
|
Notícias Anteriores
- Agosto/2006
|
|
31/08/06
-
Câmara faz
novo esforço concentrado
MPs 293 e 294 são as primeiras da Ordem do Dia
Leia mais...
31/08/06
-
Congresso recebe proposta orçamentária para 2007
Leia mais...
31/08/06
-
Projeto de Paim regulamenta contribuição assistencial
Leia mais...
30/08/06
-
Votação das MPs
293 e 294/06
Seminário e Mobilização na Câmara dos Deputados
Dias 03, 04, 05 e 06/09/2006
Leia mais...
30/08/06
-
Inflação apresenta curva acentuada de alta em agosto
Leia mais...
28/08/06
-
2º Encontro de Mulheres Trabalhadoras nas Indústrias de
Minas Gerais
Leia mais...
28/08/06
-
Mercado de trabalho continua
aquecido, diz diretor do Dieese
Leia mais...
25/08/06
-
CNTA pede ao Ministério do Trabalho revogação de
resolução da OIT que proíbe o uso do amianto
Leia mais...
25/08/06
-
PEC do trabalho escravo pode ser apreciada no Congresso
Leia mais...
24/08/06
-
Projeto cria estímulo para trabalhador com mais de 45
anos
Leia mais...
24/08/06
-
Trabalhador vai ser isento de CPMF na movimentação da
conta-salário
Leia mais...
24/08/06
-
Justiça do Trabalho não é competente para cobrar e
executar contribuições previdenciárias
Leia mais...
24/08/06
-
Empresa é condenada a manter salário de dirigente
sindical
Leia mais...
22/08/06
-
CNTI e Centrais apresentaram
proposta para alterar
precedente do TST
Leia mais...
21/08/06
-
Reunião da
NCST em Santa Catarina
Leia mais...
21/08/06
-
Curso de Segurança
e Medicina no Trabalho - Realizado no SITICOM/SC
Leia mais...
17/08/06
-
Reajustes Salariais: 96% dos acordos repõem a inflação
no 1º Semestre
Leia mais...
17/08/06
-Setor
têxtil registra maior déficit comercial em 72 meses
Leia mais...
15/08/06
-
Reajuste dos aposentados é tema de nova medida
provisória
Leia mais...
15/08/06
-
Emprego na indústria apresenta leve queda em junho
Leia mais...
11/08/06
-
Aposentados terão mais 5,01% de aumento no contracheque
Leia mais...
11/08/06
-
SINTEPAV-CE: Novas conquistas para os trabalhadores
Leia mais...
10/08/06
-
Trabalhadores nascidos em julho podem sacar PIS a partir
de hoje
Leia mais...
09/08/06
-
Reajuste dos
Aposentados
MP cai no dia 10; Governo vai
editar nova medida para garantir reposição de 5%
Leia mais...
08/08/06
-
CNTI/SC, a
Feticom/SC e o Siticom participaram de ação em prol de
trabalhadores
Leia mais...
07/08/06
-
1º Encontro de Mulheres Trabalhadoras nas Indústrias da Bahia
Leia mais...
07/08/06
-
Informe sobre o processo da Confederação dos Têxteis
Leia mais...
03/08/06
-
Sucesso o "Encontro de Aposentados" do Sintraconst - RIO
Leia mais...
02/08/06
-
Sindicatos brigam por mais poder na representação do
trabalhador
Leia mais...
02/08/06
-
Pesquisa de Emprego e Desemprego no Distrito Federal
(junho/2006)
Leia mais...
02/08/06
-
Custo da construção sobe para R$ 959 o metro quadrado
Leia mais...
01/08/06
-
Presidente do TST recebe senador Paulo Paim
Leia mais...
01/08/06
-
Projeto amplia seguro-desemprego para 12 meses
Leia mais...
01/08/06
-
Deliberações Finais - I Conferência Nacional dos
Direitos da Pessoa Idosa
Leia mais...
01/08/06
-
Amamentação - Garantir
este direito é responsabilidade de todos
de 01 a 07 de agosto - Semana Mundial de Aleitamento
Materno
Leia mais...
31/08/06
-
Câmara faz
novo esforço concentrado
MPs 293 e 294 são as primeiras da Ordem do Dia
A segunda etapa de
esforço concentrado durante o período eleitoral começa
na próxima segunda-feira (4) e se estenderá até
quarta-feira (6). Algumas medidas provisórias trancam a
pauta de votações, entre elas a 293/06, que estabelece
regras de reconhecimento e custeio das centrais sindicai
e a 294/06, que cria o Conselho Nacional de Relações do
Trabalho.
Entre as matérias
consideradas prioritárias, destacam-se, também, a
conclusão da votação do Projeto de Lei 5524/05, que cria
a loteria Timemania. Outra proposta importante, segundo
ele, é a Lei Geral da Micro e Pequena Empresa (Projeto
de Lei Complementar 123/04). O projeto cria o
Supersimples, um regime diferenciado de tributação em
relação aos tributos da União, dos estados, do Distrito
Federal e dos municípios. Entre as medidas a serem
apreciadas, estão:
- 293/06,
que define requisitos para as centrais sindicais serem
reconhecidas oficialmente como representantes dos
trabalhadores em fóruns, colegiados de órgãos públicos e
outros grupos de composição tripartite;
-
294/06,
que cria o Conselho Nacional de Relações de Trabalho (CNRT),
órgão vinculado ao Ministério do Trabalho e com
representantes do governo federal, dos trabalhadores e
dos empregadores;
- 295/06,
que aumenta a remuneração de diversas carreiras do
Executivo federal, incluindo analistas e técnicos do
Banco Central;
- 296/06,
que cria 8.593 cargos e funções no ensino
profissionalizante mantido pelo governo federal;
- 297/06,
que regulamenta as atividades de agente comunitário de
saúde e agente de combate às endemias.
Outros projetos, que
tramitam em regime de urgência, também poderão ser
analisados pelo Plenário. Entre eles o Projeto de Lei
6677/06, do Poder Executivo, que institui o telefone
social, destinado a famílias de baixa renda. O projeto
foi apensado ao PL 5055/01, do ex-deputado Gilberto
Kassab, que cria a tarifa social de telefonia.
O presidente da
Câmara reunirá as lideranças partidárias no dia 4 para
tentar chegar a um entendimento sobre as matérias que se
encontram na pauta do plenário.
Fonte: Instituto
Dois Candangos

31/08/06
-
Congresso recebe proposta orçamentária para 2007
O Congresso recebeu
nesta quinta-feira a proposta da Lei Orçamentária Anual
(LOA) para o próximo ano, elaborada pelo Ministério do
Planejamento. Como já havia acontecido no ano passado, o
projeto chega sem que a Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) tenha sido sancionada. A LDO é a legislação que
orienta a elaboração do orçamento da União, definindo as
metas e prioridades do governo para o ano seguinte, além
de trazer as previsões das alterações tributárias.
Em junho, a Comissão
Mista de Orçamento aprovou o substitutivo do senador
Romero Jucá (PMDB-RR) ao projeto da LDO enviado pelo
Executivo, que ainda deve ser votado no plenário do
Congresso. Como o substitutivo foi resultado de um
acordo político no colegiado, espera-se que ele tenha
servido de base para o governo na elaboração da proposta
orçamentária, que chega no último dia de prazo
constitucional para que o Executivo envie o texto.
Redução de
despesas
Um dos dispositivos
mais importantes da nova LDO obriga o governo a reduzir
as despesas correntes (pessoal e custeio da máquina
pública) em 2007 no montante equivalente a pelo menos
0,1 ponto percentual do Produto Interno Bruto (PIB).
O relator do
Orçamento Geral da União será o senador Valdir Raupp
(PMDB-RO). Em virtude do calendário eleitoral, os
debates na Comissão Mista deverão ficar para depois das
eleições de outubro.
Novo acordo
A votação do projeto
da LDO no Congresso depende de um novo acordo político.
Apesar de as lideranças partidárias terem concordado que
o texto aprovado na Comissão Mista não seja mais
alterado, ainda persiste a decisão de alguns
parlamentares de só aceitar a votação da LDO se antes
for apreciado o Projeto de Resolução (PRC) 2/05, que
muda a tramitação da proposta orçamentária.
O projeto foi
elaborado pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR), que
relatou a matéria em uma comissão especial do Congresso
criada no ano passado especialmente para rever a
tramitação das propostas orçamentárias no Legislativo. A
comissão foi desfeita sem aprovar o relatório, que
serviu de base para o PRC 2/05. "Sem a votação da
resolução, não se discute LDO", disse Ricardo Barros.
Para forçar o Congresso a aprovar o PRC 02/05, ele disse
que pretende pedir verificação de quorum durante a
votação da LDO. Nas sessões do Congresso, é necessária a
presença mínima de 257 deputados e 41 senadores.
Tradicionalmente, as votações são simbólicas, o que
acaba levando a um quorum reduzido. Um pedido de
verificação tornaria obrigatória a votação nominal, o
que levaria os partidos a mobilizar suas bases para
encher o plenário.
Fonte: Instituto
Dois Candangos

31/08/06
-
Projeto de Paim regulamenta contribuição assistencial
O senador
Paulo Paim (PT-RS) apresentou projeto de lei
regulamentando a contribuição sindical. A proposição
estabelece a obrigatoriedade de um desconto único anual
de até 1% no salário bruto de cada trabalhador,
sindicalizado ou não. O percentual será fixado em
assembléia geral da referida categoria e o dinheiro
deverá ser destinado ao financiamento da negociação do
acordo coletivo e a outras atividades sindicais.
- Houve uma
discussão no sentido de que apenas os que quisessem
efetivamente se associar ao sindicato é que deveriam
contribuir, e que os que preferissem não contribuir não
seriam beneficiados pelo acordo ou dissídio coletivo.
Achei legítimo o debate, mas preferi não optar por esse
ponto de vista pois terminaríamos caindo no sistema
europeu, onde uma única empresa tem até dez sindicatos -
afirmou Paim.
O senador
registrou, em discurso no Plenário nesta quinta-feira
(31), que o texto final do seu projeto foi fruto de uma
audiência pública realizada no Senado da qual
participaram todas as centrais sindicais e confederações
de trabalhadores do país, além de representantes do
Ministério do Trabalho e do Ministério Público do
Trabalho. Ele destacou que sua proposta está aberta à
negociação e poderá ser alterada.
Fonte: Instituto
Dois Candangos

30/08/06
-
Votação das MPs
293 e 294/06
Seminário e Mobilização na Câmara dos Deputados
Dias 03, 04, 05 e 06/09/2006
Nos dias 03, 04, 05 a 06 do mês de setembro, estaremos
mobilizados, no âmbito do Congresso Nacional,
trabalhando em conjunto pela não aprovação da MP 293/06
(“Reconhecimento das centrais sindicais”) e da MP
294/06 (que cria Conselho Nacional de Relações do
Trabalho - CNRT e dá outras providências).
As matérias em questão são prioritárias na pauta de
votação da Câmara dos Deputados e, a não votação das
mesmas pode trancá-las. Os parlamentares são obrigados a
comparecer à votação sob pena de desconto salarial.
Portanto, elas serão obrigatoriamente votadas e,
qualquer informação contrária é mera estratégia para
nossa desmobilização.
Lembramos a
importância da participação de todos e, neste sentido,
enfatizarmos esta convocação, lembrando que a
mobilização dos dias 3 a 6 de setembro
próximo poderá vir a ser nossa última oportunidade de
brigarmos pela preservação da estrutura e organização
sindical vigentes, como legítimos instrumentos de
resistência a serviço das conquistas e preservação dos
direitos dos trabalhadores brasileiros.

30/08/06
-
Inflação apresenta curva acentuada de alta em agosto
A
inflação medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M)
dobrou de julho para agosto, por conta do aumento nos
preços tanto no atacado como no varejo, informou nesta
quarta-feira a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IGP-M
teve alta de 0,37% em agosto, ante 0,18% em julho. A
variação do índice ficou acima da mediana das projeções
de economistas consultados pela agência inglesa de
notícias Reuters, que esperavam uma inflação de
0,30% no mês. As projeções, coletadas com 13 analistas,
variaram de 0,26% a 0,38%.
A
inflação acumulada de pelo IGP-M de janeiro a agosto é
de 1,96%. Nos últimos 12 meses, o índice registrou uma
alta de 2,43%. O Índice de Preços no Atacado (IPA)
registrou em agosto uma alta de 0,46%, bem acima dos
0,21% apurados em julho. No caso da inflação no varejo,
a variação foi mais brusca. O Índice de Preços ao
Consumidor (IPC) registrou em agosto uma inflação de
0,13%, uma reversão do comportamento de julho, quando
estes preços recuaram 0,08%.
O Índice
Nacional do Custo da Construção (INCC) avançou 0,35%,
uma desaceleração em relação à alta de 0,57% de julho. O
IGP-M foi calculado com base nos preços coletados entre
os dias 21 de julho e 20 de agosto.
Por
Redação - de São Paulo
Fonte:
Correio do Brasil

28/08/06
-
2º Encontro de Mulheres Trabalhadoras nas Indústrias de
Minas Gerais

A CNTI com sua
Secretaria para Assuntos de Trabalho da Mulher, do
Idoso e do Adolescente (Sônia Zerino), e a 3ª
Secretaria da Região Sudeste (José Reginaldo),
realizaram entre os dias 25 e 26 de agosto no SESC
Venda Nova, Belo Horizonte, Auditório Mariana, o 2º
Encontro de Mulheres Trabalhadoras nas Indústrias de
Minas Gerais. O evento contou com a efetiva
participação das companheiras trabalhadoras, surtindo
resultados muito positivo. Estiveram presentes na
solenidade de abertura o Deputado Federal Sérgio
Miranda MG; a candidata a Governadora Vanessa
Portugal; candidata a Senadora Maria da Consolação;
Antônio Costa Miranda, Presidente da Nova Central
Sindical MG; Edílson Maia Filho Presidente da FTI
Químico de MG; Elizabete Inácio candidata a Deputada
Federal MG; Sirley Soalheiro Ação Mulher Trabalhista
PDT- MG; Cláudio de Jesus, Presidente da FTI do
Vestuário; Reinaldo Ferreira Cabral Presidente da FTI
dos Urbanitários e candidato a Deputado Estadual MG;
Lucinha Aleluia candidata a Deputada Federal MG; e
Profª Tásia Maria Lemos Ferreira.
Dentre as
solicitações deliberadas no 1º Encontro, como o
documento elaborado e entregue por uma comissão de
trabalhadoras, ao Governador Aécio Neves, foi
informado que produziu os seguintes resultados:
Revitalização da Delegacia da Mulher de Venda Nova e
Aumento do Efetivo das DEAM’s. A inserção do tema
"Saúde da Mulher e o lançamento da Cartilha Assédio
Moral no Trabalho", também foram solicitações do
1º Encontro direcionadas e cumprida pela CNTI.
No 2º Encontro
as exposições e os temas discutidos deram origem
a várias deliberações e solicitações. Dentre às quais
destacamos: divulgação em todas as bases, através de
um boletim informativo, do quadro caótico política
atual, evidenciando os parlamentares envolvidos em
escândalos de corrupção e os que votaram contra os
trabalhadores e aposentados; repúdio contra o PL que
tramita na Câmara, com objetivo de retirada de
diversos direitos das mulheres trabalhadoras; “fator
previdenciário e tempo de aposentadoria para a
mulher”; também foi deliberado que todos os sindicatos
presentes no 2º Encontro deverão colher assinaturas em
suas bases, visando o fortalecimento do documento
produzido no encontro.

28/08/06
-
Mercado de trabalho continua
aquecido, diz diretor do Dieese
O mercado de trabalho
nas principais capitais do país não entrou em processo
de retração e não há nenhum indicador econômico
sinalizando desaquecimento. O que tem ocorrido "é uma
mudança no ritmo de criação de vagas", na avaliação é de
Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese).
Para ele, dificilmente poderá se repetir o mesmo
movimento de geração de postos de trabalho registrado em
2004, quando o crescimento foi expressivo. Mas "o
fundamental é que oscilações de aumento na taxa de
desemprego não têm sido decorrentes de demissões",
apontou, em referência aos resultados divulgados ontem
(24) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
Os dados do IBGE indicam que, em julho, a taxa de
desemprego atingiu 10,7% da População Economicamente
Ativa (PEA) - a mais alta variação mensal desde abril do
ano passado. Essa alta, no entanto, não reflete uma
queda na oferta de vagas e sim um volume maior de
pessoas no mercado de trabalho. No período, foram
criados 84 mil postos de trabalho, enquanto 174 mil
passaram a disputar as vagas.
Ganz Lúcio lembrou que quando há uma melhoria no quadro
econômico, mais pessoas ingressam no mercado.
Diferentemente do que ocorreu em nível nacional, nos 39
municípios que compõem a região metropolitana de São
Paulo, o número de vagas criadas em julho superou em 3
mil o total de trabalhadores que entraram para o
mercado, apesar de manter a taxa de desemprego estável,
passando de 16,8% para 16,7%. Houve um saldo positivo de
46 mil novas vagas - só na indústria foram 34 mil
postos, com destaque para os setores de vestuário e
têxtil, química e borracha, alimentação, e gráfica e
papel.
O diretor do Dieese acrescentou que esse desempenho
favorável reflete a combinação de fatores como
recuperação da renda, ainda que de forma lenta, queda
nos índices de inflação e o repasse da queda na taxa
básica de juros (a Selic, atualmente, em 14,75%), em
forma de reduções na correção sobre os empréstimos à
pessoa física - como o cheque especial, por exemplo.
Fonte: Agência
Brasil

25/08/06
-
CNTA pede ao Ministério do Trabalho revogação de
resolução da OIT que proíbe o uso do amianto
Em audiência com o assessor especial do Ministério do
Trabalho, Nilton Freitas, a diretoria da Comissão
Nacional dos Trabalhadores do Amianto (CNTA), entregou
documento ao ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em que
pede a revogação de Resolução da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe o uso do
amianto. Durante a audiência, que aconteceu no próprio
Ministério do Trabalho, na tarde desta quarta-feira, dia
23 de agosto, o coordenador da CNTA, Emílio Alves
Ferreira Júnior, pediu que o Ministério do Trabalho
Brasileiro interceda junto a OIT para corrigir “uma
falha injustificada, que foi a homologação desta
Resolução.” Participaram ainda da audiência os
diretores da CNTA Itaci de Sá e Wilson Geraldo Salles da
Silva.
No documento, a CNTA
diz ter estranhado o fato da 95ª Conferência
Internacional do Trabalho,
que aconteceu de 30 de
maio a 16 de junho, deste ano, em Genebra, na Suíça, ter
sido usada como um fórum para se homologar uma Resolução
onde se propõe a eliminação do uso de amianto no futuro.
Também adverte que este tema foi tratado fora da pauta
do dia e sem discussão com os trabalhadores dos países
como o Brasil, “onde já não se teme mais o mineral,
porque seu uso tem sido controlado e responsável.”
Por outro lado, foi
destacado que a própria Resolução admite, em seu texto,
que a identificação e manejo apropriados do amianto são
uma forma eficaz de proteger os trabalhadores contra
exposição ao amianto e de prevenir doenças e mortes
relacionadas ao amianto no futuro. No Brasil, como
destaca o coordenador da CNTA, o uso do amianto
crisotila é realizado de forma controlada, com
fiscalizações periódicas do ambiente de trabalho,
através de um acordo envolvendo trabalhadores, governo e
empresários, sendo uma solução para o Brasil e para o
mundo. A direção da CNTA, inclusive, convidou o assessor
Nilton Freitas para que conheça as fábricas e a própria
mina de amianto, na cidade de Minaçu, Estado de Goiás,
para que conheça a realidade atual do setor.
A reivindicação dos
trabalhadores é que esta Resolução seja revogada pela
OIT e que uma nova discussão, aberta e abrangente, que
inclua, incondicionalmente os países onde as
experiências apontam para um novo caminho de utilização
do amianto crisotila, seja promovida pela OIT. A
argumentação da CNTA é de que a missão da OIT é de
proteger os trabalhadores, e não ignorá-los, assim como
suas suas experiências.
Durante a audiência,
foi ressaltado que a CNTA é uma organização de
trabalhadores do setor de fibrocimento e da mineração,
com representação de 24 entidades sindicais e apoiada
pelas 15 Federações de Trabalhadores da Construção
Civil, que representam 85% dos trabalhadores do setor. A
CNTA defende que o uso controlado e responsável do
amianto crisotila não expõe o trabalhador a riscos de
doenças pulmonares. Nossa convicção se dá pelo
conhecimento dos avanços no emprego de novas tecnologias
que transformaram o dia-a-dia dos operários da cadeia
produtiva do amianto crisotila.
Vanderlei Zampaulo
– MTb-20.124

25/08/06
-
PEC do trabalho escravo pode ser apreciada no Congresso
Entidades que fazem parte da Comissão Nacional de
Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) lançaram uma
campanha para pressionar os parlamentares a votarem a
Proposta de Emenda Constitucional (PEC 438/2001),
conhecida como PEC do Trabalho Escravo. Ela tramita no
Congresso Nacional há mais cinco anos.
Caso a proposta seja aprovada no Parlamento da forma
como está, vai autorizar o confisco das terras em que
for constatada a existência de trabalho escravo.
A campanha consiste em um anúncio publicitário que
apresenta um placar em 0 X 0 na disputa entre a
liberdade e a escravidão. Além disso, estão listados os
correios eletrônicos de todos os 513 deputados federais.
A idéia é ajudar o eleitor a escolher melhor seu
candidato a partir do posicionamento que o deputado
tomará frente à votação da emenda.
A PEC do Trabalho Escravo já foi aprovada no Senado. Na
Câmara dos Deputados, a proposta foi aprovada em
primeiro turno. O placar da votação, ocorrida em 11 de
agosto de 2004, registrou 326 votos a favor, 10
contrários e oito abstenções. No entanto, há mais de
dois anos a matéria não é colocada na pauta para votação
em segundo turno, apesar da promessa dos últimos
presidentes da Casa.
Segundo as entidades da campanha, a PEC está parada por
causa da forte pressão dos parlamentares da bancada
ruralista, aliados dos grandes fazendeiros, que estão
receosos quanto ao teor da proposta, que confisca a
terra de quem ainda exerce a escravidão.
A campanha é assinada pela Comissão Pastoral da Terra
(CPT), organização não-governamental (ONG) Repórter
Brasil, Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho
(ANPT) e Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho
(Anamatra).
Fonte: Diap

24/08/06
-
Projeto cria estímulo para trabalhador com mais de 45
anos
A
Câmara analisa o Projeto de Lei 6930/06, do Senado, que
institui o Programa Nacional de Estímulo ao Emprego de
Trabalhadores Experientes (PNETE), destinado a
trabalhador com mais de 45 anos de idade e em situação
de desemprego involuntário por mais de seis meses. O
programa funcionará nos mesmos moldes do programa de
primeiro emprego para jovens.
Os trabalhadores devem ter experiência profissional,
pertencer a famílias de baixa renda, não ter renda de
qualquer outra natureza e devem estar cadastrados nas
unidades executoras do programa.
Subvenção
De acordo com o projeto, os empregadores que contratarem
esses trabalhadores, desde que atendidas as condições
estipuladas, terão direito ao recebimento de subvenção
econômica correspondente a até seis parcelas de R$
200,00 ou de R$ 100,00 por emprego gerado, conforme a
renda ou faturamento do empregador no ano-calendário
anterior.
O projeto estabelece condicionantes para que o
trabalhador não seja demitido antes de um ano da
vigência do contrato de trabalho subvencionado, buscando
garantir-lhe emprego por, pelo menos, esse período.
Essa iniciativa, aliada à exigência de que as
contratações subvencionadas signifiquem acréscimo ao
número de empregados da empresa, visa a expansão do
emprego e inibição da rotatividade da mão-de-obra.
Taxa de desemprego
De acordo com autor da proposta, senador Paulo Paim
(PT-RS), é incontestável que os jovens representam a
maior parcela dos desempregados brasileiros (cerca de
44% do total). O Programa Nacional de Estímulo ao
Primeiro Emprego para os Jovens (PNPE), segundo ele, foi
instituído exatamente para tentar amenizar esse quadro.
Ele lembra, no entanto, que a taxa de desemprego entre
os trabalhadores mais velhos tem sido a que mais cresce.
O senador cita dados, demonstrando que, entre 1993 e
2002, por exemplo, as taxas de desemprego relativas aos
grupos de trabalhadores nas faixas etárias de 15 a 17
anos e de 18 a 24 anos de idade aumentaram 34% e 39%,
respectivamente. No mesmo período, as taxas relativas às
faixas etárias de 40 a 49 anos e 50 e 59 anos cresceram
75% e 68%, respectivamente. No conjunto, cerca de 20%
dos desempregados têm entre 40 a 59 anos de idade.
Além disso, segundo o parlamentar, é também no grupo dos
trabalhadores mais velhos que mais cresce o período
médio de desemprego. Em geral, este período vem
aumentando sistematicamente. Como resultado, cerca de
50% dos trabalhadores ficam, atualmente, mais de seis
meses desempregados.
Na avaliação do autor da proposta, é necessário atuar
para reverter essa tendência de crescimento do
desemprego entre os trabalhadores mais velhos e
experientes, especialmente entre aqueles de baixa renda,
que tendem a enfrentar maiores dificuldades quando
perdem o rendimento do trabalho.
Tramitação
O projeto, sujeito à apreciação do Plenário, será
analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração
e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

24/08/06
-
Trabalhador vai ser isento de CPMF na movimentação da
conta-salário
Segundo a Agência Informes, o trabalhador vai poder
transferir dinheiro da sua conta-salário para outra, em
banco de sua escolha, sem pagar CPMF ou tarifas
bancárias. "Estamos dando ao trabalhador o direito de
escolher o banco com que quer trabalhar. Ele vai poder
fazer isso sem pagar CPMF e sem pagar tarifas", afirmou
o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
A decisão do governo faz parte de um conjunto de medidas
a serem anunciadas nos próximos dias com o objetivo de
promover a competitividade entre os bancos e, com isso,
reduzir os juros. "Muitas vezes as empresas negociam a
folha de pagamento com o banco e têm alguma vantagem em
troca. E aí fica o compromisso de que essa conta não
pode sair de lá. Cria-se uma dificuldade, principalmente
com tarifa elevada", comentou Mantega. "Queremos que os
bancos corram atrás do cliente e não que o cliente fique
pedindo favores", acrescentou.
Fonte: Diap

24/08/06
-
Justiça do Trabalho não é competente para cobrar e
executar contribuições previdenciárias
A Justiça do Trabalho não é competente para cobrar e
executar as contribuições previdenciárias decorrentes de
acordo celebrado perante Comissão de Conciliação Prévia.
Essa foi à decisão, unânime, proferida pela Terceira
Turma do Tribunal Superior do Trabalho que, acompanhando
o voto do ministro relator Alberto Bresciani, negou
provimento ao recurso de Agravo de Instrumento
interposto pelo Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS).
Uma ex-empregada da Legião da Boa Vontade (LBV) propôs
reclamação trabalhista requerendo o recebimento de
verbas que lhe foram suprimidas durante o pacto laboral.
Perante a Comissão de Conciliação Prévia, as partes
fizeram acordo, no valor de RS 5.424,00 para pagamento
em dez parcelas. A LBV pagou oito das dez parcelas.
Ação
Descumprido parte do acordo, a empregada iniciou
processo de execução da quantia restante, perante o
Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3ª Região (Minas
Gerais), firmando novo acordo, desta vez no valor de R$
1.000,00. Oficiado o INSS, este apresentou os cálculos
das contribuições devidas, no montante de R$ 337,50.
O juiz da primeira instância homologou os cálculos
apenas em relação ao acordo firmado pelas partes
litigantes, excluindo os valores a título de
contribuição ao INSS. O juiz entendeu pela incompetência
da Justiça do Trabalho para execução da verba
previdenciária, em obediência aos termos do artigo 114
da Constituição Federal.
O INSS levou a questão ao TST por meio de recurso de
Agravo de Instrumento. Argumentou que a interpretação
conferida pelo TRT mineiro não se coaduna com a
finalidade da Emenda Constitucional nº 20, que seria a
de garantir o custeio da seguridade social.
Os integrantes da Terceira Turma do TST entenderam que
apenas as contribuições previdenciárias decorrentes de
sentenças condenatórias e de acordos homologados pela
Justiça do Trabalho podem ser alcançadas pelo artigo
114, parágrafo 3º, da Constituição Federal. “Assim não
ocorre com as contribuições previdenciárias decorrentes
de parcelas inscritas em acordo firmado perante Comissão
de Conciliação Prévia, buscadas pelo INSS – como ocorre
no caso -, porque despido o ajuste da homologação
judicial”, justificou o voto do relator.
O ministro Alberto Bresciani explicou que a situação
seria diferente se houvesse acordo homologado na Justiça
do Trabalho, em execução do título extrajudicial, ou
mesmo em decorrência de homologação de cálculos
efetivados em processos dessa natureza. (AIRR-1110/2003-037-03-41.7).
Informações do TST
Fonte: Diap

24/08/06
-
Empresa é condenada a manter salário de dirigente
sindical
A Seção Especializada em Dissídios Individuais 2, do
Tribunal Superior do Trabalho, manteve a decisão do
Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 3a Região (Minas
Gerais), que considerou ilegal a exigência de retorno ao
trabalho de representante sindical, afastado por mais de
10 anos do emprego, recebendo normalmente os salários
pagos pelo empregador.
O empregado foi contratado pela empresa em 1987, como
aprendiz de laboratorista. No ano seguinte foi promovido
a laboratorista físico. Em 1990, foi eleito para o cargo
de presidente do Sindicato dos Trabalhadores na
Indústria de Refratários de Betim (MG), permanecendo
nessa condição por mais de dez anos.
Os donos da empresa concordaram com o afastamento do
empregado para exercer as atividades sindicais, com o
pagamento normal do salário constante de seu contrato de
trabalho. Após dez anos pagando ao empregado, que estava
à disposição do sindicato, a empresa exigiu o seu
retorno, sob pena de ter suspenso o salário e
considerado abandono de emprego.
O empregado, então, ajuizou reclamação trabalhista
alegando alteração unilateral do contrato de trabalho,
pedindo que lhe fossem asseguradas as condições de
trabalho ajustadas tacitamente, quais sejam, continuar à
disposição do sindicato e recebendo salário.
Julgamento
A ação foi julgada improcedente na primeira instância. O
empregado recorreu ao TRT que reformou a sentença, dando
provimento ao pedido, determinando o retorno das
condições ajustadas tacitamente.
A empresa, então, recorreu ao TST. Alegou que ocorreu
interrupção do contrato de trabalho e não suspensão,
sendo equivocada a tese de alteração contratual. Disse
que na época em que o empregado foi eleito para o
sindicato, possuía em seu quadro cerca de 1.200
funcionários. Porém, com a crise financeira que abateu a
empresa, foi obrigada a reduzir o quadro de funcionários
para 240, sendo inviável continuar pagando um empregado
que não comparecia ao emprego.
Decisão
A SDI-2, acompanhando o voto do ministro Emmanoel
Pereira, relator do processo, manteve a decisão do
TRT/MG. O ministro justificou seu voto considerando a
liberalidade da empresa em efetuar pagamento de salários
ao empregado, na qualidade de dirigente sindical, por
mais de dez anos, condição mais benéfica que aderiu ao
contrato de trabalho.
“A empregadora assentiu com a licença remunerada do
empregado, portanto renunciou ao dispositivo legal no
qual lhe era garantido o não pagamento de salários a
dirigente sindical. Assim, ao criar condição mais
favorável ao contrato de trabalho, não poderia alterá-lo
uniletaralmente”, disse o relator. (ROAR-491/2004-000-03-00.4)
Informações do TST
Fonte:
Diap

22/08/06
-
CNTI e Centrais apresentaram
proposta para alterar
precedente do TST
Proposta, assinada pelas centrais sindicais,
disciplina contribuições aos sindicatos
O presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Indústria (CNTI), José Calixto Ramos
e o vice-presidente da Federação dos Trabalhadores nas
Indústrias da Construção e do Mobiliário de São Paulo
(Feticom),
Emílio Alves Ferreira Júnior, estiveram na manhã desta
terça-feira, dia 22 de agosto, reunido com o
presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST),
ministro Ronaldo Leal, apresentando proposta para
alteração do precedente 119 do próprio TST, que trata
das contribuições dos trabalhadores aos sindicatos. A
audiência aconteceu em Brasília, da qual participaram,
também, representantes da Força Sindical, CGTB, SDS,
CUT e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST),
da qual José Calixto Ramos é presidente.
A proposta, assinada pelas centrais sindicais e pela
CNTI, estabelece que: “a contribuição assistencial
definida pela assembléia dos trabalhadores, sempre em
condições de razoabilidade, poderá ser objeto de
oposição individual do trabalhador manifestada no seu
sindicato no prazo de 10 (dez) dias úteis após a
data-base. A divulgação do prazo de oposição deverá
ser ampla e feita pelas entidades representantes das
categorias profissional e patronal”.
O vice-presidente da Feticom conta que o movimento
sindical decidiu recorrer ao TST em função das
investidas do Ministério Público do Trabalho,
especialmente na região de Bauru, que vem tentando
proibir o desconto de contribuições de trabalhadores,
afetando as finanças e, conseqüentemente, as ações do
movimento sindical, para defesa, organização e
fortalecimento dos trabalhadores nas suas
reivindicações, além dos problemas do dia-a-dia. Ele
alega que esta ação por parte do Ministério Público do
Trabalho só vem causando gastos e tempo ao movimento,
que está tendo que se defender destas investidas.
Ao presidente do TST, foi alegado que essa
interferência só vem trazendo prejuízo aos
trabalhadores, uma vez que o movimento sindical
desenvolve, além do trabalho de organização e defesa
dos interesses das suas respectivas categorias,
atividades de cunho social, oferecendo aos seus
associados um leque de serviços, como atendimento
odontológico, assistência jurídica e convênios para
assistência diversas, entre outros, assim lazer, sendo
um braço de apoio aos governo. “Com certeza, sem esse
nosso apoio, os governos viveriam um caos, porque não
conseguiriam dar conta da demanda. Por isso, fomos até
o TST apresentar esta proposta ”, contou o presidente
da Feticom.
Vanderlei
Zampaulo – MTb-20.124

A Nova Central passa a
contar com mais uma organização estadual, Desta vez será
a NCST do Estado de Tocantins, cuja fundação ocorreu no
último dia 19.
Grande número de
dirigentes sindicais de Tocantins estiveram presentes
na solenidade e apoiaram da Nova Central no Estado.

Reunião da Nova Central Sindical de Trabalhadores -
NCST/SC, ocorrida no dia 14/08/2006, no auditório do
SITICOM de Canoinhas/SC, com a presença dos companheiros
José Calixto Ramos (presidente da CNTI e NCST), Geraldo
Ranthum (presidente da Fetraconspar/PR) e Altamiro
Perdoná (presidente da Feticom/SC), para tratar sobre: a
estruturação da sede provisória da NCST/SC que
funcionará na FECTROESC, sito no município de São
José/SC; Secretarias regionalizadas em SC; e outros
assuntos pertinentes.

Nos dias 14 a 16 de agosto de 2006 foi realizado no
auditório do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da
Construção e Mobiliário de Canoinhas/SC (SITICOM) "Curso
de Segurança e Medicina no Trabalho", com a abertura do
evento realizada pelo Sr. José Calixto Ramos (presidente
da CNTI/NCST) e com palestras da DRT/SC e da
Fundacentro. Este evento obteve a participação de 85
inscritos, com trabalhos em grupo e uma ótima aceitação
e aproveitamento dos participantes.
O setor registrou no mês de
julho um déficit de US$ 49 milhões, resultado de queda
de 5% das exportações e aumento de 70,5% nas
importações
Paula Puliti
SÃO
PAULO - O setor têxtil e de confecção registrou em julho
o maior déficit comercial dos últimos 72 meses: US$ 49
milhões, resultado de queda de 5% das exportações e
aumento de 70,5% nas importações, ante o mesmo mês de
2005. No acumulado de janeiro a julho, as vendas
externas do setor ainda estão positivas, em 2,7%,
segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de
Confecção (Abit).
Mas
esse aumento, de acordo com o diretor-superintendente da
entidade, Fernando Pimentel, somente acontece por conta
das exportações de fibras de algodão, que cresceram 41%
em relação aos sete primeiros meses do ano passado.
Excluídas as exportações de fibras de algodão (que
representaram 32,8% do volume total exportado pela
cadeia neste ano), as vendas externas do setor caíram
0,9%, em valor, e 1,3%, em volume.
O
saldo comercial do setor nos primeiros sete meses de
2006 mudou de sinal em relação ao mesmo período de 2005:
o superávit de US$ 255,4 milhões foi substituído por um
déficit de US$ 50,8 milhões. Excluídas as fibras de
algodão, a balança comercial setorial registra déficit
de US$ 109,8 milhões nos sete primeiros meses do ano,
contra um superávit de US$ 194,5 milhões no mesmo
período do ano passado.
As
exportações de confecções, produtos de maior valor
agregado, também recuaram em volume e valor, o que
mostra que o Brasil, neste ano, está fornecendo menos
produtos de maior valor agregado e aumentando suas
vendas externas de matérias-primas.
De janeiro a julho de 2006, as
importações do setor têxtil e de confecção subiram
39,4%, em valor, e 33,4% em volume, quando comparadas ao
mesmo período de 2005. O aumento ocorreu em quase todos
os segmentos da cadeia têxtil e de confecção,
principalmente nos segmentos de maior valor agregado.
Nos primeiros sete meses do ano, a China respondeu por
59,2% das importações brasileiras de vestuário.
Fonte: Estadao.com

15/08/06
-
Reajuste dos aposentados é tema de nova medida
provisória
A Câmara começará a analisar a Medida Provisória
316/06, que foi assinada pelo presidente Luiz Inácio
Lula da Silva e reajusta em 5,01% os benefícios com
valores acima de um salário mínimo pagos pela
Previdência Social. O texto determina que o reajuste
anual das aposentadorias seja calculado com base no
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
A MP também traz a implantação do chamado "nexo
técnico epidemiológico" para a identificação de
acidentes e doenças ocasionadas pela atividade
profissional.
A MP 316 substitui a MP 291/06, que perdeu a validade
na última quinta-feira, 10/08, por causa do impasse
sobre a sua votação no Congresso. Os parlamentares de
oposição queriam estender a todos os beneficiários da
Previdência o reajuste de 16,67% - o mesmo índice
aplicado ao salário mínimo, mas não chegaram a um
acordo com o Governo.
Inflação
O aumento vale a partir do dia 1º de agosto, ou seja,
será repassado aos segurados na próxima folha de
pagamento, juntamente com a antecipação de metade do
13º salário, segundo o Ministério da Previdência. Dos
5,01%, 3,213% correspondem à inflação calculada pelo
INPC entre os meses de maio de 2005 e março de 2006; a
parcela restante é relativa ao aumento real.
O reajuste será concedido a 8,2 milhões de segurados
da Previdência Social que recebem benefícios acima de
um salário mínimo. Os outros 15,7 milhões de
benefícios pagos mensalmente pela Previdência Social
têm o valor de um salário mínimo.
O Governo calcula que o impacto do aumento de 5,01% de
agosto a dezembro deste ano será de R$ 1,9 bilhão.
Com informações da Agência Câmara
Fonte: Diap

15/08/06
-
Emprego na indústria apresenta leve queda em junho
O emprego na
indústria brasileira caiu 0,1% em junho sobre maio,
enquanto o número de horas pagas cresceu 0,2% no
período, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nesta segunda-feira. Na comparação
anual, o comportamento do emprego industrial em junho
ante junho de 2005 também caiu 0,1%, a nona queda
consecutiva neste tipo de comparação, segundo comunicado
divulgado pelo IBGE.
Segundo levantamento
feito pelo Instituto, sete dos 14 locais pesquisados
registraram uma retração no número de trabalhadores em
junho deste ano, frente ao apurado no mesmo período de
2005. Na avaliação por setores, a queda foi registrada
em 10 dos 18 pesquisados. No ano, o indicador de emprego
na indústria apurado pelo IBGE acumula uma queda de
0,5%. Nos últimos 12 meses, a retração foi de 0,3%.
De acordo com o IBGE,
a tendência apontada pelo indicador de média móvel
trimestral é de estabilidade. Entre os trimestres
encerrados em junho e maio, esse indicador apurou uma
leve alta de 0,1%. Apesar do número de horas pagas na
indústria ter crescido de maio para junho e até mesmo na
comparação anual, o indicador acumula no ano uma queda
de 0,1 por cento, mesma variação verificada nos últimos
12 meses.
Por Redação - do Rio
de Janeiro
Fonte: Correio do
Brasil

11/08/06
-
Aposentados terão mais 5,01% de aumento no contracheque
O Diário Oficial
da União publicou, na sua edição desta sexta-feira, a
assinatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na
medida provisória que aumenta em 5,01% o benefício de
aposentados e pensionistas que ganham mais de um salário
mínimo. O índice de 5,01% na nova MP se deve ao fato de
a Constituição não permitir que existam duas medidas
provisórias com a mesma proposta. A Medida Provisória
291, que perdeu validade ontem, propunha aumento de 5%
para esses aposentados.
A MP 291 perdeu
validade por não ter sido votado no Congresso dentro do
prazo regulamentar. Os parlamentares da oposição haviam
proposto o índice de 16,67%, o mesmo aprovado para o
salário-mínimo, mas o governo alegou que não dispunha de
recursos para pagar o reajuste.
Por Redação - de Brasília
Fonte: Correio do
Brasil

11/08/06
-
SINTEPAV-CE: Novas conquistas para os trabalhadores
Raimundo
N. Gomes, presidente do STI Construção de Estradas,
Pavimentação e Obras de Terraplanagem em Geral do Ceará
(foto), considerou bom o resultado da negociação da CCT
para 2006/2007. “Conseguimos reposição salarial acima do
INPC, para todos”. Além do reajuste, o acordo garante
novas conquistas e a manutenção das cláusulas da
Convenção Coletiva.
Novas
conquistas:
Seis meses de
estabilidade para gestantes após o parto:
Fica assegurada às
empregadas gestantes a estabilidade provisória no
emprego, a partir do início da gravidez até seis meses
após o parto, nos termos em que dispõe o art. 10, inciso
11, alínea “b” da constituição federal - ato das
disposições constitucionais transitórias. (está na
cláusula 30ª - da CCT 2006 / 2007 - estabilidade para
empregada gestante.)
PLR agora é uma
realidade:
As empresas que ainda
não possuem o Programa de Participação dos Trabalhadores
nos Lucros ou Resultados, deverão no prazo de 60 dias
(sessenta) dias, a contar da assinatura desta Convenção,
promover sua implantação, conforme previsto no artigo 2º
da Lei 10.101 (está na cláusula 12ª da CCT - 2006/2007).
Muitas empresas que ainda não tinha o programa já
aderiram a sua implantação.
Mais assistência
médica para os trabalhadores
A diretoria do
SINTEPAV-CE investiu muito na assistência
médico-odontológica. Para se ter uma idéia da
importância de prestar assistência médica para o
trabalhador, podemos registrar números mais que
significativos. No período de janeiro de 2005 à julho de
2006, O SINTEPAV-CE através do seu convênio com o SESI,
já atendeu mais de 1.377 trabalhadores associados, entre
consultas e exames laboratoriais. Além do convênio O
SINTEPAV-CE investiu em um consultório médico próprio
para prestar atendimento à categoria na sua sede. O
Dr. Adriano Nogueira, Clínico Geral, foi contratado pelo
Sindicato, e já se encontra a disposição para atender ao
trabalhador.
Ao longo da atual
gestão foram efetuadas mais de 2.000 consultas e
exames. A má distribuição de renda faz com que os
sindicatos que se preocupam com a sua categoria invistam
em assistencialismo. O presidente ressalta, ainda, que o
sindicato já levou e pretende levar sazonalmente, para
atendimento odontológico ao trabalhador nos canteiros
de obras, uma unidade móvel, o que agilizará os serviços
prestados pelo sindicato.

10/08/06
-
Trabalhadores nascidos em julho podem sacar PIS a partir
de hoje
Agências e postos da Caixa estão habilitados a fazer
o pagamento. O Pasep é pago no Banco do Brasil. É
preciso levar documento e o número do PIS ou do Pasep
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), hoje é
o primeiro dia de pagamento do abono do PIS/Pasep,
ano-base 2005, equivalente a um salário mínimo, para
quem nasceu em julho - no caso do PIS -, ou para os
servidores públicos com inscrições zero e um do Pasep. O
saque pode ser feito em todas as agências da Caixa
Econômica Federal e do Banco do Brasil até 29 de junho
do próximo ano.
A partir do próximo dia 16, poderão sacar o abono os
trabalhadores nascidos em agosto e os servidores com
inscrições dois e três. Já a partir do dia 23, o saque
está permitido para os nascidos em setembro e os com
inscrições quatro e cinco. Veja a tabela.
Somente neste mês de agosto, serão pagos benefícios a
2.526.018 trabalhadores, dos 11,49 milhões identificados
de todo o país. Desses, 9,78 milhões do PIS e 1,71
milhão do Pasep. A partir dessa data também poderão
sacar os rendimentos de suas contas pessoais aqueles
trabalhadores cadastrados antes de 1988.
Ao todo, serão mais de R$ 4 bilhões de recursos do Fundo
de Amparo ao Trabalhador (FAT) e os saques seguem um
calendário divulgado pelo MTE.
Pagamento
De acordo com o MTE, alguns trabalhadores, cujas
empresas têm convênio com o Ministério, recebem
diretamente em suas contas bancárias. O trabalhador
precisa ficar atento para verificar se o abono foi
realmente depositado, geralmente no mês de setembro.
Os trabalhadores podem sacar o PIS também nas casas
lotéricas ou postos “Caixa Aqui”, utilizando o cartão
cidadão e senha. O Pasep é pago no Banco do Brasil, de
acordo com os últimos dígitos da inscrição.
Têm direito ao abono salarial do ano-base 2005, os
trabalhadores e servidores públicos que foram
cadastrados no PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos (até
2001), tenham trabalhado, pelo menos, 30 dias em 2005 e
recebido, em média, dois salários mínimos naquele
período.
Para efetuar o saque, os trabalhadores/servidores terão
que apresentar o número dos PIS ou Pasep e a carteira de
identidade.
Fonte : Diap

Dia 24 de agosto de 2006, tomará posse a nova Diretoria
eleita da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias da
Construção e do Mobiliário do Estado de Santa Catarina.
O evento será a partir das 10:00 horas no auditório do
SEST/SENAT, localizado na Av. Marinheiro Max Schramm,
3635 - Jardim Atlântico, Florianópolis, Santa Catarina.
DIRETORIA EFETIVA
Presidente:
Altamiro Perdoná
Vice-Presidente:
Jair Machado
Secretário-Geral:
Itaci de Sã
Tesoureiro Geral:
Carlos Alberto Baldissera
2° Tesoureiro:
Aduci João Pereira
Sec. Formação Sindical:
Luiz Carlos Schukosky
Sec. Imprensa e Comunicação:
Oenes Neckel de Menezes
Sec. Neg. Coletiva no Trabalho:
Paulo Dolzan
Sec. Saúde e seg. no Trabalho:
José Pacheco
SUPLENTES
Izaias Otaviano - Luiz Carlos Torres - Milton Luiz
Arruda Malinverni
Solange F. de Oliveira dos Santos - Diomar Figueredo -
Mário Biz - Marino José da Luz
José Sinval da Costa Pereira - Osório Zermiani
CONSELHO FISCAL
EFETIVOS
Benedito Camargo Filho - Melquíades Pereira da Cruz - Sigmar
Ziehlsdorff - Orlando Ferreira
SUPLENTES
João Batista de Oliveira - Elias Germano Mafeçolli -
Aroldo Berlanda - Severino Gabriel
REPRESENTAÇÃO JUNTO À CNTI
EFETIVOS
Altamiro Perdoná - Alípio Castanha de Araújo
SUPLENTES
Marcos Pinto
Moreira - Júlio César Quaresma Vidal

09/08/06
-
Reajuste dos
Aposentados
MP cai no dia 10; Governo vai
editar nova medida para garantir reposição de 5%
A MP 291, que reajusta em 5% os benefícios do INSS,
perde a eficácia no próximo dia 10. Esta medida
provisória foi a responsável pela disputa política que
paralisou o Congresso nos últimos dois meses.
De um lado o Governo que propôs, mas não conseguiu
convencer a oposição, a aprovar a medida como foi
formulada pelo Planalto. Aproveitando a crise e o
momento eleitoral, a oposição inseriu no texto uma
emenda (11,67%) que igualava a reposição aos benefícios
dos aposentados e pensionistas ao percentual concedido
ao salário mínimo – 16,67%.
Com a perda da eficácia, pois a MP cai por decurso de
prazo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá
editar, ainda nesta semana, um decreto ou uma nova MP
sobre o assunto. No caso de ser um decreto presidencial
não haverá necessidade de o Congresso aprová-lo. Caso
seja uma nova medida provisória perderá o apelo
eleitoral, pois até a matéria ser objeto de deliberação
do Legislativo a eleição já terá acabado.
Fonte : Diap

08/08/06
-
CNTI/SC, a
Feticom/SC e o Siticom participaram de ação em prol de
trabalhadores

A 2ª Secretaria da Região Sul em Santa Catarina,
juntamente com a FETICOM/SC e o SITICOM do Vale do
Araranguá, realizaram uma ação conjunta em prol dos
trabalhadores da Fábrica de Móveis G. M. SANTOS, que
faliu e deixou quase 100 (cem) trabalhadores a ver
navios sem receber quaisquer direitos. As entidades
acima juntamente com os trabalhadores, tomaram o pátio
da empresa e não deixaram que nada fosse retirado da
empresa até o dia da audiência. Nos dias 02 e 03 de
agosto de 2006 o juiz julgou os bens indisponíveis para
os trabalhadores.

07/08/06
-
1º Encontro de Mulheres Trabalhadoras nas Indústrias da Bahia

A CNTI por meio da
Secretaria da Mulher, do Idoso e do Adolescente, a 3ª
Secretaria da Região Nordeste e a FTI dos Trabalhadores
nas Indústrias da Bahia, realizaram, no dia 05 de
agosto, 1º Encontro de Mulheres Trabalhadoras nas
Indústrias da Bahia, na Sede da Federação de Mulheres da
Bahia, Praça da Sé - Pelourinho.
A atividade
contou com a participação de companheiras de várias
Entidades Sindicais, onde foram discutidos temas
relacionados aos problemas que afligem as mulheres no
seu trabalho cotidiano e as dificuldades na luta em
defesa da igualdade entre homens e mulheres, no combate
à opressão e a desigualdade social. Foram feitas
apresentações culturais e sorteios de brindes.

07/08/06
-
Informe sobre o processo da Confederação dos Têxteis
Informamos aos dirigentes sindicais e trabalhadores nas
indústrias do vestuário, têxtil, couro e calçados que o
processo de criação da “Confederação Nacional dos
Trabalhadores nas Indústrias do Vestuário, Têxtil, Couro
e Calçados – CONACCOVEST” encontra-se em tramitação
na 17ª Vara da Justiça do Trabalho em Brasília.
Portanto, qualquer medida que venha a ser adotada pela
referida entidade, em formação, é prematura, não
causando nenhum efeito legal. Enfatizamos que a
CONACCOVEST ainda não dispõe de prerrogativa de
representatividade sobre os grupos profissionais acima
mencionados.
José Calixto Ramos
Presidente - CNTI

03/08/06
-
Sucesso o "Encontro de Aposentados" do Sintraconst - RIO

No dia 29 de julho, às 14 horas, aconteceu no salão de festa do
Sintraconst-Rio, Encontro com aposentados da categoria.
No
encontro foram realizadas palestras sobre As
Perspectivas do Movimento Sindical, ministrada pelo Sr.
José Calixto Ramos, presidente da CNTI e Nova Central
Sindical dos Trabalhadores; Direitos do Idoso e
Cidadania, pela diretora da Secretaria para Assuntos de
Trabalho da Mulher, do Idoso e do Adolescente da CNTI e
Envelhecer Sabiamente, pela professora Tásia Maria Lemos
Ferreira, como também foram feitas várias apresentações
culturais.
A atividade foi promovida pela diretoria do
Sintraconst-Rio e contou com o apoio da CNTI.
Aproveitamos o
ensejo para parabenizar a organização do evento

02/08/06
-
Custo da construção sobe para R$ 959 o metro quadrado
SÃO
PAULO - A pesquisa mensal do Sindicato da Indústria da
Construção (Sinduscon-SP) mostrou que o custo unitário
básico da construção civil paulista (CUB) apresentou uma
elevação de 0,17% em julho, em comparação a junho.
Conforme o levantamento, divulgada nesta quarta-feira, o
preço padrão por metro quadrado ficou em R$ 959,60.
Com esse
resultado, o CUB acumulado no ano chegou a 3,56%. E a
variação dos últimos 12 meses encerrados em julho está
em 4,13%.
Segundo
a entidade, no período, os custos com mão-de-obra
aumentaram 0,18%. Os preços dos materiais ficaram 0,15%
mais caros.
O CUB é
o índice oficial calculado pelo SindusCon-SP, e reflete
a variação mensal dos custos para utilização nos
reajustes dos contratos do setor.
Milton
F.da Rocha Filho
Fonte:
estadao.com.br

02/08/06
-
Sindicatos brigam por mais poder na representação do
trabalhador
BRASÍLIA – Os representantes das principais centrais
sindicais do país foram ontem ao Supremo Tribunal
Federal (STF) pedir à presidente, Ellen Gracie, para
serem ouvidos antes do julgamento da Ação Direta de
Inconstitucionalidade (Adin), proposta pelas
confederações ligadas à Nova Central Sindical dos
Trabalhadores contra as Medidas Provisórias (MPs) 293 e
294.
Essas MPs reconhecem as centrais sindicais como
instância máxima da representação dos trabalhadores,
além de criar o Conselho Nacional de Relações de
Trabalho. Ao conferir um outro status jurídico às
centrais sindicais, as MPs retiram poder de
representação das confederações de trabalhadores.
Hoje, quando há uma disputa trabalhista, quem representa
os empregados são as confederações. Com as MPs, as
centrais também poderão cumprir esse papel. Essa seria,
de acordo com técnicos, a razão pela qual as nove
confederações moveram a Adin.
Esse, porém, não é o motivo alegado por elas na ação. As
confederações sustentam que os temas tratados nas MPs
não são urgentes nem relevantes. Portanto, o correto
seria o envio de projetos de lei ao Congresso, e não a
edição de Mps.
“Essa Adin é um golpe”, classificou o presidente
interino da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o
Juruna, que esteve no STF. Ele garantiu à ministra Ellen
Gracie que o reconhecimento jurídico das centrais
sindicais é uma antiga reivindicação dos trabalhadores.
“As centrais sindicais são
favoráveis à votação e aprovação das medidas editadas
pelo presidente da República, pois foram construídas por
todos nós, inclusive com a participação das
confederações que ajuizaram a Adin”, disse.
Fonte: Jornal "O Tempo" - MG

01/08/06
-
Presidente do TST recebe senador Paulo Paim
O presidente do
Tribunal Superior do Trabalho, ministro Ronaldo Lopes
Leal, recebeu hoje (01) a visita do senador Paulo Paim
(PT-RS), e o principal assunto da audiência foi o
direito coletivo do trabalho. O parlamentar gaúcho está
interessado em regulamentar um tema que preocupa Leal –
o recolhimento da contribuição assistencial pelos
sindicatos e, sobretudo, a possibilidade de os
empregados não sindicalizados contestarem a cobrança.
Recentemente, o presidente do TST solicitou que a
questão seja analisada pela Comissão de Jurisprudência
do Tribunal. Segundo a atual jurisprudência do TST,
acordos ou convenções coletivas que estabeleçam cláusula
determinando a contribuição em favor de entidade
sindical a título de taxa para custeio não devem
alcançar os empregados não sindicalizados, sob pena de
violarem o direito de livre associação e sindicalização
(Precedente TST/119).
Apesar do entendimento consolidado pelo TST, são
inúmeros os acordos e convenções com cláusulas nesse
sentido, gerando disputas judiciais entre trabalhadores
e sindicatos. O Ministério Público do Trabalho também
atua com o objetivo de obter a nulidade de tais
cláusulas. O senador petista defende que o acordo
negociado pelo sindicato alcance apenas o trabalhador
que contribuir. Aquele que se recusar deve negociar
diretamente com o patrão.
Segundo o ministro Ronaldo Leal, a idéia de Paim pode, a
princípio, soar drástica, mas pode ser uma boa solução.
Para o parlamentar gaúcho, é necessário que a lei
preserve a manifestação de vontade do trabalhador,
inclusive com mecanismos efetivos de impugnação em caso
de coação. O trabalhador que não contribuir não seria
alcançado pelos benefícios negociados pelos sindicato,
devendo discutir seus direitos diretamente com o
empregador.
“No estudo que entreguei à Comissão de Jurisprudência do
TST apontei o problema. Agora, o senador propõe uma
solução. Antes de apresentar o projeto de lei, o senador
quer debater a questão, e coloquei-me à disposição para
participar de uma audiência pública, quando for o
momento. O assunto é delicado mas está encaminhado por
uma pessoa do ramo, já que Paim iniciou sua trajetória
como líder sindical em Canoas”, afirmou Leal. O
presidente do TST acredita que a proposta de Paim poderá
fortalecer os sindicatos.
Fonte: TST

01/08/06
-
Projeto amplia seguro-desemprego para 12 meses
O senador Paulo Paim (PT/RS), histórico defensor dos
trabalhadores, apresentou no Senado Federal projeto
destinado a ampliar para 12 meses o período máximo de
concessão do benefício do seguro-desemprego, a fim de
atender grupos específicos de segurados, como as vítimas
de calamidades naturais, epidemias ou grave crise
econômica.
O projeto, numerado como PLS 127/06, está na Comissão de
Assuntos Sociais, onde foi distribuída ao senador
Geraldo Mesquita Júnior (PMDB/AC). Sendo aprovada no
colegiado poderá ser enviado direto para a Câmara, salvo
apresentação de recurso para que seja votado no
plenário.
A proposta de Paim altera a Lei nº 8.900/94, que
disciplina o seguro-desemprego. De acordo com o texto em
vigor, esse benefício será concedido ao trabalhador
desempregado por um período máximo variável de três a
cinco meses, prorrogável em até dois meses para grupos
específicos de segurados. O senador quer aumentar o
período dessa prorrogação para 12 meses.
O senador gaúcho sustenta que, ao prolongar esse prazo
para doze meses, não compromete a saúde financeira do
Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), visto que a
concessão do benefício continuará sujeita à apreciação
do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao
Trabalhador (Codefat). Os critérios para essa decisão
continuarão sujeitos à regra de que esse gasto adicional
não ultrapassará, em cada semestre, 10% do montante da
Reserva Mínima de Liquidez prevista em lei.
Exclusão Social
O senador diz que sua iniciativa objetiva minimizar os
efeitos da exclusão social a que muitos trabalhadores e
suas famílias estão submetidos, especialmente os
relacionados ao trabalho e às necessidades básicas, em
conseqüência de epidemias, calamidades naturais ou
situações de grave crise econômica que, geralmente, os
levam a engrossar as estatísticas do desemprego e do
trabalho informal.
"São situações de calamidade decorrentes, nos centros
urbanos e principalmente no campo, de vendavais,
incêndios, inundações, longas estiagens, chuvas de
granizo, geadas, em suma, fatos imprevistos que acabam
empurrando o trabalhador para a marginalização, para a
miséria e para a completa exclusão social", afirma.
De acordo com Paim, existem ainda epidemias que podem
eliminar postos de trabalho, como a febre aftosa e a
ameaça da gripe aviária, que são capazes de causar a
perda, ainda que temporária, de empregos em fazendas,
granjas, matadouros, frigoríficos, curtumes.
"São períodos de crise econômica que restringem o acesso
do trabalhador ao mercado de trabalho ou o submetem a
toda forma de subemprego, comprometendo sua dignidade e
as garantias que a lei lhe assegura".
Com Agência Senado
Fonte: Diap

::
Índice de Notícias ::
|
|
 |