Notícias  Anteriores - Agosto/2009

 

 

31/08/09 - Trabalho: isenção de imposto em férias e abono salarial são aprovados

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31/08/09 - Paim debaterá fator previdenciário e reajuste para aposentados

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31/08/09 - Atividade industrial continua em processo de recuperação no estado do Rio

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31/08/09 - Construção civil repõe em julho vagas fechadas na crise, diz SindusCon-SP

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31/08/09 - Eternit diz não saber de decisão da justiça e mantém vendas com amianto no Rio

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31/08/09 - Jornada: entidades patronais defendem negociações por setores

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31/08/09 - Ausência de perícia não impede pagamento de insalubridade

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28/08/09 - Produção na indústria paulista cresce 2% em julho

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28/08/09 - Crise no Emprego: relatório aprovado amplia direitos trabalhistas

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28/08/09 - Ponto Eletrônico é regulamentado pelo MTE

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28/08/09 - MP 464: Câmara dos Deputados aprova ampliação de investimento do FGTS

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28/08/09 - Trabalhador receberá indenização por ser demitido antes da data-base

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28/08/09 - Nova súmula do STJ trata de imposto de renda sobre férias proporcionais

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28/08/09 - Seguro-desemprego vai ter desconto da Previdência

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27/08/09 - Aposentadoria acima do mínimo terá aumento real de 2,5% em 2010

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27/08/09 - Aprovado adicional de periculosidade para quem exerce atividade de risco

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27/08/09 - Desemprego aumenta em São Paulo e influencia regiões pesquisadas pelo Dieese-Seade

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27/08/09 - Audiência discute pacto para enfrentar violência contra mulher

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27/08/09 - Rendimento médio do trabalhador cai 0,2% em junho, frente a 2008

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27/08/09 - PLS 248/06: senadora Kátia Abreu (DEM/TO) requer discussão na CCJ

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27/08/09 - Cláusula que prorroga acordo coletivo por mais de dois anos é inválida

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27/08/09 - SDI-1 admite redução de adicional de periculosidade por acordo

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26/08/09 - Faturamento das empresas cai 5% no 1º trimestre, revela Serasa

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26/08/09 - Jornada: mais uma vez comissão geral expõe divergências sobre o tema

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26/08/09 - Lupi defende na Câmara redução de jornada de trabalho

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26/08/09 - Energia elétrica pressiona e aumenta preços da habitação em agosto

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26/08/09 - Consumidor brasileiro confia mais na situação atual da economia do que no futuro

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26/08/09 - Aposentadoria: mulheres começam a investir em média três anos antes dos homens

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26/08/09 - Senadores irão contestar no STF fim de ações contra Sarney

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26/08/09 - OIT: recuperação do emprego é mais lenta que saída da crise econômica

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26/08/09 - Recolhimentos futuros de FGTS podem ser objeto de ação civil pública

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25/08/09 - Novas propostas adiam acordo sobre reajuste de aposentadorias

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25/08/09 - Pela segunda vez consecutiva, melhora projeção para desempenho da economia em 2010

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25/08/09 - PLC 141/09: CCJ promove audiência pública sobre minirreforma eleitoral

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25/08/09 - Inadimplência das empresas subiu quase 30% no ano, diz Serasa

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25/08/09 - Frente pela reforma política com participação popular se reúne quinta (27)

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25/08/09 - Finanças rejeita teto de 10% na alíquota de IR sobre salário

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25/08/09 - Mobilização empresarial contra PEC 231, que reduz jornada de trabalho

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24/08/09 - Debate sobre redução de jornada é destaque do Plenário

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24/08/09 - Comissão fará seminários regionais para discutir PEC da Moradia

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24/08/09 - CNC: redução da jornada trará desemprego, informalidade e inflação

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24/08/09 - Propostas anticrise chegam aos líderes da Câmara dos Deputados

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24/08/09 - Comissão mantém uso de dióxido de cloro na fabricação de papel

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21/08/09 - Desemprego fica praticamente estável em julho

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21/08/09 - Emprego informal no comércio caiu nas regiões metropolitanas, mostra Dieese

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21/08/09 - Temer recebe propostas contra crise no Brasil

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21/08/09 - Sarney promete projeto para enquadrar empresas de terceirização

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21/08/09 - Metade do 13º salário a aposentados injeta R$ 8 bi na economia

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21/08/09 - Multa trabalhista tem preferência na massa falida

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21/08/09 - INSS muda cálculo do auxílio-doença

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21/08/09 - Acordo para criação de banco de horas deve ter participação do sindicato

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20/08/09 - CAS ratifica aprovação do projeto que institui a contribuição sindical

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20/08/09 - Lupi: ministro do Trabalho é contra desonerar folha de pagamento

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20/08/09 - PLP 8/03: substitutivo do relator melhora projeto; Trabalho vai votá-lo

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20/08/09 - Zülke destaca a importância do setor coureiro-calçadista para a economia do RS

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20/08/09 - Cresce o salário médio de admissão do trabalhador brasileiro

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20/08/09 - Pimentel prevê equilíbrio das contas da Previdência urbana este ano

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20/08/09 - STJ vai uniformizar posição sobre contribuição

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20/08/09 - Oitava Turma confirma legitimidade de sindicato em Franca (SP)

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19/08/09 - Temer pode levar reajuste de aposentados ao colégio de líderes

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19/08/09 - PLS 248/06: CAS vota nesta quarta-feira (19) duas emendas de plenário

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19/08/09 - Para 88% dos brasileiros, crise ainda não acabou, aponta pesquisa

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19/08/09 - PEC 341/09: proposta que desconstitucionaliza direitos é golpe*

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19/08/09 - Geração de empregos bate recorde em 2009

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19/08/09 - São Paulo, Bahia e Rio geraram mais empregos formais em julho

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19/08/09 - PEC concede vencimento integral para aposentados por invalidez

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19/08/09 - Finanças e Tributação debate Lei das Micro e Pequenas Empresas

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19/08/09 - Lei do mandado de segurança é alvo de Adin

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19/08/09 - Empregador não pode impedir empregado de exercer direito de ação

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18/08/09 - Paim convoca população a se manifestar sobre proposta do governo para reajuste de aposentadorias

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18/08/09 - Relatório sobre crise no setor de emprego pode ser votado na quarta

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18/08/09 - CPI ouve distribuidores e consumidores industriais de energia

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18/08/09 - Comissão sobre ampliação da licença-maternidade será instalada

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18/08/09 - Comissão aprova permissão para empresa terceirizar atividade-fim

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18/08/09 - BNDES faz desembolso recorde em 7 meses

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18/08/09 - Servidoras grávidas terão ponto facultativo no Senado

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18/08/09 - 2010: Lula vai reajustar aposentadorias e o valor do Bolsa-Família

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18/08/09 - TST mantém salário mínimo para cálculo do adicional

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17/08/09 - Agenda Política: reajuste dos aposentados no centro do debate

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17/08/09 - PLS 248/06: campanha pela aprovação da taxa assistencial continua

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17/08/09 - CAE vota projeto que reduz alíquota do IR de pessoas físicas

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17/08/09 - PEC prevê sistema de proteção aos direitos trabalhistas

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17/08/09 - Acordo não afasta dever de empresa indenizar

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17/08/09 - Trabalhador pode ir à Justiça por assédio moral

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17/08/09 - Ato político pela redução da jornada de trabalho leva 3 mil pessoas à Avenida Paulista

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17/08/09 - Prorrogação de contrato de experiência tem que ser expressamente acertada

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14/08/09 - Fiesp: emprego na indústria de SP atinge estabilidade em agosto

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14/08/09 - Maioria dos trabalhadores teve ganhos acima da inflação no primeiro semestre, diz Dieese

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14/08/09 - Comissão aprova PL que obriga empresa a oferecer serviço dentário

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14/08/09 - Subcomissão que vai analisar propostas sobre o FGTS é instalada

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14/08/09 - Crescem denúncias de assédio moral, segundo advogada especialista

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14/08/09 - Lula defende ação no combate à crise e vê espaço para juro menor

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14/08/09 - Prazo de um mês para julgamento de processos de maiores de 60 anos ou de doentes graves não é razoável

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14/08/09 - Empregada que engravida durante aviso prévio tem estabilidade

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14/08/09 - Embargos de declaração sem assinatura não interrompem prazo recursal

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13/08/09 - Parlamentares tentarão novo acordo sobre reajuste de aposentados

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13/08/09 - Aprovado direito de sindicato mover ação civil pública trabalhista

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13/08/09 - Votação do relatório sobre crise no setor de emprego é adiada

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13/08/09 - Desempenho do mercado de trabalho no primeiro semestre surpreende, mas massa salarial encolhe

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13/08/09 - Indústria do Pará cresce, e a do Amazonas tem leve recuo

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13/08/09 - Aposentadoria especial para vigilantes será debatida na CDH

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13/08/09 - Jornada: a pedido dos empresários comissão geral será em 25 de agosto

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13/08/09 - Crise causa demissões e valor médio real do seguro-desemprego cresce 7%

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13/08/09 - Contrato de experiência celebrado após outro contrato por prazo determinado é nulo

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12/08/09 - Brasil gera 10 mi de empregos em sete anos, segundo dados da Rais

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12/08/09 - Indústria prevê alta de exportações

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12/08/09 - CAE aprova projeto que altera regra para parcelamento de Imposto de Renda

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12/08/09 - Governo confirma que estuda reajuste real para aposentados

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12/08/09 - Empresários pedem a Temer para adiar debate da redução de jornada

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12/08/09 - Empresários do setor têxtil querem 5% de redução na alíquota do ICMS

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11/08/09 - Centrais fazem manifestações pela jornada de 40 horas e contra demissões

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11/08/09 - Aprovada contribuição assistencial compulsória para trabalhador

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11/08/09 - Execuções trabalhistas na pauta da Comissão de Constituição e Justiça

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11/08/09 - Audiência discute projeto de negociação de dívidas de empresas

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11/08/09 - Subcomissão vai analisar propostas sobre o FGTS

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11/08/09 - Trabalhador poderá fiscalizar se contribuição para aposentadoria foi repassada

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11/08/09 - Carteira de Trabalho informatizada já está nas mãos de mais de 2 milhões de trabalhadores

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11/08/09 - CAE examina projeto que freia escalada das tarifas bancárias

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11/08/09 - Estudo aponta aumento no número de aposentados que ganham mínimo

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11/08/09 - Indústria interrompe demissões e já começa a contratar

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11/08/09 - Sancionada a lei sobre Mandado de Segurança

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11/08/09 - Ausência de uma cópia compromete análise do agravo

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11/08/09 - TST adota nova posição e afasta incidência de IR sobre juros de mora

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10/08/09 - PLS 248/06: contribuição assistencial está na pauta da CAE, no Senado

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10/08/09 - Emprego na indústria cai 0,1% em junho e fecha primeiro semestre com 5,1% negativos

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10/08/09 - Inflação na construção civil tem alta de 0,48% em julho
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10/08/09 - Comissão aprova incluir empregado em conselho de empresa pública

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10/08/09 - Seguridade aprova novas datas para 13º de aposentados

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10/08/09 - Comissão aprova falta ao trabalho para cuidar de filho doente

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10/08/09 - Lei Maria da Penha está sob ameaça, alerta deputada

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10/08/09 - Mercado de trabalho cresce mais para mulheres

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10/08/09 - Aposentados e pensionistas recebem metade do décimo terceiro a partir deste mês 

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10/08/09 - Contribuição fixada por assembléia geral só pode ser cobrada de empregado sindicalizado

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07/08/09 - Câmara vai promover comissão geral sobre redução da jornada

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07/08/09 - Audiência discutirá projeto que impede privatização de cinco empresas de energia

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07/08/09 - CNI: Senado precisa superar impasse político

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07/08/09 - Faturamento da indústria tem oitava queda desde início da crise

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07/08/09 - Instituições patronais comunicam ao governo saída do Codefat

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07/08/09 - Cresce o número de trabalhadores formais no Brasil

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07/08/09 - Dieese: energia pressiona alta do custo de vida em julho

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07/08/09 - São Paulo e Roraima se destacam na geração de empregos

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07/08/09 - Juiz livra 10 milhões de trabalhadores de desconto de INSS sobre aviso prévio

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06/08/09 - Indústria mostra recuperação em oito regiões do País em junho

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06/08/09 - Preço da cesta básica cai em 15 capitais em julho, diz Dieese

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06/08/09 - Crescimento da indústria em SP é interrompido após 5 altas

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06/08/09 - Brasil e Alemanha assinam acordo de cooperação técnica na área do trabalho 

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06/08/09 - Setor de brinquedos passa a fazer parte da política industrial
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06/08/09 - Gastos de famílias de baixa renda têm inflação de 0,24% em julho, revela FGV

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06/08/09 - Plenário amplia acesso ao controle do cumprimento da Constituição

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06/08/09 - Seguridade aprova redução de tributos para contratar menor aprendiz

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05/08/09 - Centrais sindicais se movimentam pela aprovação da redução da jornada

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05/08/09 - Comissão vota parecer sobre crise no setor de empregos

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05/08/09 - Jovens poderão ter recursos do Fundo de Habitação Social

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05/08/09 - Inflação em São Paulo fecha o mês de julho em 0,33%

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05/08/09 - Indústria quer nova política para produção

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05/08/09 - Dieese: O emprego no setor do comércio e a crise internacional

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05/08/09 - Construção paulista recupera empregos perdidos na crise, diz SindusCon

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05/08/09 - Desigualdade e pobreza continuaram caindo no Brasil mesmo com crise, revela Ipea

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05/08/09 - Simples revista de bolsa do empregado não gera indenização por dano moral

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04/08/09 - Produção industrial cresce 0,2% em junho, mas fecha semestre com pior taxa desde 1975

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04/08/09 - Estabilidade do dirigente sindical em discussão na Comissão de Justiça

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04/08/09 - Presidente Lula também sanciona prioridade para processos de idosos

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04/08/09 - Duas MPs trancam a pauta no retorno dos trabalhos parlamentares

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04/08/09 - Paulinho é reeleito na Força em Congresso que reuniu 4 mil trabalhadores

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04/08/09 - É válida citação recebida por empregado, ainda que não autorizado expressamente para o ato

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04/08/09 - Seminário organizado pela SRT-DF/MTE debate Sistema Público de Emprego

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03/08/09 - Seguro-desemprego poderá ser maior para ex-trabalhador escravo

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03/08/09 - Carga horária: Ipea defende jornada de 37 horas semanais

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03/08/09 - Indústria do RJ registra queda de 16,96% nas vendas no primeiro semestre

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03/08/09 - Idosos a partir dos 60 anos passam a ter atendimento preferencial na Justiça e na administração

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03/08/09 - Trabalhador pode ter direito de escolher em qual banco receberá salário

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03/08/09 - Casa própria: projeto estabelece suspensão do pagamento de prestação por mutuário desempregado

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03/08/09 - Construtora terá que regularizar registro de funcionários

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31/08/09 - Trabalho: isenção de imposto em férias e abono salarial são aprovados

 

A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados aprovou, na ÚLTIMA quarta-feira (26), a determinação de que o abono de férias não tem natureza salarial e está isento do Imposto de Renda.

 

O abono é o valor recebido quando o trabalhador "vende" uma parte do período de repouso a que tem direito.

O texto aprovado foi o substitutivo do relator, deputado Paulo Rocha (PT/PA), ao Projeto de Lei 6.756/06, do deputado Vicentinho (PT/SP).

O relator deixou explícita na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43) a natureza do abono e sua isenção do IR.

Paulo Rocha também acrescentou na CLT a determinação de que o abono de férias não constitui base de incidência de contribuição para a Seguridade Social e para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço.

Projeto original
A proposta original prevê o parcelamento das antecipações salariais pagas voluntariamente pelo empregador ou em decorrência de negociação coletiva quando, somadas à remuneração, o valor exceder os limites de isenção do Imposto de Renda.

 

De acordo com Vicentinho, com a incidência do IR, boa parte desses benefícios vão para a tributação, frustrando os trabalhadores.

O relator argumenta que tais abonos - como acréscimos por produtividade ou participação nos lucros, por exemplo -, já são isentos de qualquer tributação.

 

A isenção, segundo ele, está prevista na Lei 10.101/00, razão pela qual ele retirou o termo "abonos" de artigo da CLT a fim de que um mesmo assunto não seja tratado em mais de uma lei e, dessa forma, "venha a ocasionar interpretações diversas".

Dessa forma, o relator entendeu que a melhor solução seria prever na CLT o que, segundo ele, já constitui entendimento dos tribunais superiores, como a não incidência de Imposto de Renda sobre o abono salarial.

 

A matéria que tramita em caráter conclusivo, segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

Sindicatos
O PL 4.593/04, que propõe a isenção da contribuição do PIS/Pasep e a remissão de créditos tributários dos programas e de Cofins para os sindicatos de trabalhadores, também foi aprovado na quarta-feira.

 

O deputado Vicentinho (PT/SP), autor da proposta, defendeu o projeto dizendo que o PIS/Pasep deve incidir sobre instituições que têm lucro. "Sindicato não tem lucro e, portanto, não pode ter que contribuir para os programas".

 

O ex-presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) afirmou ainda que a situação financeira destas entidades não é boa.

 

"Dispondo de mais recursos, elas poderão desempenhar melhor suas antigas e novas funções, o que contribuirá para elevar a qualidade de vida de milhões de brasileiros".

 

Segundo o relator, deputado Pedro Henry (PP/MT), no entanto, a medida não seria eficaz, já que as contribuições de que se pretende isentar e remitir as entidades sindicais constituem receitas da seguridade social.

 

"Assim, o ônus decorrente desses atos recairá sobre toda a coletividade", concluiu.

 

O deputado Eudes Xavier (PT/CE) se manifestou a favor da isenção da contribuição. "Sindicato não é empresa, é ferramenta de defesa dos direitos constitucionais dos trabalhadores".

 

O relatório pela rejeição do deputado Pedro Henry passou a ser voto em separado, enquanto o novo parecer pela aprovação, a ser escrito pelo deputado Roberto Santiago (PV/SP), foi o vencedor da votação.

Contribuição sindical do servidor
O projeto de decreto legislativo (PDC) 862/08, do deputado Raul Jungmann (PPS/PE), que susta a Instrução Normativa 1, de 30 de setembro de 2008, do Ministério do Trabalho e Emprego determina a obrigatoriedade de recolhimento da contribuição sindical dos servidores públicos da Administração federal, estadual e municipal não foi analisado pelo colegiado devido a pedido de vistas dos deputados Laerte Bessa (PMDB/DF) e Thelma de Oliveira (PSDB/MT).

O relator da matéria, deputado Roberto Santiago (PV/SP) apresentou parecer contrário ao projeto. (Com Agência Câmara)

Fonte: Diap

 


 

31/08/09 - Paim debaterá fator previdenciário e reajuste para aposentados

 

Ao discursar nesta quinta-feira (27), o senador Paulo Paim (PT-RS) anunciou que, no próximo dia 1º de setembro às 11h, será realizada reunião em seu gabinete com o objetivo de discutir o fim do fator previdenciário e o reajuste para aposentados e pensionistas. O senador explicou que o acordo entre o governo e as centrais sindicais, anunciado pela imprensa, ainda não ocorreu.

 

De acordo com o senador, participarão do encontro representantes da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap), da Nova Central Sindical dos Trabalhadores, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil e do Fórum Sindical dos Trabalhadores.

 

Redução da jornada

Paim também anunciou a realização de um grande encontro sindical no dia 3 de setembro no Auditório do Sindicato dos Empregados no Comércio de Belo Horizonte para a realização de ato público em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução dos salários e pela aprovação do fim do fator previdenciário e do reajuste dos benefícios dos aposentados.

 

Igualdade racial

O senador registrou ainda sua participação, nesta quinta-feira (27), no seminário Capacitação Sindical para a Defesa e Implementação de Cláusulas de Promoção da Igualdade, organizado pelo Instituto Sindical Interamericano pela Igualdade Racial (Inspir) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), realizado no Centro de Eventos da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio, em Brasília.

 

- O tema da minha palestra foi o Estatuto da Igualdade Racial, projeto que o Senado já aprovou por unanimidade, e que se encontra na Câmara. Lamento que ainda não tenha sido aprovado devido à obstrução feita por setores conservadores, que não admitem uma política de igualdade para todos: brancos, negros e índios - disse o senador.

Fonte: Agência Senado

 


 

31/08/09 - Atividade industrial continua em processo de recuperação no estado do Rio

 

As vendas reais da indústria fluminense cresceram 9,3% em julho, em comparação ao mês anterior, descontados os efeitos sazonais do período. É o que revela o boletim Indicadores Industriais, divulgado nesta sexta-feira (27) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).

 

O chefe da Divisão de Estudos Econômicos da entidade, Patrick Carvalho, disse que o resultado mostra que “a atividade industrial continua em recuperação na margem, isto é, mês a mês, indicando a melhora de expectativas dos empresários fluminenses”.

Os principais setores responsáveis pelo aumento das vendas foram edição e impressão (18,46%), máquinas, aparelhos e material elétrico (18,21%) e veículos automotores (16,72%).

 

Na comparação com julho do ano passado, porém, os dados revelam queda de 37,6%. No acumulado dos sete primeiros meses de 2009, também se observa retração das vendas, de 21,07%. Ambos os números foram explicados como decorrentes da crise financeira internacional.

 

O mês de julho marcou, ainda, o aumento do nível do pessoal ocupado na indústria fluminense. De acordo com o boletim da Firjan, foram efetuadas 1,3 mil contratações. Esse foi o terceiro mês consecutivo de crescimento do emprego industrial no estado. “É muito positivo e razoável, uma vez que as vendas aumentam, a produção aumenta e, por conseguinte, a própria contratação”.

 

O economista afirmou que a tendência, nos próximos meses, é de continuidade do processo de recuperação da atividade industrial. “Até porque há os efeitos da redução da política monetária de juros que começam a se fazer presente no segundo semestre e por todos os subsídios que foram concedidos pelo governo federal, somados ao aumento de gastos [dos consumidores]”.

Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

31/08/09 - Construção civil repõe em julho vagas fechadas na crise, diz SindusCon-SP

 

A construção civil conseguiu recuperar em julho os postos de trabalho fechados por conta da crise no último bimestre do ano passado. Segundo dados do SindusCon-SP, foram abertas 36,5 mil vagas no setor em todo o país em julho.

 

Agora, a construção soma 2,22 milhões de empregos formais no Brasil.

 

De janeiro a julho, a construção civil abriu 131.079 postos de trabalho no país. O número supera o fechamento de 109.086 vagas em novembro e dezembro de 2008.

O estado de São Paulo já tinha recuperado as perdas da crise no mês anterior, segundo dados do SindusCon-SP.

Para o presidente do SindusCon-SP, Sergio Watanabe, o crescimento do emprego no mês de julho no segmento de preparação de terreno (2,25%) é uma boa notícia, pois aponta para o início de novas obras.

 

Por outro lado, o segmento de infraestrutura trouxe uma retração no emprego de 0,11% em julho.

 

Apesar de os dados do emprego na construção civil apontarem para uma recuperação do setor, Watanabe ressalta que o ritmo de crescimento ainda é menor que o registrado no ano passado.

 

O número de vagas criadas em julho foi 14% menor que no mesmo mês de 2008.

 

"O ritmo de aprovações de projetos do programa Minha Casa, Minha Vida e de contratações do PAC será fundamental para manter o crescimento do emprego no setor", afirma Watanabe.

 

O presidente do SindusCon-SP teme que a retração do volume de lançamentos imobiliários no fim de 2008 e no começo deste ano ainda provoque impacto negativo na demanda por mão de obra no setor nos próximos meses.

Fonte: Folha de S.Paulo

 


 

31/08/09 - Eternit diz não saber de decisão da justiça e mantém vendas com amianto no Rio

 

Em resposta à reportagem do jornal O Globo, publicada na véspera, a Eternit (ETER3) comunicou nesta sexta-feira (28) que não tem conhecimento sobre uma possível proibição pelo Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro da comercialização de produtos com amianto no estado carioca.

"A Eternit não tem conhecimento do teor da decisão, proferida nos autos do Agravo de Instrumento interposto pelo Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro, razão pela qual somente poderá se manifestar após o recebimento da intimação", declarou a companhia, em nota.

O comunicado da companhia atende a um pedido da BM&F Bovespa com o intuito de esclarecer os investidores sobre o assunto. "Entendemos que a tutela concedida não tem qualquer eficácia antes da publicação do acordo, razão pela qual continuaremos operando nossas atividades normalmente", afirmou a empresa.

Regras para o amianto
Após o STF (Supremo Tribunal Federal) ter liberado aos governos estaduais o desenho da legislação sobre o amianto, o produto passou a ser novamente proibido no estado de São Paulo durante setembro último.

Fonte: InfoMoney

 


 

31/08/09 - Jornada: entidades patronais defendem negociações por setores

"Cada caso é um caso. As metalúrgicas são diferentes das montadoras, das operadoras de telemarketing, dos bancos. Não tem como unificar a demanda de necessidade de mão de obra em uma única lei. As diferenças devem ser consideradas"

 

As entidades que representam os empresários, como as federações das Indústrias dos Estados do Rio de Janeiro e São Paulo (Firjan e Fiesp, respectivamente) e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) alegam que não são contra a redução da jornada de trabalho.

 

O vice-presidente da Firjan, Geraldo Coutinho, diz que os órgãos estão dispostos a negociar de acordo com as necessidades dos setores.

 

"Cada caso é um caso. As metalúrgicas são diferentes das montadoras, das operadoras de telemarketing, dos bancos. Não tem como unificar a demanda de necessidade de mão de obra em uma única lei. As diferenças devem ser consideradas", explica Coutinho.

 

O diretor de Relações Institucionais da CNI, Marco Antonio Guarita, ressalta que a generalização é o defeito da PEC.

 

"A proposta mistura grandes e pequenas empresas no mesmo saco. E cada segmento tem as suas características", afirma.

 

Mas a economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Ana Cláudia Moreira, explica que é institucional ter uma legislação trabalhista diferenciada por setores.

 

"Como um trabalhador vai ter determinados benefícios e outros não?", indaga a economista.

 

"Eles possuem o mesmo direito tanto na pequena quanto na grande empresa".

 

Além disso, a economista diz que dados da CNI mostram que os salários correspondem a 22% do custo de produção de uma indústria, ou seja, "é possível reduzir a jornada e contratar mais mão de obra, já que o que define a produção de uma empresa, de fato, é a capacidade de investimento e financiamento".

 

"Não é a jornada de trabalho que mantém uma empresa viva, mas a capacidade de atingir metas em um determinado período", destacou Ana Cláudia.

 

Mesmo com mais argumentos a favor, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) está disposta a negociar com os empresários, porém o presidente da entidade, Arthur Henrique, diz que os líderes das companhias estão dificultando um possível acordo.

 

"O empresário precisa entender que a redução também é benéfica para ele, porque a disposição de trabalho vai aumentar e o número de acidentes tende a diminuir. Mas eles usam o mesmo argumento de 21 anos atrás de aumento de custo de produção e informalidade, quando na Constituição de 1988 foi definida a carga horária legal de trabalho de 44 horas", destacou o presidente da CUT.

 

O vice-presidente da Firjan argumenta que os sindicatos consideram a jornada legal de traballho.

 

Mas Geraldo Coutinho afirma que a carga horária média efetiva do trabalhador brasileiro é de 41,6 horas semanais.

 

Para comprovar o impacto da aprovação da PEC na economia, o diretor da CNI usa como exemplo um estudo da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), que prevê aumento de 5% de uma casa do programa "Minha Casa, Minha Vida", no Mato Grosso do Sul e de 12% da mão de obra.

 

"Isso significa que a meta de 1 milhão de casas corre o risco de não ser atingida, já que será o mesmo orçamento para custos maiores", ressaltou.

 

O relator da PEC acredita que a primeira votação da proposta na Câmara ocorrerá em setembro. (Jornal do Brasil)

Fonte: Diap

 


 

31/08/09 - Ausência de perícia não impede pagamento de insalubridade

 

“A realização de perícia é obrigatória para a verificação de insalubridade. Quando não for possível sua realização, como em caso de fechamento da empresa, poderá o julgador utilizar-se de outros meios de prova”. É o que estabelece a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho (Orientação Jurisprudencial nº 278 da SDI-1), e, com base nela, a Oitava Turma do Tribunal rejeitou o recurso da Pharmacia Brasil Ltda. contra condenação ao pagamento do adicional de insalubridade no grau médio a duas ex-empregadas aposentadas.


As empregadas ajuizaram ação na Justiça do Trabalho visando ao recebimento do adicional, por terem trabalhado em locais com exposição a ruídos acima de 85 decibéis e terem tido contato com alguns agentes químicos. A sentença de primeiro grau indeferiu os pedidos, mas o Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (RJ), ao julgar recurso ordinário, entendeu necessária a realização de perícia. O artigo 195 da CLT prevê que, nas ações trabalhistas com pedido de adicional de insalubridade, o juiz deverá designar perito especializado para averiguar tais condições, pois somente o perito, com conhecimento técnico, poderá atestar se a atividade desenvolvida pelo empregado é perigosa ou não
.


Ao ajuizar a ação, as empregadas já estavam aposentadas, e o local em que trabalharam havia sido desativado. Elas solicitaram que se considerassem as demais provas reunidas no processo, como os laudos individuais, concedidos pela empresa para fins de aposentadoria especial. Com base no PPP – Perfil Profissiográfico Previdenciário, emitido pelo INSS, o Regional comprovou o trabalho em atividades insalubres (com excesso de ruído) durante toda a jornada e sem o uso de protetor auricular, e deferiu, assim, o adicional em grau médio, com reflexos nas demais verbas, calculado sobre o salário mínimo da região.

Ao examinar recurso de revista da empresa, a relatora no TST, ministra Dora Maria da Costa, chegou à mesma conclusão. “O TRT considerou válida a perícia que alicerçou o laudo da aposentadoria especial, pois o local de trabalho já havia sido desativado”, afirmou. A ministra citou o Regional para explicar que, embora a finalidade do PPP somente tenha sido normatizada em 2003, os laudos individuais realizados pelas empresas para concessão de aposentadoria especial são realizados de forma individual, por profissionais qualificados e registrados junto ao Ministério do Trabalho, com o aval da empresa – que, ao assiná-los, assume as condições de trabalho ali descritas.

Fonte: TST

 


 

28/08/09 - Produção na indústria paulista cresce 2% em julho

 

A atividade na indústria de transformação paulista aumentou 2% em julho último sobre o mês anterior com ajuste sazonal (considerados no cálculo os efeitos característicos do período sobre a produção). Sem levar com conta a sazonalidade, o crescimento é de 4%.

No acumulado do ano, há ainda uma retração de 12,81%, o que mostra melhora da produção, já que, no primeiro semestre, a variação tinha sido de 14,1%. Nos últimos 12 meses, há queda de 7,9%.

 

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (27) pela Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). Segundo o levantamento, o nível de utilização da capacidade instalada ficou em 81,6%, um pouco acima do resultado de junho, que havia sido de 80,6%, mas ainda inferior ao do mesmo período do ano passado (84%).

 

Entre os setores com melhor desempenho estão as indústrias de produtos químicos e petroquímicos e veículos automotores, com cada um deles registrando alta de 3,8% no nível de atividade. Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

28/08/09 - Crise no Emprego: relatório aprovado amplia direitos trabalhistas

Relator recomenda redução da carga de trabalho semanal, restrição de demissões em empresas e a expansão do crédito a micro e pequenas empresas, para gerar novas vagas.


A comissão especial que analisa a repercussão da crise mundial sobre o setor de serviços e emprego aprovou nesta quarta-feira o parecer do relator, deputado Vicentinho (PT-SP), que recomendou prioridade para análise de projetos voltados ao tema que já tramitam há algum tempo na Câmara.

O objetivo do parlamentar é possibilitar uma aprovação mais rápida das propostas com sugestões de melhorias, o que não seria possível se o relatório indicasse novos projetos de lei que teriam de percorrer todo o caminho de tramitação.

O texto aprovado pede a análise de medidas como a redução da carga semanal de trabalho de 44 para 40 horas (PEC 231/95); a restrição de demissões em empresas tomadoras de crédito de instituições financeiras controladas pelo Poder Público; a valorização do salário mínimo (Projeto de Lei 1/07); a inibição de horas extras; e a ratificação da Convenção 158, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe a demissão sem justa causa.

Vicentinho defende também a expansão do crédito a micro e pequenas empresas, à indústria da construção civil e ao segmento de prestação de serviços, como mecanismo para gerar novos empregos e aquecer o setor terciário.

Voto em separado
Além do texto original do relator, o parecer ganhou também o conteúdo de um voto em separado, apresentado pela deputada Aline Corrêa (PP-SP). Entre os pontos defendidos por ela e incorporados por Vicentinho, estão a implantação de um grupo de trabalho para analisar "formas viáveis de desoneração da folha de salários e de criação de um Simples Trabalhista".

Aline sugere que seja aprovada uma lei para regulamentar as terceirizações e também que o Congresso apoie a criação de uma Câmara de Conciliação, para funcionar como uma comissão tripartite em questões envolvendo trabalhadores. "Queremos que esses temas sejam debatidos sem estardalhaço, com cuidado e sem engessar ainda mais a nossa legislação", esclareceu.

Para desonerar a folha de pagamento das empresas, ela recomenda que sejam reduzidos ou interrompidos os repasses das empresas para o Incra e o Sistema S (Sesc, Sesi, Senac, Sebrae e outras instituições), e temporariamente também para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

Vicentinho e Aline Corrêa não concordam em dois pontos: a forma de valorização do salário mínimo e a redução da jornada de trabalho. Vicentinho defende que a redução da jornada não seja implantada com redução dos salários. Aline Corrêa sugere redução de até 25% da carga horária com redução proporcional no valor das remunerações.

Proposta unificada
O texto enviado à Mesa da Câmara reunirá as duas versões. "Ouvimos empresários e trabalhadores, técnicos e especialistas. Podemos chegar a um bom acordo. Vamos incorporar as posições do voto da deputada e sair daqui com uma proposta unificada", explicou Vicentinho.

O deputado Geraldinho (Psol-RS) votou contra o parecer. Ele se queixou que nem Vicentinho, nem Aline Corrêa incluíram em seus relatórios propostas que beneficiassem imediatamente os trabalhadores, como o fim do fator previdenciário (3299/08); o Projeto de Lei 4501/01, que assegura ao empregado a escolha do banco onde o empregador deverá depositar seu salário; e o Projeto de Lei 4531/08, que dobra o número de parcelas do seguro-desemprego.

O presidente da comissão, deputado Fábio Ramalho (PV-MG), comemorou o resultado. "Aprendi muito nos trabalhos desta comissão e fiquei muito feliz de poder dar essa contribuição para o crescimento e desenvolvimento do País", disse.

Fonte: Agência Câmara

 


 

28/08/09 - Ponto Eletrônico é regulamentado pelo MTE

Registro rigoroso da jornada de trabalho protegerá mais os direitos dos empregados. Fraudes podem levar a excesso de jornada, subtração de salário e redução irregular no pagamento de contribuições

 

A Portaria Nº 1.510, de 21 de agosto de 2009, que disciplina o registro eletrônico de ponto e a utilização do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP), foi assinada esta semana pelo ministro Carlos Lupi. Composto por 31 artigos, o documento enumera uma séria de itens importantes que devem ser obedecidas tanto pelo empregador como pelo empregado para que o registro eletrônico de ponto seja eficiente e totalmente confiável.

 

O controle eletrônico de ponto, previsto no artigo 74, parágrafo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), é amplamente utilizado pelas empresas brasileiras. Do ponto de vista empresarial esse tipo de sistema apresenta evidentes vantagens frente aos métodos manuais, seja pela facilidade com que permite a aferição da jornada dos trabalhadores, seja pela velocidade conseguida na transmissão das informações para os sistemas de folha de pagamento.

 

Dada a falta de regulamentação sobre o tema, a mesma tecnologia utilizada na elaboração dos sistemas controladores de ponto pode servir para esconder ou mascarar operações fraudulentas na marcação dos horários, como alteração de registros de horas trabalhadas. As fraudes levam à subtração de salário e escondem excessos de jornada, que atentam contra a saúde do trabalhador. Além de disso, implicam na concorrência desleal com os empregadores que agem corretamente e dificultam a fiscalização pelo MTE. Implicam, ainda, na redução das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Previdência Social e no Imposto de Renda de Pessoa Física.

 

Para o ministro Carlos Lupi, a Portaria garante os direitos dos trabalhadores. "O objetivo é garantir ao trabalhador o correto tratamento da sua jornada de trabalho e aumentar a eficiência do Estado na fiscalização. O sistema só trará benefícios para a sociedade, inclusive para a maioria dos empregadores que sempre procederam corretamente e que, antes, tinham que conviver com a concorrência desleal de alguns", afirma Lupi.

 

Implantação - O sistema é composto de programas de tratamento, chamado de Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP) e das formas de elaboração de equipamentos registradores, o Registrador Eletrônico de Ponto (REP), e serão implantados em duas etapas: a primeira, válida a partir da publicação, diz respeito à utilização do programa de tratamento. É neste programa que o empregador poderá fazer observações sobre eventuais omissões no registro de ponto ou indicar marcações indevidas.

 

Na segunda etapa, os fabricantes dos equipamentos terão prazo de um ano para adequar os equipamentos ao que prescreve o documento. Durante esse período, o MTE fará o acompanhamento da implantação dos equipamentos com o cadastramento dos fabricantes e credenciamento dos órgãos técnicos que analisarão a conformidade dos registradores à legislação.

Fonte: MTE

 


 

28/08/09 - MP 464: Câmara dos Deputados aprova ampliação de investimento do FGTS

 

A Câmara dos Deputados aprovou dispositivo, nesta quarta-feira (26), que amplia em R$ 5 bilhões a capacidade de investimento do FI-FGTS, que aplica recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviços (FGTS) em projetos de infraestrutura, como energia, portos e transportes ferroviários.

 

Também foi ampliada, de 10% para 30%, a parcela dos saldos em contas do FGTS que o trabalhadores poderão aplicar no FI-FGTS.

Pela regra original do FI-FGTS, as aplicações desse fundo estavam limitadas 80% do patrimônio do FGTS em 2006. Na prática, isso significava que o FI-FGTS podia destinar apenas R$ 17,1 bilhões em projetos de infraestrutura.

 

Ou seja, assim que o FI-FGTS atingisse o montante de R$ 17,1 bilhões, não poderia mais fazer novos investimentos.

 

O dispositivo aprovado ontem na Câmara diz que as aplicações do FI-FGTS neste exercício não podem superar 80% do patrimônio líquido do exercício imediatamente anterior.

Ou seja, em 2009 as aplicações do FI-FGTS tem um teto equivalente a 80% do patrimônio do FGTS em 2008.

 

Se um teto fixo, o FI-FGTS poderá se tornar um instrumento permanente de investimento em infraestrutura. A mudança foi incluída na Medida Provisória (MP) 464, que cria o fundo garantidor de empréstimos a pequenas e micro empresas.

O assunto ainda vai ser analisado pelo Senado.

 

Até agora, o FI-FGTS fez desembolsos de R$ 12 bilhões, e os contratos assinados somam R$ 15 bilhões. Em tese, portanto, pelo limite anterior haveria espaço para apenas R$ 2 bilhões em novas contratações.

As mudanças na legislação ampliam esse limite em R$ 5 bilhões, o que significa que haveria margem adicional para aplicar até R$ 7 bilhões.

 

"A carteira de projetos em análise pela Caixa soma cerca de R$ 23 bilhões", informa o vice-presidente de loterias e fundos de da Caixa, Wellington Moreira Franco. A maior parte dos recursos aplicados até agora foram para projetos de energia, portos e ferrovias.

 

O dispositivo aprovado pela Câmara amplia o percentual que os trabalhadores podem aplicar no fundo, hoje estabelecido em 10% dos saldos das contas individuais, para 30%.

 

A aplicação no FI-FGTS seria uma alternativa para o trabalhador ampliar a remuneração de suas contas do FGTS, que hoje pagam cerca de 4% ao ano.

 

O rendimento do FI-FGTS tem girado em torno de 9%.

 

Além da aprovação do Senado, para a regra valer na prática será necessário também a autorização do Fundo Curador do FGTS e o aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a quem cabe analisar as regras de funcionamento dos fundos de investimentos oferecidos no mercado.

Fonte: Valor Econômico

 


 

28/08/09 - Trabalhador receberá indenização por ser demitido antes da data-base

 

O trabalhador que é demitido, sem justa causa, 30 dias antes da data-base para reajuste salarial da categoria a que pertence tem direito a indenização adicional no valor de um salário mensal. Essa regra está prevista no artigo 9º da Lei nº 7.238/1984 e deve ser respeitada mesmo quando o empregador não concede reajuste a seus empregados na data-base. A interpretação é da Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho.

No caso analisado, a Associação das Pioneiras Sociais apresentou embargos à SDI-1 para reformar decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF e Tocantins) que a condenou ao pagamento de indenização adicional a ex-funcionário da entidade dispensado exatamente na situação descrita pela Lei nº 7.238/84. Por unanimidade, os ministros da SDI-1 acompanharam o voto do relator, ministro Lelio Bentes Corrêa, e rejeitaram o recurso da associação.

O relator defendeu que a condição legal para se ter direito à indenização adicional é a dispensa imotivada do empregado nos 30 dias anteriores à correção salarial. Do contrário, a aplicação do preceito legal ficaria condicionada à vontade do empregador, pois bastaria não conceder aumento geral a seus empregados para se livrar da obrigação.

Antes dos embargos apresentados à SDI-1, a Terceira Turma do TST já havia rejeitado (não conhecido) recurso de revista da Associação, por entender que o Regional aplicara corretamente os preceitos legais sobre a matéria. Como a entidade insistiu que o empregado não estava vinculado a categoria ou sindicato, e, portanto, não tinha data-base definida, e que os funcionários da própria entidade não foram contemplados com aumento, a Turma concluiu que haveria necessidade de reexaminar provas para decidir de forma diferente – atribuição que o TST não pode realizar.

Na SDI-1, o relator destacou que o entendimento da Turma não violou o artigo 894 da CLT (que trata dos casos de cabimento de recurso de revista), como alegado pela associação. Além do mais, no que diz respeito ao conhecimento dos embargos, a norma aplicável, levando em consideração a data do recurso, era a orientação jurisprudencial nº 294 da SDI-1, de conteúdo mais restritivo, e não a Lei nº 11.496/2007, que autoriza o conhecimento dos embargos, por divergência, contra a decisão que não conheceu do seu recurso de revista. (E-RR-621.246/2000.7)

Fonte: TST

 


 

28/08/09 - Nova súmula do STJ trata de imposto de renda sobre férias proporcionais

 

A Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovou um novo projeto de súmula de relatoria da ministra Eliana Calmon. A Súmula 386 trata do imposto de renda sobre férias proporcionais e tem o seguinte enunciado: “São isentos de imposto de renda as indenizações de férias proporcionais e respectivo adicional”. A orientação isenta do tributo as férias e o um terço adicional recebidos por trabalhador que deixa o emprego ou atividade com o período não gozado.


A ministra Eliana Calmon tomou como referência o artigo 7º, inciso XVII, da Constituição Federal, que garante o pagamento nas férias mais o terço adicional, e o artigo 146 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), determinando a remuneração das férias proporcionais correspondentes quando trabalhador deixa o emprego. Também foram usados o artigo 43 do Código Tributário Nacional (CTN), com a definição do imposto de renda, e ainda a Lei n. 7.713 de 1988 e o Decreto n. 3.000 de 1999.


Entre os precedentes do STJ usados no projeto, estão os recursos especiais (Resp) de número 885722, relatado pela própria ministra, e o 985233, do ministro Humberto Martins, ambos apontando que licenças-prêmios convertidas em pecúnia, férias não gozadas, férias proporcionais e respectivos adicionais não estão sujeitas à incidência do imposto de renda. A razão é que estas não têm origem em capital ou trabalho, mas sim têm caráter de indenização. Também seguem essa orientação outros precedentes utilizados como o Agravo Regimental no Resp 855873, relatado pelo ministro João Otávio de Noronha, e o Resp 896720, do ministro Castro Meira.

Fonte: STJ

 


 

28/08/09 - Seguro-desemprego vai ter desconto da Previdência

 

A possibilidade de o período em que o trabalhador recebe o seguro-desemprego contar como tempo de contribuição para a Previdência Social vai ter um custo para o desempregado: o valor recebido não será mais integral, pois haverá desconto como contribuição para a aposentadoria.


Essa é uma das propostas do acordo fechado  entre governo, dirigentes sindicais e entidades de aposentados. A medida está incluída no projeto de lei que vai reajustar o benefício de aposentados e pensionistas que ganham acima do salário mínimo. Pelo texto, os cinco meses em que o trabalhador recebe o seguro-desemprego serão considerados como tempo de contribuição para a Previdência.


De acordo com o órgão, em média, um trabalhador de baixa renda é demitido quatro vezes ao longo de sua vida. Se em cada vez foram cinco meses de seguro, são 20 meses a mais no total do tempo de contribuição para o INSS.


No cálculos atuais, a contribuição sobre o seguro é de 8%. Quem recebe o salário mínimo (R$ 465) de seguro terá de contribuir com R$ 37,20 e quem recebe o teto (R$ 870,01) vai pagar R$ 69,60 à Previdência.

Contrapartida
Para o professor de direito previdenciário da Universidade do Vale do Paraíba (Univap) e coordenador da pós-graduação em direito previdenciário do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal-Legale), Carlos Alberto Gouveia, a taxação é correta.


“Como se subentende que a Previdência é um seguro, é preciso uma prestação para se ter uma contraprestação. Tem que pagar para receber lá na frente”, explica.


A regra também vai valer para o aviso prévio indenizado, ou seja, a contribuição para a Previdência poderá ser entre 8% e 11%, conforme o salário de contribuição na tabela da Previdência Social.


O presidente do Sindicato dos Aposentados da Força Sindical João Batista Inocentini afirma que essa regra do seguro-desemprego deve ajudar principalmente o trabalhador que sofre com a rotatividade do mercado de trabalho. “Podem ser dois ou até três anos somadas todas as vezes que esse trabalhador foi demitido e recebeu o seguro que poderão ser incluídos na conta da Previdência e vão ajudá-lo a se aposentar lá na frente”, diz.


Projeto de lei

De acordo com o deputado federal Pepe Vargas (PT-RS), todos os pontos acertados anteontem estão sendo colocados no papel e na próxima semana deverá estar concluído o projeto e como ele vai tramitar no Congresso - como um novo projeto de lei ou substitutivo dos que já circulam na Câmara dos Deputados.

A expectativa é que as mudanças na Previdência sejam aprovadas até o final do ano.

“A tramitação deve ser rápida. E não vejo quem seria contra melhorias para os aposentados”, afirma Vargas.

Fonte: ABDIR

 


 

27/08/09 - Aposentadoria acima do mínimo terá aumento real de 2,5% em 2010

Acordo foi fechado nesta terça-feira em reunião de parlamentares com representantes do governo e de centrais sindicais em Brasília. Para valer, o novo critério de reajuste ainda precisará ser aprovado pelo Congresso.
 

As aposentadorias e pensões acima de um salário mínimo serão reajustadas, a partir de 2010, com base na inflação mais a metade do crescimento do PIB registrado dois anos antes da concessão do aumento. Para o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, o acordo é histórico. "Estamos instituindo, pela primeira vez na história do Brasil, um aumento real para aposentados que ganham acima do mínimo. Em 2010, por exemplo, eles terão pelo menos 2,5% de reajuste real, acima da inflação", afirmou.

O ministro da Previdência, José Pimentel, disse que o impacto do reajuste será absorvido sem maiores problemas. "Nós vamos pagar a inflação integral, como já vinha sendo feito desde 2006. O reajuste será dado em janeiro de 2010. E o impacto, para cada ponto percentual de ganho real, será de R$ 1,2 bilhão", informou. Segundo ele, a medida beneficiará 8,2 milhões de aposentados e pensionistas.

Em 2010, o cálculo para o reajuste será feito com base no PIB de 2008. Já em 2011, será usado o PIB de 2009, e assim por diante.

Substitutivo
Para entrar em vigor em janeiro de 2010, esse aumento ainda precisará ser aprovado pelo Congresso. Ele fará parte do substitutivo que o deputado Pepe Vargas (PT-RS) vai apresentar ao Projeto de Lei 3299/08, que acaba com o fator previdenciário.

Pepe Vargas adiantou outros pontos do novo texto. Um deles será a extinção do fator previdenciário quando a soma da idade com o tempo de contribuição do segurado for de 95 para o homem e 85 para mulher; ou 90 para o professor e 80 para a professora do ensino fundamental.

Além disso, mudará o cálculo da média do salário de benefício: em vez de 80% das maiores contribuições, passarão a ser levadas em conta 70% das maiores contribuições. "Isso permite, portanto, um maior descarte das contribuições mais baixas, o que elevará o valor da aposentadoria em todas as situações", explicou o deputado.

O período de aviso-prévio do trabalhador e o tempo de seguro-desemprego passarão a contar para fins de tempo de contribuição à Previdência. "E haverá garantia no emprego quando o segurado chegar a 12 meses de sua aposentadoria", acrescentou Pepe Vargas.

Concessão
Diante do acordo, as centrais sindicais se comprometeram a não insistir na aprovação de três matérias:
- o texto atual do PL 3299/08, sobre o fator previdenciário;
- a emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) ao PL 1/07 que garante, às aposentadorias, o mesmo percentual de reajuste do salário mínimo;
- e o reajuste de 16,7% para aposentados e pensionistas que ganham mais que um salário mínimo, aprovado pelo Congresso na forma de emenda à MP 288/06 e vetado em seguida pelo presidente Lula.

O líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que vai reunir os líderes da base aliada ao Executivo com ministros e presidentes de centrais sindicais, para agilizar a tramitação na Câmara do substitutivo de Pepe Vargas.

A reunião desta terça-feira entre parlamentares e representantes do governo e das centrais aconteceu no Centro Cultural do Banco do Brasil (CCBB).

Fonte: Agência Câmara

 


 

27/08/09 - Aprovado adicional de periculosidade para quem exerce atividade de risco

 

Por unanimidade, a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou nesta quarta-feira (26), em decisão terminativa, projeto de lei de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS) que inclui entre as hipóteses que geram pagamento de adicional de periculosidade as atividades profissionais que exponham o trabalhador a risco de vida, perigo iminente de acidente ou violência física.

 

Na justificação do projeto (PLS 387/08), Paulo Paim afirma que existem várias profissões que trazem risco à vida e à integridade física dos que as exercem, mas que não estão relacionadas no artigo 193 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que trata do direito ao adicional de periculosidade.

 

Para o senador, essa situação é injusta, por tratar diferentemente trabalhadores expostos ao mesmo problema. Paim acrescentou que o adicional de periculosidade jamais será capaz de compensar a exposição da vida ao perigo, mas representa o reconhecimento e a valorização dos profissionais.

 

No voto favorável ao projeto, o senador Flávio Arns (PT-PR) afirmou que, hoje, integrantes de muitas categorias realizam suas tarefas com grande sacrifício, "podendo ficar incapacitados ou até mesmo perder a vida".

 

O projeto segue agora para exame da Câmara dos Deputados.

 

Agentes de saúde

Também em decisão terminativa, os membros da CAS aprovaram projeto (PLS 196/09) da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) que institui o piso salarial nacional no valor de R$ 930,00 para os agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Para fazer jus ao piso, o profissional deverá ter o segundo grau completo.

 

De acordo com a proposta, o piso salarial será integralizado de forma progressiva e proporcional no prazo de 12 meses, contados a partir da entrada em vigor da lei. Caberá à União efetuar os repasses financeiros por meio de recursos de seu orçamento, na forma e nos limites previamente estabelecidos pelo Ministério da Saúde.

 

A relatora, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN), enalteceu o trabalho dos agentes de saúde e disse que eles exercem importante papel no combate às doenças e, por isso, devem ser valorizados. Todos os senadores presentes à reunião aplaudiram a proposta.

 

O projeto também segue para análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado

 


 

27/08/09 - Desemprego aumenta em São Paulo e influencia regiões pesquisadas pelo Dieese-Seade

 

São Paulo - A taxa de desemprego aumentou em julho nos 39 municípios da região metropolitana de São Paulo e fechou em 14,8%, 0,6 ponto percentual acima do resultado de junho (14,2%). A informação consta da Pesquisa de Emprego e Desemprego do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), divulgada hoje (26) em São Paulo.

 

O crescimento foi atípico segundo o coordenador da pesquisa pelo Dieese, Alexandre Loloian. “Normalmente isso não ocorre em julho”. O total de desempregados foi de 1,562 milhões, 67 mil a mais do que no mês anterior.

 

A queda influenciou o resultado do conjunto das seis regiões metropolitanas pesquisadas: Salvador, Recife, Porto Alegre, Belo Horizonte, Distrito Federal, além de São Paulo.

 

No conjunto das seis regiões pesquisadas, a taxa foi de 15%, 0,2 ponto percentual acima dos 14,8% da pesquisa anterior, o que o Dieese-Seade considera estável.

 

O total de desempregados somou 3,029 milhões de trabalhadores, 45 mil a mais do que no mês anterior. No período, 37 mil pessoas entraram para o mercado e o saldo de empregos foi negativo em 9 mil. Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

27/08/09 - Audiência discute pacto para enfrentar violência contra mulher

 

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado realiza nesta quinta-feira (27) audiência pública para discutir a implementação do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher. A secretária especial de Políticas para as Mulheres, ministra Nilcéa Freire, foi convidada para o debate.

O pacto nacional prevê a atuação integrada da União, de estados e de municípios em programas de prevenção e proteção às mulheres que sofrem violência. O pacto também tem como objetivos efetivar a Lei Maria da Penha, promover os direitos humanos das mulheres presas e combater a exploração sexual e o tráfico de mulheres.

Essa iniciativa foi anunciada pelo governo federal em 2007 e começou a ser implantada separadamente nos estados a partir de 2008. Cabe aos governos estaduais elaborar os projetos para o pacto, cujo financiamento é de responsabilidade do governo federal.

"A violência contra a mulher requer a implementação de políticas públicas amplas e articuladas nas mais diferentes esferas da vida social", afirma a deputada Iriny Lopes (PT-ES), que sugeriu a audiência.

Para a deputada, o pacto pretende não apenas assegurar a punição dos agressores, mas sobretudo promover uma mudança cultural para estimular atitudes igualitárias e valores éticos de respeito à mulher.

A audiência será realizada às 10 horas, no plenário 10.

Comitiva de mulheres
O evento será acompanhado por representantes da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e de movimentos de mulheres camponesas, de mulheres indígenas, quebradeiras de coco de babaçu e de outras redes feministas.

Essas representantes integram uma comitiva que veio a Brasília nesta semana para uma série de ações em defesa da Lei Maria da Penha. A comitiva entregará um documento, com 7 mil assinaturas, pedindo a rejeição de propostas que tentam abrandar a lei. O documento também será levado à 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública, que será promovida pelo Ministério da Justiça de quinta-feira (27) a domingo (30).

Fonte: Agência Câmara

 


 

27/08/09 - Rendimento médio do trabalhador cai 0,2% em junho, frente a 2008

 

O rendimento médio real da população ocupada das seis principais regiões metropolitanas do País registrou ligeira queda de 0,2% em junho, na comparação com o mesmo mês do ano passado, atingindo R$ 1.202.

O recuo refletiu as quedas registradas em Recife (-2,9%), em São Paulo (-2,3%) e em Salvador (-0,6%). A queda no rendimento geral dos ocupados só não foi maior por conta das variações positivas apresentadas nas demais regiões: Distrito Federal (5,6%), Belo Horizonte (4,5%) e Porto Alegre (1,7%).

Frente a maio, foi registrada alta de 0,1% nos rendimentos médios de ocupados.

Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada nesta quarta-feira (26) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

Três quedas regionais
Na análise mensal, segundo o estudo, foram verificadas altas em Porto Alegre (+2%), em Recife (+1,8%), em Belo Horizonte (+1%) e no Distrito Federal (+0,6%).

Já em Salvador (-2,9%) e São Paulo (-0,3%) houve quedas.

Massa de rendimentos
Considerando a massa de rendimentos dos ocupados e assalariados para o conjunto das áreas analisadas, na comparação mensal, a pesquisa aponta um pequena alta de 0,5% no primeiro caso, e de 0,9% no segundo.

No caso dos ocupados, o resultado positivo aconteceu devido ao desempenho positivo do nível de ocupação. Já para os assalariados, a alta se deve aos pequenos acréscimos do nível de emprego e do salário médio.

Em 12 meses, a massa de rendimentos reais dos ocupados cresceu 1,2% e a dos assalariados, 2,1%. Nos dois casos, o incremento deve-se aos resultados do crescimento do nível de ocupação, já que o rendimento médio pouco variou.

Fonte: InfoMoney

 


 

27/08/09 - PLS 248/06: senadora Kátia Abreu (DEM/TO) requer discussão na CCJ

 

Nesta terça-feira (25), a senadora Kátia Abreu (DEM/TO) apresentou ao plenário do Senado requerimento 1.055/09, a fim de que o PLS 248/06, que trata da regulamentação de cobrança pelos sindicatos da taxa assistencial em razão da assinatura de acordo ou convenção coletiva de trabalho, seja examinado também pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania.

 

Trata-se de uma medida protelatória, pois a matéria não tem caráter constitucional. O requerimento ainda será votado no plenário, mas como se trata de votação simbólica, se for a votos, é difícil que seja rejeitado.

 

Especula-se que esta atitude da senadora se deu em razão de os sindicalistas que acompanhavam, na última terça-feira (25), a comissão geral da Câmara que debateu a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas, terem vaiado o discurso dela contra a PEC 231/95.

 

Em política tudo é possível, até atitudes assim.

 

Desse modo, só resta agora ao movimento sindical continuar a pressão para que a CCJ também aprove o projeto, nos termos em que foi chancelado nas comissões de Assuntos Sociais (CAS), e de Assuntos Econômicos (CAE).

 

O relator da matéria na CCJ será o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), que também relatou a matéria nas duas comissões anteriores.

 

Por fim, o projeto vai ao exame do plenário em turno único, que se aprová-lo remete-o à discussão na Câmara dos Deputados.

 

Tática
Mesmo que o projeto ainda tenha que ser examinado pela CCJ, convém ao movimento sindical comece já as articulações com os líderes partidários e o presidente da Casa, José Sarney (PMDB/AP), para incluir na pauta do plenário a matéria.

 

Esse trabalho pode ser feito concomitante ao de conversas com o presidente da CCJ, senador Demostenes Torres (DEM/GO), bem como os membros do colegiado, a fim de votar logo o projeto e remetê-lo à votação final na Casa. (Marcos Verlaine)

Fonte: Diap

 


 

27/08/09 - Cláusula que prorroga acordo coletivo por mais de dois anos é inválida

 

A Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho concluiu que é inválida, no que ultrapassar dois anos, a cláusula de termo aditivo que prorroga a vigência de acordo coletivo por prazo indeterminado. Com esse entendimento, rejeitou (não conheceu) embargos da Nestlé Brasil Ltda. contra condenação ao pagamento de diferenças de horas extras a ex-empregada, seguindo por unanimidade o voto do relator, ministro Lelio Bentes Correa.

O relator observou que o artigo 614, parágrafo 3º, da CLT limita a duração das convenções ou acordos coletivos a dois anos, e que essa norma não é incompatível com as garantias do texto constitucional sobre negociação coletiva. Além do mais, explicou o ministro, acordo por prazo ilimitado contraria a própria lei que o regulamenta.

A Nestlé recorreu de revista ao TST depois que o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) considerou inválido o termo aditivo que prorrogara por prazo indeterminado o acordo coletivo (originário de 1989) de compensação de horas para empregados sujeitos ao regime de turnos ininterruptos de revezamento, e deferiu créditos de horas extras à ex-empregada da empresa. A Quarta Turma do TST manteve a condenação, com o entendimento de que a decisão regional estava de acordo com a Orientação Jurisprudencial nº 322 da SDI-1, que limita a dois anos a vigência para acordos e convenções coletivas.

Agora, nos embargos à SDI-1, a Nestlé reafirmou que a exigência legal da definição do prazo de vigência do acordo (artigo 613, inciso II, da CLT) foi cumprida, e que a regra de limitar a vigência do pactuado em, no máximo, dois anos (artigo 614, parágrafo 3º, da CLT) não foi recepcionada pela Constituição. Disse ainda que a Quarta Turma desrespeitara, entre outros artigos, o 896 da CLT (que estabelece em quais situações o recurso de revista deve ser admitido no TST) e o 7º, inciso XXVI, da Constituição (que reconhece a validade das convenções e acordos coletivos de trabalho).

No entanto, segundo o relator, o texto constitucional apenas traz diretrizes gerais sobre acordos e convenções coletivas, e não anula a regra que limita o prazo de vigência estabelecido na CLT. Ou seja, a orientação genérica da Constituição sobre Direito Coletivo do Trabalho é perfeitamente conciliável com a eficácia das normas celetistas sobre a elaboração dos instrumentos coletivos.

(E-ED-RR – 3375/1999-046-15-00.0)
 

Fonte: TST

 


 

27/08/09 - SDI-1 admite redução de adicional de periculosidade por acordo

 

O acordo coletivo de trabalho tem poder de fixar percentual de periculosidade inferior ao legal e proporcional ao tempo de exposição ao risco. A decisão foi da Seção Especializada em Dissídio Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho e favorece a Brasil Telecom S.A., que ficou desobrigada do pagamento dos 30% determinados pela CLT a ex-empregado determinados pela Justiça do Trabalho da 9ª Região (PR).

Na convenção coletiva de 2001/2002, o adicional foi reduzido dos 30% legais para 10,12% para a atividade desenvolvida pelo trabalhador – a de cabista/auxiliar de cabista, uma vez que o contato com cabos energizados era “habitual e intermitente”. Nos embargos à SDI-1, a empresa sustentou que não pretendia discutir o direito ao adicional, mas sim o percentual a ser observado. Defendeu que a redução era válida, por estar de acordo com a jurisprudência do TST (que permite a redução proporcionalmente ao tempo de exposição ao risco, desde que pactuada em acordos ou convenções coletivas).

O relator dos embargos na SDI-1, ministro Vieira de Melo Filho, observou que o caso contemplava as duas hipóteses exigidas para a redução no percentual de periculosidade: a negociação coletiva e o fato de o contato com o fator de risco ser “habitual, porém intermitente.” Para o ministro, não há justificativa para a anulação da cláusula coletiva mesmo quando pareça ser prejudicial ao trabalhador. “Não será inválida, em face do reconhecimento e até mesmo do incentivo conferido pela Constituição às negociações diretas entre empregados e empregadores, sendo certo ainda, não se tratar, na hipótese, de direito indisponível”, explicou.

(E-RR-14328/2002-004-09-00.1)

Fonte: TST

 


 

26/08/09 - Faturamento das empresas cai 5% no 1º trimestre, revela Serasa

Empresas dos segmentos de alimentos e saneamento foram exceções e conseguiram registrar alta nas receitas

 

Reflexo da diminuição no ritmo da atividade econômica no País durante um dos períodos mais intensos da crise econômica, a receita de vendas das empresas caíram 5% no primeiro trimestre de 2009 ante o primeiro trimestre de 2008, revela estudo da Serasa Experian. Segundo o levantamento, as empresas de siderurgia, metalurgia e bens de capital foram as que tiveram seus faturamentos mais afetados com a recessão devido à escassez de recursos nos mercados externo e interno, com reflexo nos preços das commodities, e a maior seletividade na concessão de crédito, elevando os níveis de ociosidade na produção. A indústria também sofreu com o cenário de retração econômica e viu cair a demanda nacional e internacional, registrando queda de 9,7% na receita das vendas.

 

As empresas prestadoras de serviços viram uma redução de 2,2% no faturamento nos três primeiros meses do ano. As empresas de energia e telefonia fixa tiveram queda de 4,4% e 6,1%, respectivamente.

 

Dois segmentos conseguiram manter desempenhos favoráveis no período. O de alimentos registrou crescimento de 2%, beneficiado pela queda dos preços, reajuste real do salário-mínimo, redução da alíquota de Imposto de Renda Pessoa Física, e pela manutenção dos programas federais de transferência de renda (Bolsa Família). E o faturamento das empresas de saneamento evoluiu 2,1%, favorecido pelo reajuste tarifário e pelo aumento da população atendida.

 

No comércio, a queda da receita das vendas foi de 1,1%. Para os analistas da Serasa Experian, a política de concessão de crédito mais restritiva, a insegurança na manutenção do emprego e o comprometimento do orçamento das famílias com o pagamento de despesas sazonais (IPTU, IPVA, despesas escolares concentradas no primeiro trimestre do ano) levou o segmento de bens duráveis a apresentar queda. Entretanto, as empresas que atuam no comércio varejista e atacadista de gêneros alimentícios, por terem seu faturamento baseado em itens de primeira necessidade, mostraram desempenho positivo de 2,6%.

Fonte: Agência Estado

 


 

26/08/09 - Jornada: mais uma vez comissão geral expõe divergências sobre o tema

Lupi rebate propaganda catastrofista feita pelos empresários, que "a medida não provocará falência de empresas ou demissão de empregados, uma vez que a participação da massa salarial no custo do produto de uma empresa é de 22%"

Marcos Verlaine

 

Previsto para começar às 9h30, teve início às 10h30, o debate sobre a redução da jornada de trabalho pra 40 horas semanais no plenário da Câmara. A diferença desta vez é que os empresários se mobilizaram e compareceram em peso. O que foi bom, pois deu e dará mais visibilidade política e midiática ao tema e por consequência ao debate.

 

 

Ao abrir a sessão da Câmara e transformá-la em comissão geral, o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), em tom conciliador e mediador disse que o papel do Congresso Nacional será o filtrar essas discussões e tentar produzir um entendimento.

 

Temer ponderou que tanto os defensores das 40 horas quanto os das 44 horas pensam no desenvolvimento do País, e os argumentos de ordem prática devem prevalecer. "Queremos ouvir os especialistas, com argumentos de ambas as partes, e transformar este plenário no centro dos debates sobre temas de importância nacional", disse.

 

Contra o catastrofismo
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi abriu os debates rebatendo a propaganda catastrofista feita pelos empresários, que a medida não provocará falência de empresas ou demissão de empregados, uma vez que a participação da massa salarial no custo do produto de uma empresa é de 22%.

 

"A redução da jornada de trabalho terá impacto de 1,99 ponto percentual nesse custo, que passaria para 23,99%, praticamente 24%", disse.

 

Hora extra
O ministro também disse que existe hoje uma prática abusiva das horas extras. "Essa prática, além de diminuir o rendimento do trabalho, tira a vaga de trabalho de vários outros trabalhadores".

 

A PEC 231/95, além da redução da jornada, prevê a elevação do valor da hora extra para 75% sobre o da hora normal.

 

A voz dos patrões
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), deputado Armando Monteiro Neto (PTB/SP) deu o tom sobre o tema pelo lado empresarial.

 

Segundo ele, os dados do ministro do Trabalho sobre jornadas de trabalho em outros países, em sua maioria inferiores à do Brasil, dizem respeito à jornada média nesses países, e não à jornada legal. Armando Monteiro frisou que, no Brasil, a jornada média já é inferior, mas não seria oportuno diminuir a jornada legal obrigatória.

 

Por fim, Monteiro disse que não há nenhuma evidência empírica de que a redução da jornada provoca aumento do número de empregos.

 

Centrais
O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT/SP) disse que a mudança não levará empresas à falência, mas beneficiará o Brasil.

 

"O que quebra uma empresa é o excesso de imposto e não a redução da jornada de trabalho. De 1988 [ano em que a jornada passou de 48 para 44 horas] para cá, a produtividade no Brasil mais que triplicou. O País ganhou mercado e conseguiu até melhorar salário", argumentou.

 

O presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos defendeu a redução da jornada de trabalho com base no fato de a produtividade ter aumentado na última década, da mesma forma que o patrimônio e o valor das empresas. Para ele, isso demonstra que há espaço para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.

 

Mais tempo para família
Já o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antônio Neto, ressaltou que o principal benefício para os trabalhadores será o tempo para a família, para a educação e qualificação profissional.

 

"Ninguém mais consegue viver com dignidade nas grandes cidades com o trânsito, duas horas no mínimo para chegar ao trabalho, e tendo de trabalhar aos sábados, o que além de tudo aumenta os acidentes de trabalho", definiu.

 

Na mesma linha de raciocínio, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, disse que há categorias que trabalham 40 horas, e até menos, mas há trabalhadores de primeira e de segunda categoria. "Eu sou comerciário, e nossa categoria trabalha 54 horas por semana, como podemos cuidar de nossas famílias?", indagou.

 

Inclusão na ordem do dia
Ao discursar na tribuna, o presidente da Força apresentou requerimento de inclusão da proposta na ordem do dia da Câmara. O documento assinado por ele e pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB/SP) só não recebeu a assinatura do líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO).

 

O requerimento recebeu o apoio dos líderes da base e da oposição - PMDB, PT, PDT, PV, PP, PRB, PTC, PTB, PSB, PTdoB, PR, PMN, PHS e PCdoB. E ainda do PSDB, PPS e também do líder do Governo e de outros tantos deputados que apóiam a iniciativa.

 

A proposta foi aprovada em forma de substitutivo do relator, deputado Vicentinho (PT/SP), por unanimidade, na comissão especial, em 30 de junho.

Fonte: Diap

 


 

26/08/09 - Lupi defende na Câmara redução de jornada de trabalho

 

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, rebateu  o argumento de que a redução da jornada poderá gerar aumento do preço final de produtos fabricados no país. A participação da massa salarial no custo do produto de todas as empresas representa, em média, 22% na produção, com todos os encargos, inclusive. E 78% são outros custos, disse no plenário, onde participou da comissão geral da Câmara sobre a redução da jornada de trabalho.

 

O ministro deu como exemplo outros países que adotam uma jornada de trabalho menor que a brasileira, como o Uruguai, com 41,5 horas semanais, a França, com 34,7 horas semanais, e o Japão, com 32 horas semanais. Na Europa, a média é de 41,1 horas semanais para homens e de 35,2 horas semanais para mulheres, argumentou. E lembrou que em alguns setores a jornada já é menor que as atuais 44 horas semanais, como no caso de servidores públicos, bancários e telefonistas.

 

A última redução de jornada que o país adotou foi há mais de 20 anos, quando passou de 48 para 44 horas semanais. O argumento foi o mesmo e não teve ninguém quebrando por conta disso, disse Lupi, acrescentando que com menos horas de trabalho serão criadas mais vagas no mercado. O deputado Paulinho Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP), disse que é preciso trabalhar a idéia de que a redução da jornada aumentará o mercado interno. O que dificulta a vida da empresa é o excesso de imposto, não a redução da jornada de trabalho.

 

A proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário, já foi aprovada em comissão especial e agora precisa ser votada em dois turnos no plenário. Paulinho da Força leu requerimento assinado por diversos deputados pedindo a inclusão da matéria na Ordem do Dia.

Fonte: Abdir

 


 

26/08/09 - Energia elétrica pressiona e aumenta preços da habitação em agosto

 

São Paulo - As despesas ligadas à habitação estão ficando mais caras. Segundo dados do IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), divulgados nesta terça-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), entre os meses de julho e agosto, o grupo apresentou variação de 0,85%.

Uma das principais contribuições para a alta foi a pressão exercida pelo item energia elétrica, cuja alta de 2,15% foi responsável por 0,07 ponto percentual do índice total. Neste sentido, os principais impactos vieram do reajuste de 12,90% nas tarifas da região metropolitana de São Paulo, em vigor desde o dia 04 de julho, e do aumento de 3,50% em Belém, ocorrido em 07 de agosto.

Dentre as 11 capitais pesquisadas, São Paulo foi a que apresentou a maior taxa (1,90%) no grupo Habitação. Em seguida, ficaram Belém (1,07%) e o Distrito Federal (0,60%). Em Goiânia (-0,15%) foi apurada deflação no período.

Saneamento
No geral, em agosto, o IPCA-15 apresentou variação de 0,23%. No grupo Habitação, além da aceleração do setor de energia, as contas de água e esgoto também apresentaram avanço na comparação com julho.

Em um mês, a alta nos preços deste segmento variou 0,64%. Este resultado foi influenciado pelo aumento nos preços nas regiões de Fortaleza (6,52%), do Rio de Janeiro (5,95%) e de Porto Alegre (4,70%).

O IPCA-15 aponta a prévia da inflação para o mês analisado.

Fonte: InfoMoney

 


 

26/08/09 - Consumidor brasileiro confia mais na situação atual da economia do que no futuro

 

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) brasileiro, medido pela Fundação Getulio Vargas, apresentou queda de 0,4% de julho para agosto deste ano, depois de cinco meses seguidos de crescimento. O índice, que representa a opinião dos consumidores brasileiros sobre a situação atual e futura da economia e sobre a situação financeira de suas famílias, passou de 111,4 para 111,0 pontos.

 

Apesar da queda, o índice ainda é superior ao de sua média histórica (107 pontos) e ao nível de agosto do ano passado (108,2 pontos). A avaliação dos consumidores sobre a expectativa para o futuro da economia foi de 109,5 pontos. A avaliação sobre a situação atual foi de 113,9 pontos.

 

A pesquisa mostrou que os brasileiros que consideraram a situação financeira familiar como boa subiu de 17,7% em julho para 18,6% em agosto. Já os que consideraram sua situação ruim passaram de 14,9% para 13,8% no mesmo período.

 

O Índice de Confiança do Consumidor é medido com base na Sondagem de Expectativas do Consumidor, que é feita em mais de 2 mil domicílios em sete das principais capitais brasileiras. Repórter Vitor Abdala

Fonte: Agência Brasil

 


 

26/08/09 - Aposentadoria: mulheres começam a investir em média três anos antes dos homens

 

As mulheres pensam na aposentadoria cada vez mais cedo. Estudo indica que, entre 2007 e 2009, as que começaram a investir em planos de previdência privada são, em média, três anos mais jovens do que os homens.

A pesquisa, realizada pela seguradora Icatu Hartford, revela ainda que, independentemente do perfil de investimento, as mulheres aplicam em planos de previdência privada com renda fixa, em média, três anos antes que os homens.

O levantamento foi realizado entre janeiro e abril deste ano, com aproximadamente 12 mil clientes da seguradora.

Saldo final maior
"Com o início das contribuições três anos antes do que os homens, as mulheres terão mais tempo para acumular renda e aumentar o saldo final", constata a diretora de marketing da Icatu Hartford, Aura Rebelo.

Aura dá um exemplo, simulando uma situação em que aposentadoria seria aos 60 anos e o investimento em um plano de previdência com renda fixa teria aportes mensais R$ 400 e rentabilidade real de 6%.

Diante dessa situação, se um homem iniciar o plano com 32 anos, e a mulher, com 29, enquanto ela irá se aposentar com um saldo final de cerca de R$ 420 mil, ele terá ao final R$ 340 mil, uma diferença de 20%.

Diferença diminui nos planos de renda variável
O levantamento indicou que, em 2008, enquanto as mulheres que contratavam plano com renda fixa tinham, em média, 29 anos, os homens, tinham 32 anos de idade. Neste ano, a idade média delas ficou em 30 anos, enquanto a deles ficou em 33 anos.

Se analisarmos o perfil daqueles que contratam plano de previdência privada com renda variável, a diferença de idade entre os gêneros caiu este ano. Em 2008, as mulheres que escolhiam esse tipo de plano tinham, em média, 30 anos, e os homens, 33 anos. Já em 2009, a idade feminina ficou em 34 anos, enquanto a média deles ficou em 36 anos.

Fonte: InfoMoney

 


 

26/08/09 - Senadores irão contestar no STF fim de ações contra Sarney

Parlamentares vão contra decisão em que segunda-vice da Casa negou a tramitação de recurso em plenário

 

Um grupo suprapartidário de senadores apresentará mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando o arquivamento das representações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no Conselho de Ética.

 

O parlamentares informam que contestarão na Corte a decisão em que a segunda-vice presidente da Casa, Serys Slhessarenko (PT-MT), negou tramitação em plenário ao recurso contra o arquivamento. O mandado de segurança está sendo preparado por técnicos do PSOL e ainda não tem data para ser apresentado ao Supremo.
 

O senador José Nery (PSOL-PA) apresentará ao tribunal, em nome do partido, uma Ação por Descumprimento de Preceito Constitucional (ADPF), alegando que o Conselho de Ética não poderia ter votado a admissibilidade das ações movidas contra Sarney. Na avaliação do parlamentar paraense, o dever do colegiado - que acabou confirmando o arquivamento das ações determinado pelo presidente do Conselho, Paulo Duque (PMDB-RJ) - é o de abrir processo disciplinar para investigar denúncias.
 

"Nosso último recurso é o Poder Judiciário. Como nós não confiamos no Conselho de Ética, porque foi criado para blindar o presidente José Sarney, vamos pedir ao Supremo que garanta a investigação", disse o senador Renato Casagrande (PSB-ES), após reunião em que os parlamentares decidiram entrar com o mandado de segurança no STF. "Não nos foi dado o direito de investigação necessária. Quando não fazemos investigação, quem perde é a sociedade."
 

Além de José Nery e Casagrande, participaram da reunião os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Demóstenes Torres (DEM-GO), Jefferson Praia (PDT-AM) e Cristovam Buarque (PDT-DF) e um assessor do senador Pedro Simon (PMDB-RS). Além deles, outros quatro senadores assinaram o recurso apresentado ao plenário e rejeitado por Serys Slhessarenko.

Fonte: Agência Estado

 


 

26/08/09 - OIT: recuperação do emprego é mais lenta que saída da crise econômica

 

O diretor da Organização Internacional do Trabalho (OIT) na América Latina, o venezuelano Jean Maninat, afirmou que a recuperação do emprego "sempre será mais lenta" do que a saída da crise mundial.

 

"Talvez a crise esteja diminuindo ou chegando ao fundo do poço, mas o emprego sempre fica para trás. Os governos devem pôr a criação de emprego no centro das políticas públicas", afirmou Maninat na abertura de um seminário sobre o convênio da OIT para o trabalho na pesca, realizado no Rio de Janeiro.

 

Maninat explicou que o desemprego é a face "mais perniciosa" de qualquer crise e criticou que se aproveite a melhoria econômica para resgatar os modelos trabalhistas anteriores às turbulências financeiras.

"Não podemos cometer o risco de voltar a mais do mesmo. Seria injusto e afetaria a governabilidade democrática e a paz social na América Latina", disse o representante da OIT.

 

Informalidade
Para Maninat, uma solução para estender boas práticas no emprego é aplicar os convênios da OIT, como o da pesca, cujo conteúdo será debatido até quarta-feira no Rio por representantes de governos e associações de empresários e trabalhadores de diversos países da América Latina.

 

"A força e o vigor destes acordos residem em que são fruto da discussão de três partes (de trabalhadores, empregadores e governos), e não um produto de laboratório de Genebra", acrescentou.

 

Maninat ressaltou que na América Latina 2 milhões de pessoas vivem da pesca, 500 mil da aquicultura e outros dois milhões da "pesca artesanal", o que implica trabalhadores na informalidade, com embarcações precárias e com pouca ou nenhuma proteção social.

Fonte: Blog O outro lado da notícia, com agências

 


 

26/08/09 - Recolhimentos futuros de FGTS podem ser objeto de ação civil pública

 

O Ministério Público do Trabalho pode ajuizar ação civil pública para assegurar que o empregador efetue o recolhimento do FGTS na conta vinculada de seus empregados. Neste caso, o objeto da demanda representa o cumprimento de uma obrigação de fazer, hipótese diferente do cumprimento da obrigação de pagar, que é objeto da ação de cobrança. Adotando esta linha de entendimento, a 3ª Turma do TRT-MG concluiu que a pretensão postulada pelo MPT se enquadra nas hipóteses de aplicação da ação civil pública no processo do trabalho.

 

Em sua defesa, o recorrente sustentou que, nos termos da Medida Provisória 2.180-35, de 24/08/2001, que alterou o artigo 1º da Lei 7.347/85, acrescentando o parágrafo único, prevaleceu o entendimento de não ser cabível a ação civil pública para veicular pretensões que envolvam FGTS.

 

Entretanto, ao analisar a norma, o juiz convocado Danilo Siqueira de Castro Faria trouxe uma interpretação diferente acerca da matéria. Conforme esclareceu o relator, o dispositivo analisado proíbe o ajuizamento de ação civil pública pelo Ministério Público visando à cobrança do recolhimento de FGTS atrasado de trabalhadores, uma vez que este meio processual serve apenas para veicular obrigações de fazer e de não fazer. Ou seja, se a ação civil pública fosse utilizada para exigir o cumprimento de uma obrigação de pagar, ela estaria substituindo a ação de cobrança. É esta a situação que a lei proíbe.

 

No entanto, a condenação ao recolhimento do FGTS atrasado é que corresponde a uma obrigação de pagar, ao passo que a exigência do recolhimento futuro da parcela é entendida como obrigação de fazer, já que a quantia não é paga diretamente ao trabalhador. Neste sentido, concluiu o magistrado que a legislação citada pelo recorrente não se aplica ao caso, em que o MPT visa obrigação de fazer, visto que não postula o pagamento dos valores atrasados relativos ao FGTS. Assim, foi mantida a condenação dos réus aos recolhimentos fundiários, com comunicação aos empregados sobre as suas contas vinculadas, dentre outras obrigações, sob pena de multa de 5.000 UFIR’s por obrigação descumprida, reversível ao FAT – Fundo de Amparo ao Trabalhador.

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

25/08/09 - Novas propostas adiam acordo sobre reajuste de aposentadorias

 

Parlamentares e representantes do Executivo, de centrais sindicais e de aposentados não conseguiram chegar a um acordo, em reunião durante quase seis horas nesta segunda-feira, sobre a política de reajustes para aposentadorias acima de um salário mínimo. Porém, o líder do governo, deputado Henrique Fontana (PT-RS), disse que as negociações avançaram e terão um desfecho nesta terça-feira (25), em novo encontro a partir das 18 horas.

Nessa reunião, devem ser analisadas novas propostas feitas pelos sindicalistas, como explicou o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical: "Queremos colocar no acordo a política para o [reajuste do] salário mínimo, que é a inflação mais o PIB. E queremos construir uma proposta que já inclua 2010 e 2011. Isso é um problema para o governo, que não previa 2011", explicou.

Outra reivindicação, segundo ele, é incluir no cálculo do tempo de contribuição para aposentadoria o tempo em que o trabalhador recebe o seguro-desemprego. "Essa também é uma posição nova e isso criou um problema interno que o governo vai discutir; esperamos chegar a um acordo nesta terça-feira", concluiu Paulo Pereira da Silva.

Mudança
O deputado Pepe Vargas (PT-RS) confirmou que a reunião desta segunda-feira não foi conclusiva porque o governo ainda precisará avaliar as novas demandas dos sindicalistas: "Na semana passada, se discutia o aumento do mínimo para 2010. Os movimentos agora estão pedindo 2010 e 2011. Os negociadores vão ter que consultar [o governo] para ver a possibilidade disso, porque mudou a proposta."

Henrique Fontana disse acreditar que será atendida a expectativa, dos trabalhadores, de alcançar um reajuste acima da inflação para as aposentadorias superiores ao valor do mínimo.

Da reunião com parlamentares e sindicalistas, participaram os ministros da Previdência, José Pimentel, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci.

Fonte: Agência Câmara

 


 

25/08/09 - Pela segunda vez consecutiva, melhora projeção para desempenho da economia em 2010

 

Brasília - Analistas de mercado melhoraram mais uma vez a expectativa para o desempenho da economia em 2010. A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,80% para 4%.

 

A informação consta do boletim Focus, publicação semanal do Banco Central, elaborada com base em estimativas de analistas de mercado para os principais indicadores da economia.

 

Essa foi a segunda vez seguida que a projeção é reajustada para cima. Para este ano, a projeção de queda do PIB melhorou de 0,34% para 0,30%.

 

Para a produção industrial em 2010, a estimativa de crescimento passou de 5% para 5,05%. Para este, a projeção de retração foi ajustada de 7,18% para 7,05%.

 

Os analistas também alteraram a projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB neste ano de 42% para 42,25%. Para 2010, a projeção foi ajustada de 40,15% para 40,95%.

 

O dólar deve valer R$ 1,85 ao final de 2009 e de 2010, a mesma estimativa do boletim anterior.

 

A projeção para o superavit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) neste ano foi alterada de US$ 23 bilhões para 23,7 bilhões. Em 2010, a expectativa foi mantida em US$ 18 bilhões.

 

Para o deficit em transações correntes (registro das compras e vendas de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), os analistas ajustaram a estimativa de US$ 15 bilhões para US$ 14,550 bilhões. Em 2010, a expectativa é que esse resultado negativo seja de US$ 22 bilhões, a mesma da semana passada.

 

A estimativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 25 bilhões neste ano e em US$ 30 bilhões, em 2010. Repórter Kelly Oliveira

Fonte: Agência Brasil

 


 

25/08/09 - PLC 141/09: CCJ promove audiência pública sobre minirreforma eleitoral

 

Nesta quarta-feira (26), os senadores retornam o debate sobre a minirreforma eleitoral aprovada pela Câmara dos Deputados.

 

O PLC 141/09 (na casa de origem, PL 5.498/09), libera o uso da internet já nas campanhas para as eleições do próximo ano.

 

O debate é promovido pelas comissões de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

 

A matéria, de autoria do deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), vai ser analisada às 9h, no plenário 3, ala Alexandre Costa.

 

Trabalhador menor de idade
Na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) está o PLS 83/06, do senador Valdir Raupp (PMDB/RO), que fixa a idade mínima para o trabalho como ator, modelo e similares.

 

No texto, o autor do projeto veda o trabalho como ator, modelo e similares, em cinema, teatro, televisão, anúncios publicitários, de pessoa maior de 14 e menor de 18 anos de idade, sem autorização expressa do detentor do poder familiar.

 

Já os menores de 14 anos poderão atuar, se judicialmente autorizados.

 

A relatoria do projeto está com o senador Wellington Salgado (PMDB/MG) que apresentou parecer favorável pela aprovação, com substitutivo.

 

Após ser deliberada na CE, a proposição segue para a CCJ, em caráter terminativo.

 

A reunião na CE está marcada para esta terça-feira (25), às 11h, plenário 15, ala Alexandre Costa.

 

Exercício de profissão
Se reúne na quarta-feira (26), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) para deliberar os 14 itens contidos na pauta.

 

A reunião na CAS começa ás 11h, no plenário 9, ala Alexandre Costa.

 

Dentre os itens da pauta está o PLC 187/08, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP), que regula o exercício da profissão de Técnico em Imobilização Ortopédica.

 

A regulamentação da profissão é de importância para a categoria profissional, pois possibilitará aos técnicos acumular dois cargos ou empregos, desde que haja compatibilidade de horários.

 

O relator, senador Renato Casagrande (PSB/ES), apresentou parecer pela aprovação do projeto, com substitutivo.

 

Instrutor de trânsito
Outro projeto que regulamenta o exercício de profissão, na CAS, é o PLC 173/08, do deputado Magela (PT/DF).

 

O projeto relaciona as competências do instrutor de trânsito, os requisitos necessários para o exercício da profissão, os direitos e deveres do profissional, as ações a ele vedadas e as penalidades pelo descumprimento da lei, além de submeter a atividade à fiscalização dos órgãos de trânsito.

 

A matéria tem parecer pela aprovação dado pelo relator, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB/RR).

 

Artistas e de técnico em espetáculos
Ainda na pauta da CAS tem o PLS 740/07, do senador Romeu Tuma (PTB/SP), que dispõe sobre a regulamentação das profissões de artistas e de técnico em espetáculos de diversões.

 

O projeto de lei prevê, entre outros pontos, que esses profissionais sejam inscritos no Ministério do Trabalho e Emprego; a duração do trabalho normal não será superior a seis horas diárias e a trinta horas semanais; e os eventos realizados com a utilização de profissionais estrangeiros deverão ter a participação de, pelo menos, 70% de profissionais nacionais;

 

O senador Wellington Salgado (PMDB/MG) é o relator do projeto e já emitiu parecer favorável à aprovação, com substitutivo dado na Comissão de Educação.

 

Piso salarial
Consta na pauta da CAS, e pode ser deliberado, o PLS 196/09, da senadora Patrícia Saboya (PDT/CE).

 

O projeto altera a Lei 11.350/06, para instituir o piso salarial profissional nacional dos agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

 

Pela proposição, o piso salarial profissional será de R$ 930, válido para todos os entes federativos.

 

O parecer da relatora, senadora Rosalba Ciarlini (DEM/RN) é pela aprovação da matéria, com emendas da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e da CAS.

 

Diarista
Ainda na CAS, há o PLS 160/09, da senadora Serys Slhessarenko (PT/MT), que dispõe sobre a definição de diarista.

 

Pelo texto da senadora, defini-se diarista como todo trabalhador que presta serviços no máximo duas vezes por semana para o mesmo contratante, recebendo o pagamento pelos serviços prestados no dia da diária, sem vinculo empregatício.

 

A diarista devera apresentar ao contratante, comprovante de contribuição ao INSS como contribuinte autônomo, ou como contribuinte funcional, hoje é de 11% sobre um salário mínimo.

 

A matéria aguarda a análise na comissão e já tem parecer pela aprovação, com substitutivo, dado pelo relator, senador Lobão Filho (DEM/MA).

 

Licença gala
Finalizando os itens da pauta da CAS, o PLS 18/08, senador Expedito Júnior (PR/RO), que modifica o artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

A matéria amplia o período de interrupção do contrato de trabalho em razão de casamento para até cinco dias consecutivos e estender o benefício aos empregados que tenham formalizado união estável.

 

Atualmente, o trabalhador pode interromper seu contrato de trabalho, sem perda de salário, por até três dias consecutivos, e também, sem lançar mão de período de férias, de que porventura dispusesse.

 

O relator, senador João Tenório (PSDB/AL), já deu parecer pela aprovação do projeto, com uma emenda.

Fonte: Diap

 


 

25/08/09 - Inadimplência das empresas subiu quase 30% no ano, diz Serasa

Alta foi de 29,7% de janeiro a julho frente ao mesmo período de 2008. Na passagem de junho para julho, alta foi de 6,6%

 

A inadimplência das empresas no Brasil acumulou alta de 29,7% de janeiro a julho, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (24) pela Serasa. Na comparação entre meses de julho, a alta foi levemente menor, de 26,3%.

 

“A elevação revela que mesmo com a recuperação econômica a partir de maio, a queda dos juros, a resposta do mercado interno e a volta gradual do crédito ainda não foram suficientes para as empresas para reverterem os danos causados pela crise”, diz a Serasa em nota.

 

Os resultados, no entanto, são inferiores à alta de 30,2% verificada no período acumulado entre janeiro e maio, frente ao mesmo período do ano passado. Na passagem de junho para julho, foi registrada nova alta, de 6,6%.

 

Segundo a Serasa, as empresas ainda enfrentam problemas para financiar suas atividades e investimentos e para renegociar suas dívidas. A expectativa da empresa é que a inadimplência das empresas se mantenha em patamares elevados nas comparações com os mesmos períodos de 2008, com possibilidade de queda no último trimestre do ano.

Fonte: Gazeta do Povo

 


 

25/08/09 - Frente pela reforma política com participação popular se reúne quinta (27)

 

Sob a coordenação da deputada Luiza Erundina (PSB/SP), a Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular se reúne, nesta quinta-feira (27), às 14h, na sala de reuniões da Mesa Diretora da Câmara, para debater a seguinte pauta:

1) avaliação da audiência pública e ato político de entrega da Sugestão da Frente na CLP;

 

2) estratégias de divulgação e campanha popular de apoio à proposta de reforma política da frente;

 

3) calendário de audiências públicas nos estados.

Fonte: Diap

 


 

25/08/09 - Finanças rejeita teto de 10% na alíquota de IR sobre salário

 

A Comissão de Finanças e Tributação rejeitou na quarta-feira (19) proposta que estipula em 10% a alíquota máxima do Imposto de Renda (IR) sobre a remuneração mensal do trabalhador com carteira assinada ou não.

Atualmente, a alíquota do Imposto de Renda é de 0% na faixa até 1434,59, ou seja, isento; de 7,5% na faixa superior, até R$ 2150; de 15% na faixa superior até 2866,70; e de 27,5% na faixa que exceder.

A proposta tramita em caráter conclusivo, mas, como o parecer desta comissão é terminativo, ela será arquivada.

Perda de 25 bilhões
A medida foi proposta pelo deputado Uldurico Pinto (PMN-BA) no Projeto de Lei 1338/07. O relator da matéria na comissão, João Dado (PDT-SP), votou pela rejeição por considerar que haveria perda de arrecadação.

Segundo cálculos da Receita Federal do Brasil (RFB), de acordo com o parlamentar, a implementação da regra do projeto provocaria uma queda de cerca de R$ 25 bilhões nas receitas públicas por ano.

"Entendemos que há efetiva implicação em renúncia de receitas tributárias federais, sem correspondentes medidas compensatórias", disse o deputado ao justificar sua posição.

Fonte: Agência Câmara

 


 

25/08/09 - Mobilização empresarial contra PEC 231, que reduz jornada de trabalho

 

Sob a liderança da CNI (Confederação Nacional da Indústria), o setor industrial se mobiliza contra a redução da jornada de trabalho, que estará em debate em comissão geral no plenário da Câmara, nesta terça-feira (25).

 

A CNI lançou manifesto "Jornada menor não cria emprego", em que se contrapõe à aprovação da proposta na Câmara. A entidade patronal resolveu investir contundentemente contra a PEC.

 

Para isso, além do manifesto lançou cartilha e outras publicações, cujo objetivo é dissuadir qualquer possibilidade de reduzir a jornada de trabalho no País por meio de mudança na Constituição.

 

Comissão geral é uma sessão plenária da Câmara para debater assunto relevante ou projeto de iniciativa popular ou para ouvir ministro de Estado.

 

Na comissão geral, a palavra é aberta a convidados, diferente do que ocorre nas sessões, nas quais apenas deputados podem usar a palavra.

 

A PEC 231/95, dos então deputados Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Paulo Paim (PT/RS), que reduz a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, redução de salário.

 

A proposta prevê ainda que a hora extra normal passa de 50 para 75%. O texto já foi aprovado em forma de substitutivo na comissão especial, em 30 de junho. Agora, precisa ser votada e dois turnos no plenário da Câmara. (Marcos Verlaine)

Fonte: Diap

 


 

24/08/09 - Debate sobre redução de jornada é destaque do Plenário

Em sessões ordinárias, deputados podem votar MP de incentivo às exportações e projeto que disciplina a cobrança de valores incluídos na dívida ativa da União.

 
A comissão geral que discutirá a jornada de trabalho no País é o destaque do Plenário na última semana de agosto. Marcado para as 9h30 de terça-feira (25), o debate abordará principalmente a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95, que reduz de 44 para 40 horas a carga de trabalho semanal.

A matéria já foi aprovada em comissão especial em junho deste ano, mas ainda precisa ser votada em dois turnos no Plenário. O substitutivo do deputado Vicentinho (PT-SP) para a PEC prevê também a elevação do valor da hora extra para 75% sobre o da hora normal.

Microempresas
Nas sessões ordinárias, os deputados precisam analisar a Medida Provisória 464/09, que autoriza a União a participar, com até R$ 4 bilhões, de fundos de garantia de operações de crédito feitas por micro e pequenas empresas. Os microempreendedores individuais também poderão contar com essa garantia contra riscos. Esses fundos serão criados e geridos por bancos federais, a exemplo do BNDES, que já tem um mecanismo semelhante.

A MP também libera R$ 1,95 bilhão para estados e municípios, com o objetivo de fomentar as exportações. Essa medida tranca os trabalhos. Quatro das 29 emendas de parlamentares foram indeferidas pelo presidente Michel Temer, porque tratam de assuntos diversos do tema original da MP.

Dívida ativa
Com urgência constitucional, também tranca a pauta o Projeto de Lei 2412/07, do deputado Regis de Oliveira (PSC-SP). A urgência foi pedida pelo governo para os projetos de sua autoria (5080/09 e 5081/09) que tramitam em conjunto com o PL 2412/07.

Todos eles disciplinam novas regras e mecanismos para a cobrança da dívida ativa da União.

Entre os novos instrumentos previstos, estão a possibilidade de prestação de garantias extrajudiciais; a oferta de bens imóveis em pagamento; o parcelamento em até 60 meses de débitos de pequeno valor; e a contratação de instituições financeiras para promover acordos de pagamento de dívidas.

Fonte: Agência Câmara

 


 

24/08/09 - Comissão fará seminários regionais para discutir PEC da Moradia

 

A comissão especial sobre Fundos de Habitação de Interesse Social vai realizar seminários regionais para discutir o tema com representantes da sociedade civil e dos poderes públicos. Os debates aprovados na quarta-feira (19) ainda não têm data marcada para serem realizados.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 285/08, em análise pela comissão, vincula 2% das receitas da União e 1% das receitas dos estados, do Distrito Federal e dos municípios aos Fundos de Habitação de Interesse Social. Pela proposta, os recursos estarão vinculados durante 30 anos ou até a eliminação do déficit habitacional.

Instalada na semana passada, a comissão, é presidida pelo deputado Renato Amary (PSDB-SP), e o relator é o deputado Zezéu Ribeiro (PT-BA), que solicitou a realização dos seminários.

Para o relator, o teor da PEC é fruto de amplo debate envolvendo entidades dos movimentos de moradia, e apesar da importância e do processo democrático da sua elaboração, o projeto não pode prescindir do apoio político da sociedade para sua aprovação no Parlamento. "Por isso se justifica a preocupação em realizar uma rodada de discussão para que novos elementos sejam colhidos junto à sociedade para subsidiar a tramitação na Casa".

Moradia Digna
A comissão também vai realizar audiência pública com representantes da Campanha Nacional de Moradia Digna - Uma prioridade nacional. O requerimento para o debate, apresentado pelo deputado Paulo Teixeira (PT-SP), também foi aprovado na reunião de quarta-feira.

Serão convidados os representantes:
- do Fórum Nacional dos Secretários de Habitação e Desenvolvimento Urbano, Carlos Eduardo Xavier Marun;
- do Movimento Nacional de Luta por Moradia, Miguel Lobato da Silva;
- da Confederação Nacional das Associações de Moradores, Bartíria Lima da Costa;
- da Central do Movimentos Populares, Benedito Roberto Barbosa;
- do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo, Antonio de Souza Ramalho; e
- da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão.

Uma das autoras da PEC, a Luiza Erundina (PSB-SP) lembra que estudos mostram que 90% do déficit habitacional brasileiro atinge essencialmente famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos. "Para suprir a falta de moradia, é necessário mais do que aumentar a produção de casas. É preciso avançar na ampliação dos subsídios governamentais para as famílias sem capacidade de pagamento ou que possuem poucos recursos", assinalou.

Também foi aprovado requerimento da deputada que propõe convidar para debater o tema:
- a advogada Marilda Mazzini, integrante da Coordenação da Associação dos Moradores da Zona Norte de São Paulo, e ex-diretora do Departamento de Regularização do Parcelamento do Solo da Secretaria de Habitação da Prefeitura de São Paulo;
- a arquiteta Hermínia Maricato, mestre, doutora e livre-docente em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, ex-secretária da habitação da Prefeitura de São Paulo;
- o arquiteto Nabil Bonduk,, mestre e doutor pela FAU-USP, professor e pesquisador de História da Arquitetura e Urbanismo na Escola de Engenharia de São Carlos da USP, consultor em política habitacional e urbana, ex-vereador do Município de São Paulo;
- a arquiteta Raquel Rolnic, mestre em Arquitetura e Urbanismo pela FAU-USP, doutora pela Graduate School of Arts and Science History Department - New York University; e
- o professor João da Rocha Lima, da Universidade de São Paulo.

Fonte: Agência Câmara

 


 

24/08/09 - CNC: redução da jornada trará desemprego, informalidade e inflação

 

Sistema Comércio lança cartilha para alertar a sociedade quanto aos perigos da aprovação da Proposta de Emenda Constitucional que pretende reduzir a jornada de trabalho brasileira. A Câmara dos Deputados realizará comissão geral para debater o assunto com empregadores e trabalhadores

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) posicionou-se nesta semana, durante reunião de sua Diretoria, no Rio, contrária à proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e aumenta de 50% para 75% o valor pago pela hora extra trabalhada. Para a entidade, trata-se da "PEC do desemprego, da informalidade e da inflação".

"A produção está diretamente relacionada à quantidade de horas trabalhadas, e, neste momento, em que o Brasil está em pleno processo de recuperação de uma crise econômica, reduzir a jornada encarecerá nossos produtos e diminuirá nossa competitividade", afirmou o presidente da Confederação, Antonio Oliveira Santos, utilizando como exemplo o empobrecimento da França em relação a outros países europeus, como a Alemanha, em função de uma carga horária de trabalho menor de seus trabalhadores.

A entidade está lançando uma cartilha para ser distribuída a parlamentares, entidades de classe e sociedade em geral na qual apresenta dados comprovando que a medida, se adotada sem o correspondente ajuste nos salários, ampliará o desemprego e a informalidade, e, ainda, provocará reflexos na inflação.

 

O setor do Comércio de Bens, Serviços e Turismo é hoje o maior empregador nacional e, conforme dados do IBGE, formado essencialmente por microempresas e empresas de pequeno porte - justamente as que serão mais afetadas.

 

Para a CNC, mudanças tão drásticas não podem ser feitas sem levar em consideração a realidade de cada setor e a capacidade de profissionais e empresários pactuarem melhores condições de trabalho por meio da negociação coletiva: "para gerar emprego há meios mais eficazes, como a criação de um ambiente favorável ao investimento e à expansão econômica sustentada - exatamente o oposto do que acontecerá, caso a PEC 231/95 seja aprovada".

Na próxima terça-feira (25), a Câmara dos Deputados instalará a Comissão Geral sobre a Proposta de Emenda Constitucional 231/95.

 

A iniciativa, do presidente da Casa, Michel Temer (PMDB/SP), reunirá representantes de empregadores e trabalhadores na discussão sobre o tema.

Fonte: Diap

 


 

24/08/09 - Propostas anticrise chegam aos líderes da Câmara dos Deputados

 

As propostas sugeridas pelas comissões especiais criadas para avaliar o impacto da crise financeira em diferentes setores da economia vão ser apresentadas em reunião do Colégio de Líderes da Câmara na próxima semana.

 

A expectativa do presidente Michel Temer (PMDB/SP) é que as matérias passem a merecer atenção dos líderes.

 

A reunião de líderes da próxima quarta-feira deve contar com a participação dos deputados que presidiram e atuaram como relatores nos cinco colegiados criados pelo presidente da Câmara em março deste ano.

 

As comissões foram setorialmente divididas em agricultura, comércio, indústria, sistema financeiro e mercado, serviço e emprego.

Cada comissão ficou incumbida a formular sugestões ao Poder Executivo e propostas para o país na(s) área(s) específica(s) de atuação.

 

As propostas legislativas devem ser destacadas na reunião do Colégio de Líderes, considerando-se que muitas delas já tramitam na Casa.

 

São exemplos, a extensão do mecanismo de equalização de taxas para instituições financeiras privadas, proposta pela comissão especial da agricultura; a regulação dos cartões de débito e de crédito e dos demais instrumentos de pagamento, da comissão de comércio; a disciplina do uso de assinaturas eletrônicas e a prestação de serviços de certificação (comissão da indústria); a definição do papel do Cade e do Banco Central na defesa da concorrência bancária (comissão do sistema financeiro e mercado).

 

A única comissão especial cujo parecer ainda não veio a público é a de serviço e emprego.

 

Depois de seguidos adiamentos, a votação do parecer do deputado Vicentinho (PT/SP) está prevista justamente para quarta-feira (26), dia da reunião do Colégio de Líderes.

 

Pelo sim, pelo não, as comissões que já concluíram suas atividades têm material suficiente para, no mínimo, a complementação da atual legislatura.

Fonte: Diap

 


 

24/08/09 - Comissão mantém uso de dióxido de cloro na fabricação de papel

 

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio rejeitou nesta quarta-feira (19) o Projeto de Lei 4069/08, do deputado Juvenil (PRTB-MG), que proíbe o uso de dióxido de cloro no processo de fabricação de papel no país.

A rejeição foi pedida pela relatora, deputada Rebecca Garcia (PP-AM). O projeto já havia sido recusado na primeira comissão de mérito onde tramitou (Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Com isso, ele deverá ser arquivado.

Branqueamento
O dióxido de cloro é usado no branqueamento da celulose, matéria-prima do papel. O processo de produção que usa o composto é chamado de Elemental Chlorine Free (ECF). O autor do projeto alega que o dióxido é despejado em efluentes pelas fábricas, contaminando o meio ambiente e a água.

Por causa disso, o PL 4069 exige que o branqueamento seja feito pelo processo Chlorine Free (TCF, sigla em inglês), que usa oxigênio, peróxido de hidrogênio e ozônio.

Tratamento
A deputada Rebecca Garcia destacou que no Brasil as fábricas de celulose utilizam o Sistema de Tratamento Biológico de Efluentes por Lodo Ativado, que tornam as dioxinas - derivadas do uso do dióxido de cloro no processo industrial - biodegradáveis, não afetando o meio ambiente.

Além disso, segundo ela, o modelo de fabricação proposto pelo PL 4069 (o TCF) não gera impacto ambiental no meio aquático significativo, pois embora não use cloro, produz um volume maior de resíduos, acarretando mais perdas econômicas. Já o ECF, processo mais comum de produção no mundo, gera menos perda e, com o tratamento adequado, não afeta o meio ambiente.

Fonte: Agência Câmara

 


 

21/08/09 - Desemprego fica praticamente estável em julho

 

A taxa de desemprego no país ficou praticamente estável e fechou o mês de julho em em 8% da População Economicamente Ativa (PEA), nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (Rio, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e Recife).

 

No mês anterior, o desemprego havia sido de 8,1%, o mesmo de julho de 2008. O resultado do mês passado foi o melhor desde dezembro de 2008 e contrariu as estimativas de analistas que apostavam numa taxa de 8,6% para o mês de julho.

Em julho também houve aumento da renda do trabalhador, conforme revelam dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgados hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em âmbito regional, o IBGE constatou queda de 11,3% em julho em relação junho deste ano na região metropolitana de Belo Horizonte. Em relação a julho de 2008, houve queda de 15,2%) na região metropolitana do Rio de Janeiro.

Segundo o IBGE, o contingente de desempregados, de 1,9 milhão de trabalhadores, ficou estável nas comparações mensal e anual. A população empregada, de 21,3 milhões, cresceu 0,9% em relação a junho último e registrou alta de 1,1% quando comparada com julho de 2008.

Entre os grupamentos de atividade houve queda de 4,7% em relação a julho de 2008 na indústria extrativa, de transformação e distribuição de eletricidade, gás e água.

O número de trabalhadores com carteira assinada, um contingente de 9,6 milhões de pessoas, cresceu 1,5% em relação a junho e 4,2% na comparação com julho de 2008. O rendimento médio mensal dos ocupados (R$ 1.323,30) subiu 0,5% na comparação mensal e 3,4% no ano.

De acordo com técnicos do IBGE, a massa de rendimento real efetivo das pessoas ocupadas (R$ 28,2 bilhões) registrou alta de 0,9% em relação a maio último e de 4,3% em relação a junho de 2008. No mês passado, o rendimento domiciliar per capita ficou estável em relação a junho e registrou alta de 2,5% na comparação com julho de 2008. Repórter Riomar Trindade

Fonte: Agência Brasil

 


 

21/08/09 - Emprego informal no comércio caiu nas regiões metropolitanas, mostra Dieese

Proporção de informais recuou de 1998 para 2008.
Em números absolutos, mais pessoas trabalham sem carteira assinada.

 

A proporção de assalariados trabalhando sem carteira assinada no comércio de seis regiões metropolitanas registrou recuo nos anos entre 1998 e 2008, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (20) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

Das regiões pesquisadas, a menor proporção de informais em 2008 foi registrada em Belo Horizonte, de 13,4%. Dez anos antes, essa proporção havia sido de 19,8%. No Distrito Federal, a proporção de informais caiu de 23% para 16,1% na mesma comparação, enquanto no Recife o recuo foi de 23,8% para 18,1%. As demais quedas foram registradas em Salvador (de 25,3% para 19,4%) e São Paulo (de 24% para 21,5%.

Porto Alegre foi a única das regiões metropolitanas pesquisada onde a proporção de informais no comércio teve alta entre 1998 e 2008, passando de 13,2% para 14%. 
 

Número de contratados

Apesar da queda proporcional, os dados do Dieese mostram que o número de contratados sem carteira assinada no comércio teve alta em todas as regiões pesquisadas.

Em Belo Horizonte, o número de contratados sem carteira assinada cresceu 12,1% entre 1998 e 2008, para 36 mil pessoas. No Distrito Federal, a alta foi de 31,3%, correspondente a 21 mil pessoas no ano passado. Em Porto Alegre, foram contratadas 29 mil pessoas sem carteira assinada em 2008, uma alta de 58,9% frente ao resultado de 1998. Em São Paulo, a alta foi de 26,7%, ou 220 mil contratados em 2008.

Altas menos expressivas foram registradas no Recife, de 0,7% (29 mil contratações), e em Salvador, de 5,0% (27 mil).

Fonte: G1

 


 

21/08/09 - Temer recebe propostas contra crise no Brasil

 

O presidente da Câmara, Michel Temer, recebeu na manhã desta quinta-feira (20), os relatórios das cinco comissões que analisaram o impacto da crise mundial no Brasil (agricultura, comércio, indústria, mercado financeiro e empregos).

Temer informou que algumas das sugestões apresentadas serão transformadas em projetos de lei. Os relatórios, segundo ele, serão distribuídos para entidades organizadas de vários setores. Temer afirmou que a crise não provocou prejuízos sérios para o País, mas causou preocupação em agentes econômicos e políticos.

O deputado Albano Franco (PSDB-SE), que presidiu a comissão que analisou a repercussão da crise na indústria nacional, lembrou que várias sugestões da comissão já foram adotadas pelo governo, como a criação do fundo garantidor para micro e pequenas empresas. Ele disse que nos próximos dias o governo deve decidir se haverá desoneração de PIS e de Cofins para bens de capital - sugestão que também estava no relatório da comissão.

Albano Franco defendeu ainda a desoneração de investimentos e reclamou que o Brasil é o único país do mundo que tributa investimentos de maneira geral.

Segundo o parlamentar, Temer pediu um resumo com todas as sugestões das comissões da crise que ainda dependem da aprovação de projetos na Câmara para serem implementadas.

 

Indústria
No mês passado, a comissão que analisou a crise na indústria aprovou o parecer do relator, deputado Pedro Eugênio (PT-PE). Entre outras medidas, o texto sugere estímulos às micro e pequenas empresas, à produção industrial local, à oferta de crédito e ao comércio exterior.

Os relatórios sobre o impacto da crise no setor de comércio e empregos ainda não foram votados pelas respectivas comissões.

Fonte: Agência Câmara

 


 

21/08/09 - Sarney promete projeto para enquadrar empresas de terceirização

 

Diante do presidente regional do Partido dos Trabalhadores (PT) do Distrito Federal, Chico Vigilante, e de dez outros representantes sindicais, o presidente do Senado, José Sarney, prometeu, na manhã desta quarta-feira (19), encomendar à assessoria jurídica da Casa um projeto de lei destinado a disciplinar com mais rigor as empresas de terceirização de mão-de-obra que atuam no Brasil. Vigilante definiu o assunto como preocupante.

 

- O mais importante que aconteceu aqui hoje é que o presidente Sarney assumiu o compromisso conosco de preparar um projeto de lei, que será discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o presidente Michel Temer (da Câmara dos Deputados), disciplinando a terceirização de serviços no Brasil. Hoje, são cerca de 3 milhões de trabalhadores terceirizados. E as empresas estão falindo, anunciando falências fraudulentas e deixando os trabalhadores completamente desassistidos. - disse Vigilante ao sair da audiência.

 

O presidente regional do PT também relatou que, recentemente, uma empresa terceirizada que atendia o Senado, anunciou falência, deixando sem salário os copeiros que atendiam o próprio gabinete da presidência.

 

- Tive que conversar com o presidente Sarney para que ele determinasse o pagamento. Ele determinou e o dinheiro foi pago de imediato. Agora, são milhares de trabalhadores que estão perdendo o emprego a cada dia e a gente tem que ingressar em juízo para que a União ou o tomador de serviço arque com a despesa. Isso está dando uma despesa muito grande à União e ao contribuinte brasileiro, que paga duas vezes: paga para a empresa remunerar o empregado e paga quando a empresa desaparece. São verdadeiras arapucas. Isso é uma verdadeira máfia instalada no Brasil - disse ainda Vigilante.

 

Na mesma audiência, os sindicalistas pediram que o Senado vote logo projeto criando um adicional de periculosidade de 30% para os vigilantes. De acordo com Chico Vigilante, há dois projetos referentes ao mesmo assunto - um já aprovado no Senado e outro votado na Câmara e prestes a chegar ao Senado. Os vigilantes querem que o Senado aprove o texto oriundo da Câmara para que seja sancionado e entre imediatamente em vigor.

Fonte: Agência Senado

 


 

21/08/09 - Metade do 13º salário a aposentados injeta R$ 8 bi na economia

 

Na próxima terça-feira (25), 22,85 milhões de aposentados e pensionistas do INSS começarão a receber a primeira metade do 13º salário deste ano.

 

O pagamento será feito com os benefícios deste mês.

 

A segunda parcela será paga entre os dias 24 de novembro e 7 de dezembro, com os benefícios de novembro.

 

Segundo a Previdência Social, a primeira parcela do 13º injetará R$ 7,98 bilhões na economia do país (em 2008, 22,1 milhões de pessoas receberam R$ 7,09 bilhões).

 

Além da primeira parcela, 26,63 milhões de beneficiários receberão mais R$ 17 bilhões referentes aos benefícios de agosto.

 

Assim, em duas semanas o INSS pagará cerca de R$ 25 bilhões.

 

O número de pessoas que recebem o 13º é menor do que os que recebem os benefícios porque algumas não têm direito ao abono natalino.

 

Nesse caso estão as que recebem o amparo previdenciário do trabalhador rural, a renda mensal vitalícia, o amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, o auxílio-suplementar por acidente de trabalho, a pensão mensal vitalícia, o abono de permanência em serviço, a vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e o salário-família.

 

Em São Paulo serão pagos R$ 2,33 bilhões para 5,35 milhões de beneficiários. No Rio, serão R$ 915,8 milhões para 2,17 milhões de pessoas.

 

Na terça-feira será depositado o pagamento dos beneficiários que ganham até um salário mínimo e têm cartão de pagamento com final 1 (desconsiderando-se o dígito).

 

Aqueles que ganham mais que o mínimo recebem o abono e o benefício a partir de 1º de setembro.

 

Os segurados devem atentar para um detalhe: o desconto do IR na fonte feito no contracheque deste mês refere-se apenas ao valor do benefício mensal.

 

É que, pela lei, não há IR sobre a primeira parcela do abono. O desconto, quando for o caso, será feito na segunda parcela, paga entre 1º e 7 de dezembro.

Fonte: Folha de S.Paulo

 


 

21/08/09 - Multa trabalhista tem preferência na massa falida

 

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Minas Gerais, em uma discussão inovadora, julgou qual é a natureza das multas aplicadas por descumprimento de convenção coletiva trabalhista. À discussão, a corte aplicou a nova Lei de Falências. Os desembargadores da 7ª Turma entenderam que essas multas devem ser englobadas na falência como créditos trabalhistas. Nesse sentido, esses valores terão natureza privilegiada perante a massa falida. O processo transitou em julgado no dia 27 de julho.

 

Segundo o tribunal, a multa convencional não teria sido criada apenas para penalizar o empregador, mas também para reparar os prejuízos causados ao empregado pelo descumprimento das obrigações nas relações de trabalho, por isso entrariam como créditos trabalhistas na falência. Esses créditos têm prioridade de pagamento nos processos de falência, segundo o artigo 83, inciso I, da Nova Lei de Falências, de 2005. No entanto, o valor a ser recebido por cada trabalhador está limitado a 150 salários mínimos. Com esse entendimento, a turma negou o recurso de uma empresa que presta serviços de vigilância, em processo de falência.

 

A empresa pretendia que as multas fossem separadas das parcelas rescisórias, sob o argumento de que esses valores não seriam créditos trabalhistas, por se tratar de penalidade à empresa e não de valores gerados pelo contrato de trabalho. Pedia, portanto, que esses créditos fossem classificados como quirografários, últimos a receber, de acordo com a ordem estabelecida na nova Lei de Falências. A empresa tinha sido condenada ao pagamento de uma multa, prevista em convenção coletiva, no percentual de 50% sobre o salário do funcionário, por não fornecer cestas básicas, colete à prova de bala e o não-pagamento da contribuição para o plano de saúde e atraso no de salários.

 

A classificação dos créditos originados por multa convencional em caso de falência divide opiniões de profissionais que atuam na Justiça do Trabalho. Para o juiz do trabalho Luiz Rogério Neiva, que atua em Brasília, a decisão é acertada pois essas multas seriam provenientes da relação de trabalho. Já o advogado e professor de direito do trabalho na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), Marcel Cordeiro, do escritório Neumann, Salusse, Marangoni, essas multas são consideradas como penalidades e não deveriam ser classificadas como créditos trabalhistas.

Fonte: Abdir

 


 

21/08/09 - INSS muda cálculo do auxílio-doença

A nova regra vale apenas para benefícios concedidos a partir de 20/08

 

A partir de agora, o cálculo do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez para todos os segurados levará em conta a média dos 80% maiores salários de contribuição desde julho de 1994. Até então, quando o segurado tinha menos de 60% das contribuições exigidas como carência para a aposentadoria, o cálculo era feito pela média aritmética simples de todos os salários de contribuição desde julho de 1994. A modificação consta do decreto 6.939, que altera o Regulamento da Previdência Social (RPS), publicado nesta quarta-feira (19) no Diário Oficial da União. A nova regra vale apenas para benefícios concedidos a partir de hoje.


O decreto também altera a redação dos artigos 17 e 108 do RPS, que tratam do reconhecimento da qualidade de dependente dos filhos e irmãos menores e inválidos. O objetivo é deixar claro que filhos e irmãos maiores ou emancipados, caso se tornem inválidos, não podem ser novamente considerados como dependentes de seus pais ou irmãos. Essa regra já era aplicada pelo INSS.


Também foi alterada a redação do artigo 32 do RPS sobre o que deve ser entendido como período contributivo. Embora essa interpretação esteja especificada na lei e nas regulamentações posteriores e seja seguida pelo INSS, o objetivo é deixar claro para os segurados que é considerado como período contributivo a totalidade dos meses em que houve ou deveria ter havido contribuição em razão do exercício de atividade remunerada sujeita a filiação obrigatória ao Regime Geral de Previdência Social. Essa regra vale para o segurado empregado,
domestico ou trabalhador avulso. Para os demais segurados, são considerados somente os meses de efetiva contribuição ao INSS.

Fonte: ACS/MPS

 


 

21/08/09 - Acordo para criação de banco de horas deve ter participação do sindicato

 

Acordo individual plúrimo pelo qual tenha sido instituído “banco de horas” deverá ter obrigatoriamente a participação do sindicato da categoria quando da sua celebração. Este é o entendimento unânime da Sexta Turma do TST ao julgar recurso da Magneti Marelli do Brasil Indústria e Comércio Ltda., que fora condenada ao pagamento de horas extras que ultrapassaram a jornada de trabalho e que tinham sido acordadas apenas com os empregados da empresa, não tendo sendo sido objeto do acordo coletivo da categoria.

O sindicato, quando fecha um acordo, o faz em nome de toda a categoria. No caso de acordo individual plúrimo, ele se dá para uma parcela de empregados de uma determinada categoria versando sobre um ponto específico – no caso em questão, o banco de horas para os empregados da Magneti Marelli do Brasil.

O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (MG), ao analisar o recurso ordinário do sindicato, declarou a nulidade da cláusula do acordo individual por entender ser necessária a interferência do sindicato na pactuação de compensação de horas e condenou a Magneti Marelli a pagar as horas extras correspondentes à extrapolação da jornada diária. A empresa recorreu da decisão, sob o argumento de que a sua produção oscila de acordo com os pedidos das montadoras de veículos, e sustentou que o ajuste pactuado diretamente com os empregados lhes é benéfico, por garantir a empregabilidade em períodos de poucos pedidos.


O ministro Horácio de Senna Pires, relator do recurso, observou que o argumento apresentado pela empresa “não exclui a participação do sindicato, ao contrário, o inclui, já que este é parte interessadíssima na manutenção do emprego dos seus substituídos”. Ademais, considerou o argumento “muito incoerente”, quando se verifica que a empresa não fez, no acordo individual, referência alguma à manutenção dos empregos.

O relator salientou que a Súmula nº 85 do TST dá validade ao acordo individual de compensação de jornada de trabalho, salvo se houver norma coletiva em sentido contrário. Todavia, em se tratando de compensação anual (banco de horas), a questão deverá ter um tratamento diferenciado, pois se trata de condição bem mais gravosa para o trabalhador do que a compensação semanal, onde a jurisprudência autoriza o ajuste individual. Afirmou ainda que a adesão dos empregados ao banco de horas foi obtida “sob forte presunção de coação”, e que. “por qualquer ângulo que se olhe, o acordo revela-se eivado de irregularidades.”

Fonte: TST

 


 

20/08/09 - CAS ratifica aprovação do projeto que institui a contribuição sindical

 

O Plenário do Senado deve voltar a examinar, em uma de suas próximas sessões deliberativas, o projeto de lei (PLS 248/06), de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que institui a contribuição assistencial para o financiamento da negociação coletiva e outras atividades sindicais, a ser descontada de todos os trabalhadores integrantes da respectiva categoria profissional, sindicalizados ou não.

 

Pela proposta, o percentual da contribuição e a forma de rateio serão decisões de assembléia-geral dos trabalhadores. Esse percentual não poderá ser superior a 1% do salário bruto do trabalhador em atividade. O projeto acrescenta um capítulo à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

O projeto, aprovado pela CAS em 2007, foi submetido ao Plenário, onde recebeu duas emendas, de autoria do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA). A primeira abria brecha para que os não-sindicalizados deixassem de pagar o imposto e a segunda determinava que a contribuição passaria a incidir sobre o salário-base do trabalhador. Com a apresentação das emendas, a proposta retornou para exame da CAS, que rejeitou nesta quarta-feira (19), por unanimidade, as duas emendas. Agora, a matéria retorna para o exame do Plenário.

 

Os senadores Renato Casagrande (PSB-ES) e Inácio Arruda (PCdoB-CE) e as senadoras Marisa Serrano (PSDB-MS) e Rosalba Ciarlini (DEM-RN) enalteceram a aprovação do projeto. Todos afirmaram que a proposta "trará maior tranquilidade jurídica aos trabalhadores".

 

Atividades perigosas

Na mesma reunião, foi lido o projeto (PLS 387/08), também de autoria de Paulo Paim, desta vez alterando o artigo 193 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para incluir, entre as hipóteses que geram pagamento de adicional de periculosidade, as atividades profissionais que exponham o trabalhador a risco de vida, perigo iminente de acidente ou violência física, como vigilantes e salva-vidas. Atualmente, a lei garante o pagamento do adicional para quem trabalha com inflamáveis ou explosivos.

 

Na justificação do projeto - que entra em pauta na reunião da próxima quarta-feira (26) para ser votado em decisão terminativa - Paim afirma que existem várias profissões que trazem risco à vida e à integridade física dos que a exercem, mas que não estão relacionadas no artigo da CLT que trata do direito ao adicional de periculosidade.

 

Agentes de Saúde

Também ficou para ser votado em decisão terminativa na reunião da próxima semana projeto (PLS 196/09) de autoria da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE) que fixa em R$ 930,00 o piso salarial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.

 

Acidente de trânsito

 

Na mesma reunião, a CAS aprovou requerimento de autoria do senador Flávio Arns (PT-PR) propondo realização de audiência pública para debater a nova legislação que trata sobre o seguro obrigatório de carros, o DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre).

Fonte: Agência Senado

 


 

20/08/09 - Lupi: ministro do Trabalho é contra desonerar folha de pagamento

 

O ministro do Trabalho, Carlos Lupi afirmou, nesta quarta-feira (19), que é contra a proposta de desoneração da folha de pagamento, iniciativa já prometida pelo Ministério da Fazenda e amplamente defendida por empresários brasileiros.

 

Em entrevista à Reuters, Lupi disse opor-se a qualquer projeto que mexa nos direitos do trabalhador. A Fazenda chegou a prometer apresentar uma proposta ainda este ano, sem antecipar o modelo da redução de impostos.

 

"Eu não defendo a desoneração da folha de pagamento. Defendo uma reforma tributária que não signifique perda de direito para o trabalhador", argumentou o ministro.

 

Segundo ele, os tributos atuais são fundamentais para garantir benefícios, como aposentadoria, pensão e seguro-desemprego.

 

"Como vamos desonerar fundo de garantia, por exemplo?", questionou o ministro. Presidente licenciado do PDT, herdeiro direto do PTB de Getúlio Vargas, Lupi mostra-se menos sensível aos apelos por um ambiente de negócios mais atrativo.

 

Declarando-se um "otimista", Lupi fez previsões sobre a economia. Disse que a taxa de desemprego no Brasil ficará entre 7,6% e 7,7% este ano, patamar próximo do período pré-crise - por volta de 7,5%, de acordo com ele.

 

Para o ministro, a taxa de julho - que será divulgada nesta quinta-feira - ficará entre 7,9% e 8%, ante 8,1% em junho.

 

"Pelos dados que eu tenho, acredito que continue caindo", disse o ministro. "Há muito tempo que o pior (da crise) já passou - disse.

 

Ele afirmou que buscará adeptos no Congresso à proposta de reduzir a jornada de trabalho no País para 40 horas semanais, frente às atuais 44 horas. Diversos projetos versam sobre o tema no Congresso, todos apresentados por parlamentares ligados à política de esquerda.

 

Apesar da polêmica, o governo pode usar sua folgada maioria para aprovar o projeto na Câmara. O problema, porém, está no Senado, onde a base governista é mais frágil.

 

"Estou pagando para ver um senador votando contra o trabalhador", afirmou Lupi. (Com agências)

Fonte: Diap

 


 

20/08/09 - PLP 8/03: substitutivo do relator melhora projeto; Trabalho vai votá-lo

 

O deputado Roberto Santiago (PV/SP), relator do PLP 8/03, do deputado Maurício Rands (PT/PE), que regulamenta o inciso I do artigo 7º da Constituição, que protege a relação de emprego contra a despedida arbitrária ou sem justa causa, apresentou parecer favorável ao texto. A matéria está em discussão na Comissão de Trabalho.

 

O substitutivo melhorou muito em relação ao projeto original, pois o relator tomou alguns cuidados para que o artigo 10, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias não fosse revogado.

 

O artigo do ACDT determina que "Até que seja promulgada lei complementar a que se refere o artigo 7°, I, da Constituição" fica mantida multa de 40% sobre o FGTS; manutenção da estabilidade dos eleitos para as Cipas, das gestantes, licença-paternidade e cobrança das contribuições aos sindicatos de trabalhadores rurais.

 

"A proposição visa equilibrar as relações de trabalho. Coloca freios moderados no direito patronal de despedir, permitindo a despedida apenas quando caracterizado o justo motivo objetivo ou subjetivo", argumenta o relator.

 

E segue: "O primeiro, relacionado com as circunstâncias econômicas, financeiras e tecnológicas da empresa. O segundo, relacionado com o desempenho insuficiente do empregado ou descumprimento dos seus deveres para com o empregador".

 

"O projeto prevê a inversão do ônus da prova, visto que o empregador dispõe das informações e dos elementos capazes de tornar justificada a dispensa e, quando caracterizada pelo juiz a despedida arbitrária, faculta-se a reintegração no emprego com o pagamento dos salários do período de afastamento ou, a critério do empregado, a condenação do empregador na obrigação de pagar-lhe uma indenização", argumenta Santiago em seu voto.

 

O projeto poderá ser votado na próxima quarta-feira (26), na Comissão de Trabalho.

 

Clique aqui e veja a íntegra do projeto; e aqui para conhecer o inteiro teor do substitutivo.

Fonte: Diap

 


 

20/08/09 - Zülke destaca a importância do setor coureiro-calçadista para a economia do RS

 

Com um paralelo entre o surgimento da indústria calçadista em 1888, na cidade de Novo Hamburgo, e o ano de 2005, quando em São Sebastião do Caí a indústria Azaléia fecha suas portas demitindo mais de 600 trabalhadores e trabalhadoras, o deputado Ronaldo Zülke (PT) iniciou sua fala no período do Grande Expediente, quando homenageou o setor coureiro-calçadista do Rio Grande do Sul.

A análise feita pelo deputado passou por um histórico do nascimento da indústria calçadista a partir da chegada dos imigrantes alemães que faziam peças artesanais em couro, a primeira expansão proporcionada pela guerra do Paraguai e a fundação da primeira fábrica de calçados do Vale do Sinos em Novo Hamburgo, por Pedro Adams Filho. Ele citou ainda a expansão da cadeia produtiva calçadista, a atuação das universidades com seus centros de pesquisa e desenvolvimento de produtos, as crises econômicas do século XX e o surgimento da organização dos trabalhadores do calçado.

 

Para Zülke, a crise  do setor hoje "decorre fundamentalmente da necessidade de se buscar novos paradigmas de produção. A entrada da concorrência chinesa no mercado internacional, com produtos de baixo preço e realizada em condições diversas das que caracterizam uma economia capitalista, definiram mudanças profundas no parque fabril e na busca de novos espaços de produção com menores custos e menor capacitação de mão-de-obra."

 

O setor calçadista no Brasil emprega cerca de 1 milhão de pessoas em seus vários segmentos e o País é o maior produtor de calçados do Ocidente, o quarto maior exportador de calçados do mundo e o quinto maior mercado consumidor. Atualmente, exporta para mais de 140 países. Em 2008, os brasileiros compraram 600 milhões de pares de sapatos e outros 180 milhões foram vendidos no exterior pela indústria nacional.

Fonte: Jusbrasil

 


 

20/08/09 - Cresce o salário médio de admissão do trabalhador brasileiro

Aumento real de R$ 752,96 para R$ 764,14 representa ganho de 1,49% em relação ao mês anterior.


Em julho de 2009, os salários médios de admissão no país apresentaram um aumento real de 1,49%, em relação ao mês anterior, ao passarem de R$ 752,96 para R$ 764,14. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que foram divulgados nesta terça-feira (18), pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

 

"Esse aumento gradual mostra a recuperação do ganho real do trabalhador. Quando seu salário aumenta, seu poder de compra é restabelecido, ele gasta mais e a consequência é a geração de mais empregos. E o país, como um todo, ganha com isso", analisou Lupi.


O resultado decorreu da elevação de 1,46% nos salários médios de admissão do gênero masculino e de 1,24% do feminino. Por estado, os maiores aumentos salariais ocorreram no Distrito Federal (+5,98%), Bahia (+4,83%) e Minas Gerais (+4,72%). Em contrapartida, foram registradas reduções em Rondônia (-11,95%), Sergipe (-5,10%) e Roraima (-3,02%).

 

Em termos setoriais, os maiores ganhos reais ocorreram no Ensino (+9,24%), na Indústria da Borracha, Fumo e Couros (+9,13%) e na Extrativa Mineral (+7,58%). Por outro lado, as maiores reduções foram registradas na Administração Pública (-7,10%), na Indústria de Material de Transporte (-6,35%) e na Indústria Química (-5,76%).

Fonte: Abdir

 


 

20/08/09 - Pimentel prevê equilíbrio das contas da Previdência urbana este ano

Resultado separado entre urbano e rural dá mais transparência e clareza à contabilidade

 

A Previdência Social caminha para o equilíbrio das contas do setor urbano até o final deste ano, com a redução total da necessidade de financiamento pelo Tesouro Nacional. A previsão foi confirmada pelo ministro da Previdência Social, José Pimentel, durante a apresentação do resultado do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), na quarta-feira (19).

 

"Em 2008, tivemos o menor déficit da série histórica desde 1995 e caminhamos para ter, em 2009, um número muito mais favorável do que o de 2008, no que se refere às contas do setor urbano", destacou.

 

O ministro destacou os dados acumulados de janeiro a julho deste ano como indicativo do equilíbrio. Segundo ele, o saldo entre a arrecadação de R$ 94,7 bilhões e a despesa de R$ 97,6 bilhões gera uma necessidade de financiamento de R$ 2,9 bilhões. E este valor, disse Pimentel, pode ser zerado se for descontada a despesa da Previdência com o pagamento dos passivos judiciais que, no mesmo período, chegaram a R$ 4,8 bilhões.

 

O superávit registrado no setor urbano no mês de julho, de R$ 13 bilhões, foi outro ponto citado pelo ministro como indicador do equilíbrio.

 

Sobre o novo formato do resultado do RGPS, com a separação das contas dos setores urbano e rural, o ministro informou que a alteração visa cumprir a Lei de Responsabilidade Fiscal. Ele disse que todas as medidas necessárias serão adotadas para que a mudança também ocorra na contabilidade da Previdência Social.

Fonte: ACS/MPS

 


 

20/08/09 - STJ vai uniformizar posição sobre contribuição

 

A 1ª Turma do Superior Tribunal de Justiça vai julgar novo incidente de uniformização de jurisprudência em caso de contribuição previdenciária do serviço público sobre o terço de férias. O pedido foi feito pela União, que contesta o entendimento da Turma Nacional de Uniformização favorável à incidência.

 

O pedido foi admitido pelo ministro Teori Zavascki. Apesar do entendimento da Turma de Uniformização, o Supremo Tribunal Federal se posicionou em sentido contrário, entendendo que como não se cuida de verba incorporável à remuneração para efeito de aposentadoria, não deve ser inserida na base de cálculo da exação destinado ao seu custeio.

 

Ao admitir o incidente, o ministro ressaltou que ficou demonstrada a divergência jurisprudencial. Por essa razão, determinou o envio de ofícios aos presidentes da TNU e das Turmas Recursais comunicando a admissão do incidente e solicitando informações. Os interessados têm prazo de 30 dias para se manifestar sobre o tema.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

20/08/09 - Oitava Turma confirma legitimidade de sindicato em Franca (SP)

 

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados do Município de Franca, no interior paulista, é o legítimo representante dos empregados do setor na região. Na prática, esse é o resultado do julgamento da Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho ao rejeitar (não conhecer) recurso de revista do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados e Confecções de Roupas, Saltos, Solas, Formas, Bolsas, Cintos e Vestuário de Franca e Região contra decisão regional que admitiu a representação do novo sindicato da categoria.

 

De acordo com a relatora do processo e presidente da Turma, ministra Maria Cristina Peduzzi, a Constituição consagra três princípios básicos em matéria de direito sindical: liberdade, autonomia e democracia interna. Se, por um lado, a Constituição Federal proíbe a ingerência do Estado na organização dos sindicatos, por outro impõe a criação de uma única entidade por categoria numa mesma base territorial (artigo 8º). No entanto, explicou a relatora, a existência da unicidade sindical não impede o desmembramento territorial de um sindicato para a formação de outro, com área de atuação menor.

 

Ainda segundo a ministra, o Supremo Tribunal Federal julgou conflitos semelhantes e concluiu que a regra da unicidade sindical não garante à entidade já constituída a intangibilidade de sua base territorial. Ao contrário, a jurisprudência do STF está consolidada no sentido de que é possível o desmembramento territorial de um sindicato para constituir outro desde que o território de ambos não seja reduzido a área inferior à de um município.

 

No caso analisado, a ministra lembrou que o Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas/SP) reformou a sentença da 2ª Vara do Trabalho de Franca para considerar legítima a representação da categoria pelo Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Calçados do Município de Franca e autorizar o resgate dos depósitos de contribuições sindicais recolhidas. O TRT concordou com o desmembramento com base em acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo, que verificara que o novo sindicato era exclusivo dos trabalhadores da indústria calçadista, enquanto que o antigo, fundado há mais de 60 anos, englobava diversos segmentos, como o de confecção de roupas.

 

Por essas razões, a relatora concluiu que não houve desrespeito ao artigo 8º da Constituição, como alegara o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Calçados e Confecções de Roupas, Saltos, Solas, Formas, Bolsas, Cintos e Vestuário de Franca e Região. Assim, na opinião da ministra, o recurso de revista do sindicato nem merecia ser conhecido, ou seja, ter o mérito analisado. Esse entendimento foi acompanhado, por unanimidade, pelos ministros da Oitava Turma. Contra esta decisão, o sindicato já interpôs embargos declaratórios, que serão julgados pela mesma Turma. (RR-1.756/1997-076-15-01.8)

Fonte: TST

 


 

19/08/09 - Temer pode levar reajuste de aposentados ao colégio de líderes

Aposentados não concordam com proposta do governo, que deseja retirar de tramitação no Congresso quatro propostas que lhes dizem respeito, em troca de um reajuste acima da inflação no ano que vem.
 

O presidente da Câmara, Michel Temer, reuniu-se nesta terça-feira com representantes dos aposentados para discutir a votação do Projeto de Lei 1/07, que assegura o mesmo reajuste concedido ao salário mínimo a todos os benefícios mantidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), como pensões, aposentadorias e auxílio-doença. A medida pode beneficiar os mais de oito milhões de aposentados e pensionistas brasileiros que recebem acima do mínimo.

Temer prometeu levar o assunto para o Colégio de Líderes caso o governo, a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) e as centrais sindicais não fechem acordo na reunião marcada para a próxima segunda (24).

"Vou falar mais uma vez com o governo e os líderes. Vou insistir muito nesse acordo, que é mais tranquilo para a Câmara, para os aposentados e para o governo. Se não houver, vou levar a questão para o Colégio de Líderes", disse Temer, após receber os representantes da Frente Parlamentar em Defesa dos Aposentados, do Fórum Sindical Trabalhista e da Cobap.

Prazo
O PL 1 está pronto para votação no Plenário. Em julho o governo pediu um prazo para apresentar uma proposta alternativa, sob o alegação de que a equiparação de reajuste poderia desequilibrar as contas da Previdência. Na semana passada o governo e a Cobap fizeram uma reunião para discutir o assunto, que acabou sem acordo.

Os aposentados também discutiram com Temer a votação do fim do fator previdenciário (PL 3299/08) e da criação de um índice de correção previdenciária (PL 4434/08). Os dois projetos são de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que também participou da reunião com Temer. Eles ainda tramitam nas comissões da Câmara.

Também é de autoria do senador a emenda ao PL 1 que propôs o reajuste dos benefícios pelo mesmo índice de correção do mínimo. O projeto é um dos remanescentes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Ele foi enviado pelo governo em 2007 com o propósito original de estabelecer uma política de reajuste para o salário mínimo até 2023.

Proposta do governo
Os aposentados não aceitam a proposta do governo de que sejam retiradas de pauta quatro propostas que lhes dizem respeito em troca de um reajuste acima da inflação no ano que vem. As propostas são:
- o projeto que acaba com o fator previdenciário (PL 3299/08), relatado pelo deputado Pepe Vargas (PT-RS);
- o que recompõe o valor recebido pelos aposentados com base no número de salários mínimos que eles recebiam na data de concessão do benefício (PL 4434/08) - da forma como está, segundo Pepe Vargas, o pagamento seria retroativo, representando um custo anual de R$ 76 bilhões;
- a emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) ao PL 1/07, que garante às aposentadorias os mesmos percentuais de reajuste concedidos ao mínimo (a mesma que os aposentados cobraram a votação imediata ao presidente Temer);
- e o reajuste de 16,7% para aposentados e pensionistas que ganham mais que um salário mínimo, aprovado pelo Congresso, na forma de emenda à Medida Provisória 288/06, e vetado em seguida pelo Palácio do Planalto. O Congresso pode analisar o veto para derrubá-lo neste semestre.

Acordo difícil
O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), relator do PL 4434/09 na Comissão de Seguridade Social e Família, onde o texto foi aprovado em abril, manifestou descrença quanto a um acordo com o governo. "Devemos ficar preparados para o pior. Eles [governo] querem nos enrolar", afirmou. Faria de Sá também acompanhou a reunião da Cobap com o presidente da Câmara.

O senador Paulo Paim disse que se o governo não fizer uma "boa proposta" para os aposentados, o caminho será votar o PL 1 na Câmara. "Democracia se decide no voto quando não há entendimento. O importante agora é nos mantermos mobilizados", disse.

Fonte: Agência Câmara

 


 

19/08/09 - PLS 248/06: CAS vota nesta quarta-feira (19) duas emendas de plenário

Já aprovado pela CAS, projeto retorna à Comissão porque teve duas emendas de plenário rejeitadas pela CAE na semana passada. Assim, essas precisam ser submetidas ao colegiado

 

Após aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do parecer do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE) ao PLS 248/06, que regulamenta a taxa a ser descontada em favor dos sindicatos, em razão da negociação da Convenção Coletiva de Trabalho, será submetido a mais uma votação, agora na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

 

Embora já tenha sido aprovado pela CAS, o projeto retorna à Comissão porque teve duas emendas de plenário rejeitadas pela CAE no início da semana passada. Sendo assim, essas precisam ser submetidas ao colegiado.

 

Depois, o texto será votado no plenário da Casa, antes de ser remetido à Câmara.

 

Emendas
As duas emendas foram apresentadas pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA). A primeira abre a possibilidade de oposição à taxa pelos não-sindicalizados.

 

A segunda prevê que a contribuição será devida somente uma vez ao ano, em percentual não superior a 1% e sobre o salário-base do trabalhador.

 

Parecer do relator
O relator, senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), rejeitou ambas as emendas sob o argumento no caso da primeira que "descaracterizaria o projeto e permitiria que, muitos empregados auferissem vantagem decorrente das negociações coletivas, sem oferecer aos sindicatos uma compensação mínima pelos gastos havidos durante o processo [negocial]".

 

Em relação à segunda, o relator entende que os detalhes sobre a cobrança da taxa serão "melhor definidos em assembléias sindicais".

 

E acrescentou: "Afinal, ninguém melhor que os próprios trabalhadores para saber os valores necessários de contribuição assistencial e a periodicidade de sua cobrança".

 

As emendas serão examinadas em sessão da Comissão, nesta quarta-feira (19), às 11h30, na Sala Florestan Fernandes, plenário 9, Ala Senador Alexandre Costa.

Fonte: Diap

 


 

19/08/09 - Para 88% dos brasileiros, crise ainda não acabou, aponta pesquisa

 

A maioria dos brasileiros (88%) acredita que a crise financeira internacional ainda não acabou, segundo revela pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira (18).

Entre os dias 11 e 13 de agosto de 2009, o Instituto ouviu 4.100 pessoas com 16 anos ou mais, sendo que a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

De acordo com o levantamento, as mulheres são mais pessimistas do que os homens, já que 91% delas entendem que a crise não acabou, contra 84% deles. No mesmo sentido, as pessoas entre 25 e 44 anos (89%), com Ensino Superior (91%) e que recebem até dois salários mínimos ou entre cinco e 10 salários (89% cada) acreditam que o Brasil ainda está em crise.

Dentre as regiões do País, os percentuais daqueles que creem que ainda estamos em crise são os seguintes: 87% no Sudeste e no Sul, 88% no Nordeste e 89% na região Norte/Centro-Oeste.

Outros países
O Instituto apurou ainda que, para 87% dos brasileiros, a crise permanece também em outros países.

Neste caso, os maiores percentuais foram verificados entre aqueles cuja faixa etária varia dos 16 aos 34 anos e dos 25 aos 34 anos (90% cada), com Ensino Superior (93%), renda familiar mensal de cinco a dez salários mínimos (93%) e da região Norte/Centro-Oeste (89%).

Fonte: InfoMoney

 


 

19/08/09 - PEC 341/09: proposta que desconstitucionaliza direitos é golpe*

Aprovação da PEC, que retira da CF direitos constitucionais, será o sonho dos neoliberais.

Em uma única proposição joga na lata do lixo tudo aquilo que foi conquistado pelos movimentos sociais na Constituinte

 

Escondida atrás de uma discussão doutrinária a respeito do tamanho da Constituição brasileira, as conquistas da Carta Política de 1988 poderão ser anuladas, caso venha a ser aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 341/09, do deputado Regis de Oliveira (PSC/SP), que desconstitucionaliza todos os direitos e garantias sociais, como os direitos trabalhistas, previdenciários, dos servidores, sindicais, entre outros.

No plano teórico, o autor da proposição parte do pressuposto de que uma Constituição de princípios, ou material, na linguagem dele, é mais adequada que uma Constituição analítica, como nossa atual, que os neoliberais chamam detalhista e responsável por travar o desenvolvimento do País, daí aplaudirem a proposta que propõe seu enxugamento ou a desregulamentação de direitos.

A PEC 341/09, que aguarda votação do parecer favorável à sua admissibilidade na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara, reduz de 250 para 60 os artigos permanentes da Constituição, e de 95 para apenas um os artigos das Disposições Transitórias, retirando do texto constitucional todos os direitos e garantias que implicam despesas para empresas ou para o Estado assegurados aos cidadãos, remetendo tudo para a lei.

O relator da PEC na CCJC, deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT/BA), responsável pela a análise da admissibilidade (constitucionalidade, juridicidade e técnica legislativa) concorda com a tese da Constituição enxuta, mas propões duas alterações: 1) incluir um dispositivo para determinar que continuem em vigor os artigos suprimidos até sua regulamentação em lei, e 2) para desmembrar, em PEC específica, as modificações que o autor faz no texto da atual Constituição, como as que dizem respeito à autonomia do Distrito Federal.

O relator, em seu parecer, assim como autor da PEC, não considera como direito individual para efeito de impedimento de emendamento (inciso IV, parágrafo 4º do artigo 60 da CF), os artigos 6º a 10, que trata dos direitos sociais, apesar de fazerem parte do Título II (Dos Direitos e Garantias Fundamentais), nem o Título VIII (da Ordem Social), que inclui, entre outros, os direitos à Seguridade Social (Saúde, Previdência e Assistência Social) bem como à educação, à cultura, à família, à criança, ao idoso, ao adolescente e aos índios.

A aprovação da PEC 341, que retira da Constituição todos esses direitos, será o sonho dos neoliberais. Em uma única proposição jogaria na lata do lixo tudo aquilo que foi conquistado pelos movimentos sociais na Constituinte de 1987/88.

 

Seriam excluídos do texto Constitucional, apenas como ilustração, todas as regras sobre os direitos sociais dos trabalhados, as regras previdenciárias dos servidores e trabalhadores celetistas, as garantias de atuação do sindicato como substituto processual e representativo de categoria profissional, suas fontes de financiamento, assim como a proteção à saúde, educação, suas fontes de financiamento, que passariam a depender apenas de lei ordinária.

Os movimentos sociais, em geral, e o sindical, em particular, precisam mobilizar suas bases - trabalhadores, estudantes, cidadãos - para denunciar esse verdadeiro golpe contra os interesses da maioria do povo.

A Diretoria

(*) Editorial do Boletim do DIAP de agosto

Fonte: Diap

 


 

19/08/09 - Geração de empregos bate recorde em 2009

Com 138.402 novas vagas de trabalho formal abertas no país em julho,

mercado de trabalho volta ao patamar médio dos últimos 6 anos

 

Em julho foram criados no Brasil 138.402 novos empregos com carteira assinada no Brasil, o maior saldo de 2009 e quarto maior da história para o mês de julho; crescimento de 0,43% do estoque de celetistas do país, que alcança a marca de 32.431.210 trabalhadores. No ano, foram abertas 437.908 novas vagas de trabalho formal, alta de 1,37% no número de celetistas do país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), divulgados nesta terça-feira pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

 

"O comportamento de todos os setores da economia é positivo, com a Construção Civil em ritmo bom de crescimento e a Indústria de Transformação saindo da estagnação. Houve crescimento do salário médio do brasileiro de R$ 752,96,  para R$ 764,14, com aumento real de 1,49%", anunciou Lupi.

 

Pela primeira vez na série do CAGED o mês de julho apresentou o melhor saldo entre os sete primeiros meses do ano. O desempenho favorável de julho consolida o processo de recuperação do emprego formal, tendo em vista que alcança o mesmo patamar que os meses de julho dos últimos 6 anos (2003 a 2008), período mais favorável de geração de emprego formal no país, cuja média atingiu 140.218 postos de trabalho.

 

O ministro mostrou otimismo em relação à geração de empregos em agosto. "Estamos olhando a crise pelo retrovisor e mostrando ao mundo que somos um país forte e de economia estável. Nos resultados de agosto veremos todos os setores econômicos, em todos os estados, com saldo positivo de emprego. Teremos o agosto do bom gosto", prevê Lupi.

 

A Construção Civil foi o setor que mais contribuiu para o saldo positivo, com 32.175 postos de trabalho (+1,60%), reflexo das medidas governamentais de estímulo ao setor. A Agricultura foi responsável pela criação de 29.483 postos de trabalho (+1,75%). O setor de Serviços gerou 27.655 empregos (+0,21%) e o Comércio 27.336 postos (+0,39%).

 

A Indústria de Transformação criou 17.354 postos de trabalho (+0,24%), seu melhor resultado mensal em 2009, com 9 entre 12 subsetores apresentando resultados positivos. Destacaram-se a Indústria Têxtil (+6.133 postos ou +0,64%), a Indústria Química (+4.914 postos ou +0,68%) e a Indústria de Calçados (+4.522 postos ou +1,42%).

 

"Seguimos rumo à geração de um milhão de novos empregos e ao crescimento de 2% do Produto Interno Bruto em 2009, mas não podemos cessar as medidas de incentivo á economia. Precisamos continuar baixando os juros, liberando crédito aos setores produtivos e oferecendo incentivos à indústria de transformação", concluiu o ministro.

Fonte: MTE

 


 

19/08/09 - São Paulo, Bahia e Rio geraram mais empregos formais em julho

 

São Paulo foi o estado onde se registrou o maior número de contratações formais do país em julho, com 52.811 novas vagas. O crescimento foi de 0,50% na comparação com o mês anterior, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados hoje (18) pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi.

O segundo maior saldo registrado ficou com a Bahia, onde 9.792 postos oficiais de emprego foram criados, o que representa um crescimento de 0,72% na comparação com junho. O Rio de Janeiro ficou em terceiro lugar, com 9.649 novos postos de trabalho, número 0,30% maior do que o total registrado no mês anterior.

“O nível de emprego cresceu em todas as áreas metropolitanas, mas os melhores resultados ficaram mesmo no conjunto dos municípios do interior desses aglomerados”, disse Lupi.

Segundo o Caged, foram criados 44.319 postos nas áreas metropolitanas, enquanto, no interior desses aglomerados, foram criadas 58.815 novas vagas. “No interior de São Paulo foram 32.717 postos de trabalho, enquanto na região metropolitana foram geradas 20.094 vagas”, informou Lupi.

 

"Das 27 unidades federativas apenas cinco apresentaram saldo negativo. No caso do Rio Grande do Sul, que registrou saldo negativo de 481 postos, isso se deve principalmente ao desempenho desfavorável da indústria da borracha e do fumo, responsável por uma queda de 3.302 postos", disse o ministro.
 

Além do Rio Grande do Sul, registraram queda do saldo de postos de trabalho os estados do Espírito Santo (-99), Roraima (-61), Mato Grosso do Sul (-54), e Amapá (-3). "Nossa expectativa é de que já em agosto todas as unidades federativas apresentem saldo positivo", prevê Carlos Lupi.

 

Na comparação entre regiões, a Sudeste foi a que mais gerou postos de trabalho (65.344), seguido do Nordeste (39.291), Sul (11.624), Centro-Oeste (11.115), e Norte (11.028).

Fonte: Agência Brasil

 


 

19/08/09 - PEC concede vencimento integral para aposentados por invalidez

 

Tramita na Câmara a Proposta de Emenda à Constituição 345/09, do deputado Valadares Filho (PSB-SE), que concede aposentadoria integral para os servidores públicos que se aposentarem por invalidez permanente decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou doença grave, contagiosa ou incurável.

Atualmente, a Constituição já assegura aposentadoria integral para esses casos. Mas, de acordo, o autor da medida, em alguns estados servidores que apresentam tais condições estão sendo aposentados com salário proporcional ao tempo de contribuição.

Valadares Filho ressalta que, para funcionários com pouco tempo de serviço, o impacto da aposentadoria é drástico. "Além do trauma físico e psicológico experimentado, o Estado os obriga a viver na condição de dependentes de parentes ou amigos", afirma.

Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

Fonte: Agência Câmara

 


 

19/08/09 - Finanças e Tributação debate Lei das Micro e Pequenas Empresas

 

A Subcomissão Permanente das Micro e Pequenas Empresas da Comissão de Finanças e Tributação realizará nesta quarta-feira (19), às 14h30, uma audiência com o objetivo de obter esclarecimentos sobre os efeitos da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123/06).

Foram convidados o ministro da Previdência, José Pimentel; o secretário de Comércio e Serviço do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Edson Lupatini; o secretário-executivo do Comitê Gestor do Simples Nacional, Silas Santiago; o gerente da Unidade de Políticas Públicas do Sebrae Nacional, Bruno Quick; o presidente da Federação Nacional das Empresas Contábeis, Valdir Pietrobon; e o presidente da União Nacional dos Legislativos Estaduais (Unale), Clóvis Ferraz.

A reunião não será aberta ao público. Segundo informou a assessoria da comissão, isso ocorrerá devido ao fato de ela acontecer em uma sala muito pequena (a presidência da comissão, no Anexo 2 da Câmara).

Fonte: Agência Câmara

 


 

19/08/09 - Lei do mandado de segurança é alvo de Adin

 

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pretende ingressar nesta semana com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar cinco pontos da Lei nº 12.016, de 2009, que dá nova regulamentação ao mandado de segurança individual e coletivo. Entre eles, o parágrafo 2º do artigo 7º, que veda a concessão de liminar para compensação de créditos tributários e para a liberação de mercadorias e bens importados. "A lei limita o acesso à Justiça. Um fiscal pode cometer o maior absurdo e o importador fica sem ter direito a uma medida urgente para liberar sua mercadoria", diz o presidente da Comissão Nacional de Legislação da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coelho.

O parágrafo 2º do artigo 7º também impede a concessão de liminares em ações para a reclassificação ou equiparação de servidores públicos e a concessão de aumento ou a extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza. O texto, segundo o dirigente da OAB, "trata o servidor público como um cidadão de segunda classe".

 

A Adin da OAB vai questionar outro ponto do artigo 7º, considerado o mais polêmico pela entidade. Ele está inserido no inciso III e prevê a possibilidade de o juiz exigir daquele que propôs a ação o pagamento de caução, fiança ou depósito. "Cria-se com essa exigência um verdadeiro apartheid no Judiciário. Quem não tem recursos fica sem a apreciação do seu direito", afirma Coelho.

 

A ação também vai abranger o artigo 22, que em seu parágrafo 2º prevê a oitiva, ou seja, a possibilidade de ouvir as partes antes da concessão de liminar no mandado de segurança coletivo. A entidade também vai questionar o primeiro artigo da legislação, segundo o qual não cabe mandado de segurança contra os atos de gestão comercial praticados pelos administradores de empresas públicas, de sociedade de economia mista e de concessionárias de serviço público.

 

O último ponto a ser abordado será o artigo 25, que veda, no processo de mandado de segurança, a apresentação de embargos infringentes e a condenação ao pagamento dos honorários advocatícios. "O Supremo nunca apreciou o mérito de ações contra limitações em mandados de segurança. Está mais do que na hora dos ministros da corte enfrentarem a matéria", diz o dirigente da ordem.

 

Para o advogado Mário Gelli, do escritório Barbosa, Müssnich e Aragão, a decisão do Conselho Federal da OAB de ingressar com a Adin no Supremo - firmada ontem em sessão plenária - mostra a preocupação da entidade com a garantia de acesso à Justiça. "A Lei nº 12.016 tira do Judiciário a possibilidade de avaliar a urgência e a conveniência de se conceder uma liminar."

Fonte: Abdir

 


 

19/08/09 - Empregador não pode impedir empregado de exercer direito de ação

 

Pelo entendimento expresso em acórdão da 10a Turma do TRT-MG, o empregador que impõe ao empregado o não ajuizamento de reclamação trabalhista como condição para a continuidade do contrato de trabalho, abusa das suas prerrogativas patronais e desrespeita o direito constitucional de ação. Com esse fundamento, a Turma negou provimento ao recurso da reclamada, que não se conformava com a sua condenação ao pagamento de indenização por danos morais. Dando provimento ao recurso da reclamante, a Turma julgadora aumentou o valor da indenização para R$10.000,00.

 

Analisando o caso, a juíza convocada Taísa Maria Macena de Lima ressaltou que a dispensa sem justa causa da reclamante ocorreu como ato de retaliação por ela ter acionado o Poder Judiciário em busca dos seus direitos trabalhistas. A empresa agiu com arbitrariedade, para atingir a trabalhadora, que apenas exerceu o seu direito de ação, assegurado pela Constituição Federal.

 

A relatora esclareceu que o contrato de emprego, contraditoriamente, representa o maior obstáculo do acesso do trabalhador à justiça. “Isso porque, diante da necessidade da manutenção do contrato de trabalho para a própria sobrevivência, o empregado é coibido de acionar o Poder Judiciário. Trata-se de decidir entre a manutenção de emprego ou a procura da satisfação de seus direitos trabalhistas”- enfatizou, acrescentando que essa situação é muito grave, pois o crédito trabalhista tem como objetivo garantir condições mínimas de vida ao empregado.

 

Considerando que a reclamada praticou um ato danoso, ao dispensar arbitrariamente a trabalhadora, ofendendo-lhe a dignidade, além de violar o seu direito de ação, a juíza concluiu que a indenização por danos morais deve ser mantida. “O dano provocado ao trabalhador, por ato de negligência ou mesmo desconsideração com sua condição pessoal, por certo o afeta moralmente, em face do menosprezo da empresa com a sua dignidade enquanto mulher trabalhadora e em prestígio único da produção e conseqüente lucratividade”- finalizou.

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

18/08/09 - Paim convoca população a se manifestar sobre proposta do governo para reajuste de aposentadorias

 

O senador Paulo Paim (PT-RS), em discurso nesta segunda-feira (17), convocou a população a votar, em enquete disponível em sua página na internet (www.senado.gov.br/paulopaim), sobre os projetos aprovados no Senado para reajustar aposentadorias e pensões. O governo apresentou uma proposta, que será discutida em reunião que ocorrerá na terça-feira (18) e, por isso, as entidades ligadas à categoria desejam saber a opinião da população.

 

Na semana passada, explicou, sindicalistas, instituições que representam aposentados e pensionistas e membros do governo reuniram-se para tentar chegar a um acordo: pela proposta governamental, o PL 4434/08 (PLS 58/03, no Senado) que recompõe as aposentadorias, equiparando-as ao mesmo número de salários mínimos da época de sua concessão, seria arquivado; o veto ao PLV 18/06, que concede às aposentadorias um reajuste de 16,65%, concedido ao mínimo em 2006, seria mantido; e em 2010, seria concedido um reajuste real para os benefícios acima do salário mínimo. Quem recebe o mínimo teria reajuste de 8,9% e os aposentados, acima do mínimo, em torno de 7,2%, explicou.

 

Quanto à proposta que acaba com o fator previdenciário (PL 3299/08, na Câmara), o governo apresentaria proposta para substituí-la, baseada no chamado Cálculo 8595, tempo de contribuição mais idade.

 

A enquete, que está disponível na página do parlamentar e no site da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Copab) questiona se a proposta do governo como está deve ser aceita ou se os projetos devem ir a voto, fica no ar até o meio-dia de terça-feira (18). Até agora, disse Paim, a maioria dos votantes é contrária a proposta e deseja que os projetos sejam votados em Plenário, como ocorreu no Senado. Outros sites e blogs também estão fazendo o questionamento e há ainda a realização de passeatas, como a ocorrida no último domingo em Porto Alegre.

 

Paulo Paim disse que o Senado já fez sua parte ao aprovar as proposições. Para ele, "é urgente que cada um dos brasileiros pare de achar que o problema não é seu, pois a causa dos aposentados e pensionistas é uma causa de todo o povo brasileiro".

Fonte: Agência Senado

 


 

18/08/09 - Relatório sobre crise no setor de emprego pode ser votado na quarta

 

A comissão especial que analisa a repercussão da crise mundial sobre o setor de serviços e emprego se reúne nesta quarta-feira (19) para discutir e votar o parecer apresentado pelo relator, deputado Vicentinho (PT-SP). Inicialmente, a votação estava prevista para a semana passada, mas foi adiada.

O relator sugere, entre outras medidas, a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais; a restrição de demissões em empresas tomadoras de crédito de instituições financeiras controladas pelo Poder Público; a valorização do salário mínimo; e a ratificação da Convenção 158, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que proíbe a demissão sem justa causa.

Em vez de apresentar novos projetos sobre o assunto, Vicentinho recomenda a aprovação de propostas que já tramitam na Câmara, como o Projeto de Lei 1/07, que normatiza uma política de valorização do salário mínimo até 2023.

A reunião será realizada às 14h30. O local ainda não foi definido.

Fonte: Agência Câmara

 


 

18/08/09 - CPI ouve distribuidores e consumidores industriais de energia

 

A CPI da Aneel realiza audiência pública nesta terça-feira (18) sobre o setor elétrico brasileiro. Foram convidados o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio José Dias Sales; o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Luiz Carlos Silveira Guimarães; o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace); Ricardo Antonio Gobbi Lima. A audiência será realizada às 14 horas em local a ser definido.

Na quarta-feira, a comissão realiza reunião ordinária, também às 14 horas.

Fonte: Agência Câmara

 


 

18/08/09 - Comissão sobre ampliação da licença-maternidade será instalada

 

Será instalada hoje a comissão especial criada para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 30/07, da deputada Angela Portela (PT-RR), que aumenta o período obrigatório de licença-maternidade para seis meses.

Atualmente, esse período é de quatro meses. Entretanto, existe a possibilidade de ser estendido para seis meses, a critério das empresas, por meio do Programa Empresa Cidadã, criado pela Lei 11.770/08. Os empregadores que aderirem ao programa recebem incentivo fiscal.

O governo federal e alguns governos estaduais estenderam o período para seis meses.

O objetivo da proposta de Angela Portela é coincidir o tempo de afastamento das mães com o período mínimo de aleitamento recomendado pelo Ministério da Saúde.

A reunião será realizada às 14 horas no plenário 6. Depois da instalação da comissão, serão eleitos seu presidente e seus três vice-presidentes.

Fonte: Agência Câmara

 


 

18/08/09 - Comissão aprova permissão para empresa terceirizar atividade-fim

 

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou na quarta-feira (12) o Projeto de Lei 4059/08, do suplente Eduardo Moura (PPS-MT), que autoriza as empresas a terceirizarem atividades-fim. Hoje, a legislação admite que sejam contratadas empresas para prestar serviços de limpeza, segurança e outras não ligadas diretamente à atividade final da empresa contratante.

O relator na comissão, deputado Renato Molling (PP-RS), apresentou parecer favorável à proposta. Segundo ele, as relações contratuais que envolvem a prestação de serviços são cada vez mais complexas e demandam aperfeiçoamentos legislativos que possam dar a necessária flexibilidade ao seu funcionamento.

Molling disse concordar com o argumento de que a distinção entre atividade-meio e atividade-fim não caracteriza o vínculo empregatício, mas sim os requisitos de pessoalidade, habitualidade, subordinação e onerosidade previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

"A legislação civil poderá reger os contratos, independentemente de tais serviços estarem ligados às atividades-meio ou atividades-fim da empresa", explica.

O projeto modifica o Código Civil (Lei 10.406/02).

Entendimento da Justiça
De acordo com o autor, a Justiça do Trabalho tem considerado que, quando ocorre prestação de serviços na atividade-fim - caso de engenheiros terceirizados que produzem projetos ou estudos para uma construtora - configura-se vínculo empregatício entre eles e a construtora porque seu trabalho faz parte da atividade final da empresa.

Dessa forma, a empresa que contratou os serviços terá todas as obrigações trabalhistas que teria se contratasse diretamente esses funcionários. O contrato que ela tem com a empresa prestadora de serviços, que efetivamente tem vínculo com os profissionais, é desconsiderado.

Eduardo Moura questiona se essa posição é tomada mesmo quando, na relação desses profissionais com a empresa, não há pessoalidade nem subordinação, que são requisitos do contrato de trabalho. A pessoalidade quer dizer que o serviço só pode ser prestado por aquele profissional específico - sem a possibilidade de substituição por outro. A subordinação ocorre quando os profissionais recebem ordens diretamente dos funcionários da empresa que contratou os serviços.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada ainda pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

18/08/09 - BNDES faz desembolso recorde em 7 meses

 

Maior agente financiador do País, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), liberou, somente no mês de julho, R$ 33,2 bilhões. Quase dois terços desse montante foi alocado em projetos industriais (R$ 21,7 bilhões). O incremento elevou os desembolsos do banco nos primeiros sete meses do ano para R$ 75,1 bilhões, um resultado recorde, 65% superior ao do mesmo período do ano passado.

"Depois dos resultados ruins do primeiro trimestre do ano, verificamos que a decisão de investimento na indústria mudou. As empresas, que estavam em compasso de espera, voltaram a procurar o banco. Já vínhamos notando isso desde abril, mas em julho o saldo foi muito bom", afirmou o chefe do Departamento de Orçamento do BNDES, Gabriel Visconti.

A indústria foi responsável por 53% do volume de recursos liberados de janeiro a julho e ultrapassou o setor de infraestrutura, com o qual vinha dividindo, quase meio a meio, a hegemonia na destinação da verba do BNDES. No período, foram desembolsados R$ 39 bilhões para o setor industrial (112% a mais do que em 2008), enquanto a infraestrutura respondeu por R$ 25 bilhões. O banco - que inaugurou ontem um novo procedimento, de divulgação de resultados também durante os fins de semana - já trabalha com a possibilidade de encerrar 2009 com um nível de financiamentos superior a R$ 120 bilhões. Foram aprovados nos primeiros sete meses do ano projetos que totalizaram R$ 87 bilhões e nos últimos 12 meses, as liberações chegam a R$ 122 bilhões.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

 


 

18/08/09 - Servidoras grávidas terão ponto facultativo no Senado

 

Por causa da pandemia de gripe A (influenza H1N1), o Senado estabeleceu ponto facultativo para as servidoras da Casa que estão grávidas, ou seja, elas podem escolher se vão trabalhar ou não. A decisão foi anunciada na manhã desta quinta-feira (13) pelo primeiro secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI). A medida vale a partir da desta segunda-feira (17).

 

Além disso, as visitas serão restringidas na Casa. De acordo com Heráclito, elas serão permitidas somente aos fins de semana.A decisão foi tomada para que a as instalações do Senado possam ser limpas adequadamente. "A preocupação é que nós temos um volume muito grande de visitantes de países vizinhos, onde o foco (de gripe) é muito maior", afirmou Heráclito.

 

O Senado vai passar a oferecer álcool-gel e máscaras para uso de quem estiver apresentando suspeitas de gripe. Na Câmara, foram instalados recipientes com álcool-gel nas cercanias do plenário e nos corredores das comissões no início da semana. As grávidas também já foram dispensadas dos trabalhos.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

18/08/09 - 2010: Lula vai reajustar aposentadorias e o valor do Bolsa-Família

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou em execução neste ano um pacote de bondades que serve para pavimentar o caminho da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, na corrida eleitoral.

O atendimento de demandas sociais neste ano facilita a campanha de 2010.

 

O pacote inclui revisão de valores de aposentadorias, reajuste no valor do Bolsa-Família, além da coleta dos frutos do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, a partir do próximo ano.

 

Com questões populares resolvidas, Lula estaria mais livre para viajar com Dilma pelo país em busca de votos, além de efetivar a estratégia de transformar a eleição presidencial em um plebiscito.

 

O plano é confrontar o que foi feito no Governo petista e no período do tucano Fernando Henrique Cardoso, para enfrentar o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), principal adversário de Dilma na avaliação dos petistas.

 

Em outra frente, Lula destravou o bloqueio de verbas para uso em publicidade no próximo ano imposto pelo Congresso.

 

O presidente vetou na semana passada o dispositivo da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que limitava as despesas oficiais com publicidade, diárias e locomoção de funcionários ao mesmo valor do que será gasto neste ano.

 

Previdência Social
O presidente pretende resolver nos próximos dias um passivo antigo, que beneficia em torno de 8,3 milhões de pessoas que recebem aposentadorias, pensões e auxílios da Previdência Social com valor acima de um salário mínimo.

 

O presidente deu o sinal verde e a equipe de Governo discute a concessão, a partir de janeiro de 2010, de um índice de reajuste acima da inflação anual para essa faixa de benefícios, ao contrário dos últimos anos, incluindo os seis de Lula, quando essas aposentadorias receberam somente a correção da inflação.

 

No próximo mês, o Governo começa a pagar os benefícios do programa Bolsa-Família com um reajuste de 10%.

Na definição do aumento, o Governo antecipou o que seria concedido no próximo ano.

 

O índice significa a reposição da inflação dos últimos 12 meses mais a projeção para os próximos 12.

O programa é responsável por grande parte da popularidade de Lula e a intenção é transferi-la em forma de votos para a sua candidata.

 

Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) constatou que na eleição passada o programa representou três pontos percentuais da votação de Lula.

 

Plebiscito
O programa Minha Casa, Minha Vida, é outro exemplo de ação tomada neste ano que se concretizará no ano eleitoral.

As primeiras construções subsidiadas deverão estão prontas no primeiro trimestre.

 

"O presidente tem um discurso para cada coisa. Ele poderá fazer o comparativo e o plebiscito entre os Governos dele e o de FHC", avaliou o deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ).

 

O deputado Arnaldo Madeira (PSDB/SP) considera que o componente principal do segundo mandato foi manter a situação econômica para poder partir para a campanha.

 

"O presidente quer atender as corporações, antecipar qualquer demanda e deixar o Congresso à deriva", criticou.

Fonte: O Estado de S.Paulo

 


 

18/08/09 - TST mantém salário mínimo para cálculo do adicional

 

A 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho determinou que a Souza Cruz pague adicional de insalubridade a ex-empregado com base no salário mínimo. O tribunal julgou recurso apresentado pela empresa contra decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (Rio Grande do Sul) que estabeleceu o salário normativo ou profissional do trabalhador como referência para o cálculo do adicional.

 

O ministro Ives Gandra Filho, relator do processo, explicou que o TRT levou em consideração a Súmula Vinculante 4 do STF, que proíbe o uso do salário mínimo como indexador de base de cálculo de vantagem devida a empregado, em cumprimento ao que diz o artigo 7, inciso XXIII, da Constituição Federal.

 

Outra referência para o TRT foi a Súmula 228 do TST que determina a aplicação do salário básico no cálculo do adicional, a partir de 9 de maio de 2008, (data da publicação da súmula vinculante do STF), salvo critério mais vantajoso para o trabalhador fixado em convenção coletiva.

 

Acionado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), porém, o STF suspendeu a aplicação da Súmula do TST na parte que trata da utilização do salário básico como base de cálculo do adicional.

 

No entendimento de Ives Gandra, o STF não anulou o artigo 192 da CLT, que prevê o uso do salário mínimo para cálculo do adicional, apenas declarou que o dispositivo era inconstitucional. Em resumo, esclareceu o ministro, o Poder Judiciário não pode substituir o legislador para definir critério diferente para regular a matéria. Desse modo, até que novo parâmetro seja fixado pelos congressistas, o salário mínimo deve ser mantido no cálculo do adicional. RR 675/2006-731-04-00.6

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

17/08/09 - Agenda Política: reajuste dos aposentados no centro do debate

A ideia do Governo é propor, no lugar das quatro proposições em discussão, um texto englobando toda a nova política para as aposentadorias maiores que o salário mínimo

Nesta terça-feira (18), deputados, dirigentes sindicais e representantes do Governo se reúnem para discutir o reajuste para aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo.

Para oferecer um aumento acima da inflação, o Executivo quer que as centrais sindicais aceitem a retirada de quatro propostas: o fim do fator previdenciário (PL 3.299/08); o PL 4.434/08, que recupera o número de salários mínimos recebidos na data da concessão da aposentadoria; a emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) ao PL 1/07, que garante, às aposentadorias, os mesmos percentuais de reajuste do mínimo; e o reajuste de 16% às aposentadorias aprovado pelo Congresso e vetado pelo Palácio do Planalto (o veto ainda pode ser derrubado).

A ideia do Governo é propor, no lugar destas matérias, um texto englobando toda a nova política para as aposentadorias maiores que o salário mínimo.

No Senado, dois eventos prometem agitar a semana. O primeiro vai ser na CPI da Petrobras, que ouve depoimentos de Haroldo Lima, Diretor-Geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Vitor de Souza Martins (ANP) e outros sobre denúncias contra a agência, que é investigada pela Polícia Federal e acusada de fraudes na distribuição de royalties.

O segundo acontece na Comissão de Constituição e Justiça, que vai ouvir a ex-secretaria da Receita Federal Lina Vieira sobre suposta interferência da ministra Dilma Rousseff no órgão para concluir rapidamente processo envolvendo a família de José Sarney.

 

Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:

Segunda-feira (17)
- O presidente Lula recebe o presidente do México, Felipe Calderón.

- A ministra Dilma Rousseff conclui seu tratamento contra câncer linfático fazendo a última das 20 sessões de radioterapia.

- Os ministros Edson Lobão (Minas e Energia) e Dilma Rousseff (Casa Civil) discutem com o presidente Lula pontos finais sobre a regulamentação do pré-sal, como o pagamento de royalties.

- A Caixa Econômica Federal divulga balanço do primeiro semestre de 2009.

- O ministro Miguel Jorge (Desenvolvimento) inicia, até o dia 21, missão empresarial a Venezuela, Panamá e Peru. O grupo pretende prospectar nesses países possibilidades de incremento do comércio e dos investimentos bilaterais, e de cooperação entre os setores produtivos.

- A Comissão de Infraestrutura do Senado realiza audiência pública sobre Infraestrutura e retomada do crescimento: visões da crise.

- O ministro brasileiro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel , viaja a Santiago, Chile, para participar do seminário "Características dos Investimentos Públicos para a Facilitação do Comércio dos Produtos da Agricultura Familiar", e da reunião de lançamento do projeto de cooperação técnica "Apoio ao Seguimento da Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural".

 

Terça-feira (18)
- Deputados, dirigentes sindicais e representantes do Governo se reúnem para discutir reajuste para aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo.

- A CPI da Petrobras (Senado) ouve depoimentos de Haroldo Lima, Diretor-Geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Vitor de Souza Martins (ANP) e outros sobre denúncias contra a agência, que é investigada pela Polícia Federal e acusada de fraudes na distribuição de royalties.

- A ex-secretaria da Receita Federal Lina Vieira fala na Comissão de Constituição e Justiça do Senado sobre suposta interferência da ministra Dilma Rousseff no órgão para concluir rapidamente processo envolvendo a família de José Sarney.

- A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado pode votar projeto de lei (PLS 520/07) que institui Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de bebidas alcoólicas (Cide-Álcool) e proposta (PLC 136/09) que cria a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) para aperfeiçoar a regulação dos mercados de seguro e de previdência complementar.

- A Comissão de Minas e Energia realiza audiência pública para discutir os impactos ambientais, sociais e econômicos do processo de implantação da Usina Hidrelétrica de Estreito, no Município de Estreito, no Maranhão.

- A CPI das Tarifas de Energia Elétrica realiza audiência pública sobre o setor elétrico. Foram convidados o presidente do Instituto Acende Brasil, Cláudio Sales; o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica, Luiz Guimarães; e o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres; Ricardo Gobbi.

- Reunião entre representante do MST com representantes do Planalto e dos ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Planejamento discutem reivindicações do movimento: recomposição de R$ 480 milhões previstos no orçamento do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que foram contingenciados devido à queda na arrecadação do governo federal, e a atualização dos índices de produtividade para efeito de desapropriação de terras para a reforma agrária.

- Divulgação do IGP-10 de agosto.

Quarta-feira (19)
- O ministro Guido Mantega participa de Mesa Redonda promovida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara para analisar o impacto das novas regras de tarifas bancárias para a sociedade, neste primeiro ano de vigência.

- A Comissão de Defesa do Consumidor pode votar projeto de lei sobre convergência tecnológica (PL 29/07). Também consta da pauta projeto que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde (PL 4.076/01).

- A Comissão da Amazônia da Câmara realiza audiência pública para discutir o descontingenciamento de recursos arrecadados pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Foram convidados, entre outros, os ministros do Desenvolvimento, Miguel Jorge; da Fazenda, Guido Mantega; do Planejamento, Paulo Bernardo; e a superintendente da Suframa, Flávia Skrobot.

- A Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove, no World Trade Center, em São Paulo, o 3º Congresso Brasileiro de Inovação na Indústria.

- A Comissão de Grãos da Confederação Nacional da Agricultura, formada por representantes de produtores de todos os estados, discute, em Cuiabá (MT), estratégias para pressionar o governo brasileiro a negociar com o Mercosul a consolidação das tarifas ou prorrogação da lista de exceção para fertilizantes.

Quinta-feira (20)
- O Conselho de Ética do Senado pode se reunir para que analisar recursos questionando arquivamento de seis representações e seis denúncias contra o presidente da Casa, José Sarney, e o líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM).

- IBGE divulga desemprego em julho.

- O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), participa de ato político no Ceará.

- O Supremo Tribunal Federal julga Adin contra Resolução do Senado Federal 43/01, artigo 5º, parágrafo 2º, que determina que qualquer receita proveniente de antecipação de receitas de royalties de petróleo será exclusiva para capitalização de Fundos de Previdência ou para amortização extraordinária com a União.

- Receita divulga arrecadação federal em julho.

- O Insper promove Fórum de Construção Civil no Brasil, em São Paulo, para discutir a abertura de capital de empresas do setor imobiliário na Bolsa Brasileira.

 

Sábado (22)
- O presidente Lula faz viagem oficial à Villa Tunari, na Bolívia.

Fonte: Diap

 


 

17/08/09 - PLS 248/06: campanha pela aprovação da taxa assistencial continua

 

Após aprovação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do parecer do senador Inácio Arruda (PCdoB/CE) ao PLS 248/06, que regulamenta a taxa a ser descontada em favor dos Sindicatos, em razão da negociação da Convenção Coletiva de Trabalho, será submetido a mais uma votação, agora na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado.

 

Embora já tenha sido aprovado pela CAS, o projeto retorna à Comissão porque teve duas emendas de plenário rejeitadas pela CAE no início da semana. Sendo assim, essas precisam ser submetidas ao colegiado.

 

Depois, o texto será votado no plenário da Casa, antes de ser remetido à Câmara.

 

Segundo o coordenador nacional do FST (Fórum Social dos Trabalhadores), José Augusto da Silva, em audiência com a presidente da Comissão, senadora Rosalba Ciarlini Rosado (DEM/RN), ficou acertado que a matéria entrará na pauta da reunião do colegiado marcada para o dia 19 de agosto, às 10 horas.

José Augusto ressalta que a mobilização das entidades e dirigentes sindicais das confederações e centrais sindicais no Senado deve ser mantida, pois será fundamental para a aprovação do projeto.

Fonte: Diap

 


 

17/08/09 - CAE vota projeto que reduz alíquota do IR de pessoas físicas

 

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) examina em sua reunião da próxima terça-feira (18) projeto de lei de autoria do senador Sérgio Guerra (PSDB-PE) que reduz a alíquota máxima do Imposto de Renda (IR) incidente sobre os rendimentos das pessoas físicas de 27,5 para 25%.

 

De acordo com o projeto (PLS 330/05), quem ganhar até R$ 1.164,00 por mês estará isento do IR; quem ganhar de R$ 1.164,01 até R$ 2.326,00, pagará 15% e, acima de R$ 2.326,00, 25%.

 

Na justificação, Sérgio Guerra lembra que o aumento da alíquota de 25% para 27,5% sobre a maior faixa de renda da tabela progressiva do Imposto de Renda da Pessoa Física, determinado para vigorar provisoriamente nos exercícios de 1998 e 1999, acabou estendendo-se até os dias de hoje.

 

No voto favorável ao projeto, o relator, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) afirma que a modificação da alíquota não implica redução discriminada de tributos, pois estabelece norma geral ao alcance de todos os contribuintes do imposto; não cria benefício que possa corresponder a tratamento diferenciado ou de caráter não-geral e não compromete o equilíbrio das contas públicas, "já que há previsão de recursos mais do que suficientes para custear a desoneração que se pretende instituir."

 

A matéria tramita em decisão terminativa na CAE.

 

A comissão aprecia ainda, em decisão terminativa, projeto (PLS 685/07) de autoria do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS) que proíbe a cobrança de IR e contribuição previdenciária sobre férias dos trabalhadores. A matéria já foi aprovada na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) em março deste ano.

 

Outra proposição constante da pauta da CAE, a ser analisada também em caráter terminativo, é o PLS 520/07, do senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), que institui Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico incidente sobre a importação e a comercialização de bebidas alcoólicas (Cide-Álcool). O projeto tem voto favorável do relator Marcelo Crivella (PRB-RJ).

 

A reunião da CAE está marcada para as 10h.

Fonte: Agência Senado

 


 

17/08/09 - PEC prevê sistema de proteção aos direitos trabalhistas

 

A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 369/09, do deputado Iran Barbosa (PT-SE), que prevê a criação, por lei ordinária, do Sistema Nacional de Proteção ao Salário e demais Direitos dos Trabalhadores. Conforme a proposta, a lei deverá dispor sobre:
- a criação de uma rede social e institucional de acompanhamento e fiscalização do cumprimento do artigo 7º da Constituição (direitos trabalhistas);
- a definição de princípios e objetivos, bem como da composição, organização e funcionamento do Sistema criado pela PEC;
- a definição de medidas preventivas a serem adotadas com vistas a impedir o desrespeito aos direitos dos trabalhadores;
- a criação de mecanismos para coleta e análise de dados estatísticos referentes ao cumprimento e ao desrespeito aos direitos dos trabalhadores;
- a criação de um Cadastro Nacional que torne pública a informação acerca de quais empresas desrespeitam os direitos dos trabalhadores;
- a definição de medidas com vistas a restringir e/ou impedir benefícios e relações do Poder Público para com empresas incluídas no rol do Cadastro Nacional a que se refere a alínea anterior;
- a garantia de amplo debate nacional durante o processo de discussão legislativa para a formulação da Lei prevista nesta proposta.

Segundo o deputado, apesar dos inúmeros direitos assegurados aos trabalhadores, não são poucos os casos de desrespeito às normas constitucionais. Barbosa cita estatísticas do Tribunal Superior do Trabalho (TST), segundo as quais o número de processos recebido pela Justiça do Trabalho subiu de 2.636.798 para 2.739.509 entre 2007 e 2008.

"Esses números dão uma idéia superficial de como são desrespeitados os direitos dos trabalhadores, o que nos impulsiona à conclusão de que a definição constitucional e infraconstitucional desses direitos não é suficiente para assegurar a sua observância", argumenta.

Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

Fonte: Agência Câmara

 


 

17/08/09 - Acordo não afasta dever de empresa indenizar

 

Acordo entre empregador e empregado não substitui o direito à indenização no caso de acidente de trabalho. O entendimento é da 4ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que condenou uma empresa a pagar indenização ao empregado.


O relator, ministro Aldir Passarinho Junior, entendeu que o acordo não afasta a indenização civil baseada em culpa da empregadora no acidente de trabalho. O acórdão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro mostra que o autor da ação sofreu acidente de trabalho quando era dinamitada uma pedreira. Segundo testemunhas, no momento do acidente, ele trajava roupas normais. Após o fato, a empresa empregadora firmou acordo com o empregado, pagando a soma de 12,96 salários mínimos da época.

 

De acordo com TJ do Rio, ficou demonstrado que o empregado não estava protegido com equipamentos necessários, o que caracterizaria culpa do empregador. Ao se dinamitar uma pedreira, é indispensável que a ação seja cercada de cautelas, as quais são de responsabilidade do empregador, decidiu a segunda instância.

 

O TJ do Rio considerou viciada a vontade do empregado pelo fato de a proposta ter sido feita quando ele ainda trabalhava na empresa e que, mutilado como estava, acabou por submeter-se aos interesses do empregador. Entendeu, ainda, que a transação, baseada em valor ínfimo, não poderia isentar o empregador do dever de pagar a justa indenização resultante do acidente. “O autor esteve durante 16 meses totalmente incapacitado para o trabalho, o que representaria uma indenização, no mínimo, de 16 salários”, estabeleceu o acórdão.

 

A empresa foi condenada a pagar pensões vencidas e por vencer, além de dano moral e estético no valor de R$ 10 mil. Por isso, recorreu ao STJ. Uma das alegações rejeitadas pelo relator foi que, embora tenha o empregado já recebido pensões vencidas, o acórdão contemplou de novo essa responsabilidade. Acrescentou que caracterizaria enriquecimento ilícito do empregado.

 

Sobre a alegação de duplo pagamento da pensão, o ministro Aldir Passarinho Junior verificou a pretensão da empresa em considerar que a pensão previdenciária supriria a indenização civil. Para ele, isso não pode acontecer por possuírem origens diversas. Segundo o relator, a conclusão do TJ fluminense não carece de fundamentação, nem é omissa, como alega a empresa. Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

17/08/09 - Trabalhador pode ir à Justiça por assédio moral

 

O trabalhador, hoje, pode denunciar o assédio moral que eventualmente venha sofrer de gestores autoritários. Para fazer a denúncia, ele deve procurar o espaço que tenha confiança, como o seu sindicato. O Ministério Público atua somente nos casos em que há interesse coletivo. De um modo geral, busca-se um acordo antes de se ingressar com uma ação na Justiça.

 

De acordo com os especialistas, se o assédio for individual, o trabalhador deve procurar um advogado. Colegas de trabalho podem ser usados como testemunha, o que representa uma dificuldade, pois muitos não testemunham contra a empresa por receio de perder o emprego.

 

O e-mail pode ser aceito como prova, destacam os especialistas. Uma agravação, em princípio ilícita, pode ser aceita como prova lícita se for a única forma de o trabalhador confirmar o assédio, diz o procurador Wilson Prudente. O trabalhador deve ainda registrar em um caderno, dia após dia, tudo o que ocorre no trabalho, em detalhes.

 

Laudos de tratamentos médicos e uso de medicamentos também podem ser usados como prova. O mesmo vale para o caso em que o trabalhador tenha se submetido à terapia por causa da perseguição de assédio moral.

Fonte: Última Instância

 


 

17/08/09 - Ato político pela redução da jornada de trabalho leva 3 mil pessoas à Avenida Paulista

 

São Paulo - Cerca de 3 mil pessoas, a maioria integrante de seis centrais sindicais e de movimentos sociais, realizaram nesta sexta-feira (14), na Avenida Paulista, manifestação pela redução da jornada de trabalho. O ato é parte da Jornada Unificada de Lutas.

Os manifestantes reuniram-se na Praça Osvaldo Cruz e percorreram em passeata a Avenida Paulista até chegar ao vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde foi realizado o ato político pela redução da jornada de trabalho, mas sem redução de salário, em defesa dos investimentos em políticas sociais, além de protestar contras as demissões. A jornada ocorre em diversos estados do país.

 

Segundo o presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, a luta pela redução da jornada de trabalho já tem 21 anos – começou quando ela foi reduzida de 48 para 44 horas. A justificativa dos sindicalistas para a necessidade da redução é que a produtividade do Brasil cresceu muito e os trabalhadores não tiveram ganho. “Na melhoria dos produtos, só um lado ganhou: o empresariado. Achamos que esse é o momento porque o fato de haver eleição no ano que vem nos ajuda a aprovar essa questão no Congresso Nacional”, afirmou Paulinho.

 

Deputado federal pelo PDT de São Paulo, Paulinho informou que a discussão pela redução da jornada está em andamento na Câmara, onde precisa de 309 votos para ser aprovada e enviada ao Senado, onde serão necessários mais 49 votos. “É uma luta bastante difícil porque os trabalhadores não têm esses votos no Congresso e é preciso aumentar a pressão para conseguir convencer os deputados a votar a favor.”

 

De acordo com Paulinho, 90% dos parlamentares assinaram o requerimento a favor da redução da jornada, mas falta o apoio dos líderes de três partidos. O assunto será discutido em audiência pública no plenário da Câmara no próximo dia 25. “Pretendemos também combinar com o presidente da Câmara, Michel Temer [PMDB-SP], o dia da votação e, nesse dia, pretendemos paralisar diversas categorias e acompanhar a votação nas praças públicas.”

 

Paulinho reforçou que há dificuldades de todo tipo para aprovar a redução da jornada, entre elas a pressão do lado patronal, ao qual não interessa que os empregados trabalhem menos. “Muitos dos líderes do Congresso têm ligação profunda com o empresariado. A ideia hoje é, com essas manifestações em mais de 100 cidades brasileiras, fazer pressão para que possamos votar no plenário da Câmara e ganhar a votação.”

 

Para ele, este é o melhor momento para levantar a questão e aumentar a pressão para ter algumas conquistas para os trabalhadores, devido ao fato de o Brasil já estar se recuperando da crise financeira internacional. “É importante que os movimentos sociais possam se unir e lutar, não só pelas reivindicações específicas de cada movimento, mas por aquilo que interessa a todos os trabalhadores.”

 

De manhã cerca de 8 mil trabalhadores de 40 fábricas da capital participaram de assembleias de mobilização pela redução da jornada. Os trabalhadores pararam suas atividades por duas horas, segundo informou o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes. Repórter Flávia Albuquerque

Fonte: Agência Brasil

 


 

17/08/09 - Prorrogação de contrato de experiência tem que ser expressamente acertada

 

Mesmo que se admita a prorrogação tácita (não formalizada expressamente) do contrato de experiência, a simples continuidade do trabalho não leva à presunção de que isso ocorreu, porque a prestação de serviços tanto pode se dar por prazo determinado como indeterminado. A decisão é da 9a Turma do TRT-MG, ao manter a sentença que, considerando a indeterminação do contrato de trabalho, condenou a reclamada ao pagamento das parcelas rescisórias típicas dessa modalidade contratual.


O juiz sentenciante entendeu que o prazo de 45 dias, previsto no contrato de experiência, celebrado em 07 de março de 2007, foi ultrapassado e, apesar de constar no TRCT o pagamento de parcela sob o título “indenização dias restantes” , quando foi rescindido o contrato já havia se indeterminado.


Segundo esclareceu o desembargador Ricardo Antônio Mohallem, o contrato de experiência do reclamante previa o vencimento em 21 de abril de 2007, constando nele a possibilidade de prorrogação uma única vez, desde que não ultrapassado o prazo de 90 dias. O relator observou que parte da jurisprudência tem entendido que esse tipo de contrato pode ser prorrogado de forma tácita, tese da defesa, tendo em vista o disposto no artigo 451, da CLT. Ainda assim, é necessária a existência de indícios que levem à conclusão de que o empregado aceitou a prorrogação por tempo determinado, sabendo exatamente qual será a nova data de encerramento. “Se não é estabelecido previamente um novo prazo, com a anuência do empregado, desnatura-se a modalidade contratual, dando-se a indeterminação do contrato” - enfatizou.


O magistrado ressaltou que, no contrato por prazo determinado, ambas as partes têm que saber qual é o seu período de vigência. No caso, nem mesmo foi estabelecida cláusula de prorrogação automática por período determinado, através da qual o reclamante poderia presumir qual a data da extinção contratual. “Não se pode admitir que o empregador tome os serviços do empregado além do prazo inicialmente pactuado, e rescinda unilateralmente o contrato, quando melhor lhe convier, alegando que não foi ultrapassado o prazo máximo legal” - concluiu o desembargador. (RO nº 00101-2009-033-03-00-1)

Fonte: Abdir

 


 

14/08/09 - Fiesp: emprego na indústria de SP atinge estabilidade em agosto

Entidade considera que ritmo de contratações está demorando mais do que esperado para aumentar

 

O emprego na indústria paulista deve atingir a estabilidade no mês de agosto. Essa previsão é do diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini, que explicou que a volta do período de contratações pelos industriais de São Paulo está demorando mais que o esperado. "O emprego vem caindo ainda, mas a taxas menores, tendendo a zero", afirmou. A Fiesp esperava que as demissões terminassem em junho e em julho.

 

Nos último meses, o ritmo das demissões vem diminuindo consideravelmente - em maio foram 16 mil dispensas na indústria paulista; em junho, 8 mil; e em julho, 3,5 mil. Francini já esperava que a estabilidade ocorresse em junho ou em julho. "Quem sabe em agosto tenhamos uma variação mais próxima de zero. Será o terceiro mês seguido em que vou rezar uma novena", brincou.

 

Em julho, o emprego nas indústrias da Grande São Paulo já registrou uma variação positiva, embora pequena, de 0,14%. Já as indústrias do interior do Estado mostraram queda de 0,36%. O comportamento está ligado às características das regiões. Segundo a Fiesp, a Grande São Paulo concentra alguns dos setores mais ligados ao varejo, como Vestuário, Produtos Químicos e Produtos Diversos - como brinquedos, joias e bijuterias.

 

No mês passado, a indústria de Confecção, Vestuário e Acessório foi a recordista em termos de contratações e gerou 2.715 empregos, seguida pelo setor de Borracha e Material Plástico (817), Produtos Diversos (399), Produtos Químicos (375) e Couro e Calçados (350). No caso de Vestuários e Calçados, a avaliação positiva está relacionada ao início da fabricação de produtos da coleção primavera-verão.

 

Já o setor de Máquinas e Equipamentos, mais concentrado no interior de São Paulo, foi o que mais demitiu trabalhadores em julho - no total foram 2.047 empregos a menos. Também apresentaram resultados negativos a indústria de Veículos e Autopeças, com 1.710 demissões, Papel e Celulose (970) e Derivados do Petróleo e Combustíveis (581).

 

Confiança

A confiança dos empresários na indústria paulista atingiu em julho o segundo melhor resultado da série histórica, iniciada em 2006. O Indicador Sensor da Fiesp registrou 56,5 pontos na primeira quinzena de agosto, resultado só superado por abril de 2008 (57,5 pontos). "Os empresários estão dizendo que a situação está melhorando, embora ainda exista uma resistência no sentido de retomar as contratações. Mas foi um resultado expressivo", disse Francini.

 

Segundo ele, a crise modificou um comportamento usual da indústria de São Paulo, que costuma demitir quatro meses após uma redução da atividade econômica e também contratar somente quatro meses após uma sinalização positiva. Nessa crise, as demissões foram imediatas e as contratações ainda não estão aparecendo. "Gato escaldado tem medo de água fria", disse Francini sobre o comportamento dos empresários.

Fonte: Agência Estado

 


 

14/08/09 - Maioria dos trabalhadores teve ganhos acima da inflação no primeiro semestre, diz Dieese

 

São Paulo - Os reflexos da crise financeira internacional, que se agravou em setembro do ano passado, não chegaram a afetar as negociações salariais da maioria dos trabalhadores com data-base no primeiro semestre deste ano. É o que mostra o estudo Balanço das Negociações dos Reajustes Salariais no Primeiro Semestre de 2009, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base no Sistema de Acompanhamento de Salários (SAS) da entidade.

 

O levantamento, feito com 245 categorias profissionais com base em acordos e convenções coletivas de trabalho, indica que 93% das correções igualaram-se ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ou ficaram acima dele. O percentual foi superior ao de 2008 (87%). No conjunto analisado, 77% das negociações resultaram em ganhos maiores do que o INPC-IBGE contra 72% no ano passado.
 

As correções feitas apenas a título de reposição inflacionária foram dadas a 15,9% das categorias ante 14,7%, no ano passado.

 

Apenas 7,3% de um total de 18 categorias mantiveram-se com salários abaixo do INPC-IBGE. Ainda assim, o quadro indica melhora nas condições, porque, em 2008, eram 13,1%, atingindo 32 categorias.

 

A situação mais desfavorável foi constatada na indústria, área mais afetada pela crise financeira internacional. Nesse caso, aumentou a parcela de trabalhadores com reajustes salariais abaixo da inflação, passando de 6,2% para 9,3%. A maioria de um total de 98 segmentos da indústria (58,2%) obteve ganhos ligeiramente acima, ficando entre 0,01% e 1%, seguida dos que conquistaram reajustes em níveis entre 1,01% e 2%, caso de 19,4% dos empregados do setor. Apenas 1% conseguiu se situar em índices superiores a 5%.

 

No comércio, o estudo verificou que em 31 documentos firmados por entidades sindicais representativas dos trabalhadores apenas um mostra que eles não conseguiram repor as perdas inflacionárias em relação ao ano passado. Praticamente a metade dos sindicatos (14) convenceu os empresários a corrigir os vencimentos em níveis que oscilam entre 0,01% e 1%, uma condição igual à do ano anterior.

 

A mudança mais significativa ocorreu no setor de serviços, com 72% das negociações realizadas por 116 sindicatos resultando em incorporação de aumentos reais. A maioria, no entanto, ainda se manteve na faixa até 1%. Repórter Marli Moreira

Fonte: Agência Brasil

 


 

14/08/09 - Comissão aprova PL que obriga empresa a oferecer serviço dentário

 

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio aprovou quarta-feira (12) o Projeto de Lei 422/07, do deputado Flaviano Melo (PMDB-AC), que torna obrigatório o fornecimento de serviço odontológico pelas empresas.

Foi aprovado o substitutivo do relator, deputado José Guimarães (PT-CE), que libera da obrigação a pequena e micro empresa integrada ao Simples Nacional (Supersimples), para a qual o serviço permanece opcional.

Serão alterados os artigos 162 e 168 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43), relativos à segurança e medicina do trabalho. A proposta prevê prazo de 360 dias para a adaptação das empresas.

Cuidado
O relator José Guimarães explicou ter tido cuidado para não onerar as empresas e previu que elas terão lucro por evitar transtornos à saúde bucal dos empregados.

O projeto obriga as empresas a manter serviços especializados em odontologia do trabalho, garantindo a saúde bucal dos trabalhadores por meio de exames odontológicos periódicos.

Tramitação
Sujeito a análise conclusiva, o projeto segue para as Comissões de Seguridade Social e Família; de Trabalho, Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

14/08/09 - Subcomissão que vai analisar propostas sobre o FGTS é instalada

 

Foi instalada nesta quinta-feira a subcomissão especial da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público que vai analisar projetos relacionados ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

A próxima reunião do grupo acontecerá na semana que vem, quando serão eleitos o presidente e o vice da subcomissão.

Fonte: Agência Câmara

 


 

14/08/09 - Crescem denúncias de assédio moral, segundo advogada especialista

 

O número de casos de assédio moral no Brasil está crescendo e impulsionando importantes mudanças na legislação. Segundo a advogada especialista na área, Eryka Farias de Negri, os casos de denúncias de assédio moral se tornaram bastante freqüentes nos últimos cinco anos.

 

Apesar do Brasil não possuir legislação própria sobre o tema, existem atualmente cerca de 80 projetos de lei para serem votados no sentido de prevenir e coibir o assédio moral.

 

"Em outros países, a Justiça entende que esse tipo de situação prejudica muito as empresas, inviabilizando atividades econômicas. Com isso, as indenizações se fazem tão altas", conta Eryka.

 

A advogada ainda lembra que vítimas do amianto, mineral cancerígeno utilizado em telhas e caixas d'água, são exemplos de grandes causas de danos morais.

 

No Brasil, cerca de 42% dos trabalhadores já foram vítimas de assédio moral.

 

É o que demonstra uma pesquisa pioneira realizada pela médica do trabalho Margarida Barreto, em sua tese de mestrado.

 

De acordo com a especialista, o assédio moral caracteriza-se pela exposição do trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras, de forma repetitiva e prolongada durante a jornada de trabalho, e com o objetivo de desestabilizar a relação dele com o ambiente de trabalho e com a própria empresa.

 

Eryka de Negri explica que, por falta de uma legislação específica envolvendo assédio moral, os advogados que defendem essas ações costumam se fundamentar em dispositivos genéricos como os artigos 1º, 5º (inciso V e X) e 927 (artigos 186 e 187) da Constituição Federal.

 

"Às vezes pode-se fundamentar o assédio moral também no artigo 483 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), quando o empregado sente sua honra lesada", complementa Eryka.

 

A Convenção 111 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) também trata da importância de se coibir o assédio moral no ambiente de trabalho.

 

"Falta um mecanismo para arbitrar melhor a indenização. Pois quem está arbitrando na verdade são os tribunais superiores. Quando o processo chega ao Tribunal Superior, ele chega muito longe da realidade da vida das pessoas. Tende-se a fazer uma fixação de pagamento sempre muito baixa, sempre muito pouco próxima do que nós consideramos o ideal. Quanto vale o atentado a honra, a imagem, ou ao sofrimento? A Justiça tem limitado em percentuais sobre o salário mínimo", lamenta Eryka de Negri.

 

Um trabalhador que esteja sofrendo assédio moral em seu ambiente de trabalho deve procurar relatar o acontecido a um médico, ao sindicato de sua categoria e também a um advogado.

 

A vítima de assédio moral possui o amparo de diversos órgãos que prestam assistência nesses casos como o Ministério Público, a Justiça do Trabalho, a Comissão de Direitos Humanos e o Conselho Regional de Medicina.

 

"O Ministério Público atua muito em ações de dano moral coletivo", diz Eryka.

 

A advogada ainda explica que é importante para o empregado que esteja sendo assediado portar laudo de um profissional da saúde que ateste danos da saúde física e/ou mental da vítima de assédio moral, possuir testemunhas que possam relatar o sofrimento dessa pessoa, assim como todo tipo de documento que possa atestar os males sofridos para demonstrar que foi assediado moralmente.

Fonte: Tribuna Popular

 


 

14/08/09 - Lula defende ação no combate à crise e vê espaço para juro menor

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender, na última quarta-feira (12), as medidas adotadas pelo Governo para enfrentar a crise financeira mundial, durante cerimônia de aniversário da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

"Seria um equívoco imaginar que o fluxo de capital estrangeiro ao país reflete apenas o lado da especulação financeira", disse Lula, ressaltando que a solidez da economia brasileira é a principal razão para os investimentos internacionais no País.

 

De acordo com o presidente, "o fato é que o ciclo de ajuste de nossa economia foi concluído".

"As curvas do emprego e da atividade industrial sinalizam uma retomada do crescimento no segundo semestre confirmado pela maior confiança da indústria e do investidor externo".

 

Falando para uma platéia de industriais, Lula disse ainda que há espaço para maior redução dos juros.

"Temos o menor patamar de juros da nossa história. É desejável e possível cortar ainda mais".

 

O Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central que decide a taxa básica dos juros, tem a próxima reunião marcada para os dias 1º e 2 de setembro.

 

Durante o evento, que celebrou os 71 anos da CNI, Lula recebeu da entidade a medalha da "Ordem do Mérito Industrial" por sua contribuição para a economia.

Fonte: Reuters

 


 

14/08/09 - Prazo de um mês para julgamento de processos de maiores de 60 anos ou de doentes graves não é razoável

 

O Departamento de Análise de Atos Normativos (Denor) da Consultoria-Geral da União (CGU) elaborou Nota Técnica sobre a constitucionalidade da lei que define prioridade na tramitação de processos judiciais e administrativos, nos quais pelo menos uma das partes ou interessado, tem idade igual ou superior a 60 anos de idade ou é portador de doença grave. Editada em 29 de julho de 2009, a Lei 12.008 promoveu alterações no Código de Processo Civil e na Lei do Processo Administrativo.

 

A nova legislação apresenta, por exemplo, o rol de doenças que geram preferência na tramitação dos processos. Essa previsão é considerada legal, de acordo com o Denor. Mas o Departamento sugeriu que o Presidente da República vetasse o parágrafo 2º, do artigo 1.211-B. É que este dispositivo estabeleceu o prazo máximo de um mês para a tramitação dos processos.

 

De acordo com a Nota "o estabelecimento desta regra poderá ocasionar prejuízos até mesmo para as pessoas que a lei pode beneficiar, uma vez que o recurso seria julgado sem que o advogado do beneficiário fosse intimidado do seu julgamento". O Denor também acredita que dificilmente este prazo poderá ser observado, em virtude da grande quantidade de processos em tramitação na Justiça. Dessa forma, a Nota elaborada pelo Advogado da União Renato Vasconcelos Maia recomendou o veto desta parte da lei e apoiou a sanção dos demais dispositivos.

 

As observações foram aprovadas pelo Consultor-Geral da União Substituto, Sérgio Eduardo de Freitas Tapety, e pelo Advogado-Geral da União, ministro José Antonio Dias Toffoli.

Fonte: Jusbrasil

 


 

14/08/09 - Empregada que engravida durante aviso prévio tem estabilidade

 

A concepção durante aviso prévio indenizado permite que a trabalhadora usufrua da garantia de estabilidade de gestante. Esse foi o entendimento da maioria da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao julgar recurso de revista das empresas Solução de Gestão de Pessoal Ltda. e Datasul S.A. com pretensão de reformar decisão que determinou o pagamento da indenização a uma ex-funcionária.


O relator do recurso de revista, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, que propunha excluir a indenização da condenação, foi vencido, tendo sido então designado redator do acórdão, que nega provimento ao apelo patronal, o ministro Horácio de Senna Pires. O ministro Maurício Godinho Delgado acompanhou a divergência, mantendo o direito a indenização.


A ação foi proposta por uma programadora contratada pela empresa Solução para prestar serviços exclusivamente nas dependências da Datasul. Dispensada em 01/09/04, a trabalhadora informou que exames laboratoriais comprovaram a gravidez em 05/09/04, ou seja, no decorrer do período do aviso prévio indenizado. Ela teria, então, direito à estabilidade, pois, de acordo com o ministro Horácio Pires, “a extinção do contrato torna-se efetiva somente após a expiração do aviso prévio”.

 

O contrato de trabalho da programadora encerrou-se em 01/10/04, segundo o ministro redator, baseando-se, inclusive, na Orientação Jurisprudencial nº 83, de 1997, que indica que a data de saída a ser anotada na carteira de trabalho deve ser a mesma da do término do prazo do aviso prévio, ainda que indenizado. O ministro Horácio Pires esclareceu que o artigo 10, II, “b”, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) exige, para haver estabilidade da gestante, que “a empregada esteja grávida na data de sua imotivada dispensa do emprego”.


Calcada em dispositivos constitucionais, infraconstitucionais e convenções internacionais que justificam a especial proteção à mãe e ao filho, a fundamentação do Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região (SC) foi relevante para a conclusão do ministro Horácio Pires: “O fato de a gravidez ter ocorrido durante o aviso prévio indenizado não é suficiente para afastar o direito pretendido, pois, sendo de iniciativa do empregador a dispensa do cumprimento do aviso, a liberalidade patronal não pode servir como óbice ao pleito”. (RR-171/2005-004-12-00.1)

Fonte: TST

 


 

14/08/09 - Embargos de declaração sem assinatura não interrompem prazo recursal

 

O julgamento de recurso ordinário intempestivo viola o artigo 895, alínea a, da CLT, e ofende a coisa julgada formada pela sentença, o que justifica a rescisão da decisão de 2a instância, com base no artigo 485, IV e V, do CPC. Com esse fundamento, a 2a Seção Especializada em Dissídios Individuais do TRT-MG julgou procedente ação rescisória proposta por um trabalhador contra a ex-empregadora e desconstituiu o acórdão proferido no processo originário, restabelecendo a sentença de 1o Grau.

 

Conforme observou a juíza convocada Mônica Sette Lopes, o juiz sentenciante não conheceu dos embargos de declaração opostos pela ex-empregadora na reclamação trabalhista, considerando-os inexistentes, porque não foram assinados pelo advogado da parte. Dessa forma, o prazo para interposição do recurso principal não foi interrompido. Assim, como as partes tiveram ciência da sentença em 15.09.05, o recurso ordinário apresentado em 07.10.05 foi intempestivo, porque extrapolou o prazo de oito dias, previsto no artigo 895, a, da CLT.

 

A relatora ressaltou que, mesmo não tendo sido alegada a intempestividade do recurso ordinário, pelo reclamante, em contra-razões, é cabível a ação rescisória no caso, porque, tratando-se de pressuposto de admissibilidade do recurso, a questão é de ordem pública, podendo ser analisada até de ofício (sem requerimento das partes) pelo Tribunal. Também lembrou a juíza que o requisito do prequestionamento foi preenchido, nos termos da Súmula 298, I e II, do TST, uma vez que a matéria foi abordada na decisão, quando a tempestividade do recurso foi declarada no acórdão.

 

Como os embargos de declaração são inexistentes, o trânsito em julgado da sentença ocorreu no final do prazo de oito dias para interposição do recurso ordinário, ou seja, em 23.09.05. O acórdão julgou, portanto, matéria acobertada pela coisa julgada.

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

13/08/09 - Parlamentares tentarão novo acordo sobre reajuste de aposentados

Deputados, sindicalistas e representantes do governo se reuniram nesta quarta-feira, mas ainda não chegaram a um consenso.
 

Ficou para a terça-feira (18) uma nova tentativa de acordo com o governo em torno do reajuste para os cerca de 8 milhões de aposentados e pensionistas que recebem mais de um salário mínimo. Para oferecer um aumento acima da inflação, o Executivo quer que as centrais sindicais aceitem a retirada de quatro propostas: o fim do fator previdenciário (PL 3299/08); o PL 4434/08, que recupera o número de salários mínimos recebidos na data da concessão da aposentadoria; a emenda do senador Paulo Paim (PT-RS) ao PL 1/07 que garante, às aposentadorias, os mesmos percentuais de reajuste do mínimo; e o reajuste de 16% às aposentadorias aprovado pelo Congresso e vetado pelo Palácio do Planalto (o veto ainda pode ser derrubado).

A ideia do governo é propor, no lugar dessas matérias, um texto englobando toda a nova política para as aposentadorias maiores que o salário mínimo. Porém, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que os representantes dos trabalhadores não tinham, na reunião desta quarta-feira, legitimidade para aceitar de imediato a proposta de retirada dos projetos. Por isso, eles vão "consultar as bases" e voltarão a se reunir com o Executivo na próxima terça.

"Nós até dissemos: não adianta dar hoje 10% de aumento para o aposentado se não for resolvido o problema do fator previdenciário. Precisa ser uma proposta global. Temos dificuldades de dizer que dá para abrir mão de um projeto hoje, porque há condição de fazer andar essas propostas na Câmara. Então, é necessário haver garantia de que as propostas a serem apresentadas pelo governo contemplarão os trabalhadores", ressaltou.

Dificuldades financeiras
O deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator do projeto sobre o fim do fator previdenciário, disse que o reajuste de 7% antecipado pela mídia é uma especulação. Ele deu sinais de que, embora acima da inflação, o percentual a ser oferecido poderá não satisfazer os aposentados.

"O governo acha que há condições para dar reajuste superior ao INPC para os aposentados que ganham acima do mínimo. O que foi dito é que essa proposta foi negociada com a área econômica tendo em vista o atual momento de queda de arrecadação, de maior dificuldade financeira para o governo. Mas não foi apresentado o percentual", explicou.

Obstáculos
Pepe Vargas acrescentou que a discussão sobre o fator previdenciário avançou nesta quarta-feira, mas restam dois pontos divergentes. O primeiro é quanto à forma de cálculo do valor da aposentadoria. De um lado, o governo quer que sejam levados em conta 80% dos maiores salários de contribuição; do outro, as centrais sindicais defendem os 60% maiores.

O segundo ponto diz respeito aos aposentados que não atingirem o chamado "fator 85/95" - em que a soma da idade com o tempo de contribuição resulta em 85, para as mulheres; e 95, para os homens. O governo quer, nesses casos, a aplicação do fator previdenciário. Já as centrais sindicais defendem, segundo Pepe Vargas, um redutor mais brando.

Também participaram da reunião de hoje o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS); o ministro da Previdência, José Pimentel; o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci; o presidente da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas, Warley Martins; e o presidente da CUT, Artur Henrique. O encontro aconteceu na sede provisória do governo, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília.

Fonte: Agência Câmara

 


 

13/08/09 - Aprovado direito de sindicato mover ação civil pública trabalhista

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta terça-feira, em caráter conclusivo, o Projeto de Lei 2422/07, do deputado Efraim Filho (DEM-PB), que regulamenta a legitimidade dos sindicatos para a defesa de direitos transindividuais - coletivos, difusos e individuais homogêneos - dos trabalhadores por meio de ação civil pública. Se não houver recurso para análise pelo Plenário, a proposta seguirá para o Senado.

A Lei 7.347/85, que disciplina a ação civil pública, não menciona os sindicatos entre as entidades que podem mover essa modalidade de ação coletiva. No entanto, por interpretação dos tribunais, eles têm sido reconhecidos como parte legítima na defesa dos direitos transindividuais da categoria que representam.

Os direitos individuais homogêneos têm vários titulares determináveis, desvinculados entre si e com o réu; os coletivos têm vários titulares determináveis, vinculados entre si ou com o réu; e os difusos têm múltiplos titulares indetermináveis.

Fim das divergências
O relator do projeto na CCJ, deputado Regis de Oliveira (PSC-SP), afirmou que ele "contribuirá para encerrar a divergência existente a respeito do tema, impedindo a apresentação de recursos sobre a matéria e evitando a proliferação de demandas individuais, que sobrecarregam o Poder Judiciário".

O autor do projeto, deputado Efraim Filho, invocou argumento semelhante. "Normatizando a questão, vamos ajudar a descongestionar a Justiça do Trabalho, inviabilizando um número enorme de recursos", afirmou.

Para o deputado José Genoíno (PT-SP), "o projeto ajuda o direito do trabalho a sair de uma visão individualista para uma visão coletiva".

Fonte: Agência Câmara

 


 

13/08/09 - Desempenho do mercado de trabalho no primeiro semestre surpreende, mas massa salarial encolhe

 

Embora o desempenho do mercado de trabalho no primeiro semestre deste ano tenha ficado acima das expectativas do início da crise financeira internacional, com melhora, ainda que lenta, nas taxas de desemprego e de informalidade, os rendimentos dos trabalhadores encolheram no período. Entre os meses de janeiro e maio, houve quedas contínuas na massa salarial, que acumulou perda de aproximadamente 3%.

Apesar do nível dos rendimentos no primeiro semestre de 2009 permanecer 4,2% acima do apurado no mesmo período de 2008, a margem de diferença vem caindo, tendo passado de 5,9% em janeiro para 3% em junho. A constatação é do Boletim de Mercado de Trabalho, divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). “Nos últimos anos", diz o boletim, "não há registro de queda do rendimento que tenha persistido por tanto tempo”.

De acordo com o pesquisador Lauro Ramos, editor do boletim, que é publicado trimestralmente pelo Ipea, o movimento se dá de maneira mais expressiva entre a população com níveis de escolaridade mais elevados. Aqueles que concluíram pelo menos o ensino médio tiveram seus rendimentos encolhidos em 3,9%. Essa parcela de trabalhadores representa o grupo com maior participação na população ocupada (57%).

Segundo Ramos dois fatores podem explicar esse comportamento: “O primeiro é que as pessoas com menor escolaridade, independentemente da crise, já vinham perdendo ao longo dos anos espaço no mercado de trabalho. Na hora da crise, como consequência natural, o ajuste é feito em quem vem ganhando espaço, ou seja, aqueles com mais escolaridade."

O outro fator é que pode estar ocorrendo um processo de rotatividade nas empresas, acrescentou Ramos. "Algumas pessoas que ocupam há mais tempo seus postos de trabalho ou que têm salários melhores podem estar sendo dispensadas para dar lugar a outros trabalhadores com salários menores.”

Lauro Ramos considera a preocupante na medida em que os dados sugerem um possível desaquecimento do consumo das famílias. De acordo com o pesquisador, isso poderia dificultar uma recuperação da economia e do mercado de trabalho, que vai depender da velocidade da retomada dos investimentos.

“Em boa medida, o impacto da crise não foi tão forte no Brasil no primeiro semestre, porque o consumo das famílias serviu como espécie de pilar de sustentação para manter a economia aquecida. O alerta existe porque talvez esse mecanismo deixe de atuar com tanta força daqui para a frente para conter os estragos da crise na economia”, disse Ramos.

Ele observou, no entanto, que existem indicadores que abrem espaço para o otimismo. “Há uma série de indicadores, como o desempenho da Bolsa de Valores e a cotação do dólar, que apontam para um otimismo em relação ao ambiente econômico. Há motivos para crer que essa substituição do consumo das famílias por outros instrumentos possa acontecer em curto prazo.”

Repórter Thais Leitão

Fonte: Agência Brasil

 


 

13/08/09 - Votação do relatório sobre crise no setor de emprego é adiada

 

A comissão especial que analisa a repercussão da crise financeira sobre o setor de serviços e emprego adiou para quarta-feira (19) a discussão e votação do parecer apresentado pelo relator, deputado Vicentinho (PT-SP). O adiamento foi solicitado pelo próprio relator.

A próxima reunião está prevista para as 14h30, em plenário a ser definido.

Fonte: Agência Câmara

 


 

13/08/09 - Indústria do Pará cresce, e a do Amazonas tem leve recuo

 

A atividade industrial está em recuperação no Pará. Em junho, ela teve o melhor desempenho desde janeiro, com crescimento de 10% em relação a maio, segundo o Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Idesp) do estado. Seu vizinho, o Amazonas, vive situação diferente, com estagnação na indústria, de acordo com indicadores referentes a junho, divulgados nesta semana pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

 

Depois de ter queda superior a 14% no volume da produção em maio, a indústria paraense voltou a crescer graças ao desempenho dos setores extrativista, madeireiro, alimentício e de bebidas. O minério de ferro continua sendo o principal produto da pauta de exportação do estado, tendo como principal comprador a China. Na média nacional, a produção industrial do Pará apresentou melhora em relação a Goiás (5,6%), Minas Gerais (4,3%) e Espírito Santo (3,8%).

 

Já a indústria amazonense teve recuo de 0,12% em junho, em relação a maio, segundo a Suframa. No sexto mês do ano, o faturamento da atividade industrial do estado foi de US$ 1,982 bilhão, contra US$ 1,985 bilhão do mês de maio.

 

A Suframa reconhece os efeitos da crise econômica mundial sobre o Polo Industrial de Manaus (PIM). No entanto, avalia que as medidas tomadas pelos governos federal e estadual foram fundamentais para amenizar os problemas decorrentes dela.

 

Entre as medidas adotadas, estão a redução do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Além disso, o prazo de recolhimento para fabricantes de motocicletas foi ampliado, em troca da manutenção de empregos.

 

No caso do setor de duas rodas, a Taxa de Serviço Administrativo (TSA) - incidente sobre a importação de insumos pelos fabricantes do segmento – da Suframa deixou de ser cobrada tanto para os montadores quanto para os produtores de componentes.
 

Ao analisar o primeiro semestre deste ano, o superintendente adjunto de Projetos da Suframa, Oldemar Iank, disse que o faturamento do parque fabril de Manaus foi negativo apenas em abril e em junho, na comparação mensal, enquanto cresceu em fevereiro sobre janeiro, março sobre fevereiro e maio sobre abril.

 

Ainda assim, conforme a Suframa, é pouco provável que o desempenho do semestre alcance o faturamento dos primeiros seis meses de 2008, de US$ 30,173 bilhões. Em relação a junho de 2008, o PIM teve queda de 29,78%. Quanto ao número de empregos gerados, houve queda de 86,6 mil para 85,9 mil. Entre maio e junho, as exportações tiveram redução de 5,80%.

 

Mesmo com a queda no faturamento de junho, alguns setores registraram crescimento em relação a maio. O setor ótico, por exemplo, teve faturamento de US$ 11,050 milhões em junho, com aumento de mais de 23% sobre o montante alcançado em maio. Também se incluem nessa relação de destaques o segmento de papel e papelão; as indústrias de bebidas e o polo químico. No mesmo período, o setor de duas rodas teve queda de 1,47%, na comparação entre o faturamento de junho (US$ 449,178 milhões) e o de maio (US$ 455,894 milhões). Repórter Amanda Mota

Fonte: Agência Brasil

 


 

13/08/09 - Aposentadoria especial para vigilantes será debatida na CDH

 

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) realizará, no próximo dia 18, debate sobre aposentadoria especial para vigilantes. Requerimento propondo o debate foi acolhido em reunião realizada nesta quarta-feira (12) pela comissão. A aposentadoria especial para vigilantes é prevista em projeto (PLS 179/08) aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). De autoria do senador Sérgio Zambiasi ((PTB-RS), a matéria prevê um adicional de risco de vida a ser incorporado na aposentadoria desse grupo de trabalhadores.

 

O debate também deverá enfocar outra proposta de interesse dos vigilantes que tramita na CCJ (PLS 173/08). A matéria, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS),inclui esses profissionais no grupo dos que exercem profissão sob risco de vida, sujeitos a acidentes ou violência física.

 

Convidados

Para debater o assunto foram convidados o deputado federal e presidente regional do PT, Chico Vigilante; e os presidentes da Confederação Nacional dos Trabalhadores Vigilantes, José Boaventura Santos; da Federação Interestadual dos Trabalhadores Vigilantes, Vicente Lourenço de Oliveira; da Federação dos Trabalhadores Vigilantes do Paraná, João Soares; do Sindicato dos Vigilantes do Sul, Evandro Vargas dos Santos; e do Sindicato dos Empregados Autônomos do Rio de Janeiro, Fernando Antônio Bandeira.

 

Reforma Agrária

A CDH também aprovou nesta quarta-feira requerimento para realização de audiência pública para debater o processo de reforma agrária, a criminalização dos movimentos sociais e a educação dos camponeses. Para o debate, proposto pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), foram convidados representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), bem como o reitor da Universidade de Brasília, José Geraldo de Souza, e a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Ela Wiecko Volkmer de Castilho.

 

Os senadores também acolheram requerimentos propondo audiências públicas sobre a participação do negro no mercado de trabalho e a campanha contra a redução da maioridade penal.

Fonte: Agência Senado

 


 

13/08/09 - Jornada: a pedido dos empresários comissão geral será em 25 de agosto

 

Os empresários, depois de reunião com presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP), nesta terça-feira (11), pediram para não fazer o debate em comissão geral sobre a redução da jornada de trabalho, sob a alegação de que se trata "de uma questão tão delicada".

 

Mas o debate não será cancelado. Porém, foi transferido do dia 19 para o dia 25 de agosto, a fim de que todos os convidados possam participar.

 

O trabalho de pressão das centrais sindicais continua na Câmara.

 

Toda semana, vários dirigentes sindicais percorrem os gabinetes dos deputados pedindo apoio à aprovação da PEC 231/95, dos ex-deputados e atuais senadores Inácio Arruda (PCdoB/CE) e Paulo Paim (PT/PT), que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais, sem redução de salário e com acréscimo de 75% sobre as horas extras.

 

A proposta já foi aprovada na comissão especial, no dia 30 de junho. Agora, precisa ser votada em dois turnos pelo plenário. Para ser aprovada precisa obter no mínimo 308 votos favoráveis dos deputados.

 

O trabalho de pressão do movimento sindical para aprovar a proposta vai continuar até o final deste ano. (Marcos Verlaine)

Fonte: Diap

 


 

13/08/09 - Crise causa demissões e valor médio real do seguro-desemprego cresce 7%

 

O valor médio do seguro-desemprego cresceu 7% entre janeiro e maio deste ano, na comparação com igual período do ano passado, já descontada a inflação.

De acordo com a nota técnica O seguro-desemprego como resposta à crise no emprego: alcance e limites, divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o valor médio do benefício chegou a R$ 587 no quinto mês do ano, em termos reais.

"A política de valorização do salário mínimo - que é o patamar mínimo da parcela do seguro-desemprego - tem muito a ver com este comportamento positivo. Dado que os aumentos reais do salário mínimo são transmitidos a toda a tabela, não se eleva apenas o valor do piso, mas também os valores dos benefícios acima dele", diz o estudo.

O seguro
O seguro-desemprego foi criado em 1986 para atender aos trabalhadores dispensados sem justa causa que receberam salário consecutivo nos últimos seis meses, que trabalharam com carteira assinada pelo menos seis meses nos últimos 36 meses, que não receberam benefício da Previdência Social (exceto auxílio-acidente ou pensão por morte) e que não possuem renda própria.

No período anterior à crise, o número de segurados expandiu-se consideravelmente, sendo que, entre 2005 e 2008, a alta foi de 26,1%, o que representa 1,4 milhão de pessoas. Quanto à cobertura do seguro, nota-se estabilidade. Entre janeiro de 2005 e maio de 2008, a cobertura tem sido de cerca de 81% entre os demitidos sem justa causa no Brasil.

Devido à crise, o número de segurados, de janeiro até maio deste ano, cresceu mais de 18% no Brasil, na comparação com mesmo período do ano passado.

Fonte: InfoMoney

 


 

13/08/09 - Contrato de experiência celebrado após outro contrato por prazo determinado é nulo

 

O  artigo 452 da CLT desqualifica o contrato por prazo determinado quando a contratação ocorre nos seis primeiros meses após o término de outro contrato por prazo determinado. Nesse caso, ele terá todos os efeitos de um contrato por prazo indeterminado. Com base nesse dispositivo, a 3a Turma do TRT-MG manteve sentença que declarou a nulidade da dispensa e a suspensão do contrato do reclamante, que sofreu acidente de trabalho e se encontra afastado pelo INSS. Assim, o contrato permanecerá suspenso desde a dispensa até a alta médica a ser concedida pelo INSS, quando o trabalhador deverá retornar ao emprego.

 

A reclamada alegou que o contrato de experiência celebrado quatro meses após o término de outro contrato por prazo determinado, seria válido, porque, nesse período, houve alterações nas condições de trabalho. E, por essa razão, o empregado não teria direito à reintegração pelo acidente sofrido, uma vez que não há garantia de emprego no contrato de experiência.

 

Só que ficou comprovado no processo que, em ambos os contratos, o empregado exercia as mesmas funções, de montador mecânico. “O contrato de experiência é por termo certo, com duração máxima de 90 dias, para que as partes, mormente o empregador, possam averiguar os aspectos subjetivos, objetivos e circunstancias acerca da continuação ou não do contrato de trabalho” – esclareceu o juiz convocado Milton Vasques Thibau de Almeida.

 

Assim, o procedimento adotado pela empresa teve por fim fraudar as normas de proteção ao trabalho, além do princípio da continuidade da relação de emprego, que estabelece como regra geral a indeterminação do prazo do contrato. Por isso, conforme disposto no artigo 9o, da CLT, o último contrato celebrado é nulo e não gera efeitos, prevalecendo o contrato por prazo indeterminado que tem benefícios específicos para o trabalhador, como direito à estabilidade acidentária e aviso prévio.

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

12/08/09 - Brasil gera 10 mi de empregos em sete anos, segundo dados da Rais

 

Em 2008, o Brasil alcançou a marca de 39,442 milhões de empregos formais, entre celetistas (com carteira assinada) e estatutários (servidores públicos), aumento de 1,834 milhões (4,88%) em relação a 2007, quando foram registrados 37,607 milhões de trabalhadores com vínculos formais no País.

Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2008), divulgados na última quinta-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Entre 2003 e 2008, o número de empregos gerados foi de 10,7 milhões.

Do total de 1,834 milhão de empregos gerados, 1,698 milhão foram celetistas e 135,9 mil correspondem a vínculos empregatícios estatutários.

O crescimento do emprego contribuiu para o ganho real de 3,52% do rendimento médio dos trabalhadores formais, passando de R$ 1.443,77 em dezembro de 2007 para R$ 1.494,66 em dezembro de 2008.

Os maiores ganhos na média salarial foram registrados no Piauí (8,61%), impulsionados pela elevação nos rendimentos dos serviços médicos e odontológicos.

A Rais é o instrumento do Governo Federal utilizado para identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono Salarial. Em 2008 foram identificados 16,903 milhões de trabalhadores que tinham direito ao benefício.

Declararam a Rais no ano passado 7,143 milhões de estabelecimentos, sendo 3,085 milhões com empregados e 4,058 milhões sem empregados contratados, crescimento de 3,7% em relação a 2007.

Setores
Com alta de 18,33% em 2008, a Construção Civil foi o setor de atividade econômica que apresentou maior crescimento em comparação com 2007.

Todos os setores da economia apresentaram resultados positivos, com o bom desempenho do mercado interno.

O grande impulsionador do mercado em 2008, em termos absolutos, foi o setor de Serviços, que, sozinho, empregou 645,6 mil trabalhadores, alta de 5,41%.

Em seguida, aparecem Comércio, com 483,2 mil postos (7,06%); Construção Civil, com 296,6 mil (18,33%); Indústria de Transformação com 228,7 mil (3,23%); e, Administração Pública, com 111,7 mil empregos (1,36%).

Pessoas com deficiência
Segundo a Rais 2008, 323,2 mil pessoas com deficiência estão ativas no mercado de trabalho. A inclusão está prevista na Lei 8.231, criada para garantir uma oportunidade de emprego para trabalhadores com este perfil.

O levantamento da Rais 2008 mostra que os trabalhadores com deficiência física representam 55,24% desse total. Em seguida, estão os trabalhadores com deficiência auditiva, 24,65%; e com deficiência visual, 3,86%.

Os trabalhadores com deficiência mental representam 3,37% e os com deficiências múltiplas, 1,09% do total. Na situação de reabilitados, foram declarados 11,78%.

Mulheres
Em 2008, a força de trabalho feminina cresceu mais do que a masculina, segundo os dados da Rais. O aumento registrado foi de 5,5% para elas, frente a 4,4% para os homens.

A força de trabalho feminina continua preponderante em relação à dos homens nos níveis de instrução Superior Incompleto e Completo.

O número de mulheres com terceiro grau completo é de 3,6 milhões, contra 2,5 milhões de homens com o mesmo grau de instrução.

Negros
O maior aumento nos rendimentos médios, 5,72%, foi registrado entre os trabalhadores que se declararam negros.

O percentual é superior à média de remuneração de todas as raças somadas, que foi de 2,67%. A remuneração dos trabalhadores negros subiu de R$ 916,77 para R$ 969,24.

Os trabalhadores que se dizem pardos tiveram aumento de 4,83% e os que se declaram brancos registraram menor percentual de aumento real: 1,88%.

Apesar do modesto aumento, os rendimentos médios dos vínculos empregatícios dos trabalhadores brancos ainda são 50% superiores aos daqueles classificados como negros e 43,7% acima dos que se consideram pardos.

Em relação a 2007, verifica-se redução da desigualdade entre os rendimentos de brancos e negros (55,7%) e brancos e pardos (47,8%).

Fonte: Agência Sindical

 


 

12/08/09 - Indústria prevê alta de exportações

Duas pesquisas mostram que a demanda externa começa a reagir, depois da forte queda do primeiro semestre

 

Duas pesquisas revelam uma mudança de humor entre as indústrias exportadoras. Depois de enfrentarem uma forte queda nas vendas no primeiro semestre, as empresas estão mais otimistas em relação aos próximos meses.

Estudo da Fiesp, feito com 78 indústrias do Estado e obtida com exclusividade pela Agência Estado, mostra que os executivos esperam crescimento de 7,6% na receita de exportação sobre o primeiro semestre. Os dados estão no "Indicador Fiesp de Perspectivas de Exportação de Produtos Industrializados" de agosto. Em julho, os empresários previam queda de 1,1% na receita .

Essa reversão nas projeções de exportação é confirmada pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da FGV. No mês passado, 17% das 1.115 indústrias consultadas contavam com crescimento da demanda externa entre julho e setembro deste ano e apenas 9% delas projetavam queda para o período. Em junho, o porcentual de indústrias que apostavam no crescimento era de 13%, enquanto 15% delas previam queda. É a primeira vez desde setembro de 2008, que o número de empresas que preveem aumento nas exportações supera o número de indústrias que projetam retração.

Se as estimativas dos industriais paulistas se confirmarem, as exportações no segundo semestre deste ano vão chegar a US$ 42,119 bilhões. Apesar de 7,6% maiores do que no primeiro semestre de 2009, será uma queda de 33% na comparação com o resultado do segundo semestre de 2008, de US$ 63,553 bilhões. Em 2008, as vendas externas cresceram 13% no segundo semestre ante o primeiro.

"As exportações estão sendo retomadas lentamente e, por isso, melhoraram as expectativas para o segundo semestre", afirma o gerente do Departamento de Economia da Fiesp, André Rebelo. Ele destaca que esse resultado é generalizado entre os setores industriais e não pode ser atribuído a um ou outro gênero que esteja se recuperando mais rapidamente do que outros.

"Houve uma mudança no humor, apesar do câmbio", afirma Alfredo Goeye, presidente da Sertrading, a segunda maior trading do País. Ele destaca a reação nas exportações de commodities metálicas e nos produtos siderúrgicos. Para ele, haverá recuperação nas exportações em razão do fim de período de ajuste de estoques em outros países. Ou seja, a economia mundial começa a se recuperar.

Na indústria de alimentos, a reação recente nos preços do suco de laranja e das carnes são os primeiros sinais que a demanda internacional voltou a crescer, observa Amilcar de Almeida,economista da Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (ABIA). "Isso deve afetar positivamente os contratos de exportação nos próximos três meses." Anne Warth e Márcia De Chiara

Fonte: Agência Estado

 


 

12/08/09 - CAE aprova projeto que altera regra para parcelamento de Imposto de Renda

 

Os senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovaram projeto do senador Raimundo Colombo (DEM-SC) que amplia de oito para nove o número de parcelas em que o contribuinte pode pagar o Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). As prestações seriam de valores iguais e sucessivos. O relator, senador João Tenório (PSDB-AL), havia apresentado uma emenda que não foi acolhida pela CAE. Agora, o projeto deverá seguir para votação da Câmara.

Fonte: Agência Senado

 


 

12/08/09 - Governo confirma que estuda reajuste real para aposentados

 

O Governo confirmou que está tecendo um acordo com sindicalistas para conceder aumento real (maior que da inflação) às aposentadorias com valores acima do salário mínimo.

 

Inicialmente, a ideia é que o reajuste seja aplicado em 2010, mas o percentual, a forma de concessão e a data ainda são pontos indefinidos, que serão discutidos numa primeira ampla reunião nesta quarta-feira (12).

 

Os ministros da Previdência, José Pimentel ,e da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, esclarecem em nota que os estudos técnicos sobre a medida ainda não foram concluídos.

 

"Os percentuais que vem sendo divulgados não correspondem a nenhuma decisão do Governo", acrescenta a nota.

 

"O Governo está negociando um acordo global sobre o tema".

 

"O Governo federal considera que existem condições objetivas para conceder algum tipo de ganho real, também, para os benefícios superiores ao salário mínimo", continua a nota.

 

Esclarece o documento que a medida dá continuidade a acordo entre o Governo e as centrais sindicais, firmado em 2006, que garantiu ganho real ao salário mínimo, além da antecipação da data desse reajuste.

 

Era em maio, mas em 2010 será em janeiro.

 

No acordo, entrou a correção do piso previdenciário, que segue a variação e corresponde a um salário mínimo (R$ 465).

 

Ou seja, também o piso previdenciário tem reajuste pela variação do INPC, mais a variação real do Produto Interno Bruto (PIB) do penúltimo ano.

 

Lembra ainda a nota que, como resultado do acordo, em 2007 o Executivo encaminhou ao Congresso projeto de lei fixando a política de reajuste do salário mínimo até 2023.

 

Norma constitucional, entretanto, veda a vinculação direta ao salário mínimo, dos benefícios de aposentados do setor privado com valores acima do piso previdenciário.

 

O Governo diz que, após a Lei 8.213 de 1991, que fez a regulamentação, vem cumprindo a determinação de reposição da inflação anual nos últimos anos.

 

De forma que, quem tem aposentadoria acima de um salário mínimo (o piso previdenciário), tem recebido a correção anual do INPC.

 

Os ministros informam na nota que as centrais sindicais e a Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) foram convidadas a discutir o assunto nesta quarta-feira à tarde, em Brasília, assim como o chamado fator previdenciário (que tem por objetivo desincentivar a aposentadoria precoce) em discussão no Congresso.

Fonte: Valor Online

 


 

12/08/09 - Empresários pedem a Temer para adiar debate da redução de jornada

 

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB/SP) recebeu, nesta terça-feira (11), empresários de vários setores que pediram o adiamento do debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 231/95.

 

A proposta, já aprovada pela comissão especial da Jornada Máxima de Trabalho, reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais sem o correspondente ajuste nos salários, e aumenta o adicional da hora extra de 50% para 75% sobre o valor da hora trabalhada.

 

O debate do tema está previsto para o dia 18 próximo, em comissão geral do plenário.

 

Impacto
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB/PE), se disse preocupado com a discussão do tema neste momento.

 

"É inoportuno o debate de uma questão tão delicada em meio a uma crise econômica", afirmou.

 

A medida, na avaliação dele, exige um debate mais cuidadoso, "porque é muito sensível devido ao forte impacto que gera nos custos, tanto para o comércio como para a indústria".

 

Pode haver ainda, acrescentou o dirigente, consequências negativas para o próprio emprego, como o estímulo à informalidade, no caso da pequena empresa, ou um aumento significativo e rápido da substituição de mão de obra por máquinas e equipamentos.

 

A PEC 231/95 precisa ser votada em dois turnos pelo Plenário da Câmara, com 2/3 dos votos para ser aprovada. O mesmo procedimento será exigido no Senado. (Com Agência Câmara)

Fonte: Diap

 


 

12/08/09 - Empresários do setor têxtil querem 5% de redução na alíquota do ICMS

 

A Frente Parlamentar em Defesa do Setor Têxtil e de Confecções do Estado de São Paulo, coordenada pelo deputado Chico Sardelli (PV), ouviu nesta segunda-feira, 10/8, as considerações dos sindicatos dos patronatos da indústria têxtil e empregados do setor, que pleiteiam a redução da alíquota do ICMS de 12% para 7% para toda a cadeia têxtil no Estado.

 

Conforme os representantes do setor, a redução de 5% na alíquota não implica queda de arrecadação. Pelo contrário, enfatizou Rafael Cervone Neto, presidente do Sinditêxtil, o Estado arrecadará 9% a mais. Cervone, que há 15 dias se reuniu com o secretário da Fazenda, lamentou a forma como o governo tem tratado as reivindicações do setor. De acordo com o empresário, a indústria têxtil, a maioria concentrada na região de Americana, emprega 1,6 milhão de pessoas; é o maior pólo têxtil da América Latina e é o setor que mais emprega mão de obra feminina no país. “Se não fossem os problemas com a guerra fiscal e a invasão dos produtos asiáticos, a indústria têxtil de São Paulo seria a maior exportadora das Américas.”

 

Fábrio Beretta Rossi disse: "Chega a ser assombrosa a resistência do setor em Americana". O presidente do Sindicato das Indústrias de Tecelagens de Americana e Região (Sinditec) fez um resumo das dificuldades enfrentadas pelo setor. Segundo ele, a crise teve início em 1989, com a abertura comercial aos produtos estrangeiros, no governo de Fernando Collor de Mello. Conforme o empresário, o setor voltou a prosperar em 1996 e por quase uma década seu crescimento foi contínuo. "A partir de 2005, com a importação desenfreada dos produtos chineses e o início da guerra fiscal, o setor voltou a encontrar dificuldades."

 

Urgência

Elias Miguel Haddad, vice-presidente da Fiesp e presidente do Sindicato de Malharias e Meias do Estado (Simmesp) indagou ao deputado Chico Sardelli o que a frente pode fazer para ajudar o setor. "O esforço conjunto é saudável, mas precisamos ser objetivos. Estamos cansados de nos justificar", ressaltou.

 

Os representantes do setor afirmaram que a indústria têxtil não se furta de pagar seus impostos. "Só queremos algo factível", explico Cervone Neto.

 

De acordo com as perspectivas de Ronald Moris Masijah, do Sindicato do Vestuário Feminino e infanto-juvenil, se não houver uma mudança urgente, o setor aguenta só mais um ano.

 

Posição do Legislativo

Chico Sardelli lamentou a falta de políticas públicas para o setor e informou que, caso o Executivo não atenda às reivindicações da frente parlamentar, um órgão técnico da Assembleia, levará o assunto ao Colégio de Líderes da Assembleia.

 

Defensor da redução da alíquota do ICMS, o 1º vice-presidente, no exercício da presidência da Assembleia, deputado Conte Lopes (PTB), comentou o trabalho da CPI da Guerra Fiscal, encerrada em junho de 2008. Lopes disse que ficava impressionado com a quantidade de carros de outros com placas de outros estados que circulam na cidade. Confiante no trabalho do Legislativo, o vice-presidente espera que o setor têxtil seja beneficiado com a redução da alíquota do ICMS.

Fonte: Jusbrasil

 


 

11/08/09 - Centrais fazem manifestações pela jornada de 40 horas e contra demissões

 

As Centrais Força Sindical, CUT, UGT, CTB, CGTB e Nova Central realizam, na próxima sexta-feira (14), manifestações em todo o País contra as demissões, pela redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais e em defesa dos direitos sociais. Serão realizadas panfletagens, comícios, atos públicos e passeatas para marcar a posição dos trabalhadores contra a crise.

 

Passeata - Em São Paulo, haverá uma passeata na avenida Paulista, com concentração na Praça Osvaldo Cruz, a partir das 10 horas e ato público às 13 horas no MASP. No Rio de Janeiro, a Jornada Nacional Unificada de Lutas terá concentração na Candelária, a partir das 10 horas da manhã. Uma passeata sairá do local e percorrerá as avenidas Rio Branco e Chile, onde haverá concentração em frente aos prédios da Petrobrás e do BNDES.

Fonte: Agência Sindical

 


 

11/08/09 - Aprovada contribuição assistencial compulsória para trabalhador

 

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou, nesta terça-feira (11), parecer favorável do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE) a projeto de lei (PLS 248/06) do senador Paulo Paim (PT-RS) que cria a contribuição assistencial, destinada ao financiamento da negociação coletiva e de outras atividades sindicais. Em seu parecer, o relator rejeitou duas emendas do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) à matéria, que já havia sido aprovada em decisão terminativa pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

 

Esse projeto passou a tramitar na CAE graças a requerimento nesse sentido aprovado no Plenário do Senado. Assim, em vez de seguir direto para a Câmara após ser aprovado terminativamente pela CAS, o PLS 248/06 teve não só de passar pelo crivo da CAE, mas voltará a ser examinado pela Comissão de Assuntos Sociais.

 

O único senador a votar contra a criação dessa contribuição assistencial foi Francisco Dornelles (PP-RJ). O parlamentar questionou a criação "de outra contribuição compulsória para os trabalhadores" em meio a uma situação de Custo Brasil elevado; o fato de ser cobrada de trabalhadores não-sindicalizados; e o tratamento isolado de um assunto que deveria ser discutido no âmbito de uma reforma sindical e trabalhista. Paim se comprometeu a analisar as ponderações do representante do Rio de Janeiro durante a reavaliação do PLS 248/06 pela CAS.

 

Além do autor e do relator do projeto, defenderam sua aprovação os senadores César Borges (PR-BA), Osmar Dias (PDT-PR) e Aloizio Mercadante (PT-SP). Na sua argumentação, César Borges contestou que essa contribuição terá reflexo no aumento do Custo Brasil, já que os recursos vão sair do bolso do trabalhador. Osmar Dias apontou como avanços o fato de financiar a negociação coletiva e de seu percentual, que não poderá ser superior a 1% do salário bruto anual do trabalhador em atividade, ser definido em assembléia de trabalhadores. Mercadante afirmou que fortalecer os sindicatos será sempre o melhor caminho para aperfeiçoar a relação capital-trabalho.

 

De acordo com a proposta de Paim, as fraudes, os desvios ou a recusa arbitrária do empregador em fazer o desconto da contribuição da categoria em folha de pagamento serão considerados ilícitos e receberão punições já previstas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), cabendo ainda apuração pelo Ministério Público. As penas incluem multa de dois a 600 valores de referência regionais, entre outras.

 

As empresas que não pagarem a contribuição assistencial ficarão proibidas de obter empréstimos junto a instituições financeiras públicas, bem como de participar de concorrências públicas. Ainda segundo o projeto, quando se tratar de empresa ou órgão público, o não-recolhimento dessa contribuição será considerado ato de improbidade administrativa.

Fonte: Agência Senado

 


 

11/08/09 - Execuções trabalhistas na pauta da Comissão de Constituição e Justiça

 

A Comissão de Justiça pode votar nesta semana o PL 5.140/05, do ex-deputado Marcelo Barbieri (PMDB/SP), que modifica a Consolidação das Leis do Trabalho para dispor sobre a execução trabalhista e a aplicação do princípio da desconsideração da personalidade jurídica. O projeto dispõe sobre a penhora "on line" nas execuções trabalhistas.

O relator da proposta é o deputado Zenaldo Coutinho (PSDB/PA).

Retorno ao trabalho
Nesta semana a Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados pode votar o PL 5.030/09, com origem no Senado Federal (PLS 372/08) que reabre o prazo para requerimento de retorno ao serviço de que trata o artigo 2º da Lei 8.878, de 11 de maio de 1994, que dispõe sobre a concessão de anistia nas condições que menciona, e dá outras providências. O relator da matéria, deputado Mauro Nazif (PSB/RO) ofereceu parecer pela aprovação da proposta.

 

A proposta tramita em caráter conclusivo nas comissões. A matéria seguirá para análise da Comissão de Finança e Tributação; de Constituição e Justiça da Casa. O colegiado se reúne às 10h desta quarta-feira (12) no plenário 12.

Nesta quinta-feira (13), o colegiado se reúne para criar a Subcomissão Especial do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. Na ocasião, será escolhido o presidente e o vice-presidente do colegiado. A reunião será no plenário 15, às 10h.

Transporte público
A Subcomissão de Transporte de Passageiros sobre Trilhos nas Regiões Metropolitanas que funciona na Comissão de Viação e Transportes realiza audiência pública para debater sobre os sistemas metroferroviários de transporte de passageiros operados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

 

Para o debate foi convidado o presidente da CBTU, Elionaldo Magalhães. Ainda sem plenário definido, a reunião vai ser nesta terça-feira (11), às 10h30.

Preconceito
A Comissão de Relações Exteriores de Defesa Nacional realiza audiência pública sobre o preconceito e a discriminação raciais contra afro-brasileiros. A reunião vai ser nesta terça-feira (11), às 14h30, no plenário 3.

Foram convidados o ouvidor da Câmara dos Deputados, deputado Mário Heringer (PDT/MG); a presidente da Secretaria Nacional do Movimento Negro, Edialeda Salgado; e o jornalista Antônio Nogueira.

Reforma universitária
A Comissão Especial da Reforma Universitária realiza, nesta terça-feira (11), audiência pública para a qual foram convidados o presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Guimarães; e o representante da Confederação Nacional da Indústria, Rafael Lucchesi. A reunião será no plenário 5, às 14h30.

Honorário médico
A Comissão de Seguridade Social e Família realiza audiência pública para discutir o PL 1.220/07, que trata da elaboração de tabela de honorários médicos, de odontólogos e outros profissionais, como base mínima para contratos com as operadoras de planos de saúde.

Foram convidados Geraldo Guedes, do Conselho Federal de Medicina; e Benício Paiva, do Conselho Federal de Odontologia. A reunião será no plenário 7, às 14h30.

Terras indígenas
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural realiza audiência pública para discutir o relatório de delimitação da terra indígena Tupinambá de Olivença, localizada nos municípios de Ilhéus, Buerarema, Una e São José da Vitória, na Bahia, e os impactos socioeconômicos nesses municípios.

Foram convidados a presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, senadora Kátia Abreu (DEM/TO); o presidente da Funai, Márcio Meira; e o prefeito de Ilhéus, Nilton Lima. A reunião será nesta quarta-feira (12), no plenário 6, às 10h.

Reforma política com participação popular
A Comissão de Legislação Participativa realiza audiência pública para debater sugestões sobre a reforma política. Representantes de várias organizações sociais debatem sugestões, nesta quarta-feira (12), às 14h30 no plenário 3.

Fonte: Diap

 


 

11/08/09 - Audiência discute projeto de negociação de dívidas de empresas

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público promove na quarta-feira (12) audiência pública para discutir o Projeto de Lei 5082/09, que cria a Lei Geral de Transação em Matéria Tributária. A proposta, de autoria do Poder Executivo, prevê a negociação de débitos tributários de empresas em dificuldades.

Segundo o projeto, as condições de pagamento serão definidas pela Fazenda Nacional, de modo a permitir a continuidade das atividades empresariais e a manutenção dos empregos.

O debate foi sugerido pela relatora do projeto na Comissão de Trabalho, deputada Manuela D'Ávila (PCdoB-RS). A audiência será realizada com a participação da Comissão de Finanças e Tributação.

Convidados
Foram convidados para a audiência:
- o procurador-geral da Fazenda Nacional, Luís Inácio Lucena Adams;
- o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), deputado Armando Monteiro (PTB-PE);
- o presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Antonio José Domingues de Oliveira Santos;
- o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Fernandes Tigre;
- o professor Eurico Marcos Diniz de Santi, representante do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz);
- o presidente da Federação do Comércio do Rio Grande do Sul, Flávio Sabbadini;
- o presidente do Unafisco Sindical e do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, Pedro Delarue Tolentino Filho.

A audiência será realizada às 10 horas, no plenário 12.

Fonte: Agência Câmara

 


 

11/08/09 - Subcomissão vai analisar propostas sobre o FGTS

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público instala na quinta-feira (13) uma subcomissão especial para analisar propostas relacionadas ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O ato de instalação está marcado para as 10 horas, no plenário 15.

Fonte: Agência Câmara

 


 

11/08/09 - Trabalhador poderá fiscalizar se contribuição para aposentadoria foi repassada

 

Os trabalhadores poderão fiscalizar se as empresas estão repassando ao INSS (Instituto Nacional de Segurança Social) os valores abatidos de sua remuneração para fins de aposentadoria e outras coberturas previdenciárias.

Isso porque tramita em caráter conclusivo na Câmara dos Deputados o PL (Projeto de Lei) 7.329/06 do Senado, que obriga as empresas a informarem mensalmente, a cada trabalhador, o valor do recolhimento previdenciário feito em seu benefício ao INSS.

Tramitação
Com o objetivo de evitar que o dinheiro descontado da folha salarial a título de contribuição previdenciária seja apropriado pelas empresas, o PL está sendo analisado pela comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público.

Para agilizar a tramitação da matéria, o relator da proposta na comissão, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), convenceu aos outros deputados a rejeitarem os projetos semelhantes que estavam apensados à medida e que, ao contrário do PL em questão, ainda precisavam ser analisados no Senado.

Dessa forma, se for aprovada na Câmara, a proposta ainda será apreciada pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania, e, depois, irá direto à sanção presidencial.

Fonte: InfoMoney

 


 

11/08/09 - Carteira de Trabalho informatizada já está nas mãos de mais de 2 milhões de trabalhadores

Novo documento incorpora itens de segurança que dificultam fraudes contra seguro-desemprego, FGTS e benefícios previdenciários. Com o novo modelo, comprovante de residência passa a ser exigido. Documento manual continua valendo

 

Desde que foi lançada, em maio de 2008, a carteira de trabalho informatizada já foi emitida para mais de dois milhões de trabalhadores. O novo documento tem tecnologia inviolável, que protege as informações anotadas relacionadas à identificação profissional e à qualificação civil do trabalhador.

 

As versões anteriores da carteira de trabalho, ainda manuais, continuam valendo em todo o Brasil. Os trabalhadores que requisitarem uma nova carteira de trabalho, seja em  primeira ou segunda via, deverão apresentar comprovante de residência - até então não exigido -, foto 3x4 (fundo branco, colorida ou em preto e branco); CPF e documento de identificação (Carteira de Identidade, Certidão de Nascimento ou de Casamento).

 

A segunda via da Carteira Profissional só pode ser emitida em caso de perda, roubo, furto, extravio, danificação ou preenchimento completo do documento - que obriga a emissão de uma via de continuação. A emissão da carteira de trabalho pode ser feita nos nas Superintendências, Gerências e Agências Regionais do Trabalho e Emprego ou em instituições conveniadas.

 

Segurança - A nova Carteira de Trabalho incorpora itens de segurança que impedem fraudes contra seguro-desemprego, FGTS e benefícios previdenciários, além de dotar o país de um eficiente sistema de atendimento ao trabalhador, proporcionando a integração de ações da área de trabalho que facilitem a identificação por intermédio de uma base de dados única.

 

O novo modelo foi lançado em 2008 pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante as comemorações pelo Dia do Trabalho.

 

Primeira via - Para emissão da primeira via, o trabalhador deve apresentar:
- Uma foto 3x4, fundo branco, coloridas ou em preto e branco, iguais e recentes;
- CPF;
- Comprovante de residência;
- Documento que contenham as informações necessárias ao preenchimento da qualificação civil, ou seja: nome, local/estado de nascimento, data de nascimento, filiação e documento com nº e órgão emissor (Carteira de Identidade, ou Certidão de Nascimento, ou Certidão de Casamento).

 

Segunda via - Para os casos de extravio, furto, roubo e perda o requerente deverá apresentar os mesmos documentos para emissão da primeira via, uma foto, o Boletim de Ocorrência Policial ou declaração de próprio punho "sob as penas da lei"; além de comprovar o número da CTPS anterior, por meio de um dos documentos como extrato do PASEP ou FGTS, cópia da ficha de registro de empregado com carimbo do CGC da empresa, termo de rescisão do contrato de trabalho homologado pelo sindicato de classe, ou Ministério do Trabalho ou Ministério Público ou Defensoria Pública ou Juiz de Paz.

 

Para emissão da via de continuação, o requerente deverá apresentar, além da foto e do documento de identificação, a CTPS anterior. Essa substituição só será aceita mediante a constatação do preenchimento total de pelo menos um dos campos da carteira, entre eles contrato de trabalho, férias, anotações gerais.

Fonte: MTE

 


 

11/08/09 - CAE examina projeto que freia escalada das tarifas bancárias

 

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) examina nesta terça-feira, a partir das 10h, projeto de lei complementar que regulamenta a cobrança das tarifas bancárias pelas instituições financeiras. O objetivo é disciplinar a cobrança de taxas pelos bancos e frear a escalada das tarifas, o que vêm pesando no bolso do consumidor.

 

O projeto (PLS 595/07) mantém a liberdade de fixação de preços das tarifas, mas proíbe a cobrança delas em pacotes e serviços; na abertura ou concessão de crédito sobre o pagamento antecipado de dívidas em financiamentos de prazo inferior a 36 meses; e sobre transferência de valores para contas do mesmo titular entre diferentes instituições financeiras.

 

De autoria dos senadores Flávio Arns (PR) e Ideli Salvatti (SC), ambos do PT, o projeto também estabelece que, no atendimento nas agências, os bancos não poderão utilizar critérios diferentes para clientes e não-clientes e o tempo de espera não poderá ser superior a dez minutos, exceto se houver determinação diferente em lei municipal.

 

A proposta também determina que as alterações nos valores das tarifas devem ser feitas com periodicidade mínima de um ano e comunicadas aos clientes com antecedência mínima de 90 dias.

 

O relator, senador Renato Casagrande (PSB-ES), é favorável à aprovação do projeto na forma de substitutivo que apresenta. Após o exame pela CAE, o projeto segue para votação no Plenário.

 

Imposto de Renda

Na mesma reunião, a CAE deve votar, em decisão terminativa, projeto (PLS 59/09) do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), que aumenta de oito para até nove as quotas de parcelamento do Imposto de Renda devido anualmente pelo contribuinte.

 

De acordo com o projeto, que tem parecer favorável do senador João Tenório (PSDB-AL), as parcelas vencerão sempre no último dia útil de cada mês, não podendo incidir nenhum tipo de cobrança de juros ou correção. Se aprovado, o projeto segue para votação do Plenário do Senado.

 

Também em decisão terminativa, a CAE deve votar o projeto (PLS 232/06), do senador Efraim Morais (DEM-PB), que inclui a literatura de cordel entre os segmentos beneficiados com a dedução integral do Imposto de Renda devido sobre quantias destinadas a doações e patrocínios.

 

Programação monetária

Ainda da pauta da comissão constam programações monetárias do segundo e do terceiro trimestres de 2009. Já aprovadas pelo Banco Central, a programação para o terceiro trimestre deixa claro que a economia brasileira dá sinais de recuperação em relação à deterioração assinalada após a intensificação da crise mundial, e projeta expansão do saldo médio da base monetária de 0,6% em setembro e de 10,3% em dezembro de 2009.

Fonte: Agência Senado

 


 

11/08/09 - Estudo aponta aumento no número de aposentados que ganham mínimo

 

O senador Paulo Paim (PT/RS) comentou em plenário, na semana passada, sobre documento que recebeu da Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) segundo o qual, nos últimos 15 anos, 4,5 milhões de aposentados da Previdência Social que ganhavam mais que um salário mínimo passaram a receber apenas um. Só este ano, este contingente foi engordado em 350 mil aposentados.

 

Os dados, informou Paim, são da Associação Nacional dos Auditores da Receita Federal do Brasil (Anfip).

 

De acordo com o estudo, atualmente 18,3 milhões de aposentados no Brasil recebem apenas o salário mínimo.

 

O parlamentar afirmou que até 2020 26,5 milhões de aposentados da Previdência Social passarão a ganhar a menor remuneração vigente no País, caso a Câmara dos Deputados não aprove a proposta que mantém a equivalência das aposentadorias com o número de salários mínimos da época de sua concessão.

 

O parlamentar citou um jornalista que, ao entrevistá-lo, afirmou que, a continuar assim, os trabalhadores não pagarão a contribuição à Previdência em valores acima de um salário mínimo, já que, no futuro, nenhum aposentado ganhará mais do que essa remuneração.

 

Paim citou ainda o advogado gaúcho Pedro Dornelles, professor de Direito Previdenciário, segundo o qual a perda acumulada das aposentadorias e pensões, entre 2004 a 2009, é de 78,84%.

Fonte: Agência Senado

 


 

11/08/09 - Indústria interrompe demissões e já começa a contratar

 

A indústria parou de demitir e começa a contratar. Os resultados de junho de pesquisas, tanto de órgãos do governo como de entidades privadas, indicam que o emprego industrial ou tem uma pequena queda, ou dá sinais de recuperação em relação a meses anteriores. Em julho, pela primeira vez em oito meses, o emprego na indústria automobilística cresceu: foram abertos 300 postos de trabalho, conforme será divulgado hoje pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Além disso, desde o mês passado, foram anunciadas perto de 2 mil vagas nas montadoras.

Assim como na indústria automobilística, há contratações significativas nas siderúrgicas, nas fábricas de eletrodomésticos e até na indústria calçadista. Em razão da reversão no quadro, é consenso entre empresários, sindicalistas e economistas que a fase de demissões em massa ficou para trás. Com os estoques ajustados e o mercado doméstico aquecido, as indústrias se preparam para a temporada de contratações. Quase um quarto (23,2%)das 1.115 indústrias consultadas pela Sondagem Conjuntural da Indústria de Transformação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) em julho pretende ampliar as contratações até setembro, enquanto 15,3% delas planejam demitir.

Pela primeira vez desde outubro de 2008, a fatia de empresas que quer contratar supera a que planeja demitir. Em dezembro, no auge da crise, a situação era inversa: 32,5% planejavam cortes e 15,5%, contratações. Também pela primeira vez desde outubro de 2008, o indicador de emprego previsto para os próximos três meses em julho superou a média desde 1995, aponta a FGV. No mês passado, esse indicador ficou em 107,9 pontos, ante a média histórica de 101,4 pontos e do resultado de junho (97,2). O indicador de emprego previsto é calculado a partir do saldo entre o porcentual de empresas que pretendem contratar e as que planejam demitir, somado 100 e descontada a sazonalidade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

 


 

11/08/09 - Sancionada a lei sobre Mandado de Segurança

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, na sexta-feira (7/8), a lei que regulamenta o uso de Mandado de Segurança individual e coletivo. O Mandado de Segurança coletivo foi criado em 1988 pela Constituição Federal, mas ainda não tinha sido disciplinado pela legislação ordinária. Agora, no Mandado de Segurança não caberão Embargos Infringentes nem condenação ao pagamento de honorários advocatícios, mas poderá ser aplicada pena por litigância de má-fé.

 

O projeto que deu origem a Lei 12.016/09 é de autoria da Presidência da República. Tem como origem portaria conjunta da Advocacia-Geral da União, à época comandada pelo atual presidente do Supremo, ministro Gilmar Mendes, e do Ministério da Justiça. A proposta foi feita por Comissão de Juristas presidida por Caio Tácito e que tinha como relator o professor e advogado Arnoldo Wald e como revisor o ministro do Supremo, Menezes Direito.

 

O PLC 125/2006, que deu origem a lei, recebeu apenas dois vetos do presidente. Na semana passada, contudo, advogados pediram o veto de mais quatro artigos. O pedido não foi atendido. Foi vetado apenas o parágrafo único do artigo 5º do PLC, que diz que o Mandado de Segurança poderá ser impetrado, independentemente de recurso hierárquico, contra omissões da autoridade, no prazo de 120 dias, após sua notificação judicial ou extrajudicial. O argumento é o de que a exigência de notificação prévia como condição para a propositura do recurso pode gerar questionamentos quanto ao início da contagem do prazo.

 

O segundo veto é o do parágrafo 4º do artigo 6º, que dá um prazo de 10 dias para que o autor do pedido conteste a ilegitimidade da autoridade coatora no processo. A justificativa do veto é a de que a redação prejudica “a utilização Habeas Corpus, em especial, ao se considerar que a autoridade responsável pelo ato ou omissão impugnados nem sempre é evidente ao cidadão comum.”

 

Para o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, a nova lei vai permitir a efetivação dos direitos fundamentais protegidos pelo Mandado de Segurança, além de consolidar a jurisprudência dos tribunais nessa matéria. Ele disse à revista Consultor Jurídico que o projeto que originou a lei faz parte do II Pacto Republicano, assinado este ano pelos Três Poderes com o objetivo de tornar o sistema de Justiça mais acessível, ágil e efetivo.

 

Origem da lei

O Mandado de Segurança é usado contra ato de autoridade considerado ilegal ou abusivo. A lei equipara à autoridade órgãos de partidos políticos e administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas e as pessoas naturais no exercício de atribuições do poder público. Um Mandado de Segurança coletivo pode ser ajuizado por partido político com representação no Congresso, sindicatos e entidades de classe criadas há um ano, no mínimo.

 

A medida liminar, contudo, não será concedida para a compensação de créditos tributários, entrega de mercadorias e bens importados, reclassificação ou equiparação de servidores públicos e concessão de aumento ou extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza. Esse foi um dos pontos contestados, em vão, pela advocacia.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

11/08/09 - Ausência de uma cópia compromete análise do agravo

 

A falta de uma única peça na formação do agravo de instrumento compromete sua análise por completo. Com essa decisão, a Seção de Dissídio Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho (TST) rejeitou (não conheceu) agravo do HSBC Bank Brasil S.A – Banco Múltiplo. O banco defendia o julgamento dos temas que não estivessem diretamente ligados à peça ausente no recurso.

 

“A deficiência evidenciada impede o conhecimento do agravo de instrumento porque o agravante está obrigado a formar o instrumento de modo a possibilitar o imediato julgamento do recurso de revista”, alegou o ministro Lélio Bentes Corrêa, relator do processo.

 

O agravo de instrumento, que deve ser instruído com cópias do processo original, é utilizado quanto a parte se sente prejudicada pela rejeição de seu recurso de revista ao TST pelo Tribunal Regional do Trabalho. Se o agravo de instrumento for provido, o Tribunal Superior do Trabalho julgará o recurso trancado pelo Regional. O que não foi o caso agora do HSBC, que perdeu na Terceira Turma do TST e, depois, na SDI-1.

 

Para recorrer à SDI-1, o HSBC utilizou decisão divergente de outra Turma do TST, no caso a Quarta, onde a ausência de algumas folhas da cópia do recurso de revista no traslado do agravo de instrumento não acarretou o não conhecimento total do recurso, mas apenas do tema relativo às páginas faltando.

 

No entanto, o ministro Lélio Bentes citou a Instrução Normativa nº 16/99 do TST e a jurisprudência do Tribunal em sua decisão. “Não se admite a conversão de julgamento em diligência para suprir a ausência de peças, ainda que de translado obrigatório ou essenciais a correta apreensão da controvérsia”, concluiu o relator. (E-A-AIRR 236/2004-191-17-40.0)

Fonte: TST

 


 

11/08/09 - TST adota nova posição e afasta incidência de IR sobre juros de mora

 

O Órgão Especial reformulou na sessão do dia 10 o entendimento do Tribunal Superior do Trabalho sobre a incidência de Imposto de Renda sobre juros de mora. Por maioria de votos (8 contra 3), os ministros decidiram afastar a incidência em razão do artigo 404 do Código Civil de 2002. O dispositivo passou a considerar os juros como perdas e danos, sem fazer qualquer distinção entre juros de mora incidentes sobre parcela de natureza remuneratória ou indenizatória. Segundo entendimento capitaneado pelo ministro Barros Levenhagen, ao qualificar os juros de mora como perdas e danos, em razão do não pagamento em tempo hábil das obrigações de pagamento em dinheiro, a correção assumiu caráter indenizatório, o que afasta a incidência de IR.


Acompanharam o entendimento do ministro Levenhagen os ministros Vantuil Abdala, Carlos Alberto Reis de Paula, Brito Pereira, Maria Cristina Peduzzi, Simpliciano Fernandes, Lelio Bentes e Horácio Pires. O presidente do TST, ministro Milton de Moura França, salientou que, embora a questão esteja pendente de julgamento no STJ, resolveu trazer as seis vistas regimentais que tinha sobre o caso para não retardar os processos. Moura França acompanhou o relator originário, ministro Ives Gandra Martins Filho, que mantinha a incidência do Imposto de Renda, sem prejuízo de rever o seu entendimento quando o STJ fixar tese a respeito. Além do relator originário e do presidente do TST, o ministro João Oreste Dalazen votou nesse sentido. Para Dalazen, a legislação específica do Imposto de Renda é clara ao dispor sobre a incidência ao qualificar os juros de mora como rendimento do trabalho assalariado, e não pode ser sobreposta pela legislação geral (Código Civil). (ROAG 2110/1985)

Fonte: TST

 


 

10/08/09 - PLS 248/06: contribuição assistencial está na pauta da CAE, no Senado

 

O PLS 248/06, do senador Paulo Paim (PT/RS), que acrescenta Capítulo III-A ao Título V da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), para dispor sobre a contribuição assistencial está na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

 

Este é um dos projetos prioritários na agenda dos trabalhadores para o segundo semestre de 2009.

 

O projeto de lei regulamenta a taxa assistencial, cobrada em razão das negociações coletivas de trabalho.

O relator do texto na CAE é o senador Inácio Arruda (PCdoB/CE), que apresentou parecer favorável à matéria.

O projeto já foi aprovado na Comissão de Assuntos Sociais, e caso seja também aprovado na CAE e não haja recurso contrário à decisão deste colegiado, o texto segue para apreciação da Câmara dos Deputados, Casa revisora.  

 

A reunião na CAE será realizada na próxima terça-feira (11), às 10h, no plenário 19, ala Alexandre Costa.

Fonte: Diap

 


 

10/08/09 - Emprego na indústria cai 0,1% em junho e fecha primeiro semestre com 5,1% negativos

 

O nível de emprego na indústria caiu 0,1% em junho, na comparação com maio deste ano. Foi a nona queda consecutiva em relação ao mês imediatamente anterior, mas a menos intensa na passagem de um mês para o outro em oito meses. Em relação a junho de 2008, a queda é de 6,6%.

 

Com esse resultado, o emprego industrial fechou o primeiro semestre com queda de 5,1% em relação a igual período do ano anterior. Nos 12 meses fechados em junho, caiu 1,9%. Os dados, divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram redução no ritmo de queda da atividade do país, segundo destacou a técnica do IBGE Denise Cordovil.
 

“Esses resultados indicam que, apesar das taxas permanecerem negativas, houve uma redução no ritmo de queda nas comparações entre os meses. O que está por trás disso é um maior ritmo da atividade industrial nesse início de ano. Já em relação ao mesmo período do ano passado, as quedas são verificadas porque a comparação se dá com uma base muito elevada, relativa a um período em que a atividade industrial vinha sustentando um ritmo de crescimento ascendente”, explicou ela.

De acordo com o levantamento, em junho, o contingente de trabalhadores diminuiu em 14 locais e em 16 dos 18 setores investigados. As principais regiões onde as demissões superaram as contratações foram São Paulo (-4,6%) e Minas Gerais (-11,0%), que juntas representam 47% do pessoal ocupado na indústria, além da Região Norte e Centro-Oeste (-10,6%) e Rio Grande do Sul (-8,9%).

Houve demissões principalmente nos setores de meios de transporte (-11,6%), máquinas e equipamentos (-10,6%), produtos de metal (-11,2%) e calçados e artigos de couro (-11,7%). Por outro lado, os setores que mais contrataram foram papel e gráfica (8,7%) e fumo (0,7%).

A pesquisa também mostrou que a folha de pagamento dos trabalhadores da indústria voltou a ter queda, depois de ter apresentado recuperação em maio, e fechou o mês em –1,7%. Em relação a junho do ano passado, a taxa ficou em –2,0%. O levantamento mostra também que no fechamento do primeiro semestre, a folha de pagamento caiu 1% na comparação com o mesmo período de 2008, mas teve alta de 2,3% no acumulado de 12 meses até junho (anualizado). Repórter Thais Leitão

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/08/09 - Inflação na construção civil tem alta de 0,48% em julho
 

O Índice Nacional da Construção Civil, calculado por meio do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), fechou julho com alta de 0,48%.

Dados divulgados nesta sexta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o resultado foi superior ao de (0,35%) junho, mas ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano passado (1,03%). No ano, o índice  acumula alta de 4,17% e nos 12 meses encerrados em julho (anualizado), de 9,43%.

 

Segundo o levantamento, o custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 701,62 para R$ 704,97 de um mês entre os dois meses. . Desse total, R$ 405,99 se referem a gastos com materiais e R$ 298,98 com mão de obra.

 

O estudo revela que a parcela dos materiais subiu 0,21 ponto percentual, passando de 0,14% para 0,35%. Já a parcela relativa à mão de obra repetiu a taxa do mês anterior (0,65%).

 

A Região com maior elevação foi a Sul (1,62%), seguida pela Norte, com alta de 0,99%. As demais regiões registraram variações abaixo da média nacional (0,48%): Nordeste (0,34%); Centro-Oeste (0,17%); e Sudeste (0,13%).

 

No ano, a Região Sul também foi a que apresentou a maior variação (4,65%), ficando com a Região Norte o destaque nos últimos doze meses (10,52%). Por outro lado, a Região Norte ficou com o menor acumulado no ano (3,39%) e a Centro-Oeste com o menor nos últimos doze meses (8,75%).

 

Entre os estados, o Paraná (4,04%) e o Amazonas (3,19%) apresentaram os maiores aumentos nos custos da construção, puxados pelos reajustes salariais das categorias profissionais. Os menores resultados foram: Mato Grosso ( 0,03%); Rio de Janeiro (0,06%); e Rio Grande do Norte (0,09%). O Acre assinalou a taxa mais elevada no ano (8,60%) e o nos últimos doze meses (13,41%).

 

Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 746,30, no Sudeste; R$ 690,94, no Norte; R$ 686,96, no Sul; R$ 672,72, no Centro-Oeste e R$ 655,93, no Nordeste. Repórter Thais Leitão

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/08/09 - Comissão aprova incluir empregado em conselho de empresa pública

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (5) o Projeto de Lei 3407/08, do Poder Executivo, que regulamenta a participação de representante dos empregados nos conselhos de administração das empresas públicas, sociedades de economia mista e demais empresas nas quais a União detenha a maioria do capital social com direito a voto.

Segundo a proposta, os estatutos sociais das empresas estatais deverão prever a participação, nos seus conselhos de administração, de representante dos empregados, assegurado o direito do acionista controlador de eleger a maioria dos membros.

Entre outras medidas, o projeto estabelece a forma de eleição e a aplicabilidade da Lei das Sociedades Anônimas (6.404/76), no que se refere aos direitos e deveres dos integrantes dos conselhos e a seu funcionamento.

O relator, deputado Pedro Henry (PP-MT), recomendou a aprovação do projeto. Ele afirmou que a participação dos empregados na gestão empresarial permite superar o confronto entre empregado e empregador, integrando-os e favorecendo a cooperação e a igualdade. Além disso, o relator disse que a proposta cria um sistema democrático de gestão nas empresas estatais.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/08/09 - Seguridade aprova novas datas para 13º de aposentados

Projeto exige o pagamento do abono de Natal em junho e em dezembro. Proposta será votada por outras duas comissões.


A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou na quarta-feira (5) o Projeto de Lei 6140/05, que assegura o pagamento do abono de Natal (também chamado de 13º salário) em duas parcelas aos aposentados e pensionistas do Regime Geral de Previdência Social. Segundo o projeto, o pagamento será feito em junho e em dezembro.

A proposta, do ex-deputado Medeiros (SP), altera a Lei 8.213/91, que regulamenta os planos previdenciários geridos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Parcelamento atual
Atualmente, uma portaria do Ministério da Previdência garante o pagamento, em duas vezes (setembro e dezembro), do abono de Natal a aposentados e pensionistas do INSS. Mas segundo o relator, deputado Ribamar Alves (PSB-MA), esse parcelamento está condicionado à existência de recursos disponíveis no caixa do INSS.

Com o projeto, o pagamento em duas vezes torna-se obrigatório. Para o relator, a mudança vai facilitar a gestão do INSS e suavizar o impacto financeiro, já que o pagamento será feito com uma diferença de seis meses, e não em três meses, como prevê a portaria.

Além disso, segundo Ribamar Alves, a proposta equipara os aposentados e pensionistas do INSS aos trabalhadores regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43), que já recebem o 13º em duas parcelas.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será examinado nas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/08/09 - Comissão aprova falta ao trabalho para cuidar de filho doente

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou na quarta-feira (5) o Projeto de Lei 6243/05, da deputada Sandra Rosado (PSB-RN), que permite ao trabalhador faltar ao serviço, sem desconto salarial, por até 30 dias para acompanhar filho enfermo de até 12 anos.

A proposta altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que já prevê algumas situações de falta sem desconto salarial, como casamento (três dias), alistamento eleitoral (dois dias) ou falecimento de parente direto (dois dias), como cônjuge e filho.

Laudo comprobatório
Segundo a proposta, que foi relatada pela deputada Maria Helena (PSB-RR), o empregado deverá apresentar ao empregador o laudo médico que ateste a necessidade de assistência ao filho em horário incompatível com o do trabalho.

A deputada acredita que a medida beneficia também as empresas. "Nenhuma mãe, nenhum pai produziria com eficiência se não pudesse acompanhar um filho em um momento difícil", disse. "A criança até os 12 anos depende dos pais mesmo sendo saudável. Imagine em uma situação de doença, e ainda mais se a enfermidade for grave", completou.

No seu parecer, Maria Helena rejeitou as mudanças feitas no projeto pela Comissão de Seguridade Social e Família, que assegurava a licença de 30 dias apenas para cada 12 meses de trabalho.

Tramitação
O projeto será analisado agora, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ).

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/08/09 - Lei Maria da Penha está sob ameaça, alerta deputada

 

A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06) comemora três anos sob grave ameaça, segundo alerta a coordenadora da bancada feminina, deputada Alice Portugal (PCdoB-BA). O maior entrave parte do Projeto de Lei do Senado (PLS) 156/09, que reforma o Código de Processo Penal e revoga quase toda a parte específica sobre proteção da mulher. Também são apontadas como questões cruciais para a sobrevivência da lei as ações que questionam, no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Superior Tribunal de Justiça (STJ), a constitucionalidade da legislação e seus procedimentos.

Além da batalha pela não aprovação do PLS 156/09 da forma como está, as ações neste ano, segundo Alice Portugal, devem se concentrar na criação das varas especiais da mulher em todo o País. Ela informou que na Bahia já existem 11 dessas varas, mas disse que é preciso haver mobilização para implantá-las em todo os estados. Para a deputada, apesar de a Lei Maria da Penha ter se tornado um paradigma internacional de combate à violência contra a mulher, copiada em inúmeros países, sua implementação é uma luta que precisa ser renovada.

Projeto polêmico
Tanto em relação à reforma do Código de Processo Penal quanto às ações na Justiça, um ponto central de discórdia é a Lei 9.099/95, que instituiu os juizados especiais criminais e cíveis. O texto do PLS 156/09, que foi elaborado por uma comissão de juristas e será relatado pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES), integra toda essa lei ao código. Dessa forma, é revogado o artigo 41 da Lei Maria da Penha, que exclui da incidência da Lei 9.099/95 os crimes de violência contra as mulheres.

A lei dos juizados especiais favorece a conciliação e não admite a prisão em flagrante ou preventiva. O projeto do Senado só exclui dessa regra os crimes militares, que continuam com seu regime específico. O artigo 296 do projeto também possibilita ao juiz deixar de punir o criminoso caso considere que isso possa ser danoso à harmonia familiar. Para Myllena Calasans de Mattos, do Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfêmea), isso põe por terra os esforços para dar visibilidade ao problema da violência contra a mulher, "que é do Estado e da sociedade".

Ela explica que na sua maior parte os crimes contra as mulheres são de ameaça, dano moral, lesão corporal leve, constrangimento ilegal e violação de domicílio, considerados de baixo poder ofensivo pela legislação geral. "A Lei Maria da Penha é um grande avanço porque conseguiu agravar o crime de violência contra as mulheres, classificando-o como violação dos direitos humanos", afirma.

Para o Cfêmea, revogar esses dispositivos significa um enorme retrocesso e pode, paulatinamente, representar a perda desses direitos e um retorno à Lei 9.099/95, "que consagrou a banalização da violência doméstica como crime de menor potencial ofensivo".

Ações nos tribunais
Os questionamentos no STJ discutem se, no caso dos crimes de lesão corporal leve e culposa, o início da ação só é possível por iniciativa da vítima, que pode inclusive retirar a queixa, ou se o Ministério Público pode tomar essa decisão.

De acordo com o Cfêmea, a exigência de que a mulher faça a queixa e a mantenha nega a eficácia e desvirtua os propósitos da lei, que busca contornar as condições que fazem a vítima retirar a queixa: medo de novas agressões, falta de apoio social, dependência econômica, desconfiança na Justiça, entre outros.

Ao STF, caberá decidir se a Lei Maria da Penha nega ou não a igualdade entre homem e mulher. A deputada Alice Portugal lembra que a lei - relatada na Câmara pela ex-deputada Jandira Feghali e, posteriormente, pela deputada Iriny Lopes (PT-ES) - existe porque a mulher é discriminada e, por causa disso, sofre violência e assédio de todo tipo.

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/08/09 - Mercado de trabalho cresce mais para mulheres

Rais mostra aumento de 5,5% na força de trabalho feminina, frente a 4,44% para homens. Entre profissionais com Nível Superior Completo há mais mulheres que homens no mercado de trabalho

 

Em 2008, a força de trabalho feminina cresceu mais do que a masculina, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2008) divulgados nesta quinta-feira (6) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. O aumento registrado foi de 5,5% para elas, frente a 4,4% para os homens.

 

A força de trabalho feminina continua preponderante em relação à dos homens nos níveis de instrução Superior Incompleto e Completo. Elas são, por exemplo, 3,6 milhões com terceiro grau completo, contra 2,5 milhões de homens com o mesmo grau de instrução. por outro lado, nos níveis que demandam pouca qualificação elas estão em menor número.

 

"Há mais homens ocupando empregos que exigem menos escolaridade porque são vagas que, normalmente, exigem mais trabalho braçal. O mercado de trabalho busca profissionais mais bem preparados, com mais estudo. É um aviso aos jovens para que não deixem de estudar. E o Governo Federal está investindo na preparação dos trabalhadores brasileiros: este ano serão qualificados pelo MTE mais de um milhão de pessoas, beneficiários do Projovem Trabalhador, dos Planos Setoriais de Qualificação, do Jovem Aprendiz e em parceria com as escolas técnicas federais", lembrou Lupi.

 

No Ensino Médio Completo, o número de vagas ocupadas por homens (806,4 mil - 10,68%) cresceu mais do que por mulheres (554,0 mil - 8,80%). Foram registradas no Brasil em 2008 novos 1,3 milhão de postos (9,82%) neste nível de escolaridade. Em números absolutos, este resultado mais que superou a perda ocorrida nas faixas até a Oitava Série Completa do Ensino Fundamental, e, em termos relativos, situa-se bem acima da média nacional (4,88%).

Fonte: MTE

 


 

10/08/09 - Aposentados e pensionistas recebem metade do décimo terceiro a partir deste mês

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que antecipa a primeira parcela do 13º salário dos beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

São cerca de 23,2 milhões de pessoas que irão receber o pagamento na folha de agosto, depositada entre os cinco últimos dias úteis deste mês e os cinco primeiros de setembro. O decreto foi publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (7). Isso representará a entrada de R$ 7,087 bilhões na economia.

Valores
De acordo com a Previdência Social, a maioria dos aposentados e pensionistas irá receber 50% do valor do pagamento, com exceção de quem passou a receber o benefício depois de janeiro deste ano. Neste caso, o valor será calculado proporcionalmente. Os segurados que estão em auxílio-doença também recebem uma parcela menor, já que o benefício é temporário.

O INSS calcula a antecipação proporcional ao período de início do pagamento. Assim, um benefício iniciado em janeiro e ainda em vigor em agosto terá o 13º calculado sobre o valor de oito meses, e o segurado receberá metade desse valor. Em dezembro, caso ainda esteja afastado, recebe o restante do valor. Se tiver alta antes, o valor será calculado até o mês em que o benefício vigorar.

Pela lei, não têm direito ao 13º salário os benefícios de amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.

Fonte: InfoMoney

 


 

10/08/09 - Contribuição fixada por assembléia geral só pode ser cobrada de empregado sindicalizado

 

Ofende o direito constitucional de livre associação e sindicalização cláusula de acordo ou convenção coletiva que impõe a trabalhadores não sindicalizados o pagamento de contribuição em favor de entidade sindical. Esse é o teor do Precedente Normativo 119, do TST, adotado pela 5a Turma do TRT-MG, ao manter a nulidade das cláusulas convencionais que estabeleciam a obrigação de o empregador descontar do salário dos empregados contribuição assistencial para o sindicato.


Orientado pelas Convenções 87 e 98, da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que fixaram o ideal de liberdade sindical, o TST editou o precedente normativo 119, segundo o qual é nula qualquer estipulação de norma coletiva, que obrigue trabalhadores não sindicalizados a contribuírem para entidade sindical.


No caso, o sindicato autor insistia em receber da empresa ré as contribuições confederativas e especiais, argumentando que elas são previstas nas convenções coletivas da categoria. Mas, conforme esclareceu a juíza convocada Maria Cecília Alves Pinto, o artigo 8o, da Constituição Federal, acolheu o princípio da liberdade sindical, dispondo que “é livre a associação profissional ou sindical”. Isso significa que ninguém poderá ser forçado a se associar ou a se desligar de sindicato, conforme prescrito no inciso V, do mesmo artigo 8o, sendo proibidas cláusulas de sindicalização forçada.


Nesse contexto, a contribuição prevista no inciso IV, do artigo 8o, a ser fixada pela assembléia geral, a qual, logicamente, é integrada por empregados sindicalizados, só pode ser estendida a estes empregados, que optaram por se filiar ao sindicato. “Resulta óbvio, portanto, que qualquer deliberação da referida assembléia geral só pode atingir empregados sindicalizados, sob pena de restar malferido o princípio da liberdade sindical”– observou a relatora. (RO nº 01253-2008-139-03-00-7)

Fonte: Abdir

 


 

07/08/09 - Câmara vai promover comissão geral sobre redução da jornada

 

A Câmara vai promover uma comissão geral no próximo dia 18 para discutir a Proposta de Emenda à Constituição 231/95, que reduz de 44 para 40 horas a carga horária máxima de trabalho por semana. O debate foi acertado hoje durante reunião do presidente Michel Temer com representantes das centrais Força Sindical, CUT, NCST, CTB, CGTB e UGT.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que o objetivo da reunião foi discutir um calendário para votação da proposta pelo Plenário. A intenção dos sindicalistas é viabilizar a votação da PEC na primeira ou na segunda semana de setembro.

O deputado informou que as centrais vão iniciar nos próximos dias uma série de ações para pressionar a Câmara a aprovar a proposta. Ele adiantou que, no dia 14 de agosto, as centrais vão promover manifestações em todas as capitais pela aprovação da PEC. As ações ainda incluirão reuniões com líderes para negociar apoio das bancadas para a inclusão da matéria na pauta do Plenário.

Paulo Pereira calcula que já tem o apoio de 90% dos líderes para a inclusão da PEC na pauta, mas admite que o mérito da proposta será decidido no voto. Ele acredita, no entanto, que o calendário eleitoral pode ajudar na aprovação da matéria. "No ano que vem há eleição, e os deputados precisarão do apoio dos trabalhadores", disse

Fonte: Agência Câmara

 


 

07/08/09 - Audiência discutirá projeto que impede privatização de cinco empresas de energia

 

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) realiza nesta quinta-feira (6) audiência pública para debater proposta da senadora Fátima Cleide (PT-RO). Esse projeto de lei (PLS 51/04) prevê que poderão ser excluídas do Programa Nacional de Desestatização cinco concessionárias de energia elétrica: Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia Energética do Amazonas (Ceam) e Companhia Energética do Piauí (Cepisa).

 

Dois ministros foram convidados para debater o assunto: Edison Lobão, das Minas e Energia e Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. No entanto, Lobão ainda não confirmou sua presença e Miguel Jorge informou que não participará (ele será por Sarah Misrael Lachter).

 

Outro convidado, o presidente das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás), José Antônio Muniz, será representado pelo diretor de distribuição, Flávio Decat. Também participará da audiência o presidente da Federação Nacional dos Urbanitários, Franklin Moreira.

 

O projeto

A matéria recebeu parecer favorável de seu relator, o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que apresentou uma emenda ao texto. A proposta será votada em decisão terminativa na CCJ.

 

Ao analisar o mérito da matéria, Valadares observou que as cinco distribuidoras de energia elétrica em questão tinham originalmente capital estadual, mas foram "federalizadas" na década de 1990. Segundo acrescentou, esse seria o primeiro passo para transferir seu controle acionário para a iniciativa privada. Entretanto, ao contrário de outras concessionárias estaduais do setor, a Ceron, a Eletroacre, a Ceal, a Ceam e a Cepisa até hoje não foram privatizadas.

 

Após afirmar que a privatização do setor levou a "aumentos exacerbados" nas contas de energia elétrica e, em muitos casos, à queda na qualidade dos serviços prestados, principalmente de atendimento ao consumidor, o relator considerou importante livrar as cinco concessionárias de energia da possibilidade de desestatização.

 

"Transferi-las para acionistas privados implicará privar a população dos estados de Rondônia, Acre, Alagoas, Amazonas e Piauí de tarifas módicas e de serviços de qualidade", argumentou Valadares em seu parecer.

Fonte: Agência Senado

 


 

07/08/09 - CNI: Senado precisa superar impasse político

 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), em nota divulgada nesta quarta-feira (5), afirmou que o Senado precisa superar o atual impasse político. Fazendo referência à crise que a instituição passa por conta das denúncias envolvendo a Casa e o seu presidente, José Sarney (PMDB-AP), a CNI aponta que o Legislativo não pode ficar imobilizado.

 

Na nota, a CNI aponta que a crise política é localizada e o "cenário econômico, adverso". "Há muito por construir. São necessárias ações mais sistêmicas para superar as adversidades do momento. Temos responsabilidades. A indústria brasileira responde por geração de renda e emprego e necessita da construção de consensos em torno de uma agenda mínima voltada à competitividade do País", disse a Confederação.
 
A instituição ainda lista projetos que poderiam ser votados, mas que não apreciados devido à crise. "Há no Senado, projetos importantes para o desenvolvimento brasileiro, a exemplo da Lei de Licitações, Cadastro Positivo e da Reformulação da Defesa da Concorrência, além de novas medidas para enfrentar a crise."

 

Leia a íntegra da nota:

O BRASIL TEM PRESSA: O SENADO NÃO PODE PARAR

 

O Senado Federal precisa superar o atual impasse político.

 

Divergências são da essência do processo democrático. Mas a virulência do embate político deve ceder à essencialidade do diálogo comprometido com o País. As investigações são primordiais, mas seu curso não pode imobilizar o Legislativo.

 

Qualquer que seja o desfecho, é fundamental um pacto que assegure uma agenda  deliberativa.  Deve  ser mantida a confiança na representação eleitoral e nos partidos políticos.

 

Democracias plenas dependem de instituições fortes, sintonizadas com sua época. A sociedade brasileira rejeita a paralisia institucional, que emperra o Senado e atrasa a condução de temas importantes da agenda nacional. O  fim do recesso  parlamentar deve marcar a retomada dos trabalhos  legislativos, priorizando a superação dos desafios impostos pela crise global.

 

O Brasil não pode perder tempo.

 

A atual crise política é localizada e o cenário econômico, adverso. Há muito por construir. São necessárias ações mais sistêmicas para superar as adversidades do momento.

 

Temos responsabilidades. A indústria brasileira responde por geração de renda e emprego e necessita da construção de consensos em torno de uma agenda mínima voltada à competitividade do País.

 

Há no Senado, projetos importantes para o desenvolvimento brasileiro, a exemplo da Lei de Licitações, Cadastro Positivo e da Reformulação da Defesa da Concorrência, além de novas medidas para enfrentar a crise.

 

É fundamental que as forças políticas, em consonância com as aspirações da sociedade, atuem para a modernização e o aperfeiçoamento do Poder Legislativo, condição fundamental para a plena restauração de seu insubstituível papel em um ambiente democrático.

CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA (CNI)

Fonte: Congresso em foco

 


 

07/08/09 - Faturamento da indústria tem oitava queda desde início da crise

 

O faturamento real de indústria cresceu 1,6% em junho em comparação a maio, mas teve queda de 5,8% em relação a junho do ano passado. Foi a oitava baixa nesse tipo de comparação desde o início da crise internacional, que começou a refletir no Brasil em outubro de 2008.

 

Quando a comparação é entre semestres, a queda registrada neste ano foi de 7,7% em relação ao ano passado. A utilização da capacidade instalada passou de 79,8% para 79,3% de maio para junho. A queda foi maior em relação a junho de 2008, quando o índice foi de 83,2%.

 

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), os indicadores de junho, divulgados nesta quinta-feira (6) ainda não mostram trajetória definida de recuperação do setor. Os dados revelam que o faturamento e as horas trabalhadas no período cresceram em junho, enquanto emprego, massa salarial e utilização da capacidade instalada registraram queda no período.

 

A  massa salarial foi 2,9% menor à de junho do ano passado. No semestre, a baixa acumulada é de 1,7%, comparando-se com igual período de 2008.

 

“Se isso se reduz, pode haver queda do consumo, atrapalhando o crescimento”, explicou Renato Fonseca, gerente executivo da CNI.

 

No mês as horas trabalhadas aumentaram 0,2% em comparação a maio, mas caíram 9,5% se comparadas a junho do ano passado. No semestre, o setor acumula queda de 8,4% no total de horas trabalhadas. Repórter Daniel Lima

Fonte: Agência Brasil

 


 

07/08/09 - Instituições patronais comunicam ao governo saída do Codefat

 

Entidades patronais enviaram carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializando a saída do Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (Codefat).

A carta foi assinada pela Confederação Nacional da Indústria (CNC), Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) e enviada ontem (6) ao presidente.

No texto, as entidades afirmam que houve quebra de acordo na última eleição do conselho. "Não há como compactuar com a quebra de acordo que, há anos, vem tornando possível o funcionamento paritário do Codefat, bem assim com a eleição de representantes de confederação sobre cuja criação recaem fortes suspeitas de ilegalidade, encontrando-se inclusive sub judice", diz o texto.

No último dia 30 de julho, o candidato da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Luigi Nese, foi eleito presidente do Codefat. As confederações que assinam a carta alegam que houve quebra de acordo porque a legislação que rege o Codefat diz que a escolha do presidente é feita por meio de rodízio entre as entidades dos trabalhadores, empresários e do governo que integram o órgão.

Na ocasião, o representante da CNI, Lourival Dantas, disse que já havia um acordo para que fosse eleito o representante da CNA Fernando Antônio Rodrigues e que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, interferiu no processo ao dar preferência e apoiar o candidato da CNS. As quatro confederações decidiram então abandadonar o conselho que integravam desde 1990.

Carlos Lupi negou que tenha interferido no processo de escolha do novo presidente do Codefat.

Repórter Yara Aquino

Fonte: Agência Brasil

 


 

07/08/09 - Cresce o número de trabalhadores formais no Brasil

Dados da Relação Anual de Informações Social (RAIS) mostram que 1,8 milhão de pessoas entraram para o mercado formal de trabalho em 2008. Em 7 anos, foram gerados mais de 10 milhões de empregos no país

 

Em 2008, o Brasil alcançou a marca de 39,442 milhões de empregos formais, entre celetistas e estatutários, aumento de 1,834 milhões (4,88%) em relação a 2007, quando foram registrados 37,607 milhões de trabalhadores com vículos formais no país. Os números são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais 2008), anunciados na manhã desta quinta-feira (6) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

 

"Em 2009 chegaremos à marca de 40 milhões de empregos formais no Brasil. Só no governo Lula foram gerrados 10,7 milhões de empregos formais gerados no país. Tivemos o quarto melhor resultado em 20 anos", comentou Lupi.

 

Do total de 1,834 milhão de empregos gerados, 1,698 milhão foram com carteira assinada (celetistas), e 135,9 mil  de vínculos empregatícios estatutários (servidores públicos). O crescimento do emprego contribuiu para o ganho real de 3,52% do rendimento médio dos trabalhadores formais, passando de R$ 1.443,77 em dezembro de 2007 para R$ 1.494,66 em dezembro de 2008.

 

Declararam a Rais 2008 7,143 milhões de estabelecimentos, sendo 3,085 milhões com empregados, e 4,058 milhões de estabelecimentos sem empregados contratados, representando um crescimento de 3,7% no total de estabelecimentos, em relação a 2007.

 

A Rais é o instrumento do Governo Federal utilizado para identificar os trabalhadores com direito ao recebimento do benefício do Abono Salarial. Em 2008 foram identificados 16,903 milhões de trabalhadores com direito ao benefício ante 15,561 milhões em 2007.

Fonte: MTE

 


 

07/08/09 - Dieese: energia pressiona alta do custo de vida em julho

 

O custo de vida para o morador na cidade de São Paulo subiu 0,49% em julho, o que representou uma aceleração de 0,44 ponto porcentual sobre a taxa de 0,05% apurada no mês anterior pelo Índice do Custo de Vida (ICV) do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado ontem. O destaque foi o aumento de 9,80% da tarifa de energia elétrica. Por conta do reajuste na conta de luz, o grupo de preços relacionados à habitação, que em junho havia fechado em alta de 0,19%, registrou no mês passado um aumento de 1,62%. Ao considerar só a eletricidade, a contribuição foi de 0,29 ponto porcentual no cálculo da inflação de julho.

Dentro do grupo Habitação, outro subgrupo que mostrou elevação de taxa de variação foi o da conservação do domicilio (1,51%), pressionado pelo aumento da mão de obra da construção civil (2,93%). Material de construção ficou praticamente estável (0,03%).

Outro grupo que também contribuiu para a elevação do ICV em julho na capital paulista foi o de Transporte, que saiu de uma deflação de 0,64% em junho para uma alta de 0,51% em julho. A explicação é a subida do preço do litro do álcool combustível em 4,26%, depois de ter caído 6,31% em junho. "Portanto, não foi devido a grandes altas em seus preços, mas sim consequência da interrupção de seu comportamento declinante", ponderaram os técnicos do Dieese.

No caso da Alimentação, segundo maior grupo do índice, a média de reajuste dos preços desacelerou de 0,55% em junho para 0,42% em julho. Dois subgrupos responderam por essa desaceleração: produtos in natura e semielaborados, cuja taxa passou de 0,38% para 0,11% e alimentação fora do domicilio (de 0,83% em junho para 0,57% em julho). A desaceleração do grupo Alimentação só não foi maior porque a indústria da alimentação apresentou aceleração da variação de 0,60% em junho para 0,70% em julho.

De acordo com o levantamento do Dieese para o ICV do mês passado, dois grupos fecharam com queda na média de seus preços. O Vestuário fechou em baixa de 0,75% ante uma alta de 0,10% em junho e o de Equipamentos Domésticos ficou negativo em 0,59% depois de ter subido 0,42% em junho.

Custo maior para menor renda
O ICV de julho pesou mais para as famílias mais pobres, aquelas com renda média mensal de R$ 377,49. Para este grupo, o ICV subiu 0,74% no mês passado. Para famílias com o perfil de renda intermediária, de R$ 934,17 por mês, a inflação foi de 0,54% e para os mais ricos, com renda média de R$ 2.792,90, a pesquisa de preços apurou um ICV de 0,39%. Segundo o Dieese, "os níveis de rendimento referem-se aos valores definidos para junho de 1996, quando da implantação da atual ponderação do ICV."

A inflação maior para os mais pobres se justifica pelo aumento da conta de luz, que pesa mais no orçamento do que no dos mais ricos, e pelo reajustes nos preços dos alimentos industrializados. De acordo com o Dieese, as alterações nos preços tiveram impactos decrescentes para as famílias na medida que aumenta o nível de renda.

Fonte: Agência Estado

 


 

07/08/09 - São Paulo e Roraima se destacam na geração de empregos

Paulistas com emprego formal são 634 mil. Número de roraimenses celetistas ou estatutários cresce 12,41%.

Oferta de emprego no Nordeste cresce mais do que o Sul

 

Em 2008, das 27 Unidades da Federação, 26 alcançaram resultados positivos na geração de empregos formais, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2008) divulgada nesta quinta-feira (6) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. São Paulo, em números absolutos, e Roraima, em números relativos, forma os estados que mais se destacaram na geração de novos empregos celetistas e estatutários.

 

"Pelo segundo ano seguido o emprego no Nordeste cresceu mais do que no Sul, o que mostra uma tendência de crescimento econômico maior nas áreas mais carentes do Brasil", avaliou Lupi.

 

O estado de São Paulo, com 634.300 mil novas vagas, lidera o ranking de geração de empregos formais no país. Em seguida vêm Minas Gerais (148 mil), Paraná (125 mil), Rio Grande do Sul (95,5 mil), Santa Catarina (79,8 mil) e Bahia (76,8 mil). Apenas Sergipe registrou saldo negativo, com perde da 1,4 mil postos.

 

Em comparação com o estoque de trabalhadores registrados em 2007, sobressairam os estados de Roraima, com aumento de 12,41% no nível de emprego, Piauí (12,31%), Maranhão (11,82%) e Amapá (10,44%).

Fonte: MTE

 


 

07/08/09 - Juiz livra 10 milhões de trabalhadores de desconto de INSS sobre aviso prévio

 

Uma sentença da Justiça Federal no Distrito Federal manteve uma decisão da primeira instância que livra os dez milhões de trabalhadores do comércio do país de terem descontados os 8% de contribuição previdenciária sobre o aviso prévio indenizado. Outras decisões de mérito da primeira e da segunda instância já foram proferidas sobre o tema, mas essa é a de maior impacto. A ação beneficia todos os trabalhadores associados a entidades filiadas à Confederação Nacional dos Trabalhadores do Comércio (CNTC).

 

A decisão foi dada pelo juiz federal Nóvely Vilanova da Silva Reis, da 7ª Vara do Distrito Federal. Na sentença, o magistrado declara que o tributo não pode ser exigido em decorrência da revogação, pelo Decreto nº 6.727, de janeiro deste ano, de um dispositivo do Decreto nº 3.048, de 1999, que vedava a cobrança. A medida, de autoria do governo federal, foi publicada em meio às demissões em massa decorrentes da crise econômica atual.

 

O benefício aos trabalhadores foi obtido pelo advogado Fabio Zanão, da banca Fortunato, Cunha, Zanão e Poliszezuk Advogados, que faz parte do corpo jurídico que assessora a CNTC. Sua principal argumentação foi a de que o aviso prévio tem caráter indenizatório e, por isso, sobre ele não pode incidir a contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Isso porque, segundo Lei nº 8.212, de 1991, a base de cálculo da contribuição previdenciária é formada por verbas remuneratórias. O mesmo argumento vale para as empresas que entram na Justiça para não ter que recolher a contribuição sobre o aviso prévio ao INSS.

 

Outras decisões de mérito já foram proferidas no mesmo sentido. Em maio, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região confirmou a liberação das 18 mil empresas associadas ao Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejista) e das 30 associadas ao Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp) do Distrito Federal de recolherem a contribuição previdenciária.

Fonte: Jusbrasil

 


 

06/08/09 - Indústria mostra recuperação em oito regiões do País em junho

Na comparação com 2008, todas as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE mostram queda na atividade industrial

 

A produção industrial cresceu em oito das 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em junho na comparação com maio. A média nacional de crescimento foi de 0,2%. Na comparação com o mesmo mês de 2008, todas as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE mostraram queda na atividade industrial.

 

As maiores expansões mensais vieram de Pará (+10,2%), Goiás (+7,4%) e Bahia (+7,2%). Também houve aumento de produção em Minas Gerais (+3,3%), Região Nordeste (+2,9%), Santa Catarina (+1,4%), Rio Grande do Sul (+1,1%) e Rio de Janeiro (+0,5%). Por outro lado, o IBGE destacou as quedas da atividade industrial em São Paulo (-2,0%) e Paraná (-9,0%).  

 

No primeiro semestre, a produção industrial regional caiu em todas as 14 regiões pesquisadas pelo IBGE nesta quarta-feira, 5, em comparação com o mesmo período do ano passado. As quedas mais expressivas foram em Espírito Santo (-29,3%), Minas Gerais (-21,3%), Amazonas (-16,8%), São Paulo (-14,4%) e Rio Grande do Sul (-13,5%). Tais recuos foram maiores que a queda recorde da média nacional, de 13,4%.  

 

De acordo com o IBGE, as regiões com maiores quedas foram afetadas pelo menor dinamismo das exportações, dos bens de consumo duráveis (automóveis, celulares e eletrodomésticos são citados pelo Instituto) e de bens de capital.

 

Na comparação de junho com o mesmo mês do ano passado, a produção industrial caiu em 12 das 14 regiões consultadas. A maior queda foi no Espírito Santo, de -25,2%, e o menor recuo foi de -3,2% na Região Nordeste. Em São Paulo, a queda foi de -13,4%. Só houve alta na Bahia, de 2,4%, e em Goiás, de 1,1%.

Fonte: Agência Estado

 


 

06/08/09 - Preço da cesta básica cai em 15 capitais em julho, diz Dieese

Com base nos preços cobrados em produtos e serviços de necessidade básica, salário mínimo deveria ser R$ 1,994 mil

 

O valor da cesta básica caiu em 15 capitais brasileiras no mês julho sobre o mesmo período do ano anterior, informou nesta quarta-feira (5) o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Na comparação com junho, 14 capitais, capitais incluídas na Pesquisa Nacional da Cesta Básica, registraram queda e apenas três tiveram alta no valor dos produtos.

Manaus, Brasília e Belém apresentaram alta, de julho sobre o mês anterior, de 0,75%, 0,69% e 0,05%, respectivamente, no preço das cestas. Já as maiores retrações foram verificadas em Goiânia (-8,11%), Rio de Janeiro (-3,78%), Fortaleza (-3,47%) e Curitiba (-3,19%).

Com base nos preços cobrados em alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese faz uma cálculo de qual seria um valor de salário mínimo suficiente para suprir todas as necessidades de uma família.

Para julho, o valor calculado seria de R$ 1.994,82, ou 4,29 vezes o mínimo em vigor, de R$ 465. Em junho, seria de 2.046,99 (4,4 vezes o valor vigente), e em julho de 2008 o piso deveria atingir R$ 2.178,30, o maior valor calculado pelo Departamento.

Fonte: Abril.com

 


 

06/08/09 - Crescimento da indústria em SP é interrompido após 5 altas

Na comparação com junho de 2008, 16 dos 20 setores pesquisados da indústria paulista mostraram queda

 

Depois de cinco meses consecutivos crescendo em relação ao mês imediatamente anterior, a produção industrial em São Paulo voltou a cair em junho ante maio (-2,0%). O índice de média móvel trimestral, porém, continuou positivo com 0,4% no período terminado em junho, acumulando alta de 4,1% desde março. Na comparação do segundo trimestre com o primeiro trimestre deste ano, na série com ajuste sazonal, a produção industrial paulista cresceu 2,7%.

 

Na comparação com junho do ano passado, dezesseis de vinte setores pesquisados da indústria paulista mostraram queda e levaram à média de -13,4%. As quedas destacadas pelo IBGE em SP nesta comparação foram material eletrônico e equipamentos de comunicações (-64,8%), máquinas e equipamentos (-31,7%) e veículos automotores (-19,7%). O Instituto também destacou o crescimento em relação a junho de 2008 dos setores farmacêutico (+13,7%), outros equipamentos de transporte (+16,9%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+3,4%).

 

No primeiro semestre, a produção industrial paulista caiu 14,4% e, nos 12 meses terminados em junho, a queda foi de 6,4%. Na comparação do segundo trimestre com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 13,8%. No primeiro trimestre, a redução em relação a igual período de 2008 havia sido de 13,8%.

Fonte: Agência Estado

 


 

06/08/09 - Brasil e Alemanha assinam acordo de cooperação técnica na área do trabalho

Países trocarão experiências e Brasil mostrará ações em Saúde e Segurança do trabalhador e inspeção do trabalho

 

Mais uma vez as boas ações na gestão de políticas públicas do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é objeto de estudos por outros países. Nesta terça-feira (04), o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, assinou termo de cooperação técnica com a Alemanha, com objetivo de aproximar as relações institucionais entre os dois países em políticas de emprego e renda e trocar experiências na área de saúde e segurança e inspeção do trabalho.

 

"Recebi a visita do vice-ministro do Trabalho da Alemanha, Klaus Brandner, com intuito de começar a colocar em prática as nossas trocas de experiências para ver se os bons exemplos de cada país cabem ao outro e contribuir no que for possível para aprimorar as respectivas instituições", disse.

 

A Alemanha tem interesse na parceria com a Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Saúde e Segurança no Trabalho (Fundacentro) para o envio de técnicos que possam ensinar as boas práticas realizadas no Brasil na área de saúde e segurança no trabalho. Também se interessa pelo desempenho na área da inspeção do trabalho, realizada pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT).

Fonte: MTE

 


 

06/08/09 - Setor de brinquedos passa a fazer parte da política industrial
 

Com a meta de ganhar espaço diante da concorrência chinesa e de aumentar a competitividade dos produtos nacionais, o setor de brinquedos foi incluído na política industrial. Criado em maio do ano passado para estimular a indústria nacional, o programa agora conta com 27 setores.

Depois de três meses de discussões, empresários da área e técnicos do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as metas e as diretrizes que guiarão as políticas para o setor foram definidas hoje. As propostas ainda vão ser analisadas por um comitê executivo formado por diversos ministérios, que definirá ações, prazos e elaborará um cronograma de acompanhamento.

A inclusão do setor na política industrial tem como objetivo fazer a indústria de brinquedos alcançar diversas metas até o final de 2010. Entre os compromissos assumidos, estão o aumento de 12% no faturamento (que encerrou 2008 em R$ 2,5 bilhões), a geração de 1 mil empregos e a elevação da participação dos produtos nacionais de 55% para 65% das vendas. A fatia de mercado restante está nas mãos dos chineses.

A política industrial também prevê a redução real (sem levar em conta a inflação e o câmbio) de 5% nos preços dos brinquedos produzidos no país. “Isso só poderá ser feito por meio da melhoria da competitividade do produto nacional, que exige esforço conjunto do setor e do governo”, disse o secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Armando Meziat.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa, uma das principais medidas necessárias para baratear a produção consiste no investimento em capacitação técnica e design. “As crianças querem brinquedos inspirados em personagens estrangeiros. Se nossa indústria puder criar personagens nacionais, os custos com royalties certamente serão menores”, explicou.

O combate às importações subfaturadas – declaradas com preço menor que o valor real – também consta nas diretrizes definidas. Para isso, a nova política prevê a articulação com a Receita Federal para evitar sonegações. “Em 2008, o quilo do brinquedo importado custava US$ 8,70. Queremos elevar esse valor para R$ 10, que é o preço internacional”, destacou Synésio.

Outras propostas também preveem a redução de Imposto de Importação sobre peças de brinquedos e a concessão de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor. “Nosso objetivo é que o banco financie metade dos R$ 20 milhões dos investimentos programados até 2010”, afirmou o presidente da Abrinq.

O setor de brinquedos está na lista negra do BNDES desde 1995, quando a indústria nacional, segundo Synésio, quase faliu por causa da liberação das importações que se seguiu ao lançamento do Plano Real. “Por causa de dívidas daquela época, até hoje estamos impedidos de contrair financiamentos do BNDES”, reclamou. A Abrinq reivindica a exclusão do setor do Cadastro Informativo de Créditos Não Quitados do Setor Público Federal (Cadin).

Com 441 fábricas no país, a indústria de brinquedos emprega 4 mil pessoas na linha de produção. De acordo com a Abrinq, 75% das fábricas do setor são formadas por micro e pequenas empresas.

Fonte: Agência Brasil

 


 

06/08/09 -