Notícias  Anteriores - Agosto/2010

 

 

31/08/10 - Economia brasileira tem condições de crescer 5,5% ao ano até 2014, diz Mantega

 

31/08/10 - Seguro-Desemprego poderá ser depositado em conta bancária

 

31/08/10 - Projeto estabelece prazos de aviso prévio segundo o tempo de serviço

 

31/08/10 - Proposta prevê devolução de impostos pagos por contribuintes de baixa renda

 

31/08/10 - Membros da Cipa têm garantia de emprego, mesmo sem formalização da comissão

 

31/08/10 - CNI: construção civil seguiu em expansão em julho

 

31/08/10 - Mantega nega elaboração de proposta de reforma da Previdência

 

31/08/10 - Sebrae lança site com perfil dos trabalhadores e das micro e pequenas empresas

 

30/08/10 - Agenda Política: Senado faz segundo esforço concentrado antes do pleito

 

30/08/10 - Propostas buscam aumentar oferta de emprego para jovens

 

30/08/10 - Ibope: com 51%, Dilma vence Serra já no 1º turno

 

30/08/10 - Sair de férias sem receber pagamento dá direito a remuneração em dobro

 

30/08/10 - STF suspende correção de poupanças de planos econômicos

 

30/08/10 - Taxa de desemprego deve registrar o índice mais baixo da história até final do ano

 

30/08/10 - Coleta de lixo em aeroporto dá direito a adicional de insalubridade

 

27/08/10 - Indústria de SP puxou recorde da população ocupada

 

27/08/10 - Taxa de desemprego medida pelo IBGE cai para 6,9% em julho

 

27/08/10 - Negociações salariais de 2010 são as mais vantajosas para o trabalhador, diz Dieese

 

27/08/10 - Previdência Social tem déficit de R$ 2,565 bi em julho

 

27/08/10 - Ficha Limpa alcança todos os candidatos já condenados

 

27/08/10 - Entenda o Ficha Limpa

 

27/08/10 - Órgão público pode assumir dívidas trabalhistas de terceirizados

 

27/08/10 - Ordem judicial determina contratação de médicos pelo INSS

 

27/08/10 - PL garante advogado em causas de até 10 salários

 

27/08/10 - Trabalhadores negociam mais e melhor, mas rotatividade de mão de obra limita aumento salarial médio

 

26/08/10 - Dieese: rendimento médio do trabalhador sobe para R$ 1.265 em junho

 

26/08/10 - Dieese apresenta projeto piloto para formalizar 5 mil trabalhadores

 

26/08/10 - Dieese: desemprego é menor em BH e Porto Alegre

 

26/08/10 - Projeto regula compra de ações de empresas por seus empregados

 

26/08/10 - Porteiros poderão receber adicional de periculosidade

 

26/08/10 - Empresa tem de garantir estabilidade a temporário

 

26/08/10 - Fabricante assina acordo para indenizar trabalhadoras

 

26/08/10 - STJ decide que bancos devem pagar correção das poupanças de planos econômicos

 

25/08/10 - Orçamento do FGTS aumenta para R$ 71 bilhões neste ano e bate recorde histórico

 

25/08/10 - CNI: atividade industrial sobe a 53,4 pontos em julho

 

25/08/10 - Pesquisa CNT/Sensus: Dilma abre vantagem de 18 pontos percentuais sobre Serra

 

25/08/10 - INSS envia 1,3 mil cartas para informar trabalhadores que já podem se aposentar

 

25/08/10 - Senado pode votar novos benefícios a idosos em programa habitacional

 

25/08/10 - Alimentos e vestuário reduzem queda na inflação, segundo Ibre da FGV

 

25/08/10 - Acidente de trabalho de menor não prescreve

 

25/08/10 - Empregador tenta burlar direito à estabilidade com ameaça de despedida

 

25/08/10 - Empresa perde recurso por apresentar cópia não autenticada de procuração

 

24/08/10 - Analistas esperam que taxa básica de juros se mantenha em 10,75% ao ano até o fim de 2010

 

24/08/10 - Micro e pequenas empresas criaram 74,5% das vagas de emprego em julho

 

24/08/10 - Consumo de energia da indústria cresce 13,7% em julho e bate recorde

 

24/08/10 - Gabas diz que espera acabar com greve de peritos do INSS em 15 dias

 

24/08/10 - FGTS: 304 mil trabalhadores recebem informações sobre o fundo no celular

 

24/08/10 - Prescrição de norma coletiva é parcial

 

24/08/10 - Mais de 14 mil proposições aguardam deliberação dos deputados na Câmara Federal

 

24/08/10 - Depósito recursal: TST quer aumentar acordos nos processos trabalhistas

 

24/08/10 - Bancos acumulam lucros recordes no segundo trimestre - R$ 10 bilhões

 

23/08/10 - Agenda Política: novas pesquisas eleitorais serão divulgadas nesta semana

 

23/08/10 - Centrais: proposta ao Ministério Público do Trabalho sobre custeio sindical

 

23/08/10 - CNJ promove campanha Lei Maria da Penha

 

23/08/10 - Sudeste lidera geração de empregos em julho

 

23/08/10 - Gestante não tem direito a indenização por ser despedida

 

23/08/10 - Conta bancária de empresário é bloqueada para pagar multa trabalhista

 

23/08/10 - Autorização do Ministério do Trabalho valida redução de intervalo intrajornada na Garoto

 

20/08/10 - CNI diz que o índice de confiança do empresário continua estável

 

20/08/10 - Brasil mantém recorde de empregos gerados em 2010

 

20/08/10 - Construção Civil supera recorde em 9,42%

 

20/08/10 - Mais de 70% dos brasileiros não sabem o montante de tributos incidente no salário

 

20/08/10 - Trabalhador não pagará adicional à Previdência

 

20/08/10 - Coação para alcance de metas configura assédio moral

 

20/08/10 - Projeto amplia licença de trabalhador no caso de morte na família

 

20/08/10 - Salário de ministros do STF pode aumentar para R$ 30,6 mil

 

19/08/10 - Ampliado prazo para adoção do ponto eletrônico

 

19/08/10 - TSE confirma: Ficha Limpa vale para as eleições de outubro

 

19/08/10 - TST decide multar em R$ 5 milhões empresa acusada de usar trabalho escravo

 

19/08/10 - Divergências sobre contrato de trabalho temporário do INSS devem ser julgadas pela Justiça Federal

 

19/08/10 - Não usar o vale-transporte é um erro, mas não merece despedida por justa causa

 

19/08/10 - Advogado pode receber honorário por cartão

 

19/08/10 - Carga tributária brasileira é alta para mais de 95% da população

 

19/08/10 - Milhares de ações trabalhistas estão paradas à espera de decisão do STF

 

19/08/10 - Serra defende investimentos e diminuição de impostos para melhorar saneamento

 

19/08/10 - Dilma diz que seu governo será de continuidade ao de Lula

 

18/08/10 - Vox Populi mostra Dilma 16 pontos percentuais à frente de Serra

 

18/08/10 - 'Nenhuma empresa será obrigada a usar ponto eletrônico', reafirma Lupi 

 

18/08/10 - Mais de 1,5 mil mulheres trabalhadoras no encontro com Dilma

 

18/08/10 - Arrecadação federal em julho é recorde para o mês

 

18/08/10 - Somente doenças previstas em lei têm isenção de IR

 

18/08/10 - Projeto prevê dedução de IR a empresas que contratarem jovens e pessoas acima de 50 anos

 

18/08/10 - Gravidez durante aviso-prévio dá direito à estabilidade de gestante

 

18/08/10 - Lei da Ficha Limpa passa por teste nesta semana

 

17/08/10 - Ministro do Trabalho discute ponto eletrônico com centrais sindicais

 

17/08/10 - Brasil: crescimento do emprego não impede rotatividade da mão de obra

 

17/08/10 - Mercado mantém estimativas para inflação oficial e juros básicos este ano

 

17/08/10 - Hidrelétricas de Rondônia geram 25 mil empregos, diz Lula

 

17/08/10 - Acesso à água potável e ao saneamento básico pode ser incluído entre os Direitos Sociais da Constituição

 

17/08/10 - Quarta Turma divulga regras para requerimento de sustentação oral e preferência

 

17/08/10 - São devidas em dobro férias pagas fora do prazo legal

 

17/08/10 - Renúncia a direitos caracteriza cláusula inválida de quitação em acordo coletivo

 

17/08/10 - Dilma amplia vantagem sobre Serra, diz Ibope

 

16/08/10 - Agenda Política: segundo esforço do Congresso; início da propaganda na TV

 

16/08/10 - Todas as Centrais se reúnem com Dilma dia 17

 

16/08/10 - Brasil resiste a cumprir legislação trabalhista, afirmam juristas

 

16/08/10 - Tributos de até 40% nos têxteis

 

16/08/10 - Lei que pretende reduzir excesso de recursos na Justiça do Trabalho entra em vigor

 

16/08/10 - Fórum discutirá possibilidade de o trabalhador aplicar até 20% do FGTS em ações

 

16/08/10 - SDI-2 afasta penhora de poupança para pagar dívida trabalhista

 

16/08/10 - Verba que não constou de termo de rescisão pode ser pleiteada na Justiça

 

16/08/10 - Trabalhadores sem diploma podem ter certificado para reconhecer habilidades

 

13/08/10 - Aposentados e pensionistas recebem metade do décimo terceiro neste mês

 

13/08/10 - Lula adia envio do projeto que regulamenta políticas sociais

 

13/08/10 - Mais de 2,8 milhões de carteiras de trabalho foram emitidas no primeiro semestre de 2010

 

13/08/10 - Trabalhador pode ser admitido mesmo sem a carteira de trabalho; saiba como

 

13/08/10 - Empresa contratante poderá pagar encargos trabalhistas de temporário

 

13/08/10 - Concessão de benefício previdenciário deve ser analisada previamente pelo INSS antes de ação judicial

 

13/08/10 - Norma da OIT condena exigência de teste anti-HIV como critério para seleção em emprego

 

13/08/10 - CNI pede solução para recolhimento retroativo de benefícios previdenciários

 

12/08/10 - Banco do Brasil já desembolsou R$ 980 milhões de abonos do Pasep

 

12/08/10 - Indústria paulista abriu 12.500 postos de trabalho em julho, aponta Fiesp

 

12/08/10 - Jovens têm maior dificuldade em conseguir emprego do que adultos, diz OIT

 

12/08/10 - PEC que estende licença-maternidade para 6 meses chega à Câmara

 

12/08/10 - Ministério da Justiça propõe lei para regulamentar proteção de dados pessoais

 

12/08/10 - Projeto amplia saques do FGTS em caso de desastres naturais

 

12/08/10 - Corregedoria cria comissão para agilizar execuções

 

12/08/10 - Previdência quer atrair 1 milhão de contribuintes da economia informal

 

12/08/10 - TST nega bloqueio de conta salário para pagar dívida trabalhista

 

11/08/10 - Lula sanciona LDO sem definição para o mínimo de 2011

 

11/08/10 - Emprego na indústria cresce em junho pelo sexto mês consecutivo

 

11/08/10 - Lula: “Aposentados ganham mais que antes”

 

11/08/10 - STJ reconhece direito à desaposentação. Concessão de benefício mais vantajoso

 

11/08/10 - Crescimento da renda e do emprego em 2010 será responsável pelo aumento do consumo das famílias

 

11/08/10 - Projeto obriga uso de pneu descartado em pavimentação de asfalto

 

11/08/10 - Projeto amplia reabilitação profissional após licença por incapacidade

 

11/08/10 - Em condenação, FGTS não pode ir direto para empregado

 

11/08/10 - PEC destina percentual mínimo de impostos para saneamento básico

 

10/08/10 - Centrais sindicais promovem encontro de mulheres com Dilma

 

10/08/10 - Indústria quer fornecer mais para projetos do pré-sal

 

10/08/10 - Analistas reduzem projeção de crescimento da economia neste ano

 

10/08/10 - Lula: País encontrou o caminho da geração de empregos

 

10/08/10 - CLT poderá garantir benefícios a trabalhadores expostos ao sol

 

10/08/10 - PEC permite a bolsista e estagiário contar tempo trabalhado para aposentadoria

 

10/08/10 - STF facilita acesso de advogados aos autos

 

10/08/10 - PL que torna obrigatória presença de advogado nos Juizados Especiais é protocolado na Câmara dos Deputados

 

09/08/10 - Rais: indicadores positivos revelam a revalorização do trabalho no Governo Lula

 

09/08/10 - IBGE: produção industrial caiu em junho em nove dos 14 locais pesquisados

 

09/08/10 - Índice Nacional de Preços ao Consumidor registra deflação de 0,07 em julho

 

09/08/10 - Benefício do INSS tem dez anos para ser contestado

 

09/08/10 - Poupança tem captação recorde em julho, de R$ 6,837 bilhões

 

09/08/10 - Dificuldade imposta pelo não recolhimento das contribuições previdenciárias de trabalhador acidentado justifica indenização

 

09/08/10 - Previdência Social cobra ressarcimento de empresas irregulares

 

09/08/10 - Bolsa Família poderá beneficiar portadores de câncer, Aids ou doença crônica

 

06/08/10 - Brasil ultrapassa a marca de 42 milhões de trabalhadores formais

 

06/08/10 - Número de mulheres no mercado de trabalho cresce 5,34% em 2009

 

06/08/10 - Horas in itinere podem ser fixadas em norma coletiva

 

06/08/10 - AGU pede suspensão de ações envolvendo revisão de benefícios do INSS

 

06/08/10 - Multa de 40% sobre FGTS para aposentado que seguiu na empresa deve abranger todo o período contratual

 

06/08/10 - Dilma está 10 pontos à frente de Serra na pesquisa CNT/Sensus

 

06/08/10 - Senado aprova projeto de lei que proíbe demissão por justa causa por alcoolismo

 

06/08/10 - População com mais de 50 anos encontra mais oportunidades de trabalho

 

05/08/10 - Projetos aprovados na CAS beneficiam trabalhador

 

05/08/10 - Preço da cesta básica em julho foi menor em 16 cidades

 

05/08/10 - Acordo coletivo firmado sem a participação do sindicato é inválido

 

05/08/10 - Salário mínimo deveria ter sido de R$ 2.011,03 em julho, calcula Dieese

 

05/08/10 - Empregados não sindicalizados são isentos de contribuições

 

05/08/10 - Projeto impede práticas discriminatórias para acesso a emprego

 

05/08/10 - Emprego na construção bate novo recorde em junho, mas ritmo de contratação cai

 

04/08/10 - Aprovada licença-maternidade de 180 dias

 

04/08/10 - Produção industrial acumula perda de 2,0% nos três últimos meses

 

04/08/10 - Meio Ambiente pode votar relatório contra o uso de amianto nesta quarta

 

04/08/10 - Período de férias inferior a dez dias é irregular e deve ser pago em dobro

 

04/08/10 - Prescrição não pode ser declarada de ofício na JT

 

04/08/10 - Ato isolado de descuido não pode ensejar dispensa por justa causa

 

04/08/10 - Paim precisa de apoio

 

03/08/10 - Fundo para ensino profissionalizante está na pauta da CCJ

 

03/08/10 - Influenciados pelos alimentos, preços ao consumidor encerram julho em deflação

 

03/08/10 - Câmara: plenário retorna na primeira semana com pauta trancada por MPs

 

03/08/10 - Senado: três MPs travam a pauta da Casa neste 1º esforço concentrado

 

03/08/10 - Atividade só é considerada insalubre quando classificada pelo Ministério do Trabalho

 

03/08/10 - Pensão vitalícia de ex-eletricista que perdeu audição é reduzida

 

03/08/10 - TST regulamenta tramitação de processo eletrônico

 

03/08/10 - Convenção 158: centrais sindicais miram demissão sem justa causa

 

02/08/10 - Agenda Política: TV Bandeirantes realiza primeiro debate entre presidenciáveis

 

02/08/10 - Centrais sindicais exigem participação na regulamentação da Convenção 151

 

02/08/10 - Seminário discute gestão ambiental e desenvolvimento urbano

 

02/08/10 - Falta de mão de obra qualificada é o maior problema para o setor da construção civil, diz CNI

 

02/08/10 - IR de volta em atrasados trabalhistas e do INSS

 

02/08/10 - No Paraná, acordos de conciliação no Tribunal do Trabalho chegam a 90%

 

02/08/10 - A lista completa dos que desistiram para não enfrentar a ficha limpa

 


 

31/08/10 - Economia brasileira tem condições de crescer 5,5% ao ano até 2014, diz Mantega

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nesta segunda-feira (30) que a economia brasileira tem condições de crescer a uma taxa média anual de 5,5% nos próximos quatro anos. Segundo ele, esse patamar pode ser atingido já em 2011.

 

Ao participar hoje (30), em São Paulo (SP), do 7º Fórum de Economia, promovido pela Escola de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), Mantega disse acreditar que Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro tenha crescido de 0,5% a 1% no segundo trimestre do ano. O resultado será divulgado na sexta-feira (3).

 

De acordo com Mantega, o crescimento da economia brasileira é "sustentável", já que a inflação está sob controle e houve, nos últimos anos, um aumento do poder de compra de milhares de brasileiros que, ao alimentar o consumo interno, permitiram que o setor produtivo enfrentasse a última crise econômica mundial. Para o ministro, a taxa de inflação anual não deverá ultrapassar 5,2%, "o que, com um crescimento de 7%, é algo favorável".

 

Quanto às previsões de que o PIB cresça 7% este ano, Mantega destacou que, caso isso se confirme, será o melhor resultado dos últimos 24 anos. "Isso não é um resultado pontual, mas sim fruto de um processo. O Brasil alcançou um outro patamar de crescimento, que é qualitativo e sustentável", destacou. (Repórter Alex Rodrigues)

Fonte: Agência Brasil

 


 

31/08/10 - Seguro-Desemprego poderá ser depositado em conta bancária

Nova metodologia traz comodidade ao trabalhador e segurança no pagamento do benefício.

Parcelas serão depositadas em contas-poupança, contas simplificadas ou contas-corrente da Caixa Econômica Federal

 

Resolução aprovada pelo Conselho Deliberativo do FAT na última quinta-feira (26) possibilita aos trabalhadores brasileiros que têm direito a Seguro-Desemprego de receberem as parcelas do benefício em depósito direto em conta-poupança ou conta simplificada da Caixa Econômica Federal.

 

Segundo o diretor de Políticas Públicas de Emprego, Rodolfo Torelly, a nova metodologia traz mais comodidade ao trabalhador e segurança no pagamento do benefício. "E também promove a inclusão bancária. O depósito em conta-poupança propicia ao trabalhador a facilidade de retirada de pequenos valores, ao invés de sacarem o recurso de uma só vez, na boca do caixa", explica Torelly.

 

Hoje a Caixa possui cerca de 40 milhões de contas-poupança e 7 milhões de contas simplificadas. De acordo com informações da operadora, até o momento um projeto-piloto desenvolvido nos estados de Goiás, Acre e Espírito Santo já efetivou créditos em 315 mil contas-poupança e em 24 mil contas simplificadas.

 

O trabalhador também poderá receber o crédito em sua conta-corrente, sem ônus. Para isso o beneficiário precisa fazer a opção na Caixa Econômica Federal, pois a opção pela conta-corrente não é automática.

 

FAT - O seguro-desemprego é um benefício pago com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador para prover assistência financeira temporária quando o trabalhador formal fica desempregado em virtude de dispensa sem justa causa.

 

Benefício - Têm direito ao Seguro-Desemprego os trabalhadores dispensados sem justa causa, inclusive a indireta, que comprovem ter recebido salários consecutivos no período de seis meses imediatamente anteriores à data da dispensa, de uma ou mais pessoas jurídicas ou físicas equiparadas às jurídicas; terem sido empregados de pessoa jurídica ou pessoa física equiparada à jurídica durante, pelo menos, seis meses nos últimos trinta e seis meses que antecederam a data de dispensa que deu origem ao requerimento; não estarem recebendo qualquer benefício previdenciário de prestação continuada, excetuando o auxílio-acidente e a pensão por morte; e não possuirem renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e de sua família.

Fonte: MTE

 


 

31/08/10 - Projeto estabelece prazos de aviso prévio segundo o tempo de serviço

 

A fixação dos prazos de aviso prévio de forma proporcional ao tempo de serviço está prevista em texto a ser votado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), nesta quarta-feira (1º). A proposição dá efetividade ao estabelecido pela Constituição, que assegurou o benefício ao trabalhador urbano e rural, mas estabeleceu apenas o tempo mínimo de 30 dias, sem especificar o máximo.

 

Atualmente, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), Lei 5.452/1943 obriga a parte que rescinde o contrato - empregador ou empregado - a pagar ou a cumprir o aviso prévio de no mínimo 30 dias, para as relações de trabalho superiores a um ano. O texto que tramita no Senado retira essa obrigação de o contrato ter um ano no mínimo para fins de aviso prévio.

 

Além disso, o projeto de lei (PLS 112/2009) fixa que, se a demissão partir do empregador, o prazo de aviso prévio será de 30 dias corridos para o empregado contratado há menos de um ano; de 45 dias, se ele for contratado há pelo menos um ano e até dez anos; e de 60 dias, se o contrato tiver mais de dez anos.

 

Essa proposta está no substitutivo elaborado pelo senador Papaléo Paes (PSDB-AP) ao PLS 112/2009, do senador Paulo Paim (PT-RS). A votação na CAS será em Decisão Terminativa.

 

Desvantagem

A proposta original de Paim determinava os seguintes prazos: 30 dias corridos se o contrato tiver menos de um ano; 60 dias se contratado há mais de um ano e menos de cinco; 90 dias, se contratado há mais de cinco anos e menos de dez; de 120 dias se o contrato tiver mais de dez e menos de 15 anos; e 180 dias se mais de 15 anos.

 

O relator do projeto na CAS, senador Augusto Botelho (sem partido-RR), contudo, optou pelo substitutivo de Papaléo Paes considerando o argumento do jurista Eduardo Gabriel Saad, segundo o qual o favorecimento exagerado dos empregados que contarem maior tempo de serviço poderá prejudicá-los. Isso porque alguns empregadores poderão ser levados a dispensar aqueles que se aproximam da faixa em que o aviso prévio é mais demorado.

 

Augusto Botelho pondera que, nas relações de trabalho, é muito comum o empregador pagar o salário correspondente ao aviso prévio e dispensar, imediatamente, o empregado, que cumprirá esse prazo em casa. Segundo ele, essa prática evita o constrangimento recíproco entre patrão e empregado.

 

Pelo texto a ser votado, o empregado, durante o prazo do aviso dado pelo empregador, poderá optar por trabalhar em seu horário normal, sem usufruir do benefício de redução da jornada em duas horas diárias que a CLT já assegura. Como compensação, ele terá a garantia de faltar ao serviço, por sete, 11 ou 14 dias consecutivos, segundo o prazo estipulado no aviso prévio - ou seja, 30, 45 ou 60 dias, respectivamente - sem perder o salário integral.

Fonte: Agência Senado

 


 

31/08/10 - Proposta prevê devolução de impostos pagos por contribuintes de baixa renda

 

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7435/10, do deputado Paulo Bornhausen (DEM-SC), que estabelece o ressarcimento aos contribuintes de baixa renda, durante cinco anos, do valor dos tributos que tiver pago no ano anterior (federais, estaduais, distritais e municipais) com o objetivo de combater a pobreza.

 

O projeto abrange os impostos diretos, como o Imposto de Renda, e os indiretos, como o IPI (sobre produtos industrializados) e ICMS (sobre circulação de mercadorias e serviços). A forma de devolução, segundo o projeto, será definida em regulamento a ser elaborado pelo Poder Executivo.

 

Conforme a proposta, os cidadãos com renda de até R$ 510 terão de volta a totalidade dos impostos pagos. Já o percentual a ser devolvido àqueles que tem renda entre R$ 511 e R$ 1.530 será fixado em regulamento, condicionado à existência de dotação orçamentária.

 

A proposta estabelece que os valores a serem devolvidos serão corrigidos, anualmente, pela variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O gasto será custeado com recursos do Orçamento, excesso de arrecadação, superávit financeiro e doações.

 

Diminuição da desigualdade
"O ressarcimento do valor dos tributos permitirá a diminuição da desigualdade de renda, com reflexos imediatos na melhoria na qualidade de vida dos cidadãos pobres. Dessa maneira, o projeto constitui-se como mecanismo de garantia ao exercício do direito à educação, à saúde, à cultura e ao lazer pelas classes menos favorecidas da sociedade brasileira", destaca o autor da proposta.

 

O projeto determina ainda que o ressarcimento seja pago em espécie pela Fazenda Nacional, independentemente de requerimento do interessado. Além disso, não será considerado como parte da renda mensal do cidadão. Se aprovada, a lei terá validade de cinco anos contados da data que entrar em vigor.

 

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

31/08/10 - Membros da Cipa têm garantia de emprego, mesmo sem formalização da comissão

 

O empregado não pode ser penalizado por essa omissão. Se a empregadora, após a eleição do trabalhador, não protocolou, no órgão competente, os documentos referentes à instalação da CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), o empregado não pode ser penalizado por essa omissão. Por esse fundamento, a 2a Turma do TRT-MG deu razão ao empregado, um ex-membro da CIPA, e, reconhecendo que ele tem direito a garantia de emprego, ainda que a comissão interna não tenha sido regularmente formalizada, condenou a empresa a reintegrá-lo, sob pena de ter que pagar os salários do período da estabilidade.


A reclamada alegou que, por ter como objetivo social a prestação de serviços hospitalares e médicos em geral, não está obrigada legalmente a constituir a CIPA. E, por esse motivo, a comissão nunca existiu formalmente na empresa, mas apenas no mundo dos fatos. No entanto, a juíza convocada Luciana Alves Viotti teve entendimento diferente. Isso porque, conforme observou, a reclamada não só realizou, no dia 13 de janeiro de 2009, a eleição dos membros da CIPA, como, em 20 de janeiro de 2009, promoveu a instalação e posse da comissão escolhida.


A magistrada destacou que a Norma Regulamentadora no 5 determina que, nas atividades de atendimento hospitalar, quando a empresa possuir vinte ou mais empregados, é obrigatória a constituição da CIPA. E a reclamada possui, pelo menos, 34 empregados. Essa mesma NR, no item 5.14, estabelece que a empresa, após a posse dos membros da CIPA, deverá protocolar no Ministério do Trabalho, no prazo máximo de dez dias, as cópias das atas de eleição e de posse e o calendário das reuniões. Assim, concluiu a relatora, a instalação da CIPA deve acontecer antes do protocolo, para que o MTE possa fiscalizar se correu tudo certo com o processo eleitoral.


“Ademais, conforme se extrai daquela regra, cumpria à Reclamada levar a protocolo os documentos. Deixando de fazê-lo, não pode pretender afastar a consequência da eleição, dizendo que o ato não se aperfeiçoou. A se admitir tal hipótese, o ato não se teria aperfeiçoado por culpa da própria empregadora, que se estaria beneficiando de sua torpeza” - enfatizou a juíza convocada.


O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, por meio do artigo 10, II, a, dispõe, de forma clara, que a estabilidade do cipeiro tem início com o registro da candidatura, o que é um fato objetivo. Considerando que o trabalhador foi eleito membro da CIPA em 13 de janeiro de 2009, possuindo garantia no emprego até um ano após o término do mandato, ou seja, 13 de janeiro de 2011, a dispensa, em novembro de 2009, foi ilegal. Por isso, a Turma deu provimento ao recurso do empregado e determinou a sua reintegração, sob pena de pagamento dos salários do período da estabilidade. (RO nº 00408-2010-055-03-00-3)

Fonte: Abdir

 


 

31/08/10 - CNI: construção civil seguiu em expansão em julho

 

O nível de atividade da construção civil manteve-se em crescimento em julho, de acordo com sondagem do setor divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala na qual valores acima de 50 pontos indicam crescimento, o indicador de julho chegou a 54,9 pontos, após ter atingido 53,8 pontos no mês anterior.

 

A sondagem também mostra que o setor continua aquecido, acima do usual para o período. Na avaliação que compara o nível de atividade com a média esperada para julho, o indicador persistiu acima dos 50 pontos de referência, chegando a 55,4 pontos. Em nota, o economista Danilo Garcia, da CNI, destacou que julho foi o sexto mês seguido de expansão para o setor. "Os segmentos de construção de edifícios, obras de infraestrutura e serviços especializados cresceram em julho", destacou.

 

Por isso, os empresários do setor entrevistados pela CNI mantiveram o otimismo em relação aos próximos meses, ainda que com menor intensidade. Pela mesma metodologia, o indicador que mede as expectativas em relação à atividade nos meses à frente registrou 63,7 pontos, ante 65,2 pontos no mês anterior.

 

As expectativas com relação a novos empreendimentos e serviços (64,4 pontos) e compras de matérias-primas (63,1 pontos) também se situaram bem acima da referência de 50 pontos. A sondagem foi realizada entre os dias 2 e 18 de agosto com 438 empresas, entre as quais 210 pequenas, 174 médias e 54 de grande porte.

Fonte: Agência Estado

 


 

31/08/10 - Mantega nega elaboração de proposta de reforma da Previdência

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou por meio de nota que não está sendo elaborada nenhuma proposta de reforma da Previdência.

 

Além disso, a nota ainda informa que não há qualquer projeto neste sentido sendo desenvolvido na Secretaria de Política Econômica ou em outro órgão do Ministério da Fazenda.

 

A nota foi um esclarecimento em relação a uma matéria publicada, nesta segunda-feira (30), que dizia que o Ministério da Fazenda estava elaborando uma proposta de reforma para ser implementada pela candidata a presidência, Dilma Rousseff.

 

Previdência
A Previdência Social registrou deficit de R$ 2,565 bilhões no sétimo mês de 2010, influenciado pelas contas no setor rural, que fecharam negativas em R$ 3,479 bilhões. Já o setor urbano teve um resultado positivo de R$ 914 milhões (sem considerar despesas com pagamento de sentenças judiciais e comprovação judiciária - Comprev).
 

 

No acumulado de janeiro a julho, de modo geral, o deficit da Previdência ficou 1,57% menor que o registrado no mesmo período do ano passado, totalizando R$ 25,381 bilhões, contra R$ 25,787 bilhões registrados em 2009.

Fonte: InfoMoney

 


 

31/08/10 - Sebrae lança site com perfil dos trabalhadores e das micro e pequenas empresas

 

O Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) lança hoje (31) o MPE Data, um site que atualizará constantemente informações sobre micro e pequenas empresas, bem como sobre o trabalhador brasileiro. A nova ferramenta pretende agregar em um único ambiente dados que ajudem a entender a realidade dos negócios no país e, dessa forma, facilitar o trabalho de profissionais e estudiosos interessados em desenvolver políticas públicas.

De acordo com o Sebrae, para a elaboração do MPE Data foram selecionados os indicadores mais demandados na entidade, como a taxa de sobrevivência das empresas, o número de exportadoras, as empresas optantes pelo Simples, os empreendimentos informais e os empreendedores individuais formalizados.

As informações são obtidas com os principais órgãos públicos e institutos de pesquisas nacionais e internacionais. Elas serão classificadas nacionalmente ou por unidade federativa.

O lançamento do MPE Data será às 11h na Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC), em Brasília. Na oportunidade, será lançada também a terceira edição do Anuário do Trabalho na Micro e Pequena Empresa, com números de 2008 e 2009.

O anuário é produzido em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Ele também ficará disponibilizado no novo site. O endereço é  www.mpedata.com.br. (Repórter Pedro Peduzzi)

Fonte: Agência Brasil

 


 

30/08/10 - Agenda Política: Senado faz segundo esforço concentrado antes do pleito

Senadores fazem nesta semana segundo esforço concentrado antes das eleições de 3 de outubro. Centrais sindicais se encontram, nesta quinta-feira (2), em São Paulo, com Dilma Rousseff (PT) e Aloizio Mercadante (PT) para entregar aos candidatos documento aprovado na 1ª Conferência da Classe Trabalhadora em 1º junho deste ano

 

Chega nesta semana ao Congresso Nacional, a proposta orçamentária do Governo para 2011. Os três principais candidatos à Presidência da República concedem entrevistas separadas para o jornal da TV Globo. Nova pesquisa Ibope de intenções de voto pode ser divulgada no sábado (4).

 

Na economia, destaque para a reunião do Copom sobre taxa de juros e a divulgação do PIB do segundo trimestre. O preço do barril do petróleo para a capitalização da Petrobras será definido nesta semana.

Copom
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne nesta terça e quarta-feira para decidir a taxa básica de juros (Selic), hoje em 10,75% ao ano. O mercado espera manutenção da taxa. A ata da reunião será divulgada na próxima semana.

Entrevistas com os presidenciáveis
Nesta semana, os três principais candidatos à Presidência da República - Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) - concedem entrevista ao Jornal da Globo, que vai ao ar meia-noite. Dilma será entrevistada nesta segunda-feira (30), Marina na terça-feira (31) e Serra, na quarta-feira (1º).

Capitalização da Petrobras
Nesta segunda-feira, agência certificadora contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deve entregar relatório final sobre o preço final do barril do petróleo que será usado na capitalização da Petrobrás. A expectativa é que o valor seja definido em torno de R$ 8,50. Nesta quarta-feira (1º), o presidente Lula comanda a reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) que dará palavra final. A capitalização da Petrobras está prevista para esta segunda-feira (30).

Orçamento
Vai ser enviado ao Congresso Nacional, nesta terça-feira (31), o Orçamento da União para 2011. Segundo entrevista do ministro Paulo Bernardo em julho, saúde e educação serão áreas prioritárias no Orçamento 2011, enquanto o programa Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), juntos, devem ser contemplados com R$ 44 bilhões no próximo ano. O ministro disse que os recursos destinados à educação serão "substanciais" uma vez que a Desvinculação de Recursos da União (DRU) não é mais aplicada.

 

Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:


Segunda-feira (30)
- Divulgação do IGP-M de agosto.

- Dilma Rousseff (PT) concede entrevista ao Jornal da Globo.

- O presidenciável Ivan Pinheiro (PCB), do velho "Partidão", vai apresentar suas ideias e planos de governo para todos que tiverem interesse. Promovido pelo Sindicato dos Engenheiros do estado de São Paulo (Seesp), o evento é parte do ciclo de debates "A Engenharia, o Estado e o País". O acesso é aberto ao público e vai acontecer na sede do sindicato, às 18 horas.

Terça-feira (31)
- O presidente Lula deve participar da abertura da Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro), principal evento de negócios do setor de açúcar e álcool, em Sertãozinho (SP).

- Líderes do Senado discutem pauta de votações da semana.

- O corregedor-geral da Receita Federal, Antonio Carlos D'Ávila, será ouvido pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado sobre a quebra de sigilo do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge.

- Início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.

- IBGE divulga nível da produção industrial em julho.

 

Quarta-feira (1º)
- Prevista reunião do Conselho Nacional de Pesquisa Energética (CNPE) com a participação do presidente Lula.

- José Serra (PSDB) concede entrevista ao Jornal da Globo.

- O Copom anuncia taxa básica de juros (Selic).

- O Ministério do Desenvolvimento divulga o saldo da balança comercial em agosto.

- Fipe divulga IPC de agosto.

Quinta-feira (2)
- Marina Silva (PV) concede entrevista ao Jornal da Globo.

- Michel Temer (SP), presidente da Câmara e candidato à vice na chapa de Dilma Rousseff, se reúne com lideranças do PMDB no Rio Grande do Sul.

- A partir das 10 horas, lideranças das centrais sindicais estarão reunidas no Clube Atlético Juventus, no bairro da Mooca, na capital paulista, com a ex-ministra Dilma Rousseff, candidata à Presidência da República, e o senador Aloízio Mercadante, candidato ao governo do estado de São Paulo.

 

Sexta-feira (3)
- IBGE divulga PIB do 2º trimestre de 2010.

- Pode ser divulgada nova pesquisa Ibope sobre sucessão presidencial.

Fonte: Diap

 


 

30/08/10 - Propostas buscam aumentar oferta de emprego para jovens

Pesquisa do governo revela que a faixa etária de 16 a 24 anos é a que mais encontra barreira no mercado de trabalho. Câmara analisa projetos que pretendem incentivar empresas a contratar jovens por meio de renúncias fiscais.

 

A dificuldade que o jovem enfrenta para conseguir emprego, comprovada por estatísticas recentes do governo federal, é vista com preocupação no Legislativo. Diversos projetos de lei em tramitação na Câmara têm como foco o incentivo à oferta de trabalho para esse segmento da população e propõe de criação de cotas a renúncia fiscal para empresas.

 

Divulgados neste mês pelo Ministério do Trabalho, os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) mostram a dimensão do problema. Segundo o estudo, as vagas formais de emprego cresceram 4,48% em 2009. No entanto, na faixa de 18 a 24 anos esse aumento foi de apenas 2,61% (mais 180,2 mil postos). Já para os jovens de 16 e 17 anos, a expansão foi ainda menor: 1,46% (mais 5,3 mil postos).

 

O crescimento parece ainda mais modesto se comparado com o aumento de vagas para pessoas com mais de 65 anos, que foi de 7,62% (mais 22,7 mil postos). Em números absolutos, a expansão do emprego formal foi mais significativa entre a população com 30 a 39 anos de idade - faixa em que houve aumento de 630 mil postos em 2009.

 

Para o Ministério do Trabalho, o cenário se explica pelo fato de o jovem brasileiro estar aproveitando a oportunidade de permanecer mais tempo na escola antes de ingressar no mercado de trabalho. Além disso, o órgão ressalta que foram criados 185 mil empregos para a população com até 24 anos num ano de recuperação da crise econômica mundial.

 

Incentivo fiscal

O deputado Roberto Santiago (PV-SP) ressalta a diversidade das propostas que pretendem incentivar a contratação de pessoas nessa faixa etária. Segundo ele, os projetos refletem "as dificuldades a que estão submetidos os jovens brasileiros em busca do primeiro emprego, quando ainda não possuem qualificação ou experiência suficientes".

 

Santiago é autor de um substitutivo que estabelece benefícios fiscais para empresas que contratarem trabalhadores com menos de 24 ou mais de 45 anos e que estejam desempregados há mais de um ano. O texto, que reúne 15 propostas sobre o tema, foi aprovado pela Comissão de Trabalho e está sendo examinado pela Comissão de Finanças e Tributação.

 

De acordo com a proposta, os benefícios incluem redução de 50% das contribuições sociais destinadas ao Sistema S, do salário-educação e do financiamento do seguro de acidente de trabalho, além de deduções do Imposto de Renda.

 

Esses benefícios, diz o texto, só valem para as contratações de trabalhadores adicionais - aqueles contratados além da média de empregados da empresa nos 12 meses anteriores à vigência da nova lei. Além disso, o trabalhador adicional não poderá ser ex-empregado da empresa, nem receber mais de três salários mínimos.

 

Para Santiago, o modelo proposto é uma saída para incentivar a contratação de jovens sem fixação de cotas, o que, para ele, seria uma interferência danosa no mercado. "É necessária uma política de incentivo fiscal agressiva, mas que não transfira o ônus para o Estado", disse.

 

A Comissão de Finanças e Tributação já designou o relator do substitutivo, deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), mas ele ainda não elaborou o parecer. Depois, a proposta será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.

 

Cotas e primeiro emprego

Durante a análise do substitutivo de Roberto Santiago, as propostas que tramitam em conjunto e foram descartadas pelo relator poderão ser rediscutidas. Entre elas está a criação de cota de 5% para a contratação de jovens entre 18 e 25 anos - PL 3581/04, do ex-deputado Pastor Francisco Olímpio (PSB-PE) - e a redução de 3% da contribuição para o FGTS e de 70% do PIS e Cofins para estimular o primeiro emprego, independente da idade do contratado.

 

Esta última está presente no PL 2117/07, do deputado Filipe Pereira (PSC-RJ). "O mercado de trabalho exige que, para a contratação, o candidato tenha alguma experiência comprovada em carteira de trabalho. Entretanto, o cidadão não pode cumprir essa exigência se ele nunca tiver a oportunidade do primeiro emprego", diz o autor.

 

Pereira argumenta que o Programa Nacional de Estímulo ao Primeiro Emprego (PNPE), criado pelo governo federal em 2003 e substituído em 2008 pelo Programa Nacional de Inclusão de Jovens (Projovem), não conseguiu despertar o interesse das empresas.

 

O deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) concorda. Ele é autor do PL 6294/05, que também tramita em conjunto e amplia as renúncias fiscais como estímulo à primeira contração: entre os benefícios estaria a isenção completa da contribuição ao Sistema S.

 

Picciani lembra que o PNPE, que tinha meta de inserir 250 mil jovens no mercado de trabalho logo no primeiro ano, atingiu 15 mil em quatro anos. O programa oferecia às empresas subvenção econômica (de até seis parcelas de R$ 200) por emprego gerado. "Fica claro então que um programa de apoio ao jovem na luta por um emprego deve ser mais amplo do que o desenvolvido até agora", diz o deputado.

 

Já o autor do substitutivo aprovado na Comissão de Trabalho acredita que a fórmula de incentivo deve ser nova. "O modelo do Programa Nacional do Primeiro Emprego não foi bem sucedido e, portanto, não pode servir de base única para a elaboração de proposta de impacto para o mercado de trabalho", defende Roberto Santiago.

Fonte: Agência Cãmara

 


 

30/08/10 - Ibope: com 51%, Dilma vence Serra já no 1º turno

 

A chamada “onda vermelha” não para de se espraiar. Em nova rodada de números da pesquisa Ibope, a presidenciável petista Dilma Rousseff abriu 24 pontos percentuais de vantagem para seu principal oponente, o tucano José Serra. Segundo o instituto, Dilma tem agora 51% das intenções de voto, enquanto o candidato do PSDB registra 27% das preferências.

Candidata do PV, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva é escolha de 7% dos entrevistados. Os demais postulantes, entre eles Plínio Sampaio (Psol), somam 1%. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

Segundo a pesquisa, divulgada na manhã de hoje (sábado, 28), a candidata do PT venceria Serra já em primeiro turno, desde que considerados apenas os votos válidos (com exclusão de votos em branco, nulos ou indecisos). Por este critério, Dilma alcançaria 59% das intenções de voto. Já em um hipotético segundo turno, Dilma bateria Serra por 55% a 32%.

 

Na pesquisa Ibope anterior, com dados reunidos entre 12 e 15 de agosto, Dilma já havia registrado tendência de crescimento e marcou 43%. Serra e Marina obtiveram, respectivamente, 32% e 8% na ocasião.

Os novos registros do Ibope foram obtidos junto a 2.506 entrevistados de 171 cidades brasileiras, em trabalho realizado entre 23 e 28 de agosto. Encomendada em conjunto por TV Globo e jornal O Estado de S. Paulo, a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 26139/2010. (Fábio Góis)

Fonte: Congresso em Foco

 


 

30/08/10 - Sair de férias sem receber pagamento dá direito a remuneração em dobro

 

Se pagou um dia ou trinta dias após o início das férias não importa. O pagamento em dobro das férias é sempre devido pelo empregador se for realizado após o prazo prescrito em lei – ou seja, até dois dias antes de o trabalhador começar a usufruí-las. Para fazer valer esse direito a uma empregada da Sociedade Educacional Tuiuti Ltda. (SET), a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho reformou decisão que condenava a instituição apenas ao pagamento de multa administrativa.

No Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR) foi mantida a sentença que negava o pedido de pagamento em dobro feito pela trabalhadora. Ela reclamou que em suas férias referentes a 2005/06 recebeu o pagamento somente após cinco dias do início da fruição e, nas férias relativas a 2006/07, um dia depois do início. No TST, porém, o entendimento é de que não apenas as férias usufruídas fora do prazo, como também aquelas usufruídas no prazo, mas pagas fora do tempo devido, obrigam a indenização em dobro.

Segundo o relator do recurso da trabalhadora na Sexta Turma, ministro Aloysio Corrêa da Veiga, os artigos 142 e 145 da CLT determinam que o pagamento da remuneração das férias e do respectivo abono “deve ser efetuado até dois dias antes do início do período correspondente, sem, contudo, fixar expressamente qualquer penalidade para o descumprimento desse prazo, o que, na forma do artigo 153 também da CLT, importaria em mera infração administrativa”. No entanto, ressalta o ministro, “a SDI-1 já se posicionou sobre a matéria, por meio da Orientação Jurisprudencial 386”.

De acordo com essa OJ, “é devido o pagamento em dobro da remuneração de férias, incluído o terço constitucional, com base no art. 137 da CLT, quando, ainda que gozadas na época própria, o empregador tenha descumprido o prazo previsto no art. 145 do mesmo diploma legal”, ou seja, até dois dias antes do início das férias do empregado. Assim, aplicando a orientação jurisprudencial, o voto do ministro Aloysio, seguido pela Sexta Turma, foi para “determinar o pagamento em dobro das férias usufruídas, que foram pagas a destempo”. (RR - 2037300-03.2005.5.09.0004)

Fonte: TST

 


 

30/08/10 - STF suspende correção de poupanças de planos econômicos

 

O ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou a suspensão de todos os processos judiciais em tramitação no país, em grau de recurso, que discutem o pagamento de correção monetária das cadernetas de poupança afetadas pelos planos econômicos Collor I (valores não bloqueados), Bresser e Verão.

 

A suspensão foi determinada no julgamento de dois recursos, impetrados pelo Banco do Brasil e pelo Itaú, acolhendo parecer da PGR (Procuradoria-Geral da República). Como o tema teve a repercussão geral reconhecida, a decisão se aplicará também às demais ações que tratam da cobrança dos expurgos inflacionários.

 

A ordem, no entanto, não alcança as ações que já tenham transitado em julgado nem aquelas que se encontram em fase de instrução. A decisão do ministro do STF não impede a propositura de novas ações, a distribuição ou a realização de atos da fase instrutória.

 

Na última quarta-feira (25/8), o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que as perdas verificadas nos depósitos de poupança, decorrentes dos planos econômicos Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991) deveriam ser ressarcidas. O mesmo entendimento seria aplicado a todos os recursos que reclamam diferenças de correção monetária na poupança, prejudicada por planos econômicos dos governos Sarney e Collor.

 

Consif, CEF e Idec

Em razão da abrangência da questão, o ministro Dias Toffoli decidiu ainda admitir a Consif (Confederação Nacional do Sistema Financeiro), a CEF (Caixa Econômica Federal) e o Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) na qualidade de amicis curiae (ou amigos da Corte), adotando na íntegra o parecer da vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat, para fundamentar sua decisão.

 

A vice-procuradora salientou que a Consif, a CEF e o Idec terão oportunidade de manifestar sobre o mérito da questão, pois "possuem, ao menos em tese, reflexão suficiente para contribuir com o bom deslinde da controvérsia". A União foi admitida na qualidade de terceiro interessado.

 

O mérito dos recursos ainda será apreciado pelo plenário do Supremo. Com informações da Agência Brasil.

Fonte: TST

 


 

30/08/10 - Taxa de desemprego deve registrar o índice mais baixo da história até final do ano

 

O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) prevê que a taxa de desemprego deve fechar o ano em torno de 7%, o que representa o índice mais baixo da história, segundo informações da Agência Brasil.

 

De acordo com o ministro, Carlos Lupi, a partir deste mês, haverá recordes consecutivos na geração de emprego até o final do ano, já que a economia brasileira está aquecida.

 

“A tendência é que agosto, setembro, outubro e novembro sejam recordes. Minha avaliação é que teremos taxa de desemprego – da população que busca emprego – de menos de 7%, que é o mais baixo índice histórico”, afirma.

 

Lupi estima que, até o final do ano, serão contabilizados 2,5 milhões de empregos formais, o que resultaria em mais de 15 milhões de postos de trabalho desde o início do governo Lula.

 

Taxa de desemprego
Somente em julho, a taxa de desemprego nas seis principais regiões metropolitanas do País foi a menor para este mês, desde o ano 2002. O nível de desocupação recuou 0,1 ponto percentual frente a junho, para 6,9%, segundo revelam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). 

 

Em relação ao mesmo período do ano passado, o contingente de desocupados (1,6 milhão) apresentou variação de 1,1 ponto percentual. Já no acumulado de 2010, a média da taxa de desocupação foi estimada em 7,3%, um decréscimo de 1,2 ponto percentual em comparação com igual período de 2009, quando o índice foi de 8,5%.

Fonte: InfoMoney

 


 

30/08/10 - Coleta de lixo em aeroporto dá direito a adicional de insalubridade

 

A atividade de limpeza e coleta de lixo em banheiros de uso coletivo pode ser equiparada ao lixo urbano previsto em regulamento do Ministério do Trabalho e Emprego para fins de concessão ao trabalhador de adicional de insalubridade em grau máximo. Com esse entendimento, a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou agravo de instrumento da Gold Service Sistemas de Limpeza que pretendia a reforma da decisão que a condenou ao pagamento do adicional a ex-empregada da empresa.


No caso relatado pelo ministro Maurício Godinho Delgado, laudo pericial confirmou que a trabalhadora realizava tarefas de limpeza e higienização de sanitários no Aeroporto Internacional Salgado Filho, localizado na capital gaúcha, em Porto Alegre, além de atuar como gari nas calçadas do aeroporto. Nessas condições, tanto a sentença de primeiro grau quanto o Tribunal do Trabalho da 4ª Região (RS) concederam o adicional de insalubridade à empregada.


O Regional inclusive afastou a aplicação à hipótese do item II da Orientação Jurisprudencial nº 4 da Seção I de Dissídios Individuais do TST, que considera indevido o adicional de insalubridade nas hipóteses em que a atividade desenvolvida é de limpeza de residência e escritório. Para o TRT, a trabalhadora prestava serviços em local com grande número de usuários e estava em contato permanente com agentes biológicos que prejudicam a saúde, por isso tinha direito ao recebimento do adicional em grau máximo, conforme as regras da Norma Regulamentadora nº 15 do Ministério do Trabalho e Emprego.


Segundo o ministro Maurício Delgado, de fato, não é possível ampliar os critérios de concessão do adicional de insalubridade estabelecidos na NR nº 15 a situações diversas, sob pena de comprometer o objetivo da proteção normativa. No entanto, observou o relator, a atividade de limpeza e coleta de lixo em banheiros de uso coletivo, como a exercida pela trabalhadora, expõe a profissional ao contato permanente com agentes nocivos à saúde humana, equiparados ao lixo urbano descrito no anexo 14 da NR nº 15, como atividade passível de recebimento do adicional de insalubridade em grau máximo.


A empresa ainda alegou no agravo que fornecia equipamento de proteção individual à trabalhadora, e, portanto, ela não mantinha contato direto com áreas contaminadas. Mas o ministro Maurício esclareceu que, nesse ponto, seria necessário reexaminar fatos e provas dos autos, o que não é possível no TST (incidência da Súmula nº 126).


Como o relator negou provimento ao agravo da Gold Service e foi acompanhado pelos demais integrantes da Sexta Turma, na prática prevalece a condenação da empresa ao pagamento do adicional de insalubridade em grau máximo à ex-empregada.

(AIRR-34641-83.2007.5.04.0017)

Fonte: TST

 


 

27/08/10 - Indústria de SP puxou recorde da população ocupada

 

A indústria de São Paulo foi um dos setores que mais ajudou a impulsionar o recorde no patamar de população ocupada no mercado de trabalho em julho, que foi de 22,0 milhões de pessoas. Segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), Cimar Azeredo, o setor industrial paulista representa 48% do total da população ocupada na indústria nas seis regiões metropolitanas do País. No total da população ocupada, a participação dos trabalhadores de São Paulo é de 40%.

 

A taxa de desemprego em São Paulo recuou de 7,4% para 7,2% de junho para julho. O número de trabalhadores na região metropolitana paulista cresceu 1,1%, no período, para 9,29 milhões - um acréscimo de 104 mil novas vagas. De acordo com Azeredo, na indústria em São Paulo, a população ocupada cresceu 4,1% no mês passado ante o mês anterior, para 1,9 milhão de pessoas, ou seja, um adicional de 76 mil vagas.

 

"A indústria de São Paulo foi a que mais sofreu com a crise, com a eliminação de postos de trabalho nas fábricas", lembrou o economista, acrescentando que o cenário mostrado pela região metropolitana em julho refletiu basicamente o cenário nacional, tendo em vista o peso da região no cálculo de dados sobre mercado de trabalho. "São Paulo tem um 'efeito farol': o que acontece ali, acaba por direcionar o cenário nacional. O mercado de trabalho em São Paulo está vigoroso", concluiu.

Fonte: Agência Estado

 


 

27/08/10 - Taxa de desemprego medida pelo IBGE cai para 6,9% em julho

 

A taxa de desemprego em julho foi de 6,9%, a menor para este mês desde março de 2002, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (26). Em relação a junho, quando a taxa foi de 7%, o índice de julho ficou praticamente estável, e na comparação com o mês de julho de 2009, a queda foi de 1,1 ponto percentual.

 

De acordo com a pesquisa do IBGE, a população desocupada, calculada em 1,6 milhão de pessoas, ficou estável em julho e recuou 11,3% na comparação anual. Já a população ocupada, estimada em 22 milhões, manteve-se estável no mês e cresceu 3,2% em relação a julho de 2009.

 

Os dados de julho também apontam estabilidade no número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada (10,2 milhões), que registrou um crescimento de 5,9% em relação a julho do ano passado. O rendimento médio real dos trabalhadores em julho cresceu 2,2%, ficando em R$ 1.452,50.

 

Na análise das seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre), a variação mais significativa na taxa de desocupação foi registrada na capital pernambucana (8,6% em junho para 10% em julho). (Repórter Paulo Virgílio)

Fonte: Agência Brasil

 


 

27/08/10 - Negociações salariais de 2010 são as mais vantajosas para o trabalhador, diz Dieese

 

Nos últimos três anos, a quase totalidade dos trabalhadores que permaneceram no mesmo emprego conseguiu recuperar as perdas inflacionárias do período por meio de negociações salariais coletivas. É o que aponta um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgado nesta quinta-feira (26), em São Paulo (SP).

 

O balanço das campanhas salariais concluídas durante o primeiro semestre deste ano indica a manutenção da tendência de aumentos salariais acima da inflação. Segundo o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, 97% das 290 negociações concluídas nos primeiros seis meses de 2010 resultaram em ganhos salariais iguais ou acima da inflação.

 

Se analisadas apenas as negociações que resultaram em ganhos salariais reais (descontada a inflação), o resultado atingido no primeiro semestre de 2010 foi melhor dos últimos dois anos. Este ano, 87,9% (255 negociações) das campanhas resultaram em aumentos acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2008 e 2009 estes percentuais foram de, respectivamente, 75,2% e 76,6%. O melhor resultado registrado anteriormente havia ocorrido em 2007 (87,1%).

 

Enquanto em 2008 nenhuma categoria conseguiu conquistar mais de 5% de aumento acima da inflação, em 2010 ao menos 16 das 290 negociações (5,5%) resultaram em ganhos reais de salário acima deste patamar. Consequentemente, o percentual de categorias que não conseguiram recompor as perdas inflacionárias foi menor que nos últimos dois anos.

 

O número de campanhas salariais que culminaram na concessão de reajustes abaixo da inflação foi menor que o dos dois anos anteriores. Apenas 3,1% das negociações não recompuseram as perdas inflacionárias, percentual bem inferior aos 8,12% registrados em 2008 e 7,2% em 2009.

 

"Os resultados são extremamente positivos. O crescimento era esperado, mas não há dúvida de que 2010 está se configurando como o melhor ano para as negociações salariais e eu aposto que este ano venha a se configurar como o melhor [da história]". Para Oliveira, o bom momento pelo qual vem passando a economia brasileira nos últimos anos possibilitou negociações mais vantajosas para os trabalhadores. "O desafio agora é ampliar a participação da renda do trabalho na renda nacional, o que tem que ser feito via o debate da produtividade e de melhorias dos patamares salariais", conclui Oliveira. (Repórter Alex Rodrigues)

Fonte: Agência Brasil

 


 

27/08/10 - Previdência Social tem déficit de R$ 2,565 bi em julho

 

A Previdência Social registrou um déficit de R$ 2,565 bilhões em julho, segundo dados divulgados ontem pelo Ministério da Previdência Social. O valor é resultado de uma arrecadação líquida de R$ 16,844 bilhões e uma despesa com pagamentos de benefícios previdenciários de R$ 19,410 bilhões. Todos os valores anteriores a junho são corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

 

Em julho de 2009, o déficit da Previdência havia sido de R$ 3,230 bilhões e, em junho deste ano, o saldo ficou negativo em R$ 2,776 bilhões. O déficit da Previdência registrou uma queda de 7,6% na comparação entre julho e junho e uma redução de 20,6% na comparação com julho de 2009.

 

Nos primeiros sete meses de 2010, o déficit da Previdência somou R$ 25,381 bilhões, o que indica uma leve diminuição de 1,6% na comparação com o período de janeiro a julho de 2009, quando o saldo ficou negativo em R$ 25,787 bilhões. Nos primeiros sete meses deste ano, a Previdência arrecadou R$ 112,255 bilhões, mas teve despesas no valor de R$ 137,636 bilhões no período. Os valores acumulados também são corrigidos pelo INPC.

 

A arrecadação cresceu 10,4% de janeiro a julho em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 101,683 bilhões. Já o pagamento de benefícios previdenciários avançou 8% no período. De janeiro a julho de 2009, essas despesas somaram R$ 127,470 bilhões.

Fonte: Agência Estado

 


 

27/08/10 - Ficha Limpa alcança todos os candidatos já condenados

 

Num momento em que o Congresso discute a reforma do Código Eleitoral e a sociedade pressiona para que se garanta a idoneidade dos candidatos a cargos eletivos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julgou que a Lei da Ficha Limpa, além de ser aplicável às eleições deste ano, alcança todos os candidatos já condenados por um colegiado de juízes. O entendimento dos ministros deve dificultar a situação de candidatos já condenados em decisões colegiadas que concorrem, por exemplo, a vagas no Senado Federal.

 

No entendimento dos ministros, no caso da Lei da Ficha Limpa não está em questão a retroatividade legal, mas as condições de elegibilidade estabelecidas pela nova norma. Dentre elas, o de não ter sido condenado por um colegiado em uma lista de crimes.

 

De acordo com informações do site do TSE, 33 candidatos ao Senado Federal aguardam julgamento de recursos contra decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) que negaram a eles o registro da candidatura. Os dados são desta quinta-feira (25).

 

A decisão de aplicar a Lei da Ficha Limpa a condenações anteriores à sua vigência foi tomada ontem (25) no julgamento do primeiro caso concreto em que se discutiu o indeferimento de um registro de candidatura por condição de inelegibilidade prevista na nova regra. Por maioria de votos (5x2) o plenário do TSE negou o recurso no qual Francisco das Chagas, candidato do PSB a uma vaga na Assembleia Legislativa do Ceará, tentava conseguir seu registro.

 

Condenado por captação ilícita de votos nas eleições de 2004, com base na Lei das Eleições (9.504/97), Francisco das Chagas estava inelegível por três anos. Contudo, pelo entendimento do TSE, ele não poderá participar das eleições do dia 3 de outubro porque a Lei da Ficha Limpa ampliou o período de inelegibilidade para oito anos.

 

Ao concluir a votação, o presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, ressaltou a necessidade da idoneidade moral para o exercício de cargo eletivo.

 

- O Congresso Nacional entendeu que não pode exercer o mandato político aquele que foi condenado por determinadas infrações - observou.

 

A Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), aprovada pelo Senado em maio, altera a Lei das Inelegibilidades (LC 64/90). O novo texto proíbe as candidaturas de pessoas condenadas por tribunal em decisão colegiada pela prática de crimes eleitorais, crimes hediondos e outros especificados na lei. Além disso, a Lei da Ficha Limpa fixa o período de inelegibilidade em oito anos a partir da condenação. Sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 4 de junho, o texto passou a valer a partir da publicação no Diário Oficial, no dia 7 de junho.

Fonte: Agência Senado

 


 

27/08/10 - Entenda o Ficha Limpa

 

Para entender a regra de exclusão de candidatos introduzida pela lei do Ficha Limpa é preciso deixar de lado o aspecto do tempo. Pense em termos dos critérios estabelecidos para que alguém esteja apto a concorrer e ser eleito.

 

O critério de exclusão, ou de indeferimento, da candidatura é a condenação pelo pretendente a candidato, em julgamento por um colegiado de juízes, uma turma de magistrados. Ainda que a sentença não seja a definitiva. Ou, como se diz na linguagem jurídica, transitada em julgado.

 

De acordo com a interpretação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não importa se a condenação se deu antes ou depois da sanção da lei, em 4 de junho de 2010. Importa que foi proferida a sentença contra aquele, ou qualquer outro, cidadão que se apresente como candidato.

 

Para o tribunal não faz sentido afirmar que a lei está retroagindo, voltando atrás, para prejudicar o candidato, o que seria contrário ao princípio jurídico consagrado na constituição em seu artigo 5º, parágrafo 40:  "A lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu".

 

A lei prejudicaria se alguém fosse destituído do seu mandato por um impedimento na legislação eleitoral introduzido posteriormente à sua eleição e posse. Ou seja, se esse alguém tivesse sido eleito dentro da vigência de uma legislação e fosse destituído com base em legislação que entrou em vigor depois. Se tal ou qual ato ou situação não impedia candidatura e eleição, a nova lei não poderia tirar o mandato do eleito.

 

Pelo que se observa do entendimento emitido pelo TSE, o pretendente a candidato não conquistou nada em que possa ser prejudicado por uma legislação nova. Ele tem apenas a pretensão de se eleger. E, no caso, o legislador, apoiado pelo Poder Judiciário, está dizendo que há um novo critério de exclusão: o de ter sido condenado por uma sentença proferida em decisão colegiada.

 

Façamos uma analogia entre o Ficha Limpa e a eleição para cargo em condomínio residencial: Em 2009, o senhor Fulano de Tal apoderou-se de um equipamento do edifício. Sua responsabilidade foi comprovada e o condômino, punido com multa, além de ser obrigado a devolver o bem roubado. Digamos que, em 2010, a assembléia de moradores decida que só poderão concorrer ao cargo de síndico os condôminos que não tenham sido punidos por infração ao regimento. Logo, o senhor Fulano de Tal estará excluído, mesmo que sua infração tenha sido cometida antes da mudança das regras do condomínio.

Fonte: Agência Senado

 


 

27/08/10 - Órgão público pode assumir dívidas trabalhistas de terceirizados

 

Encargos trabalhistas que deixaram de ser pagos por empresa contratada por um órgão público poderão vir a ser pagos por esse ente público. Atualmente, a Lei de Licitações (Lei 8.666/93) não permite isso, mas projeto de lei do Senado (PLS 296/09) quer mudá-la para estabelecer a responsabilidade subsidiária do poder público por encargos trabalhistas não pagos nos contratos de terceirização ou intermediação de mão de obra. A matéria está pronta para ser votada, em decisão terminativa, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

 

Durante votação da matéria na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), o PLS 296/09 recebeu emenda determinando que, no caso de a administração pública ter de assumir esse tipo de dívida trabalhista, a empresa inadimplente ficará impedida de participar de licitações pelo prazo de cinco anos. O relator na CCJ, senador Marconi Perillo (PSDB-GO), decidiu manter a emenda da CAS por considerá-la "meritória".

 

Perillo concorda com o autor do projeto, senador Papaléo Paes (PSDB-AP), sobre a necessidade de colocar na Lei de Licitações entendimento já firmado pela Justiça do Trabalho. É que a Súmula 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) concluiu que a administração pública deve responder subsidiariamente por encargos trabalhistas não recolhidos por empresas por ela contratadas.

 

"As alterações propostas encontram total respaldo nos princípios que norteiam a nossa ordem política e jurídica, pela sua preocupação em poupar os direitos dos trabalhadores de prejuízo pelos quais eles não podem ser responsabilizados. O inadimplemento das obrigações por parte das empresas prestadoras de serviços gera injustiças para com os cidadãos, se os pagamentos dos trabalhos não forem honrados pela Administração", comentou Marconi Perillo, no parecer favorável ao PLS 296/09.

Fonte: Agência Senado

 


 

27/08/10 - Ordem judicial determina contratação de médicos pelo INSS

Profissionais atuarão para colocar em dia as perícias que estão atrasadas

 

Por determinação da 19ª da Justiça Federal, em São Paulo, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vai contratar médicos peritos temporariamente. O objetivo é impedir que a espera entre o agendamento e a realização de perícias médicas supere 15 dias. A contratação, em caráter excepcional, foi determinada pela Justiça Federal atendendo a pedido do Ministério Público Federal.

 

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, informou que o INSS já está trabalhando nas normas para que o processo de contratação seja iniciado na próxima semana. “Vamos começar imediatamente. Cumpriremos a decisão judicial e vamos contratar temporariamente médicos para realizar essas perícias que não estão sendo realizadas pelos servidores, até que se resolva o problema da greve e até que se resolva a quantidade de perícias não realizadas”, disse o ministro.

 

Desde o início da greve, em 22 de junho, deixaram de ser realizadas cerca de 400 mil perícias médicas, causando transtornos para os trabalhadores afastados do trabalho por incapacidade. É que o exame é obrigatório para a concessão do auxílio-doença e da aposentadoria por invalidez. O ministro explicou que foram feitas diversas tentativas de negociação com a associação que representa a categoria, mas houve um impasse. “A associação não quis avançar. Colocou uma condição que é ilegal, a de trabalhar meio período e receber por período integral, e outra que não aceitamos, porque é imoral, que é a de não colocar as perícias em dia”, afirmou Gabas.

 

O ministro enfatizou que qualquer negociação que o governo venha a fazer pressupõe colocar em dia o trabalho que não foi realizado. Segundo ele, a agenda pode ser normalizada em 15 dias, desde que os peritos médicos se disponham a compensar os dias parados. “Se os médicos voltassem ao trabalho e atendessem a nossa proposta de trabalhar em plantões e realizar perícias à noite e nos finais de semana, em 15 dias colocaríamos a agenda em ordem”, assegurou o ministro.

 

O ministro disse que está marcada para segunda-feira (30) uma reunião com a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) na qual serão discutidos tanto o fim da greve quanto critérios para a contratação dos trabalhadores temporários. Gabas explicou que as contratações serão concentradas onde as perícias estão represadas e que o treinamento não deve ser longo. A expectativa do governo é a de que muitos dos médicos que serão contratados já tenham feito esse trabalho quando as perícias eram terceirizadas.

Fonte: MPAS

 


 

27/08/10 - PL garante advogado em causas de até 10 salários

 

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 7.707/2010, do deputado Germano Bonow (DEM-RS), que prevê assistência gratuita de advogado em causas de até 10 salários mínimos em Juizados Especiais. Pela proposta, onde não houver Defensoria Pública, o Estado fica obrigado a arcar com as despesas de honorários. O texto altera a Lei dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais (Lei 9.099/1995).

 

A proposta também torna obrigatório o acompanhamento de advogado nas causas de valor superior a 10 salários mínimos. Nesses casos, no entanto, não há exigência de gratuidade. Atualmente, a lei dispensa a assistência de advogados em causas de até 20 salários mínimos. Para causas acima desse valor, o acompanhamento de advogado é obrigatório.

 

De acordo com o autor do projeto, a alteração proporcionará maior eficiência, celeridade e segurança jurídica nos processos. “A presença do advogado é fundamental para o indispensável equilíbrio na relação processual”, afirma Bonow.

 

O deputado diz que, em geral, os cidadãos têm de enfrentar sozinhos departamentos jurídicos de grandes empresas em suas causas. O projeto tem o apoio de outros 20 deputados da bancada gaúcha, que também assinam a proposta.

 

A proposta será analisada em caráter conclusivo. Ou seja, o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo: comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. O projeto só perderá esse caráter em duas situações. Quando houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra) ou se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra a decisão de 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

27/08/10 - Trabalhadores negociam mais e melhor, mas rotatividade de mão de obra limita aumento salarial médio

 

Mesmo com a crescente melhora dos resultados das negociações salariais trabalhistas, a rotatividade da mão de obra tem impedido que o poder de compra dos trabalhadores cresça na mesma proporção dos ganhos de produtividade. Segundo o coordenador de Relações Sindicais do Dieese, José Silvestre Prado de Oliveira, a terceirização e a substituição de trabalhadores antigos por profissionais com salários mais baixos têm o "efeito danoso" de fazer com que o salário médio cresça pouco ou simplesmente não cresça.

 

"Salvo algumas exceções, um funcionário novo sempre é contratado por um salário menor do que o que era pago ao trabalhador mais experiente que foi demitido e isso provoca o achatamento da média salarial, mesmo quando o volume [a massa] salarial pago cresce de forma a acompanhar o maior número de pessoas contratadas", disse Oliveira à Agência Brasil logo após a divulgação, em São Paulo (SP), do balanço das negociações salariais do primeiro semestre deste ano.

 

Para Oliveira, reduzir a rotatividade da mão de obra é um dos desafios que devem ser enfrentados, aproveitando o bom momento da economia brasileira, que resulta em boas negociações sindicais, com ganhos salariais reais para a maioria das categorias organizadas.

 

Para o sindicalista Atenágoras Lopes, da direção da Coordenação Nacional de Lutas (CSP-Conlutas), os trabalhadores também precisam aproveitar o bom momento para insistir na participação nos ganhos de produtividade das empresas. "Temos tido ganhos, mas quando se compara o aumento médio dos ganhos reais dos trabalhadores com o crescimento da produtividade por trabalhador, o abismo é enorme. Nós temos que incorporar este tema ou vamos seguir nos contentando com inflação mais 2% de aumento real", concluiu Lopes. (Repórter Alex Rodrigues)

Fonte: Agência Brasil

 


 

26/08/10 - Dieese: rendimento médio do trabalhador sobe para R$ 1.265 em junho

 

O rendimento médio real da população ocupada das sete principais regiões metropolitanas do País registrou aumento de 0,5% em junho, na comparação com o mês anterior, atingindo média de R$ 1.265.

 

Por capitais analisadas, o rendimento real subiu em Recife (4,1%, onde passou para R$ 862), Fortaleza (3%, para R$ 830), Belo Horizonte (1,7%, para R$ 1.364) e Porto Alegre (0,9%, para R$ 1.294).

 

Em contrapartida, houve queda do rendimento em Salvador (1,3%, para R$ 1.084) e no Distrito Federal (0,6%, para R$ 1.901). Já em São Paulo (R$ 1.320), houve estabilidade no rendimento real.

 

Para os assalariados, houve queda de 0,2% nos rendimentos, frente a maio. No sexto mês do ano, eles receberam R$ 1.319, em média. Os dados fazem parte da PED (Pesquisa de Emprego e Desemprego), divulgada nesta quarta-feira (25) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).

 

No ano
Na análise anual, o rendimento médio real dos ocupados apresentou elevação de 3,2%, enquanto que o dos assalariados não variou.

 

Dentre as capitais do levantamento, houve aumentos em Recife (11,8%), Salvador (8%), Belo Horizonte (7,3%), Fortaleza (3,1%), Porto Alegre (2,8%) e São Paulo (2%)  e redução nos rendimentos no Distrito Federal (-1,1%).

 

Massa de rendimentos
Considerando a massa de rendimentos dos ocupados e assalariados para o conjunto das áreas analisadas, na comparação anual, a pesquisa aponta crescimento de 7,1%, no primeiro caso, e de 5,6%, no segundo. Em ambos, o bom resultado aconteceu devido ao aumento dos níveis de ocupação.

 

De maio para junho, por sua vez, a massa de rendimentos reais dos ocupados cresceu 1,3%, devido à elevação do nível de ocupação e do rendimento médio. Já para os assalariados, a massa de rendimentos aumentou 0,7%.

Fonte: InfoMoney

 


 

26/08/10 - Dieese apresenta projeto piloto para formalizar 5 mil trabalhadores

 

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) apresentou nesta quarta-feira (25) um projeto piloto que pretende formalizar 5 mil trabalhadores em cinco estados (Goiás, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul). A entidade apresentou o plano durante reunião do Conselho Nacional de Previdência Social, no Ministério da Previdência Social, durante a manhã.

 

O representante do Dieese no conselho, Clemente Ganz Lúcio, afirmou que 50% da força de trabalho nos centros urbanos, onde o projeto está sendo desenvolvido, é informal. “A atração desses trabalhadores é importante porque eles estão fora da proteção sindical e de uma série de benefícios. As centrais sindicais se preocupam com isso como um problema”, ressaltou.

 

A finalidade do projeto é legalizar pequenos empregadores, aqueles que trabalham por conta própria, autônomos, membros de cooperativas e empregados domésticos.

 

A iniciativa, segundo Ganz Lúcio, despertou atenção do Banco Mundial. O banco, segundo ele, espera colher experiências implementadas no Brasil para servir de modelo a países onde a questão é também um problema social.

 

O projeto está em fase de idealização em Morrinhos e Ituporanga, em Goiás, em Porto Alegre, Curitiba, em Santa Catarina e em Caruaru (Pernambuco). (Repórter Lourenço Canuto)

Fonte: Agência Brasil

 


 

26/08/10 - Dieese: desemprego é menor em BH e Porto Alegre

 

A Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada pela Fundação Seade e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em sete regiões metropolitanas do País, apontou que Belo Horizonte apresentou a taxa mais baixa de desocupação em julho, de 8,3%. Em seguida aparece Porto Alegre, com 8,9%.

 

De acordo com o coordenador de pesquisas do Dieese, Francisco Oliveira, alguns fatores podem explicar o bom desempenho dessas áreas. Elas são as únicas regiões que apresentam taxa de desemprego de um dígito, enquanto as outras cinco (São Paulo, Salvador, Recife, Distrito Federal e Fortaleza) registram um patamar superior a 10%. "Em Belo Horizonte e Porto Alegre, o mercado de trabalho é mais estruturado nos diversos segmentos produtivos, o que diminui naturalmente a participação do emprego informal", disse Oliveira.

 

Nessas duas capitais e em São Paulo, a evolução do nível de emprego foi marcada sobretudo pela expansão das contratações da indústria, o que, segundo ele, puxou o nível de ocupação em outros segmentos, como o comércio e o setor de serviços. No caso particular de Belo Horizonte, ocorreu uma forte alta das vendas do varejo no mês passado, em relação a um período de 12 meses anteriores. "A economia em bom ritmo de expansão nos últimos 12 meses é a principal responsável pela queda da taxa de desemprego de 11% em julho de 2009 para 8,3% em julho de 2010 em Belo Horizonte e de 12% para 8,9% no mesmo período em Porto Alegre ", comentou Oliveira.

 

Para a economista Patricia Lino Costa, do Dieese, uma das hipóteses que pode explicar a evolução do varejo na capital mineira é que a cidade tem forte presença de atividades de comércio e serviços. Estes setores foram fortemente atingidos no ano passado pelos efeitos da crise financeira internacional e, agora, mostram recuperação. "A recuperação atual está vinculada à retomada do nível de atividade, inclusive no setor siderúrgico", disse Patricia.

 

Oliveira destacou que há uma boa evolução do nível de emprego também em outras capitais. Em Fortaleza, o boom da construção civil está sendo determinante para levar a taxa de desemprego para uma marca historicamente baixa. De acordo com a PED, a região metropolitana cearense apresentou um nível de desocupação de 12,3% em julho de 2009, que baixou para 10,6% em junho deste ano e caiu para 10,2% no mês passado.

 

No caso de São Paulo, além da construção civil e da indústria, o comércio ajudou a melhorar o nível de emprego. Em julho do ano passado, a taxa de desemprego estava em 14,8%. Ela recuou para 12,9% em junho de 2010 e atingiu 12,6% em julho deste ano.

Fonte: Agência Estado

 


 

26/08/10 - Projeto regula compra de ações de empresas por seus empregados

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7387/10, que regulamenta os planos de opção de compra de ações de empresas por seus funcionários, os chamados stock options plan. Esses planos oferecem aos empregados o direito de comprar uma parte do capital da empresa a preços preestabelecidos.

 

De acordo com a proposta, para incentivar a compra de capital social pelos funcionários, as empresas poderão instituir descontos de até 15% do valor das ações no pregão da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo (BM&F Bovespa S.A). Pelo texto, os acordos desse tipo são independentes dos contratos de trabalho e a remuneração das ações compradas não são consideradas salários.

 

Parceiros do crescimento
O autor do projeto, deputado Dr. Ubiali (PSB-SP), explica que esse tipo de prática vem sendo adotada há muitos anos nas grandes empresas. A Lei 6.404/76 já autoriza a opção de compra de ações por empregados, desde que dentro do limite de capital autorizado da empresa - ou seja, o limite estatutário para aumentar o capital social de uma empresa. De acordo com Dr. Ubiali, o objetivo desses planos é "transformar os empregados em parceiros do crescimento e do sucesso das empresas".

 

Para o deputado, contudo, falta regulamentação para os stock options plan. Segundo ele, a ausência de regras específicas vem forçando empresas e empregados a procurar a Justiça sempre que há alguma divergência sobre o tema. "As decisões são proferidas de forma morosa, o que é prejudicial para a atividade empresarial e provoca instabilidade dos investidores e acionistas", argumenta o parlamentar.

 

Limites
O projeto de regulamentação estabelece que os planos de exercício de opção de compra no caso dos administradores devem representar, no máximo, 6% do capital social da sociedade anônima de capital aberto sediada no Brasil. Para os demais empregados, o limite é de 10% do capital. Pelo projeto, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) poderá aumentar ou diminuir esses limites, a depender do setor econômico de atuação ou do tamanho da empresa.

 

O projeto prevê que o detalhamento do plano de opção de compra deverá ser aprovado por assembleia geral de acionistas. Após essa etapa, a empresa deverá enviar o documento à CVM em até 30 dias. A comissão terá até 60 dias para fazer qualquer recomendação de mudança no plano ou até impedir a sua implementação.

 

Carência
A regulamentação proposta também institui um período de carência e um prazo máximo para os planos. Dessa forma, o empregado somente poderá comprar as ações a que tem direito após o término da carência e antes do prazo máximo. Todos esses períodos serão estabelecidos em cada plano, especificamente.

 

Pelo projeto, se o empregado for demitido por justa causa antes do fim da carência, ele será impedido de comprar ações segundo as regras do plano. Caso o funcionário seja demitido sem justa causa, ele ainda poderá exercer seu direito de compra, desde que a demissão ocorra em, no máximo, 180 dias antes do término da carência. Nesse caso, a cota para compra será proporcional ao tempo de trabalho do funcionário.

 

Tramitação
Sujeito à análise conclusiva, o projeto será examinado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Finanças e Tributação (inclusive no mérito); e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

26/08/10 - Porteiros poderão receber adicional de periculosidade

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7760/10, do Senado, que assegura adicional de periculosidade a porteiros, vigias e seguranças de prédios comerciais e residenciais. Pela proposta, que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5452/43), zeladores, faxineiros e serventes que, eventualmente, prestarem serviços de vigilância e segurança também receberão o benefício.

 

O autor do projeto, senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), lembra que são cada vez mais comuns casos de porteiros que foram imobilizados ou até mesmo assassinados, devido à ação de criminosos em prédios. Crivella argumenta ainda que a instalação de câmeras, alarmes e cercas elétricas não garantiu a segurança das edificações.

 

Para o senador, portanto, é justo os profissionais da área de vigilância receberem adicional de periculosidade em virtude do constante risco a que são submetidos no dia a dia.

 

Tramitação
A proposta, que tramita em regime de prioridade e em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

26/08/10 - Empresa tem de garantir estabilidade a temporário

 

Seja qual for a modalidade contratual, a empresa tem a obrigação de garantir a estabilidade ao trabalhador acidentado. Com essa fundamentação, a 5ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho reconheceu o direito à estabilidade provisória de um empregado, que se acidentou em serviço quando trabalhava temporariamente para a empresa ABB Ltda. Os ministros entenderam que não há distinção legal entre contrato por prazo fixo e contrato por prazo indeterminado no que se refere à estabilidade por doença ocupacional.

 

O trabalhador exercia a função de caldeireiro, quando se acidentou e sofreu deslocamento de retina, em um dos olhos. O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região negou a estabilidade porque seu contrato era por prazo a termo. O empregado recorreu ao TST. Alegou que a lei não faz distinção entre contratos por prazo determinado e indeterminado.

 

A relatora do recurso, ministra Kátia Magalhães Arruda, explicou os preceitos constitucionais e legais a respeito dos direitos sociais e individuais do trabalhador. “A estabilidade provisória em razão de acidente de trabalho avulta-se como garantia social constitucional em face da proteção ao trabalho, à saúde, à previdência, à assistência social e à própria existência da pessoa, independentemente da modalidade contratual”, afirmou.

 

A ministra constatou que não há como se concluir que o trabalhador temporário, acometido de doença ocupacional, seja excluído do benefício da garantia de 12 meses no emprego, estabelecido no artigo 118, da Lei 8.213/91.

 

O TST concedeu ao trabalhador o benefício. Os ministros aplicaram a Súmula 396, I, do TST, que estabelece que, exaurido o período de estabilidade, são devidos apenas os salários do período de estabilidade. Diante da impossibilidade da reintegração do empregado, o TSTdeterminou o pagamento de indenização substitutiva, compreendida de “salários vencidos e vincendos, equivalente a 12 meses contados da cessação do auxílio-doença acidentário, independentemente de percepção de auxílio-acidente”. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

26/08/10 - Fabricante assina acordo para indenizar trabalhadoras

 

A marca de roupas 775 assumiu extrajudicialmente sua responsabilidade social pelo uso de mão de obra terceirizada em condições degradantes. Pagou integralmente as verbas rescisórias de duas costureiras bolivianas, além de R$ 27,3 mil referente à indenização por danos morais.

 

Durante reunião de conciliação, realizada nesta terça-feira (24/8), a empresa pediu a presença da intermediária W&J Ltda., sua licenciada direta, a quem atribui a responsabilidade pela situação precária a que eram submetidas as trabalhadoras.

 

Assistidas pela Defensoria Pública da União em São Paulo, as costureiras foram encontradas trabalhando em oficina de costura da cidade de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo, durante fiscalização do Ministério do Trabalho.

 

“Com a celebração do acordo, os direitos delas já foram imediatamente resguardados, sem a necessidade de aguardar o trâmite de uma ação judicial”, afirmou a defensora Eliana Monteiro Staub Quinto, que participou da conciliação. Com informações da Assessoria de Imprensa da Defensoria Pública da União em São Paulo.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

26/08/10 - STJ decide que bancos devem pagar correção das poupanças de planos econômicos

 

A 2ª Seção do STJ (Superior Tribunal de Justiça) definiu, nesta quarta-feira (25/8), que os bancos devem pagar as diferenças de correção monetária das cadernetas de poupança afetadas pelos planos econômicos Bresser, Verão, Collor I e Collor II.

 

Os magistrados também concluíram o prazo para que o consumidor entre na Justiça em busca das diferenças: cinco anos para ações coletivas e 20 para as individuais.

 

O Tribunal decidiu ainda os índices de correção para cada plano, sendo 26,06% em relação ao Plano Bresser; 42,72% quanto ao Plano Verão; 44,80% relativo ao Collor I; e 21,87% para o Plano Collor II. 

 

Os ministros tomaram a decisão no julgamento de dois recursos especiais, da CEF (Caixa Econômica Federal) e do ABN-AMRO Real S/A, submetidos ao rito da Lei 11.672/08, que estabeleceu a apreciação de temas considerados repetitivos para aplicação em todos os casos análogos.

 

Ainda cabe recurso da decisão no STF (Supremo Tribunal Federal), que pode manter o entendimento ou alterá-lo.

 

Perdas e danos

Os percentuais de perdas são diferenciados caso a caso. Porém, para quem tinha caderneta de poupança com depósitos elevados, nos quatro planos econômicos, as perdas podem somar até 95% porque os poupadores tiveram prejuízos de 8,04% no Plano Bresser e perdas estimadas em 20% no Plano Verão, 45% no Plano Collor 1 e 21% no Plano Collor 2.

 

Um decreto do Plano Bresser determinava que a correção da poupança deveria ser feita pela valorização da LBC (Letra do Banco Central) ou pela inflação de junho de 1987, a que fosse maior. A inflação foi de 26,06% e a LBC, de 18%. As instituições financeiras não consideraram o decreto e aplicaram a correção da LBC, valendo-se de instrução anterior do Banco Central.

 

No Plano Verão, aplicado pelo então ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, o governo editou uma lei que modificava mais uma vez o índice de correção da poupança, com prejuízo de 20% para o poupador. Perda semelhante, de 21%, também por alteração parecida, ocorreu no Plano Collor 2.

 

No Plano Collor 1, em março de 1990, a situação foi diferente. Fernando Collor assumiu a Presidência da República já com a determinação de bloquear por 18 meses os saldos em conta-corrente, poupanças e demais investimentos com mais de 50 mil cruzados novos, a moeda da época, o que acarretou perdas estimadas em 45%, uma vez que os bancos não creditaram a correção devida.

Fonte: Última Instãncia

 


 

25/08/10 - Orçamento do FGTS aumenta para R$ 71 bilhões neste ano e bate recorde histórico

 

O orçamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para 2010 aumentou para R$ 71,8 bilhões, o maior valor da história. O montante foi alcançado depois que o Conselho Curador do fundo, que se reuniu hoje (24), ter liberado mais R$ 6 bilhões para o FGTS.

Da verba extra, R$ 3 bilhões serão destinados à habitação. Os recursos serão aplicados nos programas de Carta de Crédito Individual, Carta de Crédito Associativo e Apoio à Produção de Habitações. De acordo com a Caixa Econômica Federal, que administra os recursos do FGTS, o dinheiro permitirá o financiamento de mais 75 mil moradias em todo o país.

Os R$ 3 bilhões restantes serão usados em obras de saneamento e melhorias de infraestrutura urbana. Os recursos beneficiarão o programa Pró-Transporte, que teve a atuação ampliada pelo Conselho Curador. Além de financiar investimentos no transporte urbano, o programa fornecerá crédito para obras de pavimentação, recapeamento, sistemas de drenagem, redes de água e esgoto nas vias urbanas, calçamento e sinalização.

Com o aporte, o orçamento do FGTS para empréstimos em habitação popular, saneamento ambiental e infraestrutura urbana passou para R$ 41,5 bilhões. O orçamento total, que engloba ainda as aplicações do Fundo de Infraestrutura do FGTS (FI-FGTS) e os demais investimentos, subiu para R$ 71,6 bilhões. (Repórter Wellton Máximo)

Fonte: Agência Brasil

 


 

25/08/10 - CNI: atividade industrial sobe a 53,4 pontos em julho

 

A produção industrial brasileira voltou a crescer de forma disseminada em julho, de acordo com Sondagem Industrial divulgada hoje pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em uma escala onde valores acima dos 50 pontos apontam crescimento, o indicador que mede a evolução da atividade no setor chegou a 53,4 pontos, ante 51,8 pontos em junho.

 

Segundo a CNI, apesar do aumento na produção, a Utilização da Capacidade Instalada (UCI) em julho ainda ficou abaixo do usual para o mês. Seguindo a mesma metodologia, o uso do parque instalado ficou em 49,1 pontos no mês passado, ante 48,4 pontos registrados no mês anterior.

 

A sondagem também revela que, pela primeira vez neste ano, os estoques ficaram acima do planejado pelos empresários, com indicador em 51,3 pontos. "Esse dado mostra que a produção da indústria foi mais do que suficiente para atender à demanda no período", afirmou o documento.

 

Realizada com 1.472 empresas entre os dias 2 e 18 de agosto, a pesquisa também indica que as expectativas na indústria continuam positivas. O indicador sobre a perspectiva dos empresários para a demanda nos próximos seis meses situou-se em 63,1 pontos. Já as perspectivas em relação às exportações permanecem mais conservadoras, com índice em 51,8 pontos.

Fonte: Agência Estado

 


 

25/08/10 - Pesquisa CNT/Sensus: Dilma abre vantagem de 18 pontos percentuais sobre Serra

 

A candidata Dilma Rousseff (PT) ampliou sua vantagem em 17,9 pontos percentuais frente a José Serra (PSDB) na corrida presidencial de 2010, de acordo com a pesquisa CNT/Sensus publicada nesta terça-feira (24).

 

Com dados colhidos entre 20 e 22 de agosto, entre mais de 2.000 eleitores, a pesquisa revelou que a candidata governista pulou de 41,6% para 46,0% das intenções na pesquisa estimulada, ao passo em que José Serra caiu de 31,6% para 28,1% das opiniões, na comparação com a pesquisa anterior.

 

Televisão e rádio
A pesquisa capta a reação do eleitorado após o início do horário eleitoral gratuito, de que 42,9% dos eleitores afirmou ter assistido. Já 56,0% dos eleitores considerou que o programa de Dilma Rousseff foi o melhor.

 

Já a terceira colocada nas pesquisas, Marina Silva (PV), recuou 0,4 ponto percentual, atingindo 8,1% das intenções. O total de eleitores que declarou não saber ou não respondeu à pesquisa chegou a 11,7%. 

Fonte: InfoMoney

 


 

25/08/10 - INSS envia 1,3 mil cartas para informar trabalhadores que já podem se aposentar

 

Trabalhadores da cidade que completam as condições para se aposentar por idade em setembro devem receber nos próximos dias cartas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A correspondência vai avisar ao cidadão que ele pode requerer o benefício a partir da data de seu aniversário.

 

Segundo o INSS, devem ser enviadas 1.373 cartas-aviso para os homens que completam 65 anos e mulheres que completam 60 a partir do dia 1º de setembro.

 

O comunicado contém um código de segurança que permite ao segurado confirmar a sua autenticidade, protegendo-o contra fraudes. A comprovação, em caso de dúvida, deve ser feita pela Central 135 ou no portal www.previdencia.gov.br.

(Repórter Roberta Lopes)

Fonte: Agência Brasil

 


 

25/08/10 - Senado pode votar novos benefícios a idosos em programa habitacional

 

Duas propostas que dão preferência aos idosos na aquisição de residências em programas habitacionais públicos ou subsidiados com recursos públicos poderão ser analisadas pelo Plenário no esforço concentrado marcado para a próxima semana. Uma delas trata do percentual mínimo de unidades a serem destinadas a esse segmento da população e a outra estabelece que as casas estejam localizadas no pavimento térreo.

 

Pelo Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), as pessoas com idade igual ou superior a 60 anos já têm direito à reserva de 3% das unidades residenciais em programas habitacionais. O artigo 38 dessa lei também prevê a implantação de equipamentos urbanos comunitários voltados para a terceira idade; a eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas, para garantir a acessibilidade; e a adoção de critérios de financiamento compatíveis com rendimentos de aposentadorias e pensões.

 

Os dois projetos que tramitam no Senado alteram o Estatuto do Idoso para garantir novos benefícios. O primeiro (PLC 150/08) prevê que a reserva de 3% das moradias para pessoas da terceira idade seja um patamar mínimo de oferta de residências a essas pessoas. De autoria do deputado Vanderlei Macris (PSDB/SP), o PLC 150/08 estabelecia, inicialmente, 5% de reserva para moradia de idosos.

 

Alterado na própria Câmara, o projeto encaminhado ao Senado manteve os 3% previstos no texto do Estatuto do Idoso, mas transformados em percentual mínimo, a partir da inclusão da expressão "pelo menos" na redação do dispositivo.

 

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) alegou aumento da proporção de idosos na sociedade para aprovar a proposta. Já os senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) rejeitaram a matéria por entenderem que o texto do Estatuto do Idoso já prevê um percentual mínimo de unidades."Os gestores dos programas habitacionais que envolvem recursos públicos podem ampliar - e têm ampliado, na prática - o percentual de moradias destinadas aos idosos", explicou o relator na CAS, senador Efraim Morais (DEM-PB), que encaminhou o voto pela rejeição.

 

Piso térreo

O outro projeto em análise no Plenário (PLC 156/08) determina que as unidades residenciais reservadas para atendimento a idosos devem situar-se preferencialmente no pavimento térreo. A proposta tem por objetivo criar condições de acessibilidade necessárias para garantir moradia digna às pessoas de terceira idade. Isso porque, segundo alerta ao autor da proposta, o então deputado Tarcísio Zimmermann, as unidades geralmente construídas pelos programas habitacionais não contam com elevadores. A proposta foi aprovada tanto na CAS como na CDH.

Fonte: Agência Senado

 


 

25/08/10 - Alimentos e vestuário reduzem queda na inflação, segundo Ibre da FGV

 

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) recuou 0,17%, mantendo a tendência de queda dos preços, mas em um ritmo abaixo do que havia sido registrado na segunda prévia de agosto, quando a queda chegou a 0,19%.

 

Esta é a nona semana consecutiva em que o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) registra a tendência de baixa dos preços.

 

Segundo a FGV, das sete classes de despesas que compõem o índice de preços, quatro registraram uma menor queda ou uma ligeira alta em comparação à última apuração, divulgada no último dia 16: alimentação (de -1,09% para -0,94%), vestuário (de -0,90% para -0,84%), educação, leitura e recreação (de -0,10% para -0,05%) e habitação (que de 0,20%, passou a 0,23%).

 

Os demais itens registraram uma desaceleração na variação de preços: saúde e cuidados pessoais (de 0,35% para 0,17%), transportes (de 0,29% para 0,23%) e despesas diversas (de 0,73% para 0,47%).

 

De acordo com a Fundação, a pequena alta dos preços dos alimentos foi o fator que mais contribuiu para a deflação mais fraca do IPC-S. No grupo, o subitem hortaliças e legumes, que passou de -8,87% para -7,94%, foi o principal responsável pela variação da taxa do IPC-S.

 

Os itens calçados (0,23% para 0,37%), passagem aérea (-5,64% para -2,58%) e taxa de água e esgoto residencial (0,00% para 0,74%) contribuíram para acréscimo das taxas dos seguintes grupos: vestuário (-0,90% para -0,84%), educação, leitura e recreação (-0,10% para -0,05%) e habitação (0,20% para 0,23%).

 

Os decréscimos registrados nos itens cigarro (1,36% para 0,72%), artigo de higiene e cuidado pessoal (0,28% para -0,06%) e seguro facultativo para veículo (0,57% para -0,63%) contribuíram para as desacelerações dos grupos despesas diversas (0,73% para 0,47%), saúde e cuidados pessoais (0,35% para 0,17%) e transportes (0,29% para 0,23%).

Fonte: Correio do Brasil

 


 

25/08/10 - Acidente de trabalho de menor não prescreve

 

Depois de 22 anos de perder os dedos da mão esquerda, quando ainda era menor aprendiz, um trabalhador decidiu recorrer à Justiça do Trabalho com pedido de indenização contra seu ex-empregador. Apesar do tempo passado, ganhou a causa. O recurso movido pela Ullian Esquadrias Metálicas Ltda, de São José do Rio Preto (interior de São Paulo), não foi aceito. A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho manteve a decisão que condenou a empresa ao pagamento de indenização de R$ 151 mil por danos materiais, morais e estéticos. A decisão foi unânime quanto ao não conhecimento do Recurso de Revista da empresa.

 

O acidente ocorreu quando o autor da ação operava uma máquina de prensa para reforçar janelas venezianas. Ele tinha 15 anos de idade. Segundo a reclamação trabalhista, que data de outubro de 2006, o então adolescente não recebera treinamento para operar uma máquina de tal periculosidade. Por conta do ocorrido, passou a receber auxílio de R$ 140,53 do INSS.

 

Na defesa, a empresa de esquadrias metálicas argumentou que o valor requerido pelo autor da ação, de R$ 880 mil, era exorbitante. Além disso, atribuiu culpa exclusiva ao menor aprendiz, declarando que ele descumpriu ordem de seu superior hierárquico.

 

Na sentença, o juiz extinguiu o processo. Ele entendeu que o direito de ação prescreveu, com base no artigo 7º, inciso XXIX, da Constituição Federal. Segundo ele, após o término do contrato de trabalho, o empregado tem dois anos para postular os créditos trabalhistas.

 

No recurso apresentado ao Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (Campinas), o trabalhador amparou-se no artigo 440 da Consolidação das Leis do Trabalho. No caso, como o acidente vitimou menor de 18 anos, a tese da prescrição não é válida. No acórdão do TRT, entendeu-se que “a linha de defesa, no sentido de que o reclamante tomou a iniciativa de tentar lidar com a referida prensa, não tem sustentação, pois competia à reclamada tomar as medidas capazes de impedi-lo. Reputa-se, portanto, que a reclamada teve culpa pelo acidente de trabalho sofrido pelo reclamante”.

 

A empresa resolveu recorrer. No Tribunal Superior do Trabalho, argumentou que cabia ao autor da ação comprovar a culpa do empregador e salientou que a condenação se deu por “mera presunção”. O ministro Vieira de Mello, entretanto, não concordou. Com base o artigo 405 da CLT, entendeu como apropriada a conclusão do TRT. De acordo com o dispositivo, crianças e adolescentes não podem trabalhar em locais perigosos. “Se o empregador tem o dever contratual-legal de velar pela segurança, higidez e incolumidade de seus trabalhadores, de zelar pelo meio ambiente laboral, mediante a implementação das normas de segurança e medicina do trabalho e de documentar esses procedimentos, a ele cabe comprovar que cumpriu as determinações legais”, declarou.

 

Tanto o Direito do Trabalho quando o Direito do Consumidor contribuíram na fundamentação do voto do ministro. No segundo caso, o sujeito mais vulnerável possui superioridade jurídica na relação contratual. Amparando-se no solidarismo, declarou que “a reparação da vítima afigura-se mais importante do que a individualização de um culpado pelo evento danoso”.

Com informações da Assessoria de Comunicação do TST. (RR-162900-27.2006.5.15.0017)

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

25/08/10 - Empregador tenta burlar direito à estabilidade com ameaça de despedida

 

Um pacto com a empregadora levou uma funcionária a rescindir contrato que lhe assegurara estabilidade no emprego, conquistada após oito anos ininterruptos de trabalho. O acordo foi proposto pelo patrão como condição para continuidade no emprego, alegando que a licença maternidade gozada por ela retirava-lhe o direito à permanência estável na empresa. A empregada assinou uma procuração ao advogado contratado pelo empregador, o que lhe garantiria, como contrapartida, indenização e vantagens.

 

A Juíza Substituta da 16ª Vara do Trabalho de Porto Alegre, Juliana Oliveira, por meio de depoimentos de testemunhas, entendeu que houve coação mediante ameaças de despedida, e que tal ato teve o intuito de desestabilizar profissional e emocionalmente a reclamante, caracterizando assédio moral.

 

A empresa foi condenada em 1º grau a pagar R$ 10 mil reais de indenização por danos morais. Recorreu da sentença, argumentando inexistência de provas de que a funcionária tenha sofrido qualquer dano. Os magistrados integrantes da 1ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul, tendo como relatora do recurso ordinário a Desembargadora Ana Luiza Heineck Kruse, negaram provimento ao recurso, observando que há clareza do ato ilícito da reclamada em relação à autora da ação, configurando, portanto, assédio moral.

 

Foi determinada ainda a reintegração da trabalhadora à empresa, pois não há evidências de que o grau de animosidade seja tão grande a ponto de tornar desaconselhável. O Juízo de origem havia convertido em indenização a reintegração, avaliando inadequado, devido ao rancor entre as partes, o retorno da funcionária.

Fonte: Jusbrasil

 


 

25/08/10 - Empresa perde recurso por apresentar cópia não autenticada de procuração

 

A Subseção II Especializada em Dissídios Individuais - SBDI-2 do Tribunal Superior do Trabalho - TST rejeitou (não conheceu) o recurso ordinário em mandado de segurança interposto pela Comaso (Comercial de Alimentos Sorocaba Ltda.), por esta não ter autenticado a cópia da procuração do advogado que a representaria no recurso.

 

A Comaso, inicialmente, insatisfeita com decisão de juiz de primeiro grau que havia determinado o bloqueio de sua conta bancária (execução provisória), em razão de reclamação trabalhista, impetrou mandado de segurança no Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região – TRT/SC, para a reforma da sentença. No entanto, o Regional julgou improcedente o mandado, extinguindo o processo sem a resolução do mérito.

 

Inconformada, a empresa resolveu ingressar com recurso ordinário em mandado de segurança no TST, para reformar o acórdão do TRT catarinense. O que ela não esperava era que seu recurso seria rejeitado pela SBDI-2, em virtude da irregularidade da representação processual, ou seja, a cópia da procuração constante dos autos não estava autenticada, o que caracteriza a inexistência do documento.

 

Segundo o relator, ministro Caputo Bastos, a juntada de instrumento procuratório nos autos, em cópia não autenticada, contraria o artigo 830 da CLT, que obriga as partes a apresentarem documentos originais ou em fotocópias autenticadas. Para o ministro, a regularidade de representação é questão de ordem pública, podendo o órgão julgador, a qualquer momento e independentemente de impugnação das partes, examiná-la.

 

O ministro destacou, ainda, que não cabe a regularização na atual fase recursal tampouco a concessão de prazo para tal. Os ministros da SBDI-2, por unanimidade, acompanharam o voto do relator. (ROMS-73800-28.2008.5.12.0000)

Fonte: TST

 


 

24/08/10 - Analistas esperam que taxa básica de juros se mantenha em 10,75% ao ano até o fim de 2010

 

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) não esperam mais por aumento da taxa básica de juros, a Selic, neste ano. A expectativa para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro, e para o final do ano caiu de 11% para 10,75% ao ano, atual patamar da taxa básica. Há quatro semanas, a previsão era de que a Selic fecharia 2010 em 11,75% ao ano. Para o final de 2011, a projeção para a Selic permanece em 11,50% ao ano.

 

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reúne-se nos próximos dias 31 de agosto e 1º de setembro. Neste ano, ainda haverá reuniões em outubro e em dezembro. Na última reunião do Copom, em julho deste ano, os juros básicos foram elevados de 10,25% para 10,75% ao ano.

 

A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 5,19% para 5,10%, neste ano. Para 2011, a estimativa subiu de 4,80% para 4,86%, após 18 semanas de estabilidade.

 

O boletim Focus também traz a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) que neste ano deve ficar em 5%, a mesma estimativa prevista anteriormente. Para 2011, a projeção passou de 4,52% para 4,53%.

 

A projeção para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 8,46% para 8,50%, neste ano. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) neste ano, a expectativa passou de 8,51% para 8,56%. Para o próximo ano, foi mantida em 5% a projeção para esses dois índices.

 

A estimativa dos analistas para os preços administrados permaneceu em 3,60%, em 2010, e foi alterada de 4,76% para 4,80%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros.

 

As estimativas constam do boletim Focus, publicação divulgada às segundas-feiras pelo BC com base em estimativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia. (Repórter Kelly Oliveira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

24/08/10 - Micro e pequenas empresas criaram 74,5% das vagas de emprego em julho

 

As MPEs (Micro e Pequenas Empresas) foram responsáveis pela criação de 74,5% dos 181.796 empregos com carteira assinada em julho.

 

As empresas com até quatro pessoas foram responsáveis por 68,6% dos postos de trabalho, o que representa 124,7 mil vagas do total, enquanto os pequenos empreendimentos, que empregam entre 20 e 99 funcionários, representaram 8,1%.

 

Já as microempresas com cinco a 19 trabalhadores tiveram saldo negativo de 2,2% do saldo total. As médias e grandes responderam por pouco mais de 25,5% dos postos de trabalho criados no período.

 

Os dados foram extraídos pelo Sebrae do balanço do Caged (Cadastro de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

Análise por setor
Segundo a Agência Sebrae, as MPEs geram empregos principalmente no setor de serviços, que representou 23,8%, construção civil (20,1%) e indústria de transformação (14,5%).

 

“Ressalte-se que os saldos de empregos líquidos dessas empresas foram positivos em todos os demais setores”, afirma o analista de Políticas Públicas do Sebrae, Leonardo Mattar.

 

As pequenas empresas com 20 a 99 empregados geraram mais empregos na construção civil, com 3,8% de participação, seguida pela indústria de transformação, com 2,9%.

 

As maiores perdas das microempresas que empregam entre 5 e 19 trabalhadores ocorreram no comércio, com saldo negativo de 3,8%, um problema verificado pelo quarto mês consecutivo, segundo Mattar.

Fonte: InfoMoney

 


 

24/08/10 - Consumo de energia da indústria cresce 13,7% em julho e bate recorde

Segundo a EPE, resultado puxou aumento do consumo de energia no País,

que subiu 8,4% no mês em comparação a igual período de 2009

 

O consumo total de energia elétrica no Brasil somou 34.382 gigawatts-hora (GWh) em julho, o que significa um crescimento de 8,4% na comparação com o verificado em igual mês de 2009, segundo o boletim mensal divulgado nesta segunda-feira, 23, pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No acumulado em 12 meses, o consumo atingiu 410.144 Gwh, o que representa alta de 6% ante o período imediatamente anterior. No período de janeiro a julho, o consumo aumentou 9,7% em relação ao apurado na mesma etapa do ano passado.

 

O desempenho observado no mês passado foi puxado principalmente pelo setor industrial, cujo consumo apresentou uma expansão de 13,7%, totalizando 15.915 GWh em julho de 2010. A EPE nota que o valor representa um recorde histórico para a classe, que havia registrado seu valor máximo no mês de agosto de 2008 (15.823 Gwh). Na análise regional do segmento, o destaque foi o crescimento no Sudeste, que respondeu por 57% do consumo total desta classe no mês e apresentou alta de 18,3% frente a igual período de 2009.

 

O consumo residencial foi de 8.447 GWh, com crescimento de 4,2% em julho. O número total de consumidores residenciais atingiu a marca de 57,1 milhões, o que representa uma expansão de 3,5% frente a julho de 2009. O consumo médio residencial em 12 meses totalizou 155,9 KWh/mês, um aumento de 3,8%. O consumo médio entre janeiro e julho, de 157,2 KWh/mês, é o maior desde 2001, conforme a EPE.

 

O consumo comercial somou 5.220 GWh em julho de 2010, alta de 4,5%. Segundo a EPE, esta é a primeira vez neste ano que o crescimento mensal desta classe assume patamar inferior a 5%. A taxa acumulada até julho é de 6,7%. A intensificação das atividades de comércio, ressalta a EPE, vem se dando em diversos ramos, como veículos, motos e peças; móveis, eletroeletrônicos e informática; e materiais de construção.

Fonte: Agência Estado

 


 

24/08/10 - Gabas diz que espera acabar com greve de peritos do INSS em 15 dias

 

O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, disse nesta segunda-feira (23), no Rio, que espera acabar com a greve dos médicos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em até 15 dias, mas que a paralisação não tem data definida para terminar. "De alguma maneira, temos que resolver em dez, 15 dias no máximo, mas não tem data". A greve dos peritos já dura dois meses e provoca atraso de 400 mil perícias.

De acordo com Gabas, o governo passou a dialogar com as categoria por meio da Federação Nacional dos Médicos, na tentativa de destravar as negociações que não avançam com a entidade de classe, a Associação Nacional dos Médicos Peritos. "Uma assembleia nacional para 5,5 mil médicos que tem 50 pessoas não é representativa, na minha opinião. Não teve uma assembleia no local de trabalho, não teve uma assembleia em estado. Significa que isso não é representação".

 

A Associação Nacional dos Médicos Peritos não reconhece a representatividade da Federação dos Médicos. Pede que os filiados se abstenham de qualquer negociação e convoca uma assembleia para a próxima quinta-feira (26).

Carlos Eduardo Gabas fez palestra sobre a Política de Previdência Social no Brasil, no Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia da Escola Superior de Guerra. (Repórter Isabela Vieira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

24/08/10 - FGTS: 304 mil trabalhadores recebem informações sobre o fundo no celular

 

Os brasileiros têm aderido à tecnologia para acompanhar seus direitos trabalhistas. Isso porque o serviço de envio de mensagens do celular com informações do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) já atingiu mais de 300 mil trabalhadores.

 

Lançado em abril de 2009, o serviço permite que o trabalhador acesse informações sobre sua conta, como efetivação de depósitos mensais pelo empregador e o rendimento do saldo, atualizado com o crédito mensal de juros e correção monetária.

 

De acordo com a CEF (Caixa Econômica Federal), são 304 mil trabalhadores cadastrados, em um universo de 32,4 milhões de profissionais com conta vinculada ao fundo.

 

Mensagens
O número de mensagens enviadas aos trabalhadores chegou a sete milhões desde o lançamento do serviço.

 

Para utilizar este serviço, é preciso cadastrar um apelido na página de Serviços Online do FGTS no Portal do FGTS na Internet (www.caixa.gov.br/fgts).

 

Dados da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) revelaram que o número de celulares no Brasil chegou a mais de 96 aparelhos para cada grupo de cem habitantes em julho deste ano.

Fonte: InfoMoney

 


 

24/08/10 - Prescrição de norma coletiva é parcial

 

Segundo a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho, a prescrição do direito de requerer diferenças salariais pelo descumprimento de cláusula normativa é parcial, e não total como no caso de pedido que decorre de alteração do pactuado. A orientação está prevista na Súmula nº 294 do TST.

Por essa razão, a Quinta Turma do TST, em decisão unânime, rejeitou (não conheceu) recurso de revista da Volkswagen do Brasil. A relatora, ministra Kátia Magalhães Arruda, considerou inaplicável ao processo o artigo 7º, XXIX, da Constituição, como pretendia a empresa, por não tratar de descumprimento de cláusula normativa.

Como esse dispositivo estabelece prazo de cinco anos para o trabalhador propor ação quanto a créditos trabalhistas até o limite de dois anos após a extinção do contrato, no entender da empresa, o ex-empregado deveria ter ajuizado a ação nos cinco anos seguintes à alteração, pois as diferenças salariais pretendidas decorrem de ato único e exclusivo do empregador, sendo a prescrição total, nos termos da Súmula 294/TST.

Nem o juízo de primeiro grau nem o Tribunal do Trabalho de São Paulo (2ª Região) concordaram com os argumentos da empresa. O TRT negou provimento ao recurso ordinário da Volks ao concluir que a alteração unilateral do contrato promovida pela empresa produziu redução salarial proibida pela Constituição (artigo 7º, VI) e, nessas situações, as diferenças resultantes estão sempre sujeitas à prescrição parcial, conforme excepciona a referida súmula.

Na Quinta Turma, a ministra Kátia Arruda ressaltou que a Súmula nº 294 do TST é perfeitamente aplicável à hipótese e não foi contrariada, como alegou a empresa. Se por um lado a súmula prevê prescrição total em caso de ação com pedido de prestações sucessivas decorrente de alteração do pactuado, por outro, garante a prescrição parcial quando o direito à parcela esteja também assegurado por preceito de lei.

Assim, concluiu a relatora, a exceção prevista na parte final da súmula autoriza a aplicação da prescrição parcial pelo descumprimento de cláusula normativa. (RR-223500-39.2002.5.02.0462)

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

24/08/10 - Mais de 14 mil proposições aguardam deliberação dos deputados na Câmara Federal

 

A campanha eleitoral praticamente parou as atividades parlamentares na Câmara Federal. Mesmo com o presidente da Casa, deputado Michel Temer (PMDB-SP), tendo convocado dois esforços concentrados nos dias 2, 3 e 4 e 17 e 18 deste mês, mais de 14 mil proposições aguardam deliberações. São projetos de lei (PL), projetos de lei complementar (PLP) e propostas de emenda à Constituição (PEC). Desse total, 1.292 estão prontas para serem votadas no plenário. Se forem aprovadas, a maioria será encaminhada à apreciação do Senado Federal.

Entre as matérias prontas para serem votadas estão o projeto de lei que trata do sistema de exploração do pré-sal sob o regime de partilha e cria o Fundo Social, o que altera a Lei Pelé, o que trata das cooperativas de trabalho, o que institui a igualdade das mulheres no trabalho, entre outros.

Também estão prontas para ir a plenário, as PECs do piso salarial dos policiais e bombeiros, a que cria a Polícia Penal, a que prevê a jornada de trabalho de 40 horas semanais, o PLP que regulamenta a Emenda 29 – que repassa mais recursos para a saúde e os projetos de decreto legislativo (PDC) sobre o Tratado de Itaipu, da criação dos estados de Tapajós e de Carajás.

Entre as proposições mais antigas em tramitação na Câmara estão: o Projeto de Lei 1.052/83, que dispõe sobre a distribuição de leite aos trabalhadores; o Projeto de Lei Complementar 33/88 que cria proteção contra as despedidas arbitrárias de trabalhadores; e a proposta de emenda à Constituição (PEC) que trata da simplificação dos impostos (reforma tributária).

Normalmente, a maioria das proposições é apresentada à Câmara no primeiro ano de cada legislatura, em função da renovação dos deputados por causa das eleições. Em 2007, primeiro ano da atual legislatura, foram 3.215 proposições; 2.121, em 2008, e, em 2009, 2.390 propostas. Até o fim de julho deste ano, 1.174 matérias, entre projetos de lei ordinária (PLs), projetos de lei complementar (PLPs) e PECs foram apresentadas pelos parlamentares.

Só de propostas de emendas à Constituição foram apresentadas nesta legislatura, iniciada em 2007, 517 PECs. Mesmo com tantas matérias, o número de proposições aprovadas é pequeno. Em 2010, por exemplo, os deputados aprovaram em votações no plenário uma PEC, quatro PLPs e 12 Pls.

Além dessas propostas, os deputados aprovaram, em plenário, 13 medidas provisórias, 42 projetos de decreto legislativo (PDCs) e dois projetos de resolução (PRCs). No entanto, nas comissões técnicas foram aprovadas neste ano 700 matérias em caráter terminativo, ou conclusivo.

Em 2009, os deputados aprovaram sete PECs, cinco PLPs, 60 PLs, 26 medidas provisórias, 124 PDCs e sete PRCs. Já as comissões técnicas aprovaram em caráter conclusivo 1.204 matérias. No ano seguinte, o foram aprovadas em plenário três PECs, oito PLPs, 53 PLs, 51 MPs, 84 PDCs e oito PRCs. As comissões aprovaram conclusivamente 697 propostas.

No primeiro ano desta legislatura (2007), foram aprovadas três PECs, três PLPs, 25 Pls, 61 MPs, 49 PDCs e um PRC. No mesmo ano, as comissões técnicas aprovaram, em caráter terminativo, 560 proposições que foram encaminhadas diretamente à apreciação do Senado Federal. (Repórter Iolando Lourenço)

Fonte: Agência Brasil

 


 

24/08/10 - Depósito recursal: TST quer aumentar acordos nos processos trabalhistas

 

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) quer aumentar o número de acordos nos processos trabalhistas entre empresas e funcionários. Para isso, passou a cobrar, no último dia 13, por ações que, em 95% dos casos - segundo o TST - atrasam o andamento das ações: os agravos de instrumento.

 

Eles são usados para tentar "destrancar" um recurso que tenha sido rejeitado pelo TRT (Tribunal Regional do Trabalho) ou pelo TST.

 

Agora, quem quiser insistir em um recurso que já tenha sido rejeitado terá de pagar metade do valor já desembolsado para entrar com o recurso - o preço pode chegar a R$ 5.500. Dessa forma, o tribunal pretende desencorajar empresas e empregados de manter processos na Justiça.

 

"O acordo proporciona muito mais do que a lei. Atinge as questões com muito mais especificidade", avalia Olga Fortes, juíza do TRT/SP, que já organizou e participou de audiências públicas de ações coletivas.

 

Agilidade
Três dias antes de a medida entrar em vigor, 360 funcionários da fábrica de lâmpadas da Philips, em Mauá, a 26 km da capital paulista, firmaram acordo de rescisão com a empresa em uma das maiores audiências públicas já realizadas em São Paulo.

 

A fábrica fechou em 30 de junho e a negociação envolveu até mesmo paralisação por três dias.

 

O acordo foi aceito por 95% dos empregados que acionaram a Justiça. Para Fortes, a satisfação resulta de uma fórmula bastante utilizada pelo tribunal: juízes auxiliares de conciliação em contato direto com empresas e funcionários.

 

O juiz titular da Vara do Trabalho de Mauá Moisés dos Santos Heitor, que conduziu o processo, afirma que, sem o acordo, a espera seria no mínimo 12 vezes maior - e o processo demoraria cerca de seis anos.

 

O trabalhador que passa por uma demissão em massa deve negociar com a empresa um pacote de benefícios. "A legislação trabalhista não proíbe demissão em massa", lembra o especialista em direito do trabalho Gleibe Pretti.

 

Mais benefícios
Em casos como o da Philips, no qual o empregado terá de mudar de setor ou se especializar em algo, especialistas recomendam negociar um pacote de benefícios.

 

No acordo, os funcionários conseguiram um salário a mais para cada cinco anos trabalhados, extensão do plano de saúde por três meses e treinamentos.

 

Também houve negociação com trabalhadores com sequelas e afastados por acidentes de trabalho, lesões por esforço repetitivo ou afetados pelo mercúrio usado na fabricação de lâmpadas.

 

Paulo César Cárceres, 50, trabalhou na fábrica de lâmpadas como operador de máquina por 28 anos. Em três meses, ele poderia se aposentar e continuar trabalhando, mas o fechamento da Philips mudou o plano. Cárceres fez acordo com a empresa e vai conseguir se aposentar, mas terá de procurar outro trabalho, já que, para sua família, o dinheiro da aposentadoria não basta.

 

Ele não sabe dizer em que trabalhará. "Não tenho condição de escolher. Já estou com 50 anos, especializado em algo que não vou poder fazer mais, pois não há fábrica de lâmpadas aqui perto".

Fonte: Folha de S.Paulo

 


 

24/08/10 - Bancos acumulam lucros recordes no segundo trimestre - R$ 10 bilhões

Os juros cobrados pelas 25 instituições do sistema financeiro brasileiro acrescentam uma diferença (spread) arbitrária e abusiva, a título de risco, que eleva os juros efetivamente cobrados aos indivíduos e empresas a percentuais bem superiores ao da taxa básica, próprios de agiotas. Estudo é da consultoria Economática

 

Os bancos constituem o ramo da economia nacional que mais lucrou no segundo trimestre deste ano. Abocanharam R$ 10,1 bilhões, 18,38% a mais do que os R$ 8,5 bilhões obtidos em 2009, segundo estudo da consultoria Economática divulgado nesta segunda-feira (23).

 

O resultado reflete as altas taxas de juros e caríssimas tarifas cobradas aos clientes.

 

Prisioneiro de uma política monetária conservadora, há anos o Brasil exibe o desonroso título de campeão mundial dos juros reais altos.

 

A Selic - taxa básica de juros usada como indexador de títulos públicos - foi fixada pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) em 10,75% ao ano, depois de três aumentos sucessivos.

 

A mera aplicação em papéis do governo garante um bom rendimento, além de fácil e seguro. Mas, os banqueiros não se contentam com pouco.

 

Agiotagem
Os juros cobrados pelas 25 instituições do sistema financeiro brasileiro acrescentam uma diferença (spread) arbitrária e abusiva, a título de risco, que eleva os juros efetivamente cobrados aos indivíduos e empresas a percentuais bem superiores ao da taxa básica, próprios de agiotas.

 

Os juros sobre cheque especial e cartões de crédito são até 15 vezes superiores à Selic.

 

As tarifas sobre os serviços prestados (emissão de cheque, saldos, extratos, cartões, pagamento de contas, entre outros) são outra fonte generosa de lucros. Além disto, os banqueiros remuneram mal seus funcionários e exigem o máximo de esforço e produtividade.

 

Petróleo em segundo
O levantamento da Economática foi feito com base nos demonstrativos financeiros apresentados pela empresas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

 

Depois do ramo bancário, no ranking dos lucros, aparece o de petróleo e gás, representado por quatro empresas, com lucro de R$ 8,5 bilhões contra R$ 7,7 bilhões registrados no mesmo período de 2009 (crescimento de 10,9%).

 

Dos 23 ramos econômicos analisados pela Economática, sete apresentam queda do lucro no segundo trimestre ante o mesmo período do ano passado, entre eles alimentos e bebidas e veículos e peças.

Fonte: Vermelho, com agências

 


 

23/08/10 - Agenda Política: novas pesquisas eleitorais serão divulgadas nesta semana

Semana relativamente tranqüila. A eleição continua como tema central. Duas novas pesquisas de intenção de voto para presidente da República e avaliação do Governo serão divulgadas nesta semana. Nesta terça-feira (24), vai ser publicada uma CNT/Sensus. A partir desta quarta-feira (25), pode ser divulgado novo levantamento do Instituto Datafolha

 

Nesta terça-feira (24), vai ser divulgada nova pesquisa CNT/Sensus sobre sucessão presidencial. A pesquisa, contratada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), ouviu 2 mil eleitores entre os dias 20 e 22 de agosto.

 

No último levantamento do instituto - 31 de julho a 2 de agosto - Dilma Rousseff (PT) tinha 41,6% das intenções de voto contra 31,6% de José Serra (PSDB) e 8,5% de Marina Silva (PV).

Datafolha
A partir desta quarta-feira (25), pode ser divulgada nova pesquisa Datafolha sobre avaliação do Governo Lula e sucessão presidencial. O levantamento foi contratado pela Folha de S.Paulo e TV Globo. Serão ouvidos entre os dias 23 e 25 de agosto, 10.820 eleitores.

 

Na última pesquisa Datafolha divulgada no dia 20, Dilma Rousseff aparecia com 47% das intenções de voto, contra 30% de José Serra e 9% de Marina Silva. A candidata do PT venceria, neste caso, já no primeiro turno, pois somaria 54% dos votos válidos.

Belo Monte
De acordo com o ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o contrato de concessão da usina de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), será assinado nesta semana.

 

O consórcio Norte Energia já depositou na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) R$ 1,04 bilhão da garantia de fiel cumprimento, que atesta que a usina será entregue e o contrato de concessão, cumprido. A expectativa do consórcio é de que a obra comece em setembro.

 

Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:

 

Segunda-feira (23)
- O presidente Lula faz caminhada em São Bernardo do Campo ao lado de Dilma Rousseff. Lula pedirá voto para sua candidata na porta da fábrica da Volkswagen.

- Banco Central divulga Investimento Estrangeiro Direto de julho.

- O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, participa da solenidade de posse dos novos analistas e técnicos do Banco Central, em Brasília (evento fechado à imprensa).

Terça-feira (24)
- Prevista divulgação de pesquisa CNT/Sensus sobre sucessão presidencial e avaliação do governo Lula.

- O jornal Folha de S.Paulo e o site UOL entrevistam os candidatos a vice-presidente Michel Temer (PMDB), Índio da Costa (DEM) e Guilherme Leal (PV).

- Marina Silva, presidenciável do PV, se reúne com grupo de acadêmicos e empresários, em São Paulo, na casa do advogado Pierre Moreau, um dos sócios da Casa do Saber.

- Tesouro divulga o resultado do governo central em julho.

- A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga sondagem industrial de agosto.

 

Quarta-feira (25)
- Pode ser divulgada pesquisa Datafolha sobre sucessão presidencial e avaliação do Governo Lula.

- O Banco Central divulga o resultado do setor público consolidado em julho.

 

Quinta-feira (26)
- Henrique Meirelles (BC) participa do Jackson Hole Symposium, nos Estados Unidos, até o próximo sábado.

- IBGE divulga desemprego em julho.

 

Sexta-feira (27)
- IBGE divulga Pesquisa de Orçamentos Familiares de 2009.

Fonte: Diap

 


 

23/08/10 - Centrais: proposta ao Ministério Público do Trabalho sobre custeio sindical

 

No dia 10 de agosto, as centrais sindicais entregaram ao procurador-geral do Ministério Público do Trabalho, Otávio Brito Lopes, propostas orientadas ao aperfeiçoamento da liberdade e da autonomia sindical no País.

 

Estas propostas deverão nortear as negociações do movimento sindical com o Ministério Público do Trabalho no tocante a compreensão de temas que visem erradicar práticas e condutas antissindicais.

 

Entre os temas estão: o custeio das entidades sindicais; a utilização do interdito proibitório no movimento de greves; prática de atos atentatórios à atividade sindical e, a organização dos trabalhadores nas empresas.

 

O Ministério Público do Trabalho/Procuradoria-Geral do Trabalho distribuiu orientações em relação a Contribuição Assistencial, aprovadas na 2ª Reunião Nacional da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical, documento que não foi negociado com o movimento sindical.

 

A íntegra da proposta das centrais é a seguinte:

 

Considerando que o Grupo de Trabalho, instituído pela Portaria PGT/MPT 78, de 5.02.2010, é o resultado da reunião das centrais sindicais acima qualificadas e a Procuradoria Geral do Trabalho;

 

Considerando que o Grupo de Trabalho, apesar do propósito inicial em estabelecer critérios uniformes que envolvam o custeio do Sistema Sindical, ao longo do processo de negociação, as Centrais Sindicais unificaram o entendimento que devido à importância do assunto debatido, não comporta apenas o critério de custeio, mas também a representação sindical nos locais de trabalho, ação conjunta contra os interditos proibitórios, estabilidade dos dirigentes sindicais e práticas antissindicais;

 

Considerando a natureza deste Grupo de Trabalho e seus possíveis efeitos ou desdobramentos, as centrais mantêm a queixa formulada na Organização Internacional do Trabalho, autuada sob o número 2.739 e já em tramitação, sem qualquer efeito de modificação ou renúncia;

 

Considerando que ainda não estão envolvidos no debate o Judiciário e o Executivo, poderes que se articulam em diversas ações relacionadas ao objeto do presente GT;

 

As centrais sindicais alvitram e unificam o entendimento:

 

Considerações iniciais
As centrais sindicais entendem que o Ministério do Trabalho e Emprego e o Tribunal Superior do Trabalho devem participar das discussões do Grupo de Trabalho, objetivando ampliar o rol de temas a serem debatidos e equacionados.

 

De outro lado é importante salientar que mesmo no âmbito do MPT há necessidade de se estabelecer com maior clareza a natureza do Grupo de Trabalho, buscando levantar, para fins de avaliação e reflexão, o numero de procedimentos investigatórios em curso e de ações civil publicas ajuizadas e em tramitação que envolva os temas postos em pauta para a discussão do GT.

 

Custeio das entidades sindicais
As centrais sindicais consignam o entendimento de que a interpretação acerca da dotação do custeio das entidades sindicais deve ser àquela prevista nos julgados do Comitê de Liberdade Sindical da Organização Internacional do Trabalho, cujos princípios são pautados pela autoregulamentação e autonomia. O que não sugere desregramento e legalização da má-fé do processo de negociação coletiva (artigo 422, do Código Civil).

 

As centrais sindicais consideram o respeito à decisão da assembléia geral, órgão máximo e deliberativo dos trabalhadores, como princípio básico para o custeio das entidades sindicais.

 

Por outro lado, sugerem que o instrumento contenha menção expressa sobre o que as Centrais Sindicais consideram e que é necessária a existência de um "teto" contributivo razoável.

 

As centrais sindicais lembram a tempo aos interessados que qualquer vinculação contratual das entidades de trabalhadores, aos olhos da OIT, pode se revelar um atentado á liberdade sindical e ao artigo 7º, XXVI, da Constituição Federal.

 

O sistema de custeio deverá ser aprovado em Assembléia Geral, que será precedida de ampla divulgação no âmbito da representatividade, convocado os trabalhadores sócios e não sócios, que poderão exercer o direito de oposição nessa oportunidade.

 

O custeio pressupõe a realização do processo de negociação coletiva, independentemente do resultado. O desconto e o repasse deverão ser procedidos pelas empresas, sob pena de configurar descumprimento de obrigação de fazer ou, conforme o caso, o crime de apropriação indébita.

 

Utilização do interdito proibitório nos movimentos de greve
A greve é direito universal e fundamental dos trabalhadores.

 

A legitimidade para instaurar inquérito na hipótese de ocorrer ilícito em paralisações é do Ministério Público, que deve exercê-lo, logo, faz-se necessário substituir a aberração da Ação Possessória - Interdito Proibitório - para obstruir movimento de greve - pela aplicação da própria lei de greve (Lei 7.783/89), que em seu artigo 15 regulamenta:

 

"A responsabilidade pelos atos praticados, ilícitos ou crimes cometidos, no curso da greve, será apurada, conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil ou penal".

 

Parágrafo único. Deverá o Ministério Publico, de oficio, requisitar a abertura do competente inquérito e oferecer denúncia quando houver indicio de prática de delito".

 

Estabilidade dos dirigentes sindicais
Proteção contra dispensa arbitrária a partir do registro da candidatura e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, de acordo com o estatuto de cada entidade.

 

O número de dirigentes sindicais deverá considerar os critérios dos estatutos sociais de cada entidade sindical e, especialmente, ser ratificado em norma coletiva.

 

Prática de atos atentatórios à atividade sindical
Estabelecer um procedimento padrão para que as entidades sindicais apresentem ao Ministério Publico os atos atentatórios à atividade sindical e o compromisso da instauração do inquérito civil e penal.

 

Configura conduta anti-sindical todo e qualquer ato do empregador que tenha por objetivo impedir ou limitar a liberdade ou a atividade sindical, consoante o seguinte rol não exaustivo:

 

"subordinar a admissão ou a preservação do emprego ao desligamento de uma entidade sindical;

 

"despedir ou discriminar trabalhador em razão de sua filiação a sindicato, participação em greve ou em assembléias, atuação em entidade sindical ou em representação sindical nos locais de trabalho;

 

"desrespeitar a estabilidade de dirigentes eleitos para mandato sindical;

 

"interferir nas organizações sindicais de trabalhadores;

 

"recusar-se à negociação coletiva ou a utilizar-se de meios que impeçam a realização do processo negocial.

 

Organização dos trabalhadores nas empresas
Estabelecer um procedimento uniforme para a aplicação da regra constitucional em "Acordo ou Convenção Coletiva" de critérios que garantam a representação dos trabalhadores nas empresas, inclusive para aquelas que possuam menos que 200 empregados, estabelecendo-se em qualquer caso, como critério essencial, a estabilidade do representante e de seu suplente.

 

O Ministério Público Trabalho e as centrais sindicais atuarão de forma conjunta com o escopo de dar cumprimento ao disposto no artigo 11 da Constituição Federal, bem como as previsões sobre o tema constantes em normas coletivas.

 

Conclusão
O debate desses temas terá prosseguimento com o Ministério Publico do Trabalho, fazendo gestões em conjunto para agendar "debate" ou "encontro" com os ministros do Tribunal Superior do Trabalho e com o Ministério do Trabalho e Emprego, objetivando ampliar a discussão e possibilidade de procedimento futuro.

 

No âmbito de articulação e autonomia das entidades que participam do GT, há a necessidade de se aprofundar esses temas com o fim de se construir guias de boas práticas sindicais nos moldes recomendado pela OIT, preservando-se a autonomia sindical e conferindo à liberdade sindical o status constitucional que ela adquiriu.

 

São Paulo, 10 de agosto de 2010.

 

Antonio Fernandes Neto
CENTRAL GERAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL

Wagner Gomes
CENTRAL DOS TRABALHADORES E TRABALHADORAS DO BRASIL
Arthur Henrique da Silva Santos
CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES

Miguel Eduardo Torres
FORÇA SINDICAL

José Calixto Ramos
NOVA CENTRAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL

Ricardo Patah
UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES

Fonte: Diap

 


 

23/08/10 - CNJ promove campanha Lei Maria da Penha

 

A campanha Lei Maria da Penha é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e tem como objetivo promover sua aplicação pelo Judiciário e pela sociedade e, com isso, prevenir, punir e erradicar a violência contra a mulher no país.

 

A divulgação conta com quatro vídeos institucionais de 30 segundos. Um para ser veiculado em TV aberta em todo território nacional e o restante para ser apresentado no You Tube e nas TVs da Justiça. Há também cartaz, banners para a internet e spot de rádio. Todas as peças e respectivos mapas de mídia podem ser obtidos no endereço eletrônico www.cnj.jus.br/leimariadapenha .

Fonte: Jusbrasil

 


 

23/08/10 - Sudeste lidera geração de empregos em julho

Região gerou mais de 90 mil postos de trabalho no último mês. São Paulo continua como maior gerador de empregos no país, seguido do Rio de Janeiro e Minas Gerais, respectivamente

 

O Sudeste foi responsável pelo maior número de postos de trabalho com carteira assinada em julho, com a abertura de 90.905 novas vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de julho. Em termos relativos, a região registrou um aumento de 0,48% em relação ao estoque de assalariados com carteira assinada no mês anterior. As informações foram apresentadas na quinta-feira (19) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

 

No ranking de geração de empregos por estado, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais ocupam os três primeiros lugares.

 

São Paulo registrou o terceiro melhor saldo no mês, com a geração de 62.497 empregos celetistas, sendo superado apenas pelo ocorrido em 2004 e 2008. O resultado deve-se ao bom desempenho dos setores de Serviços, com 24.266 postos, da Indústria de Transformação, com 13.919, e do Comércio, com 10.626. No acumulado do ano, o estado gerou 608.240 vagas, segundo melhor resultado de toda a série histórica do Caged para o período.

 

O Rio de Janeiro ficou em segundo lugar no ranking, com a geração de 14.086 empregos celetistas. O resultado, segundo melhor da série histórica do Caged para o mês, é consequência do saldo dos setores de Serviços, com 6.579 postos, do Comércio, com 2.841, da Indústria de Transformação, com 2.361, e da Construção Civil,  com 2.120. Entre janeiro e julho foram 102.677 novos empregos celetistas.

 

Minas Gerais registrou seu segundo melhor desempenho na geração de empregos nos sete primeiros meses do ano, com a criação de 245.926 postos nesse período. No mês de julho, ficou na terceira posição no país, com a abertura de 13.354 empregos celetistas. A expansão foi puxada, principalmente, pela Construção Civil (+5.727 postos), Serviços (+5.147 postos) e Comércio (+3.453 empregos).

 

Já o Espírito Santo teve o terceiro melhor desempenho da série histórica do Caged entre janeiro e julho, com a geração de 28.074 vagas. Em julho, foram criados 968 empregos celetistas, resultando do saldo positivo dos setores de Comércio (+974 empregos), de Serviços (+895 postos) e da Construção Civil (+771 postos), que superou a queda da Agropecuária, que fechou 1.962 postos, devido, principalmente, as atividades relacionadas ao cultivo do café e serviços relacionados à agricultura.

 

Setores - Entre os setores, o que mais gerou emprego na região foi o de Serviços, com 36.887 novas vagas. Em seguida vem o Comércio, com 17.894, a Indústria de Transformação, com 17.570, e a Construção Civil, com 14.367.

Fonte: MTE

 


 

23/08/10 - Gestante não tem direito a indenização por ser despedida

 

A 7ª turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul manteve decisão de 1º grau que julgou improcedente o pedido de indenização de uma gestante despedida com dois meses de gravidez. A reclamante recorreu da decisão argumentando que são devidos os salários e as demais vantagens, pois já estava grávida no ato da demissão.

 

A decisão foi embasada no art. 10, inciso II, alínea b do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, que prevê garantia de estabilidade provisória durante o período de gestação. No entanto, o dispositivo assegura o direito à solicitação de reintegração ao emprego, no caso de dispensa arbitrária ou sem justa causa, e uma eventual indenização resultaria apenas quando já expirado o prazo da garantia e esta não mais tiver base legal.

 

A relatora do recurso ordinário, Desembargadora Beatriz Zoratto Sanvicente, observou que reclamante entrou com ação ainda no período de estabilidade (sua filha havia sequer nascido). Nesse caso, poderia requerer retorno imediato ao trabalho. Porém, como deixa bem claro, inclusive em suas razões recursais, sua intenção era apenas o ganho financeiro. Por destoar do objetivo da garantia constitucional, foi negado provimento ao recurso da autora. Cabe recurso da decisão. Processo 0113700-82.2009.5.04.0201

Fonte: Jusbrasil

 


 

23/08/10 - Conta bancária de empresário é bloqueada para pagar multa trabalhista

 

Um dos sócios de uma empresa agroindustrial de Pernambuco não conseguiu convencer a Seção II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho de que a decisão judicial que bloqueou e penhorou sua conta bancária, para assegurar a execução de multa referente a dívidas trabalhistas devidas a um empregado, violou o seu direito líquido e certo.

 

O empresário impetrou mandado de segurança no Tribunal Regional da 6ª Região, alegando que além da penhora de um automóvel Golf/2001, avaliado acima do valor da multa, calculada em R$ 24,5 mil, teve também a conta bancária bloqueada pelo juiz da vara do trabalho, por meio do sistema Bacen Jud (procedimento que permite ao juiz realizar o bloqueio da conta junto ao Banco Central). O Tribunal Regional negou a segurança e manteve a decisão do juiz.

 

Insatisfeito, o comerciante recorreu ao TST insistindo na violação do seu direito. Argumentou que sua conta foi bloqueada para garantir uma execução ainda provisória que, por sua vez, já estaria garantida por um bem, o veículo, o que configurava excesso de penhora. Contrariamente a esse entendimento, o relator na SDI-2, ministro Emmanoel Pereira, ressaltou que a hipótese dos autos é de execução definitiva e que não houve excesso de penhora, pois o juiz determinou que o bem fosse penhorado somente no caso de não obter sucesso na penhora pelo sistema Bacen Jud.

 

Segundo o ministro, a jurisprudência do TST é pacífica ao considerar que a penhora em dinheiro não fere direito líquido e certo do executado, uma vez que obedece a gradação estabelecida no artigo 655 do Código de Processo Civil, a qual coloca valores em dinheiro em primeiro lugar na ordem de preferência. Este tipo de penhora pode ser feita tanto em dinheiro quanto sobre o faturamento da empresa, quando não demonstrado qualquer risco ao desenvolvimento regular das atividades do executado, acrescentou o relator.

O ministro informou ainda que o TST tem estimulado, por intermédio da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, a penhora on line de dinheiro, via sistema Bacen Jud, “como forma de solucionar o tortuoso problema das execuções trabalhistas”, com respaldo no artigo 655 do CPC.

 

Ao final, a SDI-2 aprovou por unanimidade o voto do relator negando provimento ao recurso ordinário em mandado de segurança do empresário. (ROMS-4700-17.2009.5.06.0000)

Fonte: TST

 


 

23/08/10 - Autorização do Ministério do Trabalho valida redução de intervalo intrajornada na Garoto

 

É válida a redução do intervalo intrajornada, se houver a autorização do Ministério do Trabalho. Com esse fundamento, a Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho não concedeu a empregados da empresa Chocolates Garoto diferenças, como horas extras, de intervalo para repouso e alimentação. A Turma reformou decisão do Tribunal Regional da 17ª Região (ES).

 

Os trabalhadores da empresa realizavam turnos ininterruptos de revezamento de oito horas diárias e possuíam somente 40 minutos de intervalo para descanso e alimentação. Entretanto, a CLT estabelece como direito o intervalo de no mínimo uma hora para uma jornada acima de seis horas (Artigo 71).

 

O TRT havia condenado a empresa a pagar a diferença de 20 minutos diários como horas extras, acrescidos de 50%, e reflexos em outras verbas trabalhistas. Para o TRT, foi inválido o acordo que reduziu o intervalo, pois o direito ao descanso e alimentação constitui norma de saúde e segurança do trabalho, não sendo passível de flexibilização.

 

A Garoto, então, interpôs recurso de revista ao TST. A relatora do processo, ministra Maria Cristina Peduzzi, concluiu que, embora o direito ao intervalo seja uma norma de saúde no trabalho, a CLT autoriza a redução do direito, se cumpridos dois requisitos (artigo 71, §3°): primeiro, quando há a autorização do Ministério do Trabalho – ao verificar que a empresa atendeu exigências relacionadas à organização dos refeitórios; e segundo, quando os funcionários não estiverem submetidos a regime de trabalho prorrogado.



Para a ministra, esses dois aspectos foram registrados no acórdão do TRT, o que atestou a legalidade da redução do intervalo de uma hora para 40 minutos.

 

Sob esse fundamento, a Oitava Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso de revista da Garoto e excluiu da condenação o pagamento da diferença de 20 minutos diários referentes ao intervalo intrajornada. (RR-123100-62.2006.5.17.008)

Fonte: TST

 


 

20/08/10 - CNI diz que o índice de confiança do empresário continua estável

 

Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revela que o Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) permanece estável, com ligeira melhora de 0,6 ponto percentual neste mês de agosto, em relação ao mês anterior, com o índice atingindo 64 pontos. O Icei varia de zero a 100, e valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresariado.

De acordo com texto da pesquisa, “a estabilidade do indicador reflete o crescimento econômico mais moderado após intensa atividade econômica do início de 2010”. Dos 26 setores da indústria de transformação, 12 registraram aumento do Icei acima de um ponto, comparado a julho. Destaque para os setores de edição e impressão, limpeza e perfumaria, de material eletrônico e de comunicação, que cresceram mais de cinco pontos.

Os empresários da indústria extrativa também melhoram em 2,5 pontos o nível de confiança em relação ao crescimento do setor, na comparação mensal. O menor aumento foi na confiança dos empreendedores da construção civil, de apenas 0,2 ponto, em que pese a evolução constante dos financiamentos para o mercado imobiliário. O Icei dos empresários da indústria de transformação também teve aumento pequeno, de 0,5 ponto no período.

A pesquisa da CNI consultou 1.910 empresas (1.027 pequenas, 623 médias e 260 grandes) entre os dias 2 e 18 deste mês, em todo o país, e constatou que o indicador de condições de negócios nos últimos seis meses cresceu de 57,6 pontos, em julho, para 58,4 pontos, em agosto. Situação que reafirma percepção de estabilidade, com leve melhora, também quanto à expectativa para os próximos seis meses, que evoluiu de 66,4 para 66,8 pontos.

Fonte: Agência Brasil

 


 

20/08/10 - Brasil mantém recorde de empregos gerados em 2010

Em julho foram criados 181.796 novos empregos com carteira assinada no país.

Em 12 meses, saldo inédito é de 2.212.318 de novos postos. Lupi prevê mais recordes nos próximos quatro meses

 

Em julho de 2010, foram gerados no Brasil 181.796 novos empregos com carteira assinada, aumentando o saldo acumulado do ano para 1.655.116 postos, o que mantém 2010 como o ano em que mais se gerou empregos na história do país. A marca é 5,8% acima do recorde anterior, verificado em 2008 (1.564.606). Com o resultado do Caged de julho, o país chega à marca de 14.178.749 brasileiros com emprego formal em atividade no país.

 

Os números foram anunciados na tarde desta quinta-feira (19) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que apontou resultados recordes para os próximos quatro meses. "O parque industrial do Brasil continua crescendo, aumentando assim a capacidade de produção; o consumo está se mantendo em alta; temos impulsos por conta de investimentos do governo e da iniciativa privada. Por tudo isso, estimo novos recordes para os meses de agosto, setembro, outubro e novembro", analisou o ministro.

 

Nos últimos 12 meses, foram criados 2.212.318 de postos de trabalho, número inédito na história do Caged para este tipo de comparação, com aumento da empregabilidade em 6,82%. O resultado mensal foi o terceiro melhor para meses de julho, atrás apenas de 2008 (203.218 postos) e 2004 (202.033).

 

"O modo de crescimento do mercado de trabalho deste ano reproduz o de 2009, com vantagem para 2010, pois conta com a demanda do mercado internacional, que ainda não havia sido retomada ano passado, por conta da crise internacional", comentou Lupi.

Fonte: MTE

 


 

20/08/10 - Construção Civil supera recorde em 9,42%

Em julho, todos os setores da economia registraram aumento do número de empregos

 

O crescimento do emprego com carteira assinada em julho foi puxado pela alta de 1,54% na Construção Civil, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O setor foi responsável pela criação de 38.382 postos de trabalho no último mês, número 9,42% superior ao saldo recorde do setor, registrado em julho de 2008. Os dados foram apresentados pelo Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, nesta quinta-feira (19).

 

Em números absolutos, o setor de Serviços lidera a geração de empregos, com a criação de 61.606 novas vagas, saldo recorde para o período, resultante do crescimento de cinco dos seis ramos que compõem o setor. Em seguida vem a Indústria de Transformação, com 41.530 postos de trabalho abertos, o segundo melhor resultado na série histórica do Caged. Dos 12 ramos integrantes do setor, 11 tiveram expansão.

 

Os ramos que contribuíram para o desempenho recorde do setor de Serviços foram Serviços de Comércio e Administração de Imóveis, com 31.123 postos, recorde para o período; Serviços Médicos e Odontológicos, com 8.517 postos, também com saldo recorde para o mês; e Serviços de Alojamentos e Alimentação: com 17.278 postos, o segundo melhor saldo para o mês. Registraram a terceira melhor geração de empregos no mês os ramos de Serviços de Transporte e Comunicação, com 9.458 postos, e Instituições Financeiras, com 3.308 postos.

 

Já o crescimento na Indústria de Transformação foi puxado pelos subsetores da Indústria Metalúrgica, com 5.289 novas vagas, e  da Indústria de Calçados, com 4.820, que registraram o segundo melhor desempenho para o período; e Indústria de Produtos Alimentícios, com 8.341 vagas e Indústria Têxtil, com 5.904, que tiveram o terceiro melhor saldo para o mês de julho.

 

O Comércio, com o incremento de 28.250 postos de trabalho, obteve o terceiro melhor saldo do período. A Agricultura teve saldo positivo de 7.760 postos, decorrente do crescimento das atividades de serviços relacionados com a agricultura, com 3.277 novas vagas, cultivos de frutas cítricas, com 3.044, e de uva, com 2.382.

Fonte: MTE

 


 

20/08/10 - Mais de 70% dos brasileiros não sabem o montante de tributos incidente no salário

 

A maior parte dos brasileiros (72,7%) não sabe qual o montante de tributos incidente sobre o seu salário, segundo revela estudo realizado pela Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro) e divulgado na quarta-feira (18).

 

De acordo com o estudo “Impactos dos Tributos sobre a População”, que ouviu 2.842 pessoas em seis capitais brasileiras - Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo -, dentre os gaúchos, o percentual que desconhece o quanto de tributos que recai sobre o salário é ainda maior, chegando a 80,2%.

 

Os moradores de Belo Horizonte vem logo em seguida, com 80%, seguidos pelos do Rio de Janeiro (72,5%), Salvador (68,6%), Recife (68,3%) e São Paulo (65,8%).

 

Por ocupação, os empregados com carteira assinada são os que mais admitem que não sabem o montante de impostos  e contribuições que recai sobre o salário ou a renda (63,3%). A seguir, estão os estagiários, os empresários, os funcionários públicos e os profissionais liberais, com 58,3%, 56,9%, 43,85 e 42,2%, respectivamente.

 

Impostos
Segundo informações do blog Dieta do Impostão, mantido pela própria Firjan, o brasileiro paga mais de R$ 1 trilhão por ano, em cerca de 70 tributos diferentes, sendo o Brasil o terceiro país do mundo em número de tributos.

 

Dentre os 27,3% de brasileiros que dizem saber o montante de tributos que incide no próprio salário ou renda, 31,9% acham que pagam menos de 20%, 51,6% acham que pagam entre 20% e 39% e 14% acreditam que pagam entre 40% e 59%.

 

Apenas 2,5% dos participantes dizem pagar acima de 60%.

Fonte: InfoMoney

 


 

20/08/10 - Trabalhador não pagará adicional à Previdência

Medida do governo evita desgaste em ano eleitoral.

INSS também não vai ressarcir quem já pagou a mais

 

O governo federal desistiu de cobrar dos trabalhadores o valor adicional da contribuição previdenciária que deveria ser repassada aos cofres públicos por conta da mudança do índice de correção das aposentadorias e pensões acima do salário mínimo, que passou de 6,14% para 7,72% em junho. Também ficou definido que não haverá ressarcimento daqueles que pagaram a mais à Previdência. Desde janeiro último, as aposentadorias e contribuições foram corrigidas com base no reajuste de 6,14% - concedido por medida provisória em dezembro do ano passado.

 

Durante o debate da MP no Congresso, os parlamentares elevaram o porcentual para 7,72%, o que foi confirmado em 16 de junho pelo presidente Lula da Silva para evitar desgaste político em ano eleitoral. Dessa forma, os aposentados e pensionistas receberam a nova correção e ficou definido o pagamento do valor retroativo (janeiro a junho) da diferença entre 6,14% para 7,72%, o que causou um aumento de R$ 1,6 bilhão dos gastos públicos. Na ocasião, no entanto, ficou em aberto como seria feita a cobrança e devolução da diferença dos trabalhadores na ativa. Ontem, com a divulgação no Diário Oficial da União (DOU) de uma portaria interministerial, assinada pelos ministros Carlos Eduardo Gabas (Previdência Social) e Guido Mantega (Fazenda), foi estabelecido que o novo porcentual de reajuste do benefício será usado apenas para o cálculo das contribuições feitas a partir de 16 de junho de 2010. Ou seja, não haverá cobrança do valor adicional acumulado de janeiro a junho deste ano e muito menos ressarcimento, o que pode gerar questionamentos de trabalhadores. Com a mudança no reajuste dos benefícios previdenciários, passaram a pagar uma alíquota de 8% os trabalhadores que recebem até R$ 1.040,22. As pessoas com salário de R$ 1.040,23 a R$ 1 733,70 contribuem com 9% e os que recebem entre R$ 1.733,71 e R$ 3.467,40 pagam 11%.

Fonte: Jusbrasil

 


 

20/08/10 - Coação para alcance de metas configura assédio moral

 

Uma empresa foi sentenciada a indenizar um empregado no valor de R$ 10 mil reais por brincadeiras impostas quando o mesmo não atingia as metas estabelecidas. Segundo uma testemunha, aos empregados que não alcançassem tais metas,  eram infligidas as denominadas "prendas", as quais consistiam em situações de embaraço. A própria testemunha afirmou ter sido obrigada a dançar na frente dos outros funcionários, caracterizando estado de extremo constrangimento.

 

A empresa recorreu da decisão, alegando inexistência de provas e requerendo valor menor de pagamento, por considerar a quantia excessiva. Mas a 6ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul manteve a decisão de garantir indenização por assédio moral e a condenação de pagamento imposta, avaliando que "tal procedimento lesa os direitos de personalidade do empregado".

 

Em seu voto, a relatora, Desembargadora Maria Cristina Schaan Ferreira, argumentou ainda que o valor fixado é imprescindível para que não se torne irrelevante, devendo servir de exemplo para que práticas semelhantes possam não ocorrer.

À decisão cabe recurso. Processo  0018600-85.2009.5.04.0303

Fonte: Jusbrasil

 


 

20/08/10 - Projeto amplia licença de trabalhador no caso de morte na família

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7347/10, da deputada Rebecca Garcia (PP-AM), que amplia de dois dias consecutivos para cinco dias úteis o período em que o trabalhador pode se ausentar do serviço em razão de morte na família.

 

Pela proposta, a chamada licença nojo (luto) poderá ser utilizada pelo empregado no caso de falecimento de cônjuge ou companheiro (a), ascendente, descendente, irmão ou pessoa que viva sob sua dependência econômica.

 

O texto retira a exigência, atualmente prevista na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-lei 5.452/43), de que a dependência econômica esteja declarada na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) do trabalhador.

 

Outra alteração trazida pelo projeto é a presença da figura do companheiro (a) no rol de indivíduos ligados ao empregado, para fins da licença. Hoje a CLT cita apenas o cônjuge.

 

Prazo curto
Segundo a autora da proposta, o prazo atual da benefício é insuficiente, porque o falecimento de alguém envolve, além do impacto emocional, uma série de providências burocráticas que precisam ser tomadas por seus parentes.

 

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

20/08/10 - Salário de ministros do STF pode aumentar para R$ 30,6 mil

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7749/10, que aumenta o subsídio dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para R$ 30.675,48 – um reajuste de 14,7%. Hoje, eles ganham R$ 26.723,13 mensais. O subsídio dos ministros do STF é o valor máximo, ou teto, para remuneração dos funcionários públicos. O impacto orçamentário previsto no Poder Judiciário é de mais de R$ 446,7 milhões anuais.

 

A proposta, enviada pelo próprio Supremo, também permite, a partir de 2012, uma revisão anual automática do valor do subsídio, sem necessidade de análise do aumento pelos parlamentares. O aumento dependeria somente de autorização específica na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e de disponibilidade de recursos previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA).

 

Hoje, qualquer acréscimo na remuneração dos ministros depende de deliberação do Congresso sobre projeto de lei específica. Pelo texto, o aumento só dependeria de aprovação dos parlamentares a cada quatro anos, a partir de 2015. Ao fim de cada período, o processo continuaria como hoje: envio, pelo STF, de um projeto de lei sobre o aumento para análise do Câmara e do Senado. Para os outros anos, valeria a regra da revisão automática.

 

O último aumento dos ministros do STF ocorreu em setembro de 2009. Na época, o subsídio era de R$ 24,5 mil e o reajuste foi de 9%. O reajusta automaticamente os subsídios dos ministros dos tribunais superiores e do Tribunal de Contas da União (TCU), que recebem 95% do subsídio dos ministros do STF.

 

Segundo o presidente do STF, Cezar Peluzo, o aumento busca recompor perdas causadas pela inflação. Já a revisão automática anual dos valores, segundo Peluzo, “tornará o processo legislativo mais célere”.

 

Tramitação
A proposta, que tramita em regime de prioridade, será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ir para o plenário.

Fonte: Agência Câmara

 


 

19/08/10 - Ampliado prazo para adoção do ponto eletrônico

Falta de equipamentos no mercado leva à decisão do MTE

 

Portaria a ser publicada nesta quinta-feira no Diário Oficial da União amplia para o dia 1º de março de 2011 o prazo para as empresas se adaptarem a nova regulamentação do Registro de Ponto Eletrônico, conforme Portaria 1.510/09. A data inicial de vigência estava prevista para o próximo dia 26, mas estudo da Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) mostrou que poderia haver falta de equipamentos necessários para atender à nova regulamentação.

 

O estudo realizado pelo Ministério do Trabalho detectou que a média mensal de relógios eletrônicos de ponto produzidos no Brasil é de 184 mil, e os números da Relação Anual de Índices Sociais (RAIS), mostram que pelo menos 700 mil empresas em todo Brasil já utilizam sistema de ponto eletrônico.

 

"Os fabricantes têm capacidade de produzir, em três meses, que é a data da obrigatoriedade do sistema de regulamentação, até 550 mil equipamentos, e estimamos que mais de 700 mil empresas no Brasil tenham que se adequar. A conta é simples: iria faltar equipamentos no mercado, e poderíamos sofrer ações judiciais das empresas, com toda a razão, dizendo que não tinha o equipamento disponível, e por isso não poderiam ser multados", explicou Lupi

 

A nova portaria, que será publicada nesta quinta-feira (19), modifica apenas a data de entrada em vigência, que seria no próximo dia 26 de agosto, para o dia 1º de março. O novo equipamento de ponto eletrônico terá que imprimir um comprovante ao trabalhador toda vez que houver registro de entrada e saída, possibilitando, desta forma, maior controle do trabalhador no final do mês sobre suas horas trabalhadas.

 

Lupi também reafirmou que nenhuma empresa será obrigada a adotar o sistema de ponto eletrônico, e apenas aquelas que já utilizam o sistema terão que se adequar.

 

"Não estamos obrigando ninguém a adotar o ponto eletrônico. Estamos apenas regulamentando para aquelas empresas que já possuem o sistema. Estamos garantindo ao trabalhador que possa acompanhar sua situação de entradas e saídas para evitar erros sobre horas extras e outras medidas ligadas ao seu registro diário", alertou Lupi.

 

REP - A Portaria 1.510 chega para disciplinar o Registro Eletrônico de Ponto e a utilização do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP). Composto por 31 artigos, o documento enumera itens importantes que trazem eficiência, confiança e segurança ao empregador e ao trabalhador.

 

O controle eletrônico de ponto, previsto no artigo 74, parágrafo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), apresenta vantagens frente aos métodos manuais, seja pela facilidade com que permite a aferição da jornada dos trabalhadores, seja pela velocidade conseguida na transmissão das informações para os sistemas de folha de pagamento. Contudo, dada a falta de regulamentação sobre o tema, a mesma tecnologia utilizada na elaboração dos sistemas controladores de ponto pode servir para esconder ou mascarar operações fraudulentas na marcação dos horários, como alteração de registros de horas trabalhadas.

 

As fraudes possíveis levam à subtração de salário e escondem excessos de jornada, que atentam contra a saúde do trabalhador. Além de disso, implicam na concorrência desleal com os empregadores que agem corretamente e dificultam a fiscalização pelo MTE. Implicam, ainda, na redução das contribuições para o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), Previdência Social e no Imposto de Renda de Pessoa Física.

Fonte: MTE

 


 

19/08/10 - TSE confirma: Ficha Limpa vale para as eleições de outubro

 

A Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Senado em maio, passou pelo primeiro teste no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Por cinco votos a dois, os ministros do TSE mantiveram o entendimento de que a lei é aplicável para as eleições gerais deste ano, mesmo tendo sido publicada há menos de um ano da data das eleições. 

 

Em junho, o TSE já havia afirmado que a norma valeria para as eleições de 3 de outubro, em resposta a uma consulta feita pelo líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). A posição foi confirmada em votação realizada nesta terça-feira (17), por ocasião do julgamento de recurso interposto por Francisco das Chagas Rodrigues Alves, que teve sua candidatura a deputado estadual no Ceará negada pelo Tribunal Regional Eleitoral do estado, com base na Lei da Ficha Limpa.

 

Na avaliação do ministro Ricardo Lewandowski, presidente do TSE, a lei não promoveu alteração no processo eleitoral capaz de ferir as regras atuais, o que sustenta a decisão do tribunal. Para Lewandowski, só se poderia justificar o adiamento da validade da lei se isso representasse "rompimento da igualdade entre os partidos" na disputa eleitoral.

 

Segundo informações do TSE, o julgamento do recurso de Francisco das Chagas Rodrigues Alves ainda não terminou. Um pedido de vista feito pela ministra Carmem Lúcia adiou pela segunda vez a análise do caso.

 

A Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10), que altera a Lei das Inelegibilidades (LC 64/90), proíbe as candidaturas de condenados pela Justiça em decisão colegiada. Pela nova legislação, os políticos condenados ficam inelegíveis por oito anos. Os que ainda assim quiserem disputar alguma eleição terão de obter uma liminar na Justiça. Até segunda-feira (16), ao menos 169 candidatos haviam protocolado recursos contra decisões tomadas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

Fonte: Agência Senado

 


 

19/08/10 - TST decide multar em R$ 5 milhões empresa acusada de usar trabalho escravo

 

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta quarta-feira (18) aplicar multa de R$ 5 milhões à empresa Lima Araújo Agropecuária, sediada no Pará, pela exploração de mão de obra escrava. A ação foi movida pelo Ministério Público do Trabalho, que acusa a empresa de ter mantido 180 trabalhadores, entre eles adolescentes, em condições desumanas e análogas à escravidão.

 

A Lima Araújo Agropecuária já havia sido condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Pará a pagar R$ 5 milhões por dano moral coletivo e reincidência na utilização de trabalho escravo.

 

Os advogados da empresa deixaram a audiência no TST sem falar com a imprensa.

Fonte: Agência Brasil

 


 

19/08/10 - Divergências sobre contrato de trabalho temporário do INSS devem ser julgadas pela Justiça Federal

 

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu, na Justiça, vitória em uma ação movida contra o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) por ex-funcionária temporária. A perita médica em ortopedia e trauma alegava prejuízos financeiros resultantes do período em que prestou serviços à autarquia previdenciária. Ela pedia o ressarcimento de aproximadamente R$ 15 mil, além da regularização da situação junto à Receita Federal.

 

A especialista foi contratada em 1998 pelo INSS para a realização de perícias em casos de revisão de benefícios previdenciários. Ao ser desligada do instituto, alegou erros nos valores acertados por cada atendimento, relatando prejuízos. Argumentou também que a autarquia forneceu informações equivocadas à Receita. A ex-funcionária acionou a Justiça do Trabalho para resolver o caso.


O Escritório de Representação em Feira de Santana (ER/Feira de Santana/BA) argumentou que a Justiça do Trabalho não tem competência para julgar a questão. Explicou que a contratação temporária tem vínculo jurídico-administrativo e estatutário entre a servidora e o INSS e, portanto, cabe à Justiça Federal analisar a ação.


Em primeira instância, a Justiça trabalhista declarou que não poderia julgar o caso, mas a médica recorreu. No Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) também foram acolhidos os argumentos do ER/Feira de Santana. O entendimento foi de que a sentença estava de acordo com a jurisprudência consolidada pelos Tribunais Superiores. Para o TRF5, o julgamento da questão deve ser feito pela Justiça Federal.

Fonte: Jusbrasil

 


 

19/08/10 - Não usar o vale-transporte é um erro, mas não merece despedida por justa causa

 

Este foi o entendimento da 4ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) ao reverter para sem justa causa a despedida de um empregado. O autor havia recebido a punição máxima porque não utilizava todo o vale-transporte fornecido pela empresa.

 

Em determinados dias, o reclamante ia de carro próprio ou de bicicleta ao trabalho. Mesmo assim, havia solicitado vale-transporte para todos os dias. A empresa considerou essa atitude um ato de improbidade, o que motivaria despedida por justa causa.

 

O relator do acórdão, Desembargador Hugo Carlos Scheuermann, admite o erro do reclamante, que deveria ter solicitado o benefício na quantidade exata que usaria, como determina a lei. Entretanto, considerou exagerada a penalidade imposta. No entendimento do Magistrado, a empresa poderia ter aplicado uma advertência ou suspensão. Assim, a turma reverteu a despedida para sem justa causa, garantindo ao autor o recebimento das parcelas rescisórias, como aviso-prévio, multa de 40% do FGTS, além de décimo terceiro e férias proporcionais. Da decisão cabe recurso. (RO 0050500-79.2007.5.04.0231)

Fonte: Jusbrasil

 


 

19/08/10 - Advogado pode receber honorário por cartão

 

Os 632 mil advogados do país já podem receber honorários por meio de cartão de débito ou de crédito. O Órgão Especial do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) decidiu ontem que o uso dessas formas de pagamento não configura infração ético-disciplinar. O entendimento foi adotado pela maioria dos 27 conselheiros, que analisaram uma consulta formulada pela seccional baiana da entidade.

A questão chegou ao Conselho Federal da OAB depois de a seccional paulista aprovar, em junho, o uso de cartão de crédito. O tema estava na pauta de outras regionais. O relator da matéria, Luiz Carlos Levenzon, conselheiro pelo Rio Grande do Sul, foi vencido na votação. Ele foi contra a adoção das máquinas nos escritórios, apesar de o Estatuto da Advocacia - Lei nº 8.906, de 1994 - e o Código de Ética e Disciplina da OAB não proibirem expressamente a prática. Ele entende que a utilização de cartões mercantiliza a profissão.

O voto divergente, seguido pela maioria, foi do conselheiro Miguel Cançado, representante de Goiás. "Não há como fugir. São apenas novas formas de pagamento de honorários", diz o advogado, acrescentando que o cheque, aceito pelos escritórios, está sendo substituído gradativamente pelo dinheiro de plástico.

Cançado alerta, no entanto, que os escritórios não podem usar a informação de que aceitam cartões como uma forma de captação de clientes, o que violaria o código de ética da categoria. "O profissional deve seguir o que determina o Provimento 94, que trata da publicidade na advocacia."

Fonte: Abdir

 


 

19/08/10 - Carga tributária brasileira é alta para mais de 95% da população

 

A maioria da população brasileira - mais de 95% - percebe a carga tributária do País como alta ou muito alta.

 

Ao menos é o que concluiu a pesquisa “Impactos dos Tributos sobre a População”, divulgada nesta quarta-feira (18) pela Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), que ouviu 2.842 pessoas em seis capitais brasileiras: Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

 

De acordo com o estudo, a percepção sobre a alta carga tributária no País passa para 97,1%, quando os entrevistados são estimulados a comparar a arrecadação e a qualidade dos serviços prestados pelo estado.

 

Para onde vai o dinheiro?
Embora 89,4% saibam da incidência de impostos nos produtos, mais da metade não tem ideia sobre quais são os percentuais, sendo que, para 80,3% da população, seria relevante ter o imposto pago discriminado na nota fiscal.

 

No que diz respeito à finalidade dos tributos, a pesquisa aponta que 64,9% sabem que o destino da arrecadação é manter e melhorar os serviços públicos. Apesar disso, a redução da carga é vista como melhor para a população por 89,2% das pessoas, mesmo que 69,9% reconheçam que poderiam faltar recursos para os investimentos públicos.

 

Ainda sobre o destino dos impostos, 21,8% dizem que o dinheiro vai parar no bolso dos governantes, 8,8%, que a verba não é aplicada como deveria, e 6,8%, que o estado não investe o dinheiro arrecadado.

 

Os mais conhecidos
Dentre os impostos mais conhecidos, estão o IPTU (65,3%), o IPVA (44,2%) e o Imposto de Renda (43,5%), seguidos pela contribuição ao INSS (42,4%).

 

Em contrapartida, os menos conhecidos são o ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), com 1,7% das respostas, e a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), com 1%.

 

No caso de uma redução da carga tributária, o aumento da renda é visto como o principal benefício para 55,7% dos entrevistados. A seguir, estão o aumento do consumo (32,9%), redução de preços (29,3%) e o aumento da oferta de empregos (26,2%).

Fonte: InfoMoney

 


 

19/08/10 - Milhares de ações trabalhistas estão paradas à espera de decisão do STF

 

Por Luiza de Carvalho,
No Valor Econômico

 

Mais de 15 mil processos trabalhistas estão com o andamento suspenso no Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os processos abordam 33 temas que serão julgados no Supremo Tribunal Federal (STF), sob o rito da repercussão geral, regulamentada em 2006. Cerca de um terço dos processos discute o depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) na conta de trabalhadores da administração pública que tiveram seus contratos considerados nulos, por falta de concurso público.

 

Já as empresas de economia mista da administração indireta aguardam o julgamento sobre a possibilidade de dispensa imotivada de seus funcionários, o que vai ser definido pelo Supremo no julgamento de um recurso ajuizado pelos Correios - desde fevereiro é aguardado um voto-vista do ministro Joaquim Barbosa.

 

O mecanismo da repercussão geral funciona como um filtro aos recursos extraordinários encaminhados ao Supremo, e permite que os ministros só julguem o que considerarem ter relevância econômica, política, social ou jurídica.

 

Na opinião do ministro Milton de Moura França, presidente do TST, o problema não é a repercussão geral, e sim a demora nos julgamentos. "A repercussão geral é importante para estabelecer parâmetros para o Judiciário. Mas ações trabalhistas, que envolvem verbas alimentares, exigem soluções rápidas", diz.

 

O assunto com maior número de processos paralisados no TST - mais de cinco mil - é o recolhimento de FGTS no caso de contratos de trabalho que são considerados nulos pela Justiça do Trabalho. Isso acontece com trabalhadores contratados por entes públicos sem concurso público.

 

A controvérsia se dá porque a Medida Provisória 2.164, de 2001, estabeleceu, em seu artigo 19, que embora o contrato de trabalho seja declarado nulo, é necessário que se faça o recolhimento de FGTS, que corresponde a 8% do salário. A Orientação Jurisprudencial (OJ) 362 do TST entende, inclusive, que a lei pode ser aplicada retroativamente.

 

Há uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) ajuizada no Supremo pelo Estado de Alagoas contra a norma. A ação, que chegou à Corte em 2004, é de relatoria do ministro Cezar Peluso. Diversos Estados ingressaram como partes interessadas. Enquanto a ação não é julgada, milhares de ações tiveram o andamento suspenso.

 

É o caso de um dos 200 processos sobre o tema do escritório Alino & Roberto Advogados, que foi ajuizado em 1993 por um ex-trabalhador de uma empresa de economia mista do Rio Grande do Sul.

 

De acordo com a sócia Renata Fleury, o contrato foi declarado nulo pela Justiça porque o trabalhador não era concursado. Ele pede na ação diversas verbas trabalhistas - dentre elas o FGTS -, alegando que prestava o mesmo serviço de um funcionário concursado. "O funcionário está há 17 anos aguardando uma decisão, sem receber nada", diz Renata.

 

De acordo com o advogado Humberto Vallim, da Vallim Advogados, que atua na defesa de trabalhadores, em Brasília há cerca de 30 mil ações sobre o tema. "É razoável que a nulidade do contrato não retire do trabalhador o direito essencial do FGTS", diz. Já as empresas aguardam o julgamento da Adin na expectativa que o STF decida, ao menos, que a norma não possa retroagir.

 

"A norma pegou de surpresa não só a administração pública, como empresas que já foram privatizadas e passaram a contar com um novo passivo trabalhista", diz o advogado Mozart Victor Russomano Neto, do Russomano Advocacia, que defende empresas do setor bancário.

 

Outro tema aguardado é o que discute a dispensa sem motivo de trabalhadores dos Correios. Em 2008, o Supremo declarou a existência de repercussão geral no processo ajuizado pelos Correios contra a Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios e Telégrafos (Fentec). A entidade está vencendo a disputa por dois votos a zero, mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vista em fevereiro.

 

No caso, ex-trabalhadores dos Correios tentam na Justiça do Trabalho a reintegração ao emprego sob o argumento de que, como a empresa têm algumas prerrogativas da Fazenda Pública, não pode efetuar demissões imotivadas, assim como ocorre com a administração pública. "O entendimento do Supremo vai se estender a todas empresas de economia mista", diz a advogada Renata Fleury, do Alino & Roberto, que defende a Fentect.

 

Milhares de processos envolvendo negociações coletivas entre empresas e sindicatos também esperam uma decisão do Supremo. Um deles é a possibilidade de redução de intervalo intrajornada quando acordado em negociação coletiva.

 

Apesar de haver apenas 98 processos sobrestados no TST sobre a matéria, essa disputa, segundo o advogado Daniel Chiode, do Demarest & Almeida, será um marco porque o STF vai avaliar a validade da negociação coletiva, tema presente em muitos processos trabalhistas. "O Supremo deve estabelecer até que ponto o sindicato pode atuar", diz.

 

Negociações coletivas, envolvendo planos de demissão voluntária (PDV), também estão presentes em 936 ações suspensas no TST. Em um recurso envolvendo ex-trabalhadores do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc), incorporado pelo Banco do Brasil, o Supremo define se o trabalhador pode pleitear verbas trabalhistas na Justiça depois de ter feito a quitação total do contrato em um PDV.

 

"A morosidade dos julgamentos gera um custo elevado para as empresas, que terão que corrigir os valores envolvidos", diz Chiode, que defende empresas em 300 processos sobre o tema.

Fonte: Diap

 


 

19/08/10 - Serra defende investimentos e diminuição de impostos para melhorar saneamento

 

A diminuição dos impostos federais e o aumento dos investimentos foram apresentados nesta quinta-feira (18) como propostas pelo candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, para melhorar a qualidade do saneamento no país. Segundo ele, cerca de R$ 2 bilhões poderiam ser investidos a mais nas obras de saneamento, com a desoneração das empresas que atuam no setor.

“[Os impostos sobre saneamento] tiram do Brasil R$ 2 bilhões que poderiam ser investidos em saneamento e que vão para impostos federais, que não voltam para saneamento. Isso, sem dúvida, explica a performance e o desempenho muito ruim do Brasil em matéria de saneamento”, disse.

O candidato participou de debate realizado no teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). O evento contou também com as presenças das candidatas Dilma Roussef (PT) e Marina Silva (PV).

Fonte: Agência Brasil

 


 

19/08/10 - Dilma diz que seu governo será de continuidade ao de Lula

 

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, disse nesta quinta-feira (18) que o seu governo será de continuidade. A candidata citou propostas na área de infraestrutura e disse que seu governo vai avançar em obras que estão sendo realizadas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como a Ferrovia Norte-Sul, a transposição do Rio São Francisco e a construção das hidrelétricas de Jirau e de Santo Antônio, em Rondônia.

Dilma rebateu críticas de que sua proposta de governo é baseada nos governos de Lula. “Essa história de que não dá para não olhar para o retrovisor é um perigo enorme num país que tem a história que nós temos. Temos uma história de ditadura, por isso temos que valorizar a democracia; de baixo crescimento, por isso temos que valorizar o alto crescimento; de desigualdade de renda vergonhosa, por isso temos que perseguir a erradicação da pobreza”, afirmou.

A candidata concedeu uma rápida entrevista ao sair de um debate promovido pelo jornal Folha de S.Paulo e pelo portal UOL, no teatro da Pontifícia Universidade Católica (Tuca), em São Paulo. Também participaram do debate os candidatos José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV).

Fonte: Agência Brasil

 


 

18/08/10 - Vox Populi mostra Dilma 16 pontos percentuais à frente de Serra

 

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem sobre o presidenciável do PSDB, José Serra, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (17) pelo Instituto Vox Populi, encomendada pela TV Band e o portal iG. A petista aparece 16 pontos percentuais à frente do candidato do PSDB.

 

Dilma tem 45% das intenções de voto e Serra aparece com 29%. Marina Silva, do PV, manteve os 8% registrados na última pesquisa. Os outros candidatos não chegaram a 1%. A margem de erro da pesquisa é de 1,8 pontos percentuais.

 

A pesquisa registrou ainda 5% de votos brancos ou nulos e 12% de eleitores indecisos. Nesse cenário, se a eleição fosse hoje Dilma seria eleita no primeiro turno, já que teria mais votos do que a soma dos outros candidatos.

 

A pesquisa ouviu 3 mil eleitores em 219 municípios, entre os dias 7 e 10 de agosto. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 22.956/10.

Fonte: Agência Brasil

 


 

18/08/10 - 'Nenhuma empresa será obrigada a usar ponto eletrônico', reafirma Lupi 

Publicada há um ano, Portaria 1.510, que regulamenta o uso do Registro Eletrônico de Ponto, não interfere na CLT,

que determina opção por registro manual ou mecânico. Centrais sindicais reforçam apoio à medida

 

O Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, reafirmou nesta terça-feira (17) que o início da vigoração da Portaria 1.510, que regulamenta o uso do Registro Eletrônico de Ponto, se dará em 26 de agosto. Nos primeiros 90 dias haverá visitas de acompanhamento e esclarecimento, feitas por Auditores Fiscais do Trabalho, sem aplicação de multas e autuações. O Ministro voltou a explicar que a portaria apenas disciplina o Ponto Eletrônico e que isso permitirá que o trabalhador tenha o controle exato da sua jornada de trabalho.

 

"Nenhuma empresa será obrigada a usar ponto eletrônico, independente do tamanho e da quantidade de trabalhadores que tenha. Apenas as empresas que usam este equipamento terão que se adequar; e se não quiserem se adequar, também poderão optar por usar ponto manual ou mecânico", disse Lupi.

 

Segundo o ministro, a intenção da Portaria é dar ao trabalhador o poder de conferir seu horário de trabalho. "O empregado passará a ter o controle do seu ponto, como o empregador já tem. Quando apenas um lado tem a informação, quando apenas um lado controla, não funciona", ponderou o ministro.

 

Apoio - As centrais sindicais se mostraram unanimemente favoráveis a implantação da Portaria 1.510, durante encontro do ministro Carlos Lupi com representantes da Força Sindical, CUT, CTB, CGT, NCST, UGT e CGTB.

 

Os sindicalistas solicitaram, contudo, que acordos coletivos celebrados entre sindicato e empresas, referentes a jornada de trabalho, tenha validade perante a portaria. "Eles vão me apresentar formalmente um pedido para incluir os acordos coletivos na portaria, mas não tenho como afirmar se será possível, porque a equipe técnica do Ministério do Trabalho tem que fazer um estudo sobre o assunto", afirmou Lupi.

 

REP - Atualmente, há no mercado 19 empresas produzindo 81 modelos de Registros Eletrônicos de Ponto (REP) certificados pelo ministério. Das 19 fabricantes, 14 responderam ao MTE sobre suas capacidades de produção; que, chega à marca de 184.500 equipamentos fabricados por mês. Com base nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), das mais de sete milhões de empresas declarantes, cerca de 300 mil (5%) são potenciais utilizadoras de registro eletrônico de ponto. As demais 6,7 milhões de empresas utilizam ponto manual ou mecânico ou têm menos de 10 empregados, o que as desobriga da marcação de ponto.

Fonte: MTE

 


 

18/08/10 - Mais de 1,5 mil mulheres trabalhadoras no encontro com Dilma

 

Mais de 1.500 mulheres sindicalistas de todo o País tiveram um encontro com Dilma Rousseff, nesta terça-feira (17), para entregar à candidata a presidente a “Plataforma das Mulheres Trabalhadoras para as Eleições 2010”. O documento, encaminhado por sindicalistas ligadas às Centrais CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT, contém várias propostas para ampliar os direitos das mulheres no mercado de trabalho.

 

O evento, que teve início às 11 horas na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, região central da capital paulista, teve a presença dos presidentes das seis Centrais, que falaram às sindicalistas que Dilma chegasse ao local.

 

Ao entrar no plenário lotado, a candidata da coligação “Para o Brasil seguir mudando” foi saudada por um coro de “Brasil, pra frente! Com Dilma presidente”, acompanhado de aplausos ensurdecedores. Na mesa, Dilma recebeu o documento, entregue pelas coordenadoras femininas das Centrais – Rosane da Silva, da CUT; Maria Auxiliadora dos Santos, da Força Sindical; Maria Pimentel, da CGTB; Cássia Bufelli, da UGT; Celina Arraes, da CTB; e Sônia Maria Zerino da Silva, da Nova Central.

 

Entre as propostas das sindicalistas, estão a garantia de creche nas empresas com mais de 100 trabalhadores, igualdade de salários entre homens e mulheres em funções semelhantes e igualdade de oportunidades na carreira. As sindicalistas reivindicaram ainda a jornada de 40 horas semanais e continuidade da política de valorização do salário mínimo, entre outros temas.

 

Propostas - A candidata à presidência ressaltou a política do governo Lula, que gerou mais empregos para as mulheres. Ela lembrou que de 2002 a 2009, a presença delas no mercado de trabalho cresceu mais de 40%. Dilma anunciou que pretende criar seis mil creches na sua gestão, sendo uma média de 1.500 por ano. Ela também destacou a proposta do seu programa de governo de criar uma rede integrada de saúde da criança, que dará atenção desde a concepção até a idade de um ano.

Fonte: Agência Sindical

 


 

18/08/10 - Arrecadação federal em julho é recorde para o mês

 

A arrecadação de impostos e contribuições federais em julho chegou a R$ 67,973 bilhões em termos nominais, um recorde para o período, informou nesta terça-feira (17) a Receita Federal. Neste ano, todos os meses apresentaram resultado recorde.

Corrigido pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o valor da arrecadação em julho foi 10,76% maior do que o alcançado no mesmo mês do ano passado. Na comparação com junho, o crescimento real (descontado o IPCA) foi de 10,54%.

De janeiro a julho, o valor arrecadado atingiu R$ 447,464 bilhões. Com a correção pelo IPCA, o resultado ficou 12,22% acima do apurado no mesmo período do ano passado.

Segundo a Receita, o resultado de julho decorre, principalmente, da recuperação da produção industrial, da venda de bens e da massa salarial, que influenciaram a arrecadação de tributos. Esses fatores estimularam a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Cofins e da contribuição previdenciária, respectivamente. (Repórter Kelly Oliveira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

18/08/10 - Somente doenças previstas em lei têm isenção de IR

 

Não é possível a isenção de imposto de renda a aposentados portadores de outras doenças graves e incuráveis, que não as elencadas no artigo 6º, inciso XIV, da Lei n. 7.713/88. O entendimento, unânime, é da Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao julgar recurso destacado como representativo de controvérsia (repetitivo). Agora, essa decisão deve ser aplicada a todos os demais processos que tratam da questão e que estavam suspensos aguardando julgamento deste recurso especial no Tribunal.

 

No caso analisado, a aposentada ajuizou uma ação com o objetivo de ver declarada a inexistência de relação jurídico-tributária que a obrigue a recolher o imposto de renda sobre rendimentos a partir do ajuizamento da demanda, em virtude de ser portadora de moléstia incapacitante – distonia cervical (patologia neurológica incurável, de causa desconhecida, que se caracteriza por dores e contrações musculares involuntárias).

 

Em primeira instância, a ação foi julgada procedente “para reconhecer o direito à isenção de imposto de renda, nos termos da Lei n. 7.713/88, a partir do ajuizamento da ação, condenando a União à restituição dos valores recolhidos a esse título, referentes a rendimentos auferidos a partir de 6 de abril de 2004, (...), observando-se, ainda, eventuais restituições já procedidas por força das declarações anuais de ajuste”.

Inconformada, a Fazenda Nacional apelou, sustentando que as hipóteses deveriam ser interpretadas literalmente, sendo que a isenção, com base em outra moléstia, não relacionada na Lei n. 7.713/88, seria ilegal. Alegou, ainda, que, de qualquer forma, não poderia a isenção ser reconhecida a partir do ajuizamento da ação, mas, quando muito, a partir do laudo que reconheceu a patologia. Entretanto, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região manteve a sentença.

 

Em seu voto, o relator, ministro Luiz Fux, destacou que, no caso, tem-se a impossibilidade de interpretação das normas concessivas de isenção de forma analógica ou extensiva, ficando consolidado o entendimento no sentido de descaber a extensão do benefício à situação que não se enquadre no texto expresso da lei.

Fonte: STJ

 


 

18/08/10 - Projeto prevê dedução de IR a empresas que contratarem jovens e pessoas acima de 50 anos

 

A primeira experiência profissional dos jovens de 18 a 24 anos e a volta de pessoas maiores de 50 ao mercado de trabalho podem ficar mais fácil. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado deve avaliar no próximo esforço concentrado - de 31 de agosto a 2 de setembro - o projeto que prevê benefícios fiscais no Imposto de Renda às empresas que contratarem funcionários nessas duas faixas etárias.

 

A matéria, que tramita na CAE em Decisão Terminativa, altera a legislação do Imposto de Renda de pessoas jurídicas para conceder o benefício fiscal. Pelo Substitutivo do senador João Vicente Claudino (PTB-PI), a Lei 9.249/95 passa a permitir a dedução, em dobro, das despesas com salários dos empregados enquadrados nessas idades. O limite do desconto será 6% do lucro operacional da pessoa jurídica, antes de computada a dedução.

 

Para ter direito ao benefício, no entanto, o empresário deverá comprovar que não reduziu postos de trabalho nos três meses anteriores à contratação de jovens ou de pessoas acima de 50 anos. Além disso, há previsão de controle em separado das despesas relacionadas ao incentivo fiscal, para que não ultrapassem 15% do montante da folha de pagamento da empresa. Caso seja comprovada alguma irregularidade, a empresa contribuinte deverá recolher o imposto devido com os acréscimos legais.

 

Segundo João Claudino, não se pode alegar que os incentivos propostos tenham caráter discriminatório. Na opinião dele, as medidas pretendem criar mecanismos para "igualar as condições de acesso ao mercado de trabalho formal de trabalhadores situados em faixa de idade especial".

 

Projetos

O substitutivo foi elaborado com base em dois projetos de lei que tramitam em conjunto no Senado: PLS 220/00, do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR); e PLS 185/03, do então senador Sibá Machado. O primeiro estimula a contratação de pessoas com mais de 50 anos e o segundo, dos jovens de 18 a 24 anos à procura do primeiro emprego.

 

Segundo Mozarildo, é preciso dar oportunidade aos trabalhadores mais velhos expulsos do mercado de trabalho por falta de especialização, pois eles precisam garantir sustento às suas famílias. Já para estimular a contratação de jovens, argumenta-se que 30% de todos os desempregados brasileiros têm de 18 a 24 anos.

 

Se aprovado na CAE, o substitutivo será ainda apreciado em Turno Suplementar nessa mesma comissão e, em seguida, será encaminhado para análise da Câmara dos Deputados. 

Fonte: Agência Senado

 


 

18/08/10 - Gravidez durante aviso-prévio dá direito à estabilidade de gestante

 

Por entender que o aviso-prévio indenizado faz parte do contrato de trabalho, inclusive para a incidência da estabilidade no emprego, uma ex-funcionária gestante consegue direito a verbas trabalhistas da estabilidade provisória estabelecida na Constituição. A decisão foi da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho que deu provimento a recurso de revista da trabalhadora, cuja gestação ocorrera no período do aviso-prévio.

No fim do contrato de trabalho, a ex-funcionária comprovou o início da concepção dentro do período do aviso-prévio. O Tribunal Regional da 5ª Região (BA) negou o pedido de estabilidade, argumentando que o aviso não integra o contrato de trabalho, de modo que as vantagens surgidas naquele momento estariam restritas a verbas relacionadas antes do requisito, conforme interpretação dada na primeira parte da Súmula nº 371 do TST.

 

Diante disso, a trabalhadora interpôs recurso de revista ao TST. O relator do processo na Sexta Turma, ministro Maurício Godinho Delgado, deu razão à ex-funcionária. Segundo o ministro, o dispositivo constitucional que vedou a dispensa arbitrária de empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto (artigo 10, II, “b”), buscou garantir o emprego contra a dispensa injusta e discriminatória, além de assegurar o bem-estar do bebê.

 

O relator destacou que o período de aviso-prévio integra o contrato de trabalho para todos os efeitos, inclusive para a incidência da estabilidade no emprego. “O aviso não extingue o contrato, mas apenas firma o prazo para o término”.

 

Maurício Godinho ressaltou ainda que entendimento semelhante foi confirmado por maioria da SDI-1, no julgamento do processo E-ED-RR- 249100-26.2007.5.12.0004, da relatoria do ministro Horácio de Senna Pires. Na sessão decidiu-se que a concessão da estabilidade da gestante relaciona-se à dignidade da pessoa humana e do bem-estar do nascituro, de modo que direitos fundamentais previstos na Constituição, como a proteção à maternidade e à infância (artigos 6º e 7º, XVIII), à família (artigo 226), à criança e ao adolescente (artigo 227) não poderiam ser restringidos por interpretação da jurisprudência.

 

Com esses fundamentos, a maioria da Sexta Turma – vencido o ministro Fernando Eizo Ono – deu provimento ao recurso de revista da ex-funcionária e condenou a empresa ao pagamento dos salários e demais direitos correspondentes entre a data da despedida e o final do período de estabilidade de gestante. (RR-103140-30.2003.5.02.0013)

Fonte: TST

 


 

18/08/10 - Lei da Ficha Limpa passa por teste nesta semana

 

Dois meses e meio após a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Lei da Ficha Limpa, que proíbe as candidaturas de políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada, enfrentará o seu primeiro teste. Ainda nesta semana, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve examinar pedidos de cassação de registro de candidatos de diversos estados.

 

Até o início da noite de segunda-feira (16), 169 recursos relacionados a registros de candidatura procedentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) já haviam sido protocolados no TSE, segundo informação da Agência Brasil. A grande quantidade pode dificultar o cumprimento do cronograma do tribunal, segundo o qual os recursos seriam apreciados até a quinta-feira (19).

 

O primeiro anteprojeto da Lei da Ficha Limpa chegou ao Congresso Nacional acompanhado de 1,6 milhão de assinaturas de eleitores interessados em dificultar as candidaturas de políticos envolvidos em denúncias de corrupção. A iniciativa de apresentar o texto ao Congresso foi do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral.

 

Uma vez aprovada pelo Legislativo, a nova lei foi sancionada em 4 de junho. Mas ainda há dúvidas se ela valerá para as eleições deste ano. Um dos principais argumentos contrários à sua aplicação imediata é o de que a lei não poderia retroagir para prejudicar os candidatos. Advogados de políticos ameaçados de cassação dos registros insistem no princípio da anualidade, segundo o qual as normas que regem as eleições devem ser aprovadas pelo menos um ano antes daquela disputa.

 

Todas essas questões deverão ser decididas, a partir desta semana, pelos ministros do TSE. Nos meios políticos, acredita-se que as primeiras decisões do tribunal poderão indicar a tendência a ser aplicada na maioria dos atuais casos de cassação de registro de candidatura.

 

Um dos casos mais conhecidos e que deve ser analisado nos próximos dias é o do ex-governador Joaquim Roriz, que tenta concorrer a um quinto mandato no governo do Distrito Federal. Seu registro foi negado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por ele haver renunciado ao mandato de parlamentar em 2007, evitando, assim, a abertura de um processo de cassação no Senado.

 

Os advogados de Roriz já sinalizaram que pretendem recorrer até ao Supremo Tribunal Federal para garantir a candidatura do ex-governador ao Palácio do Buriti, caso a decisão do TSE seja desfavorável a ele. O mesmo procedimento pode ser adotado por advogados de vários outros candidatos, em diversas partes do país.

Fonte: Agência Senado

 


 

17/08/10 - Ministro do Trabalho discute ponto eletrônico com centrais sindicais

 

O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e representantes das centrais sindicais se reúnem hoje (17) para discutir possíveis mudanças na implantação do ponto eletrônico. O encontro está marcado para as 17h no ministério.

A utilização da tecnologia foi regulamentada pela Portaria 1.510, do Ministério do Trabalho. A principal novidade será a emissão de comprovante impresso a cada vez que o empregado bater o ponto, além de o relógio não poder ser bloqueado nem ter os dados editados.

Fonte: Agência Brasil

 


 

17/08/10 - Brasil: crescimento do emprego não impede rotatividade da mão de obra

 

O Brasil cresce, amplia o número de empregos, mas não consegue resolver em velho problema: a rotatividade da mão de obra. Para se ter ideia da troca de emprego, basta dizer que, no período de um ano, 62,82% dos trabalhadores na informalidade trocaram de trabalho.

 

No setor formal, a rotatividade está em 17,47%. Este índice já foi maior, entre 2002 e 2003 ele era de 22,09%.

 

A rotatividade não fica restrita ao setor privado, ela também é grande no serviço público (federal, estaduais, municipais e militares): 20,77% ao ano.

 

Esses dados constam de um estudo inédito do Centro de Estudos Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), repercutido neste domingo (15) pelo jornal O Globo (matéria de capa do caderno Economia - página 33).

 

O estudo aponta, ainda, que a rotatividade é maior entre os menos qualificados. Segundo especialistas ouvidos pelo jornal, o empregador não tem interesse em investir no trabalhador com baixa qualificação.

 

Já o trabalhador mais qualificado tende a se manter por tempo maior no emprego. Neste caso, a rotatividade cai de 17,47% para 12,56%, quando o funcionário tem mais de 12 anos de estudos.

 

Convenção 158
A alta rotatividade, que é um problema estrutural nas relações capital-trabalho no Brasil, coloca em destaque, mais uma vez, a necessidade da ratificação da Convenção 158, da OIT, que obriga a empresa a justificar cada ruptura de contrato de trabalho.

 

Mensagem presidencial que trata deste assunto está em discussão na Comissão de Trabalho da Câmara sob a relatoria do deputado Sabino Castelo Branco (PTB/AM), que ofereceu parecer favorável à matéria.

Agenda sindical no Congresso
A ratificação, pelo Brasil, da Convenção 158, da OIT, faz parte da agenda do movimento sindical no Congresso Nacional, que hoje é composto por outras cinco proposições em debate no Legislativo federal.

A agenda foi apelidade de "pauta trabalhista" e deverá ser novamente colocada em evidência na próxima legislatura do Congresso. (Com Agência Sindical)

Fonte: Diap

 


 

17/08/10 - Mercado mantém estimativas para inflação oficial e juros básicos este ano

 

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram as projeções para a inflação oficial e a taxa básica de juros, a Selic, neste ano.

 

Segundo o boletim Focus, divulgado às segundas-feiras, a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi mantida em 5,19% e a expectativa para a Selic ao final de 2010 permaneceu em 11% ao ano. Atualmente, a taxa básica está em 10,75% ao ano.

 

Os analistas esperam que a taxa aumente 0,25 ponto percentual na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC marcada para os dias 31 de agosto e 1º de setembro. Segundo essa expectativa, nas reuniões seguintes, de outubro e dezembro, a Selic ficará inalterada.

 

No próximo ano, os analistas esperam que o IPCA fique em 4,80%, mesma estimativa há 18 semanas, e que a taxa Selic fique em 11,50% ao ano no final do período, contra os 11,63% ao ano previstos no boletim da semana passada. O BC usa a Selic como instrumento de controle da inflação. Quando considera que a trajetória de inflação é de alta, em ambiente de economia muito aquecida, o Banco Central eleva os juros básicos.

 

O boletim Focus também traz a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que neste ano deve ficar em 5%, contra os 5,04% previstos no boletim anterior. Para 2011, a projeção passou de 4,50% para 4,52%.

 

A estimativa para o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 8,43% para 8,46%, este ano, e permaneceu em 5%, em 2011.

 

A expectativa para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) este ano passou de 8,50% para 8,51%. Para o próximo ano, foi mantida em 5%.

 

A projeção dos analistas para os preços administrados permaneceu em 3,60%, em 2010, e foi alterada de 4,73% para 4,76%, em 2011. Os preços administrados são aqueles cobrados por serviços monitorados, como combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo, entre outros. (Repórter Kelly Oliveira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

17/08/10 - Hidrelétricas de Rondônia geram 25 mil empregos, diz Lula

 

O presidente Lula disse nesta segunda-feira (16), em seu programa Café com o Presidente, que as obras para a construção das usinas hidrelétricas de Santo Antônio e de Jirau, em Rondônia, geram 25 mil empregos para o país. Segundo Lula, a expectativa é que as usinas comecem a produzir energia ainda em 2011 e 2012.

 

“São duas grandes hidrelétricas: uma está prevista para produzir 3.400 megawatts, a outra está preparada para produzir 3.200 megawatts. São as duas maiores hidrelétricas que nós estamos produzindo no Brasil”, disse Lula. “Muitas pessoas estão sendo formadas e preparadas para trabalhar nessa empresa. Portanto, nós estamos qualificando uma mão de obra que não existia mais no Brasil, porque o Brasil tinha deixado de investir em grandes projetos de infraestrutura, sobretudo na questão energética”.

 

Para o presidente, o país vai “antecipar muito a geração de energia”. Lula avalia que é possível, inclusive, bater recorde mundial de tempo de construção de hidrelétricas dessa magnitude. “Mas o dado concreto é que eu, como ser humano, como brasileiro, estou orgulhoso, porque nós estamos fazendo o aproveitamento do nosso potencial hídrico. Poucos países do mundo têm o potencial que o Brasil tem de produzir energia elétrica a partir da água”, concluiu.

 

Previdência

Em seu programa, o presidente elogiou também os avanços do sistema previdenciário brasileiro. Ao comentar sobre o Demonstrativo Mensal de Créditos para aposentados, lançado na semana passada, Lula afirmou que o software utilizado pela Previdência Social permite maior controle de todas as agências previdenciárias e beneficia as pessoas em tempo real.

 

“O que acontece a cada minuto, cada pessoa que chega, cada pessoa que é tratada, cada consulta que é marcada, cada benefício que a pessoa reivindica é recebido em tempo real pelo gerente da Previdência Social. Essa é uma coisa extraordinária”, disse Lula.

 

Segundo dados da Previdência, aproximadamente 13 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) podem consultar e imprimir nos caixas eletrônicos dos bancos os comprovantes de benefício. “Eu fiquei muito feliz, acho que o modelo implantado pela Previdência Social é um modelo extraordinário. Eu disse, no meu discurso, que a gente devia isso à imprensa brasileira, sobretudo aos radialistas e à imprensa popular, que todo dia denunciavam filas, aluguéis de filas no INSS, a demora para marcar”, afirmou Lula. (Renata Camargo)

Fonte: Congresso em Foco

 


 

17/08/10 - Acesso à água potável e ao saneamento básico pode ser incluído entre os Direitos Sociais da Constituição

 

O direito da população brasileira ao acesso à água potável e ao saneamento básico pode ser incluído entre os Direitos Sociais elencados nos Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição federal. É o que determina proposta de emenda à Constituição (PEC 07/10) de autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES).

 

A matéria altera o artigo 6º da Constituição, que passará a ter a seguinte redação: "São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, o acesso à água potável e ao saneamento básico, na forma desta Constituição."

 

A proposta também altera o artigo 225 da Carta Magna, acrescentando o parágrafo 7º, estabelecendo que a água é um bem de domínio público e um "recurso natural limitado, dotado de valor econômico, social e ambiental".

 

Na justificação da PEC, Casagrande argumenta que ninguém pode ser privado do acesso à água, "sob pena de ser violentado em sua natureza". Ele acrescenta que a falta de água coloca em risco "o direito fundamental à integridade física, à saúde e à vida".

 

O senador também afirma que o acesso à rede de esgotos é essencial para evitar que epidemias e endemias prejudiquem as cidades brasileiras. Além disso, argumenta, o saneamento básico evita a poluição dos recursos hídricos.

 

No final de julho deste ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou uma resolução afirmando que o direito à água potável e ao saneamento básico é um "direito humano essencial ao pleno desfrute da vida e de todos os direitos humanos".

 

A PEC 07/10 está pronta para ser votada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). O voto do relator, senador Romeu Tuma (PTB-SP), é favorável à proposta. Tuma ressalta que água potável e saneamento básico são essenciais para a saúde e para a manutenção do equilíbrio ambiental.  

Fonte: Agência Senado

 


 

17/08/10 - Quarta Turma divulga regras para requerimento de sustentação oral e preferência

 

Os pedidos de sustentação oral ou de preferência de julgamento, na Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), podem ser feitos pelo Portal do STJ; por telefone; pessoalmente, na Coordenadoria; ou, no dia da sessão, diretamente na sala de julgamentos, a partir das 13h30.

Fazer o requerimento pela internet é fácil e prático. Para tanto, o interessado deve acessar o link “Consultas”, seguido da opção “Solicitação de Preferência de Julgamento e Sustentação Oral”.

Os pedidos feitos no dia do julgamento devem ocorrer até às 14h, horário estipulado pelo Regimento Interno do STJ para o início da sessão. A sustentação oral e a preferência de julgamento também podem ser requeridas pelo telefone (61) 3319-9175, de segunda a sexta, das 9h às 19h.

As solicitações feitas pela internet não precisam ser validadas, mas o advogado deve estar presente no início da sessão de julgamento. O julgamento da preferência está condicionado à presença do advogado que a solicitou, no momento do apregoamento, não sendo permitido solicitações feitas por estagiários.

Fonte: STJ

 


 

17/08/10 - São devidas em dobro férias pagas fora do prazo legal

 

Todo empregado tem direito a receber a antecipação salarial até dois dias antes do efetivo gozo das férias. Portanto, uma vez gozadas as férias, sem a antecipação salarial respectiva, prevista no artigo 145 da CLT, o empregador deverá pagá-las, em dobro, mesmo que esta tenha sido quitada com pequeno atraso. Essa foi a conclusão da 4ª Turma do TRT-MG, que, acompanhando o voto do juiz convocado Vítor Salino de Moura Eça, considerou correta a penalidade aplicada pelo juiz sentenciante a uma associação que pagou fora do prazo as férias de sua empregada.

 

Em seu voto, o relator explicou que o artigo 137 da CLT prevê o pagamento em dobro da remuneração das férias quando estas forem concedidas após o prazo de 12 meses seguintes à data em que o empregado tiver adquirido o direito. Entretanto, não há na CLT qualquer disposição no sentido de que a penalidade seja também devida no caso de o pagamento da remuneração ser realizado após a concessão do respectivo período.

 

Nesse aspecto, o magistrado trouxe uma interpretação mais abrangente acerca da matéria. Ele ressaltou que a concessão regular das férias tem o objetivo de propiciar um período de descanso ao empregado, após o período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho. Já a regra do artigo 145 da CLT, na visão do relator, tem a finalidade de propiciar ao trabalhador recursos financeiros para que ele possa usufruir do período de descanso com tranqüilidade. Esse dispositivo legal estabelece que o pagamento da remuneração das férias e, se for o caso, a concessão do abono pela conversão de um terço das férias em dinheiro, deverão ser realizados até dois dias antes do início do respectivo período.

 

"Assim, a conclusão mais razoável é a de que, sem a antecipação salarial, o instituto das férias não atingirá a sua finalidade social. Com efeito, sem a contraprestação devida, o empregado não poderá gozar plena e efetivamente do direito ao período de descanso" - finalizou o magistrado, mantendo a condenação da empregadora ao pagamento da dobra das férias pagas fora do prazo.

(RO nº 01134-2009-044-03-00-2)

Fonte: Jusbrasil

 


 

17/08/10 - Renúncia a direitos caracteriza cláusula inválida de quitação em acordo coletivo

 

Não é válida cláusula de acordo coletivo em que o sindicato da categoria profissional deu quitação ampla e geral de todo e qualquer crédito relativo a adicional noturno, horas extras e diferenças de comissões, pois não houve concessão de qualquer compensação aos empregados. Diante desse entendimento, a Seção I Especializada em Dissídios Individuais (SDI-1) do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou embargos da Grapi Indústria, Comércio e Transporte Ltda.

Segundo o ministro Lelio Bentes Corrêa, relator dos embargos empresariais, “ao sindicato foi outorgado o poder de negociar as condições de trabalho da categoria que representa, porém, não lhe foi concedido o direito de renunciar a direitos previstos em lei ou atuar de forma prejudicial na tutela do patrimônio jurídico dos seus representados”. Por seu lado, a Grappi alega que a transação possui efeito de coisa julgada e que se trata de ato jurídico perfeito e acabado.

A reação empresarial teve início quando, ao julgar o recurso ordinário do empregado, o Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA) afastou a coisa julgada reconhecida pelo juízo de origem em decorrência do acordo coletivo. O TRT ressaltou, inclusive, o caráter de excepcionalidade com que tem sido admitida, no Direito do Trabalho brasileiro, a renúncia a direito por parte do empregado por período de tempo determinado, com o objetivo de manutenção do emprego, “não, porém, para a rescisão do contrato, como na hipótese destes autos”.

Ao recorrer dessa decisão ao TST, a empresa, em seu recurso de revista, afirmou ter sido o ajuste realizado em vista da não renovação de contrato de franquia com a Coca-Cola, o que, segundo ela, caracterizaria motivo de força maior com a extinção do estabelecimento. A Terceira Turma, porém, não conheceu do recurso, observando que, no acordo coletivo em análise, houve apenas a renúncia pelo sindicato a direito dos empregados por ele representados. Para a Terceira Turma, “é da essência da negociação coletiva a cedência progressiva e recíproca de posições, a revelar objetivamente verdadeira transação coletiva, o que não se verifica, no caso”.

No recurso à SDI-1, a empresa sustentou a validade da norma coletiva em questão, argumentando ter sido pactuada com o sindicato da categoria profissional e na presença do Ministério Público do Trabalho. No exame dos embargos, o ministro Lelio Corrêa entendeu não ser válida a cláusula, principalmente após a constatação, feita pela Terceira Turma, que não foi identificada expressamente a concessão de qualquer compensação aos empregados. O relator destacou já haver posicionamento no mesmo sentido na SDI-1, em precedente de relatoria do ministro Brito Pereira.

O ministro Lelio esclarece que o constituinte de 1988 “alçou ao status constitucional o reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho como fontes formais do Direito do Trabalho”. No entanto, observa o relator, “daí não resulta a consagração de poder flexibilizador ilimitado, impondo-se a observância das normas de conteúdo mínimo”, que assegurem os direitos fundamentais dos trabalhadores.

Ao não ser válida a quitação dada pelo sindicato por meio de norma coletiva, o relator concluiu que não se pode falar em “afronta à coisa julgada, revelando-se incólume o artigo 5º, XXXVI, da Constituição”, assim como o artigo 896 da Consolidação das Leis do Trabalho. A SDI-1, então, por unanimidade, não conheceu dos embargos. (E-ED-RR - 803641-75.2001.5.05.0461)
 

Fonte: TST

 


 

17/08/10 - Dilma amplia vantagem sobre Serra, diz Ibope

 

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, ampliou a vantagem sobre José Serra e aparece com 11 pontos percentuais à frente do candidato do PSDB, de acordo com pesquisa Ibope, encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, divulgada nesta segunda-feira (16).


Dilma tem 43% das intenções de voto e Serra aparece com 32%. Marina Silva, do PV, ficou com 8% da preferência dos eleitores, segundo o Ibope. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos para mais ou para menos.


Segundo o Ibope, entre os demais candidatos – Plínio Sampaio (P-SOL), Eymael (PSDC), Ivan Pinheiro (PCB), Levy Fidelix (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU) – nenhum alcançou 1% das intenções de voto. A pesquisa registrou ainda 7% de votos brancos ou nulos e 9% de eleitores indecisos.


O Ibope também questionou os eleitores sobre a hipótese de segundo turno entre os candidatos do PT e do PSDB. Dilma venceria a disputa com 48% e José Serra ficaria com 37%.


O Ibope ouviu 2.506 pessoas entre os dias12 e 15 de agosto em 174 cidades de todas as regiões do país. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 23.548/2010.

 

Fonte: Agência Brasil

 


 

16/08/10 - Agenda Política: segundo esforço do Congresso; início da propaganda na TV

Câmara dos Deputados tentará votar as medidas provisórias que perdem eficácia em setembro. Oposição promete obstruir os trabalhos se o presidente Michel Temer (PMDB/SP) não incluir na pauta a PEC 300 e o projeto de lei (PLP 306/08),

que regulamenta a EC 29, que destina mais recursos para saúde

 

Câmara faz semana de esforço concentrado, a última antes das eleições - dia 3 de outubro.

 

Na pauta, três medidas provisórias, entre elas a 487, que trata do limite de financiamentos do BNDES destinados à compra e produção de bens de capital e à inovação tecnológica, e a proposta de mudança na Constituição que institui um piso salarial para os policiais e bombeiros dos estados.

 

Propaganda eleitoral
Começa, nesta terça-feira (17), a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Sua transmissão vai até 30 de setembro, 3 dias antes do primeiro turno - dia 3 de outubro.

 

Senado
A Casa não terá reuniões deliberativas já que o primeiro esforço realizado no final de julho, os senadores conseguiram votar a agenda prevista. O segundo esforço concentrado previsto no Senado será no final de agosto início de setembro.

 

Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:
 

Segunda-feira (16)
- Prevista divulgação de pesquisa Ibope sobre sucessão presidencial e avaliação do Governo Lula.

- Marina Silva (PV) participa de jantar com a comunidade judaica, em São Paulo, na casa do empresário Roberto Klabin.

- Câmara dos Deputados promove semana de esforço concentrado.

- Henrique Meirelles participa da reunião do International Council da Fundação Dom Cabral em Nova Lima (MG).

 

Terça-feira (17)
- Início da propaganda eleitoral no rádio e na TV.

- A Comissão de Educação da Câmara promove audiência pública sobre o piso salarial nacional dos professores da educação básica. Foram convidados, entre outros, a presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação, Yvelise Arco-Verde.

- Comissão Especial sobre a Remuneração dos Advogados Públicos (Câmara) pode votar o parecer do relator, deputado Mauro Benevides (PMDB/CE).

- Reunião da Câmara de Comércio Exterior (Camex).

- Receita Federal anuncia arrecadação de julho.

- Grupo Estado promove debate com os candidatos à Vice-Presidência Michel Temer (PMDB), Índio da Costa (DEM) e Guilherme Leal (PV).

- Divulgação do IGP-10 de agosto.

Quarta-feira (18)
- O Ministério de Minas e Energia em parceria com a Advocacia Geral da União, a Agência Nacional do Petróleo e a Universidade de Brasília realizam seminário para discutir o marco regulatório do pré-sal.

- O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pode julgar a fusão entre Itaú e Unibanco, anunciada em novembro de 2008.

Quinta-feira (19)
- Data em que todos os recursos sobre pedido de registro de candidatos deverão estar julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral e publicadas as respectivas decisões.

- Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga Índice de Confiança do Empresário Industrial de agosto.

- Data em que todos os recursos sobre pedido de registro de candidatos deverão estar julgados pelo Tribunal Superior Eleitoral e publicadas as respectivas decisões.

 

Sexta-feira (20)
- IBGE divulga IPCA-15 de agosto.

Fonte: Diap

 


 

16/08/10 - Todas as Centrais se reúnem com Dilma dia 17

Ele receberá a Agenda da Classe Trabalhadora aprovada na Conclat

 

Na próxima terça (17), as Centrais CUT, Força Sindical, CTB, UGT, Nova Central e CGTB se encontram com a candidata a Presidente Dilma Rousseff (PT), na Casa de Portugal, região central da capital paulista. Durante o encontro, a partir das 10 horas, os sindicalistas entregarão à ex-ministra o conjunto de deliberação da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (na verdade, a Agenda da Classe Trabalhadora pelo Desenvolvimento com Soberania, Democracia e Valorização do Trabalho), aprovada em 1º de junho, no Pacaembu, em São Paulo, com 30 mil sindicalistas de 4.500 entidades, de todo o Brasil.

 

A entrega do documento se dará num evento organizado pelas direções femininas das Centrais, que entregarão a Dilma o conjunto de propostas das mulheres trabalhadoras, que integra a Agenda aprovada na Conclat, em 1º de junho. A organização do evento informa que a ministra Nilcéa Freire (Secretaria Especial de Políticas para Mulheres) também estará presente na Casa de Portugal.

 

Informações - Interessadas em participar do encontro, terça, devem solicitar sua inscrição em uma das seis Centrais (Força Sindical, CUT, UGT, Nova Central, CTB e CGTB). As vagas são limitadas.

Fonte: Agência Sindical

 


 

16/08/10 - Brasil resiste a cumprir legislação trabalhista, afirmam juristas

 

O Brasil tem cerca de 2 milhões de ações trabalhistas por ano em julgamento, em mais de 1,2 mil varas trabalhistas. Para Luciano Athayde Chaves, presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a quantidade de ações tem a ver com o sistemático descumprimento das leis que regem as relações entre empregadores e empregados.

“O país resiste a cumprir a lei. O Brasil ainda luta pela efetividade dos direitos sociais”, disse Luciano Chaves que também é juiz do Trabalho no Rio Grande do Norte e lembra de ter julgado caso recente de um vaqueiro que não recebia salário. Segundo ele, o trabalhador vivia, como seu avô e seu pai sob “regime de servidão”, no qual em vez da remuneração regulamentada em lei ficava com um sexto da repartição das crias do rebanho que cuidava.

A situação precária de trabalho como a do vaqueiro existe a despeito do país ser signatário de mais de uma dezena de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Não nos faltam princípios. Não basta que tenhamos normas internacionais. O grande desafio é a efetividade”, assinalou o presidente da Anamatra durante sua exposição no Fórum Internacional sobre Direitos Sociais, organizado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) encerrado ontem (13) à noite em Brasília.

Um dos exemplos da falta de efetividade é a Convenção nº 111 da OIT, de 1958, ratificada pelo Brasil em 1964 contra a discriminação no trabalho. Dados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad/2008) do IBGE, mostram que o mercado de trabalho brasileiro trata diferentemente homens e mulheres, brancos e negros entre outros grupos.

Na época da pesquisa, as mulheres recebiam 70,3% do que os homens ganhavam; e os trabalhadores negros recebiam 55,2% do que os assalariados brancos. Segundo a Pnad, no mesmo nível de escolaridade, as pessoas negras recebiam 33% a menos que as pessoas brancas. Até mesmo nos estratos mais altos de escolaridade a discriminação se perpetua. As mulheres negras com pós-graduação recebiam 40% a menos que os colegas em postos que exigiam a mesma escolaridade.

Para o procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes, “a especialidade brasileira é a indiscriminação indireta”. Segundo ele, o mercado de trabalho evita ser “politicamente incorreto”, mas os dados estatísticos mostram que há discriminação por gênero e raça no recrutamento de pessoal, no preenchimento de cargos, na promoção, nos critérios de escolha e na justificação de motivos que podem reafirmar esteriótipos preconceituosos.

Na avaliação do procurador, como a descriminação não é declarada é complicado comprovar na Justiça do Trabalho que esteja ocorrendo. Além disso, os julgamentos enfrentam valores arraigados na cultura nacional como, por exemplo, a crença que o Brasil é o país da harmonia multirracial. “Enfrentar a discriminação é difícil e pressupõe uma viagem a nós mesmos e enfrentar nossos demônios”, assinalou durante o fórum.

A Procuradoria-Geral do Trabalho perdeu cinco ações que ajuizou no ano passado contra grandes bancos nacionais apesar de comprovar empiricamente, por meio dos dados fornecidos pelas próprias instituições financeiras, que os salários de mulheres e de negros eram menores do que de brancos, e de que os homens brancos são mais prestigiados nas promoções e ocupações de postos.

(Repórter Gilberto Costa)

Fonte: Agência Brasil

 


 

16/08/10 - Tributos de até 40% nos têxteis

 

Do campo até chegar à vitrine das lojas, uma peça de vestuário, no Brasil, tem 40% de carga tributária embutida no preço final. Um custo de produção que acaba sendo transferido para o consumidor, segundo explicou o tributarista Flávio Henrique Miranda Zanettini, do escritório Madeira, Rebeschini e Zanettini Advogados, de Porto Alegre. Ele foi um dos palestrantes do Seminário Tecnológico, evento promovido pela Associação Brasileira de Técnicos Têxteis (ABTT), em parceria com o grupo FCEM, durante a 12ª edição da Feira Brasileira para a Indústria Têxtil (Febratex 2010), realizada no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC). Se comparada à carga tributária hoje incidente sobre o Produto Interno Bruto (PIB) nacional, em torno de 34%, a da cadeia têxtil é ainda maior. "Há um aumento de carga em virtude do elevado gasto público, sem que isso seja revertido para as empresas", avaliou o advogado. Ele exemplificou, relatando a situação de "portos sucateados, aeroportos cheios, sistema ferroviário deficiente e estradas que inviabilizam o transporte de cargas" - fatores limitantes ao escoamento da produção de diversos segmentos, sobretudo da indústria têxtil, que agora está mais voltada ao mercado doméstico, por conta do câmbio. "Com os canais de logística em colapso, o empresário se pergunta por que pagar imposto", comentou. Segundo ele, cada elo da cadeia têxtil tem um volume de carga tributária específico. O menor é o da agricultura, e o mais elevado recai sobre a confecção, o produto final. "É uma tributação não cumulativa: quem adianta tributo é ressarcido na etapa seguinte. Contudo, quem acaba pagando é o consumidor, ao adquirir uma roupa ou sapato", reforça.

 

O maior vilão do custo final, segundo Zanettini, é o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "A carga acaba sendo diferenciada na cadeia. Alguns tributos são aplicados apenas à indústria, como é o caso do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), outros são aplicados no caso da importação de máquinas. O ICMS atinge o item confeccionado". Para o presidente do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Ceará (Sindtêxtil), Ivan Bezerra Filho, o Estado segue em vantagem no campo tributário, uma vez que, há cerca de dois anos, o governo reduziu a alíquota interna de ICMS de 17% para 7%. "Na outra ponta, elevou a cota de entrada, com o regime de substituição tributária. Ou seja, os produtos vindos de outros estados pagam 8% de ICMS mais 3% na substituição", explicou. Isso, para ele, foi uma forma de proteger a indústria cearense, garantindo sua competitividade. Por outro lado, segundo ele, as empresas podem usar os benefícios da lei para reduzir a carga tributária, transformando-as em benefícios.

Fonte: Jusbrasil

 


 

16/08/10 - Lei que pretende reduzir excesso de recursos na Justiça do Trabalho entra em vigor

 

Entrou em vigor dia13 a lei que pretende reduzir o uso excessivo de recursos para retardar processos na Justiça do Trabalho. A norma, segundo o presidente da Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho (Anamatra), Luciano Athaide, agilizará o andamento das ações trabalhistas. De acordo com a legislação, a parte que entrar com um agravo de instrumento ferramenta usada, geralmente, para retardar a sentença final terá que depositar 50% do valor do recurso negado inicialmente pelo tribunal. Antes não era necessário fazer nenhum pagamento para isso.

 

Um dos reflexos da lei deverá ser a redução desse tipo de instrumento jurídico na Justiça do Trabalho. Segundo Luciano Athaide, mais de 90% dos agravos de instrumento não são acolhidos. Para desafogar a Justiça desse tipo de recursos, é que se criou essa exigência do depósito para que não se recorra de maneira a protelar o andamento das causas.

 

De acordo com o conselheiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinícius Cordeiro, o agravo de instrumento entrou numa sistemática cotidiana no Tribunal do Trabalho. A pessoa entra com vários recursos, sendo o último o agravo de instrumento e de fato o Tribunal Superior do Trabalho fica abarrotado de agravo de instrumento e quase todos eles sem consequência, disse.

 

Ele afirma que as pequenas e médias empresas serão as mais afetadas pela Lei 12.275. Aquele dono de um pequeno estabelecimento, pequeno produtor, que vai ter mais um depósito a ser feito para verificar a existência ou não do seu direito.

Fonte: Jusbrasil

 


 

16/08/10 - Fórum discutirá possibilidade de o trabalhador aplicar até 20% do FGTS em ações

 

A possibilidade de o trabalhador aplicar até 20% do seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) em fundos de ações/investimentos será discutida em fórum no Rio de Janeiro, marcado para o próximo dia 31.

 

O “Fórum FGTS 43 anos – Justiça para o Trabalhador”, que deve ocorrer na Associação Comercial da capital carioca, discutirá também a diminuição de três para um ano o prazo para o trabalhador poder sacar o fundo em conta inativa.

 

Outras questões sobre o benefício entrarão na discussão, como a diminuição da idade para que o beneficiário possa sacar o fundo, de 70 para 60 anos, e a mudança do índice de atualização monetária das contas no FGTS de TR (Taxa Referencial) para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).

 

Outras propostas
Outros temas devem ser debatidos durante o fórum, como o repasse para o trabalhador de 50% do lucro obtido com o fundo nos financiamentos imobiliários e de obras de infra-estrutura e saneamento básico.

 

Além disso, também consta na pauta a discussão sobre atrasos do recolhimento do depósito do fundo, que o fórum propõe que não ultrapasse os 12 meses. O repasse para o trabalhador de 75% da multa aplicada à empresa que recolher o FGTS em atraso também deve ser discutido.

 

O Fórum também deve propor mudanças na formação do Conselho Curador do fundo. A proposta é que o órgão tenha o mesmo número de representantes civis, empresários e Governo.

 

Projetos de lei
Tramitam no Congresso Nacional diversos projetos que tratam de mudanças no FGTS. Um exemplo é o repasse de 50% do lucro líquido do fundo às contas vinculadas dos trabalhadores, previsto no Projeto de Lei 301/2008, do senador César Borges. O projeto está na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado.

 

Outro tema de projeto de lei é a troca da TR pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), prevista no Projeto de Lei 193/2008, que tramita no Senado, do senador Tasso Jereissati. Na Câmara dos Deputados tramita uma medida semelhante (PL 4.566/2008), que pede a troca da TR pelo IPCA. O PLS 581/2007, do senador Paulo Paim, também pede a troca da TR, mas pelo INPC.

 

Também na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado tramita o PLS 466/2009, do senador Paulo Paim, que permite o uso de 10% do saldo do FGTS para a compra de ações da Petrobras para a prospecção do Pré-Sal.

Fonte: InfoMoney

 


 

16/08/10 - SDI-2 afasta penhora de poupança para pagar dívida trabalhista

 

A Seção II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho afastou a penhora de conta poupança de ex-sócia da empresa Artkum Indústria, Comércio, Representação e Confecção de Artigos em Couro em processo de execução. A SDI-2 seguiu, à unanimidade, entendimento do relator do recurso, ministro Renato de Lacerda Paiva.

 

Na interpretação do relator, os depósitos da conta poupança da ex-sócia são bens absolutamente impenhoráveis, nos termos do artigo 649, X, do CPC. Esse dispositivo estabelece como impenhorável a quantia depositada em caderneta de poupança até o limite de quarenta salários-mínimos e, na hipótese, o valor bloqueado foi de apenas R$ 208,58 (duzentos e oito reais e cinquenta e oito centavos).

 

O Tribunal do Trabalho gaúcho (4ª Região) tinha rejeitado o pedido de desbloqueio dos valores dos depósitos da poupança formulado pela ex-sócia em mandado de segurança. Para o TRT, a norma do CPC é incompatível com os princípios do Processo do Trabalho, em que deve prevalecer o interesse do empregado na qualidade de credor.

 

No entanto, diferentemente da opinião do Regional, o ministro Renato Paiva esclareceu que não se aplica ao caso o item I da Súmula nº 417 do TST, segundo o qual não fere direito líquido e certo do impetrante o ato judicial que determina a penhora em dinheiro existente em sua conta-corrente, em execução definitiva, para garantir os créditos trabalhistas exequendos, uma vez que obedece à ordem preferencial estabelecida no artigo 655 do CPC.

 

De acordo com o relator, de fato, não se pode admitir como regular a ordem de bloqueio de conta poupança quando o crédito nela constante é inferior a quarenta salários-mínimos, do contrário haveria desrespeito à regra do CPC que prevê a impenhorabilidade desses valores. (RO-186900-46.2009.5.04.0000)

Fonte: TST

 


 

16/08/10 - Verba que não constou de termo de rescisão pode ser pleiteada na Justiça

 

Verba trabalhista não consignada em recibo de quitação pode ser postulada na Justiça do Trabalho, ainda que o empregado estivesse assistido pelo sindicato de sua categoria no momento da rescisão. Este foi o entendimento da Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, ao dar provimento ao recurso de revista de ex-funcionário da Telemar Norte Leste S.A.

 

Após sua dispensa, um ex-funcionário da empresa propôs ação trabalhista para obter reflexos de horas extras sobre repouso semanal remunerado - parcela não consignada no Termo de Rescisão Contratual, assinado com a assistência do sindicato.

 

O juiz de primeiro grau concedeu o pedido ao trabalhador e a Telemar recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (CE), alegando ofensa à Súmula 330 do TST. A Súmula reproduz o entendimento de que a quitação passada pelo empregado, com assistência da entidade sindical de sua categoria, tem eficácia liberatória em relação às parcelas expressamente consignadas no recibo, salvo se oposta ressalva expressa e especificada ao valor dado à parcela ou parcelas impugnadas. Segundo o Item I do verbete sumular, a quitação não abrange parcelas não consignadas no recibo de quitação e, consequentemente, seus reflexos em outras parcelas, ainda que estas constem desse recibo.

 

O TRT, ao julgar o recurso da empresa, reformou a sentença e considerou indevido o reflexo das horas extras. Da Súmula 330, o regional entendeu que somente as parcelas com ressalvas poderiam ser questionadas na justiça, diferente do caso em questão, em que, segundo o TRT, as ressalvas existentes não se referiram às horas extras.

 

Contra isso, o ex-funcionário interpôs recurso de revista ao TST. O relator do processo na Quinta Turma, ministro Emmanoel Pereira, concluiu que o TRT decidiu contra a jurisprudência do TST. O relator apresentou decisões no sentido de que a quitação abrangeria tão somente as parcelas expressamente consignadas no recibo. Assim, de acordo com o artigo 477, §2.º, da CLT e com a Súmula 330, se as horas extras não constaram no termo de rescisão, não haveria impedimento para que tais verbas fossem pleiteadas na justiça trabalhista.

 

Com esses fundamentos, a Quinta Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso de revista do trabalhador para restabelecer a sentença. (RR-177400-44.2001.5.07.0002)

Fonte: TST

 


 

16/08/10 - Trabalhadores sem diploma podem ter certificado para reconhecer habilidades

 

Trabalhadores sem diploma de educação formal, mas que queiram obter certificados que atestem os conhecimentos profissionais adquiridos ao longo da vida, podem buscar um programa dos ministérios da Educação e do Trabalho e Emprego. A partir desta segunda-feira (16), o Programa Certific recebe inscrições.

 

Segundo o MEC, o objetivo é atender trabalhadores que há muito tempo desempenham a mesma função, mas não têm a formação comprovada por um diploma. Os interessados devem procurar um Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifet), que serão responsáveis por expedir esses certificados. A data limite é 10 de setembro e a emissão dos certificados é gratuita.

 

Nesta etapa, serão reconhecidos profissionais das áreas de música, pesca e aquicultura, turismo e hospitalidade, construção civil e eletroeletrônica. Mais informações no site do MEC. (Repórter Amanda Cieglinski)

Fonte: Agência Brasil

 


 

13/08/10 - Aposentados e pensionistas recebem metade do décimo terceiro neste mês

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quinta-feira (12) decreto que antecipa a primeira parcela do 13º salário dos beneficiários do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

São cerca de 23 milhões de pessoas que irão receber o pagamento na folha de agosto, depositada entre os cinco últimos dias úteis deste mês e os cinco primeiros de setembro. O decreto ainda não foi publicado no Diário Oficial da União. Isso representará a entrada de R$ 7,982 bilhões na economia.

Valores
De acordo com a Previdência Social, a maioria dos aposentados e pensionistas irá receber 50% do valor do pagamento, com exceção de quem passou a receber o benefício depois de janeiro deste ano. Neste caso, o valor será calculado proporcionalmente. Os segurados que estão em auxílio-doença também recebem uma parcela menor, já que o benefício é temporário.

Nestes casos, o INSS calcula a antecipação proporcional ao período de início do pagamento. Assim, um benefício iniciado em janeiro e ainda em vigor em agosto terá o 13º calculado sobre o valor de oito meses, e o segurado receberá metade desse valor. Em dezembro, caso ainda esteja afastado, o beneficiário recebe o restante. Se tiver alta antes, o valor será calculado até o mês em que o benefício vigorar.

Pela lei, não têm direito ao 13º salário os benefícios de amparo previdenciário do trabalhador rural, renda mensal vitalícia, amparo assistencial ao idoso e ao deficiente, auxílio suplementar por acidente de trabalho, pensão mensal vitalícia, abono de permanência em serviço, vantagem do servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.

Fonte: InfoMoney

 


 

13/08/10 - Lula adia envio do projeto que regulamenta políticas sociais

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (12), que vai adiar o envio do projeto de consolidação de políticas sociais ao Congresso.

 

Lula pretende enviar a proposta de regulamentação ainda este ano, o que evitaria que o seu sucessor não interrompa as atuais políticas sociais, segundo a Agência Brasil.

 

"Eu queria fazê-la, mas isso não deve acontecer, porque nesse período pré-eleitoral a gente corre risco de mandar um pônei bonitinho e acaba recebendo um camelo", disse o presidente.

 

Contudo, para Lula, o período imediatamente posterior às eleições também não seria interessante para o envio do projeto, em razão do "mau humor" dos parlamentares que não foram reeleitos.

 

Eleições
Para o presidente, as eleições deste ano representam a consolidação da democracia do País e que, para fortalecer essa consolidação, é importante que a sociedade exija seus direitos.

 

"A democracia será cada vez mais forte, à medida que a sociedade exija os seus direitos", afirmou Lula.

Fonte: InfoMoney

 


 

13/08/10 - Mais de 2,8 milhões de carteiras de trabalho foram emitidas no primeiro semestre de 2010

Número é superior ao mesmo período de 2009. São Paulo lidera o número de emissões de CTPS,

com quase 700 mil documentos confeccionados no semestre

 

No primeiro semestre de 2010, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) emitiu 2.853.926 Carteiras de Trabalho e Previdência Social (CTPS). O número é 3,6% maior que o registrado nos seis primeiros meses de 2009, quando foram emitidas 2.753.965 CTPS em todo o país.

 

Entre os estados, São Paulo foi o que teve o maior número de documentos emitidos: 697.460 entre janeiro e junho, aumento de 14%. Em seguida vêm Minas Gerais, com 254.380 carteiras emitidas; e Rio de Janeiro, com 232.966. O estado que registrou o menor número de emissões foi Roraima, com 7.895 CTPS confeccionadas, aumento de 10%.

 

CTPS informatizada - Nos 25 estados e no Distrito Federal, onde já são emitidas carteiras de trabalho informatizadas, foram confeccionadas nos seis primeiros meses de 2010 um total de 1.046.048 CTPS deste modelo. Em 2009, no mesmo período, foram emitidas 1.247.150 documentos. Somente Minas Gerais ainda não emite carteira de trabalho informatizada, o que deve acontecer até o fim deste ano.

 

Oito estados já têm emissão em 100% de carteiras de trabalho informatizadas: Amapá, Bahia, Ceará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Sergipe.

 

Lançada em maio de 2008, a CTPS emitida por meio informatizado aumenta a segurança contra fraudes. O documento é confeccionado em material sintético mais resistente de que o usado no modelo anterior; em papel de segurança inviolável, que protege as informações relacionadas à identificação profissional e à qualificação civil do trabalhador. As versões anteriores da carteira de trabalho, ainda manuais, continuam valendo em todo o Brasil.

 

CTPS - A Carteira de Trabalho e Previdência Social, instituída pelo Decreto nº 21.175, de 21 de março de 1932 e regulamentada pelo Decreto nº 22.035/32, tornou-se documento obrigatório para toda pessoa que preste serviço a outrem. Por suas anotações, reproduz a vida funcional do trabalhador, garantindo o acesso a direitos trabalhistas como Seguro-Desemprego, FGTS e benefícios previdenciários, entre outros.

Fonte: MTE

 


 

13/08/10 - Trabalhador pode ser admitido mesmo sem a carteira de trabalho; saiba como

 

Por Maristela Leitão

Que a Carteira de Trabalho e Previdencia Social (CTPS) é obrigatória para toda pessoa que venha a prestar algum tipo de serviço na indústria, no comércio, na agricultura, na pecuária ou mesmo de natureza doméstica, muita gente sabe.

 

Talvez o que muitas pessoas não saibam é que nas localidades onde não há unidade das supertintendências regionais do MTE ou entidade conveniada apta a emiti-lo, o trabalhador não precisa perder a oportunidade de emprego pela falta do documento. Essa situação é prevista pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

Nesse caso, o trabalhador poderá ser admitido, sem a CTPS, por 30 dias. Sendo que, no ato de admissão, o empregador deverá fornecer um documento no qual conste a data da contratação, a natureza do trabalho, o salário e a forma de pagamento e permitir que o empregado compareça ao posto de emissão mais próximo.

 

E se ao término do prazo de 30 dias ele ainda não tiver obtido a sua Carteira e for demitido do emprego, o empregador deverá fornecer um atestado com o histórico da relação empregatícia, no período, a qual deve constar em Ficha ou Livro de Registro de Empregado.

 

Emissão

A emissão da CTPS é uma atividade a cargo dos órgãos regionais do Ministério do Trabalho e Emprego (SRTEs) e suas entidades conveniadas (órgãos públicos estaduais e municipais ou sindicatos). Atualmente, existem 5.400 postos que emitem o documento abrangendo 3.300 municípios brasileiros.

 

Nos locais onde a estrutura permite, a CTPS é emitida por meio informatizado. O formato é mais seguro contra fraudes e possibilita a centralização de informações como a qualificação civil, a vida profissional e previdenciária do trabalhador.

 

Ao ressaltar a importância da Carteira de Trabalho para “o exercício formal do emprego” e para a aposentadoria do trabalhador, o coordenador de Identificação e Registro Profissional do  MTE, Francisco Gomes, alerta: “É fundamental para o trabalhador o zelo para com a CTPS pois ela possibilita a formalidade do emprego que garante os direitos trabalhistas e previdenciários do empregado”, observa.

Fonte: Blog do Trabalho

 


 

13/08/10 - Empresa contratante poderá pagar encargos trabalhistas de temporário

 

O empregado temporário poderá ter seus direitos trabalhistas custeados pela empresa onde presta serviço, caso a firma fornecedora desse tipo de mão-de-obra não tenha condições financeiras de assumir esses encargos. Essa cobertura está em discussão na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em meio à análise de projeto de lei (PLS 92/06) do senador Valdir Raupp (PMDB-RO) que trata da responsabilidade civil nos acidentes ocorridos durante a realização de trabalho temporário ou terceirizado.

 

A proposta chegou a entrar na pauta da CAS no esforço concentrado de votações da semana passada, mas teve sua discussão adiada por pedido de vista do senador Belini Meurer (PT-SC). A intenção de Raupp é obrigar a empresa contratante do trabalho temporário a bancar o seguro contra acidentes de trabalho do prestador de serviço e a assumir a responsabilidade civil por acidentes registrados em suas dependências. Se o acidente ocorrer na sede da empresa fornecedora dessa mão-de-obra, caberá a ela assumir essa responsabilidade civil, segundo o PLS 92/06.

 

A falta de uma norma específica para regular o assunto, além dos prejuízos causados ao trabalhador pela tentativa das empresas contratantes e prestadoras de serviço de fugir dessa responsabilidade, motivaram Raupp a apresentar o projeto. O autor explica na justificação do PLS 92/06 que, enquanto uma legislação mais completa não é aprovada, optou por acrescentar essas medidas na Lei 6.019/74, que disciplina o trabalho temporário nas empresas urbanas.

 

Embora recomende a aprovação da proposta, o relator, senador José Nery (PSOL-PA), formulou duas emendas que modificam inteiramente seu conteúdo. Em primeiro lugar, tratou de deixar expressa, na ementa do PLS 92/06, a responsabilidade subsidiária da empresa contratante quanto às obrigações trabalhistas do prestador de serviço. Originalmente, essa ementa fazia menção apenas à responsabilidade civil nos acidentes transcorridos no trabalho temporário ou terceirizado.

 

Na outra emenda, José Nery procurou reforçar que o inadimplemento dessas obrigações trabalhistas implica a responsabilidade subsidiária da empresa cliente do trabalho temporário. Ao fazer isso, o relator descartou a iniciativa de Raupp de especificar a responsabilidade civil nos acidentes de trabalho com prestadores de serviço e obrigar a empresa contratante desse tipo de mão-de-obra a custear esse seguro.

 

Para justificar suas emendas, o relator argumentou que a Lei 6.019/74 já assegura ao trabalhador temporário o direito a seguro contra acidente de trabalho. E sustenta, no parecer, ser a contratação desse seguro uma obrigação da empresa fornecedora - e não da contratante - de trabalho temporário, já que é com ela que o prestador de serviço mantém vínculo trabalhista.

 

Por outro lado, determinou a responsabilidade subsidiária das empresas contratantes nas obrigações trabalhistas dos prestadores de serviço por reconhecer que, na maioria das vezes, as empresas fornecedoras dessa mão-de-obra têm capital irrisório e são criadas para atender a pequenas demandas de trabalho. Essa situação contribui, conforme ressaltou José Nery, para fragilizar os direitos trabalhistas do empregado temporário.

Fonte: Agência Senado

 


 

13/08/10 - Concessão de benefício previdenciário deve ser analisada previamente pelo INSS antes de ação judicial

 

O Poder Judiciário não pode substituir o Instituto Nacional de Previdência Social (INSS) na concessão de benefícios. Este foi o entendimento da Advocacia-Geral da União (AGU) acatado pela Justiça em ação na qual um segurado queria receber benefício sem ter cumprido os procedimentos administrativos mínimos para tal.

 

O INSS foi acionado judicialmente para implementar o benefício. Em primeira instância, o pedido foi negado, mas o cidadão recorreu. Alegou que o processo não dependia de prévio requerimento junto à autarquia, sob o risco de estar sendo negado o acesso ao Judiciário.

 

A Procuradoria-Regional Federal da 1ª Região (PRF1), Procuradoria Seccional Federal em Poços de Caldas/MG e Procuradoria Federal Especializada junto ao INSS (PFE/INSS) explicaram que não pode ser configurada resistência na concessão do benefício, já que a solicitação não foi feita junto ao Instituto. Ressaltaram que não consta, no processo, nenhuma prova documental ou testemunhal que revele qualquer recusa do INSS em receber requerimento. Além disso, o próprio cidadão está contribuindo para retardar a solução da questão que poderia ter sido resolvida sem a intervenção do Judiciário.

 

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região acolheu os argumentos das procuradorias e negou o recurso. Segundo a decisão, não cabe ao judiciário substituir o INSS para o exame de todas as questões previdenciárias e assistenciais, já que "o Estado brasileiro criou uma enorme estrutura administrativa para tais funções, na forma da lei e como espera a sociedade".

 

A PRF 1ª Região, a PSF/Poços de Caldas e a PFE/INSS são unidades da Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU.

(AI nº 0025429-52.2010.4.01.0000)

Fonte: Jusbrasil

 


 

13/08/10 - Norma da OIT condena exigência de teste anti-HIV como critério para seleção em emprego

 

A diretora do Departamento de Normas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Cleopatra Doumbia-Henry, criticou nesta quinta-feira (12) a exigência de testes anti-HIV como critério para seleção de emprego.

 

“Os exames devem ser voluntários. A norma [editada pela OIT] busca garantir o direito do trabalhador à confidencialidade e ao respeito a sua privacidade”, afirma Cleopatra.

 

Em 17 de junho deste ano, a OIT aprovou o primeiro instrumento internacional de direitos humanos dedicado especificamente ao tema HIV/aids. A norma condena a exigência de teste anti-HIV para os trabalhadores no processo de seleção a um posto de trabalho.

No Brasil, a norma ratifica portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, publicada no dia 31 de maio, deste ano. A portaria proíbe que as empresas submetam trabalhadores a exames de HIV, de forma direta ou indireta, na admissão, mudança de função, avaliação periódica, retorno, demissão ou qualquer outro procedimento ligado à relação de emprego.

A recomendação da OIT abrange todos os trabalhadores formais ou informais, sejam aprendizes ou estagiários, os que estão buscando emprego, ou ainda os que estão afastados ou licenciados. Cleopatra salienta ainda que os trabalhadores das forças militares, bem como policiais, também estão incluídos na norma.

A recomendação da OIT não obriga os países a transformá-la em lei, apenas destaca a importância do tema e serve de sugestão para a criação de legislações e políticas públicas sobre o tema. O objetivo é reforçar o acesso universal à prevenção e ao tratamento do HIV.

O texto salienta ainda a importância de os governos reforçarem o papel do Judiciário no desenvolvimento e na implementação de medidas de proteção ao trabalhador. “O Judiciário tem papel importante: avaliar e garantir que não haja discriminação aos trabalhadores”, analisa Cleopatra.

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Lélio Bentis, também destacou a importância do Judiciário e do Ministério Público para evitar discriminações no campo do trabalho. “O papel do Judiciário e do Ministério Público deverá ser valorizado inclusive por meio do treinamento de procuradores, juízes e fiscais do Ministério do Trabalho para que saibam lidar de forma mais adequada e garantir a efetividade dos direitos dos trabalhadores.”

Na última terça-feira (10), o Ministério Público assinou um protocolo de intenções para qualificar os procuradores do trabalho em relação às normas e convenções da OIT. (Repórter Lisiane Wandscheer)

Fonte: Agência Brasil

 


 

13/08/10 - CNI pede solução para recolhimento retroativo de benefícios previdenciários

 

A CNI (Confederação Nacional da Indústria) entregou ao Ministério da Fazenda e à Receita Federal um documento que pede solução urgente para o recolhimento retroativo dos benefícios previdenciários.

 

A entidade afirma que a medida que regulamenta as regras de pagamento das contribuições gerou problemas para as empresas.

 

Um deles é a necessidade de os empregadores efetuarem o reprocessamento das Guias de Recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e Informações à Previdência Social, de janeiro a junho de 2010, para mudar os valores de contribuições que deveriam ter sido recolhidos dos salários de parte significativa dos trabalhadores.

 

Outra dificuldade apontada é que também será necessário recalcular os valores do salário família e dos descontos de Imposto de Renda. Todas as mudanças envolvem diferenças no ressarcimento aos trabalhadores, quando devido, e, nos demais casos, nos recolhimentos à Previdência Social.

 

Proposta
Segundo a Agência CNI, os representantes do Ministério da Previdência Social e do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) também demonstraram preocupação com o assunto, afirmando ser muito difícil e trabalhoso fazer este reprocessamento.

 

A CNI propõe que a Receita publique um ato adiando por 90 dias os efeitos da nova base de cálculo, enquanto o órgão estuda uma maneira de desobrigar o recolhimento retroativo.

Fonte: InfoMoney

 


 

12/08/10 - Banco do Brasil já desembolsou R$ 980 milhões de abonos do Pasep

 

O Banco do Brasil iniciou nesta quarta-feira (11) o pagamento do abono de um salário mínimo (R$ 510) referente ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) do ano-base 2009-2010 para funcionários públicos com inscrições terminadas em 0 e 1.

 

Antes, porém, o BB desembolsou R$ 980 milhões, ou 79,29% do total de R$ 1,23 bilhão em benefícios a 2,6 milhões de trabalhadores inscritos no Pasep. A antecipação foi creditada em conta-corrente para todos os participantes de convênio Pasep/Fopag.

 

A informação foi divulgada pelo BB no início da noite. Segundo ela, 513 mil servidores têm direito ao abono salarial, que soma R$ 261 milhões. Eles têm até o dia 30 de junho do ano que vem para retirar o benefício, nas agências do banco. O que não for sacado será devolvido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

 

Todos os trabalhadores públicos cadastrados no Pasep há pelo menos cinco anos têm direito ao abono. Eles devem ter tido renda mensal até dois salários mínimos, entre julho de 2009 e junho de 2010, com carteira assinada por pelo menos 30 dias e constar da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) que o empregador fornece ao Ministério do Trabalho e Emprego, para receber o abono.

 (Repórter Stênio Ribeiro)

Fonte: Agência Brasil

 


 

12/08/10 - Indústria paulista abriu 12.500 postos de trabalho em julho, aponta Fiesp

 

A indústria paulista registrou a abertura de 12.500 postos de trabalho em julho, o que representa alta de 0,5% no nível de emprego, frente ao mês anterior. Considerando o ajuste sazonal, o índice apresentou alta de 0,4%.

 

Nos últimos 12 meses, foram criadas 108,5 mil vagas no setor, alta de 4,51% no nível de emprego, de acordo com pesquisa da Fiesp e do Ciesp (Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) divulgada nesta quarta-feira (11).

 

O levantamento também revelou que, entre dezembro do ano passado e julho deste ano, a indústria paulista abriu 167,5 mil postos de trabalho (+7,15%).

 

Análise setorial
Dos 22 setores analisados, 17 apresentaram desempenho positivo em julho, ante o mês anterior, sendo que os maiores destaques foram Equipamentos de Informática, Produtos Eletrônicos e Ópticos (1,9%), Produtos Diversos (1,8%), Produtos de Madeira (1,5%) e Máquinas e Equipamentos (1,2%).

 

Por outro lado, o setor Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos registrou queda de 1,3%. Nenhum setor apresentou estabilidade em julho.

 

No acumulado em 12 meses, o setor de Outros Equipamentos de Transporte, Exceto Veículos Automotores apresentou resultado negativo (-2,7%), seguido de Fabricação de Coque, de Produtos Derivados do Petróleo e de Biocombustíveis (-2,5%). Entre os resultados positivos, destacam-se Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (+9,8%), Produtos de Borracha e de Material Plástico (+8,6%) e Metalurgia (+8,5%).

 

Por regiões
Na análise regional, o levantamento revela que, das 36 diretorias pesquisadas, na comparação com junho, 27 apresentaram resultados positivos, sete tiveram desempenhos negativos e duas ficaram estáveis no que se refere ao emprego.

 

Matão liderou o aumento no nível de contratações em julho ante o sexto mês do ano, com 2,95%. Em seguida aparecem Franca (+2,53%), Diadema (2,1%) e Bauru (2,1%). Botucatu, com queda de 1,5%, foi destaque negativo.

 

Já no acumulado do ano, os destaques foram Araçatuba (+19,45%), Sertãozinho (+19,41%) e Franca (+19,09%). Apenas Santos registrou resultado negativo (-3,5%).

Fonte: InfoMoney

 


 

12/08/10 - Jovens têm maior dificuldade em conseguir emprego do que adultos, diz OIT

 

Os jovens entre 15 e 24 anos registraram índices maiores de desemprego do que os adultos em todo o mundo, segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quarta-feira (11).

De acordo com o relatório Tendências Mundiais de Emprego para a Juventude 2010, o número de jovens desempregados em 2008 era de 12,1% e o de adultos 4,3%. Entre 2008 e 2009 a taxa de jovens desempregados aumentou 1 ponto percentual e a de adultos aumentou 0,5 ponto percentual.

As maiores taxas de desemprego entre os jovens estão no Oriente Médio e Norte da África que têm 23,3% de desempregados. Europa Central e Leste Europeu registraram taxa de 17,3%. No Sudeste da Ásia e Pacífico o desemprego foi de 14,5%, enquanto na América Latina e Caribe foi de 14,3%. As economias desenvolvidas registraram 13,1%, África Subsaariana 11,9%, Sul da Ásia 10% e Ásia Oriental 8,6%.

O relatório mostra ainda que as mulheres jovens têm mais dificuldades do que os homens para encontrar emprego. Entre as mulheres 13,2% estavam sem emprego e a taxa masculina era de 12,9%. Contudo, em algumas regiões, como na União Europeia, essa diferença não é tão evidente.

A diferença é maior em regiões como a Ásia, na qual há uma diferença de 33,1 pontos percentuais na relação emprego entre os homens jovens e as mulheres jovens e na América Latina e Caribe, onde há uma diferença de 20,6 pontos percentuais entre os homens jovens e as mulheres jovens. (Repórter Roberta Lopes)

Fonte: Agência Brasil

 


 

12/08/10 - PEC que estende licença-maternidade para 6 meses chega à Câmara

Proposta, já aprovada pelo Senado, garante a licença ampliada a todas as mães,

independentemente da vontade da empresa, como é hoje

 

Chegou à Câmara a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 515/10, aprovada no último dia 3 pelo Senado, que prorroga a licença-maternidade de quatro para seis meses.

 

A PEC garante a licença de seis meses a todas as mães, independentemente de pedido de prorrogação ou adesão de empresas. “Há evidências de que o alongamento do período de licença-maternidade, benefício importante na proteção da mulher no mercado de trabalho, da saúde da mãe e do recém-nascido, não incentiva aumento de ações discriminatórias em relação à mulher no mercado de trabalho”, avalia a autora da proposta, senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN).

 

Atual legislação
A Lei da Empresa Cidadã (11.770/08) já oferece incentivos fiscais para empresas privadas que estenderem a licença maternidade por dois meses. A empresa que opta pelo programa pode deduzir do imposto devido o total da remuneração integral da empregada pago no período de prorrogação da licença-maternidade.

 

A mesma lei faculta à administração pública instituir programa que garanta prorrogação da licença-maternidade para suas servidoras. No âmbito federal, as servidoras já tiveram o direito assegurado. Vários estados e municípios também já concederam a licença ampliada.

 

Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se aprovada, será analisada por uma comissão especial a ser criada especificamente para esse fim. Depois, seguirá para o Plenário, onde precisará ser votada em dois turnos.

Fonte: Agência Câmara

 


 

12/08/10 - Ministério da Justiça propõe lei para regulamentar proteção de dados pessoais

 

O Ministério da Justiça deve fechar, até o fim do mês, um anteprojeto de lei para regulamentar a proteção de dados pessoais no Brasil. Atualmente, não há uma lei específica no país, e o assunto é tratado de forma genérica pelo direito civil brasileiro. Nações vizinhas, como a Argentina e o Uruguai, por exemplo, já têm legislações específicas.

 

Com a lei, o governo brasileiro pretende criar um marco regulatório e uma agência governamental para gerenciar o uso e a divulgação de dados como endereço pessoal, número de documento do cidadão, sua situação de crédito e até os chamados dados sensíveis, entre eles a opção religiosa e sexual. Hoje, muitos desses dados são fornecidos ao governo, a empresas ou sites na internet pelo cidadão e, posteriormente, utilizados sem o conhecimento dele.

 

Dados pessoais são aqueles que, uma vez cruzados, podem ser utilizados de forma abusiva e de forma comercial sem que a gente saiba. É importante que a gente dê transparência a esse tipo de processo, dê consentimento à utilização desse tipo de dado, afirma o secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Felipe de Paula.

 

Para conhecer experiências internacionais e ajudar na preparação do texto do anteprojeto, o Ministério da Justiça e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) estão promovendo um seminário dia 11 e dia 12 com representantes de vários países.

 

Assim que ficar pronto, o anteprojeto será colocado sob consulta pública na internet, para que qualquer pessoa possa dar sugestões ao texto. A ideia é encaminhar o projeto ao Congresso Nacional até o fim deste ano.

Fonte: Jusbrasil

 


 

12/08/10 - Projeto amplia saques do FGTS em caso de desastres naturais

 

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7343/10, do Senado, que inclui os deslizamentos de encosta e as quedas de barreira entre os desastres naturais que permitirão ao trabalhador sacar dinheiro da conta vinculada do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

 

Atualmente, o Decreto 5.113/04 relaciona os desastres naturais que dão direito ao saque do fundo, como vendavais, tempestades (inclusive de granizo), furacões, trombas d'água, enchentes e inundações provocadas pela invasão do mar. O projeto do Senado altera a Lei 8.036/90, que dispõe sobre o FGTS.

 

Pelas normas do FGTS, os trabalhadores atingidos por desastres naturais podem sacar até R$ 4.650. O benefício é liberado desde que o titular da conta resida na área atingida e esta tenha sido reconhecida pelo governo federal como área em situação de emergência ou em estado de calamidade pública.

 

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Jusbrasill

 


 

12/08/10 - Corregedoria cria comissão para agilizar execuções

 

Para conferir mais celeridade às ações trabalhistas, o corregedor geral da Justiça do Trabalho, ministro Carlos Alberto Reis de Paula, criou uma comissão especial. Os trabalhos do grupo, que devem ser concluídos em 90 dias, destinam-se ao colhimento de dados e informações na esfera trabalhista e a estudos que apontem saídas mais efetivas e rápidas.

 

A comissão conta com os juízes João Amílcar Silva e Sousa Pavan, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, Rubens Curado Silveira, titular da Vara do Trabalho de Guaraí, em Tocantis, Marcos Alberto dos Reis, auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho, e o servidor Cláudio de Guimarães Rocha, assessor da Corregedoria-Geral da Justiça do Trabalho.

Com informações da Assessoria de Comunicação do TST.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

12/08/10 - Previdência quer atrair 1 milhão de contribuintes da economia informal

 

Até o fim do ano, cerca de 1 milhão de trabalhadores da economia informal deverão se cadastrar na Previdência Social como empreendedores individuais, estimou o ministro, Carlos Eduardo Gabas. Segundo ele, há um trabalho em conjunto com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e outros órgãos, para alcançar a meta.

 

Esse mesmo trabalho, de acordo com Gabas, permitiu, neste ano, a formalização de 450 mil trabalhadores que passaram a contribuir com a Previdência Social. Ontem (11), houve mais uma reunião mensal, a exemplo do que vem ocorrendo desde o início da parceria, para discutir novas formas de atração desse público.

 

Estão no grupo de trabalhadores informais que, potencialmente, podem cadastrar-se como empreendedores individuais e contribuir para a Previdência jardineiros, cabeleireiras, jornalistas que trabalham como freelance, manicures, vendedoras de produtos de beleza, piscineiros, encanadores, gesseiros, motoboys, transportadores de carga, dentre outros.

 

O ministro destacou que "muita gente ainda não se cadastrou porque não sabe que pode, pagando apenas R$ 61,50 mensais ao INSS [Instituto Nacional do Seguro Social], receber amparo, em caso de doença, inclusive quanto ao recebimento de auxílio-doença, e candidatar-se, no futuro, à aposentadoria".

O ministério quer promover uma melhoria quanto à questão tecnológica para que seu portal na internet possa fazer a adesão dos trabalhadores online. Pelos cálculos, isso permitirá à Previdência Social atrair um contingente de 10 milhões de trabalhadores que atuam por conta própria, na economia informal.

 

O presidente do Sebrae, Paulo Okamoto, afirmou que "a imprensa pode desempenhar papel importante mostrando a esse público os benefícios que pode ter, em forma de crédito e assistência técnica, ao registrar-se como trabalhadores no INSS". O presidente do INSS, Waldir Simão, assumiu a meta, na reunião multissetorial, de promover ações para a educação previdenciária, a fim de conscientizar o empreendedor individual sobre as vantagens da adesão.

 

Para saber sobre a adesão, os interessados podem ligar gratuitamente para o 0800-570-0800 ou para o telefone 135. Ou ainda acessar os sites do Ministério da Previdência e do Sebrae. (Repórter Lourenço Canuto)

Fonte: Agência Brasil

 


 

12/08/10 - TST nega bloqueio de conta salário para pagar dívida trabalhista

 

É indevido o bloqueio bancário, mesmo parcial, de conta-corrente utilizada para depósito de salário com objetivo de efetuar o pagamento de dívida trabalhista. Com esse entendimento, a Seção II Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho acatou recurso de ex-sócio da Transporte Especializado Ltda. – NPQ, que teve bloqueado 15% da sua conta salário para pagamento de débitos trabalhistas da empresa.


A SDI-2 reformou decisão anterior do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA) que, ao julgar mandado de segurança impetrado pelo empresário, manteve o bloqueio bancário determinado pela Primeira Vara do Trabalho de Camaçari (BA). No entendimento do TRT, embora o artigo 649 do CPC garanta a impenhorabilidade dos salários, não se pode interpretar a norma visando apenas a proteção do devedor, sob pena de se violar o princípio da isonomia.


Inconformado, o ex-sócio da NPQ interpôs, com sucesso, recurso ao TST. O ministro Renato de Lacerda Paiva, relator do processo na SDI-2, destacou em seu voto que, a princípio, não fere direito líquido e certo o ato judicial que determina a penhora em dinheiro existente na conta-corrente do autor, na fase de execução definitiva, para garantir os créditos trabalhistas do empregado, uma vez que obedece a ordem de preferência prevista no artigo 655 do CPC. No entanto, segundo o ministro, ficou comprovado que o impetrante recebe seus salários na conta-corrente bloqueada, e que o valor retido é necessário ao seu sustento e de sua família.


Em seu voto, o ministro destacou que a Vara do Trabalho, ao fazer a penhora sobre a conta-corrente do ex-sócio, " ofendeu ao seu direito líquido e certo, inserto no art. 649, inciso IV, do Código de Processo Civil, que consagra a impenhorabilidade dos salários.” A SDI-2 acatou por unanimidade o recurso do empresário e determinou o desbloqueio dos valores retidos em sua conta-corrente para o pagamento dos débitos trabalhistas.
(RO—62800-89.2009.5.05.0000)

Fonte: TST

 


 

11/08/10 - Lula sanciona LDO sem definição para o mínimo de 2011

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta terça-feira (10), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas sem definição para o salário mínimo do próximo ano, que ficará a critério de quem assumir a presidência em 2011.

 

O texto da LDO informa que serão assegurados os recursos orçamentários necessários ao atendimento da política de aumento real do salário mínimo, a ser definida em articulação com as centrais sindicais.

 

“A boa notícia para quem ganha o mínimo também vale para toda a sociedade”, diz o presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Artur Henrique. “Mínimo fortalecido impulsiona o mercado interno. E o reconhecimento do papel das centrais sindicais como negociadoras da classe trabalhadora fortalece a democracia”, completa.

 

Acordo
Em 2007, um acordo firmado entre as centrais sindicais e o governo federal estabeleceu que o mínimo seria reajustado todo o ano a partir da soma da inflação mais o PIB (Produto Interno Bruto) do período anterior.

 

Como em 2009 o PIB foi negativo, em virtude da crise internacional, a CUT disse que se levantaram dúvidas a respeito do valor do salário mínimo em 2011. Logo, a central enviou solicitação ao governo federal para que fossem abertas negociações pontuais para tratar do aumento do salário mínimo do próximo ano.

 

O texto da LDO determina que se garanta aumento real do mínimo equivalente à taxa de variação real do PIB de 2009 ou segundo sistemática que venha a ser estabelecida em legislação superveniente.

 

A LDO estabelece parâmetros e prioridades para a administração pública federal e deve ser usada como orientação para que se elabore a Lei Orçamentária Anual (LOA), cujo projeto deve ser encaminhado até o final deste mês ao Congresso Nacional.

Fonte: InfoMoney

 


 

11/08/10 - Emprego na indústria cresce em junho pelo sexto mês consecutivo

 

O total de pessoas empregadas no setor industrial cresceu 0,5% em junho comparado ao mês anterior, informou nesta terça-feira (10) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE. É o sexto resultado positivo consecutivo da pesquisa nessa base de comparação. Em relação a junho de 2009, a taxa de emprego avançou 4,9%, a mais elevada desde o início da série histórica (em 2001), segundo o estudo. Foram registrados aumentos em todos os locais investigados.

 

Já no acumulado dos últimos 12 meses o nível de emprego industrial recuou 1,6%. O resultado indica continuidade da redução no ritmo de queda observado desde janeiro deste ano. No primeiro semestre do ano, a expansão do emprego na indústria foi de 2,4%.

Segundo o IBGE, em junho, a folha de pagamento real dos trabalhadores cresceu 3,3% em relação ao mês anterior e 8,3% na comparação com igual período de 2009. No primeiro semestre do ano, a alta foi de 4,6% ante o mesmo período do ano passado. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a taxa caiu 0,1%.

 

O número de horas pagas avançou e ficou 0,3% maior do que no mês de maio. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a taxa de 5,7% é a mais alta desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego e Salário na Indústria, em 2001. No acumulado no ano, o número de horas pagas cresceu 3,5%.

 

Dentre os locais pesquisados, merece destaque São Paulo (3,7%), onde as maiores influências positivas para o aumento do nível de emprego vieram das atividades de máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,0%), alimentos e bebidas (4,4%), máquinas e equipamentos (6,5%) e meios de transporte (5,6%). Também empregaram mais trabalhadores a Região Nordeste (7,1%), o Rio Grande do Sul (6,8%), a Região Norte e Centro-Oeste (7,1%), o Rio de Janeiro (8,6%) e Minas Gerais (3,7%).

 

Dos 18 segmentos pesquisados, 14 aumentaram o pessoal ocupado no setor industrial, com destaque para os setores de máquinas e equipamentos (9,5%), produtos de metal (9,8%), alimentos e bebidas (3,0%), meios de transporte (7,0%) e máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (10,0%).

 

Já os segmentos de vestuário (-1,8%), refino de petróleo e produção de álcool (-3,1%), madeira (-2,1%) e fumo (-7,2%) registraram resultados negativos em junho. (Repórter Flávia Villela)

Fonte: Agência Brasil

 


 

11/08/10 - Lula: “Aposentados ganham mais que antes”

 

Na coluna semanal distribuída pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República, em que responde a perguntas enviadas por eleitores, o presidente Lula disse que os aposentados em seu governo “ganham mais que antes”. Segundo Lula, isso vale tanto para quem recebe o piso previdenciário quanto para quem ganha o valor acima dele.

 

De acordo com o presidente, o valor médio dos benefícios pagos no primeiro semestre foi de R$ 716,75. Um valor, diz Lula, 29,6% maior do que o que era pago em 2003. “São 18 milhões de aposentados e pensionistas que tiveram reajustes de 74%, entre janeiro de 2003 e fevereiro deste ano. Estamos recuperando o poder de compra perdido durantes os anos anteriores. E não é pouca coisa”, afirmou o presidente.

 

“Desde o início do meu governo, também temos reajustado, de acordo com a inflação, os benefícios para quem ganha acima do piso. Além de cumprir esta obrigação constitucional, concedemos dois reajustes acima da inflação: em 2006, com aumento real de 1,7%; em junho deste ano, quando o Congresso aprovou e eu sancionei o reajuste de 7,72% - enquanto a inflação do período tinha sido de 3,47% -, para 8,2 milhões de pessoas”, continuou Lula. O presidente acrescentou que os aumentos precisam  ser feitos de forma responsável. “O governo deve fazer o que pode, mas com prudência, sem perder de vista o resultado das contas públicas”, disse Lula.

 

 O presidente rebateu ainda a ideia de que a classe média brasileira paga muito imposto de renda. Lula disse que os valores de isenção e as faixas de cobrança do imposto de renda em seu governo vêm sendo corrigidas desde 2007. Em 2007, a isenção do imposto de renda atingia apenas aqueles que ganhavam até R$ 1.164. De acordo com o presidente, agora atinge quem ganha até R4 1.500.

 

“Outra medida que diminuiu a carga tributária sobre a classe média foi a criação de duas novas alíquotas, a partir de janeiro de 2009, o que desafogou o orçamento familiar em plena crise econômica. O cidadão que durante muitos anos pagou 15% ou 27,5% de imposto, passou a ser enquadrado em outras duas fatias: de 7,5% e 22,5%”, disse o presidente, na coluna. (Rudolfo Lago)

Fonte: Congresso em Foco

 


 

11/08/10 - STJ reconhece direito à desaposentação. Concessão de benefício mais vantajoso

Desaposentação, embora o termo seja esquisito, é a possibilidade de o beneficiário ou beneficiária abrir mão da aposentadoria e tentar receber outra com valor maior. Pode se candidatar a um novo benefício quem já se aposentou e continuou a trabalhar e a contribuir com a Previdência Social

 

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) inovou na possibilidade da desaposentação. A situação típica é quando a pessoa se aposenta proporcionalmente, mas continua trabalhando e contribuindo para o INSS e, posteriormente, usa esse tempo para conseguir aposentadoria integral.

 

Desaposentação é a possibilidade de abrir mão da aposentadoria e tentar receber outra com valor maior. Pode se candidatar a um novo benefício quem já se aposentou e continuou a trabalhar e a contribuir com a Previdência Social.

 

Na primeira e segunda instância, tem sido admitida essa possibilidade, mas é exigida a devolução dos benefícios já pagos.

 

Já o STJ tem entendido que, como a pessoa já contribuiu com a seguridade, não haveria por que devolver os benefícios pagos.

 

O ministro Hamilton Carvalhido considerou que abdicar da aposentadoria é um direito do beneficiado que depende apenas de sua própria deliberação.

 

"A aposentadoria é um direito patrimonial disponível [a pessoa pode abrir mão] e o interessado pode escolher o sistema que melhor lhe assiste", afirmou o magistrado.

 

A ministra Laurita Vaz também entendeu nesse sentido, admitindo que um aposentado abrisse mão do benefício que recebia como trabalhador rural para poder receber outro mais vantajoso como trabalhador urbano.

Fonte: STJ

 


 

11/08/10 - Crescimento da renda e do emprego em 2010 será responsável pelo aumento do consumo das famílias

 

O crescimento da renda e do emprego em 2010 será responsável pelo aumento do consumo das famílias, de acordo com a publicação Economia Brasileira em Perspectiva, produzida pelo Ministério da Fazenda. Para os técnicos do Ministério da Fazenda, o mercado interno tem garantido uma rápida recuperação da economia neste ano. O documento destaca ainda que o elevado nível de investimento, tanto público quanto privado, possibilitará demanda interna acima de 9% ao ano em 2010. Esse valor, no entanto, já é inferior ao estimado anteriormente pelos técnicos do Ministério da Fazenda, de 11,9% ao ano.

 

De acordo com o ministério, o consumo das famílias crescerá 6,6% ao ano em 2010, o Produto Interno Bruto, 6,5%; a Formação Bruta de Capital (investimentos), 20,4%; o consumo do governo, 2,8%; as exportações, 6,9% e as importações 29,6%.

 

“A retomada do ritmo da economia brasileira tem sido capitaneada pelo vigor do mercado doméstico e a aceleração no ritmo de execução do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]”, diz o documento, que destaca os investimentos, representados pela Formação Bruta de Capital, que cresce a ritmo três vezes superior ao do PIB, na avaliação dos técnicos da Fazenda. Com isso, há a garantia da ampliação da capacidade instalada e a redução de pressões inflacionárias.

 

O PIB per capita também voltou a crescer de forma sistemática. Além disso, o relatório aponta uma maior distribuição de renda o que possibilita o crescimento de uma nova classe média. Segundo os números do relatório, o crescimento do PIB per capita no período 1995-2002 praticamente ficou estável, mas entre 2003 e 2010 cresceu 24%. Isso significa que se forem mantidas as projeções do PIB em 6,5%, o valor previsto para o PIB per capita é de R$ 17,3 mil. (Repórter Daniel Lima)

Fonte: Agência Brasil

 


 

11/08/10 - Projeto obriga uso de pneu descartado em pavimentação de asfalto

 

O Projeto de Lei 7630/10, do deputado José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG), que tramita na Câmara, determina que a pavimentação das vias públicas deverá ser feita usando massa asfáltica produzida com borracha de pneus descartados. De acordo com o autor, o uso desse tipo de pneu ajuda na redução de resíduos sólidos (lixo) e aumenta os índices de reciclagem, além de reduzir os problemas ambientais.

 

Segundo o parlamentar, a incorporação de borracha de pneus usados ao cimento asfáltico traz benefícios como redução do envelhecimento, aumento da flexibilidade e redução da susceptibilidade térmica (mais resistência às variações de temperatura).

 

Impacto ambiental
A proposta determina que, quando outra opção for adotada, deverão ser citados os fundamentos da decisão no memorial descritivo do projeto de pavimentação ou de recuperação do pavimento de via pública.

 

Todo estudo de impacto ambiental de projeto rodoviário deverá analisar qual é a melhor pavimentação para o lugar. O projeto altera o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9503/97).

 

Tramitação

A proposta será analisada em caráter conclusivo pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

11/08/10 - Projeto amplia reabilitação profissional após licença por incapacidade

 

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7207/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) e outros, que define vários procedimentos obrigatórios da reabilitação profissional, a fim de garantir real possibilidade de reinserção no trabalho do segurado da Previdência Social ao término do seu benefício por incapacidade.

 

Berzoini afirma que a reabilitação profissional é um dos serviços mais complexos prestados pela Previdência Social a seus segurados e dependentes. No entanto, diz o deputado, a lei vigente não reflete essa complexidade, pois comete o equívoco de defini-la de forma muito sucinta.

 

"Esse fato faz com que todo o detalhamento dos procedimentos de reabilitação profissional seja remetido à regulamentação. E o que se observa é que essa regulamentação não se dá de forma satisfatória, resultando em serviço ineficiente e ineficaz", critica o autor do projeto.

 

Sequela adquirida
O projeto também objetiva resolver a atual "situação conflituosa" entre o trabalhador com sequela adquirida e a pessoa com deficiência, diferenciando os tipos de procedimentos de acordo com a realidade própria e individualizada da pessoa com deficiência e o trabalhador reabilitado.

 

Segundo ele, essa diferença, embora possa parecer sem importância, acaba por gerar um conflito de interesses, pois, na definição das cotas de obrigatoriedade de contratação, as empresas podem optar por cumpri-la totalmente com um ou com outro tipo de situação, de acordo com suas conveniências.

 

Atividades terapêuticas
De acordo com o projeto, a reabilitação profissional deve proporcionar ao beneficiário incapacitado, parcial ou totalmente, o desenvolvimento de atividades terapêuticas e de profissionalização que abranjam a integralidade do indivíduo.

 

O objetivo é superar os limites impostos por sua incapacidade, visando a estabilização física e a ampliação de movimentos e força, atuando no processo de estabilização psicossocial e possibilitando a integração nas relações sociais, cotidianas e de trabalho.

 

Para tanto, ela deve compreender:
- O processo terapêutico multidisciplinar;
- A avaliação de saúde, da incapacidade, da funcionalidade e do potencial laborativo, tendo como base a Classificação Internacional de Funcionalidade (CIF), da Organização Mundial de Saúde, sob responsabilidade de equipe multidisciplinar do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS);
- O programa de reinserção do segurado na empresa de vínculo, que inclui ações no indivíduo, no local e no posto de trabalho, na atividade laboral;
- A qualificação do segurado, quando necessária, sob responsabilidade da empresa e supervisionada pela equipe multidisciplinar do INSS;
- A orientação e avaliação do processo de reabilitação profissional pelo INSS, antes da cessação do benefício, após dois meses, seis meses, um ano e dois anos do retorno ao trabalho;
- O fornecimento, pelo INSS, de aparelho de prótese, órtese e instrumentos de auxílio para locomoção quando a perda ou redução da capacidade funcional puder ser atenuada por seu uso e dos equipamentos necessários à reabilitação social e profissional;
- A reparação ou a substituição, pelo INSS, dos aparelhos desgastados pelo uso normal ou por ocorrência estranha à vontade do beneficiário;
- O transporte do acidentado do trabalho, quando necessário;
- O auxílio para tratamento ou exame fora do domicílio do beneficiário, quando for o caso.

 

Tramitação
O projeto terá análise conclusiva das comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

11/08/10 - Em condenação, FGTS não pode ir direto para empregado

 

Valores de FGTS, deferidos judicialmente, não podem ser pagos diretamente ao trabalhador. O empregador deve depositar a quantia, determinada na condenação, em conta vinculada do empregado. Nesse sentido, a Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou um apelo de um trabalhador que tem visto seu pedido negado desde a primeira instância. Um aspecto fundamental para a decisão é que esse tipo de reclamação envolve direitos não apenas do trabalhador, mas também do órgão gestor do FGTS, referente à multa pelo atraso nos recolhimentos.

Persistente, o autor da reclamação vem argumentando em seus recursos que a sentença lhe acarreta maior ônus, em razão da demora. Insiste ser cabível o pagamento direto ao empregado e alega que o acórdão do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS), negando provimento a seu apelo, viola o artigo 20, I, da Lei 8.036/90. No entanto, ao examinar o recurso na Sexta Turma, o ministro Augusto César Leite de Carvalho, relator, verificou que há precedentes no TST indicando a impossibilidade do pagamento direto ao trabalhador dos valores do FGTS pleiteados em juízo.

A respeito das alegações do trabalhador, o ministro informa que, apesar de o artigo 20, I, da Lei 8.036/90 possibilitar a movimentação da conta vinculada do trabalhador em caso de dispensa sem justa causa, o “dispositivo legal não autoriza que os valores dos depósitos do FGTS decorrentes da condenação judicial sejam pagos diretamente ao empregado, pois as ações trabalhistas que envolvem recolhimentos fundiários englobam direitos não só do trabalhador, mas também do órgão gestor do FGTS, relativamente à multa pelo atraso nos recolhimentos, razão pela qual o depósito na conta vinculada deve ser observado”.

Com essa fundamentação, o relator considerou correto o entendimento do TRT/RS, ao determinar que os valores relativos ao FGTS sejam depositados diretamente na conta vinculada do trabalhador. A Sexta Turma acompanhou o voto do relator, e negou provimento ao recurso de revista. (RR - 102741-38.1999.5.04.0028)

Fonte: TST

 


 

11/08/10 - PEC destina percentual mínimo de impostos para saneamento básico

Proposta prevê os recursos a serem aplicados em saneamento até 2012. Posteriormente,

o percentual deverá ser definido por lei complementar

 

A Câmara analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 503/10, do deputado Jairo Ataide (DEM-MG), que estabelece um percentual mínimo dos orçamentos da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios para aplicação em saneamento básico até 2012.

 

No caso da União, no ano de 2011, o montante destinado a ações e serviços públicos de saneamento básico corresponderá a 7% da arrecadação de impostos. Para 2012, o montante será o mesmo de 2011, corrigido pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

 

No caso dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, o montante destinado a saneamento básico corresponderá a 3% da arrecadação de impostos.

 

Segundo a PEC, esses percentuais estarão previstos em artigo do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT).

 

Lei complementar
A PEC também prevê uma lei complementar para definir os percentuais mínimos a serem aplicados nos anos seguintes. Os critérios de rateio dos recursos também serão estabelecidos na lei, assim como as normas de fiscalização, avaliação e controle de despesas.

 

No caso de ausência de lei complementar, a partir do exercício financeiro de 2012, serão aplicados à União, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios os mesmos percentuais previstos nas disposições constitucionais transitórias.

 

Sistema compartilhado
Segundo a PEC, as ações e os serviços públicos de saneamento básico passarão a constituir sistema compartilhado entre a União e os demais entes da Federação, orientado por diretrizes estabelecidas na lei, com execução descentralizada nos estados, no Distrito Federal e nos municípios.

 

A PEC também autoriza a União a intervir nos estados e no Distrito Federal; e os estados a intervir nos municípios, caso o percentual mínimo de impostos não seja aplicado em saneamento básico. Hoje, a intervenção pode ocorrer apenas no caso da não aplicação de impostos em ensino e saúde.

 

Emenda 29
Atualmente, a Constituição só estabelece que haverá aplicação de percentual mínimo de recursos para o desenvolvimento do ensino e para as ações e serviços públicos de saúde.

 

O deputado Jairo Ataide afirma que as medidas propostas são semelhantes às da Emenda Constitucional 29, de 2000, que vinculou receitas da União, dos estados, dos municípios e do Distrito Federal a gastos na área da saúde.

 

“Os serviços públicos de saneamento básico, notadamente os relacionados à captação, ao tratamento e à distribuição de água nas nossas cidades e os relacionados à coleta e ao tratamento de esgoto, têm destacado papel entre as medidas preventivas associadas à saúde de nossa população”, afirma o deputado.

 

Ataide lembra que, para universalizar o acesso a serviços de saneamento básico no Brasil, são necessários cerca de R$ 178,4 bilhões em 20 anos ou 0,45% do Produto Interno Bruto (PIB) ao ano, considerando a hipótese de crescimento médio do PIB de 4% ao longo desse período. Essa estimativa é da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental do Ministério das Cidades.

 

Tramitação
A PEC será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania quanto à admissibilidade. Se for aprovada, seguirá para uma comissão especial e, posteriormente, para o Plenário.

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/08/10 - Centrais sindicais promovem encontro de mulheres com Dilma

 

Para destacar a importância da participação das sindicalistas na campanha eleitoral, as centrais sindicais brasileiras (CTB, CGTB, CUT, Força Sindical, NCST e UGT) realizarão, no próximo dia 17, em São Paulo, um encontro das mulheres trabalhadoras com a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff. De acordo com a Secretaria de Mulheres da CTB, “defender a continuidade do projeto em curso é um imenso desafio e eleger Dilma será uma vitória”.

 

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Mulheres da CTB, a Central “tem a convicção de que a emancipação feminina só poderá acontecer quando a classe trabalhadora se libertar do capitalismo. E que mudanças profundas só serão efetivas em outro tipo de sociedade: justa e igualitária – socialista”.

A entidade enumera as conquistas recentes das mulheres como a ampliação da licença maternidade, proibição a discriminação sexual no trabalho, a Lei Maria da Penha contra a violência domestica, a reforma do código civil e o direito da mulher à posse da terra, dentre outras, mas destaca que ainda há muito pelo que lutar.

No encontro com Dilma Roussef, as sindicalistas manifestar o apoio à sua candidatura, ressaltando que a melhor resposta para a complexidade do momento político brasileiro é a defesa de um projeto de nação com desenvolvimento econômico, democrático e social com valorização do trabalho, emprego, geração de renda e a defesa dos direitos da classe trabalhadora, com a participação da sociedade no controle as diversas esferas econômicas e sociais. E destaca que identifica na candidatura e no projeto de governo de Dilma características que avançam nesse sentido.

Fonte: Vermelho

 


 

10/08/10 - Indústria quer fornecer mais para projetos do pré-sal

 

A indústria nacional quer aumentar sua presença na lista de fornecedores da Petrobras, mas tem encontrado dificuldades para entrar no seleto grupo de parceiros da operadora única do pré-sal. O governo reconhece as dificuldades e trabalha para transformar a descoberta numa oportunidade para desenvolver, no Brasil, tecnologia de ponta para equipamentos para o setor.

 

Uma das formas de garantir maior participação das empresas locais no pré-sal será a exigência do uso de material produzido no Brasil nos projetos. A norma ainda não está fixada, mas pelas avaliações das reuniões já realizadas, admite-se que, para trabalhar no pré-sal, as empresas terão de utilizar 75% de materiais "made in Brazil".

 

Representantes das indústrias de eletroeletrônicos e de máquinas, entretanto, já foram ao Ministério de Minas e Energia reclamar que suas associadas têm dificuldades para vender para a Petrobras, apesar das regras de conteúdo local. Mesmo empresas estrangeiras que se associaram a firmas locais para aproveitar as exigências de conteúdo nacional encontram problemas. "Tenho reclamações de empresas que vieram para cá, se associaram e não conseguem vender. Isso é um ponto que vamos ter de trabalhar", afirma o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério, Marco Antônio Martins Almeida.

 

Na avaliação do governo, o grande volume de investimentos e equipamentos demandados para exploração do pré-sal vai dar à indústria local algo que elas não tiveram até agora: escala. Na incerteza sobre quanto venderiam, alguns setores da indústria pouco investiram em tecnologia. "Isso é a grande mudança que o pré-sal trouxe. Ele caracterizou que vou ter demanda continuada e com escala para todos os equipamentos, abrindo espaço para que a indústria possa investir em capacitação", avalia Almeida.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Agência Estado

 


 

10/08/10 - Analistas reduzem projeção de crescimento da economia neste ano

 

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção para o crescimento da economia neste ano. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 7,20% para 7,12%. Para 2011, foi mantida a projeção de crescimento de 4,5%.

 

Além da estimativa para o PIB, também consta do boletim Focus a expectativa para a produção industrial que, neste ano, deve ter crescimento de 11,70%, contra 11,98% previstos anteriormente. Para o próximo ano, a previsão de expansão da produção industrial oscilou de 5,05% para 5%.

 

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB foi alterada de 40,85% para 40,73%, em 2010, e permaneceu em 39,50%, em 2011.

 

A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,80, neste ano, e em R$ 1,85, em 2011.

 

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 15,1 bilhões para US$ 15 bilhões, neste ano, e subiu de US$ 8,5 bilhões para US$ 9,11 bilhões em 2011.

 

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) neste ano, os analistas alteraram a estimativa de US$ 48 bilhões para US$ 49 bilhões. Para 2011, foi ajustada a projeção de déficit de US$ 57,87 bilhões para US$ 58 bilhões.

 

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) permaneceu em US$ 32 bilhões, neste ano, e em US$ 39,25 bilhões, em 2011. (Repórter Kelly Oliveira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

10/08/10 - Lula: País encontrou o caminho da geração de empregos

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou ontem, em seu programa semanal de rádio "Café com o Presidente", os números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2009, divulgados pelo Ministério do Trabalho na semana passada. Segundo ele, em sua gestão (de 2003 até o ano passado) foram criados 14 milhões de empregos no País, enquanto a Europa e os Estados Unidos perderam, apenas no ano passado, cerca de 16 milhões de postos de trabalho.

 

"Os números mostram aquilo que a gente vem dizendo já há algum tempo. O Brasil encontrou o caminho do desenvolvimento, o Brasil encontrou o caminho da criação de oportunidades de trabalho, da geração de empregos, porque nós estamos fazendo o que não acontecia desde 1975, quando nós entramos numa crise de desemprego no Brasil, de desativação das atividades econômicas no Brasil", disse Lula, emendando: "Eu acho isso extraordinário."

 

Ainda no programa de rádio, o presidente disse que o Brasil "se encontrou consigo mesmo e finalmente vai se transformar numa grande economia" e que "fica muito feliz" com a divulgação dos números do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) e da Rais. Lula lembrou que essa recuperação no nível de emprego ocorreu após o País ter registrado a perda de milhões de postos de trabalho, em vários setores. E citou como exemplo o fato de a Volkswagen, na década de 70, ter cerca de 44 mil trabalhadores e hoje contar com apenas 17 mil.

Fonte: Agência Estado

 


 

10/08/10 - CLT poderá garantir benefícios a trabalhadores expostos ao sol

 

Quem trabalha a céu aberto, exposto aos efeitos nocivos dos raios solares, poderá ter limitação na carga de trabalho, desfrutar de intervalos para descanso e receber remuneração extra. Esses benefícios serão introduzidos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) caso seja aprovado projeto de lei (PLS 552/09) da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). A proposta está pronta para ser votada, em decisão terminativa, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

 

Se a CLT passar a regular as atividades a céu aberto, sob o sol, a jornada de trabalho nessas circunstâncias será limitada a seis horas diárias ou 36 horas semanais. A empresa também será obrigada a conceder, a cada 90 minutos de trabalho consecutivo, intervalo de dez minutos para repouso, não incluído no expediente do trabalhador.

 

O PLS 552/09 classifica o trabalho exercido nessas condições como penoso, situação que garantiria ao empregado um adicional de 30% sobre o salário, descontando-se as incorporações resultantes de gratificações e prêmios. Abre ainda a possibilidade de o trabalhador optar por receber o adicional de insalubridade que eventualmente lhe seja devido. O direito a qualquer dos benefícios cessa, entretanto, com a eliminação do risco à saúde ou à integridade física do trabalhador. 

 

Fator de risco 

Serys buscou dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) sobre câncer de pele para justificar a proteção adicional aos trabalhadores expostos ao sol. Estatísticas do Programa Nacional de Controle do Câncer de Pele (PNCCP) revelaram que, em 2002, 69,2% das vítimas da doença apresentavam como fator de risco "exposição ao sol sem proteção".

 

"Não importa que a comunidade médica seja uníssona quanto ao fato de a exposição ao sol acarretar inúmeros prejuízos à saúde do trabalhador, incluindo a grande incidência de neoplasia maligna. Se não está na lei, não está no mundo", lamentou Serys na justificação do projeto, que aponta ainda a tendência da Justiça de negar adicional de insalubridade nesses casos, por não estarem previstos na legislação trabalhista.

 

A mesma preocupação foi demonstrada pela relatora, senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO), que ressaltou no parecer pela aprovação do PLS 552/09: "Deve a legislação cuidar desses trabalhadores que, se não podem evitar a exposição ao sol para executar as tarefas que lhe cabem, merecem, ao menos, receber alguma compensação pelo risco a que se submetem".

 

A proposta chegou a constar da pauta da CAS no esforço concentrado de votações da semana passada, mas teve sua análise adiada por pedido de vista do senador Regis Fichtner (PMDB-RJ).

Fonte: Agência Estado

 


 

10/08/10 - PEC permite a bolsista e estagiário contar tempo trabalhado para aposentadoria

 

O tempo de trabalho na condição de estagiário ou bolsista poderá ser contado para fins de aposentadoria e outros benefícios previdenciários caso seja aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 16/04 do senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS). A matéria está na pauta da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e tem parecer do relator, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), pela rejeição.

 

A proposta de Zambiasi é que possam contar com o tempo trabalhado para a aposentadoria os bolsistas e estagiários, tanto do setor público quanto do privado, que tenham contribuído com o regime geral da Previdência. A PEC chegou a tramitar conjuntamente com algumas outras atendendo a requerimento apresentado pelo então presidente da CCJ, senador Marco Maciel (DEM-PE). Porém, foi aprovado pedido do senador Paulo Paim (PT-RS), primeiro signatário da maioria das PECs que tramitavam em conjunto, para o desapensamento das matérias.

 

Em parecer apresentado anteriormente, Alvaro Dias posicionou-se a favor da PEC 16/04. Ele, no entanto, mudou de posição. Apesar de contrário à matéria, o senador pelo Paraná não encontrou impedimentos constitucionais à tramitação da matéria nem observou restrições quanto à sua juridicidade, regimentalidade e técnica legislativa. No mérito, Alvaro Dias defendeu a rejeição sob a alegação de que bolsistas e estagiários já podem contar o tempo se contribuírem com a Previdência na condição de "facultativos". 

 

Contribuinte facultativo 

O artigo 14 da Lei 8.212/91 define como segurado "facultativo" o maior de 14 anos de idade que se filiar ao Regime Geral da Previdência Social, mediante contribuição. Já a Lei 11.788/08, que regulamenta o estágio de estudantes, em seu artigo 12, define que o estudante poderá se inscrever e contribuir como segurado facultativo da Previdência Social.

 

"Sendo assim, os direitos dos estagiários estão duplamente assegurados. A questão que resta, quanto ao mérito, é se esse direito do estagiário merece ser alçado à condição de constitucional", considera Alvaro Dias.

 

Para o senador, normas fundamentais como universalidade, uniformidade e solidariedade na proteção dos segurados mais desvalidos, devem constar da Constituição federal. Porém, ele observa que minúcias, quando constitucionalizadas, mais confundem do que esclarecem sobre o alcance dos direitos.

Fonte: Agência Senado

 


 

10/08/10 - STF facilita acesso de advogados aos autos

 

Começa a funcionar a partir desta segunda-feira (9), na Central do Cidadão e Atendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), o serviço de “Carga Programada”, que vai agilizar o trabalho dos advogados que necessitam ter vista dos processos que ainda tramitam na Corte em meio físico (em papel).

 

Com a “Carga Programada”, o advogado poderá realizar o agendamento eletrônico para consulta, extração de cópias ou retirada dos processos aos quais está vinculado. Para programar a vista dos processos de seu interesse, o advogado deverá preencher formulário eletrônico que estará disponível no site do STF no menu “Processos”, na opção “Carga Programada”.

 

Após fazer sua identificação, o advogado deverá informar a quais processos deseja ter acesso. Também deverá informar exatamente se sua necessidade consiste em consultar os autos no balcão somente; se precisa tirar cópias reprográficas do processo ou se pretende retirar fisicamente os autos do STF (procedimento chamado de “carga”).

 

A solicitação deve ser enviada até as 14h da véspera do comparecimento à Central do Cidadão e Atendimento. Outras informações sobre o novo serviço poderão ser obtidas na Central, localizada no pavimento térreo do Anexo II do Supremo. Telefone (61) 3217-4465; e-mail centraldeatendimento@stf.jus.br.

Fonte: STF

 


 

10/08/10 - PL que torna obrigatória presença de advogado nos Juizados Especiais é protocolado na Câmara dos Deputados

 

O projeto de lei que visa tornar obrigatória a presença de advogado nos processos em tramitação junto aos Juizados Especiais foi protocolado, na quarta-feira (04), na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, pelo deputado Germano Bonow, na condição de coordenador da bancada gaúcha no Congresso Nacional.

Em 12 de julho, a proposta legislativa foi apresentada pelo presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, a Bonow, que colheu as assinaturas dos deputados federais integrantes da bancada gaúcha, dando amplo apoio e respaldo à viabilidade da iniciativa.

 O PL 7707/10 dá nova redação ao art. 9º da Lei nº 9.099, de 26 de setembro de 1995, que institui os Juizados Especiais criados pela União, pelo Distrito Federal e pelos Estados para conciliação, processo, julgamento e execução nas causas de sua competência, com a seguinte alteração: “Nas causas de valor até 10 (dez) salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, sendo assistidas por advogado dativo, onde não houver Defensoria Pública ou onde esta não puder atender a demanda, cabendo ao Estado arcar com as despesas de honorários. Nas de valor superior, a assistência de advogado é obrigatória”.

Segundo o presidente da Ordem gaúcha, o PL 7707/10 é importante para a sociedade por corrigir uma distorção na legislação em relação aos Juizados Especiais, pois a presença do advogado é fundamental para o indispensável equilíbrio na relação processual. “Na maioria das vezes, o cidadão leigo vai demandar judicialmente contra uma grande empresa privada ou estatal, a qual está sempre amparada e representada nos Juizados por todo um departamento jurídico, o que torna a representação processual desigual”, explicou Lamachia.

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

09/08/10 - Rais: indicadores positivos revelam a revalorização do trabalho no Governo Lula

 

Informações contidas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) retratam a trajetória de revalorização do trabalho no governo Lula, com destaque para o comportamento altamente positivo do mercado de trabalho. Em 2009, apesar da crise, foram criados 1,7 milhão de novos postos de trabalho e desde 2003 o saldo é de 14 milhões de empregos no Brasil.

 

O total de trabalhadores formais atingiu 42,6 milhões. O salário registra crescimento real de 18,25% em sete anos. São dados que contrastam fortemente com os do governo FHC, quando a taxa de desemprego triplicou, em alguns anos o saldo líquido entre novas contratações e demissões foi negativo e a precarização avançou como em nenhuma outra época da nossa história.

 

Os efeitos do neoliberalismo tucano foram dramáticos para a classe trabalhadora, que recuperou terreno no governo Lula e luta agora contra o retrocesso e por avanços e mudanças mais profundas.

 

Marca histórica
Em 2009 foram gerados no Brasil 1,766 milhão de novos empregos formais, crescimento de 4,48% em relação a 2008, segundo números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

 

Desde total, 1,423 milhão (4,52%) de novos empregos são com carteira assinada (celetistas) e 343,1 mil (4,31%) são servidores públicos (estatutários).

 

Com 13,9 milhões de novos empregos formais gerados entre 2003 e 2010, o Brasil chega à marca histórica de 42,6 milhões de trabalhadores com emprego formal em todo o país, somando-se os 41,2 milhões contabilizados na Rais 2009 aos 1,4 milhão de novos postos de trabalho registrados este ano no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 

Vitória do Brasil
"Com absoluta segurança chegaremos a 15 milhões de empregos formais gerados no Governo Lula até o fim do ano, como prevejo há algum tempo. Vivemos ano passado uma crise econômica mundial, e ainda assim conseguimos criar 1,7 milhão de novos empregos; e o trabalhador conseguiu melhores salários. Estes dados apontam uma expressiva vitória do Brasil no que se refere ao seu mercado de trabalho formal", avaliou Carlos Lupi.

 

Os 427,8 mil empregos somados aos 995 mil registrados no Caged de dezembro último se devem à inclusão na Rais de vínculos empregatícios temporários e avulsos, entre outros, e também da inclusão de declarações do Caged entregues fora do prazo.

 

Rendimento
O rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou um aumento real de 2,51% (INPC), ao subir de R$ 1.556,15 em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 em dezembro de 2009. Desde 2003 o salário dos trabalhadores brasileiros apresentou crescimento de 18,25% acima da inflação, com registro de aumento de 19,11% entre as mulheres e de 18,38% entre os homens.

 

"Somente este ano chegaremos à marca de um milhão de trabalhadores beneficiados em cursos de qualificação proporcionados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo 400 mil deles pelo ProJovem Trabalhador. E quanto mais qualificado o trabalhador, maior o salário pago a ele", comentou Lupi.

 

Rais
Declararam a Rais 2009 7,433 milhões de estabelecimentos. Do total, 3,224 milhões têm empregados e 4,209 milhões não têm empregados. O crescimento do número total de estabelecimentos é de 4,47% em relação a 2008.

 

A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) é um Registro Administrativo criado pelo Decreto 76.900/75, com declaração anual e obrigatória a todos os estabelecimentos existentes no território nacional.

 

As informações captadas sobre o mercado de trabalho formal referem-se aos empregados Celetistas, Estatutários, Avulsos e Temporários, entre outros, segundo remuneração, grau de instrução, ocupação e nacionalidade, entre outros recortes.

 

"A Rais é a mais ampla, mais completa e mais exata fotografia do mercado de trabalho brasileiro. Não é pesquisa, é coleta de dados; não é estatística, é matemática", lembrou o ministro.

 

Entre os objetivos da Rais constam a identificação dos beneficiários do Abono Salarial; a prestação de subsídios ao FGTS e à Previdência Social; o registro da nacionalização da mão-de-obra; auxílio à definição das políticas de formação de mão-de-obra; a geração de estatísticas sobre o mercado de trabalho formal e a prestação de subsídios ao Cadastro Central de Empresas (Cempre) e às pesquisas domiciliares do IBGE. (Com Agência Brasil)

Fonte: Diap

 


 

09/08/10 - IBGE: produção industrial caiu em junho em nove dos 14 locais pesquisados

 

A produção industrial caiu em junho em nove dos 14 locais pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na comparação com o mês anterior. Em sete locais, a queda foi superior à média nacional, de -1,0%.

 

Segundo dados apresentados sexta feira (6) pelo instituto, os principais resultados negativos foram registradas em Goiás (-9,2%) e na Bahia (-6%), seguidos pela Região Nordeste (-3,5%), por Minas Gerais (-3,3%), Pernambuco (-2,3%), Santa Catarina (-2,1%) e pelo Paraná (-1,7%).

 

São Paulo (-0,6%) e o Pará (-0,3%) registraram queda abaixo da média nacional. No Rio de Janeiro, a produção industrial se manteve estável. Apenas quatro áreas registraram crescimento no setor: Espírito Santo (4,9%), Amazonas (2,4%), Rio Grande do Sul (1,5%) e Ceará (0,7%).

O IBGE informa, no entanto, que os resultados de junho mostraram um quadro positivo para a produção industrial regional no fechamento do primeiro semestre de 2010. A expansão da atividade no âmbito nacional nos primeiros seis meses de 2010 (16,2%) alcançou os 14 locais pesquisados. Em oito deles, a expansão superou a média do país, com destaque para o Espírito Santo (36,9%) e Amazonas (28,2%), seguidos por Minas Gerais (22,4%), Goiás (21,1%), pelo Paraná (19,6%), por Pernambuco (18%) e pelo Ceará (17,1%).

 

Nesses locais, o IBGE atribui o bom desempenho aos setores produtores de bens de capital e de bens de consumo duráveis (automóveis e eletrodomésticos) e às atividades associadas às commodities exportadas (minérios de ferro e siderurgia).

 

As demais áreas que apresentaram resultados positivos foram São Paulo (15,3%), a Região Nordeste (14,1%), Bahia (13,7%), Santa Catarina (12,3%), o Rio Grande do Sul (11,3%), Rio de Janeiro (10,8%) e Pará (8,8%).

 

Todos os locais também registraram taxas positivas na comparação entre o segundo trimestre de 2010 e igual período de 2009. Na média nacional, a atividade industrial mostrou diminuição no ritmo de crescimento na passagem dos três primeiros meses de 2010 (18,2%) para o segundo trimestre do ano (14,3%). (Repórter Flávia Villela)

Fonte: Agência Brasil

 


 

09/08/10 - Índice Nacional de Preços ao Consumidor registra deflação de 0,07 em julho

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que apura a variação de preços para famílias com rendimento mensal até seis salários mínimos, registrou deflação de 0,07% em julho, após queda de 0,11% em junho. O estudo foi divulgado sexta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

No ano, o INPC acumula alta de 3,31%, acima da taxa de 2,99% relativa a igual período de 2009, e nos últimos 12 meses, de 4,44%, abaixo dos 4,76% referentes aos 12 meses imediatamente anteriores.

 

Segundo o estudo, o preço dos produtos alimentícios continuaram caindo em julho, embora com menos intensidade do que no mês anterior, passando de -1,05%, em junho, para -0,92% em julho. Já os produtos não alimentícios apresentaram variação de 0,29% em julho, resultado 0,01 pouco percentual inferior ao de junho (0,30%).

 

O INPC é usado, geralmente, como base para os reajustes salariais e é apurado nas regiões metropolitanas de Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Belém, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e do Rio de Janeiro, além de Brasília e do município de Goiânia.

Fonte: Agência Brasil

 


 

09/08/10 - Benefício do INSS tem dez anos para ser contestado

 

Aposentados e pensionistas têm prazo de dez anos, a partir da concessão, para contestar judicialmente o valor de benefícios previdenciários. Com esse entendimento, a Advocacia-Geral da União orientou suas unidades a solicitarem a suspensão das ações que tratam de aposentadorias e pensões anteriores a junho de 1997, quando a decadência foi inserida na Lei de Benefícios do INSS.

 

Diante disso, todos os processos com mais de dez anos estão suspensos até que o Supremo Tribunal Federal analise a constitucionalidade do entendimento. Caso o STF concorde, mais de dez milhões de benefícios perderão o direito de serem questionados judicialmente.

 

A orientação, editada pela Procuradoria Federal Especializada do INSS e pela Adjuntoria de Contencioso da Procuradoria Geral Federal, surgiu a partir da decisão da ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, que reconheceu a aplicação do instrumento da repercussão geral sobre o assunto.

 

De acordo com o procurador-chefe da PFE/INSS, Miguel Ângelo Sedrez Júnior, a contagem desse prazo a partir da lei que institui a decadência é uma interpretação que privilegia a segurança jurídica, sem significar uma restrição de direitos. "É tempo suficiente para que os cidadãos, em qualquer situação, busquem na Justiça a reparação do seu direito", diz.

 

Ele ressalta ainda que manter um prazo indefinido para questionar os benefícios recebidos ameaça a própria estabilidade do sistema, "pela dificuldade de instruir adequadamente processos que discutem questões ocorridas há mais de duas décadas".

 

Após a posição da ministra Carmem Lúcia, a Presidência da Turma Nacional de Uniformização dos Juizados Especiais Federais determinou a todas as Turmas Recursais e Juizados Especiais Federais que fossem suspensas todas as ações que tramitam sobre o assunto até o posicionamento oficial do Supremo.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

09/08/10 - Poupança tem captação recorde em julho, de R$ 6,837 bilhões

Diferença entre depósitos e retiradas também foi recorde nos primeiros 7 meses do ano, com R$ 19,079 bi

 

O Banco Central informou nesta quinta-feira, 5, que a poupança teve em julho captação líquida de R$ 6,837 bilhões, resultado de depósitos de R$ 101,465 bilhões e retiradas de R$ 94,628 bilhões. Os rendimentos creditados no período somaram R$ 1,870 bilhão. A captação líquida da poupança no mês passado foi a maior para o período desde o início da série em 1995. Em junho, o saldo líquido foi positivo em R$ 4,179 bilhões, e em julho de 2009, positivo em R$ 6,673 bilhões.

 

Também foi recorde para a série a captação líquida de R$ 19,079 bilhões da poupança entre janeiro e julho. Neste período, os depósitos somaram R$ 646,636 bilhões as retiradas, R$ 627,557 bilhões. Em igual período do ano passado, a poupança captou R$ 9,119 bilhões, e o recorde anterior de captação nos sete primeiros meses do ano era de 2007, com R$ 12,281 bilhões.

Fonte: Agência Estado

 


 

09/08/10 - Dificuldade imposta pelo não recolhimento das contribuições previdenciárias de trabalhador acidentado justifica indenização

 

Para um trabalhador, "a frustração (...) com a qual se depara em decorrência de omissão do empregador, quando já se encontra vulnerável, caracteriza hipótese de indenização por dano moral em face de ato ilícito do empregador." Por esse motivo, a 9ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul concedeu indenização por danos morais a reclamante que não pôde usufruir de benefícios previdenciários pelo fato de seu empregador não ter feito os devidos recolhimentos, mesmo tendo-os descontado do salário. A decisão foi tomada em julgamento de recurso ordinário interposto contra sentença da Vara do Trabalho de Torres.

 

O autor da reclamatória era motorista, tendo desenvolvido depressão gravíssima pelo exercício da profissão, conforme laudo pericial, precisando ser aposentado. A Desembargadora Carmen Izabel Centena Gonzalez, Relatora do recurso, ainda que certa de o ilícito penal cometido pelo empregador (apropriação indébita) possuir foro próprio para apuração, avaliou não haver "controvérsia sobre o fato dele estar doente e sem condições de trabalhar, como também a dificuldade que encontrou para ingressar, desde logo, em auxílio doença previdenciário". Diante disso, votou pela reforma da sentença para conceder R$ 25 mil a título de danos morais, no que foi acompanhada pelos demais integrantes da sessão.

 

Quanto ao pedido para que a empresa encaminhe documentação para a conversão do benefício atualmente recebido para a modalidade de auxílio-doença acidentário, a Desª. Carmen Gonzalez corroborou o entendimento do Julgador de 1º Grau: "não cabe a esta Justiça Especializada, por absoluta incompetência material, determinar a conversão buscada pelo autor". Ponderou tratar-se de matéria previdenciária, devendo ser pleiteada ou administrativamente junto ao INSS ou na Justiça Federal comum. No pleito para obrigar-se a empresa a emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), também deu razão ao Juízo de origem, afirmando que "esse provimento é desnecessário ao reclamante que pode, de maneira muito mais ágil, buscar junto a seu sindicato profissional ou mesmo junto ao médico que o atende a emissão do referido documento".Cabe recurso da decisão. Processo 00117-2007-211-04-00-6

Fonte: Jusbrasil

 


 

09/08/10 - Previdência Social cobra ressarcimento de empresas irregulares

PGF ajuíza mais de 1.400 ações para recuperar R$ 100 milhões pagos indevidamente

 

A Previdência Social, por intermédio da Procuradoria Geral Federal (PGF), pretende recuperar cerca R$ 100 milhões, pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), relativos as 1.430 ações regressivas acidentárias, resultante dos 200 processos julgados até junho deste ano. A expectativa é a de que este valor aumente na mesma proporção que novos acidentes do trabalho - causado pela falta de segurança nas empresas - forem julgados. A maioria das ações refere-se à pensão por morte, aposentadoria por invalidez, auxílio-doença e acidentes de trabalho.

 

O ajuizamento de ações regressivas tem sido intensificado em todo o Brasil, porém os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Santa Catarina e Minas Gerais registram maior número de processos, segundo levantamento da Procuradoria Geral Federal (PGF). As ações regressivas referem-se aos setores de maior acidentalidade no Brasil, entre as quais construção civil, agroindústria, energia elétrica, metalurgia, indústria calçadista, mineração, indústria moveleira.

 

Segundo o chefe da Divisão de Gerenciamento das Ações Regressivas Acidentárias e Execução Fiscal Trabalhista e procurador federal da PGF, Fernando Maciel, por intermédio dessas ações, além de buscar o ressarcimento com os gastos sociais e a prevenção de acidentes, o "INSS está contribuindo para combater a concorrência desleal praticada por aquelas empresas que descumprem as normas de segurança do trabalho", reitera.

 

Desde 1991 já foram ajuizadas mais de mil ações pela PGF contra empresas dos mais diversificados ramos de atuação. Essas ações cobram os benefícios já pagos pelo INSS, com os valores corrigidos, e aqueles que ainda serão pagos aos segurados, de acordo com a expectativa de duração do benefício de cada um.

 

Em 2008, o Ministério da Previdência Social e Ministério do Trabalho e Emprego fizeram acordo de cooperação técnica para acelerar a cobrança, possibilitando o trâmite mais rápido dos relatórios da fiscalização.

 

O acordo prevê o trabalho dos procuradores federais na recuperação de recursos gastos com pagamento de benefícios, como aposentadoria por invalidez, auxílio-doença, auxílio-acidente ou pensão por morte.

 

Segurança - Ação Regressiva é uma indenização da empresa ao INSS. A empresa deve pagar o benefício quando fica provado que o seu empregado foi acidentado ou adoeceu por negligência dela. A lei estabelece que, nos casos de negligência quanto às normas de segurança e saúde do trabalho, a Previdência Social credita o benefício ao segurado, mas deve propor ações regressivas contra a empresa responsável.

 

O objetivo dessa ação é pressionar as empresas a investir na promoção da saúde e da segurança do trabalho decente, além de proteger os trabalhadores, pelo uso de equipamentos de segurança exigidos por lei.

 

A ação regressiva está baseada na Lei nº 8.213/91, onde o fundamento encontra-se no artigo 120, da Lei nº 8.213/91, que dispõe sobre os Planos de Benefícios da Previdência Social, estabelecendo, "nos casos de negligência quanto às normas-padrão de segurança e higiene do trabalho indicados para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis".

 

Regiões - A 1ª Região engloba os estados de Minas Gerais, Bahia, Piauí, Maranhão, Goiás, Tocantins, Pará, Amapá, Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas e o Distrito Federal e, a 2ª Região, os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Já a 3ª Região, os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul; a 4ª Região, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná; e, a 5ª Região, os estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe

Fonte: ACS/MPS

 


 

09/08/10 - Bolsa Família poderá beneficiar portadores de câncer, Aids ou doença crônica

 

Famílias pobres que tenham entre seus integrantes pessoa com câncer (neoplasia maligna), Aids ou qualquer outra doença crônica poderão ser incluídas entre as beneficiárias do Programa Bolsa Família. Uma unidade familiar poderá receber até três benefícios de R$ 60 cada.

 

É o que estabelece texto substitutivo apresentado pelo senador Flávio Arns (PSDB-PR) a projeto (PLS 407/2009) da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) em exame pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). A proposição altera a lei que institui o Programa Bolsa Família (Lei 10.836/2009).

 

A proposta original da senadora altera a Lei Orgânica da Assistência Social (Lei 8.742 de 1993) para assegurar benefício, no valor de um salário mínimo, à mãe ou, na sua falta, ao pai ou responsável legal por criança ou adolescente em tratamento de câncer ou Aids.

 

De acordo com a proposta da senadora, esse auxílio-tratamento não gera pensão e cessa com a cura, a morte do paciente ou a maioridade. Para esse último caso, o projeto prevê uma exceção: quando exame médico-pericial, a cargo do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), constatar o agravamento da doença ou incapacidade para o trabalho ou para a vida independente.

 

A autora argumenta que esse grupo especial de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) é mais vulnerável às carências dos serviços públicos de saúde. Para ela, o tratamento dessas doenças não pode ser negligenciado por culpa de esgotamento de estoque de medicamentos e de outros produtos de que os pacientes necessitam ou porque um determinado produto ou procedimento terapêutico não faz parte das relações ou dos protocolos clínicos elaborados pelo Ministério da Saúde.

 

Segundo a senadora, os familiares desses pacientes são, muitas vezes, obrigados a adquirir, com recursos próprios, os medicamentos e outros produtos médico-hospitalares não fornecidos pelo SUS, o que compromete seriamente importante parcela do orçamento de famílias de baixa renda.

 

Já Flávio Arns disse ter apresentado o texto substitutivo, alterando o Bolsa Família, por entender que não se aplicaria apoio tão efetivo do Estado à família que tenha recursos próprios para suprir necessidades dessa natureza. Para esses casos, o senador considera que o melhor apoio seria não a transferência direta de recursos, mas a concessão de isenções fiscais o que, como observou, já existe, para essas doenças, na legislação que disciplina o imposto de renda.

 

Após exame da CDH, a matéria seguirá para votação da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), onde receberá decisão terminativa.

Fonte: Agência Senado

 


 

06/08/10 - Brasil ultrapassa a marca de 42 milhões de trabalhadores formais

Relação Anual de Informações Sociais mostra crescimento do emprego no país com a criação de 1,7 milhão de novos postos em 2009. Desde 2003 foram gerados 14 milhões de empregos no Brasil. Salário tem crescimento real de 18,25% em 7 anos

 

Em 2009 foram gerados no Brasil 1,766 milhão de novos empregos formais, crescimento de 4,48% em relação a 2008, segundo números da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgada nesta quinta-feira (5) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Desde total, 1,423 milhão (4,52%) de novos empregos são com carteira assinada (celetistas) e 343,1 mil (4,31%) são servidores públicos (estatutários).

 

Com 13,9 milhões de novos empregos formais gerados entre 2003 e 2010, o Brasil chega à marca histórica de 42,6 milhões de trabalhadores com emprego formal em todo o país, somando-se os 41,2 milhões contabilizados na Rais 2009 aos 1,4 milhão de novos postos de trabalho registrados este ano no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 

"Com absoluta segurança chegaremos a 15 milhões de empregos formais gerados no Governo Lula até o fim do ano, como prevejo há algum tempo. Vivemos ano passado uma crise econômica mundial, e ainda assim conseguimos criar 1,7 milhão de novos empregos; e o trabalhador conseguiu melhores salários. Estes dados apontam uma expressiva vitória do Brasil no que se refere ao seu mercado de trabalho formal", avaliou Carlos Lupi.

 

Os 427,8 mil empregos somados aos 995 mil registrados no Caged de dezembro último se devem à inclusão na Rais de vínculos empregatícios temporários e avulsos, entre outros, e também da inclusão de declarações do Caged entregues fora do prazo.

 

Rendimento - O rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou um aumento real de 2,51% (INPC), ao subir de R$ 1.556,15 em dezembro de 2008 para R$ 1.595,22 em dezembro de 2009. Desde 2003 o salário dos trabalhadores brasileiros apresentou crescimento de 18,25% acima da inflação, com registro de aumento de 19,11% entre as mulheres e de 18,38% entre os homens.

 

"Somente este ano chegaremos à marca de um milhão de trabalhadores beneficiados em cursos de qualificação proporcionados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, sendo 400 mil deles pelo ProJovem Trabalhador. E quanto mais qualificado o trabalhador, maior o salário pago a ele", comentou Lupi.

 

Empresas - Declararam a Rais 2009 7,433 milhões de estabelecimentos. Do total, 3,224 milhões têm empregados e 4,209 milhões não têm empregados. O crescimento do número total de estabelecimentos é de 4,47% em relação a 2008.

 

Rais - A Relação Anual de Informações Sociais é um Registro Administrativo criado pelo Decreto nº 76.900/75, com declaração anual e obrigatória a todos os estabelecimentos existentes no território nacional. As informações captadas sobre o mercado de trabalho formal referem-se aos empregados Celetistas, Estatutários, Avulsos e Temporários, entre outros, segundo remuneração, grau de instrução, ocupação e nacionalidade, entre outros recortes.

 

"A Rais é a mais ampla, mais completa e mais exata fotografia do mercado de trabalho brasileiro. Não é pesquisa, é coleta de dados; não é estatística, é matemática", lembrou o ministro.

 

Entre os objetivos da Rais constam a identificação dos beneficiários do Abono Salarial; a prestação de subsídios ao FGTS e à Previdência Social; o registro da nacionalização da mão-de-obra; auxílio à definição das políticas de formação de mão-de-obra; a geração de estatísticas sobre o mercado de trabalho formal e a prestação de subsídios ao Cadastro Central de Empresas (Cempre) e às pesquisas domiciliares do IBGE.

Fonte: MTE

 


 

06/08/10 - Número de mulheres no mercado de trabalho cresce 5,34% em 2009

 

A força de trabalho feminina ocupou mais espaço no mercado em 2009. De acordo com dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgados hoje (5), as mulheres tiveram um aumento de 5,34% na participação do mercado de trabalho, em relação ao ano de 2008, enquanto os homens tiveram um aumento de 3,87%. Em 2009, as mulheres ocupavam 17 milhões de postos de trabalho enquanto os homens ocupavam 24,1 milhões. Em 2008, elas estavam em 16,2 milhões de vagas e eles, em 23,2 milhões.

 

Mesmo que ainda sejam minoria no mercado de trabalho brasileiro, as mulheres ocupam mais postos quando a comparação é feita entre os trabalhadores com ensino superior completo. Elas estão em 3,97 milhões de vagas e eles, em 2,76 milhões.

 

Quando comparados os dados por faixa etária, os jovens entre 16 e 24 anos registraram as menores taxas de crescimento de novos empregos. Nessa faixa etária houve um aumento de 1,46% em 2009 na comparação com 2008. Na faixa entre 18 e 24 anos houve um aumento de 2,61%. Esse comportamento, segundo o ministério, sinaliza uma opção dos jovens de permanecer mais tempo na escola antes de ingressar no mercado de trabalho.

 

O destaque em 2009 foi a faixa etária com mais de 65 anos, que teve um aumento de 7,62% na comparação com 2008.

Fonte: Agência Brasil

 


 

06/08/10 - Horas in itinere podem ser fixadas em norma coletiva

 

As horas in itinere – aquelas em que o empregado gasta entre a residência e o local de trabalho – podem ser pagas mediante valor fixado em norma coletiva de trabalho. Foi o entendimento adotado pela Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho para isentar o Condomínio Agrícola Canaã, de Campinas (SP), do pagamento de diferenças reclamadas pelo empregado e deferidas pelo Tribunal Regional da 15ª Região.

 

O condomínio recorreu ao TST, alegando a ilegalidade das verbas pedidas, em razão de ter pago o empregado conforme o estabelecido em norma coletiva de trabalho vigente. O recurso foi analisado na Quarta Turma pela ministra Maria de Assis Calsing, que concordou com o argumento de que a forma de pagamento é lícita, pois não há disposição constitucional ou legal contrária.

 

A relatora explicou que o artigo 7º, XXVI, da Constituição, que dispõe sobre a questão, não estabelece critérios objetivos para apuração do tempo despendido entre a residência do trabalhador e o local em que presta serviço, ainda que o artigo 58 da CLT, com redação da Lei 10.243/01, tenha incluído as horas in itinere no rol das garantias asseguradas ao trabalhador relativamente à jornada de trabalho.

 

Ainda sobre a licitude da forma de pagamento dessas horas, a relatora salientou que o estabelecido entre as partes “decorre de concessões mútuas firmadas no âmbito da referida negociação coletiva, o que não se contrapõe ao disposto no artigo 58, § 2º, da CLT”. Citou vários precedentes julgados na Corte que respaldam sua decisão. Seu voto foi aprovado por unanimidade na Quarta Turma. (RR-62740-40.1991.5.01.0039)

Fonte: TST

 


 

06/08/10 - AGU pede suspensão de ações envolvendo revisão de benefícios do INSS

 

A AGU (Advocacia-Geral da União) determinou que todas as suas unidades ligadas à Previdência peçam a suspensão de ações que tratam da revisão de aposentadorias e pensões concedidas antes de junho de 1997. A suspensão vale até posicionamento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a retroatividade de uma lei, datada de 1997, que determinou que dez anos é o prazo máximo para pedido de revisão de benefícios do INSS na Justiça.

 

Segundo o coordenador-geral de matéria de benefício da PFE (Procuradoria Federal Especializada) do INSS, Elvis Gallera, em qualquer área do direito existe o prazo de decadência, que é o período que a pessoa tem para pedir alguma coisa na Justiça. “No caso do direito previdenciário, uma lei de 1997 definiu que esse prazo seria de dez anos, mas ainda havia uma dúvida se a lei se aplicaria ou não para aqueles já aposentados quando a norma saiu”, explica.

 

A dúvida deve ser esclarecida em decisão do STF, já que a ministra Cármen Lúcia entendeu que o caso é de repercussão geral e deve ser avaliado pela Corte para servir em julgamentos semelhantes. Caso a tese da AGU seja adotada, cerca de 10 milhões de benefícios anteriores a 1997 perderiam o direito de ser questionados na Justiça.

 

Segundo Gallera, a estimativa é de que há cerca de 500 mil ações que pedem revisão de benefícios do INSS em tramitação, mas não há previsão de quantas são referentes a benefícios anteriores a 1997. “A maioria das ações está nos juizados especiais [que lidam com causas de valores pequenos] e não ultrapassam 60 salários mínimos. Grande parte dessas ações não chega perto desse valor.”

Fonte: Última Instância

 


 

06/08/10 - Multa de 40% sobre FGTS para aposentado que seguiu na empresa deve abranger todo o período contratual

 

Uma trabalhadora foi contratada por uma empresa em 1980. Se aposentou por tempo de serviço em 1998 e seguiu no emprego. Despedida sem justa causa em 2008, recebeu, entre as parcelas rescisórias, a multa de 40% sobre o FGTS. Até então, tudo normal. Entretanto, para o pagamento da multa, a empresa contabilizou apenas os depósitos feitos no período posterior à aposentadoria. No caso, dez anos. Agora, condenada pela 5ª Turma do TRT-RS, terá que pagar a diferença: os Magistrados determinaram que a multa de 40% sobre o FGTS para aposentados por tempo de serviço, quando despedidos sem justa causa, deve abranger todo o período contratual, incluindo o tempo anterior à aposentadoria. No caso, a trabalhadora deverá receber a multa de 40% sobre os depósitos do FGTS acumulados entre 1980 e 2008.

 

Em sua defesa, a empresa alegou que a aposentadoria voluntária extingue o contrato de trabalho. E se o aposentado continua trabalhando, surge um segundo contrato. Porém, o relator do acórdão, Desembargador Leonardo Meurer Brasil, destacou que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal, a aposentadoria voluntária não extingue o contrato anterior, que permanece uno. Sendo assim, no momento da despedida sem justa causa do aposentado, a multa de 40% sobre o FGTS deve incindir sobre todo o período contratual, da admissão até a despedida. Da decisão cabe recurso. (RO 0001000-51.2009.5.04.0303)

Fonte: Jusbrasil

 


 

06/08/10 - Dilma está 10 pontos à frente de Serra na pesquisa CNT/Sensus

 

A pesquisa do Instituto Sensus encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), divulgada nesta quinta-feira (5), apontou a candidata do PT, Dilma Rousseff, dez pontos à frente do candidato tucano, José Serra, na corrida pela Presidência da República. Na pesquisa espontânea, Dilma apresentou 30,4% e Serra, 20,2% das intenções de voto.

 

A candidata do PV, Marina Silva, apareceu em terceiro com 5% das intenções de voto. Entre os dois mil entrevistados, 3,8% responderam que votarão em branco ou nulo e 27,9% disseram que ainda não sabem em quem votar ou não responderam.

A pesquisa ouviu pessoas de 136 municípios, entre 31 de julho e 2 de agosto em 24 estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

 

Já na pesquisa estimulada, Dilma permanece na frente. A petista alcançou um percentual de 41,6% contra 31,6% do tucano. A candidata Marina Silva alcançou 8,5% das intenções de voto na pesquisa estimulada.

 

Na última pesquisa CNT/Sensus, divulgada em maio deste ano apresentou empate técnico entre os presidenciáveis Dilma Rousseff e José Serra, com uma leve vantagem da petista sobre o tucano. A petista recebeu 35,7% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 33,2%. Em maio, a candidata Marina Silva apareceu também em terceiro lugar, com 7,3% dos votos. (Repórter Luciana Lina)

Fonte: Agência Brasil

 


 

06/08/10 - Senado aprova projeto de lei que proíbe demissão por justa causa por alcoolismo

 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado aprovou quarta-feira (4) um projeto de lei - em caráter terminativo - de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que proíbe que as empresas demitam por justa causa funcionários que sofram de alcoolismo. Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa passar pela aprovação dos deputados na Câmara e, na sequência, pela sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

[O alcoolismo] já deixou de ser visto pela comunidade médica e pela sociedade, em geral, como uma falha moral, havendo consenso, nos dias atuais, de se tratar de doença severa e altamente incapacitante, a demandar acompanhamento médico e psicológico para a sua cura, argumentou Crivella.

 

Atualmente, a CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) estabelece que a embriaguez habitual pode ser considerada razão para uma demissão por justa causa. Com a medida, o alcoolismo é visto como doença e não como desvio de conduta. A demissão só será permitida se o dependente recusar tratamento.

 

Na avaliação do relator da proposta, o senador Papaléo Paes (PSDB-AP), há necessidade de alterar a atual legislação para que sejam compreendidas as faltas e os sintomas apresentados aos dependentes do álcool no ambiente de trabalho.

Fonte: Jusbrasil

 


 

06/08/10 - População com mais de 50 anos encontra mais oportunidades de trabalho

Expansão do emprego formal alcançam todas as faixas etárias

 

A população brasileira com idade a partir dos 50 anos de idade está encontrando mais espaço no mercado de trabalho. É o que mostram os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), divulgados nesta quinta-feira (5) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi.

 

Segundo o levantamento, 372.783 trabalhadores com idade entre 50 a 64 anos entraram no mercado formal em 2009. Número que representa uma expansão de 7,49% em relação ao ano anterior. O saldo expressivo foi acompanhado pela faixa etária de 65 anos ou mais, que registrou uma expansão de 7,62%.

 

Os dados do emprego relacionados a grupos etários mostraram crescimento generalizado no número de contratações. Em termos absolutos essa expansão foi mais significativa entre a população com 30 a 39 anos de idade; faixa em que houve aumento de 630 mil postos em 2009, 5,58% mais do que em 2008.

 

O grupo compreendido entre 40 a 49 anos registrou 4,19% de aumento nas contratações, enquanto a parcela da população com 25 a 29 anos foi responsável pelo aumento de 216.485 novos postos de trabalho no ano de 2009 (3,11%).

 

Os aumentos mais modestos ocorreram nas faixas de 16 a 17 anos (1,46%) e de 18 a 24 anos (2,61%). Embora se refiram, respectivamente, ao acréscimo de 5.267 e 180.199 novos postos de trabalho, o comportamento aponta para uma opção ou oportunidade que o jovem brasileiro está encontrando em permanecer mais tempo na escola antes de ingressar no mercado de trabalho.

Fonte: MTE

 


 

05/08/10 - Projetos aprovados na CAS beneficiam trabalhador

 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (4), em Decisão Terminativa, dois projetos de lei que beneficiam os trabalhadores brasileiros. As matérias tratam do período de licença a que têm direito empregados em caso de morte de familiar e da negociação salarial entre patrões e empregados.

 

Na discussão das propostas , o senador José Bezerra (DEM-RN) observou que muitas das propostas aprovadas nas comissões não levam em conta as dificuldades enfrentadas pelos microempresários.

 

- São aprovados projetos sem saber se os microempresários podem arcar com os encargos. Isso vai onerando cada vez mais os pequenos empresários. Mesmo a Justiça do Trabalho favorece a empregados e, em muitos casos, leva empresas à falência - disse José Bezerra.

 

Licença

Outro projeto aprovado em decisão terminativa (PLS 347/04), do senador César Borges (PR-BA), aumenta de dois para cinco dias a licença de empregados em caso de morte de familiar - cônjuge, ascendente, descendente ou irmão - ou dependente. A proposta altera o artigo 473 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

 

Na avaliação do autor, dois dias é um prazo curto para o trabalhador se recuperar emocionalmente, bem como para a série de providências e procedimentos burocráticos que precisam ser feitos nessas situações.

 

Dissídio

Já o PLS 285/08, do senador Magno Malta (PR-ES), ajusta a regra contida na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ao texto da Constituição federal para determinar que a Justiça do Trabalho só irá interferir nos conflitos de natureza econômica se empregador e empregados estiverem de acordo quanto ao ajuizamento do dissídio coletivo.

 

Segundo explicou o relator, senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), o tratamento dado pela CLT ao dissídio coletivo está defasado por desestimular o processo de negociação entre as partes. Em vez de empresários e sindicatos estabelecerem um diálogo "produtivo e equilibrado", construindo um acordo baseado na situação real dos mercados de trabalho e de produção, optam simplesmente pela instauração do dissídio - o que pode ser feito por qualquer uma das partes -, delegando a responsabilidade pela decisão de cunho econômico à Justiça do Trabalho.

 

"A norma atual prevê o ajuizamento do dissídio somente quando as partes se recusarem à negociação coletiva ou à arbitragem. Também é exigido o comum acordo entre as partes para que o Poder Judiciário interfira", ressaltou Mozarildo, no parecer.

 

A proposta também legitima o Ministério Público do Trabalho a instaurar o dissídio coletivo em caso de greve que afete atividade essencial, com possibilidade de dano ao interesse público.

 

Adicional noturno

Na mesma reunião foi discutido, mas não votado, o projeto de autoria do senador Papaléo Paes (PSDB-AP), PLS 451/08, que altera a CLT determinando que o adicional noturno pago com habitualidade passe a integrar o salário do empregado para todos os efeitos. Essa medida, destacou o autor, reproduz entendimento do Tribunal Superior do Trabalho sobre o tema.

 

A proposta também prevê que o trabalho noturno terá remuneração superior à do diurno em 20%, pelo menos, sem nenhuma exceção. A lei em vigor estabelece exceção para casos de revezamento semanal ou quinzenal. A proposta também determina que as empresas terão de calcular o adicional sobre a remuneração normal paga ao trabalho diurno, e não mais sobre o salário mínimo. A matéria será colocada oportunamente em votação.

Fonte: Agência Senado

 


 

05/08/10 - Preço da cesta básica em julho foi menor em 16 cidades

 

O valor da cesta básica em julho ficou menor em 16 das 17 cidades pesquisadas mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, divulgada nesta quarta-feira (4), a queda deveu-se, principalmente, ao recuo do preço do tomate, açúcar e da batata.

 

No mês passado, o tomate ficou mais barato nas 17 capitais pesquisadas. O açúcar apresentou queda em 15 capitais e a batata registrou queda em nove capitais. Doze cidades registraram redução no preço do leite, enquanto o pão e o óleo de soja apresentaram preços maiores em dez localidades.

 

Entre as capitais onde houve queda no custo da cesta, os destaques foram: Rio de Janeiro (-6,60%), Belo Horizonte (-5,86%), Curitiba (-4,86%), Florianópolis (-4,75%) e Porto Alegre (-4,22%).

 

O maior custo para os produtos alimentícios essenciais foi verificado em São Paulo, onde o valor da cesta ficou em R$ 238,38, seguida por Porto Alegre (R$ 237,67) e Manaus (R$ 233,00). As cestas mais baratas foram encontradas em Aracaju (R$ 181,04), Fortaleza (R$ 181,73) e João Pessoa (R$ 191,17).

 

No acumulado do ano, duas cidades tiveram redução no preço da cesta básica: Brasília (-0,47%) e Rio de Janeiro (-0,12%). Os maiores aumentos ocorreram em Recife (17,23%), Goiânia (12,63%), Natal (12,29%) e João Pessoa (12,04%).

 

Segundo o Dieese, o salário que deveria suprir as despesas familiares de um trabalhador com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência deveria ser de R$ 2.011,03, o que significa 3,94 vezes o salário mínimo em vigor (R$ 510). O salário estimado para julho é menor do que o valor mínimo estimado para suprir as necessidades estipuladas pelo instituto em junho, que foi de R$ 2.092,03. (Repórter Flávia Albuquerque)

Fonte: Agência Brasil

 


 

05/08/10 - Salário mínimo deveria ter sido de R$ 2.011,03 em julho, calcula Dieese

Valor é menor que o apurado para junho, quando o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.092,36

 

O salário mínimo do trabalhador do País deveria ter sido de R$ 2.011,03 em julho para que ele suprisse suas necessidades básicas e da família, conforme estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). A constatação foi feita por meio da utilização da Pesquisa Nacional da Cesta Básica do mês passado, realizada pela instituição em 17 capitais do Brasil.

 

Com base no maior valor apurado para a cesta no período, de R$ 239,38, em São Paulo, e levando em consideração o preceito constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para garantir as despesas familiares com alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência, o Dieese calculou que o mínimo deveria ter sido 3,94 vezes maior que o piso vigente no Brasil, de R$ 510.

 

Os valores são menores que os apurados para junho, quando o mínimo necessário foi estimado em R$ 2.092,36 (4,10 vezes o piso em vigor). Em julho de 2009, o Dieese calculava o valor necessário em R$ 1.994,82, ou 4,29 vezes o mínimo então em vigor, de R$ 465.

 

A instituição também informou que o tempo médio de trabalho necessário para que o brasileiro que ganha salário mínimo pudesse adquirir, em julho de 2010, o conjunto de bens essenciais diminuiu, na comparação com o mês anterior. Na média das 17 cidades pesquisas pela instituição, o trabalhador que ganha salário mínimo necessitou cumprir uma jornada de 91 horas e 50 minutos para realizar a mesma compra que, em junho, exigia a realização de 94 horas e 56 minutos. Em julho de 2009, a mesma compra necessitava o cumprimento de 97 horas e 12 minutos.

Fonte: Agência Estado

 


 

05/08/10 - Acordo coletivo firmado sem a participação do sindicato é inválido

 

A celebração direta de norma coletiva entre empregados e empregadores depende necessariamente da participação dos sindicatos representantes. Com esse entendimento, a Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo de instrumento da Fleury S.A, empresa de análises clínicas de São Paulo, que buscava validar acordo feito diretamente com seus trabalhadores.

 

Uma empregada propôs ação trabalhista requerendo diferenças salariais em relação a abono concedido pela empresa aos empregados por meio de acordo coletivo, como substituição a um reajuste salarial.

 

O juiz do trabalho negou o pedido da empregada que, insatisfeita, recorreu ao Tribunal Regional da 2ª Região (SP). O TRT reformou a sentença e condenou a empresa a pagar as diferenças desejadas. Segundo o regional, o acordo coletivo não produziu efeitos, pois não contou com a participação do sindicato da categoria nem preencheu os requisitos do artigo 617 da CLT.

 

A CLT estabelece que os empregados que decidirem celebrar acordo coletivo com as respectivas empresas darão ciência de sua resolução ao sindicato da categoria, no prazo de oito dias, para assumir a direção dos entendimentos entre os interessados. Se sindicato não realizar esse encargo, os interessados poderão dar conhecimento do fato à Federarão a que estiver vinculado o Sindicato e, em falta dessa, à correspondente Confederação, para que, no mesmo prazo, assuma a direção dos entendimentos. Esgotado esse prazo, poderão os interessados prosseguir diretamente na negociação coletiva até final.

 

A demanda chegou ao TST em sede de agravo de instrumento. A empresa alegou que o acordo seria válido, por ter sido aprovado pelos empregados interessados, reunidos em assembléia. Destacou, também, que houve recusa por parte do sindicato profissional em participar das negociações.

 

O relator do agravo na Primeira Turma, ministro Walmir Oliveira da Costa, manteve o entendimento do TRT. Segundo o ministro, o artigo 8°, VI, da Constituição Federal é explícito quanto à obrigatoriedade da participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho. “Se o sindicato não participar das negociações, caberá a provocação da federação e da confederação correspondente, o que não ocorreu”. (AIRR-127640-88.2003.5.02.0037)

Fonte: TST

 


 

05/08/10 - Empregados não sindicalizados são isentos de contribuições

 

A Ford Motor Company Brasil terá que devolver a ex-empregado os descontos salariais efetuados a título de contribuição assistencial e confederativa. Embora os descontos estivessem previstos em normas coletivas, a Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho concluiu que os trabalhadores não associados ao sindicato, como na hipótese analisada, são isentos do pagamento das contribuições.

 

Segundo o relator e presidente da Turma, ministro João Batista Brito Pereira, a contribuição confederativa, estabelecida em assembleia geral e prevista na Constituição Federal (artigo 8º, IV) é compulsória somente para os filiados aos sindicatos, mesmo quando estabelecida em acordo, convenção coletiva ou sentença normativa. Na medida em que essa contribuição não tem natureza de tributo, não pode ser estendida a empregados ou empresas não filiadas.

 

O Tribunal do Trabalho da 2ª Região (SP) tinha mantido a sentença de primeiro grau que indeferira o pedido de reembolso dos descontos feito pelo trabalhador. Para o TRT, a empresa agiu corretamente ao fazer os descontos nos salários do ex-empregado e os respectivos repasses às entidades porque havia cláusula normativa dispondo sobre o assunto.

 

Entretanto, como explicou o ministro Brito Pereira, as cláusulas coletivas que obriguem trabalhadores não sindicalizados ao pagamento de contribuições em favor de entidade sindical ofendem o direito de livre associação e sindicalização assegurado na Constituição (artigos 5º, XX, e 8º, V). Portanto, esse tipo de regra é nula e os descontos ocorridos devem ser devolvidos (Orientação Jurisprudencial nº 17 da Seção de Dissídios Coletivos do TST).

 

Ainda de acordo com o relator, o Precedente Normativo nº 119 do tribunal também considera ofensiva ao direito de livre associação e sindicalização cláusula de acordo, convenção coletiva ou sentença normativa que obriga empregados não sindicalizados a contribuírem em favor de entidade sindical a título de taxa para custeio do sistema confederativo ou fortalecimento sindical, por exemplo.

 

Assim, conforme requerido pelo trabalhador, a Quinta Turma, à unanimidade, determinou a devolução dos descontos a título de contribuições assistenciais e confederativas, uma vez que o empregado não era sindicalizado. (RR- 7700-52.2002.5.02.0462)

Fonte: TST

 


 

05/08/10 - Projeto impede práticas discriminatórias para acesso a emprego

 

Empresas ficam proibidas de discriminar trabalhadores que reivindicam emprego com base em consulta a cadastros de inadimplência. Projeto do senador Paulo Paim (PT-RS) com essa finalidade foi aprovado nesta quarta-feira (4) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS). A matéria recebeu decisão terminativa e agora será encaminhada à Câmara dos Deputados.

 

Pela proposta (PLS 465/09), fica proibida qualquer prática discriminatória e limitativa para efeito de acesso à relação de emprego, bem como sua manutenção, motivada por consulta a cadastro de inadimplentes. A lei em vigor (Lei nº 9.029/95) já prevê que o sexo, a origem, a raça, a cor, o estado civil, a situação familiar ou a idade não podem motivar discriminação.

 

A proposição de Paim também considera crime o uso de informações constantes de banco de dados ou cadastro de inadimplentes para fins de admissão ou rescisão de contrato de trabalho.

 

Na justificação do projeto, o senador afirma que "se um candidato, inserido no cadastro de proteção ao crédito e assim penalizado por deixar de honrar com suas obrigações financeiras em razão do desemprego, é desclassificado à vaga de um novo emprego em razão do não-cumprimento destas obrigações, este candidato acabará sofrendo uma dupla penalidade, pois é justamente o novo emprego que possibilitará a sua adimplência no mercado".

 

Aposentadoria

Outro projeto aprovado pela CAS é o PLS 293/09 que inclui o lúpus e a epilepsia entre as moléstias que dispensam o prazo de carência para solicitar auxílio-doença ou aposentadoria por invalidez. A proposta é do senador Paulo Paim (PT-RS) e foi aprovada em decisão terminativa.

O autor explicou que quando um trabalhador sofre de uma doença que o deixa incapacitado para o trabalho pode solicitar o auxílio-doença ou a aposentaria por invalidez - desde que comprove sua condição. Em determinados casos, há um prazo de carência a ser cumprido; em outros, a legislação dispensa a exigência desse prazo.

 

Paim argumentou, ao apresentar a proposta, que o lúpus e epilepsia são potencialmente incapacitantes e devem ser, obrigatoriamente, causa de aposentadoria por invalidez quando a inspeção médico-pericial detectar um grau de disfunção social e laboral que impeça a continuidade da pessoa em sua ocupação habitual. Para implementar essa medida, a proposta altera o artigo 151 da Lei nº 8.213, de 1991, sobre os planos de benefícios da Previdência Social.

 

A CAS também aprovou o PLS 70/10, da senadora Marisa Serrano (PSDB-MS), o qual oferece dedução em encargos sociais a empresas que contratarem ex-presidiários e o PLC 187/09, que trata do fornecimento de alimentação diferenciada em escolas públicas para alunos portadores de diabetes, hipertensão ou anemias.

Fonte: TST

 


 

05/08/10 - Emprego na construção bate novo recorde em junho, mas ritmo de contratação cai

 

O estoque de trabalhadores com carteira assinada aumentou 1,12% em junho na comparação com maio, para o novo recorde de 2,725 milhões de empregados, mas o ritmo de novas contratações desacelerou no mês. Conforme pesquisa mensal realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), o saldo líquido de contratações em junho foi de 30,067 mil trabalhadores, abaixo da média de 45 mil registrada nos últimos três meses.

 

Em nota, o presidente do Sinduscon-SP, Sergio Watanabe, explicou a desaceleração das novas contratações pela conclusão de obras públicas estaduais nos últimos meses e pela desaceleração do ritmo de crescimento da construção imobiliária, em decorrência do menor número de lançamentos do fim de 2008 e do começo do ano passado. Os estados em que o crescimento do emprego mais desacelerou em junho foram São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

 

No acumulado do primeiro semestre, o número total de contratações chegou a 268,4 mil e, nos 12 meses encerrados em junho, a 386,7 mil.  

Fonte: Agência Estado

 


 

04/08/10 - Aprovada licença-maternidade de 180 dias

 

O Senado Federal aprovou em segundo turno, nesta terça-feira (3), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 64/07 da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN) que garante a ampliação da licença à gestante de 120 para 180 dias. A PEC recebeu 62 votos favoráveis e nenhum voto contrário. 

 

Na prática, a proposta estende a todas as trabalhadoras o benefício que havia sido concedido pela Lei 11.770/08 às funcionárias das empresas que aderissem ao Programa Empresa Cidadã. Pela lei, originada de projeto da senadora Patrícia Saboya (PDT-CE), as empresas que aderissem ao programa teriam benefícios fiscais.  

 

A PEC foi aprovada em primeiro turno no esforço concentrado de julho. O resultado foi comemorado pelos senadores e pelo público presente nas galerias do Plenário. 

 

A matéria vai agora para a Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado

 


 

04/08/10 - Produção industrial acumula perda de 2,0% nos três últimos meses

 

A produção industrial brasileira acumula perda de 2,0% depois de três quedas sucessivas, em abril, maio e junho, nas comparações mês a mês. No mês passado, a queda da produção foi de 1,0% em relação a maio, a menor redução desde dezembro de 2008, período de auge da crise econômica mundial, quando a queda foi de 12,2%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Entre as quatro categorias pesquisadas pelo IBGE, os bens de consumo durável tiveram a maior queda em junho (-3,2%). Bens de capital tiveram a primeira perda desde março de 2009 (-2,1%) e bens intermediários, a primeira redução na produção desde fevereiro deste ano (-0,7%). Os bens de consumo semiduráveis e não duráveis também tiveram a terceira perda consecutiva (-0,8%).

 

“O menor ritmo de junho já vinha sendo observado em maio e abril, quando o setor industrial já mostrava uma acomodação no seu ritmo produtivo. Para esse mês [junho], especificamente, esse perfil de queda, que se dá na maior parte dos segmentos industriais, pode estar diretamente relacionado a alguns fatores como estoques mais elevados em determinados segmentos industriais e um menor ritmo em função da Copa do Mundo [devido à paralisação das atividades no horário dos jogos do Brasil], afirmou o gerente de Análise e Estatísticas Derivadas do IBGE, André Macedo.

 

Apesar das perdas acumuladas em relação a março deste ano (quando a produção industrial foi recorde), o IBGE considera que a indústria ainda trabalha em patamares superiores aos de janeiro e fevereiro deste ano. Por isso, mesmo com as quedas consecutivas (na comparação mês a mês), o segundo trimestre deste ano teve um aumento de 1,4% na produção em relação ao primeiro trimestre.

 

“Essa queda acumulada dos três últimos meses, com uma perda de 2,0% nesse período, precisa ser relativizada. Em março, o setor industrial atingiu seu ponto mais elevado, o que ajuda a entender um pouco esse menor ritmo em junho e nos dois meses anteriores”, disse Macedo.

 

Segundo o IBGE, a produção acumulada no primeiro semestre deste ano teve o maior crescimento desde o início da série histórica do instituto, em 1991. A expansão no primeiro semestre deste ano foi de 16,2%, em relação ao primeiro semestre de 2009.

 

André Macedo alerta, no entanto, que o bom resultado do primeiro semestre de 2010 é explicado, em parte, pelo desempenho dos seis primeiros meses de 2009, quando a produção industrial teve uma forte queda devido à crise econômica mundial.

(Repórter Vitor Abdala)

Fonte: Agência Brasil

 


 

04/08/10 - Meio Ambiente pode votar relatório contra o uso de amianto nesta quarta

 

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável pode votar nesta quarta-feira (4) o relatório final do grupo de trabalho criado para analisar as implicações do uso do amianto e seus efeitos sobre a saúde e a natureza. A reunião será às 10h, no plenário 2.

 

O relator do grupo, deputado Edson Duarte (PV-BA), apresentou parecer favorável à eliminação do amianto da cadeia produtiva brasileira. O relatório propõe, entre outros pontos, a aprovação de diversos projetos com esse objetivo, a destinação de recursos para pesquisas de fibras alternativas e para o tratamento de vítimas do amianto.

 

O amianto é uma fibra encontrada em estado bruto na natureza. Por ser resistente a altas temperaturas, foi muito usado em pastilhas e lonas de freio, mas seu uso mais comum é em telhados. Ao ser manipulado, o amianto solta fibras no ar, que são absorvidas na respiração e provocam doenças como a asbestose e o câncer de pulmão.

Desde a década de 1990, mais de 50 países já proibiram o uso do amianto. O Brasil ainda permite o uso controlado do mineral em telhas, caixas d’água, tubulações, e outros produtos empregados na construção civil. Mas quatro estados já proíbem a produção, o transporte e o manuseio do amianto em seu território: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Pernambuco e São Paulo.

Fibra alternativa
A Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidoras de Produtos de Fibrocimento (Abifibro), entidade que reúne as empresas fabricantes de fibrocimento sem a adição do amianto, quer a substituição do amianto no Brasil em um prazo determinado para a adequação das empresas, uma vez que hoje já há substituto para esse produto.

 

Segundo informou o presidente da Abifibro, João Carlos Duarte Paes, o Brasil já conta com tecnologia aprovada para o uso de fibras alternativas. “Essas fibras já foram analisadas e aprovadas pelo Ministério da Saúde e recomendadas para substituírem o amianto nos produtos de fibrocimento, o que já vem ocorrendo”.

 

Contrários ao relatório
Representantes de trabalhadores da mina de amianto de Minaçu (GO) já estiveram na Câmara para pedir a rejeição do relatório.

Fonte: Agência Câmara

 


 

04/08/10 - Período de férias inferior a dez dias é irregular e deve ser pago em dobro

 

Ao julgar recurso de revista da empresa Calçados Azaléia S.A. quanto à concessão de férias em período inferior a dez dias, na situação de fracionamento, a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o apelo da empregadora para alterar sentença que julgou irregular o procedimento. Para a Quarta Turma, não se trata apenas de mera infração administrativa. Nessa situação, o empregador deverá pagar em dobro ao trabalhador.

 

O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, no Rio Grande do Sul, manteve a sentença e ressaltou que, no caso, trata-se de concessão de dias por liberalidade do empregador, e não de férias, pois não foi observada a lei em relação ao descanso anual. Para o Regional, a situação é caracterizada como fraude e desvirtuamento às normas da CLT que se referem ao direito às férias.

 

Em sua fundamentação, o TRT/RS esclareceu que a concessão de férias não previstas nos moldes legais constitui ato nulo, de acordo com o artigo 9º da CLT. Isso implica a “obrigação da empregadora em conceder novamente tal período ou efetuar o pagamento das frações de férias inferiores a 10 dias”, concluiu o Regional em sua decisão.

 

Ao julgar o recurso de revista da empresa, a Quarta Turma decidiu conforme diversos precedentes do TST, e negou provimento ao apelo. A relatora do recurso, ministra Maria de Assis Calsing, destacou que o legislador, ao impor a concessão de férias em um só período, deixa clara sua intenção quanto à finalidade do instituto, qual seja, a proteção à saúde física e mental do trabalhador, mas permite no parágrafo primeiro, do artigo 134 da CLT, a possibilidade de fracionamento, em casos excepcionais, em dois períodos, ressalvando-se a impossibilidade de fracionamento em período inferior a dez dias corridos.

 

Segundo a ministra Calsing, o TST já firmou seu entendimento no sentido de que “a concessão de férias por período inferior ao mínimo de dez dias, conforme previsto na CLT, mostra-se ineficaz, por não atingir o seu fim precípuo assegurado por lei, afastando a tese de mera infração administrativa e determinando o pagamento em dobro do período”. (RR - 17100-77.2005.5.04.0382)

Fonte: TST

 


 

04/08/10 - Prescrição não pode ser declarada de ofício na JT

 

Julgando favoravelmente o recurso do trabalhador, a 2a Turma do TRT-MG considerou inválida a prescrição declarada de ofício (sem pedido da parte interessada) pelo juiz de 1º Grau e declarou que a condenação deverá abranger todo o período do contrato de trabalho. A prescrição não foi alegada pelos reclamados, nem na audiência e nem na defesa, mas o juiz sentenciante a declarou, com base no artigo 219, parágrafo 5o, do CPC, que permite a decretação da prescrição de ofício. Analisando o caso, o desembargador Luiz Ronan Neves Koury esclareceu que o artigo 769, da CLT, autoriza a aplicação subsidiária do processo civil ao processo do trabalho. Entretanto, deve haver lacuna na lei trabalhista e, ainda, compatibilidade com as normas e princípios do Direito do Trabalho.

 

O relator destacou que a prescrição incidente sobre o processo relaciona-se com o direito material, de modo que a incompatibilidade do seu pronunciamento, de ofício, com o Direito do Trabalho não pode ser desconsiderada. De acordo com o desembargador, a aplicação da norma do CPC no âmbito trabalhista representa, na verdade, um retrocesso, pois o direito de proteção ao trabalhador visa a atenuar, na esfera jurídica, a desigualdade sócio-econômica existente na relação empregatícia.

 

“A pronúncia da prescrição, de ofício, pelo Juiz, impediria ao réu de fazer uso da renúncia à sua arguição, além de beneficiar apenas um dos sujeitos da relação empregatícia, no caso, o empregador inadimplente, prejudicando a parte hipossuficiente” - destacou. Desse modo, no entendimento da Turma, o artigo 219, parágrafo 5o, do direito processual comum, não se aplica ao processo do trabalho, por total incompatibilidade com os princípios e normas trabalhistas. (RO nº 00164-2010-053-03-00-6)

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

04/08/10 - Ato isolado de descuido não pode ensejar dispensa por justa causa

 

Um ato isolado de descuido não pode ser confundido com a desídia, que é caracterizada por desatenção constante no desempenho das funções, e, muito menos, levar à extinção do contrato de trabalho por culpa do empregado. Adotando esse entendimento, a 1a Turma do TRT-MG manteve a decisão de 1o Grau que invalidou a dispensa motivada do trabalhador e condenou o reclamado ao pagamento das parcelas rescisórias típicas da dispensa sem justa causa.

 

A reclamada não concordou com a sentença, insistindo que a dispensa por justa causa foi perfeitamente válida, porque a ex-empregada descumpriu norma interna da empresa, configurando a desídia gravíssima, que acabou por romper a confiança que deve existir no contrato de trabalho. Entretanto, ao analisar os fatos, o desembargador Manuel Cândido Rodrigues deu a eles outra interpretação.

 

No caso, a trabalhadora entregou um envelope com a importância de R$2.750,00 (dois mil, setecentos e cinquenta reais) a um desconhecido que entrou na loja, dizendo-se mandatário do dono. Embora houvesse determinação da empresa para que os empregados não entregassem a quem quer que fosse qualquer quantia em dinheiro, o rapaz simulou uma conversa por telefone com o dono da loja, enganando a trabalhadora, que acreditou que ele tivesse sido enviado pelo empregador, para pegar o dinheiro que se encontrava no caixa. Ao telefonar para o dono do estabelecimento, a ex-empregada descobriu a armação. Logo após, foi dispensada por justa causa, motivada na desídia e insubordinação.

 

Para o desembargador, a conduta da trabalhadora não se encaixa na insubordinação, que é o descumprimento de ordem específica. Também não pode ser considerada desídia, de forma a dar causa à extinção do contrato de trabalho por culpa do empregado, já que se trata de um ato isolado de falta de atenção. Além disso, levando em conta o princípio da boa-fé, o empregador deve se valer da fiscalização também com fins educacionais, possibilitando ao empregador a adequação ao ambiente de trabalho e às ordens que lhe são passadas.

 

“Os seres humanos não são máquinas programáveis para responder aos estímulos de forma automática, padronizada, isenta de hesitação, alheia a subjetivismos. Precisamos, todos, compreensivelmente, de ajustes periódicos, porquanto é impossível nos desvincularmos das características pessoais e das interferências do mundo externo, inclusive no ambiente de trabalho” - destacou o relator. Como ser humano, a trabalhadora deveria ter sido submetida a uma penalidade mais condizente com a conduta praticada.

 

Portanto, a dispensa por justa causa foi considerada inadequada pela Turma julgadora, seja porque a pena foi excessivamente rigorosa, seja porque não foi observada a escala gradativa de penalidades. (RO nº 01386-2009-131-03-00-3)

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

04/08/10 - Paim precisa de apoio

 

Por João Franzin

Jornalista da Agência Sindical

 

Na última eleição, devido a questões internas de seu partido, a eleição do senador Paulo Paim (PT-RS) não foi das mais tranquilas. Agora, mais uma vez, o melhor senador trabalhista brasileiro corre o risco de não se reeleger. No momento, ele está em segundo nas pesquisas, com uma terceira concorrente chegando perto.

 

O que fazer? Descer de armas e bagagens no Rio Grande a apoiar o nosso melhor senador, levando à grande massa trabalhadora gaúcha (aos negros etc.) a importância da continuidade no Congresso Nacional desse político de origem sindical, que soube se manter fiel às origens.

 

No começo de março, houve uma reunião com Paim na Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo (Fecomerciários), inclusive com a presença de dirigentes da CNTC, quando foi lançada a ideia de um mutirão sindical por sua reeleição.

 

A avaliação feita pelos sindicalistas à época foi de que Paim significa peça fundamental para projetos trabalhistas no Senado e que sua eventual não-reeleição seria uma grande perda para o conjunto do sindicalismo.

 

Na ocasião, o deputado Paulinho da Força anunciou que gostaria de ir alguns dias ao Rio Grande do Sul para fazer campanha pra Paim nas portas de fábricas e em outros locais de concentração trabalhadora. Sábado último, em evento no Senalba, ele voltou a manifestar a disposição.

 

No encontro de março, na Fecomerciários, uma ideia sugerida pelo consultor João Guilherme Vargas Netto foi de que o conjunto do movimento sindical deveria produzir um livreto, contendo todos os projetos (e são muitos, muitos) de Paulo Paim e divulgar à população, mostrando seu importante trabalho para a Nação, especialmente para os trabalhadores. Parece que a ideia não prosperou.

 

De todo modo, ainda é tempo. Paim precisa ser reeleito e cabe ao movimento sindical, de todas as correntes, se mobilizar para garantir no Senado a cadeira desse grande brasileiro.

Fonte: Agência Sindical

 


 

03/08/10 - Fundo para ensino profissionalizante está na pauta da CCJ

 

Autorização para que a União institua um fundo específico para o ensino técnico profissionalizante no Brasil está na pauta da reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (4).

 

O Fundo de Desenvolvimento do Ensino Profissional e de Qualificação do Trabalhador (Fundep) já foi aprovado pelas comissões de Educação, Cultura e Esporte (CE) e de Agricultura e Reforma Agrária (CRA). Após o exame pela CCJ, segue para apreciação das comissões de Assuntos Sociais (CAS) e de Assuntos Econômicos (CAE), esta última em Decisão Terminativa.

 

Pelo projeto (PLS 274/03), de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), são objetivos do Fundep criar oportunidades de emprego e de geração de renda, promover a descentralização e a regionalização de ações da educação profissional e também articular a educação profissional com as políticas públicas do setor. São ainda objetivos do fundo combater a pobreza e as desigualdades sociais e regionais e elevar a produtividade e a competitividade do setor produtivo.

 

Pela proposta, os recursos do Fundep serão aplicados, preferencialmente, na construção, ampliação e reforma de edificações de centros de educação profissional; na aquisição de equipamentos técnico-pedagógicos e de gestão; e ainda na aquisição de materiais didáticos. Também serão destinados à capacitação de docentes e pessoal técnico-administrativo e na prestação de serviços de consultoria para a realização de estudos nas áreas técnico-pedagógica, de gestão e industrial.

 

Emenda do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), relator na CCJ, substituiu a previsão de que a União ficaria autorizada a criar o Fundep a partir de 2007 para "a partir do ano de sua instituição". A proposta também recebeu emendas na CE, que foram mantidas pela CRA. Uma delas, acatada por Demóstenes, determina que o Executivo promova a criação do fundo, que deverá ser composto por representantes dos trabalhadores - em igual número para cada central sindical -, do empresariado e do governo federal nas áreas de trabalho e educação.

 

Em sua justificativa, Demóstenes lembra que a proposta é de grande importância, pois, atualmente, as oportunidades de acesso a cursos de educação profissional deixam muito a desejar. "As matrículas em cursos profissionais de nível médio foram reduzidas a um quinto do que tinham sido no início da década de noventa do século passado e, nos últimos anos, o crescimento nessas matrículas tem sido expressivo", afirma ele.

 

Segundo Paim, a aprovação do projeto vai representar um aporte de recursos de R$ 890 milhões anuais em média para o fundo.

Fonte: Agência Senado

 


 

03/08/10 - Influenciados pelos alimentos, preços ao consumidor encerram julho em deflação

 

O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV), encerrou o mês de julho com queda de 0,21%, resultado 0,07% menor do que o registrado na pesquisa anterior. De janeiro a julho, o IPC acumula alta de 3,42% e, nos últimos 12 meses, de 4,36%.

 

Cinco dos sete grupos pesquisados apresentaram taxas inferiores às da terceira prévia de julho. A principal queda foi constatada nos itens alimentícios, com deflação de 1,19%, ante -0,94%, com destaque para as hortaliças e os legumes (de -7,59% para -8,84%). Esses dados mostram a média de preços apurada entre os dias 22 e 31.

 

Também caíram ainda mais os preços no setor de vestuário (de -0,51% para -0,70%) e em educação, leitura e recreação (de -0,07% para -0,10%), com influência de bilhetes aéreos (de -5,66% para -7,09%).

 

Em habitação, houve ligeira queda no ritmo de alta e a taxa passou de 0,24% para 0,23%. No período, o índice referente a empregados domésticos diminuiu (de 0,27% para 0,14%). O grupo saúde e cuidados pessoais apresentou redução na velocidade de alta (de 0,54% para 0,42%), com a influência dos produtos de higiene e cuidado pessoal, cuja taxa passou de de 0,76% para 0,55%.

 

Os demais grupos mostraram movimento oposto. Em transportes, a taxa passou de -0,04% para variação positiva de 0,15%, com destaque para o álcool combustível (de -1,22% para 2,29%). Em despesas diversas, o IPC passou de uma alta de 0,84% para 0,95%, puxada pelo aumento na mensalidade para o acesso à internet (de -0,60% para 0,31%). (Repórter Marli Moreira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

03/08/10 - Câmara: plenário retorna na primeira semana com pauta trancada por MPs

 

Tem início nesta semana o primeiro esforço concentrado do Congresso. O segundo será no final do mês e início de setembro. As atividades normais do Legislativo serão retomadas depois das eleições de 3 de outubro.

 

O plenário da Câmara vai começar os trabalhos com a pauta trancada por três medidas provisórias. Também está na pauta o projeto de lei (PL 5.940/09) que cria um fundo social com recursos do pré-sal.

Contudo, têm poucas chances de ser votado, o líder do Governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), já declarou que a matéria ficará para depois das eleições.

Esforço concentrado: o que é
Designação informal para períodos de sessões destinadas exclusivamente à discussão e votação de matérias. Durante esses períodos, a fase de discursos das sessões pode ser abolida, permanecendo apenas a ordem do dia.

As comissões podem deixar de funcionar. O esforço concentrado pode ser convocado por iniciativa do presidente da Câmara, por proposta do Colégio de Líderes ou mediante deliberação do plenário sobre requerimento de pelo menos um décimo dos deputados (artigo 66 do Regimento Interno, parágrafos 4º e 5º).

Vejas as MPs que trancam a pauta do plenário da Câmara:

- MP 487/10, amplia o limite de financiamentos do BNDES destinados à compra e produção de bens de capital e à inovação tecnológica. Relatora: deputada Solange Almeida (PMDB/RJ);

- MP 488/10, permite a criação da empresa Brasil 2016 para monitorar os projetos vinculados às Olimpíadas do Rio de Janeiro. Relator: deputado Rodrigo Maia (DEM/RJ); e

- MP 489/10, autoriza a União a participar da Autoridade Pública Olímpica (APO), coordenadora das ações governamentais dirigidas aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016. Relator: deputado Edmilson Valentim (PCdoB/RJ).

Fonte: Diap

 


 

03/08/10 - Senado: três MPs travam a pauta da Casa neste 1º esforço concentrado

 

Os senadores voltam do recesso parlamentar com sessões marcadas para esta terça-feira (3), quarta-feira (4) e quinta-feira (5), mas o esforço concentrado deve se limitar às votações nos dois primeiros dias.

 

Em primeiro lugar, senadores devem votar três medidas provisórias que trancam a pauta (o prazo de vigência acaba no próximo dia (9): a MP 484/10, que repassa recursos da União (R$ 800 milhões) para necessidades emergenciais dos estados e do Distrito Federal; e as MPs 485/10 e 486/10, que concedem crédito extraordinário.

 

A primeira, para ministérios e para transferências a estados, Distrito Federal e municípios. A segunda beneficia diversos órgãos do Executivo.

 

Também estão em pauta três propostas de emenda à Constituição. Uma delas prevê a ampliação, para 180 dias, da licença-gestante. Outra trata da exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalistas.

 

Por fim, a PEC que inclui no quadro de servidores civis e militares dos ex-territórios federais do Amapá e de Roraima funcionários admitidos até a data da criação dos dois estados.

Fonte: Diap

 


 

03/08/10 - Atividade só é considerada insalubre quando classificada pelo Ministério do Trabalho

 

“Não basta a constatação da insalubridade por meio de laudo pericial para que o empregado tenha direito ao respectivo adicional, sendo necessária a classificação da atividade insalubre na relação oficial elaborada pelo Ministério do Trabalho”.

 

Foi com base nesse entendimento, expresso na Orientação Jurisprudencial nº 4 da Seção I Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho (SDI-1), que uma telefonista terceirizada da Brasil Telecom S/A, não obteve êxito em sua pretensão de receber o pagamento de adicional de insalubridade pela utilização no serviço de telefones com fones similares aos de uso doméstico.

 

O TRT da 4ª Região, apesar de o laudo pericial concluir pela inexistência de condições insalubres, determinou o pagamento do adicional sob o argumento de que a atividade exercida pela telefonista se enquadrava nas normas do Ministério do Trabalho, ficando vencida a relatora, que entendia contrariamente. A Brasil Telecom recorreu ao TST pedindo a exclusão do pagamento.

 

O relator do recurso de revista, ministro Emmanoel Pereira, entendeu que a condenação ao pagamento do adicional era indevida, pois, conforme relato do Tribunal Regional, inexistiam condições técnicas de insalubridade nas atividades da telefonista, fato constatado por meio de laudo técnico, não estando essa atividade classificada na NR-15 (Portaria 3.214/78 do MT). Os ministros da Quinta Turma, em votação unânime, acompanharam o voto do relator, excluindo o pagamento.

Fonte: TST

 


 

03/08/10 - Pensão vitalícia de ex-eletricista que perdeu audição é reduzida

 

Por considerar incompatível o valor da indenização com o grau da lesão, a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho reduziu valor de pensão vitalícia concedida a um ex-eletricista que perdera a audição no ambiente de trabalho.

 

Depois de sua dispensa, o eletricista que trabalhava para uma fabricante de pedras em granitos, no Espírito Santo, propôs ação trabalhista na qual pedia indenização pela perda auditiva adquirida em função das condições insalubres do ambiente de trabalho.

 

A Vara do Trabalho não lhe concedeu o pedido. Entretanto, o Tribunal Regional da 17ª Região acolheu o recurso ordinário do trabalhador e reconheceu a responsabilidade da empresa Granitos Nacional pela doença ocupacional, deferindo pensão mensal vitalícia na totalidade da remuneração percebida pelo eletricista. Segundo entendimento no TRT, houve a redução de capacidade de trabalho, ainda que a perda tenha sido de baixa intensidade - na ordem de 5%.

 

Contra essa decisão, a empresa interpôs recurso de revista ao TST, alegando violação do artigo 950 do Código Civil, que prevê, nos casos de reparação por indenização, a devida proporção entre o valor concedido e a redução da capacidade laborativa. O relator do recurso na Terceira Turma, ministro Alberto Bresciani, concluiu de forma diversa do TRT.

 

Para o relator, embora o eletricista tenha apresentado perda auditiva irreversível, a baixa intensidade da lesão não comprometeu o desempenho de sua profissão, fazendo jus, assim, a uma pensão que compensasse a diferença de salário que deixaria de receber em razão da doença ocupacional.

 

Com esses fundamentos, a Terceira Turma, por unanimidade, deu provimento ao recurso de revista da empresa e reduziu o valor da pensão vitalícia a 5% da remuneração do trabalhador.

Fonte: TST

 


 

03/08/10 - TST regulamenta tramitação de processo eletrônico

 

O presidente do Tribunal Superior do Trabalho, ministro Milton de Moura França, assinou o ato que regulamenta o processo judicial eletrônico no Tribunal Superior do Trabalho. O Ato Sejud.GP 342/2010, publicado no Diário Eletrônico da quinta-feira (29/7), estabelece que os processos judiciais que ingressarem no TST, a partir da publicação, tramitarão em meio eletrônico.

 

As peças processuais apresentadas pelas partes continuarão a ser protocoladas pelos meios que hoje são disponíveis. Até o desenvolvimento de ferramentas eletrônicas específicas, a parte poderá apresentar os originais das peças, que serão digitalizadas pelo protocolo e mantidos em guarda provisória por um ano, estando disponíveis para retirada a partir do sexto mês.

 

A visualização dos processos eletrônicos estará disponível no site do TST aos advogados e procuradores, que deverão estar cadastros. A visualização não possuirá efeito de intimação. Os procuradores do Ministério Público do Trabalho deverão anexar, por meio eletrônico, o seu parecer, assinados eletronicamente. As procuradorias poderão indicar servidores para acessar o sistema de visualização de processos eletrônicos.

 

Computadores para consulta aos processos estarão disponíveis nas secretarias dos órgãos judicantes e na Coordenadoria de Recursos. Será facultada a gravação da íntegra do processo solicitado. A visualização dos autos em segredo de justiça estará disponível apenas às partes e aos seus procuradores.

 

O advogado regularmente inscrito na OAB poderá preencher o formulário disponível no sistema de visualização de peças, no site do TST. O cadastro será validado com o comparecimento do usuário à Secretaria Judiciária do Tribunal, munido do original dos documentos indicados no formulário. Não serão validados cadastros por meio de despachante ou procurador. Posteriormente será desenvolvida ferramenta para uso da assinatura digital.

 

Após a validação, o advogado será credenciado, recebendo, no endereço eletrônico indicado no formulário, o login e a senha para acesso ao sistema.

 

As Procuradorias deverão encaminhar à Secretaria Judiciária pelo endereço eletrônico pe_cadastro@tst.jus.br, a relação de procuradores e de servidores autorizados a realizar o cadastro, conforme os dados constantes da tabela contida no Anexo constante do ato.

 

Após a validação do cadastro pela Secretaria Judiciária, o procurador ou o servidor autorizado será credenciado e receberá, no endereço eletrônico corporativo indicado, o login e a senha para visualização dos processos.

 

As intimações pessoais serão feitas pelo meio hoje disponível, até o desenvolvimento de ferramenta própria para intimação eletrônica. Os processos pendentes na data do início da vigência do Ato continuarão a tramitar como antes – em papel, permitida a sua conversão para meio eletrônico, mediante a digitalização dos autos. Após a sua conversão, passarão a tramitar exclusivamente em meio eletrônico.

 

Os processos físicos em tramitação no TST, que forem incluídos no fluxo eletrônico, serão devolvidos ao TRT de origem e aqueles, relativos à competência originária desta Corte, serão arquivados.  Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

03/08/10 - Convenção 158: centrais sindicais miram demissão sem justa causa

Enquanto o setor de serviços registrou taxa de rotatividade de 3,6 pontos em junho, inferior à taxa geral, os trabalhadores de construção civil e do setor agropecuário tiveram taxa de rotatividade de 7,5 e 6,1 pontos. O comércio também apresentou resultado acima da média, obtendo 4,3 pontos

 

Ao lado da redução da jornada de trabalho, a aprovação da Convenção 158 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) é a principal bandeira do movimento sindical brasileiro. As centrais pressionam o Congresso para que a convenção seja aprovada, algo que dificilmente ocorrerá ainda neste ano.

 

A Convenção 158, que impede as empresas de demitirem seus funcionários sem justa causa, foi aprovada pela OIT em Genebra (Suíça) em 1982, mas o acordo foi rompido pelo governo brasileiro após o Decreto 2.100, de 1996, assinado pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Primordialmente, a Convenção 158 visa atenuar a rotatividade no mercado de trabalho.

 

Em junho, a taxa de rotatividade auferida pelo Ministério do Trabalho foi a maior para o mês desde 2005, atingindo 4,1 pontos, superior aos 3,9 pontos registrados em junho de 2008, quando a economia passava por expansão semelhante. Mas alguns setores, como construção civil e agropecuária, tiveram taxas de rotatividade muito superiores à média.

 

"A Convenção 158 inibe exatamente isso, quer dizer, que empresas troquem de funcionários como forma de diminuir seus custos com mão de obra", diz Sérgio Mendonça, assistente da coordenação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

 

Enquanto o setor de serviços registrou taxa de rotatividade de 3,6 pontos em junho, inferior à taxa geral, os trabalhadores de construção civil e do setor agropecuário tiveram taxa de rotatividade de 7,5 e 6,1 pontos. O comércio também apresentou resultado acima da média, obtendo 4,3 pontos. (Valor Econômico)

Fonte: Diap

 


 

02/08/10 - Agenda Política: TV Bandeirantes realiza primeiro debate entre presidenciáveis

As atenções desta semana estão concentradas no primeiro debate entre os principais candidatos à Presidência, que vai ser realizado, nesta quinta-feira (5), pela TV Bandeirantes. Recesso do Congresso termina. Lula sanciona lei de resíduos sólidos e criação da Pré-Sal S/A. A partir desta terça-feira (3), pode ser divulgada pesquisa CNT/Sensus sobre sucessão presidencial

 

A TV Bandeirantes realiza, nesta quinta-feira (5), o primeiro debate entre os candidatos à Presidência da República desde que começou a campanha eleitoral, no dia 6 de junho.

 

Os três principais concorrentes - Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) - confirmaram presença. Eles ainda participarão de outros debates: RedeTV! (12 de setembro), Record (26 de setembro) e Globo (1º de outubro) dois dias antes do pleito.

 

A MTV também vai fazer um no dia 10 de agosto, mas Dilma Rousseff não participará.

 

Câmara
Na pauta da Câmara, oito medidas provisórias, sendo que três delas já travam a pauta de votações. Também foi incluído o projeto de lei que cria o Fundo Social com recursos pré-sal. Entretanto, dificilmente a matéria será votada.

 

Senado
Os líderes partidários definem a pauta de votações do esforço concentrado na terça-feira. Quatro MPs trancam a pauta: 483/10, que dá status de ministérios a quatro secretarias vinculadas à Presidência da República e cria e transforma cargos em comissão; 484/10, que cria o Programa Especial de Fortalecimento do Ensino Médio (Pefem); 485/10, que destina recursos para o Pefem; e 486/10, que destina R$ 500 milhões às cidades atingidas por desastres naturais.

 

Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)
Além das medidas provisórias, o Senado pode votar as indicações de Vinícius de Carvalho e Olavo Chinaglia para o Cade. Seus mandatos terminam nos dias 3 e 12 de agosto, respectivamente.

 

Para evitar que o órgão pare no segundo semestre, o governo precisa mobilizar sua base no Senado para apreciar essas nomeações ainda em agosto. Para julgar os processos, o Cade precisa de pelo menos cinco integrantes.

 

Congresso Nacional
A partir desta segunda-feira (2), termina o recesso parlamentar. De acordo com a Constituição, os trabalhos irão até o dia 22 de dezembro. Porém, até o primeiro turno das eleições, foram marcadas apenas duas semanas de esforço concentrado. Nesta semana e nos dias 31 de agosto, 1º e 2 de setembro. No restante, haverá recesso branco.
 

Veja, a seguir, a previsão dos principais acontecimentos políticos desta semana:
 

Segunda-feira (2)
- O presidente Lula participa de reunião de Cúpula do Mercosul, hoje e amanhã, em San Juan, na Argentina. Estão previstos tópicos como a aprovação do Código Aduaneiro, a eliminação da dupla cobrança da tarifa externa comum e um acordo de preferências comerciais com o Egito.

- O Congresso Nacional retoma suas atividades.

- O Ministério do Desenvolvimento divulga o saldo da balança comercial em julho.

- O presidente Lula sanciona lei que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos e criação da Pré-Sal/SA.

Terça-feira (3)
- Pode ser divulgada, a partir de hoje, pesquisa CNT/Sensus sobre sucessão presidencial e avaliação do governo.

- A Confederação Nacional de Municípios faz mobilização no Congresso pela regulamentação da Emenda 29, que garante mais recursos para a Saúde.

- Diário Oficial da União deve trazer publicação da lei que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos e da que cria a Pré-Sal S/A.

- Os líderes partidários do Senado se reúnem para discutir a pauta de votações nesta semana do primeiro esforço concentrado do Congresso.

- O Senado pode votar as indicações de Vinícius de Carvalho e Olavo Chinaglia para o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). O mandato de Vinícius de Carvalho termina nesta terça-feira e o de Chinaglia, no dia 12, próxima quinta-feira.

- O diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton de Araújo, apresenta o Boletim Regional Trimestral, em Recife.

Quarta-feira (4)
- O Supremo Tribunal Federal julga adin (ação direta de inconstitucionalidade) do PSol contra o decreto que dispõe sobre a implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital.

- STF também julga recurso contra a incidência da CSLL e da CPMF sobre as receitas oriundas de exportação.

- A Confederação Nacional da Indústria divulga indicadores industriais de agosto.

- A Comissão de Viação e Transportes da Câmara realiza audiência pública sobre o atual estágio do processo licitatório referente ao projeto de implementação do Trem de Alta Velocidade (TAV) no Brasil. Foram convidados, entre outros, o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; o presidente do TCU, ministro Ubiratan de Aguiar; o presidente do BNDES, Luciano Coutinho; e o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Bernardo Figueiredo.

Quinta-feira (5)
- A TV Bandeirantes promove debate entre os candidatos à Presidência da República.

- O Secretário da União de Nações Sul-americanas (Unasul), Nestorn Kirchner, se reúne com o presidente da Venezuela, Hugo Chavez, para tentar uma solução com o conflito com a Colômbia.

Sexta-feira (6)
- O Tribunal Superior Eleitoral divulga valores parciais arrecadados pelos candidatos à Presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais.

- O secretário da União de Nações Sul-americanas (Unasul), Nestorn Kirchner, se reúne com o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, para tentar uma solução com o conflito com a Venezuela.

- O IBGE divulga IPCA de julho.

- A Confederação Nacional da Indústria divulga Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) de agosto.

Fonte: Diap

 


 

02/08/10 - Centrais sindicais exigem participação na regulamentação da Convenção 151

O documento foi pensado depois que as centrais sindicais tiveram conhecimento de dois projetos de lei referentes à regulamentação de negociação coletiva e direito de greve que serão encaminhados pelo Ministério do Planejamento, onde atualmente são feitas as negociações, à Casa Civil

 

Cinco das seis principais centrais sindicais do Brasil - Nova Central, CGTB, Força Sindical, UGT e CTB - protocolizaram documento entre as respectivas autoridades e ministérios, exigindo que a discussão e encaminhamento da Regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) se dêem por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), respeitando-se todas as centrais sindicais brasileiras.

 

O documento foi pensado depois que as centrais tiveram conhecimento de dois projetos de lei referentes à regulamentação de negociação coletiva e direito de greve que serão encaminhados pelo Ministério do Planejamento, onde atualmente são feitas as negociações, à Casa Civil.

 

Os debates sobre a Convenção 151 se darão por meio de projetos de lei e os estatutos de elaboração dos mesmos sejam debatidos com a inclusão das centrais signatárias do documento.

 

Atualmente, a discussão tem como interlocutor apenas a Central Única dos Trabalhadores, excluindo da discussão e encaminhamento das demais centrais: Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

 

Conforme divulgou em seu blog, o presidente da UGT, Ricardo Patah, "a Convenção 151 é para todos os trabalhadores do serviço público brasileiro. A UGT é contra a tentativa de negociação encaminhada apenas pela CUT e condena também as articulações com o Ministério do Planejamento".

 

E segue: "Entende-se que o canal mais adequado, que tem expertise para lidar com todos os trabalhadores brasileiros e, em especial, com os trabalhadores do serviço público é o Ministério do Trabalho e Emprego. Daí estar insistindo em negociações transparentes, abrangentes e que respeitem todas as centrais sindicais, inclusive a CUT que, infelizmente, tenta excluir as demais centrais". (Fonte: Blog O outro lado da notícia, com Blog do Patah)

 

Íntegra do documento:

 

"EXCELENTÍSSIMA SENHORA MINISTRA- CHEFE DA CASA CIVIL

DRA. ERENICE ALVES GUERRA

 

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO DO TRABALHO E EMPREGO

DR. CARLOS LUPI

 

EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO DO PLANEJAMENTO, ORÇAMENTO E GESTÃO

DR. PAULO BERNARDO

 

EXELENTÍSSIMO SENHOR SECRETARIO-GERAL DA PRESIDENCIA DA REPÚBLICA

DR. LUIZ DULCI

 

As centrais sindicais que subscrevem este requerimento tomaram conhecimento que o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão pretende encaminhar, para apreciação da Casa Civil, proposta de regulamentação de negociação coletiva, direito de greve e resolução de conflitos no âmbito das três esferas de governo e poder.

 

Tal proposta foi gestada na Mesa Nacional de Negociação Permanente do Ministério do Planejamento. A instalação desta mesa se deu em meados 2003, sendo que só em 2007 através de protocolo firmado entre o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão, entidades nacionais representativas dos servidores federais e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), esta mesa produziu um documento final e paritário.

 

Mesmo tendo serias restrições e preocupações quanto ao conteúdo da proposta, reconhecemos a oportunidade da iniciativa de debate sobre temas tão importantes para o conjunto dos trabalhadores públicos e para a sociedade de maneira geral, tendo em vista que o Brasil acaba de ratificar a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho - OIT.

 

No entanto, questionamos a forma antidemocrática e antissindical com que foi conduzido o processo de discussão, ao longo do período, por parte do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão. Senão vejamos:

1. O debate contou apenas com entidades representativas do setor público ligadas a Central Única dos Trabalhadores;

2. Das seis centrais sindicais legalmente reconhecidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que possuem, em suas bases, sindicatos de servidores públicos das três esferas de governo e poder, apena uma teve garantida a sua participação no processo de discussão, que foi a CUT, ficando alijadas do processo as outras cinco centrais;

3. No protocolo firmado, "o Sistema de Negociação Permanente da Administração Pública Federal (Sinp/Federal) constitui-se de um conjunto articulado de regras, instrumentos e garantias, destinado a estimular compromissos e promover a interlocução organizada e institucional entre o Governo, as entidades de classe do funcionalismo público federal (grifo nosso) e a sociedade, como forma de regulamentação de suas relações institucionais".

 

No nosso entendimento, não cabe ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão estender sua abrangência para legislar no âmbito dos poderes estaduais e municipais e, em especial intervir nas relações sindicais.

 

Informe histórico
Em 2009 ocorreu reunião na UGT para iniciar-se o processo de discussão sobre a Organização Sindical no setor público, com a participação das Centrais Sindicais, CUT, Força Sindical, UGT, CGTB, CTB, Nova Central e Conlutas.

 

Mesmo com posicionamento contrário a determinadas posições das outras Centrais, a CUT continuou coordenando a bancada sindical junto ao Mistério do Planejamento, sem considerar que o fórum das centrais, da qual ela faz parte, formulou pauta conjunta que foi levada e discutida com o governo Lula.

 

Entre outros assuntos, destaca-se o atendimento ao pedido do envio da mensagem Presidencial para a ratificação da Convenção 151 da OIT, que culminou com depósito da ratificação na OIT no dia 15 de junho de 2010 no Palácio das Nações em Genebra-Suíça.

 

Como se vê, as decisões sempre partiram do conjunto das Centrais Sindicais. Contudo, a partir de determinado momento, apenas a CUT passou a discutir a Organização Sindical no setor público perante o Ministério do Planejamento.

 

Desta forma as demais Centrais e entidades como CSPB (Confederação dos Servidores Públicos do Brasil), que representa 37 Federações filiadas em todo o território nacional, foram alijadas do processo que visa estabelecer normas e regras do sindicalismo no setor público.

 

É certo que estas entidades quando requereram sua participação nas discussões junto ao Ministro do Planejamento foram imediatamente rechaçados.

 

Ademais, as relações sindicais são de competência do Ministério do Trabalho e Emprego, mesmo dos sindicatos do Setor Público, visto que nesta esfera temos o Ministério do Planejamento como Órgão empregador (patronal) que deve se relacionar com os servidores públicos da União para as negociações classistas.

 

Ao Ministério do Trabalho e Emprego cabe, por prerrogativa constitucional confirmado por decisão do Supremo Tribunal Federal, o controle da unicidade sindical e das normatizações nas relações laborais e sindicais.

 

Constituição Federal de 1988 veda a intervenção e a interferência do poder público na organização sindical, o Ministério do Planejamento possui restrições constitucionais para legislar ou propor elementos ensejadores de normatização nas organizações sindicais.

 

O Ministério do Trabalho e Emprego é o órgão competente para estudos, normatizações e regulamentações sindicais na condição de mediador do Governo Federal junto as Entidades de trabalhadores e patronais (negociações tripartites).

 

As Centrais já manifestaram acerca desta matéria ao Ministro do Trabalho Carlos Lupi; (Doc. Anexo) que culminaram com duas reuniões, sendo a ultima no dia 3 de julho 2010, com a participação das seis Centrais, Ministério do Trabalho e Ministério do Planejamento, com o posicionamento contrário das Centrais: CGTB, UGT, Nova Central, Força Sindical e CTB, registrado o devido protesto ao agente do Ministério do Planejamento presente.

 

Posto isso as centrais: Força Sindical, UGT, CGTB, CTB e Nova Central requerem ao Governo Federal que diante do conflito Ministerial em tela, seja imediatamente retomado o Grupo de Trabalho sobre o assunto em questão, coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

 

Termos em que

 

Pedem e esperam deferimento.

 

Brasília, 22 de julho de 2010.

 

Força Sindical
Presidente Miguel Eduardo Torres

União Geral dos Trabalhadores (UGT)
Presidente Ricardo Patah

Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
Presidente Wagner Gomes

Nova Central Sindical se Trabalhadores (NCST)
Presidente José Calixto Ramos

Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB)
Presidente Antonio Fernandes dos Santos Neto"

Fonte: Diap

 


 

02/08/10 - Seminário discute gestão ambiental e desenvolvimento urbano

 

A Comissão de Desenvolvimento Urbano realiza na próxima quarta-feira (4), a partir das 9 horas, no auditório Freitas Nobre (anexo IV), o seminário Gestão Ambiental do Espaço Urbano – Desafios e Oportunidades. Participam dos debates os ministros Márcio Fortes (Cidades) e Izabella Mônica Vieira Teixeira (Meio Ambiente).

 

O evento, proposto pelo deputado Cássio Taniguchi (DEM-PR), vai até as 17h30, com apresentações de especialistas e dos prefeitos de Diadema (SP), Mário Reali, e de Carinhanha (BA), Chica do PT.

 

O foco do seminário, segundo Taniguchi, serão os problemas vivenciados por administradores públicos e privados na gestão do desenvolvimento urbano, em decorrência da legislação ambiental em vigor.

 

O deputado argumenta que o ritmo de desenvolvimento do País e a ocupação desordenada do espaço urbano, aliados às vulnerabilidades ambientais, criam um cenário preocupante. Para ele, é necessário “repensar estratégias, propor mudanças e, sobretudo, adotar posturas proativas que garantam padrões sustentáveis de desenvolvimento”.

Fonte: Agência Câmara

 


 

02/08/10 - Falta de mão de obra qualificada é o maior problema para o setor da construção civil, diz CNI

 

A falta de qualificação profissional foi apontada como o principal problema para as empresas da área de construção civil, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (30) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

 

De acordo com o levantamento, a pouca qualificação é um problema para 62% das empresas. Entre as grandes corporações, essa preocupação parece ser ainda maior: 80% delas aponta ser a falta de qualificação o maior problema. Entre as médias empresas, esse percentual fica em 63,4%. Para as pequenas empresas, a falta de qualificação fica atrás apenas do acesso ao crédito, apontado como o maior entrave para 64,6% dos entrevistados.

 

No caso das médias empresas, 63,45 delas disse ser esse o principal problema. Para as pequenas, a falta de qualificação profissional ficou atrás da questão do acesso ao crédito, no qual 64,6% delas disseram ser esse o maior problema contra 57,3% da qualificação.

Segundo o assessor econômico da Câmara Brasileira da Construção Civil (CBIC), Luiz Fernando Mendes, a falta de mão de obra qualificada no setor explica o tímido crescimento de alguns anos atrás.

 

“Estamos trabalhando com um setor que ficou muito tempo crescendo pouco. O que identificamos é que houve um conjunto de profissionais que foram para outros setores e esse pessoal saindo do mercado está tendo que se requalificar para voltar. Com o setor voltando a atividade, vai se ter uma maior procura por profissionais qualificados”, afirmou.

 

O diretor de pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, disse que o setor reconhece a falta de qualificação da mão de obra, mas já está tomando medidas para resolver a questão. “Hoje as empresas estão investindo muito na qualificação, as escolas de capacitação, como o Senai [Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial], estão intensificando o processo de capacitação para a construção civil, inclusive capacitando dentro do canteiro de obras. Isso vai certamente minimizar o problema”, explicou. (Repórter Roberta Lopes)

Fonte: Agência Brasil

 


 

02/08/10 - IR de volta em atrasados trabalhistas e do INSS

 

Trabalhadores e segurados do INSS que, nos últimos 20 anos, receberam dinheiro na Justiça e tiveram de pagar Imposto de Renda poderão reaver os valores descontados. Em alguns casos, a devolução ultrapassa R$ 20 mil. Isso se os rendimentos forem decorrentes de ações para reclamar revisão de benefícios ou direitos trabalhistas, por exemplo, concedidos nos tribunais ou mesmo administrativamente. A Medida Provisória 497 publicada quarta-feira adapta a legislação e faz correção exigida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que há um ano determinou a isenção dos valores de imposto para quem não teria obrigatoriedade de pagar porque não estava na faixa tributável no período reclamado.

 

A Receita Federal ainda vai regulamentar a devolução por ato normativo, mas a medida começa a vigorar este ano. Para ações ou pagamentos administrativos feitos em qualquer órgão, já não se efetua mais o desconto. A nova norma poderá ser por declaração retificadora, com programa específico ou até por pedido de restituição.

 

Modelo mais vantajoso

Para o STJ, devem ser adotadas tabelas e alíquotas das épocas próprias dos tais rendimentos, e o cálculo precisa ser mensal e não global. Mas a Receita optou por modelo de ressarcimento mais vantajoso ao contribuinte, com os percentuais da atual tabela. "Este entendimento (do STJ) gera dificuldades intransponíveis à Administração Tributária, visto que é necessário analisar as declarações do IR entregues pelos contribuintes nos últimos 10, 15 e até 20 anos", anunciou o Fisco.

 

Caso de pessoa que teve revisão de benefício ou complementação de salário que atinja hoje R$ 1.499,15 (teto de isenção da Receita), a correção por um período de cinco anos seria de R$ 82.228.60. "Se a tributação ocorresse antes da alteração, o contribuinte sofreria a retenção do IR, no importe de R$ 21.920,09", explica o advogado tributário do Cenofisco (Centro de Orientação Fiscal), Lázaro Rosa da Silva. Esse trabalhador ficaria sujeito à alíquota mais elevada de todas: 27,5%. Agora, seria zero.

 

Especialista: certo seria isenção total

A notícia de que a atual tabela é mais vantajosa foi bem recebida pelos tributaristas, mas há quem discorde. A especialista Rose Marie de Bom afirma que esses rendimentos não deveriam nem ser tributados. "Discordo da MP, porque ela buscou solução que ainda cai em arrecadação. Em épocas próprias, talvez houvesse abatimentos que hoje não se tem, como filho dependente estudando, pensão alimentícia ou tratamento de saúde", critica.

 

Advogado do Cenofisco, Lázaro Rosa da Silva diz que, considerando a prática governamental nos últimos tempos, é vantagem, mas lembra que esse direito já deveria ter sido reconhecido desde 2002. "E não precisaríamos ter ações judiciais desde então para corrigir o problema", lamenta.

 

Segundo ele, a Lei 10.522 foi editada e já expressava que não seria exigida a tributação. "Como ninguém reclamou, como no caso da tributação das férias, não fizeram nada. A decisão foi provocada pela Justiça", explicou.

Fonte: Jusbrasil

 


 

02/08/10 - No Paraná, acordos de conciliação no Tribunal do Trabalho chegam a 90%

 

O Tribunal Regional do Trabalho no Paraná tem conseguido atingir o índice de 90% de acordos nas audiências de conciliação realizadas durante a fase de execução de processos trabalhistas – quando já há a sentença e o próximo passo é o pagamento do valor devido.

 

De acordo com o coordenador do Grupo de Apoio à Execução (GAX), juiz Marlos Augusto Melek, em média, são feitas de 12 a 15 audiências por dia. “Estamos mostrando que o Poder Judiciário pode ser diferente, rápido, eficiente. É uma decisão inovadora. Estamos reduzindo custos de uma tramitação que duraria de dois a três anos cumprindo atos processuais previstos na legislação”, argumentou.

 

Segundo Melek, em dois meses de implantação, as conciliações chegam a cerca de R$ 1,2 milhão em acordos. Para o magistrado, é preciso mudar a cultura do que é conciliação. “É uma relação em que todos saem ganhando, é o futuro do direito”, avaliou, explicando como costuma vencer a resistência das partes. “Tanto empregador como empregado chegam muito magoados e precisam falar. Eu aprendi a ouvir. Sei que depois fica mais fácil uma conciliação e eles percebem que naquele momento deve prevalecer a lógica, a matemática. Fazemos juntos as contas e eles se convencem dos benefícios de encerrar o processo”, afirmou.

 

De acordo com o juiz, quando se fala em acordo, muitas vezes, o trabalhador imagina que vai ganhar menos e a empresa que vai pagar menos e parcelar sua dívida em longos períodos. “A nossa conciliação não funciona assim, já estamos num momento de execução e o máximo que a gente faz é descontar 5%, 10% sobre o valor. E não é por bondade, é porque se o processo tramitar por mais alguns anos, a dívida da empresa e as pessoais do trabalhador terão um custo, em juros, muito maior”, enfatizou.

 

Os acordos ficaram mais fáceis de serem realizados com a recente edição de nova jurisprudência sobre o assunto pelo Tribunal Superior do Trabalho. Agora, o juiz pode adequar os valores devidos à Previdência Social e à Receita Federal calculando-os não sobre os números previstos da sentença, mas com base nos valores ajustados durante a conciliação, que tendem a ser menores. “Na conciliação, o valor pago é líquido para o trabalhador”, explica Melek.

 

O juiz defende que outras varas no país adotem o sistema. “No Paraná estamos apostando na conciliação. Além de mandar a intimação, telefonamos para as partes explicando as vantagens do comparecimento. Em cada 15 audiências agendadas, um ou dois deixam de comparecer. E mesmo nos casos em que não há acordo, o processo é agilizado com alguns ajustes entre as duas partes”, explicou. (Repórter Lúcia Nórcio)

Fonte: Agência Brasil

 


 

02/08/10 - A lista completa dos que desistiram para não enfrentar a ficha limpa

Acre
Francimar Fernandes de Albuquerque (PT), dep. estadual
José Juarez Leitão dos Santos (PT), dep. estadual

Bahia
Misael Aguilar Silva Junior (PMDB), dep. estadual

Distrito Federal
Rubens Brunelli (PSC) a deputado federal

Espírito Santo
Carlos Oliveira Galvêas (PSDB), candidato a suplente de senador

Maranhão
Graciete Maria Trabulse Lisboa (PMDB), candidata a deputada estadual

Pará
Everaldo França Nunes (PPS), candidato a deputado estadual

Piauí
Carlos Henrique Nery Costa (PT), candidato a deputado federal

Paraná
Alceni Angelo Guerra (DEM), candidato a deputado federal

Rondônia
Paulo Moraes (PR), candidato a deputado estadual

Santa Catarina
Abel Schroeder (PMDB), candidato a deputado estadual
Giliard Reis (PMDB), candidato a deputado estadual

São Paulo
José Benedicto (PMDB), candidato a deputado federal

Fonte: Congresso em Foco

 


 

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