado sem registro apresentaram evolução de 8,5% frente a 2008 e de 5,5% sobre abril, ficando em R$ 883,90.

 

São Paulo liderou o acréscimo mensal, que foi de 7,8%.

 

A única queda frente a abril coube ao Recife (-7,3%).

 

Para quem trabalha no setor privado com carteira assinada, os rendimentos acumularam aumento de 3,4% em um ano.

 

Já entre abril e maio de 2009, houve queda de 0,2%, registrando R$ 1.260,10.

A maior alta mensal coube a Salvador (4,8 %) e a maior queda, de 4,9%, ao Rio de Janeiro.

 

Renda por atividade econômica
No mês passado, frente a abril, das sete atividades econômicas analisadas, os profissionais que trabalham no setor de serviços prestados a empresa, aluguéis, atividades imobiliárias e intermediação financeira viram sua renda média cair 6,2%.

 

Profissionais de educação, saúde, serviços sociais, administração pública, defesa e seguridade social também tiveram queda nos rendimentos, de 4,2%, assim como os de outros serviços (-1,7%) e serviços domésticos (-0,5%).

 

Os demais apresentaram alta: indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água (3,7%); comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos e comércio a varejo de combustíveis (1,1%) e Construção (7,2%).

 

No confronto anual, todos os grupamentos de atividade investigados pela PME apresentaram alta.

Fonte: InfMoney

 


 

29/06/09 - MP que prevê incentivos fiscais à construtoras deve ser votada terça-feira

 

Deve ser votada na próxima terça-feira (30) a Medida Porvisória 460/09 que, entre outras coisas, concede benefícios fiscais para construtoras de imóveis do programa "Minha Casa, Minha Vida", além de aumentar o tributo sobre o cigarro e conceder isenção de impostos na compra de cadeira de rodas e próteses por deficientes físicos.

Relatada na Câmara dos Deputados por André Vargas (PT-PR), após diversas modificações, a MP foi transformada no Projeto de Lei 12/09, tendo como relatora a senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Na última quarta-feira, a senadora Ideli Salvatti (PT-SC) e o senador Adelmir Santana (DEM-DF) apresentaram uma emenda ao projeto para que seja autorizada a cobrança de preços diferentes nos pagamentos realizados com cartão de crédito em relação aos preços pagos à vista em bens ou na prestação de serviços.

Uma vez aprovada, a MP obrigará que para cada incorporação submetida ao regime especial de tributação no programa de habitação popular do governo, a incorporadora ficará sujeita ao pagamento equivalente a 6% da receita mensal recebida, o que corresponderá ao pagamento mensal unificado dos impostos e contribuições.

O documento também prevê dez dias a mais no prazo em que as empresas devem efetuar o pagamento do imposto, sendo os mesmos considerados definitivos, não tendo a empresa possibilidades de restituição.

Fonte: InfMoney

 


 

29/06/09 - Seguridade aprova programa habitacional para mulheres

 

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira (24), proposta de autoria da ex-deputada Maria Elvira (MG) que cria o Programa Nacional de Habitação para Mulheres com Responsabilidades de Sustento da Família.

O texto aprovado foi o substitutivo vindo do Senado Federal ao Projeto de Lei 885/95. A proposta autoriza o governo a criar projetos habitacionais que favoreçam mulheres com renda mensal de até três salários mínimos, desde que seus filhos tenham até 14 anos e elas sejam as únicas responsáveis pelo sustento da família.

Segundo o texto, o programa deverá ser implementado mediante ações integradas e em parceria com Estados e Municípios, cabendo à União fixar suas regras. Entre elas, devem estar os critérios para a definição das comunidades que serão beneficiadas em primeiro lugar. A prioridade deve ser para as famílias que vivam em áreas consideradas de risco, com elevada taxa de mortalidade infantil ou sujeitas a doenças endêmicas.

Texto aperfeiçoado
A relatora na comissão, deputada Angela Portela (PT-RR), deu parecer favorável à proposta. A versão do Senado deixa de propor a criação do programa para apenas autorizar o Governo Federal a criá-lo. Isso porque a iniciativa de propor esse tipo de projeto é exclusiva do Poder Executivo. Outro ponto modificado pelo Senado com base no mesmo argumento foi a proposta de criação de um colegiado técnico para avaliar os projetos habitacionais que integrem a programa.

Dados do déficit habitacional
Segundo dados do Ministério das Cidades utilizados pela relatora, o déficit habitacional brasileiro é de 7,2 milhões de moradias, das quais 5,5 milhões na área urbana e 1,7 milhões na área rural. Essa necessidade concentra-se na faixa de até dois salários mínimos de renda.

Também de acordo com o ministério, a ausência de infraestrutura urbana e de saneamento ambiental envolvem 10,2 milhões de moradias, a grande maioria pertencente a famílias cuja faixa de renda mensal não excede três salários mínimos. "Além de tudo isso, há necessidade de melhorar um significativo número de moradias já existentes que contam com algum tipo de carência, seja em relação ao padrão construtivo, à situação fundiária, ou, ainda, ao acesso aos serviços e equipamentos urbanos", afirma a deputada.

Angela Portela argumenta também que, apesar de existirem outros programas habitacionais, é de fundamental importância assegurar um tratamento diferenciado para as mulheres de baixa renda. Ela acrescenta que dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que, em 2006, as mulheres recebiam, em média, 70% do total auferido pelos homens. "É preciso amenizar um quadro de discriminação existente no mercado de trabalho, que na maioria das vezes opta pela contratação do homem em detrimento da mulher e que a remunera com uma renda mensal inferior à do homem que exerce a mesma atividade profissional", concluiu.

Tramitação
A proposta será analisada ainda pelas comissões de Desenvolvimento Urbano; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será votada em plenário.

Fonte: Agência Câmara

 


 

29/06/09 - Banco Central reduz estimativa de crescimento da economia neste ano
 

Brasília - A estimativa do Banco Central para o crescimento da economia (Produto Interno Bruto-PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) em 2009 foi revisada de 1,2% para 0,8%. A informação consta do Relatório Trimestral de Inflação, divulgado nesta sexta-feria (26) pelo Banco Central.

Segundo o relatório, a projeção menor “reflete, em especial, o impacto de projeções menos favoráveis” para o desempenho da indústria. O relatório também informa que o resultado do PIB no primeiro trimestre sugere “que a desaceleração econômica que sucedeu a intensificação da crise financeira poderá ser menos intensa do que o previsto inicialmente”. Repórter Kelly Oliveira

Fonte: Agência Brasil

 


 

29/06/09 - Trabalhador rural poderá ser incluído na Lei do Trabalho Temporário

Proposta permite a renovação do contrato por três meses e assegura ao trabalhador temporário rural os mesmos direitos do profissional urbano, como férias proporcionais.


A Câmara analisa o Projeto de Lei 4939/09, do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), que aplica a Lei do Trabalho Temporário (6.019/74) aos trabalhadores rurais. Atualmente, a legislação aplica-se apenas ao trabalho temporário nas empresas urbanas.

A proposta de Lucas define a empresa de trabalho temporário como a firma urbana ou rural que coloque à disposição de outras empresas ou de empregador rural profissionais por ela assistidos.

O parlamentar lembra que a legislação em vigor foi editada em 1974. "Naquela época havia um movimento constante e fomentado pelo Estado onde a mão-de-obra do campo migrava para a cidade. No entanto, atualmente, isso não mais corresponde à realidade do mercado de trabalho pois a terceirização é um fenômeno que não mais se limita ao âmbito urbano."

O projeto também substitui a expressão "trabalhadores devidamente qualificados" - usada pela legislação atual - por "capacitados e identificados". "Acrescentamos o termo 'identificados', para garantir um maior controle, facilitando a fiscalização", explica o parlamentar.

Prazo
A proposta altera ainda o prazo de vigência desse contratos. Hoje, o prazo máximo do contrato temporário é de três meses. O projeto inova ao permitir a ampliação por mais três meses por meio de acordo ou convenção coletiva da categoria.

O texto ainda assegura ao trabalhador temporário rural os mesmos direitos do profissional urbano, como jornada de 8 horas e férias proporcionais. A ressalva diz respeito ao adicional por trabalho noturno, quando deverão ser respeitadas as diferenças entre trabalhadores urbanos e rurais.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

29/06/09 - Jornada: comissão especial vota parecer favorável de Vicentinho

Ao aprovar a PEC 231/95, que tramita há exatos 14 anos, a Câmara dará importante passo acerca deste debate que hoje é a prioridade zero do movimento sindical

 

Nesta terça-feira (30), a comissão especial que analisa a PEC 231/95 que trata da redução da jornada de trabalho agendou a votação do parecer, favorável à matéria, do relator, deputado Vicentinho (PT/SP).

 

O colegiado se reúne no auditório Nereu Ramos, às 14h.

 

O movimento sindical se agendou e promete lotar o auditório, cuja capacidade é de 600 pessoas - entre sentados e os que ficarão em pé.

 

A aprovação da proposta será um avanço importante acerca deste tema, pois dessa forma a matéria ficará sobre a Mesa Diretora dos trabalhos da Câmara e não mais poderá ser arquivada.

 

Assim, quando a conjuntura estiver favorável e o movimento sindical construir uma correlação de forças mais favorável no Congresso poderá votá-la no plenário, com garantia de aprovação.

 

"Presença maciça"
A expectativa do relator é de que haja "presença maciça" dos trabalhadores na votação da proposta.

 

"Já li parte do relatório e o voto será lido nesta terça-feira (30), quando deveremos votar. No texto me posiciono a favor da redução da jornada que, segundo o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), permitirá a criação de 2,5 milhões de empregos".

 

E segue: "Além disso, a redução é importante para a melhorar a saúde do trabalhador, diminuir os acidentes de trabalho e estimular que o funcionário possa fazer cursos de aprimoramento", disse Vicentinho.

 

Carta das centrais
As centrais sindicais - CUT, CGTB, CTB, Força, NCST e UGT - aproveitarão para entregar uma carta aos parlamentares sobre a importância da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário.

Depois de aprovada na comissão especial, a matéria seguirá para análise do plenário da Câmara, onde será votada em dois turnos.

Fonte: Diap

 


 

29/06/09 - Arquivada proposta que poderia facilitar extinção de processos

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) rejeitou na quarta-feira (24) o Projeto de Lei 3813/08, do deputado Cleber Verde (PRB-MA), que propunha mudanças na redação do Código de Processo Civil (Lei 5869/73). Segundo o projeto, o juiz determinaria, por conta própria, a extinção de processos sem julgamento de mérito quando constatasse a ocorrência dos chamados "pressupostos processuais negativos".

 

Esses pressupostos seriam:

 

- perempção, caracterizada pelo abandono da causa por mais de 30 dias, provocando três arquivamentos sucessivos do processo;

- litispendência, ou seja, a existência simultânea de duas ou mais ações judiciais semelhantes - como, por exemplo, quando estão envolvidas as mesmas partes, o mesmo pedido, a mesma causa;

- coisa julgada, isso é, ação relativa a uma decisão judicial sobre a qual já não cabe mais recurso.

 

Argumentos

O relator da matéria, Regis de Oliveira (PSC-SP), reconheceu a constitucionalidade do projeto, mas apresentou parecer contrário quanto ao mérito. Ele explicou que existem diferentes tipos de defesa em um processo; por isso, foi proposta uma solução que pode mais confundir que esclarecer, segundo o deputado. "Não há motivos suficientes para alterar a atual redação do Código de Processo Civil", argumentou.

 

Ele acrescentou serem raras as vezes em que o juiz tem conhecimento prévio de outras ações existentes entre as partes capazes de induzir a uma das circunstâncias citadas no projeto: de litispendência ou de coisa julgada.

 

Regis de Oliveira disse também que, em sua opinião, o projeto tem uma redação duvidosa. "Há clara contradição em termos na redação proposta", afirmou.

 

Hoje, de acordo com o Código de Processo Civil, o juiz precisa ser provocado por uma das partes para determinar a extinção do processo nesses casos, e não pode agir por conta própria.

 

Tramitação

A proposta tramita em caráter conclusivo. Como foi rejeitada em seu mérito pela CCJ, única comissão prevista, ela será arquivada.

Fonte: Jusbrasil

 


 

26/06/09 - Taxa de desemprego fica estável em maio e registra 8,8%

 

O nível de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil ficou praticamente estável em maio, alcançando taxa de 8,8%. O resultado indica um leve recuo diante dos 8,9% verificados no mês anterior. Em relação ao mesmo período de 2008 (7,9%), a taxa subiu 0,9 ponto percentual.

 

Os dados fazem parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) divulgada hoje (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

O levantamento mostra também que o rendimento médio do trabalhador caiu 1,1% na comparação com abril, atingindo R$ 1.311,70, mas subiu 3% em relação a maio do ano passado.

 

O total de desempregados foi de 2 milhões, estável em relação a abril, mas 13% acima do total de maio de 2008.

Já a população ocupada, que totalizou 21,0 milhões de trabalhadores, apresentou estabilidade nos dois tipos de comparação.

Repórter Thais Leitão

Fonte: Agência Brasil

 


 

26/06/09 - CNI projeta PIB de -0,4% para este ano

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou agora há pouco que projeta um Produto Interno Bruto (PIB) de – 0,4% para este ano.

 

Apesar da projeção negativa para o PIB em 2009, a CNI espera que a economia cresça no segundo trimestre deste ano.

 

A entidade prevê, no entanto, que a indústria continuará a ser o setor mais afetado pela crise. A CNI trabalha com uma projeção do PIB industrial de – 3,5%.

 

A entidade informou ainda que o PIB industrial recuou 11,1% no acumulado dos dois trimestres, e a produção industrial nos quatro primeiros meses é 15% inferior em comparação ao mesmo período de 2008.

 

A expectativa da entidade para a formação bruta de capital fixo em 2009 é de – 9,10%, e o consumo das famílias deverá ficar em 0,7%. Repórter Roberta Lopes

Fonte: Agência Brasil

 


 

26/06/09 - IBGE: emprego no País 'continua sentindo o efeito da crise', avalia

 

O gerente da pesquisa mensal de emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, disse que apesar da "estabilidade" na taxa de desemprego em maio (8,8%) em relação a abril (8,9%), o mercado de trabalho metropolitano "está menos favorável".

 

Segundo ele, os dados da pesquisa em maio mostram que o emprego "continua sentindo o efeito da crise".

Azeredo observou que a taxa de desemprego em maio ainda é maior do que em igual período do ano passado (em maio de 2008 a taxa era de 7,9%).

 

"Há aumento no número de desocupados e o emprego formal está diminuindo o ritmo de crescimento", disse.

Azeredo exemplificou que, na média de janeiro a maio de 2008 o número de vagas com carteira assinada aumentou 8,6% e, em igual período de 2009, aumentou bem menos (2,9%).

"O número de empregos com carteira está mostrando evolução não satisfatória", disse Azeredo.

 

Em maio, o número de empregados com carteira aumentou 0,2% ante abril, abaixo do aumento dos sem carteira (1,4%). Porém, na comparação com maio do ano passado, o número de vagas aumentou 2,1%, enquanto as vagas sem carteira decresceram 3,8%.

 

Ainda assim, Azeredo destaca a perda de ritmo no aumento do grupo com carteira na comparação anual, já que em maio do ano passado houve alta de 9,0%.

 

Azeredo sublinhou também que, na média de janeiro a maio deste ano, a taxa de desemprego foi de 8,7%, enquanto em igual período do ano passado era de 8,3%.

 

"A crise afeta o mercado de trabalho e avanços outrora observados não mais existem", disse Azeredo.

 

População desocupada

A população desocupada somou 2,04 milhões em maio, com queda de 0,5% ante abril, mas aumento de 13% ante maio do ano passado.


Em maio de 2009, havia 234 mil desocupados a mais nas seis principais regiões metropolitanas do País pesquisadas pelo IBGE do que em igual mês de 2008.

 

O número de ocupados nas seis regiões somou 20,98 milhões em maio, com aumento de 0,3% ante abril e alta de 0,2% ante maio do ano passado, segundo o IBGE.

As duas variações são consideradas como "estabilidade" pelo instituto.

 

O aumento de 13% no número de desocupados em maio ante igual mês do ano passado representou o maior acréscimo na comparação com igual mês de ano anterior apurado pela pesquisa mensal de emprego do IBGE desde agosto de 2006.

 

Por outro lado, em maio foi registrada também a segunda queda consecutiva no número de desocupados ante o mês anterior.

 

"O mercado não está criando vagas e há procura por emprego, por isso o número de desocupados continua aumentando ante o ano passado" disse Azeredo, para quem "o número de geração de postos é pífio".

 

Em maio ante igual mês do ano passado foram gerados apenas 45 mil postos de trabalho e o número de desocupados aumentou em 234 mil pessoas.

Fonte: Agência Brasil

 


 

26/06/09 - Plano Real, recuperação do mínimo, com proposta das centrais

 

Corrigido pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o valor do salário mínimo voltou ao nível dos anos 1970.

 

Desde a implementação do Plano Real, há 15 anos, a menor remuneração permitida pela legislação brasileira cresceu 116% em termos reais.

 

O ritmo de expansão foi muito maior no Governo Luiz Inácio Lula da Silva do que no de Fernando Henrique Cardoso. Entre 1995 e 1998, os rendimentos subiram 24% (5,5% ao ano), e de 1999 a 2003, 17% (3,3% ao ano).

A partir de 2004, a elevação foi de 48%, o equivalente a 6,8% ao ano.

 

Autor dos cálculos, o economista-chefe da RC Consultores, Marcel Pereira, chama essa evolução de "o novo milagre brasileiro", numa referência ao período dos anos 1970, em que a economia cresceu a taxas superiores a 8% anuais.

 

"A implementação do Plano Real foi um marco de reversão na deterioração de valor do salário mínimo, que, desde então, passou a dar sinais de expressiva recuperação. A hiperinflação (1) vivida nos tempos que antecederam à implantação do real corroía completamente o poder de compra do salário mínimo", constata.

 

Segundo Pereira, após a adoção do plano, a garantia da estabilidade de preços permitiu a recuperação do valor real do mínimo. Isso foi fundamental na melhora do poder de compra da população de mais baixa renda, permitindo a incorporação de milhões de pessoas no mercado consumidor.

 

"A partir de 2003, o ganho do salário mínimo foi ainda maior, embutindo não só as vantagens da estabilidade conquistada por meio do controle da inflação, como uma proposta política mais ousada na negociação dos valores de aumento junto ao Congresso Nacional", diz.

 

Previdência
Só na Previdência Social, 17,8 milhões de pessoas recebem um salário mínimo, o que equivale a 68% dos benefícios pagos.


Apesar dos ganhos desde a edição do Plano Real, o valor ainda está bem abaixo do que seria necessário para cumprir a determinação constitucional.

 

Nos termos da Constituição Federal de 1988, ele deve ser capaz de atender as necessidades básicas do trabalhador e de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social.

 

Na estimativa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese), o rendimento deveria subir dos atuais R$ 465 para R$ 2.045,06.

 

Hiperinflação
A hiperinflação corresponde a uma inflação com taxas extremamente elevadas (1000% ou mais).

 

Os dois casos mais notórios são o da Alemanha, que registrou hiperinflação nos anos 20, e o Brasil nos anos 80 e 90.

Em 1990, por exemplo, Brasil apurou inflação de 56% em janeiro, de 73% em fevereiro e de 84% em março.

 

Em 1993, a inflação chegou a 2.477%.

 

Nessas situações, o dinheiro perde valor rapidamente, torna-se um meio ineficaz de padronizar valores, provando grandes distorções na economia. (Fonte: CorreioWeb)

Fonte: Diap

 


 

26/06/09 - Comissão aprova salário-desemprego para criadores de bicho-da-seda

 

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (24) a concessão do direito ao salário-desemprego para os sericultores (criadores de bicho-da-seda).

De autoria do deputado Assis do Couto (PT-PR), o Projeto de Lei 1198/07 estabelece que o benefício será concedido por 90 dias, nos meses em que o Ministério da Agricultura definir como críticos para a atividade do bicho da seda.

Economia familiar
O relator, deputado Andre Zacharow (PMDB-PR), argumenta que, assim como o ocorre com os pescadores, que já recebem o salário-desemprego no período de defeso, a renda dos sericultores diminui ou cessa em longos períodos do ano, o que torna justa a extensão do benefício ao grupo.

De acordo com Zacharow, o Brasil é o quinto maior produtor mundial de seda, e perderia apenas para China, Índia, Japão e Rússia. "A sericultura desenvolve-se basicamente em pequenas propriedades, em regime de economia familiar, contribuindo para afixação do homem no campo", acrescenta.

Tramitação
Em caráter conclusivo, o projeto ainda será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

26/06/09 - Seringueiros são resgatados de trabalho escravo no MT

MTE encontrou 23 trabalhadores em situação análoga à de escravo.

Eles trabalhavam na extração de látex, no interior do estado matogrossense

 

O Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), resgatou esta semana 23 trabalhadores em situação de trabalho escravo, no município de Pontal do Araguaia (MT), a 560 km de Cuiabá, na divisa entre Mato Grosso e Goiás. Os resgatados trabalhavam na extração de látex e não utilizavam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Nenhum deles possuía registro em Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS). A maioria estava nestas condições desde novembro de 2005.

 

Os Auditores Fiscais do Trabalho identificaram moradias precárias, uma delas sem uma parede, que expunha os trabalhadores a riscos. Não possuíam sanitários nas frentes de trabalho. Aplicavam agrotóxicos sem receber treinamento adequado e equipamento de proteção. O empregador também expunha os trabalhadores a servidão por dívidas, pois utilizava cheques de outros locais e que só poderiam ser descontados em mercado de propriedade de um parente.

 

Após a ação do Grupo Móvel, o empregador iniciou o registro em CTPS e o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) dos empregos. No total, os trabalhadores deverão receber cerca de R$ 300 mil em verbas trabalhistas.

 

Para o coordenador da ação, auditor fiscal Fernando Lima Júnior, a sensação é de dever cumprido. "Para nós, a sensação é muito gratificante, porque são pessoas humildes que acabam negando a própria dignidade. Com a atuação do Grupo Móvel, eles voltam a acreditar em si e no estado", afirma o coordenador.

 

A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em Mato Grosso (SRTE/MS) está orientando os trabalhadores a participarem de cursos de qualificação profissional para que possam se inserir no mercado de trabalho em melhores condições.

O Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Polícia Federal (PF) também participaram da operação.

Fonte: MTE

 


 

26/06/09 - Brasil perdeu 750 mil empregos formais em 3 meses, aponta Dieese

 

O mercado de trabalho nacional perdeu 750 mil vagas de emprego formal de dezembro a fevereiro, segundo um estudo divulgado, nesta terça-feira (23), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O levantamento da entidade mostra que a perda representa um corte de 2,3% do total de postos de trabalho do país e é um dos impactos da crise mundial na economia brasileira.

"Estes três meses [dezembro, janeiro e fevereiro] são, tradicionalmente, meses de ajustes sazonais no nível de emprego. Geralmente, temos mais demissões que contratações. Mas, este ano, a crise agravou a situação", disse o coordenador de relações sindicais do Dieese, José Silvestre, em entrevista à Agência Brasil.

Só em dezembro, por exemplo, a crise aumentou em 305 mil o número de demissões no país, de acordo com o Dieese. Nas previsões da entidade, o Brasil perderia 350 mil vagas de trabalho naquele mês. Porém, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) acabou apontando um corte de 655 mil vagas.

O estudo do Dieese aponta ainda que boa parte das vagas eliminadas desde dezembro são do setor de agropecuária e da indústria de transformação, os mais prejudicados em termos percentuais. Só agropecuária demitiu 8,6% dos seus empregados durante esse período. Já a indústria de transformação demitiu 5%.

Silvestre afirmou, porém, que pelo menos uma parcela de todas essas demissões poderia ter sido evitada, independentemente do agravamento da crise no mundo ou no Brasil.

Segundo ele, existe uma grande facilidade para se demitir no país e alguns empresários se aproveitam dessa facilidade para cortar mais vagas que o necessário.

"É difícil mensurar o que foram demissões causadas pela crise e o que foram ajustes antecipados promovidos pelos próprios empresários", afirmou Silvestre, citando casos de companhias que anunciaram demissões em massa ao mesmo tempo que anunciaram um aumento de sua produção para 2009.

Silvestre disse que o corte desnecessário de vagas tem outro efeito negativo: a precarização do trabalho. Ele disse que o país, desde 2002, apresenta melhorias neste sentido, com o aumento do salário mínimo e do salário dos recém-contratados.

Essas melhorias, porém, estão comprometidas pela crise e pela falta de regras rígidas sobre as demissões injustificadas.

De acordo com Silvestre, o Brasil deveria criar leis que impeçam as demissões em justa causa, assim como o previsto pela Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

"O custo da demissão já está embutido no custo do trabalhador. Enquanto não tivermos uma lei que iniba as demissões, vamos ter esta alta rotatividade", afirmou. (Fonte: Agência Brasil)

Fonte: Diap

 


 

26/06/09 - Advogado com dedicação exclusiva não tem direito a jornada reduzida

 

O advogado-empregado que presta serviço em regime de dedicação exclusiva não se encontra amparado pela duração de trabalho de quatro horas diárias. Esse entendimento foi aplicado pela Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao aceitar recurso da Distribuidora de Medicamentos Santa Cruz Ltda., do Paraná.

O empregado foi admitido como advogado pleno em janeiro de 1998. Durante o contrato, afirmou que a jornada de trabalho era em média das 8h às 19h30. Após sua dispensa, em julho de 2003, ele buscou direitos trabalhistas na 16ª Vara do Trabalho de Curitiba, como o pagamento de horas extras além da jornada de quatro horas diárias e da 20ª semanal, conforme determina a Lei nº 8.906/94, que regula o exercício da advocacia.


A sentença da primeira instância não concedeu as horas extras, pois entendeu que o contrato de trabalho – firmado com base em jornada de oito horas diárias e 44 horas semanais - e os cartões de ponto confirmaram o caráter da dedicação exclusiva ao trabalho, nos termos do artigo 20 da Lei nº 8.906/94. Inconformado, o advogado recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), que concluiu pelo direito à duração semanal reduzida da jornada do advogado. “Embora no registro do empregado conste o horário das 8h às 18h, com intervalo intrajornada de 1h 15, e tenha vindo aos autos acordo de compensação de horas referente à carga horária de 44 horas semanais, não há no contrato qualquer menção à exclusividade dos serviços de advocacia do autor, que deveria estar expressamente consignada ante o caráter de excepcionalidade da condição”, disse o acórdão.


Com o processo trazido ao TST, o relator do recurso, ministro Horácio de Senna Pires, observou em seu voto que, diante do quadro fático delineado pelo Regional - em que se afirma o registro do advogado de 8h às 18h -, a dedicação exclusiva ficara demonstrada, enquadrando-se o caso na exceção ao horário reduzido prevista na Lei nº 8.906/94. O voto ainda considerou irrelevante o fato de o advogado realizar outros serviços, o que decorreria da liberalidade da empresa, não sendo suficiente para descaracterizar a exclusividade, uma vez que, contratualmente, o trabalhador estava vinculado à empresa. O relator trouxe também outro julgado do TST com a mesma orientação. A Sexta Turma acatou o entendimento e excluiu da condenação as horas extras.

(RR-20.026/2003-016-09-00.3)

Fonte: TST

 


 

25/06/09 - INSS avisará por carta beneficiários que estão aptos a se aposentar

 

Brasília - Está na edição desta quarta-feira (24) do Diário Oficial da União a norma do Instituto Nacional do Seguro Social que prevê a emissão de cartas para avisar aos beneficiários que eles estão aptos a se aposentar.

 

De acordo com a Resolução nº 66, os segurados que, a partir de julho de 2009, completarem a idade e a carência necessárias para a aposentadoria por idade serão comunicados sobre a possibilidade de requerer o benefício por meio do "Aviso para Requerimento de Benefício”.

 

O documento terá um código de segurança, que permitirá ao beneficiário conferir se o aviso foi realmente emitido pelo INSS. A confirmação de autenticidade do aviso poderá ser feita no site www.previdencia.gov.br ou pela Central de Atendimento, no 135.

Fonte: Agência Brasil

 


 

25/06/09 - Empresários cobram agilidade na implantação da reforma tributária

 

Brasília - A agilidade na implantação da reforma tributária foi o principal ponto defendido pelos empresários que participam de audiência pública na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara sobre a proposta que tramita no Congresso.

 

Para eles, isso tornará o país mais competitivo e em condições de enfrentar as novas exigências do mundo que surgirá depois da crise.

 

O representante da Confederação Nacional da Indústria, Carlos Mariani Bittencourt, afirmou que é urgente fazer a reforma e diminuir os prazos de implantação, porque o Brasil vai precisar competir com o mundo.

 

Segundo ele, o grande problema é que o sistema tributário brasileiro é “anacrônico” na comparação com o resto do mundo. “[Caso a reforma demore a ser implantada] teremos mais competição do que outros países que [hoje] são melhor estruturados e não teremos investimentos para fazer frente a essa competição”.

 

Roberto Nogueira, da Confederação Nacional do Comércio, concorda com Bittencourt que é necessário melhorar a competitividade do país e criticou o fato de o IPI ficar fora do IVA Federal.

 

Rodolpho Tourinho, ex-ministro e representantes da Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) ressaltou que a crise afetou mais o setor industrial e citou como exemplo a perda do emprego. “Após a crise, o que teremos de enfrentar? A competitividade”.

 

O secretário extraordinário de Reformas Econômico Fiscais, Bernard Appy, disse que se o governo tentar fazer a reforma que cada setor quer, “nunca se fará reforma nenhuma”.

 

A reforma tributária propõe a mudança da estrutura da cobrança de impostos no país. Prevê a extinção de cinco tributos e a criação do Imposto sobre Valor Adicionado Federal, além da unificação das normas sobre ICMS existentes hoje, uma para cada estado.

 

Para evitar perdas dos estados com a mudanças, o governo propõe a criação do Fundo de Atualização de Receitas. Também está prevista a redução das contribuições patronais, o que reduzirá o peso da folha de pagamento das empresas.

Repórter Daniel Lima

Fonte: Agência Brasil

 


 

25/06/09 - Empresas envolvidas em trabalho análogo ao de escravo poderão ser privadas de incentivos fiscais e financiamentos públicos

 

Também foi aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), nesta quarta-feira (24), texto substitutivo da senadora Marina Silva (PT-AC) a projeto de lei do Senado (PLS 487/03) que impede o acesso a incentivos fiscais, financiamentos e contratos públicos a pessoas jurídicas que, direta ou indiretamente, utilizem trabalho análogo ao de escravo na produção de bens e serviços. O projeto será votada em decisão terminativa pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH).

 

Pelo texto, é considerado trabalho escravo aquele realizado por indivíduos submetidos a trabalhos forçados, mediante violência, ameaça grave, retenção de salários ou que tenha restringida sua locomoção, por qualquer meio, em decorrência de dívida contraída com empregador ou representante dele. Empresas que queiram se candidatar a concorrências ou a financiamentos públicos deverão apresentar certificado de regularidade expedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego para comprovar a inexistência dessa prática em suas atividades ou na dos seus fornecedores.

 

Para fazer valer a exigência do certificado de regularidade do Ministério do Trabalho e Emprego também para os participantes dos processos de licitação, a proposta acrescenta dispositivos à Lei nº 8.666/93. Outro dispositivo deixa claro ainda a obrigatoriedade de não utilização de trabalho escravo por parte da empresa que vier a ser contratada.

 

Marina Silva justificou a apresentação de substitutivo ao projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) para adaptar o conceito de "trabalho escravo" ao já estabelecido no Código Penal e ao entendimento da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Desta forma, foi utilizada a expressão "trabalho em condição análoga à de escravo". Esse conceito também já é empregado pelo Ministério do Trabalho e Emprego na organização da lista de pessoas e empresas condenadas administrativamente pela exploração desse tipo de mão-de-obra ilegal.

Vista

A CCJ também concedeu vista, solicitada pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP), a projeto de lei do Senado (PLS 616/07) que obriga a manutenção de depósitos judiciais em instituições financeiras oficiais. De iniciativa do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), a proposta recebeu parecer contrário na Comissão de Justiça e na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

 

Mercadante propôs uma mudança no mérito para "salvar" a proposta. Sua intenção é possibilitar às empresas com dívidas questionadas na Justiça usar ações, títulos ou fundo garantidor para avalizar esses depósitos judiciais. Segundo explicou, a medida deverá dar segurança jurídica sem prejudicar o desempenho econômico das empresas.

Fonte: Agência Senado

 


 

25/06/09 - CNI e CNC criticam serviço odontológico obrigatório em empresas

 

As confederações nacionais da Indústria e do Comércio advertiram nesta terça-feira que a proposta de tornar obrigatória a oferta de serviços especializados em odontologia para todos os trabalhadores pode prejudicar o equilíbrio financeiro das empresas. O tema foi discutido em audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

A comissão analisa o Projeto de Lei 422/07, do deputado Flaviano Melo (PMDB-AC), que inclui a obrigatoriedade na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43). O debate foi proposto pelo relator da matéria, deputado José Guimarães (PT-CE).

O advogado José Augusto Seabra, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), afirmou que o impacto da aprovação do projeto nas empresas será significativo e que é necessário analisar a matéria sob o aspecto econômico. Alain Alpin, advogado da Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo (CNC), também disse o projeto representará uma sobrecarga para os empresários. Ele argumenta que a obrigatoriedade do serviço odontológico é inadequada, pois o atendimento é um tipo de proteção específica.

Prevenção
Os representantes de odontólogos que participaram do debate argumentaram, no entanto, que odontologia do trabalho não é assistência, mas prevenção. O vice-presidente do Conselho Federal de Odontologia do Mato Grosso, Ailton Diogo Rodrigues, apresentou dados que mostram o impacto positivo do serviço na saúde geral do trabalhador.

O consultor em odontologia do trabalho Ronaldo Radicchi lembrou que o índice de problemas bucais (cáries, gengivites e outros problemas periodontais) em trabalhadores da indústria é alto - a média é de 15,19% -, o que demonstra a necessidade de ações de prevenção.

O professor da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Odontologia Luiz Eugênio Mazzilli advertiu que os trabalhadores com problemas odontológicos podem prejudicar o desempenho da empresa. Ele citou como o exemplo a auto-medicação, cujos efeitos colaterais podem contribuir para acidentes de trabalho.

Visão social
O deputado José Guimarães lembrou a importância de se abordar o assunto por diversos ângulos. "Não podemos discutir a matéria com a visão meramente econômica, precisamos avaliar seu alcance social", afirmou.

Fonte: Agência Câmara

 


 

25/06/09 - Fabricantes de móveis também pleiteiam redução do IPI, para aquecer as vendas

 

Com o objetivo de aquecer as vendas, visando à sustentabilidade e à competitividade da indústria moveleira, entidades como a Abimóvel (Associação Brasileira das Indústrias do Mobilliário) e a Abipa (Associação Brasileira da Indústria de Painéis de Madeira), assim como ocorreu com outros setores da economia, também pleiteiam a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) incidente sobre o setor.

Na última quinta-feira (18), os presidentes da Abimóvel, José Luiz Diaz Fernandez, e o presidente da Abipa, José Goulart de Carvalho, reuniram-se com o ministro do Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, para pedir redução total do imposto nos próximos seis meses.

Vendas
Segundo as associações, as isenções de IPI concedidas pelo governo a outros segmentos, assim como a desvalorização do câmbio, os aumentos constantes dos insumos e a demora na devolução dos saldos credores dos impostos federais e estaduais para as empresas exportadoras fizeram com que as vendas da indústria nacional diminuíssem, o que, consequentemente, agravou a crise no setor.

Atualmente, a alíquota do IPI incidente sobre os produtos da indústria moveleira varia de 5% a 10%. Além de pedir a redução total por seis meses, as entidades querem, após esse período, equalização do imposto que incide sobre os móveis em geral, painéis de madeira e componentes.

Outros setores
Na próxima sexta-feira (26), o IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) deve se reunir com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a fim de defender a continuidade da redução do IPI para o setor.

O benefício, cujo término está previsto para o próximo dia 30 de junho, segundo o Instituto, foi o responsável pelo aumento de 25% nas vendas no varejo, nos últimos meses.

Fonte: InfoMoney

 


 

25/06/09 - Inflação atinge a menor taxa do ano em São Paulo

 

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) na cidade de São Paulo atingiu 0,16%, na terceira prévia de junho, segundo o levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). A taxa ficou abaixo da anterior (0,19%) e foi a mais baixa do ano, acentuando a diminuição das pressões dos preços de cigarros e das tarifas de energia elétrica.

 

No período, teve mais destaque a diminuição da alta nos grupos habitação, 0,15% ante 0,27%, e despesas pessoais, de 0,57% para 0,28%. Em transportes ocorreu a sexta queda seguida (-0,24%), com a mesma variação constatada na segunda prévia. Houve ainda redução no ritmo de alta em educação, que passou de 0,07% para 0,10%.

 

Dos sete grupos pesquisados, três tiveram aumentos maiores: alimentação que pulou de 0,06% para 0,24%; saúde passou de 0,69% para 0,75% e vestuário, de 0,01% para 0,06%. Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

25/06/09 - Bosch demite 900 em Curitiba; centrais, em nota conjunta, protestam

 

CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central e UGT, em nota pública repudiam demissões na Bosch de Curitiba (PR). A empresa demitiu 900 trabalhadores e colocou outros 3 mil em licença remunerada.

 

Diante deste fato, as centrais sindicais reforçam a "necessidade da imediata aprovação, pelo Congresso Nacional, da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho, que impede as demissões imotivadas".

Leia a íntegra da nota pública:

"As centrais sindicais - CUT, CGTB, CTB, Força Sindical, Nova Central e UGT - reunidas nesta terça-feira (23), em São Paulo, vêm a público manifestar o seu mais veemente repúdio à postura intransigente e truculenta da direção da Bosch, que demitiu 900 trabalhadores da sua unidade de Curitiba, colocando outros três mil funcionários em licença remunerada.

 

Conforme denúncia do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba, a política do facão foi aplicada no último dia 18 pela multinacional alemã após os trabalhadores terem soberanamente se posicionado contra a proposta de redução salarial advogada pela empresa, sem qualquer garantia de manutenção dos empregos.

 

O comportamento da Bosch, assim como as milhares de demissões patrocinadas recentemente pela Embraer e pela Vale, entre outras grandes empresas, reforçam a nossa convicção da necessidade da imediata aprovação, pelo Congresso Nacional, da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho, que impede as demissões imotivadas.

 

Tal medida é fundamental para combater os altos índices de rotatividade da mão-de-obra brasileira, que têm penalizado com mais intensidade as mulheres e jovens.

 

Os empresários vêm se aproveitando deste mecanismo para acumular lucros e diminuir os ganhos salariais dos trabalhadores, que foram fruto da nossa organização e mobilização unitária.

 

Diante dos sucessivos atropelos à negociação e à representação sindical, os Tribunais Regionais do Trabalho de São Paulo e Minas Gerais já se pronunciaram pela ilegalidade de tais procedimentos e pela necessidade de que seja garantido o diálogo com os trabalhadores.

 

Compreendemos que o fortalecimento do mercado interno, dos empregos, salários e direitos da classe trabalhadora é, neste momento, o caminho para defender o país dos impactos negativos da crise internacional."

Fonte: Diap

 


 

25/06/09 - Aumento da jornada ordinária de trabalho é alteração lesiva

 

O fato de constar no contrato de trabalho que o empregado aceita qualquer mudança de turno ou horário, não significa que o empregador possa aumentar o número de horas diárias ordinárias de trabalho, porque essa alteração é prejudicial e, por isso, inválida. Esse é o teor de decisão da 9ª Turma do TRT-MG, que aplicou o disposto no artigo 468, da CLT, o qual proíbe alterações contratuais lesivas ao trabalhador, e manteve a condenação da reclamada ao pagamento de horas extraordinárias, que excederem a 40ª semanal.

 

Analisando o caso, a desembargadora Emília Facchini constatou que os cartões de ponto do autor demonstraram que ele trabalhou, até 31.01.05, de 08h30 às 18h, com 90 minutos de intervalo, de segunda a sexta-feira, o que equivale a oito horas diárias. Depois disso, a jornada passou a ser, em média, de oito horas e quarenta e oito minutos, em cinco dias da semana.

 

A relatora observou que o contrato de trabalho do reclamante estabelece, que “o empregado é contratado para trabalhar em qualquer turno ou horário, a critério da empregadora, se comprometendo a acatar qualquer alteração nesse aspecto, ciente que está, desde já, da possibilidade de sua ocorrência”. Entretanto, a sua aceitação não abrangeu o aumento do número de horas habituais diárias de trabalho, porque essa modificação lhe é prejudicial e extrapola a mera alteração de turno ou horário de trabalho.

 

“Cumprida jornada anterior em 40 horas semanais, sua majoração afronta o princípio da inalterabilidade contratual lesiva, insculpido no art. 468 da CLT, também manifestado através do princípio da cláusula mais benéfica, que asseguram a supressão de cláusula contratual benéfica somente se suplantada por outra ainda mais favorável, preservada a condição anterior diante de alterações menos vantajosas”– finalizou a desembargadora.

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

25/06/09 - Centrais querem fim do fator e intensificam mobilização para dia 30

Os sindicalistas reiteraram apoio ao projeto do senador Paim que acaba com fator e decidiram intensificar mobilização em defesa de outras demandas da classe trabalhadora no Legislativo, destacando a mobilização em Brasília dia 30 pela redução da jornada, sem redução de salários
 

Em reunião realizada, nesta terça-feira (23), em São Paulo, as centrais sindicais - CTB, CUT, FS, UGT, Nova Central e CGTB - analisaram e definiram uma posição unificada em relação a vários projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional relacionados aos interesses da classe trabalhadora.

Os sindicalistas reiteraram o apoio ao projeto do senador Paulo Paim (PT/RS) que acaba com o fator previdenciário e decidiram intensificar a mobilização em defesa de outras demandas da classe trabalhadora em pauta no legislativo, destacando a mobilização em Brasília no dia 30 de junho pela redução da jornada, sem redução de salários.

Salário mínimo
Em relação ao projeto que institucionaliza a valorização do salário mínimo também se chegou a um consenso favorável à proposta que está pronta para ser apreciada pelo plenário da Câmara dos Deputados.

Encaminhada pelo presidente Lula, o projeto foi alterado positivamente pelos parlamentares. A proposta original previa que o mínimo deve ser reajustado por um percentual dado pela inflação mais o crescimento do PIB verificado nos dois anos anteriores.

Emenda parlamentar, já aprovada pelo Senado, reduz o prazo para um ano, o que significa que o reajuste levará em conta a inflação do ano imediatamente anterior mais o resultado do PIB com defasagem de apenas um ano.

Aposentadorias
Além disto, o projeto em tramitação na Câmara estende às aposentadorias o mesmo critério de reajuste aplicado ao salário mínimo, tema polêmico para alguns que preferem desvincular o aumento do mínimo das aposentadorias, sensíveis aos argumentos do Governo de que isto pode ter um impacto muito negativo sobre o suposto (e falso) déficit previdenciário.

No final, prevaleceu a ideia de que as centrais devem apoiar o projeto na forma em que está tramitando e debater posteriormente com o Governo, em caso de veto, uma outra solução que contemple também os interesses dos aposentados.

Convenções 151 e 158 da OIT
As centrais também decidiram intensificar a pressão pela ratificação das convenções 151 e 158 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

No primeiro caso (Convenção 151, que estabelece o direito à organização e negociação sindical para os trabalhadores e trabalhadoras do setor público), o cenário é positivo, já que o parecer que vai a plenário (depois de tramitar nas comissões temáticas) é favorável à aprovação.

Este não é o caso da Convenção 158, que coíbe demissões sem justa causa e vai a plenário com parecer contrário do relator da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional.

Questão central
O parecer do relator, conforme salientou o secretário de Relações Institucionais da CTB, Joílson Cardoso, durante a reunião, "reflete o forte lobby patronal contra a Convenção 158 e foi escrito na Fiesp (Federação da Indústria de São Paulo)".

As centrais decidiram lutar para reverter a situação no plenário da Câmara, mobilizando pela ratificação desta convenção que, conforme o dirigente da CTB, "tem uma importância extraordinária para a classe trabalhadora brasileira e pode colocar um freio na liberdade abusiva que o patronato desfruta para demitir, o que resulta na alta rotatividade da mão-de-obra verifica atualmente no Brasil".

E emendou: "Esta é uma questão central para o sindicalismo nacional".

Terceirização e fundações estatais
Em relação ao projeto que institucionaliza a terceirização (PL 4.302/98), os dirigentes das centrais decidiram continuar lutando para que seja retirado da pauta do legislativo, conforme propõe o presidente Lula em mensagem encaminhada ao Congresso.

Finalmente, sobre a proposta de instituição das fundações estatais (PLP 92/07), encaminhada pelo Executivo, os sindicalistas lutarão para que também não seja votado antes de um intenso debate na sociedade, envolvendo particularmente o movimento sindical, os trabalhadores e trabalhadoras do setor público e suas entidades.

Redução da jornada é prioridade
A prioridade no momento, segundo os sindicalistas, é a votação da proposta de redução da jornada de trabalho sem redução de salários na comissão especial da Câmara, que deverá ser realizada dia 30.

Os sindicalistas estão organizando uma manifestação em Brasília.

 

As centrais orientam as lideranças nos estados a intensificar a mobilização para garantir um bom número de sindicalistas no Distrito Federal no dia em que deve ser realizada a votação.

Contra as demissões na Bosch
Ainda na reunião, os sindicalistas redigiram uma nota de repúdio contra 900 demissões ocorridas na Bosch de Curitiba.

(Com CTB e CUT)

Fonte: Diap

 


 

25/06/09 - Vista adia julgamento de Adin contra contribuição sindical às centrais

Vista foi formulada quando o relator, ministro Joaquim Barbosa, Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski haviam votado parcialmente favorável à Adin, porém contra a destinação de parcela da contribuição sindical às centrais. Entidades precisam reagir para evitar retrocesso

 

Pedido de vista do ministro Eros Grau interrompeu, nesta quarta-feira (24), no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin 4067) do Democratas (ex-PFL), que questiona repasse de recursos da contribuição sindical às centrais.

 

A adin questiona a possibilidade de substituição de entidades sindicais - sindicatos, federações e confederações - por centrais sindicais e, por via de consequência, a destinação, às centrais, de 10% dos recursos arrecadados pela contribuição sindical prevista no artigo 589 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com a nova redação dada pela Lei 11.648/08, que regulamentou o funcionamento das centrais sindicais.

 

O pedido de vista foi formulado quando o relator, ministro Joaquim Barbosa, os ministros Cezar Peluso e Ricardo Lewandowski haviam votado parcialmente favorável àa Adin, porém pela impossibilidade da destinação de parcela da contribuição sindical às centrais.

 

O ministro Marco Aurélio votou pela improcedência da Adin e a ministra Cármen Lúcia, parcialmente favorável, mas concordando com a destinação de parte da contribuição sindical às centrais.

 

Voto do relator
Em seu voto, o ministro Joaquim Barbosa salientou que as centrais sindicais não fazem parte da estrutura sindical, embora possam exercer papel importante em negociações de interesse dos trabalhadores.

 

Segundo ele, elas "não podem substituir as entidades sindicais nas hipóteses em que a Constituição ou a lei obrigam ou permitem o envolvimento de tais entes na salvaguarda dos interesses dos trabalhadores".

 

Assim, conforme o ministro, "as centrais sindicais não podem ser sujeito ativo ou destinatário de receita arrecadada com tributo destinado a custear atividades nas quais as entidades sindicais não podem ser substituídas".

 

Diante desses argumentos, ele julgou a Adin ajuizada pelo DEM "procedente para interpretar o caput do artigo 1º e o respectivo inciso II da Lei 11.648/08 de modo a fixar que a representação geral dos trabalhadores e a participação nas negociações em foros, colegiados e órgãos públicos e demais espaços de diálogo social que possuam composição tripartite - sindicatos, federações e confederações -, nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores, não podem prejudicar, pela substituição, a competência outorgada pela Constituição às entidades sindicais de base ou de grau superior".

 

Quanto aos artigos 589, caput e inciso II b, parágrafos 1º e 2º, bem como o artigo 593 da CLT, ele declarou a inconstitucionalidade integral das modificações neles efetuadas pela Lei 11.648/08, bem como da expressão "ou central", contida nos parágrafos 3º e 4º do artigo 590, bem como da expressão "e as centrais sindicais", constante do caput do artigo 593 e seu parágrafo.

 

Em seu voto acompanhando o relator, o ministro Ricardo Lewandowski observou que as centrais não integram o modelo de representação de uma determinada categoria sindical e que a unicidade sindical preconizada pela CF não autoriza as centrais sindicais a exercer funções específicas dos sindicatos e, portanto, de receber a contribuição sindical. No mesmo sentido se pronunciou o ministro Cezar Peluso.

 

Já o ministro Marco Aurélio, que abriu a divergência, sustentou que as centrais têm representação efetiva. A CUT, por exemplo, tem 1.670 sindicatos filiados.

 

Segundo ele, a contribuição sindical não precisa, obrigatoriamente, ficar no âmbito das entidades sindicais. Nesse sentido, ele observou que, anteriormente, 20% de sua arrecadação eram destinados ao Governo.

 

Impugnações
Na Adin, o DEM pede a declaração de inconstitucionalidade dos artigos 1º, II, e 3º, da Lei 11.648/08; do artigo 589, II, "b", e parágrafos 1º e 2º, e do artigo 593 da CLT, com a redação atribuída pela Lei 11.648/08.

 

Em seu artigo 1º, inciso II, a Lei 11.648 inclui entre as atribuições das centrais a de "participar de negociações em fóruns, colegiados de órgãos públicos e demais espaços de diálogo social que possuam composição tripartite - empregados/empregadores/Governo - nos quais estejam em discussão assuntos de interesse geral dos trabalhadores".

 

O artigo 3º da lei trata da prerrogativa de as centrais indicar representantes nos fóruns tripartites, conselhos e colegiados de órgãos públicos a que se refere o inciso II do caput do artigo 1º da lei.

 

Já os artigos 589 e 593 tratam da destinação da contribuição sindical.

 

Alegações e sofismas
Na ação, o DEM sustenta que os recursos da contribuição sindical têm finalidade específica, "expressamente constitucional", sendo vedada sua utilização para o custeio de atividades que extrapolem os limites da respectiva categoria profissional.

 

Segundo o partido, o repasse determinado pela Lei 11.648/08 desvia recursos para as centrais, que não têm como finalidade precípua a defesa de interesses de uma ou outra categoria, sendo por isso manifestamente inconstitucional.

 

Quanto à atuação das centrais sindicais, observa que a Constituição, em seu artigo 8º, inciso III, aponta os sindicatos como representantes dos trabalhadores das respectivas categorias profissionais.

 

Segundo o DEM, em nenhum momento a CF cogita da atuação das centrais sindicais nesse campo. Dessa forma, a participação delas em fóruns e órgãos públicos organizados, sob forma tripartite, seria inconstitucional, não podendo servir para embasar o repasse de parte da contribuição sindical às centrais.

 

Em sustentação oral que fez na sessão desta quarta, o advogado do DEM reforçou o argumento de que a CF de 1988 abrigou o modelo de representação dos trabalhadores composto por sindicatos, federações e confederações, não contemplando as centrais sindicais.

 

Ele lembrou, inclusive, que o STF não tem reconhecido às centrais legitimidade para ajuizar ações diretas de inconstitucionalidade e outras ações de controle abstrato de normas frente à CF.

 

Neste sentido, ele citou a Adin 271, relatada pelo ministro Moreira Alves (aposentado), que não reconheceu legitimidade à CUT para ajuizar Adin. Outros precedentes por ele e citados foram a Adin 1442, relatada pelo ministro Celso de Mello, e 1969, relatada pelo ministro Ricardo Lewandowski.

 

Assim, segundo ele, não sendo as centrais integrantes do sistema sindical concebido pela CF de 1988, não poderiam receber parte da contribuição sindical.

 

Em apoio a sua tese, ele citou, ainda, parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), segundo o qual a contribuição sindical é destinada ao custeio do sistema sindical, modelo em que as centrais não estão incluídas.

 

CUT, pelas centrais
O advogado da Central Única dos Trabalhadores (CUT) defendeu a constitucionalidade dos dispositivos da Lei 11.648/08 impugnados pelo DEM. Observou que, embora a CF preconize um sistema confederativo, não excluiu as centrais sindicais.

 

Essas, segundo ele, figuram em tratados internacionais de que o País é signatário e integram órgãos importantes de deliberação de interesse dos trabalhadores, como o Conselho do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, por exemplo.

 

Segundo ele, embora a CF de 1988 recepcionasse o sistema sindical vigente na época, não excluiu entidades representativas mais amplas dos trabalhadores. Em seu entender, a lei impugnada supriu apenas uma omissão, ao regulamentar os artigos 589 e 593 da CLT.

 

E o que fez foi destinar às centrais apenas uma parte da parcela de 20% da contribuição sindical antes destinada ao Governo (MTE).

E essa parcela, conforme observou é destinada pelo Orçamento Geral da União ao Ministério do Trabalho, para ele aplicar em ações relacionadas a emprego e salário, não a uma determinada categoria.

 

Ademais, segundo o advogado, a destinação dos 10% da contribuição sindical às centrais somente atinge aquelas categorias a elas filiadas. Portanto, não se trata de uma contribuição compulsória, como argumentou o DEM, mas de livre deliberação das categorias.

Além disso, segundo ele, as centrais não existiriam se não existissem sindicatos, federações e confederações, que a elas se filiam e que podem, inclusive, delegar-lhe poderes para propor ações de controle abstrato da CF.

 

AGU
"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a Advocacia Geral da União (AGU) pugnam pela improcedência da Adin", afirmou o advogado-geral da União, José Antonio Dias Toffoli, sustentando a legalidade da legislação impugnada.

 

Ele lembrou que as centrais sindicais existem desde 1983, quando o Brasil ainda estava sob regime militar e era presidido pelo general João Batista de Figueiredo.

 

Ele disse que não há dispositivo constitucional que vede a criação de centrais sindicais e que essas são entidades sindicais, porque foram criadas por entidades sindicais. (Com STF)

Fonte: Diap

 


 

24/06/09 - Antônio Augusto de Queiroz*: STF julgará contribuição sindical para centrais

O objetivo é suprimir das centrais fonte de financiamento, que tem sido utilizada na formação política, na qualificação e na mobilização dos trabalhadores, cujos interesses não coincidem com a linha programática do DEM, cujo universo de filiados pertence às classes patronais

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar, em breve, a Ação Direta de Inconstitucionalidade 4067, impetrada pelo partido político Democratas - DEM (ex-PFL) , contra a Lei 11.648/08, que reconhece as centrais sindicais, especialmente no que se refere à destinação a elas de parcela da contribuição sindical.

 

Formalmente, o argumento é de que se trata de contribuição parafiscal, instituída com base nos artigos 8º e 149 da Constituição e com destinação especifica a uma determinada categoria profissional, sendo vedada sua utilização para o custeio de atividades que extrapolem os limites da respectiva categoria profissional.

 

Politicamente, o objetivo é suprimir das centrais sindicais essa fonte de financiamento, que tem sido utilizada na formação política, na qualificação e na mobilização dos trabalhadores, cujos interesses não coincidem com a linha programática do autor da ação, cujo universo de filiados pertence, majoritariamente, às classes patronais.

 

O argumento jurídico, de que extrapola a representação de uma categoria profissional, apenas esconde o real interesse dos autores, que é o de retirar da representação geral dos trabalhadores essa fonte de recursos, por inexistência de organização similar na representação patronal, cuja organização inclui sindicatos, federações e confederações.

 

A Adin do Democratas, portanto, faz parte da luta política entre o capital e trabalho.

 

De um lado estão os trabalhadores, representados pelas centrais, e, de outro, o setor patronal, que não aceita que as centrais sindicais recebam parcela dos recursos da contribuição sindical, antes destinada ao Ministério do Trabalho e Emprego, mas não questiona o repasse ao sistema "S" para as federações e confederações patronais, igualmente uma contribuição instituída com base no artigo 149 da Constituição Federal.


Para aqueles que questionam a contribuição sindical e advogam outra forma de financiamento das entidades sindicais, a partir das assembléias, é preciso ficar claro que não está em causa a contribuição, mas apenas o percentual que vai paras as centrais.

 

E esse percentual só vai para as centrais por indicação das entidades a ela filiadas, não se tratando de obrigação ou imposição do poder público.


O fato de a contribuição sindical ter sido instituída na Era Vargas, durante o Estado Novo, carrega um certo preconceito por parte de setores do movimento sindical de trabalhadores, e isso ajuda a escudar investidas como a que o DEM ora propõe em relação às centrais sindicais, a ponto de o Ministério Público ter se manifestado pelo acatamento dessa Adin.



O melhor, neste momento, seria adiar esse julgamento, porque o resultado, considerando a conjuntura e a correlação de forças no STF, poderá ser prejudicial às centrais.


E o que menos as centrais precisam neste momento, de forte unidade de ação, é de uma derrota jurídica e política.

(*) Jornalista, analista político e diretor de Documentação do Diap

Fonte: Diap

 


 

24/06/09 - Desemprego se mantém estável em 15,6% pelo segundo mês

 

Pelo segundo mês consecutivo, em maio a taxa de desemprego manteve-se estável em 15,6% da População Economicamente Ativa (conjunto de pessoas empregadas e desempregados), no conjunto das regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal.

 

No período foram criados 80 mil postos de trabalho e 97 mil pessoas ingressaram no mercado de trabalho. Os dados são da Pesquisa de Emprego e Desemprego, divulgada hoje (23) pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) e pela Fundação Seade.

 

Na comparação com abril, houve melhora no nível de ocupação nas regiões metropolitanas de São Paulo (1,3%) e do Distrito Federal (1%). A taxa caiu em Salvador (1.5%), Porto Alegre (1%) e Recife (0,45). Na região metropolitana de Belo Horizonte não houve alteração.

 

A maioria das vagas em termos absolutos foi oferecida no setor de serviços (60 mil), com alta de 0,6%, seguida pela construção civil (19 mil) e aumento de 1,8%, e outros setores, com 12 mil novas contratações, com aumento de 0,8%. O comércio contratou 5 mil empregados (0,2%) e a indústria cortou 16 mil vagas, com retração de 0,6%.

 

A pesquisa mostra que em abril, o rendimento médio real dos ocupados teve ligeira alta, passando para R$ 1.210 (0,3%). O salário médio real cresceu 1% para os assalariados, passando a valer R$ 1.288.

Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

24/06/09 - Projeto proíbe demissão em empresas com incentivos fiscais

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 4876/09, do deputado Ratinho Junior (PSC-PR), que proíbe a demissão sem justa causa em empresas que receberem incentivos fiscais do governo federal. A proposta ainda torna obrigatória a aplicação de pelo menos 5% do valor dos incentivos recebidos na qualificação do trabalhador.


Além dos novos empreendimentos, a medida, se aprovada, será aplicada também aos projetos já em andamento que ainda sejam beneficiados por incentivos fiscais. A proposta não estabelece o prazo para a medida vigorar em cada empresa.

Quem não cumprir a determinação estará sujeito a revisão dos contratos com o governo.


Exigência mínima

"Pelo menos aqueles que se beneficiam da benevolência do Poder Público devem assumir posição socialmente responsável. Garantir o nível de emprego e aplicar parte dos recursos na qualificação do trabalhador é o mínimo que se pode exigir de quem recorre ao governo para crescer e solidificar sua posição no mercado com recursos amealhados nos períodos de bonança", afirma Ratinho Junior.

O parlamentar cita como exemplo a Embraer, que demitiu mais de 4 mil trabalhadores em fevereiro deste ano. "Entre 1997 e 2008, a empresa foi beneficiada com R$ 19,7 bilhões pelo BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], destinados ao financiamento da exportação de aviões. Na prática, a Embraer foi agraciada com um valor total de financiamentos dezenas de vezes superior ao seu valor de venda. A companhia não sobreviveria sem o incentivo do Estado."


Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

24/06/09 - Previdência tem maior arrecadação desde 1995, mas fecha mês com déficit de R$ 2,73 bilhões

 

Brasília - A Previdência Social registrou em maio recorde de arrecadação, com R$ 14 ,4 bilhões, o maior valor mensal desde 1995, quando teve início a série histórica.


Mesmo assim fechou o mês com déficit de R$ 2,73 bilhões, em função de despesas no total de R$ 17,1 bilhões.


A Previdência urbana teve saldo positivo nas contas de R$ 214,3 milhões, com arrecadação de R$ 13,9 bilhões e despesa de 13,7 bilhões.


A Previdência rural arrecadou R$ 474 milhões e gastou R$ 3,428 bilhões, com déficit de R$ 2,945 bilhões.

Repórter Roberta Lopes

Fonte: Agência Brasil

 


 

24/06/09 - Projeto do Senado incentiva sonegação à Previdência e ao FGTS

 

A assessoria parlamentar do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), entidade filiada ao DIAP, sempre atenta às proposições em tramitação no Congresso Nacional, chama a atenção para o conteúdo de projeto de lei do senador Gilvan Borges (PMDB/AP).

Trata-se do Projeto de Lei do Senado 275/09, que institui o Contrato de Natureza Especial para trabalhadores de nível superior, com uma parcela mínima salarial fixa e outra parcela complementar sobre a qual não incidiria nem a contribuição previdenciária nem o FGTS.

 

Para o Sinait, o projeto significa sonegação da contribuição previdenciária e do FGTS, ao mesmo tempo em que suprime direitos do trabalhador.


"O trabalhador terá apenas um mínimo garantido e não a integralidade de seus direitos, como mandam a CLT e a Constituição Federal", afirma a presidente da entidade, Rosa Jorge.

 

Ainda segundo Rosa, o Sindicato vai procurar os senadores para explicar os prejuízos materiais que a medida causa aos trabalhadores, além de fragilizar a organização de classe e desestimular o aperfeiçoamento profissional.

"O projeto é a Emenda 3 remodelada, com a diferença de que apenas os profissionais de nível superior teriam o contrato diferenciado, com uma remuneração mínima estabelecida. Nós não podemos aceitar esses termos, que são mais uma tentativa de flexibilização da legislação trabalhista", diz.


Leia a íntegra do projeto:

"Projeto de Lei do Senado 275, de 2009

Acrescenta art. 7º-A à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, para instituir o Contrato de Natureza Especial (CNE) que poderá ser firmado entre empregadores e empregados com formação educacional de nível superior ou ocupantes de cargos de diretoria e dá outras providências.

 

O CONGRESSO NACIONAL decreta:

Art. 1º A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, passa a vigorar acrescida do seguinte artigo 7º-A:

"Art. 7º -A. Os empregadores e os empregados com formação educacional de nível superior ou ocupantes de cargos de diretoria poderão firmar Contrato de Natureza Especial (CNA), observadas as seguintes disposições mínimas:

§ 1º A remuneração salarial mínima ajustada deverá ser equivalente ao teto do valor de incidência das contribuições para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

§ 2º Poderá ser ajustada parcela remuneratória complementar, sem natureza salarial, não incorporada à remuneração para quaisquer efeitos e não sujeita ao recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)."

Art. 2º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

 

JUSTIFICAÇÃO

Os encargos sociais incidentes sobre a remuneração dos trabalhadores, na nossa legislação, são excessivos e entravam a criação de novos postos de trabalho. Alguns autores calculam que o peso sobre a folha de pagamento pode ultrapassar a cem por cento do valor dos salários pagos mensalmente. Trata-se da escolha de um fundamento injusto para o financiamento da Previdência Social e de uma onerosidade que, em última instância, reduz a renda dos empregados.

Inúmeros estudos recentes vêm sendo desenvolvidos com o intuito de substituir a folha de pagamento como referência para cobrança de encargos, mormente previdenciários. Não há, entretanto, um consenso firmado. Empresas que utilizam maciçamente mão-de-obra sofrem com a opção atual. Propugnam pela busca de financiamentos alternativos e diminuição dos encargos. Por outro lado, as empresas que utilizam poucos empregados e possuem elevada produtividade não aceitam a transferência dos encargos para os lucros e resultados. Aguarda-se uma solução satisfatória para esse impasse.

No que se refere aos empregados de nível superior e membros da diretoria de médias e grandes empresas, é comum a prática de complementar os salários com benesses ou privilégios de natureza não salarial. Em última instância, muitos valores são abatidos do imposto de renda, sob rubricas diversas. Essas modalidades de remuneração extrasalarial podem gerar futuras demandas jurídicas, não colaboram com o esforço arrecadatório do governo e não oferecem segurança aos empregados.

Por essas razões, estamos apresentando proposta de instituição de um Contrato de Natureza Especial (CNE). Nos termos de nossa proposta, fica garantida uma remuneração mínima equivalente ao teto da Previdência Social, nessa espécie contratual, com a possibilidade de ajuste de acréscimo de outra parcela remuneratória de natureza não salarial, portanto sem incidência de encargos sociais, e não sujeita ao recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Cremos que essa alteração legal vai gerar muitos empregos nas camadas salariais mais elevadas, dada a simplicidade e clareza possível nos ajustes, com segurança jurídica para ambas as partes.

Esperamos contar com o apoio de nossos Pares, durante a tramitação do projeto, tendo em vista que o consideramos ajustado à realidade de nosso mercado de trabalho. Eventuais correções, sugestões e aprimoramentos serão bem recebidos.

Sala das Sessões,

Senador Gilvam Borges (PMDB/AP)"

Fonte: Diap

 


 

24/06/09 - Indústria faz consumo de energia cair 4,4% em maio, segundo EPE

 

A retração da atividade industrial fez o consumo de energia elétrica no Brasil cair 4,4 por cento em maio contra igual mês do ano passado, para 31.209 gigawatts, a sexta queda consecutiva nessa comparação, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) nesta terça-feira.

 

No ano, o consumo de energia acumula queda de 2,7 por cento.

 

"Os efeitos da crise financeira internacional sobre a atividade industrial são os grandes responsáveis pela queda no consumo de energia: a demanda industrial, que foi de 15.087 GWh em maio de 2008, atingiu em maio deste ano apenas 13.221 GWh", informou a EPE.

 

Mais uma vez as residências e o comércio compensaram em parte a queda industrial, com o consumo subindo 3,6 e 2,9 por cento, respectivamente, enquanto a indústria despencou 12,4 por cento.

 

"A redução de impostos sobre eletrodomésticos e outras medidas tomadas pelo governo no enfrentamento da crise têm logrado manter certa expansão no consumo de energia das famílias e do setor terciário", explicou a EPE.

 

Segundo a EPE, a indústria vinha demonstrando sinais de recuperação com quedas menores nos últimos meses, mas em maio voltou a indicar recuo acentuado, registrando queda de 1,1 por cento contra abril, com concentração maior na região Sudeste. A segunda região mais afetada é a Nordeste, informou a EPE.

 

Na região Sudeste o consumo de energia pela indústria recuou 14,3 por cento em maio sobre o mesmo mês do ano anterior, e 14,2 por cento nos primeiros cinco meses do ano. Em maio a queda de consumo pelas indústrias do Nordeste foi de 13,4 por cento, contra maio de 2008.

 

"Em ambos os casos, a evolução do consumo de energia tem confirmado o diagnóstico de que os segmentos mais afetados da indústria têm sido os voltados para o mercado externo", explicou a EPE.

Fonte: Reuters

 


 

24/06/09 - Governo estuda juro menor e prazo maior para indústria

 

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse hoje que os problemas enfrentados pelo setor industrial só serão resolvidos com a volta de investimentos pesados. "Não resolveremos as dificuldades se nós não voltarmos a investir pesadamente no setor industrial", afirmou Jorge, depois de participar de reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O ministro citou o resultado de maio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado ontem pelo Ministério do Trabalho, que mostra dificuldades de recuperação no setor industrial.

 

Ele voltou a dizer que o governo estuda a criação de melhores condições de financiamento para bens de capital (máquinas e equipamentos). "Máquina e equipamento são partes importantes do investimento de qualquer empresa", afirmou o ministro, acrescentando que os estudos estão concentrados no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O ministro disse que, em princípio, o governo não está pensando em desoneração, mas em redução do custo financeiro. "Vamos trabalhar com juros menores, prazos maiores", afirmou. Miguel Jorge disse que o Ministério da Fazenda também estuda alternativas.

 

Sobre eventuais medidas de estímulo às exportações, o ministro disse que ainda não há "nada específico". "As exportações estão indo bem. Elas têm caído inclusive menos que as importações", avaliou. Essa queda nas importações, que na sua maioria é de máquinas e equipamentos, representa uma redução da atividade produtiva, segundo o ministro.

 

Na avaliação do ministro, o acesso ao crédito "está voltando" à economia. Segundo ele, há setores industriais que têm atestado esta volta. Na opinião de Miguel Jorge, as dificuldades de crédito enfrentadas por pequenos e médios exportadores não são apenas por causa da crise financeira. "Muitas vezes, a pequena e média empresa não têm condições de dar as garantias exigidas pelo sistema financeiro. Nós temos que procurar uma solução para isso", disse o ministro.

 

Ele lembrou que um dos problemas deste segmento é a informalidade. "Nós temos que acabar com isso. Já tomamos algumas iniciativas, como a Lei do Bem e a do Microempreendedor individual, para facilitar a formalização dessa empresa, para que ela fique absolutamente em condições de ir ao sistema", acrescentou. Quanto à prorrogação da redução do IPI sobre automóveis, que termina no fim do mês, Miguel Jorge disse que não há nenhuma decisão.

Fonte: Agência Estado

 


 

24/06/09 - Sucessão trabalhista não afasta garantia de emprego de membro da CIPA

 

Conforme artigos 10 e 448, da CLT, a sucessão trabalhista não extingue a empresa, apenas altera um dos sujeitos do contrato de trabalho. Nesse contexto, a dispensa sem justa causa de membro da CIPA é ilegal, pois ele fica vinculado ao estabelecimento e não à pessoa do empregador. A decisão é da 6ª Turma do TRT-MG, que, acompanhando voto do desembargador Emerson José Alves Lage, manteve a sentença que declarou nula a dispensa do reclamante e condenou as empresas, sucessora e sucedida, a lhe pagarem indenização equivalente ao período da estabilidade.

 

A empresa recorrente sustentava a tese de que o contrato de trabalho do autor foi encerrado por causa da extinção do estabelecimento e, de acordo com o entendimento da Súmula 339, II, do TST, nesse caso, a despedida não é arbitrária. Mas, para o relator, as provas do processo demonstraram que o que ocorreu mesmo foi uma sucessão trabalhista. Isso porque a primeira reclamada, que explorava, principalmente, a atividade siderúrgica, vendeu exatamente os seus fornos produtores de ferro gusa para a segunda reclamada, o que deixa claro a transferência de unidade econômico-jurídica. "Apenas ocorreu a alteração subjetiva do contrato de trabalho (quanto à figura do empregador), assumindo a segunda reclamada, sem qualquer solução de continuidade, o empreendimento onde laborava o reclamante" - concluiu.

 

O desembargador enfatizou que, em razão da finalidade e critérios de constituição da CIPA, os seus membros estão ligados ao estabelecimento patronal. Assim, como o reclamante foi eleito a cargo de direção da CIPA, ele tem direito à estabilidade provisória no emprego, de acordo com o disposto no artigo 10, I, do ADCT, da Constituição da República. Não pode, portanto, ter o seu contrato de trabalho rescindido por iniciativa do empregador, a não ser por justa causa ou motivos disciplinares, técnicos, econômicos e financeiros. Mas não foi este o caso e, portanto, a dispensa não poderia ocorrer, principalmente, porque não houve extinção do estabelecimento, mas mera transferência. (RO nº 01759-2008-040-03-00-8 )

Fonte: Jusbrasil

 


 

24/06/09 - Lula deve sancionar em breve lei que permite carga rápida nos tribunais

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá sancionar, nos próximos dias, o projeto de lei aprovado pelo Senado, na quarta-feira passada, que regulamenta a carga rápida nos tribunais do País. A proposta permitirá aos advogados retirar os autos dos cartórios judiciais, por até uma hora, para melhor consulta ou mesmo a reprodução das folhas por meio de cópias. Atualmente, isso não é possível em razão dos prazos comuns a serem obedecidos pela defesa das partes envolvidas.

 

De autoria do deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), o Projeto de Lei da Câmara 104/06 visa a alterar a redação do artigo 2º do parágrafo 40 do Código de Processo Civil. A atual redação do dispositivo impede a retirada dos autos pela defesa de uma das partes nos casos em que há prazos comuns. A retirada somente pode ocorrer em conjunto ou mediante prévio ajuste, por petição inicial nos autos.

 

O senador Valter Pereira (PMDB - MS), relator da proposição, explicou, em seu parecer, que alguns cartórios permitem a retirada dos autos, porém de formas diferenciadas. O parlamentar disse que a proposta destina-se a compatibilizar a lei à realidade e que merece chancela a linha motivadora da proposição, pois os provimentos judiciais, a guisa de facilitar os trabalhos das secretarias dos juízos, não podem exorbitar dos limites e impor proibições contrárias ao princípio constitucional que a todos assegura a ampla defesa.

 

O projeto estabelece a retirada dos autos por até uma hora. O juiz poderá estabelecer sanções em caso de devolução tardia, por negligência ou má-fé, nos termos dos artigos 195 e 196 do Código de Processo Civil. O primeiro dispositivo estabelece que o advogado deve restituir os autos no prazo legal. Não havendo, mandará o juiz, de ofício, riscar o que neles houver escrito e desentranhar as alegações e documentos que apresentar.

 

Já o artigo 196 diz que é lícito a qualquer interessado cobrar os autos ao advogado que exceder o prazo legal. Se, intimado, não os devolver em 24 horas, perderá o direito à vista fora do cartório e incorrerá em multa, correspondente à metade do salário mínimo vigente na sede do juízo. O parágrafo único do dispositivo estabelece ainda que, apurada a falta, o juiz comunicará o fato à seção local da Ordem dos Advogados do Brasil, para o procedimento disciplinar e imposição da multa.

Fonte: Jusbrasil

 


 

24/06/09 - Fiscais do MTE resgatam 15 trabalhadores de situação análoga a de escravos

Ação ocorreu em fazendas de café nas cidades de Garça e Vera Cruz, região de Marília

 

Brasília, 23/06/2009 - A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE/SP), através da Gerência Regional do Trabalho em Marília, resgatou na última semana 15 trabalhadores de condições análogas a de escravo em diversas propriedades de café na região.

 

A ação foi realizada nas cidades de Garça e Vera Cruz, no interior paulista. Os trabalhadores resgatados, treze deles de Santa Catarina e o restante do Paraná, não possuíam registro em carteira, o que caracterizou a situação irregular. Os auditores também constataram a precariedade na instalação elétrica local, o que oferecia risco de acidentes, e as péssimas condições sanitárias. Nas propriedades, todas embargadas, havia cerca de cem trabalhadores.

 

Os fiscais providenciaram às vítimas o registro em carteira, a rescisão do contrato de trabalho, o requerimento do Seguro Desemprego e o retorno aos seus estados de origem. Os demais, oriundos da região de Marília, foram transferidos para moradias adequadas. A fiscalização do trabalho tem como missão verificar o cumprimento da legislação de proteção ao trabalhador, por parte das empresas, e combater a informalidade.

Fonte: Jusbrasil

 


 

24/06/09 - Aposentados pedem reajuste e acampam em frente ao Congresso Nacional

Manifestantes de diversos estados chegaram a Brasília na manhã de terça (23). Eles querem que a Câmara vote a paridade dos reajustes das aposentadorias e pensões do Regime Geral em relação à política de recuperação e atualização do mínimo - PL 1/07, do Executivo

 

Cerca de 520 aposentados protestam em frente ao Congresso Nacional exigindo a aprovação do Projeto de Lei 1/07, que prevê o mesmo índice de reajuste do salário mínimo para aposentadorias e pensões, e a aprovação de proposta que acaba com o fator previdenciário (PL 3.299/08), já aprovado no Senado e em discussão na Câmara.

 

Os manifestantes de diversos estados chegaram a Brasília na manhã desta terça-feira (23) e pretendem permanecer acampados no gramado da Esplanada dos Ministérios até que o projeto de lei seja aprovado.

 

"Só iremos embora depois da aprovação do PL, ou pelo menos após ele ser colocado em pauta para votação", diz o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Copab), Warley Martins Gonçales.

 

O índice que reajusta aposentadorias e pensões é de 5%. Segundo o presidente da Copab, o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB/SP), teria prometido votar o projeto de equiparação com o sistema de reajuste do salário mínimo assim que medidas provisórias destrancassem a pauta.

 

"Tem duas semanas que abriu a janela para votação e nem na pauta a nossa [proposta] está. Estamos pedindo para que votem o PL como prometeram", diz Gonçales.

 

Os aposentados fincaram no gramado do Congresso Nacional 513 cartazes com as fotos de cada um dos deputados federais.

(Com Agência Brasil)

 

Fonte: Diap

 


 

23/06/09 - Saldo no número de empregos foi de 131,5 mil em maio

 

Brasília - O país teve saldo de 131,5 mil empregos no mês de maio. Isso representa um crescimento de 0,41% em relação a abril. Os dados constam do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e foram divulgados nesta segunda-feira (22).


O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, destacou que esse foi o primeiro resultado positivo do ano em todas as regiões do país. “Pela primeira vez nós crescemos em todas as regiões do país. Pela primeira vez, todos os setores da economia cresceram.”

Lupi disse ainda que em maio houve o menor número de demissões em todo o ano: 1, 217 milhão. Já o número de contratações foi de 1,348 milhão.


No acumulado do ano, o saldo é de 180 mil novos empregos e o resultado de maio foi o quarto positivo no ano.


O ministro não quis fazer previsão sobre o saldo de empregos do mês de junho, mas disse que também será positivo. “Vejo mais positivo [junho] que o mês de maio. Acredito que a indústria da construção civil vai crescer mais. A indústria de transformação, que já cresceu, continua crescendo, sendo puxada pelo setor de serviços, que segue sendo o mais próspero."


Entre os setores que mais registraram crescimento em relação ao mês de abril estão a agricultura (3,36%), serviços (0,34%), construção civil (0,88%) e comércio (0,21%). A indústria de transformação também registrou crescimento no número de contratações pela segunda vez no ano. Foram criados em maio 700 novos postos de trabalho, um aumento de 0,01% em relação ao mês de abril. O destaque desse ramo da indústria foi para o setor de alimentação, que cresceu 0,74 em relação ao período anterior.

Repórter Roberta Lopes

Fonte: Agência Brasil

 


 

23/06/09 - Comissões: na CCJ, projeto que trata de execuções trabalhistas

A Comissão de Seguridade Social e Família pode votar nesta semana o PL 2.295/00 (PLS 161/99), do ex-senador Lúcio Alcântara, que dispõe sobre a jornada de trabalho de 30 horas para os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem

 

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados pode votar, nesta semana, o PL 5.140/05, do ex-deputado Marcelo Barbieri (PMDB/SP), que modifica a CLT para dispor sobre a execução trabalhista e a aplicação do princípio da desconsideração da personalidade jurídica.

O projeto trata sobre a penhora 'online' nas execuções trabalhistas.

O relator da matéria, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA) ofereceu parecer favorável à proposição e, no mérito, pela aprovação do projeto.

 

Dirigente sindical

Também consta na pauta do colegiado, o PL 5.710/01, do deputado Fernando Ferro (PT/PE), que acrescenta parágrafo ao artigo 543 da CLT, dispondo sobre a indenização em caso de rescisão do contrato de empregado eleito para cargo de dirigente sindical ou suplente.

 

O relator, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA) ofereceu parecer favorável ao texto, que se aprovado e não houver recurso contrário à decisão do colegiado, segue para o Senado Federal.

 

Taxas para emprego

O PL 6.246/05, da deputada Sandra Rosado (PSB/RN), também consta na pauta da CCJ. O projeto proíbe a cobrança de taxas, pelas empresas privadas, para fins de preenchimento de vagas em seu quadro de pessoal.

O parecer do relator, deputado Colbert Martins (PMDB/BA), é pela constitucionalidade da matéria.

 

Periculosidade
Faz parte ainda da pauta da CCJ, o PL 7.378/06 do senador Paulo Paim (PT/RS) (no Senado PLS 170/05), que modifica o artigo 193 da CLT para conceder adicional de periculosidade aos eletricitários. O relator, deputado Pastor Manoel Ferreira (PTB/RJ) ofereceu parecer pela constitucionalidade.

O colegiado se reúne, nesta terça-feira (23), às 14h, no plenário 1.

 

Jornada do aprendiz

A Comissão de Trabalho da Câmara se reúne, nesta quarta-feira (24) para deliberar sobre sua pauta ordinária. Entre os projetos, destaca-se o PL 2.898/04, da deputada Ann Pontes (PMDB/PA), que reduz para 4 horas a jornada de trabalho do aprendiz.


A relatora, deputada Andréa Zito (PSDB/RJ) apresentou parecer favorável à matéria.

 

O objetivo da proposição é garantir aos aprendizes a conclusão do ensino médio tendo uma jornada reduzida.


Piso dos professores

Outra proposta em pauta no colegiado é o PL 3.133/08 (no Senado PLS 433/07), do senador Cristovam Buarque (PDT/DF), que estabelece que os profissionais da educação básica terão vencimento inicial igual ou superior ao Piso Salarial Profissional Nacional, e a cada sete anos de trabalho a licença das atividades normais, com duração mínima de um ano.

 

A relatora, deputada Andréia Zito (PSDB/RJ) apresentou voto favorável, com complementação.

 

Participação na gestão

Já o projeto do Executivo, PL 3.407/08 dispõe sobre a participação de empregados nos conselhos de administração das empresas públicas e sociedades de economia mista, suas subsidiárias e controladas e demais empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto, também consta na pauta do colegiado.

 

O relator, deputado Pedro Henry (PP/MS) é favorável ao projeto e apresentou parecer pela aprovação da matéria.


Terceirizado
A Comissão de Trabalho realiza, nesta quarta-feira (24), às 11h, audiência pública sobre o contrato firmado entre a Câmara dos Deputados e a Capital Empresa Prestadora de Serviços Gerais.


Foram convidados para o debate o diretor do Departamento de Material e Patrimônio da Câmara, Eugênio Amaro; e representantes da empresa.


Indústria do fumo

Nesta quinta-feira, às 9h30, o colegiado continua com a agenda de audiência pública.

 

O colegiado debate a situação da indústria do fumo no Brasil e suas consequências na área do trabalho e da produção.

 

Foram convidados para o debate o procurador-geral da República, Antônio Fernando Barros; a secretária da Receita Federal, Lina Vieira; e o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Tabaco, Romeu Schneider.


As reuniões do colegiado acontecem no plenário 12.

 

Jornada dos enfermeiros

A Comissão de Seguridade Social e Família se reúne, nesta quarta-feira (24), para deliberar sobre sua pauta ordinária. A Comissão poderá apreciar o PL 2.295/00 (PLS 161/99), do ex-senador Lúcio Alcântara, que dispõe sobre a jornada de trabalho de 30 horas para os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem.

 

O relator, deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP) apresentou parecer favorável à proposta.


Outra matéria na pauta do colegiado é o PL 1.892/07, do deputado Mauro Nazif (PSB/RO), que acrescenta dispositivo à Lei 6.684, de 3 de setembro de 1979, para dispor sobre a duração do trabalho do Biomédico.


A proposta fixa a duração do trabalho em 30 horas semanais. O relator, deputado Ribamar Alves (PSB/MA) apresentou parecer pela aprovação.

 

Motoristas
O colegiado poderá ainda analisar o PL 2.895/08, do ex-deputado Barbosa Neto (PDT/PR), que dispõe sobre a obrigatoriedade de exames médicos periódicos para motoristas profissionais autônomos de caminhão.


O relator, deputado Neilton Mulim (PR/RJ) apresentou parecer pela aprovação do projeto. O colegiado se reúne no plenário 6, às 9h.


Saúde do trabalhador

Nesta terça-feira (23), às 14h, a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realiza audiência pública para discutir a saúde do trabalhador odontólogo. A reunião ainda não tem plenário definido.


Foram convidados para o debate, o cirurgião dentista Arsênio Peres; o professor da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Odontologia Luiz Mazzilli; e o presidente da Confederação Nacional do Comércio, de Bens, Serviços e Turismo, Antônio Santos.


Educação
As comissões de Seguridade Social e Família; e de Educação e Cultura realizam audiência pública para debater sobre os diplomas expedidos por instituições estrangeiras de ensino. A reunião será, nesta terça-feira (23), às 14h30, no plenário 7.

Foram convidados para o debate o presidente do Conselho Federal de Medicina, Edson de Oliveira; o presidente da Associação Médica Brasileira, José Luiz do Amaral; e o presidente da Associação Brasileira de Educação Médica, Mourad Ibrahim.


Reforma universitária

A comissão especial da Reforma Universitária realiza, nesta terça-feira (23), audiência pública e votação de requerimentos. O colegiado se reunirá às 14h30, no plenário 3.


Foram convidados para do debate a presidente da Frente Parlamentar das Universidades Comunitárias, deputada Maria do Rosário (PT/RS); o presidente da Associação Brasileira das Universidades Comunitárias, Gilberto Gonçalves; e o presidente da Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais, João Carlos Gomes.


Reforma política

Nesta quinta-feira (25), a Frente Parlamentar pela Reforma Política e a Central Única dos Trabalhadores realizam "Seminário sobre a Reforma Política no Brasil e as Mulheres". O evento será no Auditório Freitas Nobre (Plenarinho), no anexo IV.

Fonte: Diap

 


 

23/06/09 - CAS analisará proposta de ampliar seguro-desemprego

 

Para ampliar a rede de proteção social para pessoas com deficiência, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) deve analisar proposta da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS) que aumenta, de cinco para sete meses, a vigência máxima do seguro-desemprego de trabalhadores que tiverem sob sua guarda ou responsabilidade pessoa incapaz ou portadora de deficiência permanente.

 

Pelo PLS 668, de 2007, a ampliação poderá vigorar de forma continua ou parcelada, a cada período aquisitivo, contados da data da dispensa que originou a primeira habilitação. A proposta tramita na CAS, em decisão terminativa, seguindo para a Câmara de Deputados após sua aprovação, se não houver recurso por parte de um décimo do número dos senadores (09), no prazo máximo de cinco dias úteis.

 

Em sua reunião da próxima quarta-feira (24), a CAS também examina, em turno suplementar, dois projetos aprovados na forma de substitutivo: o que permite a aposentadoria integral por invalidez, no caso de hepatopatia grave, e o que exige que leilões eletrônicos, feitos pela internet, sejam realizados por leiloeiro juramentado.

 

Da pauta de votações, constam ainda cinco requerimentos de realização de audiência pública ou de aditamento de participação de convidados em audiências públicas já aprovadas.

Fonte: Agência Senado

 


 

23/06/09 - Trabalho rejeita inclusão de estagiário na Previdência Social

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público rejeitou na quarta-feira (17) o Projeto de Lei 4054/08, da deputada Aline Corrêa (PP-SP), que inclui entre os segurados obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) o estagiário que presta serviços e recebe remuneração. A autora afirma que os estagiários acabam por constituir mão-de-obra especializada e de baixo custo.


A comissão acolheu parecer do relator, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), contra a proposta. Ele argumentou que a Lei 11.788/08 já regulamenta o estágio de estudantes e coíbe os eventuais abusos.


"A lei resgatou a verdadeira finalidade do estágio, que é ato educativo escolar supervisionado, desenvolvido no ambiente de trabalho. Dessa forma, o estágio não se confunde com o emprego", disse Barbosa. Em sua opinião, o projeto está em desacordo com a lei vigente, ao determinar que o estagiário é empregado para os fins das leis previdenciárias.


Eduardo Barbosa disse ainda que a medida poderia resultar na redução da oferta de vagas de estágios, por onerar as empresas com mais encargos previdenciários.


Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

23/06/09 - Redução de IPI evitou muitas demissões no comércio, diz confederação de trabalhadores
 

Brasília - A redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de carros novos e de eletrodomésticos da linha branca garantiu a manutenção do emprego de muitos trabalhadores do setor de comércio. Segundo estimativa do presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC), Antônio Alves de Almeida, cerca de 10% das vagas na área do comércio poderiam ter sido fechadas, caso o governo não tivesse reduzido o imposto.

“O desemprego em nosso setor vinha num ritmo muito grande. Se não fosse a redução do IPI, certamente teríamos uma redução de cerca de 10% do número de vagas existentes no comércio”, avalia o presidente da CNTC.

Para Almeida, o empresário que não repassa as vantagens decorrentes da redução do imposto corre o risco de perder vendas. “A função de evitar demissões e o consequente aumento da recessão foi cumprida. Se o lucro das lojas aumentou, boa parte disso se deve ao aumento do volume de vendas, uma vez que, em termos gerais, a margem de lucro continuou a mesma”, avaliou.

A CNTC representa cerca de 10 milhões de trabalhadores no comércio em todo o Brasil.

Repórter Pedro Peduzzi

Fonte: Agência Brasil

 


 

23/06/09 - Projeto dos aposentados deve continuar sendo adiado

 

O Projeto de Lei 01/07, que concede aos aposentados o mesmo reajuste do salário mínimo, deve continuar sendo adiado na Câmara. A avaliação é do deputado Cleber Verde (PRB-MA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados e Pensionistas.

 

“Não há uma pré-disposição, principalmente da base do governo, para que essa discussão ocorra nesse momento”, afirma o deputado, complementando que a matéria acabou sendo “colocada em segundo plano”. Conforme explica, além das festividades juninas, que devem comprometer as votações nesta semana, o projeto dos aposentados obrigaria o governo a desembolsar R$ 6 bilhões a mais, apenas neste ano, para o reajuste dos aposentados.

 

Cleber lembra da promessa do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), em colocar a matéria na pauta ainda em junho. “Há um compromisso”, argumenta, destacando a vigília de centenas de aposentados, que ocuparam o plenário da Câmara há cerca de um mês para exigir a votação da proposta.

 

Já o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que também milita na área, avalia que a proposta deve ser encaminhada ao plenário. “O presidente Michel Temer falou que colocaria nessa semana”, destaca o parlamentar paulista, explicando que Temer não se comprometeu com o mérito da votação.

 

Arnaldo Faria de Sá ainda lembra que o governo continua pressionando para que o projeto não seja apreciado. “Vamos para a votação no mérito”, concluiu.

 

Uma reunião de líderes prevista para esta terça-feira (23) decidirá se a matéria entrará em pauta ou não nesta semana. Líderes governistas procurados pelo Congresso em Foco não foram localizados para comentar sobre a inclusão dessa matéria na pauta.

 

Em abril de 2008, o Senado aprovou uma proposta que regulamenta o reajuste anual do salário mínimo até 2023, levando em consideração a inflação e a variação do Produto Interno Bruto (PIB). Nessa votação, o senador Paulo Paim (PT-RS) apresentou uma emenda que estende aos aposentados esse benefício. No entanto, o governo afirma que a proposta não pode ser adotada porque provocaria, caso entrasse em vigor, um impacto de R$ 3,5 bilhões apenas no ano passado.
 
De acordo com cálculos do Ministério da Previdência, somente a aprovação do reajuste beneficiário atrelado ao salário mínimo causaria um impacto imediato de R$ 6,8 bilhões nas contas da Previdência em 2009. Essa mudança de regra representaria, até 2050, um acréscimo em 7% do PIB com gastos com aposentadorias.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

23/06/09 - Basta falta de recursos para ter Justiça gratuita

 

Formalismos não podem tirar o direito de recurso. O entendimento é da 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar caso em que a Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) negou benefício de Justiça gratuita a um empregado. A justificativa do tribunal regional é a de que a declaração de pobreza assinada por ele seria deficiente por não trazer a expressão "sob as penas da lei".

 

No caso, um trabalhador da emprea Ultrafértil entrou na Justiça para requerer a correção monetária dos planos econômicos Verão (1989) e Collor (1990) sobre a multa dos 40% do FGTS depositada pela empresa. Em sua defesa, a empresa sustentou que o direito do empregado estava prescrito já que a Lei Complementar 110, sobre contribuições sociais, é de 2001 e o trabalhador só entrou com a ação na Justiça em 2003, ou seja, mais de dois anos depois da entrada em vigor da lei.

 

Na 5ª Vara do Trabalho de Cubatão (SP), a empresa foi condenada a pagar ao empregado as correções inflacionárias dos planos econômicos. Para a Justiça, a prescrição só teria ocorrido após cinco anos da publicação da lei complementar. Já o Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP) considerou que o direito de fato estava prescrito. Só que, além disso, o tribunal também negou o benefício da Justiça gratuita ao empregado com a justificativa de que a declaração de pobreza assinada por ele era deficiente. Motivo: não trazia a expressão “sob as penas da lei”, o que impediria que o declarante ficasse sujeito às sanções legais em caso de se comprovar a falsidade da declaração.

 

No TST, o empregado não rebateu mais a questão da prescrição, mas insistiu no seu direito à Justiça gratuita. Ele afirmou que a concessão do benefício não estava condicionada a utilização de “palavras sacramentais” e que a decisão desrespeitava a Constituição, que garante assistência jurídica integral e gratuita, patrocinada pelo Estado, aos que comprovarem insuficiência de recursos. Ainda citou que as leis que tratam da obtenção dos benefícios da assistência judiciária (Leis 1.060/50 e 10.537/2002) não exigem esse formalismo exagerado, incompatível com a natureza da demanda trabalhista.

 

O relator do processo, juiz convocado Douglas Alencar Rodrigues, lembrou que é facultado aos órgãos julgadores conceder o benefício da Justiça gratuita para aqueles que declararem que não estão em condições de pagar as custas processuais. Além do mais, segundo a jurisprudência do TST, basta a simples afirmação do declarante para se aceitar como verdadeira a falta de recursos financeiros  e conquistar a Justiça gratuita.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

23/06/09 - Honorários devem ser previstos em acórdão

 

Justiça confirma: não há direito a honorários advocatícios se a verba não for arbitrada expressamente na decisão judicial que transitou em julgado. Com esse entendimento, o juiz da 3ª Vara Cível de Betim acolheu Embargos à Execução nº 0027.08.160990-4 da AGE Advocacia-Geral do Estado contra cobrança de honorários de advogado.

 

Representando o Estado, o procurador Marcelo Berutti Chaves argumentou inexistir título executivo, uma vez que a decisão do STJ Superior Tribunal de Justiça, transitada em julgado, não determinou honorários advocatícios à parte vencida. Esclareceu ainda que somente a sentença de primeira instância havia se pronunciado sobre o assunto, e a favor do Estado.

 

De acordo com a tese da AGE, o magistrado reconheceu que apesar da decisão do STJ ter sido favorável aos embargantes, não pode haver condenação implícita em honorários, devendo tal verba estar expressamente prevista no acórdão.

Fonte: Jusbrasil

 


 

22/06/09 - Adin do DEM contra contribuição sindical às centrais na pauta do STF

 

Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 4067, do DEM-PFL, que questiona o repasse da contribuição sindical às centrais sindicais está na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) e pode ser votada nesta quarta-feira (24).

 

O DEM requer a inconstitucionalidade dos artigos 1º, II e 3º da Lei 11.648/08, bem como dos artigos 589, II, "b" e seus parágrafos 1º e 2º e ao artigo 593 da CLT, na redação dada pela referida lei.

 

O partido afirma que "a contribuição sindical configura espécie de contribuição parafiscal, a constituir típica contribuição de interesse de categorias profissionais, sendo vedada sua utilização para o custeio de atividades que extrapolem os limites da respectiva categoria profissional".

 

Nessa linha, sustenta que, "afora o próprio Estado e as entidades expressamente referidas na Constituição, descabe à lei reconhecer a outras entidades - como as centrais sindicais - a condição de destinatárias imediatas de recursos tributários".

 

Alega, ainda, que referidos dispositivos impugnados conferem às centrais sindicais representatividade diversa das hipóteses previstas no artigo 8º da Constituição Federal.

 

O Advogado-Geral da União (AGU) manifestou-se pela improcedência do pedido.

 

Já o Procurador Geral da República (PGR) se posicionou pela parcial procedência da ação, para que se declare a inconstitucionalidade integral das modificações efetuadas pela Lei 11.648/08 nos artigos 589 e 591 da CLT, da expressão "ou central sindical" contida no parágrafo 3º e do parágrafo 4º do artigo 590, bem como da expressão "e às centrais sindicais" constante do caput do artigo 593 e de seu parágrafo único.

 

A Lei 11.648/08 dispõe sobre o reconhecimento formal das centrais sindicais para os fins que especifica, altera a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei 5.452, de 1º de maio de 1943, e dá outras providências.

Fonte: Diap

 


 

22/06/09 - Trabalho aprova divulgação de dados sobre fundos constitucionais

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (17) proposta que torna obrigatória a divulgação, na internet, de dados detalhados sobre o uso do dinheiro dos fundos constitucionais.

O texto aprovado é um substitutivo do deputado Sebastião Bala Rocha (PDT-AP) ao Projeto de Lei 2805/08, do deputado Silas Câmara (PSC-AM). Esse projeto obriga o governo federal a divulgar trimestralmente todas as informações relativas à programação e à execução de recursos dos fundos constitucionais - de amparo ao Trabalhador (FAT); de Valorização do Magistério; Nacional de Saúde (FNS), partidário; e de financiamento das regiões Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).

A divulgação, de acordo com a proposta original, deveria ser feita em jornais de circulação nacional e em locais públicos de fácil acesso. Porém, o relator argumentou que a divulgação trimestral dos dados nos jornais teria custo "elevadíssimo". Além disso, segundo ele, os benefícios da medida seriam duvidosos. "Não há razão para acreditar que a população se dedicaria a estudar páginas e mais páginas de demonstrativos e chegaria, a partir da análise desses dados, a alguma conclusão proveitosa sobre a aplicação de recursos", afirmou.

Sebastião Bala Rocha enfatizou que será mais viável oferecer essas informações na internet.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será examinada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: Agência Câmara

 


 

22/06/09 - Comissão restabelece multa para importação de pneu reformado

 

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou, na quarta-feira (17), a aplicação de multa de R$ 400 a cada pneu reformado importado dos países do Mercosul - medida que havia sido sustada pelo Decreto 6514/08, do Executivo.

A proposta foi aprovada na forma de substitutivo do deputado Fernando Gabeira (PV-RJ) a três Projetos de Decreto Legislativo (PDCs) que tramitam apensados - 1/03, 10/03 e 48/03 - apresentados respectivamente pelos deputados Rodrigo Maia (DEM-RJ), Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP) e Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e tramitam.

Sem multa
O decreto libera da aplicação da multa, especificamente, os pneus usados em automóveis de passageiros e de corrida, os utilizados em ônibus e caminhões e aqueles em uso nos veículos aéreos, e conclui a lista com "qualquer outro tipo de pneus".

O substitutivo de Gabeira, que susta os efeitos do decreto e passa a multar novamente a importação de pneus usados do Mercosul, apenas atualizou a redação dos PDCs, sem lhes alterar o mérito.

Segundo o deputado do Rio de Janeiro, a complexa composição química dos pneus, suas condições físicas, assim como a sua propensão ao amontoamento em larga escala têm potencial "extremamente prejudicial" ao equilíbrio do meio ambiente e à saúde coletiva.

"Se a tarefa de dar uma destinação ambientalmente adequada aos nossos próprios pneus usados já é árdua, ela se torna hercúlea com a agregação de resíduos de outros países do mundo", argumenta.

Tramitação
Os PDCs ainda serão analisados pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara

 


 

22/06/09 - Venda de material de construção sobe em maio pela 1º vez no ano

 

As vendas de materiais de construção no Brasil subiram em maio pela primeira vez no ano em relação ao mês anterior, conforme dados divulgados nesta sexta-feira pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat).

 

Segundo a entidade, o faturamento total deflacionado das vendas de materiais de construção no mercado interno apresentou no mês passado expansão de 5,42% ante abril. Na comparação com o mesmo mês de 2008, porém, houve queda de 15,05%.

 

A associação ressaltou que em maio de 2008 as vendas apresentavam "um acelerado ritmo de crescimento", que foi interrompido em outubro pela crise econômica.

 

"Com os resultados, a previsão da Abramat para o desempenho para a indústria de materiais de construção em 2009 continua sendo de crescimento de 3% em relação a 2008, pois há expectativa de que o segundo semestre deste ano apresente resultados bem superiores aos registrados até o mês de maio", informou a associação.

 

Nos últimos 12 meses até maio, conforme a Abramat, houve crescimento de 0,78% das vendas de materiais de construção, enquanto no acumulado de janeiro a maio houve retração de 16,10% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

"As expectativas do setor são otimistas para os próximos meses, considerando o aumento sazonal da demanda no segundo semestre, associado ao programa 'Minha Casa, Minha Vida', e os efeitos positivos da desoneração de IPI dos materiais de construção", disse a associação.

 

O presidente da Abramat, Melvyn Fox, acredita que na próxima semana se tenha a "ampliação do prazo de vigência do IPI reduzido para materiais, mantendo o estímulo ao consumo de materiais e aumentando a demanda por eles já em junho".

 

Fox esteve na quarta-feira em Brasília na reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), quando apresentou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, estudos feitos pela Fundação Getúlio Vargas com os principais efeitos da desoneração do setor.

Fonte: Reuters

 


 

22/06/09 - VT não pode ser pago em dinheiro, aprova Comissão de Trabalho

 

Os trabalhadores não podem receber vale-transporte em dinheiro, essa foi a decisão da Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (17), que aprovou o substitutivo ao PL 5.393/05, que prevê ainda que o empregador deve pagar o transporte no valor que exceder 6% do salário do empregado.

 

O projeto de lei também torna ilegal a compra e a venda do benefício. A matéria segue para exame da Comissão de Constituição e Justiça.

 

Segundo o autor da proposta, deputado Mário Negromonte (PP/BA), "ao transformar o vale-transporte em dinheiro, concedendo juntamente com o salário, o trabalhador tenderá a gastá-lo com outras necessidades, até mesmo na manutenção da sua família".

 

Para o relator, deputado Milton Monti (PR/SP), um dos pontos mais relevantes do projeto é combate à comercialização ilegal de vales-transportes.

 

"Esse comércio, além de não trazer vantagens, é também um incentivo à indústria de falsificações. Além disso, o comércio ilegal é destino certo de vales roubados nas empresas de transportes e nas empresas autorizadas a comercializar o benefício".

 

Vale-transporte
O vale-transporte foi instituído com a Lei 7.418/85 e era facultativo até a aprovação da Lei 7.619/97, quando sua concessão se tornou obrigatória.

 

Em 2006, a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) realizou uma pesquisa com a população urbana brasileira com idade superior a 15 anos em 27 cidades com população acima de 100 mil habitantes, e mostrou que, dos 23% que recebem auxílio transporte, apenas 5% recebem o benefício em dinheiro (funcionário público federal ou recebimento ilegal em dinheiro).

 

A pesquisa mostrou também que 80% dos trabalhadores que integram o programa social se concentram nas ‘classes' C, D e E.

 

A Associação Brasileira de Empresas Distribuidoras e Usuários de Vale-transporte e Outros Benefícios (Abravale) afirma que "esses dados provam a importância do vale-transporte e comprovam que, ao longo de seus mais de 20 anos de existência, ele vem se consolidando como uma das mais importantes políticas sociais do País, pois beneficia sobretudo os trabalhadores de baixa renda". (Com Agência Câmara)

Fonte: Diap

 


 

22/06/09 - Sindicato paulista obtém resultado positivo em ação sobre o recolhimento de contribuições previdenciárias sobre aviso prévio indenizado

 

O Sindicato das Indústrias de Beneficiamento e Transformação de Vidros e Cristais Planos do estado de São Paulo obteve uma decisão liminar em favor dos associados que aderiram a ação "a fim de suspender a exigibilidade da contribuição previdenciária incidente sobre o pagamento do aviso prévio indenizado, pago pelas empresas associadas do Sindicato impetrante, por ocasião da rescisão dos contratos de trabalho".

 

A decisão foi proferida no dia 16/6, pelo juiz da 22ª vara da JF/SP, dr. José Henrique prescendo que foi incisivo ao asseverar que:

"Entendo, entretanto, que o aviso prévio indenizado não pode ser considerado como rendimentos de qualquer natureza (notadamente porque não decorrente da prestação de trabalho); assim, não há porque se falar na incidência de contribuição previdenciária sobre o pagamento de tal verba.".

 

O advogado Fabrício José Leite Luquetti, representande da empresa, observa que a decisão apenas suspende a exigibilidade do recolhimento da contribuição previdenciária sobre o aviso prévio indenizado a qual apenas se tornará imutável após confirmada por sentença e seguida de seu efetivo trânsito em julgado da ação, ou seja, quando não mais couber quaisquer recursos judiciais.

 

Para a Diretora Executiva Candice Guarita Crochiquia trata-se de uma vitória da categoria fomentada pela efetiva participação dos associados para os quais a entidade canalizará todos os esforços - por meio de diversas ações - para ver resguardados seus direitos.

Fonte: Jusbrasil

 


 

22/06/09 - Pagamento de aposentadoria por invalidez deve contar desde a saída do trabalho

 

O segurado que pedir na Justiça a aposentadoria por invalidez e comprovar que a doença que originou o benefício começou antes do fim do vínculo empregatício poderá receber o pagamento desde a data do afastamento do emprego. A decisão é do TRF 3 (Tribunal Regional Federal), que engloba São Paulo e Mato Grosso do Sul, e foi publicada no dia 10 de junho deste ano no "Diário Oficial" da Justiça.

 

Normalmente, o INSS paga o benefício desde a data em que o pedido administrativo foi feito. Se o segurado ganhou a revisão ou a concessão da aposentadoria na Justiça, o instituto costuma pagar desde a data em que ele entrou com a ação. Porém, decisões judiciais já garantem o direito, nesse caso, desde a data do pedido administrativo, que foi negado pelo INSS.

 

Por exemplo, o profissional ficou doente e saiu do trabalho em dezembro de 2007. Ele pediu a aposentadoria por invalidez somente em março de 2008. O pedido foi negado e ele entrou com uma ação na Justiça. O segurado ganhou o processo e conseguiu o pagamento do benefício retroativo desde dezembro de 2007.

 

Na decisão do TRF 3, o segurado conseguiu comprovar, por meio de uma perícia judicial, que estava com a doença que originou o benefício quando ele saiu do emprego. "O laudo confirmou que a doença é definitiva e existente desde o fim do vínculo", disse Fábio Martins, que é o advogado da ação.

 

Mesmo doente antes de parar de trabalhar, o empregado só pode receber a aposentadoria por invalidez quando não há vínculo empregatício.

 

O benefício é concedido para os segurados que, por doença ou acidente, ficam incapacitados de trabalhar. A cada dois anos, o aposentado por invalidez deve fazer uma perícia para o INSS avaliar se ele deve ter o benefício prorrogado.

 

O INSS não comenta decisões judiciais. Mas o instituto ainda pode recorrer ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal).

 

Para entrar com uma ação de até 60 salários mínimos, o segurado pode procurar o Juizado Especial Federal, na avenida Paulista, 1.345, (região central). Para ações acima desse valor, é preciso procurar uma vara previdenciária e pagar um advogado.

Fonte: Jusbrasil

 


 

22/06/09 - Depacom realiza Seminário com entidades da região Sudeste em Mongaguá/SP

 

O DEPACOM - Departamento Profissional da Construção e do Mobiliário, realizou durante os dias 18 e 19 de junho de 2009, na Colônia de Férias da FETICOM/SP, localizada em Mongaguá/SP (Litoral Paulista), o SEMINÁRIO INTERESTADUAL DAS ENTIDADES SINDICAIS DE TRABALHADORES NAS INDÚSTRIAS DA CONSTRUÇÃO E DO MOBILIÁRIO DO SUDESTE DO BRASIL.

 

Estiveram presentes aproximadamente 140 dirigentes sindicais de entidades dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, além de convidados e organizadores do Paraná e Santa Catarina.

 

JOSÉ CALIXTO RAMOS, presidente da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria, participou da solenidade de abertura, parabenizando a iniciativa do departamento e informando que a confederação está promovendo encontros semelhantes, porém abrangendo todas as categorias do plano.

 

GERALDO RAMTHUN, presidente do DEPACOM, disse que espera se repitir no Sudeste o sucesso que foi o primeiro encontro da Região Sul, realizado em Florianópolis/SC, e que possamos sair daqui com as contribuições dos companheiros, para melhorar a qualidade de vida dos nossos trabalhadores.

 

Dirigentes aprovam a carta do Sudeste e Moção de apoio a CNTI contra Portaria 186 do MTE.

 

Saiba mais acessando http://www.depacom.org.br

Fonte: Depacom

 


 

19/06/09 - Confiança do consumidor brasileiro melhora no 2º trimestre

 

A confiança do consumidor recuperou-se entre abril e junho depois de dois trimestres seguidos em queda, de acordo com indicador da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgado nesta quinta-feira.


O índice aumentou 3,7 por cento frente ao primeiro trimestre deste ano e manteve-se praticamente estável em relação a igual período de 2008.


"Apesar do crescimento, o índice ainda registra queda de 4,6 por cento na comparação com o indicador do terceiro trimestre de 2008, quando os efeitos da crise econômica internacional ainda não eram tão evidentes sobre a economia brasileira", ponderou a CNI.


A pesquisa mostrou que a melhora deve-se, principalmente, a expectativas mais positivas sobre desemprego e inflação.


A expectativa de evolução da renda pessoal manteve-se estável, enquanto outro componente mostrou uma redução no endividamento dos consumidores. Apesar disso, a situação financeira dos consumidores continua fraca.


"O índice de evolução da situação financeira recuou 0,6 por cento na comparação com o trimestre anterior, a terceira seguida nesta comparação, acumulando recuo de 5,9 por cento desde o terceiro trimestre de 2008", acrescentou a CNI.

A CNI ouviu 2.002 consumidores de 143 municípios em todo o Brasil.

Fonte: Reuters

 


 

19/06/09 - Empregabilidade será próximo alvo da comissão da crise

 

Avaliada a repercussão da crise financeira mundial sobre a economia brasileira e traçadas recomendações para superar esses efeitos, a Comissão de Acompanhamento da Crise Financeira e de Empregabilidade (CACFE) deverá se debruçar agora sobre a questão da empregabilidade. Segundo o presidente da comissão, senador Francisco Dornelles (PP-RJ), propostas legislativas voltadas para a política de geração de empregos deverão ser apresentadas até o início de agosto.

 

Enquanto essas medidas não são formuladas, a comissão reuniu no relatório preliminar do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) uma série de sugestões para ampliar o crédito ao setor privado e reduzir os juros, medidas que dependem da definição de patamares mais razoáveis para o spread bancário, um dos principais fatores a onerar os financiamentos.

 

As propostas de redução do spread bancário têm como alicerce o enfrentamento da inadimplência. Assim, para minimizar a influência desse fator sobre a taxação dos empréstimos, o relatório de Jereissati sugere a implantação do cadastro positivo e do fundo público de aval; a permissão de maior concessão de empréstimos por bancos que avaliem corretamente o risco de crédito; benefícios fiscais para bancos que tenham gestão adequada de sua carteira de crédito; e desestímulo a esquemas de concessão irresponsável de crédito.

 

No tocante aos empréstimos, é possível destacar o aprimoramento do marco regulatório do sistema financeiro; a uniformização de alíquotas de imposto de renda sobre rendimentos de aplicações financeiras e o uso da Caixa Econômica Federal para baixar os juros dos empréstimos. Outras iniciativas de suporte recomendadas passam pela melhoria da transparência bancária e financeira, eficiência das ações governamentais, além do equilíbrio das contas públicas e das medidas tributárias de estímulo econômico.

 

"As autoridades econômicas brasileiras merecem todo apreço e apoio pela rápida e eficiente reação, diante da crise financeira global e da recessão que assola a economia e a sociedade brasileira. Se, por um lado, o enfrentamento desta e de qualquer crise econômica é uma atribuição própria e exclusiva do Executivo Federal, de outro, esta comissão do Senado não pode se furtar a participar do esforço nacional para mitigar e superar os seus danos", enfatizou Jereissati no relatório.

 

Na condição de membro da CACFE, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) elogiou não só o conteúdo do relatório, mas a celeridade com que foi apresentado. Essa rapidez no diagnóstico da situação e na recomendação de medidas para superá-la foi considerada fundamental para o trabalho da comissão não perder o senso de oportunidade.

Fonte: Agência Senado

 


 

19/06/09 - Governo deve engavetar proposta de tributar rendimento da poupança

 

A proposta do Ministério da Fazenda de alterar as regras de tributação da caderneta de poupança, anunciada há pouco mais de um mês, corre risco de ser engavetada.

Nem mesmo a redução do Imposto de Renda (IR) sobre fundos de investimentos deverá sair do papel este ano.

 

A complexidade do modelo de tributação - proposto pelo secretário especial Bernard Appy e que prevê cobrar IR nos rendimentos de depósitos na poupança acima de R$ 50 mil - a falta de cacife político do Governo e a expectativa para os juros em 2009 são os principais motivos para o provável recuo.

 

Segundo uma fonte da equipe econômica, só haverá risco de migração forte de recursos dos fundos para a caderneta se a taxa básica de juros Selic cair para 8,5% a 8% ao ano - cenário cogitado só para 2010.

 

A Selic hoje está em 9,25% ao ano.

 

Até agora, não houve qualquer movimentação do Executivo no Congresso para buscar consenso sobre a medida. A única reunião com os líderes dos partidos foi no dia 13 de maio, antes do anúncio da mudança proposta pelo Governo.

Poupança capta mais, porém analistas não veem migração Segundo o líder do Governo do Senado, Romero Jucá (PMDB/RR), a engenharia tributária da proposta é o maior obstáculo à aprovação. Ele disse que o Governo estuda caminhos alternativos: "Do ponto de vista político, é preciso que a proposta seja a mais clara possível".

 

De acordo com um técnico da Fazenda, havia urgência em anunciar uma proposta para acabar com os rumores de que o Governo iria reduzir a rentabilidade da poupança, com impactos negativos na captação e, ainda, a exploração do tema pela oposição.

 

A Fazenda chegou a detectar na época um aumento nos saques de valores elevados.

 

Segundo técnicos da Fazenda, a poupança voltou a registrar captação positiva, mas não está havendo migração dos recursos dos fundos de investimentos, mesmo com a redução da Selic para 9,25% na semana passada.

 

Ao contrário, as informações são que as taxas de administração dos fundos de renda fixa estão caindo, o que estaria segurando os aplicadores.

 

"Com relação à eventual mudança na tributação dos fundos e outros investimentos, estamos acompanhando a conjuntura, mas ainda não é necessário fazer mudanças", disse Appy.

 

Nos oito primeiros dias úteis de junho, a poupança registrou captação líquida (depósitos menos resgates) de R$ 1,786 bilhão. O volume é 85% superior ao recebido nos primeiros oito dias úteis de maio (R$964 milhões).

 

Também no começo do mês, os fundos DI perderam R$ 2,104 bilhões em aplicações. E os fundos de renda fixa tiveram resgates de R$778 milhões.


Especialistas consideram prematuro dizer que o movimento já reflita uma migração de recursos devido à queda da Selic.

Isso porque os dados disponíveis até agora vão só até o dia em que o Banco Central reduziu a Selic para 9,25% ao ano.

Além disso, nos dias 8, 9 e 10 de junho (últimos dados disponíveis), a poupança teve mais resgates do que depósitos, com saldo negativo em R$ 1,717 bilhão.

"Ainda não está havendo migração em massa", diz o educador financeiro Reinaldo Domingos.

(Fonte: Valor Econômico)

Fonte: Diap

 


 

19/06/09 - Congresso aprova crédito de R$ 6 bilhões para Minha Casa, Minha Vida

 

O Congresso aprovou, nesta quinta-feira (18), crédito de R$ 6 bilhões para o programa Minha Casa, Minha Vida, sendo que R$ 5,25 bilhões serão disponibilizados ao Ministério das Cidades.

Os recursos estão previstos no Projeto de Lei do Congresso 4/09, que também prevê crédito de R$ 750 milhões para o Ministério da Fazenda, com o objetivo de
financiar o Fundo Garantidor da Habitação Popular.


Cidades menores

Os parlamentares determinaram o repasse de R$ 300 milhões para a subvenção econômica para as cidades com menos de 50 mil habitantes que participarem do Minha Casa, Minha Vida, as quais foram incluídas no programa pelo Congresso durante discussão da MP 459/09.


Desta forma, o fundo que garante a habitação popular terá R$ 450 milhões, que poderá ser usado por bancos que emprestarem a mutuários com renda de até dez salários mínimos para a compra ou construção de imóveis.


O fundo fará ressarcimentos quando o mutuário não pagar, seja por morte ou por desemprego. Já a subvenção barateará as construções em municípios mais pobres e para mutuários cuja família ganhe até três salários mínimos.

Fonte: InfoMoney

 


 

19/06/09 - Poderá ser gratuita religação de luz e água para famílias de baixa renda

 

Os serviços de energia elétrica, abastecimento de água e saneamento para famílias de baixa renda, suspensos por falta de pagamento, poderão ser restabelecidos sem cobrança de taxas. A determinação está prevista em proposta aprovada nesta quinta-feira (18) pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI).

 

Originalmente, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 13/04 determinava que o benefício fosse extensivo a todos os consumidores, independentemente de renda, mas substitutivo aprovado ainda naquela Casa limitou a medida aos consumidores de baixa renda.

 

O relator do projeto na CI, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), havia apresentado um primeiro relatório pela rejeição da matéria, sob o argumento de que, para cobrir as despesas da concessionária com a religação dos serviços, os custos não repassados aos consumidores inadimplentes acabariam sendo rateados entre todos os consumidores do serviço, inadimplentes ou não, "o que não parecer ser muito justo com quem paga em dia", justificou.

 

No entanto, antes da leitura de seu parecer pela rejeição da proposta, Paulo Duque alterou seu voto, seguindo a posição favorável à matéria defendida em 2004 pela então relatora Serys Slhessarenko (PT-MT).

 

No parecer acatado por Paulo Duque, a cobrança de taxa de religação é entendida como dupla punição por uma mesma falta, pois, ao não pagar sua conta, o consumidor já é punido com multa e ainda com a suspensão do serviço. Além disso, argumenta o relator, a inadimplência na quitação dos débitos reflete a difícil situação econômica por que passa o país e que leva muitas famílias a atrasarem ou a interromperem o pagamento de suas contas devido a problemas financeiros.

- Não se trata de má-fé que precise ser coibida com uma punição adicional. Como o intuito é proteger os socialmente mais desfavorecidos, faz todo o sentido limitar a proibição aos consumidores de baixa renda - justifica Paulo Duque.

A matéria será ainda apreciada em Plenário.

Fonte: Agência Senado

 


 

19/06/09 - Guido Mantega prevê alta do PIB de 4% em 2010 e de 5% em 2011

O ministro da Fazenda afirmou que o governo continuará a utilizar os bancos públicos para aumentar a oferta de crédito

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou nesta quinta-feira (18) que a economia brasileira crescerá em 2009, com previsão de alta em torno de 1 por cento.

 

Mantega disse ainda que espera uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2010 de 4 por cento e um avanço de 5 por cento da economia brasileira em 2011.

 

"O PIB de 2009 será positivo, mas fraco... Novas medidas precisam ser tomadas", disse Mantega.

 

Segundo ele, o governo continuará a utilizar os bancos públicos para aumentar a oferta de crédito, principalmente para pequenas e médias empresas.

 

Na avaliação do ministro, os chamados países do Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) "vão capitanear o crescimento mundial nos próximos anos".

 

O ministro, que participa de evento em São Paulo, disse que o mundo vai continuar "patinando por dois ou três anos", mas voltou a dizer que a crise será "mais curta e mais rápida" no Brasil.

 

No primeiro trimestre, o PIB brasileiro caiu 0,8 por cento sobre os três meses imediatamente anteriores e recuou 1,8 por cento frente ao mesmo período de 2008.

 

Apesar de o dado divulgado na semana passada ter confirmado um quadro de recessão técnica com dois trimestres seguidos de queda, o desempenho foi melhor que o esperado.

 

Economistas consultados pela Reuters previam queda de 2,6 por cento na comparação trimestral e baixa de 2,0 por cento ano a ano.

 

Para 2009, o mercado prevê uma retração da economia brasileira de 0,55 por cento, de acordo com o relatório Focus mais recente. A expectativa do mercado para 2010 é de expansão do PIB de 3,5 por cento.

Fonte: Agência Estado

 


 

19/06/09 - Paim e bancários do RS discutirão rumos da Previdência e fim do fator

 

O senador Paulo Paim (PT/RS) estará nesta sexta-feira, (19), na Casa dos Bancários, no Rio Grande do Sul, discutindo os Rumos da Previdência e o fim do Fator Previdenciário. A atividade está prevista para começar às 14h.

 

A entidade sindical convida todos para a mobilização, pois é fundamental para pressionar a Câmara, o Senado e o Governo Federal para a aprovação de três projetos do senador, que estão em tramitação em Parlamento e beneficiam aos trabalhadores da ativa e aposentados.

 

Projetos de autoria do senador Paulo Paim

PLS 296/03, revoga o Fator Previdenciário.

PLC 42/07, concede aos aposentados o mesmo índice de reajuste do salário mínimo.

PLS 58/03, atualiza o valor de aposentadorias e pensões, considerando o número de salários mínimos que representavam na data de sua concessão.

 

Além de convidar os interessados a participarem dos debates, o sindicato convoca os bancários a enviar e-mails para os deputados federais exigindo a aprovação das três proposições. Para o apoio , basta acessar o endereço http://www2.camara.gov.br/internet/popular/falecomdeputado.html/

Fonte: Diap

 


 

19/06/09 - Confederações pedem pressa na votação da contribuição assistencial

 

As entidades que compõem o Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST) se reuniram, na última terça-feira (16), com o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE), senador Garibaldi Alves Filhos (PMDB/RN), dando continuidade à campanha pela aprovação do projeto que dispõe sobre a contribuição assistencial.

 

O autor da proposta (PLS 248/06), senador Paulo Paim, acompanhou a audiência e reforçou o pedido de urgência na tramitação da matéria.

 

Após a exposição dos sindicalistas, o presidente da comissão designou o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), para relator do projeto de lei.

 

Assim, a matéria - que é um dos itens da pauta do movimento sindical no Congresso Nacional - volta à ordem do dia na CAE.

O novo relator terá 15 dias para preparar e apresentar um relatório.

 

Pressão
O coordenador nacional do FST, José Augusto da Silva Filho, reitera aos sindicatos, federações, centrais e confederações de trabalhadores a necessidade de se fazer uma pressão coordenada sobre os membros da comissão.

 

Augusto entende que as entidades devem enviar mensagens aos gabinetes dos senadores e outras formas de contato, para alcançar a aprovação da proposta. (Com Agência Sindical)

Fonte: Diap

 


 

19/06/09 - Senado aprova carga rápida de processos

 

O Senado aprovou o projeto de lei que garante aos advogados o direito de carga rápida dos autos - uma hora. Se sancionada pelo presidente Lula, a lei vai criar uma regra geral para a retirada dos autos pelos advogados e estagiários. Por enquanto, a decisão depende de cada juiz. O projeto de lei aprovado nessa terça-feira (16/6) inclui o inciso IV ao artigo 40 do Código de Processo Civil. O novo dispositivo diz: “O advogado tem o direito de retirar o processo de cartório, nos prazos comuns, pelo tempo de uma hora, para extração de cópias".

 

O projeto de lei foi apresentado em 2003 à Câmara dos Deputados. Em 2006, foi enviado ao Senado e este ano recebeu parecer favorável do relator, senador Valter Pereira.

 

A Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) comemora a aprovação. Em nota, a entidade afirma que, em 2004, enviou ofício a todas as lideranças partidárias, aos membros da Frente Parlamentar dos Advogados, integrantes da CCJ, solicitando aprovação da matéria, além de ter acompanhado permanentemente o trâmite da proposta junto a deputados e senadores.

 

Em 2006, mesmo sem lei em vigor sobre o tema, o Tribunal de Justiça de São Paulo, na gestão do desembargador Gilberto Passos de Freitas, editou o Provimento 4 em que regulamenta a carga rápida na Justiça Estadual. A partir dali, os advogados passaram a ter direito de sair durante 45 minutos com os autos do processo, depois de preencher um formulário. Na Justiça Federal em São Paulo, por exemplo, a retirada não é permitida, justamente por falta de legislação que permita. PLC 104/06 (antigo PLC 855/03)

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

19/06/09 - TST mantém decisão que anulou CCP criada sem fiscalização dos trabalhadores

 

A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão regional que apontou ilegalidade na criação de comissão de conciliação prévia (CCP) no âmbito do HSBC Bank Brasil S/A – Banco Múltiplo em Porto Alegre (RS) por falta de participação do sindicato dos bancários no processo e declarou sua nulidade. Analisando de forma encadeada os dispositivos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) que tratam da criação das CCP (artigos 625-A, 625-B e 625-C), o ministro Barros Levenhagen afirmou que, quando a comissão é criada de forma unilateral pela empresa, é imprescindível que seja reservado ao sindicato dos trabalhadores o “poder-direito” de fiscalizar a eleição de metade de seus membros pelos empregados, o que não ocorreu no caso em questão.

 

De acordo com o artigo 625-A da CLT, as empresas e os sindicatos podem instituir comissões de conciliação prévia, de composição paritária, com representantes dos empregados e dos empregadores, com a atribuição de tentar conciliar os conflitos individuais do trabalho. Enquanto o artigo 625-A contém norma genérica sobre a composição e a atribuição das comissões, o artigo 625-B prevê a possibilidade de a empresa constituir, mediante ato unilateral, comissão que funcione no próprio estabelecimento, reservando ao sindicato da categoria profissional a fiscalização da metade de seus membros eleita pelos empregados, em escrutínio secreto, explicou Levenhagen.

 

“O artigo 625-C, por sua vez, contempla a possibilidade de ser instituída comissão no âmbito do sindicato profissional, vale dizer, de a empresa ou o seu sindicato e o sindicato profissional criar outra comissão no seio dessa entidade, caso em que haverá necessidade de que o seja por meio de convenção ou acordo coletivo, cuja constituição e normas de funcionamento deverão ser ali definidas”, esclareceu o ministro relator. Segundo Levenhagen, em que pese a correta compreensão do dispositivo celetista (artigo 625-B) feita pela defesa do HSBC, de que a comissão pode ser instituída por ato unilateral da empresa, a inobservância do requisito essencial contido na última parte do artigo gera a ilegalidade na sua formação.

 

“É imprescindível à higidez da criação unilateral da comissão pela empresa que seja reservado ao sindicato da categoria o poder-direito de fiscalizar a metade de seus membros eleita pelos empregados, em escrutínio secreto. Esse requisito essencial, contudo, não foi observado pelo banco recorrente, conforme registrou o Regional”, afirmou em seu voto. O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) concluiu que não houve transparência ou publicidade dos atos constitutivos da comissão. Segundo o TRT/RS, a eleição dos representantes dos empregados foi irregular pelo fato de o regulamento eleitoral não ter previsto a quantidade de integrantes da comissão, o prazo de inscrição para participação, o funcionamento e a respectiva vigência dos mandatos.

 

No recurso ao TST, a defesa do HSBC alegou que o sindicato foi convidado “ insistentemente” a participar do processo, mas se recusou a exercer suas atribuições legais de fiscalização do pleito eleitoral. Para o banco, a “recusa injustificável” do sindicato não pode constituir razão jurídica para negar validade legal à eleição e à comissão de conciliação prévia. A defesa alegou que a recusa sindical estaria comprovada nos autos, por isso não era procedente a conclusão do Regional de que o processo não foi transparente nem cercado de publicidade. Segundo o ministro Barros Levenhagem, para se chegar a conclusão diversa a que chegou o TRT/RS, seria necessário rever fatos e provas, o que é vedado aos ministros do TST (Súmula 126). (RR 1256/2006-012-04-00.6)

Fonte: TST

 


 

18/06/09 - Depois de fechar 3.500 vagas, indústria paulista prevê recuperação de empregos

 

São Paulo - A indústria de transformação paulista fechou 3.500 vagas em maio deste ano. O resultado ficou 0,69% abaixo do de abril, no pior desempenho já registrado, na comparação com igual mês, desde 2005. No entanto, esse quadro deve ser revertido no fim deste mês, ou no mais tardar em julho, acredita o diretor do Departamento de Pesquisas Econômicas da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini.

 

Ele se disse frustrado com o fato de ainda ter havido perdas em maio, embora considere possível em um equilíbrio entre contratações e demissões já nos próximos resultados. “Deveremos zerar as perdas”, afirmou Francini. Para ele, a previsão mais otimista é possível mesmo com as maiores chances de vaga de concentrando no setor sucroalcooleiro.

 

Em maio, o setor sucroalcooleiro gerou 5.041 postos de trabalho, enquanto, na média, os demais segmentos registraram corte de 8,5 mil empregos. No acumulado do ano, a indústria do açúcar e do álcool contratou 57.497 trabalhadores, e os demais segmentos fecharam 103,4 mil vagas. Os  setores mais afetados em maio fora os de metalurgia (-1,8%), calçados e artigos de couro (-0,8%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,2%) e o de veículos automotores (-0,5%), entre outros.

 

Desde dezembro do ano passado, considerando a média de todos os setores industriais, foram eliminadas 46 mil vagas (-2,03%). O saldo nos últimos 12 meses até maio acumula retração de 7,35% ou 176 mil empregos suprimidos.

Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

18/06/09 - Sindicato quer ampliar greve do INSS em São Paulo

 

São Paulo - O Sindicato dos Trabalhadores de Saúde e Previdência no Estado de São Paulo (Sindiprev-SP) pretende ampliar a mobilização da greve dos servidores do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) no estado.


Segundo informações da entidade, 28 agências na Grande São Paulo e mais 28 no restante do estado aderiram ao movimento pelo menos parcialmente. O Sindiprev-SP marcou uma assembléia na sede da entidade para sexta-feira (19) para discutir os rumos da greve no estado.

 

A diretora do sindicato, Rita de Cássia, disse que a liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que proíbe a greve e estabelece uma multa de R$100 mil por dia para a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Previdência e Assistência Social (Fenasps) não impede a  continuidade da paralisação.

 

“Já enfrentamos isso [ação judicial] em outras greves. A novidade é que, desta vez, ele [o governo federal] usou o instrumento antes da greve”, disse.

 

A principal reivindicação dos manifestantes é a realização de concurso público para a contratação de funcionários que possam substituir os 10 mil servidores – um terço do quadro – que devem pedir aposentadoria nos próximos dois anos. Ela afirma que o governo federal pretende evitar a contratação, aumentando a jornada dos funcionários do INSS de 30 para 40 horas semanais.

Repórter Daniel Mello

Fonte: Agência Brasil

 


 

18/06/09 - 87% das indústrias apontam dificuldades em investir

Só 43% tinham dificuldade no mesmo período do ano passado. Incerteza sobre demanda é principal fator que inibe investimento.

 

A maioria dos empresários ainda sente dificuldade em realizar seus projetos de investimento em 2009. A Sondagem de Investimentos da Indústria, levantamento divulgado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizado entre os dias 15 de abril e 29 de maio em um universo de 820 empresas, mostra que 87% do total de empresas pesquisadas apontam algum tipo de dificuldade para realizar investimentos este ano. O porcentual com essa mesma resposta era de 43% em igual período no ano passado.


Ainda segundo a FGV, no total de empresas que estão com alguma dificuldade para investir, 50% apontam o cenário incerto da demanda como principal fator inibidor de investimentos. Esse porcentual, de acordo com a fundação, é apontado como "a maior frequência relativa da série histórica, iniciada em 2004". A limitação de recursos vem a seguir, lembrada por 35% das empresas; seguido de perto por carga tributária elevada, citada como obstáculo por 29% das empresas que apontaram alguma dificuldade em investir este ano. 

 

Para a fundação, a pesquisa revela que as perspectivas para o investimento produtivo no setor industrial são, este ano, menos favoráveis que as observadas no ano anterior. A FGV informou, em comunicado, que em relação a 2008, na comparação com os investimentos realizados em 2007, as empresas informaram um porcentual médio de crescimento de investimentos da ordem de 16%. Para 2009, as empresas apostam em crescimento de 7,8% em seus investimentos em relação a 2008.


Sobre os motivos para investir, a expansão da capacidade produtiva foi apontada por 24% do total das empresas pesquisadas. A FGV revelou ainda que, entre 2008 e 2009, subiu de forma expressiva a fatia de empresas que afirmam estar sem programa de investimento no momento: 26% do total, sendo esse o maior nível desde 2003, quando era de 28%.

Fonte: Agência Estado

 


 

18/06/09 - Câmara limita sequência de horas trabalhadas por motorista

 

O Plenário aprovou, nesta quarta-feira, o substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 2660/96, do Poder Executivo, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) para proibir o motorista de caminhão ou ônibus de dirigir em rodovia por mais de quatro horas ininterruptamente. A matéria será enviada à sanção presidencial.

Dentro dessas quatro horas, o motorista deve descansar pelo menos 30 minutos seguidos ou de forma descontínua. O texto do Senado prevê ainda que o motorista poderá prorrogar por até mais uma hora o tempo de direção máximo de quatro horas seguidas se for necessário para chegar a um lugar de parada adequada. Entretanto, esse tempo a mais não deverá comprometer a segurança rodoviária.

Um destaque aprovado pelos deputados retirou do texto a exigência de que os motoristas de caminhão e de ônibus descansem por 10 horas ininterruptas em um período de 24 horas. A intenção é manter a regra de descanso de 11 horas entre duas jornadas de trabalho, prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para todos os trabalhadores.

Infração gravíssima
A desobediência do tempo máximo de permanência do condutor ao volante e dos intervalos de descanso constitui infração gravíssima e implica multa calculada por hora ou fração. A multa será devida em dobro no caso de reincidência.

O projeto prevê também, como medida administrativa contra a irregularidade, a retenção temporária do veículo por período igual ao da parada não observada.

Fonte: Agência Câmara

 


 

18/06/09 - Setor de materiais de construção pede prorrogação de redução de IPI, diz ministro
 

Brasília - Os representantes do setor de materiais de construção pediram nesta quarta-feira (17), durante a reunião do Grupo de Acompanhamento da Crise (GAC), a prorrogação da desoneração de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Segundo o ministro, que acompanhou o encontro, os empresários do segmento alegaram precisar de mais tempo para que os consumidores sintam os efeitos da redução de imposto.

De acordo com Miguel Jorge, os empresários de material de construção também reivindicaram que o anúncio da prorrogação não seja feito no último dia de vigência da desoneração, caso o benefício seja estendido. A redução de IPI vale até o dia 30.

“Ao contrário de outros setores, a indústria de materiais de construção não trabalha com estoques elevados e precisa se planejar”, afirmou o ministro, na saída do encontro.

Apesar de confirmar o pedido do setor de materiais de construção, Miguel Jorge negou que o governo tenha dado alguma resposta sobre a prorrogação da redução do IPI, que também beneficia alguns tipos de veículos e eletrodomésticos. Ele, no entanto, não descartou a possibilidade de novos incentivos serem adotados.

"Nunca dissemos que a crise já passou. Até porque, se já tivesse passado, estaríamos numa situação como a do início do ano passado", disse Miguel Jorge. De acordo com ele, o governo deve se reunir na próxima semana para avaliar a possibilidade de novas medidas com base nas discussões da reunião de hoje.

De acordo com o ministro, os setores mais sensíveis à falta de investimentos ainda não reagiram aos incentivos tomados pelo governo. O problema, afirmou Miguel Jorge, é maior no setor de bens de capital (máquinas e equipamentos), que continua a apresentar números negativos. "Isso é provocado pela grande ociosidade que alguns segmentos ainda têm, na faixa dos 80%", explicou. Repórter Daniel Mello

Fonte: Agência Brasil

 


 

18/06/09 - Centrais sindicais irão unidas à Conferência Nacional de Comunicação

 

Em reunião na manhã desta quarta-feira (17), em São Paulo, dirigentes e assessores da CUT, CGTB, CTB, Força Sindical e UGT decidiram que as centrais vão somar esforços e entrar unidas no combate pela democratização da comunicação.

 

A ideia é participar do processo da Conferência Nacional de Comunicação, convocada pelo governo federal, com uma plataforma comum do movimento sindical para romper as cercas do latifúndio midiático.

 

"A articulação com as centrais e com os movimentos sociais será determinante para que as forças populares sejam vitoriosas na batalha", sustenta a secretária nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti - que integra a Comissão Organizadora da conferência.

 

Segundo ela, os vilões da mídia são "os que querem manter a comunicação como um privilégio de poucas famílias - gente que se comporta como dona da verdade por ser detentora dos meios que são concessões públicas".

 

Entre as principais reivindicações das centrais está a mudança do marco regulatório, garantindo, entre outros avanços, que haja uma regulação efetiva das concessões de rádio e televisão.

 

Hoje, as outorgas são disponibilizadas tão-somente pelo critério mercadológico, sem acesso aos movimentos populares e via de regra contra eles.

 

O movimento sindical defenderá também o estabelecimento de mecanismos de controle social, com a instituição e fiscalização efetiva dos conselhos nacional, estadual e municipal de Comunicação, com caráter institucional e ligado ao Executivo, Além disso, apoiará a disponibilização do acesso gratuito da população à internet banda larga e à popularização da TV digital.

 

As centrais também vão defender um espaço gratuito no rádio e na televisão, proporcional entre as entidades legitimamente constituídas e reconhecidas, no mesmo padrão atualmente utilizado pela legislação partidária.

 

"Ao atuar coletivamente e lutar por bandeiras comuns, as centrais ampliam as condições para serem vitoriosas em suas reivindicações contra poderosos interesses que se articulam para que nada mude", diz o secretário de Divulgação e Comunicação da UGT, Marcos Afonso Oliveira.

 

De acordo com Carlos Rogério Carvalho, secretário de Comunicação da CTB, a atuação conjunta a partir de agora dará uma nova qualidade à ação pela democratização da comunicação.

 

"Nossa central realizou um encontro de comunicação recentemente, onde decidimos jogar peso neste processo da Conferência. Os debates são uma oportunidade de dialogarmos com a sociedade sobre os mecanismos de dominação de umas poucas famílias contra a sociedade brasileira e a necessidade de reverter essa lógica excludente", disse Rogério.

 

Já Dalva Ueharo, assessora de Comunicação da Força Sindical, prestou contas da atuação de sua central.

 

"Realizaremos nosso congresso nos próximos dias - e este tema certamente ganhará um bom destaque", declarou.

 

"Precisamos envolver o conjunto das entidades para que tenhamos mais respaldo para as nossas bandeiras".

 

"Lutar pela democratização da comunicação é lutar pelo aprofundamento e aprimoramento da democracia em nosso país. É preciso pôr fim à manipulação e desinformação que são práticas recorrentes dos grandes meios de comunicação contra os interesses nacionais e populares".

 

"Nossa atuação unitária na conferência abre essa possibilidade - e não vamos desperdiçá-la", ressaltou Valdo Albuquerque, assessor de Comunicação da CGTB.
 

As centrais voltam a se reunir na próxima semana para debater um manifesto conjunto de convocação e mobilização das suas bases para as conferências distritais e estaduais, acumulando para a Nacional.

 

A etapa nacional - ponto culminante desse processo - está marcada para os dias 1º, 2 e 3 de dezembro, em Brasília.

Fontes: Vermelho e Portal do Mundo do Trabalho

 


 

18/06/09 - Plenário da Câmara aprova urgência para projeto que recria a Previc

 

O plenário da Câmara aprovou, nesta quarta-feira (17), o regime de urgência para o Projeto de Lei 3.962/08, do Poder Executivo, que cria a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

 

Por acordo de lideranças, o mérito da matéria será analisado na próxima semana.

 

O projeto recria a autarquia vinculada ao Ministério da Previdência, que terá autonomia administrativa e financeira e patrimônio próprio, vai fiscalizar as atividades de entidades fechadas de previdência complementar, mais conhecidas como fundos de pensão.

 

Criada em 2005 por MP
Em 2005, a Câmara aprovou a Medida Provisória 233/04, que previa a criação da Previc, mas o texto perdeu a validade por não ter sido votado no Senado nos 120 dias previstos pela Constituição.

 

Pela nova proposta, a Previc será gerida por uma diretoria colegiada, composta por um diretor-superintendente e quatro diretores, indicados pelo ministro da Previdência Social e nomeados pelo presidente da República.

 

Já o quadro funcional terá servidores do Ministério da Previdência Social que estavam lotados na Secretaria de Previdência Complementar em 31 de dezembro do ano passado, além daqueles que deverão ingressar no órgão por concurso público.

 

Serão criados 100 cargos de especialista em previdência complementar, 50 de analista administrativo e 50 de técnico administrativo.

Os 369 fundos de pensão, de acordo com dados de abril deste ano, operam 1.044 planos de benefícios, patrocinados por 2,3 mil empresas.

 

Essas entidades acumulam um patrimônio superior a R$ 456 bilhões, o que corresponde a 17% do Produto Interno Bruto (PIB), e contam com a participação de 2,5 milhões de pessoas.

 

O Governo argumenta que os fundos de pensão cresceram e os mecanismos de gestão de ativos e do passivo previdenciário se tornaram mais complexos.

 

"O aparato oficial de supervisão não acompanhou essa evolução, carecendo de um fortalecimento institucional, indispensável para um regime de previdência pautada em regras de longo prazo".

 

A Previc também vai apurar e julgar infrações, como as investigadas pela sub-relatoria de Fundos de Pensão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, em 2006, quando as corretoras Cruzeiro do Sul e Brasil Central foram acusadas de fazer parte de um esquema de fabricação de prejuízos nas contabilidades dos fundos de pensão para beneficiar políticos.

 

Taxa de fiscalização
O projeto cria a Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar (Tafic) pelo exercício do poder de polícia atribuído à Previc para fiscalizar atividades dos fundos de pensão.

 

A Tafic será paga trimestralmente e seu valor varia entre R$ 15 e R$ 2,225 milhões, conforme os recursos garantidores por plano de benefícios. Os fundos com recursos entre R$ 5 milhões e R$ 9 milhões deverão pagar R$ 125 por trimestre.

 

Além desses recursos, as receitas da Previc serão constituídas de dotações consignadas no Orçamento da União; de recursos provenientes de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades, organismos e empresas; do produto da arrecadação de multas, entre outras.

 

Câmara de Recursos
O projeto do Governo cria ainda a Câmara de Recursos da Previdência Complementar, que funcionará como instância recursal e de julgamento das decisões da diretoria colegiada da Previc a respeito de processos sobre autos de infração ou instalação de inquérito para a aplicação de penalidades.

Fonte: Agência Câmara

 


 

18/06/09 - Parecer: relator da crise no emprego quer proteção ao trabalhador

 

Relatório apresenta várias medidas de proteção ao trabalhador, além da redução da jornada de 44 para 40 horas. A votação foi adiada para a próxima quarta-feira (24).

 

O relator da comissão especial sobre os efeitos da crise global nos empregos, deputado Vicentinho (PT/SP), sugeriu nesta quarta-feira (17), na conclusão dos trabalhos, a ampliação dos direitos dos trabalhadores.

 

Antecipando críticas, o deputado atacou o argumento de que o socorro aos trabalhadores prejudicará ainda mais a atividade econômica.

 

"Nenhum país do mundo sofrerá porque seus trabalhadores estão protegidos. Se o trabalhador está protegido ele tem poder de compra, paga mais impostos e, comprando mais, haverá mais renda, mais pedidos e mais produção e mais geração de emprego", disse.

 

Entre as principais medidas propostas no relatório de Vicentinho, lido nesta quarta-feira, estão a redução da jornada de 44 para 40 horas, a restrição de demissões em empresas tomadoras de crédito de instituições financeiras controladas pelo Poder Público, a valorização do salário mínimo, a inibição de horas extras e a ratificação da Convenção 158, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe a demissão sem justa causa.

 

Em vez de apresentar proposições legislativas para concretizar essas medidas, Vicentinho recomendou gestões junto aos líderes partidários e à Mesa Diretora para aprovação de propostas correlatas já em tramitação, como o Projeto de Lei 1/07, que normatiza uma política de valorização do salário mínimo até 2023.

 

Votação na quarta
O relatório ainda precisa ser aprovado pela comissão. Na reunião de hoje, após a leitura da proposta, os deputados Dr. Ubiali (PSB/SP) e Paulo Rocha (PT/PA) apresentaram pedido de vista.

 

Por essa razão, a votação foi a adiada para a próxima quarta-feira (24), às 14h30. "É prudente que nós demos um tempo para que o conjunto dos deputados e seus assessores absorvam o relatório", justificou o deputado paraense.

 

No documento, Vicentinho defende também a expansão do crédito a micro e pequenas empresas, à indústria da construção civil e ao segmento de prestação de serviços, como mecanismo para gerar novos empregos e aquecer o setor terciário.

 

De acordo com o deputado, durante as audiências públicas promovidas pela comissão, várias críticas foram feitas às empresas que têm benefícios do Estado, mas não têm responsabilidade social.

 

Para o relator, essas empresas devem ser obrigadas, como condição para acessar incentivos públicos, "a aumentar ou pelo menos manter o número de empregos".

Fonte: Diap

 


 

18/06/09 - Empresa terá de indenizar por invalidez em razão de LER

 

Uma empresa capixaba de mineração terá de pagar pensão mensal e indenização por dano moral a uma trabalhadora que desenvolveu doença profissional (lesão por esforço repetitivo – LER) depois exercer função de datilógrafa e digitadora por 18 anos. Ao analisar o recurso da empresa, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considerou que não ficou demonstrada qualquer violação de leis federais por parte da decisão do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) que condenou a empresa.


Depois de ser aposentada por invalidez decorrente de acidente de trabalho, a trabalhadora ingressou na Justiça com pedido de indenização por dano moral, material e de pagamento de pensão. De acordo com a trabalhadora, durante os anos em que exerceu a atividade repetitiva, desenvolveu a doença profissional denominada síndrome do túnel do carpo, que, no caso dela, resultou em rigidez nos dedos, punho, cotovelos e ombro esquerdos. A trabalhadora alegou que não eram feitos os intervalos determinados por lei durante o expediente.


Em primeira instância, o pedido foi negado, pois o juiz considerou que não estaria demonstrado o descumprimento por parte da empresa das medidas de segurança no trabalho. A trabalhadora recorreu e o TJES entendeu que havia nos autos prova do nexo de causalidade, isto é, que a causa da doença eram as atividades exercidas por ela na empresa. Assim, estaria comprovada a culpa do empregador.


A condenação foi para o pagamento de pensão no valor de 80% do salário-base recebido pela trabalhadora, até ela completar 65 anos, pagamento de todo o tratamento médico e reparação por danos morais no valor de R$ 10 mil.


A empresa recorreu ao STJ, mas não teve êxito. Sua defesa alegou violação de diversos dispositivos de lei federal. Alguns deles, a Terceira Turma, baseada em voto do relator, ministro Sidnei Beneti, considerou não terem sido prequestionados (quando o segundo grau não se manifesta a respeito). A Turma também considerou que entender pela não causalidade entre a ocorrência da doença e a culpa da empresa envolveria reexame de fatos e provas, o que não é permitido ao STJ. Noutros dois pontos – honorários advocatícios e sua limitação –, o STJ também manteve a decisão capixaba, que os fixou em 20% do valor da condenação.

Fontes: STJ

 


 

17/06/09 - Comissão votará no dia 30 parecer favorável à jornada de 40 h

 

O deputado Vicentinho (PT-SP) apresentou nesta terça-feira parecer favorável à aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que reduz a jornada de trabalho no País de 44 horas semanais para 40 horas (PEC 231/95). A votação do relatório na Comissão Especial da Jornada Máxima de Trabalho foi marcada para o dia 30.

Os parlamentares favoráveis à aprovação da proposta apresentaram um pedido de vista, acatado pelo presidente do colegiado, deputado Luiz Carlos Busato (PTB-RS).

De acordo com o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o pedido de vista foi apenas para evitar que um novo prazo seja pedido no dia da votação e se adie mais uma vez a tramitação da proposta. Pelas regras da Câmara, o pedido de vista só pode ser concedido uma vez por relatório.

 

Impacto reduzido
No texto apresentado hoje, Vicentinho destacou que a redução da jornada terá pouco impacto nas empresas, pois a média da duração do trabalho no País já é inferior às 44 horas previstas na Constituição - no setor automotivo é de 40 horas, valor fixado em convenção coletiva. "O novo patamar é razoável e pode ser rapidamente absorvido pelo mercado", disse.

Segundo ele, os ganhos de produtividade da economia é que vão permitir a diluição do impacto da redução da jornada para as empresas. O deputado citou dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) que mostram que a carga de 40 horas semanais, seguida da manutenção do patamar salarial, vai significar um crescimento de apenas 1,99% no custo da produção.

Mais saúde
Do lado do trabalhador, porém, a mudança, segundo o relator, vai significar melhor qualidade de vida e redução dos acidentes de trabalho. Vicentinho disse que o avanço da tecnologia e as mudanças no processo produtivo precisam ser revertidas em redução da carga de trabalho.

A PEC determina também que o pagamento das horas extras deve ter um acréscimo de 75% sobre o valor da hora normal. O objetivo dessa medida, como explicou o relator, é incentivar as empresas a trocar a hora extra por mais contratações. "A elevação do custo da hora extraordinária desestimula o seu uso habitual por parte das empresas", afirmou.

Outros países
Até a Constituição de 1988, a jornada de trabalho no Brasil era de 48 horas, valor fixado ainda nos anos 30. Com o ressurgimento do movimento sindical nos anos 70, houve uma mobilização para a redução desse valor.

Em 1985, por exemplo, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo deslanchou a Operação Vaca Brava, que conseguiu reduzir a carga para os metalúrgicos para 44 horas.

Atualmente, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da Organização das Nações Unidas (ONU), a regra geral dos países é jornada semanal de 40 horas. Entram nessa lista nações desenvolvidas como Canadá, Áustria, Japão, Estados Unidos e Itália, e em desenvolvimento como Equador, Egito, Bulgária.

Entre 42 e 45 horas semanais estão, além do Brasil, a Turquia, o Chile, o Uruguai e a Venezuela. A Argentina aplica as 48 horas, o mesmo acontecendo com Bolívia, Costa Rica e Paraguai.

Fonte: Agência Câmara

 


 

17/06/09 - Instrução Normativa que rege a fiscalização do trabalho infantil tem novidades

Auditores Fiscais do Trabalho têm dez dias para entregar relatórios; informações devem ser inclusas no Sistema de Informações sobre Focos de Trabalho Infantil, disponível para toda população

 

A Instrução Normativa que contém os procedimentos de inspeção do trabalho no combate ao trabalho infantil no Brasil traz três mudanças operacionais. As novas regras da IN nº 77 reduzem a burocracia nos trabalhos e aumentam a segurança nas informações, segundo a chefe da Divisão de Fiscalização do Trabalho Infantil, Maira Souza.

 

"As mudanças tornam a IN mais inteligível e mais operacional. Elas devem proporcionar menos burocracia na elaboração dos relatórios e contribuir para continuar combatendo o trabalho infantil no País", explica Maira.

 

Com a mudança, os Auditores Fiscais do Trabalho têm até dez dias após o término da operação fiscal para entregar relatórios, prazo que outrora não era estipulado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). Além disso, todas as informações deverão ser inclusas no Sistema de Informações sobre Focos de Trabalho Infantil (SITI) até o dia 10 de cada mês, para fins de pesquisas por parte da população e órgãos interessados.

 

Os documentos anexados ao relatório da operação: Ficha de Inscrição, Termo de Afastamento do Trabalho e Pedido de Providências estão melhor especificados. A partir de agora é obrigatório que o Termo de Afastamento seja preenchido e assinado mediante um representante legal do menor.

 

Combate - O combate ao trabalho infantil é regido pela Constituição Federal, Consolidação das Leis do Trabalho, Estatuto da Criança e do Adolescente e pelas Convenções 182 e 138, da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Na IN nº 77 a fiscalização do trabalho infantil é colocada como prioridade e é realizada em todo Brasil pelos Auditores Fiscais do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego.

Fonte: MTE

 


 

17/06/09 - Bancos reduzem postos de trabalho no primeiro trimestre, aponta Dieese

 

Os bancos fecharam 1.354 postos de trabalho de janeiro a março deste ano. Segundo estudo divulgado ontem (16) pelo Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), nesse período, os bancos fizeram 8.236 desligamentos (96% por demissão e por pedido de demissão) e 6.882 contratações.

 

No ano passado foram criados 3.139 empregos no mesmo período, 10.184 desligados, contra 13.323 admissões.

 

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Carlos Cordeiro, atribuiu a redução do número de postos às fusões dos bancos Unibanco e Itaú e Santander e Real.

 

“Já que o sistema financeiro é muito concentrado em seis bancos, com 80% dos funcionários, isso nos leva a afirmar que esse fechamento de postos de trabalho é em bancos privados em processo de fusão. Porque os dados são muito concentrados na Região Sudeste, especialmente no estado de São Paulo”, afirmou.

 

O Sudeste concentrou 68,3 % - 5.629 – dos desligamentos, seguida pela Região Sul, com 1.399 desligados, 17 % do total.

 

De acordo com Cordeiro, a base de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, de onde foram retiradas as informações para elaboração do estudo, não permite a especificação de informações por empresa. No entanto, os sindicatos têm  informações de que o saldo de empregos nos bancos públicos é positivo, o que reforça a idéia de que os desligamentos são resultado das fusões no setor privado.

Repórter Daniel Mello

Fonte: Agência Brasil

 


 

17/06/09 - Contra a crise mundial, OIT defende adoção de políticas anticíclicas

 

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) defende o estímulo à criação de políticas anticíclicas e o fortalecimento de redes de proteção social aos trabalhadores afetados pela crise e a adoção de políticas mais severas contra o trabalho infantil e o trabalho forçado e degradante.

 

A decisão, tomada em meio à 92ª Conferência Internacional do Trabalho, que ocorre em Genebra, teve o apoio de cerca de 4 mil representantes de governos, de trabalhadores e de empresários, reunidos na cidade suíça para avaliar meios de proteger trabalhadores, famílias e empresas prejudicadas pela instabilidade econômica.

 

Entre as medidas consideradas pelos países membros da organização em tempo de crise estão investimento em seguro-desemprego, políticas de salário mínimo e programas de transferência de renda.

Fonte: DiárioNet, no Blog O outro lado da notícia

 


 

17/06/09 - Investimentos na indústria devem continuar em alta, diz pesquisa
 

O ambiente recessivo da economia mundial gerou dúvidas entre as indústrias brasileiras nas decisões sobre aumento de investimentos. No entanto, os investimentos continuarão em alta, só que em ritmo menor, conforme mostra a pesquisa Sondagem de Investimentos da Indústria, publicada nesta terça-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

 

O levantamento foi feito entre os dias 15 de abril e 29 de maio deste ano. Foram consultadas 820 empresas de 24 estados, com faturamento conjunto de R$ 451 bilhões e participação de 23,6% nas exportações brasileiras. Metade delas apontou incertezas sobre a demanda como principal entrave ao aumento de seus investimentos. Esse universo é o maior da série histórica desde 2004, segundo destaca nota da FGV.

 

Quando perguntadas se enfrentavam dificuldades para investir, 87% das empresas responderam que sim, o dobro das que estavam nessa situação em igual período do ano passado (43%). Na enquete sobre o principal objetivo para realização dos investimentos, a maioria (36%) manifestou intenção de aumentar a eficiência produtiva. Essa foi a maior proporção desde 2002 (43%).

 

Quanto a programas de investimento, 26% das indústrias consultadas disseram que não tinham esse tipo de plano – maior índice registrado na pesquisa desde 2003 (28%). Já 24% manifestaram intenção de aumentar a capacidade de produção, apesar de apenas 14% terem anunciado metas de modernização do parque fabril por meio da troca de máquinas.

 

Além do temor com a possibilidade de redução das encomendas, os empresários apontaram a falta de recursos como fator de limitação dos investimentos, citada por 35% dos consultados. Em seguida, aparecem as empresas que se queixam do peso da carga tributária (29%). Mas essa frequência mostra que esse custo já não é tão revelante assim nas decisões de investimentos, porque esse percentual é o menor da série histórica.

 

A explicação é o estímulo fiscal dado a alguns segmentos, como a indústria automobilística, com a redução do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), conforme apontou o coordenador da pesquisa, Aloiso Campelo. O economista informou que, pela primeira vez, a pesquisa mostra a evolução dos investimentos, seguindo o mesmo modelo adotado pela Comunidade Europeia.

 

“As previsões são otimistas”, disse Campelo. Isso porque, mesmo diante das incertezas, as indústrias pretendem continuar aumentando os investimentos em 7,8%, na média das consultadas. O crescimento será, entretanto, mais modesto que o de 2008, quando foi registrada expansão de 16% sobre 2007. Mas houve redução no ritmo de forma generalizada: a construção civil deve investir 9,7% ante 13,5%; o setor de bens de consumo, 9,1% ante 16,4%; o de bens de capital, 8,1% ante 21,4%; e o de bens intermediários (que servem para produzir bens de consumo), 5,7% ante 16,1%.

 

Segundo o economista, em ciclos anteriores de crise, a economia doméstica era mais afetada e, agora, os efeitos estão mais concentrados em outros países. A questão é que a indústria brasileira exporta para mercados em baixa. Num total de seis fatores apresentados como inibidores de investimentos, as dificuldades de acesso ao crédito aparecem em quarto lugar, apontadas por 28% dos entrevistados, o mesmo percentual de empresas que consideraram também como causa o custo de financiamento.

Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

17/06/09 - Votação do novo fator (PL 3.299/08) poderá ser mais rápida na Câmara

Indo ao plenário, a proposta que facilita a aposentadoria integral será analisada de forma mais rápida - já que não se sabe quanto tempo o projeto poderia demorar se passasse pela Comissão de Finanças e Tributação. Há requerimento do deputado Dado (PDT/SP) com esta finalidade

 

Os líderes dos partidos irão decidir nesta semana quais são os projetos de lei que serão votados nos próximos dias.

 

Há duas propostas que serão encaminhadas ao plenário que interessam muito aos aposentados: o novo fator 85/95 (para substituir o fator previdenciário nas aposentadorias) e o mesmo índice de reajuste do salário mínimo para todos os benefícios da Previdência.

 

Esses projetos devem ser votados juntos e ainda neste mês, segundo o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB/SP).

 

Se não houver impedimento de nenhum líder de partido, os projetos poderão ser votados hoje (17), disse Temer.

 

De acordo com a Presidência da Câmara, reunião de líderes vai avaliar o pedido de urgência do PL 3.299/08, que acaba com o fator previdenciário.

 

Indo diretamente ao plenário, sem passar pela Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, a proposta que facilita a aposentadoria integral será analisada de forma mais rápida - já que não se sabe quanto tempo o projeto poderia demorar se passasse pela CFT.

 

Com a aprovação no plenário, a proposta voltará ao Senado, onde já foi aprovada e há um acordo para uma nova votação rápida, e seguirá para a sanção de Lula.

 

O deputado Pepe Vargas (PT/RS), que é o relator do projeto, criou o fator 85/95 - no qual o segurado terá 100% de sua aposentadoria se a soma da idade e do tempo de contribuição resultar em 85 (mulheres) e 95 (homens).

 

O deputado fez diversas reuniões com Governo e aposentados para que o projeto não corra o risco de ser vetado.

 

O PTB, o PPS e o PSB declararam apoio à extinção do fator previdenciário. O PSDB também deve votar pelo fim do índice.

 

Já o projeto sobre os reajustes prevê que as aposentadorias existentes em 2007 tenham um reajuste retroativo de 16,67% - índice de aumento dado ao mínimo naquele ano.

 

Em 2007, os benefícios maiores que o piso aumentaram 3,3%. Essa proposta, no entanto, tem menos chances de passar, diz o PT. (Fonte: Agora)

Fonte: Diap

 


 

17/06/09 - MP ‘Minha Casa, Minha Vida’ é aprovada no Senado; texto vai à sanção

 

O plenário do Senado aprovou, nesta terça-feira (16), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 11/09, oriundo da Medida Provisória (MP) 459/09, que institui o programa 'Minha Casa, Minha Vida' e regulariza assentamentos localizados em áreas urbanas.

 

O objetivo do programa é criar mecanismos de incentivo à produção e aquisição de um milhão de novas moradias pelas famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (R$ 4.650) que residam em qualquer município do País.

 

A matéria será encaminhada à sanção presidencial.

 

A proposta, que contou com o voto favorável do relator-revisor da proposta, o senador Gim Argello (PTB/DF), foi aprovada sem as emendas apresentadas por alguns senadores, mantendo as modificações introduzidas pela Câmara dos Deputados.

 

Uma das mudanças feitas no PLV com relação à MP editada pelo Executivo é a especificação de que o programa será direcionado às famílias que residem em qualquer município do País.

Pela MP, o programa beneficiaria somente municípios com mais de 100 mil habitantes.

 

Outra mudança estabelece que sejam destinados R$ 1 bilhão para atender municípios com população de até 50 mil habitantes, com foco nos que têm renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.395).

 

O déficit habitacional brasileiro é estimado em 7,9 milhões, segundo dados de 2006 fornecidos pela Fundação João Pinheiro para o Ministério das Cidades.

Desse total, cerca de 6,5 milhões de moradias (aproximadamente 82%) representam o déficit em áreas urbanas.

 

A inclusão do segmento da população com renda até dez salários mínimos alcança 99,1% do déficit habitacional, conforme estudo de cruzamento entre o déficit e as famílias que demandam moradia.

 

O Minha Casa, Minha Vida compreende o Programa Nacional de Habitação Urbana (PNHU) e o Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), além de autorizar a União a transferir recursos ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) e ao Fundo de Desenvolvimento Social (FDS).

 

A União fica ainda autorizada a conceder subvenção econômica para a implementação do Minha Casa, Minha Vida em municípios com população de até 50 mil habitantes e participar do Fundo Garantidor da Habitação Popular (FGHab), com finalidade de garantir o pagamento aos agentes financeiros de prestação mensal para o financiamento habitacional, no âmbito do Sistema Financeiro de Habitação (SFH).

 

Pela proposta, a União poderá conceder também subvenção econômica ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte: Agência Senado

 


 

17/06/09 - SDC mantém exclusão de cláusula de acordo que impedia greve

 

O direito à greve é irrenunciável e não pode ser objeto de negociação sindical coletiva. Foi por este princípio que a Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do Tribunal Superior do Trabalho manteve decisão regional de excluir cláusula de acordo coletivo que impedia greve dos trabalhadores nas indústrias de construção, mobiliário e montagem industrial de São José dos Campos. Para a ministra Kátia Magalhães Arruda, relatora do processo no TST, a noção de greve do acordo em questão era totalmente divergente do tratamento dado pela atual Constituição, pois a cláusula tratava a greve “como delito, e não como direito, considerando-a como falta grave e ainda passível de multa”.

 

O recurso rejeitado pela SDC foi impetrado pela Ecovap – Engenharia e Construção Vale do Paraíba Ltda., que, inconformada, insistia em homologar a cláusula excluída pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) quando da homologação do acordo firmado entre sindicatos representantes dos segmentos profissional e econômico. Para o Regional, a cláusula terceira implica renúncia assegurada a terceiros e viola o artigo 9º da Constituição Federal, que garante o “direito de greve a todos os trabalhadores, sem qualquer ressalva”.

 

Pelo teor da cláusula, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção, do Mobiliário e Montagem Industrial de São José dos Campos se comprometia, por si e por terceiros, incluindo centrais sindicais, a não realizar reivindicações econômicas, nem greves ou “operação tartaruga”, “operação padrão”, “excesso de zelo” e “qualquer outra que represente redução do regular andamento das obras”. Além disso, a participação do empregado em algum desses movimentos seria considerada falta grave, possibilitando a rescisão do contrato de trabalho por justa causa.

 

A ministra Kátia Arruda entendeu que a greve “é direito, e não poderia haver negativa desse direito através de acordo ou convenção coletiva”. Segundo a relatora, “essas formas de ajuste não podem conter cláusulas que violem os direitos indisponíveis ou os preceitos constitucionais, sob pena de a intenção do legislador constituinte perder o real sentido, que é o de proteger os interesses da coletividade e proporcionar o bem-estar social”. (RODC-833/2008-000-15-00.4)

Fonte: TST

 


 

17/06/09 - TST mantém cláusula de 'conquista histórica'; nega recurso 'patronal'

 

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) rejeitou recurso do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e manteve a decisão regional que concedeu garantia de emprego aos trabalhadores portadores de doença profissional ou ocupacional.

 

De acordo com o TST, o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Campinas manteve o direito por considerá-lo "uma conquista histórica da categoria".

 

A estabilidade foi a única cláusula sobre a qual não houve acordo no dissídio coletivo relativo à data-base de 2004.

 

Segundo os autos, o relator do recurso do Sindipeças, ministro Walmir Oliveira da Costa, afirmou que sua manutenção é plausível, do ponto de vista social e jurídico, sobretudo quando se constata que nenhuma razão de cunho econômico, social ou mesmo operacional que inviabilize a manutenção do direito foi apresentada pelo Sindipeças.

 

Para o ministro, embora tenha reconhecido que, por se tratar de benefício previsto em lei, não se pode ampliar a sua abrangência sem a devida concordância de todos os interessados, o relator afirmou que não se pode deixar de manter a cláusula na forma em que tem sido fixada por todos estes anos.

 

"A garantia de emprego ao trabalhador portador de doença profissional ou ocupacional constitui direito reconhecido à categoria profissional, conquistado há décadas e renovado desde então a cada norma coletiva, conforme revela a prova produzida nos autos", observou.

 

Walmir Oliveira lembrou que no julgamento do dissídio coletivo de 2003/2004, a SDC manteve cláusula de idêntico teor, ao fundamento de que se mostrava "justa e razoável a manutenção de garantia de emprego ao portador de doença profissional ou ocupacional até a aposentadoria, com base em cláusula prevista em convenção coletiva celebrada anteriormente pelas mesmas partes".

 

O entendimento do TRT de Campinas foi o mesmo, ao ressaltar que a garantia é um direito já reconhecido à categoria, conquistado há décadas e renovado desde então a cada norma coletiva, não se tratando, portanto, de "nenhuma novidade pleiteada pela categoria profissional".

 

A novidade, segundo o Regional, está no fato de o Sindipeças querer sua exclusão sem apresentar qualquer razão de cunho econômico, social ou mesmo operacional que inviabilize a manutenção do direito, tanto para as grandes empresas quanto para as pequenas.

Segundo o TRT, a experiência tem mostrado que a prática é possível e benéfica e não gera a "imobilização funcional das empresas" alegada pelo sindicato patronal.

 

Isso porque nem sempre o empregado portador de doença profissional está incapacitado de prestar qualquer serviço.

 

Há sempre a possibilidade de readaptação, o que diminui em muito o encargo a ser suportado pela empresa.

 

De acordo com o TST, a defesa do Sindipeças pediu a exclusão da cláusula sob alegação de que a matéria, regulada pela Lei 8.213/91, se sujeita apenas à livre negociação coletiva e que a reivindicação não constitui conquista da categoria.

 

O sindicato argumentou que as numerosas doenças listadas no Decreto 3.048/99 constituem "um cardápio a ser facilmente invocado pelo trabalhador", acrescentando que o excesso de protecionismo torna a aposentadoria mais vantajosa que a manutenção do emprego.

Fonte: TST

 


 

16/06/09 - Parecer sobre redução da jornada será apresentado nesta terça-feira

 

O relator da comissão especial criada para analisar a proposta de redução da carga horária máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, deputado Vicentinho (PT-SP), vai apresentar seu parecer nesta terça-feira (16) aos integrantes da comissão. Nas últimas semanas, a comissão ouviu representantes de trabalhadores, empresários e governo em seis audiências públicas.


A votação do relatório está prevista para o dia 30 de junho na comissão. Depois, a PEC precisa ser votada em dois turnos pelo plenário.


A comissão analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada e aumenta o valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.


A reunião será realizada às 14h30 no plenário 15.

Fonte: Agência Câmara

 


 

16/06/09 - Levantamento estima crescimento da produção industrial em maio

 

São Paulo - O Sinalizador da Produção Industrial (SPI), levantamento feito em parceria entre a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a empresa AES Eletropaulo sobre a atividade produtiva da indústria de transformação paulista, mostra que o setor pode ter crescido 3,8%, em maio, comparado a abril.

 

Essa foi a quinta estimativa seguida de alta, na variação mensal. Em abril, a pesquisa indicou aumento de 3,2%, mas de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), o resultado final ficou abaixo desse percentual (1%).

 

Na comparação com maio de 2008, a estimativa é de queda de 9,9%. Essa redução, no entanto, caso seja confirmada, sinaliza recuperação porque na estimativa anterior, a FGV e AES Eletropaulo tinham apontado (-16,2%), em abril sobre igual período do ano passado. Para os 12 meses até maio, foi apurada tendência de queda de 4,3%, a maior baixa desde novembro de 1999 (-5,4%).

 

O Sinalizador da Produção Industrial (SPI) é um indicador econômico que antecipa tendências da atividade industrial em  São Paulo, com base, principalmente, na carga total de energia elétrica distribuída pela AES Eletropaulo.

Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

16/06/09 - Brasil assina documento da OIT em apoio ao Trabalho Decente

Ministro Lupi e presidente Lula reafirmam compromissos com agenda em prol dos trabalhadores. Diretor Geral da Organização Internacional do Trabalho elogia medidas do Governo brasileiro no combate à crise financeira mundial

 

O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o Presidente Lula e o Diretor Geral da Organização Internacional do Trabalho, Juan Somavia, assinaram na manhã desta segunda-feira, em Genebra, documento reafirmando o compromisso do Brasil em apoiar a agenda do Trabalho Decente apresentado pelo organismo internacional - braço trabalhista das Nações Unidas. Antes da assinatura do documento, Lupi e o presidente Lula, acompanhados de outros Ministros brasileiros, participaram de reunião com lideranças sindicalistas internacionais, que elogiaram a forma como o governo brasileiro vem agindo diante da crise internacional.
 
O documento assinado pela manhã destaca os avanços do governo na perspectiva de complementar a agenda do Trabalho Decente defendida pela OIT. Um dos pontos principais do texto cita os recordes de geração de empregos formais alcançados pelo Brasil nos últimos seis anos - que já atingiu a marca dos 10 milhões. Outro ponto de destaque do documento faz referência ao grupo móvel de combate ao trabalho escravo do Ministério do Trabalho e Emprego, que nos últimos anos resgatou mais de 33 mil trabalhadores em situação análoga à de escravo.

 
"Isso demonstra o compromisso do Brasil com disseminação de uma agenda positiva no campo trabalhista. São tripartites todas as grandes decisões tomadas hoje pelo Governo brasileiro e que mexem de alguma forma com o cotidiano dos trabalhadores brasileiros - seja interna ou externamente. Ou seja, nenhum dos lados deixa de ser ouvido antes da decisão final", afirmou Lupi.


O Diretor Geral da OIT, Juan Somavia, elogiou a atuação do governo brasileiro diante da crise internacional, afirmando que as rápidas ações fizeram com que o Brasil fosse um dos últimos países a sentir os efeitos da crise e o primeiro a mostrar sinais de recuperação. Na opinião do Diretor Geral da OIT, os esforços do governo brasileiro em colocar a geração de emprego e a qualificação profissional no centro das políticas econômicas é acertada, já que ampliam os investimentos públicos e mantém o mercado interno aquecido, gerando emprego e renda para o Brasil.


Conferência - A 98ª Conferência Internacional do Trabalho acontece no Palácio das Nações, sede da Organização das Nações Unidas, em Genebra. Promovido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), o evento tem como ponto alto a Cúpula do Trabalho, que reúne ministros do Trabalho em agendas específicas sobre o tema, com destaque para o combate à crise econômica mundial.

 

O ministro brasileiro da pasta, Carlos Lupi, foi o principal orador da abertura da conferência, e presidiu reunião de  representantes de países da América Latina e Caribe, onde foram discutidas ações conjuntas de combate a crise e a melhora nas relações trabalhistas da região.

Fonte: MTE

 


 

16/06/09 - Câmara rejeita isenção de IR para servidor que adiar aposentadoria

 

A Comissão de Finanças e Tributação rejeitou, na terça-feira (9), conceder isenção do Imposto de Renda para servidores públicos que optarem por continuar em atividade mesmo tendo cumprido as exigências para a aposentadoria com renda integral.


A medida foi proposta pelo deputado Uldurico Pinto (PMN-BA), por meio do Projeto de Lei 897/07. O relator na comissão, deputado Antonio Palocci (PT-SP), apresentou parecer pela rejeição. Ele argumenta que a proposta não está de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Como é terminativo o parecer da Comissão de Finanças e Tributação, quanto à adequação financeira e orçamentária da proposta, o PL será arquivado. Antes o projeto foi rejeitado pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.


Estimativa de impacto

Antonio Palocci lembra que, entre outras exigências, a LDO de 2009 determina que, antes de se aprovar uma lei que amplie incentivo ou benefício fiscal, deve-se verificar a estimativa do impacto orçamentário-financeiro no ano em que essa lei começaria a valer e também nos anos seguintes.

"O projeto introduz uma nova hipótese de isenção no Imposto de Renda da Pessoa Física, gerando impacto sobre o nível de arrecadação tributária, cuja dimensão não foi devidamente explicitada por seu autor", explica o relator.


O deputado argumenta ainda que a Constituição Federal já premia os servidores que decidem adiar suas aposentadorias com a dispensa de continuar contribuindo para a Previdência Social.

Fonte: Agência Câmara

 


 

16/06/09 - Construção civil tem projetos de R$ 500 bilhões

 

A construção civil promete ser o grande motor da economia brasileira nos próximos cinco anos. De olho nas obras da Copa do Mundo, no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida e num ambicioso plano de investimento das estatais Petrobras e Eletrobrás, o setor já faz planos para iniciar um novo ciclo de crescimento, interrompido pela crise mundial no segundo semestre do ano passado. O otimismo tem base nos números bilionários dos projetos, que chegam perto de R$ 500 bilhões.

 

A confiança dos empresários começa a ser renovada com a volta do crédito, embora com taxas ainda salgadas. Entre o quarto trimestre de 2008 e o primeiro de 2009, as empresas foram sufocadas pela falta de dinheiro para poder levantar lançamentos do passado. Outro ponto foi o cancelamento de projetos de expansão da indústria. Tudo isso contribuiu para uma queda de 9,8% da construção civil no primeiro trimestre.

 

Com a volta das ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, em inglês) e do crédito no mercado internacional, o setor acredita em dias melhores a partir de agora. A aposta é que o programa habitacional e as obras de infraestrutura priorizadas pelo governo para amenizar os efeitos da crise tenham reflexos positivos a partir deste ano, já que 2010 é ano eleitoral. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

 


 

16/06/09 - Sindicatos devem usar crise para ganhar espaço no cenário mundial, diz Lula

Segundo o presidente, é preciso saber 'aproveitar o momento'. Ele também destacou a geração de empregos no Brasil.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta segunda-feira (15), na Suíça, que sindicatos e trabalhadores tirem vantagem da crise financeira mundial para ajudar a formar uma nova ordem econômica.

 

Segundo Lula, há uma oportunidade excepcional para que os trabalhadores, sindicalistas e líderes comerciais pensem e apresentem propostas que mudem as relações entre os Estados e a sociedade civil.

 

"Temos que aproveitar o momento. Não é esquecer a crise, mas, a partir dela, descobrir o que podemos fazer de novo. A presença de vocês dá força para produzir temas", disse Lula em um encontro sobre empregos na Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que reúne representantes de governos, empresários e trabalhadores para promover boas condições laborais.

 

Para Lula, as variações do ano passado nos preços do petróleo e das commodities ocorreram devido à especulação. Ele voltou a criticar setores do mercado financeiro, que especulam sem produzir.

 

"Alguns tentam transferir o ônus da crise para os mais fracos e é aí que aparece a face oculta e cruel da globalização. Os trabalhadores imigrantes se tornam os bodes expiatórios e a comunidade internacional não pode permitir que isso ocorra", discursou o presidente, ex-líder sindical, sob frequentes aplausos.

 

O G20, grupo de países ricos e emergentes, do qual o Brasil faz parte, pediu à OIT que desenhe políticas para levar o mundo a uma recuperação da crise.

 

Empregos

A OIT diz que é importante evitar um atraso na criação de postos de trabalho enquanto a economia se recupera, pois o emprego e a renda vão sustentar o consumo que servirá como alicerce para o crescimento sustentável. Ele afirmou que, de 2003 a 2008, o Brasil criou 10 milhões de empregos formais e aumentou o salário mínimo em 65%.

 

O presidente destacou que o país conseguiu combinar a expansão das exportações com o aumento do consumo interno. O Brasil demonstrou solidariedade aos outros países, legalizando imigrantes ilegais, afirmou Lula.

 

Lembrando que trabalhou em uma fábrica enquanto era adolescente, Lula ressaltou que o Brasil foi o primeiro país das Américas a ratificar uma convenção da ONU contra o trabalho infantil.

 

O presidente também disse que é inaceitável ver mais de 1 bilhão de pessoas no mundo passando por dificuldades para comer, e afirmou que a crise expõe a falsidade das doutrinas neoliberais.

Fonte: Reuters

 


 

16/06/09 - Queda da Selic já afeta decisões de investimentos em fundos de renda fixa e DI

 

Os sucessivos cortes do Copom (Comitê de Política Monetária) no juro básico brasileiro parecem ter afetado as decisões de investimentos em fundos de renda fixa e DI, que acompanham a recente inversão na tendência de captação do mercado doméstico de fundos de investimento como um todo.

Pelos números da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento), nos últimos 30 dias até 8 de junho, a captação líquida da categoria de fundos de renda fixa estava deficitária em R$ 943,5 milhões.

Na mesma base comparativa, a diferença entre resgates e aplicações na categoria de fundos DI era de R$ 4,127 bilhões, enquanto o resultado geral da indústria doméstica de fundos de investimento apontava para captação negativa de R$ 8,103 bilhões.

Entre as onze categorias de fundos listadas pela Anbid, outras seis apresentavam captação deficitária no período em questão: curto prazo (R$ 958,6 milhões), cambial (R$ 15,2 milhões) dívida externa (R$ 222 mil), ações (R$ 449,8 milhões), FIDC (R$ 3,668 bilhões) e exclusivos fechados (R$ 7,5 milhões).

Participação diminui
Em linha com o fraco desempenho na captação, os fundos de renda fixa e DI tiveram perda considerável de participação de mercado (em termos de patrimônio líquido) nesta primeira metade do ano.

Em comparação ao final de 2008, a relação entre o PL dos fundos de renda fixa e o patrimônio total da indústria de fundos de investimento do País recuou 1,51 ponto percentual, para 28,11%, enquanto os fundos DI perderam 1,44 ponto percentual de market share, que era de 14,96% em 8 de junho.

Em sentido oposto, neste mesmo intervalo, o patrimônio líquido total dos fundos brasileiros acompanhados pela Anbid - excluindo os fundos off shore - cresceu 1,11%, atingindo a cifra de R$ 1,216 trilhão.

Fonte: InfoMoney

 


 

16/06/09 - Plenário vota vinculação dos benefícios do INSS ao salário mínimo

Também estão em pauta MPs que liberam recursos para socorro a municípios, recuperação de estados atingidos por enchentes e combate à nova gripe.


Os deputados podem votar nesta semana emenda do Senado que vincula todos os benefícios da Previdência Social ao índice de reajuste do salário mínimo. Hoje, o mínimo é reajustado anualmente de acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) mais a variação do PIB no penúltimo ano. Os benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) iguais a um salário mínimo seguem essas mesmas regras, mas os superiores são reajustados apenas pelo INPC.

O Projeto de Lei 1/07, do Poder Executivo, que normatiza o reajuste do salário mínimo, já foi aprovado por comissão especial na Câmara em junho do ano passado. No Senado, a proposta foi aprovada, mas com a emenda que garante a vinculação. Se a emenda for confirmada pelos deputados, o projeto irá a sanção presidencial.

Municípios
Duas medidas provisórias também estão na pauta do Plenário. A MP 462/09 repassa R$ 1 bilhão, por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a prefeituras que estão em dificuldades financeiras. E a MP 463/09 libera R$ 1,2 bilhão para obras de recuperação dos estados afetados por enchentes e ações contra a nova gripe (provocada pelo vírus H1N1). Nenhuma delas tranca a pauta.

Por causa da queda da arrecadação do IPI e do Imposto de Renda (IR) - que são compartilhados pela União com estados e municípios via Fundo de Participação dos Estados (FPE) e FPM -, prefeituras que dependem dos repasses federais para funcionar ameaçavam paralisar a prestação de serviços públicos por falta de dinheiro. Pressionado, o governo editou a MP 462/09, que assegura que o FPM de 2009 seja pelo menos igual ao de 2008. Para manter essa equivalência, a União colocou R$ 1 bilhão no fundo.

Enchentes e gripe
A MP 463/09 socorre estados afetados por enchentes nos últimos meses, especialmente nas regiões Nordeste e Norte. O Ministério da Integração Nacional vai gerir R$ 880 milhões dos recursos previstos, dos quais R$ 670 milhões vão para a recuperação de infraestrutrura e recomposição de danos; R$ 60 milhões para socorro e assistência; e R$ 150 milhões para obras preventivas.

Além disso, há cerca de R$ 130 milhões para prevenir e combater a nova gripe. Do total de recursos, que serão administrados pelo Ministério da Saúde, R$ 102,4 milhões custearão a compra de equipamentos de proteção individual (máscaras, luvas, capotes, gorros e aventais); atividades em portos, aeroportos e fronteiras; publicidade; kits para diagnóstico laboratorial; e insumos para a produção de medicamentos; entre outros.

Fonte: Agência Câmara

 


 

16/06/09 - Demitidos um milhão de trabalhadores na AL, estimam OIT e Cepal

 

Um milhão de trabalhadores já perderam seus empregos na América Latina desde o início da crise econômica internacional.

 

A estimativa é da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

 

As duas organizações prevêem que até o final deste ano até 4 milhões de postos de trabalhos podem ser extintos.

 

Em 2008, o continente já registrava 15 milhões de desempregados.

Fonte: Chasque Agência de Notícias, no Blog O outro lado da notícia

 


 

16/06/09 - Notificação na JT não precisa ser pessoal, exceto na execução

 

No processo trabalhista, a regra é que a notificação das partes seja feita pelo correio, bastando a entrega do documento no endereço correto. Com este entendimento, os ministros da Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, por unanimidade, rejeitaram (não conheceram) o recurso de revista da Brasil Telecom S.A. que contestava a validade de uma citação por registro postal.

 

A relatora do processo, ministra Maria de Assis Calsing, destacou que a notificação das partes por registro postal é reflexo do princípio da simplicidade - um dos pilares do Direito Processual Trabalhista, diferentemente do formalismo do processo civil. Segundo a ministra, ainda que a notificação para comparecimento à audiência seja feita pelo oficial de justiça, ela não precisa ser pessoal, exceto na fase de execução.

Quando foi notificada da sentença da 25ª Vara do Trabalho de Porto Alegre (RS), que a condenou ao pagamento de diferenças salariais a empregado afastado em gozo de auxílio-doença, a empresa recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), sustentando que a ausência na audiência inicial se devia ao fato de não ter sido citada pessoalmente, nem por meio dos seus prepostos. Disse que a pessoa que recebeu a notificação não pertencia ao quadro de funcionários da operadora.

 

Para o TRT, a citação foi regular: via postal, mediante AR (aviso de recebimento), recebido pelo porteiro da empresa, no mesmo local em que a Brasil Telecom fora intimada da sentença. O TRT concluiu que, de acordo com a jurisprudência do TST, não há previsão legal de pessoalidade na entrega da comunicação, nem impedimento de que o porteiro, mesmo sendo funcionário terceirizado da empresa, venha a receber a notificação. Além do mais, presume-se a entrega do documento 48 (quarenta e oito) horas depois da postagem, salvo prova em contrário.

 

No TST, a operadora insistiu na tese de que a notificação foi entregue no endereço correto, mas a pessoa estranha aos quadros da empresa. Alegou ofensa ao seu direito constitucional do contraditório e da ampla defesa (artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal) e ainda juntou decisões para comprovar a tese defendida. No entanto, a relatora observou que os exemplos juntados no recurso de revista não tratavam da mesma situação dos autos, permanecendo a validade da regra da notificação das partes por registro postal. (RR- 870/2006-025-04-00.7)

Fonte: TST

 


 

15/06/09 - Agenda Política: salário mínimo, jornada e trabalho escravo na pauta

A Câmara poderá votar emenda ao PL 1/07, que reajusta os benefícios previdenciários segundo a política de recuperação e atualização do mínimo. O projeto é resultado de acordo entre Governo e centrais. Aprovada ou rejeitada a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS), o projeto vai à sanção

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participa, nesta terça-feira (16), da primeira reunião formal do grupo Bric - Brasil, Rússia, Índia e China - em que os líderes das principais nações emergentes do mundo terão oportunidade de discutir os reflexos e as soluções para a pior crise econômica das últimas décadas.

 

Na pauta da reunião, discussões sobre a possível reforma de instituições multilaterais ao redor do mundo, o comércio bilateral em moeda local e, sobretudo, a forma de fincar o grupo numa posição de mais destaque no cenário internacional.

 

Os Brics detêm 15%, US$ 60,7 trilhões, da economia mundial.

 

Na semana, Lula também se encontrará com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, onde devem conversar sobre o desastre aéreo com o voo AF 447, que fazia a rota Rio de Janeiro-Paris, em 31 de maio. Já foram encontrados no oceano Atlântico 44 corpos do total de 228 pessoas que estavam a bordo.

 

A Câmara poderá votar a emenda ao PL 1/07, do Executivo, que reajusta os benefícios previdenciários segundo a política de recuperação e atualização do salário mínimo. O projeto é resultado de acordo entre o Governo a as centrais sindicais.

Aprovada ou rejeitada e emenda do senador Paulo Paim (PT/RS), o projeto vai à sanção.

 

No Senado, a expectativa é pela instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, adiada por divergências na base aliada e também por problemas na CPI das ONGs.

 

Servidores públicos
A partir desta segunda-feira (15), a Condsef e suas filiadas realizam atividades importantes em defesa da pauta de reivindicações dos servidores de sua base.

 

Na terça-feira (16), o Conselho Deliberativo de Entidades (CDE) se reúne para fazer um balanço do processo de negociações e discutir a agenda de mobilizações do próximo período.

 

Na quarta-feira (17), a Esplanada dos Ministérios será palco de mais uma grande manifestação que deve reunir servidores de todo o Brasil. As filiadas à Condsef devem participar em massa trazendo caravanas dos estados.

 

O objetivo é pressionar o Governo pelo cumprimento dos acordos já firmados. Em julho está programada mais uma parcela de reajustes para uma série de categorias.

 

Está prevista também passagem pelo Congresso Nacional, onde os servidores farão corpo a corpo com parlamentares solicitando apoio à pauta da categoria.

 

3º mandato
O deputado José Genoino (PT/SP) apresenta, na Comissão de Constituição e Justiça, seu parecer sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que abre caminho para que o presidente Lula dispute um terceiro mandato.

 

Trata-se da PEC 373/09, do deputado Jackson Barreto (PMDB/SE), que permite um terceiro mandato consecutivo para presidentes da República, governadores e prefeitos.

 

Veja, a seguir, os principais eventos políticos desta semana:

Segunda-feira (15)
- Em Genebra, Lula faz pronunciamento perante o Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas. Após a reunião, o presidente tem encontro com sindicalistas. Em seguida, Lula participa da 98ª Conferência Internacional do Trabalho, onde faz um pronunciamento e assina acordo de cooperação. Depois, almoça com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. Lula vai à sede da União Internacional de Telecomunicações para receber o prêmio World Telecommunications and Information Society Award.

- O deputado Ricardo Barros (PP/PR), relator do PL 3.337/04, do Executivo, sobre agências reguladoras na Câmara, entrega seu parecer aos líderes partidários.

 

Terça-feira (16)
- A comissão especial que examina a PEC 231/95, dos ex-deputados e atuais senadores Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Paulo Paim (PT/RS), que trata da redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário poderá votar o parecer favorável do relator, deputado Vicentinho (PT/SP). A sessão está prevista para começar às 14h30, no plenário 15.

- Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) lança o Sensor de maio, às 10h, no auditório do Instituto, no Setor Bancário Sul, em Brasília.

- CTB realiza seminário os "Desafios para o Movimento Sindical numa conjuntura de Crise". O evento acontece entre os dias 16 e 17 de junho, no Hotel Excelsior, na Ipiranga, 770, Centro (SP).

- Em Yekaterimburgo, na Federação da Rússia, Lula participa de reunião reservada da Cúpula do grupo Bric, a qual será seguida de reunião plenária e cerimônia de assinatura de atos. À noite, Lula participa de jantar de trabalho oferecido pelo Presidente da Federação Russa, Dmitri Medvedev.

- No Brasil, a Câmara dos Deputados realiza seminário com o tema "Pré-sal, inovação tecnológica e sustentabilidade", que deve contar com a presença o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli.

- O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, deve dar explicações à Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados sobre a sua participação na "Marcha da Maconha" em maio deste ano na cidade do Rio de Janeiro.

- Na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados, seminário sobre a crise econômica mundial e seus impactos sobre o Brasil. Foram convidados o diretor do Banco Mundial (Bird), Makhtar Diope, com o diretor executivo do BIRD, Rogério Studart e com o representante do Fundo Monetário Internacional (FMI) no Brasil, Paulo Medeas.

- O presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles , participa até quinta-feira, na Suíça, das apresentações do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em defesa da candidatura do Rio de Janeiro a ser a sede das Olimpíadas de 2016.

- A bancada do PSDB no Senado se reúne para discutir as CPIs da Petrobras e das ONGs.

- Ricardo Barros discute seu parecer sobre agências reguladoras com os lideres partidários na Câmara.

- A Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara promove seminário sobre "Pré-sal, Inovação Tecnológica e Sustentabilidade" com a participação do presidente da Casa, Michel Temer, os ministros Sérgio Rezende (Ciência e Tecnologia) e Edson Lobão (Minas e Energia), o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, entre outros.

- A Comissão Mista de Orçamento realiza audiência pública com o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, sobre a avaliação do cumprimento das metas fiscais do exercício de 2008.

- A Receita Federal divulga o resultado da arrecadação de tributos federais e das contribuições previdenciárias referente ao mês de maio de 2009.

- O IBGE divulga resultado das vendas no varejo em abril.

 

Quarta-feira (17)
- O Supremo Tribunal Federal poderá julgar o Recurso Extraordinário 511961, que trata da obrigatoriedade ou não do diploma de graduação em jornalismo para o exercício da profissão.

- Em Astana, no Cazaquistão, o presidente Lula participa de cerimônia oficial de chegada ao país e, em seguida, se encontra com o presidente Nursultan Nazarbayev. Depois, participa de almoço oferecido pelo presidente do Cazaquistão. À tarde, Lula encontra com o primeiro-ministro Karim Masimov.

- Em Brasília, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, presidirá a abertura da entrega do 4º Prêmio Dest/Ministério do Planejamento de monografias. O evento também contará com a presença de dirigentes da Petrobras, do BNDES, da Eletrobrás e da Caixa.
- O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, deve dar explicações à Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados sobre o pronunciamento feito no final de maio em que chamou produtores rurais de "vigaristas" e acusou deputados de chantagear o Governo para liberar recursos para o setor ruralista.

- O Comitê Estadual de Defesa do Petróleo Pela Soberania Nacional, dando continuidade à Campanha "O Petróleo tem que ser Nosso" realiza Plenária Geral, às 18h30, no auditório da OAB Subseção Santos - Praça José Bonifácio 55, Centro, Santos (SP).

- O ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reúne com líderes partidários da base e da oposição para discutir Reforma Tributária.

- A Comissão de Minas e Energia da Câmara realiza audiência pública sobre o Encargo Setorial da Conta de Consumo de Combustíveis como ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, o ministro do TCU Marcos Vilaça, entre outros.

- A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara realiza audiência pública para discutir regulamentação do setor de cartões de crédito com Marcelo Ramos, Coordenador-Geral de Comunicação e Mídia da Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, e José Antônio Marciano, Chefe de Operações Bancárias e de Sistema de Pagamentos do Banco Central, e outros.

- O Conselho de Ética da Câmara discute o parecer do relator, deputado Nazareno Fonteles (PT/PI), referente ao processo sobre o deputado Edmar Moreira (MG).

- O PSB promove seminário "Petrobras: Patrimônio do Povo Brasileiro", quando será lançada Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras.

- A Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado realiza, às 8h30, audiência pública para debater o tema "Propriedade Intelectual e Inovação".

- Seminário Internacional de Estrutura Tarifária na Aneel nesta quarta e quinta-feira.

- O Supremo Tribunal Federal julga recurso contra decisão da Turma Recursal dos Juizados Especiais Cíveis do Estado da Bahia, que reconheceu a ilegalidade da cobrança da "tarifa básica de assinatura" do serviço de telefonia fixa.

- O economista João Rezende assume o cargo de conselheiro da Anatel, às 16h. Ele assume a vaga para um mandato de cinco anos, a contar de novembro do ano passado, quando terminou o mandado do ex-conselheiro Pedro Jaime Ziller.

- Funcionários da Embrapa entram em greve. Representantes do Sindicato da Empresa e dirigentes tentam acordo a respeito de reajuste salarial e valor do pagamento de adicional de insalubridade, entre outros pontos.

 

Quinta-feira (18)
- De volta a Brasília, Lula faz balanço do Programa Mais Alimentos. Em seguida se reúne com o governador do Amazonas, Eduardo Braga e, mais tarde, faz reunião sobre o programa Luz Para Todos.

- A Comissão de Minas e Energia da Câmara realiza audiência pública sobre os impactos ambientais, sociais e econômicos da implantação da Usina Hidrelétrica de Estreito, no Maranhão, com o ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, o prefeito de Estreito (MA), José Coelho, e o prefeito de Aguiarnópolis (TO), José Cabral.

- O Banco Central divulga ata da última reunião do Copom.

- Reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

- Divulgação do IGP-10 de junho.

 

Sexta-feira (19)
- O presidente Lula viaja para o Mato Grosso.

 

Sábado (20)
- Lula parte para o Rio de Janeiro onde faz visita ao navio polar Almirante Maximiliano.

Fonte: Diap

 


 

15/06/09 - Senado: pauta trancada por MP do programa 'Minha Casa, Minha Vida'

 

A pauta de votações do plenário do Senado continua trancada pelo projeto de lei de conversão (PLV) 11/09, proveniente da medida provisória (MP 459/09) que cria o programa "Minha Casa, Minha Vida".

 

O programa do Governo Federal cria mecanismos de incentivo à produção e aquisição de um milhão de novas moradias pelas famílias com renda mensal de até dez salários mínimos (R$ 4.650).

 

No entanto, o impasse que envolve as comissões parlamentares de inquérito (CPIs) da Petrobras e das organizações não governamentais (ONGs) pode dificultar as votações no plenário.

 

Isso porque a oposição já anunciou que pretende obstruir as deliberações até que a CPI da Petrobras seja instalada.

Já a base governista disse que não dará quórum nem para a instalação dessa comissão nem para o prosseguimento dos trabalhos da CPI das ONGs enquanto a relatoria nessa comissão não for devolvida ao senador Inácio Arruda (PCdoB/CE).

 

Na CPI das ONGs, a relatoria foi assumida pelo líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), após Inácio Arruda ter deixado de ser integrante titular da comissão. A bancada do PSDB deve se reunir na próxima terça-feira para tratar desses assuntos.

 

MP
O texto original da medida provisória que cria o programa "Minha Casa, Minha Vida" limitava o programa, com custo previsto de R$ 60 bilhões, a municípios com até 100 mil habitantes.

 

Uma das mudanças feitas pela Câmara - daí a transformação em PLV - é a especificação de que o programa será direcionado às famílias que residem em qualquer município do país.

 

Outra mudança estabelece que sejam destinados R$ 1 bilhão para atender municípios com população de até 50 mil habitantes, com foco nos que tem renda mensal de até três salários mínimos (R$ 1.395).

 

O relator da matéria na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), salientou que o déficit habitacional brasileiro é estimado em 7,9 milhões. Desse total, cerca de 6,5 milhões de moradias (aproximadamente 82%) representam o déficit em áreas urbanas.

 

A inclusão do segmento da população com renda até dez salários mínimos, segundo o relator, alcança 99,1% do déficit habitacional, conforme estudo de cruzamento entre o déficit e as famílias que demandam moradia, feito pelo Ministério das Cidades.

 

Outros Itens
Também constam da pauta, desta terça-feira (16), outros 49 itens - entre eles, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 47/08, que define limites de gastos para as câmaras de vereadores.

 

Mesmo com a pauta trancada, essa matéria poderá ser colocada em votação, conforme entendimento que vem sendo adotado pelos presidentes do Senado, José Sarney (PMDB/AP), e da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), segundo o qual as medidas provisórias obstruem apenas a deliberação de projetos de lei ordinária.

Fonte: Diap

 


 

15/06/09 - Lupi: Brasil gerou mais de 106 mil vagas de emprego formal em maio

 

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse que o Brasil criou em maio mais de 106 mil vagas formais de trabalho em termos líquidos (acima do número de demissões), o que confirmaria uma reversão na tendência de queda no mercado de empregos.

 

"Vamos gerar mais de 1 milhão de empregos, o PIB vai crescer mais de 2% este ano, pode apostar e cobrar depois", afirmou Lupi, ao chegar a Genebra para participar da Conferência Mundial do Trabalho.

 

Em abril, o país também gerou 106.205 postos de trabalho com carteira assinada em abril, número que representou o melhor saldo desde setembro desde setembro de 2008.

 

A projeção de geração de empregos este ano no país está 30% abaixo do 1,450 milhão de vagas novas criadas em 2008. Para Lupi, o resultado é satisfatório diante dos estragos causados pela recessão na economia mundial.

 

Por sua vez, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Comissão Econômica da ONU para a América Latina (Cepal) divulgaram relatório mostrando que o desemprego aumentou em mais de 1 milhão de pessoas no primeiro trimestre na região. A taxa anual pode chegar a 9,1% - em 2008, atingiu 7,5%.

 

Isso significa que entre 2,8 milhões e 3,3 milhões de pessoas podem se somar aos 15,9 milhões de desempregados nas zonas urbanas no ano passado.

 

A maioria dos países da região registrou queda de emprego - queda moderada no Brasil e na Colômbia, e mais acentuada no México, Chile e Equador. Somente Uruguai, Venezuela e Argentina aumentaram o emprego em relação ao ano passado.

 

Com relação ao incremento médio dos salários, foi de 4,5% no Brasil e 6,1% no Uruguai, enquanto a Venezuela registrou a maior queda, de 5,4%.

 

No caso do Brasil, OIT e Cepal preveem alta 8,4% para 8,6% na taxa de desemprego este ano, mas Lupi acha que "as pessoas estão olhando pelo retrovisor".

 

Argumenta que, até janeiro, houve forte queda no mercado de trabalho, estagnação em abril, mas a situação em maio já foi melhor.

 

Ele espera mais sinais positivos, baseado em projeção de expansão do PIB entre 1,2% e 1,5% no segundo trimestre.

 

Segundo o ministro, todos os setores dão sinais de recuperação do emprego, começando pelos serviços, além de a construção civil estar reagindo bem e a agricultura estar particularmente forte em Minas e São Paulo.

 

Até a indústria, "que vinha ladeira abaixo", voltou a empregar em maio. Lupi prevê que, do segundo semestre em diante, "vai ter emprego muito forte na indústria".

 

Nesta sexta-feira, na conferência, o ministro dirá que o Brasil é o único país do G-20 que está gerando emprego formal, considerando que China e Índia não têm sistemas de carteira assinada.

 

O ministro espera deslanchar no mês que vem um programa de microcrédito, com recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT).

 

A ideia é fornecer empréstimos de até R$ 5 mil, com taxa de juro de 0,7% ao mês, em convênio com BNB, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Fonte: Valor OnLine

 


 

15/06/09 - Sintracomos: encontro de cipeiros da construção na terça-feira (16)

 

Melhorar os ambientes de trabalho e aumentar a segurança dos trabalhadores. Essa é a finalidade do 1° Encontro dos Cipeiros da Indústria da Construção da Baixada Santista, na terça-feira (16) à tarde.

 

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Civil, Predial, Montagem e Manutenção Industrial (Sintracomos), Geraldino Cruz Nascimento, abrirá o evento, às 13 horas.

 

Promovido pela Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e Mobiliário de São Paulo (Feticom SP), o encontro debaterá a atuação das cipas (comissões internas de prevenção de acidentes).

 

Segundo Geraldino, uma das finalidades do evento é incentivar os cipeiros a cobrar a aplicação da Norma Regulamentadora (NR) 18, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

 

A norma, explica o diretor de segurança do trabalho do sindicato, Luiz Carlos de Andrade, "estabelece procedimentos de defesa do trabalhador normalmente não obedecidos pelas empresas".

 

O encontro terá participação de representantes da Gerência Regional do MTE e visa, conforme Geraldino, "aprimorar as ações dos cipeiros nos canteiros de obras, para estímulo do trabalho seguro e saudável".

 

E completa: "Vamos debater também os principais riscos ambientais na indústria da construção. E estimular a participação dos cipeiros como agentes multiplicadores de segurança e saúde do trabalho".

 

Representantes das Cipas, trabalhadores na indústria da construção e profissionais dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (Sesmt) são o público alvo.

 

Representantes da Fundacentro (do MTE), das empresas e dos Centros de Referência de Saúde do Trabalhador (Cerest) também falarão na abertura.

 

A primeira palestra, às 13h30, será sobre ‘Riscos ambientais na indústria da construção', pelo engenheiro de segurança e auditor fiscal do MTE, Antônio Pereira do Nascimento, que responderá perguntas.

 

‘O papel do cipeiro como agente de transformação no canteiro de obras' será o segundo tema, às 14h30, pelo gerente de coordenação de segurança da Fundacentro, Leônidas Ramos Pandaggis.

 

Às 16h30, após o café, haverá apresentação teatral alusiva ao assunto. O sindicato fica na Rua Júlio Conceição, 102, Vila Matias, Santos, fone (13) 3878-5050.

Fonte: Diap

 


 

15/06/09 - Trabalho aprova gratificação por tempo de serviço em empresas

 

A Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público aprovou, por unanimidade, proposta que inclui a gratificação por tempo de serviço na remuneração do empregado vinculado ao regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O texto aprovado foi o substitutivo do deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA) ao Projeto de Lei 440/07, da deputada Sandra Rosado (PSB-RN), que modifica a própria CLT (Decreto-Lei 5452/43).

O substitutivo de Daniel Almeida estabelece que o benefício deverá ser de, pelo menos, 1% do salário do empregado para cada ano de efetivo serviço, contínuo ou alternado, prestado ao mesmo empregador. Pelo projeto original, a gratificação por tempo de serviço, assegurada a todo empregado, será devida na forma de convenção ou acordo coletivo. A versão que prevalecerá será definida pela próxima comissão que vai analisar a proposta: a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Eficácia da nova lei
Na opinião do relator, ainda que faça sentido a ideia de deixar à negociação coletiva a estipulação da gratificação por tempo de serviço para cada categoria, é necessário fixar um percentual mínimo a ser concedido, na ausência de negociação coletiva, para que a futura lei tenha um mínimo de eficácia.

Daniel Almeida explica que a rotatividade de mão-de-obra tem sido, efetivamente, um dos maiores problemas sociais do País. Ele lembra que, do ponto de vista dos trabalhadores, ela representa o perigo frequente do desemprego.

O deputado, assim como a autora do projeto, afirma ainda que também os empregadores são prejudicados com as trocas de empregados. "Existe todo o desgaste de não contar com mão-de-obra especializada, de empregar maiores e mais freqüentes recursos na preparação de empregados, com consequente diminuição do ritmo de trabalho até que o novo empregado consiga o mesmo índice de produtividade dos demais", lembra Almeida.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

15/06/09 - INSS: comissão aprova norma que facilita fiscalização de autônomos

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (10) o Projeto de Lei 4276/08, do deputado Rodovalho (DEM-DF), que obriga os municípios e o Distrito Federal a fornecer aos órgãos responsáveis pela fiscalização da arrecadação da seguridade social a relação de licenças ou permissões concedidas a trabalhadores autônomos para exercerem atividade remunerada em feiras livres, estacionamentos e outras áreas públicas.

O projeto acrescenta um parágrafo ao artigo 50 da Lei 8.212/91, que organiza a Previdência Social. Esse artigo obriga os municípios a fornecer ao órgão de fiscalização do INSS a relação de alvarás para construção civil e documentos de Habite-se que forem emitidos.

De acordo com a relatora, deputada Andreia Zito (PSDB-RJ), o aprimoramento da fiscalização e da arrecadação de contribuições sociais é prioritário diante da necessidade de recursos da Seguridade Social e Previdência, em razão do permanente déficit, além da evasão fiscal.

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

15/06/09 - IR: trabalhador que vendeu férias pode cair na malha fina da Receita

 

É o que pode ocorrer com os trabalhadores que venderam dez dias de férias no ano passado e abateram esse valor de sua renda tributável.

É que, dependendo de como a empresa, a fonte pagadora, declarou essa renda à Receita Federal, podem ocorrer divergências.

 

A melhor maneira de verificar é observando o informe de rendimento enviado pela empresa.

Se o patrão já declarou o dinheiro da renda das férias como isento, o contribuinte não precisa abater esse valor do total de sua renda tributável, pois a empresa já fez isso.

 

Caso as férias já tenham sido abatidas, o valor recebido pelos dias vendidos estará no campo Abono Pecuniário sem Incidência de IRPF.

 

Se o trabalhador abateu esse valor e a empresa também, há risco de a declaração já ter caído na malha fina.

 

O motivo é que a fonte pagadora informou um valor diferente daquele declarado pelo contribuinte.

 

A forma de resolver isso é o envio de uma declaração retificadora.

Fonte: site Regiãonoroeste, no blog O outro lado da notícia

 


 

15/06/09 - Projeto criminaliza discriminação contra a mulher no trabalho

Pagar à empregada salário menor que a um homem na mesma função ou cercear-lhe a progressão na carreira em razão do sexo serão práticas puníveis com até três anos de detenção, segundo a proposta.


O Projeto de Lei 4857/09, do deputado Valtenir Pereira (PSB-MT), torna crime qualquer discriminação contra a mulher que cause constrangimento, restrições ou humilhações, seja sujeitando-a a condições degradantes de trabalho perante os demais colegas ou inibindo, em clara discriminação de gênero, seu acesso e participação em igualdade de condições.

De acordo com a proposta, que inclui um artigo no Código Penal (Decreto-Lei 2.848/40), esse novo crime sujeitará o infrator a detenção de seis meses a três anos e multa. Se houver violência, a pena será aumentada em dois terços.

Além disso, os transgressores das normas penais de proteção à igualdade da mulher poderão, segundo o projeto, ser obrigados a participar de programas públicos de conscientização em direitos humanos, além de pagar indenização à ofendida.

O texto parte de normas constitucionais e de tratados internacionais assinados pelo Brasil e estabelece uma lista de ações consideradas formas de discriminação profissional contra a mulher.

"O projeto proporcionará amparo legal para que o Poder Judiciário entre em ação e possa corrigir e inibir qualquer tipo de prática discriminatória contra as mulheres", afirma Pereira, que batizou a proposta de "Lei da Igualdade".

Crimes já existentes
A Lei 9.029/95 proíbe qualquer prática discriminatória, inclusive em razão do sexo, que limite o acesso ao emprego ou a permanência nele. Consideram-se crimes as condutas do empregador que constranjam a mulher a não engravidar-se, como o "instigamento à esterilização genética". Também é crime exigir teste de gravidez.

Não existe, porém, nenhuma norma que criminalize, de maneira ampla, a discriminação contra a mulher no mercado de trabalho.

O projeto caracteriza como condutas discriminatórias contra a mulher, por exemplo, pagar à empregada salário menor que a um homem na mesma função. O parlamentar ressalta que, segundo pesquisa salarial do Grupo Catho - que trabalha com classificados na internet de currículos e empregos -, em 2005, os vencimentos dos homens eram 52% maiores que o de suas colegas. Em 2007, essa diferença subiu para 75%.

Também são definidas como formas de discriminação profissional contra a mulher, entre outras, o controle de suas condutas no ambiente de trabalho, impedindo que ela tenha igualdade de condições com seus colegas; e objeções de gênero que a impeçam de obter uma promoção, mesmo que tenha produtividade adequada e conhecimentos técnicos comprovados para a atividade.

Incentivos
A proposta estipula que os órgãos públicos e as estatais terão dotação orçamentária específica para ações preventivas e educativas na promoção da igualdade de gênero. Além disso, o poder público poderá conceder benefícios fiscais a empresas ou repassar recursos financeiros a qualquer tipo de instituição privada, inclusive partidos, para viabilizar políticas públicas de direitos humanos.

O texto também determina que todas as esferas do Executivo, em nível federal, estadual e municipal, deverão informar, anualmente, à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres as estatísticas sobre a participação das mulheres nos cargos de presidência, diretivos ou representativos, para fins de controle e visibilidade social.

Além disso, de acordo com o projeto, a administração pública deverá efetivar uma política de inclusão, para que se chegue a uma proporção nas cúpulas e órgãos diretivos equânime à representatividade social das mulheres.

Valtenir Pereira revela que o projeto de lei foi elaborado pela juíza do Mato Grosso Amini Haddad Campos, da Diretoria de Direitos Humanos da Associação de Magistrados Brasileiros (AMB). "Além de prestar sua inteligência e competência à magistratura matogrossense, é uma implacável defensora dos direitos humanos, a quem aqui declaro meu imenso respeito e meu agradecimento mais do que especial", afirma o deputado.

Tramitação
O projeto será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, deverá ser votado pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara

 


 

15/06/09 - Sindicato pode atuar como substituto processual na fase de execução

 

Os sindicatos têm legitimidade para atuar como substitutos processuais de seus filiados na fase executiva do processo. Esse entendimento foi aplicado pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no julgamento de um recurso interposto pela União com o objetivo de resolver a divergência existente sobre a matéria entre colegiados distintos do Tribunal.

 

No recurso, a União demonstrou a divergência por meio da apresentação de resumos de decisões da Sexta e da Primeira Turma do STJ. As decisões demonstravam e existência de duas teses sobre a questão. A primeira apontava que as entidades sindicais poderiam representar afiliados em processos do interesse destes últimos, mas em regime de representação processual. A segunda concluía que os sindicatos poderiam representar suas bases em juízo na fase executiva desde que na condição de substitutos processuais.

 

A substituição processual se manifesta quando uma pessoa pede, em nome próprio, direito de terceiro. Trata-se de uma legitimação extraordinária que dispensa a autorização do representado. Diferentemente, a representação processual impõe a existência de uma autorização expressa daquele que será representado no processo. Essa autorização é feita por procuração, documento que comprova o mandato.

 

Citando precedente recente do Supremo Tribunal Federal (ver RE 193.503) e jurisprudência do próprio STJ o relator do recurso, ministro Fernando Gonçalves, votou favoravelmente à possibilidade de substituição processual na execução. “[...] mesmo na fase de liquidação e execução de sentença, o sindicato atua na qualidade de substituto processual e não de representante, sendo desnecessária a autorização dos substituídos”, resumiu o ministro no voto apresentado no julgamento.

 

Com esse entendimento, a Corte Especial proveu, por unanimidade, o recurso (embargos de divergência) interposto pela União, mantendo, portanto, a decisão da Sexta Turma que já havia reconhecido a legitimidade do Sindicato dos Servidores Federais do Rio Grande do Sul (Sindserf/RS) para atuar como substituto processual de seus afiliados na fase executiva do processo.

Fonte: STJ

 


 

10/06/09 - Construção civil teve desempenho fraco de janeiro a abril, diz associação do setor

 

São Paulo - O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox, avaliou como “preocupante” o anúncio da queda de 0,8% no Produto Interno Bruto (PIB) no primeiro trimestre deste ano em relação aos três últimos meses de 2008.

“É preocupante por tratar-se de uma queda”, disse, ao comentar os números apresentados nesta terça-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Apesar de concordar com economistas, cujas análises indicam que poderá ocorrer uma recuperação no restante do ano, Fox afirmou que o encolhimento dos três primeiros meses pesará no resultado do exercício de 2009.

No que se refere, especificamente, ao setor da construção civil, ele avaliou o desempenho como fraco, no primeiro quadrimestre, com um recuo de 16% sobre igual período do ano passado. O percentual foi medido pela Abramat.

 

Daqui pra frente, segundo Fox, as perspectivas são de recuperação, diante das medidas de estímulo adotadas pelo governo federal, entre elas a redução da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) incidente sobre material de construção e um maior acesso às linhas de financiamento para a compra da casa própria.

De acordo com Fox, as últimas projeções do setor, feitas com base nos dados registrados até abril, apontavam para um crescimento de 3% em 2009.
Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

10/06/09 - Governo Lula tem 80% de aprovação, constata pesquisa

 

Brasília - A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou acima dos 60%, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta terça-feira (9) pela Confederação Nacional da Indústria. De acordo com a pesquisa, 68% da população acha o governo Lula ótimo ou bom.

 

A aprovação do governo ficou em 80%, sendo que 16% desaprovam a forma como o presidente Lula governa o país. Na comparação com a última pesquisa, em março, esse percentual foi de 78% e a desaprovação foi de 23%.

 

A confiança no governo Lula ficou em 76%, o que representa um crescimento de seis pontos percentuais em relação a pesquisa anterior. O percentual da população que não confia em Lula ficou em 21%, contra 23% do último levantamento.

 

A pesquisa Ibope ouviu entre os dias 29 de maio e 1º de junho 2.002 eleitores com 16 anos ou mais, em 143 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o grau de confiança é de 95%. Repórter Roberta Lopes

Fonte: Agência Brasil

 


 

10/06/09 - Brasil será grande consumidor de energia em 20 anos, diz ministério

 

O secretário de Planejamento de Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Altino Ventura Filho, declarou que o consumo de energia no Brasil ainda é baixo, para o tamanho da nossa população, mas que é inevitável que nos próximos 20 anos o País se torne um grande consumidor de energia.


Durante audiência da Comissão Mista Permanente de Mudanças Climáticas para debater mudanças na matriz energética brasileira, Ventura Filho afirmou que nosso consumo hoje é de 400 KW/h, mas a expectativa para 2030 é de que chegue a 1.000 KW/h.


De acordo com o secretário, esse aumento não será um grande problema, porque a matriz energética do Brasil é diferenciada. "Enquanto no Brasil 46% do consumo é de energia renovável, no mundo esse percentual gira em torno de 16%. O Brasil é um exemplo para o mundo de utilização de energia limpa", ressaltou.


Altino Ventura Filho compareceu à audiência, na sala 13 da ala Alexandre Costa, no Senado, em substituição ao ministro Edison Lobão, que havia sido convidado para o debate.

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/06/09 - PIB da indústria cai 3,1% no 1º trimestre

 

O Produto Interno Bruto (PIB) da indústria caiu 3,1% nos primeiros três meses de 2009 em comparação com o último trimestre de 2008, de acordo com dados divulgados hoje pelo IBGE. Na mesma base de comparação, a agropecuária recuou 0,5% e o setor de serviços, o de maior peso no PIB, foi o único com variação positiva, de 0,8%.

 

No primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB da indústria despencou 9,3%; a agropecuária caiu 1,6%, mas o setor de serviços cresceu 1,7%. O valor adicionado pelos três setores teve redução de 1,5% em relação ao mesmo trimestre de 2008 e os impostos sobre produtos tiveram retração de 3,3%.

 

Nos três primeiros meses de 2009, o PIB em valor foi de R$ 684,4 bilhões. Desse total, R$ 584 bilhões se referem ao valor adicionado pelos setores de indústria, agropecuária e serviços e outros R$ 100 bilhões são impostos sobre produtos. Em 2008, o PIB em valor foi de R$ 2,9 trilhões, ou R$ 15.240 por habitante no ano.

 

Revisão

O IBGE não fez revisões no resultado do PIB do quarto trimestre do ano passado ante o terceiro trimestre nem revisou o PIB acumulado de 2008. Segundo o instituto, houve apenas a revisão na variação do terceiro trimestre do ano passado em relação ao segundo trimestre, na série com ajuste sazonal, que passou de uma variação positiva de 1,7% para +1,4%.

Fonte: Agência Estado

 


 

10/06/09 - Resultado do PIB indica recessão técnica, dizem economistas

 

Brasília - Com a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todas as riquezas produzidas no país, os economistas afirmam que o Brasil entrou em recessão técnica, ou seja, foram registrados dois trimestres consecutivos de queda em relação aos três meses anteriores.

 

Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no primeiro trimestre deste ano o PIB teve queda de 0,8% em relação aos últimos três meses de 2008. No último trimestre do ano passado, já havia sido registrada retração de 3,6% em relação ao terceiro trimestre.

 

Segundo o professor de economia da Universidade de Brasília (UnB), Newton Marques, os dados do PIB dos três primeiros meses deste ano podem ser considerados preocupantes porque indicam uma tendência de que o segundo trimestre também tenha resultado negativo.

 

“Mesmo que o governo tenha uma projeção negativa, nunca vai dizer porque pode antecipar a recessão”, disse. Ele prevê que o Brasil neste ano deve apresentar estabilidade ou queda de 1% no PIB.

 

Entretanto, principalmente em momento de grande crise mundial, as projeções e estimativas dos economistas apresentam muitos contrastes e instabilidade. Há previsões de queda e até de crescimento para o PIB neste ano. Para analistas de mercado consultados pelo Banco Central, a retração do PIB deve ser de - 0,71%. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, espera que haja um crescimento de 1% neste ano. Repórter Kelly Oliveira

Fonte: Agência Brasil

 


 

10/06/09 - Mantega diz estar "satisfeito" com resultado do PIB

 

Ampliar o crédito e reduzir o custo financeiro para o consumidor final serão as principais ações do governo para garantir o crescimento econômico em 2009, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele chegou a mencionar também "mais ações para estimular setores em dificuldades", mas não avançou sobre que medidas fiscais adicionais serão tomadas.

 

O ministro disse ter ficado "satisfeito" com o recuo do Produto Interno Bruto (PIB) em 0,8% no primeiro trimestre sobre os últimos três meses de 2008, apesar de o resultado configurar recessão técnica, porque o país teve dois trimestres seguidos de queda da atividade.

 

"É claro que o tombo no fim do ano passado foi grande, mas mesmo assim teremos crescimento" em 2009, reiterou Mantega, ao prever alta real do PIB em 1% sobre o ano passado.

 

"Para um PIB positivo, o governo terá que continuar com uma política monetária e uma política fiscal anticrise", continuou. Ponderou, depois, que não poderia comentar sobre decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que amanhã define nova taxa básica de juros, atualmente em 10,25%.

 

Mantega destacou que os juros praticados pela economia "continuam elevados", apesar de identificar que houve "alguma redução, mas ainda insuficiente".

 

Segundo o ministro, o governo continuará a "criar condições para o aumento do crédito das pequenas empresas". Ele comentou que houve um avanço, mas o setor produtivo ainda não está recebendo o crédito necessário.

 

Mantega lembrou que o governo anunciou dois fundos de aval para os pequenos empresários, no valor de R$ 4 bilhões, que devem ser criados por Medida Provisória amanhã.

 

O ministro insistiu na "capacidade de recuperação" da economia brasileira, ao contrário do que demonstram outros países. Segundo ele, o consumo doméstico deve assegurar a alta do PIB em 2009, a despeito do recuo da indústria de transformação, por exemplo, no início do ano.

 

Questionado sobre o fraco desempenho do setor siderúrgico, Mantega comentou que a queda nas exportações afetou o setor. Mas disse também que ouviu do empresário Jorge Gerdau que a siderurgia vendeu "mais de 4%" em maio, em relação ao faturamento de abril.

 

Mantega disse ainda que o governo vai aguardar "folga na pauta" do Congresso para enviar o projeto de lei que deve taxar as aplicações acima de R$ 50 mil na caderneta de poupança, em 2010. "Não temos pressa, pois as regras já foram anunciadas", concluiu o ministro.

Fonte: Valor OnLine

 


 

10/06/09 - CNI/Ibope: 53% acreditam em aumento do desemprego

 

Brasília - O emprego é o tema que mais preocupa a população, indica a pesquisa CNI/Ibope de junho, divulgada hoje. Segundo o levantamento, para 53% da população, o desemprego "aumentará" ou "aumentará muito", enquanto 21% disseram acreditar no aumento da oferta de trabalho nos próximos seis meses. Contudo, a pesquisa também demonstrou otimismo da população. Grande parte dos entrevistados, 77%, considera que o ano de 2009 está sendo "muito bom" ou "bom". Na pesquisa anterior, realizada em março, o porcentual de pessoas que tinham a mesma opinião era de 74%. De lá para cá, diminuiu de 25% para 22% o porcentual de entrevistados que acham que o ano está sendo "ruim ou muito ruim".


A expectativa para todo o ano de 2009 também é positiva: 84% afirmaram que este ano será "muito bom" ou "bom". A pesquisa mostrou queda no número de entrevistados que acreditam na elevação de preços. Segundo os dados, 51% das pessoas ouvidas afirmaram que a inflação vai aumentar, contra 32% que disseram que ela se manterá no mesmo patamar. Para 11%, haverá redução de preços. Em março, 63% haviam dito que os preços iriam aumentar nos próximos seis meses.


Houve diminuição de 37%, em março, para 35% no número de entrevistados que disseram acreditar que sua renda iria aumentar até o fim do ano. Na pesquisa mais recente, 46% afirmaram que seus ganhos continuariam os mesmos e 13% disseram acreditar que vão ganhar menos que recebem hoje.

Fonte: Agência Estado

 


 

10/06/09 - TST isenta tomadoras do serviço de pagamento de créditos trabalhistas

 

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho declarou inexistente a responsabilidade subsidiária de quatro empresas do ramo de confecção de roupas pelo pagamento de créditos trabalhistas a ex-empregados de outras duas fábricas que lhes forneciam produtos. Os ministros acompanharam o voto do relator, ministro Alberto Luiz Bresciani, que concluiu não haver exclusividade na prestação dos serviços nem controle sobre as atividades das contratadas que justificassem a condenação.


Diferentemente do que entendeu a 2ª Vara do Trabalho de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, o Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC) condenou as empresas Lunender S.A., Elian Indústria Têxtil, Triesse e Elian Confecções Ltda. a responder, de forma subsidiária, pelos créditos trabalhistas devidos a quatro ex-costureiros das fábricas Nanibel e Crisbel Confecções Ltda. Para o TRT, o caso era típico de contrato de facção firmado entre as empresas para a produção de peças de vestuário. E, como as tomadoras do serviço se beneficiaram do trabalho dos empregados, deveriam arcar também com todas as obrigações devidas a eles. Ainda de acordo com o Regional, a escolha da Nanibel e Crisbel para prestar os serviços não foi acertada, e faltou fiscalização no cumprimento das responsabilidades contratuais.


No recurso de revista que apresentaram ao TST, as tomadoras do serviço disseram que o contrato com as duas fábricas era para o fornecimento de bens, e não havia intermediação de mão-de-obra nem terceirização de serviços. Nessas condições, a Súmula 331 do TST, que trata da responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços em caso do inadimplemento das obrigações trabalhistas pelo empregador direto, não podia ser aplicada à situação do processo.

O relator do recurso, ministro Alberto Luiz Bresciani, lembrou que, no Regional, ficou comprovado que as empresas contratantes não interferiam na administração ou no trabalho dos operários das prestadoras dos serviços. Assim, na medida em que não havia exclusividade na prestação de serviços das empresas onde trabalhavam os empregados (o contrário indicaria uma terceirização ilícita de mão-de-obra) nem havia controle, por parte das contratantes, sobre as contratadas, o relator entendeu que, de fato, a responsabilidade subsidiária prevista na Súmula 331 do TST era inaplicável no caso.


Por unanimidade, os ministros da Terceira Turma decidiram dar provimento ao recurso de revista para restabelecer a sentença de primeiro grau e isentar as empresas tomadoras do serviço do pagamento dos créditos trabalhistas devidos aos empregados.

(RR-381/2008-046-12-00.4) (Lilian Fonseca)

Fonte: TST

 


 

10/06/09 - Seguridade inclui agressão de namorado em Lei Maria da Penha

 

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou nesta terça-feira o Projeto de Lei 4367/08, da deputada Elcione Barbalho (PMDB-BA), que inclui a agressão praticada por namorado ou ex-namorado como uma das categorias de violência contra a mulher puníveis pela Lei Maria da Penha.

Essa Lei coíbe a violência doméstica e familiar contra a mulher. No entanto, para a deputada Elcione Barbalho, "a jurisprudência tem entendido que as agressões cometidas por ex-namorado não se enquadram na Lei Maria da Penha".

O projeto de lei, que tramita em caráter conclusivo, agora será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/06/09 - Parecer sobre redução da jornada de trabalho sairá na terça-feira

 

O relator da Comissão Especial da Jornada Máxima de Trabalho, deputado Vicentinho (PT/SP), vai apresentar seu parecer final na próxima terça-feira (16), depois de ter ouvido representantes de trabalhadores, empresários e governo em seis audiências públicas.

Já a votação do relatório está prevista para o dia 30 de junho. Depois de votada na comissão especial, a PEC que reduz jornada de trabalho precisa ser votada em dois turnos pelo plenário.

A comissão analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz de 44 para 40 horas a carga horária máxima semanal. O texto também prevê aumento do valor da hora extra de 50% do valor normal para 75%.

Carga negociada
Nesta terça, durante a última audiência pública antes da apresentação do relatório, o representante da Associação Brasileira de Recursos Humanos Carlos Pessoa defendeu a adoção de uma jornada anual de duas mil e 80 horas, correspondentes a 40 horas semanais multiplicado pelo número de semanas do ano.

Segundo Carlos Pessoa, a carga horária mensal ou semanal poderia ser negociada entre patrões e empregados. "Isso permite, nas épocas de sazonalidade, quando as empresas tiverem muito trabalho, trabalharem um pouco mais de horas. Quando tiverem menos, trabalham menos horas. Com isso se consegue, sem demitir ninguém, manter uma jornada inferior à de hoje."

Sugestão descartada
O deputado Vicentinho descartou a inclusão da sugestão em seu relatório. "Achei uma proposta respeitosa, mas, sinceramente falando, não dá para colocar no relatório para uma PEC nacional. Até porque, na regulamentação da jornada, já é possível que se faça acordos anuais, que é o tal de banco de horas."

O relator antecipou que o parecer deve incluir a redução da jornada para 40 horas semanais. Quanto às horas extras, Vicentinho não revelou um valor, mas declarou que estuda possibilidades como a elevação do percentual e o desenvolvimento de mecanismos que dificultem o trabalho após a carga horária diária.

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/06/09 - Fator previdenciário: projeto só vai ser apreciado em plenário, diz Vargas

Em 2010 será mais complicada a apreciação da matéria pelos parlamentares. O projeto está submetido ao tempo político. Ou aprova-se agora ou não haverá condições para votá-lo, pois em ano eleitoral há uma natural dispersão do Congresso, que dificulta apreciação de matérias polêmicas
 

O relator do PL 3.299/08, deputado Pepe Vargas (PT/RS), que acaba com o fator previdenciário, não vai apresentar seu parecer na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

 

De acordo com sua assessoria, é melhor apreciar o projeto em plenário, e, para isso, será necessário a aprovação do requerimento de urgência apresentado à Mesa Diretora da Casa pelo deputado João Dado (PDT/SP).

Vargas tem recebido entidades sindicais de vários setores, aposentados e também representantes do Governo com a intenção de viabilizar um texto que possa ser, em primeiro lugar, aprovado na Casa com o apoio do Executivo, para evitar o veto, integral ou parcial do projeto. O relator tenta construir uma saída economicamente viável para os aposentados do País.

As soluções não são apenas matemáticas, porém, elas também afetam nas decisões políticas. Os empecilhos para viabilizar a votação da matéria são muitos e é preciso pressão da sociedade, dos setores organizados, para que o projeto possa ir a voto.

 

O resultado da votação, em plenário, é uma incógnita. O relator não sabe ainda se para perder ou ganhar, caso o texto vá a plenário.

Audiências
Após as audiências públicas que foram realizadas na Comissão de Finanças e Tributação, o relator se deparou com várias reivindicações dos trabalhadores e as comparou com as que o Governo pretende aprovar no Parlamento.

 

Os entendimentos estão em curso, porém o projeto tem que ser apreciado na Casa ainda neste semestre. Certamente, entende o relator, que o projeto será modificado. Desse modo, o texto retornará à Casa de origem, o Senado.

Agora, as negociações para colocar a matéria em pauta se darão com os líderes da Câmara dos Deputados.

 

Em 2010, ano eleitoral, será mais complicada a apreciação da matéria pelos parlamentares. O projeto está submetido ao tempo político.

 

Ou aprova-se agora ou não haverá condições para votá-lo, pois em ano eleitoral há uma natural dispersão do Congresso, o que dificulta a votação de matérias polêmicas.

Fonte: Diap

 


 

10/06/09 - Novo entendimento sobre substituição processual chega à Oitava Turma

 

A legitimidade dos sindicatos e a substituição processual. Com o novo entendimento adotado pelo Tribunal Superior do Trabalho a respeito, a questão de que a substituição processual assegurada aos sindicatos pela Constituição deve ser interpretada de forma ampla foi discutida pela Oitava Turma. O assunto apareceu no julgamento de um recurso de revista da Associação dos Docentes da Universidade Metodista de Piracicaba – Adunimep - Seção Sindical do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior – Andes, que tratava da legitimidade da Adunimep para substituir processualmente seus associados.


O recurso da Adunimep refere-se a ação em que os professores assistentes III, vinculados à associação, pretendem receber, do Instituto Educacional Piracicabano, o mesmo reajuste salarial de 92,57% aplicado sobre o salário de agosto de 1985 dos substituídos pelo Sinpro – Sindicato dos Professores de Campinas. O reajuste, fixado em decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), é pago pelo instituto desde dezembro de 1996 a todos os que fizeram parte da ação do Sinpro.


Desde julho de 2000, a associação, que é uma seção sindical da Andes em Piracicaba, e enfrenta dificuldades de admissibilidade da ação de equiparação salarial devido ao reconhecimento de sua legitimidade para ajuizar a ação, ou seja, para substituir processualmente seus associados. Procurando superar o problema, a Adunimep, no recurso ao TST, sustentou que o artigo 8º da Constituição Federal deve ser interpretado de forma ampla, e não restritiva. O novo entendimento adotado pelo TST foi levantado pela Oitava Turma, ao julgar o caso. No entanto, a relatora, ministra Dora Maria da Costa, indicou uma dificuldade para o conhecimento do recurso: a falta de análise, pelo Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (SP), a respeito do pedido da Adunimep.


A ação teve início na 1ª Vara do Trabalho de Piracicaba (SP), que julgou extinta a reclamação trabalhista após concluir pela ilegitimidade da associação devido à falta de autorização expressa em seu regimento para atuar como representante de seus filiados em questões de direito individual. Em seguida, o TRT da 15 ª Região (SP) negou provimento ao recurso de ambas as partes.


Legitimidade da associação

A ministra Dora Costa esclareceu que as Turmas do Supremo Tribunal Federal já expressaram entendimento de que o artigo 8º da Constituição reconhece a legitimidade das entidades sindicais para representar todos os integrantes da categoria. Com o cancelamento da Súmula nº 310 do TST, o entendimento atual do Tribunal segue na mesma direção.


Ao abordar o tema, a ministra ressaltou que a legitimidade do sindicato para defender direitos individuais da categoria é uma forma de universalizar o acesso dos trabalhadores à Justiça, considerando que muitos empregados deixam de ingressar na Justiça do Trabalho com receio de perder o emprego ou mesmo de não conseguir novo emprego. “O fato é notório, tanto assim que a maioria das ações propostas nos tribunais trabalhistas é de cidadãos desempregados”, observou. A substituição processual conferida aos sindicatos, porém, não é irrestrita, deixou claro a relatora: ela se limita às ações que tratem da proteção de direitos e interesses coletivos ou individuais homogêneos da categoria.


No caso concreto, porém, a ministra constatou estar impedida de ultrapassar a fase de conhecimento do recurso, sem poder apreciar o mérito da questão, por falta de pressuposto de admissibilidade do apelo. A relatora observou que o TRT da 15ª Região nada registrou sobre o pedido do sindicato na reclamação trabalhista, e concluiu que “a análise de tal premissa é questão fática imprescindível para a solução da controvérsia”, porque “permitiria verificar se o sindicato efetivamente atua na defesa de direitos e interesses coletivos ou individuais homogêneos da categoria”. A Adunimep já interpôs embargos declaratórios à decisão da Oitava Turma. (RR-1581/2000-012-15.00.3)

Fonte: TST