Notícias  Anteriores - Agosto/2007

 

 

14/08/07 - Falta de política desenvolvimentista impede formalização do mercado, diz juiz do Trabalho
 

Brasília - Os direitos trabalhistas não impedem a formalização do mercado de trabalho, mas a falta de uma política desenvolvimentista no país. É com esse argumento que o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), juiz Claudio José Montesso, lança hoje a Campanha pela Efetivação do Direito do Trabalho, que é contra a tentativa de flexibilização das leis trabalhistas.

 

“Não é a legislação que cria problemas. O custo da mão-de-obra no Brasil é um dos mais baixos. Só perde para a China e os chamados Tigres asiáticos. Mas é demais nos compararmos com eles, que têm salários miseráveis”.

 

Segundo Montesso a campanha começa com incentivo à assinatura da carteira de trabalho, para depois levantar outros temas como respeito à jornada máxima de oito horas 8 horas, saúde do trabalhador e assédio moral e sexual. A idéia é que a campanha dure cerca de dois anos.

 

Montesso disse que já foi divulgado material impresso para juízes e procuradores. Além disso, serão buscadas parcerias com sindicatos de trabalhadores, a fim de divulgar os conceitos da campanha. Outra atividade, prevista para o dia 5 de outubro, consiste em mobilizações em favor dos direitos trabalhistas. Segundo Montesso, cada localidade vai definir a melhor forma de atuação.

 

Hoje, na abertura da campanha, está previsto um seminário com economistas, entre eles o novo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica aplicada (Ipea), Márcio Pochmann.

 

Fonte: Agência Brasil

 


 

14/08/07 - Calixto cumpre agenda no Paraná

 

José Calixto Ramos, presidente da CNTI – Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria e da NCST – Nova Central Sindical de Trabalhadores, esteve ontem (13/08), acompanhado do presidente da FETRACONSPAR e Secretário Regional da CNTI, GERALDO RAMTHUN, na sede da FETIEP – Federação dos Trabalhadores na Indústria do Estado do Paraná, onde participou de reunião com o presidente LUIZ ARY GIN, para discussão de diversos assuntos sobre o movimento sindical.

 

Calixto, Gin e Ramthun

 

No almoço, reuniu-se com dirigentes de diversas entidades sindicais e diretores da NCST/PARANÁ, onde foram discutidos alguns pontos do plano de ação aprovado na última reunião da Central no Estado.

 

Fechando a agenda, à noite, o presidente Calixto participou da posse da FETROPAR – Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná.

Posse FETROPAR: Omar, Calixto e Edésio Passos

 

 

Solenidade de Abertura

Fonte: Fetraconspar

 


 

14/08/07 - Seguridade aprova publicação anual de dados sobre mulher

 

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, no último dia 8, o Projeto de Lei 2155/99, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que obriga o Executivo a publicar anualmente relatório com informações detalhadas sobre políticas para as mulheres. Segundo o texto, o Relatório Anual Socioeconômico da Mulher (Raseam) terá como finalidade subsidiar as políticas públicas desenvolvidas em apoio à mulher.

Pela proposta, o relatório deverá conter dados sobre:
- índice de emprego e condições de trabalho;
- escolaridade, acesso à educação;
- renda e representatividade das mulheres na População Economicamente Ativa (PEA);
- doenças que têm maior incidência entre a população feminina e causas da mortalidade;
- incidência da gravidez na adolescência e número médio de filhos;
- violência contra as mulheres; e
- perfil etário e étnico.

Centralização e abrangência
A relatora na comissão, deputada Cida Diogo (PT-RJ), que apresentou parecer pela aprovação, destacou que a proposta "é louvável e meritória, pois busca congregar em um único documento informações relevantes que contribuirão para um conhecimento mais pormenorizado da condição e da participação da mulher no mercado de trabalho e na sociedade em geral". Para a relatora, o documento será útil para as políticas nas áreas da educação, saúde, trabalho e combate à violência.

Cida Diogo acatou as emendas apresentadas no Senado, pois, em sua visão, elas aperfeiçoam o texto original, "conferindo a ele redação tecnicamente mais adequada e conteúdo mais abrangente". As quatro emendas dos senadores incluem:

- cobertura previdenciária oficial para as trabalhadoras ativas e inativas;
- definição das áreas metropolitanas para a coleta de dados, em todas as regiões do Brasil;
- ampliação da base de dados do Raseam, acrescendo à instituição prevista no projeto original (Conselho Nacional de Direitos da Mulher) as seguintes: Presidência da República e ministérios da Justiça, da Saúde, da Educação e da Previdência Social; e
- definição da proporção das mulheres que são chefes de domicílios.

Dificuldades
Segundo a autora do projeto, uma das dificuldades atuais para a formulação
de políticas públicas para as mulheres é a falta de dados. Erundina ressalta que as mulheres já correspondem a 51% da população brasileira, mas a deficiência na atualização de dados oficiais "dificulta saber como estão os investimentos nas áreas que atingem diretamente a mulher, e o que o governo ainda precisa fazer". Para a deputada, as informações relativas à mulher devem ser centralizadas em um único órgão.

Tramitação
O projeto, que tramita em regime de urgência, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes da votação em plenário.
 

Fonte: Agência Câmara

 


 

14/08/07 - PIS/PASEP: beneficio pode ser sacado por trabalhadores
 

Os trabalhadores que têm direito a receber o abono salarial do Programa de Integração Social (PIS) ou Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), referente ao exercício de 2006, já podem se dirigir as agências da Caixa Econômica Federal (CEF) ou do Banco do Brasil (BB) para sacar o benefício.

 

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o universo de beneficiados identificados para o exercício financeiro 2007/2008 é de 13,8 milhões de pessoas. O ministério identificou que a região Sudeste é a que concentra o maior número de beneficiários, 6,4 milhões de pessoas, sendo que só no estado de São Paulo são 2,8 milhões.

 

O Nordeste com 3,1 milhões de trabalhadores vem em seguida, dos quais 792 mil são da Bahia. No Sul, mais de 2,5 milhões poderão sacar o abono. Nesta região, o maior número de benefícios será pago no Paraná, com 954 mil trabalhadores.

 

Um milhão de trabalhadores receberão o abono no Centro-Oeste e a região Norte pagará a 656 mil beneficiários. Os recursos para pagamento do abono são provenientes do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) que, neste novo calendário 2006, deve inserir mais R$ 5,2 bilhões na economia brasileira.

 

O que é?

O abono salarial é o pagamento de um salário mínimo anual ao trabalhador ou servidor que esteja cadastrado no PIS-Pasep há pelo menos cinco anos.

 

Ele deve ter trabalhado com carteira assinada ou sido nomeado efetivamente em cargo público durante pelo menos 30 dias no ano-base de 2006, por empregadores contribuintes do PIS/Pasep.

 

Para ter direito a receber o benefício, o trabalhador deverá ter recebido em média até dois salários mínimos de remuneração mensal durante o período trabalhado no ano de  2006. (André Santos)

Fonte: Diap

 


 

14/08/07 - NCST realiza reunião ampliada em Brasília
 

Nestas terça e quarta-feira, 14 e 15 de agosto, a Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal e os representantes das Secretarias Profissionais da Nova Central Sindical de Trabalhadores-NCST reúnem-se em Brasília para discutir temas como reforma política, atuação do Ministério do Trabalho, reforma da previdência e andamento das propostas que integram o Programa de Aceleração do Crescimento – PAC.

 

Na ocasião, os dirigentes sindicais também irão apreciar o Relatório da Diretoria Executiva referente ao ano de 2006 e o parecer do Conselho Fiscal referente à prestação de contas do exercício de 2006.

 

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o senador Paulo Paim foram convidados para o encontro nacional.

 

O evento terá início às 14h desta terça, 14/08, no Hotel San Marco.

Fonte: Diap

 


 

14/08/07 - Comissão concorda com veto a gravação em local de trabalho

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou o Projeto de Lei 6147/05, que proíbe o monitoramento dos empregados por meio de equipamento de filmagens. O projeto, de autoria do deputado Tarcísio Zimmermann (PT-RS), recebeu parecer favorável do relator, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI).

Segundo o relator, apesar da justificativa para a gravação de imagens dos ambientes de trabalho ser a segurança, tanto patrimonial quanto dos próprios funcionários, "a dúvida que paira diante dessa situação é qual o limite para o monitoramento por meio de equipamentos de filmagens". Castro ressaltou que "os recursos tecnológicos somente devem ser utilizados se não houver invasão de privacidade ou intimidade de terceiros".

Para ele, a possibilidade de "monitoramento e fiscalização sempre deverá observar os limites impostos pelos princípios constitucionais de proteção à intimidade, à honra e à imagem dos indivíduos". Ele concordou com o mérito da proposta e afirmou acreditar que a aprovação da medida "acarretará uma melhoria significativa das relações de trabalho".

Código de conduta
O texto permite apenas as filmagens por razões de segurança, "inerentes à natureza do empreendimento e para assegurar o bem-estar ou a integridade física de clientes, consumidores ou dos próprios trabalhadores". Contudo, nesses casos deverá haver divulgação prévia de um código de conduta para o uso dos equipamentos por parte da empresa.

O código de conduta deverá ser negociado previamente com o sindicato da categoria e conterá regras claras sobre a disposição e o uso dos meios tecnológicos a que os trabalhadores serão submetidos. "Sem essa providência, o interesse do empregador é exercido de forma absoluta e arbitrária, causando danos às vezes irreparáveis, que se agravam pela inexistência de um legislação clara sobre a questão", destacou o autor da proposta.

Tramitação
O projeto será analisado ainda, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

13/08/07 - Emprego na indústria fica estável em junho e fecha semestre com alta de 1,6%

 

O mercado de trabalho na indústria ficou praticamente estável de maio para junho, com ligeiro recuo de 0,1% nas contratações, depois de cinco meses em expansão.

Em relação a junho do ano passado, houve avanço de 2,1%, taxa idêntica à registrada em maio na comparação com o mesmo período do ano anterior.  Com o desempenho de junho, o setor fecha o primeiro semestre de 2007 com alta de 1,6% nas contratações. Os dados, divulgados hoje (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes).

 

De acordo com André Macedo, economista da Coordenação de Indústria do IBGE, o resultado de junho representa acomodação depois de taxas consecutivas de crescimento e confirma a expansão do emprego na indústria em 2007.

 

“Mesmo com essa variação negativa na passagem de maio para junho, a leitura desse resultado é de acomodação, até porque os resultados anteriores eram amplamente positivos. Nas outras comparações, os resultados ainda são plenamente favoráveis e atingem a maior parte dos locais e dos setores pesquisados", avaliou Macedo.

Segundo ele, no encerramento dos seis primeiros meses de 2007, os resultados do emprego são bastante positivos e acompanham a produção industrial, que também fecha o semestre com resultados muito favoráveis.

 

Segundo o IBGE, no primeiro semestre deste ano, todos os locais pesquisados registraram crescimento no emprego industrial, com exceção do Rio Grande do Sul, onde houve redução de 1,7% no saldo de contratações, ainda por causa das dificuldades encontradas no segmento de calçados e couro. 

 

No cenário nacional, a expansão no emprego na indústria alcançou 12 dos 18 segmentos pesquisados.

 

A indústria de bebidas e alimentos, que tradicionalmente reúne maior número de trabalhadores, respondendo por 20% do emprego industrial, foi a principal responsável pela ampliação no mercado de trabalho no setor no semestre. Neste período, a atividade teve aumento de 5,3% no pessoal ocupado.

 

Outros segmentos, onde o emprego cresceu foram de produtos de metal (5,7%), da indústria automobilística (4,7%) e de máquinas e equipamentos (4,3%). Segundo Macedo, eles são justamente os que tiveram melhor desempenho na produção no período.

 

Os dados da pesquisa abrangem os estados de Pernambuco; Ceará; Bahia; Espírito Santo; Minas Gerais; Rio de Janeiro; São Paulo; Paraná; Santa Catarina e Rio Grande do Sul e as Regiões Norte e Centro-Oeste; Região Nordeste; Região Sudeste; e Região Sul.

 

Fonte: Agência Brasil

 


 

10/08/07 - Aprovadas alterações na Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas; prazo para adesão será até o dia 15 de setembro

 

O Senado aprovou nesta terça-feira, 07/08, por 56 votos a favor e nenhum contra, Projeto de Lei Complementar da Câmara (PLC 43/07) que altera dispositivos do chamado Supersimples (Lei Complementar 123/06), regime especial de arrecadação de tributos das micro e pequenas empresas.

 

O texto define que todas as empresas integrantes do antigo Simples Federal, extinto no dia 1º de julho passado, possam migrar para o novo Supersimples. A aprovação deve beneficiar 1,5 milhão de empresas. O projeto será encaminhado à sanção do presidente da República.

 

Entre outras coisas, o projeto estende do último dia 31 para o próximo dia 15 o prazo para que as empresas que estão com tributos atrasados iniciem o pagamento de seus débitos e, assim, fiquem aptas a aderir ao novo Supersimples.

 

Inclusão de novos setores

A proposta, já aprovada na Câmara dos Deputados, autoriza pequenas e médias empresas ligadas aos setores de fabricação e distribuição de sorvetes, cosméticos e fogos de artifício a aderir ao Supersimples. Esses setores tinham ficado de fora quando foi aprovada a lei do Supersimples, em julho do ano passado.

 

O projeto também beneficia outros setores, como o de hotelaria e pequenas pousadas, que, com a entrada em vigor da nova legislação, passaram a uma outra tabela de tributação. Essa alteração, em alguns casos, aumentou substancialmente o valor de vários impostos pagos atualmente, segundo o senador Adelmir Santana (DEM/DF), relator da matéria.

 

Segundo Adelmir Santana, várias dessas empresas já estavam sendo inclusive beneficiadas pelo Simples Federal (Lei 9.317/96) — substituído pelo Supersimples — mas, caso não consigam se incorporar à nova legislação no prazo poderão ter a carga tributária significativamente aumentada, inviabilizando seus negócios.

 

O compromisso do Governo de vetar dois dispositivos permitiu a aprovação do PLC 43/07. Um deles atende os secretários estaduais de Fazenda, que se opuseram à proibição da cobrança antecipada do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O outro veto impedirá que o setor de transporte de cargas ou de passageiros, intermunicipal ou interestadual, seja incluído no Supersimples, pelo menos por enquanto.

 

Segundo Santana, a inclusão de novos setores será estudada pela Subcomissão Temporária de Reforma Tributária, a que apresentará novo projeto. Assim, a subcomissão deve examinar também uma emenda do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), rejeitada para evitar que o projeto retornasse à Câmara. Azeredo queria incluir várias categorias no Supersimples, como profissionais de saúde, clínicas e farmácias. Durante a votação nesta terça, a senadora Lúcia Vânia (PSDB/GO) reapresentou a emenda de Eduardo Azeredo, a qual foi rejeitada pelo plenário.

 

Outra questão tocada pelo projeto é a renegociação de débitos tributários. Segundo o senador Adelmir Santana, as empresas precisam "zerar" suas dívidas para ter direito a optar pelo Supersimples. Só que a Lei Geral incluía apenas os débitos até janeiro de 2006. A proposta agora amplia o prazo para até 31 de maio deste ano. Essas dívidas poderão ser renegociadas em até 120 meses.

Fonte: Agência Senado

 


 

10/08/07 - Resolução amplia faixa de renda familiar para financiamentos da casa própria

 

Foi publicada nesta quinta-feira, 08/08, no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução 535 do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que amplia de R$ 3,9 mil para R$ 4,9 mil a faixa de renda familiar para financiamentos de imóveis pelo FGTS em capitais e regiões metropolitanas.

 

O texto também altera o valor máximo dos imóveis, conforme decisão aprovada na última reunião do Conselho Curador do fundo, realizada na semana passada. A medida tem por objeto facilitar o acesso aos financiamentos, especialmente para a classe média.

 

Nas capitais e regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, São Paulo e no Distrito Federal, o teto sobe de R$ 100 mil para R$ 130 mil. Nas demais capitais, o valor aumenta de R$ 80 mil para R$ 100 mil. No resto do país, o teto foi ampliado de R$ 72 mil para R$ 80 mil, sendo que a renda familiar bruta exigida continua sendo de R$ 3,9 mil. Somente neste ano, o fundo vai aplicar R$ 6,8 bilhões em habitação.

 

Cotistas

A Resolução 537, também publicada no DOU desta quinta-feira, reduz em 0,5% ao ano a taxa de juros para tomadores de empréstimos que detêm conta vinculada ao FGTS, para financiamentos concedidos a partir de janeiro do ano que vem.

 

Hoje, quem pega empréstimos do FGTS paga uma taxa de 6% a.a., mais a Taxa Referencial (TR), acrescidos dos custos bancários. O conselho estima que a mudança deverá beneficiar 80 mil cotistas. (Com informações do MTE)

Fonte: Diap

 


 

10/08/07 - Ministro quer vincular seguro-desemprego e qualificação do trabalhador

 

Está em estudo no Ministério do Trabalho um projeto para vincular o Seguro-Desemprego à qualificação, de modo a facilitar a volta dos trabalhadores ao mercado de trabalho. A informação foi dada hoje (9) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, em audiência pública na Subcomissão Temporária do Trabalho Escravo do Senado.
 

Segundo Lupi, a intenção é que a vinculação beneficie, inicialmente, pessoas libertas de trabalho escravo. “Quero começar isso na área dos trabalhadores libertados do trabalho escravo ou análago. Se conseguirmos vincular o seguro-desemprego com a obrigatoriedade da qualificação e educação, começando por esse setor, além de libertarmos desse serviço escravo ou semi-escravo, estamos dando cidadania a eles”.

 

Ao falar sobre o projeto ainda em estudo o ministro ressaltou que a tarefa não é fácil, já que requer mudanças na lei. “Tudo que é obrigatório nunca deixa todos felizes”. Lupi lembrou que o salário-desemprego é pago a todos os trabalhadores que são libertados e contou que esteve na Itália para conhecer a experiência do país que adota essa vinculação entre seguro-desemprego e qualificação.
 

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

 

Não tem validade, na Justiça do Trabalho, cópia de procuração para substabelecer poderes sem a devida autenticação do documento firmado entre advogados. É o que reafirmou a Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao negar provimento a recurso de revista proveniente do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES).

Diante de condenação em processo trabalhista movido por ex-empregado, a Sociedade de Ensino Superior Estácio de Sá ajuizou recurso ordinário rejeitado pelo Regional, que considerou haver irregularidade de representação, na medida em que a procuração de substabelecimento, firmado entre advogados da parte, fora apresentada em cópia não autenticada. O TRT/ES negou seguimento ao recurso de revista da Estácio para o TST.

Inconformada, a escola interpôs agravo de instrumento, visando destrancar o recurso de revista. Alegou ofensa a preceitos constitucionais (cerceamento de defesa, princípio da legalidade, princípio da ampla defesa e do contraditório) e ao Código de Processo Civil, além de ressaltar a ocorrência de mandato tácito, o que implicaria a validade do substabelecimento.

A relatora da matéria, ministra Dora Maria da Costa, negou provimento ao agravo, reafirmando a decisão que considerou irregular a representação mediante cópia de procuração não autenticada de procuração. A relatora destaca que tanto a CLT como o CPC estabelecem que, para que as cópias tenham validade contra terceiros, faz-se necessário que sejam dotadas de autenticidade. Ela conclui que a não-observação da formalidade requerida por lei implica irregularidade da representação, nos termos do artigo 37 do CPC e, conforme dispõe a Súmula 164 do TST, tem-se como inexistente o recurso. A ministra também ressalta que, em fase recursal, não há possibilidade de regularização do mandato por ato espontâneo ou conversão em diligências, de acordo com a Súmula 383 do TST.

A relatora também afastou as alegações relacionadas ao mandato tácito, com base na Orientação Jurisprudencial 200 da SDI-1 do TST, que determina ser inválido o substabelecimento de poderes nessa condição. (AIRR-1696/2005-010-17-40.3)
(Ribamar Teixeira)
 

Fonte: TST

 


 

09/08/07 - Sindicatos perdem 18% de filiados e Brasil fica em último em lista

 

A década de 90 foi ruim para os sindicatos no Brasil. A taxa de sindicalização caiu quase 18% entre 1992 e 2002, a maior queda entre 12 países analisados, aponta estudo inédito coordenado pelo economista e professor Marcio Pochmann, a pedido do Sindeepres (Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros).

As conclusões foram elaboradas a partir de dados da Organiação Internacional do Trabalho (OIT).

 

Somente no período de uma década que separou os anos de 1992 e 2002, a taxa de sindicalização no país caiu quase 17,8%, seguida do Japão (-14,6%) e da Coréia do Sul (-9,6%).
 
No sentido inverso, Cingapura foi o país que registrou a maior elevação na taxa de sindicalização (77%), seguida de China (29,8%) e Turquia (20,8%). A Dinamarca teve variação zero e não aparece no gráfico abaixo.
 

O levantamento conclui que a "adoção de políticas neoliberais" provocou a incidência de medidas contra o trabalhador e "mais favoráveis à estabilização monetária e à liberalização e flexibilização do trabalho, como tentativa de socializar os riscos de produção e estimular tanto o investimento privado e como o controle das finanças públicas".

 

O estudo, mostra, no entanto, que as mulheres e os trabalhadores em serviços estão ajudando a recuperar o fôlego sindical. "Apesar disso [da queda nos anos 90], no Brasil tem-se assistido, desde o final da segunda metade da década de 1990, uma leve e parcial recuperação na taxa geral de sindicalização, cada vez mais estimulada pela maior adesão dos ocupados do sexo feminino, do meio rural e do setor terciário urbano."

Fonte: UOL Economia

 


 
09/08/07 - CCJ aprova três nomes para o TST

 

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou nesta quarta-feira (8) pareceres favoráveis às indicações da Presidência da República dos nomes dosjuízes do Trabalho Pedro Paulo Teixeira Manus, Fernando Eizo Ono e Guilherme Augusto Caputo Bastos para assumirem o cargo de ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST) nas vagas reservadas a juízes de carreira. As indicações serão ainda votadas em Plenário.

 

Fonte: Instituto Dois Candangos

 


 

09/08/07 - Aposentados pedem urgência para projeto de Paim que atualiza seus benefícios

 

O presidente da Confederação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos (Cobap), Benedito Marcílio, entregou ao presidente do Senado, Renan Calheiros, nesta quarta-feira (8), um abaixo-assinado com mais de 1,2 milhão de assinaturas pedindo urgência para o exame do projeto de lei estabelece critérios para atualização dos valores das aposentadorias e pensões pagas pela Previdência Social e pela União. O projeto (PLS 58/03) é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que acompanhou Benedito Marcílio na audiência.

Fonte: Instituto Dois Candangos

 


 

08/08/07 - Produção industrial no primeiro semestre cresceu nas 14 regiões pesquisadas pelo IBGE

 

Rio de Janeiro - A produção industrial nos primeiros seis meses do ano apresentou crescimento, se comparada com o mesmo período do ano passado, de acordo com a Pesquisa Industrial Regional, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nas 14 regiões pesquisadas.

O Rio Grande do Sul foi o estado que mais cresceu, 8,5%, seguido de Minas Gerais, 7,9%; Paraná, 7%, e Pernambuco, 6,4%. No caso do Rio Grande do Sul, as maiores contribuições foram dos setores de refino do petróleo e produção de álcool, máquinas e equipamentos e veículos automotores. Santa Catarina cresceu 4,8%; Espírito Santo, 4,3%; São Paulo, 4,1%; Pará, 3,5%; Rio de Janeiro, 2,3%; região Nordeste, 2,2%; Goiás, 1,6%; Ceará, 0,5%; Bahia, 0,3%, e Amazonas, 0,2%.
  
"A evolução de junho foi favorável principalmente para os estados com uma produção grande de segmentos que têm um dinamismo forte na indústria, como máquinas e equipamentos, tanto para investimento quanto para a recuperação do setor agrícola, e a produção de automóveis, o que pode ser verificado principalmente estados do Sul, São Paulo e Minas Gerais", explicou a gerente de Análises e Estatísticas do IBGE, Isabella Nunes.
 
A economista observou que a indústria vem se recuperando desde setembro do ano passado, e já cresce por nove trimestres consecutivos. Nos seis primeiros meses de 2007, o crescimento foi de 4,8%, contra 2,7% no mesmo período do ano passado. Mas, segundo ela, ainda longe do resultado de 2004, um ano considerado como bom, quando o crescimento da produção industrial foi 8,3% nos primeiros seis meses. 

"Essa recuperação mostra uma sustentação muito forte do setor de Bens de Capital, refletindo uma recuperação do setor agrícola e de segmentos associados aos investimentos industriais. E ainda uma grande dinâmica na fabricação de automóveis e de seus componentes e a manutenção das commodities exportadoras, como minérios de ferro, produtos siderúrgicos e petróleo", disse Isabella Nunes.
 
No acumulado do ano, as atividades que tiveram maior destaque no total da indústria brasileira foram máquinas e equipamentos (17,5%) e veículos automotores (8,9%). Já o setor de material eletrônico e equipamentos teve uma queda de desempenho de 9,1%.

Fonte: Agência Brasil

 


 

08/08/07 - Caixa começa a pagar abono salarial e rendimentos do PIS
 

O abono salarial (correspondente a um salário mínimo) e os rendimentos do PIS começam a ser pagos hoje (8) pela Caixa Econômica Federal a mais de 11 milhões de trabalhadores. De acordo com a assessoria do banco, os trabalhadores poderão receber o abono até 30 de junho de 2008, de acordo com o mês de aniversário.

Tem direito ao abono salarial o trabalhador que consta na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ano-base 2006, das empresas. Para sacar o PIS é preciso estar cadastrado no PIS/Pasep desde 2002, ter trabalhado no mínimo 30 dias em 2006 com carteira de trabalho assinada e ter recebido dois salários mínimos mensais.

Para receber o benefício basta ter o cartão cidadão e senha cadastrada. Quem não tem o cartão deve procurar uma agência da Caixa com documentos de identidade e comprovante de inscrição no PIS.

Calendário para pagamentos do Abono Salarial e dos Rendimentos do PIS – Exercício 2007/2008*

Fonte: Agência Brasil

 


 

08/08/07 - Subcomissão debaterá erradicação do trabalho escravo
 

A Subcomissão Temporária do Trabalho Escravo, que funciona na Comissão de Direitos Humanos do Senado, debaterá em audiência pública a erradicação do trabalho escravo.

 

Para a reunião foi convidado o Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. A reunião acontecerá na sala 3 da Ala Alexandre Costa, nesta quinta-feira, 09/08, às 9h.

Fonte: Diap

 


 

 

07/08/07 - Lei Maria da Penha completa um ano
 

Hoje, dia 7 de agosto, a Lei Maria da Penha completa um ano, desde a sanção do presidente Lula. Nos 10 meses de vigência – 22 de setembro de 2006 até hoje – foram criados cerca de 40 Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e mais de 100 Varas Criminais ganharam competência para julgar esse tipo de crime, conforme determina a lei.

 

No próximo dia 22 de setembro, data em que a Lei completará um ano desde que entrou em vigor, será instalado o Observatório de Monitoramento da Implementação e Aplicação da Lei Maria da Penha, financiado pelo governo federal, com abrangência nacional.

 

Mais rigor na punição

Após a vigência da nova Lei, os crimes de violência doméstica deixaram de ficar limitados ao registro de um Termo de Ocorrência, sem ouvir testemunhas, e encaminhados aos Juizados Especiais Criminais que, muito freqüentemente, condenavam o agressor ao pagamento de cestas básicas.

 

Com a Lei Maria da Penha, hoje esses crimes geram inquéritos policiais, com depoimentos de testemunhas, e formam processos criminais cujas condenações, no mínimo, retiram do agressor a condição de réu primário, mesmo em crimes de lesão corporal leve.

 

A Lei amplia o acesso das mulheres à Justiça na medida que as mesmas devem estar obrigatoriamente assistidas por um advogado em seus processos, tornando relevante o papel das Defensorias Públicas.

 

Os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher passaram a adotar várias medidas de proteção às mulheres vítimas de violência, reunindo em uma mesma instância, competência cível e criminal.

 

Homenagem

A Lei 11.340/06 foi batizada em homenagem a Maria da Penha Maia, cujo crime praticado pelo companheiro se tornou um símbolo na luta pela eliminação da violência contra a mulher.

 

Desde sua sanção, a lei tornou-se um fenômeno editorial: mais de 10 livros já foram editados sobre a nova legislação. Nos 12 meses seguintes à sanção, os principais veículos nacionais e regionais da imprensa brasileira mais que dobraram o número de matérias jornalísticas sobre violência doméstica (371 contra 103, nos 12 meses anteriores). A Lei já inspirou até músicas e inúmeros cordéis.

 

“A lei Maria da Penha colocou a violência contra a mulher na agenda da sociedade brasileira”, afirmou a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). (Com informações da SPM)

 

Fonte: Diap

 


 

07/08/07 - Emenda 45, que dispõe sobre competência da Justiça do Trabalho, na pauta da CCJ
 

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara poderá votar, nesta semana, o PL 6.542/06, que regulamenta a Emenda Constitucional 45, para estabelecer a competência das Varas de Trabalho para julgar os litígios decorrentes de relações de trabalho que não configuram vínculo empregatício.

 

Pelo projeto, passará a ser competência da Justiça do Trabalho o julgamento de ações, entre outras: i) de trabalhadores portuários e operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra – OGMO; ii) entre empreiteiro e subempreiteiro, ou qualquer destes e o dono da obra, nos contratos de pequena empreitada, sempre que os primeiros concorrerem pessoalmente com seu trabalho para a execução dos serviços, ainda que mediante o concurso de terceiros; iii) entre cooperativas de trabalho e seus associados; iv) de conflitos envolvendo as demais espécies de trabalhadores autônomos, tais como encanador, eletricista, digitador, jardineiro, entre outros.

 

O relator da matéria é o deputado Maurício Rands (PT/PE) e seu parecer é pela constitucionalidade e juridicidade da proposta. A matéria estava na pauta da comissão antes do recesso parlamentar, mas um pedido de vista adiou a votação da proposta.

 

A reunião do colegiado será nesta terça-feira, 07/08, às 14h, no plenário 01 do anexo II da Câmara.

 

Opinião

O DIAP elaborou e está disponível desde o dia 01/08, na seção Opinião, o artigo Regulamentação da competência da Justiça do Trabalho. No texto, o advogado e membro do corpo técnico, Hélio Gherardi, analisa o PL 6542/2006.

 

Segundo Gherardi, o substitutivo do deputado Maurício Rands (PT/PE) na comissão especial apresenta uma “patente contradição com a própria razão de ser da Justiça do Trabalho. O objetivo do inciso IX, do artigo 114 da Constituição Federal foi, sem sombra de dúvida, acrescentar e não restringir a competência do judiciário trabalhista”.