Notícias  Anteriores - Dezembro/2010

 

 

21/12/10 - Analistas mantêm previsão de crescimento da economia em 7,61% este ano e em 4,5% em 2011

 

21/12/10 - FGV: cresce intenção de contratações na indústria

 

21/12/10 - Lula afirma em programa de rádio que país está em padrão de pleno emprego

 

21/12/10 - Recolhimento de custas e emolumentos na Justiça do Trabalho sofre alterações

 

21/12/10 - Prazos processuais no TST serão suspensos entre 20 de dezembro e 1º de fevereiro

 

21/12/10 - Lula diz que pode se candidatar novamente à Presidência

 

21/12/10 - Projetos de interesse do Judiciário são votados em tempo recorde pelo Congresso

 

20/12/10 - Agenda do Congresso: votação do orçamento até dia 22

 

20/12/10 - STF encerra ano sem definição sobre Ficha Limpa

 

20/12/10 - Taxa de desemprego é a mais baixa desde 2002

 

20/12/10 - Uso da capacidade da indústria tem leve alta em novembro, diz CNI

 

20/12/10 - Nível do emprego formal no Nordeste cresce em novembro

 

20/12/10 - Metade das demissões são realizados por 5% das empresas

 

20/12/10 - Comissão do Senado aprova PEC que inclui TST como órgão de cúpula do Judiciário Brasileiro

 

20/12/10 - Novo Código de Processo Civil é aprovado no Senado

 

16/12/10 - Lula entrega feitos do governo para registro em cartório

 

16/12/10 - CAS aprova oito projetos, entre eles o que garante Bolsa Família a portadores de câncer, Aids ou doença crônica

 

16/12/10 - Mulheres recebem menos de 40% da massa salarial do país, aponta Ipea

 

16/12/10 - CCJ da Câmara acaba com prazo para requerer MS

 

16/12/10 - Imprensa Nacional encerra publicação do Diário da Justiça em 2011

 

16/12/10 - Nova Central descarta fusão e aprova plano de ação para 2011

 

15/12/10 - Arrecadação federal em novembro é 12,28% inferior à de igual período de 2009

 

15/12/10 - Desigualdade regional quase não mudou em 13 anos, diz Ipea

 

15/12/10 - Emprego na indústria de SP cai 0,02% em novembro

 

15/12/10 - CAE decide que adicional de insalubridade deve ser calculado sobre salário básico

 

15/12/10 - Plenário rejeita proposta que liberava bingos

 

15/12/10 - Mudança no horário de trabalho é causa de rescisão indireta do contrato

 

15/12/10 - SDI-2 confirma: aposentadoria espontânea não extingue contrato de trabalho

 

14/12/10 - Dilma Rousseff será diplomada na sexta-feira

 

14/12/10 - Audiência discute portaria sobre ponto eletrônico em empresas

 

14/12/10 - Brasil e Alemanha negociam ajuste de acordo previdenciário

 

14/12/10 - Justiça paulista barra criação de nova federação

 

14/12/10 - Comissão obriga empresa a informar riscos de atividades por escrito

 

14/12/10 - Ordem de peças no agravo não é obstáculo ao conhecimento do recurso

 

14/12/10 - Por falta de provas, trabalhadora não receberá indenizações

 

14/12/10 - Presidente do Senado defende criação de uma nova CPMF

 

13/12/10 - PT define nesta terça (14) nome que disputará presidência da Câmara

 

13/12/10 - Projeto impede prorrogação de jornada de aprendizes

 

13/12/10 - Emprego na indústria fica estável de setembro para outubro

 

13/12/10 - MTE vai lembrar trabalhador sobre disponibilidade do Abono Salarial

 

13/12/10 - PL 2.944/04: urgência para legalização dos bingos passa em plenário

 

13/12/10 - Advogada sindical Delaíde Alves Arantes é indicada ministra do TST

 

13/12/10 - Governo Dilma fixará critérios para medir redução da pobreza no País

 

13/12/10 - MPT quer eleição de representante de trabalhador, para cumprir CF

 

10/12/10 - Governo vai mostrar ao Congresso onde é possível fazer cortes no Orçamento

 

10/12/10 - Comissão aprova reabilitação para aposentado por invalidez

 

10/12/10 - Competência do juiz trabalhista é ampliada pela CCJ

 

10/12/10 - CCJ da Câmara regulamenta trabalho a distância

 

10/12/10 - Número de advogados registrados para peticionamento eletrônico triplica

 

10/12/10 - Crescimento acumulado do PIB brasileiro é menor apenas do que o chinês, diz ministro

 

10/12/10 - Acordo ou convenção coletiva: vale a norma mais favorável ao trabalhador

 

09/12/10 - CAS aprova projetos voltados para os trabalhadores; maioria vai à Câmara

 

09/12/10 - Brasil tem melhor expectativa para emprego na América, diz pesquisa

 

09/12/10 - Inflação oficial fecha novembro em 0,83%, maior taxa mensal desde abril de 2005

 

09/12/10 - Trabalho aprova mudança de divisão do imposto sindical rural

 

09/12/10 - Câmara proíbe que embriaguez motive demissão por justa causa

 

09/12/10 - Projeto prevê distribuição de filtro solar a trabalhador

 

09/12/10 - CCJ aumenta proteção de prerrogativas profissionais

 

09/12/10 - Supremo cria nova classe processual: “ARE” substitui “AI”

 

09/12/10 - Copom mantém taxa básica de juros em 10,75% ao ano

 

08/12/10 - Senado aprova texto do novo Código de Processo Penal

 

08/12/10 - Tombini reafirma compromisso com controle da inflação

 

08/12/10 - Produção industrial em outubro cresceu em quatro estados, mostra IBGE

 

08/12/10 - Lula anuncia veto à nova divisão de royalties aprovada pela Câmara

 

08/12/10 - Construção civil prevê para 2010 crescimento recorde de 11% e geração de 350 mil empregos

 

08/12/10 - TRT julga que não há incidência de contribuição previdenciária sobre aviso prévio indenizado

 

08/12/10 - Manutenção em máquinas energizadas gera adicional de periculosidade

 

08/12/10 - Ideli Salvatti assume relatoria-geral do Orçamento 2011 prometendo aprová-lo até o dia 28

 

08/12/10 - Câmara aprova urgência para projeto sobre a Lei Kandir

 

07/12/10 - Faturamento da indústria cai 0,7% em outubro e emprego permanece estável

 

07/12/10 - Analistas elevam projeção da inflação oficial para 5,78% este ano

 

07/12/10 - Milionários doaram mais de R$ 82 milhões nas eleições

 

07/12/10 - Paim comemora decisão de juiz pela inconstitucionalidade do fator previdenciário

 

07/12/10 - Deputados querem reabrir negociação sobre fator previdenciário

 

07/12/10 - Projeto dá 20 anos de isenção de impostos a empresa que não poluir

 

07/12/10 - Caderneta de poupança capta R$ 4 bilhões em novembro

 

07/12/10 - Empresa responsável por acidente de trabalho é condenada a ressarcir INSS por valores pagos em benefício

 

06/12/10 - Nove medidas provisórias trancam pauta da Câmara

 

06/12/10 - Proposta do PCdoB anula ação do DEM contra centrais sindicais

 

06/12/10 - Indústria: empresários defendem reforma na legislação trabalhista

 

06/12/10 - Fiesp lidera ato contra aumento de impostos

 

06/12/10 - Comissão aprova prazo para empresa atestar insalubridade

 

06/12/10 - Justiça de São Paulo considera inconstitucional fator previdenciário

 

06/12/10 - Proibição de demissão de gestante poderá ser regulamentada

 

03/12/10 - Produção industrial volta a subir em outubro, após dois meses estável

 

03/12/10 - Cesta básica fica mais cara nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese

 

03/12/10 - Proposta susta regulamentação de registro de ponto eletrônico

 

03/12/10 - Plenário aprova nova regra de distribuição de royalties do petróleo

 

03/12/10 - Carência para saque de conta do FGTS poderá ser reduzida para um ano

 

03/12/10 - Empresa que obrigou empregado a renunciar a cargo na CIPA é condenada a pagar o período da estabilidade

 

03/12/10 - Justiça do Trabalho é competente para reconhecer tempo especial de aposentadoria

 

02/12/10 - Aposentadoria: Tábua de vida do IBGE muda fator previdenciário
 

02/12/10 - Conselho de Relações do Trabalho vai ser instalado dia 14 de dezembro

 

02/12/10 - Importações voltam a bater recorde e baixam saldo comercial em novembro

 

02/12/10 - Contribuinte já pode receber número do CPF nas agências dos Correios

 

02/12/10 - Salário médio de admissão cresceu 29,5% acima da inflação em 8 anos

 

02/12/10 - Multa de 40% sobre o FGTS incide sobre expurgos inflacionários

 

02/12/10 - Trabalhador eletrocutado e sua família ganham indenização

 

01/12/10 - Dívida pública soma R$ 1,436 trilhão em outubro, mostra Banco Central

 

01/12/10 - Confiança dos empresários cai ao menor nível dos últimos 12 meses, aponta FGV

 

01/12/10 - Pesquisa mostra que eleitores já esqueceram em quem votaram

 

01/12/10 - Oferta de energia no Brasil deve crescer mais de 50% até 2019

 

01/12/10 - Salário contratual serve como base de cálculo para adicional de insalubridade

 

01/12/10 - Empresa não pode ser obrigada a adotar turno ininterrupto de revezamento

 

01/12/10 - Jader Barbalho renuncia ao mandato de deputado

 

01/12/10 - Variação do salário mínimo não pode ser utilizada como índice de reajuste do auxílio-alimentação

 


 

21/12/10 - Analistas mantêm previsão de crescimento da economia em 7,61% este ano e em 4,5% em 2011

 

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC) mantiveram as projeções para o crescimento da economia. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, ficou em 7,61%, neste ano, e em 4,5%, em 2011.

 

As informações constam do boletim Focus, publicação semanal, elaborada pelo Banco Central (BC) com base em estimativas de analistas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia.

 

A expectativa para a expansão da produção industrial foi ajustada de 10,67% para 10,66%, este ano, e de 5,35% para 5,40%, em 2011.

 

A projeção para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB passou de 40,60% para 40,88%, em 2010, e permaneceu em 39,55%, em 2011.

 

A expectativa para a cotação do dólar permaneceu em R$ 1,70, ao final deste ano, e em US$ 1,75, ao fim de 2011.

 

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) subiu de US$ 16,1 bilhões para US$ 16,4 bilhões, este ano, e permaneceu em US$ 8 bilhões, em 2011.

 

Para o déficit em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior), a estimativa foi mantida em US$ 50 bilhões, neste ano, e em US$ 69,05 bilhões, em 2011.

 

A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) passou de US$ 30 bilhões para US$ 32 bilhões, neste ano. Para 2011, a projeção foi ajustada de US$ 38 bilhões para US$ 38,5 bilhões. (Repórter Kelly Oliveira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

21/12/10 - FGV: cresce intenção de contratações na indústria

 

A intenção de novas contratações da indústria da transformação melhorou, de 2010 para 2011. É o que mostrou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV) ao anunciar a Sondagem de Investimentos da Indústria da Transformação, que consultou 829 empresas entre os meses de outubro e novembro.

 

Segundo a FGV, a parcela de empresas consultadas no levantamento que pretendem aumentar o total de pessoal ocupado em 2011 foi de 43% - sendo que, no ano passado, o porcentual para esta mesma resposta foi menor, de 40%. Já o porcentual de empresas que planejam reduzir o efetivo no ano que vem foi de 8%, menor do que a fatia de 12% registrada para este mesmo tipo de resposta, no ano passado.

 

Ainda segundo a fundação, entre as categorias de uso, a maior absorção de mão de obra é prevista pelas empresas produtoras de bens de consumo duráveis. Somente neste segmento, 57% das empresas consultadas preveem elevar o contingente de pessoal ocupado no ano que vem, o maior porcentual da série histórica, iniciada em 2005, para este tipo de resposta.

 

Faturamento

A indústria da transformação, de uma maneira geral, prevê uma melhora no faturamento em 2011 contra 2010, na avaliação da FGV. No levantamento, a fatia de empresas que aguardam aumento de vendas no ano que vem, descontados os efeitos inflacionários, foi de 72%, acima do porcentual de 69% registrado no ano passado, para esta mesma resposta. O porcentual deste ano foi o segundo maior da série histórica da pesquisa, para esta resposta, perdendo apenas para o de 2005 (79%).

 

Ainda segundo a fundação, o porcentual de pesquisados da indústria da transformação que estimam diminuição do faturamento em 2011 foi de 6%, abaixo da fatia de 8% apurada para esta mesma resposta, em 2010.

 

Entre os destaques nas categorias de uso estão as de bens de consumo duráveis e as de materiais para construção. A fatia de empresas com respostas otimistas de melhora de faturamento em 2011 foram, respectivamente de 84% e de 81% para estes dois segmentos, os maiores porcentuais da série histórica da pesquisa, nestas duas categorias de uso.

 

Ainda segundo a fundação, em 15 dos 21 segmentos industriais pesquisados, as projeções para faturamento feitas em 2011 foram mais favoráveis que as apuradas no ano passado, para este ano.

Fonte: Agência Estado

 


 

21/12/10 - Lula afirma em programa de rádio que país está em padrão de pleno emprego

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou os números da Pesquisa Mensal de Emprego, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última semana. Para Lula, os dados mostram que o país está em padrão de “pleno emprego”.

Os números do IBGE mostram que a taxa de desemprego no Brasil está em 5,7%, a menor dos últimos oito anos. Em Porto Alegre, o índice chega a 3,7%. “Eu penso que daqui para a frente deverá continuar aumentando a oferta de emprego no Brasil, e eu penso que, por isso, os números irão diminuir ainda mais com relação ao desemprego”, disse em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente.

Apesar dos bons números, Lula pediu cautela e responsabilidade nos gastos de fim de ano.  “Que as pessoas aproveitem e comprem o que quiserem comprar, mas com muita responsabilidade para não se endividar, porque o mês de janeiro é sempre muito pesado. Então, é importante que a gente não perca o senso de responsabilidade nas nossas compras”, afirmou. “Comprar, fazer a dívida necessária, mas sabendo que a gente precisa ter um 2011 tranquilo, portanto, não vamos passar 2011 apertado, apenas pagando o que a gente gastou em 2010. Vamos gastar o suficiente para não atropelar a esperança e o futuro de todos nós”, completou.

Lula deixou ainda uma mensagem de Natal para os brasileiros. “É importante a gente cuidar muito da família, ou seja, que a gente tenha um Natal em perfeita harmonia com a família, que a gente junte os pais, os filhos, os parentes para que a gente possa fazer uma confraternização muito forte. E a base da sociedade, na minha opinião, é a família. Se a família estiver bem, o resto vai bem”, afirmou. (Repórter Priscilla Mazenotti)

Fonte: Agência Brasil

 


 

21/12/10 - Recolhimento de custas e emolumentos na Justiça do Trabalho sofre alterações

 

A partir de 1° de janeiro de 2011, o pagamento das custas e emolumentos no âmbito da Justiça do Trabalho deverá ser realizado exclusivamente mediante Guia de Recolhimento da União – GRU Judicial.

 

Isso é o que determina o ATO CONJUNTO n.º 21/2010 TST.CSJT.GP.SG, divulgado no Diário Eletrônico da Justiça do Trabalho de 09/12/2010.

 

A migração da arrecadação de custas e emolumentos de DARF para GRU proporcionará aos Tribunais Regionais do Trabalho um melhor acompanhamento e controle, uma vez que, com o uso da GRU, será possível verificar cada recolhimento efetuado individualmente, por meio de consulta ao SIAFI, e obter informações sobre Unidade Gestora, contribuinte, valor pago e código de recolhimento.

Fonte: TST

 


 

21/12/10 - Prazos processuais no TST serão suspensos entre 20 de dezembro e 1º de fevereiro

 

A contagem dos prazos processuais no Tribunal Superior do Trabalho está suspensa no período de 20 de dezembro de 2010 a 1º de fevereiro de 2011, em função do recesso forense (art. 62, I, Lei 5010/66) e férias dos ministros (Art. 66, § 1º, da LC n° 35/79).

Durante o recesso, o TST funcionará em regime de plantão, das 14h às 18h, com atendimento específico para as causas urgentes, como mandados de segurança, medidas cautelares, reclamações correicionais, "habeas corpus", dissídio coletivo de greve em atividade essencial e, eventualmente, pedidos de efeito suspensivo.

O presidente do TST, ministro Milton de Moura França, permanecerá em seu gabinete durante o período de recesso.

Fonte: TST

 


 

21/12/10 - Lula diz que pode se candidatar novamente à Presidência

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em entrevista a uma TV exibida na madrugada desta segunda-feira (20) que poderá se candidatar novamente ao cargo, uma declaração que pode enfraquecer sua sucessora eleita, Dilma Rousseff.

 

Lula deixará o cargo em 1º de janeiro com um índice de aprovação superior a 80%. Pela Constituição, ele não pôde disputar um terceiro mandato, por isso indicou sua ex-ministra Dilma.

 

Questionado numa entrevista à RedeTV sobre sua intenção de voltar futuramente ao cargo, Lula respondeu: "Não posso dizer que não porque sou vivo. Sou presidente de honra de um partido, sou um político nato, construí uma relação política extraordinária", disse.

 

Lula, de 65 anos, nunca negou totalmente a hipótese de voltar à Presidência, mas essa foi a declaração mais explícita até agora de que poderá disputar novamente o cargo.

 

A admissão de Lula sobre um eventual retorno pode dificultar para Dilma firmar sua imagem independentemente do presidente, que teve grande influência na eleição da sucessora.

 

Aparentemente ciente da repercussão que a declaração teria, Lula disse ao entrevistador: "Eu fico até com medo, amanhã alguém vai assistir à tua entrevista, e dizer que Lula diz que pode ser candidato."

 

Mesmo assim, ele continuou discutindo essa hipótese, e concluiu: "Vamos trabalhar para a Dilma fazer um bom governo e, quando chegar a hora certa, a gente vê o que vai acontecer."

Fonte: Gazeta do Povo

 


 

21/12/10 - Projetos de interesse do Judiciário são votados em tempo recorde pelo Congresso

 

Responsável por julgar acusações contra congressistas, o STF (Supremo Tribunal Federal) consegue aprovar no Congresso, em tempo recorde, projetos de lei de interesse do Judiciário. Levantamento feito pela assessoria técnica da Câmara para o jornal Folha de S.Paulo mostra que, nos últimos 15 anos, propostas do Supremo levam, em média, 274 dias entre a chegada ao Legislativo e a sanção do presidente da República. Já um projeto de lei ordinária de um deputado demora, em média, cinco vezes mais. No período pesquisado, a alta Corte viu aprovadas 20 propostas. E a rapidez na tramitação desses projetos não se justifica pelo fato de o STF ter apresentado um número menor de iniciativas que outros órgãos e Poderes. As propostas do Supremo sempre tratam de salários e da estrutura do Judiciário. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Fonte: Última Instância

 


 

20/12/10 - Agenda do Congresso: votação do orçamento até dia 22

Comissão intensifica trabalhos para tentar votar proposta orçamentária até a próxima quarta-feira.

Relatora trabalha no corte de R$ 3 bilhões nas despesas

 

A Comissão Mista de Orçamento começa a discutir na próxima segunda-feira (20) o relatório da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). Terceira relatora da proposta orçamentária deste ano, Serys pretende divulgar amanhã pela internet seu parecer. A expectativa da senadora é de que o texto seja aprovado pela comissão até quarta-feira (22) e, ainda no mesmo dia, submetido ao plenário. Quarta é o último dia de atividade legislativa do ano no Congresso.

 

A relatora trabalha no corte de R$ 3 bilhões nas despesas, proposto pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. O valor é inferior aos R$ 8 bilhões ventilados inicialmente. O Ministério da Educação, segundo ela, é o mais afetado, com perda de R$ 500 milhões em relação à proposta original do Executivo. O corte será menor do que o previsto inicialmente porque houve remanejamento de cerca de R$ 5 bilhões de emendas parlamentares.

 

Serys manterá o salário mínimo de R$ 540 e as metas de 5,5% do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e de 4,5% de inflação em 2011. A senadora informou que incluiu no orçamento do Ministério da Saúde R$ 1 bilhão atender ações de média e alta complexidade (R$ 757,6 milhões) e o Piso de Atenção Básica (R$ 292,4 milhões). O primeiro financia procedimentos em hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). O outro é destinado à municipalização da saúde. A dotação final dos dois programas ficou em R$ 30,05 bilhões e R$ 4,5 bilhões, respectivamente, informa a Agência Câmara.

 

Para garantir a votação até quarta-feira, a Comissão Mista de Orçamento fará quatro reuniões por dia na terça e na quarta-feira. O relatório dela deve começar a ser realizado a partir das 18h de segunda-feira.

Antes de Serys, dois senadores passaram pela relatoria da proposta orçamentária. Gim Argello (PTB-DF) renunciou após ser acusado de mandar recursos do orçamento, por meio de emendas parlamentares, a institutos fantasmas. No lugar dele, entrou Ideli Salvatti (PT-SC). A petista, no entanto, nem chegou a dar andamento aos trabalhos do antecessor. Renunciou à relatoria logo em seguida, após ser anunciada como ministra da Pesca pela presidente eleita, Dilma Rousseff.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

20/12/10 - STF encerra ano sem definição sobre Ficha Limpa

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou formalmente, nesta sexta-feira (17), as atividades do judiciário em 2010, sem dar uma posição definitiva sobre a aplicação da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10). O único caso decidido este ano foi o de Jader Barbalho (PMDB-PA), cuja candidatura ao Senado foi indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por haver renunciado ao mandato de senador em 2001 para fugir de um processo de cassação. O STF ratificou a decisão do TSE em outubro numa tumultuada sessão de julgamento.

 

No entanto, o julgamento do recurso de Jader Barbalho definiu a posição do tribunal apenas em relação aos casos de renúncia para escapar de processo de cassação. A aplicabilidade da Lei da Ficha Limpa em outros casos, como o de condenação por órgão colegiado, permanece indefinida.

 

- Nós julgamos uma alínea de um artigo, e foi só - disse o ministro Cezar Peluso, presidente do STF, fazendo referência à alínea k, que trata justamente dos casos de renúncia, segundo o site de notícias do Supremo.

 

Cezar Peluso destacou que existem vários dispositivos da norma sendo questionados, mas alegou que a maioria dos recursos ainda não chegou ao STF. O TSE, porém, já enviou mais de uma dezena de recursos ao Supremo, entre os quais os dos candidatos ao Senado Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Paulo Rocha (PT-PA) e à Câmara dos Deputados Janete Capiberibe (PSB-AP), João Pizzolatti (PP-SC), Ricardo Oliveira (PMN-AP) e Zé Gerardo (PMDB-CE).

 

Peluso disse que os recursos relativos à Lei da Ficha Limpa devem ser julgados no início de 2011. Segundo ele, quando a corte for analisar a aplicabilidade da lei, provavelmente já contará com a presença do novo indicado para substituir o ministro Eros Grau, aposentado em agosto deste ano. O julgamento de Jader Barbalho terminou empatado (5 a 5), devido à vaga não preenchida, e a decisão de se manter a decisão do TSE foi tomada com base no regimento interno da corte.

Fonte: Agência Senado

 


 

20/12/10 - Taxa de desemprego é a mais baixa desde 2002

 

A taxa de desemprego em novembro chegou a 5,7% - a mais baixa desde o início da série histórica em 2002, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (17), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No mês, o número de desempregados também atingiu o menor patamar dos últimos oito anos.

 

De acordo com a Pesquisa Mensal do Emprego (PME), a queda da taxa de desemprego em relação ao mês de outubro (6,1%) foi de 0,4 ponto percentual. Em relação ao mesmo mês de 2009, ano da crise financeira internacional, a redução foi mais acentuada, de 1,7 ponto percentual.

 

De um mês para o outro, a população desocupada diminuiu 5,9% e fechou o mês de novembro em 1,359 milhão, em números absolutos. Frente a novembro de 2009, a redução foi de 20,7% ou 354 mil desempregados a menos, segundo a pesquisa.

 

Em novembro, a população ocupada ficou estável (22,4 milhão) na comparação com o mês imediatamente anterior. Mas em relação ao mesmo mês do ano passado, o crescimento foi de 3,7% ou 795 mil postos de trabalho.

 

Já o rendimento médio real dos trabalhadores nas seis principais regiões metropolitanas do país teve uma pequena queda (0,8%) em relação a outubro e fechou novembro em R$ 1.516. O valor representa alta de 5,7% frente a novembro do ano passado.

 

A PME avalia a situação do mercado de trabalho nas regiões do Rio de Janeiro, de São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre. (Repórter Isabela Vieira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

20/12/10 - Uso da capacidade da indústria tem leve alta em novembro, diz CNI

Indústria operou ligeiramente acima da média histórica para o mês.
Indicador subiu de e 48,9 pontos em outubro para 50,4 pontos.

 

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) na indústria aumentou de 48,9 pontos em outubro para 50,4 pontos em novembro, de acordo com sondagem divulgada nesta sexta-feira (17)  pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em uma escala de zero a 100 pontos, em que 50 pontos indica o comum para a utilização do parque instalado no período, o resultado indica que a indústria operou ligeiramente acima da média histórica para o mês.

De acordo com a entidade, o baixo ritmo de crescimento na produção se reflete no nível de utilização da capacidade que, pelo oitavo mês consecutivo, se manteve próximo ao usual.

"O comportamento do setor industrial em novembro revela não haver pressão de demanda na atividade nem excesso de oferta de produtos industriais", informou o documento da CNI.

Já o indicador de produção em novembro recuou para 52,7 pontos ante ao desempenho de 53,6 pontos do mês anterior, revelando ligeira perda de ritmo na expansão da produção.

Além disso, os estoques de produtos finais ficaram praticamente dentro do planejado pelos empresários, com o indicador em 50,2 pontos ante o resultado de 49 pontos em outubro.

Fonte: Agência Estado

 


 

20/12/10 - Nível do emprego formal no Nordeste cresce em novembro

 

Em novembro, o Nordeste apresentou o segundo maior índice de crescimento do emprego, do país: 0,68% em comparação com o estoque de assalariados, com carteira assinada, do mês de outubro.

 

Em termos absolutos, ainda considerando-se o mês de novembro, ao criar 37.172 vagas de trabalho, com carteira assinada, a região da caatinga ocupou a terceira maior posição em relação as demais regiões, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo ministro Carlos Lupi, na manhã desta quinta-feira (16). Foi superada apenas pelas tradicionais regiões geradoras de emprego no Brasil: sudeste (52.114 vagas crescimento de 0,27%) e sul (44.743 vagas crescimento de 0,69%).

 

No ranking nacional do emprego, ainda considerando-se o mês de novembro, quatro estados nordestinos ficaram entre os 10 primeiros colocados: Bahia (5ª posição e saldo de 10.681 vagas); Ceará (7ª posição e saldo de 6.850 vagas), Pernambuco (8ª posição e saldo de 6.001 vagas  ) e Alagoas (10ª posição e saldo de 4.134 vagas de emprego formal). Sendo que, em termos relativos, o estado de Alagoas registrou a maior taxa de crescimento entre os estados, no mês de novembro, 1,36% em relação ao estoque de assalariados do mês de outubro.

 

Todos os demais estados nordestinos atingiram saldos positivos no mês de novembro: e Sergipe 2.552, Paraíba com 2.386, Rio Grande do Norte 2.203, Maranhão 1.887 e Piauí com 478.

 

Acumulado - De janeiro a novembro deste ano, a região nordeste registrou o maior crescimento relativo no nível de emprego, em comparação com as demais regiões: cresceu 8,20%. As  tradicionais regiões geradoras de ocupações formais, sul e sudeste, cresceram, respectivamte,  8,01% e 7,57%, no mesmo período. Em termos absolutos foram criadas 419.791 vagas de emprego formal, na região  nordeste, entre janeiro e novembro deste ano.

 

Os estados da Bahia, Pernambuco e Ceará ficaram entre os dez estados brasileiros que mais geraram emprego, no emprego, entre janeiro e novembro deste ano, ao colocarem no mercado de trabalho, respectivamente, 108.105, 103.104 e 73.143 vagas de emprego formal.

Fonte: MTE

 


 

20/12/10 - Metade das demissões são realizados por 5% das empresas

Apenas 111 mil empresas foram responsáveis pelo desligamento de mais de 12 milhões de trabalhadores em 2009. Micro e pequenas empresas não são as principais responsáveis pela maior parte dos contratos rompidos

 

Em 2009 foram desligados do mercado de trabalho 19.264853 trabalhadores, que se situavam em 2.038.168 estabelecimentos, que representam 63,2% do total de empresas declaradas na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do último ano. Mais de 111 mil empresas (5,5% do total) foram responsáveis pelo desligamento de 12.348.596 trabalhadores, que representam 62% dos desligados.

 

Essas empresas tiveram mais de 25 desligamentos no ano, concentrando a maior parte da quebra de vínculos. Aproximadamente 53% dos estabelecimentos tiveram um ou dois desligamentos no período, representando apenas 7,2% dos vínculos desligados (1.434.677 desligados). O estudo mostra que os pequenos e micro estabelecimentos podem apresentar altas taxas de rotatividade, embora não sejam os principais responsáveis pela maior parte dos contratos rompidos.

 

"Aquela idéia de que a micro e pequena empresa roda muito não se confirma de fato, porque o contingente expressivo é desses 111 mil estabelecimentos, que no geral são de médias e grandes empresas. Com esses dados temos uma fotografia real da rotatividade de mão de obra e podemos cruzar, por exemplo, as informações do seguro desemprego e desenvolver políticas públicas", comentou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, ao apresentar, nesta sexta-feira (17), o estudo "Movimentação Contratual no Mercado de Trabalho Formal e Rotatividade no Brasil".

 

A taxa média de rotatividade por estabelecimento no período de 2007 a 2009 ficou em 32%, quatro pontos percentuais abaixo da taxa média de rotatividade, que ficou em 36% no mesmo período. "No cálculo feito por estabelecimento já é considerado o crescimento da economia e da geração de empregos, que faz com que a rotatividade acabe baixando um pouco, mas apresentando a mesma tendência", esclarece Lupi.

Fonte: MTE

 


 

20/12/10 - Comissão do Senado aprova PEC que inclui TST como órgão de cúpula do Judiciário Brasileiro

 

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal aprovou, na manhã de quarta-feira (15/12) a Proposta de Emenda à Constituição nº 32/2010, de autoria do Senador Valter Pereira (PMDB-MS), que explicita que o Tribunal Superior do Trabalho integra os órgãos de cúpula do Poder Judiciário, além de alterar os requisitos para o provimento dos cargos de ministros do TST e modifica-lhe a competência.

A proposição altera o caput do art. 111-A da Constituição, bem como inclui a este o parágrafo 3º. A mudança objetiva alterar o critério de provimento dos cargos de ministro do Tribunal, incluindo, como requisito necessário, que o indicado possua “notório saber jurídico e reputação ilibada”. A inclusão desse parágrafo tem o objetivo de dotar o TST com a competência de processar e julgar originalmente a reclamação para a preservação de sua competência, garantindo a autoridade de suas decisões.

 

A matéria, aprovada por unanimidade, recebeu parecer favorável do relator, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da CCJ, que colocou a matéria em votação, por solicitação do presidente do TST, ministro Milton de Moura França.

 

Após a publicação da decisão na CCJ, o texto aprovado será submetido a apreciação do plenário do Senado, em dois turnos, e depois seguirá para a análise da Câmara dos Deputados.

Fonte: TST

 


 

20/12/10 - Novo Código de Processo Civil é aprovado no Senado

 

O Senado aprovou na noite de quarta-feira (15/12) o novo CPC (Código de Processo Civil), elaborado por uma comissão de juristas convocada pelo presidente da Casa, José Sarney, e relatado pelo senador Valter Pereira (PMDB-MS). Em votação simbólica, os senadores aprovaram o mesmo texto enviado pela Comissão Especial criada para avaliar o projeto.

 

Segundo o relator, o novo código servirá para dar rapidez aos processos com a criação da conciliação. Para isso, o projeto muda o momento da conciliação e da maioria dos recursos. No caso da conciliação, o texto traz a audiência para antes do começo do processo.

 

O texto cria a figura do mediador, que poderá exercer a atividade independentemente de qual formação profissional para atuar nas conciliações.

Sobre a definição dos honorários pagos a quem perde as causas em processos contra a Fazenda Pública, o texto diz que que nos casos em que a ação é contra a União, estados ou municípios será aplicada uma tabela com faixas de honorários. Os percentuais mínimos variam de 10% a 20% em causas de até 200 salários mínimos e chegam no máximo de 1% a 3% em causas de valores acima de 100 mil salários mínimos. 

 

O novo Código deverá agora ser apreciado e votado na Câmara dos Deputados.

Fonte: Última Instância

 


 

16/12/10 - Lula entrega feitos do governo para registro em cartório

Todos os ministros de Estado assinaram o documento. Presidente ressaltou que essa prestação de contas não tem como meta engrandecer os atos do governo, mas principalmente mostrar o que precisa ser feito na nova gestão

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva entregou no início da tarde desta quarta-feira (15) o balanço de oito anos de governo para registro em cartório. Após a entrega, ele foi aplaudido pelos presentes, que gritaram: "Olê, Olê, olê, Lula, Lula". Todos os ministros de Estado assinaram o documento.

 

Pouco antes, em discurso na cerimônia, o governador reeleito da Bahia, Jaques Wagner (PT), fez um elogioso discurso a Lula. Ele relatou viagens oficiais e reuniões ao lado do presidente. "Ele tem a maior popularidade de um presidente após oito anos de governo", afirmou. Disse ainda esperar que a presidente eleita, Dilma Rousseff, governe com responsabilidade macroeconômica, mas com "o coração voltado para o povo".

 

O presidente afirmou que mesmo no final do governo ele foi surpreendido. "Eu achava que era um ato que íamos receber os ministros, registrar em cartório e ia acabar o ato. É um grande evento. Mas vamos tirar proveito dele" afirmou Lula. No entanto, observou que a divulgação do balanço dos oito de governo não é uma despedida. "O que eu queria, na verdade era homenagear os companheiros de governo. Esse não é um ato de despedida, e sim de trabalho", disse. "Teremos outras oportunidades para despedida."

 

Lula ressaltou também que essa prestação de contas não tem como meta engrandecer os atos do governo, mas principalmente mostrar o que precisa ser feito na nova gestão. "Essa prestação de contas é menos para engrandecer o que fizemos e mais para dar uma fotografia à sociedade brasileira, para saber o que foi feito, o que não foi feito e o que precisa ser feito", disse Lula, referindo-se à presidente eleita, Dilma Rousseff. "É para isso que Deus e os políticos garantiram a eleição, a reeleição e a continuidade", brincou.

 

O presidente afirmou que quando usa a expressão "nunca antes na história do Brasil" não quer dizer que foi ele que descobriu o País, mas que realizou coisas que outros não fizeram. "Muita gente fica incomodada quando falo 'nunca antes na história do Brasil'. Não é que descobrimos o País, mas fizemos aquilo que outros não fizeram", disse ele, durante apresentação do balanço de oito anos de governo, registrado no início da tarde em cartório, em Brasília.

 

Segundo Lula, o documento servirá para que a imprensa nacional descubra medidas que foram tomadas durante os seus dois mandatos. "No mundo inteiro, com Cuba e China de exceção, a imprensa cobre o que tem mais apelo, e às vezes destruir tem apelo", disse o presidente. "Gostaria que tivesse manchete favorável, mas não tem. Quando leio o jornal e não tem matéria favorável, prefiro viajar o Brasil e falar de mim", completou Lula.

Fonte: Gazeta do Povo

 


 

16/12/10 - CAS aprova oito projetos, entre eles o que garante Bolsa Família a portadores de câncer, Aids ou doença crônica

 

A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (15), oito projetos em turno suplementar e em decisão terminativa, o que significa que poderão seguir para a Câmara dos Deputados se não houver recurso para levá-los ao Plenário. Uma dessas proposições estabelece que o Programa Bolsa Família beneficiará famílias pobres que tenham portadores de câncer, AIDS ou qualquer outra doença crônica.

 

A bolsa de R$ 60 reais será paga às famílias consideradas pobres sem que sejam aplicados os limitadores de benefícios por família. A proposição aprovada é um texto substitutivo a projeto (PLS 407/2009) da senadora Rosalba Ciarlini (DEM-RN).

 

Falta

Outro substitutivo aprovado pela CAS permite aos trabalhadores faltar ao serviço um dia por ano sem prejuízo da remuneração para tratar de assunto de seu interesse. Possibilita também uma falta a cada doze meses para participar de atividade escolar de seus dependentes matriculados no ensino fundamental ou médio. O projeto original (PLS 23/2003) é de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS).

 

Pensão

Dependentes de trabalhador contribuinte da Seguridade Social que tenha efetuado 180 contribuições poderão passar a fazer jus à pensão por morte, mesmo se a condição de segurado tiver sido perdida em razão de interrupção prolongada dos recolhimentos. O benefício terá o valor de um salário mínimo. Esse é o objetivo de projeto também aprovado pela CAS em turno suplementar. Trata-se também de substitutivo a projeto (PLS 526/07) de Paim.

 

Segurado especial

Um quarto projeto que deverá seguir para a Câmara tem por objetivo garantir a produtores rurais e pescadores artesanais a condição de segurado especial da Previdência Social.

 

Do senador Neuto de Conto (PMDB-SC), a proposição (PLS 580/2007), que recebeu substitutivo, também contempla aquele que exercer atividade remunerada como membro da administração ou do conselho fiscal de cooperativa rural ou de pescadores artesanais à qual esteja associado, desde que o exercício dessa atividade não exceda quatro anos.

 

Pezinho

Projeto pelo qual o Sistema Único de Saúde (SUS) poderá passar a cobrir o "teste do pezinho expandido" também passou pela CAS. O teste traz um conjunto de exames para diagnosticar anormalidades no metabolismo do recém-nascido, mas atualmente a rede pública realiza um número menor de exames do que a particular (que já tem a modalidade "expandida"). A determinação está prevista em substitutivo a projeto de lei (PLS 312/05) do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

 

Agentes comunitários

A atuação de agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias deverá ser fortalecida pela proposição (PLS 48/2007) aprovada pela CAS. Para tanto, são aperfeiçoadas as suas relações de trabalho com os gestores do SUS - a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. O texto aprovado é um substitutivo a projeto (PLS 48/2007) do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO).

 

Odontologia

Projeto que fixa limites para anuidades cobradas por conselhos regionais de odontologia está entre os oito aprovados em turno suplementar pela CAS nesta terça-feira. Apresentada pelo senador Flávio Arns (PSDB-PR), a proposta fixa os valores máximos das anuidades cobradas por essas entidades: R$ 500 para pessoas físicas e R$ 1,5 mil para pessoas jurídicas.

 

FGTS

A redução do prazo para saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço está estabelecida em mais um projeto aprovado pela CAS que poderá seguir para a Câmara. De acordo com a proposta (PLS 153/2006), o trabalhador que passar um ano fora do regime do FGTS poderá ter o direito de sacar o saldo da conta vinculada do fundo já no primeiro dia útil após o fim desse prazo.

 

Atualmente, a Lei nº 8.036/90, que regula o FGTS, exige que o trabalhador passe três anos fora do regime do fundo e espere a data de seu aniversário para poder sacar o saldo de sua conta vinculada. O texto aprovado é um substitutivo a projeto da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT).

Fonte: Agência Senado

 


 

16/12/10 - Mulheres recebem menos de 40% da massa salarial do país, aponta Ipea

 

A participação das mulheres na massa salarial paga aos trabalhadores brasileiros não chega a 40% do total, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (14) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

 

Em nenhuma das seis regiões metropolitanas pesquisadas as participações femininas alcança 50% da massa salarial, segundo a Análise Regionalizada da Massa Salarial com uso da Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Entre as regiões metropolitanas, os valores mais altos, em torno de 40%, foram vistos em Porto Alegre e Salvador. Já os menores desempenhos nesse item ficaram com Rio de Janeiro e Belo Horizonte, ambos em 36,4%. "Fica claro, então, que ainda existe uma concentração de renda para pessoas do sexo masculino", aponta o estudo.

 

Entre as ocupações, a categoria "administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais" tem a maior participação na massa salarial dos trabalhadores para quase todas as regiões metropolitanas do Brasil, com exceção apenas da região de São Paulo, onde os serviços de intermediação financeira, atividades imobiliárias, alugueis e serviços prestados à empresa lideram.

 

Massa de rendimento de São Paulo é R$ 15,1 milhões, contra R$ 1,7 milhão de Recife. Os dados do comunicado do Ipea indicam ainda que, para todas as regiões, a cor branca é responsável pelo maior percentual da massa salarial.

 

Os destaques são Porto Alegre, onde ela representa mais de 90% da massa salarial da região metropolitana; e Recife, onde há praticamente um empate nas participações das cores branca e parda, ambas com cerca de 48% do total.

 

A participação da cor negra apresenta uma maior representatividade em Salvador, com cerca de 14% da massa salarial; e uma menor participação em Recife, algo em torno de 3%.

 

Maior representatividade
O estado com maior representatividade de acordo com a massa salarial de setembro de 2010 é a região metropolitana de São Paulo.

Em contraponto, a região com a menor massa é a de Recife. De acordo com o estudo do Ipea, a massa de rendimento de São Paulo é R$ 15,1 milhões, contra R$ 1,7 milhão de Recife.

Fonte: G1

 


 

16/12/10 - CCJ da Câmara acaba com prazo para requerer MS

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou na terça-feira (14/12), em caráter conclusivo, o fim do prazo máximo de 120 dias para a apresentação de Mandado de Segurança. Esse recurso é usado para proteger direito líquido e certo contra ilegalidades ou abusos por parte de autoridade pública. A notícia é da Agência Câmara.

 

A medida está prevista no Projeto de Lei 5.947/09, do deputado Paes Landim (PTB-PI). A proposta modifica a Lei 12.016/09, que deu nova disciplina ao Mandado de Segurança, e segue agora para análise do Senado.

 

De acordo com o relator na CCJ, deputado Flávio Dino (PCdoB-MA), não pode ser mantida regra infraconstitucional que limite um direito fundamental inscrito na Constituição. Na sua avaliação, como as garantias constitucionais são o principal meio de proteção do indivíduo contra abusos do Poder Público ou contra deliberações majoritárias que violem liberdades individuais, "é forçoso reconhecer que não merece prosperar qualquer restrição infraconstitucional ao exercício de uma garantia constitucional".

 

Limitação descabida

O deputado Regis de Oliveira (PSC-SP) afirmou que, desde 1994, defendia essa posição. "Não há sentido que uma lei ordinária venha debilitar um direito constitucional", disse. Segundo ele, se não existe prazo para apresentar Habeas Corpus, não há porque ser mantida a limitação no caso do Mandado de Segurança.

 

Flávio Dino ressalta que o prazo para a interposição de Mandado de Segurança é instituto antiquado, fixado em 1894. "Sob o paradigma do Estado Democrático de Direito, ganha mais força a ideia de que a prática constitucional deve se voltar à garantia de direitos aos cidadãos", afirma.

Fonte: Consultor Jurídico

 


 

16/12/10 - Imprensa Nacional encerra publicação do Diário da Justiça em 2011

 

O diretor-geral da Imprensa Nacional, Fernando Tolentino, decidiu suspender, a partir de 1º de janeiro de 2011, a publicação do Diário da Justiça (versão impressa e eletrônica em formato PDF), editado, impresso, disponibilizado e distribuído pela Imprensa Nacional desde 1925.

Os assinantes do Diário da Justiça - que já chegou a ter uma tiragem diária de 3 mil exemplares - receberão, até o final da vigência da assinatura, exemplar correspondente do Diário Oficial da União. As consultas ao conteúdo das edições anteriores a 31 de dezembro de 2010 do Diário da Justiça, publicadas pela Imprensa Nacional, vão continuar disponíveis, gratuitamente, no portal do órgão, no endereço: http://portal.in.gov.br/.

A decisão da Imprensa Nacional levou em consideração principalmente as normas baixadas pela Lei 11.419, de 20 de dezembro de 2006, que instituiu o processo eletrônico nos tribunais. Com isso, os tribunais passaram a publicar seus conteúdos nos próprios portais, pulverizando a informação relativa ao Judiciário.

Com a evasão do Diário Oficial da União, ficaram reduzidos a tiragem e o número de páginas, o que encareceu o custo das edições. Esta portaria será publicada por cinco dias consecutivos e entrará em vigor em 1º de janeiro de 2011, revogando as disposições em contrário.

Fonte: Agência Brasil

 


 

16/12/10 - Nova Central descarta fusão e aprova plano de ação para 2011

 

Na reunião do Conselho de Representantes foi aprovado, por unanimidade, que não haverá, em nenhuma hipótese a fusão da Nova Central com qualquer outra central sindical. Segundo o presidente José Calixto, não há a menor perspectiva, imediata ou futura de fusão, ao contrário, “o trabalho da NCST vai se concentrar na ampliação e crescimento do número de entidades filiadas para continuar sendo uma das maiores centrais sindicais do País”, disse.

 

Atualmente, a Nova Central é a terceira  central em número de entidades filiadas e tem plenas condições de manter-se entre as maiores em todos critérios de representatividade. “Por isto não há sentido nem possibilidade de propor fusão. Vamos continuar existindo como a Nova Central, até mesmo porque somos a única central do sistema confederativo brasileiro e que, por isso mesmo, defende as conquistas e direitos do sindicalismo histórico”, concluiu José Calixto.

 

O Conselho de Representantes da Nova Central Sindical de Trabalhadores-NCST, reunido na cidade de Caldas Novas-GO, no dia 10 de dezembro de 2010, aprovou os seguintes encaminhamentos:

 

1 – Considerando a nova conjuntura que o País vai viver a partir do próximo ano, com um novo governo e um novo Congresso; considerando que a realidade mundial, marcada por uma profunda crise econômica e social do sistema capitalista, poderá impactar o nosso País e por conseqüência implicar em prejuízos para os trabalhadores; considerando as características próprias da presidente eleita, a Nova Central realizará seminário nacional no mês de junho de 2011, para avaliar o Governo Dilma Rousseff e deliberar sobre recomendações que a NCST deverá adotar; antecedendo ao seminário nacional, a Diretoria Executiva produzirá documento a ser encaminhado aos diretores nacionais e para as diretorias estaduais que servirá de referência para os debates no seminário;

 

2 – A Nova Central vai atuar no sentido de elaborar projetos de qualificação profissional e de formação sindical, inclusive para serem desenvolvidos de forma conjunta com as diretorias estaduais, em especial, buscando se habilitar aos incentivos que estarão disponíveis para as áreas de turismo, saúde e construção civil, em função da Copa do Mundo de 2.014; também vai se habilitar aos cursos disponíveis para esta finalidade através de verbas orçamentárias do Congresso Nacional e outras fontes de receita que possam ser utilizadas, neste projeto, mediante convênios e parcerias;

 

3 – A NCST vai dedicar-se ao trabalho no Congresso Nacional, acompanhando, pressionando e negociando em defesa dos interesses da classe trabalhadora e da organização sindical brasileira, em especial, quanto aos projetos que integram a chamada Agenda Trabalhista: neste sentido são prioridades a redução da jornada de trabalho, a ratificação da Convenção 158 da OIT (demissão imotivada);

 

4 – A Nova Central vai manter a sua mobilização pelo Fim do Fator Previdenciário, no sentido de derrubar o veto do Presidente Lula, considerando ser esta uma das bandeiras prioritárias para o ano de 2011;

 

5 – A NCST compreende que as chamadas práticas antissindicais, que devem ser denunciadas e combatidas, não são prerrogativas apenas de governos e de patrões, mas, tratam-se, infelizmente, de método recorrente no próprio movimento sindical, especialmente no âmbito das centrais, caracterizando-se pela utilização de procedimentos escusos e muitas vezes criminosos, para cooptar sindicatos, fraudar registros, com ações desrespeitosas e sem ética, contando, muitas vezes, com o beneplácito de instâncias do Ministério do Trabalho. Neste sentido, a NCST adotará postura de rejeição, denúncia e combate a essas práticas em defesa do maior patrimônio da Central que são as suas entidades filiadas;

 

6 – A Nova Central vai manter e ampliar o seu trabalho de esclarecimentos e assistência às entidades sindicais que não tenham filiação a nenhuma central sindical, buscando, através do debate democrático, ético e transparente, apresentar a  Central, apontar os seus compromissos e os seus princípios e, se assim for a decisão destas entidades, recebê-las como novas filiadas sem que, para isto, tenha que usar qualquer outro expediente que não seja lícito e rigorosamente de acordo com o respeito aos valores maiores da  classe trabalhadora;

 

7 – A Nova Central vai manter a luta em defesa dos interesses dos servidores públicos, em especial para garantir que a Ratificação da Convenção 151 da OIT  se efetive, de fato, como direito regulamentado de acesso à data-base, negociação coletiva, aplicação do direito de greve, garantia de liberação de dirigentes sindicais e das mesmas fontes de custeio que são prerrogativas da organização sindical do setor privado;

 

8 – A Nova Central vai manter a luta em defesa da recomposição dos proventos dos aposentados e pensionistas, mantendo a proposta de que seja assegurada a paridade com as  variações dos reajustes do salário mínimo, uma vez que está ocorrendo um achatamento inaceitável no valor destes proventos;

 

9 – A Nova Central terá como objetivos, em 2011, a realização de atividades voltadas para fortalecer o trabalho de organização da central, envolvendo diretorias, secretarias e departamentos, de acordo com os recursos humanos e financeiros disponíveis e em conformidade com as demandas e necessidades da central;

 

10 – A Nova Central considera importante e necessária a participação no Fórum Social Mundial 2011 e, para isto, vai se preparar adequadamente para que esta presença no FSM ocorra de forma organizada e qualificada;

 

11 – A Nova Central  vai adotar política permanente de formação sindical para os seus quadros e para novos dirigentes sindicais, inclusive criar o coletivo nacional dos conselhos;

 

12 – A Nova Central vai concluir levantamento dos conselhos e dos demais fóruns de representação nos quais é garantida a participação dos trabalhadores, através das centrais sindicais, para que a Central assuma os espaços a que tem direito;

 

13 – A Nova Central vai realizar cursos para esclarecimentos e capacitação dos seus diretores que representam a central em conselhos nacionais e estaduais como SESI, SESC, SENAT, Codefat etc.;

 

14 –  A Nova Central vai buscar meios para estruturar o núcleo de elaboração de projetos da Central, destinado à elaboração de projetos de qualificação profissional e de formação sindical;

 

15 – A Nova Central vai definir temas parra organizar campanhas de interesse social e pertinentes com as demandas dos trabalhadores;

 

16 -  A Nova Central vai trabalhar, lutar e se mobilizar para regulamentar as categorias profissionais que ainda não estão regulamentadas, especialmente concentrando a luta na regulamentação de categorias como motorista, comerciários, profissionais de segurança pública em ferrovias (Polícia Ferroviária Nacional) etc;

 

17 – A Nova Central vai atuar no sentido da regulamentação dos bingos como atividade econômica necessária à geração de renda e emprego;

 

18 – A Nova Central vai atuar para a alteração do artigo 2º. do artigo 114 da Constituição Federal, retirando a expressão de “comum acordo” que, na prática, inviabiliza o dissídio coletivo;

 

19 – A Nova Central manter a luta pela aprovação do Projeto 248 do Senador Paulo Paim, restabelecendo a Contribuição Assistencial como uma das fontes de custeio da organização sindical brasileira ;

 

20 – A Nova Central manterá a luta nos debates das questões de gênero, dando ênfase especial na implementação das propostas das mulheres trabalhadoras aprovadas na Assembléia da Classe Trabalhadora em 1º de junho de 2010 e encaminhadas à presidente eleita Dilma Rousseff, que incluem a ratificação da Convenção 156 da OIT, bem como vai atuar no acompanhamento dos projetos de interesse da mulher e da juventude trabalhadoras em tramitação no Congresso Nacional;

 

21 - A Nova Central vai participar de fóruns nacionais e internacionais que debatam e encaminhem questões de interesse da classe trabalhadora, atuando de acordo com os seus princípios e conforme os objetivos que justificaram a sua criação.

Fonte: NCST

 


 

15/12/10 - Arrecadação federal em novembro é 12,28% inferior à de igual período de 2009

 

A arrecadação das receitas federais somou R$ 66,797 bilhões em novembro. O resultado representa uma queda nominal de 12,28% em relação ao valor arrecadado em igual período do ano passado. Descontada a inflação, a queda é de 7,34%.

Os dados foram divulgados há pouco pela Receita Federal. Na comparação com outubro, quando o total chegou a R$ 75,043 bilhões, houve queda nominal de 10, 25% e, descontada a inflação, de 10,99%.

 

No acumulado de janeiro a novembro, a arrecadação totaliza R$ 714,826 bilhões, o que corresponde a um crescimento nominal de 14,48% ante o mesmo período de 2009. Descontada a inflação do período, o aumento é de 9,12%. (Repórter Stênio Ribeiro)

Fonte: Agência Brasil

 


 

15/12/10 - Desigualdade regional quase não mudou em 13 anos, diz Ipea

 

O crescimento da economia não conseguiu reduzir as desigualdades regionais do Brasil em 13 anos e as regiões Norte e Nordeste ainda estão bem atrás do restante do país na comparação de índices sociais e econômicos. Comunicado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta terça-feira (14) mostra poucos avanços na redução das disparidades entre 1995 e 2008.

Os números mostram uma ligeira desconcentração da atividade econômica no Brasil, mas muito longe de ameaçar a composição estadual do Produto Interno Bruto (PIB) que o país tinha em 1995. Em 13 anos, a participação de São Paulo no PIB nacional caiu 4,2%, mas o estado ainda é responsável por 33,1% da produção de renda nacional. No outro extremo, Acre e Amapá aparecem com 0,2% de participação no PIB, e Rondônia com 0,1% - quase nenhuma evolução entre 1995 e 2008.

De acordo com o relatório, “houve certa desconcentração da atividade econômica, mas ela foi incapaz de mudar substancialmente o perfil regional brasileiro".

Na análise da participação no PIB por regiões, as diferenças também se mantêm. O PIB per capita na Região Sudeste, que era 39% maior que a média nacional em 1998, teve pouca alteração e em 2008 ainda era 33% maior que no resto do país. No Nordeste, o PIB per capita em 2008 estava 53% abaixo da média nacional, situação apenas cinco pontos percentuais melhor que em 1995.

“No ritmo do período examinado, o PIB per capita do Nordeste só chegaria à marca de 75% do valor nacional em 2074”, estima o Ipea.

A manutenção das desigualdades regionais se reflete principalmente na comparação de indicadores sociais. O Ipea cita, por exemplo, que a taxa de mortalidade infantil no Nordeste ainda é o dobro da registrada no estados da Região Sul e o acesso à educação também é desigual. “No Nordeste, uma em cada seis crianças entre 7 e 14 anos não sabe ler e escrever. No Sul, apenas uma em cada 28 está nessa situação”, compara o texto. (Repórter Luana Lourenço)

Fonte: Agência Brasil

 


 

15/12/10 - Emprego na indústria de SP cai 0,02% em novembro

 

O nível de emprego no Estado de São Paulo apresentou leve queda de 0,02% em novembro, ante outubro com ajuste sazonal. Sem levar em consideração tal correção temporal, o indicador apresentou queda de 0,80% no período. Os dados foram divulgados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

 

De acordo com a entidade, foram eliminadas 21 mil vagas, em termos líquidos, no mês passado, ante o anterior. No balanço do ano, por outro lado, os números são favoráveis, pois em novembro deste ano em relação a igual mês de 2009 foram geradas 88.500 vagas. O emprego cresceu 3,45% em novembro, no comparativo com igual mês de 2009.

 

De janeiro até novembro, foram gerados 174.500 empregos na indústria paulista, com expansão de 7,25%.

 

Expansão do PIB

O diretor do Departamento de Pesquisa Econômica da Fiesp, Paulo Francini, afirmou que a entidade estima expansão de PIB de 4,6% em 2011 e de 7,7% em 2010. Ele ressaltou que o Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria paulista deve avançar 4,0% no próximo ano, ficando, entretanto, bem abaixo dos 10% de expansão que devem ser registrados em 2010.

 

O dirigente da Fiesp prevê que o nível de emprego na indústria paulista deve crescer 3,4% no ano que vem, patamar também inferior ao crescimento de 4,5% previsto para 2010. "O ano de 2010 foi bom e deve e gerar 110 mil postos de trabalho (no Estado de São Paulo). Contudo, fica um sabor de que poderia ter sido melhor para a indústria de transformação, se não fosse o vertiginoso crescimento das importações, comentou.

 

Paulo Francini destacou que o avanço expressivo do ingresso no Brasil, em 2010, de produtos fabricados no exterior vai adiar a recuperação dos postos de trabalho para níveis existentes antes da crise de 2008. "Isso só vai ocorrer no final de 2011", comentou.

No final do primeiro semestre deste ano, a direção da Fiesp previa que o nível de postos de trabalho pré-crise seria recuperado no primeiro ou no segundo trimestre do ano que vem.

Fonte: Agência Estado

 


 

15/12/10 - CAE decide que adicional de insalubridade deve ser calculado sobre salário básico

 

Projeto aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) nesta terça-feira (14) estipula alíquotas e define que o cálculo do adicional de insalubridade deve incidir sobre o próprio salário do trabalhador. Pelo texto do senador Paulo Paim (PT-RS), as alíquotas corresponderiam a 50%, 30% e 20%, segundo os graus máximo, médio e mínimo de insalubridade, salvo critério mais vantajoso estabelecido por convenção coletiva. No entanto, os senadores aprovaram emenda que reduziu os percentuais para 40%, 20% ou 10%, a depender do grau de insalubridade.

 

A alteração foi proposta pelo relator, senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB). Segundo ele, esse ajuste se justifica diante dos já pesados encargos trabalhistas sobre os salários pagos pelas empresas. Sem o imposto de renda, ele diz que a folha de salário já é tributada entre 31,5% a 41,7%, a depender da atividade econômica, nesse caso com inclusão da contribuição previdenciária.

 

O projeto foi apresentado pelo senador Paulo Paim para suprir lacuna existente desde que o Supremo Tribunal Federal (STF), em 2008, considerou inconstitucional a utilização do salário mínimo como base de incidência do adicional de insalubridade. Depois disso, o Superior Tribunal do Trabalho (TST), alterou súmula vigente para substituir o salário mínimo pelo salário básico. Contudo, a redação foi suspensa pelo STF no mesmo ano, pelo entendimento de que não é possível uma súmula tratar do tema antes da edição de lei específica ou convenção coletiva que regule o adicional.

 

- Nesse caso, fica clara a oportunidade da proposição apresentada pelo senador Paulo Paim - disse o relator, argumentando, porém, que o texto precisa de ajustes.

 

A emenda procurou ainda deixar claro que os percentuais devem incidir sobre o salário, mas sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios, ou participações nos lucros.

 

O projeto vai agora ser apreciado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS), em decisão terminativa.

Fonte: Agência Senado

 


 

15/12/10 - Plenário rejeita proposta que liberava bingos

 

O Plenário rejeitou nesta terça-feira em votação nominal, por 212 votos a 144 e 5 abstenções, o texto do deputado João Dado (PDT-SP) para o Projeto de Lei 2944/04, que regulamenta a exploração dos jogos de bingo no Brasil. Segundo o Regimento Interno, a votação da matéria ainda não está concluída, mas somente voltará a ocorrer se ela for novamente pautada para a Ordem do Dia do Plenário. Ainda podem ser votados o substitutivo aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação e o projeto original, do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP).

 

Uma das novidades do texto de João Dado em relação ao aceito pela comissão era a ampliação do prazo da licença de funcionamento dos bingos. Antes limitada a cinco anos, ela poderia ser emitida com esse prazo mínimo e por um máximo de 15 anos, permitida a renovação.

 

Para funcionarem, as casas de bingo deveriam atender a requisitos relacionados à regularidade fiscal, localização e patrimônio mínimo. Os prêmios deveriam ser pagos exclusivamente em dinheiro e seria proibido conceder crédito aos jogadores.

 

Royalties
O texto previa ainda o pagamento de royalties para os governos em valor equivalente a 17% da receita financeira obtida, distribuídos da seguinte forma: 14% para programas de saúde e o restante distribuído igualmente a fundos de apoio ao esporte, à cultura e à segurança pública.

 

Os recursos da saúde seriam rateados entre o Ministério da Saúde (20%); os estados onde estivessem localizados os estabelecimentos (40%); e os municípios (40%), segundo critérios do FPM.

 

Viciados em jogos
As pessoas menores de 18 anos, aquelas declaradas incapacitadas civilmente e as viciadas em jogos não poderiam entrar nas casas de bingo.

 

O texto rejeitado diminuía de 500 para 300 metros a distância mínima que as casas de jogos deveriam manter de escolas, públicas ou privadas, e de templos religiosos existentes em data anterior à sua instalação.

Fonte: Agência Câmara

 


 

15/12/10 - Mudança no horário de trabalho é causa de rescisão indireta do contrato

 

No recurso analisado pela 2a Turma do TRT-MG, a reclamada pretendia convencer os julgadores de que a alteração da jornada de trabalho da reclamante não seria grave o suficiente para dar causa à rescisão indireta do contrato de trabalho, porque essa possibilidade faz parte do poder diretivo do empregador, dependendo da necessidade do serviço. Mas a Turma não concordou com esses argumentos e manteve a sentença que declarou a rescisão indireta, pois, no caso, ocorreu uma alteração contratual lesiva, já que o novo horário coincidiu com o horário do outro emprego da reclamante.

 

Conforme explicou o desembargador Luiz Ronan Neves Koury, a empregada, desde a sua contratação, em 2001, sempre trabalhou no mesmo horário e a empresa sabia que ela possuía outro emprego. O próprio preposto admitiu que a reclamada aceita o fato de os seus empregados manterem dois empregos e, inclusive, procura adequar os horários de trabalho para que se tornem compatíveis com a outra ocupação. Ele declarou ainda que, após a nova distribuição de horários, a reclamante procurou diretamente a presidência da empresa para tentar solucionar o problema, mas o novo horário foi mantido. As testemunhas ouvidas confirmaram que a empregada trabalhou no horário noturno por todo o contrato de trabalho.

 

Nesse caso, esclareceu o relator, a modificação do horário de trabalho caracterizou uma alteração contratual lesiva, o que é proibido pelo artigo 468, da CLT. Isso porque a reclamada permitia à empregada trabalhar em outro emprego e, mesmo conhecendo essa situação, alterou o horário de trabalho, sem o consentimento da reclamante, trazendo-lhe prejuízo, já que o novo horário tornou-se incompatível com o do outro trabalho.

 

Certamente o poder diretivo do empregador permite alterações no contrato de trabalho. Não obstante, a modificação no horário de trabalho da autora resultou em real e significativo prejuízo (por ter outro emprego), tornando-se inviável a manutenção do contrato de trabalho em decorrência da alteração contratual lesiva- frisou o desembargador, mantendo a decisão que declarou a rescisão indireta do contrato de trabalho, com fundamento no artigo 483, da CLT. RO nº 01582-2009-147-03-00-3

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

15/12/10 - SDI-2 confirma: aposentadoria espontânea não extingue contrato de trabalho

 

A Seção II de Dissídios Individuais do Tribunal Superior do Trabalho condenou a Companhia Riograndense de Saneamento – Corsan a pagar multa de 40% sobre os depósitos do FGTS de ex-empregado da empresa, demitido sem justa causa, depois de se aposentar voluntariamente. Para chegar a esse resultado, a SDI-2 teve que anular decisão da Segunda Turma do TST no sentido de que a aposentadoria requerida pelo trabalhador põe fim ao contrato de trabalho.

 

Como explicou o relator da ação rescisória do empregado, ministro Emmanoel Pereira, na época em que a Turma analisou a questão, estava em vigor a Orientação Jurisprudencial nº 177 da SDI-1, segundo a qual a aposentadoria espontânea extinguia o contrato de trabalho, mesmo quando o empregado continuava a trabalhar na empresa, sendo, portanto, indevida a multa de 40% sobre os depósitos do FGTS.

 

No entanto, a OJ 177 foi cancelada pelo TST tendo em vista a interpretação que o Supremo Tribunal Federal fez da matéria, afirmou o relator. Atualmente, a jurisprudência consolidada no Supremo é de que a concessão da aposentadoria espontânea não extingue o contrato de trabalho. O rompimento do contrato, nessas situações, é considerado inclusive um desrespeito ao dispositivo constitucional que protege os trabalhadores da despedida arbitrária ou sem justa causa (artigo 7º, I, da Constituição Federal).


O ministro Emmanoel esclareceu ainda que o TST editou posteriormente a OJ nº 361 para estabelecer o pagamento da multa de 40% do FGTS nos casos de aposentadoria espontânea seguida de dispensa imotivada. Logo, na hipótese examinada, não pode prevalecer a tese de extinção do contrato de trabalho com o advento da aposentadoria voluntária, mas sim a existência de unicidade contratual.

 

Desse modo, como o trabalhador foi admitido na Corsan em maio de 1988 na função de “operador de estação elevatória”, e se aposentou em dezembro de 1995, quando foi desligado da empresa em março de 1996, havia apenas um contrato de trabalho em vigor.

 

Na Justiça do Trabalho gaúcha, o empregado reivindicou a reintegração no emprego, o pagamento de salários e demais vantagens do período de afastamento, além das verbas rescisórias devidas pela demissão sem justa causa, tais como aviso prévio e liberação do FGTS com multa de 40%. A Vara do Trabalho de Rosário do Sul concedeu a reintegração por entender que o contrato não tinha sido rompido.

 

Já o Tribunal do Trabalho (4ª Região) concluiu que não havia regra prevendo estabilidade no emprego para o trabalhador e reformou a sentença para limitar a condenação ao pagamento das indenizações correspondentes ao rompimento imotivado do contrato (aviso-prévio, férias, 13º salário e FGTS com acréscimo de 40% dos depósitos).

 

No TST, a Segunda Turma entendeu que existiam dois contratos de trabalho, ou seja, após a aposentadoria voluntária, um novo vínculo jurídico teria sido estabelecido entre a empresa e o empregado. Por consequência, excluiu da condenação as verbas rescisórias referentes ao primeiro período contratual.

Agora, com o julgamento na SDI-2, a decisão da Turma foi anulada. O colegiado, por unanimidade, declarou a unicidade contratual e condenou a empresa ao pagamento da multa de 40% sobre o valor integral dos depósitos do FGTS realizados até a data da aposentadoria espontânea. O pedido de reintegração foi indeferido porque o empregado não era detentor de nenhuma estabilidade no emprego. Também foi indeferido o aviso-prévio, pois já havia condenação anterior nessa verba em relação ao período trabalhado após a aposentadoria. (AR-1805796-53.2007.5.00.0000)

Fonte: TST

 


 

14/12/10 - Dilma Rousseff será diplomada na sexta-feira

 

O presidente do Senado, José Sarney, participará, nesta sexta-feira (17), no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da cerimônia de diplomação da presidente eleita Dilma Rousseff e do vice-presidente eleito Michel Temer. A solenidade está marcada para as 17h.

 

Até sexta-feira, os Tribunais Regionais Eleitorais também devem concluir a diplomação de governadores, vice-governadores, senadores, deputados federais, estaduais e distritais, além de suplentes. Por meio dos atos no TSE e nos tribunais regionais, a Justiça Eleitoral atesta quem são os escolhidos pelo povo nas eleições 2010. Com a diplomação, os eleitos se habilitam a exercer o mandato que postularam, mesmo que haja recurso pendente de julgamento contra suas posses.

 

Caberá ao presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski, entregar os diplomas a Dilma Rousseff e Michel Temer. Em seguida, eles receberão os cumprimentos de cerca de 250 convidados, entre autoridades, familiares e amigos, que estarão presentes à cerimônia. Os diplomas foram confeccionados pela Casa da Moeda, de acordo com normas descritas no Código Eleitoral Brasileiro.

 

Além dos convidados de Dilma e Temer, devem participar da cerimônia no TSE os ministros da própria corte, do Supremo Tribunal Federal (STF) e os presidentes dos demais tribunais superiores. Terminada a solenidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e dona Marisa Letícia oferecem uma recepção no Palácio do Itamaraty.

Fonte: Agência Senado

 


 

14/12/10 - Audiência discute portaria sobre ponto eletrônico em empresas

 

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio realiza audiência pública nesta quinta-feira (15) para discutir a Portaria 1.510, de 21 de agosto de 2009, do Ministério do Trabalho, que disciplina o registro eletrônico de ponto.

 

O debate foi proposto pelo deputado Renato Molling (PP-RS). “Fomos alertados de que a implementação do registro de horário, nos termos da citada portaria, além de gerar aumento de gasto para as empresas, pode causar problemas operacionais de difícil solução. A norma, que afeta empregados e empregadores, deve ser debatida com eles. A adoção de consulta tripartite é obrigatória para as normas para a Organização Internacional do Trabalho (OIT)”, afirmou.

 

A audiência, segundo ele, pode diminuir eventuais conflitos. “Além disso, podem ser encontradas alternativas criativas que ofereçam segurança para o trabalhador, ao mesmo tempo em que desburocratizem o processo produtivo”, acrescentou.

 

Foram convidados:
- a secretária de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho, Ruth Beatriz Vasconcelos Vilela;
- o gerente executivo da Unidade de Relações de Trabalho da Confederação Nacional da Indústria, Emerson Casali;
- o presidente da Confederação Nacional do Comércio, Antonio Oliveira dos Santos;
- o presidente da Confederação Nacional dos Transportes, Clésio Andrade; e
- o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva.

 

A reunião será realizada às 10h30 no plenário 5.

Fonte: Agência Câmara

 


 

14/12/10 - Brasil e Alemanha negociam ajuste de acordo previdenciário

 

Os governos do Brasil e da Alemanha iniciam nesta segunda-feira (13) as negociações do ajuste administrativo e dos formulários para a implementação do acordo previdenciário entre os dois países. A assinatura do ajuste administrativo pelo ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, está prevista para quinta-feira (16), às 17h, no Ministério da Previdência Social.


Com o acordo previdenciário serão beneficiados cerca de 89 mil brasileiros que trabalham na Alemanha, assim como os alemães que exercem atividade profissional no Brasil. Com parcerias em vários setores, o Brasil e o país germânico são membros do G4, grupo de países que, juntamente com Índia e Japão, almejam assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.


A delegação brasileira é chefiada pelo diretor do Regime Geral de Previdência Social, João Donadon. Pela outra parte, o comando está a cargo do primeiro presidente do Seguro de Pensões da Alemanha, subentidade da Baviera Norte, Werner Krempl.

Fonte: MPAS

 


 

14/12/10 - Justiça paulista barra criação de nova federação

 

A Justiça começou a analisar uma portaria editada em 2008 pelo Ministério do Trabalho que deu margem a interpretação de que poderia existir duas federações representando uma categoria no mesmo território, questão que hoje é alvo de quatro ações diretas de inconstitucionalidade (Adins) no Supremo Tribunal Federal (STF). Em decisão considerada pioneira, a 51ª Vara do Trabalho de São Paulo frustrou as expectativas de sindicatos do interior paulista que pretendiam formar uma nova federação.

 

A Federação dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio do Estado de São Paulo ajuizou ação contra os sindicatos de Empregados de Agentes Autônomos do Comércio e em Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas e de Empresas de Serviços Contábeis (Seaac) de Bauru, Franca, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e São José dos Campos. A entidade alega no processo que os sindicatos tentam fundar uma federação paralela, violando o princípio de unicidade sindical, previsto na Constituição Federal.

 

Para o advogado da federação, Fabio Zanão, sócio do Fortunato, Cunha, Zanão e Poliszezuk Advogados, a forma como está redigida a Portaria nº 186, do Ministério do Trabalho e Emprego, de 10 de abril de 2008, deu margem para que alguns entendessem que seria possível a criação de duas federações para uma mesma categoria. "Isso gerou uma enxurrada de pedidos no Ministério do Trabalho", afirma. No entanto, segundo ele, essa portaria violaria a Constituição. Os sindicatos, por sua vez, argumentam que não são filiados à federação e não estariam violando o princípio da unicidade sindical.

 

Entretanto, segundo a juíza substituta do trabalho, Andrea Rendeiro Domingues Pereira Anschau, da 51ª Vara do Trabalho de São Paulo, "não é possível que no Estado de São Paulo coexistam duas federações para a mesma categoria". Para a magistrada, ainda que os sindicatos não tenham se filiado formalmente, o artigo 8º da Constituição, ao tratar do princípio da unicidade sindical, prevê que isso deve ser aplicado em qualquer grau, "sendo irrelevante a filiação formal ou não".

 

Assim, segundo a sentença, "se os réus discordam da atuação da federação, devem utilizar dos meios legais e democráticos pertinentes para tentar valer a opinião própria, não sendo a instituição de nova federação para mesma categoria e base territorial o meio adequado". A juíza, no entanto, entendeu que a portaria do Ministério do Trabalho não seria inconstitucional e que não acabaria com a unicidade sindical.

 

A advogada dos sindicatos, Zaíra Mesquita Pedrosa Padilha, afirmou que vai recorrer da sentença. Segundo ela, não há previsão na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) para a unicidade sindical em se tratando de federação ou confederação. "Tanto é possível que existe mais de uma federação em um mesmo Estado representando entidades sindicais filiadas a ela", diz.

 

As quatro Adins que aguardam julgamento no STF foram ajuizadas em 2008. As ações estão sob a relatoria do ministro Carlos Britto. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou, em pelo menos duas ações, pela inconstitucionalidade da portaria.

Fonte: Jusbrasil

 


 

14/12/10 - Comissão obriga empresa a informar riscos de atividades por escrito

 

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira (8), o Projeto de Lei 7215/10, que obriga as empresas a informar por escrito, aos seus empregados, sobre os riscos da atividade a ser executada e dos produtos manipulados.

 

A proposta muda a Lei 8.213/91, que trata dos planos de benefícios da Previdência Social, e é de autoria dos deputados Ricardo Berzoini (PT-SP), Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes (PCdoB-MG), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago (PV-SP).

 

Inovação
A relatora, deputada Cida Diogo (PT-RJ), recomendou a aprovação do texto. “Embora as empresas já sejam obrigadas a prestar informações sobre os riscos da operação a executar e do produto a manipular, a proposta inova ao obrigar as empresas a fazê-lo anualmente, por escrito, no início das atividades, e sempre que houver mudança de função ou das condições de trabalho”, afirmou.

 

O projeto também impõe às empresas a obrigação de garantir, por outros meios, as mesmas informações aos empregados e prestadores de serviço não alfabetizados, sem que isso as isente das devidas responsabilidades legais.

 

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda deverá ser analisado pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

14/12/10 - Ordem de peças no agravo não é obstáculo ao conhecimento do recurso

 

A ordem das peças que instruem o agravo não é determinante para o seu conhecimento, de forma que o tribunal não pode indeferir pedido da parte ao argumento de que o advogado não juntou aos autos os documentos de forma lógica e sequencial. A decisão é da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que determinou que o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) aprecie a admissibilidade de um agravo de instrumento interposto naquela casa.

 

O TJES negou a apreciação do pedido da parte sob a alegação de que a agravante não obedeceu a nenhuma sequência técnico-jurídica lógica na juntada dos documentos, tampouco observou a ordem cronológica dos fatos, embora tivesse apresentado todas as peças elencadas como obrigatórias à formação do agravo. Para o tribunal estadual, a apresentação das peças, de forma totalmente invertida, se equipararia a um verdadeiro quebra-cabeça de peças e decisões judiciais, sendo um óbice para o conhecimento do recurso.

 

A parte alegou ao STJ que o artigo 525 do Código de Processo Civil (CPC) apenas exige a presença das peças indispensáveis à instrução do recurso, facultando ao advogado a juntada das peças que entender úteis. Segundo jurisprudência do STJ, cumpre à parte o dever de apresentar as peças obrigatórias e facultativas – de natureza necessária, essencial ou útil – quando da formação do agravo, para o seu perfeito entendimento, sob pena de não conhecimento do recurso.

 

A jurisprudência do STJ também tem o entendimento de que compete exclusivamente ao agravante zelar pela correta formação do agravo, sendo de sua inteira responsabilidade verificar se constam dos autos todas as peças obrigatórias elencadas na legislação pertinente. Contudo, de acordo com a relatora, ministra Nancy Andrighi, nem o ordenamento jurídico pátrio nem a jurisprudência exigem a ordem de juntada das peças na formação do agravo.

 

“Cuida-se de critério absolutamente subjetivo, que irá variar não apenas conforme o trâmite de cada processo e da maneira como as razões recursais foram redigidas, mas principalmente conforme o juízo de cada indivíduo”, assinalou a relatora. “A ordem com que serão juntadas as peças dependerá da forma com que o processo se desenvolveu até então, da maneira como os fatos foram narrados e, sobretudo, da percepção individual de cada advogado, que poderá ou não coincidir com a percepção do relator e dos julgadores que venham analisar o processo”, concluiu a ministra.

Fonte: STJ

 


 

14/12/10 - Por falta de provas, trabalhadora não receberá indenizações

 

A 2ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS) manteve a sentença que considerou incabível a responsabilização de uma empresa ao pagamento de indenização por dano moral e material a uma ex-empregada.

 

A autora da ação postulou as indenizações alegando ter desenvolvido tendinite no ombro e cotovelo direito. Argumentou que a moléstia tem relação com o trabalho que exerceu durante o período contratual com a ré e afirma não estar mais apta a trabalhar.

 

O laudo médico foi incisivo em apontar que a empregada não sofreu redução em sua capacidade de trabalho. Além desse fator, a Juíza Simone Maria Nunes Kunrath, da 2ª Vara do Trabalho de Cachoeirinha, observou que a reclamante permaneceu no emprego normalmente por mais três meses após a cessação do auxílio-doença, antes de ser dispensada pela empresa. A sentença indeferiu, portanto, os pedidos de indenização a título de dano moral ou patrimonial, com base na ausência dos danos alegados pela autora.


O relator do acórdão, Desembargador Alexandre Corrêa da Cruz, enfatizou que para configurar o direito à reparação por danos morais ou materiais, é imprescindível a comprovação da ilicitude, por ação ou omissão do ofensor, da existência do dano e do nexo causal entre ambos, ressalvados os casos previstos no parágrafo único do art. 927 do Código Civil, que dispõe sobre a responsabilidade objetiva do empregador. Na ausência de um desses pressupostos, não há falar em responsabilização por dano moral e material, declarou o magistrado. Da decisão, cabe recurso.
Processo 0014500-46.2009.5.04.0252

Fonte: Jusbrasil

 


 

14/12/10 - Presidente do Senado defende criação de uma nova CPMF

 

O presidente do Senado, senador José Sarney, defendeu nesta segunda-feira (13) a recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

 

Sarney se diz a favor de imposto semelhante à contribuição extinta há três anos para a disponibilização de recursos para a saúde. “São recursos que deixam de entrar para a saúde pública, onde o Brasil mais necessita”, afirmou, de acordo com a Agência Senado.

 

O senador defendeu a contribuição em evento promovido pelo Hospital Sarah Kubitschek em homenagem ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Novas formas de contribuição
Durante o evento, Lula defendeu outras formas de arrecadar recursos para a saúde no lugar da CPMF, apesar de fazer críticas ao fim da contribuição. “Num ato de insanidade nos tiraram R$ 40 bilhões por ano que, se somar, dá mais de R$ 150 bilhões”, disse, segundo a Agência Brasil.

 

Para o presidente, a ausência da contribuição no Orçamento é sinônimo de “maldade”. Lula afirmou ainda que caberá à presidente eleita, Dilma Rousseff, a tarefa de organizar deputados e senadores para garantir esses recursos.

 

“Ao deixar a Presidência da República, digo que não há hipótese de melhorar a saúde no Brasil se não arrumar uma forma de arrecadar recursos”, afirmou o presidente.

Fonte: InfoMoney

 


 

13/12/10 - PT define nesta terça (14) nome que disputará presidência da Câmara

 

A bancada do PT na Câmara se reúne, nesta terça-feira (14), para definir o nome do deputado petista que disputará a Presidência da Câmara. Concorrem à indicação Cândido Vaccarezza (SP), líder do governo na Casa; Arlindo Chinaglia (SP), ex-presidente; e Marco Maia (RS), vice-presidente da Casa.

 

O partido terá o desafio de superar o racha e manter unidade na bancada em torno do nome escolhido, sob pena de repetir o que ocorreu em 2005. Na ocasião, depois de um conturbado processo de disputas internas, o partido decidiu lançar a candidatura de Luiz Eduardo Greenhalgh (SP), que não conseguiu unir os aliados, levando à vitórtia de Severino Cavalvanti (PP).

 

Para evitar desfecho semelhante, o PT não terá apenas que resolver suas divisões internas. Nos bastidores, comenta-se que precisará também aplacar os descontentamentos de outros partidos da base com o acordo firmado entre PT e PMDB .

 

As duas legendas, que têm as maiores bancadas na Câmara, firmaram um pacto para a alternância na Presidência da Câmara, assim como ocorreu nesta legislatura. Pelo acerto, o PT, que elegeu 88 deputados, presidiria a Casa no primeiro biênio (de fevereiro de 2011 a fevereiro de 2013). O PMDB, com 78 deputados, ficaria com a presidência no segundo biênio - fevereiro de 2013/ fevereiro 2015.

 

Tradicionalmente, preside a Câmara um deputado da maior bancada. A eleição para os demais cargo da Mesa Diretora segue o critério da proporcionalidade partidária.

 

Mas, diante deste cenário de tamanha divisão e de hegemonia do PT e do PMDB na Casa, há rumores de que podem surgir candidaturas alternativas no seio da própria base governista, que podem agitar a disputa. Um dos nomes que tem sido levantado como alternativa é do deputado Aldo Rebelo (PCdoB).

 

Na reunião da bancada do PT, marcada para às 10h desta terça na sede do partido em Brasília, também será escolhido o novo líder para conduzir os trabalhos da bancada no ano de 2011.

 

Três parlamentares se apresentaram para o cargo: os deputados Jilmar Tatto (SP), José Guimarães (CE) e Paulo Teixeira (SP). O escolhido assumirá o cargo somente em fevereiro. Até lá, continua no comando da bancada o líder Fernando Ferro (PE).

 

Ferro disse que as discussões para a presidência da Câmara estão avançadas. A bancada atual e os deputados eleitos já participaram de dois encontros para discutir o tema.

 

"Avançamos muito na construção de um nome de consenso na bancada. Temos maturidade para, dentro da nossa diversidade, escolher aquele que melhor representará o partido para presidir a Câmara", afirmou.

Fonte: Diap

 


 

13/12/10 - Projeto impede prorrogação de jornada de aprendizes

 

A Câmara analisa o Projeto de Lei 7516/10, da deputada Rita Camata (PSDB-ES), que proíbe a prorrogação da jornada de trabalho de jovens contratados na condição de aprendiz. O projeto altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei 5.452/43). O contrato de aprendizagem tem validade máxima de 2 anos e visa a assegurar ao jovem de 14 a 24 anos formação técnico-profissional.

 

Atualmente, a CLT estabelece que a duração da jornada de trabalho de aprendiz não pode exceder seis horas diárias, sendo vedadas a prorrogação e a compensação. Após mudanças na Constituição e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - Lei 8.069/90), no entanto, o texto da CLT passou a permitir jornada de até oito horas nos casos em que os aprendizes já tiverem concluído o ensino fundamental. "Muitos educadores consideram que a atual carga de seis horas já é muito pesada para o adolescente em formação", diz a autora.

 

Segundo ela, a possibilidade de prorrogação, principalmente após o aumento do limite de idade no contrato de aprendizagem para 24 anos, não está de acordo com os princípios de proteção ao trabalho do aprendiz. "Isso permite que o objeto do contrato de aprendizagem, que é o de formação técnico-profissional, seja desviado, possibilitando uma exploração de mão de obra, em vez de estar voltado exclusivamente para a profissionalização propriamente dita", argumenta a deputada Rita Camata.

 

Tramitação
O projeto tramita apensado ao PL 3853/04. As propostas, que tramitam em caráter conclusivo, serão analisadas pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

13/12/10 - Emprego na indústria fica estável de setembro para outubro

 

O nível de emprego na indústria brasileira ficou estável de setembro para outubro, repetindo praticamente os patamares verificados em agosto (0,1%) e setembro (-0,1%). Na comparação com outubro de 2009, o número de contratações no setor registrou a nona taxa positiva consecutiva, com alta de 4,2%.

 

No acumulado dos últimos 12 meses, o emprego na indústria cresceu 2,3%, resultado mais elevado desde novembro de 2008, quando a taxa ficou em 2,5%, mantendo, assim, a trajetória ascendente iniciada em dezembro do ano passado. Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário (Pimes), divulgada na sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

De acordo com a pesquisa, na comparação com outubro de 2009, o número de contratações na indústria avançou em todas as 14 áreas abrangidas pela pesquisa, sendo que as maiores altas foram registradas em São Paulo (3,4%), na Região Nordeste (4,9%), no Rio Grande do Sul (5,5%) e em Minas Gerais (4,5%).

 

Na indústria paulista, os setores que mais abriram postos de trabalho foram os de meios de transporte (9,0%), borracha e plástico (12,6%) e máquinas e equipamentos (7,9%). Na indústria nordestina, os destaques foram calçados e artigos de couro (8,0%), alimentos e bebidas (2,6%) e vestuário (7,2%); na gaúcha, máquinas e equipamentos (19,1%), meios de transporte (18,1%) e calçados e artigos de couro (4,8%); e na indústria mineira, os setores de produtos de metal (24,5%) e de meios de transporte (16,2%).

 

Sobre a folha de pagamento do setor, a pesquisa mostra que, na comparação com outubro do ano passado, houve alta de 10,1%, a décima taxa positiva seguida. Mas, em relação a setembro deste ano, houve recuo de 0,5%. (Repórter Cristiane Ribeiro)

Fonte: Agência Brasil

 


 

13/12/10 - MTE vai lembrar trabalhador sobre disponibilidade do Abono Salarial

 

A fim de lembrar trabalhadores e empregadores sobre o pagamento do Abono Salarial, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) vai encaminhar 1,3 milhão de cartas a trabalhadores que não sacaram o benefício informando sobre a disponibilidade do valor de um salário mínimo (R$ 510).

 

Com o aval do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, as correspondências fazem parte de um programa de comunicação iniciado em 2007 para que os trabalhadores não deixem de receber o benefício. "O Ministério do Trabalho e Emprego considera que direito é direito e dele você não pode abrir mão. E é nosso dever informar que esse direito é todo seu. Você tem até o dia 30 de junho de 2011 para receber o seu dinheiro, mas não precisa esperar: Você pode receber agora!", informa a carta ao trabalhador.

 

As correspondências encaminhadas aos empregadores solicitam que os mesmos avisem os trabalhadores sobre o direito de receber o Abono Salarial. "Solicitamos-lhe avisá-los que o prazo para receber o dinheiro é até 30 de junho de 2011, mas não precisam esperar: Podem receber agora!".

 

Beneficiários - Têm direito ao beneficio os trabalhadores que receberam, em média, até dois salários mínimos mensais e tenham trabalhado pelo menos 30 dias em 2009 com Carteira de Trabalho assinada por empresa contribuinte do PIS-PASEP.

 

Para receber, basta que o trabalhador se dirija a uma agência da Caixa Econômica Federal, se for inscrito no PIS, ou Banco do Brasil, se for inscrito no PASEP, e levar os seguintes documentos:  carteira de identidade e Carteira de Trabalho. Caso o trabalhador tenha o Cartão do Cidadão, com senha cadastrada, pode sacar seu dinheiro em qualquer lotérica, Caixa Aqui ou terminal de atendimento da Caixa.

 

Os trabalhadores que se enquadram nos critérios de concessão não dependem da carta de aviso para realizar o saque. O documento servirá para lembrar sobre o calendário de pagamento.

Fonte: MTE

 


 

13/12/10 - PL 2.944/04: urgência para legalização dos bingos passa em plenário

 

O plenário da Câmara aprovou, por 258 votos a 98 e 3 abstenções, o regime de urgência para o PL 2.944/04, do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), que legaliza os bingos no Brasil. O novo regime de tramitação acelera a votação da proposta.

 

Na votação da última terça-feira (7), o mesmo requerimento havia sido rejeitado porque obteve apenas 226 votos. Seriam necessários 257 para a sua aprovação.

 

Ao abrir os debates sobre o requerimento, o deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) foi enfático ao se manifestar contrariamente à matéria.

 

Segundo ele, os deputados que votaram a favor da proposta estavam aprovando a criminalidade e a lavagem de dinheiro. Itagiba disse que a aprovação da proposta representaria uma mancha na atual legislatura.

 

O deputado Silvio Costa (PTB-PE) rebateu a crítica. Ele disse que o dualismo apresentado por Itagiba (pensar que quem é a favor do bingo é "do mal" e quem é contra é "do bem") é problemático e não permite avaliar a questão.

 

"Eu poderia dizer que a maioria dos parlamentares que é contra a legalização é a favor da contravenção, porque em todas as cidades do País há um jogo às escondidas", argumentou.

 

Costa lembrou que o jogo é legalizado em 150 países, e que nas Américas apenas o Brasil e Cuba não liberam a atividade. "A Receita Federal pode fiscalizar, como faz com a indústria de bebidas e de cigarros. São R$ 8 bilhões a R$ 10 bilhões por ano de arrecadação", completou.

 

O deputado Dagoberto (PDT-MS) justificou o interesse de parlamentares do seu partido no projeto dizendo que mais de 300 mil trabalhadores foram demitidos quando os bingos foram proibidos, e muitos hoje têm de se sujeitar às casas clandestinas de jogos.

Fonte: Diap

 


 

13/12/10 - Advogada sindical Delaíde Alves Arantes é indicada ministra do TST

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, na última quinta-feira (9), a advogada Delaíde Alves Miranda Arantes para o cargo de ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

 

A advogada goiana era a única mulher na lista elaborada pela Ordem dos Advogados do Brasil para a vaga. Se passar pela sabatina e aprovação do Senado, Delaíde Arantes será a sexta mulher na atual composição do TST.

 

Delaíde é assessora jurídica da Contee e uma das advogadas trabalhistas mais respeitadas de Goiás. É presidente do Instituto Goiano de Direito do Trabalho, vice-presidente da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas em Goiás e foi secretária-geral da seccional goiana da OAB.

 

Ela exerce a advocacia trabalhista há 30 anos. É especialista em Direito Processual do Trabalho pela Universidade Federal de Goiás, professora da PUC goiana e autora do livro O Trabalho Doméstico.

 

Para a Contee, ter uma advogada comprometida com os direitos trabalhistas e sociais no Tribunal Superior do Trabalho é uma conquista dos trabalhadores brasileiros e um exemplo do avanço democrático do Brasil.

Fonte: Contee

 


 

13/12/10 - Governo Dilma fixará critérios para medir redução da pobreza no País

 

A presidente eleita Dilma Rousseff deverá estabelecer linhas oficiais de pobreza e de indigência no país para monitorar as políticas sociais do governo e medir a melhoria das condições de vida da população.

 

O valor ainda não foi estabelecido, mas existe a possibilidade de o novo governo fixar em R$ 108 a renda familiar por pessoa como linha de pobreza.

 

A sugestão desse valor é do economista e coordenador do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Marcelo Neri, que apresentou um seminário sobre políticas sociais para a equipe de transição do futuro governo em meados de novembro, com a ministra do Desenvolvimento Social, Márcia Lopes, e o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ricardo Paes e Barros.

 

De acordo com Neri, a presidenta Dilma - que prometeu em seu discurso de vitória erradicar a miséria e criar "oportunidades para todos os brasileiros e brasileiras" - quer "sofisticar a tecnologia social" e suplantar os ganhos do governo Lula, que considera uma "herança bendita", porque diminuiu a pobreza em 45%.

 

A ideia, segundo o economista, é que a meta de erradicar a miséria seja tratada como a meta de inflação. "Se tem uma meta de erradicar a pobreza é preciso saber qual o critério. Do mesmo modo que há uma meta de inflação, que escolheu o IPCA [Índice de Preços ao Consumidor Amplo] como medida", comparou em entrevista à Agência Brasil.

 

Para Marcio Pochmann, presidente do Ipea, o Brasil está na direção correta, mas é preciso uma sofisticação nas políticas. "Por isso, se pensa ser necessário estabelecer uma linha administrativa da pobreza extrema", disse.

 

O Ipea está fornecendo dados e análises para a definição dessas políticas e para fixar as linhas de miséria e de pobreza. Pochmann não quis adiantar os valores, mas assinalou que não é apenas uma "decisão monetária" ou "administrativa e política", mas também uma escolha "técnica com base na realidade".

 

Marcelo Neri sugere que a verificação da renda das famílias seja mais criteriosa e não se baseie apenas na informação da renda reportada, mas também em dados sobre todos "ativos" das pessoas do domicílio (tipo de trabalho, condições de moradia, acesso a serviços públicos, como saúde e educação) e "carências" (crianças lactantes, pessoas com deficiência e idosos na família). "Assim vai se olhar para quem é pobre e não apenas para quem está pobre ou diz que é pobre", ponderou.

 

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de três brasileiros a cada grupo de dez não vivem com segurança alimentar (refeições necessárias e ingestão suficiente de nutrientes) e 11,2 milhões de pessoas ainda passam fome.

Fonte: Agência Brasil

 


 

13/12/10 - MPT quer eleição de representante de trabalhador, para cumprir CF

 

O Ministério Público do Trabalho fez, nesta quinta-feira (9), reunião com as seis centrais sindicais - Força Sindical, CUT, CTB, NCST, CGTB e UGT - para discutir formas de exigir das empresas o cumprimento do artigo 11, da Constituição Federal.

 

O artigo 11 estabelece que em empresas com mais de 200 empregados será eleito um representante dos trabalhadores com a finalidade de promover o entendimentos direto com os empregadores.

 

A medida se aproxima da reivindicação histórica da classe trabalhadora de organização no local de trabalho.

 

Segundo o advogado Renato Custódio, representante da Força Sindical, o Ministério Público falou de sua intenção, as centrais sindicais expuseram suas opiniões e a reunião sobre a definição de medidas a serem adotadas para as empresas cumprirem a Constituição foi fixada para 8 de fevereiro.

 

A reunião foi convocada pelo procurador regional do Trabalho, Ricardo José Macedo de Britto Pereira, Coordenador da Coordenadoria Nacional de Promoção da Liberdade Sindical.

 

Para João Carlos Gonçalves, Juruna, secretário-geral da Força Sindical, já era tempo de tomarmos medidas a este respeito, pois desde 1988, data da promulgação da Constituição, está para ser regulamentada no Congresso Nacional.

 

A eleição de um representante dos trabalhadores democratiza as relações entre capital e trabalho.

Fonte: Força Sindical

 


 

10/12/10 - Governo vai mostrar ao Congresso onde é possível fazer cortes no Orçamento

 

O governo envia na próxima segunda-feira (13) ao Congresso Nacional as sugestões de cortes no Orçamento da União, informou o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo. “São R$ 12 bilhões de cortes de receitas brutas. Arredondando, porque afeta transferências também, são R$ 8 bilhões de receitas líquidas que vão ser cortadas nas despesas”, disse.

 

Segundo o ministro, os técnicos do governo trabalharão durante o fim de semana para elaborar uma planilha sugerindo ao Congresso onde deverão ser feitos os ajustes. Paulo Bernardo disse que, como a estimativa de receita para o ano que vem foi reduzida, o governo está propondo o pontos de corte no Orçamento porque não seria justo deixar o problema para o Congresso resolver.

 

“Como nós tiramos R$ 12 bilhões da receita, que significam praticamente R$ 8 bilhões de receita líquida a menos, nós achamos que não seria justo politicamente com o Congresso dizer: 'se virem'. Vamos indicar despesas, sim, a serem cortadas”, afirmou Bernardo.

 

O ministro admitiu que, como o Orçamento está no Congresso, os parlamentares podem acatar ou não as propostas de cortes feitas pela equipe econômica. Ele disse que, ao fazer os cortes, o governo retira os valores da Lei Orçamentária Anual, que não poderão ser repostos posteriormente. “Não tem como falar que vai liberar se não constar da lei. Nós vamos reduzir as dotações”.

 

O Orçamento terá que ser cortado porque a estimativa de arrecadação para o próximo ano caiu de R$ 532 bilhões para R$ 520 bilhões, depois que o Ministério da Fazenda e a Receita Federal refizeram as contas.

Fonte: Agência Brasil

 


 

10/12/10 - Comissão aprova reabilitação para aposentado por invalidez

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira (8) o Projeto de Lei 7201/10, que inclui na Lei de Benefícios da Previdência Social (8.213/91) a oferta, pela Previdência, de reabilitação profissional aos aposentados por invalidez que forem considerados aptos a voltar ao trabalho. Pela proposta, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP) e outros, o segurado receberá o benefício por incapacidade durante a reabilitação profissional, até que seja considerado habilitado para o desempenho de nova atividade.

 

A Lei 8.213/91 não prevê a oferta de reabilitação profissional. Porém, o Regulamento da Previdência Social (Decreto 3.048/99) já determina que o segurado aposentado por invalidez seja submetido a processo de reabilitação profissional prescrito e custeado pela Previdência, mas não diz que o segurado continuará recebendo o benefício durante a reabilitação.

 

O relator, deputado Vicentinho (PT-SP ), foi favorável ao projeto. "É necessário dar novo tratamento ao instituto da reabilitação profissional", disse. "A empregabilidade de um trabalhador aposentado por invalidez, que permaneceu longo período fora do mercado de trabalho, foi severamente reduzida, na medida em que ficou sem a prática profissional, defasado em relação às novas tecnologias e sem o contato diário com colegas de profissão", completou.

 

Pela proposta, se, após a reabilitação profissional, o segurado for considerado não recuperável, será reencaminhado para a aposentadoria por invalidez.

 

Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, segue para análise das comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

10/12/10 - Competência do juiz trabalhista é ampliada pela CCJ

 

A Constituição Federal pode ser alterada para incluir entre as competências da Justiça do Trabalho o julgamento de ações relativas a contratações por tempo determinado pela administração pública. Proposta de emenda à Constituição (PEC 10/10) neste sentido foi aprovada nesta quarta-feira (8/12) pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ). A notícia é da Agência Senado.

 

Do senador Papaléo Paes (PSDB-AP), o texto teve parecer favorável da senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). Segundo explicou Papaléo, sua intenção foi acabar com divergências quanto à competência da Justiça do Trabalho para processar e julgar estes casos, que incluem as contratações para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público.

 

Essa controvérsia chegou até o Supremo Tribunal Federal, que, em 2005, reconheceu como atribuição da Justiça do Trabalho decidir sobre quaisquer direitos e vantagens decorrentes de vínculo de natureza trabalhista.

 

Ao analisar o mérito da PEC 10/10, Lúcia Vânia disse ser conveniente incluir na Constituição o entendimento já firmado pelo STF quanto ao alcance da Justiça do Trabalho.

Fonte: Conjur

 


 

10/12/10 - CCJ da Câmara regulamenta trabalho a distância

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, na quarta-feira (8/12), o Projeto de Lei 4505/08, do deputado Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), que regulamenta o trabalho a distância. Segundo a proposta, o chamado teletrabalho é toda forma de serviço que envolve um empregador ou um cliente e um empregado ou trabalhador autônomo e é feito regularmente a distância, por meio de tecnologias de informática e de telecomunicações. Como tramita em caráter conclusivo, o texto seguirá para o Senado, a menos que haja recurso para que seja analisado pelo Plenário.

 

O projeto recebeu parecer favorável do relator, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), e foi aprovado com duas emendas acatadas anteriormente pela Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público. Uma delas reserva 20% dos postos de trabalho na modalidade aos portadores de deficiência. A outra alteração garante ao teletrabalhador direitos que visem à melhoria de sua condição social, além dos que já estão enumerados no projeto. O relator também apresentou emendas de redação para aprimorar a técnica legislativa do texto.

 

Conforme o projeto, a relação de emprego no teletrabalho será regida pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre outras prerrogativas, o teletrabalhador terá direito a salário, férias, feriados, licenças previstas na CLT e faltas por doença. Os teletrabalhadores não terão direito a horas extras, por se tratar de jornada aberta, e a remuneração deverá ajustar-se às horas normais de trabalho.

 

O texto prevê ainda que o trabalhador a distância deverá, entre outras obrigações, ser habitual na execução de tarefas e prestar contas quanto a gastos ordinários e extraordinários decorrentes de suas funções. Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara dos Deputados.

Fonte: Conjur

 


 

10/12/10 - Número de advogados registrados para peticionamento eletrônico triplica

 

A Ordem dos Advogados Brasileiros (OAB) emitiu, até o fim de novembro, cerca 30 mil certificados digitais necessários para o peticionamento eletrônico pelos advogados perante os tribunais. Até o mês de janeiro deste ano, haviam sido emitidos 11.900 certificados, o que mostra que, ao longo de 2010, quase triplicou o número de advogados portadores de certificação digital.

 

No ano passado, 10% de todos os casos novos recebidos pelo Poder Judiciário já tramitaram de forma eletrônica, o que significa dizer que a Justiça recebeu 2,6 milhões de processos eletrônicos. Ainda não foram informados os dados referentes aos doze meses deste ano, mas a expectativa é que esse volume de processos eletrônicos cresça de forma significativa, prevê o presidente da Comissão Nacional de Informática e Estatística da OAB, José Guilherme Carvalho Zagallo. O Paraná é o estado que possui o maior número de advogados habilitados, com 12.750 certificados emitidos, o que corresponde a 17,6% do total de advogados inscritos na seccional.

Fonte: Jusbrasil

 


 

10/12/10 - Crescimento acumulado do PIB brasileiro é menor apenas do que o chinês, diz ministro

 

O crescimento acumulado do Produto Interno Bruto (PIB), que entre janeiro e setembro deste ano registrou aumento de 8,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, foi o segundo maior entre as grandes economias, disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, durante o 11º balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

 

Segundo ele, esse resultado, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), se deve ao PAC que consolidou a agenda de crescimento no Brasil e cumpriu com o objetivo de acelerar o crescimento do país. “Isso [crescimento do país] foi plenamente conseguido, apesar da crise de 2008. Estamos completando o último ano do PAC com um crescimento forte no Brasil”, disse.

 

De acordo com o ministro, o PIB brasileiro ficou menor apenas do que o chinês e é maior do que o da Índia, ambos integrantes do Bric (grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia e China). “Portanto, o PIB está rodando, este ano, a 8,4%, na comparação com as grandes economias. Nós podemos dizer que o PAC, em matéria de crescimento, foi muito bem sucedido.”

Fonte: Agência Brasil

 


 

10/12/10 - Acordo ou convenção coletiva: vale a norma mais favorável ao trabalhador

 

Qual norma tem prevalência no direito do trabalho: acordo coletivo ou convenção coletiva? A que for mais favorável ao trabalhador, esclareceu o ministro Maurício Godinho Delgado, relator do recurso da Telsul Serviços S. A. na Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho. A empresa havia se insurgido contra decisão do Tribunal Regional da 1ª Região (RJ) que a condenou a pagar a um empregado diferenças salariais decorrentes de horas extras trabalhadas, de acordo com o disposto em uma convenção coletiva de trabalho.

A empresa carioca queria a anulação do acórdão regional, alegando que o TRT não se pronunciou ao seu questionamento a respeito da validade de um acordo coletivo que estabelece horários de trabalho diferentes dos que constam na convenção coletiva, que a exime do pagamento das diferenças salariais devidas ao empregado. Para ela, o acordo coletivo deve prevalecer sobre a convenção coletiva, pois é a que trata mais especificamente das necessidades da empresa e dos trabalhadores.

Diferentemente dessa argumentação, o ministro Maurício Godinho Delgado afirmou que o acórdão regional explicitou claramente o entendimento de que no Direito do Trabalho prevalece a norma que é mais favorável ao trabalhador. Segundo o relator, a decisão do 1º Tribunal Regional foi apoiada no conjunto dos fatos e provas do caso e não merece reforma. A empresa foi ainda multada pelo Regional por ter embargado a decisão com fins protelatórios.

O relator explicou que “no quadro de conflito de regras entre os preceitos normativos de convenção e acordo coletivos, a ordem justrabalhista tem regra explícita a respeito, estipulando que as condições estabelecidas em convenção, quando mais favoráveis, prevalecerão sobre as estipuladas em acordo coletivo de trabalho”. É o que dispõe o artigo 620 da CLT. Mas caso o acordo coletivo seja mais benéfico ao trabalhador, “ele há de prevalecer, evidentemente”, acrescentou.

Ao final, a Sexta Turma decidiu unanimemente com o relator em não conhecer (rejeitar) o recurso da empresa.

(RR - 55500-71.2007.5.01.0028)

Fonte: TST

 


 

09/12/10 - CAS aprova projetos voltados para os trabalhadores; maioria vai à Câmara

 

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou nesta quarta-feira (8) diversos projetos de lei que visam beneficiar os trabalhadores - quase todos ainda terão de passar pela Câmara dos Deputados. Algumas dessas propostas tratam de categorias específicas, como a que concede o 13º salário para os "soldados da borracha" e a que regulamenta a profissão de barista. Outras propostas têm caráter genérico, como a que concede ao trabalhador que passou um ano fora do regime do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) o direito de sacar recursos da conta vinculada já no primeiro dia útil após esse prazo.

 

Proveniente da Câmara, o PLC 173/10 é o projeto de lei que trata dos "soldados da borracha". A expressão se refere às pessoas recrutadas, durante a Segunda Guerra Mundial, para trabalhar nos seringais da Amazônia como parte do esforço de guerra. De acordo com a proposta, os "soldados da borracha" passariam a receber a gratificação natalina, mais conhecida como 13º salário, que seria integrada à pensão vitalícia a que já têm direito - pensão que pode ser transferida aos dependentes que comprovarem estado de carência. O autor da proposição é o deputado federal Mauro Nazif (PSDB-RO); a relatora foi a senadora Fátima Cleide (PT-RO). Já aprovada na Câmara e, agora, no Senado, a matéria vai à promulgação da Presidência da República.

 

Já o PLS 206/09, do senador Gerson Camata (PMDB-ES), é o projeto de lei regulamenta a profissão de barista - o profissional especializado em cafés artesanais de alta qualidade. O texto determina que a profissão só pode ser exercida por quem atender a uma das seguintes exigências: comprovar habilitação em curso oficial ou reconhecido; comprovar habilitação em curso regular ministrado por escola estrangeira, desde que revalidado no Brasil; ou comprovar que exerce a profissão há pelo menos dois anos (na época da publicação da respectiva lei). O senador Renato Casagrande (PSB-ES) foi o relator da matéria, que agora será enviada à Câmara.

 

O PLS 580/07, apresentado pelo senador Neuto de Conto (PMDB-SC), visa manter a condição de segurado especial da Previdência para aqueles que, por exemplo, exerçam temporariamente atividade remunerada como membro de administração ou conselho fiscal de cooperativas rurais ou de cooperativas de pescadores artesanais. O texto, que ainda será votado em turno suplementar antes de ir à Câmara, foi aprovado com modificações. O relator na CAS foi o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB).

 

FGTS

Entre os projetos que não se restringem a categorias específicas, está o PLS 153/06, de autoria da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT). De acordo com essa proposta, o trabalhador que passar um ano fora do regime do FGTS terá o direito de sacar o saldo da conta vinculada do fundo já no primeiro dia útil após o fim desse prazo, ao contrário do que ocorre hoje. O relator da matéria foi o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Antes de ser enviado à Câmara, o texto ainda será votado pela comissão em turno suplementar.

 

Outro projeto é o PLS 23/03, do senador Paulo Paim (PT-RS), que dá aos trabalhadores a possibilidade de faltar ao serviço um dia por ano sem prejuízo da remuneração. A matéria foi aprovada com modificações e será examinada em turno suplementar antes de ir à Câmara. O relator foi o senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB).

 

Também vai à Câmara o PLS 310/09, apresentado pelo senador Antonio Carlos Junior (DEM-BA). De acordo com esse projeto, os empregadores serão obrigados a informar, no momento do aviso prévio ou da rescisão contratual, o prazo constitucional que o trabalhador tem para recorrer à Justiça - para defender seus direitos. O relator da matéria foi o senador Heráclito Fortes (DEM-PI).

Fonte: Agência Senado

 


 

09/12/10 - Brasil tem melhor expectativa para emprego na América, diz pesquisa

 

O emprego crescerá no primeiro trimestre de 2011 nos países da América, onde Brasil, Peru e Panamá apresentam a melhor expectativa, e os Estados Unidos, a pior, segundo uma pesquisa entre diretores de empresas divulgada, nesta terça-feira (7), no Panamá.

 

As expectativas mais otimistas são as do Brasil, onde se registra uma tendência de crescimento líquido de emprego de 36%, 5 pontos a mais do que há um ano.

 

De acordo com a consulta realizada entre 30 mil encarregados de contratação de pessoal para empresas de 10 países da América, as expectativas de contratação são "positivas".

 

"Não há nenhum país que reporte números negativos de emprego para o próximo trimestre", disse Luis Fernando González, gerente regional para a América Central e a República Dominicana da empresa de recursos humanos ManPower.

 

"Podemos falar que em 2011 a crise na América já pode entrar para a história", completou.

 

O Peru, com uma tendência líquida de emprego de 22%, e o Panamá, de 21%, são os outros dois países americanos com melhores expectativas trabalhistas, seguidos de Costa Rica (19%), Argentina (18%), México (16%), Canadá (14%), Colombia (10%) Guatemala (9%) e Estados Unidos (9%). (Fonte: EFE)

Fonte: Diap

 


 

09/12/10 - Inflação oficial fecha novembro em 0,83%, maior taxa mensal desde abril de 2005

 

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, ficou em 0,83% em novembro. Esse é o maior índice mensal desde abril de 2005. A taxa é superior às registradas em outubro (0,75%) e em novembro de 2009 (0,41%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (8) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

No acumulado do ano, a inflação medida pelo IPCA chega a 5,25%. Nos últimos 12 meses, o índice acumula alta de 5,63%.

 

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de um a seis salários mínimos, registrou variação de 1,03% em novembro. Em outubro, a taxa havia sido de 0,92%. Nos últimos 12 meses, o INPC acumula alta de 6,08%. (Repórter Vitor Abdala)

Fonte: Agência Brasil

 


 

09/12/10 - Trabalho aprova mudança de divisão do imposto sindical rural

 

A Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público aprovou nesta quarta-feira proposta que altera os conceitos de “trabalhador rural” e de “empresário ou empregador rural” para efeito do recolhimento da contribuição sindical.

 

A contribuição sindical do trabalhador rural é paga à Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), e a do empresário é paga à entidade patronal – Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

 

A proposta foi aprovada na forma de substitutivo do relator, deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), aos projetos de lei 751/03, 901/03 e 1425/03, que tramitam em conjunto.

 

A proposta aprovada considera trabalhador rural o agricultor familiar que empregue mão-de-obra de terceiros por períodos curtos, entre outros critérios. Atualmente, um dos critérios é o tamanho do imóvel: quem possui propriedade de até dois módulos fiscais é considerado trabalhador, tendo ou não empregado.

 

O substitutivo estabelece ainda que o empregador rural que, em razão de alterações ocorridas em suas atividades rurais, deixar de recolher a contribuição sindical à entidade patronal e o fizer na condição de trabalhador rural, não terá, sob alegação de inadimplência, seu nome inscrito no Cadastro Informativo dos Créditos não Quitados de Órgãos e Entidades Federais, nem poderá ser privado do acesso a incentivos fiscais e ao crédito rural, em todas as suas modalidades.

 

O relator afirma que a atual legislação (Decreto-lei 1.166/71) é ultrapassada e cria muitos problemas para os agricultores familiares de todo o País. Segundo ele, nas últimas décadas, os agricultores familiares não só passaram a empregar terceiros, como também passaram a vender sua produção – que não se destina mais apenas ao sustento da família.

 

Tramitação
O projeto foi rejeitado pela Comissão de Agricultura, Abastecimento Pecuária e Desenvolvimento Rural e ainda precisa ser analisado pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.

Fonte: Agência Câmara

 


 

09/12/10 - Câmara proíbe que embriaguez motive demissão por justa causa

 

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira proposta que proíbe a demissão por justa causa em caso de embriaguez habitual ou em serviço. O texto retira essa possibilidade da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-Lei 5.452/43) com o objetivo de tratar o alcoolismo como doença, e não como causa para punição.

 

A proposta aprovada é o substitutivo da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público ao Projeto de Lei 206/03, do deputado Roberto Magalhães (DEM-PE), que originalmente determina que a demissão nesses casos só poderia ocorrer depois que a empresa oferecer ao trabalhador uma licença para tratamento médico com duração de 60 dias.

O relator na CCJ, deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), recomendou a aprovação do substitutivo, de autoria do deputado Tarcísio Zimmermann (PT-RS). “O trabalhador que sofre de alcoolismo deve ser encaminhado para tratamento médico, em vez de ser dispensado por justa causa”, justificou Zimmermann, na Comissão de Trabalho.

 

O texto seguirá agora para o Senado, a menos que seja apresentado recurso para sua análise pelo Plenário.

 

Foi rejeitado o Projeto de Lei 4518/04, que trata de assunto semelhante e tramita apensado. Apesar de ter recebido parecer favorável na CCJ, o texto havia sido rejeitado na Comissão de Trabalho e o que ficou valendo foi o substitutivo.

Fonte: Agência Câmara

 


 

09/12/10 - Projeto prevê distribuição de filtro solar a trabalhador

 

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou projeto que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a distribuir protetor solar gratuitamente à população. A proposta especifica o tipo de filtro com fator 12 (FSP 12). O autor do projeto, deputado Lobbe Neto (PSDB-SP), argumenta que a maioria das pessoas que desenvolvem câncer de pele é de trabalhadores rurais, carteiros e catadores de papel. "É de conhecimento geral que os bloqueadores custam muito caro para os padrões salariais dos brasileiros. Nas farmácias temos desconto em remédios e não nos protetores solares, por serem considerados supérfluos", afirmou Lobbe Neto.

 

Junto com o projeto, a CCJ aprovou uma proposta que obriga o empregador a fornecer protetores ou bloqueadores solares a trabalhadores que, no exercício de suas atividades, estejam expostos à radiação solar direta. Independentemente do tempo de jornada, o projeto considera o horário entre 7 horas e 18 horas. O empregador que descumprir a obrigação está sujeita a multa de R$ 1.300,00 por cada trabalhador exposto ao sol sem a proteção.

 

Outro projeto aprovado na comissão altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para incluir a exposição ao sol como fator de risco do trabalhador. "A exposição direta e contínua da pele aos rigores do sol é o principal desencadeador do câncer de pele. Os empregados não podem optar, sob pena de demissão, por exercer ou não determinada atividade debaixo do sol escaldante e, também, não podem arcar com os custos dos equipamentos de proteção", argumenta a autora do projeto, ex-deputada Telma de Souza (PT-SP).

 

Os três projetos têm caráter terminativo, ou seja, podem seguir para votação no Senado, sem passar pelo plenário da Câmara. Os projetos só seguirão ao plenário se houver recurso.

Fonte: Agência Estado

 


 

09/12/10 - CCJ aumenta proteção de prerrogativas profissionais

 

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou, nesta quarta (8), mudanças na lei de abuso de autoridade (Lei 4.898/1965) para aumentar a proteção aos profissionais contra atos que violem direitos e garantias legais indispensáveis ao ofício que exercem. A matéria seguirá ao Plenário do Senado em regime de urgência.

 

O substitutivo do senador Demóstenes Torres (DEM-GO) ao projeto de lei da Câmara (PLC 83/2008) estende aos conselhos de classe e à Ordem dos Advogados do Brasil o direito de formular, em nome dos profissionais, representação judicial contra uma autoridade que comete abuso (essa prerrogativa atualmente é reservada ao Ministério Público). O projeto também aumenta a pena para crimes de abuso contra o exercício profissional: de detenção de dez dias a seis meses ela foi elevada para dois a quatro anos e multa.

 

Originalmente, o PLC 83/2008 alterava apenas o Estatuto do Advogado (lei 8.906/1994) para garantir prerrogativas dessa categoria, como, por exemplo, a inviolabilidade do escritório profissional. Foi rejeitado pelo relator porque, para Demóstenes, ao contemplar apenas os advogados a proposta feria o princípio constitucional da isonomia. Ao reexaminar o projeto, contudo, o senador resolveu alterar a lei de crimes de responsabilidade, e não o Estatuto do Advogado, no intuito de universalizar a proteção de prerrogativas para todas as profissões.

 

"A grande fragilidade do PLC nº 83, de 2008, está em oferecer proteção exclusiva a uma determinada categoria de profissionais liberais. O caminho mais acertado é o de prestigiar o livre exercício profissional de forma a contemplar todas as categorias", disse Demóstenes em seu relatório.

Fonte: Agência Senado

 


 

09/12/10 - Supremo cria nova classe processual: “ARE” substitui “AI”

 

O Supremo Tribunal Federal criou a classe “Recurso Extraordinário com Agravo – ARE”, por meio da Resolução nº 450, publicada no Diário da Justiça de 3 de dezembro de 2010, em razão da edição da Lei nº 12.322, de 9 de setembro deste ano. Essa norma extinguiu o Agravo de Instrumento (AI) interposto contra decisão que nega seguimento aos recursos de natureza extraordinária.

 

A partir do dia 9 de dezembro, data de entrada em vigor da nova lei, o STF já terá adequado seus procedimentos internos, a fim de processar o novo agravo.

 

Apesar de a Lei nº 12.322/2010 ter alterado o Código de Processo Civil, outra Resolução – a de nº 451/2010 – dispõe que a nova sistemática processual também se aplica aos feitos que versem sobre matéria penal e processual penal, de forma que o STF não mais receberá os antigos agravos de instrumento – AIs.

Fonte: STF

 


 

09/12/10 - Copom mantém taxa básica de juros em 10,75% ao ano

 

Em sua última reunião do ano, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros (Selic) em 10,75% ao ano. Patamar que vigora desde julho último, numa demonstração da estabilidade econômica que conduz o país à transição de governo no próximo dia 1º de janeiro.

A decisão do Copom veio em linha com a expectativa da maioria dos economistas consultados todas as sextas-feiras pelo BC para acompanhar as tendências da iniciativa privada sobre os principais indicadores econômicos. Pesquisa que dá origem ao boletim Focus, divulgado sempre no primeiro dia útil da semana seguinte.

Embora as pressões inflacionários tenham aumentado nos últimos meses (0,45% em setembro, 0,75% em outubro e 0,83% em novembro) os consultores financeiros ouvidos na pesquisa do BC entendem que as medidas anunciadas na última sexta-feira (3) vão reduzir a oferta de crédito e o consumo interno, desaquecendo um pouco a inflação. Este não seria, portanto, o momento adequado para elevar a Selic.

Foi a última reunião do Copom sob o comando de Henrique Meirelles, que está no comando do BC durante os dois mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e tornou-se o dirigente mais longevo do BC. Depois de oito anos à frente da autoridade monetária, Meirelles passará o cargo, em janeiro, para o atual diretor de Normas e Organização do Sistema Financeiro, Alexandre Tombini. (Repórter Stênio Ribeiro)

Fonte: Agência Brasil

 


 

08/12/10 - Senado aprova texto do novo Código de Processo Penal

Projeto permite que os juízes decretem a prisão preventiva de acusados

de crimes de 'extrema gravidade' ou em caso de reincidência

 

O texto do novo Código de Processo Penal (CPP) foi aprovado hoje pelo plenário do Senado e será encaminhado para a Câmara. Um dos pontos que o Senado aprovou e o governo pretende alterar refere-se à prisão preventiva. O texto aprovado permite que os juízes decretem a prisão preventiva de acusados de crimes de "extrema gravidade" ou em caso de reincidência.

 

Essas duas hipóteses, propostas pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO), não eram previstas no código de 1941 e no texto original do novo CPP. O governo não conseguiu alterar o texto e vai tentar mudá-lo na Câmara.

 

O projeto estabelece também que o juiz que cuidar da instrução do processo - que autoriza interceptações telefônicas, quebra de sigilos e produção de provas - não será responsável pelo julgamento dos envolvidos. É uma tentativa de evitar que o magistrado se envolva de tal forma com a investigação que sua imparcialidade fique comprometida.

 

O texto extingue a prisão especial para autoridades e para quem tem curso superior, estabelece também que as vítimas têm o direito de serem comunicadas sobre o andamento dos processos, especialmente da prisão ou soltura do autor do crime, limita o prazo para as interceptações telefônicas em 60 dias, podendo se estender por mais de um ano em caso da continuidade do crime, e estabelece limites de prazo para as prisões preventivas.

 

Apesar das críticas, o novo código traz inovações consideradas importantes, inclusive pelo governo. O CPP cria uma série de alternativas para as medidas cautelares. Hoje, quando o juiz quer impedir que um acusado pressione a vítima ou uma testemunha de acusação, só tem como alternativa decretar a prisão provisória. Pelo texto aprovado ontem pelo Senado, o magistrado poderá, por exemplo, proibir que o acusado se aproxime da vítima ou da testemunha.

 

Além dessa alternativa e da prisão provisória, o texto permite ainda que o magistrado possa determinar o recolhimento domiciliar do acusado, o monitoramento eletrônico, a proibição de frequentar certos lugares, de ausentar-se da comarca ou de sair do País.

Fonte: Agência Estado

 


 

08/12/10 - Tombini reafirma compromisso com controle da inflação

 

Em sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), Alexandre Tombini, indicado para a presidência do Banco Central, afirmou que manterá compromisso do BC com o controle da inflação. Conforme afirmou, a estabilidade do poder de compra do Real é conquista do país e um desafio permanente do governo. 

 

- A inflação produz efeitos perversos sobre a economia e sobre a população, principalmente as camadas de baixa renda. Por isso, a função do Banco Central é manter a estabilidade, com a inflação em níveis baixos e estáveis - disse.  

 

Tombini disse ser falso o dilema entre crescimento econômico e controle inflacionário. Ele defendeu a manutenção do regime de metas de inflação, ressaltando que o mesmo é transparente, amplamente divulgado à sociedade. O indicado lembrou ainda que, para a estabilidade macroeconômica, somam-se, ao controle da inflação, a política de câmbio flutuante e a austeridade fiscal.

 

Alexandre Tombini ainda afirmou que a presidente eleita Dilma Rousseff deu a ele autonomia de ação à frente do banco.

Fonte: Agência Senado

 


 

08/12/10 - Produção industrial em outubro cresceu em quatro estados, mostra IBGE

 

De setembro para outubro deste ano, a produção industrial brasileira cresceu em quatro dos 14 estados e regiões pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os destaques da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional, divulgados nesta terça-feira (7), foram para os estados da Bahia, com crescimento de 5,4%, e do Espírito Santo, onde a produção cresceu 3,8 %.

Na comparação com outubro de 2009, a produção industrial avançou 2,1%, e no acumulado do ano, 11,8%, o mesmo índice do acumulado dos últimos 12 meses. Segundo o IBGE, os resultados de outubro indicam uma clara perda de ritmo do crescimento da produção industrial, frente aos números no primeiro e terceiro trimestres de 2010, na comparação com igual período do ano anterior.  

O Rio de Janeiro, com 0,7%, e Minas Gerais, com 0,1%, foram os outros dois resultados positivos de outubro. No estado de Santa Catarina, o crescimento da produção industrial foi zero, o mesmo índice observado em setembro. Os demais locais registraram taxas negativas, com destaque para o Paraná, com queda de 7,6%, Ceará (-5,9%), Goiás (-4,5%) e o Amazonas (-3,3%). Quedem Pernambuco (-0,6%), São Paulo (-0,5%) e na Região Nordeste (-0,1%).

No confronto com outubro de 2009, o destaque nos resultados regionais foi para os aumentos de 20% na produção de Goiás, impulsionado, de acordo com o IBGE, pela indústria de alimentos e bebidas, e de 11,4% na do Espírito Santo, atribuído ao crescimento da indústria extrativa. (Repórter Paulo Virgílio)

Fonte: Agência Brasil

 


 

08/12/10 - Lula anuncia veto à nova divisão de royalties aprovada pela Câmara

No Rio, presidente falou em medida provisória para restabelecer acordo.

Pré-sal tem recursos para estados produtores e restante do país, disse

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (7), no Rio de Janeiro, que vai vetar a matéria aprovada pela Câmara dos Deputados que estabeleceu novas regras para a distribuição dos royalties do petróleo. Foi a primeira vez que Lula admitiu o veto publicamente.

 

Ele fez a afirmação em entrevista após participar de cerimônia de lançamento do cartão Família Carioca, criado pela prefeitura nos moldes do Bolsa Família. Lula estava ao lado do governador Sérgio Cabral (PMDB), que defendia publicamente o veto presidencial à medida aprovada pela Câmara no último no dia 1º de dezembro..

 

Sem dar maiores detalhes, ele também sinalizou com a possibilidade de editar uma medida provisória para restabelecer o acordo inicialmente firmado pelo Planalto com os estados produtores.

 

“Ao receber a proposta do Congresso, eu pretendo vetar e colocar a medida provisória que foi a razão do acordo, para que eles votem no próximo ano no Congresso Nacional”, declarou.

 

Segundo Lula, havia um acordo firmado entre estados produtores, líderes do Congresso e a União para votar o modelo no qual a distribuição dos recursos da exploração da camada pré-sal contemplaria todos os estados brasileiros sem, no entanto, prejudicar os estados produtores – Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo.

Fonte: Gazeta do Povo

 


 

08/12/10 - Construção civil prevê para 2010 crescimento recorde de 11% e geração de 350 mil empregos

 

A indústria da construção civil vai crescer 11% este ano e superar a previsão de avanço do Produto Interno Bruto (PIB) setorial feita pelo próprio segmento. A expectativa de crescimento foi apresentada nesta terça-feira (7) pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP).

 

O índice de crescimento do setor, se confirmado, será o maior dos últimos 20 anos, cerca de três pontos percentuais acima da estimativa original do setor. “O ano de 2010 é um ano que vai deixar saudades”, disse o diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan. “Este crescimento é recorde.”

 

Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Fundação Getulio Vargas (FGV) e responsável pela elaboração dos dados sobre a construção civil, afirmou que o resultado será consequência, principalmente, da expansão do crédito e dos investimentos em infraestrutura.

 

Só o crédito habitacional, por exemplo, deve fechar o ano com mais de R$ 70 bilhões ofertados, ante cerca de R$ 55 bilhões em 2009. Já as obras de infraestrutura são, em grande parte, iniciativas do Poder Público intensificadas pelo período eleitoral. “O ano eleitoral tem um impacto na construção”, reconheceu ela.

 

O desempenho recorde da construção civil impulsiona também a geração de empregos no setor. O Sinduscon estima que 350 mil empregos formais serão gerados na construção civil até o fim do ano. Só entre janeiro e outubro, o número de empregos abertos pelo setor foi 15,1% maior que o do mesmo período do ano passado. (Repórter Vinicius Konchinski)

Fonte: Agência Brasil

 


 

08/12/10 - TRT julga que não há incidência de contribuição previdenciária sobre aviso prévio indenizado

 

A 8ª Câmara do TRT negou provimento a recurso ordinário interposto pela União em face de acordo homologado pela 3ª Vara do Trabalho de Taubaté. A recorrente pugnava pela incidência da contribuição previdenciária sobre R$ 520 pagos ao reclamante a título de aviso prévio indenizado, sob o fundamento de que o aviso prévio havia sido excluído, pela edição da Lei 9.528/1997, do § 9º do artigo 28 da Lei 8.212/1991, dispositivo que elenca as parcelas não integrantes do salário de contribuição.

 

A relatora do acórdão, a juíza convocada Maria Inês Corrêa de Cerqueira Cesar Targa, entendeu, no entanto, que o aviso prévio, quando não trabalhado, tem indiscutível natureza jurídica de indenização, não integrando a base de cálculo das contribuições previdenciárias, uma vez que a garantia de integração desse período no tempo de serviço do empregador "está limitada às vantagens econômicas (v.g. salários, reflexos e verbas rescisórias) obtidas no interregno de pré-aviso, consoante entendimento firmado pelo Colendo Tribunal Superior do Trabalho, em sua Orientação Jurisprudencial SDI-1 nº 40".

 

No entendimento da desembargadora, acompanhado pelo colegiado, "não se modifica a natureza jurídica de uma verba por sua mera retirada do § 9º, do art. 28, da Lei 8.212/91, que, aliás, não contém elenco exaustivo de verbas que não integram o salário de contribuição [...] há verbas sobre as quais não incidem contribuições previdenciárias e que não se encontram ali inseridas". Para a relatora, trata-se de simples omissão legislativa, sem maiores repercussões, posição que, segundo ela, ampara-se em disposição contida no artigo 214, § 9º, V, "f", do Decreto nº 3.048/99, e no artigo 78, V, "f", da Instrução Normativa INSS/DC nº 100/2003, que declararam que o aviso prévio indenizado continua a não integrar a base de cálculo daquela contribuição.

(Processo nº 0161800-05.2008.5.15.0102)

Fonte: Jusbrasil

 


 

08/12/10 - Manutenção em máquinas energizadas gera adicional de periculosidade

 

Trabalho em condições perigosas dá ao empregado direito ao adicional de periculosidade, independentemente do ramo de atividade do empregador. É o que determina o Decreto nº 93.412/86. Com base nesse fundamento, a Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou recurso em que a Philip Morris Brasil S. A. tentava se livrar de pagar o adicional a um empregado que mantinha contato com energia elétrica em suas atividades.

Dentre as tarefas que ele desempenhava, constava a manutenção preventiva e corretiva de máquinas e equipamentos, tais como as de fabricação de cigarros e embalagens energizadas, à tensão de 400V e corrente de 16 a 50 amperes. Além disso, ainda que eventualmente, ele tinha que entrar na subestação rebaixadora, integrante do sistema elétrico de potência. Ao final de uma avaliação técnica, o perito considerou perigoso o trabalho do empregado, “com o risco de choque elétrico com fibrilação cardíaca”. A par de tudo isso, o Tribunal Regional da 9ª Região (PR) impôs a condenação à empresa.

O acórdão regional destacou que a própria Philip Morris teria confirmado a morte de um empregado que faleceu ao tocar parte energizada de uma daquelas máquinas. No entanto, a empresa recorreu da condenação, alegando que as atividades do empregado eram realizadas no sistema elétrico de consumo e não de potência, o que não gerava direito ao adicional de periculosidade.

Ao examinar o recurso empresarial na Segunda Turma, o ministro Caputo Bastos, relator, avaliou que não havia reforma a ser feita na decisão regional, uma vez que a jurisprudência do TST já assegurou o direito ao referido adicional aos trabalhadores que não ativam em sistema elétrico de potência, “desde que a atividade seja exercida com equipamentos e instalações elétricas similares, que ofereçam risco equivalente, ainda que em unidade consumidora de energia elétrica”.

O adicional foi deferido com base nos artigos 1º da Lei 7.369/85 e 2º, § 2º, do Decreto 93.412/86 e Orientação Jurisprudencial nº 324 da SBDI-1 do TST. (RR - 2602700-41.2000.5.09.0016)

Fonte: TST

 


 

08/12/10 - Ideli Salvatti assume relatoria-geral do Orçamento 2011 prometendo aprová-lo até o dia 28

 

A nova relatora-geral do Orçamento da União para 2011, senadora Ideli Salvatti (PT-SC), se comprometeu a aprovar o Orçamento até meia-noite do próximo dia 28. O compromisso foi assumido por ela assim que foi empossada na nova função pelo presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Waldemir Moka (PMDB-MS).

 

A substituta do senador Gim Argello (PTB-DF), que renunciou nesta terça-feira (7) à relatoria e se afastou da CMO, agradeceu o apoio de todos os parlamentares e à indicação de seu nome pelo líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (PT-SP). Ideli Salvatti ressaltou que fará um trabalho de forma criteriosa com base nos relatórios setoriais.

Fonte: Agência Brasil

 


 

08/12/10 - Câmara aprova urgência para projeto sobre a Lei Kandir

 

O Plenário realizou duas sessões extraordinárias nesta terça-feira para tentar avançar na votação de matérias de consenso entre os líderes, mas foi aprovado apenas o regime de urgência para o Projeto de Lei Complementar (PLP) 352/02, por 286 votos a 11. Esse projeto, de autoria do Senado, muda a Lei Kandir (Lei Complementar 87/96) para deixar mais claro que o ICMS incide sobre todas as etapas de venda de energia elétrica, desde a produção ou importação até o consumidor final.

 

Esse projeto ainda deve ser emendado para prorrogar, de 1º de janeiro de 2011 para 1º de janeiro de 2020, a data a partir da qual as empresas poderão descontar do ICMS a pagar o valor desse imposto embutido em mercadorias compradas por elas e destinadas ao uso ou consumo no estabelecimento. Esse desconto diminuirá a base de cálculo e, em consequência, o tributo arrecadado.

 

Segundo o deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), caso essa prorrogação não seja sancionada até o fim de dezembro os estados poderão arcar com um prejuízo de R$ 19,5 bilhões.

 

Bingos
Na segunda votação nominal prevista em acordo de líderes, o requerimento de urgência para o Projeto de Lei 2944/04 não obteve apoio suficiente para aprovação. O projeto, de autoria do deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), legaliza e regulamenta os bingos no Brasil. Apenas 226 deputados votaram a favor da urgência e seriam necessários 257 votos.

 

Como o período de duração da primeira sessão terminou logo em seguida, uma nova extraordinária foi iniciada, mas vários partidos (o Psol, o PMDB, o PTB, o PR, o PP e o PSC) obstruíram os trabalhos durante a votação nominal de um pedido do Psol de retirada de pauta do PLP 352/02.

 

De acordo com o deputado Manato (ES), vice-líder do PDT, o adiamento da votação desse projeto pode prejudicar muito o seu estado. "O Espírito Santo não tem culpa se a urgência para os bingos não passou, mas não votar o projeto que prorroga a Lei Kandir é um absurdo", afirmou o deputado.

 

Medidas provisórias
Para esta quarta-feira (8), foi convocada sessão ordinária com onze medidas provisórias em tramitação, das quais nove trancam a pauta. Também está marcada uma sessão do Congresso para as 12 horas, com o objetivo de analisar projetos de créditos suplementares ao Orçamento de 2010.

Fonte: Agência Câmara

 


 

07/12/10 - Faturamento da indústria cai 0,7% em outubro e emprego permanece estável

 

O faturamento da indústria brasileira recuou 0,7% em outubro, comparado com o mês anterior, mas aumentou 4,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com a pesquisa Indicadores Industriais, divulgada nesta segunda-feira (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em contrapartida, a utilização da capacidade instalada (UCI), que vinha caindo há cinco meses, cresceu 0,2 ponto percentual em relação a setembro e 1,4 ponto percentual a mais que em igual mês de 2009. A indústria nacional operou com 82,2%, em média, da UCI.

O resultado da pesquisa foi divulgado pelo secretário executivo de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. Segundo ele, a queda no faturamento reflete o “ritmo menos intenso” do crescimento da indústria em relação ao começo do ano, mas isso “não compromete” a previsão de evolução do setor em torno de 12% neste ano, uma vez que o faturamento acumulado em dez meses aumentou 10,4% sobre igual período de 2009.

Castelo Branco disse que o emprego industrial manteve-se estável em outubro, mas cresceu 6,5% sobre o mesmo mês do ano passado, dando continuidade a uma trajetória de 16 meses consecutivos de ampliação do emprego e da renda real do trabalhador. Isso pode ser comprovado pela massa salarial real, que cresceu 4,5% sobre o mês anterior e 10% em relação a outubro de 2009, afirmou.

De acordo com Castelo Branco, os diferentes setores da indústria de transformação continuam a evoluir na maioria dos indicadores. Tanto que o faturamento real no ano cresceu em 16 dos 19 setores pesquisados, com destaques para vestuário, móveis, couros e calçados, bem como produtos de borracha e plástico. Todos com expansão superior a 10% de janeiro a outubro.

(Repórter Stênio Ribeiro)

Fonte: Agência Brasil

 


 

07/12/10 - Analistas elevam projeção da inflação oficial para 5,78% este ano

 

O mercado financeiro eleva mais uma vez as projeções de inflação e reduz a expectativa de crescimento da economia brasileira. De acordo com o boletim Focus, editado semanalmente pelo Banco Central, a projeção de inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,72% para 5,78%. Já o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi estimado em 7,54% ante os 7,55% da semana anterior, com a produção industrial caindo de 10,98% para 10,70%.

 

Para a taxa de câmbio, analistas e investidores, estimam elevação, de R$ 1,70 para R$ 1,71. A taxa básica de juros foi mantida em 10,75% ao ano. Na avaliação do mercado, a dívida líquida do setor público permanecerá inalterada, em 40,50% do PIB.

 

O déficit em conta-corrente, principal indicador das transações externas de um país, permanece em US$ 50 bilhões, com a balança comercial apresentando saldo de US$ 16,24 bilhões ante os US$ 16,30 bilhões da semana anterior. Os investimentos estrangeiros foram mantidos em US$ 30 bilhões e os preços administrados em 3,50%. (Repórter Daniel Lima)

Fonte: Agência Brasil

 


 

07/12/10 - Milionários doaram mais de R$ 82 milhões nas eleições

 

Levantamento divulgado nesta semana pela ONG Contas Abertas mostra que 39 financiadores de campanha doaram, juntos, R$ 82,5 milhões nas eleições deste ano. Cada um doou mais de R$ 1 milhão. A maior parte deles (30) financiou a própria campanha com doações que somaram R$ 70,1 milhões. Esses valores correspondem à campanha no primeiro turno. Entre os financiadores, estão o empresário Eike Batista, do setor da mineração e petróleo, e João Carlos Di Gênio, dono da Universidade Paulista e grupo educacional Objetivo.

 

De acordo com a ONG, nove bem-sucedidos milionários investiram quase R$ 11,6 milhões em campanhas de deputados federais, senadores e governadores. A maior doação de pessoa física registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi feita pelo candidato ao governo do Mato Grosso, Mauro Mendes, que investiu em sua campanha R$ 9,7 milhões em recursos próprios. O valor da doação corresponde a 17% do patrimônio de Marcos Mendes declarado à Justiça Eleitoral (R$ 57,2 milhões). Mauro Mendes perdeu a eleição para o adversário Silval Barbosa (PMDB).

 

Dos maiores doadores, em segundo da lista, aparece Wilson Picler (PDT-PR), que disputou vaga na Câmara, mas não obteve sucesso nas urnas. Picler gastou R$ 5,5 milhões em sua campanha. O candidato declarou ao TSE uma fortuna de R$ 23 milhões. Segundo o levantamento, outros 19 candidatos investiram fortunas em suas próprias campanhas mais não foram eleitos. Ao todo, as doações desses candidatos a si mesmos somaram mais de R$ 38,2 milhões.

 

Entre os que investiram em candidaturas de terceiros, o empresário Eike, considerado a oitava pessoa mais rica do mundo pela revista Forbes, financiou a campanha de três senadores – Cristovam Buarque (PDT-DF), Delcídio Amaral (DEM-MS) e Luiz Henrique da Silveira (PMDB-SC) – e de um candidato Paulo Melo, que disputou vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Ao todo, foram doados mais de R$ 1,6 milhão.

 

O empresário cearense Beto Studart também distribuiu seu patrimônio. Financiou em quase R$ 1,7 milhão diversos pretendentes à política, entre eles Lúcio Alcântara (PR), candidato ao governo do Ceará. Quem também amparou candidatos foi o empresário Cornélio Brennand, sogro do senador Heráclito Fortes (DEM-PI). Apesar da ajuda de quase R$ 1,5 milhão, Heráclito não conseguiu se reeleger.

 

Além dos milionários citados, também foram financiadores de campanha Emival Caiado Filho, Benedito Cavallieri Sobrinho, João Carlos Di Genio, Julio Gerin Camargo, Etore Selvatici Cavallieri e João Roberto Baird. De acordo com a legislação eleitoral, as doações não utilizadas durante a campanha não podem ser resgatadas pelo candidato ou devolvidas aos doadores. As eventuais sobras são depositadas em favor do partido político.

Fonte: Congresso em Foco

 


 

07/12/10 - Paim comemora decisão de juiz pela inconstitucionalidade do fator previdenciário

 

O senador Paulo Paim (PT-RS) comemorou a decisão do juiz da 1ª Vara Federal Previdenciária de São Paulo, Marcus Orione Gonçalves Correia, que declarou a inconstitucionalidade do "famigerado fator previdenciário". De acordo com Paim, a decisão se deu "por introduzir elemento de cálculo que influi no próprio direito ao benefício".

 

Em pronunciamento nesta segunda-feira (6), Paulo Paim saudou o juiz por sua decisão. O senador lembrou que a Constituição fala da questão da idade para a aposentadoria, mas "o fator previdenciário malandramente reintroduziu" o quesito idade frente à expectativa de vida da população.

 

Segundo Paim, o juiz considerou o fator previdenciário "é um retrocesso social", uma vez que funciona apenas como um redutor para os benefícios.

 

O parlamentar salientou outro aspecto observado pelo juiz: o fator previdenciário não leva em conta as diferenças regionais relativas à idade e à expectativa de vida.

 

Na sentença, Marcus Orione Gonçalves Correia determinou que o Instituto Nacional do Seguro Social promova imediatamente o recálculo do benefício, sem incidência do fator previdenciário.

 

Paim trouxe exemplo citado pelo juiz, segundo o qual uma mulher, com 30 anos de contribuição e com salário médio de R$ 1.000, tem seu benefício reduzido para R$ 565, após a aplicação do fator.

 

O senador disse ainda que o projeto foi aprovado por unanimidade pelo Senado Federal, mas aguarda votação em Plenário na Câmara, onde tramita sob o número 3299/08. O senador lembrou ainda terem sido colhidas mais de 2 milhões de assinaturas contra o fator, que definiu como "uma grande injustiça".

 

O senador Papaléo Paes (PSDB-AP) apoiou o pronunciamento de Paim.

Fonte: Agência Senado

 


 

07/12/10 - Deputados querem reabrir negociação sobre fator previdenciário

 

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), disse que a decisão judicial contrária ao fator previdenciário pode funcionar como uma forma de pressionar o governo a negociar no Congresso a mudança do cálculo das aposentadorias.

 

Na semana passada, o juiz Marcos Orione Gonçalves Correia, da 1ª Vara Federal Previdenciária de São Paulo, considerou o fator previdenciário inconstitucional. Segundo ele, a lei que instituiu o fator previdenciário (9.876/99) em 1999 acrescentou, para fins de obtenção do benefício, requisitos que dificultam o acesso ao próprio direito à aposentadoria. O juiz determinou que o INSS recalcule, sem a incidência do fator previdenciário, o benefício do segurado que entrou na Justiça contra a Previdência Social.

 

"Essa é uma decisão parcial e o governo pode recorrer, mas precisamos usar isso para forçar uma negociação com o governo. O governo vinha negociando há algum tempo atrás e depois parou. Parou porque ninguém mais pressionou. Então, acho que podemos chegar a uma fórmula que não achate tanto as aposentadorias das pessoas", disse.

 

O deputado Pepe Vargas (PT-RS), relator na Comissão de Finanças e Tributação de um projeto do Senado que redefine o uso do fator previdenciário (PL 3299/08), afirma que a decisão judicial pode reabrir a discussão em torno da matéria. "O governo aceitou uma negociação em torno da matéria. Não é uma matéria que extingue definitivamente o fator, mas cria um ponto no qual não é mais aplicado o fator previdenciário nas aposentadorias. Nós estamos desde agosto do ano passado tentando votar essa matéria e até hoje não houve acordo dos líderes para votar", disse.

 

Pelo substitutivo de Pepe Vargas, o trabalhador não terá perdas ao se aposentar quando a soma de sua idade ao tempo de contribuição for 95 para homens ou 85 para mulheres.

 

Segundo as centrais sindicais, o fator previdenciário pode reduzir o valor inicial do benefício em cerca de 40%. A tendência é de aumento de perdas, porque, com a nova expectativa de vida divulgada pelo IBGE, a tábua de cálculo do fator previdenciário foi alterada.

 

De acordo com o INSS, considerando-se a mesma idade e tempo de contribuição, um segurado com 55 anos de idade e 35 anos de contribuição que requerer a aposentadoria a partir de agora terá que contribuir por mais 41 dias corridos para manter o mesmo valor do benefício.

 

Em junho último, o Congresso aprovou o fim do fator previdenciário, mas o presidente Lula vetou a proposta.

Fonte: Agência Câmara

 


 

07/12/10 - Projeto dá 20 anos de isenção de impostos a empresa que não poluir

 

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6729/10, do deputado Indio da Costa (DEM-RJ), que pretende incentivar o setor produtivo a adotar processos ambientalmente adequados. Para tanto, a proposta isenta dos tributos federais, de imediato, e por 20 anos, as empresas que os adotarem.

 

Pelo projeto, 20% dos tributos economizados pelas empresas serão utilizados, pela própria empresa, para conscientizar seus funcionários e familiares, comunidades do entorno, ou ainda alunos de escolas públicas, ensinando como produzir de forma sustentável para a economia verde, "sem comprometer o meio ambiente para gerações futuras". Após os 20 anos de isenção, a cobrança dos tributos será feita progressivamente.

 

Tarefa gigantesca
Segundo o deputado, fazer com que industriais, comerciantes e consumidores se conscientizem da urgência dessas ações é uma tarefa gigantesca. "Os legisladores devem estar à frente desta questão criando leis que imponham novas formas de produção", receita.

 

O projeto, destaca Indio da Costa, incentiva a indústria e o comércio a adotarem processos limpos em sua produção e descarte. "As mudanças climáticas e o aquecimento global são uma realidade que não pode aguardar longas discussões; vários estados brasileiros já sofrem os efeitos, como deslizamentos, chuvas violentas e inundações que afetam grandes centros populacionais", alerta. Segundo o deputado, a aprovação da proposta é, portanto, de indubitável urgência.

"O modelo industrial baseado no consumo de combustíveis fósseis, inicialmente carvão e posteriormente derivados de petróleo, se expandiu e se consolidou no mundo e no Brasil nos últimos cem anos", lembra o parlamentar. Ele sublinha que esse modelo resultou em bilhões de toneladas de resíduos e emissões, principalmente as de dióxido de carbono, que, acrescidas das emissões de metano e outro gases, acabaram por "colocar em cheque o próprio modelo, o planeta e a civilização".

 

Tramitação
Sujeito a análise em caráter conclusivo, o projeto foi apensado ao PL 3470/08, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), que institui o Programa Empresa Consciente, com dedução do Imposto sobre a Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) de gastos com projetos ecológicos, e já foi aprovado pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio. As propostas ainda serão analisadas pelas comissões de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

07/12/10 - Caderneta de poupança capta R$ 4 bilhões em novembro

Captação foi impulsionada pelo pagamento do 13º salário. Resultado da caderneta foi o quarto melhor do ano

 

Os depósitos na caderneta de poupança superaram as retiradas em R$ 4 bilhões no mês de novembro, informou nesta segunda-feira (6) o Banco Central. Segundo a instituição, quase toda a captação da poupança do mês passado aconteceu no último dia útil do mês, em 30 de novembro, quando vence o período de pagamento da primeira parcela do 13º salário dos trabalhadores. Nesse dia, houve o ingresso líquido de R$ 3,88 bilhões na modalidade de investimentos.

 

Mesmo com a forte captação de recursos por conta da primeira parcela do 13º salário, o saldo positivo da poupança do mês passado é apenas o quarto melhor resultado de 2010. Foi superado por julho (+R$ 6,83 bilhões), setembro (+R$ 4,84 bilhões) e junho (+R$ 4,17 bilhões). Na comparação com novembro do ano passado, houve uma queda de 10,14%, uma vez que houve o ingresso líquido de R$ 4,46 bilhões na poupança no mesmo mês de 2009.

 

Depósitos, retiradas e estoque

Segundo dados do Banco Central, os depósitos em caderneta de poupança somaram R$ 101,33 bilhões em novembro, ao mesmo tempo em que as retiradas de recursos totalizaram R$ 97,32 bilhões no mês passado. Os rendimentos creditados nas contas dos poupadores, por sua vez, somaram R$ 1,89 bilhão no mês passado e o saldo total (estoque) de recursos aplicado na poupança avançou para R$ 370 bilhões.

 

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a novembro deste ano, ainda segundo dados do Banco Central, a caderneta de poupança registrou uma captação líquida (depósitos menos retiradas) de R$ 32,3 bilhões, o que representa novo recorde histórico da série que tem início em 1995. Do valor total captado na parcial de 2010, R$ 24,67 bilhões ingressaram por meio do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimos (SBPE), que tem um direcionamento de 65% para o crédito habitacional.

Fonte: Gazeta do Povo

 


 

07/12/10 - Empresa responsável por acidente de trabalho é condenada a ressarcir INSS por valores pagos em benefício

 

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu, na Justiça, que a Castor Minas Rio Indústria e Comércio de Colchões Ltda pague ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) o valor correspondente a auxílio-doença de um funcionário que sofreu acidente de trabalho. O valor total do ressarcimento é de R$ 30 mil.

 

O empregado da empresa fabricante de colchões teve sua mão amputada por discos de corte da máquina de bordar em que trabalhava. A máquina havia sido adaptada com a instalação de uma plataforma de madeira, na qual o operário deveria subir para acessar a parte superior do equipamento.

 

A Procuradoria Seccional Federal (PSF) em Juiz de Fora sustentou que o acidente ocorreu por culpa exclusiva da empresa, que não tomou as medidas de segurança necessárias previstas na legislação. Os procuradores argumentaram que plataforma adaptada pela empresa não estava prevista no Manual de Instruções do fabricante da máquina e não dispunha de nenhum dispositivo de segurança para evitar o contato com os discos cortantes.

 

Por fim, a Procuradoria sustentou que o empregador não elaborou instruções para os empregados manusearem a máquina, que tinha manual em língua estrangeira.

 

A 3ª Vara Federal de Juiz de Fora acolheu os argumentos, condenando a empresa a ressarcir o INSS pelo benefício previdenciário desde janeiro de 2006.

 

A PSF em Juiz de Fora é uma unidade da Procuradoria-Geral Federal, órgão da AGU. Ref.: Ação Regressiva 1744-93.2009.4.01.3801

Fonte: Jusbrasil

 


 

06/12/10 - Nove medidas provisórias trancam pauta da Câmara

 

A pauta das sessões ordinárias do plenário da Câmara dos Deputados continua trancada por nove medidas provisórias. Isso não impede que sejam apreciadas outras matérias em sessões extraordinárias esta semana, como os projetos de lei complementar que regulamenta a cobrança de ICMS sobre energia elétrica em transações interestaduais e o que muda regras do regime especial de tributação das microempresas (Supersimples).

 

As comissões da Câmara Federal vão ter uma semana com extensa pauta de trabalho, a partir da terça-feira (7). A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural vai fazer discutir e votar o anteprojeto sobre integração e melhora da relação entre as indústrias e os produtores.

 

A Comissão de Defesa do Consumidor vai abordar em audiência pública "a falta de serviços de telefonia móvel em todas as cidades do país e a alteração do regulamento de aplicação de sanções administrativas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A comissão também vai discutir em etapa conclusiva o projeto de lei que obriga a exclusão automática do registro de informação negativada, no prazo de 24 horas, após a quitação do débito.

 

A Comissão de Legislação Participativa fará audiência pública sobre a inclusão dos catadores de materiais recicláveis no Regime Geral de Previdência Social. A Comissão de Seguridade Social e Família debaterá em audiência pública questões relacionadas à residência médica no país. A Comissão de Finanças e Tributação discutirá mudança no Código de Trânsito Brasileiro, que torna mais rigorosas as punições por excesso de velocidade.

 

Está prevista para a quarta-feira (8) audiência pública na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle sobre denúncias de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e outras infrações apresentadas à Justiça Trabalhista do estado de São Paulo pelo ex-diretor do Banco Schahin, Eduardo Ruiz.

 

A Comissão de Direitos Humanos e Minorias divulga em audiência pública relatórios produzidos pela Plataforma Brasileira dos Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais, avaliando o exercício desses direitos no Brasil hoje.

 

A Comissão de Educação e Cultura promove, às 17h da quarta-feira cerimônia de entrega do Prêmio Darcy Ribeiro de Educação. Na quinta-feira (9), a Comissão de Legislação Participativa realiza audiência pública sobre a Operação Vintém e o atentado contra o ex-deputado estadual Semy Ferraz, de Mato Grosso do Sul.

Fonte: Agência Brasil

 


 

06/12/10 - Proposta do PCdoB anula ação do DEM contra centrais sindicais

 

Os deputados do PCdoB Flávio Dino (MA) e Daniel Almeida (BA) apresentaram, esta semana, Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para garantir o recebimento pelas centrais sindicais de parcela das contribuições sindicais. O direito já é reconhecido por lei de 2008, mas o DEM ajuizou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para declarar inconstitucionais os dispositivos da lei, prejudicando o movimento sindical.

 

Diante da controvérsia, os parlamentares apresentaram a emenda para garantir constitucionalmente o repasse dos recursos necessários à manutenção das centrais sindicais. A proposta visa o fortalecimento do movimento sindical, por meio das centrais, assegurando que essas entidades tenham direito à contribuição ao crédito originário da contribuição sindical dos empregados.

“Para que haja democracia no mundo do trabalho precisamos de amplo apoio à organização sindical dos trabalhadores”, justificou Flávio Dino, explicando que, pela proposta, serão alterados os artigos 8o e 149o para assegurar que as centrais sindicais possam ser credoras de 10% do produto arrecadado pela contribuição sindical dos empregados.

O deputado Flávio Dino disse que embora a ação ainda não tenha sido julgada no Supremo Tribunal Federal (STF), alguns ministros já se manifestaram favoráveis a tese do DEM de que as centrais sindicais não teriam direito ao repasse.

“Apresentamos, então, esta Proposta de Emenda à Constituição para que a importância dessas entidades seja reconhecida pelo texto constitucional, cuja defasagem nesse aspecto deu ensejo a interpretações como a exposta na ADI 4067. Fazemos questão de ressaltar que discordamos de tais interpretações literais e restritivas, mas – visando afastar definitivamente a controvérsia e conferir segurança jurídica às centrais sindicais – consideramos ser útil a presente proposição”, explicou Dino.

Manutenção necessária
No julgamento da ação, iniciado em 24 de junho de 2009, a maioria dos ministros demonstrou simpatia à tese de que as centrais sindicais não devem fazer jus ao crédito estabelecido pela Lei de 2008. É caso dos Ministros Joaquim Barbosa (relator), Ricardo Lewandowski e Cezar Peluso. Posicionaram-se contrariamente apenas a ministra Cármem Lúcia e o ministro Marco Aurélio.

Para os deputados do PCdoB, “embora a Lei 11.648 tenha sido um grande avanço para o sistema sindical brasileiro, tememos que dispositivos importantes para o custeio da atividade desenvolvida pelas centrais sindicais sejam declarados inconstitucionais, derrubando, assim, relevantes conquistas para a nossa democracia.”

Eles destacaram ainda a importância e o alcance da atuação das centrais sindicais em defesa dos trabalhadores e a necessidade de verbas para manter seu nível e expandir sua qualidade. “Para tanto, constitui importante fonte de receitas a contribuição sindical. Por isso, a Lei 11.648, de 31 de março de 2008, não só veio a reconhecer formalmente as centrais sindicais, como as tornou credoras de 10% do produto arrecadado pela contribuição sindical dos empregados”, conclui a justificativa do deputados na apresentação da proposta.

Fonte: Vermelho

 


 

06/12/10 - Indústria: empresários defendem reforma na legislação trabalhista

 

A legislação trabalhista é apontada como um dos dificultadores da competitividade brasileira, por isso, empresários da indústria defendem que ela passe por uma reforma. Esta foi uma das conclusões do 5º Encontro Nacional da Indústria, realizado na última quinta-feira, em São Paulo.

 

Segundo a Agência CNI, durante o encontro, o presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraíba), Francisco de Assis Benevides Gadelha, afirmou que as empresas precisam se mobilizar para continuar combatendo o que elas consideram excessos nas relações trabalhistas.

 

Já o deputado federal Julio Delgado (PSB/MG) afirmou aos empresários que a possibilidade dessa medida irá depender do ministro do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) que será escolhido pela presidente eleita, Dilma Rousseff.

 

“Se tivermos a manutenção do ministro Carlos Lupi e do PDT no ministério, nós podemos afirmar que não teremos novidades na área trabalhista. Por isso, é importante que os empresários busquem o diálogo com os parlamentares”, disse Delgado.

 

Portarias do MTE
Os participantes também criticaram o excesso de portarias publicadas pelo MTE. Além disso, discutiram sofre a função da Justiça nas intermediações de conflitos no âmbito trabalhista.

 

O professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), José Pastore, declarou que o Poder Judiciário tem tomado decisões que causam grandes problemas.

 

“A Justiça do Trabalho me parece uma justiça blindada e não sabe o que fazer para modular algumas sentenças que complicam a vida dos trabalhadores e das empresas”, finalizou.

Fonte: InfoMoney

 


 

06/12/10 - Fiesp lidera ato contra aumento de impostos

 

Representantes de entidades de classe da indústria e do comércio paulista, além de lideranças de trabalhadores e de profissionais liberais, vão articular propostas a serem encaminhadas à presidenta eleita Dilma Rousseff, com objetivo de neutralizar eventuais aumentos da carga tributária e para conseguir reduzir as obrigações com o Fisco.

A decisão foi aprovada sexta-feira (3) por cerca de 200 entidades de classe presentes à manifestação feita na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a título de barrar uma possível recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

O ato foi organizada pelo Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor, da Fiesp, que estima uma arrecadação superior a R$ 1 trilhão em 2011, e contou, entre os participantes, com entidades ligadas a médicos e hospitais.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que a intenção é apoiar o governo que assume. “O que a sociedade quer não é mais impostos, e sim escola públicas, saúde, segurança pública e transportes”.

A mesma opinião foi externada por outros participantes, como os presidentes da Associação Comercial de São Paulo, Alencar Burti, e do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo, José Chapina Alcazar. Para Alcazar, “a intenção do governo é sempre criar mais impostos para alimentar a máquina pública e cada vez crescer mais o emprego público”.

Na análise de Antonio Carlos Rodrigues do Amaral, presidente da Comissão de Direito Tributário da Ordem dos Advogados do Brasil, Seção São Paulo, a “sociedade tem de estar unida para não haver qualquer aumento da carga tributária ”.

Segundo Amaral, têm ocorrido pressões em todas as esferas de governo (federal, estadual e municipal) para uma elevação da carga tributária, mas o que “precisamos é de incentivar o empreendedorismo”, disse. (Repórter Marli Moreira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

06/12/10 - Comissão aprova prazo para empresa atestar insalubridade

 

A Comissão de Seguridade Social e Família aprovou, na quarta-feira (1), proposta que estabelece prazo de 30 dias para que empresas ou cooperativas forneçam o documento de comprovação de efetiva exposição do trabalhador a agentes nocivos, sob pena de multa correspondente a 10% do salário do trabalhador no mês do descumprimento da obrigação.

 

Os deputados aprovaram o substitutivo apresentado pelo relator, deputado Leonardo Vilela (PSDB-GO), ao Projeto de Lei 1922/07, do deputado Cleber Verde (PRB-MA). O documento que atesta a exposição a agentes nocivos, chamado Perfil Profissional Profissiográfico (PPP), é necessário para a requisição da aposentadoria especial. A proposta altera a lei dos planos e benefícios previdenciários (Lei 8.213/91).

 

Em seu relatório, Vilela sugeriu a modificação do texto para estabelecer que a multa corresponda a 10% do salário do próprio trabalhador no mês de descumprimento da obrigação, em vez da multa diária de 10% sobre a maior remuneração paga a qualquer dos empregados, como previa substitutivo apresentado anteriormente pelo deputado maranhense Ribamar Alves (PSB).

 

“A imposição de multa de 10%, diária, é desmedida, não encontrando equivalente na legislação pátria”, disse Vilela. O relator também considerou que o cálculo da multa com base na maior remuneração paga a qualquer empregado poderia “criar embaraços operacionais desnecessários e seria desmedidamente oneroso”.

Tramitação
A proposta, que tramita em caráter conclusivo, ainda deve ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara

 


 

06/12/10 - Justiça de São Paulo considera inconstitucional fator previdenciário

 

O juiz federal Marcos Orione Gonçalves Correia, da 1ª Vara Federal Previdenciária de São Paulo, deu parecer favorável ao processo de um segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para exclusão do fator previdenciário do valor do benefício. Cabe recurso à decisão.

 

O fator previdenciário é uma equação utilizada para calcular a aposentadoria do segurado do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) levando em consideração a idade ao se aposentar, o tempo de contribuição e a expectativa de vida.

 

No parecer, Correia considerou inconstitucional o fator previdenciário. Para o juiz, o instrumento é complexo e de difícil compreensão para os segurados.

 

"Registre-se, no entanto, que entendemos que o fator previdenciário é inconstitucional. Na lei, são introduzidos elementos que influem imediatamente no próprio direito ao benefício", relata no processo.

 

Aposentadoria menor

Com o aumento da expectativa de vida do brasileiro, haverá uma redução média de 0,4% no benefício do trabalhador que se aposentar desde a última quarta-feira (1º). De acordo com os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a expectativa de vida ao nascer passou de 72 anos e 10 meses (72,86) em 2008 para 73 anos e 2 meses (73,17) em 2009.

 

O achatamento ocorre devido ao fator previdenciário, mecanismo utilizado pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para tentar adiar a aposentadoria dos trabalhadores mais jovens, penalizando quem se aposenta mais cedo por tempo de contribuição já que esse segurado, teoricamente, vai receber o benefício por mais tempo.

 

A nova tabela do fator previdenciário vale até 30 de novembro de 2011.

Fonte: Jusbrasil

 


 

06/12/10 - Proibição de demissão de gestante poderá ser regulamentada

 

Projeto aprovado pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) na quarta-feira (1º) regulamenta dispositivo da Constituição que veda a dispensa arbitrária ou sem justa causa da empregada gestante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.

 

O texto aprovado é um substitutivo do senador Papaléo Paes (PSDB-AP) a projeto (PLS 43/06) do senador Valdir Raupp (PMDB-RO). O relator acatou todo o conteúdo da proposta original e apenas, para atender à determinação constitucional, alterou a sua forma. Assim, pelo texto aprovado na CAS, o projeto de lei ordinária passa a projeto de lei complementar. O parecer também solicita à Mesa um novo registro.


Segundo o Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, explicou Papaléo Paes, as hipóteses de proteção contra a despedida arbitrária ou sem justa causa - entre as quais a proteção ao trabalho da gestante - deverão ser regulamentadas por meio de lei complementar.

 

De acordo com a proposta, quando a confirmação ou o início da gravidez ocorrer durante o período de aviso prévio, indenizado ou não, a empregada será reintegrada, a partir da notificação do fato ao empregador. Os valores eventualmente recebidos a título de indenização, prevê a proposta, serão descontados em parcelas mensais que comprometam menos de 30% do salário líquido recebido.


Ao justificar o projeto, Valdir Raupp argumentou que algumas questões do texto constitucional não estão claramente definidas. É o caso, por exemplo, disse ele, da gestante que vê confirmada sua gravidez quando já foi dispensada injustificadamente e está cumprindo o prazo de aviso prévio ou recebeu indenização pelo período correspondente a esse prazo.

Fonte: Abdir

 


 

03/12/10 - Produção industrial volta a subir em outubro, após dois meses estável

 

A produção da indústria brasileira teve expansão de 0,4% na passagem de setembro para outubro, depois de ter ficado estável por dois meses. Na comparação com outubro do ano passado, houve aumento de 2,1%, o que indica um ritmo menos intenso de expansão em relação aos resultados de meses anteriores.

 

Com o resultado da Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta quinta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção da indústria nacional acumula alta de 11,8% tanto no período de janeiro a outubro como nos últimos 12 meses encerrados em outubro. Dessa forma, mantêm-se a trajetória de elevação iniciada no mesmo mês de 2009.

 

No acumulado nos últimos 12 meses, o resultado é o mais alto de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 1991.

(Repórter Thais Leitão)

Fonte: Agência Brasil

 


 

03/12/10 - Cesta básica fica mais cara nas 17 capitais pesquisadas pelo Dieese

 

Os produtos da cesta básica ficaram mais caros, em novembro, nas 17 capitais em que o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) faz o acompanhamento de preços. A maior correção foi constatada em Manaus (9,28%), onde o valor subiu para R$ 250,56, seguida por Fortaleza (8,03%), capital em que a cesta passou a custar R$ 208,91.

 

No entanto, a cidade de São Paulo permanece no topo da lista com o maior valor – R$ 264,61 ou 4,26% acima do registrado em outubro. Porto Alegre aparece na terceira posição, com a cesta custando R$ 249,78, embora tenha apresentado a menor correção entre as 17 capitais pesquisadas (1,04%).

 

Entre os itens que mais pressionaram o valor da cesta básica estão a carne, o açúcar e o óleo de soja.

 

No acumulado do ano, a maior correção ocorreu em Goiânia (23,79%), onde o valor chegou a R$ 236,06. Nos últimos 12 meses, Recife foi a capital que teve o ajuste mais expressivo – de 17,29% e custo de R$ 206,32.

 

O levantamento mostra ainda que os menores valores foram encontrados em Aracaju, com R$ 179,78 e reajuste de 4,28%, e João Pessoa, com R$ 193,49 e alta de 3,84%.

 

Pelos cálculos do Dieese, em novembro, o salário mínimo deveria atingir R$ 2.222,99 para que o trabalhador pudesse arcar com o custo das despesas essenciais da família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene pessoal, transporte, lazer e previdência. Esse teto é mais de quatro vezes superior ao salário mínimo atual (R$ 510) e também ficou acima do valor estimado no mês passado ( R$ 2.132,09).

 

Para comprar os produtos, o trabalhador que ganha o salário mínimo deveria cumprir uma jornada de 98 horas e 12 minutos, em média, bem acima do tempo estimado em outubro (94 horas e 11 minutos). O comprometimento da renda passou de 46,53% para 48,52%. (Repórter Marli Moreira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

03/12/10 - Proposta susta regulamentação de registro de ponto eletrônico

 

A Câmara analisa o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 2847/10, do deputado Walter Ihoshi (DEM-SP), que susta ato do Ministério do Trabalho e Emprego (Portaria 1.510/09) que disciplina a utilização do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto (SREP) - equipamentos e programas que registram o horário de entrada e saída dos trabalhadores das empresas.

 

A portaria determina que, caso opte pelo ponto eletrônico, a empresa deve obedecer aos critérios impostos no ato, como a obrigatoriedade de certificação do equipamento e seu uso exclusivo para a marcação de ponto. As empresas podem, no entanto, adotar o registro de ponto manual e não são obrigadas a migrar para o sistema eletrônico, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego.

 

O autor da proposta argumenta que o ato extrapola o poder regulamentar atribuído pela Constituição Federal ao Poder Executivo ao criar obrigações novas sem previsão legal. "Estão usurpando, de forma flagrante, atribuições exclusivas do Congresso Nacional", afirma o deputado Walter Ihoshi.

 

O ato do Ministério veda ainda o registro do ponto no computador ou à distância. As normas deveriam entrar em vigor inicialmente em 21/08/09, mas a aplicação foi adiada para 01/03/11.

 

Tramitação
A proposta, que tramita apensada ao PDC 2839/10, precisa ser analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votada pelo Plenário.

Fonte: Agência Câmara

 


 

03/12/10 - Plenário aprova nova regra de distribuição de royalties do petróleo

Estados produtores, como o Rio de Janeiro e o Espírito Santo, terão de dividir recursos com todos os demais estados brasileiros. Mudança gerou divergências no plenário, mas ainda pode ser vetada pelo presidente da República.

 

O Plenário aprovou, nos primeiros minutos desta quinta-feira (2), o substitutivo do Senado para o Projeto de Lei 5940/09, que estabelece uma nova regra de distribuição dos royalties do petróleo entre todos os estados e municípios. O texto, de autoria do Executivo, segue agora para sanção presidencial.

 

A nova regra, mantida no texto por meio de um destaque do PPS, prevê que, reservada a parcela destinada à União e aos municípios afetados pela exploração do petróleo, o restante será dividido da seguinte forma: 50% pelos critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e 50% pelos critérios do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

 

A aprovação dessa regra contrariou o parecer do relator Antonio Palocci (PT-SP). Atualmente, a lei determina uma distribuição maior aos estados produtores de petróleo, com destaque para o Rio de Janeiro. A Câmara aprovou, no começo deste ano, a nova regra com emenda dos deputados Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), Humberto Souto (PPS-MG) e Marcelo Castro (PMDB-PI).

 

Na votação no Senado, foi incluído um artigo determinando que as perdas de estados e municípios produtores com esse novo critério sejam ressarcidas pelo governo federal. O dispositivo continuou no texto aprovado pela Câmara.

 

Os deputados aprovaram o parecer de Palocci para outras partes do texto, que cria o regime de partilha na exploração do pré-sal e o Fundo Social para receber recursos da União obtidos com royalties do petróleo.

 

Consenso
Ao explicar o seu parecer, o relator observou que "as lideranças partidárias não chegaram ainda a um consenso que contemple os legítimos interesses de todas as partes envolvidas na discussão dos royalties".

 

Quanto à proposta incluída pelo Senado de que a União compense as perdas, Palocci afirmou que isso esvaziará o Fundo Social. "Se prevalecer esse dispositivo, teremos duas alternativas: ou usaremos os recursos para projetos de desenvolvimento social ou gastaremos o dinheiro para compensar os estados", disse. Palocci foi contra essa compensação, mantida pelo Plenário.

 

Segundo o deputado Humberto Souto (PPS-MG), "a manutenção das novas regras de divisão dos royalties prova que a riqueza do petróleo é nacional e não pode ficar com poucos, diante da péssima distribuição de renda no Brasil".

 

Para o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), é compreensível que os deputados do Rio de Janeiro e do Espírito Santo defendam seus estados, mas ele ressaltou que "a Câmara não poderia manter a distribuição atual, em que 92,5% dos royalties destinam-se à União e a esses dois estados".

 

Contra a proposta, o deputado Hugo Leal (PSC), do Rio de Janeiro, sugeriu que a discussão fosse centralizada na maior parte dos recursos proporcionados pelo petróleo. "Estão em debate apenas 4% dos recursos gerados. Por que não discutimos para onde vão os outros 96%?" questionou.

 

O deputado Chico Alencar (Psol-RJ) disse que o Rio de Janeiro precisa ser mais respeitado. “O Rio não é o Brasil todo, mas é o maior produtor de petróleo do País”, ressaltou.

 

Partilha
O regime de partilha é uma forma de contrato em que a União fica com parte do petróleo retirado depois de declarada a viabilidade comercial da jazida. Os riscos ficam todos com o consórcio vencedor. Caso seja declarada a viabilidade de um poço, os custos e os investimentos realizados são ressarcidos.

 

No caso desses contratos, o Senado manteve em 10% o índice de royalties a ser pago pelas petrolíferas com base no total produzido. Na primeira votação na Câmara, o índice havia subido para 15%.

 

Outra mudança feita na Casa e excluída pelo Senado é a que determinava, às petrolíferas, a inclusão do gás queimado nas plataformas e do petróleo perdido (em vazamentos, por exemplo) no volume total para efeitos de cálculo dos royalties.

 

Texto incorporado
O projeto enviado à Câmara tratava apenas da criação do Fundo Social para receber recursos do pré-sal.

 

Na votação no Senado, foi incorporado ao projeto o texto do PL 5938/09, relatado pelo líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), que regulamentava o regime de partilha e a nova regra de distribuição dos royalties.

Fonte: Agência Câmara

 


 

03/12/10 - Carência para saque de conta do FGTS poderá ser reduzida para um ano

 

O trabalhador que passar um ano fora do regime do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) poderá ter direito a sacar o saldo da conta vinculada do fundo já no primeiro dia útil após o fim desse prazo. A redução da carência para saque nesta circunstância foi estabelecida em projeto de lei (PLS 153/06) da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT), pronto para ser votado, em caráter terminativo, pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

 

Atualmente, a Lei 8.036/90, que regula o FGTS, exige que o trabalhador passe três anos fora do regime do fundo e espere a data de seu aniversário para poder sacar o saldo de sua conta vinculada. O encurtamento desse prazo de três para um ano foi defendido por Serys como uma forma "de fazer justiça a trabalhadores que precisam destes recursos para reorganizar suas vidas profissionais".

 

É importante assinalar que o PLS 153/06, originalmente, foi apresentado para permitir o pagamento de créditos do FGTS - gerados por expurgos inflacionários de planos econômicos dos anos de 1980 e 1990 - de forma direta ao trabalhador. A mudança na concepção do projeto foi feita por substitutivo da própria autora. Serys concluiu que não há mais expurgos a serem pagos porque o próprio governo federal, por meio da Lei Complementar 110/01, reconheceu o direito e determinou o depósito dessa correção nas contas do FGTS.

 

O relator na CAS, senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), acabou recomendando a aprovação da matéria com as adaptações feitas pelo substitutivo Substitutivo é quando o relator de determinada proposta introduz mudanças a ponto de alterá-la integralmente, o Regimento Interno do Senado chama este novo texto de "substitutivo". Quando é aprovado, o substitutivo precisa passar por "turno suplementar", isto é, uma nova votação.. Se não houver recurso para votação em Plenário, o PLS 153/06 segue direto para exame na Câmara dos Deputados.

Fonte: Agência Senado

 


 

03/12/10 - Empresa que obrigou empregado a renunciar a cargo na CIPA é condenada a pagar o período da estabilidade

 

No caso analisado pela 8a Turma do TRT-MG, o trabalhador pediu a condenação das reclamadas ao pagamento do período de estabilidade provisória a que teria direito, caso continuasse como membro da CIPA. É que ele alegou ter sido coagido a renunciar ao cargo, exatamente para que a sua empregadora pudesse dispensá-lo. Para a Turma, as provas do processo deixaram claro que o reclamante foi, mesmo, forçado a abrir mão do seu mandato na CIPA, com o objetivo único de ser despedido. Considerando que o ato de renúncia é nulo, os julgadores mantiveram a sentença que condenou as empresas, uma delas de forma subsidiária, ao pagamento dos salários, desde a dispensa até o fim do período de estabilidade.

 

O reclamante era empregado de uma empresa de logística que prestava serviços para uma empresa fabricante de cigarros. Era integrante da CIPA e, em setembro de 2008, ao chegar ao local de trabalho, foi barrado na portaria e encaminhado para uma sala do setor de contabilidade. Lá, informaram-lhe que houve um furto de caixas de cigarro e o seu nome foi citado como participante do ato. Permaneceu nessa sala, de 6h às 9h30 da manhã, sendo pressionado a confessar o furto. Quando um dos prepostos lhe disse que a sua filha, a qual trabalhava na fábrica de cigarros, seria prejudicada, cedeu à pressão e assinou um termo de desistência da CIPA, sendo dispensado sem justa causa no mesmo dia. A filha, também, foi dispensada um mês depois.

Embora as reclamadas neguem a existência da coação e a própria acusação de participação do trabalhador no furto, a desembargadora Denise Alves Horta constatou que quem está falando a verdade é o empregado. Toda a prova do processo está de acordo com o relato inicial. A começar pelo fato de o empregado, admitido na empresa de logística, em abril de 2004, ter sido dispensado, sem justa causa, em 25 de setembro de 2008, no mesmo dia em que renunciou ao seu mandato como integrante da CIPA, em audiência extraordinária, especialmente convocada para esse fim. E não há dúvida de que o reclamante não esteve envolvido no furto de cigarros, porque, além de o preposto de sua empregadora ter declarado que ele era inocente, o próprio autor do crime, ouvido como testemunha, afirmou que o trabalhador não participou do furto da mercadoria. Nem mesmo o inquérito civil e a ação penal dão qualquer indicativo de que o reclamante tenha tido participação no ato.

No entanto, destacou a relatora, esse mesmo preposto confirmou o interrogatório do empregado. Logo após, houve a reunião em que o trabalhador renunciou ao mandato da CIPA e, consequentemente, à estabilidade provisória. Apesar de as empresas negarem a coação, outras testemunhas disseram também terem sido acusadas de participação no furto e, pelo menos uma delas, foi, igualmente, forçada a pedir demissão. "Portanto, a divulgação na empresa do envolvimento do reclamante em ato de improbidade e a inexistência de provas nesse sentido, somente respaldam a constatação de que ele foi, de fato, coagido a renunciar ao seu cargo de cipista"- enfatizou a desembargadora. Entendendo que o ato é nulo, por vício de vontade, a relatora manteve a condenação das empresas, a tomadora dos serviços, de forma subsidiária, ao pagamento dos salários, desde a dispensa, até um ano após o término do mandato, quando termina o período de estabilidade. (RO nº 01608-2008-043-03-00-9)

Fonte: Jusbrasil

 


 

03/12/10 - Justiça do Trabalho é competente para reconhecer tempo especial de aposentadoria

 

A Sétima Turma do Tribunal Superior do Trabalho decidiu que a Justiça do Trabalho é competente para julgar processo em que ex-empregados da Telemar Norte Leste S.A. solicitam o reconhecimento de tempo especial de aposentadoria por terem exercido atividades insalubres e de periculosidade no período em que prestaram serviço na empresa.


Embora a Constituição atribua à Justiça Federal a competência para julgar questões de natureza previdenciária (art. 109, I, da CF), a Sétima Turma entendeu que não era esse o caso, já que há interesse “nitidamente trabalhista, pois se destina à apuração do trabalho em ambiente nocivo”.


Os ex-empregados da Telemar ajuizaram ação na Justiça do Trabalho após a empresa se recusar a fornecer o formulário especifico para informações sobre atividades exercidas em condições especiais com “as reais funções” desenvolvidas por eles.

No processo, alegam que, durante todo o contrato de emprego, trabalharam em contato permanente com energia elétrica, bem como com outros agentes insalubres, portanto, em condições periculosas e insalubres. Embora a ação tenha sido ajuizada contra a Telemar, o INSS entrou no processo como assistente, pois entendeu ser parte interessada no caso.

Os ex-empregados conseguiram sair vitoriosos na Vara do Trabalho e no Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região (MG), que julgou recurso contra a sentença. De acordo com o TRT, a ação é voltada plenamente para o ambiente do trabalho. Envolve a empresa e não o INSS, “que comparece como mero assistente, na forma do artigo 50 do CPC”. Assim, não existiria “dúvida acerca da competência desta Justiça do Trabalho”.


Inconformado, o INSS interpôs recurso ao Tribunal Superior do Trabalho alegando novamente incompetência da Justiça do Trabalho para analisar a questão. No entanto, o juiz convocado Flávio Portinho Sirangelo, relator na Sétima Turma, não acatou o recurso. Segundo ele, ficou “evidente que não se trata, no caso, de ação previdenciária”, até porque nada foi postulado “contra os interesses da autarquia da Previdência”.


Para o relator, a questão disposta na pretensão inicial tem origem no ambiente de trabalho, pois cuida da realidade funcional, para se “determinar à empresa o cumprimento da formalidade que lhe diz respeito, para que, munido desta documentação, possa o trabalhador pleitear junto ao órgão previdenciário estatal a averbação do tempo de serviço para o cálculo da aposentadoria especial”.

Fonte: TST

 


 

02/12/10 - Aposentadoria: Tábua de vida do IBGE muda fator previdenciário
 

A nova expectativa de vida, divulgada nesta quarta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), altera o Fator Previdenciário, usado para calcular o valor das aposentadorias por tempo de contribuição. A nova tabela incidirá nos benefícios requeridos a partir de hoje, pois, de acordo com a lei, a Previdência Social deve considerar a expectativa de sobrevida do segurado na data do pedido do benefício para o cálculo do Fator Previdenciário.

Na nova tábua, considerando-se a mesma idade e tempo de contribuição, um segurado com 55 anos de idade e 35 anos de contribuição que requerer a aposentadoria a partir de hoje, terá que contribuir por mais 41 dias corridos para manter o mesmo valor de benefício se tivesse feito o requerimento ontem. Um segurado com 60 anos de idade e 35 de contribuição deverá contribuir por mais 48 dias para manter o valor.

As projeções do IBGE mostram que a expectativa de vida cresce a cada ano. Dessa forma, um segurado que se aposente aos 60 anos de idade tinha uma sobrevida estimada de 21,3 anos em 2009, contra 21,2 anos em 2008 e 21,1 anos em 2007. Pelas projeções do IBGE, a expectativa de vida ao nascer subiu de 72,9 anos de idade para 73,2, de 2008 para 2009.

O Fator Previdenciário é utilizado somente no cálculo do valor da aposentadoria por tempo de contribuição. Na aposentadoria por invalidez não há utilização do fator, e, na aposentadoria por idade, a fórmula é utilizada opcionalmente, apenas quando aumentar o valor do benefício.

Pelas regras da aposentadoria por tempo de contribuição, se o fator for menor do que 1, haverá redução do valor do benefício. Se o fator for maior que 1, há acréscimo no valor e, se o fator for igual a 1, não há alteração.

O novo Fator Previdenciário será aplicado apenas às aposentadorias solicitadas a partir de hoje. Os benefícios já concedidos não sofrerão qualquer alteração em função da divulgação da nova tábua de expectativa de vida do IBGE. A utilização dos dados do IBGE, como uma das variáveis da fórmula de cálculo do fator, foi determinada pela Lei 9.876, de 1999, quando se criou o mecanismo.

Fonte: ACS/MPS

 


 

02/12/10 - Conselho de Relações do Trabalho vai ser instalado dia 14 de dezembro

 

Em reunião com as centrais sindicais na tarde do dia 23 de novembro, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou que vai instalar o Conselho de Relações do Trabalho (CRT) no próximo dia 14 de dezembro.

 

Criado pela Portaria 2.092, de 2 de setembro de 2010, o Conselho será um órgão tripartite (trabalhadores, empresários e governo) e terá a finalidade de promover a democratização das relações do trabalho e o tripartismo, o entendimento entre trabalhadores, empregadores e governo federal a respeito de temas relativos às relações do trabalho e à organização sindical e fomentar a negociação coletiva e o diálogo social.

 

Os trabalhadores serão representados no CRT pelas centrais sindicais reconhecidas - Força Sindical, CUT, CTB, UGT, NCST e CGTB. As dez vagas da bancada dos trabalhadores serão distribuídas proporcionalmente às centrais sindicais, de acordo com o Índice de Representatividade publicado anualmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego, após garantir a representação mínima de um conselheiro a cada central.

 

O Conselho, órgão de natureza orientadora, vinculado ao Ministério do Trabalho e Emprego, terá por finalidade:

 

1) apresentar estudos e subsídios com vistas à propositura, pelo MTE, de anteprojetos de lei e normativas que versem acerca de relações de trabalho e organização sindical;

 

2) propor diretrizes de políticas públicas e opinar sobre programas e ações governamentais no âmbito das relações de trabalho e organização sindical;

 

3) constituir grupos de trabalho com funções específicas e estabelecer sua composição e regras de funcionamento;

 

4) pronunciar-se sobre outros assuntos que lhe sejam submetidos pelo Ministro de Estado do Trabalho e Emprego, no âmbito das relações de trabalho e da organização sindical;

 

5) auxiliar o MTE nas discussões acerca das categorias sindicais, bem como na discussão dos assuntos relacionados às relações do trabalho de modo geral.

(Por Marcos Perioto, no www.fsindical.org.br)

Fonte: Diap

 


 

02/12/10 - Importações voltam a bater recorde e baixam saldo comercial em novembro

No mês passado, superávit da balança comercial somou US$ 312 milhões.

Este é o segundo pior saldo do ano, perdendo apenas para janeiro

 

As importações somaram US$ 17,37 bilhões em novembro deste ano, o equivalente a US$ 868 milhões por dia útil, e, com isso, bateram recorde histórico, segundo números divulgados nesta quarta-feira (1º) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

 

A série histórica divulgada pelo Ministério tem início em janeiro de 2003. Até o momento, o maior valor para importações em um mês havia sido registrado em setembro deste ano, com US$ 17,74 bilhões importados e média diária de compras do exterior de US$ 846 milhões. A comparação pela média diária é considerada mais apropriada por especialistas.

 

O dólar barato e o crescimento do emprego e da renda, junto com a elevação dos investimentos, segundo economistas, são o combustível para o forte crescimento das importações neste ano. Com o dólar em um nível considerado baixo, as compras do exterior ficam mais baratas, enquanto as exportações brasileiras se tornam mais caras.

 

Exportações e saldo comercial em novembro
Já as exportações, segundo dados do governo, somaram US$ 17,68 bilhões no mês passado, ou US$ 884 milhões por dia útil. Com isso, ficaram abaixo de outubro (US$ 919 milhões por dia útil) e setembro (US$ 896 milhões de média diária) deste ano.
 

Com o forte crescimento das importações no mês passado, superávit da balança comercial brasileira (exportações menos importações), somou US$ 312 milhões em novembro. Esse é o segundo pior saldo comercial de 2010, perdendo apenas para o mês de janeiro - quando foi registrado um déficit de US$ 177 milhões.

 

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a novembro de 2010, o superávit da balança comercial brasileira somou US$ 14,93 bilhões, com queda de 35,4% frente ao mesmo período do ano passado (US$ 23,1 bilhões), informou o Ministério do Desenvolvimento.
 

Números do governo mostram que as compras do exterior também avançaram, na parcial de 2010, a um ritmo bem mais forte do que as exportações brasileiras. De janeiro a novembro, as importações somaram US$ 166 bilhões, ou US$ 728 milhões por dia útil. Já as vendas ao exterior totalizaram US$ 180,99 bilhões no acumulado deste ano, o equivalente a US$ 793 milhões por dia útil. Em 2010, as importações subiram 43,9%, e as exportações avançaram 30,7%. (G1)

Fonte: Gazeta do Povo

 


 

02/12/10 - Contribuinte já pode receber número do CPF nas agências dos Correios

 

O cidadão já pode receber o número do CPF na hora em todas as 6.249 unidades dos Correios. Nas agências da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, isso será possível no ano que vem. Antes, a geração e fornecimento do número do CPF ao contribuinte podiam demorar até sete dias úteis.

Segundo a Receita Federal, após o atendimento nas agências dos Correios, o contribuinte poderá imprimir o comprovante de inscrição no CPF pela página da Receita Federal na internet (www.receita.fazenda.gov.br), por meio de certificado digital ou código de acesso.

Com isso, acabam a emissão do cartão do CPF em plástico e  a necessidade da emissão da segunda via, já que o comprovante de Inscrição estará disponível gratuitamente para todos os contribuintes no site da Receita.

Se, durante o atendimento para a aquisição do número, houver alguma situação impeditiva, o contribuinte será informado imediatamente de que existem pendências, mas sem quebra do sigilo. Dessa forma, o cidadão poderá se dirigir a uma unidade da Receita Federal para resolver as pendências. (Repórter Daniel Lima)

Fonte: Agência Brasil

 


 

02/12/10 - Salário médio de admissão cresceu 29,5% acima da inflação em 8 anos

No período, foram pagos 97,2 milhões de Abonos Salariais.

Sine conseguiu emprego com carteira assinada para 7,3 milhões de trabalhadores brasileiros

 

Os salários médios de admissão dos trabalhadores brasileiros apresentaram aumento real de 29,51% no período de 2003 a 2010. O resultado provém de ganhos reais para ambos os gêneros, apontando aumento real de 31,79% para os homens e de 25,84% para as mulheres, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

Ao longo do governo Lula, o rendimento médio dos trabalhadores formais apresentou aumento real, acima da inflação, de 18,25%. Esse comportamento foi oriundo da elevação de 27,40% dos rendimentos médios dos vínculos empregatícios Estatutários (servidores públicos) e de 16,14% dos Celetistas (carteira assinada).

 

O secretário de Políticas Públicas de Emprego do MTE, Carlo Simi, explica o ciclo da empregabilidade no Brasil a partir do aquecimento do consumo interno. "É como o ministro (do Trabalho) Carlos Lupi diz sempre: com mais dinheiro no bolso, o trabalhador compra mais, fazendo aumentar o consumo, que faz aumentar a produção, que faz aumentar o número de empregos".

 

Os próximos avanços do MTE, segundo lista Carlo Simi, incluem uma Proposta de Emenda Constitucional para conceder status constitucional à oferta de qualificação profissional aos trabalhadores em situação de desemprego; a garantia de qualificação profissional gratuita aos estudantes que terminam o ensino médio; uma determinação de atuação prioritária dos Estados e do DF na qualificação profissional, além de um Projeto de Lei que destina os recursos excedentes do pagamento dos benefícios do Abono Salarial e seguro-desemprego ao custeio das ações de qualificação do Programa Nacional de Qualificação.

 

Abono Salarial - Entre 2003 e 2010 foram pagos 97,2 milhões de benefícios, com transferência de R$ 36,5 bilhões diretamente para os bolsos dos trabalhadores. Segundo Carlo Simi, a identificação dos beneficiários apresenta crescente aumento na demanda do pagamento.

 

"Este universo fica cada vez maior na medida em que se destacam os recordes sucessivos na geração de emprego, aliado à política de valorização do salário mínimo. Mas há recursos, porque quanto mais gente com emprego formal, maior é a arrecadação do Fundo de Amparo ao Trabalhador", diz Simi.

 

Sine - No acumulado de janeiro de 2003 até setembro de 2010, o Sistema Nacional do Emprego (Sine), que realiza intermediação pública e gratuita de mão-de-obra colocou no mercado de trabalho 7.334.452 trabalhadores; captou 15.913.615 vagas e encaminhou para entrevistas 35.317.800 pessoas.

 

Para tanto, as 1.388 unidades de atendimento estão estruturadas para fazer o cadastramento informatizado dos dados pessoais e profissionais dos trabalhadores, empregadores e vagas captadas, assim como todas as movimentações que resultem ou não na colocação do trabalhador no mercado de trabalho, fazendo uso do sistema informatizado de propriedade do MTE, disponibilizado gratuitamente.

 

Carlo Simi explica as ações do Programa Seguro-Desemprego, executadas pelo Sistema Nacional de Emprego (Sine): "Este programa tem como objetivo a disponibilização, para trabalhadores e empregadores, das ações integradas de intermediação de mão-de-obra, habilitação ao seguro-desemprego, qualificação social e profissional e informações sobre o mercado de trabalho".

Fonte: MTE

 


 

02/12/10 - Multa de 40% sobre o FGTS incide sobre expurgos inflacionários

 

A indenização de 40% sobre o FGTS incide sobre a correção monetária assegurada pela Lei Complementar 110/2001, devendo ser paga ao final do contrato de trabalho, independente de o trabalhador ter ajuizado ação contra a CEF para receber aquele acréscimo, popularmente conhecido como expurgos inflacionários. Com esse fundamento, a 1a Turma do TRT-MG modificou a decisão de 1o Grau e condenou a reclamada a pagar ao ex-empregado a diferença da multa de 40% sobre o saldo do FGTS.

 

O reclamante afirmou que a indenização de 40%, paga no momento da rescisão do contrato de trabalho, não foi calculada considerando o acréscimo de correção monetária decorrente dos expurgos inflacionários. A reclamada, por sua vez, alegou a ocorrência da prescrição, sustentando, ainda, que a indenização foi calculada com base no saldo fornecido pela Caixa Econômica Federal. O juiz de 1o Grau nem chegou a analisar o direito à diferença pedida porque entendeu que houve prescrição.

 

Mas o juiz convocado Cléber Lúcio de Almeida não concordou com esse posicionamento. Isso porque o reclamante foi dispensado em janeiro de 2009 e propôs a reclamação trabalhista em agosto do mesmo ano. Assim, o direito ao recebimento da diferença somente surgiu com a dispensa do trabalhador, porque, nesse momento, é que ele recebeu a indenização e, a partir daí começou a correr a prescrição. "A entrada em vigor da Lei Complementar 110/2001 ou o trânsito em julgado da decisão que reconhece o direito ao acréscimo de correção monetária somente servirão como termo inicial para contagem do prazo prescricional quando forem posteriores à dispensa do trabalhador" - ressaltou.

 

Por outro lado, observou o relator, os extratos existentes no processo comprovam que o acréscimo de correção monetária assegurado pela LC 110/2001 não foi creditado ao reclamante. No entanto, esse crédito é um direito expressamente assegurado por lei. Com isso, independente de ter sido proposta ação contra a Caixa, o trabalhador tem direito ao acréscimo de correção monetária e, como consequência, à indenização de 40% sobre ele incidente. "Neste contexto, o recurso é provido, para deferir ao reclamante a indenização de 40% incidente sobre o acréscimo de correção monetária assegurada pela Lei Complementar n. 110/2001, observando-se os índices estabelecidos no seu artigo 4o"- concluiu. (RO nº 01370-2009-031-03-00-2)

Fonte: Âmbito Jurídico

 


 

02/12/10 - Trabalhador eletrocutado e sua família ganham indenização

 

A empresa Rio Grande de Energia S. A. tentou, em vão, se livrar ou reduzir o valor de uma condenação por danos morais, estéticos e materiais, originária de um acidente de trabalho que mutilou os membros superiores de um empregado. A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso empresarial e avaliou que o valor da indenização, arbitrado em R$ 120 mil, não correspondia adequadamente a dano de tamanha gravidade.


Ao manifestar seu voto na sessão de julgamento, o relator, ministro Walmir Oliveira da Costa, ressaltou a curiosidade da reclamação trabalhista pelo fato de ter sido ajuizada pelo empregado e seus dependentes, mulher e dois filhos, com pedido de indenização para cada um. O empregado havia pedido indenização pessoal de 400 salários mínimos, mas a sentença deferiu o valor de R$ 120 mil para todos.


O acidente ocorreu em 2001, quando o empregado investigava uma interrupção de energia elétrica na cidade de Vacaria. Ao subir na parte metálica das instalações de uma subestação, pela altura dos cinco metros, o trabalhador tocou em uma peça que estava energizada e, mesmo estando com cinto e luvas, foi brutalmente eletrocutado. As consequências foram graves: ele perdeu o braço direito e o antebraço esquerdo, aos 41 anos de idade. “Tal acidente foi devido a um ato inseguro em local de condição insegura”, concluiu o perito.

Além da indenização, a empresa foi condenada ao pagamento de pensão mensal de dez salários mínimos até o empregado atingir 70 anos, valor que o Tribunal Regional da 4ª Região reduziu para cinco salários. Insatisfeita ainda assim com a condenação, a empresa recorreu, alegando contradição na decisão regional que lhe teria imputado tanto a responsabilidade civil objetiva como a subjetiva – a objetiva dispensa comprovação de culpa, tendo em vista que o risco é inerente à atividade empresarial.


Para o relator, não há contradição na decisão que considerou haver tanto a responsabilidade objetiva da empresa no acidente quanto a subjetiva. No caso, explicou o ministro, uma não excluiu necessariamente a outra. Tal entendimento, a seu ver, está fundamentado na decisão vinculante do Supremo Tribunal Federal (ADI 639/DF, DJ 21/10/2005), que dispõe que “o rol de garantias do art. 7º da Constituição não exaure a proteção dos direitos sociais”. Na verdade, o que a empresa pretendia, com o recurso, era se exonerar da responsabilidade pelo dano causado ao empregado, mas o acórdão regional registrou a sua culpa concorrente no caso.


Segundo o relator, o recurso da empresa apenas procurava reexaminar os fatos e provas já avaliadas pelo 4º Tribunal Regional, o que não é permitido nesta instância recursal, como dispõe a Súmula nº 126 do TST.
(RR-2500-71.2006.5.04.0461)

Fonte: TST

 


 

 

01/12/10 - Dívida pública soma R$ 1,436 trilhão em outubro, mostra Banco Central

 

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 1,436 trilhão, em outubro, informou nesta terça-feira (30) o Banco Central (BC). Esse resultado representa 41,3% de tudo o que o país produz – Produto Interno Bruto (PIB). Em relação a setembro, houve redução de 0,2 ponto percentual nessa relação. A dívida em relação ao PIB no mês passado é a mais baixa desde abril de 2009 (40,3% do PIB).

 

Segundo o BC, contribuíram para essa redução o superávit primário do mês, que não considera mais no cálculo o Grupo Eletrobras, e o crescimento do PIB.

No ano, a relação entre dívida e PIB teve queda de 2,1 pontos percentuais. “Os principais fatores que contribuíram para essa redução foram o superávit primário, com 2,5 pontos percentuais do PIB, e o efeito do crescimento do PIB corrente, com 4,2 pontos percentuais”, diz relatório do Banco Central.

 

Em sentido contrário, diz o documento do BC, os juros nominais apropriados à dívida e a valorização cambial de 2,3% no ano contribuíram para elevações de 4,5 pontos percentuais e de 0,3 ponto percentual do PIB, respectivamente.

Segundo o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, a expectativa é de desaceleração da dívida líquida em relação ao PIB. A projeção para novembro é de 41%. Para o ano, com a exclusão da Eletrobras do cálculo do superávit primário, a projeção do BC para a relação entre a dívida líquida do setor público passou de 40% do PIB para 40,5%. (Repórter Kelly Oliveira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

01/12/10 - Confiança dos empresários cai ao menor nível dos últimos 12 meses, aponta FGV

 

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 1,1% em novembro passando de 114,0 pontos (outubro) para 112,7 pontos. Esse resultado ficou bem abaixo do recorde do ano, registrado em março com 116,5 pontos, e foi o nível mais baixo desde novembro do ano passado (109,6 pontos). Em outubro, o índice tinha avançado 0,5%.

 

Os dados são da pesquisa Sondagem da Indústria de Transformação feita com 1.192 empresas cujo faturamento chega a R$ 620,1 bilhões. De acordo com a avaliação técnica da FGV, há um ano as expectativas dos empresários sobre a evolução da economia no curto prazo, por um período de seis meses, “eram mais favoráveis que agora”.

 

Mais da metade dos consultados (51,7%) manifestaram otimismo com relação à possibilidade de melhoria do ambiente para os negócios, entre novembro deste ano e abril de 2011. O índice de otimismo registrado em outubro, entretanto, tinha sido maior e alcançado o percentual de 59,7%.

 

A pesquisa mostra também uma pequena diminuição no total dos mais pessimistas que passaram de 4% para 3,6%. Quanto ao nível de utilização da capacidade instalada da indústria (Nuci), o índice passou de 85,2% para 84,5%, o menor desde março deste ano (84,3%). (Repórter Marli Moreira)

Fonte: Agência Brasil

 


 

01/12/10 - Pesquisa mostra que eleitores já esqueceram em quem votaram

 

Passados pouco menos de dois meses do primeiro turno das eleições, cerca de um quinto dos eleitores brasileiros não se lembram mais em quem votaram para os cargos legislativos.

 

Segundo pesquisa realizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o esquecimento da população é maior entre aqueles que concorreram ao cargo de deputado estadual. Neste caso, 23% dos entrevistados afirmaram que não se recordam do candidato escolhido.

 

Outros 21,7% declararam que esqueceram os votos dados para deputado federal. No caso de senador, o esquecimento foi de 20,6% dos entrevistados. O levantamento foi feito por meio de duas mil entrevistas divididas nas cinco regiões do país e em 24 estados.

 

Um sorteio aleatório selecionou 136 municípios dentro desse universo para entrevistar as pessoas logo após o segundo turno das eleições.

 

O estudo ocorreu entre os dias 3 e 7 de novembro e tem margem de erro de 2,2% para mais ou para menos.

Os entrevistados tinham entre 16 e 70 anos com variação de escolaridade entre a 4ª séria do ensino fundamental e o ensino superior completo. Além disso, 32% declararam ter o ensino médio completo. (Por Fernando Taquari, no Valor Econômico)

Fonte: Diap

 


 

01/12/10 - Oferta de energia no Brasil deve crescer mais de 50% até 2019

 

A oferta de energia elétrica no Brasil deverá crescer 53,7% até 2019, é o que prevê o Ministério de Minas e Energia (MME) que aprovou o Plano Decenal de Energia (PDE 2019) que serve como parâmetro para o desenvolvimento de ações do setor no País. Considerando todas as fontes de energia, o Plano indica um consumo final que passará de 228 milhões de toneladas equivalentes de petróleo (tep) em 2010 para 365,7 milhões tep em 2019, volume que corresponde a um crescimento médio ao ano de 5,4%. Para isso, a previsão de investimento total é de R$ 952 bilhões.

Somente em energia elétrica, o PDE 2019 aponta a necessidade de aportes de R$ 214 bilhões. Esses recursos deverão ser utilizados para a expansão da capacidade de geração e de transmissão. Deste total, R$ 108 bilhões deverão ser aplicados em empreendimentos ainda não licitados ou autorizados. Já em transmissão, a parcela destinada pode chegar a R$ 39 bilhões para finalizar a integração do sistema brasileiro e melhorar a capacidade brasileira de exportar energia entre as regiões do País. Com isso, a oferta aumentará de 539,9 TWh (previsão deste ano) para 830 TWh para daqui a nove anos.

Segundo o economista Nivalde de Castro, do Grupo de Estudos do Setor Elétrico (Gesel) do Instituto de Economia da UFRJ, esse Plano na verdade é um documento que orienta os agentes do setor para os próximos 10 anos. Em sua opinião, o gás natural deverá ter destaque nos próximos anos com o aumento da oferta do insumo para a geração de energia. "Essa fonte pode ser uma boa forma de complementar o sistema hidráulico que existe atualmente, desde que o preço seja mais competitivo", avaliou ele. "Essa questão passa direto pela questão do monopólio da Petrobras em comercializar o gás no Brasil, mas a ANP tem exercido um papel importante ao limitar a queima, fato que leva a uma maior oferta do insumo ao mercado", completou.

Petróleo e gás
Apesar de indicar um aumento de mais de 50% na oferta de energia elétrica, a maior fatia do PDE 2019 está prevista para a exploração, produção de petróleo e gás natural, R$ 672 bilhões. A previsão é que a oferta desses dois insumos aumente 161% e 187%, respectivamente. Já a rede de gasodutos deverá aumentar em 1,7 mil quilômetros.

Segundo o MME, a demanda brasileira de biocombustíveis líquidos terá um crescimento médio anual de 8,7% para o etanol e de 9,8% para o biodiesel, implicando investimentos de R$ 66 bilhões até 2019.

Fonte: DCI

 


 

01/12/10 - Salário contratual serve como base de cálculo para adicional de insalubridade

 

A Primeira Turma do Tribunal Superior do Trabalho adotou o salário contratual como base de cálculo para o adicional de insalubridade deferido a um empregado da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira. A decisão observou determinação do Supremo Tribunal Federal que fixou a nova base de cálculo em atenção à Constituição de 1988.

Inconformado com o entendimento do TST em estabelecer o salário mínimo como base de cálculo para o adicional de insalubridade, o empregado entrou com recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal e obteve êxito. A Segunda Turma do STF considerou inconstitucional a questão e determinou ao TST que utilizasse o salário contratual e não o salário mínimo para cálculo do adicional ao empregado.

Ao avaliar o caso na Corte trabalhista, o relator e presidente da Primeira Turma, ministro Lélio Bentes Corrêa, manifestou que embora o entendimento do TST já estivesse consolidado nas edições da Súmula 228 e do Precedente nº 2 da Orientação Jurisprudencial da SBDI-1, “retomava-se o debate sobre o tema”, uma vez que o STF considerou o entendimento da justiça trabalhista ofensivo ao artigo 7º, IV, da Constituição da República.

Na opinião do relator, o adicional deverá incidir sobre o salário contratual, uma vez que o artigo 7º, inciso XXIII, da Constituição prevê o adicional de remuneração para o trabalho prestado em condições penosas, insalubres ou perigosas. “Tem-se, portanto, que o legislador constituinte pretendeu dar o mesmo tratamento aos adicionais de insalubridade e periculosidade, razão por que para fixar a base de cálculo do adicional de insalubridade aplica-se, analogicamente, o disposto no artigo 193, § 1º, da CLT”, que trata das atividades ou operações perigosas, manifestou. A Primeira Turma seguiu unanimemente o voto do relator.

(RR-494331-04.1998.5.03.0102)

Fonte: TST

 


 

01/12/10 - Empresa não pode ser obrigada a adotar turno ininterrupto de revezamento

 

De acordo com a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho, o empregador não precisa adotar o sistema de turno ininterrupto de revezamento, previsto no artigo 7º, XIV, da Constituição Federal, mesmo que a empresa funcione ininterruptamente por 24 horas, se os empregados são contratados com jornada fixa de oito horas diárias.

No caso analisado pela ministra Maria de Assis Calsing, o Sindicato dos Trabalhadores no Comércio de Ananindeua (Sintracom) queria que a Justiça obrigasse a Líder Supermercados e Magazine a implantar a jornada de turno ininterrupto de revezamento na loja existente na Rodovia BR-316. Com essa medida, a jornada dos funcionários seria reduzida de oito para seis horas diárias.

O Tribunal do Trabalho do Pará e Amapá (8ª Região) constatou que inexistia norma coletiva regulando a jornada nessa loja e que os empregados eram contratados para prestar serviço em turnos fixos de oito horas diárias. Portanto, na avaliação do Regional, sendo o turno fixo, a empresa não era obrigada a estabelecer turno de revezamento.

Durante o julgamento do recurso de revista do sindicato no TST, a advogada esclareceu que havia norma coletiva vigente até o início de 2007 garantindo o regime de compensação 12X36 horas aos empregados. No entanto, o instrumento coletivo seguinte não foi assinado pela Líder – daí a iniciativa da ação.

Segundo a defesa, a Líder deveria adotar turno de seis horas no estabelecimento, como recomenda a Constituição, uma vez que o turno de oito horas causa enormes prejuízos à saúde do trabalhador, em particular àqueles que prestam serviço à noite. Alegou ainda que os empregados do turno da noite ficam, na prática, nove horas à disposição da empresa, porque o descanso de uma hora (intervalo intrajornada), nessas situações, é inútil, não servindo para nada.

Mas a relatora, ministra Maria de Assis Calsing, explicou que a decisão do TRT não desrespeitara o dispositivo constitucional que garante jornada de seis horas para quem trabalha em turno ininterrupto de revezamento. Apenas os empregados que trabalham em turnos diurno e noturno, com sucessivas modificações de horários, em atividade empresarial contínua, têm direito à jornada reduzida. Nessas hipóteses, a alternância de horário prejudica o metabolismo humano, o que justifica a concessão do turno de revezamento.

Enfim, como no caso examinado não ocorria modificação no horário de trabalho, pelo contrário, os empregados possuíam jornada fixa, a relatora rejeitou (não conheceu) o recurso do sindicato. Da mesma forma, votaram os ministros da Quarta Turma.

O ministro Fernando Eizo Ono lembrou que a intenção do legislador constituinte não foi obrigar as empresas que funcionam 24 horas a adotar o turno ininterrupto de revezamento. O presidente do colegiado, ministro Barros Levenhagen, chamou a atenção para o fato de que a matéria debatida deveria ser objeto de negociação coletiva. (RR-57800-23.2007.5.08.0121)

Fonte: TST

 


 

01/12/10 - Jader Barbalho renuncia ao mandato de deputado

 

A deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) leu em plenário a carta de renúncia ao mandato do deputado Jader Barbalho (PMDB-PA). A carta foi entregue na manhã desta terça-feira (30) à Mesa Diretora da Câmara. Grazziotin presidia a sessão, no momento da leitura.

 

Jader concorreu ao Senado na última eleição e recebeu 1,8 milhão de votos, mas não foi considerado eleito porque sua candidatura havia sido negada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/10) - decisão que foi mantida pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

"Estou, face à decisão do STF, na extravagante situação de ser, ao mesmo tempo, elegível e inelegível, em decorrência de um empate que acaba por anular o voto de 1,8 milhão de eleitoras e eleitores do Pará, cassando meu mandato de senador da República para o qual fui democraticamente eleito", diz o deputado, na carta.

 

"Retorno ao Pará para empreender minha luta, ainda acreditando na via judicial para corrigir a violência política de que sou vítima em plena democracia, junto com 1,8 milhão de paraenses, brasileiros, que não têm dúvida quanto à minha elegibilidade e me escolheram como seu senador da República", acrescenta. Sua vaga será ocupada pela suplente Ann Pontes, também do PMDB.

Fonte: Agência Câmara

 


 

01/12/10 - Variação do salário mínimo não pode ser utilizada como índice de reajuste do auxílio-alimentação

 

Com fundamento em dispositivo constitucional que não permite a vinculação do salário mínimo para qualquer fim (art. 7.º, IV), a Primeira Turma do TST desobrigou a empresa Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental – Sanear de pagar diferenças relativas ao reajuste do auxílio-alimentação com base na variação do salário mínimo. Na prática, a Turma reformou a decisão regional.

A decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 17.ª região (ES), favorável ao apelo do empregado, deu-se com base em lei municipal. O Regional entendeu que ao deferir o pedido, não violou regra de proibição de vinculação ou equiparação salarial para efeito de remuneração do pessoal do serviço público. Reportou-se ainda à autorização expressa do inciso X do art. 37 da Constituição: “– a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4.º do art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a iniciativa privada em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices”.

Assim, atendo-se à legislação municipal, cuja origem não foi impugnada, o Regional concluiu que uma vez adotado o salário mínimo para fins de reajuste do vale-alimentação, “resta apenas reconhecer a obrigação no cumprimento da norma.”

A empresa, inconformada com a fundamentação do acórdão regional, interpôs recurso de revista. Argumentou que por ser autarquia municipal, quaisquer reajustes salariais ou benefícios só podem ser concedidos mediante lei específica e com prévia autorização orçamentária.

O ministro Vieira de Mello Filho, relator do acórdão na Primeira Turma, enfatizou o disposto no art. 7.º, IV, da Constituição quanto à proibição de vinculação do salário mínimo para qualquer fim. Para o relator, essa restrição ocorre a fim de evitar que a variação, decorrente dos reajustes periódicos concedidos para manter o salário mínimo compatível com suas finalidades, venha a constituir fator inflacionante. Sob esse enfoque, Vieira de Mello Filho afirmou que a decisão regional não está em conformidade com o mencionado artigo.

Seguindo os fundamentos da relatoria os ministros da Primeira Turma do TST, unanimemente, conheceram do recurso da empresa, por violação do art. 7.º, IV, da Constituição Federal.(RR-163100-30.2005.5.17.0141)

Fonte: TST

 


 

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