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31/08/10
-
Economia brasileira tem condições de crescer 5,5% ao ano
até 2014, diz Mantega
31/08/10
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Seguro-Desemprego poderá ser
depositado em conta bancária
31/08/10
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Projeto estabelece prazos de aviso
prévio segundo o tempo de serviço
31/08/10
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Proposta prevê devolução de impostos pagos por
contribuintes de baixa renda
31/08/10
-
Membros da Cipa têm garantia de emprego, mesmo sem
formalização da comissão
31/08/10
-
CNI: construção civil seguiu em expansão em julho
31/08/10
-
Mantega nega elaboração de
proposta de reforma da Previdência
31/08/10
-
Sebrae lança site com perfil dos
trabalhadores e das micro e pequenas empresas
30/08/10
-
Agenda Política: Senado faz
segundo esforço concentrado antes do pleito
30/08/10
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Ibope: com 51%, Dilma vence Serra
já no 1º turno
30/08/10
-
Sair de férias sem receber
pagamento dá direito a remuneração em dobro
30/08/10
-
STF suspende correção de poupanças
de planos econômicos
30/08/10
-
Taxa de desemprego deve registrar
o índice mais baixo da história até final do ano
30/08/10
-
Coleta de lixo em aeroporto dá
direito a adicional de insalubridade
27/08/10
-
Indústria de SP puxou recorde da
população ocupada
27/08/10
-
Taxa de desemprego medida pelo
IBGE cai para 6,9% em julho
27/08/10
-
Negociações salariais de 2010 são
as mais vantajosas para o trabalhador, diz Dieese
27/08/10
-
Ficha Limpa alcança todos os
candidatos já condenados
27/08/10
-
Entenda o Ficha Limpa
27/08/10
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Órgão público pode assumir dívidas
trabalhistas de terceirizados
27/08/10
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Ordem judicial determina
contratação de médicos pelo INSS
27/08/10
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PL garante advogado em causas de
até 10 salários
27/08/10
-
Trabalhadores negociam mais e
melhor, mas rotatividade de mão de obra limita aumento
salarial médio
26/08/10
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Dieese: rendimento médio do
trabalhador sobe para R$ 1.265 em junho
26/08/10
-
Dieese apresenta projeto piloto
para formalizar 5 mil trabalhadores
26/08/10
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Dieese: desemprego é menor em BH e
Porto Alegre
26/08/10
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Projeto regula compra de ações de
empresas por seus empregados
26/08/10
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Empresa tem de garantir
estabilidade a temporário
26/08/10
-
Fabricante assina acordo para
indenizar trabalhadoras
26/08/10
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STJ decide que bancos devem pagar
correção das poupanças de planos econômicos
25/08/10
-
Orçamento do FGTS aumenta para R$
71 bilhões neste ano e bate recorde histórico
25/08/10
-
Pesquisa CNT/Sensus: Dilma abre
vantagem de 18 pontos percentuais sobre Serra
25/08/10
-
INSS envia 1,3 mil cartas para
informar trabalhadores que já podem se aposentar
25/08/10
-
Senado pode votar novos benefícios
a idosos em programa habitacional
25/08/10
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Alimentos e vestuário reduzem
queda na inflação, segundo Ibre da FGV
25/08/10
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Empregador tenta burlar direito à
estabilidade com ameaça de despedida
25/08/10
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Empresa perde recurso por
apresentar cópia não autenticada de procuração
24/08/10
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Analistas esperam que taxa básica
de juros se mantenha em 10,75% ao ano até o fim de 2010
24/08/10
-
Micro e pequenas empresas criaram
74,5% das vagas de emprego em julho
24/08/10
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Gabas diz que espera acabar com
greve de peritos do INSS em 15 dias
24/08/10
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FGTS: 304 mil trabalhadores
recebem informações sobre o fundo no celular
24/08/10
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Prescrição de norma coletiva é
parcial
24/08/10
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Mais de 14 mil proposições
aguardam deliberação dos deputados na Câmara Federal
24/08/10
-
Depósito recursal: TST quer
aumentar acordos nos processos trabalhistas
24/08/10
-
Bancos acumulam lucros recordes no
segundo trimestre - R$ 10 bilhões
23/08/10
-
Agenda Política: novas pesquisas
eleitorais serão divulgadas nesta semana
23/08/10
-
Centrais: proposta ao Ministério
Público do Trabalho sobre custeio sindical
23/08/10
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CNJ promove campanha Lei Maria da
Penha
23/08/10
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Sudeste lidera geração de empregos
em julho
23/08/10
-
Gestante não tem direito a
indenização por ser despedida
23/08/10
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Conta bancária de empresário é
bloqueada para pagar multa trabalhista
23/08/10
-
Autorização do Ministério do
Trabalho valida redução de intervalo intrajornada na
Garoto
20/08/10
-
CNI diz que o índice de confiança
do empresário continua estável
20/08/10
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Construção Civil supera recorde em
9,42%
20/08/10
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Mais de 70% dos brasileiros não
sabem o montante de tributos incidente no salário
20/08/10
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Projeto amplia licença de
trabalhador no caso de morte na família
20/08/10
-
Salário de ministros do STF pode
aumentar para R$ 30,6 mil
19/08/10
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Ampliado prazo para adoção do
ponto eletrônico
19/08/10
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TSE confirma: Ficha Limpa vale
para as eleições de outubro
19/08/10
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TST decide multar em R$ 5 milhões
empresa acusada de usar trabalho escravo
19/08/10
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Carga tributária brasileira é alta
para mais de 95% da população
19/08/10
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Milhares de ações trabalhistas
estão paradas à espera de decisão do STF
19/08/10
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Serra defende investimentos e
diminuição de impostos para melhorar saneamento
19/08/10
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Dilma diz que seu governo será de
continuidade ao de Lula
18/08/10
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Vox Populi mostra Dilma 16 pontos
percentuais à frente de Serra
18/08/10
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'Nenhuma empresa será obrigada a
usar ponto eletrônico', reafirma Lupi
18/08/10
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Mais de 1,5 mil mulheres
trabalhadoras no encontro com Dilma
18/08/10
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Arrecadação federal em julho é
recorde para o mês
18/08/10
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Somente doenças previstas em lei
têm isenção de IR
18/08/10
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Projeto prevê dedução de IR a
empresas que contratarem jovens e pessoas acima de 50
anos
18/08/10
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Gravidez durante aviso-prévio dá
direito à estabilidade de gestante
18/08/10
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Lei da Ficha Limpa passa por teste
nesta semana
17/08/10
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Ministro do Trabalho discute ponto
eletrônico com centrais sindicais
17/08/10
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Brasil: crescimento do emprego não
impede rotatividade da mão de obra
17/08/10
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Mercado mantém estimativas para
inflação oficial e juros básicos este ano
17/08/10
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Hidrelétricas de Rondônia geram 25
mil empregos, diz Lula
17/08/10
-
Acesso à água potável e ao
saneamento básico pode ser incluído entre os Direitos
Sociais da Constituição
17/08/10
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Quarta Turma divulga regras para
requerimento de sustentação oral e preferência
17/08/10
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Renúncia a direitos caracteriza
cláusula inválida de quitação em acordo coletivo
17/08/10
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Dilma amplia vantagem sobre Serra,
diz Ibope
16/08/10
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Agenda Política: segundo esforço
do Congresso; início da propaganda na TV
16/08/10
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Todas as Centrais se reúnem com
Dilma dia 17
16/08/10
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Brasil resiste a cumprir
legislação trabalhista, afirmam juristas
16/08/10
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Tributos de até 40% nos têxteis
16/08/10
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Fórum discutirá possibilidade de o
trabalhador aplicar até 20% do FGTS em ações
16/08/10
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SDI-2 afasta penhora de poupança
para pagar dívida trabalhista
16/08/10
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Verba que não constou de termo de
rescisão pode ser pleiteada na Justiça
16/08/10
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Trabalhadores sem diploma podem
ter certificado para reconhecer habilidades
13/08/10
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Aposentados e pensionistas recebem
metade do décimo terceiro neste mês
13/08/10
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Lula adia envio do projeto que
regulamenta políticas sociais
13/08/10
-
Mais de 2,8 milhões de carteiras
de trabalho foram emitidas no primeiro semestre de 2010
13/08/10
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Trabalhador pode ser admitido
mesmo sem a carteira de trabalho; saiba como
13/08/10
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Empresa contratante poderá pagar
encargos trabalhistas de temporário
13/08/10
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CNI pede solução para recolhimento
retroativo de benefícios previdenciários
12/08/10
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Banco do Brasil já desembolsou R$
980 milhões de abonos do Pasep
12/08/10
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Indústria paulista abriu 12.500
postos de trabalho em julho, aponta Fiesp
12/08/10
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Jovens têm maior dificuldade em
conseguir emprego do que adultos, diz OIT
12/08/10
-
PEC que estende
licença-maternidade para 6 meses chega à Câmara
12/08/10
-
Projeto amplia saques do FGTS em
caso de desastres naturais
12/08/10
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Corregedoria cria comissão para
agilizar execuções
12/08/10
-
TST nega bloqueio de conta salário
para pagar dívida trabalhista
11/08/10
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Lula sanciona LDO sem definição
para o mínimo de 2011
11/08/10
-
Lula: “Aposentados ganham mais que
antes”
11/08/10
-
STJ reconhece direito à
desaposentação. Concessão de benefício mais vantajoso
11/08/10
-
Crescimento da renda e do emprego
em 2010 será responsável pelo aumento do consumo das
famílias
11/08/10
-
Projeto obriga uso de pneu
descartado em pavimentação de asfalto
11/08/10
-
Projeto amplia reabilitação
profissional após licença por incapacidade
11/08/10
-
Em condenação, FGTS não pode ir
direto para empregado
11/08/10
-
PEC destina percentual mínimo de
impostos para saneamento básico
10/08/10
-
Centrais sindicais promovem
encontro de mulheres com Dilma
10/08/10
-
Analistas reduzem projeção de
crescimento da economia neste ano
10/08/10
-
Lula: País encontrou o caminho da
geração de empregos
10/08/10
-
CLT poderá garantir benefícios a
trabalhadores expostos ao sol
10/08/10
-
PEC permite a bolsista e
estagiário contar tempo trabalhado para aposentadoria
10/08/10
-
STF facilita acesso de advogados
aos autos
09/08/10
-
Rais: indicadores positivos
revelam a revalorização do trabalho no Governo Lula
09/08/10
-
IBGE: produção industrial caiu em
junho em nove dos 14 locais pesquisados
09/08/10
-
Índice Nacional de Preços ao
Consumidor registra deflação de 0,07 em julho
09/08/10
-
Dificuldade imposta pelo não
recolhimento das contribuições previdenciárias de
trabalhador acidentado justifica indenização
09/08/10
-
Bolsa Família poderá beneficiar
portadores de câncer, Aids ou doença crônica
06/08/10
-
Brasil ultrapassa a marca de 42
milhões de trabalhadores formais
06/08/10
-
Número de mulheres no mercado de
trabalho cresce 5,34% em 2009
06/08/10
-
Horas in itinere podem ser fixadas
em norma coletiva
06/08/10
-
AGU pede suspensão de ações
envolvendo revisão de benefícios do INSS
06/08/10
-
Dilma está 10 pontos à frente de
Serra na pesquisa CNT/Sensus
06/08/10
-
População com mais de 50 anos
encontra mais oportunidades de trabalho
05/08/10
-
Projetos aprovados na CAS
beneficiam trabalhador
05/08/10
-
Preço da cesta básica em julho foi
menor em 16 cidades
05/08/10
-
Acordo
coletivo firmado sem a participação do sindicato é
inválido
05/08/10
-
Empregados não sindicalizados são
isentos de contribuições
05/08/10
-
Projeto impede práticas
discriminatórias para acesso a emprego
04/08/10
-
Aprovada licença-maternidade de 180 dias
04/08/10
-
Produção industrial acumula perda
de 2,0% nos três últimos meses
04/08/10
-
Meio Ambiente pode votar relatório
contra o uso de amianto nesta quarta
04/08/10
-
Período de férias inferior a dez
dias é irregular e deve ser pago em dobro
04/08/10
-
Prescrição não pode ser declarada
de ofício na JT
04/08/10
-
Ato isolado de descuido não pode
ensejar dispensa por justa causa
04/08/10
-
Paim precisa de apoio
03/08/10
-
Fundo para ensino
profissionalizante está na pauta da CCJ
03/08/10
-
Influenciados pelos alimentos,
preços ao consumidor encerram julho em deflação
03/08/10
-
Câmara: plenário retorna na
primeira semana com pauta trancada por MPs
03/08/10
-
Senado: três MPs travam a pauta da
Casa neste 1º esforço concentrado
03/08/10
-
Atividade só é considerada
insalubre quando classificada pelo Ministério do
Trabalho
03/08/10
-
Pensão vitalícia de ex-eletricista
que perdeu audição é reduzida
03/08/10
-
TST regulamenta tramitação de
processo eletrônico
03/08/10
-
Convenção 158: centrais sindicais
miram demissão sem justa causa
02/08/10
-
Agenda Política: TV Bandeirantes
realiza primeiro debate entre presidenciáveis
02/08/10
-
Centrais sindicais exigem
participação na regulamentação da Convenção 151
02/08/10
-
Seminário discute gestão ambiental
e desenvolvimento urbano
02/08/10
-
Falta de mão de obra qualificada é
o maior problema para o setor da construção civil, diz
CNI
02/08/10
-
IR de volta em atrasados
trabalhistas e do INSS
02/08/10
-
No Paraná, acordos de conciliação
no Tribunal do Trabalho chegam a 90%
02/08/10
-
A lista completa dos que
desistiram para não enfrentar a ficha limpa
O ministro da
Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira (30)
que a economia brasileira tem condições de crescer a uma
taxa média anual de 5,5% nos próximos quatro anos.
Segundo ele, esse patamar pode ser atingido já em 2011.
Ao participar
hoje (30), em São Paulo (SP), do 7º Fórum de Economia,
promovido pela Escola de Economia da Fundação Getulio
Vargas (FGV), Mantega disse acreditar que Produto
Interno Bruto (PIB) brasileiro tenha crescido de 0,5% a
1% no segundo trimestre do ano. O resultado será
divulgado na sexta-feira (3).
De acordo com
Mantega, o crescimento da economia brasileira é
"sustentável", já que a inflação está sob controle e
houve, nos últimos anos, um aumento do poder de compra
de milhares de brasileiros que, ao alimentar o consumo
interno, permitiram que o setor produtivo enfrentasse a
última crise econômica mundial. Para o ministro, a taxa
de inflação anual não deverá ultrapassar 5,2%, "o que,
com um crescimento de 7%, é algo favorável".
Quanto às
previsões de que o PIB cresça 7% este ano, Mantega
destacou que, caso isso se confirme, será o melhor
resultado dos últimos 24 anos. "Isso não é um resultado
pontual, mas sim fruto de um processo. O Brasil alcançou
um outro patamar de crescimento, que é qualitativo e
sustentável", destacou.
(Repórter Alex Rodrigues)
Fonte: Agência Brasil

31/08/10
-
Seguro-Desemprego poderá ser depositado em conta
bancária
Nova
metodologia traz comodidade ao trabalhador e segurança
no pagamento do benefício.
Parcelas serão depositadas em contas-poupança, contas
simplificadas ou contas-corrente da Caixa Econômica
Federal
Resolução aprovada pelo Conselho Deliberativo do FAT na
última quinta-feira (26) possibilita aos trabalhadores
brasileiros que têm direito a Seguro-Desemprego de
receberem as parcelas do benefício em depósito direto em
conta-poupança ou conta simplificada da Caixa Econômica
Federal.
Segundo
o diretor de Políticas Públicas de Emprego, Rodolfo
Torelly, a nova metodologia traz mais comodidade ao
trabalhador e segurança no pagamento do benefício. "E
também promove a inclusão bancária. O depósito em
conta-poupança propicia ao trabalhador a facilidade de
retirada de pequenos valores, ao invés de sacarem o
recurso de uma só vez, na boca do caixa", explica
Torelly.
Hoje a
Caixa possui cerca de 40 milhões de contas-poupança e 7
milhões de contas simplificadas. De acordo com
informações da operadora, até o momento um
projeto-piloto desenvolvido nos estados de Goiás, Acre e
Espírito Santo já efetivou créditos em 315 mil
contas-poupança e em 24 mil contas simplificadas.
O trabalhador também poderá receber o crédito em sua
conta-corrente, sem ônus. Para isso o
beneficiário precisa fazer a opção na Caixa Econômica
Federal, pois a opção pela conta-corrente não é
automática.
FAT - O seguro-desemprego é
um benefício pago com recursos do Fundo de Amparo ao
Trabalhador para prover assistência financeira
temporária quando o trabalhador formal fica desempregado
em virtude de dispensa sem justa causa.
Benefício - Têm direito ao
Seguro-Desemprego os trabalhadores dispensados sem justa
causa, inclusive a indireta, que comprovem ter recebido
salários consecutivos no período de seis meses
imediatamente anteriores à data da dispensa, de uma ou
mais pessoas jurídicas ou físicas equiparadas às
jurídicas; terem sido empregados de pessoa jurídica ou
pessoa física equiparada à jurídica durante, pelo menos,
seis meses nos últimos trinta e seis meses que
antecederam a data de dispensa que deu origem ao
requerimento; não estarem recebendo qualquer benefício
previdenciário de prestação continuada, excetuando o
auxílio-acidente e a pensão por morte; e não possuirem
renda própria de qualquer natureza suficiente à sua
manutenção e de sua família.
Fonte: MTE

31/08/10
-
Projeto estabelece prazos de aviso prévio segundo o
tempo de serviço
A fixação dos prazos de aviso prévio de forma
proporcional ao tempo de serviço está prevista em texto
a ser votado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS),
nesta quarta-feira (1º). A proposição dá efetividade ao
estabelecido pela Constituição, que assegurou o
benefício ao trabalhador urbano e rural, mas estabeleceu
apenas o tempo mínimo de 30 dias, sem especificar o
máximo.
Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT),
Lei 5.452/1943 obriga a parte que rescinde o contrato -
empregador ou empregado - a pagar ou a cumprir o aviso
prévio de no mínimo 30 dias, para as relações de
trabalho superiores a um ano. O texto que tramita no
Senado retira essa obrigação de o contrato ter um ano no
mínimo para fins de aviso prévio.
Além disso, o projeto de lei (PLS 112/2009) fixa que, se
a demissão partir do empregador, o prazo de aviso prévio
será de 30 dias corridos para o empregado contratado há
menos de um ano; de 45 dias, se ele for contratado há
pelo menos um ano e até dez anos; e de 60 dias, se o
contrato tiver mais de dez anos.
Essa proposta está no substitutivo elaborado pelo
senador Papaléo Paes (PSDB-AP) ao PLS 112/2009, do
senador Paulo Paim (PT-RS). A votação na CAS será em
Decisão Terminativa.
Desvantagem
A proposta original de Paim determinava os seguintes
prazos: 30 dias corridos se o contrato tiver menos de um
ano; 60 dias se contratado há mais de um ano e menos de
cinco; 90 dias, se contratado há mais de cinco anos e
menos de dez; de 120 dias se o contrato tiver mais de
dez e menos de 15 anos; e 180 dias se mais de 15 anos.
O relator do projeto na CAS, senador Augusto Botelho
(sem partido-RR), contudo, optou pelo substitutivo de
Papaléo Paes considerando o argumento do jurista Eduardo
Gabriel Saad, segundo o qual o favorecimento exagerado
dos empregados que contarem maior tempo de serviço
poderá prejudicá-los. Isso porque alguns empregadores
poderão ser levados a dispensar aqueles que se aproximam
da faixa em que o aviso prévio é mais demorado.
Augusto Botelho pondera que, nas relações de trabalho, é
muito comum o empregador pagar o salário correspondente
ao aviso prévio e dispensar, imediatamente, o empregado,
que cumprirá esse prazo em casa. Segundo ele, essa
prática evita o constrangimento recíproco entre patrão e
empregado.
Pelo texto a ser votado, o empregado, durante o prazo do
aviso dado pelo empregador, poderá optar por trabalhar
em seu horário normal, sem usufruir do benefício de
redução da jornada em duas horas diárias que a CLT já
assegura. Como compensação, ele terá a garantia de
faltar ao serviço, por sete, 11 ou 14 dias consecutivos,
segundo o prazo estipulado no aviso prévio - ou seja,
30, 45 ou 60 dias, respectivamente - sem perder o
salário integral.
Fonte: Agência Senado

31/08/10
-
Proposta prevê devolução de impostos pagos por
contribuintes de baixa renda
Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 7435/10, do deputado Paulo Bornhausen
(DEM-SC), que estabelece o ressarcimento aos
contribuintes de baixa renda, durante cinco anos, do
valor dos tributos que tiver pago no ano anterior
(federais, estaduais, distritais e municipais) com o
objetivo de combater a pobreza.
O projeto abrange
os impostos diretos, como o Imposto de Renda, e os
indiretos, como o IPI (sobre produtos industrializados)
e ICMS (sobre circulação de mercadorias e serviços). A
forma de devolução, segundo o projeto, será definida em
regulamento a ser elaborado pelo Poder Executivo.
Conforme a
proposta, os cidadãos com renda de até R$ 510 terão de
volta a totalidade dos impostos pagos. Já o percentual a
ser devolvido àqueles que tem renda entre R$ 511 e R$
1.530 será fixado em regulamento, condicionado à
existência de dotação orçamentária.
A proposta
estabelece que os valores a serem devolvidos serão
corrigidos, anualmente, pela variação acumulada do
Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O gasto
será custeado com recursos do Orçamento, excesso de
arrecadação, superávit financeiro e doações.
Diminuição da desigualdade
"O ressarcimento do valor dos tributos permitirá a
diminuição da desigualdade de renda, com reflexos
imediatos na melhoria na qualidade de vida dos cidadãos
pobres. Dessa maneira, o projeto constitui-se como
mecanismo de garantia ao exercício do direito à
educação, à saúde, à cultura e ao lazer pelas classes
menos favorecidas da sociedade brasileira", destaca o
autor da proposta.
O projeto
determina ainda que o ressarcimento seja pago em espécie
pela Fazenda Nacional, independentemente de requerimento
do interessado. Além disso, não será considerado como
parte da renda mensal do cidadão. Se aprovada, a lei
terá validade de cinco anos contados da data que entrar
em vigor.
Tramitação
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo,
será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação;
e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

31/08/10
-
Membros da Cipa têm garantia de emprego, mesmo sem
formalização da comissão
O
empregado não pode ser penalizado por essa omissão. Se a
empregadora, após a eleição do trabalhador, não
protocolou, no órgão competente, os documentos
referentes à instalação da CIPA (Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes), o empregado não pode ser
penalizado por essa omissão. Por esse fundamento, a 2a
Turma do TRT-MG deu razão ao empregado, um ex-membro da
CIPA, e, reconhecendo que ele tem direito a garantia de
emprego, ainda que a comissão interna não tenha sido
regularmente formalizada, condenou a empresa a
reintegrá-lo, sob pena de ter que pagar os salários do
período da estabilidade.
A reclamada alegou que, por ter como objetivo social a
prestação de serviços hospitalares e médicos em geral,
não está obrigada legalmente a constituir a CIPA. E, por
esse motivo, a comissão nunca existiu formalmente na
empresa, mas apenas no mundo dos fatos. No entanto, a
juíza convocada Luciana Alves Viotti teve entendimento
diferente. Isso porque, conforme observou, a reclamada
não só realizou, no dia 13 de janeiro de 2009, a eleição
dos membros da CIPA, como, em 20 de janeiro de 2009,
promoveu a instalação e posse da comissão escolhida.
A
magistrada destacou que a Norma Regulamentadora no 5
determina que, nas atividades de atendimento hospitalar,
quando a empresa possuir vinte ou mais empregados, é
obrigatória a constituição da CIPA. E a reclamada
possui, pelo menos, 34 empregados. Essa mesma NR, no
item 5.14, estabelece que a empresa, após a posse dos
membros da CIPA, deverá protocolar no Ministério do
Trabalho, no prazo máximo de dez dias, as cópias das
atas de eleição e de posse e o calendário das reuniões.
Assim, concluiu a relatora, a instalação da CIPA deve
acontecer antes do protocolo, para que o MTE possa
fiscalizar se correu tudo certo com o processo
eleitoral.
“Ademais, conforme se extrai daquela regra, cumpria à
Reclamada levar a protocolo os documentos. Deixando de
fazê-lo, não pode pretender afastar a consequência da
eleição, dizendo que o ato não se aperfeiçoou. A se
admitir tal hipótese, o ato não se teria aperfeiçoado
por culpa da própria empregadora, que se estaria
beneficiando de sua torpeza” - enfatizou a juíza
convocada.
O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, por
meio do artigo 10, II, a, dispõe, de forma clara, que a
estabilidade do cipeiro tem início com o registro da
candidatura, o que é um fato objetivo. Considerando que
o trabalhador foi eleito membro da CIPA em 13 de janeiro
de 2009, possuindo garantia no emprego até um ano após o
término do mandato, ou seja, 13 de janeiro de 2011, a
dispensa, em novembro de 2009, foi ilegal. Por isso, a
Turma deu provimento ao recurso do empregado e
determinou a sua reintegração, sob pena de pagamento dos
salários do período da estabilidade.
(RO nº 00408-2010-055-03-00-3)
Fonte: Abdir

O nível de
atividade da construção civil manteve-se em crescimento
em julho, de acordo com sondagem do setor divulgada hoje
pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma
escala na qual valores acima de 50 pontos indicam
crescimento, o indicador de julho chegou a 54,9 pontos,
após ter atingido 53,8 pontos no mês anterior.
A sondagem também
mostra que o setor continua aquecido, acima do usual
para o período. Na avaliação que compara o nível de
atividade com a média esperada para julho, o indicador
persistiu acima dos 50 pontos de referência, chegando a
55,4 pontos. Em nota, o economista Danilo Garcia, da
CNI, destacou que julho foi o sexto mês seguido de
expansão para o setor. "Os segmentos de construção de
edifícios, obras de infraestrutura e serviços
especializados cresceram em julho", destacou.
Por isso, os
empresários do setor entrevistados pela CNI mantiveram o
otimismo em relação aos próximos meses, ainda que com
menor intensidade. Pela mesma metodologia, o indicador
que mede as expectativas em relação à atividade nos
meses à frente registrou 63,7 pontos, ante 65,2 pontos
no mês anterior.
As expectativas
com relação a novos empreendimentos e serviços (64,4
pontos) e compras de matérias-primas (63,1 pontos)
também se situaram bem acima da referência de 50 pontos.
A sondagem foi realizada entre os dias 2 e 18 de agosto
com 438 empresas, entre as quais 210 pequenas, 174
médias e 54 de grande porte.
Fonte: Agência Estado

31/08/10
-
Mantega nega elaboração de proposta de reforma da
Previdência
O ministro da
Fazenda, Guido Mantega, afirmou por meio de nota que não
está sendo elaborada nenhuma proposta de reforma da
Previdência.
Além disso, a nota ainda informa que não há
qualquer projeto neste sentido sendo desenvolvido
na Secretaria de Política Econômica ou em outro órgão do
Ministério da Fazenda.
A nota foi um
esclarecimento em relação a uma matéria publicada, nesta
segunda-feira (30), que dizia que o Ministério da
Fazenda estava elaborando uma proposta de reforma para
ser implementada pela candidata a presidência, Dilma
Rousseff.
Previdência
A Previdência Social registrou
deficit de R$ 2,565 bilhões no sétimo mês de 2010,
influenciado pelas contas no setor rural, que fecharam
negativas em R$ 3,479 bilhões. Já o setor urbano teve um
resultado positivo de R$ 914 milhões (sem considerar
despesas com
pagamento de sentenças judiciais e comprovação
judiciária - Comprev).
No acumulado de
janeiro a julho, de modo geral, o deficit da Previdência
ficou 1,57% menor que o registrado no mesmo período do
ano passado, totalizando R$ 25,381 bilhões, contra R$
25,787 bilhões registrados em 2009.
Fonte: InfoMoney

31/08/10
-
Sebrae lança site com perfil dos trabalhadores e das
micro e pequenas empresas
O Serviço
Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)
lança hoje (31) o MPE Data, um site que
atualizará constantemente informações sobre micro e
pequenas empresas, bem como sobre o trabalhador
brasileiro. A nova ferramenta pretende agregar em um
único ambiente dados que ajudem a entender a realidade
dos negócios no país e, dessa forma, facilitar o
trabalho de profissionais e estudiosos interessados em
desenvolver políticas públicas.
De acordo com o Sebrae, para a elaboração do MPE Data
foram selecionados os indicadores mais demandados na
entidade, como a taxa de sobrevivência das empresas, o
número de exportadoras, as empresas optantes pelo
Simples, os empreendimentos informais e os
empreendedores individuais formalizados.
As informações são obtidas com os principais órgãos
públicos e institutos de pesquisas nacionais e
internacionais. Elas serão classificadas nacionalmente
ou por unidade federativa.
O lançamento do MPE Data será às 11h na Confederação
Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em
Brasília. Na oportunidade, será lançada também a
terceira edição do Anuário do Trabalho na Micro e
Pequena Empresa, com números de 2008 e 2009.
O anuário é produzido em parceria com o Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese). Ele também ficará disponibilizado no novo
site. O endereço é www.mpedata.com.br.
(Repórter Pedro Peduzzi)
Fonte: Agência Brasil

30/08/10
-
Agenda Política: Senado faz segundo esforço concentrado
antes do pleito
Senadores
fazem nesta semana segundo esforço concentrado antes das
eleições de 3 de outubro. Centrais sindicais se
encontram, nesta quinta-feira (2), em São Paulo, com
Dilma Rousseff (PT) e Aloizio Mercadante (PT) para
entregar aos candidatos documento aprovado na 1ª
Conferência da Classe Trabalhadora em 1º junho deste ano
Chega nesta
semana ao Congresso Nacional, a proposta orçamentária do
Governo para 2011. Os três principais candidatos à
Presidência da República concedem entrevistas separadas
para o jornal da TV Globo. Nova pesquisa Ibope de
intenções de voto pode ser divulgada no sábado (4).
Na economia,
destaque para a reunião do Copom sobre taxa de juros e a
divulgação do PIB do segundo trimestre. O preço do
barril do petróleo para a capitalização da Petrobras
será definido nesta semana.
Copom
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central
se reúne nesta terça e quarta-feira para decidir a taxa
básica de juros (Selic), hoje em 10,75% ao ano. O
mercado espera manutenção da taxa. A ata da reunião será
divulgada na próxima semana.
Entrevistas com os presidenciáveis
Nesta semana, os três principais candidatos à
Presidência da República - Dilma Rousseff (PT), José
Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) - concedem entrevista
ao Jornal da Globo, que vai ao ar meia-noite. Dilma será
entrevistada nesta segunda-feira (30), Marina na
terça-feira (31) e Serra, na quarta-feira (1º).
Capitalização da Petrobras
Nesta segunda-feira, agência certificadora
contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás
Natural e Biocombustíveis (ANP) deve entregar relatório
final sobre o preço final do barril do petróleo que será
usado na capitalização da Petrobrás. A expectativa é que
o valor seja definido em torno de R$ 8,50. Nesta
quarta-feira (1º), o presidente Lula comanda a reunião
do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que
dará palavra final. A capitalização da Petrobras está
prevista para esta segunda-feira (30).
Orçamento
Vai ser enviado ao Congresso Nacional, nesta
terça-feira (31), o Orçamento da União para 2011.
Segundo entrevista do ministro Paulo Bernardo em julho,
saúde e educação serão áreas prioritárias no Orçamento
2011, enquanto o programa Minha Casa, Minha Vida e o
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), juntos,
devem ser contemplados com R$ 44 bilhões no próximo ano.
O ministro disse que os recursos destinados à educação
serão "substanciais" uma vez que a Desvinculação de
Recursos da União (DRU) não é mais aplicada.
Veja, a
seguir, a previsão dos principais acontecimentos
políticos desta semana:
Segunda-feira (30)
- Divulgação do IGP-M de agosto.
- Dilma Rousseff
(PT) concede entrevista ao Jornal da Globo.
- O
presidenciável Ivan Pinheiro (PCB), do velho "Partidão",
vai apresentar suas ideias e planos de governo para
todos que tiverem interesse. Promovido pelo Sindicato
dos Engenheiros do estado de São Paulo (Seesp), o evento
é parte do ciclo de debates "A Engenharia, o Estado e o
País". O acesso é aberto ao público e vai acontecer na
sede do sindicato, às 18 horas.
Terça-feira (31)
- O presidente Lula deve participar da abertura
da Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira
(Fenasucro), principal evento de negócios do setor de
açúcar e álcool, em Sertãozinho (SP).
- Líderes do
Senado discutem pauta de votações da semana.
- O
corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos
D'Ávila, será ouvido pela Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado sobre a quebra de
sigilo do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.
- Início da
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco
Central.
- IBGE divulga
nível da produção industrial em julho.
Quarta-feira (1º)
- Prevista reunião do Conselho Nacional de
Pesquisa Energética (CNPE) com a participação do
presidente Lula.
- José Serra
(PSDB) concede entrevista ao Jornal da Globo.
- O Copom anuncia
taxa básica de juros (Selic).
- O Ministério do
Desenvolvimento divulga o saldo da balança comercial em
agosto.
- Fipe divulga
IPC de agosto.
Quinta-feira (2)
- Marina Silva (PV) concede entrevista ao
Jornal da Globo.
- Michel Temer
(SP), presidente da Câmara e candidato à vice na chapa
de Dilma Rousseff, se reúne com lideranças do PMDB no
Rio Grande do Sul.
- A partir das 10
horas, lideranças das centrais sindicais estarão
reunidas no Clube Atlético Juventus, no bairro da Mooca,
na capital paulista, com a ex-ministra Dilma Rousseff,
candidata à Presidência da República, e o senador
Aloízio Mercadante, candidato ao governo do estado de
São Paulo.
Sexta-feira (3)
- IBGE divulga PIB do 2º trimestre de 2010.
- Pode ser
divulgada nova pesquisa Ibope sobre sucessão
presidencial.
Fonte: Diap

Pesquisa do governo revela que a faixa etária de 16 a 24
anos é a que mais encontra barreira no mercado de
trabalho. Câmara analisa projetos que pretendem
incentivar empresas a contratar jovens por meio de
renúncias fiscais.
A
dificuldade que o jovem enfrenta para conseguir emprego,
comprovada por estatísticas recentes do governo federal,
é vista com preocupação no Legislativo. Diversos
projetos de lei em tramitação na Câmara têm como foco o
incentivo à oferta de trabalho para esse segmento da
população e propõe de criação de cotas a renúncia fiscal
para empresas.
Divulgados neste mês pelo Ministério do Trabalho, os
dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais)
mostram a dimensão do problema. Segundo o estudo, as
vagas formais de emprego cresceram 4,48% em 2009. No
entanto, na faixa de 18 a 24 anos esse aumento foi de
apenas 2,61% (mais 180,2 mil postos). Já para os jovens
de 16 e 17 anos, a expansão foi ainda menor: 1,46% (mais
5,3 mil postos).
O
crescimento parece ainda mais modesto se comparado com o
aumento de vagas para pessoas com mais de 65 anos, que
foi de 7,62% (mais 22,7 mil postos). Em números
absolutos, a expansão do emprego formal foi mais
significativa entre a população com 30 a 39 anos de
idade - faixa em que houve aumento de 630 mil postos em
2009.
Para o Ministério do Trabalho, o cenário se explica pelo
fato de o jovem brasileiro estar aproveitando a
oportunidade de permanecer mais tempo na escola antes de
ingressar no mercado de trabalho. Além disso, o órgão
ressalta que foram criados 185 mil empregos para a
população com até 24 anos num ano de recuperação da
crise econômica mundial.
Incentivo fiscal
O
deputado Roberto Santiago (PV-SP) ressalta a diversidade
das propostas que pretendem incentivar a contratação de
pessoas nessa faixa etária. Segundo ele, os projetos
refletem "as dificuldades a que estão submetidos os
jovens brasileiros em busca do primeiro emprego, quando
ainda não possuem qualificação ou experiência
suficientes".
Santiago é autor de um substitutivo que estabelece
benefícios fiscais para empresas que contratarem
trabalhadores com menos de 24 ou mais de 45 anos e que
estejam desempregados há mais de um ano. O texto, que
reúne 15 propostas sobre o tema, foi aprovado pela
Comissão de Trabalho e está sendo examinado pela
Comissão de Finanças e Tributação.
De
acordo com a proposta, os benefícios incluem redução de
50% das contribuições sociais destinadas ao Sistema S,
do salário-educação e do financiamento do seguro de
acidente de trabalho, além de deduções do Imposto de
Renda.
Esses benefícios, diz o texto, só valem para as
contratações de trabalhadores adicionais - aqueles
contratados além da média de empregados da empresa nos
12 meses anteriores à vigência da nova lei. Além disso,
o trabalhador adicional não poderá ser ex-empregado da
empresa, nem receber mais de três salários mínimos.
Para Santiago, o modelo proposto é uma saída para
incentivar a contratação de jovens sem fixação de cotas,
o que, para ele, seria uma interferência danosa no
mercado. "É necessária uma política de incentivo fiscal
agressiva, mas que não transfira o ônus para o Estado",
disse.
A
Comissão de Finanças e Tributação já designou o relator
do substitutivo, deputado Rodrigo Rocha Loures
(PMDB-PR), mas ele ainda não elaborou o parecer. Depois,
a proposta será analisada pela Comissão de Constituição
e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo
Plenário.
Cotas e primeiro emprego
Durante a análise do substitutivo de Roberto Santiago,
as propostas que tramitam em conjunto e foram
descartadas pelo relator poderão ser rediscutidas. Entre
elas está a criação de cota de 5% para a contratação de
jovens entre 18 e 25 anos - PL 3581/04, do ex-deputado
Pastor Francisco Olímpio (PSB-PE) - e a redução de 3% da
contribuição para o FGTS e de 70% do PIS e Cofins para
estimular o primeiro emprego, independente da idade do
contratado.
Esta última está presente no PL 2117/07, do deputado
Filipe Pereira (PSC-RJ). "O mercado de trabalho exige
que, para a contratação, o candidato tenha alguma
experiência comprovada em carteira de trabalho.
Entretanto, o cidadão não pode cumprir essa exigência se
ele nunca tiver a oportunidade do primeiro emprego", diz
o autor.
Pereira argumenta que o Programa Nacional de Estímulo ao
Primeiro Emprego (PNPE), criado pelo governo federal em
2003 e substituído em 2008 pelo Programa Nacional de
Inclusão de Jovens (Projovem), não conseguiu despertar o
interesse das empresas.
O
deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) concorda. Ele é
autor do PL 6294/05, que também tramita em conjunto e
amplia as renúncias fiscais como estímulo à primeira
contração: entre os benefícios estaria a isenção
completa da contribuição ao Sistema S.
Picciani lembra que o PNPE, que tinha meta de inserir
250 mil jovens no mercado de trabalho logo no primeiro
ano, atingiu 15 mil em quatro anos. O programa oferecia
às empresas subvenção econômica (de até seis parcelas de
R$ 200) por emprego gerado. "Fica claro então que um
programa de apoio ao jovem na luta por um emprego deve
ser mais amplo do que o desenvolvido até agora", diz o
deputado.
Já
o autor do substitutivo aprovado na Comissão de Trabalho
acredita que a fórmula de incentivo deve ser nova. "O
modelo do Programa Nacional do Primeiro Emprego não foi
bem sucedido e, portanto, não pode servir de base única
para a elaboração de proposta de impacto para o mercado
de trabalho", defende Roberto Santiago.
Fonte: Agência Cãmara

30/08/10
-
Ibope: com 51%, Dilma vence Serra já no 1º turno
A chamada “onda
vermelha” não para de se espraiar. Em nova rodada de
números da pesquisa Ibope, a presidenciável petista
Dilma Rousseff abriu 24 pontos percentuais de vantagem
para seu principal oponente, o tucano José Serra.
Segundo o instituto, Dilma tem agora 51% das intenções
de voto, enquanto o candidato do PSDB registra 27% das
preferências.
Candidata do PV, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina
Silva é escolha de 7% dos entrevistados. Os demais
postulantes, entre eles Plínio Sampaio (Psol), somam 1%.
A margem de erro do levantamento é de dois pontos
percentuais, para mais ou para menos.
Segundo a
pesquisa, divulgada na manhã de hoje (sábado, 28), a
candidata do PT venceria Serra já em primeiro turno,
desde que considerados apenas os votos válidos (com
exclusão de votos em branco, nulos ou indecisos). Por
este critério, Dilma alcançaria 59% das intenções de
voto. Já em um hipotético segundo turno, Dilma bateria
Serra por 55% a 32%.
Na pesquisa Ibope
anterior, com dados reunidos entre 12 e 15 de agosto,
Dilma já havia registrado tendência de crescimento e
marcou 43%. Serra e Marina obtiveram, respectivamente,
32% e 8% na ocasião.
Os novos registros do Ibope foram obtidos junto a 2.506
entrevistados de 171 cidades brasileiras, em trabalho
realizado entre 23 e 28 de agosto. Encomendada em
conjunto por TV Globo e jornal O Estado de S. Paulo,
a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral
com o número 26139/2010.
(Fábio Góis)
Fonte: Congresso em Foco

30/08/10
-
Sair de
férias sem receber pagamento dá direito a remuneração em
dobro
Se pagou um dia
ou trinta dias após o início das férias não importa. O
pagamento em dobro das férias é sempre devido pelo
empregador se for realizado após o prazo prescrito em
lei – ou seja, até dois dias antes de o trabalhador
começar a usufruí-las. Para fazer valer esse direito a
uma empregada da Sociedade Educacional Tuiuti Ltda.
(SET), a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho
reformou decisão que condenava a instituição apenas ao
pagamento de multa administrativa.
No Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) foi
mantida a sentença que negava o pedido de pagamento em
dobro feito pela trabalhadora. Ela reclamou que em suas
férias referentes a 2005/06 recebeu o pagamento somente
após cinco dias do início da fruição e, nas férias
relativas a 2006/07, um dia depois do início. No TST,
porém, o entendimento é de que não apenas as férias
usufruídas fora do prazo, como também aquelas usufruídas
no prazo, mas pagas fora do tempo devido, obrigam a
indenização em dobro.
Segundo o relator do recurso da trabalhadora na Sexta
Turma, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, os artigos 142
e 145 da CLT determinam que o pagamento da remuneração
das férias e do respectivo abono “deve ser efetuado até
dois dias antes do início do período correspondente,
sem, contudo, fixar expressamente qualquer penalidade
para o descumprimento desse prazo, o que, na forma do
artigo 153 também da CLT, importaria em mera infração
administrativa”. No entanto, ressalta o ministro, “a
SDI-1 já se posicionou sobre a matéria, por meio da
Orientação Jurisprudencial 386”.
De acordo com essa OJ, “é devido o pagamento em dobro da
remuneração de férias, incluído o terço constitucional,
com base no art. 137 da CLT, quando, ainda que gozadas
na época própria, o empregador tenha descumprido o prazo
previsto no art. 145 do mesmo diploma legal”, ou seja,
até dois dias antes do início das férias do empregado.
Assim, aplicando a orientação jurisprudencial, o voto do
ministro Aloysio, seguido pela Sexta Turma, foi para
“determinar o pagamento em dobro das férias usufruídas,
que foram pagas a destempo”.
(RR - 2037300-03.2005.5.09.0004)
Fonte: TST

30/08/10
-
STF suspende correção de poupanças de planos econômicos
O ministro Dias
Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a
suspensão de todos os processos judiciais em tramitação
no país, em grau de recurso, que discutem o pagamento de
correção monetária das cadernetas de poupança afetadas
pelos planos econômicos Collor I (valores não
bloqueados), Bresser e Verão.
A suspensão foi
determinada no julgamento de dois recursos, impetrados
pelo Banco do Brasil e pelo Itaú, acolhendo parecer da
PGR (Procuradoria-Geral da República). Como o tema teve
a repercussão geral reconhecida, a decisão se aplicará
também às demais ações que tratam da cobrança dos
expurgos inflacionários.
A ordem, no
entanto, não alcança as ações que já tenham transitado
em julgado nem aquelas que se encontram em fase de
instrução. A decisão do ministro do STF não impede a
propositura de novas ações, a distribuição ou a
realização de atos da fase instrutória.
Na última
quarta-feira (25/8), o STJ (Superior Tribunal de
Justiça) decidiu que as perdas verificadas nos depósitos
de poupança, decorrentes dos planos econômicos Bresser
(1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991)
deveriam ser ressarcidas. O mesmo entendimento seria
aplicado a todos os recursos que reclamam diferenças de
correção monetária na poupança, prejudicada por planos
econômicos dos governos Sarney e Collor.
Consif, CEF e
Idec
Em razão da
abrangência da questão, o ministro Dias Toffoli decidiu
ainda admitir a Consif (Confederação Nacional do Sistema
Financeiro), a CEF (Caixa Econômica Federal) e o Idec
(Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) na
qualidade de amicis curiae (ou amigos da Corte),
adotando na íntegra o parecer da vice-procuradora-geral
da República, Deborah Duprat, para fundamentar sua
decisão.
A
vice-procuradora salientou que a Consif, a CEF e o Idec
terão oportunidade de manifestar sobre o mérito da
questão, pois "possuem, ao menos em tese, reflexão
suficiente para contribuir com o bom deslinde da
controvérsia". A União foi admitida na qualidade de
terceiro interessado.
O mérito dos
recursos ainda será apreciado pelo plenário do Supremo.
Com informações da Agência Brasil.
Fonte: TST

30/08/10
-
Taxa de desemprego deve registrar o índice mais baixo da
história até final do ano
O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) prevê
que a taxa de
desemprego deve fechar o ano em torno de 7%, o que
representa o índice mais baixo da história, segundo
informações da Agência Brasil.
De acordo com o ministro, Carlos Lupi, a partir
deste mês, haverá recordes consecutivos na geração de
emprego até o final do ano, já que a
economia brasileira está aquecida.
“A
tendência é que agosto, setembro, outubro e novembro
sejam recordes. Minha avaliação é que teremos taxa de
desemprego – da população que busca emprego – de menos
de 7%, que é o mais baixo índice histórico”, afirma.
Lupi
estima que, até o final do ano, serão contabilizados 2,5
milhões de empregos formais, o que resultaria em mais de
15 milhões de postos de trabalho desde o início do
governo Lula.
Taxa de desemprego
Somente em julho, a taxa de desemprego nas seis
principais regiões metropolitanas do País foi a menor
para este mês, desde o ano 2002. O nível de desocupação
recuou 0,1 ponto percentual frente a junho, para 6,9%,
segundo revelam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística).
Em
relação ao mesmo período do ano passado, o contingente
de desocupados (1,6 milhão) apresentou variação de 1,1
ponto percentual. Já no acumulado de 2010, a média da
taxa de desocupação foi estimada em 7,3%, um decréscimo
de 1,2 ponto percentual em comparação com igual período
de 2009, quando o índice foi de 8,5%.
Fonte: InfoMoney

30/08/10
-
Coleta de lixo em aeroporto dá direito a adicional de
insalubridade
A atividade de limpeza e coleta de lixo em banheiros de
uso coletivo pode ser equiparada ao lixo urbano previsto
em regulamento do Ministério do Trabalho e Emprego para
fins de concessão ao trabalhador de adicional de
insalubridade em grau máximo. Com esse entendimento, a
Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou
agravo de instrumento da Gold Service Sistemas de
Limpeza que pretendia a reforma da decisão que a
condenou ao pagamento do adicional a ex-empregada da
empresa.
No caso relatado pelo ministro Maurício Godinho Delgado,
laudo pericial confirmou que a trabalhadora realizava
tarefas de limpeza e higienização de sanitários no
Aeroporto Internacional Salgado Filho, localizado na
capital gaúcha, em Porto Alegre, além de atuar como gari
nas calçadas do aeroporto. Nessas condições, tanto a
sentença de primeiro grau quanto o Tribunal do Trabalho
da 4ª Região (RS) concederam o adicional de
insalubridade à empregada.
O Regional inclusive afastou a aplicação à hipótese do
item II da Orientação Jurisprudencial nº 4 da Seção I de
Dissídios Individuais do TST, que considera indevido o
adicional de insalubridade nas hipóteses em que a
atividade desenvolvida é de limpeza de residência e
escritório. Para o TRT, a trabalhadora prestava serviços
em local com grande número de usuários e estava em
contato permanente com agentes biológicos que prejudicam
a saúde, por isso tinha direito ao recebimento do
adicional em grau máximo, conforme as regras da Norma
Regulamentadora nº 15 do Ministério do Trabalho e
Emprego.
Segundo o ministro Maurício Delgado, de fato, não é
possível ampliar os critérios de concessão do adicional
de insalubridade estabelecidos na NR nº 15 a situações
diversas, sob pena de comprometer o objetivo da proteção
normativa. No entanto, observou o relator, a atividade
de limpeza e coleta de lixo em banheiros de uso
coletivo, como a exercida pela trabalhadora, expõe a
profissional ao contato permanente com agentes nocivos à
saúde humana, equiparados ao lixo urbano descrito no
anexo 14 da NR nº 15, como atividade passível de
recebimento do adicional de insalubridade em grau
máximo.
A empresa ainda alegou no agravo que fornecia
equipamento de proteção individual à trabalhadora, e,
portanto, ela não mantinha contato direto com áreas
contaminadas. Mas o ministro Maurício esclareceu que,
nesse ponto, seria necessário reexaminar fatos e provas
dos autos, o que não é possível no TST (incidência da
Súmula nº 126).
Como o relator negou provimento ao agravo da Gold
Service e foi acompanhado pelos demais integrantes da
Sexta Turma, na prática prevalece a condenação da
empresa ao pagamento do adicional de insalubridade em
grau máximo à ex-empregada.
(AIRR-34641-83.2007.5.04.0017)
Fonte: TST

27/08/10
-
Indústria de SP puxou recorde da população ocupada
A indústria de
São Paulo foi um dos setores que mais ajudou a
impulsionar o recorde no patamar de população ocupada no
mercado de trabalho em julho, que foi de 22,0 milhões de
pessoas. Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego
(PME), Cimar Azeredo, o setor industrial paulista
representa 48% do total da população ocupada na
indústria nas seis regiões metropolitanas do País. No
total da população ocupada, a participação dos
trabalhadores de São Paulo é de 40%.
A taxa de
desemprego em São Paulo recuou de 7,4% para 7,2% de
junho para julho. O número de trabalhadores na região
metropolitana paulista cresceu 1,1%, no período, para
9,29 milhões - um acréscimo de 104 mil novas vagas. De
acordo com Azeredo, na indústria em São Paulo, a
população ocupada cresceu 4,1% no mês passado ante o mês
anterior, para 1,9 milhão de pessoas, ou seja, um
adicional de 76 mil vagas.
"A indústria de
São Paulo foi a que mais sofreu com a crise, com a
eliminação de postos de trabalho nas fábricas", lembrou
o economista, acrescentando que o cenário mostrado pela
região metropolitana em julho refletiu basicamente o
cenário nacional, tendo em vista o peso da região no
cálculo de dados sobre mercado de trabalho. "São Paulo
tem um 'efeito farol': o que acontece ali, acaba por
direcionar o cenário nacional. O mercado de trabalho em
São Paulo está vigoroso", concluiu.
Fonte: Agência Estado

27/08/10
-
Taxa de desemprego medida pelo IBGE cai para 6,9% em
julho
A taxa
de desemprego em julho foi de 6,9%, a menor para este
mês desde março de 2002, segundo os dados da Pesquisa
Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (26).
Em relação a junho, quando a taxa foi de 7%, o índice de
julho ficou praticamente estável, e na comparação com o
mês de julho de 2009, a queda foi de 1,1 ponto
percentual.
De
acordo com a pesquisa do IBGE, a população desocupada,
calculada em 1,6 milhão de pessoas, ficou estável em
julho e recuou 11,3% na comparação anual. Já a população
ocupada, estimada em 22 milhões, manteve-se estável no
mês e cresceu 3,2% em relação a julho de 2009.
Os
dados de julho também apontam estabilidade no número de
trabalhadores com carteira de trabalho assinada (10,2
milhões), que registrou um crescimento de 5,9% em
relação a julho do ano passado. O rendimento médio real
dos trabalhadores em julho cresceu 2,2%, ficando em R$
1.452,50.
Na
análise das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo
IBGE (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte,
Salvador, Recife e Porto Alegre), a variação mais
significativa na taxa de desocupação foi registrada na
capital pernambucana (8,6% em junho para 10% em julho).
(Repórter Paulo Virgílio)
Fonte: Agência Brasil

27/08/10
-
Negociações salariais de 2010 são as mais vantajosas
para o trabalhador, diz Dieese
Nos últimos três
anos, a quase totalidade dos trabalhadores que
permaneceram no mesmo emprego conseguiu recuperar as
perdas inflacionárias do período por meio de negociações
salariais coletivas. É o que aponta um estudo do
Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) divulgado nesta quinta-feira
(26), em São Paulo (SP).
O balanço das
campanhas salariais concluídas durante o primeiro
semestre deste ano indica a manutenção da tendência de
aumentos salariais acima da inflação. Segundo o
coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José
Silvestre Prado de Oliveira, 97% das 290 negociações
concluídas nos primeiros seis meses de 2010 resultaram
em ganhos salariais iguais ou acima da inflação.
Se analisadas
apenas as negociações que resultaram em ganhos salariais
reais (descontada a inflação), o resultado atingido no
primeiro semestre de 2010 foi melhor dos últimos dois
anos. Este ano, 87,9% (255 negociações) das campanhas
resultaram em aumentos acima do Índice Nacional de
Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2008 e
2009 estes percentuais foram de, respectivamente, 75,2%
e 76,6%. O melhor resultado registrado anteriormente
havia ocorrido em 2007 (87,1%).
Enquanto em 2008
nenhuma categoria conseguiu conquistar mais de 5% de
aumento acima da inflação, em 2010 ao menos 16 das 290
negociações (5,5%) resultaram em ganhos reais de salário
acima deste patamar. Consequentemente, o percentual de
categorias que não conseguiram recompor as perdas
inflacionárias foi menor que nos últimos dois anos.
O número de
campanhas salariais que culminaram na concessão de
reajustes abaixo da inflação foi menor que o dos dois
anos anteriores. Apenas 3,1% das negociações não
recompuseram as perdas inflacionárias, percentual bem
inferior aos 8,12% registrados em 2008 e 7,2% em 2009.
"Os resultados
são extremamente positivos. O crescimento era esperado,
mas não há dúvida de que 2010 está se configurando como
o melhor ano para as negociações salariais e eu aposto
que este ano venha a se configurar como o melhor [da
história]". Para Oliveira, o bom momento pelo qual
vem passando a economia brasileira nos últimos anos
possibilitou negociações mais vantajosas para os
trabalhadores. "O desafio agora é ampliar a participação
da renda do trabalho na renda nacional, o que tem que
ser feito via o debate da produtividade e de melhorias
dos patamares salariais", conclui Oliveira.
(Repórter Alex Rodrigues)
Fonte: Agência Brasil

A Previdência
Social registrou um déficit de R$ 2,565 bilhões em
julho, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da
Previdência Social. O valor é resultado de uma
arrecadação líquida de R$ 16,844 bilhões e uma despesa
com pagamentos de benefícios previdenciários de R$
19,410 bilhões. Todos os valores anteriores a junho são
corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC).
Em julho de 2009,
o déficit da Previdência havia sido de R$ 3,230 bilhões
e, em junho deste ano, o saldo ficou negativo em R$
2,776 bilhões. O déficit da Previdência registrou uma
queda de 7,6% na comparação entre julho e junho e uma
redução de 20,6% na comparação com julho de 2009.
Nos primeiros
sete meses de 2010, o déficit da Previdência somou R$
25,381 bilhões, o que indica uma leve diminuição de 1,6%
na comparação com o período de janeiro a julho de 2009,
quando o saldo ficou negativo em R$ 25,787 bilhões. Nos
primeiros sete meses deste ano, a Previdência arrecadou
R$ 112,255 bilhões, mas teve despesas no valor de R$
137,636 bilhões no período. Os valores acumulados também
são corrigidos pelo INPC.
A arrecadação
cresceu 10,4% de janeiro a julho em relação ao mesmo
período do ano passado, quando somou R$ 101,683 bilhões.
Já o pagamento de benefícios previdenciários avançou 8%
no período. De janeiro a julho de 2009, essas despesas
somaram R$ 127,470 bilhões.
Fonte: Agência Estado

27/08/10
-
Ficha Limpa alcança todos os candidatos já condenados
Num momento em que o Congresso discute a reforma do
Código Eleitoral e a sociedade pressiona para que se
garanta a idoneidade dos candidatos a cargos eletivos, o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou que a Lei da
Ficha Limpa, além de ser aplicável às eleições deste
ano, alcança todos os candidatos já condenados por um
colegiado de juízes. O entendimento dos ministros deve
dificultar a situação de candidatos já condenados em
decisões colegiadas que concorrem, por exemplo, a vagas
no Senado Federal.
No entendimento dos ministros, no caso da Lei da Ficha
Limpa não está em questão a retroatividade legal, mas as
condições de elegibilidade estabelecidas pela nova
norma. Dentre elas, o de não ter sido condenado por um
colegiado em uma lista de crimes.
De acordo com informações do site do TSE, 33 candidatos
ao Senado Federal aguardam julgamento de recursos contra
decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) que
negaram a eles o registro da candidatura. Os dados são
desta quinta-feira (25).
A decisão de aplicar a Lei da Ficha Limpa a condenações
anteriores à sua vigência foi tomada ontem (25) no
julgamento do primeiro caso concreto em que se discutiu
o indeferimento de um registro de candidatura por
condição de inelegibilidade prevista na nova regra. Por
maioria de votos (5x2) o plenário do TSE negou o recurso
no qual Francisco das Chagas, candidato do PSB a uma
vaga na Assembleia Legislativa do Ceará, tentava
conseguir seu registro.
Condenado por captação ilícita de votos nas eleições de
2004, com base na Lei das Eleições (9.504/97), Francisco
das Chagas estava inelegível por três anos. Contudo,
pelo entendimento do TSE, ele não poderá participar das
eleições do dia 3 de outubro porque a Lei da Ficha Limpa
ampliou o período de inelegibilidade para oito anos.
Ao concluir a votação, o presidente do TSE, ministro
Ricardo Lewandowski, ressaltou a necessidade da
idoneidade moral para o exercício de cargo eletivo.
- O Congresso Nacional entendeu que não pode exercer o
mandato político aquele que foi condenado por
determinadas infrações - observou.
A Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), aprovada
pelo Senado em maio, altera a Lei das Inelegibilidades
(LC 64/90). O novo texto proíbe as candidaturas de
pessoas condenadas por tribunal em decisão colegiada
pela prática de crimes eleitorais, crimes hediondos e
outros especificados na lei. Além disso, a Lei da Ficha
Limpa fixa o período de inelegibilidade em oito anos a
partir da condenação. Sancionado pelo presidente Luiz
Inácio Lula da Silva em 4 de junho, o texto passou a
valer a partir da publicação no Diário Oficial, no dia 7
de junho.
Fonte: Agência Senado

27/08/10
-
Entenda o Ficha Limpa
Para entender a regra de exclusão de candidatos
introduzida pela lei do Ficha Limpa é preciso deixar de
lado o aspecto do tempo. Pense em termos dos critérios
estabelecidos para que alguém esteja apto a concorrer e
ser eleito.
O critério de exclusão, ou de indeferimento, da
candidatura é a condenação pelo pretendente a candidato,
em julgamento por um colegiado de juízes, uma turma de
magistrados. Ainda que a sentença não seja a definitiva.
Ou, como se diz na linguagem jurídica, transitada em
julgado.
De acordo com a interpretação do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), não importa se a condenação se deu
antes ou depois da sanção da lei, em 4 de junho de 2010.
Importa que foi proferida a sentença contra aquele, ou
qualquer outro, cidadão que se apresente como candidato.
Para o tribunal não faz sentido afirmar que a lei está
retroagindo, voltando atrás, para prejudicar o
candidato, o que seria contrário ao princípio jurídico
consagrado na constituição em seu artigo 5º, parágrafo
40: "A lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar
o réu".
A lei prejudicaria se alguém fosse destituído do seu
mandato por um impedimento na legislação eleitoral
introduzido posteriormente à sua eleição e posse. Ou
seja, se esse alguém tivesse sido eleito dentro da
vigência de uma legislação e fosse destituído com base
em legislação que entrou em vigor depois. Se tal ou qual
ato ou situação não impedia candidatura e eleição, a
nova lei não poderia tirar o mandato do eleito.
Pelo que se observa do entendimento emitido pelo TSE, o
pretendente a candidato não conquistou nada em que possa
ser prejudicado por uma legislação nova. Ele tem apenas
a pretensão de se eleger. E, no caso, o legislador,
apoiado pelo Poder Judiciário, está dizendo que há um
novo critério de exclusão: o de ter sido condenado por
uma sentença proferida em decisão colegiada.
Façamos uma analogia entre o Ficha Limpa e a eleição
para cargo em condomínio residencial: Em 2009, o senhor
Fulano de Tal apoderou-se de um equipamento do edifício.
Sua responsabilidade foi comprovada e o condômino,
punido com multa, além de ser obrigado a devolver o bem
roubado. Digamos que, em 2010, a assembléia de moradores
decida que só poderão concorrer ao cargo de síndico os
condôminos que não tenham sido punidos por infração ao
regimento. Logo, o senhor Fulano de Tal estará excluído,
mesmo que sua infração tenha sido cometida antes da
mudança das regras do condomínio.
Fonte: Agência Senado

27/08/10
-
Órgão público pode assumir dívidas trabalhistas de
terceirizados
Encargos trabalhistas que deixaram de ser pagos por
empresa contratada por um órgão público poderão vir a
ser pagos por esse ente público. Atualmente, a Lei de
Licitações (Lei 8.666/93) não permite isso, mas projeto
de lei do Senado (PLS 296/09) quer mudá-la para
estabelecer a responsabilidade subsidiária do poder
público por encargos trabalhistas não pagos nos
contratos de terceirização ou intermediação de mão de
obra. A matéria está pronta para ser votada, em
decisão terminativa,
pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania
(CCJ).
Durante votação da matéria na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), o PLS 296/09 recebeu emenda determinando
que, no caso de a administração pública ter de assumir
esse tipo de dívida trabalhista, a empresa inadimplente
ficará impedida de participar de licitações pelo prazo
de cinco anos. O relator na CCJ, senador Marconi Perillo
(PSDB-GO), decidiu manter a emenda da CAS por
considerá-la "meritória".
Perillo concorda com o autor do projeto, senador Papaléo
Paes (PSDB-AP), sobre a necessidade de colocar na Lei de
Licitações entendimento já firmado pela Justiça do
Trabalho. É que a Súmula 331 do Tribunal Superior do
Trabalho (TST) concluiu que a administração pública deve
responder subsidiariamente por encargos trabalhistas não
recolhidos por empresas por ela contratadas.
"As alterações propostas encontram total respaldo nos
princípios que norteiam a nossa ordem política e
jurídica, pela sua preocupação em poupar os direitos dos
trabalhadores de prejuízo pelos quais eles não podem ser
responsabilizados. O inadimplemento das obrigações por
parte das empresas prestadoras de serviços gera
injustiças para com os cidadãos, se os pagamentos dos
trabalhos não forem honrados pela Administração",
comentou Marconi Perillo, no parecer favorável ao PLS
296/09.
Fonte: Agência Senado

27/08/10
-
Ordem judicial determina contratação de médicos pelo
INSS
Profissionais atuarão para colocar em
dia as perícias que estão atrasadas
Por determinação da 19ª da Justiça
Federal, em São Paulo, o Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) vai contratar médicos peritos
temporariamente. O objetivo é impedir que a espera entre
o agendamento e a realização de perícias médicas supere
15 dias. A contratação, em caráter excepcional, foi
determinada pela Justiça Federal atendendo a pedido do
Ministério Público Federal.
O ministro da Previdência Social, Carlos
Eduardo Gabas, informou que o INSS já está trabalhando
nas normas para que o processo de contratação seja
iniciado na próxima semana. “Vamos começar
imediatamente. Cumpriremos a decisão judicial e vamos
contratar temporariamente médicos para realizar essas
perícias que não estão sendo realizadas pelos
servidores, até que se resolva o problema da greve e até
que se resolva a quantidade de perícias não realizadas”,
disse o ministro.
Desde o início da greve, em 22 de junho,
deixaram de ser realizadas cerca de 400 mil perícias
médicas, causando transtornos para os trabalhadores
afastados do trabalho por incapacidade. É que o exame é
obrigatório para a concessão do auxílio-doença e da
aposentadoria por invalidez. O ministro explicou que
foram feitas diversas tentativas de negociação com a
associação que representa a categoria, mas houve um
impasse. “A associação não quis avançar. Colocou uma
condição que é ilegal, a de trabalhar meio período e
receber por período integral, e outra que não aceitamos,
porque é imoral, que é a de não colocar as perícias em
dia”, afirmou Gabas.
O ministro enfatizou que qualquer
negociação que o governo venha a fazer pressupõe colocar
em dia o trabalho que não foi realizado. Segundo ele, a
agenda pode ser normalizada em 15 dias, desde que os
peritos médicos se disponham a compensar os dias
parados. “Se os médicos voltassem ao trabalho e
atendessem a nossa proposta de trabalhar em plantões e
realizar perícias à noite e nos finais de semana, em 15
dias colocaríamos a agenda em ordem”, assegurou o
ministro.
O ministro disse que está marcada para
segunda-feira (30) uma reunião com a Federação Nacional
dos Médicos (Fenam) na qual serão discutidos tanto o fim
da greve quanto critérios para a contratação dos
trabalhadores temporários. Gabas explicou que as
contratações serão concentradas onde as perícias estão
represadas e que o treinamento não deve ser longo. A
expectativa do governo é a de que muitos dos médicos que
serão contratados já tenham feito esse trabalho quando
as perícias eram terceirizadas.
Fonte: MPAS

A Câmara
dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7.707/2010, do
deputado Germano Bonow (DEM-RS), que prevê assistência
gratuita de advogado em causas de até 10 salários
mínimos em Juizados Especiais. Pela proposta, onde não
houver Defensoria Pública, o Estado fica obrigado a
arcar com as despesas de honorários. O texto altera a
Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais (Lei
9.099/1995).
A proposta
também torna obrigatório o acompanhamento de advogado
nas causas de valor superior a 10 salários mínimos.
Nesses casos, no entanto, não há exigência de
gratuidade. Atualmente, a lei dispensa a assistência de
advogados em causas de até 20 salários mínimos. Para
causas acima desse valor, o acompanhamento de advogado é
obrigatório.
De acordo
com o autor do projeto, a alteração proporcionará maior
eficiência, celeridade e segurança jurídica nos
processos. “A presença do advogado é fundamental para o
indispensável equilíbrio na relação processual”, afirma
Bonow.
O deputado
diz que, em geral, os cidadãos têm de enfrentar sozinhos
departamentos jurídicos de grandes empresas em suas
causas. O projeto tem o apoio de outros 20 deputados da
bancada gaúcha, que também assinam a proposta.
A proposta
será analisada em caráter conclusivo. Ou seja, o projeto
não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas
comissões designadas para analisá-lo: comissões de
Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania. O projeto só perderá esse caráter em duas
situações. Quando houver parecer divergente entre as
comissões (rejeição por uma, aprovação por outra) ou se,
depois de aprovado pelas comissões, houver recurso
contra a decisão de 51 deputados (10% do total). Nos
dois casos, o projeto precisará ser votado pelo
Plenário.
Fonte: Consultor Jurídico

27/08/10
-
Trabalhadores negociam mais e melhor, mas rotatividade
de mão de obra limita aumento salarial médio
Mesmo com a
crescente melhora dos resultados das negociações
salariais trabalhistas, a rotatividade da mão de obra
tem impedido que o poder de compra dos trabalhadores
cresça na mesma proporção dos ganhos de produtividade.
Segundo o coordenador de Relações Sindicais do Dieese,
José Silvestre Prado de Oliveira, a terceirização e a
substituição de trabalhadores antigos por profissionais
com salários mais baixos têm o "efeito danoso" de fazer
com que o salário médio cresça pouco ou simplesmente não
cresça.
"Salvo algumas
exceções, um funcionário novo sempre é contratado por um
salário menor do que o que era pago ao trabalhador mais
experiente que foi demitido e isso provoca o achatamento
da média salarial, mesmo quando o volume [a massa]
salarial pago cresce de forma a acompanhar o maior
número de pessoas contratadas", disse Oliveira à
Agência Brasil
logo após a divulgação, em São Paulo (SP), do balanço
das negociações salariais do primeiro semestre deste
ano.
Para Oliveira,
reduzir a rotatividade da mão de obra é um dos desafios
que devem ser enfrentados, aproveitando o bom momento da
economia brasileira, que resulta em boas negociações
sindicais, com ganhos salariais reais para a maioria das
categorias organizadas.
Para o
sindicalista Atenágoras Lopes, da direção da Coordenação
Nacional de Lutas (CSP-Conlutas), os trabalhadores
também precisam aproveitar o bom momento para insistir
na participação nos ganhos de produtividade das
empresas. "Temos tido ganhos, mas quando se compara o
aumento médio dos ganhos reais dos trabalhadores com o
crescimento da produtividade por trabalhador, o abismo é
enorme. Nós temos que incorporar este tema ou vamos
seguir nos contentando com inflação mais 2% de aumento
real", concluiu Lopes.
(Repórter Alex Rodrigues)
Fonte: Agência Brasil

26/08/10
-
Dieese: rendimento médio do trabalhador sobe para R$
1.265 em junho
O rendimento médio real da população ocupada das
sete principais regiões metropolitanas do País registrou
aumento de 0,5% em junho, na comparação com o mês
anterior, atingindo média de R$ 1.265.
Por capitais analisadas, o rendimento real subiu
em Recife (4,1%, onde passou para R$ 862), Fortaleza
(3%, para R$ 830), Belo Horizonte (1,7%, para R$ 1.364)
e Porto Alegre (0,9%, para R$ 1.294).
Em contrapartida, houve queda do rendimento em
Salvador (1,3%, para R$ 1.084) e no Distrito Federal
(0,6%, para R$ 1.901). Já em São Paulo (R$ 1.320), houve
estabilidade no rendimento real.
Para os
assalariados, houve queda de 0,2% nos rendimentos,
frente a maio. No sexto mês do ano, eles receberam R$
1.319, em média. Os dados fazem parte da PED (Pesquisa
de Emprego e Desemprego), divulgada nesta quarta-feira
(25) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos
Socioeconômicos).
No ano
Na análise anual, o rendimento médio real dos
ocupados apresentou elevação de 3,2%, enquanto que o dos
assalariados não variou.
Dentre as
capitais do levantamento, houve aumentos em Recife
(11,8%), Salvador (8%), Belo Horizonte (7,3%), Fortaleza
(3,1%), Porto Alegre (2,8%) e São Paulo (2%) e redução
nos rendimentos no Distrito Federal (-1,1%).
Massa de
rendimentos
Considerando a massa de rendimentos dos
ocupados e assalariados para o conjunto das áreas
analisadas, na comparação anual, a pesquisa aponta
crescimento de 7,1%, no primeiro caso, e de 5,6%, no
segundo. Em ambos, o bom resultado aconteceu devido ao
aumento dos níveis de ocupação.
De maio para
junho, por sua vez, a massa de rendimentos reais dos
ocupados cresceu 1,3%, devido à elevação do nível de
ocupação e do rendimento médio. Já para os assalariados,
a massa de rendimentos aumentou 0,7%.
Fonte: InfoMoney

26/08/10
-
Dieese apresenta projeto piloto para formalizar 5 mil
trabalhadores
O Departamento
Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
(Dieese) apresentou nesta quarta-feira (25) um projeto
piloto que pretende formalizar 5 mil trabalhadores em
cinco estados (Goiás, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina
e Rio Grande do Sul). A entidade apresentou o plano
durante reunião do Conselho Nacional de Previdência
Social, no Ministério da Previdência Social, durante a
manhã.
O representante
do Dieese no conselho, Clemente Ganz Lúcio, afirmou que
50% da força de trabalho nos centros urbanos, onde o
projeto está sendo desenvolvido, é informal. “A atração
desses trabalhadores é importante porque eles estão fora
da proteção sindical e de uma série de benefícios. As
centrais sindicais se preocupam com isso como um
problema”, ressaltou.
A finalidade do
projeto é legalizar pequenos empregadores, aqueles que
trabalham por conta própria, autônomos, membros de
cooperativas e empregados domésticos.
A iniciativa,
segundo Ganz Lúcio, despertou atenção do Banco Mundial.
O banco, segundo ele, espera colher experiências
implementadas no Brasil para servir de modelo a países
onde a questão é também um problema social.
O projeto está em
fase de idealização em Morrinhos e Ituporanga, em Goiás,
em Porto Alegre, Curitiba, em Santa Catarina e em
Caruaru (Pernambuco). (Repórter
Lourenço Canuto)
Fonte: Agência Brasil

26/08/10
-
Dieese: desemprego é menor em BH e Porto Alegre
A Pesquisa de
Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação
Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e
Estudos Socioeconômicos (Dieese) em sete regiões
metropolitanas do País, apontou que Belo Horizonte
apresentou a taxa mais baixa de desocupação em julho, de
8,3%. Em seguida aparece Porto Alegre, com 8,9%.
De acordo com o
coordenador de pesquisas do Dieese, Francisco Oliveira,
alguns fatores podem explicar o bom desempenho dessas
áreas. Elas são as únicas regiões que apresentam taxa de
desemprego de um dígito, enquanto as outras cinco (São
Paulo, Salvador, Recife, Distrito Federal e Fortaleza)
registram um patamar superior a 10%. "Em Belo Horizonte
e Porto Alegre, o mercado de trabalho é mais estruturado
nos diversos segmentos produtivos, o que diminui
naturalmente a participação do emprego informal", disse
Oliveira.
Nessas duas
capitais e em São Paulo, a evolução do nível de emprego
foi marcada sobretudo pela expansão das contratações da
indústria, o que, segundo ele, puxou o nível de ocupação
em outros segmentos, como o comércio e o setor de
serviços. No caso particular de Belo Horizonte, ocorreu
uma forte alta das vendas do varejo no mês passado, em
relação a um período de 12 meses anteriores. "A economia
em bom ritmo de expansão nos últimos 12 meses é a
principal responsável pela queda da taxa de desemprego
de 11% em julho de 2009 para 8,3% em julho de 2010 em
Belo Horizonte e de 12% para 8,9% no mesmo período em
Porto Alegre ", comentou Oliveira.
Para a economista
Patricia Lino Costa, do Dieese, uma das hipóteses que
pode explicar a evolução do varejo na capital mineira é
que a cidade tem forte presença de atividades de
comércio e serviços. Estes setores foram fortemente
atingidos no ano passado pelos efeitos da crise
financeira internacional e, agora, mostram recuperação.
"A recuperação atual está vinculada à retomada do nível
de atividade, inclusive no setor siderúrgico", disse
Patricia.
Oliveira destacou
que há uma boa evolução do nível de emprego também em
outras capitais. Em Fortaleza, o boom da construção
civil está sendo determinante para levar a taxa de
desemprego para uma marca historicamente baixa. De
acordo com a PED, a região metropolitana cearense
apresentou um nível de desocupação de 12,3% em julho de
2009, que baixou para 10,6% em junho deste ano e caiu
para 10,2% no mês passado.
No caso de São
Paulo, além da construção civil e da indústria, o
comércio ajudou a melhorar o nível de emprego. Em julho
do ano passado, a taxa de desemprego estava em 14,8%.
Ela recuou para 12,9% em junho de 2010 e atingiu 12,6%
em julho deste ano.
Fonte: Agência Estado

26/08/10
-
Projeto regula compra de ações de empresas por seus
empregados
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7387/10, que regulamenta os planos de
opção de compra de ações de empresas por seus
funcionários, os chamados stock options plan.
Esses planos oferecem aos empregados o direito de
comprar uma parte do capital da empresa a preços
preestabelecidos.
De acordo com a
proposta, para incentivar a compra de capital social
pelos funcionários, as empresas poderão instituir
descontos de até 15% do valor das ações no pregão da
Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo
(BM&F Bovespa S.A). Pelo texto, os acordos desse tipo
são independentes dos contratos de trabalho e a
remuneração das ações compradas não são consideradas
salários.
Parceiros
do crescimento
O autor do projeto, deputado Dr. Ubiali (PSB-SP),
explica que esse tipo de prática vem sendo adotada há
muitos anos nas grandes empresas. A Lei 6.404/76 já
autoriza a opção de compra de ações por empregados,
desde que dentro do limite de capital autorizado da
empresa - ou seja, o limite estatutário para aumentar o
capital social de uma empresa. De acordo com Dr. Ubiali,
o objetivo desses planos é "transformar os empregados em
parceiros do crescimento e do sucesso das empresas".
Para o deputado,
contudo, falta regulamentação para os stock options
plan. Segundo ele, a ausência de regras específicas
vem forçando empresas e empregados a procurar a Justiça
sempre que há alguma divergência sobre o tema. "As
decisões são proferidas de forma morosa, o que é
prejudicial para a atividade empresarial e provoca
instabilidade dos investidores e acionistas", argumenta
o parlamentar.
Limites
O projeto de regulamentação estabelece que os planos de
exercício de opção de compra no caso dos administradores
devem representar, no máximo, 6% do capital social da
sociedade anônima de capital aberto sediada no Brasil.
Para os demais empregados, o limite é de 10% do capital.
Pelo projeto, a
Comissão de Valores Mobiliários
(CVM) poderá aumentar ou diminuir esses limites,
a depender do setor econômico de atuação ou do tamanho
da empresa.
O projeto prevê
que o detalhamento do plano de opção de compra deverá
ser aprovado por assembleia geral de acionistas. Após
essa etapa, a empresa deverá enviar o documento à CVM em
até 30 dias. A comissão terá até 60 dias para fazer
qualquer recomendação de mudança no plano ou até impedir
a sua implementação.
Carência
A regulamentação proposta também institui um período de
carência e um prazo máximo para os planos. Dessa forma,
o empregado somente poderá comprar as ações a que tem
direito após o término da carência e antes do prazo
máximo. Todos esses períodos serão estabelecidos em cada
plano, especificamente.
Pelo projeto, se
o empregado for demitido por justa causa antes do fim da
carência, ele será impedido de comprar ações segundo as
regras do plano. Caso o funcionário seja demitido sem
justa causa, ele ainda poderá exercer seu direito de
compra, desde que a demissão ocorra em, no máximo, 180
dias antes do término da carência. Nesse caso, a cota
para compra será proporcional ao tempo de trabalho do
funcionário.
Tramitação
Sujeito à análise
conclusiva, o projeto será examinado pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e
Comércio; de Finanças e Tributação (inclusive no
mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7760/10, do Senado, que assegura
adicional de periculosidade a porteiros, vigias e
seguranças de prédios comerciais e residenciais. Pela
proposta, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT - Decreto-Lei 5452/43), zeladores, faxineiros e
serventes que, eventualmente, prestarem serviços de
vigilância e segurança também receberão o benefício.
O autor do
projeto, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), lembra que
são cada vez mais comuns casos de porteiros que foram
imobilizados ou até mesmo assassinados, devido à ação de
criminosos em prédios. Crivella argumenta ainda que a
instalação de câmeras, alarmes e cercas elétricas não
garantiu a segurança das edificações.
Para o senador,
portanto, é justo os profissionais da área de vigilância
receberem adicional de periculosidade em virtude do
constante risco a que são submetidos no dia a dia.
Tramitação
A proposta, que tramita em
regime de prioridade
e em
caráter conclusivo, será analisada pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

26/08/10
-
Empresa tem de garantir estabilidade a temporário
Seja
qual for a modalidade contratual, a empresa tem a
obrigação de garantir a estabilidade ao trabalhador
acidentado. Com essa fundamentação, a 5ª Turma do
Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito à
estabilidade provisória de um empregado, que se
acidentou em serviço quando trabalhava temporariamente
para a empresa ABB Ltda. Os ministros entenderam que não
há distinção legal entre contrato por prazo fixo e
contrato por prazo indeterminado no que se refere à
estabilidade por doença ocupacional.
O
trabalhador exercia a função de caldeireiro, quando se
acidentou e sofreu deslocamento de retina, em um dos
olhos. O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região
negou a estabilidade porque seu contrato era por prazo a
termo. O empregado recorreu ao TST. Alegou que a lei não
faz distinção entre contratos por prazo determinado e
indeterminado.
A
relatora do recurso, ministra Kátia Magalhães Arruda,
explicou os preceitos constitucionais e legais a
respeito dos direitos sociais e individuais do
trabalhador. “A estabilidade provisória em razão de
acidente de trabalho avulta-se como garantia social
constitucional em face da proteção ao trabalho, à saúde,
à previdência, à assistência social e à própria
existência da pessoa, independentemente da modalidade
contratual”, afirmou.
A
ministra constatou que não há como se concluir que o
trabalhador temporário, acometido de doença ocupacional,
seja excluído do benefício da garantia de 12 meses no
emprego, estabelecido no artigo 118, da Lei 8.213/91.
O TST
concedeu ao trabalhador o benefício. Os ministros
aplicaram a Súmula 396, I, do TST, que estabelece que,
exaurido o período de estabilidade, são devidos apenas
os salários do período de estabilidade. Diante da
impossibilidade da reintegração do empregado, o
TSTdeterminou o pagamento de indenização substitutiva,
compreendida de “salários vencidos e vincendos,
equivalente a 12 meses contados da cessação do
auxílio-doença acidentário, independentemente de
percepção de auxílio-acidente”. Com informações da
Assessoria de Imprensa do TST.
Fonte: Consultor Jurídico

26/08/10
-
Fabricante assina acordo para indenizar trabalhadoras
A marca
de roupas 775 assumiu extrajudicialmente sua
responsabilidade social pelo uso de mão de obra
terceirizada em condições degradantes. Pagou
integralmente as verbas rescisórias de duas costureiras
bolivianas, além de R$ 27,3 mil referente à indenização
por danos morais.
Durante
reunião de conciliação, realizada nesta terça-feira
(24/8), a empresa pediu a presença da intermediária W&J
Ltda., sua licenciada direta, a quem atribui a
responsabilidade pela situação precária a que eram
submetidas as trabalhadoras.
Assistidas pela Defensoria Pública da União em São
Paulo, as costureiras foram encontradas trabalhando em
oficina de costura da cidade de Carapicuíba, região
metropolitana de São Paulo, durante fiscalização do
Ministério do Trabalho.
“Com a
celebração do acordo, os direitos delas já foram
imediatamente resguardados, sem a necessidade de
aguardar o trâmite de uma ação judicial”, afirmou a
defensora Eliana Monteiro Staub Quinto, que participou
da conciliação. Com informações da Assessoria de
Imprensa da Defensoria Pública da União em São Paulo.
Fonte: Consultor Jurídico

26/08/10
-
STJ decide que bancos devem pagar correção das poupanças
de planos econômicos
A 2ª
Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) definiu,
nesta quarta-feira (25/8), que os bancos devem pagar as
diferenças de correção monetária das cadernetas de
poupança afetadas pelos planos econômicos Bresser,
Verão, Collor I e Collor II.
Os
magistrados também concluíram o prazo para que o
consumidor entre na Justiça em busca das diferenças:
cinco anos para ações coletivas e 20 para as
individuais.
O
Tribunal decidiu ainda os índices de correção para cada
plano, sendo 26,06% em relação ao Plano Bresser; 42,72%
quanto ao Plano Verão; 44,80% relativo ao Collor I; e
21,87% para o Plano Collor II.
Os
ministros tomaram a decisão no julgamento de dois
recursos especiais, da CEF (Caixa Econômica Federal) e
do ABN-AMRO Real S/A, submetidos ao rito da Lei
11.672/08, que estabeleceu a apreciação de temas
considerados repetitivos para aplicação em todos os
casos análogos.
Ainda
cabe recurso da decisão no STF (Supremo Tribunal
Federal), que pode manter o entendimento ou alterá-lo.
Perdas e danos
Os
percentuais de perdas são diferenciados caso a caso.
Porém, para quem tinha caderneta de poupança com
depósitos elevados, nos quatro planos econômicos, as
perdas podem somar até 95% porque os poupadores tiveram
prejuízos de 8,04% no Plano Bresser e perdas estimadas
em 20% no Plano Verão, 45% no Plano Collor 1 e 21% no
Plano Collor 2.
Um
decreto do Plano Bresser determinava que a correção da
poupança deveria ser feita pela valorização da LBC
(Letra do Banco Central) ou pela inflação de junho de
1987, a que fosse maior. A inflação foi de 26,06% e a
LBC, de 18%. As instituições financeiras não
consideraram o decreto e aplicaram a correção da LBC,
valendo-se de instrução anterior do Banco Central.
No
Plano Verão, aplicado pelo então ministro da Fazenda
Mailson da Nóbrega, o governo editou uma lei que
modificava mais uma vez o índice de correção da
poupança, com prejuízo de 20% para o poupador. Perda
semelhante, de 21%, também por alteração parecida,
ocorreu no Plano Collor 2.
No
Plano Collor 1, em março de 1990, a situação foi
diferente. Fernando Collor assumiu a Presidência da
República já com a determinação de bloquear por 18 meses
os saldos em conta-corrente, poupanças e demais
investimentos com mais de 50 mil cruzados novos, a moeda
da época, o que acarretou perdas estimadas em 45%, uma
vez que os bancos não creditaram a correção devida.
Fonte: Última Instãncia

25/08/10
-
Orçamento do FGTS aumenta para R$ 71 bilhões neste ano e
bate recorde histórico
O orçamento do
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para 2010
aumentou para R$ 71,8 bilhões, o maior valor da
história. O montante foi alcançado depois que o Conselho
Curador do fundo, que se reuniu hoje (24), ter liberado
mais R$ 6 bilhões para o FGTS.
Da verba extra, R$ 3 bilhões serão destinados à
habitação. Os recursos serão aplicados nos programas de
Carta de Crédito Individual, Carta de Crédito
Associativo e Apoio à Produção de Habitações. De acordo
com a Caixa Econômica Federal, que administra os
recursos do FGTS, o dinheiro permitirá o financiamento
de mais 75 mil moradias em todo o país.
Os R$ 3 bilhões restantes serão usados em obras de
saneamento e melhorias de infraestrutura urbana. Os
recursos beneficiarão o programa Pró-Transporte, que
teve a atuação ampliada pelo Conselho Curador. Além de
financiar investimentos no transporte urbano, o programa
fornecerá crédito para obras de pavimentação,
recapeamento, sistemas de drenagem, redes de água e
esgoto nas vias urbanas, calçamento e sinalização.
Com o aporte, o orçamento do FGTS para empréstimos em
habitação popular, saneamento ambiental e infraestrutura
urbana passou para R$ 41,5 bilhões. O orçamento total,
que engloba ainda as aplicações do Fundo de
Infraestrutura do FGTS (FI-FGTS) e os demais
investimentos, subiu para R$ 71,6 bilhões. (Repórter
Wellton Máximo)
Fonte: Agência Brasil

A produção
industrial brasileira voltou a crescer de forma
disseminada em julho, de acordo com Sondagem Industrial
divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria
(CNI). Em uma escala onde valores acima dos 50 pontos
apontam crescimento, o indicador que mede a evolução da
atividade no setor chegou a 53,4 pontos, ante 51,8
pontos em junho.
Segundo a CNI,
apesar do aumento na produção, a Utilização da
Capacidade Instalada (UCI) em julho ainda ficou abaixo
do usual para o mês. Seguindo a mesma metodologia, o uso
do parque instalado ficou em 49,1 pontos no mês passado,
ante 48,4 pontos registrados no mês anterior.
A sondagem também
revela que, pela primeira vez neste ano, os estoques
ficaram acima do planejado pelos empresários, com
indicador em 51,3 pontos. "Esse dado mostra que a
produção da indústria foi mais do que suficiente para
atender à demanda no período", afirmou o documento.
Realizada com
1.472 empresas entre os dias 2 e 18 de agosto, a
pesquisa também indica que as expectativas na indústria
continuam positivas. O indicador sobre a perspectiva dos
empresários para a demanda nos próximos seis meses
situou-se em 63,1 pontos. Já as perspectivas em relação
às exportações permanecem mais conservadoras, com índice
em 51,8 pontos.
Fonte: Agência Estado

25/08/10
-
Pesquisa CNT/Sensus: Dilma abre vantagem de 18 pontos
percentuais sobre Serra
A candidata Dilma Rousseff (PT) ampliou sua
vantagem em 17,9 pontos percentuais frente a José Serra
(PSDB) na corrida presidencial de 2010, de acordo com a
pesquisa CNT/Sensus publicada nesta terça-feira (24).
Com dados colhidos entre 20 e 22 de agosto, entre
mais de 2.000 eleitores, a pesquisa revelou que a
candidata governista pulou de 41,6% para 46,0% das
intenções na pesquisa estimulada, ao passo em que José
Serra caiu de 31,6% para 28,1% das opiniões, na
comparação com a pesquisa anterior.
Televisão
e rádio
A pesquisa capta a reação do eleitorado após o
início do horário eleitoral gratuito, de que 42,9% dos
eleitores afirmou ter assistido. Já 56,0% dos eleitores
considerou que o programa de Dilma Rousseff foi o
melhor.
Já a terceira
colocada nas pesquisas, Marina Silva (PV), recuou 0,4
ponto percentual, atingindo 8,1% das intenções. O total
de eleitores que declarou não saber ou não respondeu à
pesquisa chegou a 11,7%.
Fonte: InfoMoney

25/08/10
-
INSS envia 1,3 mil cartas para informar trabalhadores
que já podem se aposentar
Trabalhadores da
cidade que completam as condições para se aposentar por
idade em setembro devem receber nos próximos dias cartas
do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A
correspondência vai avisar ao cidadão que ele pode
requerer o benefício a partir da data de seu
aniversário.
Segundo o INSS,
devem ser enviadas 1.373 cartas-aviso para os homens que
completam 65 anos e mulheres que completam 60 a partir
do dia 1º de setembro.
O comunicado
contém um código de segurança que permite ao segurado
confirmar a sua autenticidade, protegendo-o contra
fraudes. A comprovação, em caso de dúvida, deve ser
feita pela Central 135 ou no portal
www.previdencia.gov.br.
(Repórter Roberta Lopes)
Fonte: Agência Brasil

25/08/10
-
Senado pode votar novos benefícios a idosos em programa
habitacional
Duas propostas que dão preferência aos idosos na
aquisição de residências em programas habitacionais
públicos ou subsidiados com recursos públicos poderão
ser analisadas pelo Plenário no esforço concentrado
marcado para a próxima semana. Uma delas trata do
percentual mínimo de unidades a serem destinadas a esse
segmento da população e a outra estabelece que as casas
estejam localizadas no pavimento térreo.
Pelo Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), as pessoas com
idade igual ou superior a 60 anos já têm direito à
reserva de 3% das unidades residenciais em programas
habitacionais. O artigo 38 dessa lei também prevê a
implantação de equipamentos urbanos comunitários
voltados para a terceira idade; a eliminação de
barreiras arquitetônicas e urbanísticas, para garantir a
acessibilidade; e a adoção de critérios de financiamento
compatíveis com rendimentos de aposentadorias e pensões.
Os dois projetos que tramitam no Senado alteram o
Estatuto do Idoso para garantir novos benefícios. O
primeiro (PLC 150/08) prevê que a reserva de 3% das
moradias para pessoas da terceira idade seja um patamar
mínimo de oferta de residências a essas pessoas. De
autoria do deputado Vanderlei Macris (PSDB/SP), o PLC
150/08 estabelecia, inicialmente, 5% de reserva para
moradia de idosos.
Alterado na própria Câmara, o projeto encaminhado ao
Senado manteve os 3% previstos no texto do Estatuto do
Idoso, mas transformados em percentual mínimo, a partir
da inclusão da expressão "pelo menos" na redação do
dispositivo.
A Comissão de Direitos Humanos e Legislação
Participativa (CDH) alegou aumento da proporção de
idosos na sociedade para aprovar a proposta. Já os
senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS)
rejeitaram a matéria por entenderem que o texto do
Estatuto do Idoso já prevê um percentual mínimo de
unidades."Os gestores dos programas habitacionais que
envolvem recursos públicos podem ampliar - e têm
ampliado, na prática - o percentual de moradias
destinadas aos idosos", explicou o relator na CAS,
senador Efraim Morais (DEM-PB), que encaminhou o voto
pela rejeição.
Piso térreo
O outro projeto em análise no Plenário (PLC 156/08)
determina que as unidades residenciais reservadas para
atendimento a idosos devem situar-se preferencialmente
no pavimento térreo. A proposta tem por objetivo criar
condições de acessibilidade necessárias para garantir
moradia digna às pessoas de terceira idade. Isso porque,
segundo alerta ao autor da proposta, o então deputado
Tarcísio Zimmermann, as unidades geralmente construídas
pelos programas habitacionais não contam com elevadores.
A proposta foi aprovada tanto na CAS como na CDH.
Fonte: Agência Senado

25/08/10
-
Alimentos e vestuário reduzem queda na inflação, segundo
Ibre da FGV
O Índice de
Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou 0,17%,
mantendo a tendência de queda dos preços, mas em um
ritmo abaixo do que havia sido registrado na segunda
prévia de agosto, quando a queda chegou a 0,19%.
Esta é a nona
semana consecutiva em que o Instituto Brasileiro de
Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV)
registra a tendência de baixa dos preços.
Segundo a FGV,
das sete classes de despesas que compõem o índice de
preços, quatro registraram uma menor queda ou uma
ligeira alta em comparação à última apuração, divulgada
no último dia 16: alimentação (de -1,09% para -0,94%),
vestuário (de -0,90% para -0,84%), educação, leitura e
recreação (de -0,10% para -0,05%) e habitação (que de
0,20%, passou a 0,23%).
Os demais itens
registraram uma desaceleração na variação de preços:
saúde e cuidados pessoais (de 0,35% para 0,17%),
transportes (de 0,29% para 0,23%) e despesas diversas
(de 0,73% para 0,47%).
De acordo com a
Fundação, a pequena alta dos preços dos alimentos foi o
fator que mais contribuiu para a deflação mais fraca do
IPC-S. No grupo, o subitem hortaliças e legumes, que
passou de -8,87% para -7,94%, foi o principal
responsável pela variação da taxa do IPC-S.
Os itens calçados
(0,23% para 0,37%), passagem aérea (-5,64% para -2,58%)
e taxa de água e esgoto residencial (0,00% para 0,74%)
contribuíram para acréscimo das taxas dos seguintes
grupos: vestuário (-0,90% para -0,84%), educação,
leitura e recreação (-0,10% para -0,05%) e habitação
(0,20% para 0,23%).
Os decréscimos
registrados nos itens cigarro (1,36% para 0,72%), artigo
de higiene e cuidado pessoal (0,28% para -0,06%) e
seguro facultativo para veículo (0,57% para -0,63%)
contribuíram para as desacelerações dos grupos despesas
diversas (0,73% para 0,47%), saúde e cuidados pessoais
(0,35% para 0,17%) e transportes (0,29% para 0,23%).
Fonte: Correio do Brasil

Depois de
22 anos de perder os dedos da mão esquerda, quando ainda
era menor aprendiz, um trabalhador decidiu recorrer à
Justiça do Trabalho com pedido de indenização contra seu
ex-empregador. Apesar do tempo passado, ganhou a causa.
O recurso movido pela Ullian Esquadrias Metálicas Ltda,
de São José do Rio Preto (interior de São Paulo), não
foi aceito. A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho
manteve a decisão que condenou a empresa ao pagamento de
indenização de R$ 151 mil por danos materiais, morais e
estéticos. A decisão foi unânime quanto ao não
conhecimento do Recurso de Revista da empresa.
O acidente
ocorreu quando o autor da ação operava uma máquina de
prensa para reforçar janelas venezianas. Ele tinha 15
anos de idade. Segundo a reclamação trabalhista, que
data de outubro de 2006, o então adolescente não
recebera treinamento para operar uma máquina de tal
periculosidade. Por conta do ocorrido, passou a receber
auxílio de R$ 140,53 do INSS.
Na defesa,
a empresa de esquadrias metálicas argumentou que o valor
requerido pelo autor da ação, de R$ 880 mil, era
exorbitante. Além disso, atribuiu culpa exclusiva ao
menor aprendiz, declarando que ele descumpriu ordem de
seu superior hierárquico.
Na
sentença, o juiz extinguiu o processo. Ele entendeu que
o direito de ação prescreveu, com base no artigo 7º,
inciso XXIX, da Constituição Federal. Segundo ele, após
o término do contrato de trabalho, o empregado tem dois
anos para postular os créditos trabalhistas.
No recurso
apresentado ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª
Região (Campinas), o trabalhador amparou-se no artigo
440 da Consolidação das Leis do Trabalho. No caso, como
o acidente vitimou menor de 18 anos, a tese da
prescrição não é válida. No acórdão do TRT, entendeu-se
que “a linha de defesa, no sentido de que o reclamante
tomou a iniciativa de tentar lidar com a referida
prensa, não tem sustentação, pois competia à reclamada
tomar as medidas capazes de impedi-lo. Reputa-se,
portanto, que a reclamada teve culpa pelo acidente de
trabalho sofrido pelo reclamante”.
A empresa
resolveu recorrer. No Tribunal Superior do Trabalho,
argumentou que cabia ao autor da ação comprovar a culpa
do empregador e salientou que a condenação se deu por
“mera presunção”. O ministro Vieira de Mello,
entretanto, não concordou. Com base o artigo 405 da CLT,
entendeu como apropriada a conclusão do TRT. De acordo
com o dispositivo, crianças e adolescentes não podem
trabalhar em locais perigosos. “Se o empregador tem o
dever contratual-legal de velar pela segurança, higidez
e incolumidade de seus trabalhadores, de zelar pelo meio
ambiente laboral, mediante a implementação das normas de
segurança e medicina do trabalho e de documentar esses
procedimentos, a ele cabe comprovar que cumpriu as
determinações legais”, declarou.
Tanto o
Direito do Trabalho quando o Direito do Consumidor
contribuíram na fundamentação do voto do ministro. No
segundo caso, o sujeito mais vulnerável possui
superioridade jurídica na relação contratual.
Amparando-se no solidarismo, declarou que “a reparação
da vítima afigura-se mais importante do que a
individualização de um culpado pelo evento danoso”.
Com informações da Assessoria de Comunicação do TST.
(RR-162900-27.2006.5.15.0017)
Fonte: Consultor Jurídico

25/08/10
-
Empregador tenta burlar direito à estabilidade com
ameaça de despedida
Um pacto
com a empregadora levou uma funcionária a rescindir
contrato que lhe assegurara estabilidade no emprego,
conquistada após oito anos ininterruptos de trabalho. O
acordo foi proposto pelo patrão como condição para
continuidade no emprego, alegando que a licença
maternidade gozada por ela retirava-lhe o direito à
permanência estável na empresa. A empregada assinou uma
procuração ao advogado contratado pelo empregador, o que
lhe garantiria, como contrapartida, indenização e
vantagens.
A Juíza
Substituta da 16ª Vara do Trabalho de Porto Alegre,
Juliana Oliveira, por meio de depoimentos de
testemunhas, entendeu que houve coação mediante ameaças
de despedida, e que tal ato teve o intuito de
desestabilizar profissional e emocionalmente a
reclamante, caracterizando assédio moral.
A empresa
foi condenada em 1º grau a pagar R$ 10 mil reais de
indenização por danos morais. Recorreu da sentença,
argumentando inexistência de provas de que a funcionária
tenha sofrido qualquer dano. Os magistrados integrantes
da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio
Grande do Sul, tendo como relatora do recurso ordinário
a Desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, negaram
provimento ao recurso, observando que há clareza do ato
ilícito da reclamada em relação à autora da ação,
configurando, portanto, assédio moral.
Foi
determinada ainda a reintegração da trabalhadora à
empresa, pois não há evidências de que o grau de
animosidade seja tão grande a ponto de tornar
desaconselhável. O Juízo de origem havia convertido em
indenização a reintegração, avaliando inadequado, devido
ao rancor entre as partes, o retorno da funcionária.
Fonte: Jusbrasil

25/08/10
-
Empresa perde recurso por apresentar cópia não
autenticada de procuração
A Subseção
II Especializada em Dissídios Individuais - SBDI-2 do
Tribunal Superior do Trabalho - TST rejeitou (não
conheceu) o recurso ordinário em mandado de segurança
interposto pela Comaso (Comercial de Alimentos Sorocaba
Ltda.), por esta não ter autenticado a cópia da
procuração do advogado que a representaria no recurso.
A Comaso,
inicialmente, insatisfeita com decisão de juiz de
primeiro grau que havia determinado o bloqueio de sua
conta bancária (execução provisória), em razão de
reclamação trabalhista, impetrou mandado de segurança no
Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região – TRT/SC,
para a reforma da sentença. No entanto, o Regional
julgou improcedente o mandado, extinguindo o processo
sem a resolução do mérito.
Inconformada, a empresa resolveu ingressar com recurso
ordinário em mandado de segurança no TST, para reformar
o acórdão do TRT catarinense. O que ela não esperava era
que seu recurso seria rejeitado pela SBDI-2, em virtude
da irregularidade da representação processual, ou seja,
a cópia da procuração constante dos autos não estava
autenticada, o que caracteriza a inexistência do
documento.
Segundo o
relator, ministro Caputo Bastos, a juntada de
instrumento procuratório nos autos, em cópia não
autenticada, contraria o artigo 830 da CLT, que obriga
as partes a apresentarem documentos originais ou em
fotocópias autenticadas. Para o ministro, a regularidade
de representação é questão de ordem pública, podendo o
órgão julgador, a qualquer momento e independentemente
de impugnação das partes, examiná-la.
O ministro
destacou, ainda, que não cabe a regularização na atual
fase recursal tampouco a concessão de prazo para tal. Os
ministros da SBDI-2, por unanimidade, acompanharam o
voto do relator. (ROMS-73800-28.2008.5.12.0000)
Fonte: TST

24/08/10
-
Analistas esperam que taxa básica de juros se mantenha
em 10,75% ao ano até o fim de 2010
Analistas do
mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC)
não esperam mais por aumento da taxa básica de juros, a
Selic, neste ano. A expectativa para a próxima reunião
do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro, e
para o final do ano caiu de 11% para 10,75% ao ano,
atual patamar da taxa básica. Há quatro semanas, a
previsão era de que a Selic fecharia 2010 em 11,75% ao
ano. Para o final de 2011, a projeção para a Selic
permanece em 11,50% ao ano.
O Comitê de
Política Monetária (Copom) do BC reúne-se nos próximos
dias 31 de agosto e 1º de setembro. Neste ano, ainda
haverá reuniões em outubro e em dezembro. Na última
reunião do Copom, em julho deste ano, os juros básicos
foram elevados de 10,25% para 10,75% ao ano.
A estimativa para
o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de
5,19% para 5,10%, neste ano. Para 2011, a estimativa
subiu de 4,80% para 4,86%, após 18 semanas de
estabilidade.
O boletim
Focus também traz a projeção para o Índice de
Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (IPC-Fipe) que neste ano deve ficar em 5%, a
mesma estimativa prevista anteriormente. Para 2011, a
projeção passou de 4,52% para 4,53%.
A projeção para o
Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna
(IGP-DI) foi alterada de 8,46% para 8,50%, neste ano.
Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste
ano, a expectativa passou de 8,51% para 8,56%. Para o
próximo ano, foi mantida em 5% a projeção para esses
dois índices.
A estimativa dos
analistas para os preços administrados permaneceu em
3,60%, em 2010, e foi alterada de 4,76% para 4,80%, em
2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por
serviços monitorados, como combustíveis, energia
elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação,
saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.
As estimativas
constam do boletim Focus, publicação divulgada
às segundas-feiras pelo BC com base em estimativas do
mercado financeiro para os principais indicadores da
economia.
(Repórter Kelly Oliveira)
Fonte: Agência Brasil

24/08/10
-
Micro e pequenas empresas criaram 74,5% das vagas de
emprego em julho
As MPEs (Micro e Pequenas Empresas) foram
responsáveis pela criação de 74,5% dos 181.796 empregos
com carteira assinada em julho.
As empresas com
até quatro pessoas foram responsáveis por 68,6% dos
postos de trabalho, o que representa 124,7 mil vagas do
total, enquanto os pequenos empreendimentos, que
empregam entre 20 e 99 funcionários, representaram 8,1%.
Já as
microempresas com cinco a 19 trabalhadores tiveram saldo
negativo de 2,2% do saldo total. As médias e grandes
responderam por pouco mais de 25,5% dos postos de
trabalho criados no período.
Os dados foram
extraídos pelo Sebrae do balanço do Caged (Cadastro de
Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e
Emprego.
Análise
por setor
Segundo a Agência Sebrae, as MPEs geram
empregos principalmente no setor de serviços, que
representou 23,8%, construção civil (20,1%) e indústria
de transformação (14,5%).
“Ressalte-se que os saldos de empregos líquidos
dessas empresas foram positivos em todos os demais
setores”, afirma o analista de Políticas Públicas do
Sebrae, Leonardo Mattar.
As pequenas
empresas com 20 a 99 empregados geraram mais empregos na
construção civil, com 3,8% de participação, seguida pela
indústria de transformação, com 2,9%.
As maiores perdas
das microempresas que empregam entre 5 e 19
trabalhadores ocorreram no comércio, com saldo negativo
de 3,8%, um problema verificado pelo quarto mês
consecutivo, segundo Mattar.
Fonte: InfoMoney

Segundo a EPE,
resultado puxou aumento do consumo de energia no País,
que subiu 8,4%
no mês em comparação a igual período de 2009
O consumo total
de energia elétrica no Brasil somou 34.382
gigawatts-hora (GWh) em julho, o que significa um
crescimento de 8,4% na comparação com o verificado em
igual mês de 2009, segundo o boletim mensal divulgado
nesta segunda-feira, 23, pela Empresa de Pesquisa
Energética (EPE). No acumulado em 12 meses, o consumo
atingiu 410.144 Gwh, o que representa alta de 6% ante o
período imediatamente anterior. No período de janeiro a
julho, o consumo aumentou 9,7% em relação ao apurado na
mesma etapa do ano passado.
O desempenho
observado no mês passado foi puxado principalmente pelo
setor industrial, cujo consumo apresentou uma expansão
de 13,7%, totalizando 15.915 GWh em julho de 2010. A EPE
nota que o valor representa um recorde histórico para a
classe, que havia registrado seu valor máximo no mês de
agosto de 2008 (15.823 Gwh). Na análise regional do
segmento, o destaque foi o crescimento no Sudeste, que
respondeu por 57% do consumo total desta classe no mês e
apresentou alta de 18,3% frente a igual período de 2009.
O consumo
residencial foi de 8.447 GWh, com crescimento de 4,2% em
julho. O número total de consumidores residenciais
atingiu a marca de 57,1 milhões, o que representa uma
expansão de 3,5% frente a julho de 2009. O consumo médio
residencial em 12 meses totalizou 155,9 KWh/mês, um
aumento de 3,8%. O consumo médio entre janeiro e julho,
de 157,2 KWh/mês, é o maior desde 2001, conforme a EPE.
O consumo
comercial somou 5.220 GWh em julho de 2010, alta de
4,5%. Segundo a EPE, esta é a primeira vez neste ano que
o crescimento mensal desta classe assume patamar
inferior a 5%. A taxa acumulada até julho é de 6,7%. A
intensificação das atividades de comércio, ressalta a
EPE, vem se dando em diversos ramos, como veículos,
motos e peças; móveis, eletroeletrônicos e informática;
e materiais de construção.
Fonte: Agência Estado

24/08/10
-
Gabas diz que espera acabar com greve de peritos do INSS
em 15 dias
O ministro da
Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse nesta
segunda-feira (23), no Rio, que espera acabar com a
greve dos médicos peritos do Instituto Nacional do
Seguro Social (INSS) em até 15 dias, mas que a
paralisação não tem data definida para terminar. "De
alguma maneira, temos que resolver em dez, 15 dias no
máximo, mas não tem data". A greve dos peritos já dura
dois meses e provoca atraso de 400 mil perícias.
De acordo com Gabas, o governo passou a dialogar com as
categoria por meio da Federação Nacional dos Médicos, na
tentativa de destravar as negociações que não avançam
com a entidade de classe, a Associação Nacional dos
Médicos Peritos. "Uma assembleia nacional para 5,5 mil
médicos que tem 50 pessoas não é representativa, na
minha opinião. Não teve uma assembleia no local de
trabalho, não teve uma assembleia em estado. Significa
que isso não é representação".
A Associação
Nacional dos Médicos Peritos não reconhece a
representatividade da Federação dos Médicos. Pede que os
filiados se abstenham de qualquer negociação e convoca
uma assembleia para a próxima quinta-feira (26).
Carlos Eduardo Gabas fez palestra sobre a Política de
Previdência Social no Brasil, no Curso de Altos Estudos
de Política e Estratégia da Escola Superior de Guerra.
(Repórter Isabela Vieira)
Fonte: Agência Brasil

24/08/10
-
FGTS: 304 mil trabalhadores recebem informações sobre o
fundo no celular
Os brasileiros têm aderido à tecnologia para
acompanhar seus direitos trabalhistas. Isso porque o
serviço de envio de mensagens do celular com informações
do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) já
atingiu mais de 300 mil trabalhadores.
Lançado
em abril de 2009, o serviço permite que o trabalhador
acesse informações sobre sua conta, como efetivação de
depósitos mensais pelo empregador e o rendimento do
saldo, atualizado com o crédito mensal de juros e
correção monetária.
De
acordo com a CEF (Caixa Econômica Federal), são 304 mil
trabalhadores cadastrados, em um universo de 32,4
milhões de profissionais com conta vinculada ao fundo.
Mensagens
O número de mensagens enviadas aos trabalhadores chegou
a sete milhões desde o lançamento do serviço.
Para
utilizar este serviço, é preciso cadastrar um apelido na
página de Serviços Online do FGTS no Portal do FGTS na
Internet (www.caixa.gov.br/fgts).
Dados
da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações)
revelaram que o número de celulares no Brasil chegou a
mais de 96 aparelhos para cada grupo de cem habitantes
em julho deste ano.
Fonte: InfoMoney

24/08/10
-
Prescrição de norma coletiva é parcial
Segundo a
jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a
prescrição do direito de requerer diferenças salariais
pelo descumprimento de cláusula normativa é parcial, e
não total como no caso de pedido que decorre de
alteração do pactuado. A orientação está prevista na
Súmula nº 294 do TST.
Por essa razão, a Quinta Turma do TST, em decisão
unânime, rejeitou (não conheceu) recurso de revista da
Volkswagen do Brasil. A relatora, ministra Kátia
Magalhães Arruda, considerou inaplicável ao processo o
artigo 7º, XXIX, da Constituição, como pretendia a
empresa, por não tratar de descumprimento de cláusula
normativa.
Como esse dispositivo estabelece prazo de cinco anos
para o trabalhador propor ação quanto a créditos
trabalhistas até o limite de dois anos após a extinção
do contrato, no entender da empresa, o ex-empregado
deveria ter ajuizado a ação nos cinco anos seguintes à
alteração, pois as diferenças salariais pretendidas
decorrem de ato único e exclusivo do empregador, sendo a
prescrição total, nos termos da Súmula 294/TST.
Nem o juízo de primeiro grau nem o Tribunal do Trabalho
de São Paulo (2ª Região) concordaram com os argumentos
da empresa. O TRT negou provimento ao recurso ordinário
da Volks ao concluir que a alteração unilateral do
contrato promovida pela empresa produziu redução
salarial proibida pela Constituição (artigo 7º, VI) e,
nessas situações, as diferenças resultantes estão sempre
sujeitas à prescrição parcial, conforme excepciona a
referida súmula.
Na Quinta Turma, a ministra Kátia Arruda ressaltou que a
Súmula nº 294 do TST é perfeitamente aplicável à
hipótese e não foi contrariada, como alegou a empresa.
Se por um lado a súmula prevê prescrição total em caso
de ação com pedido de prestações sucessivas decorrente
de alteração do pactuado, por outro, garante a
prescrição parcial quando o direito à parcela esteja
também assegurado por preceito de lei.
Assim, concluiu a relatora, a exceção prevista na parte
final da súmula autoriza a aplicação da prescrição
parcial pelo descumprimento de cláusula normativa.
(RR-223500-39.2002.5.02.0462)
Fonte: Âmbito Jurídico

24/08/10
-
Mais de 14 mil proposições aguardam deliberação dos
deputados na Câmara Federal
A
campanha eleitoral praticamente parou as atividades
parlamentares na Câmara Federal. Mesmo com o presidente
da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), tendo
convocado dois esforços concentrados nos dias 2, 3 e 4 e
17 e 18 deste mês, mais de 14 mil proposições aguardam
deliberações. São projetos de lei (PL), projetos de lei
complementar (PLP) e propostas de emenda à Constituição
(PEC). Desse total, 1.292 estão prontas para serem
votadas no plenário. Se forem aprovadas, a maioria será
encaminhada à apreciação do Senado Federal.
Entre as matérias prontas para serem votadas estão o
projeto de lei que trata do sistema de exploração do
pré-sal sob o regime de partilha e cria o Fundo Social,
o que altera a Lei Pelé, o que trata das cooperativas de
trabalho, o que institui a igualdade das mulheres no
trabalho, entre outros.
Também estão prontas para ir a plenário, as PECs do piso
salarial dos policiais e bombeiros, a que cria a Polícia
Penal, a que prevê a jornada de trabalho de 40 horas
semanais, o PLP que regulamenta a Emenda 29 – que
repassa mais recursos para a saúde e os projetos de
decreto legislativo (PDC) sobre o Tratado de Itaipu, da
criação dos estados de Tapajós e de Carajás.
Entre as proposições mais antigas em tramitação na
Câmara estão: o Projeto de Lei 1.052/83, que dispõe
sobre a distribuição de leite aos trabalhadores; o
Projeto de Lei Complementar 33/88 que cria proteção
contra as despedidas arbitrárias de trabalhadores; e a
proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da
simplificação dos impostos (reforma tributária).
Normalmente, a maioria das proposições é apresentada à
Câmara no primeiro ano de cada legislatura, em função da
renovação dos deputados por causa das eleições. Em 2007,
primeiro ano da atual legislatura, foram 3.215
proposições; 2.121, em 2008, e, em 2009, 2.390
propostas. Até o fim de julho deste ano, 1.174 matérias,
entre projetos de lei ordinária (PLs), projetos de lei
complementar (PLPs) e PECs foram apresentadas pelos
parlamentares.
Só de propostas de emendas à Constituição foram
apresentadas nesta legislatura, iniciada em 2007, 517
PECs. Mesmo com tantas matérias, o número de proposições
aprovadas é pequeno. Em 2010, por exemplo, os deputados
aprovaram em votações no plenário uma PEC, quatro PLPs e
12 Pls.
Além dessas propostas, os deputados aprovaram, em
plenário, 13 medidas provisórias, 42 projetos de decreto
legislativo (PDCs) e dois projetos de resolução (PRCs).
No entanto, nas comissões técnicas foram aprovadas neste
ano 700 matérias em caráter terminativo, ou conclusivo.
Em 2009, os deputados aprovaram sete PECs, cinco PLPs,
60 PLs, 26 medidas provisórias, 124 PDCs e sete PRCs. Já
as comissões técnicas aprovaram em caráter conclusivo
1.204 matérias. No ano seguinte, o foram aprovadas em
plenário três PECs, oito PLPs, 53 PLs, 51 MPs, 84 PDCs e
oito PRCs. As comissões aprovaram conclusivamente 697
propostas.
No primeiro ano desta legislatura (2007), foram
aprovadas três PECs, três PLPs, 25 Pls, 61 MPs, 49 PDCs
e um PRC. No mesmo ano, as comissões técnicas aprovaram,
em caráter terminativo, 560 proposições que foram
encaminhadas diretamente à apreciação do Senado Federal.
(Repórter Iolando Lourenço)
Fonte: Agência Brasil

24/08/10
-
Depósito recursal: TST quer aumentar acordos nos
processos trabalhistas
O TST (Tribunal
Superior do Trabalho) quer aumentar o número de acordos
nos processos trabalhistas entre empresas e
funcionários. Para isso, passou a cobrar, no último dia
13, por ações que, em 95% dos casos - segundo o TST -
atrasam o andamento das ações: os agravos de
instrumento.
Eles são usados
para tentar "destrancar" um recurso que tenha sido
rejeitado pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) ou
pelo TST.
Agora, quem
quiser insistir em um recurso que já tenha sido
rejeitado terá de pagar metade do valor já desembolsado
para entrar com o recurso - o preço pode chegar a R$
5.500. Dessa forma, o tribunal pretende desencorajar
empresas e empregados de manter processos na Justiça.
"O acordo
proporciona muito mais do que a lei. Atinge as questões
com muito mais especificidade", avalia Olga Fortes,
juíza do TRT/SP, que já organizou e participou de
audiências públicas de ações coletivas.
Agilidade
Três dias antes de a medida entrar em vigor,
360 funcionários da fábrica de lâmpadas da Philips, em
Mauá, a 26 km da capital paulista, firmaram acordo de
rescisão com a empresa em uma das maiores audiências
públicas já realizadas em São Paulo.
A fábrica fechou
em 30 de junho e a negociação envolveu até mesmo
paralisação por três dias.
O acordo foi
aceito por 95% dos empregados que acionaram a Justiça.
Para Fortes, a satisfação resulta de uma fórmula
bastante utilizada pelo tribunal: juízes auxiliares de
conciliação em contato direto com empresas e
funcionários.
O juiz titular da
Vara do Trabalho de Mauá Moisés dos Santos Heitor, que
conduziu o processo, afirma que, sem o acordo, a espera
seria no mínimo 12 vezes maior - e o processo demoraria
cerca de seis anos.
O trabalhador que
passa por uma demissão em massa deve negociar com a
empresa um pacote de benefícios. "A legislação
trabalhista não proíbe demissão em massa", lembra o
especialista em direito do trabalho Gleibe Pretti.
Mais
benefícios
Em casos como o da Philips, no qual o empregado
terá de mudar de setor ou se especializar em algo,
especialistas recomendam negociar um pacote de
benefícios.
No acordo, os
funcionários conseguiram um salário a mais para cada
cinco anos trabalhados, extensão do plano de saúde por
três meses e treinamentos.
Também houve
negociação com trabalhadores com sequelas e afastados
por acidentes de trabalho, lesões por esforço repetitivo
ou afetados pelo mercúrio usado na fabricação de
lâmpadas.
Paulo César
Cárceres, 50, trabalhou na fábrica de lâmpadas como
operador de máquina por 28 anos. Em três meses, ele
poderia se aposentar e continuar trabalhando, mas o
fechamento da Philips mudou o plano. Cárceres fez acordo
com a empresa e vai conseguir se aposentar, mas terá de
procurar outro trabalho, já que, para sua família, o
dinheiro da aposentadoria não basta.
Ele não sabe
dizer em que trabalhará. "Não tenho condição de
escolher. Já estou com 50 anos, especializado em algo
que não vou poder fazer mais, pois não há fábrica de
lâmpadas aqui perto".
Fonte: Folha de S.Paulo

24/08/10
-
Bancos acumulam lucros recordes no segundo trimestre -
R$ 10 bilhões
Os juros
cobrados pelas 25 instituições do sistema financeiro
brasileiro acrescentam uma diferença (spread) arbitrária
e abusiva, a título de risco, que eleva os juros
efetivamente cobrados aos indivíduos e empresas a
percentuais bem superiores ao da taxa básica, próprios
de agiotas. Estudo é da consultoria Economática
Os bancos
constituem o ramo da economia nacional que mais lucrou
no segundo trimestre deste ano. Abocanharam R$ 10,1
bilhões, 18,38% a mais do que os R$ 8,5 bilhões obtidos
em 2009, segundo estudo da consultoria Economática
divulgado nesta segunda-feira (23).
O resultado
reflete as altas taxas de juros e caríssimas tarifas
cobradas aos clientes.
Prisioneiro de
uma política monetária conservadora, há anos o Brasil
exibe o desonroso título de campeão mundial dos juros
reais altos.
A Selic - taxa
básica de juros usada como indexador de títulos públicos
- foi fixada pelo Comitê de Política Monetária do Banco
Central (Copom) em 10,75% ao ano, depois de três
aumentos sucessivos.
A mera aplicação
em papéis do governo garante um bom rendimento, além de
fácil e seguro. Mas, os banqueiros não se contentam com
pouco.
Agiotagem
Os juros cobrados pelas 25 instituições do
sistema financeiro brasileiro acrescentam uma diferença
(spread) arbitrária e abusiva, a título de risco, que
eleva os juros efetivamente cobrados aos indivíduos e
empresas a percentuais bem superiores ao da taxa básica,
próprios de agiotas.
Os juros sobre
cheque especial e cartões de crédito são até 15 vezes
superiores à Selic.
As tarifas sobre
os serviços prestados (emissão de cheque, saldos,
extratos, cartões, pagamento de contas, entre outros)
são outra fonte generosa de lucros. Além disto, os
banqueiros remuneram mal seus funcionários e exigem o
máximo de esforço e produtividade.
Petróleo
em segundo
O levantamento da Economática foi feito com base nos
demonstrativos financeiros apresentados pela empresas à
Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Depois do ramo
bancário, no ranking dos lucros, aparece o de petróleo e
gás, representado por quatro empresas, com lucro de R$
8,5 bilhões contra R$ 7,7 bilhões registrados no mesmo
período de 2009 (crescimento de 10,9%).
Dos 23 ramos
econômicos analisados pela Economática, sete apresentam
queda do lucro no segundo trimestre ante o mesmo período
do ano passado, entre eles alimentos e bebidas e
veículos e peças.
Fonte: Vermelho, com agências

23/08/10
-
Agenda Política: novas pesquisas eleitorais serão
divulgadas nesta semana
Semana relativamente tranqüila. A eleição continua como
tema central. Duas novas pesquisas de intenção de voto
para presidente da República e avaliação do Governo
serão divulgadas nesta semana. Nesta terça-feira (24),
vai ser publicada uma CNT/Sensus. A partir desta
quarta-feira (25), pode ser divulgado novo levantamento
do Instituto Datafolha
Nesta terça-feira
(24), vai ser divulgada nova pesquisa CNT/Sensus sobre
sucessão presidencial. A pesquisa, contratada pela
Confederação Nacional dos Transportes (CNT), ouviu 2 mil
eleitores entre os dias 20 e 22 de agosto.
No último
levantamento do instituto - 31 de julho a 2 de agosto -
Dilma Rousseff (PT) tinha 41,6% das intenções de voto
contra 31,6% de José Serra (PSDB) e 8,5% de Marina Silva
(PV).
Datafolha
A partir desta quarta-feira (25), pode ser divulgada
nova pesquisa Datafolha sobre avaliação do Governo Lula
e sucessão presidencial. O levantamento foi contratado
pela Folha de S.Paulo e TV Globo. Serão ouvidos entre os
dias 23 e 25 de agosto, 10.820 eleitores.
Na última
pesquisa Datafolha divulgada no dia 20, Dilma Rousseff
aparecia com 47% das intenções de voto, contra 30% de
José Serra e 9% de Marina Silva. A candidata do PT
venceria, neste caso, já no primeiro turno, pois somaria
54% dos votos válidos.
Belo Monte
De acordo com o ministro de Minas e Energia, Márcio
Zimmermann, o contrato de concessão da usina de Belo
Monte, no Rio Xingu (PA), será assinado nesta semana.
O consórcio Norte
Energia já depositou na Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel) R$ 1,04 bilhão da garantia de fiel
cumprimento, que atesta que a usina será entregue e o
contrato de concessão, cumprido. A expectativa do
consórcio é de que a obra comece em setembro.
Veja, a
seguir, a previsão dos principais acontecimentos
políticos desta semana:
Segunda-feira (23)
- O presidente Lula faz caminhada em São
Bernardo do Campo ao lado de Dilma Rousseff. Lula pedirá
voto para sua candidata na porta da fábrica da
Volkswagen.
- Banco Central
divulga Investimento Estrangeiro Direto de julho.
- O presidente do
Banco Central, Henrique Meirelles, participa da
solenidade de posse dos novos analistas e técnicos do
Banco Central, em Brasília (evento fechado à imprensa).
Terça-feira (24)
- Prevista divulgação de pesquisa CNT/Sensus
sobre sucessão presidencial e avaliação do governo Lula.
- O jornal
Folha de S.Paulo e o site UOL entrevistam os
candidatos a vice-presidente Michel Temer (PMDB), Índio
da Costa (DEM) e Guilherme Leal (PV).
- Marina Silva,
presidenciável do PV, se reúne com grupo de acadêmicos e
empresários, em São Paulo, na casa do advogado Pierre
Moreau, um dos sócios da Casa do Saber.
- Tesouro divulga
o resultado do governo central em julho.
- A Confederação
Nacional da Indústria (CNI) divulga sondagem industrial
de agosto.
Quarta-feira (25)
- Pode ser divulgada pesquisa Datafolha sobre
sucessão presidencial e avaliação do Governo Lula.
- O Banco Central
divulga o resultado do setor público consolidado em
julho.
Quinta-feira (26)
- Henrique Meirelles (BC) participa do Jackson
Hole Symposium, nos Estados Unidos, até o próximo
sábado.
- IBGE divulga
desemprego em julho.
Sexta-feira (27)
- IBGE divulga Pesquisa de Orçamentos Familiares de
2009.
Fonte: Diap

23/08/10
-
Centrais: proposta ao Ministério Público do Trabalho
sobre custeio sindical
No dia
10 de agosto, as centrais sindicais entregaram ao
procurador-geral do Ministério Público do Trabalho,
Otávio Brito Lopes, propostas orientadas ao
aperfeiçoamento da liberdade e da autonomia sindical no
País.
Estas
propostas deverão nortear as negociações do movimento
sindical com o Ministério Público do Trabalho no tocante
a compreensão de temas que visem erradicar práticas e
condutas antissindicais.
Entre
os temas estão: o custeio das entidades sindicais; a
utilização do interdito proibitório no movimento de
greves; prática de atos atentatórios à atividade
sindical e, a organização dos trabalhadores nas
empresas.
O
Ministério Público do Trabalho/Procuradoria-Geral do
Trabalho distribuiu orientações em relação a
Contribuição Assistencial, aprovadas na 2ª Reunião
Nacional da Coordenadoria Nacional de Promoção da
Liberdade Sindical, documento que não foi negociado com
o movimento sindical.
A
íntegra da proposta das centrais é a seguinte:
Considerando que o Grupo de Trabalho, instituído pela
Portaria PGT/MPT 78, de 5.02.2010, é o resultado da
reunião das centrais sindicais acima qualificadas e a
Procuradoria Geral do Trabalho;
Considerando que o Grupo de Trabalho, apesar do
propósito inicial em estabelecer critérios uniformes que
envolvam o custeio do Sistema Sindical, ao longo do
processo de negociação, as Centrais Sindicais unificaram
o entendimento que devido à importância do assunto
debatido, não comporta apenas o critério de custeio, mas
também a representação sindical nos locais de trabalho,
ação conjunta contra os interditos proibitórios,
estabilidade dos dirigentes sindicais e práticas
antissindicais;
Considerando a natureza deste Grupo de Trabalho e seus
possíveis efeitos ou desdobramentos, as centrais mantêm
a queixa formulada na Organização Internacional do
Trabalho, autuada sob o número 2.739 e já em tramitação,
sem qualquer efeito de modificação ou renúncia;
Considerando que ainda não estão envolvidos no debate o
Judiciário e o Executivo, poderes que se articulam em
diversas ações relacionadas ao objeto do presente GT;
As
centrais sindicais alvitram e unificam o entendimento:
Considerações iniciais
As centrais sindicais entendem que o Ministério do
Trabalho e Emprego e o Tribunal Superior do Trabalho
devem participar das discussões do Grupo de Trabalho,
objetivando ampliar o rol de temas a serem debatidos e
equacionados.
De
outro lado é importante salientar que mesmo no âmbito do
MPT há necessidade de se estabelecer com maior clareza a
natureza do Grupo de Trabalho, buscando levantar, para
fins de avaliação e reflexão, o numero de procedimentos
investigatórios em curso e de ações civil publicas
ajuizadas e em tramitação que envolva os temas postos em
pauta para a discussão do GT.
Custeio das entidades sindicais
As centrais sindicais consignam o entendimento
de que a interpretação acerca da dotação do custeio das
entidades sindicais deve ser àquela prevista nos
julgados do Comitê de Liberdade Sindical da Organização
Internacional do Trabalho, cujos princípios são pautados
pela autoregulamentação e autonomia. O que não sugere
desregramento e legalização da má-fé do processo de
negociação coletiva (artigo 422, do Código Civil).
As
centrais sindicais consideram o respeito à decisão da
assembléia geral, órgão máximo e deliberativo dos
trabalhadores, como princípio básico para o custeio das
entidades sindicais.
Por
outro lado, sugerem que o instrumento contenha menção
expressa sobre o que as Centrais Sindicais consideram e
que é necessária a existência de um "teto" contributivo
razoável.
As
centrais sindicais lembram a tempo aos interessados que
qualquer vinculação contratual das entidades de
trabalhadores, aos olhos da OIT, pode se revelar um
atentado á liberdade sindical e ao artigo 7º, XXVI, da
Constituição Federal.
O
sistema de custeio deverá ser aprovado em Assembléia
Geral, que será precedida de ampla divulgação no âmbito
da representatividade, convocado os trabalhadores sócios
e não sócios, que poderão exercer o direito de oposição
nessa oportunidade.
O
custeio pressupõe a realização do processo de negociação
coletiva, independentemente do resultado. O desconto e o
repasse deverão ser procedidos pelas empresas, sob pena
de configurar descumprimento de obrigação de fazer ou,
conforme o caso, o crime de apropriação indébita.
Utilização do interdito proibitório nos
movimentos de greve
A greve é direito universal e fundamental dos
trabalhadores.
A
legitimidade para instaurar inquérito na hipótese de
ocorrer ilícito em paralisações é do Ministério Público,
que deve exercê-lo, logo, faz-se necessário substituir a
aberração da Ação Possessória - Interdito Proibitório -
para obstruir movimento de greve - pela aplicação da
própria lei de greve (Lei 7.783/89), que em seu artigo
15 regulamenta:
"A
responsabilidade pelos atos praticados, ilícitos ou
crimes cometidos, no curso da greve, será apurada,
conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil
ou penal".
Parágrafo único. Deverá o Ministério Publico, de oficio,
requisitar a abertura do competente inquérito e oferecer
denúncia quando houver indicio de prática de delito".
Estabilidade dos dirigentes sindicais
Proteção contra dispensa arbitrária a partir do registro
da candidatura e, se eleito, ainda que suplente, até um
ano após o final do mandato, de acordo com o estatuto de
cada entidade.
O
número de dirigentes sindicais deverá considerar os
critérios dos estatutos sociais de cada entidade
sindical e, especialmente, ser ratificado em norma
coletiva.
Prática de atos atentatórios à atividade
sindical
Estabelecer um procedimento padrão para que as
entidades sindicais apresentem ao Ministério Publico os
atos atentatórios à atividade sindical e o compromisso
da instauração do inquérito civil e penal.
Configura conduta anti-sindical todo e qualquer ato do
empregador que tenha por objetivo impedir ou limitar a
liberdade ou a atividade sindical, consoante o seguinte
rol não exaustivo:
"subordinar a admissão ou a preservação do emprego ao
desligamento de uma entidade sindical;
"despedir ou discriminar trabalhador em razão de sua
filiação a sindicato, participação em greve ou em
assembléias, atuação em entidade sindical ou em
representação sindical nos locais de trabalho;
"desrespeitar a estabilidade de dirigentes eleitos para
mandato sindical;
"interferir nas organizações sindicais de trabalhadores;
"recusar-se à negociação coletiva ou a utilizar-se de
meios que impeçam a realização do processo negocial.
Organização dos trabalhadores nas empresas
Estabelecer um procedimento uniforme para a aplicação da
regra constitucional em "Acordo ou Convenção Coletiva"
de critérios que garantam a representação dos
trabalhadores nas empresas, inclusive para aquelas que
possuam menos que 200 empregados, estabelecendo-se em
qualquer caso, como critério essencial, a estabilidade
do representante e de seu suplente.
O
Ministério Público Trabalho e as centrais sindicais
atuarão de forma conjunta com o escopo de dar
cumprimento ao disposto no artigo 11 da Constituição
Federal, bem como as previsões sobre o tema constantes
em normas coletivas.
Conclusão
O debate desses temas terá prosseguimento com o
Ministério Publico do Trabalho, fazendo gestões em
conjunto para agendar "debate" ou "encontro" com os
ministros do Tribunal Superior do Trabalho e com o
Ministério do Trabalho e Emprego, objetivando ampliar a
discussão e possibilidade de procedimento futuro.
No
âmbito de articulação e autonomia das entidades que
participam do GT, há a necessidade de se aprofundar
esses temas com o fim de se construir guias de boas
práticas sindicais nos moldes recomendado pela OIT,
preservando-se a autonomia sindical e conferindo à
liberdade sindical o status constitucional que ela
adquiriu.
São
Paulo, 10 de agosto de 2010.
Antonio Fernandes Neto
CENTRAL GERAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL
Wagner Gomes
CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO
BRASIL
Arthur Henrique da Silva Santos
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES
Miguel Eduardo Torres
FORÇA SINDICAL
José Calixto Ramos
NOVA CENTRAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL
Ricardo Patah
UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES
Fonte: Diap

23/08/10
-
CNJ
promove campanha Lei Maria da Penha
A campanha Lei
Maria da Penha é uma iniciativa do Conselho Nacional de
Justiça (CNJ) e tem como objetivo promover sua aplicação
pelo Judiciário e pela sociedade e, com isso, prevenir,
punir e erradicar a violência contra a mulher no país.
A divulgação
conta com quatro vídeos institucionais de 30 segundos.
Um para ser veiculado em TV aberta em todo território
nacional e o restante para ser apresentado no You Tube e
nas TVs da Justiça. Há também cartaz, banners
para a internet e spot de rádio. Todas as peças e
respectivos mapas de mídia podem ser obtidos no endereço
eletrônico
www.cnj.jus.br/leimariadapenha .
Fonte: Jusbrasil

23/08/10
-
Sudeste lidera geração de empregos em julho
Região gerou
mais de 90 mil postos de trabalho no último mês. São
Paulo continua como maior gerador de empregos no país,
seguido do Rio de Janeiro e Minas Gerais,
respectivamente
O Sudeste foi
responsável pelo maior número de postos de trabalho com
carteira assinada em julho, com a abertura de 90.905
novas vagas, segundo dados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged) de julho. Em termos
relativos, a região registrou um aumento de 0,48% em
relação ao estoque de assalariados com carteira assinada
no mês anterior. As informações foram apresentadas na
quinta-feira (19) pelo ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi.
No ranking de
geração de empregos por estado, São Paulo, Rio de
Janeiro e Minas Gerais ocupam os três primeiros lugares.
São Paulo
registrou o terceiro melhor saldo no mês, com a geração
de 62.497 empregos celetistas, sendo superado apenas
pelo ocorrido em 2004 e 2008. O resultado deve-se ao bom
desempenho dos setores de Serviços, com 24.266 postos,
da Indústria de Transformação, com 13.919, e do
Comércio, com 10.626. No acumulado do ano, o estado
gerou 608.240 vagas, segundo melhor resultado de toda a
série histórica do Caged para o período.
O Rio de Janeiro
ficou em segundo lugar no ranking, com a geração de
14.086 empregos celetistas. O resultado, segundo melhor
da série histórica do Caged para o mês, é consequência
do saldo dos setores de Serviços, com 6.579 postos, do
Comércio, com 2.841, da Indústria de Transformação, com
2.361, e da Construção Civil, com 2.120. Entre janeiro
e julho foram 102.677 novos empregos celetistas.
Minas Gerais
registrou seu segundo melhor desempenho na geração de
empregos nos sete primeiros meses do ano, com a criação
de 245.926 postos nesse período. No mês de julho, ficou
na terceira posição no país, com a abertura de 13.354
empregos celetistas. A expansão foi puxada,
principalmente, pela Construção Civil (+5.727 postos),
Serviços (+5.147 postos) e Comércio (+3.453 empregos).
Já o Espírito
Santo teve o terceiro melhor desempenho da série
histórica do Caged entre janeiro e julho, com a geração
de 28.074 vagas. Em julho, foram criados 968 empregos
celetistas, resultando do saldo positivo dos setores de
Comércio (+974 empregos), de Serviços (+895 postos) e da
Construção Civil (+771 postos), que superou a queda da
Agropecuária, que fechou 1.962 postos, devido,
principalmente, as atividades relacionadas ao cultivo do
café e serviços relacionados à agricultura.
Setores - Entre os setores,
o que mais gerou emprego na região foi o de Serviços,
com 36.887 novas vagas. Em seguida vem o Comércio, com
17.894, a Indústria de Transformação, com 17.570, e a
Construção Civil, com 14.367.
Fonte: MTE

23/08/10
-
Gestante não tem direito a indenização por ser despedida
A 7ª turma
do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul
manteve decisão de 1º grau que julgou improcedente o
pedido de indenização de uma gestante despedida com dois
meses de gravidez. A reclamante recorreu da decisão
argumentando que são devidos os salários e as demais
vantagens, pois já estava grávida no ato da demissão.
A decisão
foi embasada no art. 10, inciso II, alínea b do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias, que prevê
garantia de estabilidade provisória durante o período de
gestação. No entanto, o dispositivo assegura o direito à
solicitação de reintegração ao emprego, no caso de
dispensa arbitrária ou sem justa causa, e uma eventual
indenização resultaria apenas quando já expirado o prazo
da garantia e esta não mais tiver base legal.
A relatora
do recurso ordinário, Desembargadora Beatriz Zoratto
Sanvicente, observou que reclamante entrou com ação
ainda no período de estabilidade (sua filha havia sequer
nascido). Nesse caso, poderia requerer retorno imediato
ao trabalho. Porém, como deixa bem claro, inclusive em
suas razões recursais, sua intenção era apenas o ganho
financeiro. Por destoar do objetivo da garantia
constitucional, foi negado provimento ao recurso da
autora. Cabe recurso da decisão. Processo
0113700-82.2009.5.04.0201
Fonte: Jusbrasil

23/08/10
-
Conta bancária de empresário é bloqueada para pagar
multa trabalhista
Um dos
sócios de uma empresa agroindustrial de Pernambuco não
conseguiu convencer a Seção II Especializada em
Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho
de que a decisão judicial que bloqueou e penhorou sua
conta bancária, para assegurar a execução de multa
referente a dívidas trabalhistas devidas a um empregado,
violou o seu direito líquido e certo.
O
empresário impetrou mandado de segurança no Tribunal
Regional da 6ª Região, alegando que além da penhora de
um automóvel Golf/2001, avaliado acima do valor da
multa, calculada em R$ 24,5 mil, teve também a conta
bancária bloqueada pelo juiz da vara do trabalho, por
meio do sistema Bacen Jud (procedimento que permite ao
juiz realizar o bloqueio da conta junto ao Banco
Central). O Tribunal Regional negou a segurança e
manteve a decisão do juiz.
Insatisfeito, o comerciante recorreu ao TST insistindo
na violação do seu direito. Argumentou que sua conta foi
bloqueada para garantir uma execução ainda provisória
que, por sua vez, já estaria garantida por um bem, o
veículo, o que configurava excesso de penhora.
Contrariamente a esse entendimento, o relator na SDI-2,
ministro Emmanoel Pereira, ressaltou que a hipótese dos
autos é de execução definitiva e que não houve excesso
de penhora, pois o juiz determinou que o bem fosse
penhorado somente no caso de não obter sucesso na
penhora pelo sistema Bacen Jud.
Segundo o
ministro, a jurisprudência do TST é pacífica ao
considerar que a penhora em dinheiro não fere direito
líquido e certo do executado, uma vez que obedece a
gradação estabelecida no artigo 655 do Código de
Processo Civil, a qual coloca valores em dinheiro em
primeiro lugar na ordem de preferência. Este tipo de
penhora pode ser feita tanto em dinheiro quanto sobre o
faturamento da empresa, quando não demonstrado qualquer
risco ao desenvolvimento regular das atividades do
executado, acrescentou o relator.
O ministro informou ainda que o TST tem estimulado, por
intermédio da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho,
a penhora on line de dinheiro, via sistema Bacen Jud,
“como forma de solucionar o tortuoso problema das
execuções trabalhistas”, com respaldo no artigo 655 do
CPC.
Ao final,
a SDI-2 aprovou por unanimidade o voto do relator
negando provimento ao recurso ordinário em mandado de
segurança do empresário.
(ROMS-4700-17.2009.5.06.0000)
Fonte: TST

23/08/10
-
Autorização do Ministério do Trabalho valida redução de
intervalo intrajornada na Garoto
É válida a
redução do intervalo intrajornada, se houver a
autorização do Ministério do Trabalho. Com esse
fundamento, a Oitava Turma do Tribunal Superior do
Trabalho não concedeu a empregados da empresa Chocolates
Garoto diferenças, como horas extras, de intervalo para
repouso e alimentação. A Turma reformou decisão do
Tribunal Regional da 17ª Região (ES).
Os
trabalhadores da empresa realizavam turnos ininterruptos
de revezamento de oito horas diárias e possuíam somente
40 minutos de intervalo para descanso e alimentação.
Entretanto, a CLT estabelece como direito o intervalo de
no mínimo uma hora para uma jornada acima de seis horas
(Artigo 71).
O TRT
havia condenado a empresa a pagar a diferença de 20
minutos diários como horas extras, acrescidos de 50%, e
reflexos em outras verbas trabalhistas. Para o TRT, foi
inválido o acordo que reduziu o intervalo, pois o
direito ao descanso e alimentação constitui norma de
saúde e segurança do trabalho, não sendo passível de
flexibilização.
A Garoto,
então, interpôs recurso de revista ao TST. A relatora do
processo, ministra Maria Cristina Peduzzi, concluiu que,
embora o direito ao intervalo seja uma norma de saúde no
trabalho, a CLT autoriza a redução do direito, se
cumpridos dois requisitos (artigo 71, §3°): primeiro,
quando há a autorização do Ministério do Trabalho – ao
verificar que a empresa atendeu exigências relacionadas
à organização dos refeitórios; e segundo, quando os
funcionários não estiverem submetidos a regime de
trabalho prorrogado.
Para a ministra, esses dois aspectos foram registrados
no acórdão do TRT, o que atestou a legalidade da redução
do intervalo de uma hora para 40 minutos.
Sob esse
fundamento, a Oitava Turma, por unanimidade, deu
provimento ao recurso de revista da Garoto e excluiu da
condenação o pagamento da diferença de 20 minutos
diários referentes ao intervalo intrajornada.
(RR-123100-62.2006.5.17.008)
Fonte: TST

20/08/10
-
CNI diz que o índice de confiança do empresário continua
estável
Pesquisa da
Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o
Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei)
permanece estável, com ligeira melhora de 0,6 ponto
percentual neste mês de agosto, em relação ao mês
anterior, com o índice atingindo 64 pontos. O Icei varia
de zero a 100, e valores acima de 50 pontos indicam
confiança do empresariado.
De acordo com texto da pesquisa, “a estabilidade do
indicador reflete o crescimento econômico mais moderado
após intensa atividade econômica do início de 2010”. Dos
26 setores da indústria de transformação, 12 registraram
aumento do Icei acima de um ponto, comparado a julho.
Destaque para os setores de edição e impressão, limpeza
e perfumaria, de material eletrônico e de comunicação,
que cresceram mais de cinco pontos.
Os empresários da indústria extrativa também melhoram em
2,5 pontos o nível de confiança em relação ao
crescimento do setor, na comparação mensal. O menor
aumento foi na confiança dos empreendedores da
construção civil, de apenas 0,2 ponto, em que pese a
evolução constante dos financiamentos para o mercado
imobiliário. O Icei dos empresários da indústria de
transformação também teve aumento pequeno, de 0,5 ponto
no período.
A pesquisa da CNI consultou 1.910 empresas (1.027
pequenas, 623 médias e 260 grandes) entre os dias 2 e 18
deste mês, em todo o país, e constatou que o indicador
de condições de negócios nos últimos seis meses cresceu
de 57,6 pontos, em julho, para 58,4 pontos, em agosto.
Situação que reafirma percepção de estabilidade, com
leve melhora, também quanto à expectativa para os
próximos seis meses, que evoluiu de 66,4 para 66,8
pontos.
Fonte: Agência Brasil

Em julho foram
criados 181.796 novos empregos com carteira assinada no
país.
Em 12 meses,
saldo inédito é de 2.212.318 de novos postos. Lupi prevê
mais recordes nos próximos quatro meses
Em julho de 2010,
foram gerados no Brasil 181.796 novos empregos com
carteira assinada, aumentando o saldo acumulado do ano
para 1.655.116 postos, o que mantém 2010 como o ano em
que mais se gerou empregos na história do país. A marca
é 5,8% acima do recorde anterior, verificado em 2008
(1.564.606). Com o resultado do Caged de julho, o país
chega à marca de 14.178.749 brasileiros com emprego
formal em atividade no país.
Os números foram
anunciados na tarde desta quinta-feira (19) pelo
ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que apontou
resultados recordes para os próximos quatro meses. "O
parque industrial do Brasil continua crescendo,
aumentando assim a capacidade de produção; o consumo
está se mantendo em alta; temos impulsos por conta de
investimentos do governo e da iniciativa privada. Por
tudo isso, estimo novos recordes para os meses de
agosto, setembro, outubro e novembro", analisou o
ministro.
Nos últimos 12
meses, foram criados 2.212.318 de postos de trabalho,
número inédito na história do Caged para este tipo de
comparação, com aumento da empregabilidade em 6,82%. O
resultado mensal foi o terceiro melhor para meses de
julho, atrás apenas de 2008 (203.218 postos) e 2004
(202.033).
"O modo de
crescimento do mercado de trabalho deste ano reproduz o
de 2009, com vantagem para 2010, pois conta com a
demanda do mercado internacional, que ainda não havia
sido retomada ano passado, por conta da crise
internacional", comentou Lupi.
Fonte: MTE

20/08/10
-
Construção Civil supera recorde em 9,42%
Em julho, todos
os setores da economia registraram aumento do número de
empregos
O crescimento do
emprego com carteira assinada em julho foi puxado pela
alta de 1,54% na Construção Civil, segundo dados do
Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O
setor foi responsável pela criação de 38.382 postos de
trabalho no último mês, número 9,42% superior ao saldo
recorde do setor, registrado em julho de 2008. Os dados
foram apresentados pelo Ministro do Trabalho e Emprego,
Carlos Lupi, nesta quinta-feira (19).
Em números
absolutos, o setor de Serviços lidera a geração de
empregos, com a criação de 61.606 novas vagas, saldo
recorde para o período, resultante do crescimento de
cinco dos seis ramos que compõem o setor. Em seguida vem
a Indústria de Transformação, com 41.530 postos de
trabalho abertos, o segundo melhor resultado na série
histórica do Caged. Dos 12 ramos integrantes do setor,
11 tiveram expansão.
Os ramos que
contribuíram para o desempenho recorde do setor de
Serviços foram Serviços de Comércio e Administração de
Imóveis, com 31.123 postos, recorde para o período;
Serviços Médicos e Odontológicos, com 8.517 postos,
também com saldo recorde para o mês; e Serviços de
Alojamentos e Alimentação: com 17.278 postos, o segundo
melhor saldo para o mês. Registraram a terceira melhor
geração de empregos no mês os ramos de Serviços de
Transporte e Comunicação, com 9.458 postos, e
Instituições Financeiras, com 3.308 postos.
Já o crescimento
na Indústria de Transformação foi puxado pelos
subsetores da Indústria Metalúrgica, com 5.289 novas
vagas, e da Indústria de Calçados, com 4.820, que
registraram o segundo melhor desempenho para o período;
e Indústria de Produtos Alimentícios, com 8.341 vagas e
Indústria Têxtil, com 5.904, que tiveram o terceiro
melhor saldo para o mês de julho.
O Comércio, com o
incremento de 28.250 postos de trabalho, obteve o
terceiro melhor saldo do período. A Agricultura teve
saldo positivo de 7.760 postos, decorrente do
crescimento das atividades de serviços relacionados com
a agricultura, com 3.277 novas vagas, cultivos de frutas
cítricas, com 3.044, e de uva, com 2.382.
Fonte: MTE

20/08/10
-
Mais de 70% dos brasileiros não sabem o montante de
tributos incidente no salário
A maior parte dos
brasileiros (72,7%) não sabe qual o montante de tributos
incidente sobre o seu salário, segundo revela estudo
realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do
Estado do Rio de Janeiro) e divulgado na quarta-feira
(18).
De acordo com o
estudo “Impactos dos Tributos sobre a População”, que
ouviu 2.842 pessoas em seis capitais brasileiras - Belo
Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro,
Salvador e São Paulo -, dentre os gaúchos, o percentual
que desconhece o quanto de tributos que recai sobre o
salário é ainda maior, chegando a 80,2%.
Os moradores de
Belo Horizonte vem logo em seguida, com 80%, seguidos
pelos do Rio de Janeiro (72,5%), Salvador (68,6%),
Recife (68,3%) e São Paulo (65,8%).
Por ocupação, os empregados com carteira assinada
são os que mais admitem que não sabem o montante de
impostos e contribuições que recai sobre o salário ou a
renda (63,3%). A seguir, estão os estagiários, os
empresários, os funcionários públicos e os profissionais
liberais, com 58,3%, 56,9%, 43,85 e 42,2%,
respectivamente.
Impostos
Segundo informações do blog Dieta do Impostão, mantido
pela própria Firjan, o brasileiro paga mais de R$ 1
trilhão por ano, em cerca de 70 tributos diferentes,
sendo o Brasil o terceiro país do mundo em número de
tributos.
Dentre os 27,3% de brasileiros que dizem saber o
montante de tributos que incide no próprio salário ou
renda, 31,9% acham que pagam menos de 20%, 51,6% acham
que pagam entre 20% e 39% e 14% acreditam que pagam
entre 40% e 59%.
Apenas 2,5% dos participantes dizem pagar acima
de 60%.
Fonte: InfoMoney

Medida do governo evita desgaste em ano eleitoral.
INSS também não vai ressarcir quem já pagou a mais
O governo
federal desistiu de cobrar dos trabalhadores o valor
adicional da contribuição previdenciária que deveria ser
repassada aos cofres públicos por conta da mudança do
índice de correção das aposentadorias e pensões acima do
salário mínimo, que passou de 6,14% para 7,72% em junho.
Também ficou definido que não haverá ressarcimento
daqueles que pagaram a mais à Previdência. Desde janeiro
último, as aposentadorias e contribuições foram
corrigidas com base no reajuste de 6,14% - concedido por
medida provisória em dezembro do ano passado.
Durante o
debate da MP no Congresso, os parlamentares elevaram o
porcentual para 7,72%, o que foi confirmado em 16 de
junho pelo presidente Lula da Silva para evitar desgaste
político em ano eleitoral. Dessa forma, os aposentados e
pensionistas receberam a nova correção e ficou definido
o pagamento do valor retroativo (janeiro a junho) da
diferença entre 6,14% para 7,72%, o que causou um
aumento de R$ 1,6 bilhão dos gastos públicos. Na
ocasião, no entanto, ficou em aberto como seria feita a
cobrança e devolução da diferença dos trabalhadores na
ativa. Ontem, com a divulgação no Diário Oficial da
União (DOU) de uma portaria interministerial, assinada
pelos ministros Carlos Eduardo Gabas (Previdência
Social) e Guido Mantega (Fazenda), foi estabelecido que
o novo porcentual de reajuste do benefício será usado
apenas para o cálculo das contribuições feitas a partir
de 16 de junho de 2010. Ou seja, não haverá cobrança do
valor adicional acumulado de janeiro a junho deste ano e
muito menos ressarcimento, o que pode gerar
questionamentos de trabalhadores. Com a mudança no
reajuste dos benefícios previdenciários, passaram a
pagar uma alíquota de 8% os trabalhadores que recebem
até R$ 1.040,22. As pessoas com salário de R$ 1.040,23 a
R$ 1 733,70 contribuem com 9% e os que recebem entre R$
1.733,71 e R$ 3.467,40 pagam 11%.
Fonte: Jusbrasil

Uma
empresa foi sentenciada a indenizar um empregado no
valor de R$ 10 mil reais por brincadeiras impostas
quando o mesmo não atingia as metas estabelecidas.
Segundo uma testemunha, aos empregados que não
alcançassem tais metas, eram infligidas as denominadas
"prendas", as quais consistiam em situações de embaraço.
A própria testemunha afirmou ter sido obrigada a dançar
na frente dos outros funcionários, caracterizando estado
de extremo constrangimento.
A empresa
recorreu da decisão, alegando inexistência de provas e
requerendo valor menor de pagamento, por considerar a
quantia excessiva. Mas a 6ª Turma do Tribunal Regional
do Trabalho do Rio Grande do Sul manteve a decisão de
garantir indenização por assédio moral e a condenação de
pagamento imposta, avaliando que "tal procedimento lesa
os direitos de personalidade do empregado".
Em seu
voto, a relatora, Desembargadora Maria Cristina Schaan
Ferreira, argumentou ainda que o valor fixado é
imprescindível para que não se torne irrelevante,
devendo servir de exemplo para que práticas semelhantes
possam não ocorrer.
À decisão
cabe recurso. Processo 0018600-85.2009.5.04.0303
Fonte: Jusbrasil

20/08/10
-
Projeto amplia licença de trabalhador no caso de morte
na família
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7347/10, da deputada Rebecca Garcia
(PP-AM), que amplia de dois dias consecutivos para cinco
dias úteis o período em que o trabalhador pode se
ausentar do serviço em razão de morte na família.
Pela proposta, a
chamada licença nojo (luto) poderá ser utilizada pelo
empregado no caso de falecimento de cônjuge ou
companheiro (a), ascendente, descendente, irmão ou
pessoa que viva sob sua dependência econômica.
O texto retira a
exigência, atualmente prevista na Consolidação das Leis
do Trabalho (CLT - Decreto-lei 5.452/43), de que a
dependência econômica esteja declarada na Carteira de
Trabalho e Previdência Social (CTPS) do trabalhador.
Outra alteração
trazida pelo projeto é a presença da figura do
companheiro (a) no rol de indivíduos ligados ao
empregado, para fins da licença. Hoje a CLT cita apenas
o cônjuge.
Prazo
curto
Segundo a autora da proposta, o prazo atual da benefício
é insuficiente, porque o falecimento de alguém envolve,
além do impacto emocional, uma série de providências
burocráticas que precisam ser tomadas por seus parentes.
Tramitação
O projeto tramita em
caráter conclusivo e será analisado pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

20/08/10
-
Salário de ministros do STF pode aumentar para R$ 30,6
mil
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7749/10, que aumenta o subsídio dos
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para R$
30.675,48 – um reajuste de 14,7%. Hoje, eles ganham R$
26.723,13 mensais. O subsídio dos ministros do STF é o
valor máximo, ou teto, para remuneração dos funcionários
públicos. O impacto orçamentário previsto no Poder
Judiciário é de mais de R$ 446,7 milhões anuais.
A proposta,
enviada pelo próprio Supremo, também permite, a partir
de 2012, uma revisão anual automática do valor do
subsídio, sem necessidade de análise do aumento pelos
parlamentares. O aumento dependeria somente de
autorização específica na Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO) e de disponibilidade de recursos
previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA).
Hoje, qualquer
acréscimo na remuneração dos ministros depende de
deliberação do Congresso sobre projeto de lei
específica. Pelo texto, o aumento só dependeria de
aprovação dos parlamentares a cada quatro anos, a partir
de 2015. Ao fim de cada período, o processo continuaria
como hoje: envio, pelo STF, de um projeto de lei sobre o
aumento para análise do Câmara e do Senado. Para os
outros anos, valeria a regra da revisão automática.
O último aumento
dos ministros do STF ocorreu em setembro de 2009. Na
época, o subsídio era de R$ 24,5 mil e o reajuste foi de
9%. O reajusta automaticamente os subsídios dos
ministros dos tribunais superiores e do Tribunal de
Contas da União (TCU), que recebem 95% do subsídio dos
ministros do STF.
Segundo o
presidente do STF, Cezar Peluzo, o aumento busca
recompor perdas causadas pela inflação. Já a revisão
automática anual dos valores, segundo Peluzo, “tornará o
processo legislativo mais célere”.
Tramitação
A proposta, que tramita em
regime de prioridade,
será analisada pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania,
antes de ir para o plenário.
Fonte: Agência Câmara

19/08/10
-
Ampliado prazo para adoção do ponto eletrônico
Falta de
equipamentos no mercado leva à decisão do MTE
Portaria a ser
publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União
amplia para o dia 1º de março de 2011 o prazo para as
empresas se adaptarem a nova regulamentação do Registro
de Ponto Eletrônico, conforme Portaria 1.510/09. A data
inicial de vigência estava prevista para o próximo dia
26, mas estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho
(SIT) mostrou que poderia haver falta de equipamentos
necessários para atender à nova regulamentação.
O estudo
realizado pelo Ministério do Trabalho detectou que a
média mensal de relógios eletrônicos de ponto produzidos
no Brasil é de 184 mil, e os números da Relação Anual de
Índices Sociais (RAIS), mostram que pelo menos 700 mil
empresas em todo Brasil já utilizam sistema de ponto
eletrônico.
"Os fabricantes
têm capacidade de produzir, em três meses, que é a data
da obrigatoriedade do sistema de regulamentação, até 550
mil equipamentos, e estimamos que mais de 700 mil
empresas no Brasil tenham que se adequar. A conta é
simples: iria faltar equipamentos no mercado, e
poderíamos sofrer ações judiciais das empresas, com toda
a razão, dizendo que não tinha o equipamento disponível,
e por isso não poderiam ser multados", explicou Lupi
A nova portaria,
que será publicada nesta quinta-feira (19), modifica
apenas a data de entrada em vigência, que seria no
próximo dia 26 de agosto, para o dia 1º de março. O novo
equipamento de ponto eletrônico terá que imprimir um
comprovante ao trabalhador toda vez que houver registro
de entrada e saída, possibilitando, desta forma, maior
controle do trabalhador no final do mês sobre suas horas
trabalhadas.
Lupi também
reafirmou que nenhuma empresa será obrigada a adotar o
sistema de ponto eletrônico, e apenas aquelas que já
utilizam o sistema terão que se adequar.
"Não estamos
obrigando ninguém a adotar o ponto eletrônico. Estamos
apenas regulamentando para aquelas empresas que já
possuem o sistema. Estamos garantindo ao trabalhador que
possa acompanhar sua situação de entradas e saídas para
evitar erros sobre horas extras e outras medidas ligadas
ao seu registro diário", alertou Lupi.
REP - A Portaria 1.510
chega para disciplinar o Registro Eletrônico de Ponto e
a utilização do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto
(SREP). Composto por 31 artigos, o documento enumera
itens importantes que trazem eficiência, confiança e
segurança ao empregador e ao trabalhador.
O controle
eletrônico de ponto, previsto no artigo 74, parágrafo 2º
da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), apresenta
vantagens frente aos métodos manuais, seja pela
facilidade com que permite a aferição da jornada dos
trabalhadores, seja pela velocidade conseguida na
transmissão das informações para os sistemas de folha de
pagamento. Contudo, dada a falta de regulamentação sobre
o tema, a mesma tecnologia utilizada na elaboração dos
sistemas controladores de ponto pode servir para
esconder ou mascarar operações fraudulentas na marcação
dos horários, como alteração de registros de horas
trabalhadas.
As fraudes
possíveis levam à subtração de salário e escondem
excessos de jornada, que atentam contra a saúde do
trabalhador. Além de disso, implicam na concorrência
desleal com os empregadores que agem corretamente e
dificultam a fiscalização pelo MTE. Implicam, ainda, na
redução das contribuições para o Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS), Previdência Social e no Imposto
de Renda de Pessoa Física.
Fonte: MTE

19/08/10
-
TSE confirma: Ficha Limpa vale para as eleições de
outubro
A Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Senado em maio,
passou pelo primeiro teste no Tribunal Superior
Eleitoral (TSE). Por cinco votos a dois, os ministros do
TSE mantiveram o entendimento de que a lei é aplicável
para as eleições gerais deste ano, mesmo tendo sido
publicada há menos de um ano da data das eleições.
Em junho, o TSE já havia afirmado que a norma valeria
para as eleições de 3 de outubro, em resposta a uma
consulta feita pelo líder do PSDB no Senado, Arthur
Virgílio (AM). A posição foi confirmada em votação
realizada nesta terça-feira (17), por ocasião do
julgamento de recurso interposto por Francisco das
Chagas Rodrigues Alves, que teve sua candidatura a
deputado estadual no Ceará negada pelo Tribunal Regional
Eleitoral do estado, com base na Lei da Ficha Limpa.
Na avaliação do ministro Ricardo Lewandowski, presidente
do TSE, a lei não promoveu alteração no processo
eleitoral capaz de ferir as regras atuais, o que
sustenta a decisão do tribunal. Para Lewandowski, só se
poderia justificar o adiamento da validade da lei se
isso representasse "rompimento da igualdade entre os
partidos" na disputa eleitoral.
Segundo informações do TSE, o julgamento do recurso de
Francisco das Chagas Rodrigues Alves ainda não terminou.
Um pedido de vista feito pela ministra Carmem Lúcia
adiou pela segunda vez a análise do caso.
A Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), que
altera a Lei das Inelegibilidades (LC 64/90), proíbe as
candidaturas de condenados pela Justiça em decisão
colegiada. Pela nova legislação, os políticos condenados
ficam inelegíveis por oito anos. Os que ainda assim
quiserem disputar alguma eleição terão de obter uma
liminar na Justiça. Até segunda-feira (16), ao menos 169
candidatos haviam protocolado recursos contra decisões
tomadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Fonte: Agência Senado

19/08/10
-
TST decide multar em R$ 5 milhões empresa acusada de
usar trabalho escravo
O Tribunal
Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quarta-feira
(18) aplicar multa de R$ 5 milhões à empresa Lima Araújo
Agropecuária, sediada no Pará, pela exploração de mão de
obra escrava. A ação foi movida pelo Ministério Público
do Trabalho, que acusa a empresa de ter mantido 180
trabalhadores, entre eles adolescentes, em condições
desumanas e análogas à escravidão.
A Lima Araújo
Agropecuária já havia sido condenada pelo Tribunal
Regional do Trabalho (TRT) do Pará a pagar R$ 5 milhões
por dano moral coletivo e reincidência na utilização de
trabalho escravo.
Os advogados da
empresa deixaram a audiência no TST sem falar com a
imprensa.
Fonte: Agência Brasil

A
Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu, na Justiça,
vitória em uma ação movida contra o Instituto Nacional
de Seguridade Social (INSS) por ex-funcionária
temporária. A perita médica em ortopedia e trauma
alegava prejuízos financeiros resultantes do período em
que prestou serviços à autarquia previdenciária. Ela
pedia o ressarcimento de aproximadamente R$ 15 mil, além
da regularização da situação junto à Receita Federal.
A
especialista foi contratada em 1998 pelo INSS para a
realização de perícias em casos de revisão de benefícios
previdenciários. Ao ser desligada do instituto, alegou
erros nos valores acertados por cada atendimento,
relatando prejuízos. Argumentou também que a autarquia
forneceu informações equivocadas à Receita. A
ex-funcionária acionou a Justiça do Trabalho para
resolver o caso.
O Escritório de Representação em Feira de Santana (ER/Feira
de Santana/BA) argumentou que a Justiça do Trabalho não
tem competência para julgar a questão. Explicou que a
contratação temporária tem vínculo
jurídico-administrativo e estatutário entre a servidora
e o INSS e, portanto, cabe à Justiça Federal analisar a
ação.
Em primeira instância, a Justiça trabalhista declarou
que não poderia julgar o caso, mas a médica recorreu. No
Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) também
foram acolhidos os argumentos do ER/Feira de Santana. O
entendimento foi de que a sentença estava de acordo com
a jurisprudência consolidada pelos Tribunais Superiores.
Para o TRF5, o julgamento da questão deve ser feito pela
Justiça Federal.
Fonte: Jusbrasil

Este foi o entendimento da 4ª Turma do Tribunal Regional
do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) ao reverter
para sem justa causa a despedida de um empregado. O
autor havia recebido a punição máxima porque não
utilizava todo o vale-transporte fornecido pela empresa.
Em
determinados dias, o reclamante ia de carro próprio ou
de bicicleta ao trabalho. Mesmo assim, havia solicitado
vale-transporte para todos os dias. A empresa considerou
essa atitude um ato de improbidade, o que motivaria
despedida por justa causa.
O relator
do acórdão, Desembargador Hugo Carlos Scheuermann,
admite o erro do reclamante, que deveria ter solicitado
o benefício na quantidade exata que usaria, como
determina a lei. Entretanto, considerou exagerada a
penalidade imposta. No entendimento do Magistrado, a
empresa poderia ter aplicado uma advertência ou
suspensão. Assim, a turma reverteu a despedida para sem
justa causa, garantindo ao autor o recebimento das
parcelas rescisórias, como aviso-prévio, multa de 40% do
FGTS, além de décimo terceiro e férias proporcionais. Da
decisão cabe recurso.
(RO 0050500-79.2007.5.04.0231)
Fonte: Jusbrasil

Os 632 mil
advogados do país já podem receber honorários por meio
de cartão de débito ou de crédito. O Órgão Especial do
Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
decidiu ontem que o uso dessas formas de pagamento não
configura infração ético-disciplinar. O entendimento foi
adotado pela maioria dos 27 conselheiros, que analisaram
uma consulta formulada pela seccional baiana da
entidade.
A questão chegou ao Conselho Federal da OAB depois de a
seccional paulista aprovar, em junho, o uso de cartão de
crédito. O tema estava na pauta de outras regionais. O
relator da matéria, Luiz Carlos Levenzon, conselheiro
pelo Rio Grande do Sul, foi vencido na votação. Ele foi
contra a adoção das máquinas nos escritórios, apesar de
o Estatuto da Advocacia - Lei nº 8.906, de 1994 - e o
Código de Ética e Disciplina da OAB não proibirem
expressamente a prática. Ele entende que a utilização de
cartões mercantiliza a profissão.
O
voto divergente, seguido pela maioria, foi do
conselheiro Miguel Cançado, representante de Goiás. "Não
há como fugir. São apenas novas formas de pagamento de
honorários", diz o advogado, acrescentando que o cheque,
aceito pelos escritórios, está sendo substituído
gradativamente pelo dinheiro de plástico.
Cançado alerta, no entanto, que os escritórios não podem
usar a informação de que aceitam cartões como uma forma
de captação de clientes, o que violaria o código de
ética da categoria. "O profissional deve seguir o que
determina o Provimento 94, que trata da publicidade na
advocacia."
Fonte: Abdir

19/08/10
-
Carga tributária brasileira é alta para mais de 95% da
população
A maioria da
população brasileira - mais de 95% - percebe a carga
tributária do País como alta ou muito alta.
Ao menos é o que
concluiu a pesquisa “Impactos dos Tributos sobre a
População”, divulgada nesta quarta-feira (18) pela
Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), que
ouviu 2.842 pessoas em seis capitais brasileiras: Belo
Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro,
Salvador e São Paulo.
De acordo com o
estudo, a percepção sobre a alta carga tributária no
País passa para 97,1%, quando os entrevistados são
estimulados a comparar a arrecadação e a
qualidade dos serviços prestados pelo estado.
Para onde vai o dinheiro?
Embora 89,4% saibam da incidência de impostos nos
produtos, mais da metade não tem ideia sobre quais são
os percentuais, sendo que, para 80,3% da população,
seria relevante ter o imposto pago discriminado na nota
fiscal.
No que diz respeito à finalidade dos tributos, a
pesquisa aponta que 64,9% sabem que o destino da
arrecadação é manter e melhorar os serviços públicos.
Apesar disso, a redução da carga é vista como melhor
para a população por 89,2% das pessoas, mesmo que 69,9%
reconheçam que poderiam faltar recursos para os
investimentos públicos.
Ainda sobre o destino dos impostos, 21,8% dizem
que o dinheiro vai parar no bolso dos governantes, 8,8%,
que a verba não é aplicada como deveria, e 6,8%, que o
estado não investe o dinheiro arrecadado.
Os mais
conhecidos
Dentre os impostos mais conhecidos, estão o IPTU
(65,3%), o IPVA (44,2%) e o Imposto de Renda (43,5%),
seguidos pela contribuição ao INSS (42,4%).
Em contrapartida,
os menos conhecidos são o ITBI (Imposto sobre
Transmissão de Bens Imóveis), com 1,7% das respostas, e
a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), com
1%.
No caso de uma
redução da carga tributária, o aumento da renda é visto
como o principal benefício para 55,7% dos entrevistados.
A seguir, estão o aumento do consumo (32,9%), redução de
preços (29,3%) e o aumento da oferta de empregos
(26,2%).
Fonte: InfoMoney

19/08/10
-
Milhares de ações trabalhistas estão paradas à espera de
decisão do STF
Por Luiza de Carvalho,
No Valor Econômico
Mais de 15 mil processos trabalhistas estão com o
andamento suspenso no Tribunal Superior do Trabalho
(TST). Os processos abordam 33 temas que serão julgados
no Supremo Tribunal Federal (STF), sob o rito da
repercussão geral, regulamentada em 2006. Cerca de um
terço dos processos discute o depósito do Fundo de
Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na conta de
trabalhadores da administração pública que tiveram seus
contratos considerados nulos, por falta de concurso
público.
Já
as empresas de economia mista da administração indireta
aguardam o julgamento sobre a possibilidade de dispensa
imotivada de seus funcionários, o que vai ser definido
pelo Supremo no julgamento de um recurso ajuizado pelos
Correios - desde fevereiro é aguardado um voto-vista do
ministro Joaquim Barbosa.
O
mecanismo da repercussão geral funciona como um filtro
aos recursos extraordinários encaminhados ao Supremo, e
permite que os ministros só julguem o que considerarem
ter relevância econômica, política, social ou jurídica.
Na
opinião do ministro Milton de Moura França, presidente
do TST, o problema não é a repercussão geral, e sim a
demora nos julgamentos. "A repercussão geral é
importante para estabelecer parâmetros para o
Judiciário. Mas ações trabalhistas, que envolvem verbas
alimentares, exigem soluções rápidas", diz.
O
assunto com maior número de processos paralisados no TST
- mais de cinco mil - é o recolhimento de FGTS no caso
de contratos de trabalho que são considerados nulos pela
Justiça do Trabalho. Isso acontece com trabalhadores
contratados por entes públicos sem concurso público.
A
controvérsia se dá porque a Medida Provisória 2.164, de
2001, estabeleceu, em seu artigo 19, que embora o
contrato de trabalho seja declarado nulo, é necessário
que se faça o recolhimento de FGTS, que corresponde a 8%
do salário. A Orientação Jurisprudencial (OJ) 362 do TST
entende, inclusive, que a lei pode ser aplicada
retroativamente.
Há
uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada
no Supremo pelo Estado de Alagoas contra a norma. A
ação, que chegou à Corte em 2004, é de relatoria do
ministro Cezar Peluso. Diversos Estados ingressaram como
partes interessadas. Enquanto a ação não é julgada,
milhares de ações tiveram o andamento suspenso.
É o
caso de um dos 200 processos sobre o tema do escritório
Alino & Roberto Advogados, que foi ajuizado em 1993 por
um ex-trabalhador de uma empresa de economia mista do
Rio Grande do Sul.
De
acordo com a sócia Renata Fleury, o contrato foi
declarado nulo pela Justiça porque o trabalhador não era
concursado. Ele pede na ação diversas verbas
trabalhistas - dentre elas o FGTS -, alegando que
prestava o mesmo serviço de um funcionário concursado.
"O funcionário está há 17 anos aguardando uma decisão,
sem receber nada", diz Renata.
De
acordo com o advogado Humberto Vallim, da Vallim
Advogados, que atua na defesa de trabalhadores, em
Brasília há cerca de 30 mil ações sobre o tema. "É
razoável que a nulidade do contrato não retire do
trabalhador o direito essencial do FGTS", diz. Já as
empresas aguardam o julgamento da Adin na expectativa
que o STF decida, ao menos, que a norma não possa
retroagir.
"A
norma pegou de surpresa não só a administração pública,
como empresas que já foram privatizadas e passaram a
contar com um novo passivo trabalhista", diz o advogado
Mozart Victor Russomano Neto, do Russomano Advocacia,
que defende empresas do setor bancário.
Outro tema aguardado é o que discute a dispensa sem
motivo de trabalhadores dos Correios. Em 2008, o Supremo
declarou a existência de repercussão geral no processo
ajuizado pelos Correios contra a Federação Nacional dos
Trabalhadores de Empresas de Correios e Telégrafos
(Fentec). A entidade está vencendo a disputa por dois
votos a zero, mas o julgamento foi suspenso por um
pedido de vista em fevereiro.
No
caso, ex-trabalhadores dos Correios tentam na Justiça do
Trabalho a reintegração ao emprego sob o argumento de
que, como a empresa têm algumas prerrogativas da Fazenda
Pública, não pode efetuar demissões imotivadas, assim
como ocorre com a administração pública. "O entendimento
do Supremo vai se estender a todas empresas de economia
mista", diz a advogada Renata Fleury, do Alino &
Roberto, que defende a Fentect.
Milhares de processos envolvendo negociações coletivas
entre empresas e sindicatos também esperam uma decisão
do Supremo. Um deles é a possibilidade de redução de
intervalo intrajornada quando acordado em negociação
coletiva.
Apesar de haver apenas 98 processos sobrestados no TST
sobre a matéria, essa disputa, segundo o advogado Daniel
Chiode, do Demarest & Almeida, será um marco porque o
STF vai avaliar a validade da negociação coletiva, tema
presente em muitos processos trabalhistas. "O Supremo
deve estabelecer até que ponto o sindicato pode atuar",
diz.
Negociações coletivas, envolvendo planos de demissão
voluntária (PDV), também estão presentes em 936 ações
suspensas no TST. Em um recurso envolvendo
ex-trabalhadores do Banco do Estado de Santa Catarina
(Besc), incorporado pelo Banco do Brasil, o Supremo
define se o trabalhador pode pleitear verbas
trabalhistas na Justiça depois de ter feito a quitação
total do contrato em um PDV.
"A
morosidade dos julgamentos gera um custo elevado para as
empresas, que terão que corrigir os valores envolvidos",
diz Chiode, que defende empresas em 300 processos sobre
o tema.
Fonte: Diap

19/08/10
-
Serra defende investimentos e diminuição de impostos
para melhorar saneamento
A diminuição dos
impostos federais e o aumento dos investimentos foram
apresentados nesta quinta-feira (18) como propostas pelo
candidato do PSDB à Presidência da República, José
Serra, para melhorar a qualidade do saneamento no país.
Segundo ele, cerca de R$ 2 bilhões poderiam ser
investidos a mais nas obras de saneamento, com a
desoneração das empresas que atuam no setor.
“[Os impostos sobre saneamento] tiram do Brasil
R$ 2 bilhões que poderiam ser investidos em saneamento e
que vão para impostos federais, que não voltam para
saneamento. Isso, sem dúvida, explica a performance e o
desempenho muito ruim do Brasil em matéria de
saneamento”, disse.
O candidato participou de debate realizado no teatro da
Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
O evento contou também com as presenças das candidatas
Dilma Roussef (PT) e Marina Silva (PV).
Fonte: Agência Brasil

19/08/10
-
Dilma diz que seu governo será de continuidade ao de
Lula
A candidata do PT
à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta
quinta-feira (18) que o seu governo será de
continuidade. A candidata citou propostas na área de
infraestrutura e disse que seu governo vai avançar em
obras que estão sendo realizadas pelo governo de Luiz
Inácio Lula da Silva, como a Ferrovia Norte-Sul, a
transposição do Rio São Francisco e a construção das
hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, em Rondônia.
Dilma rebateu críticas de que sua proposta de governo é
baseada nos governos de Lula. “Essa história de que não
dá para não olhar para o retrovisor é um perigo enorme
num país que tem a história que nós temos. Temos uma
história de ditadura, por isso temos que valorizar a
democracia; de baixo crescimento, por isso temos que
valorizar o alto crescimento; de desigualdade de renda
vergonhosa, por isso temos que perseguir a erradicação
da pobreza”, afirmou.
A candidata concedeu uma rápida entrevista ao sair de um
debate promovido pelo jornal Folha de S.Paulo e
pelo portal UOL, no teatro da Pontifícia Universidade
Católica (Tuca), em São Paulo. Também participaram do
debate os candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva
(PV).
Fonte: Agência Brasil

18/08/10
-
Vox Populi mostra Dilma 16 pontos percentuais à frente
de Serra
A candidata do PT à Presidência da República, Dilma
Rousseff, ampliou a vantagem sobre o presidenciável do
PSDB, José Serra, segundo pesquisa divulgada nesta
terça-feira (17) pelo Instituto Vox Populi, encomendada
pela TV Band e o portal iG. A petista aparece 16 pontos
percentuais à frente do candidato do PSDB.
Dilma tem 45% das intenções de voto e Serra aparece com
29%. Marina Silva, do PV, manteve os 8% registrados na
última pesquisa. Os outros candidatos não chegaram a 1%.
A margem de erro da pesquisa é de 1,8 pontos
percentuais.
A pesquisa registrou ainda 5% de votos brancos ou nulos
e 12% de eleitores indecisos. Nesse cenário, se a
eleição fosse hoje Dilma seria eleita no primeiro turno,
já que teria mais votos do que a soma dos outros
candidatos.
A pesquisa ouviu 3 mil eleitores em 219 municípios,
entre os dias 7 e 10 de agosto. A pesquisa foi
registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o
número 22.956/10.
Fonte: Agência Brasil

18/08/10
-
'Nenhuma empresa será obrigada a usar ponto eletrônico',
reafirma Lupi
Publicada há um ano, Portaria 1.510, que regulamenta o
uso do Registro Eletrônico de Ponto, não interfere na
CLT,
que
determina opção por registro manual ou mecânico.
Centrais sindicais reforçam apoio à medida
O
Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, reafirmou
nesta terça-feira (17) que o início da vigoração da
Portaria 1.510, que regulamenta o uso do Registro
Eletrônico de Ponto, se dará em 26 de agosto. Nos
primeiros 90 dias haverá visitas de acompanhamento e
esclarecimento, feitas por Auditores Fiscais do
Trabalho, sem aplicação de multas e autuações. O
Ministro voltou a explicar que a portaria apenas
disciplina o Ponto Eletrônico e que isso permitirá que o
trabalhador tenha o controle exato da sua jornada de
trabalho.
"Nenhuma empresa será obrigada a usar ponto eletrônico,
independente do tamanho e da quantidade de trabalhadores
que tenha. Apenas as empresas que usam este equipamento
terão que se adequar; e se não quiserem se adequar,
também poderão optar por usar ponto manual ou mecânico",
disse Lupi.
Segundo
o ministro, a intenção da Portaria é dar ao trabalhador
o poder de conferir seu horário de trabalho. "O
empregado passará a ter o controle do seu ponto, como o
empregador já tem. Quando apenas um lado tem a
informação, quando apenas um lado controla, não
funciona", ponderou o ministro.
Apoio - As centrais
sindicais se mostraram unanimemente favoráveis a
implantação da Portaria 1.510, durante encontro do
ministro Carlos Lupi com representantes da Força
Sindical, CUT, CTB, CGT, NCST, UGT e CGTB.
Os
sindicalistas solicitaram, contudo, que acordos
coletivos celebrados entre sindicato e empresas,
referentes a jornada de trabalho, tenha validade perante
a portaria. "Eles vão me apresentar formalmente um
pedido para incluir os acordos coletivos na portaria,
mas não tenho como afirmar se será possível, porque a
equipe técnica do Ministério do Trabalho tem que fazer
um estudo sobre o assunto", afirmou Lupi.
REP - Atualmente, há no
mercado 19 empresas produzindo 81 modelos de Registros
Eletrônicos de Ponto (REP) certificados pelo
ministério. Das 19 fabricantes, 14 responderam ao MTE
sobre suas capacidades de produção; que, chega à marca
de 184.500 equipamentos fabricados por mês. Com base nos
dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais),
das mais de sete milhões de empresas declarantes, cerca
de 300 mil (5%) são potenciais utilizadoras de registro
eletrônico de ponto. As demais 6,7 milhões de empresas
utilizam ponto manual ou mecânico ou têm menos de 10
empregados, o que as desobriga da marcação de ponto.
Fonte: MTE

18/08/10
-
Mais
de 1,5 mil mulheres trabalhadoras no encontro com Dilma
Mais de 1.500
mulheres sindicalistas de todo o País tiveram um
encontro com Dilma Rousseff, nesta terça-feira (17),
para entregar à candidata a presidente a “Plataforma das
Mulheres Trabalhadoras para as Eleições 2010”. O
documento, encaminhado por sindicalistas ligadas às
Centrais CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT,
contém várias propostas para ampliar os direitos das
mulheres no mercado de trabalho.
O evento, que
teve início às 11 horas na Casa de Portugal, no bairro
da Liberdade, região central da capital paulista, teve a
presença dos presidentes das seis Centrais, que falaram
às sindicalistas que Dilma chegasse ao local.
Ao entrar no
plenário lotado, a candidata da coligação “Para o Brasil
seguir mudando” foi saudada por um coro de “Brasil, pra
frente! Com Dilma presidente”, acompanhado de aplausos
ensurdecedores. Na mesa, Dilma recebeu o documento,
entregue pelas coordenadoras femininas das Centrais –
Rosane da Silva, da CUT; Maria Auxiliadora dos Santos,
da Força Sindical; Maria Pimentel, da CGTB; Cássia
Bufelli, da UGT; Celina Arraes, da CTB; e Sônia Maria
Zerino da Silva, da Nova Central.
Entre as
propostas das sindicalistas, estão a garantia de creche
nas empresas com mais de 100 trabalhadores, igualdade de
salários entre homens e mulheres em funções semelhantes
e igualdade de oportunidades na carreira. As
sindicalistas reivindicaram ainda a jornada de 40 horas
semanais e continuidade da política de valorização do
salário mínimo, entre outros temas.
Propostas
- A candidata à presidência ressaltou a
política do governo Lula, que gerou mais empregos para
as mulheres. Ela lembrou que de 2002 a 2009, a presença
delas no mercado de trabalho cresceu mais de 40%. Dilma
anunciou que pretende criar seis mil creches na sua
gestão, sendo uma média de 1.500 por ano. Ela também
destacou a proposta do seu programa de governo de criar
uma rede integrada de saúde da criança, que dará atenção
desde a concepção até a idade de um ano.
Fonte: Agência Sindical

18/08/10
-
Arrecadação federal em julho é recorde para o mês
A arrecadação de
impostos e contribuições federais em julho chegou a R$
67,973 bilhões em termos nominais, um recorde para o
período, informou nesta terça-feira (17) a Receita
Federal. Neste ano, todos os meses apresentaram
resultado recorde.
Corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA), o valor da arrecadação em julho foi 10,76% maior
do que o alcançado no mesmo mês do ano passado. Na
comparação com junho, o crescimento real (descontado o
IPCA) foi de 10,54%.
De janeiro a julho, o valor arrecadado atingiu R$
447,464 bilhões. Com a correção pelo IPCA, o resultado
ficou 12,22% acima do apurado no mesmo período do ano
passado.
Segundo a
Receita, o resultado de julho decorre, principalmente,
da recuperação da produção industrial, da venda de bens
e da massa salarial, que influenciaram a arrecadação de
tributos. Esses fatores estimularam a arrecadação do
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI),
PIS/Cofins e da contribuição previdenciária,
respectivamente.
(Repórter Kelly Oliveira)
Fonte: Agência Brasil

18/08/10
-
Somente doenças previstas em lei têm isenção de IR
Não é possível a isenção de imposto de renda a
aposentados portadores de outras doenças graves e
incuráveis, que não as elencadas no artigo 6º, inciso
XIV, da Lei n. 7.713/88. O entendimento, unânime, é da
Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao
julgar recurso destacado como representativo de
controvérsia (repetitivo). Agora, essa decisão deve ser
aplicada a todos os demais processos que tratam da
questão e que estavam suspensos aguardando julgamento
deste recurso especial no Tribunal.
No caso analisado, a aposentada ajuizou uma ação com o
objetivo de ver declarada a inexistência de relação
jurídico-tributária que a obrigue a recolher o imposto
de renda sobre rendimentos a partir do ajuizamento da
demanda, em virtude de ser portadora de moléstia
incapacitante – distonia cervical (patologia neurológica
incurável, de causa desconhecida, que se caracteriza por
dores e contrações musculares involuntárias).
Em primeira instância, a ação foi julgada procedente
“para reconhecer o direito à isenção de imposto de
renda, nos termos da Lei n. 7.713/88, a partir do
ajuizamento da ação, condenando a União à restituição
dos valores recolhidos a esse título, referentes a
rendimentos auferidos a partir de 6 de abril de 2004,
(...), observando-se, ainda, eventuais restituições já
procedidas por força das declarações anuais de ajuste”.
Inconformada, a Fazenda Nacional apelou, sustentando que
as hipóteses deveriam ser interpretadas literalmente,
sendo que a isenção, com base em outra moléstia, não
relacionada na Lei n. 7.713/88, seria ilegal. Alegou,
ainda, que, de qualquer forma, não poderia a isenção ser
reconhecida a partir do ajuizamento da ação, mas, quando
muito, a partir do laudo que reconheceu a patologia.
Entretanto, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região
manteve a sentença.
Em seu voto, o relator, ministro Luiz Fux, destacou que,
no caso, tem-se a impossibilidade de interpretação das
normas concessivas de isenção de forma analógica ou
extensiva, ficando consolidado o entendimento no sentido
de descaber a extensão do benefício à situação que não
se enquadre no texto expresso da lei.
Fonte: STJ

18/08/10
-
Projeto prevê dedução de IR a empresas que contratarem
jovens e pessoas acima de 50 anos
A primeira experiência profissional dos jovens de 18 a
24 anos e a volta de pessoas maiores de 50 ao mercado de
trabalho podem ficar mais fácil. A Comissão de Assuntos
Econômicos (CAE) do Senado deve avaliar no próximo
esforço concentrado - de 31 de agosto a 2 de setembro -
o projeto que prevê benefícios fiscais no Imposto de
Renda às empresas que contratarem funcionários nessas
duas faixas etárias.
A matéria, que tramita na CAE em
Decisão Terminativa,
altera a legislação do Imposto de Renda de pessoas
jurídicas para conceder o benefício fiscal. Pelo
Substitutivo do
senador João Vicente Claudino (PTB-PI), a Lei 9.249/95
passa a permitir a dedução, em dobro, das despesas com
salários dos empregados enquadrados nessas idades. O
limite do desconto será 6% do lucro operacional da
pessoa jurídica, antes de computada a dedução.
Para ter direito ao benefício, no entanto, o empresário
deverá comprovar que não reduziu postos de trabalho nos
três meses anteriores à contratação de jovens ou de
pessoas acima de 50 anos. Além disso, há previsão de
controle em separado das despesas relacionadas ao
incentivo fiscal, para que não ultrapassem 15% do
montante da folha de pagamento da empresa. Caso seja
comprovada alguma irregularidade, a empresa contribuinte
deverá recolher o imposto devido com os acréscimos
legais.
Segundo João Claudino, não se pode alegar que os
incentivos propostos tenham caráter discriminatório. Na
opinião dele, as medidas pretendem criar mecanismos para
"igualar as condições de acesso ao mercado de trabalho
formal de trabalhadores situados em faixa de idade
especial".
Projetos
O substitutivo foi elaborado com base em dois projetos
de lei que tramitam em conjunto no Senado: PLS 220/00,
do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR); e PLS 185/03,
do então senador Sibá Machado. O primeiro estimula a
contratação de pessoas com mais de 50 anos e o segundo,
dos jovens de 18 a 24 anos à procura do primeiro
emprego.
Segundo Mozarildo, é preciso dar oportunidade aos
trabalhadores mais velhos expulsos do mercado de
trabalho por falta de especialização, pois eles precisam
garantir sustento às suas famílias. Já para estimular a
contratação de jovens, argumenta-se que 30% de todos os
desempregados brasileiros têm de 18 a 24 anos.
Se aprovado na CAE, o substitutivo será ainda apreciado
em Turno Suplementar
nessa mesma comissão e, em seguida, será encaminhado
para análise da Câmara dos Deputados.
Fonte: Agência Senado

18/08/10
-
Gravidez durante aviso-prévio dá direito à estabilidade
de gestante
Por
entender que o aviso-prévio indenizado faz parte do
contrato de trabalho, inclusive para a incidência da
estabilidade no emprego, uma ex-funcionária gestante
consegue direito a verbas trabalhistas da estabilidade
provisória estabelecida na Constituição. A decisão foi
da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho que deu
provimento a recurso de revista da trabalhadora, cuja
gestação ocorrera no período do aviso-prévio.
No fim do contrato de trabalho, a ex-funcionária
comprovou o início da concepção dentro do período do
aviso-prévio. O Tribunal Regional da 5ª Região (BA)
negou o pedido de estabilidade, argumentando que o aviso
não integra o contrato de trabalho, de modo que as
vantagens surgidas naquele momento estariam restritas a
verbas relacionadas antes do requisito, conforme
interpretação dada na primeira parte da Súmula nº 371 do
TST.
Diante
disso, a trabalhadora interpôs recurso de revista ao
TST. O relator do processo na Sexta Turma, ministro
Maurício Godinho Delgado, deu razão à ex-funcionária.
Segundo o ministro, o dispositivo constitucional que
vedou a dispensa arbitrária de empregada gestante, desde
a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto
(artigo 10, II, “b”), buscou garantir o emprego contra a
dispensa injusta e discriminatória, além de assegurar o
bem-estar do bebê.
O relator
destacou que o período de aviso-prévio integra o
contrato de trabalho para todos os efeitos, inclusive
para a incidência da estabilidade no emprego. “O aviso
não extingue o contrato, mas apenas firma o prazo para o
término”.
Maurício
Godinho ressaltou ainda que entendimento semelhante foi
confirmado por maioria da SDI-1, no julgamento do
processo E-ED-RR- 249100-26.2007.5.12.0004, da relatoria
do ministro Horácio de Senna Pires. Na sessão decidiu-se
que a concessão da estabilidade da gestante relaciona-se
à dignidade da pessoa humana e do bem-estar do
nascituro, de modo que direitos fundamentais previstos
na Constituição, como a proteção à maternidade e à
infância (artigos 6º e 7º, XVIII), à família (artigo
226), à criança e ao adolescente (artigo 227) não
poderiam ser restringidos por interpretação da
jurisprudência.
Com esses
fundamentos, a maioria da Sexta Turma – vencido o
ministro Fernando Eizo Ono – deu provimento ao recurso
de revista da ex-funcionária e condenou a empresa ao
pagamento dos salários e demais direitos correspondentes
entre a data da despedida e o final do período de
estabilidade de gestante.
(RR-103140-30.2003.5.02.0013)
Fonte: TST

18/08/10
-
Lei da Ficha Limpa passa por teste nesta semana
Dois meses e meio após a sanção do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva, a Lei da Ficha Limpa, que proíbe
as candidaturas de políticos condenados pela Justiça em
decisão colegiada, enfrentará o seu primeiro teste.
Ainda nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
deve examinar pedidos de cassação de registro de
candidatos de diversos estados.
Até o início da noite de segunda-feira (16), 169
recursos relacionados a registros de candidatura
procedentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) já
haviam sido protocolados no TSE, segundo informação da
Agência Brasil. A grande quantidade pode
dificultar o cumprimento do cronograma do tribunal,
segundo o qual os recursos seriam apreciados até a
quinta-feira (19).
O primeiro anteprojeto da Lei da Ficha Limpa chegou ao
Congresso Nacional acompanhado de 1,6 milhão de
assinaturas de eleitores interessados em dificultar as
candidaturas de políticos envolvidos em denúncias de
corrupção. A iniciativa de apresentar o texto ao
Congresso foi do Movimento de Combate à Corrupção
Eleitoral.
Uma vez aprovada pelo Legislativo, a nova lei foi
sancionada em 4 de junho. Mas ainda há dúvidas se ela
valerá para as eleições deste ano. Um dos principais
argumentos contrários à sua aplicação imediata é o de
que a lei não poderia retroagir para prejudicar os
candidatos. Advogados de políticos ameaçados de cassação
dos registros insistem no princípio da anualidade,
segundo o qual as normas que regem as eleições devem ser
aprovadas pelo menos um ano antes daquela disputa.
Todas essas questões deverão ser decididas, a partir
desta semana, pelos ministros do TSE. Nos meios
políticos, acredita-se que as primeiras decisões do
tribunal poderão indicar a tendência a ser aplicada na
maioria dos atuais casos de cassação de registro de
candidatura.
Um dos casos mais conhecidos e que deve ser analisado
nos próximos dias é o do ex-governador Joaquim Roriz,
que tenta concorrer a um quinto mandato no governo do
Distrito Federal. Seu registro foi negado pelo Tribunal
Regional Eleitoral (TRE) por ele haver renunciado ao
mandato de parlamentar em 2007, evitando, assim, a
abertura de um processo de cassação no Senado.
Os advogados de
Roriz já sinalizaram que pretendem recorrer até ao
Supremo Tribunal Federal para garantir a candidatura do
ex-governador ao Palácio do Buriti, caso a decisão do
TSE seja desfavorável a ele. O mesmo procedimento pode
ser adotado por advogados de vários outros candidatos,
em diversas partes do país.
Fonte: Agência Senado

17/08/10
-
Ministro do Trabalho discute ponto eletrônico com
centrais sindicais
O
ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e
representantes das centrais sindicais se reúnem hoje
(17) para discutir possíveis mudanças na implantação do
ponto eletrônico. O encontro está marcado para as 17h no
ministério.
A utilização da tecnologia foi regulamentada pela
Portaria 1.510, do Ministério do Trabalho. A principal
novidade será a emissão de comprovante impresso a cada
vez que o empregado bater o ponto, além de o relógio não
poder ser bloqueado nem ter os dados editados.
Fonte: Agência Brasil

17/08/10
-
Brasil: crescimento do emprego não impede rotatividade
da mão de obra
O
Brasil cresce, amplia o número de empregos, mas não
consegue resolver em velho problema: a rotatividade da
mão de obra. Para se ter ideia da troca de emprego,
basta dizer que, no período de um ano, 62,82% dos
trabalhadores na informalidade trocaram de trabalho.
No
setor formal, a rotatividade está em 17,47%. Este índice
já foi maior, entre 2002 e 2003 ele era de 22,09%.
A
rotatividade não fica restrita ao setor privado, ela
também é grande no serviço público (federal, estaduais,
municipais e militares): 20,77% ao ano.
Esses
dados constam de um estudo inédito do Centro de Estudos
Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), repercutido
neste domingo (15) pelo jornal O Globo (matéria de capa
do caderno Economia - página 33).
O
estudo aponta, ainda, que a rotatividade é maior entre
os menos qualificados. Segundo especialistas ouvidos
pelo jornal, o empregador não tem interesse em investir
no trabalhador com baixa qualificação.
Já o
trabalhador mais qualificado tende a se manter por tempo
maior no emprego. Neste caso, a rotatividade cai de
17,47% para 12,56%, quando o funcionário tem mais de 12
anos de estudos.
Convenção 158
A alta rotatividade, que é um problema estrutural nas
relações capital-trabalho no Brasil, coloca em destaque,
mais uma vez, a necessidade da ratificação da Convenção
158, da OIT, que obriga a empresa a justificar cada
ruptura de contrato de trabalho.
Mensagem presidencial que trata deste assunto está em
discussão na Comissão de Trabalho da Câmara sob a
relatoria do deputado Sabino Castelo Branco (PTB/AM),
que ofereceu parecer favorável à matéria.
Agenda sindical no Congresso
A ratificação, pelo Brasil, da Convenção 158, da OIT,
faz parte da agenda do movimento sindical no Congresso
Nacional, que hoje é composto por outras cinco
proposições em debate no Legislativo federal.
A agenda foi apelidade de "pauta trabalhista" e deverá
ser novamente colocada em evidência na próxima
legislatura do Congresso. (Com Agência Sindical)
Fonte: Diap

17/08/10
-
Mercado mantém estimativas para inflação oficial e juros
básicos este ano
Analistas do
mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC)
mantiveram as projeções para a inflação oficial e a taxa
básica de juros, a Selic, neste ano.
Segundo o boletim
Focus, divulgado às segundas-feiras, a
estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) foi mantida em 5,19% e a expectativa para a Selic
ao final de 2010 permaneceu em 11% ao ano. Atualmente, a
taxa básica está em 10,75% ao ano.
Os analistas
esperam que a taxa aumente 0,25 ponto percentual na
reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC
marcada para os dias 31 de agosto e 1º de setembro.
Segundo essa expectativa, nas reuniões seguintes, de
outubro e dezembro, a Selic ficará inalterada.
No próximo ano,
os analistas esperam que o IPCA fique em 4,80%, mesma
estimativa há 18 semanas, e que a taxa Selic fique em
11,50% ao ano no final do período, contra os 11,63% ao
ano previstos no boletim da semana passada. O BC usa a
Selic como instrumento de controle da inflação. Quando
considera que a trajetória de inflação é de alta, em
ambiente de economia muito aquecida, o Banco Central
eleva os juros básicos.
O boletim
Focus também traz a projeção para o Índice de
Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (IPC-Fipe), que neste ano deve ficar em 5%,
contra os 5,04% previstos no boletim anterior. Para
2011, a projeção passou de 4,50% para 4,52%.
A estimativa para
o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna
(IGP-DI) foi alterada de 8,43% para 8,46%, este ano, e
permaneceu em 5%, em 2011.
A expectativa
para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) este
ano passou de 8,50% para 8,51%. Para o próximo ano, foi
mantida em 5%.
A projeção dos
analistas para os preços administrados permaneceu em
3,60%, em 2010, e foi alterada de 4,73% para 4,76%, em
2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por
serviços monitorados, como combustíveis, energia
elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação,
saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.
(Repórter Kelly Oliveira)
Fonte: Agência Brasil

17/08/10
-
Hidrelétricas de Rondônia geram 25 mil empregos, diz
Lula
O presidente Lula
disse nesta segunda-feira (16), em seu programa Café
com o Presidente, que as obras para a construção
das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau, em
Rondônia, geram 25 mil empregos para o país. Segundo
Lula, a expectativa é que as usinas comecem a produzir
energia ainda em 2011 e 2012.
“São duas grandes
hidrelétricas: uma está prevista para produzir 3.400
megawatts, a outra está preparada para produzir 3.200
megawatts. São as duas maiores hidrelétricas que nós
estamos produzindo no Brasil”, disse Lula. “Muitas
pessoas estão sendo formadas e preparadas para trabalhar
nessa empresa. Portanto, nós estamos qualificando uma
mão de obra que não existia mais no Brasil, porque o
Brasil tinha deixado de investir em grandes projetos de
infraestrutura, sobretudo na questão energética”.
Para o
presidente, o país vai “antecipar muito a geração de
energia”. Lula avalia que é possível, inclusive, bater
recorde mundial de tempo de construção de hidrelétricas
dessa magnitude. “Mas o dado concreto é que eu, como ser
humano, como brasileiro, estou orgulhoso, porque nós
estamos fazendo o aproveitamento do nosso potencial
hídrico. Poucos países do mundo têm o potencial que o
Brasil tem de produzir energia elétrica a partir da
água”, concluiu.
Previdência
Em seu programa,
o presidente elogiou também os avanços do sistema
previdenciário brasileiro. Ao comentar sobre o
Demonstrativo Mensal de Créditos para aposentados,
lançado na semana passada, Lula afirmou que o software
utilizado pela Previdência Social permite maior controle
de todas as agências previdenciárias e beneficia as
pessoas em tempo real.
“O que acontece a
cada minuto, cada pessoa que chega, cada pessoa que é
tratada, cada consulta que é marcada, cada benefício que
a pessoa reivindica é recebido em tempo real pelo
gerente da Previdência Social. Essa é uma coisa
extraordinária”, disse Lula.
Segundo dados da
Previdência, aproximadamente 13 milhões de aposentados e
pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS) podem consultar e imprimir nos caixas eletrônicos
dos bancos os comprovantes de benefício. “Eu fiquei
muito feliz, acho que o modelo implantado pela
Previdência Social é um modelo extraordinário. Eu disse,
no meu discurso, que a gente devia isso à imprensa
brasileira, sobretudo aos radialistas e à imprensa
popular, que todo dia denunciavam filas, aluguéis de
filas no INSS, a demora para marcar”, afirmou Lula.
(Renata Camargo)
Fonte: Congresso em Foco

17/08/10
-
Acesso à água potável e ao saneamento básico pode ser
incluído entre os Direitos Sociais da Constituição
O direito da população brasileira ao acesso à água
potável e ao saneamento básico pode ser incluído entre
os Direitos Sociais elencados nos Direitos e Garantias
Fundamentais da Constituição federal. É o que determina
proposta de emenda à Constituição (PEC 07/10) de autoria
do senador Renato Casagrande (PSB-ES).
A matéria altera o artigo 6º da Constituição, que
passará a ter a seguinte redação: "São direitos sociais
a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a
moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a
proteção à maternidade e à infância, a assistência aos
desamparados, o acesso à água potável e ao saneamento
básico, na forma desta Constituição."
A proposta também altera o artigo 225 da Carta Magna,
acrescentando o parágrafo 7º, estabelecendo que a água é
um bem de domínio público e um "recurso natural
limitado, dotado de valor econômico, social e
ambiental".
Na justificação da PEC, Casagrande argumenta que ninguém
pode ser privado do acesso à água, "sob pena de ser
violentado em sua natureza". Ele acrescenta que a falta
de água coloca em risco "o direito fundamental à
integridade física, à saúde e à vida".
O senador também afirma que o acesso à rede de esgotos é
essencial para evitar que epidemias e endemias
prejudiquem as cidades brasileiras. Além disso,
argumenta, o saneamento básico evita a poluição dos
recursos hídricos.
No final de julho deste ano, a Organização das Nações
Unidas (ONU) aprovou uma resolução afirmando que o
direito à água potável e ao saneamento básico é um
"direito humano essencial ao pleno desfrute da vida e de
todos os direitos humanos".
A PEC 07/10 está pronta para ser votada na Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O voto do
relator, senador Romeu Tuma (PTB-SP), é favorável à
proposta. Tuma ressalta que água potável e saneamento
básico são essenciais para a saúde e para a manutenção
do equilíbrio ambiental.
Fonte: Agência Senado

17/08/10
-
Quarta Turma divulga regras para requerimento de
sustentação oral e preferência
Os pedidos de sustentação oral ou de preferência de
julgamento, na Quarta Turma do Superior Tribunal de
Justiça (STJ), podem ser feitos pelo Portal do STJ; por
telefone; pessoalmente, na Coordenadoria; ou, no dia da
sessão, diretamente na sala de julgamentos, a partir das
13h30.
Fazer o requerimento pela internet é fácil e prático.
Para tanto, o interessado deve acessar o link
“Consultas”, seguido da opção “Solicitação de
Preferência de Julgamento e Sustentação Oral”.
Os pedidos feitos no dia do julgamento devem ocorrer até
às 14h, horário estipulado pelo Regimento Interno do STJ
para o início da sessão. A sustentação oral e a
preferência de julgamento também podem ser requeridas
pelo telefone (61) 3319-9175, de segunda a sexta, das 9h
às 19h.
As solicitações feitas pela internet não precisam ser
validadas, mas o advogado deve estar presente no início
da sessão de julgamento. O julgamento da preferência
está condicionado à presença do advogado que a
solicitou, no momento do apregoamento, não sendo
permitido solicitações feitas por estagiários.
Fonte: STJ

Todo empregado tem direito a receber a antecipação
salarial até dois dias antes do efetivo gozo das férias.
Portanto, uma vez gozadas as férias, sem a antecipação
salarial respectiva, prevista no artigo 145 da CLT, o
empregador deverá pagá-las, em dobro, mesmo que esta
tenha sido quitada com pequeno atraso. Essa foi a
conclusão da 4ª Turma do TRT-MG, que, acompanhando o
voto do juiz convocado Vítor Salino de Moura Eça,
considerou correta a penalidade aplicada pelo juiz
sentenciante a uma associação que pagou fora do prazo as
férias de sua empregada.
Em seu voto, o relator explicou que o artigo 137 da CLT
prevê o pagamento em dobro da remuneração das férias
quando estas forem concedidas após o prazo de 12 meses
seguintes à data em que o empregado tiver adquirido o
direito. Entretanto, não há na CLT qualquer disposição
no sentido de que a penalidade seja também devida no
caso de o pagamento da remuneração ser realizado após a
concessão do respectivo período.
Nesse aspecto, o magistrado trouxe uma interpretação
mais abrangente acerca da matéria. Ele ressaltou que a
concessão regular das férias tem o objetivo de propiciar
um período de descanso ao empregado, após o período de
12 meses de vigência do contrato de trabalho. Já a regra
do artigo 145 da CLT, na visão do relator, tem a
finalidade de propiciar ao trabalhador recursos
financeiros para que ele possa usufruir do período de
descanso com tranqüilidade. Esse dispositivo legal
estabelece que o pagamento da remuneração das férias e,
se for o caso, a concessão do abono pela conversão de um
terço das férias em dinheiro, deverão ser realizados até
dois dias antes do início do respectivo período.
"Assim, a conclusão mais razoável é a de que, sem a
antecipação salarial, o instituto das férias não
atingirá a sua finalidade social. Com efeito, sem a
contraprestação devida, o empregado não poderá gozar
plena e efetivamente do direito ao período de descanso"
- finalizou o magistrado, mantendo a condenação da
empregadora ao pagamento da dobra das férias pagas fora
do prazo.
(RO nº 01134-2009-044-03-00-2)
Fonte: Jusbrasil

17/08/10
-
Renúncia a direitos caracteriza cláusula inválida de
quitação em acordo coletivo
Não é válida
cláusula de acordo coletivo em que o sindicato da
categoria profissional deu quitação ampla e geral de
todo e qualquer crédito relativo a adicional noturno,
horas extras e diferenças de comissões, pois não houve
concessão de qualquer compensação aos empregados. Diante
desse entendimento, a Seção I Especializada em Dissídios
Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho
rejeitou embargos da Grapi Indústria, Comércio e
Transporte Ltda.
Segundo o ministro Lelio Bentes Corrêa, relator dos
embargos empresariais, “ao sindicato foi outorgado o
poder de negociar as condições de trabalho da categoria
que representa, porém, não lhe foi concedido o direito
de renunciar a direitos previstos em lei ou atuar de
forma prejudicial na tutela do patrimônio jurídico dos
seus representados”. Por seu lado, a Grappi alega que a
transação possui efeito de coisa julgada e que se trata
de ato jurídico perfeito e acabado.
A reação empresarial teve início quando, ao julgar o
recurso ordinário do empregado, o Tribunal Regional do
Trabalho da 5ª Região (BA) afastou a coisa julgada
reconhecida pelo juízo de origem em decorrência do
acordo coletivo. O TRT ressaltou, inclusive, o caráter
de excepcionalidade com que tem sido admitida, no
Direito do Trabalho brasileiro, a renúncia a direito por
parte do empregado por período de tempo determinado, com
o objetivo de manutenção do emprego, “não, porém, para a
rescisão do contrato, como na hipótese destes autos”.
Ao recorrer dessa decisão ao TST, a empresa, em seu
recurso de revista, afirmou ter sido o ajuste realizado
em vista da não renovação de contrato de franquia com a
Coca-Cola, o que, segundo ela, caracterizaria motivo de
força maior com a extinção do estabelecimento. A
Terceira Turma, porém, não conheceu do recurso,
observando que, no acordo coletivo em análise, houve
apenas a renúncia pelo sindicato a direito dos
empregados por ele representados. Para a Terceira Turma,
“é da essência da negociação coletiva a cedência
progressiva e recíproca de posições, a revelar
objetivamente verdadeira transação coletiva, o que não
se verifica, no caso”.
No recurso à SDI-1, a empresa sustentou a validade da
norma coletiva em questão, argumentando ter sido
pactuada com o sindicato da categoria profissional e na
presença do Ministério Público do Trabalho. No exame dos
embargos, o ministro Lelio Corrêa entendeu não ser
válida a cláusula, principalmente após a constatação,
feita pela Terceira Turma, que não foi identificada
expressamente a concessão de qualquer compensação aos
empregados. O relator destacou já haver posicionamento
no mesmo sentido na SDI-1, em precedente de relatoria do
ministro Brito Pereira.
O ministro Lelio esclarece que o constituinte de 1988
“alçou ao status constitucional o reconhecimento das
convenções e acordos coletivos de trabalho como fontes
formais do Direito do Trabalho”. No entanto, observa o
relator, “daí não resulta a consagração de poder
flexibilizador ilimitado, impondo-se a observância das
normas de conteúdo mínimo”, que assegurem os direitos
fundamentais dos trabalhadores.
Ao não ser válida a quitação dada pelo sindicato por
meio de norma coletiva, o relator concluiu que não se
pode falar em “afronta à coisa julgada, revelando-se
incólume o artigo 5º, XXXVI, da Constituição”, assim
como o artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho.
A SDI-1, então, por unanimidade, não conheceu dos
embargos.
(E-ED-RR - 803641-75.2001.5.05.0461)
Fonte: TST

17/08/10
-
Dilma amplia vantagem sobre Serra, diz Ibope
A
candidata do PT à Presidência da República, Dilma
Rousseff, ampliou a vantagem sobre José Serra e aparece
com 11 pontos percentuais à frente do candidato do PSDB,
de acordo com pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo
e pelo jornal O Estado de S. Paulo,
divulgada nesta segunda-feira (16).
Dilma tem 43% das intenções de voto e Serra aparece com
32%. Marina Silva, do PV, ficou com 8% da preferência
dos eleitores, segundo o Ibope. A margem de erro da
pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos.
Segundo o Ibope, entre os demais candidatos – Plínio
Sampaio (P-SOL), Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB),
Levy Fidelix (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria
(PSTU) – nenhum alcançou 1% das intenções de voto. A
pesquisa registrou ainda 7% de votos brancos ou nulos e
9% de eleitores indecisos.
O Ibope também questionou os eleitores sobre a hipótese
de segundo turno entre os candidatos do PT e do PSDB.
Dilma venceria a disputa com 48% e José Serra ficaria
com 37%.
O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias12 e 15 de
agosto em 174 cidades de todas as regiões do país. A
pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral
(TSE) com o número 23.548/2010.
Fonte: Agência Brasil

16/08/10
-
Agenda Política: segundo esforço do Congresso; início da
propaganda na TV
Câmara dos Deputados tentará votar as medidas
provisórias que perdem eficácia em setembro. Oposição
promete obstruir os trabalhos se o presidente Michel
Temer (PMDB/SP) não incluir na pauta a PEC 300 e o
projeto de lei (PLP 306/08),
que
regulamenta a EC 29, que destina mais recursos para
saúde
Câmara
faz semana de esforço concentrado, a última antes das
eleições - dia 3 de outubro.
Na
pauta, três medidas provisórias, entre elas a 487, que
trata do limite de financiamentos do BNDES destinados à
compra e produção de bens de capital e à inovação
tecnológica, e a proposta de mudança na Constituição que
institui um piso salarial para os policiais e bombeiros
dos estados.
Propaganda eleitoral
Começa, nesta terça-feira (17), a propaganda eleitoral
gratuita no rádio e na televisão. Sua transmissão vai
até 30 de setembro, 3 dias antes do primeiro turno - dia
3 de outubro.
Senado
A Casa não terá reuniões deliberativas já que o
primeiro esforço realizado no final de julho, os
senadores conseguiram votar a agenda prevista. O segundo
esforço concentrado previsto no Senado será no final de
agosto início de setembro.
Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos
políticos desta semana:
Segunda-feira (16)
- Prevista divulgação de pesquisa Ibope sobre
sucessão presidencial e avaliação do Governo Lula.
-
Marina Silva (PV) participa de jantar com a comunidade
judaica, em São Paulo, na casa do empresário Roberto
Klabin.
-
Câmara dos Deputados promove semana de esforço
concentrado.
-
Henrique Meirelles participa da reunião do International
Council da Fundação Dom Cabral em Nova Lima (MG).
Terça-feira (17)
- Início da propaganda eleitoral no rádio e na
TV.
- A
Comissão de Educação da Câmara promove audiência pública
sobre o piso salarial nacional dos professores da
educação básica. Foram convidados, entre outros, a
presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais
de Educação, Yvelise Arco-Verde.
-
Comissão Especial sobre a Remuneração dos Advogados
Públicos (Câmara) pode votar o parecer do relator,
deputado Mauro Benevides (PMDB/CE).
-
Reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex).
-
Receita Federal anuncia arrecadação de julho.
- Grupo
Estado promove debate com os candidatos à
Vice-Presidência Michel Temer (PMDB), Índio da Costa
(DEM) e Guilherme Leal (PV).
-
Divulgação do IGP-10 de agosto.
Quarta-feira (18)
- O Ministério de Minas e Energia em parceria
com a Advocacia Geral da União, a Agência Nacional do
Petróleo e a Universidade de Brasília realizam seminário
para discutir o marco regulatório do pré-sal.
- O
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode
julgar a fusão entre Itaú e Unibanco, anunciada em
novembro de 2008.
Quinta-feira (19)
- Data em que todos os recursos sobre pedido de registro
de candidatos deverão estar julgados pelo Tribunal
Superior Eleitoral e publicadas as respectivas decisões.
-
Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga Índice
de Confiança do Empresário Industrial de agosto.
- Data
em que todos os recursos sobre pedido de registro de
candidatos deverão estar julgados pelo Tribunal Superior
Eleitoral e publicadas as respectivas decisões.
Sexta-feira (20)
- IBGE divulga IPCA-15 de agosto.
Fonte: Diap

16/08/10
-
Todas as Centrais se reúnem com Dilma dia 17
Ele
receberá a Agenda da Classe Trabalhadora aprovada na
Conclat
Na
próxima terça (17), as Centrais CUT, Força Sindical,
CTB, UGT, Nova Central e CGTB se encontram com a
candidata a Presidente Dilma Rousseff (PT), na Casa de
Portugal, região central da capital paulista. Durante o
encontro, a partir das 10 horas, os sindicalistas
entregarão à ex-ministra o conjunto de deliberação da
Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (na verdade,
a Agenda da Classe Trabalhadora pelo Desenvolvimento com
Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho),
aprovada em 1º de junho, no Pacaembu, em São Paulo, com
30 mil sindicalistas de 4.500 entidades, de todo o
Brasil.
A
entrega do documento se dará num evento organizado pelas
direções femininas das Centrais, que entregarão a Dilma
o conjunto de propostas das mulheres trabalhadoras, que
integra a Agenda aprovada na Conclat, em 1º de junho. A
organização do evento informa que a ministra Nilcéa
Freire (Secretaria Especial de Políticas para Mulheres)
também estará presente na Casa de Portugal.
Informações - Interessadas em
participar do encontro, terça, devem solicitar sua
inscrição em uma das seis Centrais (Força Sindical, CUT,
UGT, Nova Central, CTB e CGTB). As vagas são limitadas.
Fonte: Agência Sindical

16/08/10
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Brasil resiste a cumprir legislação trabalhista, afirmam
juristas
O
Brasil tem cerca de 2 milhões de ações trabalhistas por
ano em julgamento, em mais de 1,2 mil varas
trabalhistas. Para Luciano Athayde Chaves, presidente da
Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do
Trabalho (Anamatra), a quantidade de ações tem a ver com
o sistemático descumprimento das leis que regem as
relações entre empregadores e empregados.
“O país resiste a cumprir a lei. O Brasil ainda luta
pela efetividade dos direitos sociais”, disse Luciano
Chaves que também é juiz do Trabalho no Rio Grande do
Norte e lembra de ter julgado caso recente de um
vaqueiro que não recebia salário. Segundo ele, o
trabalhador vivia, como seu avô e seu pai sob “regime de
servidão”, no qual em vez da remuneração regulamentada
em lei ficava com um sexto da repartição das crias do
rebanho que cuidava.
A situação precária de trabalho como a do vaqueiro
existe a despeito do país ser signatário de mais de uma
dezena de convenções da Organização Internacional do
Trabalho (OIT). “Não nos faltam princípios. Não basta
que tenhamos normas internacionais. O grande desafio é a
efetividade”, assinalou o presidente da Anamatra durante
sua exposição no Fórum Internacional sobre Direitos
Sociais, organizado pelo Tribunal Superior do Trabalho
(TST) encerrado ontem (13) à noite em Brasília.
Um dos exemplos da falta de efetividade é a Convenção nº
111 da OIT, de 1958, ratificada pelo Brasil em 1964
contra a discriminação no trabalho. Dados da Pesquisa
Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad/2008) do IBGE,
mostram que o mercado de trabalho brasileiro trata
diferentemente homens e mulheres, brancos e negros entre
outros grupos.
Na época da pesquisa, as mulheres recebiam 70,3% do que
os homens ganhavam; e os trabalhadores negros recebiam
55,2% do que os assalariados brancos. Segundo a Pnad, no
mesmo nível de escolaridade, as pessoas negras recebiam
33% a menos que as pessoas brancas. Até mesmo nos
estratos mais altos de escolaridade a discriminação se
perpetua. As mulheres negras com pós-graduação recebiam
40% a menos que os colegas em postos que exigiam a mesma
escolaridade.
Para o procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes,
“a especialidade brasileira é a indiscriminação
indireta”. Segundo ele, o mercado de trabalho evita ser
“politicamente incorreto”, mas os dados estatísticos
mostram que há discriminação por gênero e raça no
recrutamento de pessoal, no preenchimento de cargos, na
promoção, nos critérios de escolha e na justificação de
motivos que podem reafirmar esteriótipos
preconceituosos.
Na avaliação do procurador, como a descriminação não é
declarada é complicado comprovar na Justiça do Trabalho
que esteja ocorrendo. Além disso, os julgamentos
enfrentam valores arraigados na cultura nacional como,
por exemplo, a crença que o Brasil é o país da harmonia
multirracial. “Enfrentar a discriminação é difícil e
pressupõe uma viagem a nós mesmos e enfrentar nossos
demônios”, assinalou durante o fórum.
A Procuradoria-Geral do Trabalho perdeu cinco ações que
ajuizou no ano passado contra grandes bancos nacionais
apesar de comprovar empiricamente, por meio dos dados
fornecidos pelas próprias instituições financeiras, que
os salários de mulheres e de negros eram menores do que
de brancos, e de que os homens brancos são mais
prestigiados nas promoções e ocupações de postos.
(Repórter Gilberto Costa)
Fonte: Agência Brasil

Do campo até chegar à
vitrine das lojas, uma peça de vestuário, no Brasil, tem
40% de carga tributária embutida no preço final. Um
custo de produção que acaba sendo transferido para o
consumidor, segundo explicou o tributarista Flávio
Henrique Miranda Zanettini, do escritório Madeira,
Rebeschini e Zanettini Advogados, de Porto Alegre. Ele
foi um dos palestrantes do Seminário Tecnológico, evento
promovido pela Associação Brasileira de Técnicos Têxteis
(ABTT), em parceria com o grupo FCEM, durante a 12ª
edição da Feira Brasileira para a Indústria Têxtil
(Febratex 2010), realizada no Parque Vila Germânica, em
Blumenau (SC). Se comparada à carga tributária hoje
incidente sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional,
em torno de 34%, a da cadeia têxtil é ainda maior. "Há
um aumento de carga em virtude do elevado gasto público,
sem que isso seja revertido para as empresas", avaliou o
advogado. Ele exemplificou, relatando a situação de
"portos sucateados, aeroportos cheios, sistema
ferroviário deficiente e estradas que inviabilizam o
transporte de cargas" - fatores limitantes ao escoamento
da produção de diversos segmentos, sobretudo da
indústria têxtil, que agora está mais voltada ao mercado
doméstico, por conta do câmbio. "Com os canais de
logística em colapso, o empresário se pergunta por que
pagar imposto", comentou. Segundo ele, cada elo da
cadeia têxtil tem um volume de carga tributária
específico. O menor é o da agricultura, e o mais elevado
recai sobre a confecção, o produto final. "É uma
tributação não cumulativa: quem adianta tributo é
ressarcido na etapa seguinte. Contudo, quem acaba
pagando é o consumidor, ao adquirir uma roupa ou
sapato", reforça.
O maior vilão do
custo final, segundo Zanettini, é o Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "A carga
acaba sendo diferenciada na cadeia. Alguns tributos são
aplicados apenas à indústria, como é o caso do IPI
(Imposto sobre Produtos Industrializados), outros são
aplicados no caso da importação de máquinas. O ICMS
atinge o item confeccionado". Para o presidente do
Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Ceará
(Sindtêxtil), Ivan Bezerra Filho, o Estado segue em
vantagem no campo tributário, uma vez que, há cerca de
dois anos, o governo reduziu a alíquota interna de ICMS
de 17% para 7%. "Na outra ponta, elevou a cota de
entrada, com o regime de substituição tributária. Ou
seja, os produtos vindos de outros estados pagam 8% de
ICMS mais 3% na substituição", explicou. Isso, para ele,
foi uma forma de proteger a indústria cearense,
garantindo sua competitividade. Por outro lado, segundo
ele, as empresas podem usar os benefícios da lei para
reduzir a carga tributária, transformando-as em
benefícios.
Fonte: Jusbrasil

Entrou em vigor dia13
a lei que pretende reduzir o uso excessivo de recursos
para retardar processos na Justiça do Trabalho. A norma,
segundo o presidente da Associação Nacional dos
Magistrados do Trabalho (Anamatra), Luciano Athaide,
agilizará o andamento das ações trabalhistas. De acordo
com a legislação, a parte que entrar com um agravo de
instrumento ferramenta usada, geralmente, para retardar
a sentença final terá que depositar 50% do valor do
recurso negado inicialmente pelo tribunal. Antes não era
necessário fazer nenhum pagamento para isso.
Um dos reflexos da
lei deverá ser a redução desse tipo de instrumento
jurídico na Justiça do Trabalho. Segundo Luciano
Athaide, mais de 90% dos agravos de instrumento não são
acolhidos. Para desafogar a Justiça desse tipo de
recursos, é que se criou essa exigência do depósito para
que não se recorra de maneira a protelar o andamento das
causas.
De acordo com o
conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
Marcos Vinícius Cordeiro, o agravo de instrumento entrou
numa sistemática cotidiana no Tribunal do Trabalho. A
pessoa entra com vários recursos, sendo o último o
agravo de instrumento e de fato o Tribunal Superior do
Trabalho fica abarrotado de agravo de instrumento e
quase todos eles sem consequência, disse.
Ele afirma que as
pequenas e médias empresas serão as mais afetadas pela
Lei 12.275. Aquele dono de um pequeno estabelecimento,
pequeno produtor, que vai ter mais um depósito a ser
feito para verificar a existência ou não do seu direito.
Fonte: Jusbrasil

16/08/10
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Fórum discutirá possibilidade de o trabalhador aplicar
até 20% do FGTS em ações
A possibilidade
de o trabalhador aplicar até 20% do seu FGTS (Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço) em fundos de
ações/investimentos será discutida em fórum no Rio de
Janeiro, marcado para o próximo dia 31.
O “Fórum FGTS 43
anos – Justiça para o Trabalhador”, que deve ocorrer na
Associação Comercial da capital carioca, discutirá
também a diminuição de três para um ano o prazo para o
trabalhador poder sacar o fundo em conta inativa.
Outras questões
sobre o benefício entrarão na discussão, como a
diminuição da idade para que o beneficiário possa sacar
o fundo, de 70 para 60 anos, e a mudança do índice de
atualização monetária das contas no FGTS de TR (Taxa
Referencial) para o INPC (Índice Nacional de Preços ao
Consumidor).
Outras
propostas
Outros temas devem ser debatidos durante o fórum,
como o repasse para o trabalhador de 50% do lucro obtido
com o fundo nos financiamentos imobiliários e de obras
de infra-estrutura e saneamento básico.
Além disso,
também consta na pauta a discussão sobre atrasos do
recolhimento do depósito do fundo, que o fórum propõe
que não ultrapasse os 12 meses. O repasse para o
trabalhador de 75% da multa aplicada à empresa que
recolher o FGTS em atraso também deve ser discutido.
O Fórum também
deve propor mudanças na formação do Conselho Curador do
fundo. A proposta é que o órgão tenha o mesmo número de
representantes civis, empresários e Governo.
Projetos
de lei
Tramitam no Congresso Nacional diversos projetos
que tratam de mudanças no FGTS. Um exemplo é o repasse
de 50% do lucro líquido do fundo às contas vinculadas
dos trabalhadores, previsto no Projeto de Lei 301/2008,
do senador César Borges. O projeto está na Comissão de
Assuntos Econômicos do Senado.
Outro tema de
projeto de lei é a troca da TR pelo IPCA (Índice de
Preços ao Consumidor Amplo), prevista no Projeto de Lei
193/2008, que tramita no Senado, do senador Tasso
Jereissati. Na Câmara dos Deputados tramita uma medida
semelhante (PL 4.566/2008), que pede a troca da TR pelo
IPCA. O PLS 581/2007, do senador Paulo Paim, também pede
a troca da TR, mas pelo INPC.
Também na
Comissão de Assuntos Econômicos do Senado tramita o PLS
466/2009, do senador Paulo Paim, que permite o uso de
10% do saldo do FGTS para a compra de ações da Petrobras
para a prospecção do Pré-Sal.
Fonte: InfoMoney

16/08/10
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SDI-2 afasta penhora de poupança para pagar dívida
trabalhista
A Seção II
Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal
Superior do Trabalho afastou a penhora de conta poupança
de ex-sócia da empresa Artkum Indústria, Comércio,
Representação e Confecção de Artigos em Couro em
processo de execução. A SDI-2 seguiu, à unanimidade,
entendimento do relator do recurso, ministro Renato de
Lacerda Paiva.
Na interpretação do
relator, os depósitos da conta poupança da ex-sócia são
bens absolutamente impenhoráveis, nos termos do artigo
649, X, do CPC. Esse dispositivo estabelece como
impenhorável a quantia depositada em caderneta de
poupança até o limite de quarenta salários-mínimos e, na
hipótese, o valor bloqueado foi de apenas R$ 208,58
(duzentos e oito reais e cinquenta e oito centavos).
O Tribunal do
Trabalho gaúcho (4ª Região) tinha rejeitado o pedido de
desbloqueio dos valores dos depósitos da poupança
formulado pela ex-sócia em mandado de segurança. Para o
TRT, a norma do CPC é incompatível com os princípios do
Processo do Trabalho, em que deve prevalecer o interesse
do empregado na qualidade de credor.
No entanto,
diferentemente da opinião do Regional, o ministro Renato
Paiva esclareceu que não se aplica ao caso o item I da
Súmula nº 417 do TST, segundo o qual não fere direito
líquido e certo do impetrante o ato judicial que
determina a penhora em dinheiro existente em sua
conta-corrente, em execução definitiva, para garantir os
créditos trabalhistas exequendos, uma vez que obedece à
ordem preferencial estabelecida no artigo 655 do CPC.
De acordo com o
relator, de fato, não se pode admitir como regular a
ordem de bloqueio de conta poupança quando o crédito
nela constante é inferior a quarenta salários-mínimos,
do contrário haveria desrespeito à regra do CPC que
prevê a impenhorabilidade desses valores.
(RO-186900-46.2009.5.04.0000)
Fonte: TST

16/08/10
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Verba que não constou de termo de rescisão pode ser
pleiteada na Justiça
Verba trabalhista não
consignada em recibo de quitação pode ser postulada na
Justiça do Trabalho, ainda que o empregado estivesse
assistido pelo sindicato de sua categoria no momento da
rescisão. Este foi o entendimento da Quinta Turma do
Tribunal Superior do Trabalho, ao dar provimento ao
recurso de revista de ex-funcionário da Telemar Norte
Leste S.A.
Após sua dispensa, um
ex-funcionário da empresa propôs ação trabalhista para
obter reflexos de horas extras sobre repouso semanal
remunerado - parcela não consignada no Termo de Rescisão
Contratual, assinado com a assistência do sindicato.
O juiz de primeiro
grau concedeu o pedido ao trabalhador e a Telemar
recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região
(CE), alegando ofensa à Súmula 330 do TST. A Súmula
reproduz o entendimento de que a quitação passada pelo
empregado, com assistência da entidade sindical de sua
categoria, tem eficácia liberatória em relação às
parcelas expressamente consignadas no recibo, salvo se
oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à
parcela ou parcelas impugnadas. Segundo o Item I do
verbete sumular, a quitação não abrange parcelas não
consignadas no recibo de quitação e, consequentemente,
seus reflexos em outras parcelas, ainda que estas
constem desse recibo.
O TRT, ao julgar o
recurso da empresa, reformou a sentença e considerou
indevido o reflexo das horas extras. Da Súmula 330, o
regional entendeu que somente as parcelas com ressalvas
poderiam ser questionadas na justiça, diferente do caso
em questão, em que, segundo o TRT, as ressalvas
existentes não se referiram às horas extras.
Contra isso, o
ex-funcionário interpôs recurso de revista ao TST. O
relator do processo na Quinta Turma, ministro Emmanoel
Pereira, concluiu que o TRT decidiu contra a
jurisprudência do TST. O
relator
apresentou decisões no sentido de que a quitação
abrangeria tão somente as parcelas expressamente
consignadas no recibo. Assim, de acordo com o artigo
477, §2.º, da CLT e com a Súmula 330, se as horas extras
não constaram no termo de rescisão, não haveria
impedimento para que tais verbas fossem pleiteadas na
justiça trabalhista.
Com esses
fundamentos, a Quinta Turma, por unanimidade, deu
provimento ao recurso de revista do trabalhador para
restabelecer a sentença.
(RR-177400-44.2001.5.07.0002)
Fonte: TST

16/08/10
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Trabalhadores sem diploma podem ter certificado para
reconhecer habilidades
Trabalhadores sem diploma de educação formal, mas que
queiram obter certificados que atestem os conhecimentos
profissionais adquiridos ao longo da vida, podem buscar
um programa dos ministérios da Educação e do Trabalho e
Emprego. A partir desta segunda-feira (16), o Programa
Certific recebe inscrições.
Segundo o MEC, o objetivo é atender trabalhadores que há
muito tempo desempenham a mesma função, mas não têm a
formação comprovada por um diploma. Os interessados
devem procurar um Instituto Federal de Educação, Ciência
e Tecnologia (Ifet), que serão responsáveis por expedir
esses certificados. A data limite é 10 de setembro e a
emissão dos certificados é gratuita.
Nesta etapa, serão reconhecidos profissionais das áreas
de música, pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade,
construção civil e eletroeletrônica. Mais informações no
site
do MEC.
(Repórter Amanda Cieglinski)
Fonte: Agência Brasil

13/08/10
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Aposentados e pensionistas recebem metade do décimo
terceiro neste mês
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta
quinta-feira (12) decreto que antecipa a primeira
parcela do 13º salário dos beneficiários do INSS
(Instituto Nacional do Seguro Social).
São cerca de 23 milhões de pessoas que irão receber o
pagamento na folha de agosto, depositada entre os cinco
últimos dias úteis deste mês e os cinco primeiros de
setembro. O decreto ainda não foi publicado no Diário
Oficial da União. Isso representará a entrada de R$
7,982 bilhões na economia.
Valores
De acordo com a Previdência Social, a maioria dos
aposentados e pensionistas
irá receber 50% do valor do pagamento, com exceção de
quem passou a receber o benefício depois de janeiro
deste ano. Neste caso, o valor será calculado
proporcionalmente. Os segurados que estão em
auxílio-doença também recebem uma parcela menor, já que
o benefício é temporário.
Nestes casos, o INSS calcula a antecipação proporcional
ao período de início do pagamento. Assim, um benefício
iniciado em janeiro e ainda em vigor em agosto terá o
13º calculado sobre o valor de oito meses, e o segurado
receberá metade desse valor. Em dezembro, caso ainda
esteja afastado, o beneficiário recebe o restante. Se
tiver alta antes, o valor será calculado até o mês em
que o benefício vigorar.
Pela lei, não têm direito ao 13º salário os benefícios
de amparo previdenciário do trabalhador rural, renda
mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao
deficiente, auxílio suplementar por acidente de
trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência
em serviço, vantagem do servidor aposentado pela
autarquia empregadora e salário-família.
Fonte: InfoMoney

13/08/10
-
Lula adia envio do projeto que regulamenta políticas
sociais
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (12),
que vai adiar o envio do projeto de consolidação de
políticas sociais ao Congresso.
Lula pretende
enviar a proposta de regulamentação ainda este ano, o
que evitaria que o seu sucessor não interrompa as atuais
políticas sociais, segundo a Agência Brasil.
"Eu queria fazê-la, mas isso não deve acontecer,
porque nesse período pré-eleitoral a gente corre risco
de mandar um pônei bonitinho e acaba recebendo um
camelo", disse o presidente.
Contudo, para Lula, o período imediatamente
posterior às eleições também não seria interessante para
o envio do projeto, em razão do "mau humor" dos
parlamentares que não foram reeleitos.
Eleições
Para o presidente, as
eleições deste ano representam a consolidação da
democracia do País e que, para fortalecer essa
consolidação, é importante que a sociedade exija seus
direitos.
"A democracia será
cada vez mais forte, à medida que a sociedade exija os
seus direitos", afirmou Lula.
Fonte: InfoMoney

13/08/10
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Mais de 2,8 milhões de carteiras de trabalho foram
emitidas no primeiro semestre de 2010
Número é superior ao mesmo período de 2009. São Paulo
lidera o número de emissões de CTPS,
com
quase 700 mil documentos confeccionados no semestre
No
primeiro semestre de 2010, o Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE) emitiu 2.853.926 Carteiras de Trabalho e
Previdência Social (CTPS). O número é 3,6% maior que o
registrado nos seis primeiros meses de 2009, quando
foram emitidas 2.753.965 CTPS em todo o país.
Entre
os estados, São Paulo foi o que teve o maior número de
documentos emitidos: 697.460 entre janeiro e junho,
aumento de 14%. Em seguida vêm Minas Gerais, com 254.380
carteiras emitidas; e Rio de Janeiro, com 232.966. O
estado que registrou o menor número de emissões foi
Roraima, com 7.895 CTPS confeccionadas, aumento de 10%.
CTPS informatizada -
Nos 25 estados e no Distrito Federal, onde já são
emitidas carteiras de trabalho informatizadas, foram
confeccionadas nos seis primeiros meses de 2010 um total
de 1.046.048 CTPS deste modelo. Em 2009, no mesmo
período, foram emitidas 1.247.150 documentos. Somente
Minas Gerais ainda não emite carteira de trabalho
informatizada, o que deve acontecer até o fim deste ano.
Oito
estados já têm emissão em 100% de carteiras de
trabalho informatizadas: Amapá, Bahia, Ceará, Paraná,
Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.
Lançada
em maio de 2008, a CTPS emitida por meio informatizado
aumenta a segurança contra fraudes. O documento é
confeccionado em material sintético mais resistente de
que o usado no modelo anterior; em papel de segurança
inviolável, que protege as informações relacionadas à
identificação profissional e à qualificação civil do
trabalhador. As versões anteriores da carteira de
trabalho, ainda manuais, continuam valendo em todo o
Brasil.
CTPS - A Carteira de
Trabalho e Previdência Social, instituída pelo Decreto
nº 21.175, de 21 de março de 1932 e regulamentada pelo
Decreto nº 22.035/32, tornou-se documento obrigatório
para toda pessoa que preste serviço a outrem. Por suas
anotações, reproduz a vida funcional do trabalhador,
garantindo o acesso a direitos trabalhistas como
Seguro-Desemprego, FGTS e benefícios previdenciários,
entre outros.
Fonte: MTE

13/08/10
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Trabalhador pode ser admitido mesmo sem a carteira de
trabalho; saiba como
Por
Maristela Leitão
Que a
Carteira de Trabalho e Previdencia Social (CTPS) é
obrigatória para toda pessoa que venha a prestar algum
tipo de serviço na indústria, no comércio, na
agricultura, na pecuária ou mesmo de natureza doméstica,
muita gente sabe.
Talvez
o que muitas pessoas não saibam é que nas localidades
onde não há unidade das supertintendências regionais do
MTE ou entidade conveniada apta a emiti-lo, o
trabalhador não precisa perder a oportunidade de emprego
pela falta do documento. Essa situação é prevista pela
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Nesse
caso, o trabalhador poderá ser admitido, sem a CTPS, por
30 dias. Sendo que, no ato de admissão, o empregador
deverá fornecer um documento no qual conste a data da
contratação, a natureza do trabalho, o salário e a forma
de pagamento e permitir que o empregado compareça ao
posto de emissão mais próximo.
E se ao
término do prazo de 30 dias ele ainda não tiver obtido a
sua Carteira e for demitido do emprego, o empregador
deverá fornecer um atestado com o histórico da relação
empregatícia, no período, a qual deve constar em Ficha
ou Livro de Registro de Empregado.
Emissão
A
emissão da CTPS é uma atividade a cargo dos órgãos
regionais do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTEs) e
suas entidades conveniadas (órgãos públicos estaduais e
municipais ou sindicatos). Atualmente, existem 5.400
postos que emitem o documento abrangendo 3.300
municípios brasileiros.
Nos
locais onde a estrutura permite, a CTPS é emitida por
meio informatizado. O formato é mais seguro contra
fraudes e possibilita a centralização de informações
como a qualificação civil, a vida profissional e
previdenciária do trabalhador.
Ao
ressaltar a importância da Carteira de Trabalho para “o
exercício formal do emprego” e para a aposentadoria do
trabalhador, o coordenador de Identificação e Registro
Profissional do MTE, Francisco Gomes, alerta: “É
fundamental para o trabalhador o zelo para com a CTPS
pois ela possibilita a formalidade do emprego que
garante os direitos trabalhistas e previdenciários do
empregado”, observa.
Fonte: Blog do Trabalho

13/08/10
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Empresa contratante poderá pagar encargos trabalhistas
de temporário
O empregado temporário poderá ter seus direitos
trabalhistas custeados pela empresa onde presta serviço,
caso a firma fornecedora desse tipo de mão-de-obra não
tenha condições financeiras de assumir esses encargos.
Essa cobertura está em discussão na Comissão de Assuntos
Sociais (CAS), em meio à análise de projeto de lei (PLS
92/06) do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que trata da
responsabilidade civil nos acidentes ocorridos durante a
realização de trabalho temporário ou terceirizado.
A proposta chegou a entrar na pauta da CAS no esforço
concentrado de votações da semana passada, mas teve sua
discussão adiada por pedido de vista do senador Belini
Meurer (PT-SC). A intenção de Raupp é obrigar a empresa
contratante do trabalho temporário a bancar o seguro
contra acidentes de trabalho do prestador de serviço e a
assumir a responsabilidade civil por acidentes
registrados em suas dependências. Se o acidente ocorrer
na sede da empresa fornecedora dessa mão-de-obra, caberá
a ela assumir essa responsabilidade civil, segundo o PLS
92/06.
A falta de uma norma específica para regular o assunto,
além dos prejuízos causados ao trabalhador pela
tentativa das empresas contratantes e prestadoras de
serviço de fugir dessa responsabilidade, motivaram Raupp
a apresentar o projeto. O autor explica na justificação
do PLS 92/06 que, enquanto uma legislação mais completa
não é aprovada, optou por acrescentar essas medidas na
Lei 6.019/74, que disciplina o trabalho temporário nas
empresas urbanas.
Embora recomende a aprovação da proposta, o relator,
senador José Nery (PSOL-PA), formulou duas emendas que
modificam inteiramente seu conteúdo. Em primeiro lugar,
tratou de deixar expressa, na ementa do PLS 92/06, a
responsabilidade subsidiária da empresa contratante
quanto às obrigações trabalhistas do prestador de
serviço. Originalmente, essa ementa fazia menção apenas
à responsabilidade civil nos acidentes transcorridos no
trabalho temporário ou terceirizado.
Na outra emenda, José Nery procurou reforçar que o
inadimplemento dessas obrigações trabalhistas implica a
responsabilidade subsidiária da empresa cliente do
trabalho temporário. Ao fazer isso, o relator descartou
a iniciativa de Raupp de especificar a responsabilidade
civil nos acidentes de trabalho com prestadores de
serviço e obrigar a empresa contratante desse tipo de
mão-de-obra a custear esse seguro.
Para justificar suas emendas, o relator argumentou que a
Lei 6.019/74 já assegura ao trabalhador temporário o
direito a seguro contra acidente de trabalho. E
sustenta, no parecer, ser a contratação desse seguro uma
obrigação da empresa fornecedora - e não da contratante
- de trabalho temporário, já que é com ela que o
prestador de serviço mantém vínculo trabalhista.
Por outro lado, determinou a responsabilidade
subsidiária das empresas contratantes nas obrigações
trabalhistas dos prestadores de serviço por reconhecer
que, na maioria das vezes, as empresas fornecedoras
dessa mão-de-obra têm capital irrisório e são criadas
para atender a pequenas demandas de trabalho. Essa
situação contribui, conforme ressaltou José Nery, para
fragilizar os direitos trabalhistas do empregado
temporário.
Fonte: Agência Senado

O Poder
Judiciário não pode substituir o Instituto Nacional de
Previdência Social (INSS) na concessão de benefícios.
Este foi o entendimento da Advocacia-Geral da União
(AGU) acatado pela Justiça em ação na qual um segurado
queria receber benefício sem ter cumprido os
procedimentos administrativos mínimos para tal.
O INSS foi
acionado judicialmente para implementar o benefício. Em
primeira instância, o pedido foi negado, mas o cidadão
recorreu. Alegou que o processo não dependia de prévio
requerimento junto à autarquia, sob o risco de estar
sendo negado o acesso ao Judiciário.
A
Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região (PRF1),
Procuradoria Seccional Federal em Poços de Caldas/MG e
Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE/INSS)
explicaram que não pode ser configurada resistência na
concessão do benefício, já que a solicitação não foi
feita junto ao Instituto. Ressaltaram que não consta, no
processo, nenhuma prova documental ou testemunhal que
revele qualquer recusa do INSS em receber requerimento.
Além disso, o próprio cidadão está contribuindo para
retardar a solução da questão que poderia ter sido
resolvida sem a intervenção do Judiciário.
O Tribunal
Regional Federal da 1ª Região acolheu os argumentos das
procuradorias e negou o recurso. Segundo a decisão, não
cabe ao judiciário substituir o INSS para o exame de
todas as questões previdenciárias e assistenciais, já
que "o Estado brasileiro criou uma enorme estrutura
administrativa para tais funções, na forma da lei e como
espera a sociedade".
A PRF 1ª
Região, a PSF/Poços de Caldas e a PFE/INSS são unidades
da Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU.
(AI nº 0025429-52.2010.4.01.0000)
Fonte: Jusbrasil

A
diretora do Departamento de Normas da Organização
Internacional do Trabalho (OIT), Cleopatra
Doumbia-Henry, criticou nesta quinta-feira (12) a
exigência de testes anti-HIV como critério para seleção
de emprego.
“Os exames devem ser voluntários. A norma [editada
pela OIT] busca garantir o direito do trabalhador à
confidencialidade e ao respeito a sua privacidade”,
afirma Cleopatra.
Em 17 de junho deste ano, a OIT aprovou o primeiro
instrumento internacional de direitos humanos dedicado
especificamente ao tema HIV/aids. A norma condena a
exigência de teste anti-HIV para os trabalhadores no
processo de seleção a um posto de trabalho.
No Brasil, a norma ratifica portaria do Ministério do
Trabalho e Emprego, publicada no dia 31 de maio, deste
ano. A portaria proíbe que as empresas submetam
trabalhadores a exames de HIV, de forma direta ou
indireta, na admissão, mudança de função, avaliação
periódica, retorno, demissão ou qualquer outro
procedimento ligado à relação de emprego.
A recomendação da OIT abrange todos os trabalhadores
formais ou informais, sejam aprendizes ou estagiários,
os que estão buscando emprego, ou ainda os que estão
afastados ou licenciados. Cleopatra salienta ainda que
os trabalhadores das forças militares, bem como
policiais, também estão incluídos na norma.
A recomendação da OIT não obriga os países a
transformá-la em lei, apenas destaca a importância do
tema e serve de sugestão para a criação de legislações e
políticas públicas sobre o tema. O objetivo é reforçar o
acesso universal à prevenção e ao tratamento do HIV.
O texto salienta ainda a importância de os governos
reforçarem o papel do Judiciário no desenvolvimento e na
implementação de medidas de proteção ao trabalhador. “O
Judiciário tem papel importante: avaliar e garantir que
não haja discriminação aos trabalhadores”, analisa
Cleopatra.
O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Lélio
Bentis, também destacou a importância do Judiciário e do
Ministério Público para evitar discriminações no campo
do trabalho. “O papel do Judiciário e do Ministério
Público deverá ser valorizado inclusive por meio do
treinamento de procuradores, juízes e fiscais do
Ministério do Trabalho para que saibam lidar de forma
mais adequada e garantir a efetividade dos direitos dos
trabalhadores.”
Na última terça-feira (10), o Ministério Público assinou
um protocolo de intenções para qualificar os
procuradores do trabalho em relação às normas e
convenções da OIT.
(Repórter Lisiane Wandscheer)
Fonte: Agência Brasil

13/08/10
-
CNI pede solução para recolhimento retroativo de
benefícios previdenciários
A CNI
(Confederação Nacional da Indústria) entregou ao
Ministério da Fazenda e à Receita Federal um documento
que pede solução urgente para o recolhimento retroativo
dos benefícios previdenciários.
A entidade afirma que a medida que regulamenta as
regras de pagamento das contribuições gerou problemas
para as
empresas.
Um deles é a necessidade de os
empregadores efetuarem o reprocessamento das Guias de
Recolhimento do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço e Informações à Previdência
Social, de janeiro a junho de 2010, para mudar os
valores de contribuições que deveriam ter sido
recolhidos dos salários de parte significativa dos
trabalhadores.
Outra
dificuldade apontada é que também será necessário
recalcular os valores do salário família e dos descontos
de Imposto de Renda. Todas as mudanças envolvem
diferenças no ressarcimento aos trabalhadores, quando
devido, e, nos demais casos, nos recolhimentos à
Previdência Social.
Proposta
Segundo a Agência CNI, os representantes do
Ministério da Previdência Social e do INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) também demonstraram
preocupação com o assunto, afirmando ser muito difícil e
trabalhoso fazer este reprocessamento.
A CNI
propõe que a Receita publique um ato adiando por 90 dias
os efeitos da nova base de cálculo, enquanto o órgão
estuda uma maneira de desobrigar o recolhimento
retroativo.
Fonte: InfoMoney

12/08/10
-
Banco do Brasil já desembolsou R$ 980 milhões de abonos
do Pasep
O
Banco do Brasil iniciou nesta quarta-feira (11) o
pagamento do abono de um salário mínimo (R$ 510)
referente ao Programa de Formação do Patrimônio do
Servidor Público (Pasep) do ano-base 2009-2010 para
funcionários públicos com inscrições terminadas em 0 e
1.
Antes, porém, o BB desembolsou R$ 980 milhões, ou 79,29%
do total de R$ 1,23 bilhão em benefícios a 2,6 milhões
de trabalhadores inscritos no Pasep. A antecipação foi
creditada em conta-corrente para todos os participantes
de convênio Pasep/Fopag.
A
informação foi divulgada pelo BB no início da noite.
Segundo ela, 513 mil servidores têm direito ao abono
salarial, que soma R$ 261 milhões. Eles têm até o dia 30
de junho do ano que vem para retirar o benefício, nas
agências do banco. O que não for sacado será devolvido
ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).
Todos os trabalhadores públicos cadastrados no Pasep há
pelo menos cinco anos têm direito ao abono. Eles devem
ter tido renda mensal até dois salários mínimos, entre
julho de 2009 e junho de 2010, com carteira assinada por
pelo menos 30 dias e constar da Relação Anual de
Informações Sociais (Rais) que o empregador fornece ao
Ministério do Trabalho e Emprego, para receber o abono.
(Repórter
Stênio Ribeiro)
Fonte: Agência Brasil

12/08/10
-
Indústria paulista abriu 12.500 postos de trabalho em
julho, aponta Fiesp
A indústria paulista
registrou a abertura de 12.500 postos de trabalho em
julho, o que representa alta de 0,5% no nível de
emprego, frente ao mês anterior. Considerando o ajuste
sazonal, o índice apresentou alta de 0,4%.
Nos últimos 12 meses, foram criadas 108,5 mil
vagas no setor, alta de 4,51% no nível de emprego, de
acordo com pesquisa da Fiesp e do Ciesp (Federação e
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgada
nesta quarta-feira (11).
O levantamento
também revelou que, entre dezembro do ano passado e
julho deste ano, a indústria paulista abriu 167,5 mil
postos de trabalho (+7,15%).
Análise
setorial
Dos 22 setores analisados, 17 apresentaram
desempenho positivo em julho, ante o mês anterior, sendo
que os maiores destaques foram Equipamentos de
Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (1,9%),
Produtos Diversos (1,8%), Produtos de Madeira (1,5%) e
Máquinas e Equipamentos (1,2%).
Por outro lado, o
setor Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos
registrou queda de 1,3%. Nenhum setor apresentou
estabilidade em julho.
No acumulado em 12 meses, o setor de Outros
Equipamentos de Transporte, Exceto Veículos Automotores
apresentou resultado negativo (-2,7%), seguido de
Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e
de Biocombustíveis (-2,5%). Entre os resultados
positivos, destacam-se Veículos Automotores, Reboques e
Carrocerias (+9,8%), Produtos de Borracha e de Material
Plástico (+8,6%) e Metalurgia (+8,5%).
Por
regiões
Na análise regional, o levantamento revela que,
das 36 diretorias pesquisadas, na comparação com junho,
27 apresentaram resultados positivos, sete tiveram
desempenhos negativos e duas ficaram estáveis no que se
refere ao emprego.
Matão liderou o
aumento no nível de contratações em julho ante o sexto
mês do ano, com 2,95%. Em seguida aparecem Franca
(+2,53%), Diadema (2,1%) e Bauru (2,1%). Botucatu, com
queda de 1,5%, foi destaque negativo.
Já no acumulado
do ano, os destaques foram Araçatuba (+19,45%),
Sertãozinho (+19,41%) e Franca (+19,09%). Apenas Santos
registrou resultado negativo (-3,5%).
Fonte: InfoMoney

12/08/10
-
Jovens têm maior dificuldade em conseguir emprego do que
adultos, diz OIT
Os jovens entre
15 e 24 anos registraram índices maiores de desemprego
do que os adultos em todo o mundo, segundo relatório da
Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado
nesta quarta-feira (11).
De acordo com o relatório Tendências Mundiais de Emprego
para a Juventude 2010, o número de jovens desempregados
em 2008 era de 12,1% e o de adultos 4,3%. Entre 2008 e
2009 a taxa de jovens desempregados aumentou 1 ponto
percentual e a de adultos aumentou 0,5 ponto percentual.
As maiores taxas de desemprego entre os jovens estão no
Oriente Médio e Norte da África que têm 23,3% de
desempregados. Europa Central e Leste Europeu
registraram taxa de 17,3%. No Sudeste da Ásia e Pacífico
o desemprego foi de 14,5%, enquanto na América Latina e
Caribe foi de 14,3%. As economias desenvolvidas
registraram 13,1%, África Subsaariana 11,9%, Sul da Ásia
10% e Ásia Oriental 8,6%.
O relatório mostra ainda que as mulheres jovens têm mais
dificuldades do que os homens para encontrar emprego.
Entre as mulheres 13,2% estavam sem emprego e a taxa
masculina era de 12,9%. Contudo, em algumas regiões,
como na União Europeia, essa diferença não é tão
evidente.
A diferença é maior em regiões como a Ásia, na qual há
uma diferença de 33,1 pontos percentuais na relação
emprego entre os homens jovens e as mulheres jovens e na
América Latina e Caribe, onde há uma diferença de 20,6
pontos percentuais entre os homens jovens e as mulheres
jovens.
(Repórter Roberta Lopes)
Fonte: Agência Brasil

12/08/10
-
PEC que estende licença-maternidade para 6 meses chega à
Câmara
Proposta, já
aprovada pelo Senado, garante a licença ampliada a todas
as mães,
independentemente
da vontade da empresa, como é hoje
Chegou à Câmara a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 515/10, aprovada
no último dia 3 pelo Senado, que prorroga a
licença-maternidade de quatro para seis meses.
A PEC garante a
licença de seis meses a todas as mães, independentemente
de pedido de prorrogação ou adesão de empresas. “Há
evidências de que o alongamento do período de
licença-maternidade, benefício importante na proteção da
mulher no mercado de trabalho, da saúde da mãe e do
recém-nascido, não incentiva aumento de ações
discriminatórias em relação à mulher no mercado de
trabalho”, avalia a autora da proposta, senadora Rosalba
Ciarlini (DEM-RN).
Atual
legislação
A Lei da Empresa Cidadã (11.770/08) já oferece
incentivos fiscais para empresas privadas que estenderem
a licença maternidade por dois meses. A empresa que opta
pelo programa pode deduzir do imposto devido o total da
remuneração integral da empregada pago no período de
prorrogação da licença-maternidade.
A mesma lei
faculta à administração pública instituir programa que
garanta prorrogação da licença-maternidade para suas
servidoras. No âmbito federal, as servidoras já tiveram
o direito assegurado. Vários estados e municípios também
já concederam a licença ampliada.
Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania quanto à
admissibilidade.
Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a
ser criada especificamente para esse fim. Depois,
seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em
dois turnos.
Fonte: Agência Câmara

O Ministério da Justiça deve fechar, até o fim do mês,
um anteprojeto de lei para regulamentar a proteção de
dados pessoais no Brasil. Atualmente, não há uma lei
específica no país, e o assunto é tratado de forma
genérica pelo direito civil brasileiro. Nações vizinhas,
como a Argentina e o Uruguai, por exemplo, já têm
legislações específicas.
Com a lei,
o governo brasileiro pretende criar um marco regulatório
e uma agência governamental para gerenciar o uso e a
divulgação de dados como endereço pessoal, número de
documento do cidadão, sua situação de crédito e até os
chamados dados sensíveis, entre eles a opção religiosa e
sexual. Hoje, muitos desses dados são fornecidos ao
governo, a empresas ou sites na internet
pelo cidadão e, posteriormente, utilizados sem o
conhecimento dele.
Dados
pessoais são aqueles que, uma vez cruzados, podem ser
utilizados de forma abusiva e de forma comercial sem que
a gente saiba. É importante que a gente dê transparência
a esse tipo de processo, dê consentimento à utilização
desse tipo de dado, afirma o secretário de Assuntos
Legislativos do Ministério da Justiça, Felipe de Paula.
Para
conhecer experiências internacionais e ajudar na
preparação do texto do anteprojeto, o Ministério da
Justiça e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
estão promovendo um seminário dia 11 e dia 12 com
representantes de vários países.
Assim que
ficar pronto, o anteprojeto será colocado sob consulta
pública na internet, para que qualquer pessoa
possa dar sugestões ao texto. A ideia é encaminhar o
projeto ao Congresso Nacional até o fim deste ano.
Fonte: Jusbrasil

12/08/10
-
Projeto amplia saques do FGTS em caso de desastres
naturais
Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 7343/10, do Senado, que inclui os
deslizamentos de encosta e as quedas de barreira entre
os desastres naturais que permitirão ao trabalhador
sacar dinheiro da conta vinculada do Fundo de Garantia
do Tempo de Serviço (FGTS).
Atualmente, o
Decreto 5.113/04 relaciona os desastres naturais que dão
direito ao saque do fundo, como vendavais, tempestades
(inclusive de granizo), furacões, trombas d'água,
enchentes e inundações provocadas pela invasão do mar. O
projeto do Senado altera a Lei 8.036/90, que dispõe
sobre o FGTS.
Pelas normas do
FGTS, os trabalhadores atingidos por desastres naturais
podem sacar até R$ 4.650. O benefício é liberado desde
que o titular da conta resida na área atingida e esta
tenha sido reconhecida pelo governo federal como área em
situação de emergência ou em estado de calamidade
pública.
Tramitação
O projeto tramita em
caráter conclusivo e será analisado pelas
comissões de Trabalho, de Administração e Serviço
Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte: Jusbrasill

12/08/10
-
Corregedoria cria comissão para agilizar execuções
Para
conferir mais celeridade às ações trabalhistas, o
corregedor geral da Justiça do Trabalho, ministro Carlos
Alberto Reis de Paula, criou uma comissão especial. Os
trabalhos do grupo, que devem ser concluídos em 90 dias,
destinam-se ao colhimento de dados e informações na
esfera trabalhista e a estudos que apontem saídas mais
efetivas e rápidas.
A
comissão conta com os juízes João Amílcar Silva e Sousa
Pavan, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região,
Rubens Curado Silveira, titular da Vara do Trabalho de
Guaraí, em Tocantis, Marcos Alberto dos Reis, auxiliar
da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, e o
servidor Cláudio de Guimarães Rocha, assessor da
Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.
Com
informações da Assessoria de Comunicação do TST.
Fonte: Consultor Jurídico

Até o fim do ano,
cerca de 1 milhão de trabalhadores da economia informal
deverão se cadastrar na Previdência Social como
empreendedores individuais, estimou o ministro, Carlos
Eduardo Gabas. Segundo ele, há um trabalho em conjunto
com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e
Comércio Exterior, o Serviço Brasileiro de Apoio às
Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros órgãos, para
alcançar a meta.
Esse mesmo
trabalho, de acordo com Gabas, permitiu, neste ano, a
formalização de 450 mil trabalhadores que passaram a
contribuir com a Previdência Social. Ontem (11), houve
mais uma reunião mensal, a exemplo do que vem ocorrendo
desde o início da parceria, para discutir novas formas
de atração desse público.
Estão no grupo de
trabalhadores informais que, potencialmente, podem
cadastrar-se como empreendedores individuais e
contribuir para a Previdência jardineiros,
cabeleireiras, jornalistas que trabalham como
freelance, manicures, vendedoras de produtos de
beleza, piscineiros, encanadores, gesseiros, motoboys,
transportadores de carga, dentre outros.
O ministro
destacou que "muita gente ainda não se cadastrou porque
não sabe que pode, pagando apenas R$ 61,50 mensais ao
INSS [Instituto Nacional do Seguro Social],
receber amparo, em caso de doença, inclusive quanto ao
recebimento de auxílio-doença, e candidatar-se, no
futuro, à aposentadoria".
O ministério quer promover uma melhoria quanto à questão
tecnológica para que seu portal na internet
possa fazer a adesão dos trabalhadores online.
Pelos cálculos, isso permitirá à Previdência Social
atrair um contingente de 10 milhões de trabalhadores que
atuam por conta própria, na economia informal.
O presidente do
Sebrae, Paulo Okamoto, afirmou que "a imprensa pode
desempenhar papel importante mostrando a esse público os
benefícios que pode ter, em forma de crédito e
assistência técnica, ao registrar-se como trabalhadores
no INSS". O presidente do INSS, Waldir Simão, assumiu a
meta, na reunião multissetorial, de promover ações para
a educação previdenciária, a fim de conscientizar o
empreendedor individual sobre as vantagens da adesão.
Para saber sobre
a adesão, os interessados podem ligar gratuitamente para
o 0800-570-0800 ou para o telefone 135. Ou ainda acessar
os sites do
Ministério da
Previdência e do
Sebrae.
(Repórter Lourenço Canuto)
Fonte: Agência Brasil

12/08/10
-
TST nega bloqueio de conta salário para pagar dívida
trabalhista
É indevido o bloqueio bancário, mesmo parcial, de
conta-corrente utilizada para depósito de salário com
objetivo de efetuar o pagamento de dívida trabalhista.
Com esse entendimento, a Seção II Especializada em
Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho
acatou recurso de ex-sócio da Transporte Especializado
Ltda. – NPQ, que teve bloqueado 15% da sua conta salário
para pagamento de débitos trabalhistas da empresa.
A SDI-2 reformou decisão anterior do Tribunal Regional
do Trabalho da 5ª Região (BA) que, ao julgar mandado de
segurança impetrado pelo empresário, manteve o bloqueio
bancário determinado pela Primeira Vara do Trabalho de
Camaçari (BA). No entendimento do TRT, embora o artigo
649 do CPC garanta a impenhorabilidade dos salários, não
se pode interpretar a norma visando apenas a proteção do
devedor, sob pena de se violar o princípio da isonomia.
Inconformado, o ex-sócio da NPQ interpôs, com sucesso,
recurso ao TST. O ministro Renato de Lacerda Paiva,
relator do processo na SDI-2, destacou em seu voto que,
a princípio, não fere direito líquido e certo o ato
judicial que determina a penhora em dinheiro existente
na conta-corrente do autor, na fase de execução
definitiva, para garantir os créditos trabalhistas do
empregado, uma vez que obedece a ordem de preferência
prevista no artigo 655 do CPC. No entanto, segundo o
ministro, ficou comprovado que o impetrante recebe seus
salários na conta-corrente bloqueada, e que o valor
retido é necessário ao seu sustento e de sua família.
Em seu voto, o ministro destacou que a Vara do Trabalho,
ao fazer a penhora sobre a conta-corrente do ex-sócio, "
ofendeu ao seu direito líquido e certo, inserto no art.
649, inciso IV, do Código de Processo Civil, que
consagra a impenhorabilidade dos salários.” A SDI-2
acatou por unanimidade o recurso do empresário e
determinou o desbloqueio dos valores retidos em sua
conta-corrente para o pagamento dos débitos
trabalhistas.
(RO—62800-89.2009.5.05.0000)
Fonte: TST

11/08/10
-
Lula sanciona LDO sem definição para o mínimo de 2011
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou,
nesta terça-feira (10), a Lei de Diretrizes
Orçamentárias (LDO), mas sem definição para o
salário mínimo do próximo ano, que ficará a critério de
quem assumir a presidência em 2011.
O texto da LDO informa que serão assegurados os
recursos orçamentários necessários ao atendimento da
política de aumento real do salário mínimo, a ser
definida em articulação com as centrais sindicais.
“A boa notícia para quem ganha o mínimo também
vale para toda a sociedade”, diz o presidente da CUT
(Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique.
“Mínimo fortalecido impulsiona o mercado interno. E o
reconhecimento do papel das centrais sindicais como
negociadoras da classe trabalhadora fortalece a
democracia”, completa.
Acordo
Em 2007, um acordo firmado entre as centrais
sindicais e o governo federal estabeleceu que o mínimo
seria reajustado todo o ano a partir da soma da inflação
mais o PIB (Produto Interno Bruto) do período anterior.
Como em 2009 o
PIB foi negativo, em virtude da crise internacional, a
CUT disse que se levantaram dúvidas a respeito do valor
do salário mínimo em 2011. Logo, a central enviou
solicitação ao governo federal para que fossem abertas
negociações pontuais para tratar do aumento do salário
mínimo do próximo ano.
O texto da LDO
determina que se garanta aumento real do mínimo
equivalente à taxa de variação real do PIB de 2009 ou
segundo sistemática que venha a ser estabelecida em
legislação superveniente.
A LDO estabelece
parâmetros e prioridades para a administração pública
federal e deve ser usada como orientação para que se
elabore a Lei Orçamentária Anual (LOA), cujo projeto
deve ser encaminhado até o final deste mês ao Congresso
Nacional.
Fonte: InfoMoney

O total de
pessoas empregadas no setor industrial cresceu 0,5% em
junho comparado ao mês anterior, informou nesta
terça-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, o IBGE. É o sexto resultado positivo
consecutivo da pesquisa nessa base de comparação. Em
relação a junho de 2009, a taxa de emprego avançou 4,9%,
a mais elevada desde o início da série histórica (em
2001), segundo o estudo. Foram registrados aumentos em
todos os locais investigados.
Já no acumulado
dos últimos 12 meses o nível de emprego industrial
recuou 1,6%. O resultado indica continuidade da redução
no ritmo de queda observado desde janeiro deste ano. No
primeiro semestre do ano, a expansão do emprego na
indústria foi de 2,4%.
Segundo o IBGE,
em junho, a folha de pagamento real dos trabalhadores
cresceu 3,3% em relação ao mês anterior e 8,3% na
comparação com igual período de 2009. No primeiro
semestre do ano, a alta foi de 4,6% ante o mesmo período
do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a
taxa caiu 0,1%.
O número de horas
pagas avançou e ficou 0,3% maior do que no mês de maio.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a taxa de
5,7% é a mais alta desde o início da série histórica da
Pesquisa Mensal de Emprego e Salário na Indústria, em
2001. No acumulado no ano, o número de horas pagas
cresceu 3,5%.
Dentre os locais
pesquisados, merece destaque São Paulo (3,7%), onde as
maiores influências positivas para o aumento do nível de
emprego vieram das atividades de máquinas e aparelhos
eletroeletrônicos e de comunicações (10,0%), alimentos e
bebidas (4,4%), máquinas e equipamentos (6,5%) e meios
de transporte (5,6%). Também empregaram mais
trabalhadores a Região Nordeste (7,1%), o Rio Grande do
Sul (6,8%), a Região Norte e Centro-Oeste (7,1%), o Rio
de Janeiro (8,6%) e Minas Gerais (3,7%).
Dos 18 segmentos
pesquisados, 14 aumentaram o pessoal ocupado no setor
industrial, com destaque para os setores de máquinas e
equipamentos (9,5%), produtos de metal (9,8%), alimentos
e bebidas (3,0%), meios de transporte (7,0%) e máquinas
e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,0%).
Já os segmentos
de vestuário (-1,8%), refino de petróleo e produção de
álcool (-3,1%), madeira (-2,1%) e fumo (-7,2%)
registraram resultados negativos em junho.
(Repórter Flávia Villela)
Fonte: Agência Brasil

11/08/10
-
Lula: “Aposentados ganham mais
que antes”
Na coluna semanal
distribuída pela Secretaria de Imprensa da Presidência
da República, em que responde a perguntas enviadas por
eleitores, o presidente Lula disse que os aposentados em
seu governo “ganham mais que antes”. Segundo Lula, isso
vale tanto para quem recebe o piso previdenciário quanto
para quem ganha o valor acima dele.
De acordo com o
presidente, o valor médio dos benefícios pagos no
primeiro semestre foi de R$ 716,75. Um valor, diz Lula,
29,6% maior do que o que era pago em 2003. “São 18
milhões de aposentados e pensionistas que tiveram
reajustes de 74%, entre janeiro de 2003 e fevereiro
deste ano. Estamos recuperando o poder de compra perdido
durantes os anos anteriores. E não é pouca coisa”,
afirmou o presidente.
“Desde o início
do meu governo, também temos reajustado, de acordo com a
inflação, os benefícios para quem ganha acima do piso.
Além de cumprir esta obrigação constitucional,
concedemos dois reajustes acima da inflação: em 2006,
com aumento real de 1,7%; em junho deste ano, quando o
Congresso aprovou e eu sancionei o reajuste de 7,72% -
enquanto a inflação do período tinha sido de 3,47% -,
para 8,2 milhões de pessoas”, continuou Lula. O
presidente acrescentou que os aumentos precisam ser
feitos de forma responsável. “O governo deve fazer o que
pode, mas com prudência, sem perder de vista o resultado
das contas públicas”, disse Lula.
O presidente
rebateu ainda a ideia de que a classe média brasileira
paga muito imposto de renda. Lula disse que os valores
de isenção e as faixas de cobrança do imposto de renda
em seu governo vêm sendo corrigidas desde 2007. Em 2007,
a isenção do imposto de renda atingia apenas aqueles que
ganhavam até R$ 1.164. De acordo com o presidente, agora
atinge quem ganha até R4 1.500.
“Outra medida que
diminuiu a carga tributária sobre a classe média foi a
criação de duas novas alíquotas, a partir de janeiro de
2009, o que desafogou o orçamento familiar em plena
crise econômica. O cidadão que durante muitos anos pagou
15% ou 27,5% de imposto, passou a ser enquadrado em
outras duas fatias: de 7,5% e 22,5%”, disse o
presidente, na coluna.
(Rudolfo Lago)
Fonte: Congresso em Foco

11/08/10
-
STJ reconhece direito à desaposentação. Concessão de
benefício mais vantajoso
Desaposentação, embora o termo seja esquisito, é a
possibilidade de o beneficiário ou beneficiária abrir
mão da aposentadoria e tentar receber outra com valor
maior. Pode se candidatar a um novo benefício quem já se
aposentou e continuou a trabalhar e a contribuir com a
Previdência Social
O STJ (Superior
Tribunal de Justiça) inovou na possibilidade da
desaposentação. A situação típica é quando a pessoa se
aposenta proporcionalmente, mas continua trabalhando e
contribuindo para o INSS e, posteriormente, usa esse
tempo para conseguir aposentadoria integral.
Desaposentação é
a possibilidade de abrir mão da aposentadoria e tentar
receber outra com valor maior. Pode se candidatar a um
novo benefício quem já se aposentou e continuou a
trabalhar e a contribuir com a Previdência Social.
Na primeira e
segunda instância, tem sido admitida essa possibilidade,
mas é exigida a devolução dos benefícios já pagos.
Já o STJ tem
entendido que, como a pessoa já contribuiu com a
seguridade, não haveria por que devolver os benefícios
pagos.
O ministro
Hamilton Carvalhido considerou que abdicar da
aposentadoria é um direito do beneficiado que depende
apenas de sua própria deliberação.
"A aposentadoria
é um direito patrimonial disponível [a pessoa pode abrir
mão] e o interessado pode escolher o sistema que melhor
lhe assiste", afirmou o magistrado.
A ministra
Laurita Vaz também entendeu nesse sentido, admitindo que
um aposentado abrisse mão do benefício que recebia como
trabalhador rural para poder receber outro mais
vantajoso como trabalhador urbano.
Fonte: STJ

11/08/10
-
Crescimento da renda e do emprego em 2010 será
responsável pelo aumento do consumo das famílias
O crescimento da
renda e do emprego em 2010 será responsável pelo aumento
do consumo das famílias, de acordo com a publicação
Economia Brasileira em Perspectiva, produzida pelo
Ministério da Fazenda. Para os técnicos do Ministério da
Fazenda, o mercado interno tem garantido uma rápida
recuperação da economia neste ano. O documento destaca
ainda que o elevado nível de investimento, tanto público
quanto privado, possibilitará demanda interna acima de
9% ao ano em 2010. Esse valor, no entanto, já é inferior
ao estimado anteriormente pelos técnicos do Ministério
da Fazenda, de 11,9% ao ano.
De acordo com o
ministério, o consumo das famílias crescerá 6,6% ao ano
em 2010, o Produto Interno Bruto, 6,5%; a Formação Bruta
de Capital (investimentos), 20,4%; o consumo do governo,
2,8%; as exportações, 6,9% e as importações 29,6%.
“A retomada do
ritmo da economia brasileira tem sido capitaneada pelo
vigor do mercado doméstico e a aceleração no ritmo de
execução do PAC [Programa de Aceleração do
Crescimento]”, diz o documento, que destaca os
investimentos, representados pela Formação Bruta de
Capital, que cresce a ritmo três vezes superior ao do
PIB, na avaliação dos técnicos da Fazenda. Com isso, há
a garantia da ampliação da capacidade instalada e a
redução de pressões inflacionárias.
O PIB per
capita também voltou a crescer de forma
sistemática. Além disso, o relatório aponta uma maior
distribuição de renda o que possibilita o crescimento de
uma nova classe média. Segundo os números do relatório,
o crescimento do PIB per capita no período
1995-2002 praticamente ficou estável, mas entre 2003 e
2010 cresceu 24%. Isso significa que se forem mantidas
as projeções do PIB em 6,5%, o valor previsto para o PIB
per capita é de R$ 17,3 mil.
(Repórter Daniel Lima)
Fonte: Agência Brasil

11/08/10
-
Projeto obriga uso de pneu descartado em pavimentação de
asfalto
O Projeto de Lei
7630/10, do deputado José Fernando Aparecido de Oliveira
(PV-MG), que tramita na Câmara, determina que a
pavimentação das vias públicas deverá ser feita usando
massa asfáltica produzida com borracha de pneus
descartados. De acordo com o autor, o uso desse tipo de
pneu ajuda na redução de resíduos sólidos (lixo) e
aumenta os índices de reciclagem, além de reduzir os
problemas ambientais.
Segundo o
parlamentar, a incorporação de borracha de pneus usados
ao cimento asfáltico traz benefícios como redução do
envelhecimento, aumento da flexibilidade e redução da
susceptibilidade térmica (mais resistência às variações
de temperatura).
Impacto
ambiental
A proposta determina que, quando outra opção for
adotada, deverão ser citados os fundamentos da decisão
no memorial descritivo do projeto de pavimentação ou de
recuperação do pavimento de via pública.
Todo estudo de
impacto ambiental de projeto rodoviário deverá analisar
qual é a melhor pavimentação para o lugar. O projeto
altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9503/97).
Tramitação
A proposta será
analisada em caráter
conclusivo pelas comissões de Meio Ambiente e
Desenvolvimento Sustentável; de Viação e Transportes; e
de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

11/08/10
-
Projeto amplia reabilitação profissional após licença
por incapacidade
Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 7207/10, do deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP) e outros, que define vários procedimentos
obrigatórios da reabilitação profissional, a fim de
garantir real possibilidade de reinserção no trabalho do
segurado da Previdência Social ao término do seu
benefício por incapacidade.
Berzoini afirma
que a reabilitação profissional é um dos serviços mais
complexos prestados pela Previdência Social a seus
segurados e dependentes. No entanto, diz o deputado, a
lei vigente não reflete essa complexidade, pois comete o
equívoco de defini-la de forma muito sucinta.
"Esse fato faz
com que todo o detalhamento dos procedimentos de
reabilitação profissional seja remetido à
regulamentação. E o que se observa é que essa
regulamentação não se dá de forma satisfatória,
resultando em serviço ineficiente e ineficaz", critica o
autor do projeto.
Sequela
adquirida
O projeto também objetiva resolver a atual "situação
conflituosa" entre o trabalhador com sequela adquirida e
a pessoa com deficiência, diferenciando os tipos de
procedimentos de acordo com a realidade própria e
individualizada da pessoa com deficiência e o
trabalhador reabilitado.
Segundo ele, essa
diferença, embora possa parecer sem importância, acaba
por gerar um conflito de interesses, pois, na definição
das cotas de obrigatoriedade de contratação, as empresas
podem optar por cumpri-la totalmente com um ou com outro
tipo de situação, de acordo com suas conveniências.
Atividades terapêuticas
De acordo com o projeto, a reabilitação profissional
deve proporcionar ao beneficiário incapacitado, parcial
ou totalmente, o desenvolvimento de atividades
terapêuticas e de profissionalização que abranjam a
integralidade do indivíduo.
O objetivo é
superar os limites impostos por sua incapacidade,
visando a estabilização física e a ampliação de
movimentos e força, atuando no processo de estabilização
psicossocial e possibilitando a integração nas relações
sociais, cotidianas e de trabalho.
Para tanto, ela
deve compreender:
- O processo terapêutico multidisciplinar;
- A avaliação de saúde, da incapacidade, da
funcionalidade e do potencial laborativo, tendo como
base a Classificação Internacional de Funcionalidade
(CIF), da Organização Mundial de Saúde, sob
responsabilidade de equipe multidisciplinar do Instituto
Nacional do Seguro Social (INSS);
- O programa de reinserção do segurado na empresa de
vínculo, que inclui ações no indivíduo, no local e no
posto de trabalho, na atividade laboral;
- A qualificação do segurado, quando necessária, sob
responsabilidade da empresa e supervisionada pela equipe
multidisciplinar do INSS;
- A orientação e avaliação do processo de reabilitação
profissional pelo INSS, antes da cessação do benefício,
após dois meses, seis meses, um ano e dois anos do
retorno ao trabalho;
- O fornecimento, pelo INSS, de aparelho de prótese,
órtese e instrumentos de auxílio para locomoção quando a
perda ou redução da capacidade funcional puder ser
atenuada por seu uso e dos equipamentos necessários à
reabilitação social e profissional;
- A reparação ou a substituição, pelo INSS, dos
aparelhos desgastados pelo uso normal ou por ocorrência
estranha à vontade do beneficiário;
- O transporte do acidentado do trabalho, quando
necessário;
- O auxílio para tratamento ou exame fora do domicílio
do beneficiário, quando for o caso.
Tramitação
O projeto terá análise
conclusiva das comissões de Desenvolvimento
Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e
Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

11/08/10
-
Em condenação, FGTS não pode ir direto para empregado
Valores de FGTS,
deferidos judicialmente, não podem ser pagos diretamente
ao trabalhador. O empregador deve depositar a quantia,
determinada na condenação, em conta vinculada do
empregado. Nesse sentido, a Sexta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou um apelo de um trabalhador
que tem visto seu pedido negado desde a primeira
instância. Um aspecto fundamental para a decisão é que
esse tipo de reclamação envolve direitos não apenas do
trabalhador, mas também do órgão gestor do FGTS,
referente à multa pelo atraso nos recolhimentos.
Persistente, o autor da reclamação vem argumentando em
seus recursos que a sentença lhe acarreta maior ônus, em
razão da demora. Insiste ser cabível o pagamento direto
ao empregado e alega que o acórdão do Tribunal Regional
do Trabalho da 4ª Região (RS), negando provimento a seu
apelo, viola o artigo 20, I, da Lei 8.036/90. No
entanto, ao examinar o recurso na Sexta Turma, o
ministro Augusto César Leite de Carvalho, relator,
verificou que há precedentes no TST indicando a
impossibilidade do pagamento direto ao trabalhador dos
valores do FGTS pleiteados em juízo.
A respeito das alegações do trabalhador, o ministro
informa que, apesar de o artigo 20, I, da Lei 8.036/90
possibilitar a movimentação da conta vinculada do
trabalhador em caso de dispensa sem justa causa, o
“dispositivo legal não autoriza que os valores dos
depósitos do FGTS decorrentes da condenação judicial
sejam pagos diretamente ao empregado, pois as ações
trabalhistas que envolvem recolhimentos fundiários
englobam direitos não só do trabalhador, mas também do
órgão gestor do FGTS, relativamente à multa pelo atraso
nos recolhimentos, razão pela qual o depósito na conta
vinculada deve ser observado”.
Com essa fundamentação, o relator considerou correto o
entendimento do TRT/RS, ao determinar que os valores
relativos ao FGTS sejam depositados diretamente na conta
vinculada do trabalhador. A Sexta Turma acompanhou o
voto do relator, e negou provimento ao recurso de
revista.
(RR - 102741-38.1999.5.04.0028)
Fonte: TST

11/08/10
-
PEC destina percentual mínimo de impostos para
saneamento básico
Proposta prevê
os recursos a serem aplicados em saneamento até 2012.
Posteriormente,
o percentual
deverá ser definido por lei complementar
A Câmara analisa
a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 503/10, do
deputado Jairo Ataide (DEM-MG), que estabelece um
percentual mínimo dos orçamentos da União, dos estados,
do Distrito Federal e dos municípios para aplicação em
saneamento básico até 2012.
No caso da União,
no ano de 2011, o montante destinado a ações e serviços
públicos de saneamento básico corresponderá a 7% da
arrecadação de impostos. Para 2012, o montante será o
mesmo de 2011, corrigido pelo Índice Nacional de Preços
ao Consumidor Amplo (IPCA).
No caso dos
estados, do Distrito Federal e dos municípios, o
montante destinado a saneamento básico corresponderá a
3% da arrecadação de impostos.
Segundo a PEC,
esses percentuais estarão previstos em artigo do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).
Lei
complementar
A PEC também prevê uma lei complementar para definir os
percentuais mínimos a serem aplicados nos anos
seguintes. Os critérios de rateio dos recursos também
serão estabelecidos na lei, assim como as normas de
fiscalização, avaliação e controle de despesas.
No caso de
ausência de lei complementar, a partir do exercício
financeiro de 2012, serão aplicados à União, aos
estados, ao Distrito Federal e aos municípios os mesmos
percentuais previstos nas disposições constitucionais
transitórias.
Sistema
compartilhado
Segundo a PEC, as ações e os serviços públicos de
saneamento básico passarão a constituir sistema
compartilhado entre a União e os demais entes da
Federação, orientado por diretrizes estabelecidas na
lei, com execução descentralizada nos estados, no
Distrito Federal e nos municípios.
A PEC também
autoriza a União a intervir nos estados e no Distrito
Federal; e os estados a intervir nos municípios, caso o
percentual mínimo de impostos não seja aplicado em
saneamento básico. Hoje, a intervenção pode ocorrer
apenas no caso da não aplicação de impostos em ensino e
saúde.
Emenda 29
Atualmente, a Constituição só estabelece que haverá
aplicação de percentual mínimo de recursos para o
desenvolvimento do ensino e para as ações e serviços
públicos de saúde.
O deputado Jairo
Ataide afirma que as medidas propostas são semelhantes
às da Emenda
Constitucional 29, de 2000, que vinculou receitas
da União, dos estados, dos municípios e do Distrito
Federal a gastos na área da saúde.
“Os serviços
públicos de saneamento básico, notadamente os
relacionados à captação, ao tratamento e à distribuição
de água nas nossas cidades e os relacionados à coleta e
ao tratamento de esgoto, têm destacado papel entre as
medidas preventivas associadas à saúde de nossa
população”, afirma o deputado.
Ataide lembra
que, para universalizar o acesso a serviços de
saneamento básico no Brasil, são necessários cerca de R$
178,4 bilhões em 20 anos ou 0,45% do Produto Interno
Bruto (PIB) ao
ano, considerando a hipótese de crescimento médio do PIB
de 4% ao longo desse período. Essa estimativa é da
Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do
Ministério das Cidades.
Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania quanto à
admissibilidade.
Se for aprovada, seguirá para uma comissão especial e,
posteriormente, para o Plenário.
Fonte: Agência Câmara

10/08/10
-
Centrais sindicais promovem encontro de mulheres com
Dilma
Para destacar a importância da participação das
sindicalistas na campanha eleitoral, as centrais
sindicais brasileiras (CTB, CGTB, CUT, Força Sindical,
NCST e UGT) realizarão, no próximo dia 17, em São Paulo,
um encontro das mulheres trabalhadoras com a candidata à
Presidência da República Dilma Rousseff. De acordo com a
Secretaria de Mulheres da CTB, “defender a continuidade
do projeto em curso é um imenso desafio e eleger Dilma
será uma vitória”.
Segundo nota
divulgada pela Secretaria de Mulheres da CTB, a Central
“tem a convicção de que a emancipação feminina só poderá
acontecer quando a classe trabalhadora se libertar do
capitalismo. E que mudanças profundas só serão efetivas
em outro tipo de sociedade: justa e igualitária –
socialista”.
A entidade enumera as conquistas recentes das mulheres
como a ampliação da licença maternidade, proibição a
discriminação sexual no trabalho, a Lei Maria da Penha
contra a violência domestica, a reforma do código civil
e o direito da mulher à posse da terra, dentre outras,
mas destaca que ainda há muito pelo que lutar.
No encontro com Dilma Roussef, as sindicalistas
manifestar o apoio à sua candidatura, ressaltando que a
melhor resposta para a complexidade do momento político
brasileiro é a defesa de um projeto de nação com
desenvolvimento econômico, democrático e social com
valorização do trabalho, emprego, geração de renda e a
defesa dos direitos da classe trabalhadora, com a
participação da sociedade no controle as diversas
esferas econômicas e sociais. E destaca que identifica
na candidatura e no projeto de governo de Dilma
características que avançam nesse sentido.
Fonte: Vermelho

A indústria
nacional quer aumentar sua presença na lista de
fornecedores da Petrobras, mas tem encontrado
dificuldades para entrar no seleto grupo de parceiros da
operadora única do pré-sal. O governo reconhece as
dificuldades e trabalha para transformar a descoberta
numa oportunidade para desenvolver, no Brasil,
tecnologia de ponta para equipamentos para o setor.
Uma das formas de
garantir maior participação das empresas locais no
pré-sal será a exigência do uso de material produzido no
Brasil nos projetos. A norma ainda não está fixada, mas
pelas avaliações das reuniões já realizadas, admite-se
que, para trabalhar no pré-sal, as empresas terão de
utilizar 75% de materiais "made in Brazil".
Representantes
das indústrias de eletroeletrônicos e de máquinas,
entretanto, já foram ao Ministério de Minas e Energia
reclamar que suas associadas têm dificuldades para
vender para a Petrobras, apesar das regras de conteúdo
local. Mesmo empresas estrangeiras que se associaram a
firmas locais para aproveitar as exigências de conteúdo
nacional encontram problemas. "Tenho reclamações de
empresas que vieram para cá, se associaram e não
conseguem vender. Isso é um ponto que vamos ter de
trabalhar", afirma o secretário de Petróleo, Gás Natural
e Combustíveis Renováveis do Ministério, Marco Antônio
Martins Almeida.
Na avaliação do
governo, o grande volume de investimentos e equipamentos
demandados para exploração do pré-sal vai dar à
indústria local algo que elas não tiveram até agora:
escala. Na incerteza sobre quanto venderiam, alguns
setores da indústria pouco investiram em tecnologia.
"Isso é a grande mudança que o pré-sal trouxe. Ele
caracterizou que vou ter demanda continuada e com escala
para todos os equipamentos, abrindo espaço para que a
indústria possa investir em capacitação", avalia
Almeida.
As informações
são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado

10/08/10
-
Analistas reduzem projeção de crescimento da economia
neste ano
Analistas do
mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC)
reduziram a projeção para o crescimento da economia
neste ano. A estimativa para a expansão do Produto
Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços
produzidos no país, passou de 7,20% para 7,12%. Para
2011, foi mantida a projeção de crescimento de 4,5%.
Além da
estimativa para o PIB, também consta do boletim
Focus a expectativa para a produção industrial que,
neste ano, deve ter crescimento de 11,70%, contra 11,98%
previstos anteriormente. Para o próximo ano, a previsão
de expansão da produção industrial oscilou de 5,05% para
5%.
A projeção para a
relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB
foi alterada de 40,85% para 40,73%, em 2010, e
permaneceu em 39,50%, em 2011.
A expectativa
para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, neste
ano, e em R$ 1,85, em 2011.
A previsão para o
superávit comercial (saldo positivo de exportações menos
importações) foi ajustada de US$ 15,1 bilhões para US$
15 bilhões, neste ano, e subiu de US$ 8,5 bilhões para
US$ 9,11 bilhões em 2011.
Para o déficit em
transações correntes (registro das transações de compra
e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o
exterior) neste ano, os analistas alteraram a estimativa
de US$ 48 bilhões para US$ 49 bilhões. Para 2011, foi
ajustada a projeção de déficit de US$ 57,87 bilhões para
US$ 58 bilhões.
A expectativa
para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão
para o setor produtivo do país) permaneceu em US$ 32
bilhões, neste ano, e em US$ 39,25 bilhões, em 2011.
(Repórter Kelly Oliveira)
Fonte: Agência Brasil

10/08/10
-
Lula: País encontrou o caminho da geração de empregos
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva comemorou ontem, em seu programa
semanal de rádio "Café com o Presidente", os números da
Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2009,
divulgados pelo Ministério do Trabalho na semana
passada. Segundo ele, em sua gestão (de 2003 até o ano
passado) foram criados 14 milhões de empregos no País,
enquanto a Europa e os Estados Unidos perderam, apenas
no ano passado, cerca de 16 milhões de postos de
trabalho.
"Os números
mostram aquilo que a gente vem dizendo já há algum
tempo. O Brasil encontrou o caminho do desenvolvimento,
o Brasil encontrou o caminho da criação de oportunidades
de trabalho, da geração de empregos, porque nós estamos
fazendo o que não acontecia desde 1975, quando nós
entramos numa crise de desemprego no Brasil, de
desativação das atividades econômicas no Brasil", disse
Lula, emendando: "Eu acho isso extraordinário."
Ainda no programa
de rádio, o presidente disse que o Brasil "se encontrou
consigo mesmo e finalmente vai se transformar numa
grande economia" e que "fica muito feliz" com a
divulgação dos números do Caged (Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados) e da Rais. Lula lembrou que
essa recuperação no nível de emprego ocorreu após o País
ter registrado a perda de milhões de postos de trabalho,
em vários setores. E citou como exemplo o fato de a
Volkswagen, na década de 70, ter cerca de 44 mil
trabalhadores e hoje contar com apenas 17 mil.
Fonte: Agência Estado

10/08/10
-
CLT poderá garantir benefícios a trabalhadores expostos
ao sol
Quem trabalha a céu aberto, exposto aos efeitos nocivos
dos raios solares, poderá ter limitação na carga de
trabalho, desfrutar de intervalos para descanso e
receber remuneração extra. Esses benefícios serão
introduzidos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
caso seja aprovado projeto de lei (PLS 552/09) da
senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). A proposta está
pronta para ser votada, em decisão terminativa, pela
Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Se a CLT passar a regular as atividades a céu aberto,
sob o sol, a jornada de trabalho nessas circunstâncias
será limitada a seis horas diárias ou 36 horas semanais.
A empresa também será obrigada a conceder, a cada 90
minutos de trabalho consecutivo, intervalo de dez
minutos para repouso, não incluído no expediente do
trabalhador.
O PLS 552/09 classifica o trabalho exercido nessas
condições como penoso, situação que garantiria ao
empregado um adicional de 30% sobre o salário,
descontando-se as incorporações resultantes de
gratificações e prêmios. Abre ainda a possibilidade de o
trabalhador optar por receber o adicional de
insalubridade que eventualmente lhe seja devido. O
direito a qualquer dos benefícios cessa, entretanto, com
a eliminação do risco à saúde ou à integridade física do
trabalhador.
Fator de risco
Serys buscou dados da Sociedade Brasileira de
Dermatologia (SBD) sobre câncer de pele para justificar
a proteção adicional aos trabalhadores expostos ao sol.
Estatísticas do Programa Nacional de Controle do Câncer
de Pele (PNCCP) revelaram que, em 2002, 69,2% das
vítimas da doença apresentavam como fator de risco
"exposição ao sol sem proteção".
"Não importa que a comunidade médica seja uníssona
quanto ao fato de a exposição ao sol acarretar inúmeros
prejuízos à saúde do trabalhador, incluindo a grande
incidência de neoplasia maligna. Se não está na lei, não
está no mundo", lamentou Serys na justificação do
projeto, que aponta ainda a tendência da Justiça de
negar adicional de insalubridade nesses casos, por não
estarem previstos na legislação trabalhista.
A mesma preocupação foi demonstrada pela relatora,
senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que ressaltou no parecer
pela aprovação do PLS 552/09: "Deve a legislação cuidar
desses trabalhadores que, se não podem evitar a
exposição ao sol para executar as tarefas que lhe cabem,
merecem, ao menos, receber alguma compensação pelo risco
a que se submetem".
A proposta chegou a constar da pauta da CAS no esforço
concentrado de votações da semana passada, mas teve sua
análise adiada por pedido de vista do senador Regis
Fichtner (PMDB-RJ).
Fonte: Agência Estado

10/08/10
-
PEC permite a bolsista e estagiário contar tempo
trabalhado para aposentadoria
O tempo de trabalho na condição de estagiário ou
bolsista poderá ser contado para fins de aposentadoria e
outros benefícios previdenciários caso seja aprovada a
Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/04 do senador
Sérgio Zambiasi (PTB-RS). A matéria está na pauta da
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e
tem parecer do relator, senador Alvaro Dias (PSDB-PR),
pela rejeição.
A proposta de Zambiasi é que possam contar com o tempo
trabalhado para a aposentadoria os bolsistas e
estagiários, tanto do setor público quanto do privado,
que tenham contribuído com o regime geral da
Previdência. A PEC chegou a tramitar conjuntamente com
algumas outras atendendo a requerimento apresentado pelo
então presidente da CCJ, senador Marco Maciel (DEM-PE).
Porém, foi aprovado pedido do senador Paulo Paim
(PT-RS), primeiro signatário da maioria das PECs que
tramitavam em conjunto, para o desapensamento das
matérias.
Em parecer apresentado anteriormente, Alvaro Dias
posicionou-se a favor da PEC 16/04. Ele, no entanto,
mudou de posição. Apesar de contrário à matéria, o
senador pelo Paraná não encontrou impedimentos
constitucionais à tramitação da matéria nem observou
restrições quanto à sua juridicidade, regimentalidade e
técnica legislativa. No mérito, Alvaro Dias defendeu a
rejeição sob a alegação de que bolsistas e estagiários
já podem contar o tempo se contribuírem com a
Previdência na condição de "facultativos".
Contribuinte facultativo
O artigo 14 da Lei 8.212/91 define como segurado
"facultativo" o maior de 14 anos de idade que se filiar
ao Regime Geral da Previdência Social, mediante
contribuição. Já a Lei 11.788/08, que regulamenta o
estágio de estudantes, em seu artigo 12, define que o
estudante poderá se inscrever e contribuir como segurado
facultativo da Previdência Social.
"Sendo assim, os direitos dos estagiários estão
duplamente assegurados. A questão que resta, quanto ao
mérito, é se esse direito do estagiário merece ser
alçado à condição de constitucional", considera Alvaro
Dias.
Para o senador, normas fundamentais como universalidade,
uniformidade e solidariedade na proteção dos segurados
mais desvalidos, devem constar da Constituição federal.
Porém, ele observa que minúcias, quando
constitucionalizadas, mais confundem do que esclarecem
sobre o alcance dos direitos.
Fonte: Agência Senado

10/08/10
-
STF facilita acesso de advogados aos autos
Começa a funcionar a partir desta segunda-feira (9), na
Central do Cidadão e Atendimento do Supremo Tribunal
Federal (STF), o serviço de “Carga Programada”, que vai
agilizar o trabalho dos advogados que necessitam ter
vista dos processos que ainda tramitam na Corte em meio
físico (em papel).
Com a “Carga Programada”, o advogado poderá realizar o
agendamento eletrônico para consulta, extração de cópias
ou retirada dos processos aos quais está vinculado. Para
programar a vista dos processos de seu interesse, o
advogado deverá preencher formulário eletrônico que
estará disponível no site do STF no menu “Processos”, na
opção “Carga Programada”.
Após fazer sua identificação, o advogado deverá informar
a quais processos deseja ter acesso. Também deverá
informar exatamente se sua necessidade consiste em
consultar os autos no balcão somente; se precisa tirar
cópias reprográficas do processo ou se pretende retirar
fisicamente os autos do STF (procedimento chamado de
“carga”).
A solicitação deve ser enviada até as 14h da véspera do
comparecimento à Central do Cidadão e Atendimento.
Outras informações sobre o novo serviço poderão ser
obtidas na Central, localizada no pavimento térreo do
Anexo II do Supremo. Telefone (61) 3217-4465; e-mail
centraldeatendimento@stf.jus.br.
Fonte: STF

O projeto de lei
que visa tornar obrigatória a presença de advogado nos
processos em tramitação junto aos Juizados Especiais foi
protocolado, na quarta-feira (04), na Mesa Diretora da
Câmara dos Deputados, pelo deputado Germano Bonow, na
condição de coordenador da bancada gaúcha no Congresso
Nacional.
Em 12 de julho, a proposta legislativa foi apresentada
pelo presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, a Bonow,
que colheu as assinaturas dos deputados federais
integrantes da bancada gaúcha, dando amplo apoio e
respaldo à viabilidade da iniciativa.
O PL 7707/10 dá nova redação ao art. 9º da Lei nº
9.099, de 26 de setembro de 1995, que institui os
Juizados Especiais criados pela União, pelo Distrito
Federal e pelos Estados para conciliação, processo,
julgamento e execução nas causas de sua competência, com
a seguinte alteração: “Nas causas de valor até 10 (dez)
salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente,
sendo assistidas por advogado dativo, onde não houver
Defensoria Pública ou onde esta não puder atender a
demanda, cabendo ao Estado arcar com as despesas de
honorários. Nas de valor superior, a assistência de
advogado é obrigatória”.
Segundo o presidente da Ordem gaúcha, o PL 7707/10 é
importante para a sociedade por corrigir uma distorção
na legislação em relação aos Juizados Especiais, pois a
presença do advogado é fundamental para o indispensável
equilíbrio na relação processual. “Na maioria das vezes,
o cidadão leigo vai demandar judicialmente contra uma
grande empresa privada ou estatal, a qual está sempre
amparada e representada nos Juizados por todo um
departamento jurídico, o que torna a representação
processual desigual”, explicou Lamachia.
Fonte: Âmbito Jurídico

09/08/10
-
Rais: indicadores positivos revelam a revalorização do
trabalho no Governo Lula
Informações
contidas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais)
retratam a trajetória de revalorização do trabalho no
governo Lula, com destaque para o comportamento
altamente positivo do mercado de trabalho. Em 2009,
apesar da crise, foram criados 1,7 milhão de novos
postos de trabalho e desde 2003 o saldo é de 14 milhões
de empregos no Brasil.
O total de
trabalhadores formais atingiu 42,6 milhões. O salário
registra crescimento real de 18,25% em sete anos. São
dados que contrastam fortemente com os do governo FHC,
quando a taxa de desemprego triplicou, em alguns anos o
saldo líquido entre novas contratações e demissões foi
negativo e a precarização avançou como em nenhuma outra
época da nossa história.
Os efeitos do
neoliberalismo tucano foram dramáticos para a classe
trabalhadora, que recuperou terreno no governo Lula e
luta agora contra o retrocesso e por avanços e mudanças
mais profundas.
Marca
histórica
Em 2009 foram gerados no Brasil 1,766 milhão de novos
empregos formais, crescimento de 4,48% em relação a
2008, segundo números da Relação Anual de Informações
Sociais (Rais), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo
ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
Desde total,
1,423 milhão (4,52%) de novos empregos são com carteira
assinada (celetistas) e 343,1 mil (4,31%) são servidores
públicos (estatutários).
Com 13,9 milhões
de novos empregos formais gerados entre 2003 e 2010, o
Brasil chega à marca histórica de 42,6 milhões de
trabalhadores com emprego formal em todo o país,
somando-se os 41,2 milhões contabilizados na Rais 2009
aos 1,4 milhão de novos postos de trabalho registrados
este ano no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged).
Vitória
do Brasil
"Com absoluta segurança chegaremos a 15 milhões de
empregos formais gerados no Governo Lula até o fim do
ano, como prevejo há algum tempo. Vivemos ano passado
uma crise econômica mundial, e ainda assim conseguimos
criar 1,7 milhão de novos empregos; e o trabalhador
conseguiu melhores salários. Estes dados apontam uma
expressiva vitória do Brasil no que se refere ao seu
mercado de trabalho formal", avaliou Carlos Lupi.
Os 427,8 mil
empregos somados aos 995 mil registrados no Caged de
dezembro último se devem à inclusão na Rais de vínculos
empregatícios temporários e avulsos, entre outros, e
também da inclusão de declarações do Caged entregues
fora do prazo.
Rendimento
O rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou
um aumento real de 2,51% (INPC), ao subir de R$ 1.556,15
em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 em dezembro de
2009. Desde 2003 o salário dos trabalhadores brasileiros
apresentou crescimento de 18,25% acima da inflação, com
registro de aumento de 19,11% entre as mulheres e de
18,38% entre os homens.
"Somente este ano
chegaremos à marca de um milhão de trabalhadores
beneficiados em cursos de qualificação proporcionados
pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo 400 mil
deles pelo ProJovem Trabalhador. E quanto mais
qualificado o trabalhador, maior o salário pago a ele",
comentou Lupi.
Rais
Declararam a Rais 2009 7,433 milhões de
estabelecimentos. Do total, 3,224 milhões têm empregados
e 4,209 milhões não têm empregados. O crescimento do
número total de estabelecimentos é de 4,47% em relação a
2008.
A Relação Anual
de Informações Sociais (Rais) é um Registro
Administrativo criado pelo Decreto 76.900/75, com
declaração anual e obrigatória a todos os
estabelecimentos existentes no território nacional.
As informações
captadas sobre o mercado de trabalho formal referem-se
aos empregados Celetistas, Estatutários, Avulsos e
Temporários, entre outros, segundo remuneração, grau de
instrução, ocupação e nacionalidade, entre outros
recortes.
"A Rais é a mais
ampla, mais completa e mais exata fotografia do mercado
de trabalho brasileiro. Não é pesquisa, é coleta de
dados; não é estatística, é matemática", lembrou o
ministro.
Entre os
objetivos da Rais constam a identificação dos
beneficiários do Abono Salarial; a prestação de
subsídios ao FGTS e à Previdência Social; o registro da
nacionalização da mão-de-obra; auxílio à definição das
políticas de formação de mão-de-obra; a geração de
estatísticas sobre o mercado de trabalho formal e a
prestação de subsídios ao Cadastro Central de Empresas
(Cempre) e às pesquisas domiciliares do IBGE. (Com
Agência Brasil)
Fonte: Diap

09/08/10
-
IBGE: produção industrial caiu em junho em nove dos 14
locais pesquisados
A produção
industrial caiu em junho em nove dos 14 locais
pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), na comparação com o mês anterior. Em
sete locais, a queda foi superior à média nacional, de
-1,0%.
Segundo dados
apresentados sexta feira (6) pelo instituto, os
principais resultados negativos foram registradas em
Goiás (-9,2%) e na Bahia (-6%), seguidos pela Região
Nordeste (-3,5%), por Minas Gerais (-3,3%), Pernambuco
(-2,3%), Santa Catarina (-2,1%) e pelo Paraná (-1,7%).
São Paulo (-0,6%)
e o Pará (-0,3%) registraram queda abaixo da média
nacional. No Rio de Janeiro, a produção industrial se
manteve estável. Apenas quatro áreas registraram
crescimento no setor: Espírito Santo (4,9%), Amazonas
(2,4%), Rio Grande do Sul (1,5%) e Ceará (0,7%).
O IBGE informa, no entanto, que os resultados de junho
mostraram um quadro positivo para a produção industrial
regional no fechamento do primeiro semestre de 2010. A
expansão da atividade no âmbito nacional nos primeiros
seis meses de 2010 (16,2%) alcançou os 14 locais
pesquisados. Em oito deles, a expansão superou a média
do país, com destaque para o Espírito Santo (36,9%) e
Amazonas (28,2%), seguidos por Minas Gerais (22,4%),
Goiás (21,1%), pelo Paraná (19,6%), por Pernambuco (18%)
e pelo Ceará (17,1%).
Nesses locais, o
IBGE atribui o bom desempenho aos setores produtores de
bens de capital e de bens de consumo duráveis
(automóveis e eletrodomésticos) e às atividades
associadas às commodities exportadas (minérios
de ferro e siderurgia).
As demais áreas
que apresentaram resultados positivos foram São Paulo
(15,3%), a Região Nordeste (14,1%), Bahia (13,7%), Santa
Catarina (12,3%), o Rio Grande do Sul (11,3%), Rio de
Janeiro (10,8%) e Pará (8,8%).
Todos os locais
também registraram taxas positivas na comparação entre o
segundo trimestre de 2010 e igual período de 2009. Na
média nacional, a atividade industrial mostrou
diminuição no ritmo de crescimento na passagem dos três
primeiros meses de 2010 (18,2%) para o segundo trimestre
do ano (14,3%).
(Repórter Flávia Villela)
Fonte: Agência Brasil

09/08/10
-
Índice Nacional de Preços ao Consumidor registra
deflação de 0,07 em julho
O Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC), que apura a variação de
preços para famílias com rendimento mensal até seis
salários mínimos, registrou deflação de 0,07% em julho,
após queda de 0,11% em junho. O estudo foi divulgado
sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
No ano, o INPC
acumula alta de 3,31%, acima da taxa de 2,99% relativa a
igual período de 2009, e nos últimos 12 meses, de 4,44%,
abaixo dos 4,76% referentes aos 12 meses imediatamente
anteriores.
Segundo o estudo,
o preço dos produtos alimentícios continuaram caindo em
julho, embora com menos intensidade do que no mês
anterior, passando de -1,05%, em junho, para -0,92% em
julho. Já os produtos não alimentícios apresentaram
variação de 0,29% em julho, resultado 0,01 pouco
percentual inferior ao de junho (0,30%).
O INPC é usado,
geralmente, como base para os reajustes salariais e é
apurado nas regiões metropolitanas de Curitiba, Porto
Alegre, Fortaleza, Recife, Belém, São Paulo, Belo
Horizonte, Salvador e do Rio de Janeiro, além de
Brasília e do município de Goiânia.
Fonte: Agência Brasil

Aposentados e pensionistas têm prazo de dez anos, a
partir da concessão, para contestar judicialmente o
valor de benefícios previdenciários. Com esse
entendimento, a Advocacia-Geral da União orientou suas
unidades a solicitarem a suspensão das ações que tratam
de aposentadorias e pensões anteriores a junho de 1997,
quando a decadência foi inserida na Lei de Benefícios do
INSS.
Diante
disso, todos os processos com mais de dez anos estão
suspensos até que o Supremo Tribunal Federal analise a
constitucionalidade do entendimento. Caso o STF
concorde, mais de dez milhões de benefícios perderão o
direito de serem questionados judicialmente.
A
orientação, editada pela Procuradoria Federal
Especializada do INSS e pela Adjuntoria de Contencioso
da Procuradoria Geral Federal, surgiu a partir da
decisão da ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal
Federal, que reconheceu a aplicação do instrumento da
repercussão geral sobre o assunto.
De acordo
com o procurador-chefe da PFE/INSS, Miguel Ângelo Sedrez
Júnior, a contagem desse prazo a partir da lei que
institui a decadência é uma interpretação que privilegia
a segurança jurídica, sem significar uma restrição de
direitos. "É tempo suficiente para que os cidadãos, em
qualquer situação, busquem na Justiça a reparação do seu
direito", diz.
Ele
ressalta ainda que manter um prazo indefinido para
questionar os benefícios recebidos ameaça a própria
estabilidade do sistema, "pela dificuldade de instruir
adequadamente processos que discutem questões ocorridas
há mais de duas décadas".
Após a
posição da ministra Carmem Lúcia, a Presidência da Turma
Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais
Federais determinou a todas as Turmas Recursais e
Juizados Especiais Federais que fossem suspensas todas
as ações que tramitam sobre o assunto até o
posicionamento oficial do Supremo.
Fonte: Consultor Jurídico

Diferença entre
depósitos e retiradas também foi recorde nos primeiros 7
meses do ano, com R$ 19,079 bi
O Banco Central
informou nesta quinta-feira, 5, que a poupança teve em
julho captação líquida de R$ 6,837 bilhões, resultado de
depósitos de R$ 101,465 bilhões e retiradas de R$ 94,628
bilhões. Os rendimentos creditados no período somaram R$
1,870 bilhão. A captação líquida da poupança no mês
passado foi a maior para o período desde o início da
série em 1995. Em junho, o saldo líquido foi positivo em
R$ 4,179 bilhões, e em julho de 2009, positivo em R$
6,673 bilhões.
Também foi
recorde para a série a captação líquida de R$ 19,079
bilhões da poupança entre janeiro e julho. Neste
período, os depósitos somaram R$ 646,636 bilhões as
retiradas, R$ 627,557 bilhões. Em igual período do ano
passado, a poupança captou R$ 9,119 bilhões, e o recorde
anterior de captação nos sete primeiros meses do ano era
de 2007, com R$ 12,281 bilhões.
Fonte: Agência Estado

Para um trabalhador,
"a frustração (...) com a qual se depara em decorrência
de omissão do empregador, quando já se encontra
vulnerável, caracteriza hipótese de indenização por dano
moral em face de ato ilícito do empregador." Por esse
motivo, a 9ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do
Rio Grande do Sul concedeu indenização por danos morais
a reclamante que não pôde usufruir de benefícios
previdenciários pelo fato de seu empregador não ter
feito os devidos recolhimentos, mesmo tendo-os
descontado do salário. A decisão foi tomada em
julgamento de recurso ordinário interposto contra
sentença da Vara do Trabalho de Torres.
O autor da
reclamatória era motorista, tendo desenvolvido depressão
gravíssima pelo exercício da profissão, conforme laudo
pericial, precisando ser aposentado. A Desembargadora
Carmen Izabel Centena Gonzalez, Relatora do recurso,
ainda que certa de o ilícito penal cometido pelo
empregador (apropriação indébita) possuir foro próprio
para apuração, avaliou não haver "controvérsia sobre o
fato dele estar doente e sem condições de trabalhar,
como também a dificuldade que encontrou para ingressar,
desde logo, em auxílio doença previdenciário". Diante
disso, votou pela reforma da sentença para conceder R$
25 mil a título de danos morais, no que foi acompanhada
pelos demais integrantes da sessão.
Quanto ao pedido para
que a empresa encaminhe documentação para a conversão do
benefício atualmente recebido para a modalidade de
auxílio-doença acidentário, a Desª. Carmen Gonzalez
corroborou o entendimento do Julgador de 1º Grau: "não
cabe a esta Justiça Especializada, por absoluta
incompetência material, determinar a conversão buscada
pelo autor". Ponderou tratar-se de matéria
previdenciária, devendo ser pleiteada ou
administrativamente junto ao INSS ou na Justiça Federal
comum. No pleito para obrigar-se a empresa a emitir a
Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), também deu
razão ao Juízo de origem, afirmando que "esse provimento
é desnecessário ao reclamante que pode, de maneira muito
mais ágil, buscar junto a seu sindicato profissional ou
mesmo junto ao médico que o atende a emissão do referido
documento".Cabe recurso da decisão.
Processo 00117-2007-211-04-00-6
Fonte: Jusbrasil

PGF ajuíza mais de 1.400 ações para recuperar R$ 100
milhões pagos indevidamente
A Previdência Social,
por intermédio da Procuradoria Geral Federal (PGF),
pretende recuperar cerca R$ 100 milhões, pagos pelo
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), relativos as
1.430 ações regressivas acidentárias, resultante dos 200
processos julgados até junho deste ano. A expectativa é
a de que este valor aumente na mesma proporção que novos
acidentes do trabalho - causado pela falta de segurança
nas empresas - forem julgados. A maioria das ações
refere-se à pensão por morte, aposentadoria por
invalidez, auxílio-doença e acidentes de trabalho.
O ajuizamento de
ações regressivas tem sido intensificado em todo o
Brasil, porém os estados de São Paulo, Rio Grande do
Sul, Espírito Santo, Santa Catarina e Minas Gerais
registram maior número de processos, segundo
levantamento da Procuradoria Geral Federal (PGF). As
ações regressivas referem-se aos setores de maior
acidentalidade no Brasil, entre as quais construção
civil, agroindústria, energia elétrica, metalurgia,
indústria calçadista, mineração, indústria moveleira.
Segundo o chefe da
Divisão de Gerenciamento das Ações Regressivas
Acidentárias e Execução Fiscal Trabalhista e procurador
federal da PGF, Fernando Maciel, por intermédio dessas
ações, além de buscar o ressarcimento com os gastos
sociais e a prevenção de acidentes, o "INSS está
contribuindo para combater a concorrência desleal
praticada por aquelas empresas que descumprem as normas
de segurança do trabalho", reitera.
Desde 1991 já foram
ajuizadas mais de mil ações pela PGF contra empresas dos
mais diversificados ramos de atuação. Essas ações cobram
os benefícios já pagos pelo INSS, com os valores
corrigidos, e aqueles que ainda serão pagos aos
segurados, de acordo com a expectativa de duração do
benefício de cada um.
Em 2008, o Ministério
da Previdência Social e Ministério do Trabalho e Emprego
fizeram acordo de cooperação técnica para acelerar a
cobrança, possibilitando o trâmite mais rápido dos
relatórios da fiscalização.
O acordo prevê o
trabalho dos procuradores federais na recuperação de
recursos gastos com pagamento de benefícios, como
aposentadoria por invalidez, auxílio-doença,
auxílio-acidente ou pensão por morte.
Segurança -
Ação Regressiva é
uma indenização da empresa ao INSS. A empresa deve pagar
o benefício quando fica provado que o seu empregado foi
acidentado ou adoeceu por negligência dela. A lei
estabelece que, nos casos de negligência quanto às
normas de segurança e saúde do trabalho, a Previdência
Social credita o benefício ao segurado, mas deve propor
ações regressivas contra a empresa responsável.
O objetivo dessa ação
é pressionar as empresas a investir na promoção da saúde
e da segurança do trabalho decente, além de proteger os
trabalhadores, pelo uso de equipamentos de segurança
exigidos por lei.
A ação regressiva
está baseada na Lei nº
8.213/91, onde o fundamento encontra-se no artigo
120, da Lei nº
8.213/91, que
dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência
Social, estabelecendo, "nos casos de negligência quanto
às normas-padrão de segurança e higiene do trabalho
indicados para a proteção individual e coletiva, a
Previdência Social proporá ação regressiva contra os
responsáveis".
Regiões -
A 1ª Região engloba
os estados de Minas Gerais, Bahia, Piauí, Maranhão,
Goiás, Tocantins, Pará, Amapá, Mato Grosso, Rondônia,
Acre, Amazonas e o Distrito Federal e, a 2ª Região, os
estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Já a 3ª
Região, os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul; a
4ª Região, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná;
e, a 5ª Região, os estados de Pernambuco, Ceará, Rio
Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe
Fonte: ACS/MPS

09/08/10
-
Bolsa Família poderá beneficiar portadores de câncer,
Aids ou doença crônica
Famílias pobres que tenham entre seus integrantes pessoa
com câncer (neoplasia maligna), Aids ou qualquer outra
doença crônica poderão ser incluídas entre as
beneficiárias do Programa Bolsa Família. Uma unidade
familiar poderá receber até três benefícios de R$ 60
cada.
É o que estabelece texto substitutivo apresentado pelo
senador Flávio Arns (PSDB-PR) a projeto (PLS 407/2009)
da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) em exame pela
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa
(CDH). A proposição altera a lei que institui o Programa
Bolsa Família (Lei 10.836/2009).
A proposta original da senadora altera a Lei Orgânica da
Assistência Social (Lei 8.742 de 1993) para assegurar
benefício, no valor de um salário mínimo, à mãe ou, na
sua falta, ao pai ou responsável legal por criança ou
adolescente em tratamento de câncer ou Aids.
De acordo com a proposta da senadora, esse
auxílio-tratamento não gera pensão e cessa com a cura, a
morte do paciente ou a maioridade. Para esse último
caso, o projeto prevê uma exceção: quando exame
médico-pericial, a cargo do Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS), constatar o agravamento da doença ou
incapacidade para o trabalho ou para a vida
independente.
A autora argumenta que esse grupo especial de pacientes
do Sistema Único de Saúde (SUS) é mais vulnerável às
carências dos serviços públicos de saúde. Para ela, o
tratamento dessas doenças não pode ser negligenciado por
culpa de esgotamento de estoque de medicamentos e de
outros produtos de que os pacientes necessitam ou porque
um determinado produto ou procedimento terapêutico não
faz parte das relações ou dos protocolos clínicos
elaborados pelo Ministério da Saúde.
Segundo a senadora, os familiares desses pacientes são,
muitas vezes, obrigados a adquirir, com recursos
próprios, os medicamentos e outros produtos
médico-hospitalares não fornecidos pelo SUS, o que
compromete seriamente importante parcela do orçamento de
famílias de baixa renda.
Já Flávio Arns disse ter apresentado o texto
substitutivo, alterando o Bolsa Família, por entender
que não se aplicaria apoio tão efetivo do Estado à
família que tenha recursos próprios para suprir
necessidades dessa natureza. Para esses casos, o senador
considera que o melhor apoio seria não a transferência
direta de recursos, mas a concessão de isenções fiscais
o que, como observou, já existe, para essas doenças, na
legislação que disciplina o imposto de renda.
Após exame da CDH, a matéria seguirá para votação da
Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá
decisão terminativa.
Fonte: Agência Senado

06/08/10
-
Brasil ultrapassa a marca de 42 milhões de trabalhadores
formais
Relação Anual
de Informações Sociais mostra crescimento do emprego no
país com a criação de 1,7 milhão de novos postos em
2009. Desde 2003 foram gerados 14 milhões de empregos no
Brasil. Salário tem crescimento real de 18,25% em 7 anos
Em 2009 foram
gerados no Brasil 1,766 milhão de novos empregos
formais, crescimento de 4,48% em relação a 2008, segundo
números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais),
divulgada nesta quinta-feira (5) pelo ministro do
Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Desde total, 1,423
milhão (4,52%) de novos empregos são com carteira
assinada (celetistas) e 343,1 mil (4,31%) são servidores
públicos (estatutários).
Com 13,9 milhões
de novos empregos formais gerados entre 2003 e 2010, o
Brasil chega à marca histórica de 42,6 milhões de
trabalhadores com emprego formal em todo o país,
somando-se os 41,2 milhões contabilizados na Rais 2009
aos 1,4 milhão de novos postos de trabalho registrados
este ano no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged).
"Com absoluta
segurança chegaremos a 15 milhões de empregos formais
gerados no Governo Lula até o fim do ano, como prevejo
há algum tempo. Vivemos ano passado uma crise econômica
mundial, e ainda assim conseguimos criar 1,7 milhão de
novos empregos; e o trabalhador conseguiu melhores
salários. Estes dados apontam uma expressiva vitória do
Brasil no que se refere ao seu mercado de trabalho
formal", avaliou Carlos Lupi.
Os 427,8 mil
empregos somados aos 995 mil registrados no Caged de
dezembro último se devem à inclusão na Rais de vínculos
empregatícios temporários e avulsos, entre outros, e
também da inclusão de declarações do Caged entregues
fora do prazo.
Rendimento - O
rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou um
aumento real de 2,51% (INPC), ao subir de R$ 1.556,15 em
dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 em dezembro de 2009.
Desde 2003 o salário dos trabalhadores brasileiros
apresentou crescimento de 18,25% acima da inflação, com
registro de aumento de 19,11% entre as mulheres e de
18,38% entre os homens.
"Somente este ano
chegaremos à marca de um milhão de trabalhadores
beneficiados em cursos de qualificação proporcionados
pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo 400 mil
deles pelo ProJovem Trabalhador. E quanto mais
qualificado o trabalhador, maior o salário pago a ele",
comentou Lupi.
Empresas - Declararam a
Rais 2009 7,433 milhões de estabelecimentos. Do total,
3,224 milhões têm empregados e 4,209 milhões não têm
empregados. O crescimento do número total de
estabelecimentos é de 4,47% em relação a 2008.
Rais - A Relação Anual
de Informações Sociais é um Registro Administrativo
criado pelo Decreto nº 76.900/75, com declaração anual e
obrigatória a todos os estabelecimentos existentes no
território nacional. As informações captadas sobre o
mercado de trabalho formal referem-se aos empregados
Celetistas, Estatutários, Avulsos e Temporários, entre
outros, segundo remuneração, grau de instrução, ocupação
e nacionalidade, entre outros recortes.
"A Rais é a mais
ampla, mais completa e mais exata fotografia do mercado
de trabalho brasileiro. Não é pesquisa, é coleta de
dados; não é estatística, é matemática", lembrou o
ministro.
Entre os
objetivos da Rais constam a identificação dos
beneficiários do Abono Salarial; a prestação de
subsídios ao FGTS e à Previdência Social; o registro da
nacionalização da mão-de-obra; auxílio à definição das
políticas de formação de mão-de-obra; a geração de
estatísticas sobre o mercado de trabalho formal e a
prestação de subsídios ao Cadastro Central de Empresas
(Cempre) e às pesquisas domiciliares do IBGE.
Fonte: MTE

06/08/10
-
Número de mulheres no mercado de trabalho cresce 5,34%
em 2009
A força de
trabalho feminina ocupou mais espaço no mercado em 2009.
De acordo com dados da Relação Anual de Informações
Sociais (Rais) divulgados hoje (5), as mulheres tiveram
um aumento de 5,34% na participação do mercado de
trabalho, em relação ao ano de 2008, enquanto os homens
tiveram um aumento de 3,87%. Em 2009, as mulheres
ocupavam 17 milhões de postos de trabalho enquanto os
homens ocupavam 24,1 milhões. Em 2008, elas estavam em
16,2 milhões de vagas e eles, em 23,2 milhões.
Mesmo que ainda
sejam minoria no mercado de trabalho brasileiro, as
mulheres ocupam mais postos quando a comparação é feita
entre os trabalhadores com ensino superior completo.
Elas estão em 3,97 milhões de vagas e eles, em 2,76
milhões.
Quando comparados
os dados por faixa etária, os jovens entre 16 e 24 anos
registraram as menores taxas de crescimento de novos
empregos. Nessa faixa etária houve um aumento de 1,46%
em 2009 na comparação com 2008. Na faixa entre 18 e 24
anos houve um aumento de 2,61%. Esse comportamento,
segundo o ministério, sinaliza uma opção dos jovens de
permanecer mais tempo na escola antes de ingressar no
mercado de trabalho.
O destaque em
2009 foi a faixa etária com mais de 65 anos, que teve um
aumento de 7,62% na comparação com 2008.
Fonte: Agência Brasil

06/08/10
-
Horas in itinere podem ser fixadas em norma coletiva
As horas
in itinere – aquelas em que o empregado gasta entre a
residência e o local de trabalho – podem ser pagas
mediante valor fixado em norma coletiva de trabalho. Foi
o entendimento adotado pela Quarta Turma do Tribunal
Superior do Trabalho para isentar o Condomínio Agrícola
Canaã, de Campinas (SP), do pagamento de diferenças
reclamadas pelo empregado e deferidas pelo Tribunal
Regional da 15ª Região.
O
condomínio recorreu ao TST, alegando a ilegalidade das
verbas pedidas, em razão de ter pago o empregado
conforme o estabelecido em norma coletiva de trabalho
vigente. O recurso foi analisado na Quarta Turma pela
ministra Maria de Assis Calsing, que concordou com o
argumento de que a forma de pagamento é lícita, pois não
há disposição constitucional ou legal contrária.
A relatora
explicou que o artigo 7º, XXVI, da Constituição, que
dispõe sobre a questão, não estabelece critérios
objetivos para apuração do tempo despendido entre a
residência do trabalhador e o local em que presta
serviço, ainda que o artigo 58 da CLT, com redação da
Lei 10.243/01, tenha incluído as horas in itinere no rol
das garantias asseguradas ao trabalhador relativamente à
jornada de trabalho.
Ainda
sobre a licitude da forma de pagamento dessas horas, a
relatora salientou que o estabelecido entre as partes
“decorre de concessões mútuas firmadas no âmbito da
referida negociação coletiva, o que não se contrapõe ao
disposto no artigo 58, § 2º, da CLT”. Citou vários
precedentes julgados na Corte que respaldam sua decisão.
Seu voto foi aprovado por unanimidade na Quarta Turma.
(RR-62740-40.1991.5.01.0039)
Fonte: TST

06/08/10
-
AGU pede suspensão de ações envolvendo revisão de
benefícios do INSS
A AGU
(Advocacia-Geral da União) determinou que todas as suas
unidades ligadas à Previdência peçam a suspensão de
ações que tratam da revisão de aposentadorias e pensões
concedidas antes de junho de 1997. A suspensão vale até
posicionamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a
retroatividade de uma lei, datada de 1997, que
determinou que dez anos é o prazo máximo para pedido de
revisão de benefícios do INSS na Justiça.
Segundo o
coordenador-geral de matéria de benefício da PFE
(Procuradoria Federal Especializada) do INSS, Elvis
Gallera, em qualquer área do direito existe o prazo de
decadência, que é o período que a pessoa tem para pedir
alguma coisa na Justiça. “No caso do direito
previdenciário, uma lei de 1997 definiu que esse prazo
seria de dez anos, mas ainda havia uma dúvida se a lei
se aplicaria ou não para aqueles já aposentados quando a
norma saiu”, explica.
A dúvida
deve ser esclarecida em decisão do STF, já que a
ministra Cármen Lúcia entendeu que o caso é de
repercussão geral e deve ser avaliado pela Corte para
servir em julgamentos semelhantes. Caso a tese da AGU
seja adotada, cerca de 10 milhões de benefícios
anteriores a 1997 perderiam o direito de ser
questionados na Justiça.
Segundo
Gallera, a estimativa é de que há cerca de 500 mil ações
que pedem revisão de benefícios do INSS em tramitação,
mas não há previsão de quantas são referentes a
benefícios anteriores a 1997. “A maioria das ações está
nos juizados especiais [que lidam com causas de valores
pequenos] e não ultrapassam 60 salários mínimos. Grande
parte dessas ações não chega perto desse valor.”
Fonte: Última Instância

Uma
trabalhadora foi contratada por uma empresa em 1980. Se
aposentou por tempo de serviço em 1998 e seguiu no
emprego. Despedida sem justa causa em 2008, recebeu,
entre as parcelas rescisórias, a multa de 40% sobre o
FGTS. Até então, tudo normal. Entretanto, para o
pagamento da multa, a empresa contabilizou apenas os
depósitos feitos no período posterior à aposentadoria.
No caso, dez anos. Agora, condenada pela 5ª Turma do
TRT-RS, terá que pagar a diferença: os Magistrados
determinaram que a multa de 40% sobre o FGTS para
aposentados por tempo de serviço, quando despedidos sem
justa causa, deve abranger todo o período contratual,
incluindo o tempo anterior à aposentadoria. No caso, a
trabalhadora deverá receber a multa de 40% sobre os
depósitos do FGTS acumulados entre 1980 e 2008.
Em sua
defesa, a empresa alegou que a aposentadoria voluntária
extingue o contrato de trabalho. E se o aposentado
continua trabalhando, surge um segundo contrato. Porém,
o relator do acórdão, Desembargador Leonardo Meurer
Brasil, destacou que, conforme entendimento do Supremo
Tribunal Federal, a aposentadoria voluntária não
extingue o contrato anterior, que permanece uno.
Sendo assim, no momento da despedida sem justa causa do
aposentado, a multa de 40% sobre o FGTS deve incindir
sobre todo o período contratual, da admissão até a
despedida. Da decisão cabe recurso.
(RO 0001000-51.2009.5.04.0303)
Fonte: Jusbrasil

06/08/10
-
Dilma está 10 pontos à frente de Serra na pesquisa
CNT/Sensus
A pesquisa do
Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional
dos Transportes (CNT), divulgada nesta quinta-feira (5),
apontou a candidata do PT, Dilma Rousseff, dez pontos à
frente do candidato tucano, José Serra, na corrida pela
Presidência da República. Na pesquisa espontânea, Dilma
apresentou 30,4% e Serra, 20,2% das intenções de voto.
A candidata do
PV, Marina Silva, apareceu em terceiro com 5% das
intenções de voto. Entre os dois mil entrevistados, 3,8%
responderam que votarão em branco ou nulo e 27,9%
disseram que ainda não sabem em quem votar ou não
responderam.
A pesquisa ouviu
pessoas de 136 municípios, entre 31 de julho e 2 de
agosto em 24 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos
percentuais.
Já na pesquisa
estimulada, Dilma permanece na frente. A petista
alcançou um percentual de 41,6% contra 31,6% do tucano.
A candidata Marina Silva alcançou 8,5% das intenções de
voto na pesquisa estimulada.
Na última
pesquisa CNT/Sensus, divulgada em maio deste ano
apresentou empate técnico entre os presidenciáveis Dilma
Rousseff e José Serra, com uma leve vantagem da petista
sobre o tucano. A petista recebeu 35,7% das intenções de
voto, enquanto o tucano ficou com 33,2%. Em maio, a
candidata Marina Silva apareceu também em terceiro
lugar, com 7,3% dos votos.
(Repórter Luciana Lina)
Fonte: Agência Brasil

A Comissão
de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou quarta-feira
(4) um projeto de lei - em caráter terminativo - de
autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que proíbe
que as empresas demitam por justa causa funcionários que
sofram de alcoolismo. Para entrar em vigor, o projeto
ainda precisa passar pela aprovação dos deputados na
Câmara e, na sequência, pela sanção do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva.
[O
alcoolismo] já deixou de ser visto pela comunidade
médica e pela sociedade, em geral, como uma falha moral,
havendo consenso, nos dias atuais, de se tratar de
doença severa e altamente incapacitante, a demandar
acompanhamento médico e psicológico para a sua cura,
argumentou Crivella.
Atualmente, a
CLT (Consolidação
das Leis do Trabalho) estabelece que a embriaguez
habitual pode ser considerada razão para uma demissão
por justa causa. Com a medida, o alcoolismo é visto como
doença e não como desvio de conduta. A demissão só será
permitida se o dependente recusar tratamento.
Na
avaliação do relator da proposta, o senador Papaléo Paes
(PSDB-AP), há necessidade de alterar a atual legislação
para que sejam compreendidas as faltas e os sintomas
apresentados aos dependentes do álcool no ambiente de
trabalho.
Fonte: Jusbrasil

06/08/10
-
População com mais de 50 anos encontra mais
oportunidades de trabalho
Expansão do
emprego formal alcançam todas as faixas etárias
A população
brasileira com idade a partir dos 50 anos de idade está
encontrando mais espaço no mercado de trabalho. É o que
mostram os dados da Relação Anual de Informações Sociais
(Rais), divulgados nesta quinta-feira (5) pelo ministro
do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.
Segundo o
levantamento, 372.783 trabalhadores com idade entre 50 a
64 anos entraram no mercado formal em 2009. Número que
representa uma expansão de 7,49% em relação ao ano
anterior. O saldo expressivo foi acompanhado pela faixa
etária de 65 anos ou mais, que registrou uma expansão de
7,62%.
Os dados do
emprego relacionados a grupos etários mostraram
crescimento generalizado no número de contratações. Em
termos absolutos essa expansão foi mais significativa
entre a população com 30 a 39 anos de idade; faixa em
que houve aumento de 630 mil postos em 2009, 5,58% mais
do que em 2008.
O grupo
compreendido entre 40 a 49 anos registrou 4,19% de
aumento nas contratações, enquanto a parcela da
população com 25 a 29 anos foi responsável pelo aumento
de 216.485 novos postos de trabalho no ano de 2009
(3,11%).
Os aumentos mais
modestos ocorreram nas faixas de 16 a 17 anos (1,46%) e
de 18 a 24 anos (2,61%). Embora se refiram,
respectivamente, ao acréscimo de 5.267 e 180.199 novos
postos de trabalho, o comportamento aponta para uma
opção ou oportunidade que o jovem brasileiro está
encontrando em permanecer mais tempo na escola antes de
ingressar no mercado de trabalho.
Fonte: MTE

05/08/10
-
Projetos aprovados na CAS beneficiam trabalhador
A Comissão de Assuntos Sociais
(CAS) aprovou, nesta quarta-feira (4), em
Decisão Terminativa,
dois projetos de lei que beneficiam os trabalhadores
brasileiros. As matérias tratam do período de licença a
que têm direito empregados em caso de morte de familiar
e da negociação salarial entre patrões e empregados.
Na discussão das propostas , o
senador José Bezerra (DEM-RN) observou que muitas das
propostas aprovadas nas comissões não levam em conta as
dificuldades enfrentadas pelos microempresários.
- São aprovados projetos sem saber
se os microempresários podem arcar com os encargos. Isso
vai onerando cada vez mais os pequenos empresários.
Mesmo a Justiça do Trabalho favorece a empregados e, em
muitos casos, leva empresas à falência - disse José
Bezerra.
Licença
Outro projeto aprovado em decisão
terminativa (PLS
347/04), do senador César Borges (PR-BA),
aumenta de dois para cinco dias a licença de
empregados em caso de morte de familiar - cônjuge,
ascendente, descendente ou irmão - ou dependente. A
proposta altera o artigo 473 da Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT).
Na avaliação do autor, dois dias é
um prazo curto para o trabalhador se recuperar
emocionalmente, bem como para a série de providências e
procedimentos burocráticos que precisam ser feitos
nessas situações.
Dissídio
Já o
PLS 285/08, do senador Magno Malta (PR-ES), ajusta a
regra contida na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
ao texto da Constituição federal para determinar que a
Justiça do Trabalho só irá interferir nos conflitos de
natureza econômica se empregador e empregados estiverem
de acordo quanto ao ajuizamento do dissídio coletivo.
Segundo explicou o relator, senador
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o tratamento dado pela
CLT ao dissídio coletivo está defasado por desestimular
o processo de negociação entre as partes. Em vez de
empresários e sindicatos estabelecerem um diálogo
"produtivo e equilibrado", construindo um acordo baseado
na situação real dos mercados de trabalho e de produção,
optam simplesmente pela instauração do dissídio - o que
pode ser feito por qualquer uma das partes -, delegando
a responsabilidade pela decisão de cunho econômico à
Justiça do Trabalho.
"A norma atual prevê o ajuizamento
do dissídio somente quando as partes se recusarem à
negociação coletiva ou à arbitragem. Também é exigido o
comum acordo entre as partes para que o Poder Judiciário
interfira", ressaltou Mozarildo, no parecer.
A proposta também legitima o
Ministério Público do Trabalho a instaurar o dissídio
coletivo em caso de greve que afete atividade essencial,
com possibilidade de dano ao interesse público.
Adicional noturno
Na mesma reunião foi discutido, mas
não votado, o projeto de autoria do senador Papaléo Paes
(PSDB-AP), PLS 451/08, que altera a CLT determinando que
o adicional noturno pago com habitualidade passe a
integrar o salário do empregado para todos os efeitos.
Essa medida, destacou o autor, reproduz entendimento do
Tribunal Superior do Trabalho sobre o tema.
A proposta também prevê que o
trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno
em 20%, pelo menos, sem nenhuma exceção. A lei em vigor
estabelece exceção para casos de revezamento semanal ou
quinzenal. A proposta também determina que as empresas
terão de calcular o adicional sobre a remuneração normal
paga ao trabalho diurno, e não mais sobre o salário
mínimo. A matéria será colocada oportunamente em
votação.
Fonte: Agência Senado

05/08/10
-
Preço da cesta básica em julho foi menor em 16 cidades
O valor da cesta
básica em julho ficou menor em 16 das 17 cidades
pesquisadas mensalmente pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada
nesta quarta-feira (4), a queda deveu-se,
principalmente, ao recuo do preço do tomate, açúcar e da
batata.
No mês passado, o
tomate ficou mais barato nas 17 capitais pesquisadas. O
açúcar apresentou queda em 15 capitais e a batata
registrou queda em nove capitais. Doze cidades
registraram redução no preço do leite, enquanto o pão e
o óleo de soja apresentaram preços maiores em dez
localidades.
Entre as capitais
onde houve queda no custo da cesta, os destaques foram:
Rio de Janeiro (-6,60%), Belo Horizonte (-5,86%),
Curitiba (-4,86%), Florianópolis (-4,75%) e Porto Alegre
(-4,22%).
O maior custo
para os produtos alimentícios essenciais foi verificado
em São Paulo, onde o valor da cesta ficou em R$ 238,38,
seguida por Porto Alegre (R$ 237,67) e Manaus (R$
233,00). As cestas mais baratas foram encontradas em
Aracaju (R$ 181,04), Fortaleza (R$ 181,73) e João Pessoa
(R$ 191,17).
No acumulado do
ano, duas cidades tiveram redução no preço da cesta
básica: Brasília (-0,47%) e Rio de Janeiro (-0,12%). Os
maiores aumentos ocorreram em Recife (17,23%), Goiânia
(12,63%), Natal (12,29%) e João Pessoa (12,04%).
Segundo o Dieese,
o salário que deveria suprir as despesas familiares de
um trabalhador com alimentação, moradia, saúde,
educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e
previdência deveria ser de R$ 2.011,03, o que significa
3,94 vezes o salário mínimo em vigor (R$ 510). O salário
estimado para julho é menor do que o valor mínimo
estimado para suprir as necessidades estipuladas pelo
instituto em junho, que foi de R$ 2.092,03.
(Repórter Flávia Albuquerque)
Fonte: Agência Brasil

Valor é menor
que o apurado para junho, quando o mínimo necessário foi
estimado em R$ 2.092,36
O salário mínimo
do trabalhador do País deveria ter sido de R$ 2.011,03
em julho para que ele suprisse suas necessidades básicas
e da família, conforme estudo divulgado nesta
quarta-feira pelo Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A
constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa
Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela
instituição em 17 capitais do Brasil.
Com base no maior
valor apurado para a cesta no período, de R$ 239,38, em
São Paulo, e levando em consideração o preceito
constitucional que estabelece que o salário mínimo deve
ser suficiente para garantir as despesas familiares com
alimentação, moradia, saúde, transportes, educação,
vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese
calculou que o mínimo deveria ter sido 3,94 vezes maior
que o piso vigente no Brasil, de R$ 510.
Os valores são
menores que os apurados para junho, quando o mínimo
necessário foi estimado em R$ 2.092,36 (4,10 vezes o
piso em vigor). Em julho de 2009, o Dieese calculava o
valor necessário em R$ 1.994,82, ou 4,29 vezes o mínimo
então em vigor, de R$ 465.
A instituição
também informou que o tempo médio de trabalho necessário
para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse
adquirir, em julho de 2010, o conjunto de bens
essenciais diminuiu, na comparação com o mês anterior.
Na média das 17 cidades pesquisas pela instituição, o
trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir
uma jornada de 91 horas e 50 minutos para realizar a
mesma compra que, em junho, exigia a realização de 94
horas e 56 minutos. Em julho de 2009, a mesma compra
necessitava o cumprimento de 97 horas e 12 minutos.
Fonte: Agência Estado

05/08/10
-
Acordo
coletivo firmado sem a participação do sindicato é
inválido
A celebração direta de norma coletiva entre empregados e
empregadores depende necessariamente da participação dos
sindicatos representantes. Com esse entendimento, a
Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou
provimento a agravo de instrumento da Fleury S.A,
empresa de análises clínicas de São Paulo, que buscava
validar acordo feito diretamente com seus trabalhadores.
Uma empregada propôs ação trabalhista requerendo
diferenças salariais em relação a abono concedido pela
empresa aos empregados por meio de acordo coletivo, como
substituição a um reajuste salarial.
O juiz do trabalho negou o pedido da empregada que,
insatisfeita, recorreu ao Tribunal Regional da 2ª Região
(SP). O TRT reformou a sentença e condenou a empresa a
pagar as diferenças desejadas. Segundo o regional, o
acordo coletivo não produziu efeitos, pois não contou
com a participação do sindicato da categoria nem
preencheu os requisitos do artigo 617 da CLT.
A CLT estabelece que os empregados que decidirem
celebrar acordo coletivo com as respectivas empresas
darão ciência de sua resolução ao sindicato da
categoria, no prazo de oito dias, para assumir a direção
dos entendimentos entre os interessados. Se sindicato
não realizar esse encargo, os interessados poderão dar
conhecimento do fato à Federarão a que estiver vinculado
o Sindicato e, em falta dessa, à correspondente
Confederação, para que, no mesmo prazo, assuma a direção
dos entendimentos. Esgotado esse prazo, poderão os
interessados prosseguir diretamente na negociação
coletiva até final.
A demanda chegou ao TST em sede de agravo de
instrumento. A empresa alegou que o acordo seria válido,
por ter sido aprovado pelos empregados interessados,
reunidos em assembléia. Destacou, também, que houve
recusa por parte do sindicato profissional em participar
das negociações.
O relator do agravo na Primeira Turma, ministro Walmir
Oliveira da Costa, manteve o entendimento do TRT.
Segundo o ministro, o artigo 8°, VI, da Constituição
Federal é explícito quanto à obrigatoriedade da
participação dos sindicatos nas negociações coletivas de
trabalho. “Se o sindicato não participar das
negociações, caberá a provocação da federação e da
confederação correspondente, o que não ocorreu”.
(AIRR-127640-88.2003.5.02.0037)
Fonte: TST

05/08/10
-
Empregados não sindicalizados são isentos de
contribuições
A Ford
Motor Company Brasil terá que devolver a ex-empregado os
descontos salariais efetuados a título de contribuição
assistencial e confederativa. Embora os descontos
estivessem previstos em normas coletivas, a Quinta Turma
do Tribunal Superior do Trabalho concluiu que os
trabalhadores não associados ao sindicato, como na
hipótese analisada, são isentos do pagamento das
contribuições.
Segundo o
relator e presidente da Turma, ministro João Batista
Brito Pereira, a contribuição confederativa,
estabelecida em assembleia geral e prevista na
Constituição Federal (artigo 8º, IV) é compulsória
somente para os filiados aos sindicatos, mesmo quando
estabelecida em acordo, convenção coletiva ou sentença
normativa. Na medida em que essa contribuição não tem
natureza de tributo, não pode ser estendida a empregados
ou empresas não filiadas.
O Tribunal
do Trabalho da 2ª Região (SP) tinha mantido a sentença
de primeiro grau que indeferira o pedido de reembolso
dos descontos feito pelo trabalhador. Para o TRT, a
empresa agiu corretamente ao fazer os descontos nos
salários do ex-empregado e os respectivos repasses às
entidades porque havia cláusula normativa dispondo sobre
o assunto.
Entretanto, como explicou o ministro Brito Pereira, as
cláusulas coletivas que obriguem trabalhadores não
sindicalizados ao pagamento de contribuições em favor de
entidade sindical ofendem o direito de livre associação
e sindicalização assegurado na Constituição (artigos 5º,
XX, e 8º, V). Portanto, esse tipo de regra é nula e os
descontos ocorridos devem ser devolvidos (Orientação
Jurisprudencial nº 17 da Seção de Dissídios Coletivos do
TST).
Ainda de
acordo com o relator, o Precedente Normativo nº 119 do
tribunal também considera ofensiva ao direito de livre
associação e sindicalização cláusula de acordo,
convenção coletiva ou sentença normativa que obriga
empregados não sindicalizados a contribuírem em favor de
entidade sindical a título de taxa para custeio do
sistema confederativo ou fortalecimento sindical, por
exemplo.
Assim,
conforme requerido pelo trabalhador, a Quinta Turma, à
unanimidade, determinou a devolução dos descontos a
título de contribuições assistenciais e confederativas,
uma vez que o empregado não era sindicalizado.
(RR- 7700-52.2002.5.02.0462)
Fonte: TST

05/08/10
-
Projeto impede práticas discriminatórias para acesso a
emprego
Empresas ficam proibidas de
discriminar trabalhadores que reivindicam emprego com
base em consulta a cadastros de inadimplência. Projeto
do senador Paulo Paim (PT-RS) com essa finalidade foi
aprovado nesta quarta-feira (4) pela Comissão de
Assuntos Sociais (CAS). A matéria recebeu decisão
terminativa e agora será encaminhada à Câmara dos
Deputados.
Pela proposta (PLS
465/09), fica proibida qualquer prática
discriminatória e limitativa para efeito de acesso à
relação de emprego, bem como sua manutenção, motivada
por consulta a cadastro de inadimplentes. A lei em vigor
(Lei nº 9.029/95) já prevê que o sexo, a origem, a raça,
a cor, o estado civil, a situação familiar ou a idade
não podem motivar discriminação.
A proposição de Paim também
considera crime o uso de informações constantes de banco
de dados ou cadastro de inadimplentes para fins de
admissão ou rescisão de contrato de trabalho.
Na justificação do projeto, o
senador afirma que "se um candidato, inserido no
cadastro de proteção ao crédito e assim penalizado por
deixar de honrar com suas obrigações financeiras em
razão do desemprego, é desclassificado à vaga de um novo
emprego em razão do não-cumprimento destas obrigações,
este candidato acabará sofrendo uma dupla penalidade,
pois é justamente o novo emprego que possibilitará a sua
adimplência no mercado".
Aposentadoria
Outro projeto aprovado pela CAS é o
PLS 293/09 que inclui o lúpus e a epilepsia entre as
moléstias que dispensam o prazo de carência para
solicitar auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez.
A proposta é do senador Paulo Paim (PT-RS) e foi
aprovada em decisão terminativa.
O autor explicou que quando um
trabalhador sofre de uma doença que o deixa incapacitado
para o trabalho pode solicitar o auxílio-doença ou a
aposentaria por invalidez - desde que comprove sua
condição. Em determinados casos, há um prazo de carência
a ser cumprido; em outros, a legislação dispensa a
exigência desse prazo.
Paim argumentou, ao apresentar a
proposta, que o lúpus e epilepsia são potencialmente
incapacitantes e devem ser, obrigatoriamente, causa de
aposentadoria por invalidez quando a inspeção
médico-pericial detectar um grau de disfunção social e
laboral que impeça a continuidade da pessoa em sua
ocupação habitual. Para implementar essa medida, a
proposta altera o artigo 151 da Lei nº 8.213, de 1991,
sobre os planos de benefícios da Previdência Social.
A CAS também aprovou o
PLS 70/10, da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), o
qual oferece dedução em encargos sociais a empresas que
contratarem ex-presidiários e o
PLC 187/09, que trata do fornecimento de alimentação
diferenciada em escolas públicas para alunos portadores
de diabetes, hipertensão ou anemias.
Fonte: TST

O estoque de
trabalhadores com carteira assinada aumentou 1,12% em
junho na comparação com maio, para o novo recorde de
2,725 milhões de empregados, mas o ritmo de novas
contratações desacelerou no mês. Conforme pesquisa
mensal realizada pelo Sindicato da Indústria da
Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e
pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o saldo líquido de
contratações em junho foi de 30,067 mil trabalhadores,
abaixo da média de 45 mil registrada nos últimos três
meses.
Em nota, o
presidente do Sinduscon-SP, Sergio Watanabe, explicou a
desaceleração das novas contratações pela conclusão de
obras públicas estaduais nos últimos meses e pela
desaceleração do ritmo de crescimento da construção
imobiliária, em decorrência do menor número de
lançamentos do fim de 2008 e do começo do ano passado.
Os estados em que o crescimento do emprego mais
desacelerou em junho foram São Paulo, Minas Gerais e
Paraná.
No acumulado do
primeiro semestre, o número total de contratações chegou
a 268,4 mil e, nos 12 meses encerrados em junho, a 386,7
mil.
Fonte: Agência Estado

04/08/10
-
Aprovada licença-maternidade de 180 dias
O Senado Federal aprovou em segundo turno, nesta
terça-feira (3), a Proposta de Emenda à Constituição
(PEC) 64/07 da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) que
garante a ampliação da licença à gestante de 120 para
180 dias. A PEC recebeu 62 votos favoráveis e nenhum
voto contrário.
Na prática, a proposta estende a todas as trabalhadoras
o benefício que havia sido concedido pela Lei 11.770/08
às funcionárias das empresas que aderissem ao Programa
Empresa Cidadã. Pela lei, originada de projeto da
senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), as empresas que
aderissem ao programa teriam benefícios fiscais.
A PEC foi aprovada em primeiro turno no esforço
concentrado de julho. O resultado foi comemorado pelos
senadores e pelo público presente nas galerias do
Plenário.
A matéria vai agora para a Câmara dos Deputados.
Fonte: Agência Senado

04/08/10
-
Produção industrial acumula perda de 2,0% nos três
últimos meses
A produção
industrial brasileira acumula perda de 2,0% depois de
três quedas sucessivas, em abril, maio e junho, nas
comparações mês a mês. No mês passado, a queda da
produção foi de 1,0% em relação a maio, a menor redução
desde dezembro de 2008, período de auge da crise
econômica mundial, quando a queda foi de 12,2%. Os dados
foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as quatro
categorias pesquisadas pelo IBGE, os bens de consumo
durável tiveram a maior queda em junho (-3,2%). Bens de
capital tiveram a primeira perda desde março de 2009
(-2,1%) e bens intermediários, a primeira redução na
produção desde fevereiro deste ano (-0,7%). Os bens de
consumo semiduráveis e não duráveis também tiveram a
terceira perda consecutiva (-0,8%).
“O menor ritmo de
junho já vinha sendo observado em maio e abril, quando o
setor industrial já mostrava uma acomodação no seu ritmo
produtivo. Para esse mês [junho],
especificamente, esse perfil de queda, que se dá na
maior parte dos segmentos industriais, pode estar
diretamente relacionado a alguns fatores como estoques
mais elevados em determinados segmentos industriais e um
menor ritmo em função da Copa do Mundo [devido à
paralisação das atividades no horário dos jogos do
Brasil], afirmou o gerente de Análise e
Estatísticas Derivadas do IBGE, André Macedo.
Apesar das perdas
acumuladas em relação a março deste ano (quando a
produção industrial foi recorde), o IBGE considera que a
indústria ainda trabalha em patamares superiores aos de
janeiro e fevereiro deste ano. Por isso, mesmo com as
quedas consecutivas (na comparação mês a mês), o segundo
trimestre deste ano teve um aumento de 1,4% na produção
em relação ao primeiro trimestre.
“Essa queda
acumulada dos três últimos meses, com uma perda de 2,0%
nesse período, precisa ser relativizada. Em março, o
setor industrial atingiu seu ponto mais elevado, o que
ajuda a entender um pouco esse menor ritmo em junho e
nos dois meses anteriores”, disse Macedo.
Segundo o IBGE, a
produção acumulada no primeiro semestre deste ano teve o
maior crescimento desde o início da série histórica do
instituto, em 1991. A expansão no primeiro semestre
deste ano foi de 16,2%, em relação ao primeiro semestre
de 2009.
André Macedo
alerta, no entanto, que o bom resultado do primeiro
semestre de 2010 é explicado, em parte, pelo desempenho
dos seis primeiros meses de 2009, quando a produção
industrial teve uma forte queda devido à crise econômica
mundial.
(Repórter
Vitor Abdala)
Fonte: Agência Brasil

04/08/10
-
Meio Ambiente pode votar relatório contra o uso de
amianto nesta quarta
A Comissão de
Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável pode votar
nesta quarta-feira (4) o relatório final do grupo de
trabalho criado para analisar as implicações do uso do
amianto e seus efeitos sobre a saúde e a natureza. A
reunião será às 10h, no plenário 2.
O relator do
grupo, deputado Edson Duarte (PV-BA), apresentou parecer
favorável à eliminação do amianto da cadeia produtiva
brasileira. O relatório propõe, entre outros pontos, a
aprovação de diversos projetos com esse objetivo, a
destinação de recursos para pesquisas de fibras
alternativas e para o tratamento de vítimas do amianto.
O amianto é uma
fibra encontrada em estado bruto na natureza. Por ser
resistente a altas temperaturas, foi muito usado em
pastilhas e lonas de freio, mas seu uso mais comum é em
telhados. Ao ser manipulado, o amianto solta fibras no
ar, que são absorvidas na respiração e provocam doenças
como a asbestose e o câncer de pulmão.
Desde a década de 1990, mais de 50 países já proibiram o
uso do amianto. O Brasil ainda permite o uso controlado
do mineral em telhas, caixas d’água, tubulações, e
outros produtos empregados na construção civil. Mas
quatro estados já proíbem a produção, o transporte e o
manuseio do amianto em seu território: Rio de Janeiro,
Rio Grande do Sul, Pernambuco e São Paulo.
Fibra alternativa
A Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidoras
de Produtos de Fibrocimento (Abifibro), entidade que
reúne as empresas fabricantes de fibrocimento sem a
adição do amianto, quer a substituição do amianto no
Brasil em um prazo determinado para a adequação das
empresas, uma vez que hoje já há substituto para esse
produto.
Segundo informou
o presidente da Abifibro, João Carlos Duarte Paes, o
Brasil já conta com tecnologia aprovada para o uso de
fibras alternativas. “Essas fibras já foram analisadas e
aprovadas pelo Ministério da Saúde e recomendadas para
substituírem o amianto nos produtos de fibrocimento, o
que já vem ocorrendo”.
Contrários ao relatório
Representantes de trabalhadores da mina de amianto de
Minaçu (GO) já estiveram na Câmara para pedir a rejeição
do relatório.
Fonte: Agência Câmara

04/08/10
-
Período de férias inferior a dez dias é irregular e deve
ser pago em dobro
Ao julgar
recurso de revista da empresa Calçados Azaléia S.A.
quanto à concessão de férias em período inferior a dez
dias, na situação de fracionamento, a Quarta Turma do
Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o apelo da
empregadora para alterar sentença que julgou irregular o
procedimento. Para a Quarta Turma, não se trata apenas
de mera infração administrativa. Nessa situação, o
empregador deverá pagar em dobro ao trabalhador.
O Tribunal
Regional do Trabalho da 4ª Região, no Rio Grande do Sul,
manteve a sentença e ressaltou que, no caso, trata-se de
concessão de dias por liberalidade do empregador, e não
de férias, pois não foi observada a lei em relação ao
descanso anual. Para o Regional, a situação é
caracterizada como fraude e desvirtuamento às normas da
CLT que se referem ao direito às férias.
Em sua
fundamentação, o TRT/RS esclareceu que a concessão de
férias não previstas nos moldes legais constitui ato
nulo, de acordo com o artigo 9º da CLT. Isso implica a
“obrigação da empregadora em conceder novamente tal
período ou efetuar o pagamento das frações de férias
inferiores a 10 dias”, concluiu o Regional em sua
decisão.
Ao julgar
o recurso de revista da empresa, a Quarta Turma decidiu
conforme diversos precedentes do TST, e negou provimento
ao apelo. A relatora do recurso, ministra Maria de Assis
Calsing, destacou que o legislador, ao impor a concessão
de férias em um só período, deixa clara sua intenção
quanto à finalidade do instituto, qual seja, a proteção
à saúde física e mental do trabalhador, mas permite no
parágrafo primeiro, do artigo 134 da CLT, a
possibilidade de fracionamento, em casos excepcionais,
em dois períodos, ressalvando-se a impossibilidade de
fracionamento em período inferior a dez dias corridos.
Segundo a
ministra Calsing, o TST já firmou seu entendimento no
sentido de que “a concessão de férias por período
inferior ao mínimo de dez dias, conforme previsto na
CLT, mostra-se ineficaz, por não atingir o seu fim
precípuo assegurado por lei, afastando a tese de mera
infração administrativa e determinando o pagamento em
dobro do período”.
(RR -
17100-77.2005.5.04.0382)
Fonte: TST

04/08/10
-
Prescrição não pode ser declarada de ofício na JT
Julgando
favoravelmente o recurso do trabalhador, a 2a Turma do
TRT-MG considerou inválida a prescrição declarada de
ofício (sem pedido da parte interessada) pelo juiz de 1º
Grau e declarou que a condenação deverá abranger todo o
período do contrato de trabalho. A prescrição não foi
alegada pelos reclamados, nem na audiência e nem na
defesa, mas o juiz sentenciante a declarou, com base no
artigo 219, parágrafo 5o, do CPC, que permite a
decretação da prescrição de ofício. Analisando o caso, o
desembargador Luiz Ronan Neves Koury esclareceu que o
artigo 769, da CLT, autoriza a aplicação subsidiária do
processo civil ao processo do trabalho. Entretanto, deve
haver lacuna na lei trabalhista e, ainda,
compatibilidade com as normas e princípios do Direito do
Trabalho.
O relator
destacou que a prescrição incidente sobre o processo
relaciona-se com o direito material, de modo que a
incompatibilidade do seu pronunciamento, de ofício, com
o Direito do Trabalho não pode ser desconsiderada. De
acordo com o desembargador, a aplicação da norma do CPC
no âmbito trabalhista representa, na verdade, um
retrocesso, pois o direito de proteção ao trabalhador
visa a atenuar, na esfera jurídica, a desigualdade
sócio-econômica existente na relação empregatícia.
“A
pronúncia da prescrição, de ofício, pelo Juiz, impediria
ao réu de fazer uso da renúncia à sua arguição, além de
beneficiar apenas um dos sujeitos da relação
empregatícia, no caso, o empregador inadimplente,
prejudicando a parte hipossuficiente”
-
destacou. Desse modo, no entendimento da Turma, o artigo
219, parágrafo 5o, do direito processual comum, não se
aplica ao processo do trabalho, por total
incompatibilidade com os princípios e normas
trabalhistas.
(RO nº
00164-2010-053-03-00-6)
Fonte: Âmbito Jurídico

Um ato
isolado de descuido não pode ser confundido com a
desídia, que é caracterizada por desatenção constante no
desempenho das funções, e, muito menos, levar à extinção
do contrato de trabalho por culpa do empregado. Adotando
esse entendimento, a 1a Turma do TRT-MG manteve a
decisão de 1o Grau que invalidou a dispensa motivada do
trabalhador e condenou o reclamado ao pagamento das
parcelas rescisórias típicas da dispensa sem justa
causa.
A
reclamada não concordou com a sentença, insistindo que a
dispensa por justa causa foi perfeitamente válida,
porque a ex-empregada descumpriu norma interna da
empresa, configurando a desídia gravíssima, que acabou
por romper a confiança que deve existir no contrato de
trabalho. Entretanto, ao analisar os fatos, o
desembargador Manuel Cândido Rodrigues deu a eles outra
interpretação.
No caso, a
trabalhadora entregou um envelope com a importância de
R$2.750,00 (dois mil, setecentos e cinquenta reais) a um
desconhecido que entrou na loja, dizendo-se mandatário
do dono. Embora houvesse determinação da empresa para
que os empregados não entregassem a quem quer que fosse
qualquer quantia em dinheiro, o rapaz simulou uma
conversa por telefone com o dono da loja, enganando a
trabalhadora, que acreditou que ele tivesse sido enviado
pelo empregador, para pegar o dinheiro que se encontrava
no caixa. Ao telefonar para o dono do estabelecimento, a
ex-empregada descobriu a armação. Logo após, foi
dispensada por justa causa, motivada na desídia e
insubordinação.
Para o
desembargador, a conduta da trabalhadora não se encaixa
na insubordinação, que é o descumprimento de ordem
específica. Também não pode ser considerada desídia, de
forma a dar causa à extinção do contrato de trabalho por
culpa do empregado, já que se trata de um ato isolado de
falta de atenção. Além disso, levando em conta o
princípio da boa-fé, o empregador deve se valer da
fiscalização também com fins educacionais,
possibilitando ao empregador a adequação ao ambiente de
trabalho e às ordens que lhe são passadas.
“Os seres
humanos não são máquinas programáveis para responder aos
estímulos de forma automática, padronizada, isenta de
hesitação, alheia a subjetivismos. Precisamos, todos,
compreensivelmente, de ajustes periódicos, porquanto é
impossível nos desvincularmos das características
pessoais e das interferências do mundo externo,
inclusive no ambiente de trabalho”
- destacou
o relator. Como ser humano, a trabalhadora deveria ter
sido submetida a uma penalidade mais condizente com a
conduta praticada.
Portanto,
a dispensa por justa causa foi considerada inadequada
pela Turma julgadora, seja porque a pena foi
excessivamente rigorosa, seja porque não foi observada a
escala gradativa de penalidades.
(RO nº
01386-2009-131-03-00-3)
Fonte: Âmbito Jurídico

04/08/10
-
Paim precisa de
apoio
Por João Franzin
Jornalista da Agência
Sindical
Na última eleição, devido a questões internas de seu
partido, a eleição do senador Paulo Paim (PT-RS) não foi
das mais tranquilas. Agora, mais uma vez, o melhor
senador trabalhista brasileiro corre o risco de não se
reeleger. No momento, ele está em segundo nas pesquisas,
com uma terceira concorrente chegando perto.
O
que fazer? Descer de armas e bagagens no Rio Grande a
apoiar o nosso melhor senador, levando à grande massa
trabalhadora gaúcha (aos negros etc.) a importância da
continuidade no Congresso Nacional desse político de
origem sindical, que soube se manter fiel às origens.
No começo de março, houve uma reunião com Paim na
Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo
(Fecomerciários), inclusive com a presença de dirigentes
da CNTC, quando foi lançada a ideia de um mutirão
sindical por sua reeleição.
A
avaliação feita pelos sindicalistas à época foi de que
Paim significa peça fundamental para projetos
trabalhistas no Senado e que sua eventual não-reeleição
seria uma grande perda para o conjunto do sindicalismo.
Na ocasião, o deputado Paulinho da Força anunciou que
gostaria de ir alguns dias ao Rio Grande do Sul para
fazer campanha pra Paim nas portas de fábricas e em
outros locais de concentração trabalhadora. Sábado
último, em evento no Senalba, ele voltou a manifestar a
disposição.
No encontro de março, na Fecomerciários, uma ideia
sugerida pelo consultor João Guilherme Vargas Netto foi
de que o conjunto do movimento sindical deveria produzir
um livreto, contendo todos os projetos (e são muitos,
muitos) de Paulo Paim e divulgar à população, mostrando
seu importante trabalho para a Nação, especialmente para
os trabalhadores. Parece que a ideia não prosperou.
De todo modo, ainda é tempo. Paim precisa ser reeleito e
cabe ao movimento sindical, de todas as correntes, se
mobilizar para garantir no Senado a cadeira desse grande
brasileiro.
Fonte: Agência Sindical

03/08/10
-
Fundo para ensino profissionalizante está na pauta da
CCJ
Autorização para que a União institua um fundo
específico para o ensino técnico profissionalizante no
Brasil está na pauta da reunião da Comissão de
Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta
quarta-feira (4).
O Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional e de
Qualificação do Trabalhador (Fundep) já foi aprovado
pelas comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de
Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Após o exame pela
CCJ, segue para apreciação das comissões de Assuntos
Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), esta
última em Decisão
Terminativa.
Pelo projeto (PLS 274/03), de autoria do senador Paulo
Paim (PT-RS), são objetivos do Fundep criar
oportunidades de emprego e de geração de renda, promover
a descentralização e a regionalização de ações da
educação profissional e também articular a educação
profissional com as políticas públicas do setor. São
ainda objetivos do fundo combater a pobreza e as
desigualdades sociais e regionais e elevar a
produtividade e a competitividade do setor produtivo.
Pela proposta, os recursos do Fundep serão aplicados,
preferencialmente, na construção, ampliação e reforma de
edificações de centros de educação profissional; na
aquisição de equipamentos técnico-pedagógicos e de
gestão; e ainda na aquisição de materiais didáticos.
Também serão destinados à capacitação de docentes e
pessoal técnico-administrativo e na prestação de
serviços de consultoria para a realização de estudos nas
áreas técnico-pedagógica, de gestão e industrial.
Emenda do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator na
CCJ, substituiu a previsão de que a União ficaria
autorizada a criar o Fundep a partir de 2007 para "a
partir do ano de sua instituição". A proposta também
recebeu emendas na CE, que foram mantidas pela CRA. Uma
delas, acatada por Demóstenes, determina que o Executivo
promova a criação do fundo, que deverá ser composto por
representantes dos trabalhadores - em igual número para
cada central sindical -, do empresariado e do governo
federal nas áreas de trabalho e educação.
Em sua justificativa, Demóstenes lembra que a proposta é
de grande importância, pois, atualmente, as
oportunidades de acesso a cursos de educação
profissional deixam muito a desejar. "As matrículas em
cursos profissionais de nível médio foram reduzidas a um
quinto do que tinham sido no início da década de noventa
do século passado e, nos últimos anos, o crescimento
nessas matrículas tem sido expressivo", afirma ele.
Segundo Paim, a aprovação do projeto vai representar um
aporte de recursos de R$ 890 milhões anuais em média
para o fundo.
Fonte: Agência Senado

03/08/10
-
Influenciados pelos alimentos, preços ao consumidor
encerram julho em deflação
O Índice de
Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo
Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação
Getulio Vargas (FGV), encerrou o mês de julho com queda
de 0,21%, resultado 0,07% menor do que o registrado na
pesquisa anterior. De janeiro a julho, o IPC acumula
alta de 3,42% e, nos últimos 12 meses, de 4,36%.
Cinco dos sete
grupos pesquisados apresentaram taxas inferiores às da
terceira prévia de julho. A principal queda foi
constatada nos itens alimentícios, com deflação de
1,19%, ante -0,94%, com destaque para as hortaliças e os
legumes (de -7,59% para -8,84%). Esses dados mostram a
média de preços apurada entre os dias 22 e 31.
Também caíram
ainda mais os preços no setor de vestuário (de -0,51%
para -0,70%) e em educação, leitura e recreação (de
-0,07% para -0,10%), com influência de bilhetes aéreos
(de -5,66% para -7,09%).
Em habitação,
houve ligeira queda no ritmo de alta e a taxa passou de
0,24% para 0,23%. No período, o índice referente a
empregados domésticos diminuiu (de 0,27% para 0,14%). O
grupo saúde e cuidados pessoais apresentou redução na
velocidade de alta (de 0,54% para 0,42%), com a
influência dos produtos de higiene e cuidado pessoal,
cuja taxa passou de de 0,76% para 0,55%.
Os demais grupos
mostraram movimento oposto. Em transportes, a taxa
passou de -0,04% para variação positiva de 0,15%, com
destaque para o álcool combustível (de -1,22% para
2,29%). Em despesas diversas, o IPC passou de uma alta
de 0,84% para 0,95%, puxada pelo aumento na mensalidade
para o acesso à internet (de -0,60% para
0,31%).
(Repórter Marli Moreira)
Fonte: Agência Brasil

03/08/10
-
Câmara: plenário retorna na primeira semana com pauta
trancada por MPs
Tem início nesta
semana o primeiro esforço concentrado do Congresso. O
segundo será no final do mês e início de setembro. As
atividades normais do Legislativo serão retomadas depois
das eleições de 3 de outubro.
O plenário da
Câmara vai começar os trabalhos com a pauta trancada por
três medidas provisórias. Também está na pauta o projeto
de lei (PL 5.940/09) que cria um fundo social com
recursos do pré-sal.
Contudo, têm poucas chances de ser votado, o líder do
Governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP),
já declarou que a matéria ficará para depois das
eleições.
Esforço concentrado: o que é
Designação informal para períodos de sessões destinadas
exclusivamente à discussão e votação de matérias.
Durante esses períodos, a fase de discursos das sessões
pode ser abolida, permanecendo apenas a ordem do dia.
As comissões podem deixar de funcionar. O esforço
concentrado pode ser convocado por iniciativa do
presidente da Câmara, por proposta do Colégio de Líderes
ou mediante deliberação do plenário sobre requerimento
de pelo menos um décimo dos deputados (artigo 66 do
Regimento Interno, parágrafos 4º e 5º).
Vejas as MPs que trancam a pauta do plenário da
Câmara:
- MP 487/10, amplia o limite de financiamentos do BNDES
destinados à compra e produção de bens de capital e à
inovação tecnológica. Relatora: deputada Solange Almeida
(PMDB/RJ);
- MP 488/10, permite a criação da empresa Brasil 2016
para monitorar os projetos vinculados às Olimpíadas do
Rio de Janeiro. Relator: deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ);
e
- MP 489/10, autoriza a União a participar da Autoridade
Pública Olímpica (APO), coordenadora das ações
governamentais dirigidas aos Jogos Olímpicos e
Paraolímpicos de 2016. Relator: deputado Edmilson
Valentim (PCdoB/RJ).
Fonte: Diap

03/08/10
-
Senado: três MPs travam a pauta da Casa neste 1º esforço
concentrado
Os senadores
voltam do recesso parlamentar com sessões marcadas para
esta terça-feira (3), quarta-feira (4) e quinta-feira
(5), mas o esforço concentrado deve se limitar às
votações nos dois primeiros dias.
Em primeiro
lugar, senadores devem votar três medidas provisórias
que trancam a pauta (o prazo de vigência acaba no
próximo dia (9): a MP 484/10, que repassa recursos da
União (R$ 800 milhões) para necessidades emergenciais
dos estados e do Distrito Federal; e as MPs 485/10 e
486/10, que concedem crédito extraordinário.
A primeira, para
ministérios e para transferências a estados, Distrito
Federal e municípios. A segunda beneficia diversos
órgãos do Executivo.
Também estão em
pauta três propostas de emenda à Constituição. Uma delas
prevê a ampliação, para 180 dias, da licença-gestante.
Outra trata da exigência de diploma para o exercício da
profissão de jornalistas.
Por fim, a PEC
que inclui no quadro de servidores civis e militares dos
ex-territórios federais do Amapá e de Roraima
funcionários admitidos até a data da criação dos dois
estados.
Fonte: Diap

03/08/10
-
Atividade só é considerada insalubre quando classificada
pelo Ministério do Trabalho
“Não basta
a constatação da insalubridade por meio de laudo
pericial para que o empregado tenha direito ao
respectivo adicional, sendo necessária a classificação
da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo
Ministério do Trabalho”.
Foi com
base nesse entendimento, expresso na Orientação
Jurisprudencial nº 4 da Seção I Especializada em
Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho
(SDI-1), que uma telefonista terceirizada da Brasil
Telecom S/A, não obteve êxito em sua pretensão de
receber o pagamento de adicional de insalubridade pela
utilização no serviço de telefones com fones similares
aos de uso doméstico.
O TRT da
4ª Região, apesar de o laudo pericial concluir pela
inexistência de condições insalubres, determinou o
pagamento do adicional sob o argumento de que a
atividade exercida pela telefonista se enquadrava nas
normas do Ministério do Trabalho, ficando vencida a
relatora, que entendia contrariamente. A Brasil Telecom
recorreu ao TST pedindo a exclusão do pagamento.
O relator
do recurso de revista, ministro Emmanoel Pereira,
entendeu que a condenação ao pagamento do adicional era
indevida, pois, conforme relato do Tribunal Regional,
inexistiam condições técnicas de insalubridade nas
atividades da telefonista, fato constatado por meio de
laudo técnico, não estando essa atividade classificada
na NR-15 (Portaria 3.214/78 do MT). Os ministros da
Quinta Turma, em votação unânime, acompanharam o voto do
relator, excluindo o pagamento.
Fonte: TST

03/08/10
-
Pensão vitalícia de ex-eletricista que perdeu audição é
reduzida
Por
considerar incompatível o valor da indenização com o
grau da lesão, a Terceira Turma do Tribunal Superior do
Trabalho reduziu valor de pensão vitalícia concedida a
um ex-eletricista que perdera a audição no ambiente de
trabalho.
Depois de
sua dispensa, o eletricista que trabalhava para uma
fabricante de pedras em granitos, no Espírito Santo,
propôs ação trabalhista na qual pedia indenização pela
perda auditiva adquirida em função das condições
insalubres do ambiente de trabalho.
A Vara do
Trabalho não lhe concedeu o pedido. Entretanto, o
Tribunal Regional da 17ª Região acolheu o recurso
ordinário do trabalhador e reconheceu a responsabilidade
da empresa Granitos Nacional pela doença ocupacional,
deferindo pensão mensal vitalícia na totalidade da
remuneração percebida pelo eletricista. Segundo
entendimento no TRT, houve a redução de capacidade de
trabalho, ainda que a perda tenha sido de baixa
intensidade - na ordem de 5%.
Contra
essa decisão, a empresa interpôs recurso de revista ao
TST, alegando violação do artigo 950 do Código Civil,
que prevê, nos casos de reparação por indenização, a
devida proporção entre o valor concedido e a redução da
capacidade laborativa. O relator do recurso na Terceira
Turma, ministro Alberto Bresciani, concluiu de forma
diversa do TRT.
Para o
relator, embora o eletricista tenha apresentado perda
auditiva irreversível, a baixa intensidade da lesão não
comprometeu o desempenho de sua profissão, fazendo jus,
assim, a uma pensão que compensasse a diferença de
salário que deixaria de receber em razão da doença
ocupacional.
Com esses
fundamentos, a Terceira Turma, por unanimidade, deu
provimento ao recurso de revista da empresa e reduziu o
valor da pensão vitalícia a 5% da remuneração do
trabalhador.
Fonte: TST

03/08/10
-
TST regulamenta tramitação de processo eletrônico
O presidente do
Tribunal Superior do Trabalho, ministro Milton de Moura
França, assinou o ato que regulamenta o processo
judicial eletrônico no Tribunal Superior do Trabalho. O
Ato Sejud.GP 342/2010, publicado no Diário Eletrônico da
quinta-feira (29/7), estabelece que os processos
judiciais que ingressarem no TST, a partir da
publicação, tramitarão em meio eletrônico.
As peças
processuais apresentadas pelas partes continuarão a ser
protocoladas pelos meios que hoje são disponíveis. Até o
desenvolvimento de ferramentas eletrônicas específicas,
a parte poderá apresentar os originais das peças, que
serão digitalizadas pelo protocolo e mantidos em guarda
provisória por um ano, estando disponíveis para retirada
a partir do sexto mês.
A visualização
dos processos eletrônicos estará disponível no site do
TST aos advogados e procuradores, que deverão estar
cadastros. A visualização não possuirá efeito de
intimação. Os procuradores do Ministério Público do
Trabalho deverão anexar, por meio eletrônico, o seu
parecer, assinados eletronicamente. As procuradorias
poderão indicar servidores para acessar o sistema de
visualização de processos eletrônicos.
Computadores para
consulta aos processos estarão disponíveis nas
secretarias dos órgãos judicantes e na Coordenadoria de
Recursos. Será facultada a gravação da íntegra do
processo solicitado. A visualização dos autos em segredo
de justiça estará disponível apenas às partes e aos seus
procuradores.
O advogado
regularmente inscrito na OAB poderá preencher o
formulário disponível no sistema de visualização de
peças, no site do TST. O cadastro será validado com o
comparecimento do usuário à Secretaria Judiciária do
Tribunal, munido do original dos documentos indicados no
formulário. Não serão validados cadastros por meio de
despachante ou procurador. Posteriormente será
desenvolvida ferramenta para uso da assinatura digital.
Após a validação,
o advogado será credenciado, recebendo, no endereço
eletrônico indicado no formulário, o login e a
senha para acesso ao sistema.
As Procuradorias
deverão encaminhar à Secretaria Judiciária pelo endereço
eletrônico pe_cadastro@tst.jus.br, a relação de
procuradores e de servidores autorizados a realizar o
cadastro, conforme os dados constantes da tabela contida
no Anexo constante do ato.
Após a validação
do cadastro pela Secretaria Judiciária, o procurador ou
o servidor autorizado será credenciado e receberá, no
endereço eletrônico corporativo indicado, o login
e a senha para visualização dos processos.
As intimações
pessoais serão feitas pelo meio hoje disponível, até o
desenvolvimento de ferramenta própria para intimação
eletrônica. Os processos pendentes na data do início da
vigência do Ato continuarão a tramitar como antes – em
papel, permitida a sua conversão para meio eletrônico,
mediante a digitalização dos autos. Após a sua
conversão, passarão a tramitar exclusivamente em meio
eletrônico.
Os processos
físicos em tramitação no TST, que forem incluídos no
fluxo eletrônico, serão devolvidos ao TRT de origem e
aqueles, relativos à competência originária desta Corte,
serão arquivados. Com informações da Assessoria de
Imprensa do TST.
Fonte: Consultor Jurídico

03/08/10
-
Convenção 158: centrais sindicais miram demissão sem
justa causa
Enquanto o setor de serviços registrou taxa de
rotatividade de 3,6 pontos em junho, inferior à taxa
geral, os trabalhadores de construção civil e do setor
agropecuário tiveram taxa de rotatividade de 7,5 e 6,1
pontos. O comércio também apresentou resultado acima da
média, obtendo 4,3 pontos
Ao lado
da redução da jornada de trabalho, a aprovação da
Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho
(OIT) é a principal bandeira do movimento sindical
brasileiro. As centrais pressionam o Congresso para que
a convenção seja aprovada, algo que dificilmente
ocorrerá ainda neste ano.
A
Convenção 158, que impede as empresas de demitirem seus
funcionários sem justa causa, foi aprovada pela OIT em
Genebra (Suíça) em 1982, mas o acordo foi rompido pelo
governo brasileiro após o Decreto 2.100, de 1996,
assinado pelo então presidente da República Fernando
Henrique Cardoso (PSDB). Primordialmente, a Convenção
158 visa atenuar a rotatividade no mercado de trabalho.
Em
junho, a taxa de rotatividade auferida pelo Ministério
do Trabalho foi a maior para o mês desde 2005, atingindo
4,1 pontos, superior aos 3,9 pontos registrados em junho
de 2008, quando a economia passava por expansão
semelhante. Mas alguns setores, como construção civil e
agropecuária, tiveram taxas de rotatividade muito
superiores à média.
"A
Convenção 158 inibe exatamente isso, quer dizer, que
empresas troquem de funcionários como forma de diminuir
seus custos com mão de obra", diz Sérgio Mendonça,
assistente da coordenação do Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Enquanto o setor de serviços registrou taxa de
rotatividade de 3,6 pontos em junho, inferior à taxa
geral, os trabalhadores de construção civil e do setor
agropecuário tiveram taxa de rotatividade de 7,5 e 6,1
pontos. O comércio também apresentou resultado acima da
média, obtendo 4,3 pontos. (Valor Econômico)
Fonte: Diap

02/08/10
-
Agenda Política: TV Bandeirantes realiza primeiro debate
entre presidenciáveis
As
atenções desta semana estão concentradas no primeiro
debate entre os principais candidatos à Presidência, que
vai ser realizado, nesta quinta-feira (5), pela TV
Bandeirantes. Recesso do Congresso termina. Lula
sanciona lei de resíduos sólidos e criação da Pré-Sal
S/A. A partir desta terça-feira (3), pode ser divulgada
pesquisa CNT/Sensus sobre sucessão presidencial
A TV Bandeirantes
realiza, nesta quinta-feira (5), o primeiro debate entre
os candidatos à Presidência da República desde que
começou a campanha eleitoral, no dia 6 de junho.
Os três
principais concorrentes - Dilma Rousseff (PT), José
Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) - confirmaram presença.
Eles ainda participarão de outros debates: RedeTV! (12
de setembro), Record (26 de setembro) e Globo (1º de
outubro) dois dias antes do pleito.
A MTV também vai
fazer um no dia 10 de agosto, mas Dilma Rousseff não
participará.
Câmara
Na pauta da Câmara, oito medidas provisórias,
sendo que três delas já travam a pauta de votações.
Também foi incluído o projeto de lei que cria o Fundo
Social com recursos pré-sal. Entretanto, dificilmente a
matéria será votada.
Senado
Os líderes partidários definem a pauta de
votações do esforço concentrado na terça-feira. Quatro
MPs trancam a pauta: 483/10, que dá status de
ministérios a quatro secretarias vinculadas à
Presidência da República e cria e transforma cargos em
comissão; 484/10, que cria o Programa Especial de
Fortalecimento do Ensino Médio (Pefem); 485/10, que
destina recursos para o Pefem; e 486/10, que destina R$
500 milhões às cidades atingidas por desastres naturais.
Conselho
Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
Além das medidas provisórias, o Senado pode
votar as indicações de Vinícius de Carvalho e Olavo
Chinaglia para o Cade. Seus mandatos terminam nos dias 3
e 12 de agosto, respectivamente.
Para evitar que o
órgão pare no segundo semestre, o governo precisa
mobilizar sua base no Senado para apreciar essas
nomeações ainda em agosto. Para julgar os processos, o
Cade precisa de pelo menos cinco integrantes.
Congresso
Nacional
A partir desta segunda-feira (2), termina o
recesso parlamentar. De acordo com a Constituição, os
trabalhos irão até o dia 22 de dezembro. Porém, até o
primeiro turno das eleições, foram marcadas apenas duas
semanas de esforço concentrado. Nesta semana e nos dias
31 de agosto, 1º e 2 de setembro. No restante, haverá
recesso branco.
Veja, a
seguir, a previsão dos principais acontecimentos
políticos desta semana:
Segunda-feira (2)
- O presidente Lula participa de reunião de
Cúpula do Mercosul, hoje e amanhã, em San Juan, na
Argentina. Estão previstos tópicos como a aprovação do
Código Aduaneiro, a eliminação da dupla cobrança da
tarifa externa comum e um acordo de preferências
comerciais com o Egito.
- O Congresso
Nacional retoma suas atividades.
- O Ministério do
Desenvolvimento divulga o saldo da balança comercial em
julho.
- O presidente
Lula sanciona lei que trata da Política Nacional de
Resíduos Sólidos e criação da Pré-Sal/SA.
Terça-feira (3)
- Pode ser divulgada, a partir de hoje,
pesquisa CNT/Sensus sobre sucessão presidencial e
avaliação do governo.
- A Confederação
Nacional de Municípios faz mobilização no Congresso pela
regulamentação da Emenda 29, que garante mais recursos
para a Saúde.
- Diário Oficial
da União deve trazer publicação da lei que trata da
Política Nacional de Resíduos Sólidos e da que cria a
Pré-Sal S/A.
- Os líderes
partidários do Senado se reúnem para discutir a pauta de
votações nesta semana do primeiro esforço concentrado do
Congresso.
- O Senado pode
votar as indicações de Vinícius de Carvalho e Olavo
Chinaglia para o Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade). O mandato de Vinícius de Carvalho
termina nesta terça-feira e o de Chinaglia, no dia 12,
próxima quinta-feira.
- O diretor de
Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton de
Araújo, apresenta o Boletim Regional Trimestral, em
Recife.
Quarta-feira (4)
- O Supremo Tribunal Federal julga adin (ação
direta de inconstitucionalidade) do PSol contra o
decreto que dispõe sobre a implantação do Sistema
Brasileiro de Televisão Digital.
- STF também
julga recurso contra a incidência da CSLL e da CPMF
sobre as receitas oriundas de exportação.
- A Confederação
Nacional da Indústria divulga indicadores industriais de
agosto.
- A Comissão de
Viação e Transportes da Câmara realiza audiência pública
sobre o atual estágio do processo licitatório referente
ao projeto de implementação do Trem de Alta Velocidade
(TAV) no Brasil. Foram convidados, entre outros, o
ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; o
presidente do TCU, ministro Ubiratan de Aguiar; o
presidente do BNDES, Luciano Coutinho; e o diretor-geral
da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT),
Bernardo Figueiredo.
Quinta-feira (5)
- A TV Bandeirantes promove debate entre os
candidatos à Presidência da República.
- O Secretário da
União de Nações Sul-americanas (Unasul), Nestorn
Kirchner, se reúne com o presidente da Venezuela, Hugo
Chavez, para tentar uma solução com o conflito com a
Colômbia.
Sexta-feira (6)
- O Tribunal Superior Eleitoral divulga valores
parciais arrecadados pelos candidatos à Presidente,
governador, senador e deputados federais, estaduais e
distritais.
- O secretário da
União de Nações Sul-americanas (Unasul), Nestorn
Kirchner, se reúne com o presidente da Colômbia, Álvaro
Uribe, para tentar uma solução com o conflito com a
Venezuela.
- O IBGE divulga
IPCA de julho.
- A Confederação
Nacional da Indústria divulga Índice Nacional de
Expectativa do Consumidor (INEC) de agosto.
Fonte: Diap

02/08/10
-
Centrais sindicais exigem participação na regulamentação
da Convenção 151
O documento
foi pensado depois que as centrais sindicais tiveram
conhecimento de dois projetos de lei referentes à
regulamentação de negociação coletiva e direito de greve
que serão encaminhados pelo Ministério do Planejamento,
onde atualmente são feitas as negociações, à Casa Civil
Cinco das seis
principais centrais sindicais do Brasil - Nova Central,
CGTB, Força Sindical, UGT e CTB - protocolizaram
documento entre as respectivas autoridades e
ministérios, exigindo que a discussão e encaminhamento
da Regulamentação da Convenção 151 da Organização
Internacional do Trabalho (OIT) se dêem por meio do
Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), respeitando-se
todas as centrais sindicais brasileiras.
O documento foi
pensado depois que as centrais tiveram conhecimento de
dois projetos de lei referentes à regulamentação de
negociação coletiva e direito de greve que serão
encaminhados pelo Ministério do Planejamento, onde
atualmente são feitas as negociações, à Casa Civil.
Os debates sobre
a Convenção 151 se darão por meio de projetos de lei e
os estatutos de elaboração dos mesmos sejam debatidos
com a inclusão das centrais signatárias do documento.
Atualmente, a
discussão tem como interlocutor apenas a Central Única
dos Trabalhadores, excluindo da discussão e
encaminhamento das demais centrais: Nova Central
Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central Geral dos
Trabalhadores do Brasil (CGTB), Força Sindical, União
Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Conforme divulgou
em seu blog, o presidente da UGT, Ricardo Patah, "a
Convenção 151 é para todos os trabalhadores do serviço
público brasileiro. A UGT é contra a tentativa de
negociação encaminhada apenas pela CUT e condena também
as articulações com o Ministério do Planejamento".
E segue:
"Entende-se que o canal mais adequado, que tem expertise
para lidar com todos os trabalhadores brasileiros e, em
especial, com os trabalhadores do serviço público é o
Ministério do Trabalho e Emprego. Daí estar insistindo
em negociações transparentes, abrangentes e que
respeitem todas as centrais sindicais, inclusive a CUT
que, infelizmente, tenta excluir as demais centrais".
(Fonte: Blog O outro lado da notícia, com Blog do
Patah)
Íntegra do
documento:
"EXCELENTÍSSIMA
SENHORA MINISTRA- CHEFE DA CASA CIVIL
DRA. ERENICE
ALVES GUERRA
EXCELENTÍSSIMO
SENHOR MINISTRO DO TRABALHO E EMPREGO
DR. CARLOS LUPI
EXCELENTÍSSIMO
SENHOR MINISTRO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO
DR. PAULO
BERNARDO
EXELENTÍSSIMO
SENHOR SECRETARIO-GERAL DA PRESIDENCIA DA REPÚBLICA
DR. LUIZ DULCI
As centrais
sindicais que subscrevem este requerimento tomaram
conhecimento que o Ministério do Planejamento Orçamento
e Gestão pretende encaminhar, para apreciação da Casa
Civil, proposta de regulamentação de negociação
coletiva, direito de greve e resolução de conflitos no
âmbito das três esferas de governo e poder.
Tal proposta foi
gestada na Mesa Nacional de Negociação Permanente do
Ministério do Planejamento. A instalação desta mesa se
deu em meados 2003, sendo que só em 2007 através de
protocolo firmado entre o Ministério do Planejamento
Orçamento e Gestão, entidades nacionais representativas
dos servidores federais e a Central Única dos
Trabalhadores (CUT), esta mesa produziu um documento
final e paritário.
Mesmo tendo
serias restrições e preocupações quanto ao conteúdo da
proposta, reconhecemos a oportunidade da iniciativa de
debate sobre temas tão importantes para o conjunto dos
trabalhadores públicos e para a sociedade de maneira
geral, tendo em vista que o Brasil acaba de ratificar a
Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho -
OIT.
No entanto,
questionamos a forma antidemocrática e antissindical com
que foi conduzido o processo de discussão, ao longo do
período, por parte do Ministério do Planejamento
Orçamento e Gestão. Senão vejamos:
1. O debate
contou apenas com entidades representativas do setor
público ligadas a Central Única dos Trabalhadores;
2. Das seis
centrais sindicais legalmente reconhecidas pelo
Ministério do Trabalho e Emprego e que possuem, em suas
bases, sindicatos de servidores públicos das três
esferas de governo e poder, apena uma teve garantida a
sua participação no processo de discussão, que foi a
CUT, ficando alijadas do processo as outras cinco
centrais;
3. No protocolo
firmado, "o Sistema de Negociação Permanente da
Administração Pública Federal (Sinp/Federal)
constitui-se de um conjunto articulado de regras,
instrumentos e garantias, destinado a estimular
compromissos e promover a interlocução organizada e
institucional entre o Governo, as entidades de classe do
funcionalismo público federal (grifo nosso) e a
sociedade, como forma de regulamentação de suas relações
institucionais".
No nosso
entendimento, não cabe ao Ministério do Planejamento,
Orçamento e Gestão estender sua abrangência para
legislar no âmbito dos poderes estaduais e municipais e,
em especial intervir nas relações sindicais.
Informe
histórico
Em 2009 ocorreu reunião na UGT para iniciar-se
o processo de discussão sobre a Organização Sindical no
setor público, com a participação das Centrais
Sindicais, CUT, Força Sindical, UGT, CGTB, CTB, Nova
Central e Conlutas.
Mesmo com
posicionamento contrário a determinadas posições das
outras Centrais, a CUT continuou coordenando a bancada
sindical junto ao Mistério do Planejamento, sem
considerar que o fórum das centrais, da qual ela faz
parte, formulou pauta conjunta que foi levada e
discutida com o governo Lula.
Entre outros
assuntos, destaca-se o atendimento ao pedido do envio da
mensagem Presidencial para a ratificação da Convenção
151 da OIT, que culminou com depósito da ratificação na
OIT no dia 15 de junho de 2010 no Palácio das Nações em
Genebra-Suíça.
Como se vê, as
decisões sempre partiram do conjunto das Centrais
Sindicais. Contudo, a partir de determinado momento,
apenas a CUT passou a discutir a Organização Sindical no
setor público perante o Ministério do Planejamento.
Desta forma as
demais Centrais e entidades como CSPB (Confederação dos
Servidores Públicos do Brasil), que representa 37
Federações filiadas em todo o território nacional, foram
alijadas do processo que visa estabelecer normas e
regras do sindicalismo no setor público.
É certo que estas
entidades quando requereram sua participação nas
discussões junto ao Ministro do Planejamento foram
imediatamente rechaçados.
Ademais, as
relações sindicais são de competência do Ministério do
Trabalho e Emprego, mesmo dos sindicatos do Setor
Público, visto que nesta esfera temos o Ministério do
Planejamento como Órgão empregador (patronal) que deve
se relacionar com os servidores públicos da União para
as negociações classistas.
Ao Ministério do
Trabalho e Emprego cabe, por prerrogativa constitucional
confirmado por decisão do Supremo Tribunal Federal, o
controle da unicidade sindical e das normatizações nas
relações laborais e sindicais.
Constituição
Federal de 1988 veda a intervenção e a interferência do
poder público na organização sindical, o Ministério do
Planejamento possui restrições constitucionais para
legislar ou propor elementos ensejadores de normatização
nas organizações sindicais.
O Ministério do
Trabalho e Emprego é o órgão competente para estudos,
normatizações e regulamentações sindicais na condição de
mediador do Governo Federal junto as Entidades de
trabalhadores e patronais (negociações tripartites).
As Centrais já
manifestaram acerca desta matéria ao Ministro do
Trabalho Carlos Lupi; (Doc. Anexo) que culminaram com
duas reuniões, sendo a ultima no dia 3 de julho 2010,
com a participação das seis Centrais, Ministério do
Trabalho e Ministério do Planejamento, com o
posicionamento contrário das Centrais: CGTB, UGT, Nova
Central, Força Sindical e CTB, registrado o devido
protesto ao agente do Ministério do Planejamento
presente.
Posto isso as
centrais: Força Sindical, UGT, CGTB, CTB e Nova Central
requerem ao Governo Federal que diante do conflito
Ministerial em tela, seja imediatamente retomado o Grupo
de Trabalho sobre o assunto em questão, coordenado pelo
Ministério do Trabalho e Emprego.
Termos em que
Pedem e esperam
deferimento.
Brasília, 22 de
julho de 2010.
Força
Sindical
Presidente Miguel Eduardo Torres
União
Geral dos Trabalhadores (UGT)
Presidente Ricardo Patah
Central
dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Presidente Wagner Gomes
Nova
Central Sindical se Trabalhadores (NCST)
Presidente José Calixto Ramos
Central
Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
Presidente Antonio Fernandes dos Santos Neto"
Fonte: Diap

02/08/10
-
Seminário discute gestão ambiental e desenvolvimento
urbano
A Comissão de
Desenvolvimento Urbano realiza na próxima quarta-feira
(4), a partir das 9 horas, no auditório Freitas Nobre
(anexo IV), o seminário Gestão Ambiental do Espaço
Urbano – Desafios e Oportunidades. Participam dos
debates os ministros Márcio Fortes (Cidades) e Izabella
Mônica Vieira Teixeira (Meio Ambiente).
O evento,
proposto pelo deputado Cássio Taniguchi (DEM-PR), vai
até as 17h30, com apresentações de especialistas e dos
prefeitos de Diadema (SP), Mário Reali, e de Carinhanha
(BA), Chica do PT.
O foco do
seminário, segundo Taniguchi, serão os problemas
vivenciados por administradores públicos e privados na
gestão do desenvolvimento urbano, em decorrência da
legislação ambiental em vigor.
O deputado
argumenta que o ritmo de desenvolvimento do País e a
ocupação desordenada do espaço urbano, aliados às
vulnerabilidades ambientais, criam um cenário
preocupante. Para ele, é necessário “repensar
estratégias, propor mudanças e, sobretudo, adotar
posturas proativas que garantam padrões sustentáveis de
desenvolvimento”.
Fonte: Agência Câmara

02/08/10
-
Falta de mão de obra qualificada é o maior problema para
o setor da construção civil, diz CNI
A falta de
qualificação profissional foi apontada como o principal
problema para as empresas da área de construção civil,
segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (30) pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com o
levantamento, a pouca qualificação é um problema para
62% das empresas. Entre as grandes corporações, essa
preocupação parece ser ainda maior: 80% delas aponta ser
a falta de qualificação o maior problema. Entre as
médias empresas, esse percentual fica em 63,4%. Para as
pequenas empresas, a falta de qualificação fica atrás
apenas do acesso ao crédito, apontado como o maior
entrave para 64,6% dos entrevistados.
No caso das
médias empresas, 63,45 delas disse ser esse o principal
problema. Para as pequenas, a falta de qualificação
profissional ficou atrás da questão do acesso ao
crédito, no qual 64,6% delas disseram ser esse o maior
problema contra 57,3% da qualificação.
Segundo o
assessor econômico da Câmara Brasileira da Construção
Civil (CBIC), Luiz Fernando Mendes, a falta de mão de
obra qualificada no setor explica o tímido crescimento
de alguns anos atrás.
“Estamos
trabalhando com um setor que ficou muito tempo crescendo
pouco. O que identificamos é que houve um conjunto de
profissionais que foram para outros setores e esse
pessoal saindo do mercado está tendo que se requalificar
para voltar. Com o setor voltando a atividade, vai se
ter uma maior procura por profissionais qualificados”,
afirmou.
O diretor de
pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, disse que o setor
reconhece a falta de qualificação da mão de obra, mas já
está tomando medidas para resolver a questão. “Hoje as
empresas estão investindo muito na qualificação, as
escolas de capacitação, como o Senai [Serviço
Nacional de Aprendizagem Industrial], estão
intensificando o processo de capacitação para a
construção civil, inclusive capacitando dentro do
canteiro de obras. Isso vai certamente minimizar o
problema”, explicou.
(Repórter Roberta Lopes)
Fonte: Agência Brasil

Trabalhadores e segurados do INSS que, nos últimos 20
anos, receberam dinheiro na Justiça e tiveram de pagar
Imposto de Renda poderão reaver os valores descontados.
Em alguns casos, a devolução ultrapassa R$ 20 mil. Isso
se os rendimentos forem decorrentes de ações para
reclamar revisão de benefícios ou direitos trabalhistas,
por exemplo, concedidos nos tribunais ou mesmo
administrativamente. A Medida Provisória 497 publicada
quarta-feira adapta a legislação e faz correção exigida
pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que há um ano
determinou a isenção dos valores de imposto para quem
não teria obrigatoriedade de pagar porque não estava na
faixa tributável no período reclamado.
A Receita
Federal ainda vai regulamentar a devolução por ato
normativo, mas a medida começa a vigorar este ano. Para
ações ou pagamentos administrativos feitos em qualquer
órgão, já não se efetua mais o desconto. A nova norma
poderá ser por declaração retificadora, com programa
específico ou até por pedido de restituição.
Modelo
mais vantajoso
Para o
STJ, devem ser adotadas tabelas e alíquotas das épocas
próprias dos tais rendimentos, e o cálculo precisa ser
mensal e não global. Mas a Receita optou por modelo de
ressarcimento mais vantajoso ao contribuinte, com os
percentuais da atual tabela. "Este entendimento (do STJ)
gera dificuldades intransponíveis à Administração
Tributária, visto que é necessário analisar as
declarações do IR entregues pelos contribuintes nos
últimos 10, 15 e até 20 anos", anunciou o Fisco.
Caso de
pessoa que teve revisão de benefício ou complementação
de salário que atinja hoje R$ 1.499,15 (teto de isenção
da Receita), a correção por um período de cinco anos
seria de R$ 82.228.60. "Se a tributação ocorresse antes
da alteração, o contribuinte sofreria a retenção do IR,
no importe de R$ 21.920,09", explica o advogado
tributário do Cenofisco (Centro de Orientação Fiscal),
Lázaro Rosa da Silva. Esse trabalhador ficaria sujeito à
alíquota mais elevada de todas: 27,5%. Agora, seria
zero.
Especialista: certo seria isenção total
A notícia
de que a atual tabela é mais vantajosa foi bem recebida
pelos tributaristas, mas há quem discorde. A
especialista Rose Marie de Bom afirma que esses
rendimentos não deveriam nem ser tributados. "Discordo
da MP, porque ela buscou solução que ainda cai em
arrecadação. Em épocas próprias, talvez houvesse
abatimentos que hoje não se tem, como filho dependente
estudando, pensão alimentícia ou tratamento de saúde",
critica.
Advogado
do Cenofisco, Lázaro Rosa da Silva diz que, considerando
a prática governamental nos últimos tempos, é vantagem,
mas lembra que esse direito já deveria ter sido
reconhecido
desde 2002. "E não precisaríamos ter ações judiciais
desde então para corrigir o problema", lamenta.
Segundo
ele, a Lei 10.522 foi editada e já expressava que não
seria exigida a tributação. "Como ninguém reclamou, como
no caso da tributação das férias, não fizeram nada. A
decisão foi provocada pela Justiça", explicou.
Fonte: Jusbrasil

02/08/10
-
No Paraná, acordos de conciliação no Tribunal do
Trabalho chegam a 90%
O
Tribunal Regional do Trabalho no Paraná tem conseguido
atingir o índice de 90% de acordos nas audiências de
conciliação realizadas durante a fase de execução de
processos trabalhistas – quando já há a sentença e o
próximo passo é o pagamento do valor devido.
De
acordo com o coordenador do Grupo de Apoio à Execução
(GAX), juiz Marlos Augusto Melek, em média, são feitas
de 12 a 15 audiências por dia. “Estamos mostrando que o
Poder Judiciário pode ser diferente, rápido, eficiente.
É uma decisão inovadora. Estamos reduzindo custos de uma
tramitação que duraria de dois a três anos cumprindo
atos processuais previstos na legislação”, argumentou.
Segundo
Melek, em dois meses de implantação, as conciliações
chegam a cerca de R$ 1,2 milhão em acordos. Para o
magistrado, é preciso mudar a cultura do que é
conciliação. “É uma relação em que todos saem ganhando,
é o futuro do direito”, avaliou, explicando como costuma
vencer a resistência das partes. “Tanto empregador como
empregado chegam muito magoados e precisam falar. Eu
aprendi a ouvir. Sei que depois fica mais fácil uma
conciliação e eles percebem que naquele momento deve
prevalecer a lógica, a matemática. Fazemos juntos as
contas e eles se convencem dos benefícios de encerrar o
processo”, afirmou.
De
acordo com o juiz, quando se fala em acordo, muitas
vezes, o trabalhador imagina que vai ganhar menos e a
empresa que vai pagar menos e parcelar sua dívida em
longos períodos. “A nossa conciliação não funciona
assim, já estamos num momento de execução e o máximo que
a gente faz é descontar 5%, 10% sobre o valor. E não é
por bondade, é porque se o processo tramitar por mais
alguns anos, a dívida da empresa e as pessoais do
trabalhador terão um custo, em juros, muito maior”,
enfatizou.
Os
acordos ficaram mais fáceis de serem realizados com a
recente edição de nova jurisprudência sobre o assunto
pelo Tribunal Superior do Trabalho. Agora, o juiz pode
adequar os valores devidos à Previdência Social e à
Receita Federal calculando-os não sobre os números
previstos da sentença, mas com base nos valores
ajustados durante a conciliação, que tendem a ser
menores. “Na conciliação, o valor pago é líquido para o
trabalhador”, explica Melek.
O juiz
defende que outras varas no país adotem o sistema. “No
Paraná estamos apostando na conciliação. Além de mandar
a intimação, telefonamos para as partes explicando as
vantagens do comparecimento. Em cada 15 audiências
agendadas, um ou dois deixam de comparecer. E mesmo nos
casos em que não há acordo, o processo é agilizado com
alguns ajustes entre as duas partes”, explicou.
(Repórter Lúcia Nórcio)
Fonte: Agência Brasil

02/08/10
-
A lista completa dos que
desistiram para não enfrentar a ficha limpa
Acre
Francimar Fernandes de Albuquerque (PT), dep. estadual
José Juarez Leitão dos Santos (PT), dep. estadual
Bahia
Misael Aguilar Silva Junior (PMDB), dep. estadual
Distrito Federal
Rubens Brunelli (PSC) a deputado federal
Espírito Santo
Carlos Oliveira Galvêas (PSDB), candidato a suplente de
senador
Maranhão
Graciete Maria Trabulse Lisboa (PMDB), candidata a
deputada estadual
Pará
Everaldo França Nunes (PPS), candidato a deputado
estadual
Piauí
Carlos Henrique Nery Costa (PT), candidato a deputado
federal
Paraná
Alceni Angelo Guerra (DEM), candidato a deputado federal
Rondônia
Paulo Moraes (PR), candidato a deputado estadual
Santa Catarina
Abel Schroeder (PMDB), candidato a deputado estadual
Giliard Reis (PMDB), candidato a deputado estadual
São Paulo
José Benedicto (PMDB), candidato a deputado federal
Fonte: Congresso em Foco

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