21/12/10
-
Analistas mantêm previsão de
crescimento da economia em 7,61% este ano e em 4,5% em
2011
21/12/10
-
FGV: cresce intenção de
contratações na indústria
21/12/10
-
Recolhimento de custas e
emolumentos na Justiça do Trabalho sofre alterações
21/12/10
-
Prazos processuais no TST serão
suspensos entre 20 de dezembro e 1º de fevereiro
21/12/10
-
Lula diz que pode se candidatar
novamente à Presidência
21/12/10
-
Projetos de interesse do
Judiciário são votados em tempo recorde pelo Congresso
20/12/10
-
Agenda do Congresso: votação do
orçamento até dia 22
20/12/10
-
STF encerra ano sem definição
sobre Ficha Limpa
20/12/10
-
Nível do emprego formal no
Nordeste cresce em novembro
20/12/10
-
Metade das demissões são
realizados por 5% das empresas
20/12/10
-
Comissão do Senado aprova PEC que
inclui TST como órgão de cúpula do Judiciário Brasileiro
16/12/10
-
Lula entrega feitos do governo
para registro em cartório
16/12/10
-
CAS aprova oito projetos, entre
eles o que garante Bolsa Família a portadores de câncer,
Aids ou doença crônica
16/12/10
-
Mulheres recebem menos de 40% da
massa salarial do país, aponta Ipea
16/12/10
-
Imprensa Nacional encerra
publicação do Diário da Justiça em 2011
16/12/10
-
Nova Central descarta fusão e
aprova plano de ação para 2011
15/12/10
-
Arrecadação federal em novembro é
12,28% inferior à de igual período de 2009
15/12/10
-
Desigualdade regional quase não
mudou em 13 anos, diz Ipea
15/12/10
-
Emprego na indústria de SP cai
0,02% em novembro
15/12/10
-
CAE decide que adicional de
insalubridade deve ser calculado sobre salário básico
15/12/10
-
Mudança no horário de trabalho é
causa de rescisão indireta do contrato
15/12/10
-
SDI-2 confirma: aposentadoria
espontânea não extingue contrato de trabalho
14/12/10
-
Dilma Rousseff será diplomada na
sexta-feira
14/12/10
-
Audiência discute portaria sobre
ponto eletrônico em empresas
14/12/10
-
Brasil e Alemanha negociam ajuste
de acordo previdenciário
14/12/10
-
Ordem de peças no agravo não é
obstáculo ao conhecimento do recurso
14/12/10
-
Presidente do Senado defende
criação de uma nova CPMF
13/12/10
-
PT define nesta terça (14) nome
que disputará presidência da Câmara
13/12/10
-
Emprego na indústria fica estável
de setembro para outubro
13/12/10
-
MTE vai lembrar trabalhador sobre
disponibilidade do Abono Salarial
13/12/10
-
PL 2.944/04: urgência para
legalização dos bingos passa em plenário
13/12/10
-
Advogada sindical Delaíde Alves
Arantes é indicada ministra do TST
13/12/10
-
Governo Dilma fixará critérios
para medir redução da pobreza no País
13/12/10
-
MPT quer eleição de representante
de trabalhador, para cumprir CF
10/12/10
-
Governo vai mostrar ao Congresso
onde é possível fazer cortes no Orçamento
10/12/10
-
Comissão aprova reabilitação para
aposentado por invalidez
10/12/10
-
CCJ da Câmara regulamenta trabalho
a distância
10/12/10
-
Crescimento acumulado do PIB
brasileiro é menor apenas do que o chinês, diz ministro
10/12/10
-
Acordo ou convenção coletiva: vale
a norma mais favorável ao trabalhador
09/12/10
-
CAS aprova projetos voltados para
os trabalhadores; maioria vai à Câmara
09/12/10
-
Brasil tem melhor expectativa para
emprego na América, diz pesquisa
09/12/10
-
Inflação oficial fecha novembro em
0,83%, maior taxa mensal desde abril de 2005
09/12/10
-
Trabalho aprova mudança de divisão
do imposto sindical rural
09/12/10
-
Câmara proíbe que embriaguez
motive demissão por justa causa
09/12/10
-
Projeto prevê distribuição de
filtro solar a trabalhador
09/12/10
-
CCJ aumenta proteção de
prerrogativas profissionais
09/12/10
-
Supremo cria nova classe
processual: “ARE” substitui “AI”
08/12/10
-
Senado aprova texto do novo Código
de Processo Penal
08/12/10
-
Tombini reafirma compromisso com
controle da inflação
08/12/10
-
Produção industrial em outubro
cresceu em quatro estados, mostra IBGE
08/12/10
-
Lula anuncia veto à nova divisão
de royalties aprovada pela Câmara
08/12/10
-
Construção civil prevê para 2010
crescimento recorde de 11% e geração de 350 mil empregos
08/12/10
-
Manutenção em máquinas energizadas
gera adicional de periculosidade
07/12/10
-
Analistas elevam projeção da
inflação oficial para 5,78% este ano
07/12/10
-
Milionários doaram mais de R$ 82
milhões nas eleições
07/12/10
-
Paim comemora decisão de juiz pela
inconstitucionalidade do fator previdenciário
07/12/10
-
Deputados querem reabrir
negociação sobre fator previdenciário
06/12/10
-
Indústria: empresários defendem
reforma na legislação trabalhista
03/12/10
-
Produção industrial volta a subir
em outubro, após dois meses estável
03/12/10
-
Cesta básica fica mais cara nas 17
capitais pesquisadas pelo Dieese
03/12/10
-
Proposta susta regulamentação de
registro de ponto eletrônico
03/12/10
-
Plenário aprova nova regra de
distribuição de royalties do petróleo
03/12/10
-
Carência para saque de conta do
FGTS poderá ser reduzida para um ano
03/12/10
-
Justiça do Trabalho é competente
para reconhecer tempo especial de aposentadoria
02/12/10
-
Aposentadoria: Tábua de vida do
IBGE muda fator previdenciário
02/12/10
-
Conselho de Relações do Trabalho
vai ser instalado dia 14 de dezembro
02/12/10
-
Importações voltam a bater recorde
e baixam saldo comercial em novembro
02/12/10
-
Contribuinte já pode receber
número do CPF nas agências dos Correios
02/12/10
-
Salário médio de admissão cresceu
29,5% acima da inflação em 8 anos
02/12/10
-
Trabalhador eletrocutado e sua
família ganham indenização
01/12/10
-
Confiança dos empresários cai ao
menor nível dos últimos 12 meses, aponta FGV
01/12/10
-
Pesquisa mostra que eleitores já
esqueceram em quem votaram
01/12/10
-
Oferta de energia no Brasil deve
crescer mais de 50% até 2019
01/12/10
-
Salário contratual serve como
base de cálculo para adicional de insalubridade
01/12/10
-
Empresa não pode ser obrigada a
adotar turno ininterrupto de revezamento
01/12/10
-
Variação do salário mínimo não
pode ser utilizada como índice de reajuste do
auxílio-alimentação
21/12/10
-
Analistas mantêm previsão de crescimento da economia em
7,61% este ano e em 4,5% em 2011
Analistas do
mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC)
mantiveram as projeções para o crescimento da economia.
A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto
(PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no
país, ficou em 7,61%, neste ano, e em 4,5%, em 2011.
As informações
constam do boletim Focus, publicação semanal,
elaborada pelo Banco Central (BC) com base em
estimativas de analistas do mercado financeiro para os
principais indicadores da economia.
A expectativa
para a expansão da produção industrial foi ajustada de
10,67% para 10,66%, este ano, e de 5,35% para 5,40%, em
2011.
A projeção para a
relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB
passou de 40,60% para 40,88%, em 2010, e permaneceu em
39,55%, em 2011.
A expectativa
para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,70, ao final
deste ano, e em US$ 1,75, ao fim de 2011.
A previsão para o
superávit comercial (saldo positivo de exportações menos
importações) subiu de US$ 16,1 bilhões para US$ 16,4
bilhões, este ano, e permaneceu em US$ 8 bilhões, em
2011.
Para o déficit em
transações correntes (registro das transações de compra
e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o
exterior), a estimativa foi mantida em US$ 50 bilhões,
neste ano, e em US$ 69,05 bilhões, em 2011.
A expectativa
para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão
para o setor produtivo do país) passou de US$ 30 bilhões
para US$ 32 bilhões, neste ano. Para 2011, a projeção
foi ajustada de US$ 38 bilhões para US$ 38,5 bilhões.
(Repórter Kelly Oliveira)
Fonte:
Agência Brasil

21/12/10
-
FGV: cresce intenção de contratações na indústria
A intenção de
novas contratações da indústria da transformação
melhorou, de 2010 para 2011. É o que mostrou hoje a
Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao anunciar a Sondagem de
Investimentos da Indústria da Transformação, que
consultou 829 empresas entre os meses de outubro e
novembro.
Segundo a FGV, a
parcela de empresas consultadas no levantamento que
pretendem aumentar o total de pessoal ocupado em 2011
foi de 43% - sendo que, no ano passado, o porcentual
para esta mesma resposta foi menor, de 40%. Já o
porcentual de empresas que planejam reduzir o efetivo no
ano que vem foi de 8%, menor do que a fatia de 12%
registrada para este mesmo tipo de resposta, no ano
passado.
Ainda segundo a
fundação, entre as categorias de uso, a maior absorção
de mão de obra é prevista pelas empresas produtoras de
bens de consumo duráveis. Somente neste segmento, 57%
das empresas consultadas preveem elevar o contingente de
pessoal ocupado no ano que vem, o maior porcentual da
série histórica, iniciada em 2005, para este tipo de
resposta.
Faturamento
A indústria da
transformação, de uma maneira geral, prevê uma melhora
no faturamento em 2011 contra 2010, na avaliação da FGV.
No levantamento, a fatia de empresas que aguardam
aumento de vendas no ano que vem, descontados os efeitos
inflacionários, foi de 72%, acima do porcentual de 69%
registrado no ano passado, para esta mesma resposta. O
porcentual deste ano foi o segundo maior da série
histórica da pesquisa, para esta resposta, perdendo
apenas para o de 2005 (79%).
Ainda segundo a
fundação, o porcentual de pesquisados da indústria da
transformação que estimam diminuição do faturamento em
2011 foi de 6%, abaixo da fatia de 8% apurada para esta
mesma resposta, em 2010.
Entre os
destaques nas categorias de uso estão as de bens de
consumo duráveis e as de materiais para construção. A
fatia de empresas com respostas otimistas de melhora de
faturamento em 2011 foram, respectivamente de 84% e de
81% para estes dois segmentos, os maiores porcentuais da
série histórica da pesquisa, nestas duas categorias de
uso.
Ainda segundo a
fundação, em 15 dos 21 segmentos industriais
pesquisados, as projeções para faturamento feitas em
2011 foram mais favoráveis que as apuradas no ano
passado, para este ano.
Fonte:
Agência Estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou os
números da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
na última semana. Para Lula, os dados mostram que o país
está em padrão de “pleno emprego”.
Os números do IBGE mostram que a taxa de desemprego no
Brasil está em 5,7%, a menor dos últimos oito anos. Em
Porto Alegre, o índice chega a 3,7%. “Eu penso que daqui
para a frente deverá continuar aumentando a oferta de
emprego no Brasil, e eu penso que, por isso, os números
irão diminuir ainda mais com relação ao desemprego”,
disse em seu programa semanal de rádio Café com o
Presidente.
Apesar dos bons números, Lula pediu cautela e
responsabilidade nos gastos de fim de ano. “Que as
pessoas aproveitem e comprem o que quiserem comprar, mas
com muita responsabilidade para não se endividar, porque
o mês de janeiro é sempre muito pesado. Então, é
importante que a gente não perca o senso de
responsabilidade nas nossas compras”, afirmou. “Comprar,
fazer a dívida necessária, mas sabendo que a gente
precisa ter um 2011 tranquilo, portanto, não vamos
passar 2011 apertado, apenas pagando o que a gente
gastou em 2010. Vamos gastar o suficiente para não
atropelar a esperança e o futuro de todos nós”,
completou.
Lula deixou ainda uma mensagem de Natal para os
brasileiros. “É importante a gente cuidar muito da
família, ou seja, que a gente tenha um Natal em perfeita
harmonia com a família, que a gente junte os pais, os
filhos, os parentes para que a gente possa fazer uma
confraternização muito forte. E a base da sociedade, na
minha opinião, é a família. Se a família estiver bem, o
resto vai bem”, afirmou.
(Repórter Priscilla Mazenotti)
Fonte:
Agência Brasil

21/12/10
-
Recolhimento de custas e emolumentos na Justiça do
Trabalho sofre alterações
A partir
de 1° de janeiro de 2011, o pagamento das custas e
emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho deverá ser
realizado exclusivamente mediante Guia de Recolhimento
da União – GRU Judicial.
Isso é o
que determina o ATO CONJUNTO n.º 21/2010 TST.CSJT.GP.SG,
divulgado no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho de
09/12/2010.
A migração
da arrecadação de custas e emolumentos de DARF para GRU
proporcionará aos Tribunais Regionais do Trabalho um
melhor acompanhamento e controle, uma vez que, com o uso
da GRU, será possível verificar cada recolhimento
efetuado individualmente, por meio de consulta ao SIAFI,
e obter informações sobre Unidade Gestora, contribuinte,
valor pago e código de recolhimento.
Fonte: TST

21/12/10
-
Prazos processuais no TST serão suspensos entre 20 de
dezembro e 1º de fevereiro
A contagem dos prazos processuais no Tribunal Superior
do Trabalho está suspensa no período de 20 de dezembro
de 2010 a 1º de fevereiro de 2011, em função do recesso
forense (art. 62, I, Lei 5010/66) e férias dos ministros
(Art. 66, § 1º, da LC n° 35/79).
Durante o recesso, o TST funcionará em regime de
plantão, das 14h às 18h, com atendimento específico para
as causas urgentes, como mandados de segurança, medidas
cautelares, reclamações correicionais, "habeas corpus",
dissídio coletivo de greve em atividade essencial e,
eventualmente, pedidos de efeito suspensivo.
O presidente do TST, ministro Milton de Moura França,
permanecerá em seu gabinete durante o período de
recesso.
Fonte: TST

21/12/10
-
Lula diz que pode se candidatar novamente à Presidência
O presidente
Luiz Inácio Lula da
Silva disse em entrevista a uma TV exibida na
madrugada desta segunda-feira (20) que poderá se
candidatar novamente ao cargo, uma declaração que pode
enfraquecer sua sucessora eleita,
Dilma Rousseff.
Lula deixará o
cargo em 1º de janeiro com um índice de aprovação
superior a 80%. Pela Constituição, ele não pôde disputar
um terceiro mandato, por isso indicou sua ex-ministra
Dilma.
Questionado numa
entrevista à RedeTV
sobre sua intenção de voltar futuramente ao cargo, Lula
respondeu: "Não posso dizer que não porque sou vivo. Sou
presidente de honra de um partido, sou um político nato,
construí uma relação política extraordinária", disse.
Lula, de 65 anos,
nunca negou totalmente a hipótese de voltar à
Presidência, mas essa foi a declaração mais explícita
até agora de que poderá disputar novamente o cargo.
A admissão de
Lula sobre um eventual retorno pode dificultar para
Dilma firmar sua imagem independentemente do presidente,
que teve grande influência na eleição da sucessora.
Aparentemente
ciente da repercussão que a declaração teria, Lula disse
ao entrevistador: "Eu fico até com medo, amanhã alguém
vai assistir à tua entrevista, e dizer que Lula diz que
pode ser candidato."
Mesmo assim, ele
continuou discutindo essa hipótese, e concluiu: "Vamos
trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e, quando
chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer."
Fonte:
Gazeta do Povo

21/12/10
-
Projetos de interesse do Judiciário são votados em tempo
recorde pelo Congresso
Responsável por
julgar acusações contra congressistas, o STF (Supremo
Tribunal Federal) consegue aprovar no Congresso, em
tempo recorde, projetos de lei de interesse do
Judiciário. Levantamento feito pela assessoria técnica
da Câmara para o jornal
Folha de S.Paulo mostra que, nos últimos 15 anos,
propostas do Supremo levam, em média, 274 dias entre a
chegada ao Legislativo e a sanção do presidente da
República. Já um projeto de lei ordinária de um deputado
demora, em média, cinco vezes mais. No período
pesquisado, a alta Corte viu aprovadas 20 propostas. E a
rapidez na tramitação desses projetos não se justifica
pelo fato de o STF ter apresentado um número menor de
iniciativas que outros órgãos e Poderes. As propostas do
Supremo sempre tratam de salários e da estrutura do
Judiciário. A informação é do jornal
Folha de S.Paulo.
Fonte: Última Instância

20/12/10
-
Agenda do Congresso: votação do orçamento até dia 22
Comissão intensifica trabalhos para tentar votar
proposta orçamentária até a próxima quarta-feira.
Relatora trabalha no corte de R$ 3 bilhões nas
despesas
A
Comissão Mista de Orçamento começa a discutir na próxima
segunda-feira (20) o relatório da senadora Serys
Slhessarenko (PT-MT). Terceira relatora da proposta
orçamentária deste ano, Serys pretende divulgar amanhã
pela internet seu parecer. A expectativa da senadora é
de que o texto seja aprovado pela comissão até
quarta-feira (22) e, ainda no mesmo dia, submetido ao
plenário. Quarta é o último dia de atividade legislativa
do ano no Congresso.
A
relatora trabalha no corte de R$ 3 bilhões nas despesas,
proposto pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.
O valor é inferior aos R$ 8 bilhões ventilados
inicialmente. O Ministério da Educação, segundo ela, é o
mais afetado, com perda de R$ 500 milhões em relação à
proposta original do Executivo. O corte será menor do
que o previsto inicialmente porque houve remanejamento
de cerca de R$ 5 bilhões de emendas parlamentares.
Serys
manterá o salário mínimo de R$ 540 e as metas de 5,5% do
crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e de 4,5% de
inflação em 2011. A senadora informou que incluiu no
orçamento do Ministério da Saúde R$ 1 bilhão atender
ações de média e alta complexidade (R$ 757,6 milhões) e
o Piso de Atenção Básica (R$ 292,4 milhões). O primeiro
financia procedimentos em hospitais conveniados ao
Sistema Único de Saúde (SUS). O outro é destinado à
municipalização da saúde. A dotação final dos dois
programas ficou em R$ 30,05 bilhões e R$ 4,5 bilhões,
respectivamente, informa a Agência Câmara.
Para
garantir a votação até quarta-feira, a Comissão Mista de
Orçamento fará quatro reuniões por dia na terça e na
quarta-feira. O relatório dela deve começar a ser
realizado a partir das 18h de segunda-feira.
Antes de Serys, dois senadores passaram pela relatoria
da proposta orçamentária. Gim Argello (PTB-DF) renunciou
após ser acusado de mandar recursos do orçamento, por
meio de emendas parlamentares, a institutos fantasmas.
No lugar dele, entrou Ideli Salvatti (PT-SC). A petista,
no entanto, nem chegou a dar andamento aos trabalhos do
antecessor. Renunciou à relatoria logo em seguida, após
ser anunciada como ministra da Pesca pela presidente
eleita, Dilma Rousseff.
Fonte: Congresso em Foco

20/12/10
-
STF encerra ano sem definição sobre Ficha Limpa
O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou formalmente,
nesta sexta-feira (17), as atividades do judiciário em
2010, sem dar uma posição definitiva sobre a aplicação
da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10). O único
caso decidido este ano foi o de Jader Barbalho
(PMDB-PA), cuja candidatura ao Senado foi indeferida
pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por haver
renunciado ao mandato de senador em 2001 para fugir de
um processo de cassação. O STF ratificou a decisão do
TSE em outubro numa tumultuada sessão de julgamento.
No entanto, o julgamento do recurso de Jader Barbalho
definiu a posição do tribunal apenas em relação aos
casos de renúncia para escapar de processo de cassação.
A aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa em outros casos,
como o de condenação por órgão colegiado, permanece
indefinida.
- Nós julgamos uma alínea de um artigo, e foi só - disse
o ministro Cezar Peluso, presidente do STF, fazendo
referência à alínea k, que trata justamente dos casos de
renúncia, segundo o site de notícias do Supremo.
Cezar Peluso destacou que existem vários dispositivos da
norma sendo questionados, mas alegou que a maioria dos
recursos ainda não chegou ao STF. O TSE, porém, já
enviou mais de uma dezena de recursos ao Supremo, entre
os quais os dos candidatos ao Senado Cássio Cunha Lima
(PSDB-PB) e Paulo Rocha (PT-PA) e à Câmara dos Deputados
Janete Capiberibe (PSB-AP), João Pizzolatti (PP-SC),
Ricardo Oliveira (PMN-AP) e Zé Gerardo (PMDB-CE).
Peluso disse que os recursos relativos à Lei da Ficha
Limpa devem ser julgados no início de 2011. Segundo ele,
quando a corte for analisar a aplicabilidade da lei,
provavelmente já contará com a presença do novo indicado
para substituir o ministro Eros Grau, aposentado em
agosto deste ano. O julgamento de Jader Barbalho
terminou empatado (5 a 5), devido à vaga não preenchida,
e a decisão de se manter a decisão do TSE foi tomada com
base no regimento interno da corte.
Fonte: Agência
Senado

A taxa
de desemprego em novembro chegou a 5,7% - a mais baixa
desde o início da série histórica em 2002, segundo dados
divulgados nesta sexta-feira (17), pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês, o
número de desempregados também atingiu o menor patamar
dos últimos oito anos.
De
acordo com a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), a queda
da taxa de desemprego em relação ao mês de outubro
(6,1%) foi de 0,4 ponto percentual. Em relação ao mesmo
mês de 2009, ano da crise financeira internacional, a
redução foi mais acentuada, de 1,7 ponto percentual.
De um
mês para o outro, a população desocupada diminuiu 5,9% e
fechou o mês de novembro em 1,359 milhão, em números
absolutos. Frente a novembro de 2009, a redução foi de
20,7% ou 354 mil desempregados a menos, segundo a
pesquisa.
Em
novembro, a população ocupada ficou estável (22,4
milhão) na comparação com o mês imediatamente anterior.
Mas em relação ao mesmo mês do ano passado, o
crescimento foi de 3,7% ou 795 mil postos de trabalho.
Já o
rendimento médio real dos trabalhadores nas seis
principais regiões metropolitanas do país teve uma
pequena queda (0,8%) em relação a outubro e fechou
novembro em R$ 1.516. O valor representa alta de 5,7%
frente a novembro do ano passado.
A PME
avalia a situação do mercado de trabalho nas regiões do
Rio de Janeiro, de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador,
Recife, Porto Alegre.
(Repórter Isabela Vieira)
Fonte: Agência Brasil

Indústria operou
ligeiramente acima da média histórica para o mês.
Indicador subiu de e 48,9 pontos em outubro para 50,4
pontos.
O Nível de
Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) na indústria
aumentou de 48,9 pontos em outubro para 50,4 pontos em
novembro, de acordo com sondagem divulgada nesta
sexta-feira (17) pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI).
Em uma escala de zero a 100 pontos, em que 50 pontos
indica o comum para a utilização do parque instalado no
período, o resultado indica que a indústria operou
ligeiramente acima da média histórica para o mês.
De acordo com a
entidade, o baixo ritmo de crescimento na produção se
reflete no nível de utilização da capacidade que, pelo
oitavo mês consecutivo, se manteve próximo ao usual.
"O comportamento do setor industrial em novembro revela
não haver pressão de demanda na atividade nem excesso de
oferta de produtos industriais", informou o documento da
CNI.
Já o indicador de
produção em novembro recuou para 52,7 pontos ante ao
desempenho de 53,6 pontos do mês anterior, revelando
ligeira perda de ritmo na expansão da produção.
Além disso, os estoques de produtos finais ficaram
praticamente dentro do planejado pelos empresários, com
o indicador em 50,2 pontos ante o resultado de 49 pontos
em outubro.
Fonte: Agência
Estado

20/12/10
-
Nível do emprego formal no Nordeste cresce em novembro
Em novembro, o
Nordeste apresentou o segundo maior índice de
crescimento do emprego, do país: 0,68% em comparação com
o estoque de assalariados, com carteira assinada, do mês
de outubro.
Em termos
absolutos, ainda considerando-se o mês de novembro, ao
criar 37.172 vagas de trabalho, com carteira assinada, a
região da caatinga ocupou a terceira maior posição em
relação as demais regiões, conforme dados do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados
pelo ministro Carlos Lupi, na manhã desta quinta-feira
(16). Foi superada apenas pelas tradicionais regiões
geradoras de emprego no Brasil: sudeste (52.114 vagas
crescimento de 0,27%) e sul (44.743 vagas crescimento de
0,69%).
No ranking
nacional do emprego, ainda considerando-se o mês de
novembro, quatro estados nordestinos ficaram entre os 10
primeiros colocados: Bahia (5ª posição e saldo de 10.681
vagas); Ceará (7ª posição e saldo de 6.850 vagas),
Pernambuco (8ª posição e saldo de 6.001 vagas ) e
Alagoas (10ª posição e saldo de 4.134 vagas de emprego
formal). Sendo que, em termos relativos, o estado de
Alagoas registrou a maior taxa de crescimento entre os
estados, no mês de novembro, 1,36% em relação ao estoque
de assalariados do mês de outubro.
Todos os demais
estados nordestinos atingiram saldos positivos no mês de
novembro: e Sergipe 2.552, Paraíba com 2.386, Rio Grande
do Norte 2.203, Maranhão 1.887 e Piauí com 478.
Acumulado - De
janeiro a novembro deste ano, a região nordeste
registrou o maior crescimento relativo no nível de
emprego, em comparação com as demais regiões: cresceu
8,20%. As tradicionais regiões geradoras de ocupações
formais, sul e sudeste, cresceram, respectivamte, 8,01%
e 7,57%, no mesmo período. Em termos absolutos foram
criadas 419.791 vagas de emprego formal, na região
nordeste, entre janeiro e novembro deste ano.
Os estados da
Bahia, Pernambuco e Ceará ficaram entre os dez estados
brasileiros que mais geraram emprego, no emprego, entre
janeiro e novembro deste ano, ao colocarem no mercado de
trabalho, respectivamente, 108.105, 103.104 e 73.143
vagas de emprego formal.
Fonte:
MTE

20/12/10
-
Metade das demissões são realizados por 5% das empresas
Apenas 111 mil empresas foram responsáveis pelo
desligamento de mais de 12 milhões de trabalhadores em
2009. Micro e pequenas empresas não são as principais
responsáveis pela maior parte dos contratos rompidos
Em 2009
foram desligados do mercado de trabalho 19.264853
trabalhadores, que se situavam em 2.038.168
estabelecimentos, que representam 63,2% do total de
empresas declaradas na Relação Anual de Informações
Sociais (Rais) do último ano. Mais de 111 mil empresas
(5,5% do total) foram responsáveis pelo desligamento de
12.348.596 trabalhadores, que representam 62% dos
desligados.
Essas
empresas tiveram mais de 25 desligamentos no ano,
concentrando a maior parte da quebra de vínculos.
Aproximadamente 53% dos estabelecimentos tiveram um ou
dois desligamentos no período, representando apenas 7,2%
dos vínculos desligados (1.434.677 desligados). O estudo
mostra que os pequenos e micro estabelecimentos podem
apresentar altas taxas de rotatividade, embora não sejam
os principais responsáveis pela maior parte dos
contratos rompidos.
"Aquela
idéia de que a micro e pequena empresa roda muito não se
confirma de fato, porque o contingente expressivo é
desses 111 mil estabelecimentos, que no geral são de
médias e grandes empresas. Com esses dados temos uma
fotografia real da rotatividade de mão de obra e podemos
cruzar, por exemplo, as informações do seguro desemprego
e desenvolver políticas públicas", comentou o ministro
do Trabalho, Carlos Lupi, ao apresentar, nesta
sexta-feira (17), o estudo "Movimentação Contratual no
Mercado de Trabalho Formal e Rotatividade no Brasil".
A taxa
média de rotatividade por estabelecimento no período de
2007 a 2009 ficou em 32%, quatro pontos percentuais
abaixo da taxa média de rotatividade, que ficou em 36%
no mesmo período. "No cálculo feito por estabelecimento
já é considerado o crescimento da economia e da geração
de empregos, que faz com que a rotatividade acabe
baixando um pouco, mas apresentando a mesma tendência",
esclarece Lupi.
Fonte:
MTE

20/12/10
-
Comissão do Senado aprova PEC que inclui TST como órgão
de cúpula do Judiciário Brasileiro
A Comissão
de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal
aprovou, na manhã de quarta-feira (15/12) a Proposta de
Emenda à Constituição nº 32/2010, de autoria do Senador
Valter Pereira (PMDB-MS), que explicita que o Tribunal
Superior do Trabalho integra os órgãos de cúpula do
Poder Judiciário, além de alterar os requisitos para o
provimento dos cargos de ministros do TST e modifica-lhe
a competência.
A proposição altera o caput do art. 111-A da
Constituição, bem como inclui a este o parágrafo 3º. A
mudança objetiva alterar o critério de provimento dos
cargos de ministro do Tribunal, incluindo, como
requisito necessário, que o indicado possua “notório
saber jurídico e reputação ilibada”. A inclusão desse
parágrafo tem o objetivo de dotar o TST com a
competência de processar e julgar originalmente a
reclamação para a preservação de sua competência,
garantindo a autoridade de suas decisões.
A matéria,
aprovada por unanimidade, recebeu parecer favorável do
relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente
da CCJ, que colocou a matéria em votação, por
solicitação do presidente do TST, ministro Milton de
Moura França.
Após a
publicação da decisão na CCJ, o texto aprovado será
submetido a apreciação do plenário do Senado, em dois
turnos, e depois seguirá para a análise da Câmara dos
Deputados.
Fonte: TST

O Senado
aprovou na noite de quarta-feira (15/12) o novo CPC
(Código de Processo Civil), elaborado por uma comissão
de juristas convocada pelo presidente da Casa, José
Sarney, e relatado pelo senador Valter Pereira
(PMDB-MS). Em votação simbólica, os senadores aprovaram
o mesmo texto enviado pela Comissão Especial criada para
avaliar o projeto.
Segundo o
relator, o novo código servirá para dar rapidez aos
processos com a criação da conciliação. Para isso, o
projeto muda o momento da conciliação e da maioria dos
recursos. No caso da conciliação, o texto traz a
audiência para antes do começo do processo.
O texto
cria a figura do mediador, que poderá exercer a
atividade independentemente de qual formação
profissional para atuar nas conciliações.
Sobre a
definição dos honorários pagos a quem perde as causas em
processos contra a Fazenda Pública, o texto diz que que
nos casos em que a ação é contra a União, estados ou
municípios será aplicada uma tabela com faixas de
honorários. Os percentuais mínimos variam de 10% a 20%
em causas de até 200 salários mínimos e chegam no máximo
de 1% a 3% em causas de valores acima de 100 mil
salários mínimos.
O novo
Código deverá agora ser apreciado e votado na Câmara dos
Deputados.
Fonte: Última Instância

16/12/10
-
Lula entrega feitos do governo para registro em cartório
Todos os
ministros de Estado assinaram o documento. Presidente
ressaltou que essa prestação de contas não tem como meta
engrandecer os atos do governo, mas principalmente
mostrar o que precisa ser feito na nova gestão
O presidente Luiz
Inácio Lula da
Silva entregou no início da tarde desta quarta-feira
(15) o balanço
de oito anos de governo para
registro em cartório.
Após a entrega, ele foi aplaudido pelos presentes, que
gritaram: "Olê, Olê, olê, Lula, Lula". Todos os
ministros de Estado assinaram o documento.
Pouco antes, em
discurso na cerimônia, o governador reeleito da Bahia,
Jaques Wagner (PT), fez um elogioso discurso a Lula. Ele
relatou viagens oficiais e reuniões ao lado do
presidente. "Ele tem a maior popularidade de um
presidente após oito anos de governo", afirmou. Disse
ainda esperar que a presidente eleita, Dilma Rousseff,
governe com responsabilidade macroeconômica, mas com "o
coração voltado para o povo".
O presidente
afirmou que mesmo no final do governo ele foi
surpreendido. "Eu achava que era um ato que íamos
receber os ministros, registrar em cartório e ia acabar
o ato. É um grande evento. Mas vamos tirar proveito
dele" afirmou Lula. No entanto, observou que a
divulgação do balanço dos oito de governo não é uma
despedida. "O que eu queria, na verdade era homenagear
os companheiros de governo. Esse não é um ato de
despedida, e sim de trabalho", disse. "Teremos outras
oportunidades para despedida."
Lula ressaltou
também que essa prestação de contas não tem como meta
engrandecer os atos do governo, mas principalmente
mostrar o que precisa ser feito na nova gestão. "Essa
prestação de contas é menos para engrandecer o que
fizemos e mais para dar uma fotografia à sociedade
brasileira, para saber o que foi feito, o que não foi
feito e o que precisa ser feito", disse Lula,
referindo-se à presidente eleita, Dilma Rousseff. "É
para isso que Deus e os políticos garantiram a eleição,
a reeleição e a continuidade", brincou.
O presidente
afirmou que quando usa a expressão "nunca antes na
história do Brasil" não quer dizer que foi ele que
descobriu o País, mas que realizou coisas que outros não
fizeram. "Muita gente fica incomodada quando falo 'nunca
antes na história do Brasil'. Não é que descobrimos o
País, mas fizemos aquilo que outros não fizeram", disse
ele, durante apresentação do balanço de oito anos de
governo, registrado no início da tarde em cartório, em
Brasília.
Segundo Lula, o
documento servirá para que a imprensa nacional descubra
medidas que foram tomadas durante os seus dois mandatos.
"No mundo inteiro, com Cuba e China de exceção, a
imprensa cobre o que tem mais apelo, e às vezes destruir
tem apelo", disse o presidente. "Gostaria que tivesse
manchete favorável, mas não tem. Quando leio o jornal e
não tem matéria favorável, prefiro viajar o Brasil e
falar de mim", completou Lula.
Fonte: Gazeta do Povo

16/12/10
-
CAS aprova oito projetos, entre eles o que garante Bolsa
Família a portadores de câncer, Aids ou doença crônica
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta
quarta-feira (15), oito projetos em
turno suplementar
e em decisão
terminativa, o que significa que poderão seguir
para a Câmara dos Deputados se não houver recurso para
levá-los ao Plenário. Uma dessas proposições estabelece
que o Programa Bolsa Família beneficiará famílias pobres
que tenham portadores de câncer, AIDS ou qualquer outra
doença crônica.
A bolsa de R$ 60 reais será paga às famílias
consideradas pobres sem que sejam aplicados os
limitadores de benefícios por família. A proposição
aprovada é um texto
substitutivo a projeto (PLS 407/2009) da senadora
Rosalba Ciarlini (DEM-RN).
Falta
Outro substitutivo aprovado pela CAS permite aos
trabalhadores faltar ao serviço um dia por ano sem
prejuízo da remuneração para tratar de assunto de seu
interesse. Possibilita também uma falta a cada doze
meses para participar de atividade escolar de seus
dependentes matriculados no ensino fundamental ou médio.
O projeto original (PLS 23/2003) é de autoria do senador
Paulo Paim (PT-RS).
Pensão
Dependentes de trabalhador contribuinte da Seguridade
Social que tenha efetuado 180 contribuições poderão
passar a fazer jus à pensão por morte, mesmo se a
condição de segurado tiver sido perdida em razão de
interrupção prolongada dos recolhimentos. O benefício
terá o valor de um salário mínimo. Esse é o objetivo de
projeto também aprovado pela CAS em turno suplementar.
Trata-se também de substitutivo a projeto (PLS 526/07)
de Paim.
Segurado especial
Um quarto projeto que deverá seguir para a Câmara tem
por objetivo garantir a produtores rurais e pescadores
artesanais a condição de segurado especial da
Previdência Social.
Do senador Neuto de Conto (PMDB-SC), a proposição (PLS
580/2007), que recebeu substitutivo, também contempla
aquele que exercer atividade remunerada como membro da
administração ou do conselho fiscal de cooperativa rural
ou de pescadores artesanais à qual esteja associado,
desde que o exercício dessa atividade não exceda quatro
anos.
Pezinho
Projeto pelo qual o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá
passar a cobrir o "teste do pezinho expandido" também
passou pela CAS. O teste traz um conjunto de exames para
diagnosticar anormalidades no metabolismo do
recém-nascido, mas atualmente a rede pública realiza um
número menor de exames do que a particular (que já tem a
modalidade "expandida"). A determinação está prevista em
substitutivo a projeto de lei (PLS 312/05) do senador
Eduardo Azeredo (PSDB-MG).
Agentes comunitários
A atuação de agentes comunitários de saúde e dos agentes
de combate às endemias deverá ser fortalecida pela
proposição (PLS 48/2007) aprovada pela CAS. Para tanto,
são aperfeiçoadas as suas relações de trabalho com os
gestores do SUS - a União, os estados, o Distrito
Federal e os municípios. O texto aprovado é um
substitutivo a projeto (PLS 48/2007) do senador Leomar
Quintanilha (PMDB-TO).
Odontologia
Projeto que fixa limites para anuidades cobradas por
conselhos regionais de odontologia está entre os oito
aprovados em turno suplementar pela CAS nesta
terça-feira. Apresentada pelo senador Flávio Arns
(PSDB-PR), a proposta fixa os valores máximos das
anuidades cobradas por essas entidades: R$ 500 para
pessoas físicas e R$ 1,5 mil para pessoas jurídicas.
FGTS
A redução do prazo para saque do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço está estabelecida em mais um projeto
aprovado pela CAS que poderá seguir para a Câmara. De
acordo com a proposta (PLS 153/2006), o trabalhador que
passar um ano fora do regime do FGTS poderá ter o
direito de sacar o saldo da conta vinculada do fundo já
no primeiro dia útil após o fim desse prazo.
Atualmente, a Lei nº 8.036/90, que regula o FGTS, exige
que o trabalhador passe três anos fora do regime do
fundo e espere a data de seu aniversário para poder
sacar o saldo de sua conta vinculada. O texto aprovado é
um substitutivo a projeto da senadora Serys Slhessarenko
(PT-MT).
Fonte: Agência Senado

16/12/10
-
Mulheres recebem menos de 40% da massa salarial do país,
aponta Ipea
A participação
das mulheres na massa salarial paga aos trabalhadores
brasileiros não chega a 40% do total, segundo comunicado
divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto de
Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Em nenhuma das
seis regiões metropolitanas pesquisadas as participações
femininas alcança 50% da massa salarial, segundo a
Análise Regionalizada da Massa Salarial com uso da
Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre as regiões
metropolitanas, os valores mais altos, em torno de 40%,
foram vistos em Porto Alegre e Salvador. Já os menores
desempenhos nesse item ficaram com Rio de Janeiro e Belo
Horizonte, ambos em 36,4%. "Fica claro, então, que ainda
existe uma concentração de renda para pessoas do sexo
masculino", aponta o estudo.
Entre as
ocupações, a categoria "administração pública, defesa,
seguridade social, educação, saúde e serviços sociais"
tem a maior participação na massa salarial dos
trabalhadores para quase todas as regiões metropolitanas
do Brasil, com exceção apenas da região de São Paulo,
onde os serviços de intermediação financeira, atividades
imobiliárias, alugueis e serviços prestados à empresa
lideram.
Massa de
rendimento de São Paulo é R$ 15,1 milhões, contra R$ 1,7
milhão de Recife. Os dados do comunicado do Ipea indicam
ainda que, para todas as regiões, a cor branca é
responsável pelo maior percentual da massa salarial.
Os destaques são
Porto Alegre, onde ela representa mais de 90% da massa
salarial da região metropolitana; e Recife, onde há
praticamente um empate nas participações das cores
branca e parda, ambas com cerca de 48% do total.
A participação da
cor negra apresenta uma maior representatividade em
Salvador, com cerca de 14% da massa salarial; e uma
menor participação em Recife, algo em torno de 3%.
Maior
representatividade
O estado com maior representatividade de acordo
com a massa salarial de setembro de 2010 é a região
metropolitana de São Paulo.
Em contraponto, a
região com a menor massa é a de Recife. De acordo com o
estudo do Ipea, a massa de rendimento de São Paulo é R$
15,1 milhões, contra R$ 1,7 milhão de Recife.
Fonte: G1

A Comissão
de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou
na terça-feira (14/12), em caráter conclusivo, o fim do
prazo máximo de 120 dias para a apresentação de Mandado
de Segurança. Esse recurso é usado para proteger direito
líquido e certo contra ilegalidades ou abusos por parte
de autoridade pública. A notícia é da
Agência Câmara.
A medida
está prevista no Projeto de Lei 5.947/09, do deputado
Paes Landim (PTB-PI). A proposta modifica a Lei
12.016/09, que deu nova disciplina ao Mandado de
Segurança, e segue agora para análise do Senado.
De acordo
com o relator na CCJ, deputado Flávio Dino (PCdoB-MA),
não pode ser mantida regra infraconstitucional que
limite um direito fundamental inscrito na Constituição.
Na sua avaliação, como as garantias constitucionais são
o principal meio de proteção do indivíduo contra abusos
do Poder Público ou contra deliberações majoritárias que
violem liberdades individuais, "é forçoso reconhecer que
não merece prosperar qualquer restrição
infraconstitucional ao exercício de uma garantia
constitucional".
Limitação
descabida
O deputado
Regis de Oliveira (PSC-SP) afirmou que, desde 1994,
defendia essa posição. "Não há sentido que uma lei
ordinária venha debilitar um direito constitucional",
disse. Segundo ele, se não existe prazo para apresentar
Habeas Corpus, não há porque ser mantida a limitação no
caso do Mandado de Segurança.
Flávio
Dino ressalta que o prazo para a interposição de Mandado
de Segurança é instituto antiquado, fixado em 1894. "Sob
o paradigma do Estado Democrático de Direito, ganha mais
força a ideia de que a prática constitucional deve se
voltar à garantia de direitos aos cidadãos", afirma.
Fonte:
Consultor Jurídico

16/12/10
-
Imprensa Nacional encerra publicação do Diário da
Justiça em 2011
O
diretor-geral da Imprensa Nacional, Fernando Tolentino,
decidiu suspender, a partir de 1º de janeiro de 2011, a
publicação do Diário da Justiça (versão impressa e
eletrônica em formato PDF), editado, impresso,
disponibilizado e distribuído pela Imprensa Nacional
desde 1925.
Os assinantes do Diário da Justiça - que já chegou a ter
uma tiragem diária de 3 mil exemplares - receberão, até
o final da vigência da assinatura, exemplar
correspondente do Diário Oficial da União. As consultas
ao conteúdo das edições anteriores a 31 de dezembro de
2010 do Diário da Justiça, publicadas pela Imprensa
Nacional, vão continuar disponíveis, gratuitamente, no
portal do órgão, no endereço: http://portal.in.gov.br/.
A decisão da Imprensa Nacional levou em consideração
principalmente as normas baixadas pela Lei 11.419, de 20
de dezembro de 2006, que instituiu o processo eletrônico
nos tribunais. Com isso, os tribunais passaram a
publicar seus conteúdos nos próprios portais,
pulverizando a informação relativa ao Judiciário.
Com a evasão do Diário Oficial da União, ficaram
reduzidos a tiragem e o número de páginas, o que
encareceu o custo das edições. Esta portaria será
publicada por cinco dias consecutivos e entrará em vigor
em 1º de janeiro de 2011, revogando as disposições em
contrário.
Fonte: Agência Brasil

16/12/10
-
Nova Central descarta fusão e aprova plano de ação para
2011
Na reunião do Conselho de Representantes foi aprovado,
por unanimidade, que não haverá, em nenhuma hipótese a
fusão da Nova Central com qualquer outra central
sindical. Segundo o presidente José Calixto, não há a
menor perspectiva, imediata ou futura de fusão, ao
contrário, “o trabalho da NCST vai se concentrar na
ampliação e crescimento do número de entidades filiadas
para continuar sendo uma das maiores centrais sindicais
do País”, disse.
Atualmente, a Nova Central é a terceira central
em número de entidades filiadas e tem plenas condições
de manter-se entre as maiores em todos critérios de
representatividade. “Por isto não há sentido nem
possibilidade de propor fusão. Vamos continuar existindo
como a Nova Central, até mesmo porque somos a única
central do sistema confederativo brasileiro e que, por
isso mesmo, defende as conquistas e direitos do
sindicalismo histórico”, concluiu José Calixto.
O Conselho de
Representantes da Nova Central Sindical de
Trabalhadores-NCST, reunido na cidade de Caldas Novas-GO,
no dia 10 de dezembro de 2010, aprovou os seguintes
encaminhamentos:
1 – Considerando a nova conjuntura que o País vai viver
a partir do próximo ano, com um novo governo e um novo
Congresso; considerando que a realidade mundial, marcada
por uma profunda crise econômica e social do sistema
capitalista, poderá impactar o nosso País e por
conseqüência implicar em prejuízos para os
trabalhadores; considerando as características próprias
da presidente eleita, a Nova Central realizará seminário
nacional no mês de junho de 2011, para avaliar o Governo
Dilma Rousseff e deliberar sobre recomendações que a
NCST deverá adotar; antecedendo ao seminário nacional, a
Diretoria Executiva produzirá documento a ser
encaminhado aos diretores nacionais e para as diretorias
estaduais que servirá de referência para os debates no
seminário;
2 – A Nova Central vai atuar no sentido de elaborar
projetos de qualificação profissional e de formação
sindical, inclusive para serem desenvolvidos de forma
conjunta com as diretorias estaduais, em especial,
buscando se habilitar aos incentivos que estarão
disponíveis para as áreas de turismo, saúde e construção
civil, em função da Copa do Mundo de 2.014; também vai
se habilitar aos cursos disponíveis para esta finalidade
através de verbas orçamentárias do Congresso Nacional e
outras fontes de receita que possam ser utilizadas,
neste projeto, mediante convênios e parcerias;
3 – A NCST vai dedicar-se ao trabalho no Congresso
Nacional, acompanhando, pressionando e negociando em
defesa dos interesses da classe trabalhadora e da
organização sindical brasileira, em especial, quanto aos
projetos que integram a chamada Agenda Trabalhista:
neste sentido são prioridades a redução da jornada de
trabalho, a ratificação da Convenção 158 da OIT
(demissão imotivada);
4 – A Nova Central vai manter a sua mobilização pelo Fim
do Fator Previdenciário, no sentido de derrubar o veto
do Presidente Lula, considerando ser esta uma das
bandeiras prioritárias para o ano de 2011;
5 – A NCST compreende que as chamadas práticas
antissindicais, que devem ser denunciadas e combatidas,
não são prerrogativas apenas de governos e de patrões,
mas, tratam-se, infelizmente, de método recorrente no
próprio movimento sindical, especialmente no âmbito das
centrais, caracterizando-se pela utilização de
procedimentos escusos e muitas vezes criminosos, para
cooptar sindicatos, fraudar registros, com ações
desrespeitosas e sem ética, contando, muitas vezes, com
o beneplácito de instâncias do Ministério do Trabalho.
Neste sentido, a NCST adotará postura de rejeição,
denúncia e combate a essas práticas em defesa do maior
patrimônio da Central que são as suas entidades
filiadas;
6 – A Nova Central vai manter e ampliar o seu trabalho
de esclarecimentos e assistência às entidades sindicais
que não tenham filiação a nenhuma central sindical,
buscando, através do debate democrático, ético e
transparente, apresentar a Central,
apontar os seus compromissos e os seus princípios e, se
assim for a decisão destas entidades, recebê-las como
novas filiadas sem que, para isto, tenha que usar
qualquer outro expediente que não seja lícito e
rigorosamente de acordo com o respeito aos valores
maiores da classe
trabalhadora;
7 – A Nova Central vai manter a luta em defesa dos
interesses dos servidores públicos, em especial para
garantir que a Ratificação da Convenção 151 da OIT se
efetive, de fato, como direito regulamentado de acesso à
data-base, negociação coletiva, aplicação do direito de
greve, garantia de liberação de dirigentes sindicais e
das mesmas fontes de custeio que são prerrogativas da
organização sindical do setor privado;
8 – A Nova Central vai manter a luta em defesa da
recomposição dos proventos dos aposentados e
pensionistas, mantendo a proposta de que seja assegurada
a paridade com as variações
dos reajustes do salário mínimo, uma vez que está
ocorrendo um achatamento inaceitável no valor destes
proventos;
9 – A Nova Central terá como objetivos, em 2011,
a realização
de atividades voltadas para fortalecer o trabalho de
organização da central, envolvendo diretorias,
secretarias e departamentos, de acordo com os recursos
humanos e financeiros disponíveis e em conformidade com
as demandas e necessidades da central;
10 – A Nova Central considera importante e necessária a
participação no Fórum Social Mundial 2011 e, para isto,
vai se preparar adequadamente para que esta presença no
FSM ocorra de forma organizada e qualificada;
11 – A Nova Central vai adotar política permanente de
formação sindical para os seus quadros e para novos
dirigentes sindicais, inclusive criar o coletivo
nacional dos conselhos;
12 – A Nova Central vai concluir levantamento dos
conselhos e dos demais fóruns de representação nos quais
é garantida a participação dos trabalhadores, através
das centrais sindicais, para que a Central assuma os
espaços a que tem direito;
13 – A Nova Central vai realizar cursos para
esclarecimentos e capacitação dos seus diretores que
representam a central em conselhos nacionais e estaduais
como SESI, SESC, SENAT, Codefat etc.;
14 – A Nova
Central vai buscar meios para estruturar o núcleo de
elaboração de projetos da Central, destinado à
elaboração de projetos de qualificação profissional e de
formação sindical;
15 – A Nova Central vai definir temas parra organizar
campanhas de interesse social e pertinentes com as
demandas dos trabalhadores;
16 - A Nova
Central vai trabalhar, lutar e se mobilizar para
regulamentar as categorias profissionais que ainda não
estão regulamentadas, especialmente concentrando a luta
na regulamentação de categorias como motorista,
comerciários, profissionais de segurança pública em
ferrovias (Polícia Ferroviária Nacional) etc;
17 – A Nova Central vai atuar no sentido da
regulamentação dos bingos como atividade econômica
necessária à geração de renda e emprego;
18 – A Nova Central vai atuar para a alteração do artigo
2º. do artigo 114 da Constituição Federal, retirando a
expressão de “comum acordo” que, na prática, inviabiliza
o dissídio coletivo;
19 – A Nova Central manter a luta pela aprovação do
Projeto 248 do Senador Paulo Paim, restabelecendo a
Contribuição Assistencial como uma das fontes de custeio
da organização sindical brasileira ;
20 – A Nova Central manterá a luta nos debates das
questões de gênero, dando ênfase especial na
implementação das propostas das mulheres trabalhadoras
aprovadas na Assembléia da Classe Trabalhadora em 1º de
junho de 2010 e encaminhadas à presidente eleita Dilma
Rousseff, que incluem a ratificação da Convenção 156 da
OIT, bem como vai atuar no acompanhamento dos projetos
de interesse da mulher e da juventude trabalhadoras em
tramitação no Congresso Nacional;
21 - A Nova Central vai participar de fóruns nacionais e
internacionais que debatam e encaminhem questões de
interesse da classe trabalhadora, atuando de acordo com
os seus princípios e conforme os objetivos que
justificaram a sua criação.
Fonte:
NCST

15/12/10
-
Arrecadação federal em novembro é 12,28% inferior à de
igual período de 2009
A arrecadação das
receitas federais somou R$ 66,797 bilhões em novembro. O
resultado representa uma queda nominal de 12,28% em
relação ao valor arrecadado em igual período do ano
passado. Descontada a inflação, a queda é de 7,34%.
Os dados foram divulgados há pouco pela Receita Federal.
Na comparação com outubro, quando o total chegou a R$
75,043 bilhões, houve queda nominal de 10, 25% e,
descontada a inflação, de 10,99%.
No acumulado de
janeiro a novembro, a arrecadação totaliza R$ 714,826
bilhões, o que corresponde a um crescimento nominal de
14,48% ante o mesmo período de 2009. Descontada a
inflação do período, o aumento é de 9,12%.
(Repórter Stênio Ribeiro)
Fonte: Agência Brasil

15/12/10
-
Desigualdade regional quase não mudou em 13 anos, diz
Ipea
O crescimento da economia não conseguiu reduzir as
desigualdades regionais do Brasil em 13 anos e as
regiões Norte e Nordeste ainda estão bem atrás do
restante do país na comparação de índices sociais e
econômicos. Comunicado do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira
(14) mostra poucos avanços na redução das disparidades
entre 1995 e 2008.
Os números mostram uma ligeira desconcentração da
atividade econômica no Brasil, mas muito longe de
ameaçar a composição estadual do Produto Interno Bruto
(PIB) que o país tinha em 1995. Em 13 anos, a
participação de São Paulo no PIB nacional caiu 4,2%, mas
o estado ainda é responsável por 33,1% da produção de
renda nacional. No outro extremo, Acre e Amapá aparecem
com 0,2% de participação no PIB, e Rondônia com 0,1% -
quase nenhuma evolução entre 1995 e 2008.
De acordo com o relatório, “houve certa desconcentração
da atividade econômica, mas ela foi incapaz de mudar
substancialmente o perfil regional brasileiro".
Na análise da participação no PIB por regiões, as
diferenças também se mantêm. O PIB per capita
na Região Sudeste, que era 39% maior que a média
nacional em 1998, teve pouca alteração e em 2008 ainda
era 33% maior que no resto do país. No Nordeste, o PIB
per capita em 2008 estava 53% abaixo da média
nacional, situação apenas cinco pontos percentuais
melhor que em 1995.
“No ritmo do período examinado, o PIB per capita
do Nordeste só chegaria à marca de 75% do valor nacional
em 2074”, estima o Ipea.
A manutenção das desigualdades regionais se reflete
principalmente na comparação de indicadores sociais. O
Ipea cita, por exemplo, que a taxa de mortalidade
infantil no Nordeste ainda é o dobro da registrada no
estados da Região Sul e o acesso à educação também é
desigual. “No Nordeste, uma em cada seis crianças entre
7 e 14 anos não sabe ler e escrever. No Sul, apenas uma
em cada 28 está nessa situação”, compara o texto.
(Repórter Luana Lourenço)
Fonte: Agência Brasil

15/12/10
-
Emprego na indústria de SP cai 0,02% em novembro
O nível de
emprego no Estado de São Paulo apresentou leve queda de
0,02% em novembro, ante outubro com ajuste sazonal. Sem
levar em consideração tal correção temporal, o indicador
apresentou queda de 0,80% no período. Os dados foram
divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de
São Paulo.
De acordo com a
entidade, foram eliminadas 21 mil vagas, em termos
líquidos, no mês passado, ante o anterior. No balanço do
ano, por outro lado, os números são favoráveis, pois em
novembro deste ano em relação a igual mês de 2009 foram
geradas 88.500 vagas. O emprego cresceu 3,45% em
novembro, no comparativo com igual mês de 2009.
De janeiro até
novembro, foram gerados 174.500 empregos na indústria
paulista, com expansão de 7,25%.
Expansão
do PIB
O diretor do
Departamento de Pesquisa Econômica da Fiesp, Paulo
Francini, afirmou que a entidade estima expansão de PIB
de 4,6% em 2011 e de 7,7% em 2010. Ele ressaltou que o
Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria
paulista deve avançar 4,0% no próximo ano, ficando,
entretanto, bem abaixo dos 10% de expansão que devem ser
registrados em 2010.
O dirigente da
Fiesp prevê que o nível de emprego na indústria paulista
deve crescer 3,4% no ano que vem, patamar também
inferior ao crescimento de 4,5% previsto para 2010. "O
ano de 2010 foi bom e deve e gerar 110 mil postos de
trabalho (no Estado de São Paulo). Contudo, fica um
sabor de que poderia ter sido melhor para a indústria de
transformação, se não fosse o vertiginoso crescimento
das importações, comentou.
Paulo Francini
destacou que o avanço expressivo do ingresso no Brasil,
em 2010, de produtos fabricados no exterior vai adiar a
recuperação dos postos de trabalho para níveis
existentes antes da crise de 2008. "Isso só vai ocorrer
no final de 2011", comentou.
No final do
primeiro semestre deste ano, a direção da Fiesp previa
que o nível de postos de trabalho pré-crise seria
recuperado no primeiro ou no segundo trimestre do ano
que vem.
Fonte: Agência
Estado

15/12/10
-
CAE decide que adicional de insalubridade deve ser
calculado sobre salário básico
Projeto aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos
(CAE) nesta terça-feira (14) estipula alíquotas e define
que o cálculo do adicional de insalubridade deve incidir
sobre o próprio salário do trabalhador. Pelo texto do
senador Paulo Paim (PT-RS), as
alíquotas corresponderiam a 50%, 30% e 20%, segundo os
graus máximo, médio e mínimo de insalubridade, salvo
critério mais vantajoso estabelecido por convenção
coletiva. No entanto, os senadores aprovaram emenda que
reduziu os percentuais para 40%, 20% ou 10%, a depender
do grau de insalubridade.
A alteração foi proposta pelo relator, senador Roberto
Cavalcanti (PRB-PB). Segundo ele, esse ajuste se
justifica diante dos já pesados encargos trabalhistas
sobre os salários pagos pelas empresas. Sem o imposto de
renda, ele diz que a folha de salário já é tributada
entre 31,5% a 41,7%, a depender da atividade econômica,
nesse caso com inclusão da contribuição previdenciária.
O projeto foi apresentado pelo senador Paulo Paim para
suprir lacuna existente desde que o Supremo Tribunal
Federal (STF), em 2008, considerou inconstitucional a
utilização do salário mínimo como base de incidência do
adicional de insalubridade. Depois disso, o Superior
Tribunal do Trabalho (TST), alterou súmula vigente para
substituir o salário mínimo pelo salário básico.
Contudo, a redação foi suspensa pelo STF no mesmo ano,
pelo entendimento de que não é possível uma súmula
tratar do tema antes da edição de lei específica ou
convenção coletiva que regule o adicional.
- Nesse caso, fica clara a oportunidade da proposição
apresentada pelo senador Paulo Paim - disse o relator,
argumentando, porém, que o texto precisa de ajustes.
A emenda procurou ainda deixar claro que os percentuais
devem incidir sobre o salário, mas sem os acréscimos
resultantes de gratificações, prêmios, ou participações
nos lucros.
O projeto vai agora ser apreciado pela Comissão de
Assuntos Sociais (CAS), em
decisão terminativa.
Fonte: Agência Senado

O
Plenário rejeitou nesta terça-feira em
votação nominal,
por 212 votos a 144 e 5 abstenções, o texto do deputado
João Dado (PDT-SP) para o Projeto de Lei 2944/04, que
regulamenta a exploração dos jogos de bingo no Brasil.
Segundo o Regimento Interno, a votação da matéria ainda
não está concluída, mas somente voltará a ocorrer se ela
for novamente pautada para a
Ordem do Dia do
Plenário. Ainda podem ser votados o
substitutivo
aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação e o
projeto original, do deputado Valdemar Costa Neto
(PR-SP).
Uma das
novidades do texto de João Dado em relação ao aceito
pela comissão era a ampliação do prazo da licença de
funcionamento dos bingos. Antes limitada a cinco anos,
ela poderia ser emitida com esse prazo mínimo e por um
máximo de 15 anos, permitida a renovação.
Para
funcionarem, as casas de bingo deveriam atender a
requisitos relacionados à regularidade fiscal,
localização e patrimônio mínimo. Os prêmios deveriam ser
pagos exclusivamente em dinheiro e seria proibido
conceder crédito aos jogadores.
Royalties
O texto previa ainda o pagamento de
royalties para
os governos em valor equivalente a 17% da receita
financeira obtida, distribuídos da seguinte forma: 14%
para programas de saúde e o restante distribuído
igualmente a fundos de apoio ao esporte, à cultura e à
segurança pública.
Os
recursos da saúde seriam rateados entre o Ministério da
Saúde (20%); os estados onde estivessem localizados os
estabelecimentos (40%); e os municípios (40%), segundo
critérios do FPM.
Viciados em jogos
As pessoas menores de 18 anos, aquelas declaradas
incapacitadas civilmente e as viciadas em jogos não
poderiam entrar nas casas de bingo.
O texto
rejeitado diminuía de 500 para 300 metros a distância
mínima que as casas de jogos deveriam manter de escolas,
públicas ou privadas, e de templos religiosos existentes
em data anterior à sua instalação.
Fonte: Agência
Câmara

No recurso
analisado pela 2a Turma do TRT-MG, a reclamada pretendia
convencer os julgadores de que a alteração da jornada de
trabalho da reclamante não seria grave o suficiente para
dar causa à rescisão indireta do contrato de trabalho,
porque essa possibilidade faz parte do poder diretivo do
empregador, dependendo da necessidade do serviço. Mas a
Turma não concordou com esses argumentos e manteve a
sentença que declarou a rescisão indireta, pois, no
caso, ocorreu uma alteração contratual lesiva, já que o
novo horário coincidiu com o horário do outro emprego da
reclamante.
Conforme
explicou o desembargador Luiz Ronan Neves Koury, a
empregada, desde a sua contratação, em 2001, sempre
trabalhou no mesmo horário e a empresa sabia que ela
possuía outro emprego. O próprio preposto admitiu que a
reclamada aceita o fato de os seus empregados manterem
dois empregos e, inclusive, procura adequar os horários
de trabalho para que se tornem compatíveis com a outra
ocupação. Ele declarou ainda que, após a nova
distribuição de horários, a reclamante procurou
diretamente a presidência da empresa para tentar
solucionar o problema, mas o novo horário foi mantido.
As testemunhas ouvidas confirmaram que a empregada
trabalhou no horário noturno por todo o contrato de
trabalho.
Nesse
caso, esclareceu o relator, a modificação do horário de
trabalho caracterizou uma alteração contratual lesiva, o
que é proibido pelo artigo 468, da CLT. Isso porque a
reclamada permitia à empregada trabalhar em outro
emprego e, mesmo conhecendo essa situação, alterou o
horário de trabalho, sem o consentimento da reclamante,
trazendo-lhe prejuízo, já que o novo horário tornou-se
incompatível com o do outro trabalho.
Certamente
o poder diretivo do empregador permite alterações no
contrato de trabalho. Não obstante, a modificação no
horário de trabalho da autora resultou em real e
significativo prejuízo (por ter outro emprego),
tornando-se inviável a manutenção do contrato de
trabalho em decorrência da alteração contratual lesiva-
frisou o desembargador, mantendo a decisão que declarou
a rescisão indireta do contrato de trabalho, com
fundamento no artigo 483, da CLT.
RO nº
01582-2009-147-03-00-3
Fonte:
Âmbito Jurídico

15/12/10
-
SDI-2 confirma: aposentadoria espontânea não extingue
contrato de trabalho
A Seção II
de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do
Trabalho condenou a Companhia Riograndense de Saneamento
– Corsan a pagar multa de 40% sobre os depósitos do FGTS
de ex-empregado da empresa, demitido sem justa causa,
depois de se aposentar voluntariamente. Para chegar a
esse resultado, a SDI-2 teve que anular decisão da
Segunda Turma do TST no sentido de que a aposentadoria
requerida pelo trabalhador põe fim ao contrato de
trabalho.
Como
explicou o relator da ação rescisória do empregado,
ministro Emmanoel Pereira, na época em que a Turma
analisou a questão, estava em vigor a Orientação
Jurisprudencial nº 177 da SDI-1, segundo a qual a
aposentadoria espontânea extinguia o contrato de
trabalho, mesmo quando o empregado continuava a
trabalhar na empresa, sendo, portanto, indevida a multa
de 40% sobre os depósitos do FGTS.
No
entanto, a OJ 177 foi cancelada pelo TST tendo em vista
a interpretação que o Supremo Tribunal Federal fez da
matéria, afirmou o relator. Atualmente, a jurisprudência
consolidada no Supremo é de que a concessão da
aposentadoria espontânea não extingue o contrato de
trabalho. O rompimento do contrato, nessas situações, é
considerado inclusive um desrespeito ao dispositivo
constitucional que protege os trabalhadores da despedida
arbitrária ou sem justa causa (artigo 7º, I, da
Constituição Federal).
O
ministro Emmanoel esclareceu ainda que o TST editou
posteriormente a OJ nº 361 para estabelecer o pagamento
da multa de 40% do FGTS nos casos de aposentadoria
espontânea seguida de dispensa imotivada. Logo, na
hipótese examinada, não pode prevalecer a tese de
extinção do contrato de trabalho com o advento da
aposentadoria voluntária, mas sim a existência de
unicidade contratual.
Desse
modo, como o trabalhador foi admitido na Corsan em maio
de 1988 na função de “operador de estação elevatória”, e
se aposentou em dezembro de 1995, quando foi desligado
da empresa em março de 1996, havia apenas um contrato de
trabalho em vigor.
Na Justiça
do Trabalho gaúcha, o empregado reivindicou a
reintegração no emprego, o pagamento de salários e
demais vantagens do período de afastamento, além das
verbas rescisórias devidas pela demissão sem justa
causa, tais como aviso prévio e liberação do FGTS com
multa de 40%. A Vara do Trabalho de Rosário do Sul
concedeu a reintegração por entender que o contrato não
tinha sido rompido.
Já o
Tribunal do Trabalho (4ª Região) concluiu que não havia
regra prevendo estabilidade no emprego para o
trabalhador e reformou a sentença para limitar a
condenação ao pagamento das indenizações correspondentes
ao rompimento imotivado do contrato (aviso-prévio,
férias, 13º salário e FGTS com acréscimo de 40% dos
depósitos).
No TST, a
Segunda Turma entendeu que existiam dois contratos de
trabalho, ou seja, após a aposentadoria voluntária, um
novo vínculo jurídico teria sido estabelecido entre a
empresa e o empregado. Por consequência, excluiu da
condenação as verbas rescisórias referentes ao primeiro
período contratual.
Agora, com o julgamento na SDI-2, a decisão da Turma foi
anulada. O colegiado, por unanimidade, declarou a
unicidade contratual e condenou a empresa ao pagamento
da multa de 40% sobre o valor integral dos depósitos do
FGTS realizados até a data da aposentadoria espontânea.
O pedido de reintegração foi indeferido porque o
empregado não era detentor de nenhuma estabilidade no
emprego. Também foi indeferido o aviso-prévio, pois já
havia condenação anterior nessa verba em relação ao
período trabalhado após a aposentadoria.
(AR-1805796-53.2007.5.00.0000)
Fonte: TST

14/12/10
-
Dilma Rousseff será diplomada na sexta-feira
O presidente do Senado, José Sarney, participará, nesta
sexta-feira (17), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
da cerimônia de diplomação da presidente eleita Dilma
Rousseff e do vice-presidente eleito Michel Temer. A
solenidade está marcada para as 17h.
Até sexta-feira, os Tribunais Regionais Eleitorais
também devem concluir a diplomação de governadores,
vice-governadores, senadores, deputados federais,
estaduais e distritais, além de suplentes. Por meio dos
atos no TSE e nos tribunais regionais, a Justiça
Eleitoral atesta quem são os escolhidos pelo povo nas
eleições 2010. Com a diplomação, os eleitos se habilitam
a exercer o mandato que postularam, mesmo que haja
recurso pendente de julgamento contra suas posses.
Caberá ao presidente do TSE, ministro Ricardo
Lewandowski, entregar os diplomas a Dilma Rousseff e
Michel Temer. Em seguida, eles receberão os cumprimentos
de cerca de 250 convidados, entre autoridades,
familiares e amigos, que estarão presentes à cerimônia.
Os diplomas foram confeccionados pela Casa da Moeda, de
acordo com normas descritas no Código Eleitoral
Brasileiro.
Além dos convidados de Dilma e Temer, devem participar
da cerimônia no TSE os ministros da própria corte, do
Supremo Tribunal Federal (STF) e os presidentes dos
demais tribunais superiores. Terminada a solenidade, o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dona Marisa
Letícia oferecem uma recepção no Palácio do Itamaraty.
Fonte: Agência Senado

14/12/10
-
Audiência discute portaria sobre ponto eletrônico em
empresas
A Comissão de
Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realiza
audiência pública nesta quinta-feira (15) para discutir
a Portaria 1.510, de 21 de agosto de 2009, do Ministério
do Trabalho, que disciplina o registro eletrônico de
ponto.
O debate foi
proposto pelo deputado Renato Molling (PP-RS). “Fomos
alertados de que a implementação do registro de horário,
nos termos da citada portaria, além de gerar aumento de
gasto para as empresas, pode causar problemas
operacionais de difícil solução. A norma, que afeta
empregados e empregadores, deve ser debatida com eles. A
adoção de consulta tripartite é obrigatória para as
normas para a Organização Internacional do Trabalho
(OIT)”, afirmou.
A audiência,
segundo ele, pode diminuir eventuais conflitos. “Além
disso, podem ser encontradas alternativas criativas que
ofereçam segurança para o trabalhador, ao mesmo tempo em
que desburocratizem o processo produtivo”, acrescentou.
Foram convidados:
- a secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do
Trabalho, Ruth Beatriz Vasconcelos Vilela;
- o gerente executivo da Unidade de Relações de Trabalho
da Confederação Nacional da Indústria, Emerson Casali;
- o presidente da Confederação Nacional do Comércio,
Antonio Oliveira dos Santos;
- o presidente da Confederação Nacional dos Transportes,
Clésio Andrade; e
- o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira
da Silva.
A reunião será
realizada às 10h30 no plenário 5.
Fonte: Agência
Câmara

14/12/10
-
Brasil e Alemanha negociam ajuste de acordo
previdenciário
Os governos do Brasil e da Alemanha
iniciam nesta segunda-feira (13) as negociações do
ajuste administrativo e dos formulários para a
implementação do acordo previdenciário entre os dois
países. A assinatura do ajuste administrativo pelo
ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas,
está prevista para quinta-feira (16), às 17h, no
Ministério da Previdência Social.
Com o acordo previdenciário serão beneficiados cerca de
89 mil brasileiros que trabalham na Alemanha, assim como
os alemães que exercem atividade profissional no Brasil.
Com parcerias em vários setores, o Brasil e o país
germânico são membros do G4, grupo de países que,
juntamente com Índia e Japão, almejam assento permanente
no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
A delegação brasileira é chefiada pelo diretor do Regime
Geral de Previdência Social, João Donadon. Pela outra
parte, o comando está a cargo do primeiro presidente do
Seguro de Pensões da Alemanha, subentidade da Baviera
Norte, Werner Krempl.
Fonte: MPAS

A Justiça
começou a analisar uma portaria editada em 2008 pelo
Ministério do Trabalho que deu margem a interpretação de
que poderia existir duas federações representando uma
categoria no mesmo território, questão que hoje é alvo
de quatro ações diretas de inconstitucionalidade (Adins)
no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão
considerada pioneira, a 51ª Vara do Trabalho de São
Paulo frustrou as expectativas de sindicatos do interior
paulista que pretendiam formar uma nova federação.
A
Federação dos Empregados de Agentes Autônomos do
Comércio do Estado de São Paulo ajuizou ação contra os
sindicatos de Empregados de Agentes Autônomos do
Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias,
Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços
Contábeis (Seaac) de Bauru, Franca, Presidente Prudente,
Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e São José dos
Campos. A entidade alega no processo que os sindicatos
tentam fundar uma federação paralela, violando o
princípio de unicidade sindical, previsto na
Constituição Federal.
Para o
advogado da federação, Fabio Zanão, sócio do Fortunato,
Cunha, Zanão e Poliszezuk Advogados, a forma como está
redigida a Portaria nº 186, do Ministério do Trabalho e
Emprego, de 10 de abril de 2008, deu margem para que
alguns entendessem que seria possível a criação de duas
federações para uma mesma categoria. "Isso gerou uma
enxurrada de pedidos no Ministério do Trabalho", afirma.
No entanto, segundo ele, essa portaria violaria a
Constituição. Os sindicatos, por sua vez, argumentam que
não são filiados à federação e não estariam violando o
princípio da unicidade sindical.
Entretanto, segundo a juíza substituta do trabalho,
Andrea Rendeiro Domingues Pereira Anschau, da 51ª Vara
do Trabalho de São Paulo, "não é possível que no Estado
de São Paulo coexistam duas federações para a mesma
categoria". Para a magistrada, ainda que os sindicatos
não tenham se filiado formalmente, o artigo 8º da
Constituição, ao tratar do princípio da unicidade
sindical, prevê que isso deve ser aplicado em qualquer
grau, "sendo irrelevante a filiação formal ou não".
Assim,
segundo a sentença, "se os réus discordam da atuação da
federação, devem utilizar dos meios legais e
democráticos pertinentes para tentar valer a opinião
própria, não sendo a instituição de nova federação para
mesma categoria e base territorial o meio adequado". A
juíza, no entanto, entendeu que a portaria do Ministério
do Trabalho não seria inconstitucional e que não
acabaria com a unicidade sindical.
A advogada
dos sindicatos, Zaíra Mesquita Pedrosa Padilha, afirmou
que vai recorrer da sentença. Segundo ela, não há
previsão na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT)
para a unicidade sindical em se tratando de federação ou
confederação. "Tanto é possível que existe mais de uma
federação em um mesmo Estado representando entidades
sindicais filiadas a ela", diz.
As quatro
Adins que aguardam julgamento no STF foram ajuizadas em
2008. As ações estão sob a relatoria do ministro Carlos
Britto. A Procuradoria-Geral da República já se
manifestou, em pelo menos duas ações, pela
inconstitucionalidade da portaria.
Fonte:
Jusbrasil

A Comissão de
Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira
(8), o Projeto de Lei 7215/10, que obriga as empresas a
informar por escrito, aos seus empregados, sobre os
riscos da atividade a ser executada e dos produtos
manipulados.
A proposta muda a
Lei 8.213/91, que trata dos planos de benefícios da
Previdência Social, e é de autoria dos deputados Ricardo
Berzoini (PT-SP), Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes
(PCdoB-MG), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto
Santiago (PV-SP).
Inovação
A relatora, deputada Cida Diogo (PT-RJ), recomendou a
aprovação do texto. “Embora as empresas já sejam
obrigadas a prestar informações sobre os riscos da
operação a executar e do produto a manipular, a proposta
inova ao obrigar as empresas a fazê-lo anualmente, por
escrito, no início das atividades, e sempre que houver
mudança de função ou das condições de trabalho”,
afirmou.
O projeto também
impõe às empresas a obrigação de garantir, por outros
meios, as mesmas informações aos empregados e
prestadores de serviço não alfabetizados, sem que isso
as isente das devidas responsabilidades legais.
Tramitação
O projeto, que tramita em
caráter conclusivo,
ainda deverá ser analisado pelas comissões de Trabalho,
de Administração e Serviço Público; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

14/12/10
-
Ordem de peças no agravo não é obstáculo ao conhecimento
do recurso
A ordem das peças que instruem o agravo não é
determinante para o seu conhecimento, de forma que o
tribunal não pode indeferir pedido da parte ao argumento
de que o advogado não juntou aos autos os documentos de
forma lógica e sequencial. A decisão é da Terceira Turma
do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou
que o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES)
aprecie a admissibilidade de um agravo de instrumento
interposto naquela casa.
O TJES negou a apreciação do pedido da parte sob a
alegação de que a agravante não obedeceu a nenhuma
sequência técnico-jurídica lógica na juntada dos
documentos, tampouco observou a ordem cronológica dos
fatos, embora tivesse apresentado todas as peças
elencadas como obrigatórias à formação do agravo. Para o
tribunal estadual, a apresentação das peças, de forma
totalmente invertida, se equipararia a um verdadeiro
quebra-cabeça de peças e decisões judiciais, sendo um
óbice para o conhecimento do recurso.
A parte alegou ao STJ que o artigo 525 do Código de
Processo Civil (CPC) apenas exige a presença das peças
indispensáveis à instrução do recurso, facultando ao
advogado a juntada das peças que entender úteis. Segundo
jurisprudência do STJ, cumpre à parte o dever de
apresentar as peças obrigatórias e facultativas – de
natureza necessária, essencial ou útil – quando da
formação do agravo, para o seu perfeito entendimento,
sob pena de não conhecimento do recurso.
A jurisprudência do STJ também tem o entendimento de que
compete exclusivamente ao agravante zelar pela correta
formação do agravo, sendo de sua inteira
responsabilidade verificar se constam dos autos todas as
peças obrigatórias elencadas na legislação pertinente.
Contudo, de acordo com a relatora, ministra Nancy
Andrighi, nem o ordenamento jurídico pátrio nem a
jurisprudência exigem a ordem de juntada das peças na
formação do agravo.
“Cuida-se de critério absolutamente subjetivo, que irá
variar não apenas conforme o trâmite de cada processo e
da maneira como as razões recursais foram redigidas, mas
principalmente conforme o juízo de cada indivíduo”,
assinalou a relatora. “A ordem com que serão juntadas as
peças dependerá da forma com que o processo se
desenvolveu até então, da maneira como os fatos foram
narrados e, sobretudo, da percepção individual de cada
advogado, que poderá ou não coincidir com a percepção do
relator e dos julgadores que venham analisar o
processo”, concluiu a ministra.
Fonte: STJ

A 2ª Turma
do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul
(TRT-RS) manteve a sentença que considerou incabível a
responsabilização de uma empresa ao pagamento de
indenização por dano moral e material a uma
ex-empregada.
A autora
da ação postulou as indenizações alegando ter
desenvolvido tendinite no ombro e cotovelo direito.
Argumentou que a moléstia tem relação com o trabalho que
exerceu durante o período contratual com a ré e afirma
não estar mais apta a trabalhar.
O laudo
médico foi incisivo em apontar que a empregada não
sofreu redução em sua capacidade de trabalho. Além desse
fator, a Juíza Simone Maria Nunes Kunrath, da 2ª Vara do
Trabalho de Cachoeirinha, observou que a reclamante
permaneceu no emprego normalmente por mais três meses
após a cessação do auxílio-doença, antes de ser
dispensada pela empresa. A sentença indeferiu, portanto,
os pedidos de indenização a título de dano moral ou
patrimonial, com base na ausência dos danos alegados
pela autora.
O relator do acórdão, Desembargador Alexandre Corrêa da
Cruz, enfatizou que para configurar o direito à
reparação por danos morais ou materiais, é
imprescindível a comprovação da ilicitude, por ação ou
omissão do ofensor, da existência do dano e do nexo
causal entre ambos, ressalvados os casos previstos no
parágrafo único do art. 927 do Código Civil, que dispõe
sobre a responsabilidade objetiva do empregador. Na
ausência de um desses pressupostos, não há falar em
responsabilização por dano moral e material, declarou o
magistrado. Da decisão, cabe recurso.
Processo 0014500-46.2009.5.04.0252
Fonte:
Jusbrasil

14/12/10
-
Presidente do Senado defende criação de uma nova CPMF
O
presidente do Senado, senador José Sarney, defendeu
nesta segunda-feira (13) a recriação da CPMF
(Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).
Sarney
se diz a favor de imposto semelhante à contribuição
extinta há três anos para a disponibilização de recursos
para a saúde. “São recursos que deixam de entrar para a
saúde pública, onde o Brasil mais necessita”, afirmou,
de acordo com a Agência Senado.
O
senador defendeu a contribuição em evento promovido pelo
Hospital Sarah Kubitschek em homenagem ao presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva.
Novas formas de contribuição
Durante o evento, Lula defendeu outras formas de
arrecadar recursos para a saúde no lugar da CPMF, apesar
de fazer críticas ao fim da contribuição. “Num ato de
insanidade nos tiraram R$ 40 bilhões por ano que, se
somar, dá mais de R$ 150 bilhões”, disse, segundo a
Agência Brasil.
Para o
presidente, a ausência da contribuição no Orçamento é
sinônimo de “maldade”. Lula afirmou ainda que caberá à
presidente eleita, Dilma Rousseff, a tarefa de organizar
deputados e senadores para garantir esses recursos.
“Ao
deixar a Presidência da República, digo que não há
hipótese de melhorar a saúde no Brasil se não arrumar
uma forma de arrecadar recursos”, afirmou o presidente.
Fonte:
InfoMoney

13/12/10
-
PT define nesta terça (14) nome que disputará
presidência da Câmara
A
bancada do PT na Câmara se reúne, nesta terça-feira
(14), para definir o nome do deputado petista que
disputará a Presidência da Câmara. Concorrem à indicação
Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Casa;
Arlindo Chinaglia (SP), ex-presidente; e Marco Maia
(RS), vice-presidente da Casa.
O
partido terá o desafio de superar o racha e manter
unidade na bancada em torno do nome escolhido, sob pena
de repetir o que ocorreu em 2005. Na ocasião, depois de
um conturbado processo de disputas internas, o partido
decidiu lançar a candidatura de Luiz Eduardo Greenhalgh
(SP), que não conseguiu unir os aliados, levando à
vitórtia de Severino Cavalvanti (PP).
Para
evitar desfecho semelhante, o PT não terá apenas que
resolver suas divisões internas. Nos bastidores,
comenta-se que precisará também aplacar os
descontentamentos de outros partidos da base com o
acordo firmado entre PT e PMDB .
As duas
legendas, que têm as maiores bancadas na Câmara,
firmaram um pacto para a alternância na Presidência da
Câmara, assim como ocorreu nesta legislatura. Pelo
acerto, o PT, que elegeu 88 deputados, presidiria a Casa
no primeiro biênio (de fevereiro de 2011 a fevereiro de
2013). O PMDB, com 78 deputados, ficaria com a
presidência no segundo biênio - fevereiro de 2013/
fevereiro 2015.
Tradicionalmente, preside a Câmara um deputado da maior
bancada. A eleição para os demais cargo da Mesa Diretora
segue o critério da proporcionalidade partidária.
Mas,
diante deste cenário de tamanha divisão e de hegemonia
do PT e do PMDB na Casa, há rumores de que podem surgir
candidaturas alternativas no seio da própria base
governista, que podem agitar a disputa. Um dos nomes que
tem sido levantado como alternativa é do deputado Aldo
Rebelo (PCdoB).
Na
reunião da bancada do PT, marcada para às 10h desta
terça na sede do partido em Brasília, também será
escolhido o novo líder para conduzir os trabalhos da
bancada no ano de 2011.
Três
parlamentares se apresentaram para o cargo: os deputados
Jilmar Tatto (SP), José Guimarães (CE) e Paulo Teixeira
(SP). O escolhido assumirá o cargo somente em fevereiro.
Até lá, continua no comando da bancada o líder Fernando
Ferro (PE).
Ferro
disse que as discussões para a presidência da Câmara
estão avançadas. A bancada atual e os deputados eleitos
já participaram de dois encontros para discutir o tema.
"Avançamos muito na construção de um nome de consenso na
bancada. Temos maturidade para, dentro da nossa
diversidade, escolher aquele que melhor representará o
partido para presidir a Câmara", afirmou.
Fonte: Diap

A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7516/10, da deputada Rita Camata
(PSDB-ES), que proíbe a prorrogação da jornada de
trabalho de jovens contratados na condição de aprendiz.
O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho
(CLT - Decreto-Lei 5.452/43). O contrato de aprendizagem
tem validade máxima de 2 anos e visa a assegurar ao
jovem de 14 a 24 anos formação técnico-profissional.
Atualmente, a CLT
estabelece que a duração da jornada de trabalho de
aprendiz não pode exceder seis horas diárias, sendo
vedadas a prorrogação e a compensação. Após mudanças na
Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA - Lei 8.069/90), no entanto, o texto da CLT passou
a permitir jornada de até oito horas nos casos em que os
aprendizes já tiverem concluído o ensino fundamental.
"Muitos educadores consideram que a atual carga de seis
horas já é muito pesada para o adolescente em formação",
diz a autora.
Segundo ela, a
possibilidade de prorrogação, principalmente após o
aumento do limite de idade no contrato de aprendizagem
para 24 anos, não está de acordo com os princípios de
proteção ao trabalho do aprendiz. "Isso permite que o
objeto do contrato de aprendizagem, que é o de formação
técnico-profissional, seja desviado, possibilitando uma
exploração de mão de obra, em vez de estar voltado
exclusivamente para a profissionalização propriamente
dita", argumenta a deputada Rita Camata.
Tramitação
O projeto tramita
apensado ao PL 3853/04. As propostas, que
tramitam em caráter
conclusivo, serão analisadas pelas comissões de
Trabalho, de Administração e Serviço Público; de
Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça
e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

13/12/10
-
Emprego na indústria fica estável de setembro para
outubro
O nível de
emprego na indústria brasileira ficou estável de
setembro para outubro, repetindo praticamente os
patamares verificados em agosto (0,1%) e setembro
(-0,1%). Na comparação com outubro de 2009, o número de
contratações no setor registrou a nona taxa positiva
consecutiva, com alta de 4,2%.
No acumulado dos
últimos 12 meses, o emprego na indústria cresceu 2,3%,
resultado mais elevado desde novembro de 2008, quando a
taxa ficou em 2,5%, mantendo, assim, a trajetória
ascendente iniciada em dezembro do ano passado. Os dados
fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e
Salário (Pimes), divulgada na sexta-feira (10) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
De acordo com a
pesquisa, na comparação com outubro de 2009, o número de
contratações na indústria avançou em todas as 14 áreas
abrangidas pela pesquisa, sendo que as maiores altas
foram registradas em São Paulo (3,4%), na Região
Nordeste (4,9%), no Rio Grande do Sul (5,5%) e em Minas
Gerais (4,5%).
Na indústria
paulista, os setores que mais abriram postos de trabalho
foram os de meios de transporte (9,0%), borracha e
plástico (12,6%) e máquinas e equipamentos (7,9%). Na
indústria nordestina, os destaques foram calçados e
artigos de couro (8,0%), alimentos e bebidas (2,6%) e
vestuário (7,2%); na gaúcha, máquinas e equipamentos
(19,1%), meios de transporte (18,1%) e calçados e
artigos de couro (4,8%); e na indústria mineira, os
setores de produtos de metal (24,5%) e de meios de
transporte (16,2%).
Sobre a folha de
pagamento do setor, a pesquisa mostra que, na comparação
com outubro do ano passado, houve alta de 10,1%, a
décima taxa positiva seguida. Mas, em relação a setembro
deste ano, houve recuo de 0,5%.
(Repórter Cristiane Ribeiro)
Fonte:
Agência Brasil

13/12/10
-
MTE vai lembrar trabalhador sobre disponibilidade do
Abono Salarial
A fim de lembrar
trabalhadores e empregadores sobre o pagamento do Abono
Salarial, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) vai
encaminhar 1,3 milhão de cartas a trabalhadores que não
sacaram o benefício informando sobre a disponibilidade
do valor de um salário mínimo (R$ 510).
Com o aval do
ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, as
correspondências fazem parte de um programa de
comunicação iniciado em 2007 para que os trabalhadores
não deixem de receber o benefício. "O Ministério do
Trabalho e Emprego considera que direito é direito e
dele você não pode abrir mão. E é nosso dever informar
que esse direito é todo seu. Você tem até o dia 30 de
junho de 2011 para receber o seu dinheiro, mas não
precisa esperar: Você pode receber agora!", informa a
carta ao trabalhador.
As
correspondências encaminhadas aos empregadores solicitam
que os mesmos avisem os trabalhadores sobre o direito de
receber o Abono Salarial. "Solicitamos-lhe avisá-los que
o prazo para receber o dinheiro é até 30 de junho de
2011, mas não precisam esperar: Podem receber agora!".
Beneficiários - Têm direito
ao beneficio os trabalhadores que receberam, em média,
até dois salários mínimos mensais e tenham trabalhado
pelo menos 30 dias em 2009 com Carteira de Trabalho
assinada por empresa contribuinte do PIS-PASEP.
Para receber,
basta que o trabalhador se dirija a uma agência da Caixa
Econômica Federal, se for inscrito no PIS, ou Banco do
Brasil, se for inscrito no PASEP, e levar os seguintes
documentos: carteira de identidade e Carteira de
Trabalho. Caso o trabalhador tenha o Cartão do Cidadão,
com senha cadastrada, pode sacar seu dinheiro em
qualquer lotérica, Caixa Aqui ou terminal de atendimento
da Caixa.
Os trabalhadores
que se enquadram nos critérios de concessão não dependem
da carta de aviso para realizar o saque. O documento
servirá para lembrar sobre o calendário de pagamento.
Fonte:
MTE

13/12/10
-
PL 2.944/04: urgência para legalização dos bingos passa
em plenário
O plenário da
Câmara aprovou, por 258 votos a 98 e 3 abstenções, o
regime de urgência para o PL 2.944/04, do deputado
Valdemar Costa Neto (PR-SP), que legaliza os bingos no
Brasil. O novo regime de tramitação acelera a votação da
proposta.
Na votação da
última terça-feira (7), o mesmo requerimento havia sido
rejeitado porque obteve apenas 226 votos. Seriam
necessários 257 para a sua aprovação.
Ao abrir os
debates sobre o requerimento, o deputado Marcelo Itagiba
(PSDB-RJ) foi enfático ao se manifestar contrariamente à
matéria.
Segundo ele, os
deputados que votaram a favor da proposta estavam
aprovando a criminalidade e a lavagem de dinheiro.
Itagiba disse que a aprovação da proposta representaria
uma mancha na atual legislatura.
O deputado Silvio
Costa (PTB-PE) rebateu a crítica. Ele disse que o
dualismo apresentado por Itagiba (pensar que quem é a
favor do bingo é "do mal" e quem é contra é "do bem") é
problemático e não permite avaliar a questão.
"Eu poderia dizer
que a maioria dos parlamentares que é contra a
legalização é a favor da contravenção, porque em todas
as cidades do País há um jogo às escondidas",
argumentou.
Costa lembrou que
o jogo é legalizado em 150 países, e que nas Américas
apenas o Brasil e Cuba não liberam a atividade. "A
Receita Federal pode fiscalizar, como faz com a
indústria de bebidas e de cigarros. São R$ 8 bilhões a
R$ 10 bilhões por ano de arrecadação", completou.
O deputado
Dagoberto (PDT-MS) justificou o interesse de
parlamentares do seu partido no projeto dizendo que mais
de 300 mil trabalhadores foram demitidos quando os
bingos foram proibidos, e muitos hoje têm de se sujeitar
às casas clandestinas de jogos.
Fonte: Diap

13/12/10
-
Advogada sindical Delaíde Alves Arantes é indicada
ministra do TST
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva indicou, na última quinta-feira
(9), a advogada Delaíde Alves Miranda Arantes para o
cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho
(TST).
A advogada goiana
era a única mulher na lista elaborada pela Ordem dos
Advogados do Brasil para a vaga. Se passar pela sabatina
e aprovação do Senado, Delaíde Arantes será a sexta
mulher na atual composição do TST.
Delaíde é
assessora jurídica da Contee e uma das advogadas
trabalhistas mais respeitadas de Goiás. É presidente do
Instituto Goiano de Direito do Trabalho, vice-presidente
da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras
Jurídicas em Goiás e foi secretária-geral da seccional
goiana da OAB.
Ela exerce a
advocacia trabalhista há 30 anos. É especialista em
Direito Processual do Trabalho pela Universidade Federal
de Goiás, professora da PUC goiana e autora do livro
O Trabalho Doméstico.
Para a Contee,
ter uma advogada comprometida com os direitos
trabalhistas e sociais no Tribunal Superior do Trabalho
é uma conquista dos trabalhadores brasileiros e um
exemplo do avanço democrático do Brasil.
Fonte:
Contee

13/12/10
-
Governo Dilma fixará critérios para medir redução da
pobreza no País
A
presidente eleita Dilma Rousseff deverá estabelecer
linhas oficiais de pobreza e de indigência no país para
monitorar as políticas sociais do governo e medir a
melhoria das condições de vida da população.
O valor
ainda não foi estabelecido, mas existe a possibilidade
de o novo governo fixar em R$ 108 a renda familiar por
pessoa como linha de pobreza.
A
sugestão desse valor é do economista e coordenador do
Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas
(FGV), Marcelo Neri, que apresentou um seminário sobre
políticas sociais para a equipe de transição do futuro
governo em meados de novembro, com a ministra do
Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, e o economista do
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ricardo
Paes e Barros.
De
acordo com Neri, a presidenta Dilma - que prometeu em
seu discurso de vitória erradicar a miséria e criar
"oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras"
- quer "sofisticar a tecnologia social" e suplantar os
ganhos do governo Lula, que considera uma "herança
bendita", porque diminuiu a pobreza em 45%.
A
ideia, segundo o economista, é que a meta de erradicar a
miséria seja tratada como a meta de inflação. "Se tem
uma meta de erradicar a pobreza é preciso saber qual o
critério. Do mesmo modo que há uma meta de inflação, que
escolheu o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo]
como medida", comparou em entrevista à Agência Brasil.
Para
Marcio Pochmann, presidente do Ipea, o Brasil está na
direção correta, mas é preciso uma sofisticação nas
políticas. "Por isso, se pensa ser necessário
estabelecer uma linha administrativa da pobreza
extrema", disse.
O Ipea
está fornecendo dados e análises para a definição dessas
políticas e para fixar as linhas de miséria e de
pobreza. Pochmann não quis adiantar os valores, mas
assinalou que não é apenas uma "decisão monetária" ou
"administrativa e política", mas também uma escolha
"técnica com base na realidade".
Marcelo
Neri sugere que a verificação da renda das famílias seja
mais criteriosa e não se baseie apenas na informação da
renda reportada, mas também em dados sobre todos
"ativos" das pessoas do domicílio (tipo de trabalho,
condições de moradia, acesso a serviços públicos, como
saúde e educação) e "carências" (crianças lactantes,
pessoas com deficiência e idosos na família). "Assim vai
se olhar para quem é pobre e não apenas para quem está
pobre ou diz que é pobre", ponderou.
De
acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), mais de três brasileiros a cada
grupo de dez não vivem com segurança alimentar
(refeições necessárias e ingestão suficiente de
nutrientes) e 11,2 milhões de pessoas ainda passam fome.
Fonte: Agência Brasil

13/12/10
-
MPT quer eleição de representante de trabalhador, para
cumprir CF
O Ministério
Público do Trabalho fez, nesta quinta-feira (9), reunião
com as seis centrais sindicais - Força Sindical, CUT,
CTB, NCST, CGTB e UGT - para discutir formas de exigir
das empresas o cumprimento do artigo 11, da Constituição
Federal.
O artigo 11
estabelece que em empresas com mais de 200 empregados
será eleito um representante dos trabalhadores com a
finalidade de promover o entendimentos direto com os
empregadores.
A medida se
aproxima da reivindicação histórica da classe
trabalhadora de organização no local de trabalho.
Segundo o
advogado Renato Custódio, representante da Força
Sindical, o Ministério Público falou de sua intenção, as
centrais sindicais expuseram suas opiniões e a reunião
sobre a definição de medidas a serem adotadas para as
empresas cumprirem a Constituição foi fixada para 8 de
fevereiro.
A reunião foi
convocada pelo procurador regional do Trabalho, Ricardo
José Macedo de Britto Pereira, Coordenador da
Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade
Sindical.
Para João Carlos
Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical,
já era tempo de tomarmos medidas a este respeito, pois
desde 1988, data da promulgação da Constituição, está
para ser regulamentada no Congresso Nacional.
A eleição de um
representante dos trabalhadores democratiza as relações
entre capital e trabalho.
Fonte:
Força Sindical

10/12/10
-
Governo vai mostrar ao Congresso onde é possível fazer
cortes no Orçamento
O governo envia
na próxima segunda-feira (13) ao Congresso Nacional as
sugestões de cortes no Orçamento da União, informou o
ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo
Bernardo. “São R$ 12 bilhões de cortes de receitas
brutas. Arredondando, porque afeta transferências
também, são R$ 8 bilhões de receitas líquidas que vão
ser cortadas nas despesas”, disse.
Segundo o
ministro, os técnicos do governo trabalharão durante o
fim de semana para elaborar uma planilha sugerindo ao
Congresso onde deverão ser feitos os ajustes. Paulo
Bernardo disse que, como a estimativa de receita para o
ano que vem foi reduzida, o governo está propondo o
pontos de corte no Orçamento porque não seria justo
deixar o problema para o Congresso resolver.
“Como nós tiramos
R$ 12 bilhões da receita, que significam praticamente R$
8 bilhões de receita líquida a menos, nós achamos que
não seria justo politicamente com o Congresso dizer: 'se
virem'. Vamos indicar despesas, sim, a serem cortadas”,
afirmou Bernardo.
O ministro
admitiu que, como o Orçamento está no Congresso, os
parlamentares podem acatar ou não as propostas de cortes
feitas pela equipe econômica. Ele disse que, ao fazer os
cortes, o governo retira os valores da Lei Orçamentária
Anual, que não poderão ser repostos posteriormente. “Não
tem como falar que vai liberar se não constar da lei.
Nós vamos reduzir as dotações”.
O Orçamento terá
que ser cortado porque a estimativa de arrecadação para
o próximo ano caiu de R$ 532 bilhões para R$ 520
bilhões, depois que o Ministério da Fazenda e a Receita
Federal refizeram as contas.
Fonte:
Agência Brasil

10/12/10
-
Comissão aprova reabilitação para aposentado por
invalidez
A Comissão de
Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou
nesta quarta-feira (8) o Projeto de Lei 7201/10, que
inclui na Lei de Benefícios da Previdência Social
(8.213/91) a oferta, pela Previdência, de reabilitação
profissional aos aposentados por invalidez que forem
considerados aptos a voltar ao trabalho. Pela proposta,
do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) e outros, o
segurado receberá o benefício por incapacidade durante a
reabilitação profissional, até que seja considerado
habilitado para o desempenho de nova atividade.
A Lei 8.213/91
não prevê a oferta de reabilitação profissional. Porém,
o Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/99)
já determina que o segurado aposentado por invalidez
seja submetido a processo de reabilitação profissional
prescrito e custeado pela Previdência, mas não diz que o
segurado continuará recebendo o benefício durante a
reabilitação.
O relator,
deputado Vicentinho (PT-SP ), foi favorável ao projeto.
"É necessário dar novo tratamento ao instituto da
reabilitação profissional", disse. "A empregabilidade de
um trabalhador aposentado por invalidez, que permaneceu
longo período fora do mercado de trabalho, foi
severamente reduzida, na medida em que ficou sem a
prática profissional, defasado em relação às novas
tecnologias e sem o contato diário com colegas de
profissão", completou.
Pela proposta,
se, após a reabilitação profissional, o segurado for
considerado não recuperável, será reencaminhado para a
aposentadoria por invalidez.
Tramitação
O projeto, que tramita em
caráter conclusivo,
segue para análise das comissões de Seguridade Social e
Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

A Constituição
Federal pode ser alterada para incluir entre as
competências da Justiça do Trabalho o julgamento de
ações relativas a contratações por tempo determinado
pela administração pública. Proposta de emenda à
Constituição (PEC 10/10) neste sentido foi aprovada
nesta quarta-feira (8/12) pela Comissão de Constituição,
Justiça e Cidadania (CCJ). A notícia é da Agência
Senado.
Do senador
Papaléo Paes (PSDB-AP), o texto teve parecer favorável
da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Segundo explicou
Papaléo, sua intenção foi acabar com divergências quanto
à competência da Justiça do Trabalho para processar e
julgar estes casos, que incluem as contratações para
atender a necessidade temporária de excepcional
interesse público.
Essa controvérsia
chegou até o Supremo Tribunal Federal, que, em 2005,
reconheceu como atribuição da Justiça do Trabalho
decidir sobre quaisquer direitos e vantagens decorrentes
de vínculo de natureza trabalhista.
Ao analisar o
mérito da PEC 10/10, Lúcia Vânia disse ser conveniente
incluir na Constituição o entendimento já firmado pelo
STF quanto ao alcance da Justiça do Trabalho.
Fonte: Conjur

10/12/10
-
CCJ da Câmara regulamenta trabalho a distância
A Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, na
quarta-feira (8/12), o Projeto de Lei 4505/08, do
deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), que
regulamenta o trabalho a distância. Segundo a proposta,
o chamado teletrabalho é toda forma de serviço que
envolve um empregador ou um cliente e um empregado ou
trabalhador autônomo e é feito regularmente a distância,
por meio de tecnologias de informática e de
telecomunicações. Como tramita em caráter conclusivo, o
texto seguirá para o Senado, a menos que haja recurso
para que seja analisado pelo Plenário.
O projeto recebeu
parecer favorável do relator, deputado Zenaldo Coutinho
(PSDB-PA), e foi aprovado com duas emendas acatadas
anteriormente pela Comissão de Trabalho, de
Administração e Serviço Público. Uma delas reserva 20%
dos postos de trabalho na modalidade aos portadores de
deficiência. A outra alteração garante ao
teletrabalhador direitos que visem à melhoria de sua
condição social, além dos que já estão enumerados no
projeto. O relator também apresentou emendas de redação
para aprimorar a técnica legislativa do texto.
Conforme o
projeto, a relação de emprego no teletrabalho será
regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Entre outras prerrogativas, o teletrabalhador terá
direito a salário, férias, feriados, licenças previstas
na CLT e faltas por doença. Os teletrabalhadores não
terão direito a horas extras, por se tratar de jornada
aberta, e a remuneração deverá ajustar-se às horas
normais de trabalho.
O texto prevê
ainda que o trabalhador a distância deverá, entre outras
obrigações, ser habitual na execução de tarefas e
prestar contas quanto a gastos ordinários e
extraordinários decorrentes de suas funções. Com
informações da Assessoria de Imprensa da Câmara dos
Deputados.
Fonte:
Conjur

A Ordem
dos Advogados Brasileiros (OAB) emitiu, até o fim de
novembro, cerca 30 mil certificados digitais necessários
para o peticionamento eletrônico pelos advogados perante
os tribunais. Até o mês de janeiro deste ano, haviam
sido emitidos 11.900 certificados, o que mostra que, ao
longo de 2010, quase triplicou o número de advogados
portadores de certificação digital.
No ano
passado, 10% de todos os casos novos recebidos pelo
Poder Judiciário já tramitaram de forma eletrônica, o
que significa dizer que a Justiça recebeu 2,6 milhões de
processos eletrônicos. Ainda não foram informados os
dados referentes aos doze meses deste ano, mas a
expectativa é que esse volume de processos eletrônicos
cresça de forma significativa, prevê o presidente da
Comissão Nacional de Informática e Estatística da OAB,
José Guilherme Carvalho Zagallo. O Paraná é o estado que
possui o maior número de advogados habilitados, com
12.750 certificados emitidos, o que corresponde a 17,6%
do total de advogados inscritos na seccional.
Fonte: Jusbrasil

10/12/10
-
Crescimento acumulado do PIB brasileiro é menor apenas
do que o chinês, diz ministro
O crescimento
acumulado do Produto Interno Bruto (PIB), que entre
janeiro e setembro deste ano registrou aumento de 8,4%
na comparação com o mesmo período do ano passado, foi o
segundo maior entre as grandes economias, disse o
ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o 11º
balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Segundo ele, esse
resultado, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),
se deve ao PAC que consolidou a agenda de crescimento no
Brasil e cumpriu com o objetivo de acelerar o
crescimento do país. “Isso [crescimento do país] foi
plenamente conseguido, apesar da crise de 2008. Estamos
completando o último ano do PAC com um crescimento forte
no Brasil”, disse.
De acordo com o
ministro, o PIB brasileiro ficou menor apenas do que o
chinês e é maior do que o da Índia, ambos integrantes do
Bric (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China).
“Portanto, o PIB está rodando, este ano, a 8,4%, na
comparação com as grandes economias. Nós podemos dizer
que o PAC, em matéria de crescimento, foi muito bem
sucedido.”
Fonte:
Agência Brasil

10/12/10
-
Acordo ou convenção coletiva: vale a norma mais
favorável ao trabalhador
Qual norma tem prevalência no direito do trabalho:
acordo coletivo ou convenção coletiva? A que for mais
favorável ao trabalhador, esclareceu o ministro Maurício
Godinho Delgado, relator do recurso da Telsul Serviços
S. A. na Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho. A
empresa havia se insurgido contra decisão do Tribunal
Regional da 1ª Região (RJ) que a condenou a pagar a um
empregado diferenças salariais decorrentes de horas
extras trabalhadas, de acordo com o disposto em uma
convenção coletiva de trabalho.
A empresa carioca queria a anulação do acórdão regional,
alegando que o TRT não se pronunciou ao seu
questionamento a respeito da validade de um acordo
coletivo que estabelece horários de trabalho diferentes
dos que constam na convenção coletiva, que a exime do
pagamento das diferenças salariais devidas ao empregado.
Para ela, o acordo coletivo deve prevalecer sobre a
convenção coletiva, pois é a que trata mais
especificamente das necessidades da empresa e dos
trabalhadores.
Diferentemente dessa argumentação, o ministro Maurício
Godinho Delgado afirmou que o acórdão regional
explicitou claramente o entendimento de que no Direito
do Trabalho prevalece a norma que é mais favorável ao
trabalhador. Segundo o relator, a decisão do 1º Tribunal
Regional foi apoiada no conjunto dos fatos e provas do
caso e não merece reforma. A empresa foi ainda multada
pelo Regional por ter embargado a decisão com fins
protelatórios.
O relator explicou que “no quadro de conflito de regras
entre os preceitos normativos de convenção e acordo
coletivos, a ordem justrabalhista tem regra explícita a
respeito, estipulando que as condições estabelecidas em
convenção, quando mais favoráveis, prevalecerão sobre as
estipuladas em acordo coletivo de trabalho”. É o que
dispõe o artigo 620 da CLT. Mas caso o acordo coletivo
seja mais benéfico ao trabalhador, “ele há de
prevalecer, evidentemente”, acrescentou.
Ao final, a Sexta Turma decidiu unanimemente com o
relator em não conhecer (rejeitar) o recurso da empresa.
(RR - 55500-71.2007.5.01.0028)
Fonte: TST

09/12/10
-
CAS aprova projetos voltados para os trabalhadores;
maioria vai à Câmara
A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou
nesta quarta-feira (8) diversos projetos de lei que
visam beneficiar os trabalhadores - quase todos ainda
terão de passar pela Câmara dos Deputados. Algumas
dessas propostas tratam de categorias específicas, como
a que concede o 13º salário para os "soldados da
borracha" e a que regulamenta a profissão de barista.
Outras propostas têm caráter genérico, como a que
concede ao trabalhador que passou um ano fora do regime
do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) o
direito de sacar recursos da conta vinculada já no
primeiro dia útil após esse prazo.
Proveniente da Câmara, o PLC 173/10 é o projeto de lei
que trata dos "soldados da borracha". A expressão se
refere às pessoas recrutadas, durante a Segunda Guerra
Mundial, para trabalhar nos seringais da Amazônia como
parte do esforço de guerra. De acordo com a proposta, os
"soldados da borracha" passariam a receber a
gratificação natalina, mais conhecida como 13º salário,
que seria integrada à pensão vitalícia a que já têm
direito - pensão que pode ser transferida aos
dependentes que comprovarem estado de carência. O autor
da proposição é o deputado federal Mauro Nazif
(PSDB-RO); a relatora foi a senadora Fátima Cleide
(PT-RO). Já aprovada na Câmara e, agora, no Senado, a
matéria vai à promulgação da Presidência da República.
Já o PLS 206/09, do senador Gerson Camata (PMDB-ES), é o
projeto de lei regulamenta a profissão de barista - o
profissional especializado em cafés artesanais de alta
qualidade. O texto determina que a profissão só pode ser
exercida por quem atender a uma das seguintes
exigências: comprovar habilitação em curso oficial ou
reconhecido; comprovar habilitação em curso regular
ministrado por escola estrangeira, desde que revalidado
no Brasil; ou comprovar que exerce a profissão há pelo
menos dois anos (na época da publicação da respectiva
lei). O senador Renato Casagrande (PSB-ES) foi o relator
da matéria, que agora será enviada à Câmara.
O PLS 580/07, apresentado pelo senador Neuto de Conto
(PMDB-SC), visa manter a condição de segurado especial
da Previdência para aqueles que, por exemplo, exerçam
temporariamente atividade remunerada como membro de
administração ou conselho fiscal de cooperativas rurais
ou de cooperativas de pescadores artesanais. O texto,
que ainda será votado em turno suplementar antes de ir à
Câmara, foi aprovado com modificações. O relator na CAS
foi o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB).
FGTS
Entre os projetos que não se restringem a categorias
específicas, está o PLS 153/06, de autoria da senadora
Serys Slhessarenko (PT-MT). De acordo com essa proposta,
o trabalhador que passar um ano fora do regime do FGTS
terá o direito de sacar o saldo da conta vinculada do
fundo já no primeiro dia útil após o fim desse prazo, ao
contrário do que ocorre hoje. O relator da matéria foi o
senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Antes de ser enviado
à Câmara, o texto ainda será votado pela comissão em
turno suplementar.
Outro projeto é o PLS 23/03, do senador Paulo Paim
(PT-RS), que dá aos trabalhadores a possibilidade de
faltar ao serviço um dia por ano sem prejuízo da
remuneração. A matéria foi aprovada com modificações e
será examinada em turno suplementar antes de ir à
Câmara. O relator foi o senador Roberto Cavalcanti
(PRB-PB).
Também
vai à Câmara o PLS 310/09, apresentado pelo senador
Antonio Carlos Junior (DEM-BA). De acordo com esse
projeto, os empregadores serão obrigados a informar, no
momento do aviso prévio ou da rescisão contratual, o
prazo constitucional que o trabalhador tem para recorrer
à Justiça - para defender seus direitos. O relator da
matéria foi o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).
Fonte:
Agência Senado

09/12/10
-
Brasil tem melhor expectativa para emprego na América,
diz pesquisa
O
emprego crescerá no primeiro trimestre de 2011 nos
países da América, onde Brasil, Peru e Panamá apresentam
a melhor expectativa, e os Estados Unidos, a pior,
segundo uma pesquisa entre diretores de empresas
divulgada, nesta terça-feira (7), no Panamá.
As
expectativas mais otimistas são as do Brasil, onde se
registra uma tendência de crescimento líquido de emprego
de 36%, 5 pontos a mais do que há um ano.
De
acordo com a consulta realizada entre 30 mil
encarregados de contratação de pessoal para empresas de
10 países da América, as expectativas de contratação são
"positivas".
"Não há
nenhum país que reporte números negativos de emprego
para o próximo trimestre", disse Luis Fernando González,
gerente regional para a América Central e a República
Dominicana da empresa de recursos humanos ManPower.
"Podemos falar que em 2011 a crise na América já pode
entrar para a história", completou.
O Peru,
com uma tendência líquida de emprego de 22%, e o Panamá,
de 21%, são os outros dois países americanos com
melhores expectativas trabalhistas, seguidos de Costa
Rica (19%), Argentina (18%), México (16%), Canadá (14%),
Colombia (10%) Guatemala (9%) e Estados Unidos (9%).
(Fonte: EFE)
Fonte: Diap

09/12/10
-
Inflação oficial fecha novembro em 0,83%, maior taxa
mensal desde abril de 2005
O Índice de
Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação
oficial, ficou em 0,83% em novembro. Esse é o maior
índice mensal desde abril de 2005. A taxa é superior às
registradas em outubro (0,75%) e em novembro de 2009
(0,41%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira
(8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE).
No acumulado do
ano, a inflação medida pelo IPCA chega a 5,25%. Nos
últimos 12 meses, o índice acumula alta de 5,63%.
O Índice Nacional
de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para
famílias com renda de um a seis salários mínimos,
registrou variação de 1,03% em novembro. Em outubro, a
taxa havia sido de 0,92%. Nos últimos 12 meses, o INPC
acumula alta de 6,08%.
(Repórter Vitor Abdala)
Fonte:
Agência Brasil

09/12/10
-
Trabalho aprova mudança de divisão do imposto sindical
rural
A Comissão de
Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou
nesta quarta-feira proposta que altera os conceitos de
“trabalhador rural” e de “empresário ou empregador
rural” para efeito do recolhimento da
contribuição sindical.
A contribuição
sindical do trabalhador rural é paga à Confederação
Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), e a
do empresário é paga à entidade patronal – Confederação
Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).
A proposta foi
aprovada na forma de
substitutivo do relator, deputado Daniel Almeida
(PCdoB-BA), aos projetos de lei 751/03, 901/03 e
1425/03, que tramitam
em conjunto.
A proposta
aprovada considera trabalhador rural o agricultor
familiar que empregue mão-de-obra de terceiros por
períodos curtos, entre outros critérios. Atualmente, um
dos critérios é o tamanho do imóvel: quem possui
propriedade de até dois módulos fiscais é considerado
trabalhador, tendo ou não empregado.
O substitutivo
estabelece ainda que o empregador rural que, em razão de
alterações ocorridas em suas atividades rurais, deixar
de recolher a contribuição sindical à entidade patronal
e o fizer na condição de trabalhador rural, não terá,
sob alegação de inadimplência, seu nome inscrito no
Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos
e Entidades Federais, nem poderá ser privado do acesso a
incentivos fiscais e ao crédito rural, em todas as suas
modalidades.
O relator afirma
que a atual legislação (Decreto-lei 1.166/71) é
ultrapassada e cria muitos problemas para os
agricultores familiares de todo o País. Segundo ele, nas
últimas décadas, os agricultores familiares não só
passaram a empregar terceiros, como também passaram a
vender sua produção – que não se destina mais apenas ao
sustento da família.
Tramitação
O projeto foi rejeitado pela Comissão de Agricultura,
Abastecimento Pecuária e Desenvolvimento Rural e ainda
precisa ser analisado pelas comissões de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Depois, seguirá para o Plenário.
Fonte:
Agência Câmara

09/12/10
-
Câmara proíbe que embriaguez motive demissão por justa
causa
A Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou
nesta quarta-feira proposta que proíbe a demissão por
justa causa em caso de embriaguez habitual ou em
serviço. O texto retira essa possibilidade da
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei
5.452/43) com o objetivo de tratar o alcoolismo como
doença, e não como causa para punição.
A proposta
aprovada é o
substitutivo da Comissão
de Trabalho, de Administração e Serviço Público ao
Projeto de Lei 206/03, do deputado Roberto Magalhães
(DEM-PE), que originalmente determina que a demissão
nesses casos só poderia ocorrer depois que a empresa
oferecer ao trabalhador uma licença para tratamento
médico com duração de 60 dias.
O relator na CCJ, deputado Sérgio Barradas Carneiro
(PT-BA), recomendou a aprovação do substitutivo, de
autoria do deputado Tarcísio Zimmermann (PT-RS). “O
trabalhador que sofre de alcoolismo deve ser encaminhado
para tratamento médico, em vez de ser dispensado por
justa causa”, justificou Zimmermann, na Comissão de
Trabalho.
O texto seguirá
agora para o Senado, a menos que seja apresentado
recurso para sua análise pelo Plenário.
Foi rejeitado o
Projeto de Lei 4518/04, que trata de assunto semelhante
e tramita apensado.
Apesar de ter recebido parecer favorável na CCJ, o texto
havia sido rejeitado na Comissão de Trabalho e o que
ficou valendo foi o substitutivo.
Fonte:
Agência Câmara

09/12/10
-
Projeto prevê distribuição de filtro solar a trabalhador
A Comissão de
Constituição e Justiça da Câmara aprovou projeto que
obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a distribuir
protetor solar gratuitamente à população. A proposta
especifica o tipo de filtro com fator 12 (FSP 12). O
autor do projeto, deputado Lobbe Neto (PSDB-SP),
argumenta que a maioria das pessoas que desenvolvem
câncer de pele é de trabalhadores rurais, carteiros e
catadores de papel. "É de conhecimento geral que os
bloqueadores custam muito caro para os padrões salariais
dos brasileiros. Nas farmácias temos desconto em
remédios e não nos protetores solares, por serem
considerados supérfluos", afirmou Lobbe Neto.
Junto com o
projeto, a CCJ aprovou uma proposta que obriga o
empregador a fornecer protetores ou bloqueadores solares
a trabalhadores que, no exercício de suas atividades,
estejam expostos à radiação solar direta.
Independentemente do tempo de jornada, o projeto
considera o horário entre 7 horas e 18 horas. O
empregador que descumprir a obrigação está sujeita a
multa de R$ 1.300,00 por cada trabalhador exposto ao sol
sem a proteção.
Outro projeto
aprovado na comissão altera a Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT) para incluir a exposição ao sol como
fator de risco do trabalhador. "A exposição direta e
contínua da pele aos rigores do sol é o principal
desencadeador do câncer de pele. Os empregados não podem
optar, sob pena de demissão, por exercer ou não
determinada atividade debaixo do sol escaldante e,
também, não podem arcar com os custos dos equipamentos
de proteção", argumenta a autora do projeto, ex-deputada
Telma de Souza (PT-SP).
Os três projetos
têm caráter terminativo, ou seja, podem seguir para
votação no Senado, sem passar pelo plenário da Câmara.
Os projetos só seguirão ao plenário se houver recurso.
Fonte:
Agência Estado

09/12/10
-
CCJ aumenta proteção de prerrogativas profissionais
A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ)
aprovou, nesta quarta (8), mudanças na lei de abuso de
autoridade (Lei 4.898/1965) para aumentar a proteção aos
profissionais contra atos que violem direitos e
garantias legais indispensáveis ao ofício que exercem. A
matéria seguirá ao Plenário do Senado em regime de
urgência.
O substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ao
projeto de lei da Câmara (PLC 83/2008) estende aos
conselhos de classe e à Ordem dos Advogados do Brasil o
direito de formular, em nome dos profissionais,
representação judicial contra uma autoridade que comete
abuso (essa prerrogativa atualmente é reservada ao
Ministério Público). O projeto também aumenta a pena
para crimes de abuso contra o exercício profissional: de
detenção de dez dias a seis meses ela foi elevada para
dois a quatro anos e multa.
Originalmente, o PLC 83/2008 alterava apenas o Estatuto
do Advogado (lei 8.906/1994) para garantir prerrogativas
dessa categoria, como, por exemplo, a inviolabilidade do
escritório profissional. Foi rejeitado pelo relator
porque, para Demóstenes, ao contemplar apenas os
advogados a proposta feria o princípio constitucional da
isonomia. Ao reexaminar o projeto, contudo, o senador
resolveu alterar a lei de crimes de responsabilidade, e
não o Estatuto do Advogado, no intuito de universalizar
a proteção de prerrogativas para todas as profissões.
"A grande fragilidade do PLC nº 83, de 2008, está em
oferecer proteção exclusiva a uma determinada categoria
de profissionais liberais. O caminho mais acertado é o
de prestigiar o livre exercício profissional de forma a
contemplar todas as categorias", disse Demóstenes em seu
relatório.
Fonte:
Agência Senado

09/12/10
-
Supremo cria nova classe processual: “ARE” substitui
“AI”
O Supremo
Tribunal Federal criou a classe “Recurso Extraordinário
com Agravo – ARE”, por meio da Resolução nº 450,
publicada no Diário da Justiça de 3 de dezembro de 2010,
em razão da edição da Lei nº 12.322, de 9 de setembro
deste ano. Essa norma extinguiu o Agravo de Instrumento
(AI) interposto contra decisão que nega seguimento aos
recursos de natureza extraordinária.
A partir
do dia 9 de dezembro, data de entrada em vigor da nova
lei, o STF já terá adequado seus procedimentos internos,
a fim de processar o novo agravo.
Apesar de
a Lei nº 12.322/2010 ter alterado o Código de Processo
Civil, outra Resolução – a de nº 451/2010 – dispõe que a
nova sistemática processual também se aplica aos feitos
que versem sobre matéria penal e processual penal, de
forma que o STF não mais receberá os antigos agravos de
instrumento – AIs.
Fonte: STF

Em sua última reunião do ano, o Comitê de Política
Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa
básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano. Patamar que
vigora desde julho último, numa demonstração da
estabilidade econômica que conduz o país à transição de
governo no próximo dia 1º de janeiro.
A decisão do Copom veio em linha com a expectativa da
maioria dos economistas consultados todas as
sextas-feiras pelo BC para acompanhar as tendências da
iniciativa privada sobre os principais indicadores
econômicos. Pesquisa que dá origem ao boletim Focus,
divulgado sempre no primeiro dia útil da semana
seguinte.
Embora as pressões inflacionários tenham aumentado nos
últimos meses (0,45% em setembro, 0,75% em outubro e
0,83% em novembro) os consultores financeiros ouvidos na
pesquisa do BC entendem que as medidas anunciadas na
última sexta-feira (3) vão reduzir a oferta de crédito e
o consumo interno, desaquecendo um pouco a inflação.
Este não seria, portanto, o momento adequado para elevar
a Selic.
Foi a última reunião do Copom sob o comando de Henrique
Meirelles, que está no comando do BC durante os dois
mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e
tornou-se o dirigente mais longevo do BC. Depois de oito
anos à frente da autoridade monetária, Meirelles passará
o cargo, em janeiro, para o atual diretor de Normas e
Organização do Sistema Financeiro, Alexandre Tombini.
(Repórter Stênio Ribeiro)
Fonte:
Agência Brasil

08/12/10
-
Senado aprova texto do novo Código de Processo Penal
Projeto permite que os
juízes decretem a prisão preventiva de acusados
de crimes de 'extrema
gravidade' ou em caso de reincidência
O texto do novo
Código de Processo Penal (CPP) foi aprovado hoje pelo
plenário do Senado e será encaminhado para a Câmara. Um
dos pontos que o Senado aprovou e o governo pretende
alterar refere-se à prisão preventiva. O texto aprovado
permite que os juízes decretem a prisão preventiva de
acusados de crimes de "extrema gravidade" ou em caso de
reincidência.
Essas duas
hipóteses, propostas pelo senador Demóstenes Torres
(DEM-GO), não eram previstas no código de 1941 e no
texto original do novo CPP. O governo não conseguiu
alterar o texto e vai tentar mudá-lo na Câmara.
O projeto
estabelece também que o juiz que cuidar da instrução do
processo - que autoriza interceptações telefônicas,
quebra de sigilos e produção de provas - não será
responsável pelo julgamento dos envolvidos. É uma
tentativa de evitar que o magistrado se envolva de tal
forma com a investigação que sua imparcialidade fique
comprometida.
O texto extingue
a prisão especial para autoridades e para quem tem curso
superior, estabelece também que as vítimas têm o direito
de serem comunicadas sobre o andamento dos processos,
especialmente da prisão ou soltura do autor do crime,
limita o prazo para as interceptações telefônicas em 60
dias, podendo se estender por mais de um ano em caso da
continuidade do crime, e estabelece limites de prazo
para as prisões preventivas.
Apesar das
críticas, o novo código traz inovações consideradas
importantes, inclusive pelo governo. O CPP cria uma
série de alternativas para as medidas cautelares. Hoje,
quando o juiz quer impedir que um acusado pressione a
vítima ou uma testemunha de acusação, só tem como
alternativa decretar a prisão provisória. Pelo texto
aprovado ontem pelo Senado, o magistrado poderá, por
exemplo, proibir que o acusado se aproxime da vítima ou
da testemunha.
Além dessa
alternativa e da prisão provisória, o texto permite
ainda que o magistrado possa determinar o recolhimento
domiciliar do acusado, o monitoramento eletrônico, a
proibição de frequentar certos lugares, de ausentar-se
da comarca ou de sair do País.
Fonte:
Agência Estado

08/12/10
-
Tombini reafirma compromisso com controle da inflação
Em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE),
Alexandre Tombini, indicado para a presidência do Banco
Central, afirmou que manterá compromisso do BC com o
controle da inflação. Conforme afirmou, a estabilidade
do poder de compra do Real é conquista do país e um
desafio permanente do governo.
- A inflação produz efeitos perversos sobre a economia e
sobre a população, principalmente as camadas de baixa
renda. Por isso, a função do Banco Central é manter a
estabilidade, com a inflação em níveis baixos e estáveis
- disse.
Tombini disse ser falso o dilema entre crescimento
econômico e controle inflacionário. Ele defendeu a
manutenção do regime de metas de inflação, ressaltando
que o mesmo é transparente, amplamente divulgado à
sociedade. O indicado lembrou ainda que, para a
estabilidade macroeconômica, somam-se, ao controle da
inflação, a política de câmbio flutuante e a austeridade
fiscal.
Alexandre Tombini ainda afirmou que a presidente eleita
Dilma Rousseff deu a ele autonomia de ação à frente do
banco.
Fonte:
Agência Senado

08/12/10
-
Produção industrial em outubro cresceu em quatro
estados, mostra IBGE
De
setembro
para
outubro
deste ano, a produção industrial brasileira cresceu em
quatro dos 14 estados e regiões pesquisados pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os destaques da Pesquisa Industrial Mensal – Produção
Física Regional, divulgados nesta terça-feira (7), foram
para os estados da Bahia, com crescimento de 5,4%, e do
Espírito Santo, onde a produção cresceu 3,8 %.
Na comparação com
outubro
de 2009, a produção industrial avançou 2,1%, e no
acumulado do ano, 11,8%, o mesmo índice do acumulado dos
últimos 12 meses. Segundo o IBGE, os resultados de
outubro
indicam uma clara perda de ritmo do crescimento da
produção industrial, frente aos números no primeiro e
terceiro trimestres de 2010, na comparação com igual
período do ano anterior.
O Rio de
Janeiro,
com 0,7%, e Minas Gerais, com 0,1%, foram os outros dois
resultados positivos de
outubro.
No estado de Santa Catarina, o crescimento da produção
industrial foi zero, o mesmo índice observado em
setembro.
Os demais locais registraram taxas negativas, com
destaque para o Paraná, com queda de 7,6%, Ceará
(-5,9%), Goiás (-4,5%) e o Amazonas (-3,3%). Quedem
Pernambuco (-0,6%), São Paulo (-0,5%) e na Região
Nordeste (-0,1%).
No confronto com
outubro
de 2009, o destaque nos resultados regionais foi para os
aumentos de 20% na produção de Goiás, impulsionado, de
acordo com o IBGE, pela indústria de alimentos e
bebidas, e de 11,4% na do Espírito Santo, atribuído ao
crescimento da indústria extrativa.
(Repórter Paulo Virgílio)
Fonte:
Agência Brasil

08/12/10
-
Lula anuncia veto à nova divisão de royalties aprovada
pela Câmara
No Rio, presidente falou em medida provisória para
restabelecer acordo.
Pré-sal tem recursos para estados produtores e
restante do país, disse
O presidente
Luiz Inácio Lula da
Silva afirmou nesta terça-feira (7), no Rio de
Janeiro, que vai vetar a matéria aprovada pela Câmara
dos Deputados que estabeleceu
novas regras para a
distribuição dos royalties do petróleo. Foi a
primeira vez que Lula admitiu o veto publicamente.
Ele fez a
afirmação em entrevista após participar de cerimônia de
lançamento do cartão Família Carioca, criado pela
prefeitura nos moldes do
Bolsa Família.
Lula estava ao lado do governador Sérgio Cabral (PMDB),
que defendia publicamente o veto presidencial à medida
aprovada pela Câmara no último no dia 1º de dezembro..
Sem dar maiores
detalhes, ele também sinalizou com a possibilidade de
editar uma medida provisória para restabelecer o acordo
inicialmente firmado pelo Planalto com os estados
produtores.
“Ao receber a
proposta do Congresso, eu pretendo vetar e colocar a
medida provisória que foi a razão do acordo, para que
eles votem no próximo ano no Congresso Nacional”,
declarou.
Segundo Lula,
havia um acordo firmado entre estados produtores,
líderes do Congresso e a União para votar o modelo no
qual a distribuição dos recursos da exploração da camada
pré-sal contemplaria todos os estados brasileiros sem,
no entanto, prejudicar os estados produtores –
Rio de Janeiro, São
Paulo e Espírito Santo.
Fonte: Gazeta do Povo

08/12/10
-
Construção civil prevê para 2010 crescimento recorde de
11% e geração de 350 mil empregos
A indústria da
construção civil vai crescer 11% este ano e superar a
previsão de avanço do Produto Interno Bruto (PIB)
setorial feita pelo próprio segmento. A expectativa de
crescimento foi apresentada nesta terça-feira (7) pelo
Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de
São Paulo (Sinduscon-SP).
O índice de
crescimento do setor, se confirmado, será o maior dos
últimos 20 anos, cerca de três pontos percentuais acima
da estimativa original do setor. “O ano de 2010 é um ano
que vai deixar saudades”, disse o diretor de Economia do
Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan. “Este crescimento é
recorde.”
Ana Maria
Castelo, coordenadora de Projetos da Fundação Getulio
Vargas (FGV) e responsável pela elaboração dos dados
sobre a construção civil, afirmou que o resultado será
consequência, principalmente, da expansão do crédito e
dos investimentos em infraestrutura.
Só o crédito
habitacional, por exemplo, deve fechar o ano com mais de
R$ 70 bilhões ofertados, ante cerca de R$ 55 bilhões em
2009. Já as obras de infraestrutura são, em grande
parte, iniciativas do Poder Público intensificadas pelo
período eleitoral. “O ano eleitoral tem um impacto na
construção”, reconheceu ela.
O desempenho
recorde da construção civil impulsiona também a geração
de empregos no setor. O Sinduscon estima que 350 mil
empregos formais serão gerados na construção civil até o
fim do ano. Só entre janeiro e outubro, o número de
empregos abertos pelo setor foi 15,1% maior que o do
mesmo período do ano passado.
(Repórter
Vinicius Konchinski)
Fonte:
Agência Brasil

A 8ª
Câmara do TRT negou provimento a recurso ordinário
interposto pela União em face de acordo homologado pela
3ª Vara do Trabalho de Taubaté. A recorrente pugnava
pela incidência da contribuição previdenciária sobre R$
520 pagos ao reclamante a título de aviso prévio
indenizado, sob o fundamento de que o aviso prévio havia
sido excluído, pela edição da Lei 9.528/1997, do § 9º do
artigo 28 da Lei 8.212/1991, dispositivo que elenca as
parcelas não integrantes do salário de contribuição.
A relatora
do acórdão, a juíza convocada Maria Inês Corrêa de
Cerqueira Cesar Targa, entendeu, no entanto, que o aviso
prévio, quando não trabalhado, tem indiscutível natureza
jurídica de indenização, não integrando a base de
cálculo das contribuições previdenciárias, uma vez que a
garantia de integração desse período no tempo de serviço
do empregador "está limitada às vantagens econômicas (v.g.
salários, reflexos e verbas rescisórias) obtidas no
interregno de pré-aviso, consoante entendimento firmado
pelo Colendo Tribunal Superior do Trabalho, em sua
Orientação Jurisprudencial SDI-1 nº 40".
No
entendimento da desembargadora, acompanhado pelo
colegiado, "não se modifica a natureza jurídica de uma
verba por sua mera retirada do § 9º, do art. 28, da Lei
8.212/91, que, aliás, não contém elenco exaustivo de
verbas que não integram o salário de contribuição [...]
há verbas sobre as quais não incidem contribuições
previdenciárias e que não se encontram ali inseridas".
Para a relatora, trata-se de simples omissão
legislativa, sem maiores repercussões, posição que,
segundo ela, ampara-se em disposição contida no artigo
214, § 9º, V, "f", do Decreto nº 3.048/99, e no artigo
78, V, "f", da Instrução Normativa INSS/DC nº 100/2003,
que declararam que o aviso prévio indenizado continua a
não integrar a base de cálculo daquela contribuição.
(Processo nº 0161800-05.2008.5.15.0102)
Fonte: Jusbrasil

08/12/10
-
Manutenção em máquinas energizadas gera adicional de
periculosidade
Trabalho em condições perigosas dá ao empregado direito
ao adicional de periculosidade, independentemente do
ramo de atividade do empregador. É o que determina o
Decreto nº 93.412/86. Com base nesse fundamento, a
Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou
recurso em que a Philip Morris Brasil S. A. tentava se
livrar de pagar o adicional a um empregado que mantinha
contato com energia elétrica em suas atividades.
Dentre as tarefas que ele desempenhava, constava a
manutenção preventiva e corretiva de máquinas e
equipamentos, tais como as de fabricação de cigarros e
embalagens energizadas, à tensão de 400V e corrente de
16 a 50 amperes. Além disso, ainda que eventualmente,
ele tinha que entrar na subestação rebaixadora,
integrante do sistema elétrico de potência. Ao final de
uma avaliação técnica, o perito considerou perigoso o
trabalho do empregado, “com o risco de choque elétrico
com fibrilação cardíaca”. A par de tudo isso, o Tribunal
Regional da 9ª Região (PR) impôs a condenação à empresa.
O acórdão regional destacou que a própria Philip Morris
teria confirmado a morte de um empregado que faleceu ao
tocar parte energizada de uma daquelas máquinas. No
entanto, a empresa recorreu da condenação, alegando que
as atividades do empregado eram realizadas no sistema
elétrico de consumo e não de potência, o que não gerava
direito ao adicional de periculosidade.
Ao examinar o recurso empresarial na Segunda Turma, o
ministro Caputo Bastos, relator, avaliou que não havia
reforma a ser feita na decisão regional, uma vez que a
jurisprudência do TST já assegurou o direito ao referido
adicional aos trabalhadores que não ativam em sistema
elétrico de potência, “desde que a atividade seja
exercida com equipamentos e instalações elétricas
similares, que ofereçam risco equivalente, ainda que em
unidade consumidora de energia elétrica”.
O adicional foi deferido com base nos artigos 1º da Lei
7.369/85 e 2º, § 2º, do Decreto 93.412/86 e Orientação
Jurisprudencial nº 324 da SBDI-1 do TST.
(RR - 2602700-41.2000.5.09.0016)
Fonte: TST

A nova relatora-geral do Orçamento da União para 2011,
senadora Ideli Salvatti (PT-SC), se comprometeu a
aprovar o Orçamento até meia-noite do próximo dia 28. O
compromisso foi assumido por ela assim que foi empossada
na nova função pelo presidente da Comissão Mista de
Orçamento (CMO), deputado Waldemir Moka (PMDB-MS).
A substituta do senador Gim Argello (PTB-DF), que
renunciou nesta terça-feira (7) à relatoria e se afastou
da CMO, agradeceu o apoio de todos os parlamentares e à
indicação de seu nome pelo líder do PT no Senado,
Aloizio Mercadante (PT-SP). Ideli Salvatti ressaltou que
fará um trabalho de forma criteriosa com base nos
relatórios setoriais.
Fonte:
Agência Brasil

O Plenário
realizou duas sessões extraordinárias nesta terça-feira
para tentar avançar na votação de matérias de consenso
entre os líderes, mas foi aprovado apenas o
regime de urgência
para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 352/02, por 286
votos a 11. Esse projeto, de autoria do Senado, muda a
Lei Kandir (Lei
Complementar 87/96) para deixar mais claro que o
ICMS incide
sobre todas as etapas de venda de energia elétrica,
desde a produção ou importação até o consumidor final.
Esse projeto
ainda deve ser emendado para prorrogar, de 1º de janeiro
de 2011 para 1º de janeiro de 2020, a data a partir da
qual as empresas poderão descontar do ICMS a pagar o
valor desse imposto embutido em mercadorias compradas
por elas e destinadas ao uso ou consumo no
estabelecimento. Esse desconto diminuirá a base de
cálculo e, em consequência, o tributo arrecadado.
Segundo o
deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), caso essa
prorrogação não seja sancionada até o fim de dezembro os
estados poderão arcar com um prejuízo de R$ 19,5
bilhões.
Bingos
Na segunda votação
nominal prevista em acordo de líderes, o
requerimento de urgência para o Projeto de Lei 2944/04
não obteve apoio suficiente para aprovação. O projeto,
de autoria do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP),
legaliza e regulamenta os bingos no Brasil. Apenas 226
deputados votaram a favor da urgência e seriam
necessários 257 votos.
Como o período de
duração da primeira sessão terminou logo em seguida, uma
nova extraordinária foi iniciada, mas vários partidos (o
Psol, o PMDB, o PTB, o PR, o PP e o PSC)
obstruíram os
trabalhos durante a votação nominal de um pedido do Psol
de retirada de pauta do PLP 352/02.
De acordo com o
deputado Manato (ES), vice-líder do PDT, o adiamento da
votação desse projeto pode prejudicar muito o seu
estado. "O Espírito Santo não tem culpa se a urgência
para os bingos não passou, mas não votar o projeto que
prorroga a Lei Kandir é um absurdo", afirmou o deputado.
Medidas
provisórias
Para esta quarta-feira (8), foi convocada sessão
ordinária com onze medidas provisórias em tramitação,
das quais nove trancam
a pauta. Também está marcada uma sessão do
Congresso para as 12 horas, com o objetivo de analisar
projetos de créditos suplementares ao Orçamento de 2010.
Fonte:
Agência Câmara

O faturamento da indústria brasileira recuou 0,7% em
outubro, comparado com o mês anterior, mas aumentou 4,7%
em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a
pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta
segunda-feira (6) pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI).
Em contrapartida, a utilização da capacidade instalada
(UCI), que vinha caindo há cinco meses, cresceu 0,2
ponto percentual em relação a setembro e 1,4 ponto
percentual a mais que em igual mês de 2009. A indústria
nacional operou com 82,2%, em média, da UCI.
O resultado da pesquisa foi divulgado pelo secretário
executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo
Branco. Segundo ele, a queda no faturamento reflete o
“ritmo menos intenso” do crescimento da indústria em
relação ao começo do ano, mas isso “não compromete” a
previsão de evolução do setor em torno de 12% neste ano,
uma vez que o faturamento acumulado em dez meses
aumentou 10,4% sobre igual período de 2009.
Castelo Branco disse que o emprego industrial manteve-se
estável em outubro, mas cresceu 6,5% sobre o mesmo mês
do ano passado, dando continuidade a uma trajetória de
16 meses consecutivos de ampliação do emprego e da renda
real do trabalhador. Isso pode ser comprovado pela massa
salarial real, que cresceu 4,5% sobre o mês anterior e
10% em relação a outubro de 2009, afirmou.
De acordo com Castelo Branco, os diferentes setores da
indústria de transformação continuam a evoluir na
maioria dos indicadores. Tanto que o faturamento real no
ano cresceu em 16 dos 19 setores pesquisados, com
destaques para vestuário, móveis, couros e calçados, bem
como produtos de borracha e plástico. Todos com expansão
superior a 10% de janeiro a outubro.
(Repórter Stênio Ribeiro)
Fonte:
Agência Brasil

07/12/10
-
Analistas elevam projeção da inflação oficial para 5,78%
este ano
O mercado
financeiro eleva mais uma vez as projeções de inflação e
reduz a expectativa de crescimento da economia
brasileira. De acordo com o boletim Focus,
editado semanalmente pelo Banco Central, a projeção de
inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo
(IPCA) passou de 5,72% para 5,78%. Já o crescimento do
Produto Interno Bruto (PIB) foi estimado em 7,54% ante
os 7,55% da semana anterior, com a produção industrial
caindo de 10,98% para 10,70%.
Para a taxa de
câmbio, analistas e investidores, estimam elevação, de
R$ 1,70 para R$ 1,71. A taxa básica de juros foi mantida
em 10,75% ao ano. Na avaliação do mercado, a dívida
líquida do setor público permanecerá inalterada, em
40,50% do PIB.
O déficit em
conta-corrente, principal indicador das transações
externas de um país, permanece em US$ 50 bilhões, com a
balança comercial apresentando saldo de US$ 16,24
bilhões ante os US$ 16,30 bilhões da semana anterior. Os
investimentos estrangeiros foram mantidos em US$ 30
bilhões e os preços administrados em 3,50%.
(Repórter Daniel Lima)
Fonte:
Agência Brasil

07/12/10
-
Milionários doaram mais de R$ 82 milhões nas eleições
Levantamento
divulgado nesta semana pela ONG Contas Abertas mostra
que 39 financiadores de campanha doaram, juntos, R$ 82,5
milhões nas eleições deste ano. Cada um doou mais de R$
1 milhão. A maior parte deles (30) financiou a própria
campanha com doações que somaram R$ 70,1 milhões. Esses
valores correspondem à campanha no primeiro turno. Entre
os financiadores, estão o empresário Eike Batista, do
setor da mineração e petróleo, e João Carlos Di Gênio,
dono da Universidade Paulista e grupo educacional
Objetivo.
De acordo com a
ONG, nove bem-sucedidos milionários investiram quase R$
11,6 milhões em campanhas de deputados federais,
senadores e governadores. A maior doação de pessoa
física registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
foi feita pelo candidato ao governo do Mato Grosso,
Mauro Mendes, que investiu em sua campanha R$ 9,7
milhões em recursos próprios. O valor da doação
corresponde a 17% do patrimônio de Marcos Mendes
declarado à Justiça Eleitoral (R$ 57,2 milhões). Mauro
Mendes perdeu a eleição para o adversário Silval Barbosa
(PMDB).
Dos maiores
doadores, em segundo da lista, aparece Wilson Picler
(PDT-PR), que disputou vaga na Câmara, mas não obteve
sucesso nas urnas. Picler gastou R$ 5,5 milhões em sua
campanha. O candidato declarou ao TSE uma fortuna de R$
23 milhões. Segundo o levantamento, outros 19 candidatos
investiram fortunas em suas próprias campanhas mais não
foram eleitos. Ao todo, as doações desses candidatos a
si mesmos somaram mais de R$ 38,2 milhões.
Entre os que
investiram em candidaturas de terceiros, o empresário
Eike, considerado a oitava pessoa mais rica do mundo
pela revista Forbes, financiou a campanha de três
senadores – Cristovam Buarque (PDT-DF), Delcídio Amaral
(DEM-MS) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) – e de um
candidato Paulo Melo, que disputou vaga na Assembleia
Legislativa do Rio de Janeiro. Ao todo, foram doados
mais de R$ 1,6 milhão.
O empresário
cearense Beto Studart também distribuiu seu patrimônio.
Financiou em quase R$ 1,7 milhão diversos pretendentes à
política, entre eles Lúcio Alcântara (PR), candidato ao
governo do Ceará. Quem também amparou candidatos foi o
empresário Cornélio Brennand, sogro do senador Heráclito
Fortes (DEM-PI). Apesar da ajuda de quase R$ 1,5 milhão,
Heráclito não conseguiu se reeleger.
Além dos
milionários citados, também foram financiadores de
campanha Emival Caiado Filho, Benedito Cavallieri
Sobrinho, João Carlos Di Genio, Julio Gerin Camargo,
Etore Selvatici Cavallieri e João Roberto Baird. De
acordo com a legislação eleitoral, as doações não
utilizadas durante a campanha não podem ser resgatadas
pelo candidato ou devolvidas aos doadores. As eventuais
sobras são depositadas em favor do partido político.
Fonte: Congresso em Foco

07/12/10
-
Paim comemora decisão de juiz pela inconstitucionalidade
do fator previdenciário
O senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou a decisão do juiz
da 1ª Vara Federal Previdenciária de São Paulo, Marcus
Orione Gonçalves Correia, que declarou a
inconstitucionalidade do "famigerado fator
previdenciário". De acordo com Paim, a decisão se deu
"por introduzir elemento de cálculo que influi no
próprio direito ao benefício".
Em pronunciamento nesta segunda-feira (6), Paulo Paim
saudou o juiz por sua decisão. O senador lembrou que a
Constituição fala da questão da idade para a
aposentadoria, mas "o fator previdenciário malandramente
reintroduziu" o quesito idade frente à expectativa de
vida da população.
Segundo Paim, o juiz considerou o fator previdenciário
"é um retrocesso social", uma vez que funciona apenas
como um redutor para os benefícios.
O parlamentar salientou outro aspecto observado pelo
juiz: o fator previdenciário não leva em conta as
diferenças regionais relativas à idade e à expectativa
de vida.
Na sentença, Marcus Orione Gonçalves Correia determinou
que o Instituto Nacional do Seguro Social promova
imediatamente o recálculo do benefício, sem incidência
do fator previdenciário.
Paim trouxe exemplo citado pelo juiz, segundo o qual uma
mulher, com 30 anos de contribuição e com salário médio
de R$ 1.000, tem seu benefício reduzido para R$ 565,
após a aplicação do fator.
O senador disse ainda que o projeto foi aprovado por
unanimidade pelo Senado Federal, mas aguarda votação em
Plenário na Câmara, onde tramita sob o número 3299/08. O
senador lembrou ainda terem sido colhidas mais de 2
milhões de assinaturas contra o fator, que definiu como
"uma grande injustiça".
O senador Papaléo Paes (PSDB-AP) apoiou o pronunciamento
de Paim.
Fonte:
Agência Senado

07/12/10
-
Deputados querem reabrir negociação sobre fator
previdenciário
O presidente da
Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva
(PDT-SP), disse que a decisão judicial contrária ao
fator previdenciário
pode funcionar como uma forma de pressionar o governo a
negociar no Congresso a mudança do cálculo das
aposentadorias.
Na semana
passada, o juiz Marcos Orione Gonçalves Correia, da 1ª
Vara Federal Previdenciária de São Paulo, considerou o
fator previdenciário inconstitucional. Segundo ele, a
lei que instituiu o fator previdenciário (9.876/99) em
1999 acrescentou, para fins de obtenção do benefício,
requisitos que dificultam o acesso ao próprio direito à
aposentadoria. O juiz determinou que o INSS recalcule,
sem a incidência do fator previdenciário, o benefício do
segurado que entrou na Justiça contra a Previdência
Social.
"Essa é uma
decisão parcial e o governo pode recorrer, mas
precisamos usar isso para forçar uma negociação com o
governo. O governo vinha negociando há algum tempo atrás
e depois parou. Parou porque ninguém mais pressionou.
Então, acho que podemos chegar a uma fórmula que não
achate tanto as aposentadorias das pessoas", disse.
O deputado Pepe
Vargas (PT-RS), relator na Comissão de Finanças e
Tributação de um projeto do Senado que redefine o uso do
fator previdenciário (PL 3299/08), afirma que a decisão
judicial pode reabrir a discussão em torno da matéria.
"O governo aceitou uma negociação em torno da matéria.
Não é uma matéria que extingue definitivamente o fator,
mas cria um ponto no qual não é mais aplicado o fator
previdenciário nas aposentadorias. Nós estamos desde
agosto do ano passado tentando votar essa matéria e até
hoje não houve acordo dos líderes para votar", disse.
Pelo substitutivo
de Pepe Vargas, o trabalhador não terá perdas ao se
aposentar quando a soma de sua idade ao tempo de
contribuição for 95 para homens ou 85 para mulheres.
Segundo as
centrais sindicais, o fator previdenciário pode reduzir
o valor inicial do benefício em cerca de 40%. A
tendência é de aumento de perdas, porque, com a nova
expectativa de vida divulgada pelo IBGE, a tábua de
cálculo do fator previdenciário foi alterada.
De acordo com o
INSS, considerando-se a mesma idade e tempo de
contribuição, um segurado com 55 anos de idade e 35 anos
de contribuição que requerer a aposentadoria a partir de
agora terá que contribuir por mais 41 dias corridos para
manter o mesmo valor do benefício.
Em junho último,
o Congresso aprovou o fim do fator previdenciário, mas o
presidente Lula vetou a proposta.
Fonte:
Agência Câmara

Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 6729/10, do deputado Indio da Costa
(DEM-RJ), que pretende incentivar o setor produtivo a
adotar processos ambientalmente adequados. Para tanto, a
proposta isenta dos tributos federais, de imediato, e
por 20 anos, as empresas que os adotarem.
Pelo projeto, 20%
dos tributos economizados pelas empresas serão
utilizados, pela própria empresa, para conscientizar
seus funcionários e familiares, comunidades do entorno,
ou ainda alunos de escolas públicas, ensinando como
produzir de forma sustentável para a economia verde,
"sem comprometer o meio ambiente para gerações futuras".
Após os 20 anos de isenção, a cobrança dos tributos será
feita progressivamente.
Tarefa
gigantesca
Segundo o deputado, fazer com que industriais,
comerciantes e consumidores se conscientizem da urgência
dessas ações é uma tarefa gigantesca. "Os legisladores
devem estar à frente desta questão criando leis que
imponham novas formas de produção", receita.
O projeto,
destaca Indio da Costa, incentiva a indústria e o
comércio a adotarem processos limpos em sua produção e
descarte. "As mudanças climáticas e o aquecimento global
são uma realidade que não pode aguardar longas
discussões; vários estados brasileiros já sofrem os
efeitos, como deslizamentos, chuvas violentas e
inundações que afetam grandes centros populacionais",
alerta. Segundo o deputado, a aprovação da proposta é,
portanto, de indubitável urgência.
"O modelo industrial baseado no consumo de combustíveis
fósseis, inicialmente carvão e posteriormente derivados
de petróleo, se expandiu e se consolidou no mundo e no
Brasil nos últimos cem anos", lembra o parlamentar. Ele
sublinha que esse modelo resultou em bilhões de
toneladas de resíduos e emissões, principalmente as de
dióxido de carbono, que, acrescidas das emissões de
metano e outro gases, acabaram por "colocar em cheque o
próprio modelo, o planeta e a civilização".
Tramitação
Sujeito a análise em
caráter conclusivo, o projeto foi
apensado ao PL
3470/08, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), que institui o
Programa Empresa Consciente, com dedução do Imposto
sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) de gastos com
projetos ecológicos, e já foi aprovado pela Comissão de
Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. As
propostas ainda serão analisadas pelas comissões de
Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

Captação foi impulsionada pelo pagamento do 13º
salário. Resultado da caderneta foi o quarto melhor do
ano
Os
depósitos na caderneta de poupança superaram as
retiradas em R$ 4 bilhões no mês de novembro, informou
nesta segunda-feira (6) o
Banco Central.
Segundo a instituição, quase toda a captação da poupança
do mês passado aconteceu no último dia útil do mês, em
30 de novembro, quando vence o período de pagamento da
primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores. Nesse
dia, houve o ingresso líquido de R$ 3,88 bilhões na
modalidade de investimentos.
Mesmo
com a forte captação de recursos por conta da primeira
parcela do 13º salário, o saldo positivo da poupança do
mês passado é apenas o quarto melhor resultado de 2010.
Foi superado por julho (+R$ 6,83 bilhões), setembro (+R$
4,84 bilhões) e junho (+R$ 4,17 bilhões). Na comparação
com novembro do ano passado, houve uma queda de 10,14%,
uma vez que houve o ingresso líquido de R$ 4,46 bilhões
na poupança no mesmo mês de 2009.
Depósitos, retiradas e estoque
Segundo
dados do Banco Central, os depósitos em caderneta de
poupança somaram R$ 101,33 bilhões em novembro, ao mesmo
tempo em que as retiradas de recursos totalizaram R$
97,32 bilhões no mês passado. Os rendimentos creditados
nas contas dos poupadores, por sua vez, somaram R$ 1,89
bilhão no mês passado e o saldo total (estoque) de
recursos aplicado na poupança avançou para R$ 370
bilhões.
Acumulado do ano
No
acumulado de janeiro a novembro deste ano, ainda segundo
dados do Banco Central, a caderneta de poupança
registrou uma captação
líquida (depósitos menos retiradas) de R$ 32,3
bilhões, o que representa
novo recorde histórico
da série que tem início em 1995. Do valor total
captado na parcial de 2010, R$ 24,67 bilhões ingressaram
por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos
(SBPE), que tem um direcionamento de 65% para o crédito
habitacional.
Fonte: Gazeta do Povo

A
Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu, na Justiça,
que a Castor Minas Rio Indústria e Comércio de Colchões
Ltda pague ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)
o valor correspondente a auxílio-doença de um
funcionário que sofreu acidente de trabalho. O valor
total do ressarcimento é de R$ 30 mil.
O
empregado da empresa fabricante de colchões teve sua mão
amputada por discos de corte da máquina de bordar em que
trabalhava. A máquina havia sido adaptada com a
instalação de uma plataforma de madeira, na qual o
operário deveria subir para acessar a parte superior do
equipamento.
A
Procuradoria Seccional Federal (PSF) em Juiz de Fora
sustentou que o acidente ocorreu por culpa exclusiva da
empresa, que não tomou as medidas de segurança
necessárias previstas na legislação. Os procuradores
argumentaram que plataforma adaptada pela empresa não
estava prevista no Manual de Instruções do fabricante da
máquina e não dispunha de nenhum dispositivo de
segurança para evitar o contato com os discos cortantes.
Por fim, a
Procuradoria sustentou que o empregador não elaborou
instruções para os empregados manusearem a máquina, que
tinha manual em língua estrangeira.
A 3ª Vara
Federal de Juiz de Fora acolheu os argumentos,
condenando a empresa a ressarcir o INSS pelo benefício
previdenciário desde janeiro de 2006.
A PSF em
Juiz de Fora é uma unidade da Procuradoria-Geral
Federal, órgão da AGU.
Ref.: Ação Regressiva 1744-93.2009.4.01.3801
Fonte:
Jusbrasil

A
pauta das sessões ordinárias do plenário da Câmara dos
Deputados continua trancada por nove medidas
provisórias. Isso não impede que sejam apreciadas outras
matérias em sessões extraordinárias esta semana, como os
projetos de lei complementar que regulamenta a cobrança
de ICMS sobre energia elétrica em transações
interestaduais e o que muda regras do regime especial de
tributação das microempresas (Supersimples).
As comissões da Câmara Federal vão ter uma semana com
extensa pauta de trabalho, a partir da terça-feira (7).
A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e
Desenvolvimento Rural vai fazer discutir e votar o
anteprojeto sobre integração e melhora da relação entre
as indústrias e os produtores.
A
Comissão de Defesa do Consumidor vai abordar em
audiência pública "a falta de serviços de telefonia
móvel em todas as cidades do país e a alteração do
regulamento de aplicação de sanções administrativas da
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A
comissão também vai discutir em etapa conclusiva o
projeto de lei que obriga a exclusão automática do
registro de informação negativada, no prazo de 24 horas,
após a quitação do débito.
A
Comissão de Legislação Participativa fará audiência
pública sobre a inclusão dos catadores de materiais
recicláveis no Regime Geral de Previdência Social. A
Comissão de Seguridade Social e Família debaterá em
audiência pública questões relacionadas à residência
médica no país. A Comissão de Finanças e Tributação
discutirá mudança no Código de Trânsito Brasileiro, que
torna mais rigorosas as punições por excesso de
velocidade.
Está prevista para a quarta-feira (8) audiência pública
na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle sobre
denúncias de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e
outras infrações apresentadas à Justiça Trabalhista do
estado de São Paulo pelo ex-diretor do Banco Schahin,
Eduardo Ruiz.
A
Comissão de Direitos Humanos e Minorias divulga em
audiência pública relatórios produzidos pela Plataforma
Brasileira dos Direitos Humanos Econômicos, Sociais,
Culturais e Ambientais, avaliando o exercício desses
direitos no Brasil hoje.
A
Comissão de Educação e Cultura promove, às 17h da
quarta-feira cerimônia de entrega do Prêmio Darcy
Ribeiro de Educação. Na quinta-feira (9), a Comissão de
Legislação Participativa realiza audiência pública sobre
a Operação Vintém e o atentado contra o ex-deputado
estadual Semy Ferraz, de Mato Grosso do Sul.
Fonte:
Agência Brasil

Os deputados do PCdoB Flávio Dino (MA) e Daniel Almeida
(BA) apresentaram, esta semana, Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) para garantir o recebimento pelas
centrais sindicais de parcela das contribuições
sindicais. O direito já é reconhecido por lei de 2008,
mas o DEM ajuizou uma Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) para declarar
inconstitucionais os dispositivos da lei, prejudicando o
movimento sindical.
Diante da controvérsia, os parlamentares apresentaram a
emenda para garantir constitucionalmente o repasse dos
recursos necessários à manutenção das centrais
sindicais. A proposta visa o fortalecimento do movimento
sindical, por meio das centrais, assegurando que essas
entidades tenham direito à contribuição ao crédito
originário da contribuição sindical dos empregados.
“Para que haja democracia no mundo do trabalho
precisamos de amplo apoio à organização sindical dos
trabalhadores”, justificou Flávio Dino, explicando que,
pela proposta, serão alterados os artigos 8o e 149o para
assegurar que as centrais sindicais possam ser credoras
de 10% do produto arrecadado pela contribuição sindical
dos empregados.
O deputado Flávio Dino disse que embora a ação ainda não
tenha sido julgada no Supremo Tribunal Federal (STF),
alguns ministros já se manifestaram favoráveis a tese do
DEM de que as centrais sindicais não teriam direito ao
repasse.
“Apresentamos, então, esta Proposta de Emenda à
Constituição para que a importância dessas entidades
seja reconhecida pelo texto constitucional, cuja
defasagem nesse aspecto deu ensejo a interpretações como
a exposta na ADI 4067. Fazemos questão de ressaltar que
discordamos de tais interpretações literais e
restritivas, mas – visando afastar definitivamente a
controvérsia e conferir segurança jurídica às centrais
sindicais – consideramos ser útil a presente
proposição”, explicou Dino.
Manutenção necessária
No julgamento da ação, iniciado em 24 de junho de
2009, a maioria dos ministros demonstrou simpatia à tese
de que as centrais sindicais não devem fazer jus ao
crédito estabelecido pela Lei de 2008. É caso dos
Ministros Joaquim Barbosa (relator), Ricardo Lewandowski
e Cezar Peluso. Posicionaram-se contrariamente apenas a
ministra Cármem Lúcia e o ministro Marco Aurélio.
Para os deputados do PCdoB, “embora a Lei 11.648 tenha
sido um grande avanço para o sistema sindical
brasileiro, tememos que dispositivos importantes para o
custeio da atividade desenvolvida pelas centrais
sindicais sejam declarados inconstitucionais,
derrubando, assim, relevantes conquistas para a nossa
democracia.”
Eles destacaram ainda a importância e o alcance da
atuação das centrais sindicais em defesa dos
trabalhadores e a necessidade de verbas para manter seu
nível e expandir sua qualidade. “Para tanto, constitui
importante fonte de receitas a contribuição sindical.
Por isso, a Lei 11.648, de 31 de março de 2008, não só
veio a reconhecer formalmente as centrais sindicais,
como as tornou credoras de 10% do produto arrecadado
pela contribuição sindical dos empregados”, conclui a
justificativa do deputados na apresentação da proposta.
Fonte: Vermelho

06/12/10
-
Indústria: empresários defendem reforma na legislação
trabalhista
A legislação
trabalhista é apontada como um dos dificultadores
da competitividade brasileira, por isso, empresários da
indústria defendem que ela passe por uma reforma. Esta
foi uma das conclusões do 5º Encontro Nacional da
Indústria, realizado na última quinta-feira, em São
Paulo.
Segundo a Agência CNI, durante o encontro, o
presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado
do Paraíba), Francisco de Assis Benevides Gadelha,
afirmou que as empresas precisam se mobilizar para
continuar combatendo o que elas consideram excessos nas
relações trabalhistas.
Já o deputado federal Julio Delgado (PSB/MG)
afirmou aos empresários que a possibilidade dessa medida
irá depender do ministro do MTE (Ministério do Trabalho
e Emprego) que será escolhido pela presidente eleita,
Dilma Rousseff.
“Se tivermos a
manutenção do ministro Carlos Lupi e do PDT no
ministério, nós podemos afirmar que não teremos
novidades na área trabalhista. Por isso, é importante
que os empresários busquem o diálogo com os
parlamentares”, disse Delgado.
Portarias
do MTE
Os participantes também criticaram o excesso de
portarias publicadas pelo MTE. Além disso, discutiram
sofre a função da Justiça nas intermediações de
conflitos no âmbito trabalhista.
O professor da FEA-USP (Faculdade de Economia,
Administração e Contabilidade da Universidade de São
Paulo), José Pastore, declarou que o Poder Judiciário
tem tomado decisões que causam grandes problemas.
“A Justiça do
Trabalho me parece uma justiça blindada e não sabe o que
fazer para modular algumas sentenças que complicam a
vida dos trabalhadores e das empresas”, finalizou.
Fonte: InfoMoney

Representantes de entidades de classe da indústria e do
comércio paulista, além de lideranças de trabalhadores e
de profissionais liberais, vão articular propostas a
serem encaminhadas à presidenta eleita Dilma Rousseff,
com objetivo de neutralizar eventuais aumentos da carga
tributária e para conseguir reduzir as obrigações com o
Fisco.
A decisão foi aprovada sexta-feira (3) por cerca de 200
entidades de classe presentes à manifestação feita na
sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp), a título de barrar uma possível recriação da
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira
(CPMF).
O ato foi organizada pelo Fórum Permanente em Defesa do
Empreendedor, da Fiesp, que estima uma arrecadação
superior a R$ 1 trilhão em 2011, e contou, entre os
participantes, com entidades ligadas a médicos e
hospitais.
O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que a intenção
é apoiar o governo que assume. “O que a sociedade quer
não é mais impostos, e sim escola públicas, saúde,
segurança pública e transportes”.
A mesma opinião foi externada por outros participantes,
como os presidentes da Associação Comercial de São
Paulo, Alencar Burti, e do Sindicato das Empresas de
Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São
Paulo, José Chapina Alcazar. Para Alcazar, “a intenção
do governo é sempre criar mais impostos para alimentar a
máquina pública e cada vez crescer mais o emprego
público”.
Na análise de Antonio Carlos Rodrigues do Amaral,
presidente da Comissão de Direito Tributário da Ordem
dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo, a “sociedade
tem de estar unida para não haver qualquer aumento da
carga tributária ”.
Segundo Amaral, têm ocorrido pressões em todas as
esferas de governo (federal, estadual e municipal) para
uma elevação da carga tributária, mas o que “precisamos
é de incentivar o empreendedorismo”, disse.
(Repórter Marli Moreira)
Fonte:
Agência Brasil

A Comissão de
Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira
(1), proposta que estabelece prazo de 30 dias para que
empresas ou cooperativas forneçam o documento de
comprovação de efetiva exposição do trabalhador a
agentes nocivos, sob pena de multa correspondente a 10%
do salário do trabalhador no mês do descumprimento da
obrigação.
Os deputados
aprovaram o
substitutivo apresentado pelo relator, deputado
Leonardo Vilela (PSDB-GO), ao Projeto de Lei 1922/07, do
deputado Cleber Verde (PRB-MA). O documento que atesta a
exposição a agentes nocivos, chamado Perfil Profissional
Profissiográfico (PPP), é necessário para a requisição
da aposentadoria especial. A proposta altera a lei dos
planos e benefícios previdenciários (Lei 8.213/91).
Em seu relatório,
Vilela sugeriu a modificação do texto para estabelecer
que a multa corresponda a 10% do salário do próprio
trabalhador no mês de descumprimento da obrigação, em
vez da multa diária de 10% sobre a maior remuneração
paga a qualquer dos empregados, como previa substitutivo
apresentado anteriormente pelo deputado maranhense
Ribamar Alves (PSB).
“A imposição de
multa de 10%, diária, é desmedida, não encontrando
equivalente na legislação pátria”, disse Vilela. O
relator também considerou que o cálculo da multa com
base na maior remuneração paga a qualquer empregado
poderia “criar embaraços operacionais desnecessários e
seria desmedidamente oneroso”.
Tramitação
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo,
ainda deve ser analisada pela Comissão de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte:
Agência Câmara

O juiz federal
Marcos Orione Gonçalves Correia, da 1ª Vara Federal
Previdenciária de São Paulo, deu parecer favorável ao
processo de um segurado do INSS (Instituto Nacional do
Seguro Social) para exclusão do fator previdenciário do
valor do benefício. Cabe recurso à decisão.
O fator
previdenciário é uma equação utilizada para calcular a
aposentadoria do segurado do INSS (Instituto Nacional do
Seguro Social) levando em consideração a idade ao se
aposentar, o tempo de contribuição e a expectativa de
vida.
No parecer,
Correia considerou inconstitucional o fator
previdenciário. Para o juiz, o instrumento é complexo e
de difícil compreensão para os segurados.
"Registre-se, no
entanto, que entendemos que o fator previdenciário é
inconstitucional. Na lei, são introduzidos elementos que
influem imediatamente no próprio direito ao benefício",
relata no processo.
Aposentadoria
menor
Com o aumento da
expectativa de vida do brasileiro, haverá uma redução
média de 0,4% no benefício do trabalhador que se
aposentar desde a última quarta-feira (1º). De acordo
com os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística), a expectativa de vida ao
nascer passou de 72 anos e 10 meses (72,86) em 2008 para
73 anos e 2 meses (73,17) em 2009.
O achatamento
ocorre devido ao fator previdenciário, mecanismo
utilizado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro
Social) para tentar adiar a aposentadoria dos
trabalhadores mais jovens, penalizando quem se aposenta
mais cedo por tempo de contribuição já que esse
segurado, teoricamente, vai receber o benefício por mais
tempo.
A nova tabela do
fator previdenciário vale até 30 de novembro de 2011.
Fonte: Jusbrasil

Projeto
aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) na
quarta-feira (1º) regulamenta dispositivo da
Constituição que veda a dispensa arbitrária ou sem justa
causa da empregada gestante, desde a confirmação da
gravidez até cinco meses após o parto.
O texto
aprovado é um substitutivo do senador Papaléo Paes
(PSDB-AP) a projeto (PLS 43/06) do senador Valdir Raupp
(PMDB-RO). O relator acatou todo o conteúdo da proposta
original e apenas, para atender à determinação
constitucional, alterou a sua forma. Assim, pelo texto
aprovado na CAS, o projeto de lei ordinária passa a
projeto de lei complementar. O parecer também solicita à
Mesa um novo registro.
Segundo o Ato das Disposições Constitucionais
Transitórias, explicou Papaléo Paes, as hipóteses de
proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa
causa - entre as quais a proteção ao trabalho da
gestante - deverão ser regulamentadas por meio de lei
complementar.
De acordo
com a proposta, quando a confirmação ou o início da
gravidez ocorrer durante o período de aviso prévio,
indenizado ou não, a empregada será reintegrada, a
partir da notificação do fato ao empregador. Os valores
eventualmente recebidos a título de indenização, prevê a
proposta, serão descontados em parcelas mensais que
comprometam menos de 30% do salário líquido recebido.
Ao justificar o projeto, Valdir Raupp argumentou que
algumas questões do texto constitucional não estão
claramente definidas. É o caso, por exemplo, disse ele,
da gestante que vê confirmada sua gravidez quando já foi
dispensada injustificadamente e está cumprindo o prazo
de aviso prévio ou recebeu indenização pelo período
correspondente a esse prazo.
Fonte:
Abdir

A produção da
indústria brasileira teve expansão de 0,4% na passagem
de setembro para outubro, depois de ter ficado estável
por dois meses. Na comparação com outubro do ano
passado, houve aumento de 2,1%, o que indica um ritmo
menos intenso de expansão em relação aos resultados de
meses anteriores.
Com o resultado
da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta
quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), a produção da indústria nacional
acumula alta de 11,8% tanto no período de janeiro a
outubro como nos últimos 12 meses encerrados em outubro.
Dessa forma, mantêm-se a trajetória de elevação iniciada
no mesmo mês de 2009.
No acumulado nos
últimos 12 meses, o resultado é o mais alto de toda a
série histórica da pesquisa, iniciada em 1991.
Os produtos da
cesta básica ficaram mais caros, em novembro, nas 17
capitais em que o Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz o
acompanhamento de preços. A maior correção foi
constatada em Manaus (9,28%), onde o valor subiu para R$
250,56, seguida por Fortaleza (8,03%), capital em que a
cesta passou a custar R$ 208,91.
No entanto, a
cidade de São Paulo permanece no topo da lista com o
maior valor – R$ 264,61 ou 4,26% acima do registrado em
outubro. Porto Alegre aparece na terceira posição, com a
cesta custando R$ 249,78, embora tenha apresentado a
menor correção entre as 17 capitais pesquisadas (1,04%).
Entre os itens
que mais pressionaram o valor da cesta básica estão a
carne, o açúcar e o óleo de soja.
No acumulado do
ano, a maior correção ocorreu em Goiânia (23,79%), onde
o valor chegou a R$ 236,06. Nos últimos 12 meses, Recife
foi a capital que teve o ajuste mais expressivo – de
17,29% e custo de R$ 206,32.
O levantamento
mostra ainda que os menores valores foram encontrados em
Aracaju, com R$ 179,78 e reajuste de 4,28%, e João
Pessoa, com R$ 193,49 e alta de 3,84%.
Pelos cálculos do
Dieese, em novembro, o salário mínimo deveria atingir R$
2.222,99 para que o trabalhador pudesse arcar com o
custo das despesas essenciais da família com
alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário,
higiene pessoal, transporte, lazer e previdência. Esse
teto é mais de quatro vezes superior ao salário mínimo
atual (R$ 510) e também ficou acima do valor estimado no
mês passado ( R$ 2.132,09).
Para comprar os
produtos, o trabalhador que ganha o salário mínimo
deveria cumprir uma jornada de 98 horas e 12 minutos, em
média, bem acima do tempo estimado em outubro (94 horas
e 11 minutos). O comprometimento da renda passou de
46,53% para 48,52%.
(Repórter Marli Moreira)
A Câmara analisa
o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2847/10, do
deputado Walter Ihoshi (DEM-SP), que susta ato do
Ministério do Trabalho e Emprego (Portaria 1.510/09) que
disciplina a utilização do Sistema de Registro
Eletrônico de Ponto (SREP) - equipamentos e programas
que registram o horário de entrada e saída dos
trabalhadores das empresas.
A portaria
determina que, caso opte pelo ponto eletrônico, a
empresa deve obedecer aos critérios impostos no ato,
como a obrigatoriedade de certificação do equipamento e
seu uso exclusivo para a marcação de ponto. As empresas
podem, no entanto, adotar o registro de ponto manual e
não são obrigadas a migrar para o sistema eletrônico, de
acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego.
O autor da
proposta argumenta que o ato extrapola o poder
regulamentar atribuído pela Constituição Federal ao
Poder Executivo ao criar obrigações novas sem previsão
legal. "Estão usurpando, de forma flagrante, atribuições
exclusivas do Congresso Nacional", afirma o deputado
Walter Ihoshi.
O ato do
Ministério veda ainda o registro do ponto no computador
ou à distância. As normas deveriam entrar em vigor
inicialmente em 21/08/09, mas a aplicação foi adiada
para 01/03/11.
O Plenário
aprovou, nos primeiros minutos desta quinta-feira (2), o
substitutivo do Senado para o Projeto de Lei 5940/09,
que estabelece uma nova regra de distribuição dos
royalties do
petróleo entre todos os estados e municípios. O texto,
de autoria do Executivo, segue agora para sanção
presidencial.
A nova regra,
mantida no texto por meio de um
destaque do
PPS, prevê que, reservada a parcela destinada à União e
aos municípios afetados pela exploração do petróleo, o
restante será dividido da seguinte forma: 50% pelos
critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)
e 50% pelos critérios do Fundo de Participação dos
Estados (FPE).
A aprovação dessa
regra contrariou o parecer do relator Antonio Palocci
(PT-SP). Atualmente, a lei determina uma distribuição
maior aos estados produtores de petróleo, com destaque
para o Rio de Janeiro. A Câmara aprovou, no começo deste
ano, a nova regra com emenda dos deputados Ibsen
Pinheiro (PMDB-RS), Humberto Souto (PPS-MG) e Marcelo
Castro (PMDB-PI).
Na votação no
Senado, foi incluído um artigo determinando que as
perdas de estados e municípios produtores com esse novo
critério sejam ressarcidas pelo governo federal. O
dispositivo continuou no texto aprovado pela Câmara.
Os deputados
aprovaram o parecer de Palocci para outras partes do
texto, que cria o regime de partilha na exploração do
pré-sal e o
Fundo Social para receber recursos da União obtidos com
royalties do petróleo.
Quanto à proposta
incluída pelo Senado de que a União compense as perdas,
Palocci afirmou que isso esvaziará o Fundo Social. "Se
prevalecer esse dispositivo, teremos duas alternativas:
ou usaremos os recursos para projetos de desenvolvimento
social ou gastaremos o dinheiro para compensar os
estados", disse. Palocci foi contra essa compensação,
mantida pelo Plenário.
Segundo o
deputado Humberto Souto (PPS-MG), "a manutenção das
novas regras de divisão dos royalties prova que a
riqueza do petróleo é nacional e não pode ficar com
poucos, diante da péssima distribuição de renda no
Brasil".
Para o deputado
Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), é compreensível que os
deputados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo defendam
seus estados, mas ele ressaltou que "a Câmara não
poderia manter a distribuição atual, em que 92,5% dos
royalties destinam-se à União e a esses dois estados".
Contra a
proposta, o deputado Hugo Leal (PSC), do Rio de Janeiro,
sugeriu que a discussão fosse centralizada na maior
parte dos recursos proporcionados pelo petróleo. "Estão
em debate apenas 4% dos recursos gerados. Por que não
discutimos para onde vão os outros 96%?" questionou.
O deputado Chico
Alencar (Psol-RJ) disse que o Rio de Janeiro precisa ser
mais respeitado. “O Rio não é o Brasil todo, mas é o
maior produtor de petróleo do País”, ressaltou.
No caso desses
contratos, o Senado manteve em 10% o índice de royalties
a ser pago pelas petrolíferas com base no total
produzido. Na primeira votação na Câmara, o índice havia
subido para 15%.
Outra mudança
feita na Casa e excluída pelo Senado é a que
determinava, às petrolíferas, a inclusão do gás queimado
nas plataformas e do petróleo perdido (em vazamentos,
por exemplo) no volume total para efeitos de cálculo dos
royalties.
Na votação no
Senado, foi incorporado ao projeto o texto do PL
5938/09, relatado pelo líder do PMDB, deputado Henrique
Eduardo Alves (RN), que regulamentava o regime de
partilha e a nova regra de distribuição dos royalties.
O trabalhador que passar um ano fora do regime do FGTS
(Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) poderá ter
direito a sacar o saldo da conta vinculada do fundo já
no primeiro dia útil após o fim desse prazo. A redução
da carência para saque nesta circunstância foi
estabelecida em projeto de lei (PLS 153/06) da senadora
Serys Slhessarenko (PT-MT), pronto para ser votado, em
caráter terminativo,
pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Atualmente, a Lei 8.036/90, que regula o FGTS, exige que
o trabalhador passe três anos fora do regime do fundo e
espere a data de seu aniversário para poder sacar o
saldo de sua conta vinculada. O encurtamento desse prazo
de três para um ano foi defendido por Serys como uma
forma "de fazer justiça a trabalhadores que precisam
destes recursos para reorganizar suas vidas
profissionais".
É importante assinalar que o PLS 153/06, originalmente,
foi apresentado para permitir o pagamento de créditos do
FGTS - gerados por expurgos inflacionários de planos
econômicos dos anos de 1980 e 1990 - de forma direta ao
trabalhador. A mudança na concepção do projeto foi feita
por substitutivo da própria autora. Serys concluiu que
não há mais expurgos a serem pagos porque o próprio
governo federal, por meio da Lei Complementar 110/01,
reconheceu o direito e determinou o depósito dessa
correção nas contas do FGTS.
O relator na CAS, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG),
acabou recomendando a aprovação da matéria com as
adaptações feitas pelo
substitutivo Substitutivo é quando o
relator de determinada proposta introduz mudanças a
ponto de alterá-la integralmente, o Regimento Interno do
Senado chama este novo texto de "substitutivo". Quando é
aprovado, o substitutivo precisa passar por "turno
suplementar", isto é, uma nova votação..
Se não houver recurso para votação em Plenário, o PLS
153/06 segue direto para exame na Câmara dos Deputados.
No caso analisado pela 8a Turma do TRT-MG, o trabalhador
pediu a condenação das reclamadas ao pagamento do
período de estabilidade provisória a que teria direito,
caso continuasse como membro da CIPA. É que ele alegou
ter sido coagido a renunciar ao cargo, exatamente para
que a sua empregadora pudesse dispensá-lo. Para a Turma,
as provas do processo deixaram claro que o reclamante
foi, mesmo, forçado a abrir mão do seu mandato na CIPA,
com o objetivo único de ser despedido. Considerando que
o ato de renúncia é nulo, os julgadores mantiveram a
sentença que condenou as empresas, uma delas de forma
subsidiária, ao pagamento dos salários, desde a dispensa
até o fim do período de estabilidade.
O reclamante era empregado de uma empresa de logística
que prestava serviços para uma empresa fabricante de
cigarros. Era integrante da CIPA e, em setembro de 2008,
ao chegar ao local de trabalho, foi barrado na portaria
e encaminhado para uma sala do setor de contabilidade.
Lá, informaram-lhe que houve um furto de caixas de
cigarro e o seu nome foi citado como participante do
ato. Permaneceu nessa sala, de 6h às 9h30 da manhã,
sendo pressionado a confessar o furto. Quando um dos
prepostos lhe disse que a sua filha, a qual trabalhava
na fábrica de cigarros, seria prejudicada, cedeu à
pressão e assinou um termo de desistência da CIPA, sendo
dispensado sem justa causa no mesmo dia. A filha,
também, foi dispensada um mês depois.
Embora as reclamadas neguem a existência da coação e a
própria acusação de participação do trabalhador no
furto, a desembargadora Denise Alves Horta constatou que
quem está falando a verdade é o empregado. Toda a prova
do processo está de acordo com o relato inicial. A
começar pelo fato de o empregado, admitido na empresa de
logística, em abril de 2004, ter sido dispensado, sem
justa causa, em 25 de setembro de 2008, no mesmo dia em
que renunciou ao seu mandato como integrante da CIPA, em
audiência extraordinária, especialmente convocada para
esse fim. E não há dúvida de que o reclamante não esteve
envolvido no furto de cigarros, porque, além de o
preposto de sua empregadora ter declarado que ele era
inocente, o próprio autor do crime, ouvido como
testemunha, afirmou que o trabalhador não participou do
furto da mercadoria. Nem mesmo o inquérito civil e a
ação penal dão qualquer indicativo de que o reclamante
tenha tido participação no ato.
No entanto, destacou a relatora, esse mesmo preposto
confirmou o interrogatório do empregado. Logo após,
houve a reunião em que o trabalhador renunciou ao
mandato da CIPA e, consequentemente, à estabilidade
provisória. Apesar de as empresas negarem a coação,
outras testemunhas disseram também terem sido acusadas
de participação no furto e, pelo menos uma delas, foi,
igualmente, forçada a pedir demissão. "Portanto, a
divulgação na empresa do envolvimento do reclamante em
ato de improbidade e a inexistência de provas nesse
sentido, somente respaldam a constatação de que ele foi,
de fato, coagido a renunciar ao seu cargo de cipista"-
enfatizou a desembargadora. Entendendo que o ato é nulo,
por vício de vontade, a relatora manteve a condenação
das empresas, a tomadora dos serviços, de forma
subsidiária, ao pagamento dos salários, desde a
dispensa, até um ano após o término do mandato, quando
termina o período de estabilidade.
(RO nº 01608-2008-043-03-00-9)
A nova expectativa de vida, divulgada nesta quarta-feira
(1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), altera o Fator Previdenciário, usado para
calcular o valor das aposentadorias por tempo de
contribuição. A nova tabela incidirá nos benefícios
requeridos a partir de hoje, pois, de acordo com a lei,
a Previdência Social deve considerar a expectativa de
sobrevida do segurado na data do pedido do benefício
para o cálculo do Fator Previdenciário.
Na nova tábua, considerando-se a mesma idade e tempo de
contribuição, um segurado com 55 anos de idade e 35 anos
de contribuição que requerer a aposentadoria a partir de
hoje, terá que contribuir por mais 41 dias corridos para
manter o mesmo valor de benefício se tivesse feito o
requerimento ontem. Um segurado com 60 anos de idade e
35 de contribuição deverá contribuir por mais 48 dias
para manter o valor.
As projeções do IBGE mostram que a expectativa de vida
cresce a cada ano. Dessa forma, um segurado que se
aposente aos 60 anos de idade tinha uma sobrevida
estimada de 21,3 anos em 2009, contra 21,2 anos em 2008
e 21,1 anos em 2007. Pelas projeções do IBGE, a
expectativa de vida ao nascer subiu de 72,9 anos de
idade para 73,2, de 2008 para 2009.
O Fator Previdenciário é utilizado somente no cálculo do
valor da aposentadoria por tempo de contribuição. Na
aposentadoria por invalidez não há utilização do fator,
e, na aposentadoria por idade, a fórmula é utilizada
opcionalmente, apenas quando aumentar o valor do
benefício.
Pelas regras da aposentadoria por tempo de contribuição,
se o fator for menor do que 1, haverá redução do valor
do benefício. Se o fator for maior que 1, há acréscimo
no valor e, se o fator for igual a 1, não há alteração.
O novo Fator Previdenciário será aplicado apenas às
aposentadorias solicitadas a partir de hoje. Os
benefícios já concedidos não sofrerão qualquer alteração
em função da divulgação da nova tábua de expectativa de
vida do IBGE. A utilização dos dados do IBGE, como uma
das variáveis da fórmula de cálculo do fator, foi
determinada pela Lei 9.876, de 1999, quando se criou o
mecanismo.
Em reunião com as
centrais sindicais na tarde do dia 23 de novembro, o
ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que vai
instalar o Conselho de Relações do Trabalho (CRT) no
próximo dia 14 de dezembro.
Criado pela
Portaria 2.092, de 2 de setembro de 2010, o Conselho
será um órgão tripartite (trabalhadores, empresários e
governo) e terá a finalidade de promover a
democratização das relações do trabalho e o tripartismo,
o entendimento entre trabalhadores, empregadores e
governo federal a respeito de temas relativos às
relações do trabalho e à organização sindical e fomentar
a negociação coletiva e o diálogo social.
Os trabalhadores
serão representados no CRT pelas centrais sindicais
reconhecidas - Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST e
CGTB. As dez vagas da bancada dos trabalhadores serão
distribuídas proporcionalmente às centrais sindicais, de
acordo com o Índice de Representatividade publicado
anualmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, após
garantir a representação mínima de um conselheiro a cada
central.
O Conselho, órgão
de natureza orientadora, vinculado ao Ministério do
Trabalho e Emprego, terá por finalidade:
1) apresentar
estudos e subsídios com vistas à propositura, pelo MTE,
de anteprojetos de lei e normativas que versem acerca de
relações de trabalho e organização sindical;
2) propor
diretrizes de políticas públicas e opinar sobre
programas e ações governamentais no âmbito das relações
de trabalho e organização sindical;
3) constituir
grupos de trabalho com funções específicas e estabelecer
sua composição e regras de funcionamento;
4) pronunciar-se
sobre outros assuntos que lhe sejam submetidos pelo
Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, no âmbito das
relações de trabalho e da organização sindical;
5) auxiliar o MTE
nas discussões acerca das categorias sindicais, bem como
na discussão dos assuntos relacionados às relações do
trabalho de modo geral.
As importações
somaram US$ 17,37 bilhões em novembro deste ano, o
equivalente a US$ 868 milhões por dia útil, e, com isso,
bateram recorde histórico, segundo números divulgados
nesta quarta-feira (1º) pelo
Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior
(MDIC).
A série histórica
divulgada pelo Ministério tem início em janeiro de 2003.
Até o momento, o maior valor para importações em um mês
havia sido registrado em setembro deste ano, com US$
17,74 bilhões importados e média diária de compras do
exterior de US$ 846 milhões. A comparação pela média
diária é considerada mais apropriada por especialistas.
O dólar barato e
o crescimento do emprego e da renda, junto com a
elevação dos investimentos, segundo economistas, são o
combustível para o forte crescimento das importações
neste ano. Com o dólar em um nível considerado baixo, as
compras do exterior ficam mais baratas, enquanto as
exportações brasileiras se tornam mais caras.
Com o forte
crescimento das importações no mês passado, superávit da
balança comercial brasileira (exportações menos
importações), somou US$ 312 milhões em novembro. Esse é
o segundo pior saldo comercial de 2010, perdendo apenas
para o mês de janeiro - quando foi registrado um déficit
de US$ 177 milhões.
No acumulado de
janeiro a novembro de 2010, o superávit da balança
comercial brasileira somou US$ 14,93 bilhões, com queda
de 35,4% frente ao mesmo período do ano passado (US$
23,1 bilhões), informou o Ministério do Desenvolvimento.
Números do
governo mostram que as compras do exterior também
avançaram, na parcial de 2010, a um ritmo bem mais forte
do que as exportações brasileiras. De janeiro a
novembro, as importações somaram US$ 166 bilhões, ou US$
728 milhões por dia útil. Já as vendas ao exterior
totalizaram US$ 180,99 bilhões no acumulado deste ano, o
equivalente a US$ 793 milhões por dia útil. Em 2010, as
importações subiram 43,9%, e as exportações avançaram
30,7%. (G1)
O cidadão já pode receber o número do CPF na hora em
todas as 6.249 unidades dos Correios. Nas agências da
Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, isso será
possível no ano que vem. Antes, a geração e fornecimento
do número do CPF ao contribuinte podiam demorar até sete
dias úteis.
Segundo a Receita Federal, após o atendimento nas
agências dos Correios, o contribuinte poderá imprimir o
comprovante de inscrição no CPF pela página da Receita
Federal na internet (www.receita.fazenda.gov.br),
por meio de certificado digital ou código de acesso.
Com isso, acabam a emissão do cartão do CPF em plástico
e a necessidade da emissão da segunda via, já que o
comprovante de
Inscrição estará disponível gratuitamente para
todos os contribuintes no site da Receita.
Se, durante o atendimento para a aquisição do número,
houver alguma situação impeditiva, o contribuinte será
informado imediatamente de que existem pendências, mas
sem quebra do sigilo. Dessa forma, o cidadão poderá se
dirigir a uma unidade da Receita Federal para resolver
as pendências. (Repórter Daniel Lima)
Os salários
médios de admissão dos trabalhadores brasileiros
apresentaram aumento real de 29,51% no período de 2003 a
2010. O resultado provém de ganhos reais para ambos os
gêneros, apontando aumento real de 31,79% para os homens
e de 25,84% para as mulheres, segundo dados da Relação
Anual de Informações Sociais e do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e
Emprego.
Ao longo do
governo Lula, o rendimento médio dos trabalhadores
formais apresentou aumento real, acima da inflação, de
18,25%. Esse comportamento foi oriundo da elevação de
27,40% dos rendimentos médios dos vínculos empregatícios
Estatutários (servidores públicos) e de 16,14% dos
Celetistas (carteira assinada).
O secretário de
Políticas Públicas de Emprego do MTE, Carlo Simi,
explica o ciclo da empregabilidade no Brasil a partir do
aquecimento do consumo interno. "É como o ministro (do
Trabalho) Carlos Lupi diz sempre: com mais dinheiro no
bolso, o trabalhador compra mais, fazendo aumentar o
consumo, que faz aumentar a produção, que faz aumentar o
número de empregos".
Os próximos
avanços do MTE, segundo lista Carlo Simi, incluem uma
Proposta de Emenda Constitucional para conceder status
constitucional à oferta de qualificação profissional aos
trabalhadores em situação de desemprego; a garantia de
qualificação profissional gratuita aos estudantes que
terminam o ensino médio; uma determinação de atuação
prioritária dos Estados e do DF na qualificação
profissional, além de um Projeto de Lei que destina os
recursos excedentes do pagamento dos benefícios do Abono
Salarial e seguro-desemprego ao custeio das ações de
qualificação do Programa Nacional de Qualificação.
"Este universo
fica cada vez maior na medida em que se destacam os
recordes sucessivos na geração de emprego, aliado à
política de valorização do salário mínimo. Mas há
recursos, porque quanto mais gente com emprego formal,
maior é a arrecadação do Fundo de Amparo ao
Trabalhador", diz Simi.
Para tanto, as
1.388 unidades de atendimento estão estruturadas para
fazer o cadastramento informatizado dos dados pessoais e
profissionais dos trabalhadores, empregadores e vagas
captadas, assim como todas as movimentações que resultem
ou não na colocação do trabalhador no mercado de
trabalho, fazendo uso do sistema informatizado de
propriedade do MTE, disponibilizado gratuitamente.
Carlo Simi
explica as ações do Programa Seguro-Desemprego,
executadas pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine):
"Este programa tem como objetivo a disponibilização,
para trabalhadores e empregadores, das ações integradas
de intermediação de mão-de-obra, habilitação ao
seguro-desemprego, qualificação social e profissional e
informações sobre o mercado de trabalho".
A dívida líquida
do setor público chegou a R$ 1,436 trilhão, em outubro,
informou nesta terça-feira (30) o Banco Central (BC).
Esse resultado representa 41,3% de tudo o que o país
produz – Produto Interno Bruto (PIB). Em relação a
setembro, houve redução de 0,2 ponto percentual nessa
relação. A dívida em relação ao PIB no mês passado é a
mais baixa desde abril de 2009 (40,3% do PIB).
Segundo o BC,
contribuíram para essa redução o superávit primário do
mês, que não considera mais no cálculo o Grupo
Eletrobras, e o crescimento do PIB.
No ano, a relação entre dívida e PIB teve queda de 2,1
pontos percentuais. “Os principais fatores que
contribuíram para essa redução foram o superávit
primário, com 2,5 pontos percentuais do PIB, e o efeito
do crescimento do PIB corrente, com 4,2 pontos
percentuais”, diz relatório do Banco Central.
Em sentido
contrário, diz o documento do BC, os juros nominais
apropriados à dívida e a valorização cambial de 2,3% no
ano contribuíram para elevações de 4,5 pontos
percentuais e de 0,3 ponto percentual do PIB,
respectivamente.
Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco
Central, Altamir Lopes, a expectativa é de desaceleração
da dívida líquida em relação ao PIB. A projeção para
novembro é de 41%. Para o ano, com a exclusão da
Eletrobras do cálculo do superávit primário, a projeção
do BC para a relação entre a dívida líquida do setor
público passou de 40% do PIB para 40,5%.
(Repórter Kelly Oliveira)
O Índice de
Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto
Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas
(FGV) caiu 1,1% em novembro passando de 114,0 pontos
(outubro) para 112,7 pontos. Esse resultado ficou bem
abaixo do recorde do ano, registrado em março com 116,5
pontos, e foi o nível mais baixo desde novembro do ano
passado (109,6 pontos). Em outubro, o índice tinha
avançado 0,5%.
Os dados são da
pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação feita
com 1.192 empresas cujo faturamento chega a R$ 620,1
bilhões. De acordo com a avaliação técnica da FGV, há um
ano as expectativas dos empresários sobre a evolução da
economia no curto prazo, por um período de seis meses,
“eram mais favoráveis que agora”.
Mais da metade
dos consultados (51,7%) manifestaram otimismo com
relação à possibilidade de melhoria do ambiente para os
negócios, entre novembro deste ano e abril de 2011. O
índice de otimismo registrado em outubro, entretanto,
tinha sido maior e alcançado o percentual de 59,7%.
A pesquisa mostra
também uma pequena diminuição no total dos mais
pessimistas que passaram de 4% para 3,6%. Quanto ao
nível de utilização da capacidade instalada da indústria
(Nuci), o índice passou de 85,2% para 84,5%, o menor
desde março deste ano (84,3%).
(Repórter Marli Moreira)
Passados pouco
menos de dois meses do primeiro turno das eleições,
cerca de um quinto dos eleitores brasileiros não se
lembram mais em quem votaram para os cargos
legislativos.
Segundo pesquisa
realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o
esquecimento da população é maior entre aqueles que
concorreram ao cargo de deputado estadual. Neste caso,
23% dos entrevistados afirmaram que não se recordam do
candidato escolhido.
Outros 21,7%
declararam que esqueceram os votos dados para deputado
federal. No caso de senador, o esquecimento foi de 20,6%
dos entrevistados. O levantamento foi feito por meio de
duas mil entrevistas divididas nas cinco regiões do país
e em 24 estados.
Um sorteio
aleatório selecionou 136 municípios dentro desse
universo para entrevistar as pessoas logo após o segundo
turno das eleições.
O estudo ocorreu
entre os dias 3 e 7 de novembro e tem margem de erro de
2,2% para mais ou para menos.
Os entrevistados tinham entre 16 e 70 anos com variação
de escolaridade entre a 4ª séria do ensino fundamental e
o ensino superior completo. Além disso, 32% declararam
ter o ensino médio completo.
(Por
Fernando Taquari, no Valor Econômico)
A Primeira Turma
do Tribunal Superior do Trabalho adotou o salário
contratual como base de cálculo para o adicional de
insalubridade deferido a um empregado da Companhia
Siderúrgica Belgo-Mineira. A decisão observou
determinação do Supremo Tribunal Federal que fixou a
nova base de cálculo em atenção à Constituição de 1988.
Inconformado com o entendimento do TST em estabelecer o
salário mínimo como base de cálculo para o adicional de
insalubridade, o empregado entrou com recurso
extraordinário no Supremo Tribunal Federal e obteve
êxito. A Segunda Turma do STF considerou
inconstitucional a questão e determinou ao TST que
utilizasse o salário contratual e não o salário mínimo
para cálculo do adicional ao empregado.
Ao avaliar o caso na Corte trabalhista, o relator e
presidente da Primeira Turma, ministro Lélio Bentes
Corrêa, manifestou que embora o entendimento do TST já
estivesse consolidado nas edições da Súmula 228 e do
Precedente nº 2 da Orientação Jurisprudencial da SBDI-1,
“retomava-se o debate sobre o tema”, uma vez que o STF
considerou o entendimento da justiça trabalhista
ofensivo ao artigo 7º, IV, da Constituição da República.
Na opinião do relator, o adicional deverá incidir sobre
o salário contratual, uma vez que o artigo 7º, inciso
XXIII, da Constituição prevê o adicional de remuneração
para o trabalho prestado em condições penosas,
insalubres ou perigosas. “Tem-se, portanto, que o
legislador constituinte pretendeu dar o mesmo tratamento
aos adicionais de insalubridade e periculosidade, razão
por que para fixar a base de cálculo do adicional de
insalubridade aplica-se, analogicamente, o disposto no
artigo 193, § 1º, da CLT”, que trata das atividades ou
operações perigosas, manifestou. A Primeira Turma seguiu
unanimemente o voto do relator.
De acordo com a
Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, o
empregador não precisa adotar o sistema de turno
ininterrupto de revezamento, previsto no artigo 7º, XIV,
da Constituição Federal, mesmo que a empresa funcione
ininterruptamente por 24 horas, se os empregados são
contratados com jornada fixa de oito horas diárias.
No caso analisado pela ministra Maria de Assis Calsing,
o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Ananindeua
(Sintracom) queria que a Justiça obrigasse a Líder
Supermercados e Magazine a implantar a jornada de turno
ininterrupto de revezamento na loja existente na Rodovia
BR-316. Com essa medida, a jornada dos funcionários
seria reduzida de oito para seis horas diárias.
O Tribunal do Trabalho do Pará e Amapá (8ª Região)
constatou que inexistia norma coletiva regulando a
jornada nessa loja e que os empregados eram contratados
para prestar serviço em turnos fixos de oito horas
diárias. Portanto, na avaliação do Regional, sendo o
turno fixo, a empresa não era obrigada a estabelecer
turno de revezamento.
Durante o julgamento do recurso de revista do sindicato
no TST, a advogada esclareceu que havia norma coletiva
vigente até o início de 2007 garantindo o regime de
compensação 12X36 horas aos empregados. No entanto, o
instrumento coletivo seguinte não foi assinado pela
Líder – daí a iniciativa da ação.
Segundo a defesa, a Líder deveria adotar turno de seis
horas no estabelecimento, como recomenda a Constituição,
uma vez que o turno de oito horas causa enormes
prejuízos à saúde do trabalhador, em particular àqueles
que prestam serviço à noite. Alegou ainda que os
empregados do turno da noite ficam, na prática, nove
horas à disposição da empresa, porque o descanso de uma
hora (intervalo intrajornada), nessas situações, é
inútil, não servindo para nada.
Mas a relatora, ministra Maria de Assis Calsing,
explicou que a decisão do TRT não desrespeitara o
dispositivo constitucional que garante jornada de seis
horas para quem trabalha em turno ininterrupto de
revezamento. Apenas os empregados que trabalham em
turnos diurno e noturno, com sucessivas modificações de
horários, em atividade empresarial contínua, têm direito
à jornada reduzida. Nessas hipóteses, a alternância de
horário prejudica o metabolismo humano, o que justifica
a concessão do turno de revezamento.
Enfim, como no caso examinado não ocorria modificação no
horário de trabalho, pelo contrário, os empregados
possuíam jornada fixa, a relatora rejeitou (não
conheceu) o recurso do sindicato. Da mesma forma,
votaram os ministros da Quarta Turma.
O ministro Fernando Eizo Ono lembrou que a intenção do
legislador constituinte não foi obrigar as empresas que
funcionam 24 horas a adotar o turno ininterrupto de
revezamento. O presidente do colegiado, ministro Barros
Levenhagen, chamou a atenção para o fato de que a
matéria debatida deveria ser objeto de negociação
coletiva.
(RR-57800-23.2007.5.08.0121)
A deputada
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) leu em plenário a carta de
renúncia ao mandato do deputado Jader Barbalho
(PMDB-PA). A carta foi entregue na manhã desta
terça-feira (30) à
Mesa Diretora da Câmara. Grazziotin presidia a
sessão, no momento da leitura.
Jader concorreu
ao Senado na última eleição e recebeu 1,8 milhão de
votos, mas não foi considerado eleito porque sua
candidatura havia sido negada pelo Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa (Lei
Complementar 135/10) - decisão que foi mantida pelo
Supremo Tribunal Federal (STF).
"Estou, face à
decisão do STF, na extravagante situação de ser, ao
mesmo tempo, elegível e inelegível, em decorrência de um
empate que acaba por anular o voto de 1,8 milhão de
eleitoras e eleitores do Pará, cassando meu mandato de
senador da República para o qual fui democraticamente
eleito", diz o deputado, na carta.
"Retorno ao Pará
para empreender minha luta, ainda acreditando na via
judicial para corrigir a violência política de que sou
vítima em plena democracia, junto com 1,8 milhão de
paraenses, brasileiros, que não têm dúvida quanto à
minha elegibilidade e me escolheram como seu senador da
República", acrescenta. Sua vaga será ocupada pela
suplente Ann Pontes, também do PMDB.
Com fundamento em dispositivo constitucional que não
permite a vinculação do salário mínimo para qualquer fim
(art. 7.º, IV), a Primeira Turma do TST desobrigou a
empresa Serviço Colatinense de Meio Ambiente e
Saneamento Ambiental – Sanear de pagar diferenças
relativas ao reajuste do auxílio-alimentação com base na
variação do salário mínimo. Na prática, a Turma reformou
a decisão regional.
A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 17.ª
região (ES), favorável ao apelo do empregado, deu-se com
base em lei municipal. O Regional entendeu que ao
deferir o pedido, não violou regra de proibição de
vinculação ou equiparação salarial para efeito de
remuneração do pessoal do serviço público. Reportou-se
ainda à autorização expressa do inciso X do art. 37 da
Constituição: “– a remuneração dos servidores públicos e
o subsídio de que trata o § 4.º do art. 39 somente
poderão ser fixados ou alterados por lei específica,
observada a iniciativa privada em cada caso, assegurada
revisão geral anual, sempre na mesma data e sem
distinção de índices”.
Assim, atendo-se à legislação municipal, cuja origem não
foi impugnada, o Regional concluiu que uma vez adotado o
salário mínimo para fins de reajuste do
vale-alimentação, “resta apenas reconhecer a obrigação
no cumprimento da norma.”
A empresa, inconformada com a fundamentação do acórdão
regional, interpôs recurso de revista. Argumentou que
por ser autarquia municipal, quaisquer reajustes
salariais ou benefícios só podem ser concedidos mediante
lei específica e com prévia autorização orçamentária.
O ministro Vieira de Mello Filho, relator do acórdão na
Primeira Turma, enfatizou o disposto no art. 7.º, IV, da
Constituição quanto à proibição de vinculação do salário
mínimo para qualquer fim. Para o relator, essa restrição
ocorre a fim de evitar que a variação, decorrente dos
reajustes periódicos concedidos para manter o salário
mínimo compatível com suas finalidades, venha a
constituir fator inflacionante. Sob esse enfoque, Vieira
de Mello Filho afirmou que a decisão regional não está
em conformidade com o mencionado artigo.
Seguindo os fundamentos da relatoria os ministros da
Primeira Turma do TST, unanimemente, conheceram do
recurso da empresa, por violação do art. 7.º, IV, da
Constituição Federal.(RR-163100-30.2005.5.17.0141)