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30/07/10
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Rio de Janeiro tem primeiro semestre recorde na criação
de empregos
O primeiro
semestre deste ano marcou a criação de 88.591 empregos
com carteira assinada no estado do Rio de Janeiro. O
número é recorde para o período na série histórica
iniciada em 1995, segundo nota técnica Acompanhamento do
Mercado Formal de Trabalho Fluminense, elaborada pela
Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), com
base em dados do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged).
O chefe da
Divisão de Estudos Econômicos da Firjan, Guilherme
Mercês, destacou o desempenho recorde da indústria
fluminense no indicador trabalho. “Em linha com o
resultado nacional, onde foram criados quase 1,5 milhão
de empregos no semestre, o Rio de Janeiro registrou mais
de 88 mil postos de trabalho, com destaque para a
indústria da transformação, que gerou 16.523 empregos do
total de novas vagas abertas”, disse nesta quinta-feira
(29) o economista à
Agência Brasil.
O setor de
serviços continuou liderando a geração de empregos no
Rio de Janeiro, com 48.859 vagas, mas, de acordo com
Guilherme Mercês, o aumento foi generalizado. “Todos os
setores econômicos se mostraram bastante aquecidos no
estado, com contratações significativas tanto no
primeiro, quanto no segundo trimestre”, disse.
Ele também
observou que dentro da indústria da transformação, os
setores naval e automobilística, ambas localizadas na
região Sul fluminense, apresentaram incremento das
contratações no semestre, “evidenciando a recuperação
ante a crise mundial que atingiu o país em 2008 e 2009”.
Foram contratados nessas duas áreas da indústria 4.052
trabalhadores.
Para o
economista, as contratações devem continuar nos próximos
meses, mas em um ritmo menos intenso do que o observado
no primeiro semestre. Ele acredita, porém, que 2010 vai
apresentar um dos melhores resultados, em termos de
emprego, dos últimos anos. Para o Brasil, como um todo,
a expectativa é que sejam criados cerca de dois milhões
de empregos. A Firjan não fez ainda projeção para o
volume de empregos para o ano fechado no estado, disse
Mercês.
(Repórter Alana Gandra)
Fonte: Agência Brasil

O Ministério da Previdência publicou no Diário Oficial
da União de terça-feira (27), a Instrução Normativa nº
1, de 22 de julho de 2010, que
estabelece instruções para o reconhecimento do tempo de
serviço público exercido sob condições especiais que
prejudiquem a saúde e a integridade física pelos
regimes próprios de previdência social para fins de
concessão de aposentadoria especial aos servidores
públicos amparados por Mandado de Injunção.
Segundo a
norma, o tempo de serviço público exercido sob condições
especiais prejudiciais à saúde ou à integridade física
será reconhecido pelos regimes próprios da previdência
social da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos
Municípios, nos casos em que o servidor público esteja
amparado por ordem concedida, em Mandado de Injunção,
pelo Supremo Tribunal Federal. Além disto, a
caracterização e a comprovação do tempo de atividade sob
condições especiais obedecerão ao disposto na legislação
em vigor na época do exercício das atribuições do
servidor público.
A Instrução Normativa determina que, até 28 de abril de
1995, data anterior à Lei 9.032, o enquadramento de
atividade especial será concedido para cargo público
"cujas atribuições sejam análogas às atividades
profissionais das categorias presumidamente sujeitas às
condições especiais"; e por exposição a agentes nocivos
no exercício de atribuições do cargo público "em
condições análogas às que permitem enquadrar as
atividades profissionais como perigosas, insalubres ou
penosas, conforme a classificação em função da exposição
aos referidos agentes".
A partir de 29 de abril de 1995, o enquadramento de
atividade especial "observará a relação dos agentes
nocivos prejudiciais à saúde ou à integridade física que
consta do Anexo IV do Regulamento dos Benefícios da
Previdência Social".
Ainda de acordo com a publicação, a constatação das
condições especiais de trabalho será feita através de
formulário de informações sobre as atividades exercidas;
Laudo Técnico de Condições Ambientais de Trabalho,
expedido por médico do trabalho ou engenheiro de
segurança do trabalho; e, no caso dos servidores
expostos a agentes nocivos, parecer da perícia médica.
Vários sindicatos de todo o país ajuizaram, junto ao
Supremo Tribunal Federal, Mandados de Injunção onde
obtiveram vitória na concessão da aposentadoria especial
aos Oficiais de Justiça. O Departamento Jurídico da
Fenassojaf está estudando a Instrução Normativa para
manifestar parecer sobre a determinação.
Fonte: Jusbrasil

Passado um
mês da copa do mundo na África do Sul, quem não se
lembra das polêmicas vuvuzelas sopradas a plenos pulmões
nos estádios de futebol? Pois a exposição a ruído
excessivo pode ocasionar perda da audição e outros
efeitos extra-auditivos, sejam passageiros ou
irreversíveis, segundo pesquisa da Fundacentro sobre
ruídos no ambiente de trabalho.
Segundo o
pesquisador Irlon Ângelo Calmon, essas alterações
decorrem de vários fatores, entre os quais, a
intensidade; as freqüências; o tempo de exposição e a
distribuição do ruído ao longo da jornada; a
suscetibilidade individual e "até mesmo a própria
percepção e atitude de cada indivíduo frente ao ruído",
ressalta.
Alertando para os possíveis efeitos extra-auditivos
induzidos pelo ruído, como problemas psicológicos e
fisiológicos, distúrbios de comunicação, do sono,
circulatórios e comportamentais. Também são
diagnosticadas alterações na atenção e concentração
mental, no ritmo respiratório e ritmo cardíaco. Há
aumento da irritabilidade e perturbações no trabalho,
que acabam alterando o rendimento do trabalhador.
"Para se resguardarem dos danos causados pelo ruído no
ambiente laboral os trabalhadores devem ser orientados e
capacitados sobre os efeitos da exposição e que
resultados negativos o ruído provoca na sua qualidade de
vida", observa Calomon.
O estudioso destaca ainda os procedimentos que as
empresas devem adotar para auxiliar na redução da
exposição ao agente emissor do ruído: a aplicação, os
cuidados e as limitações do uso de protetores auditivos
e as medidas e programas de controle da exposição, tais
como o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA)
e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO).
Prevenção - Além de desenvolver estudos e prestar
assessoria relacionada à prevenção, avaliação e controle
da
exposição ocupacional ao ruído, em atividades
industriais, mineração, construção civil, área florestal
etc., a Fundacentro também atua em parceria com outras
instituições no desenvolvimento de atividades de campo.
Estudos e Difusão - A instituição criada para elaborar e
difundir conhecimentos relacionados com a Segurança e
Saúde no Trabalho tem diversas publicações abordando a
questão do ruído no ambiente laboral, entre as quais,
normas e procedimentos técnicos, manuais de
recomendação, dissertações de mestrado e teses de
doutorado.
A entidade também presta atendimento através de e-mail,
telefone ou diretamente, no Centro Técnico Nacional, em
São Paulo, e nas unidades descentralizadas e promove
cursos abertos ao publico em geral sobre o assunto.
Legislação - A Norma Regulamentadora do Ministério do
Trabalho e Emprego, NR-15 - das atividades e operações
insalubres - conceitua o que é ruído contínuo ou
intermitente e de impacto e os limites de tolerância, no
ambiente de trabalho.
Conceito - Segundo a norma do MTE, para fins de
aplicação de Limites de Tolerância, entende-se por ruído
de impacto aquele que apresenta picos de energia
acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a
intervalos superiores a 1 (um) segundo e por ruído
contínuo e intermitente, todo e qualquer ruído que não
seja de impacto.
Fonte: Jusbrasil

30/07/10
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Aumento da renda muda perfil do eleitor brasileiro,
afirmam especialistas
Com a saída de
9,5 milhões de pessoas da indigência e de 18,4 milhões
da pobreza entre 2004 e 2008, segundo dados do Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), os candidatos
brasileiros se deparam este ano com um novo perfil
eleitoral no país. Na avaliação de especialistas ouvidos
pela Agência Brasil,
esses eleitores terão preocupações diferentes na hora de
votar.
Para o cientista
político da Universidade de Brasília, David Fleischer,
quem antes trocava o voto por um prato de comida nas
eleições, poderá agora demonstrar preocupações menos
imediatistas. “Essas pessoas que tiveram uma ascensão
social estarão mais preocupadas em preservar algum
patrimônio. Elas provavelmente mudaram o lugar de
moradia, seus filhos agora estudam, e elas estarão
preocupadas com essas coisas”, disse.
Na opinião de
Fleischer, esses eleitores podem se tornar mais maduros
no que se refere a questões como educação e saúde. Outro
reflexo que pode ser sentido, segundo ele, é o de um
maior conservadorismo ao analisar as propostas dos
candidatos. “Esse ex-pobre tende a estar mais preocupado
com questões como segurança pública e invasões de terra,
e menos preocupado com os outros que continuam pobres”,
avalia o cientista político.
O economista e
pesquisador do Centro de Estudos Sociais da Fundação
Getulio Vargas (FGV), Marcelo Nery, concorda que a
chamada “nova classe C” irá imprimir mudanças no perfil
dos eleitores no pleito de outubro. Segundo ele, os
cidadãos que se enquadram nessa categoria já somam
aproximadamente 50% da população e poderiam escolher
sozinhos as eleições se votassem num único candidato.
“É uma classe
poderosa, mas não é homogênea”, ressalva o economista.
Nery concorda que esses eleitores devem “cobrar mais
caro” por seus votos agora e tendem a ser menos
vulneráveis à manipulação eleitoral. “Quando as pessoas
saem da condição de miserabilidade, mudam o horizonte
delas”, afirmou.
Esses resultados,
de acordo com o economista, não são fruto apenas do
aumento direto da renda – segundo o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), a renda média do
trabalhador brasileiro subiu de R$ 1.694, em 2001, para
R$ 1.808, em 2007. O crescimento constante da
escolaridade – que começou há mais tempo, segundo ele –
tem influência mais significativa na consciência
eleitoral.
“O brasileiro fez
o seu dever de casa e pôs o filho na escola. Se você
olhar e ver que coisas mais estruturantes como a
educação estão crescendo junto com a renda, isso permite
vislumbrar no futuro um nível maior de consciência e, no
presente, um número menor de oportunismo”, explicou.
O pesquisador da
FGV disse ainda que o processo de amadurecimento é
natural quando se atinge um período longo de democracia,
como está acontecendo agora com o Brasil. “Como
democracia é uma coisa que se pratica, vamos começar a
ver o resultado disso”, afirmou Nery.
(Repórter Mariana Jungmann)
Fonte: Agência Brasil

30/07/10
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INSS cancela pagamento de benefício com aviso de óbito
Dependentes podem requerer pensão por
morte, caso tenham direito
Da Redação (Brasília) – O Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) suspende mensalmente o pagamento dos
benefícios em caso de morte do segurado. Todos os meses,
os cartórios enviam à Previdência Social listagem com
dados das pessoas falecidas no mês anterior e, com isso,
o pagamento da aposentadoria é cancelado.
Na folha de junho, 25.831 benefícios foram suspensos por
óbito de segurados, dos quais 17.629 na área urbana e
8.202 na área rural. Esse sistema impede que outras
pessoas, de posse do cartão magnético e senha, recebam o
benefício de quem já morreu.
Se os dependentes do segurado tiverem direito à pensão
por morte, devem informar o óbito ao INSS para que a
aposentadoria seja transformada em pensão e eles possam
receber o benefício.
Fonte: MPAS

30/07/10
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Proposta cria bolsa de qualificação para o setor
madeireiro
O Projeto de Lei
7324/10, em análise na Câmara, cria uma bolsa de
qualificação profissional para os trabalhadores do setor
madeireiro que estiverem sem ocupação em razão de
interdição de empresa por desrespeito às leis
ambientais. Pela proposta, do deputado Lupércio Ramos
(PMDB-AM), a bolsa será custeada pelo Fundo de Amparo ao
Trabalhador (FAT).
A principal fonte
de recursos do FAT são as contribuições para o
PIS/Pasep. Hoje, o Fundo financia apenas o
seguro-desemprego, o abono salarial e programas de
desenvolvimento econômico.
O valor da bolsa
não é definido pelo projeto. Segundo o texto, ela será
paga por até três meses e não pode ser acumulada com o
seguro-desemprego. Além disso, o funcionário que receber
a bolsa fica impedido de ganhar o mesmo benefício
durante os 12 meses seguintes ao recebimento da última
parcela.
A proposta diz
ainda que a qualificação do trabalhador no período sem
ocupação deverá priorizar o desenvolvimento de
atividades ecologicamente sustentáveis. Para Lupércio
Ramos, a proposta deve garantir proteção aos
trabalhadores que, muitas vezes, são prejudicados pelas
empresas que desrespeitam a legislação ambiental.
"A proteção
ambiental é importante para a sociedade, mas as penas
aplicadas pela fiscalização devem atingir somente o
empregador, que assume o risco da atividade econômica e
as consequências da inobservância das leis", justificou
o parlamentar.
Tramitação
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo,
será analisada nas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

30/07/10
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Empresa poderá ser obrigada a comprovar recolhimento
previdenciário
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7318/10, do deputado Ratinho Junior
(PSC-PR), que obriga as empresas a entregar aos
trabalhadores, todos os meses, cópia do comprovante de
recolhimento da contribuição previdenciária descontada
do salário.
Segundo o autor
da proposta, a medida vai garantir que os empregados
conheçam sua situação previdenciária. "São frequentes os
casos em que o empregado se vê irremediavelmente
prejudicado pela falta de recolhimento das
contribuições", justificou.
Ratinho Junior
também acredita que a proposta deverá estimular o
aumento das arrecadações da Previdência Social. "É uma
oportunidade para reduzir o déficit previdenciário e
solucionar o problema da sonegação do sistema", afirmou
o deputado.
Tramitação
O projeto, que tramita em
caráter conclusivo,
será analisado pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e
Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

30/07/10
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Brasil e Japão assinam acordo previdenciário
Brasil e Japão assinaram nesta quinta-feira (29) um
acordo previdenciário, segundo o qual brasileiros que
trabalham no Japão e japoneses que trabalham no nosso
país passam a ter cobertura previdenciária. O acordo
prevê que o tempo no qual a pessoa trabalhou no Japão e
contribuiu para a Previdência japonesa valha para fins
de aposentadoria no Brasil, caso a pessoa volte a
trabalhar aqui. O mesmo vale para os japoneses que
trabalham aqui e contribuem para a Previdência
brasileira.
Para ter validade, o acordo precisa ainda ser aprovado
pelos parlamentos dos dois países.
Para que os brasileiros possam ter cobertura
previdenciária, eles devem estar inscritos na
Previdência japonesa. Com isso, a Previdência brasileira
poderá ter acesso às informações de contribuições do
trabalhador brasileiro enquanto ele esteve trabalhando
naquele país. O mesmo acontecerá com os japoneses, que
também devem fazer as contribuições para a Previdência
brasileira, para que o tempo de trabalho aqui possa
valer, caso ele volte ao Japão e requeira aposentadoria
lá.
Estima-se que 300 mil brasileiros trabalham no Japão e
80 mil japoneses trabalham no Brasil, segundo dados
fornecidos pelo Ministério das Relações Exteriores ao
Ministério da Previdência Social.
(Repórter Roberta Lopes)
Fonte: Agência Brasil

29/07/10
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Taxa de desemprego cai para 12,7% em junho, indicam
Dieese e Fundação Seade
A taxa de
desemprego caiu de 13,2%, em maio, para 12,7%, em junho,
segundo levantamento do Departamento Intersindical de
Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da
Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Fundação
Seade).
A Pesquisa de
Emprego e Desemprego considera apenas a população
economicamente ativa e é feita mensalmente em sete
regiões metropolitanas – Salvador, Belo Horizonte,
Fortaleza, Porto Alegre, Recife, São Paulo e Distrito
Federal.
O total de
desempregados somou 2,795 milhões de pessoas, 109 mil a
menos do que o registrado em maio, e 380 mil a menos do
que em junho de 2009.
A maior queda do
desemprego ocorreu na região em Belo Horizonte (-11,5%),
seguido por Salvador (-8,2%), Recife e Distrito Federal
(ambos com -3,8%). O nível de ocupação apresentou maior
crescimento em Salvador (2,9%).
Os setores que
mais criaram vagas foram serviços (109 mil vagas) e
comércio (41 mil).
Fonte: Agência Brasil

29/07/10
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Dieese: rendimento médio do trabalhador sobe para R$
1.259 em maio
O rendimento médio real da população ocupada das
sete principais regiões metropolitanas do País registrou
aumento de 1,1% em maio, na comparação com o mês
anterior, atingindo média de R$ 1.259.
Por capitais analisadas, o rendimento real subiu
em Salvador (1,8%, onde passou a valer R$ 1.100), São
Paulo (1,6%, para R$ 1.320), Belo Horizonte (1,4% para
R$ 1.342) e no Distrito Federal (1,2%, para R$ 1.912).
Em contrapartida, houve queda do rendimento em
Porto Alegre, de 0,9%, para R$ 1.286, em Fortaleza
(0,5%, para R$ 806) e Recife (0,4%, para R$ 828).
Para os assalariados, houve alta de 1% nos
rendimentos, frente a abril. No quinto mês do ano, eles
receberam R$ 1.322, em média. Os dados fazem parte da PED (Pesquisa
de Emprego e Desemprego), divulgada nesta quarta-feira
(28) pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento
Intersindical de Estatísticas e Estudos
Socioeconômicos).
No ano
Na análise anual, o rendimento médio real dos
ocupados e assalariados apresentou elevação de 2,7% e
0,7%, respectivamente.
Considerando as
variações ocorridas no período, houve aumentos em Recife
(9,3%), Belo Horizonte (6,6%), Salvador (6,3%), Porto
Alegre (3,9%) e São Paulo (1,6%), que compensaram as
reduções observadas em Fortaleza (-0,7%) e a
estabilidade no Distrito Federal (0,1%).
Massa de
rendimentos
Considerando a massa de rendimentos dos
ocupados e assalariados para o conjunto das áreas
analisadas, na comparação anual, a pesquisa aponta
crescimento de 6,3%, no primeiro caso, e de 5,7%, no
segundo. Em ambos, o bom resultado aconteceu devido ao
aumento dos níveis de ocupação.
De abril para
maio, por sua vez, a massa de rendimentos reais dos
ocupados cresceu 1,1%, devido à elevação do nível de
ocupação e do rendimento médio. Já para os assalariados,
a massa de rendimentos aumentou 0,9%.
Fonte: InfoMoney

29/07/10
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Atividade industrial brasileira diminui em junho
A atividade
industrial brasileira perdeu ritmo em junho registrando
51,8 pontos percentuais contra 54,9 em maio. O destaque
negativo foi das micro e pequenas empresas, que ficaram
com índice abaixo dos 50 pontos percentuais (49,1). Os
números foram divulgados nesta quarta-feira (28) pela
Confederação Nacional da Indústria (CNI).
De acordo com a
sondagem industrial de junho, a utilização da capacidade
instalada ficou abaixo da registrada no mês anterior,
com 48,5 pontos percentuais contra 50,3 em maio. As
micro e pequenas empresas também apresentaram queda
nesse quesito, com desempenho de 46,1 pontos percentuais
em junho contra 48,4 em maio.
No segundo
trimestre deste ano, a indústria operou com 75% da
capacidade instalada, 1 ponto percentual acima do
registrado no trimestre anterior. Comparado ao segundo
trimestre de 2008, antes da crise econômica, o
percentual está 2 pontos abaixo.
Fonte: Agência Brasil

29/07/10
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Ponto Eletrônico: Lula afirma à CNI que irá rever a
portaria
O presidente da
República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou ao
presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria),
Robson Braga de Andrade, que irá rever a portaria que
obriga as empresas a trocarem seus sistemas de ponto
eletrônico.
“O presidente
deixou claro que vai tomar uma providência. Na próxima
semana, temos reunião com a ministra-chefe da Casa
Civil, Erenice Guerra”, diz Andrade, segundo a Agência
CNI.
A proposta da
entidade é suspender a portaria e criar um grupo de
trabalho para discutir um mecanismo adequado aos
interesses de empresários e trabalhadores.
A perspectiva de
Andrade é que o grupo de trabalho seja formado por
representantes dos trabalhadores, das empresas e do MTE
(Ministério do Trabalho e Emprego).
Altos
custos
A CNI declara que as mudanças previstas terão
alto custo para as empresas. De acordo com Andrade,
serão necessários investimentos de até R$ 6 bilhões para
a compra de equipamentos. Cada máquina custa entre R$
2,5 mil e R$ 5 mil.
Além disso, o setor industrial está com
dificuldade de comprar o aparelho, que está em falta no
mercado e precisa ser importado. Andrade afirma ainda
ainda que o novo sistema aumentará a burocracia para as
empresas e complicará a rotina dos empregados.
“Os trabalhadores
terão de enfrentar filas nas empresas e guardar os
comprovantes de entrada e saída em casa. Serão entre 26
e 50 metros de papel que cada trabalhador terá que
guardar por ano, no período de cinco anos”, finaliza.
Fonte: Agência Brasil

29/07/10
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Governo edita MP com desonerações de impostos para a
indústria brasileira
MP reduz de 6%
para 1% carga de impostos da indústria da construção
civil em imóveis avaliados em até R$ 75 mil. Antes, a
medida abrangia habitações avaliadas em até R$ 60 mil.
MP irá alavancar, na avaliação do Governo, moradias
contratadas no âmbito do 'Minha Casa, Minha Vida'
No Blog do Planalto,
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva assinou, nesta terça-feira (27),
medida provisória que assegura desonerações tributárias
em diversos segmentos da indústria brasileira. Um dos
primeiros impactos se dará na inovação tecnológica.
A medida permite
que as empresas busquem recursos junto à Finep
(Financiadora de Estudos e Projetos) por meio de
subvenções econômicas sem que incidam tributos como IRPJ
(Imposto de Renda Pessoa Jurídica) e CSLL (Contribuição
Social sobre o Lucro Líquido).
Com isso, a
financiadora lança em agosto deste ano edital no
montante de R$ 500 milhões tendo por foco programas
mobilizadores do Plano de Desenvolvimento Produtivo (PDP)
e o Plano de Ação de Ciência, Tecnologia e Inovação (Pacti).
A mesma MP reduz
de 6% para 1% a carga de impostos da indústria da
construção civil em imóveis avaliados em até R$ 75 mil.
Antes, a medida abrangia habitações avaliadas em até R$
60 mil. A medida irá alavancar, na avaliação do governo,
moradias contratadas no âmbito do programa Minha Casa,
Minha Vida.
Outra novidade é
a redução do redutor de Imposto de Importação (II) para
autopeças. Hoje, as peças importadas pagam 40% a menos
de II e, no dia 1º de maio de 2011, este redutor deixa
de existir. Neste caso, o objetivo do governo é
incrementar a fabricação nacional de autopeças.
No mesmo
documento, o governo cria a drawback isenção, medida que
permitirá ajustes de algumas distorções nas exportações
de produtos, beneficiando indústrias que operam a
montagem de equipamentos, como por exemplo, laptops.
Isso representa a
isenção de impostos sobre os insumos conforme explicou o
secretário de Política Econômica do Ministério da
Fazenda, Nelson Barbosa, em entrevista coletiva após a
reunião do presidente Lula com os empresários. Segundo
Barbosa, em 2010, somente o volume de desoneração
tributária para o segmento de inovação tecnológica será
de R$ 67 milhões.
A medida também contempla a construção dos estádios de
futebol para a Copa do Mundo Fifa 2014. Nelson Barbosa
informou que as aliquotas de PIS, Cofins e II para estas
obras terão alíquota zero. A decisão permitirá que os
estados também isentem as indústrias do ICMS. Isso
resultará num montante de R$ 350 milhões até 2014. Em
2010, o valor chega a R$ 35 milhões.
Reunião
no CCBB
Para a cerimônia de assinatura da MP das desonerações o
governo promoveu uma reunião no salão oval do Centro
Cultural Banco do Brasil (CCBB). O presidente Lula
colocou a assinatura na proposta e abriu a reunião para
que o ministro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende,
explicasse aos empresários a abrangência da decisão.
Rezende informou
que o governo atende uma das principais reivindicações
da indústria que busca recursos com subvenção econômica.
Agora, o dinheiro que sobrar para o ano fiscal seguinte
não terá incidência de tributação.
Os R$ 500 milhões
ofertados pela Finep dentro deste regime abrigam temas
em TIC, Energia, Nanotecnologia/Biotecnologia, Saúde
(Fármacos), Defesa e Desenvolvimento Social.
Numa outra
frente, serão colocados para o mercado R$ 100 milhões,
sendo R$ 50 milhões para entidades e federações
empresariais que desejam implantar Núcleos de Apoio à
Gestão da Inovação e outros R$ 50 milhões - recursos do
Sebrae nacional e da Confederação Nacional da Indústria
(CNI) - para implantação dos planos de inovação nas
Micro e Pequenas Empresas (MPEs).
Durante a
reunião, o presidente Lula insistiu em que o setor
empresarial invista mais em Pesquisa e Desenvolvimento
(P&D). Lula mostrou uma transparência preparada pelo
presidente do BNDES, Luciano Coutinho, onde mapeia os
recursos públicos e privados em diversos países.
Enquanto no
Brasil, os investimentos públicos chegaram a 0,59% do
PIB em 2008, os investimentos empresariais ficaram em
0,50% do PIB naquele mesmo ano. Na outra ponta deste
cenário, as indústrias do Japão correspondem com 2,62%
do PIB em recursos privados e 0,55% do PIB Governo.
O presidente
pediu uma mobilização que permita a abrangência dos
centros de inovação. Um mapa apresentado pelo ministro
Rezende mostra que em oito estados inexistem estes
centros do Sistema Brasileiro de Tecnologia (Sibratec).
O esforço é para que se instalem centros no Acre, Amapá,
Piauí, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e
Roraima.
Fonte: Diap

29/07/10
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Sindicato reclama de violência durante protestos de
trabalhadores em Cascavel
Passeata reuniu
cerca de 2.500 funcionários nas ruas da cidade nesta
quarta-feira
Uma passeata com
cerca de 2.500
trabalhadores da construção civil de
Cascavel, no
oeste do Paraná, marcou o segundo dia de greve da
categoria. Segundo o
Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção
Civil de Cascavel e Região (Sintrivel), mais de
90% dos 6 mil funcionários do setor na cidade aderiram
ao movimento iniciado na terça-feira (27). O
Sindicato da Indústria
da Construção Civil (Sinduscon-PR) reclama de
violência praticada contra os trabalhadores que não
entraram em greve e informou que as negociações não
serão retomadas enquanto houver manifestações violentas.
De acordo com o
presidente da comissão de negociação salarial do
Sinduscon-PR, Jadir
Saraiva de Rezende, todas as obras no município
estão paradas. “Mesmo os funcionários que não quiseram
aderir à paralisação não trabalharam na tarde desta
quarta-feira (28) porque os manifestantes jogaram
tijolos e ameaçaram agredir os trabalhadores que queriam
trabalhar”, declarou. Segundo Rezende, as negociações só
serão retomadas quando as manifestações violentas
acabarem.
O presidente do
Sintrivel, Oracildes
Tavares, contestou as alegações do sindicato
patronal. “Não há qualquer tipo de violência, nosso
protesto é pacífico e fizemos uma passeata para mostrar
que a maior parte dos trabalhadores está em greve”,
declarou. Segundo Tavares, a passeata desta quarta-feira
serviu para mostrar aos patrões que não apenas 30% dos
funcionários da categoria estão parados, como eles
informaram à reportagem da Gazeta do Povo. “Falar que
menos de um terço dos funcionários aderiu à greve é uma
vergonha”, completou.
O Sintrivel cobra
um reajuste salarial
17,96%, para que os salários da região se
equiparem aos de cidades como Curitiba, Pato Branco e
Francisco Beltrão. Mas o sindicato patronal ofereceu
reajuste salarial de
10% e benefício de
R$ 100 para os
colaboradores que não faltarem nenhum dia no mês. Sem
acordo, a greve segue por tempo indeterminado.
Tavares afirma
que os trabalhadores estão dispostos a negociar. O
sindicato patronal ainda não fez uma nova proposta. De
acordo com o Sinduscon-PR, algumas construtoras
acreditam que o aumento salarial pedido é viável,
enquanto outras têm medo de quebrar se o reajuste for
aprovado. “É uma situação que vai ser votada em
assembleia, mas só depois que a greve deixar de ter
manifestações violentas”, finalizou Rezende.
Fonte: Gazeta do Povo

29/07/10
-
Atraso na homologação da rescisão pelo sindicato não
viabiliza pagamento de multa
A multa
prevista na Consolidação das Leis do Trabalho em
decorrência do atraso na quitação das verbas rescisórias
pelo empregador não se aplica quando o caso é de demora
na homologação da rescisão pelo sindicato. Foi esse
entendimento que norteou a decisão da Quarta Turma do
Tribunal Superior do Trabalho, determinando a exclusão
da multa da condenação que havia sido imposta à Spal
Indústria Brasileira de Bebidas S.A.
O
trabalhador contou ter sido avisado antecipadamente da
demissão e que a empresa efetuou o depósito das verbas
rescisórias, no valor de R$ 9.173,47, em sua conta
corrente no prazo legal de dez dias. No entanto, ele
pleiteou que a Spal lhe pagasse a multa do artigo 477,
parágrafo 8º, da CLT, porque somente depois de um mês
foi realizada a homologação da quitação pelo sindicato
de classe, quando a empresa lhe entregou as guias para
levantamento do depósito recursal e do seguro desemprego.
No recurso
que interpôs ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª
Região (SP), o ex-empregado da Spal conseguiu a
condenação da empresa ao pagamento de horas extras, 13º
salário, férias e 1/3, FGTS mais 40%, verbas rescisórias
e a multa do artigo 477 da CLT, entre outros itens. A
indústria de bebidas recorreu ao TST somente quanto à
multa, alegando ser indevido o seu pagamento, já que as
verbas rescisórias foram pagas no prazo legal e que o
prazo previsto no artigo 477, parágrafo 6º, da CLT,
refere-se ao pagamento das verbas rescisórias, não se
estendendo para a data da homologação da rescisão
contratual.
A Quarta Turma deu razão à empresa. A ministra Maria de
Assis Calsing, relatora do recurso de revista, verificou
que a jurisprudência do TST, quanto ao assunto, é no
sentido de considerar que não cabe o pagamento da multa.
A ministra referiu-se, inclusive, a um processo de
relatoria do ministro Milton de Moura França, no qual
ele explica que a exigência da lei é “que o pagamento
das parcelas objeto do termo de rescisão ou recibo de
quitação se dê no prazo, de forma que a homologação
posterior não pode ser considerada como fato gerador de
aplicação de multa”.
Com o
mesmo entendimento, a ministra Calsing concluiu que “o
atraso na homologação da rescisão pelo sindicato da
categoria não enseja o pagamento da multa do artigo 477,
parágrafo 8º, da CLT, porque o que se privilegia é o
pagamento em si”. A Quarta Turma seguiu o voto da
relatora, excluindo da condenação, por unanimidade, a
multa aplicada à empresa.
(RR -
103700-21.2006.5.02.0383)
Fonte: TST

29/07/10
-
SDI-2 rejeita recurso por falta da devida identificação
do advogado
Com
entendimento de que a interposição de recurso na
instância superior é ato privativo de advogado, mas que
ele deve estar devidamente identificado, a Seção II
Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal
Superior do Trabalho rejeitou ação rescisória em que
faltou a identificação do advogado no curso de uma
reclamação contra a Superintendência do Porto de Itajaí,
em Santa Catarina.
O advogado
recorreu ao TST tentando desconstituir decisão do
Tribunal Regional da 12ª Região (SC) que extinguiu o
processo em que atuava. Mas, ao entrar com recurso
ordinário no TST contra aquela decisão, ele não se
identificou corretamente, não indicou eventual número de
inscrição na OAB e a petição foi assinada de forma
inteligível.
Por esses
motivos, o relator na SDI-2, ministro Emmanoel Pereira,
avaliou que o apelo não poderia ser conhecido, uma vez
que não atendeu às exigências da regularidade da
representação processual. Citou vários precedentes. Seu
voto foi aprovado por unanimidade.
(ROAG-33500-92.2006.5.12.0000)
Fonte: TST

29/07/10
-
Trabalhador de baixa renda que esteja desempregado
poderá ter carteira de motorista financiada pelo FAT
O trabalhador de baixa renda que está desempregado
poderá ter o custo da carteira nacional de habilitação
(CNH), obrigatória para dirigir, financiado pelo Fundo
de Amparo ao Trabalhador (FAT). É o que prevê o PLS
528/09, projeto pronto para entrar na pauta de votações
do Plenário. O autor da proposta, senador César Borges
(PR-BA), considera a obtenção da carteira de motorista
como qualificação profissional.
O texto modifica a Lei 7998/90, que regula o Programa do
Seguro-Desemprego, o Abono Salarial e institui o FAT,
para inserir a CNH entre as ações a serem promovidas
pelo Programa Seguro-Desemprego. Atualmente, o programa
prevê o auxílio aos trabalhadores na busca ou
preservação do emprego, promovendo, para tanto ações
integradas de orientação, recolocação e qualificação
profissional.
Para César Borges, tal medida permitirá aos
trabalhadores fora do mercado obter qualificação
profissional, ampliando-se assim as oportunidades de
emprego, o que também aumentará as chances de permanecer
empregado.
Caso aprovado, o projeto seguirá para a Câmara dos
Deputados.
Fonte: Agência Senado

29/07/10
-
Indústria paulista teve o melhor primeiro semestre desde
2003
O nível de atividade da
indústria paulista teve no primeiro semestre deste ano o
melhor desempenho desde 2003. Segundo o INA (Indicador
do Nível de Atividade), divulgado nesta quarta-feira
pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo), nos primeiros seis meses do ano a atividade
industrial teve alta de 14,3%.
Na comparação de junho
deste ano com o mesmo mês do ano passado, foi verificada
um aumento de 9,9% no nível de atividade. No acumulado
dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 5,3%.
Mas na comparação com o mês
de maio, que já havia registrado redução de 0,2%, o INA,
em junho, diminuiu 0,6%. O nível de utilização da
capacidade instalada também foi menor do que em maio,
81,8% contra 82,5%.
Para o chefe do
departamento de economia da Fiesp, Paulo Francini, a
redução da atividade industrial no mês passado está
ligada a acomodação das vendas após o fim dos incentivos
fiscais promovidos pelo governo federal e ao "efeito
Copa do Mundo".
A Copa do Mundo fez com
que, segundo Francini, houvesse a diminuição da
produtividade nos dias dos jogos do Brasil. "Uma empresa
grande do setor automobilístico mensurou a perda [com
a Copa] em 1%",
afirmou. Além disso, o interesse pelo campeonato também
foi um fator de redução de demanda, na avaliação do
economista.
Apesar da redução
do ritmo industrial em maio e junho, o economista
acredita que a atividade industrial deverá fechar o ano
em alta de cerca de 12%. "A partir de agosto, julho
ainda temos dúvida, deve se recuperar o quadro de
continuado crescimento da indústria", estimou.
Fonte: Diário do Grande ABC

28/07/10
-
Ministério do Trabalho publica norma sobre fiscalização
do ponto eletrônico
O
Ministério do Trabalho e Emprego publicou nesta
terça-feira (27) uma instrução normativa que determina
como vai ser a fiscalização do ponto eletrônico a partir
do dia 26 de agosto. O uso
do equipamento foi regulamentado pela Portaria 1.510 de
agosto de 2009.
A portaria exige, entre outras coisas, que o sistema de
ponto eletrônico armazene os dados, sem que eles não
possam ser apagados ou alterados, e que ele tenha
impressora de bobina de papel integrado.
A medida publicada estabelece que os fiscais do trabalho
devem observar o funcionamento do ponto eletrônico nas
empresas que adotarem o sistema. Caso a empresa não
esteja cumprindo as normas da portaria, o fiscal vai dar
um prazo de 30 a 90 dias para a empresa se adequar às
regras. Se durante a segunda
visita o ponto eletrônico ainda estiver funcionando de
maneira inadequada, a empresa será autuada e poderá ser
multada.
O Artigo 74 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)
faculta o uso de ponto manual ou mecânico. De acordo com
o ministério, a Portaria 1.510 regulamenta como deve ser
o uso do ponto eletrônico, mas as empresas ainda podem
usar pontos manuais ou mecânicos.
Fonte: Agência Brasil

O Brasil e
o Japão passarão a compartilhar as contribuições
previdenciárias de trabalhadores que atuam fora do país
de origem. De acordo com a Previdência Social, a
iniciativa vai beneficiar aproximadamente 300 mil
brasileiros que vivem no Japão. As informações são da
Agência Brasil.
O ministro
da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, explicou
que o sistema integrado permite ao trabalhador preservar
seu tempo de contribuição nos dois países, garantindo
que ele some as duas previdências e possa se aposentar
por idade ou invalidez.
“A ideia é
que o trabalhador estrangeiro residente no Brasil ou no
Japão possa somar o tempo de contribuição no país de
origem a sua atual moradia. Quando o contribuinte
solicitar o pedido da aposentadoria, cada país vai arcar
com a Previdência, de acordo com tempo de contribuição.”
O ministro
explica que o trabalhador não precisa contribuir
simultaneamente, basta comprovar sua colaboração à
Previdência que, a partir do acordo, vai correlacionar
as informações.
O Brasil
já assinou acordos semelhantes com outros países:
Luxemburgo (1967), embora o tratado deva ser renovado
por se tratar de uma legislação antiga; Grécia (1990),
Cabo Verde (1979), Chile (1994), Portugal (1995) e
Mercosul (Argentina, Paraguaia e Uruguai) desde 2005. O
governo brasileiro também está prestes a firmar o acordo
com os Estados Unidos. O ministro disse que aguarda
apenas uma confirmação do governo americano para agendar
uma data, seja no Brasil ou nos EUA. Caso seja assinado,
o documento beneficiará aproximadamente 1,3 milhão de
brasileiros no território norte-americano.
Fonte: Consultor Jurídico

28/07/10
-
Atualização de cadastro do Bolsa Família vai até 31 de
outubro
Os beneficiários
do Programa Bolsa Família têm até o dia 31 de outubro
para atualizar o cadastro. As famílias que não
respeitarem o prazo, podem confirmar os dados em
novembro e dezembro, porém com o benefício bloqueado.
“A partir de
janeiro de 2011, ele será cancelado para todos os que
não foram localizados ou não compareceram [às
prefeituras]”, afirmou a secretária nacional de
Renda de Cidadania do Ministério de Desenvolvimento
Social (MDS), Lúcia Modesto.
Segundo Modesto,
na parte superior do comprovante de recebimento do
benefício consta um aviso da necessidade de atualização.
Em entrevista à Rádio Nacional, a secretária explicou
que as informações, revisadas a cada dois anos, permitem
o acompanhamento da situação da família. Os
beneficiários devem informar dados como mudança de
endereço, renda mensal ou quantidade de membros da
família.
Lúcia Modesto
destaca que o atendimento aos beneficiários é organizado
de forma diferenciada por cada município, portanto, eles
devem procurar as prefeituras. “No Distrito Federal, por
exemplo, isso está sendo feito em alguns postos da
Sedest [Secretaria de Desenvolvimento Social e
Transferência de Renda do Distrito Federal]”,
acrescenta a secretária.
Entre janeiro e
maio deste ano, 215.585 cadastros foram atualizados, o
número que representa 18% do total de famílias que
precisam fazer a revisão dos dados. Ainda faltam 936.450
mil. Para garantir o benefício, as famílias também
precisam manter os filhos na escola e a agenda de saúde
em dia. O programa de transferência de renda repassa R$
1,2 bilhão para 12,7 milhões de famílias.
Fonte: Agência Brasil

28/07/10
-
Analfabetismo atinge 3 milhões de jovens trabalhadores
rurais
Cerca de 40% das
pessoas entre 16 e 32 anos que moram e trabalham no
campo são analfabetas. O analfabetismo atinge 3 milhões
dos quase 8 milhões de trabalhadores rurais do país
nesta faixa etária, de acordo com a secretária de Jovens
Trabalhadores Rurais da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Agricultura (Contag), Maria Elenice
Anastácio. Se forem considerados os habitantes de
pequenas cidades que sobrevivem da economia rural, os
números podem ser ainda mais preocupantes.
Para Maria Elenice, as condições atuais do ensino
obrigam o jovem a escolher entre o estudo e o trabalho.
“O trabalhador rural tem que buscar a cidade para ter
acesso à saúde, à informação e à escola. Mas como vão
pegar um transporte precário para estudar na cidade se
estão cansados do trabalho exaustivo?", questionou.
A coordenadora do curso de Licenciatura em Educação no
Campo da Universidade de Brasília, Mônica Molina, também
apontou a pouca oferta de escolas no campo como
responsável pelas altas taxas de analfabetismo. “O
interesse em estudar existe. Hoje, o trabalhador dá mais
importância ao estudo do que em gerações anteriores, mas
quando o aluno chega à 5ª série, dificilmente encontra
turmas no meio rural. Então ele precisa ir estudar na
cidade mais próxima e acaba desistindo”.
Em pesquisa feita em assentamentos de reforma agrária,
Molina constatou que, aproximadamente 70% das escolas
rurais, são de 1ª a 4 série, enquanto 25% atendem os
alunos de 5ª a 8ª e apenas 4% têm turma de ensino médio.
A consequência é que poucos alunos vão além dos
primeiros anos de escolaridade. Este fator, somado às
faltas, repetição de séries, professores despreparados e
recursos didáticos escassos, leva ao analfabetismo
funcional. “Sem acesso á escolarização correta na idade
apropriada, o jovem acaba perdendo a condição de ler e
interpretar após alguns anos”, afirmou Mônica.
Como solução, Mônica e Maria Elenice defendem a
ampliação do número de escolas no campo. “De 2005 a 2007
foram fechadas 8 mil escolas rurais e agora temos que
garantir as que já existem”, disse Molina. “Não adianta
investir em transporte das pessoas para cidades
próximas. Poucos vão arriscar a vida em pau de arara
para terminar o ensino médio”, completou Maria Elenice.
Fonte: Agência Brasil

28/07/10
-
Segurado do INSS poderá escolher local para requerer
benefícios
Projeto permite
que o segurado se dirija diretamente aos postos do INSS,
mesmo que sua
empresa tenha convênio com a Previdência.
Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 7214/10, que faculta ao segurado do
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) escolher a
forma de se relacionar com a Previdência para tratar da
concessão de benefícios, fornecer a documentação
necessária ou efetuar laudos e exames médicos. Segundo o
projeto, o segurado poderá dirigir-se diretamente a uma
agência do INSS ou fazê-lo por meio de convênio firmado
pela empresa onde trabalha, por sindicato ou por
entidade de aposentados.
A proposta foi
apresentada à Câmara pelos deputados Ricardo Berzoini
(PT-SP), Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes (PCdoB-MG),
Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto Santiago
(PV-SP).
Os deputados
argumentam que, em razão dos convênios hoje existentes,
são frequentes as situações em que o trabalhador é
obrigado a tratar de seus assuntos somente por meio da
entidade conveniada, quando seria mais conveniente
dirigir-se diretamente a uma agência do INSS.
O projeto
acrescenta a opção de escolha à Lei de Benefícios da
Previdência Social (8.213/91), que hoje permite que
empresas, sindicatos e entidades de aposentados realizem
convênio com a Previdência Social e se encarreguem das
demandas de seus empregados, filiados ou associados. Por
meio desses convênios, as empresas podem processar
requerimento de benefício, submeter o empregado a exame
médico, encaminhando o laudo à Previdência, e ainda
pagar o benefício.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado
pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

28/07/10
-
Projeto amplia a lista de doenças do trabalho
Tramita na Câmara
o Projeto de Lei 7212/10, do deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP) e outros, que inclui entre as doenças do
trabalho, a critério do médico perito da Previdência
Social: a doença degenerativa; a inerente a grupo
etário; a que não produza incapacidade laborativa; e a
doença endêmica adquirida por segurado habitante de
região em que ela se desenvolva, resultante de exposição
ou contato direto determinado pela natureza do trabalho.
Atualmente, a Lei
8.213/91 estabelece que essas doenças não são doenças do
trabalho. Entretanto, permite que o perito, em caráter
excepcional, considere qualquer doença como sendo do
trabalho, desde que resulte das condições de trabalho.
Considerando essa
possibilidade prevista pela lei, Berzoini quer retirar o
caráter de excepcionalidade das doenças acima, já que o
que conta é o critério do perito da Previdência.
A Previdência
Social, por intermédio do INSS, é responsável pela
concessão e manutenção dos benefícios previdenciários
por incapacidade e benefícios assistenciais, concedidos
a partir de laudos periciais emitidos pela perícia
médica do órgão.
Condições
especiais
Com a redação atual, a lei determina que essas
enfermidades não podem constituir doença do trabalho. No
entanto, afirma que poderão ser assim classificadas caso
se comprove que foram adquiridas em função de condições
especiais de atuação profissional.
Para Berzoini,
uma vez que cada caso deve ser analisado individualmente
pelo INSS, "não faz sentido o texto atual da lei, que
considera essas situações como exceção".
Tramitação
O projeto terá análise
conclusiva das comissões de Seguridade Social e
Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

28/07/10
-
Aposentadoria não pode ser penhorada para pagamento de
dívida trabalhista
Um
empresário conseguiu liberar valores de sua
aposentadoria bloqueados para pagamento de dívidas
trabalhistas. Ao julgar o processo, a Subseção II
Especializada em Dissídios Individuais do Tribunal
Superior do Trabalho (SDI-2) decidiu que os recursos da
aposentadoria são impenhoráveis. Com isso, reformou
decisão anterior do Tribunal Regional do Trabalho da 5ª
Região (BA), que havia mantido o bloqueio.
A primeira sentença foi dada pelo juiz da 6ª Vara de
Salvador, que determinou o bloqueio bancário mensal de
30% dos vencimentos do aposentado para pagamento de
débitos trabalhistas de empresa de sua sociedade.
Inconformado, ele entrou com mandado de segurança no TRT
da Bahia com o objetivo de liberar os valores
penhorados. No entanto, o Tribunal Regional julgou o
bloqueio legal, pois teriam sido observados os critérios
de “proporcionalidade e razoabilidade nos direitos
individuais (...) que colidem (...) no crédito
alimentício do trabalhado já executado e reconhecido em
juízo como devido, como também do executado
(aposentado), no que aufere como fruto do seu trabalho
pessoal e em proveito da própria subsistência, em um
mesmo patamar de tratamento constitucional”.
O
aposentado interpôs novo recurso no TST contra essa
decisão. Ao analisar o processo, o ministro Pedro Paulo
Manus, relator na SDI-2, destacou que ‘o artigo 649, IV,
do Código de Processo Civil estabeleceu a
impenhorabilidade absoluta dos vencimentos, subsídios,
soldos, salários, remunerações, proventos de
aposentadorias, pensões, pecúlios e montepios (..)”. Em
sua avaliação, “a única exceção à penhora dos
mencionados créditos é para pagamento de prestação
alimentícia, consoante o parágrafo 2º daquele mesmo
artigo, que por sua excepcionalidade, deve ser
interpretado restritivamente.” Com esses fundamentos, a
SDI-2 determinou o cancelamento da ordem de bloqueio
expedida pela 6ª Vara do Trabalho de Salvador, com a
liberação ao aposentado dos valores que já tenham sido
bloqueados.
(RO-47600-42.2009.5.05.0000)
Fonte: TST

28/07/10
-
Cerca de 27% dos que sofrem acidente de trabalho não
comunicam ao INSS
Em 2008, dos
747.663 acidentes de trabalho registrados, 27,1% deles
não foram oficialmente comunicados ao INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social). Ou seja, 202.395 ocorrências
não acarretaram em pagamento de benefício ao trabalhador
acidentado. Os dados são do Ministério da Previdência
Social.
Segundo a
advogada Sonia Mascaro Nascimento, alguns trabalhadores
acidentados não comunicam o acidente ao INSS (Instituto
Nacional do Seguro Social) porque não chegam a ficar 15
dias afastados. Outros usam desse artifício para "não
ter que cair no INSS". "Eles ficam afastados uns 12
dias, voltam a trabalhar e depois são afastados
novamente", diz advogada.
O registro no
INSS é chamado de CAT (Comunicação de Acidente de
Trabalho). Essa é a primeira providência caso o
trabalhador queira receber o auxílio-doença, pago pelo
governo federal.
No mesmo momento
em que faz esse registro, o INSS abre um processo para
verificar se houve um acidente de trabalho que vá gerar
o benefício. O trabalhador deve passar por uma perícia
médica para comprovar sua situação. O auxílio só será
pago depois de ficar caracterizado o acidente de
trabalho.
O pagamento do
período inicial de 15 dias em que o trabalhador
empregado fica longe de suas atividades profissionais é
de responsabilidade da empresa empregadora. A empresa
também deverá preencher e encaminhar a CAT ao INSS após
os 15 dias de afastamento do funcionário.
O pagamento do
benefício normalmente pode demorar até 5 dias. Se a
empresa se recusar a assinar a CAT, o trabalhador terá
que esperar um pouco mais e, em alguns casos, terá de
procurar os sindicatos ou até entrar com processo contra
a empresa.
O valor
corresponde a apenas 50% do salário de benefício que deu
origem ao auxílio-doença corrigido até o mês anterior ao
do início do auxílio-acidente.
O que é
auxílio-acidente
O auxílio-acidente é um direito do funcionário
incapacitado provisoriamente, devido a acidente de
trabalho ou doença ocupacional.Têm direito ao
auxílio-acidente o empregado com carteira assinada, o
trabalhador avulso (aqueles que prestam serviços a
diversas empresas sem vínculo empregatício, contratados
por sindicatos ou órgãos gestores de mão-de-obra, como
cooperativas) e o segurado especial da Previdência
(trabalhador rural que produz em regime de economia
familiar).
Atenção: há um
grupo de trabalhadores que, mesmo contribuindo para o
INSS, não estão cobertos nesse tipo de situação. São
eles os empregados domésticos e contribuintes
individuais (caso dos profissionais autônomos) e
facultativos (pessoas que não possuem renda e contribuem
esporadicamente).
O trabalhador
acidentado poderá receber o benefício até obter alta
(passando por perícias médicas periódicas). Se for o
caso, poderá ser aposentado por invalidez.
O que é
acidente de trabalho?
Define-se como acidente do trabalho aquele que ocorre
pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo
exercício do trabalho dos segurados especiais
(trabalhador rural que produz em regime de economia
familiar), provocando lesão corporal ou incapacidade
funcional permanente ou temporária, que cause a morte, a
perda ou a redução da capacidade para o trabalho:
- doenças
profissionais causadas pelo exercício da função
(problemas de coluna, audição, visão, entre outras);
- doenças
profissionais causadas pelas condições de trabalho
(dermatoses, problemas de respiração, entre outras);
- doenças
profissionais causadas por acidentes que ocorrem fora do
local de trabalho, a serviço da empresa e no trajeto de
casa para o trabalho ou vice-versa.
(Ministério da Previdência Social)
Fonte: Diap

27/07/10
-
Analistas reduzem projeção da Selic para 11,75% ao ano
Analistas do
mercado financeiro consultados pelo Banco Central (BC)
agora esperam por um aperto monetário menor neste ano. A
projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final
deste ano caiu de 12% para 11,75% ao ano, segundo o
boletim Focus, divulgado toda segunda-feira pelo
BC.
Essa redução na expectativa veio depois que o Comitê de
Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic, na
última quarta-feira (21), abaixo do esperado pelos
analistas. A expectativa, prevista no boletim Focus,
era de uma elevação de 0,75 ponto percentual, mas a alta
foi de 0,50 ponto percentual. A taxa básica está em
10,75% ao ano.
Os analistas esperam por mais duas elevações da Selic
neste ano. Em setembro, a taxa deve subir para 11,50% ao
ano e em outubro para 11,75%, permanecendo assim na
última reunião do BC, em dezembro deste ano. O Copom
reúne-se oito vezes no ano.
Para o final de 2011, os analistas mantém há seis
semanas a expectativa de 11,75% ao ano.
(Repórter
Kelly Oliveira)
Fonte: Agência Brasil

27/07/10
-
Livro da OIT/SPM aponta desigualdade de gênero no
mercado de trabalho
Igualdade de
Gênero e Raça no Trabalho: Avanços e Desafios é o
título do livro lançado pela Organização Internacional
do Trabalho (OIT) e pela Secretaria de Políticas para as
Mulheres (SPM).
O lançamento do
livro ocorreu durante a 11ª Conferência Regional sobre a
Mulher da América Latina e do Caribe, que será realizada
em Brasília entre 13 e 16 de julho pela Comissão
Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
A publicação,
desenvolvida no marco da cooperação técnica entre essas
duas instituições, se soma a uma ampla base de
conhecimentos existente no país sobre os referidos
temas: em alguns momentos complementa reflexões já em
desenvolvimento, em outros, contribui com novas análises
e perspectivas.
Na introdução do
livro, a Diretora do Escritório da OIT no Brasil, Laís
Abramo, afirma que a publicação contém um conjunto de
estudos e reflexões que visam dar conta de avanços e
desafios em áreas chaves para a promoção da igualdade de
gênero no Brasil.
"As áreas
escolhidas para essa análise, que refletem algumas das
áreas prioritárias de intervenção dessas duas
instituições, vão desde uma discussão sobre algumas das
principais políticas públicas em implementação hoje no
país dirigidas às mulheres ou com uma perspectiva de
gênero, passando pela análise dos processos de
negociação coletiva e das estratégias implementadas
pelas empresas".
A representante
da OIT comenta ainda que a publicação contém, "um
indispensável diagnóstico dos principais indicadores da
desigualdade de gênero e raça no mercado de trabalho
brasileiro e algumas reflexões conceituais sobre as
desigualdades de gênero e o seu entrecruzamento com a
questão racial", afirma Laís Abramo.
Clique
aqui e veja a
íntegra do livro
Fonte: OIT

27/07/10
-
Projeto amplia acesso a programas assistenciais para
idosos e deficientes
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7255/10, da deputada Rita Camata
(PSDB-ES), que eleva a renda familiar necessária para
que idosos ou pessoas com deficiência possam requisitar
o Benefício de Prestação Continuada (BPC) – um salário
mínimo mensal pago pelo Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS).
A proposta, que
altera a Lei Orgânica da Assistência Social (Lei
8.742/93), amplia de 1/4 de salário mínimo para um
salário mínimo a renda per capita máxima das famílias
consideradas incapazes de manter uma pessoa com
deficiência ou idosa.
O texto também
estabelece a renda familiar de um salário mínimo como
pré-requisito para a concessão de benefícios eventuais,
como auxílios por natalidade ou morte.
Inclusão
Rita Camata argumenta que a Conferência Nacional de
Assistência Social tem se posicionado a favor da
ampliação do alcance dos benefícios sociais, por
entender que o atual corte de renda prejudica milhares
de idosos e pessoas com deficiência.
"O novo limite
resgatará a dignidade cidadãos que estão à margem da
sociedade e merecem ser protegidos por políticas
públicas", afirma a deputada.
Tramitação
A proposta tramita em
caráter conclusivo e será examinada pelas
comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e
Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

27/07/10
-
INSS poderá ser obrigado a informar resultado de perícia
por escrito
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7209/10, do deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP), que obriga o Instituto Nacional do Seguro
Social (INSS) a prestar informações por escrito ao
segurado sobre o resultado da perícia médica para
concessão de auxílio-doença. Nesse relatório deverá
constar a caracterização do benefício como acidentário
ou previdenciário.
Atualmente, a
legislação não prevê um meio para informar o cidadão que
solicita o benefício. Segundo Berzoini, a comunicação
informal do resultado da perícia ao interessado é
prática usual no INSS. Ele afirma que há casos em que o
segurado nem sequer recebe o diagnóstico. "Essa situação
gera insegurança e prejuízo para o trabalhador",
afirmou.
A proposta
regulamenta também que a concessão de auxílio-doença
será concedida sempre por prazo determinado. Ao fim de
cada período, deverá ser feita mova perícia até
comprovar-se a recuperação do paciente.
Tramitação
O projeto, que tramita
caráter conclusivo, será analisado pelas
comissões de Seguridade Social e Família; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

27/07/10
-
CCJ vai examinar projeto que amplia a impenhorabilidade
da casa própria
O dinheiro obtido com a venda da casa própria de uma
família também poderá ser impenhorável, como já ocorre
com a residência, desde que a família compre outra casa
nos seis meses seguintes. A extensão da
impenhorabilidade consta de projeto (PLS 60/06) em exame
na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ),
de autoria do senador Valdir Raupp (PMDB-RO).
Ele argumenta que famílias donas um único imóvel para
sua moradia são hoje impedidas de trocar de residência,
caso tenham dívidas em execução, pois o dinheiro no
banco pode ser apreendido por determinação judicial.
Para ele, os congressistas de 1990, que aprovaram a Lei
8.009/90, queriam proteger a morada da família, "e não a
sua perenização em determinado imóvel, pois o foco não é
a residência, mas a família".
A proposta já recebeu parecer favorável do relator,
senador Marco Maciel (DEM-PE). Ele pondera que a atual
legislação coloca em risco a proteção dada à família ao
não prever a impenhorabilidade do produto da venda da
casa própria.
A Lei 8.009/90 é o resultado de uma medida provisória
(MP 143/90) assinada pelo então presidente José Sarney.
O Congresso fez algumas modificações na proposta
original e a proteção à casa própria da família entrou
em vigor no final de março de 1990. A legislação protege
apenas a residência de menor valor da família, caso ela
tenha outros imóveis, salvo se outro tiver sido
registrado, para esse fim, no Registro de Imóveis.
A lei estabelece que as obras de arte e "adornos
suntuosos" da casa da família estão sujeitos à penhora.
A própria lei também aceita penhora caso o proprietário
não pague o seu financiamento habitacional ou a hipoteca
da casa. Também aceita penhora para pagamento de pensão
alimentícia.
Fonte: Agência Senado

27/07/10
-
Preços ao consumidor diminuem em quatro capitais
pesquisadas pela FGV
O Índice de
Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou queda na
terceira semana do mês de julho em quatro das sete
capitais pesquisadas pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
Os dados
divulgados nesta segunda-feira (26) pela FGV mostram que
a redução do IPC-S no Rio de Janeiro (de -0,17% para
-0,29%), em Salvador (de 0,16% para 0,05%), Brasília
(0,35% para 0,19%) e Belo Horizonte (0,11% para -0,08%)
foi influenciada pelos grupos vestuário, cujas peças
estão em liquidação na maioria das lojas, e alimentação,
em que itens como o tomate, a cebola e o mamão papaia
apresentaram forte queda nos preços.
Já em Recife (de
-0,31% para -0,20%), Porto Alegre (de -0,02% para 0,04%)
e São Paulo (de -0,23% para -0,13%), que registraram
acréscimos nas taxas na terceira semana de julho, o
resultado foi influenciado pela alta de preços nos
grupos habitação; educação, leitura e recreação; saúde e
cuidados pessoais; transportes; e alimentação.
O IPC-S da semana
encerrada em 23 de julho registrou deflação de 0,14%,
apenas 0,01 ponto percentual abaixo da taxa da semana
anterior.
(Repórter
Cristiane Ribeiro)
Fonte: Agência Brasil

27/07/10
-
CUT é condenada a pagar férias em dobro a trabalhadora
A Central
Única dos Trabalhadores (CUT ) foi condenada a pagar
férias em dobro de uma ex-empregada, por quitá-las após
o prazo legal. Embora a concessão das férias ocorresse
no período correto, a Terceira Turma do Tribunal
Superior do Trabalho entendeu, ao reformar decisão
anterior do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região
(DF), que esse atenuante não liberava a CUT do
desembolso dobrado.
No caso, a
CUT só efetuou os pagamentos após o retorno da
trabalhadora das férias, quando deveria fazê-lo até dois
dias antes de seu início (artigo 145 da CLT).
Inconformada, ela ajuizou ação na Justiça do Trabalho.
Para defender-se, a CUT argumentou que o simples fato de
não ter pago o adiantamento de férias não a obrigaria à
penalidade do pagamento em dobro, na medida em que sua
concessão foi feita dentro do prazo legal. Essa
argumentação foi aceita pelo TRT, que, ao analisar
recurso da CUT, afastou a condenação, com base no artigo
137 da CLT, que dispõe: “Sempre que as férias forem
concedidas após o prazo de que trata o art. 134, o
empregador pagará em dobro a respectiva remuneração.”
Inconformada, a trabalhadora recorreu ao TST. O relator
da matéria na Terceira Turma, ministro Horácio Senna
Pires, após mencionar julgamentos anteriores do TST
sobre o mesmo tema, manifestou-se em sentido contrário
do posicionamento adotado pelo Regional. De acordo com
essa jurisprudência, destacou o ministro, quando as
férias são pagas fora do prazo previsto no artigo 145 da
CLT, ou seja, até dois dias antes do seu início, a multa
do art. 137 deve ser aplicada por analogia. Isso porque
a remuneração paga após o gozo das férias frustra a
finalidade de propiciar ao trabalhador o “período
remunerado de descanso” em toda a sua plenitude,
concluiu o relator.
(RR-74200-50.2005.5.10.0017)
Fonte: TST

27/07/10
-
Governo federal estuda medidas que podem adiar reforma
da Previdência
Por Luciana Otoni,
No Valor Econômico
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas,
prepara um conjunto de medidas infraconstitucionais
(projetos de lei) que será deixado para o próximo
governo para corrigir distorções no pagamento de pensões
e aposentadorias e adiar a realização de uma reforma.
Entre
essas alterações que podem ser feitas sem mexer na
Constituição constará a proposta de convergência entre
as regras em vigor no regime geral de previdência social
e as que compõem o regime de previdência dos servidores.
A
intenção é, conforme defende o ministro, tornar público
o balanço de contas do regime previdenciário do
funcionalismo federal, cujos números não são divulgados
regularmente.
Esse
sistema público de pensões e aposentadorias dos
servidores federais, que atende 938 mil funcionários,
encerrou 2009 com déficit de R$ 47 bilhões. Em
contraposição, o regime geral, que paga 27 milhões de
benefícios mensais, fechou o ano passado com saldo
negativo de R$ 43,6 bilhões.
"Quando
se fala em previdência, me sinto responsável por
discutir também a do servidor público, porque o custo
para o país é imenso e a sociedade precisar saber que
paga essa conta", afirma Carlos Eduardo Gabas.
"A
sociedade precisa saber que é possível que um servidor
ou servidora que tem 90 anos se case com uma pessoa de
18, e deixe para essa pessoa uma pensão integral que
será recebida pela vida inteira", acrescenta.
O custo
da previdência dos servidores e a abrangência restrita
desse sistema é um dos aspectos que irão compor o estudo
técnico em formulação no ministério. "Quero discutir
esse custo, que não está sob o nosso comando, está sob o
comando do Paulo Bernardo (ministro do Planejamento)",
reitera o ministro.
No
diagnóstico em elaboração, há, até o momento, pelo menos
10 itens em análise para efeito de mudança
infraconstitucional: acúmulo de benefícios
previdenciários; direitos de transferência de pensão
vitalícia; pagamento de benefício a pessoa que mantém
vínculo formal com o mercado de trabalho; cálculo do
benefício temporário; separação contábil dos regimes de
previdência urbano e rural; transferência dos benefícios
rurais para o Tesouro Nacional; mudanças na cobrança da
dívida ativa de R$ 400 bilhões; e aproximação entre os
sistemas de previdência geral e o dos servidores.
Ao
defender as alterações infraconstitucionais em
detrimento de uma reforma constitucional, Carlos Eduardo
Gabas reforça que a conjuntura econômica de crescimento
favorece o debate sobre a sustentabilidade do pagamento
das pensões e aposentadorias.
"Quando
se discutem mudanças de regras, sejam elas
constitucionais ou infraconstitucionais, pressionado por
um horizonte sombrio, corre-se o risco de fazer uma
discussão enviesada, de fazer alterações em que se erre
na medida. Quando se faz o debate sobre necessidade de
sustentabilidade sem que haja uma espada sob a cabeça,
se faz com mais tranquilidade", sugere o ministro.
Carlos
Eduardo Gabas proporá a separação dos regimes de
previdência urbano e rural. No primeiro semestre deste
ano, o regime urbano gerou superávit de R$ 3,2 bilhões,
enquanto o sistema rural apurou déficit de R$ 20,3
bilhões.
A
proposta é que as contribuições rurais façam parte da
contabilidade do Tesouro. "Está errado quando se diz que
o Tesouro cobrirá o "rombo" da Previdência. Está errado
esse discurso. Precisamos separar as contas porque a
responsabilidade do regime rural é do Tesouro", diz.
Essa mudança, porém, enfrenta forte resistência no
Ministério da Fazenda.
O
aumento da expectativa de sobrevida do brasileiro
permeará o diagnóstico e sustentará o argumento da
necessidade de mudanças infraconstitucionais. No passado
recente essa expectativa de sobrevida não chegava a 70
anos e foi recentemente elevada para 82 anos. "Isso está
subindo em cada recálculo do IBGE", lembra Gabas.
Defensor do sistema de proteção social
institucionalizado pelo INSS, o ministro diz que os
benefícios previdenciários foram um dos fatores que
levaram a economia brasileira a enfrentar bem a crise
financeira global.
No ano
passado, o pagamento de pensões e aposentadorias
totalizou R$ 176 bilhões, recursos que, frisa Carlos
Eduardo Gabas, "foram usados em consumo e para fazer
girar a roda da economia em um contexto em que o mercado
interno foi crucial". Neste ano até junho, esses
benefícios somaram R$ 118,3 bilhões.
Para
2010, Gabas projeta déficit de R$ 47 bilhões no regime
geral de benefícios previdenciários. No entanto, os
ministérios da Fazenda e do Planejamento são mais
otimistas e estimam R$ 45,7 bilhões.
Fonte: Diap

26/07/10
-
Serra e Dilma mantêm empate, diz Datafolha
Pesquisa
Datafolha divulgada no fim de semana mostra que os
candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma
Rousseff (PT) continuam empatados. O tucano tem 37% das
intenções de voto, e a petista, 36%. Os candidatos
apostam no início do horário eleitoral gratuito na TV,
que começa em 23 dias, para conquistar eleitores.
Ambos perderam pontos em relação ao levantamento
anterior, publicado no início do mês, mas a diferença
ficou dentro da margem de erro (2 pontos percentuais
para mais ou para menos). Serra tinha 39% e Dilma, 37%.
A candidata Marina Silva (PV) tem 10%.
Na simulação de segundo turno, o empate também continua:
Dilma tem 46%, e Serra, 45%.
O tucano foi o mais rejeitado, com 26%, contra 19% que
não votariam de jeito nenhum na petista. Dilma lidera as
apostas sobre quem vai ganhar a eleição: 41% acham que
ela leva, contra 30% que acreditam na vitória de José
Serra.
O ex-governador de São Paulo lidera nas regiões Sudeste
e Sul, com percentuais entre 32% e 35%.
Já Dilma fica na frente no Nordeste e no
Norte/Centro-Oeste, onde teve entre 29% e 41% das
intenções de voto.
Lula
A avaliação do presidente Lula continua recorde, segundo
a pesquisa do Datafolha. Para 77% dos eleitores, a
administração do petista é ótima ou boa, contra 78% na
sondagem anterior.
O Datafolha ouviu 10.905 eleitores em todo o país, entre
os dias 20 e 23.
Fonte: Destak

26/07/10
-
Lei que proíbe amianto não impede sua exportação
A proibição do
uso de qualquer material que contenha amianto no estado
de São Paulo, instituída pela Lei Estadual 12.684/07,
não impede que o produto da variedade crisotila transite
pelas estradas e seja exportado para outros países pelo
Porto de Santos, no litoral paulista. O entendimento é
do juiz Décio Gabriel Gimenez, da 4ª Vara Federal de
Santos.
O juiz considerou
abusivo o ato da Companhia Docas do Estado de São Paulo
(Codesp), que acatou recomendação do Ministério Público
do Trabalho. Os procuradores recomendaram que a Codesp
se abstivesse de “transportar, estocar, armazenar,
guardar ou consignar, seja para importação ou para
exportação, qualquer quantidade de carga de amianto in
natura ou produto que contenha sua substância”.
A empresa Sama
Minerações, que explora o amianto crisotila e exporta
produtos que contêm a fibra, impetrou Mandado de
Segurança contra a Codesp. O juiz Gimenez cassou o ato
da companhia na última quarta-feira (21/7) e liberou o
comércio do produto pelo Porto de Santos.
Na sentença, o
juiz ressalta que a Lei Federal 9.055/95, por razões de
saúde pública, vedou a extração, produção,
industrialização, utilização e comercialização de
amianto e dos produtos que contenham a fibra em todo o
país. Mas anotou que a lei abriu uma exceção: “Todavia,
o mesmo diploma (art. 2º), autorizou, sem prejuízo das
medidas restritivas que prescreve, a extração,
industrialização, utilização e comercialização do
asbesto/amianto da variedade crisotila”.
O juiz também fez
constar da sentença o andamento das ações que discutem o
uso do amianto no Supremo Tribunal Federal. A permissão
do uso do amianto crisotila é contestada no STF em ação
movida pela Associação Nacional dos Procuradores do
Trabalho e pela Associação Nacional dos Magistrados da
Justiça do Trabalho. Gimenez ressaltou, contudo, que
enquanto não há decisão do STF sobre o tema, a norma
federal ampara “a atividade de comércio exterior” feita
pela empresa que explora o amianto crisotila.
Fonte: Consultor Jurídico

26/07/10
-
Erros em desconto de mensalidade sindical serão apurados
pelo INSS
O INSS (Instituto
Nacional de Seguro Social) irá apurar possíveis erros
cometidos no desconto da mensalidade sindical direto na
folha de pagamento dos aposentados.
De acordo com a assessoria de imprensa da
Previdência Social, entre os meses de julho e agosto,
serão realizadas auditorias nas 11 entidades sindicais
que têm permissão para realizarem o desconto.
Normalmente, as
auditorias são realizadas a cada seis meses, em uma
entidade por vez, a partir do registro de novos
benefícios. Entretanto, dessa vez, as auditorias serão
realizadas de uma só vez, por conta de denúncias que
descontos estariam sendo realizados sem autorização
prévia dos beneficiários.
Ressarcimento
Ainda conforme a assessoria de imprensa da Previdência,
as entidades conveniadas têm 2,167 milhões de
aposentados cadastrados, sendo que, em junho, o desconto
sindical foi de R$ 21 milhões.
Caso o INSS apure
que houve descontos sem a autorização do beneficiário, o
valor será ressarcido pelo Instituto, que, por sua vez,
será ressarcido pelas entidades.
Fonte: InfoMoney

26/07/10
-
Arrecadação do FGTS bate recorde no primeiro semestre
O Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) teve uma arrecadação
recorde líquida de R$ 5,862 bilhões no primeiro semestre
deste ano. O valor representa um crescimento de 158% em
comparação ao mesmo período de 2009. Os dados foram
divulgados nesta
quinta-feira
(22) pela Caixa Econômica Federal.
A arrecadação total do período representa 84% do total
de arrecadação líquida de 2009. De acordo com a Caixa, o
valor acumulado até
junho
deste ano é de R$ 11 bilhões.
O crescente número de empregos formais proporcionou
aumento do número de trabalhadores com contas no FGTS -
32.470.339. Com isso, também houve um aumento da
quantidade de empresas contribuintes que, em
junho,
chegou a 2.777.851.
No primeiro semestre do ano, foram feitos 15 milhões de
pagamentos por meio de saques do FGTS, o que representou
R$ 23,9 bilhões em saques. Segundo a Caixa, esse
resultado reflete uma queda de 3,7% em relação ao mesmo
período de 2009.
O principal motivo para saques do FGTS são as demissões
sem justa causa (63,8%), seguido pelo uso para a
aquisição da casa própria (14%) e pelo beneficio
concedido pela aposentadoria (13%).
(Repórter
Daniella Jinkings)
Fonte: Agência Brasil

26/07/10
-
Projeto facilita caracterização de doença como acidente
de trabalho
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7206/10, do deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP), que altera a Lei de Benefícios da Previdência
Social (Lei 8.213/91) para determinar que a perícia
médica considere a empresa responsável pela incapacidade
física do empregado sempre que a natureza da atividade
laboral estiver relacionada ao surgimento da doença ou
disfunção. Pela proposta, nesses casos a doença ficará
caracterizada automaticamente como acidente de trabalho.
Também assinam o
projeto os deputados Pepe Vargas (PT-RS), Jô Moraes
(PCdoB-MG), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) e Roberto
Santiago (PV-SP).
Pela legislação
vigente, a comprovação da causa da incapacidade depende
da existência de "nexo técnico epidemiológico", apontado
em atestado médico específico. O projeto suprime essa
exigência nos casos em que a natureza das atividades da
empresa apresenta, por si só, vínculo com a
incapacidade.
Berzoini
argumenta que "o nexo causal é mais amplo que o nexo
epidemiológico", e adverte que o conceito de nexo
causal, mesmo consagrado juridicamente, vem sendo
descaracterizado e substituído por "nexo técnico" em
documentos internos do Instituto Nacional de Seguro
Social (INSS).
Para caracterizar
o nexo técnico, o perito médico deve estabelecer a
correlação entre o problema físico do trabalhador e a
execução do trabalho. Ou seja, o trabalhador só terá
direito ao benefício se conseguir comprovar a existência
de relação entre a doença que o acomete e a atividade
específica que desempenha na empresa.
Efeito
suspensivo
O projeto também revoga o efeito suspensivo previsto na
lei. Pela norma atual, a empresa pode requerer ao INSS a
não aplicação do nexo técnico epidemiológico. Esse
recurso tem efeito suspensivo.
"O efeito
suspensivo, além de injusto, é bastante controvertido,
devendo ser revogado", sustenta Berzoini. Segundo o
deputado, o efeito suspensivo, apesar de também poder
ser requisitado pelo segurado, na prática favorece
apenas a empresa.
Tramitação
Sujeita a análise em
caráter conclusivo, o projeto será examinado
pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de
Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

26/07/10
-
Pressionar empregado a fazer hora extra é assédio moral
Mesmo com
a jornada máxima de 44 horas semanais realizada de
segunda a sexta-feira, um empregado de uma indústria era
“convidado” a fazer trabalho extra em dois sábados por
mês. Caso negasse, era questionado pelo líder e obrigado
a apresentar justificativas. Devido a esta conduta e
outros tipos de pressão – como restrição ao uso do
banheiro -, a empresa foi condenada a indenizar o
trabalhador em R$ 7 mil, por danos decorrentes de
assédio moral. A decisão é da 1ª Turma do Tribunal
Regional do Trabalho do Rio Grande do Sul (TRT-RS).
Para o
Relator do Acórdão, Desembargador José Felipe Ledur, “o
empregador, ao exigir explicações de quem opta por não
trabalhar aos sábados, constrange o empregado a prestar
serviço suplementar, procedimento que extrapola a esfera
do poder diretivo”. No entendimento do Magistrado, a
empresa pode solicitar trabalho extraordinário, desde
que efetivamente seja extraordinário, ou seja, não
habitual - ao contrário do que foi comprovado no
processo, no qual a empresa programava os sábados extras
a cada mês.
Da decisão
cabe recurso.
(R.O. 0027100-02.2008.5.04.0231)
Fonte: Âmbito Jurídico

26/07/10
-
Para sindicato, greve é assunto da Justiça do Trabalho
O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários
de São Paulo ajuizou uma Reclamação no Supremo Tribunal
Federal requerendo o reconhecimento da capacidade da
Justiça do Trabalho para julgar ação que envolve o
direito de greve dos trabalhadores.
A
entidade protesta contra decisão da Justiça Cível
paulista, que concedeu liminar proibindo excessos da
greve, sob pena de multa de R$ 100 mil em caso de
desobediência. A liminar foi dada a pedido das empresas
Fidelity National Serviços de Tratamento de Documentos e
Informações Ltda e Fidelity National Participações, que
entraram com ação na 3ª Vara Cível do Foro Central
paulista.
Naquele
momento, a classe bancária estava em campanha salarial.
O juiz entendeu que o receio pela iminência da greve era
justo.
Para o
sindicato, a Súmula 23 foi desrespeitada. O documento
determina que é a Justiça do Trabalho a responsável por
“processar e julgar ação possessória ajuizada em
decorrência do exercício do direito de greve pelos
trabalhadores da iniciativa privada”. Sendo concedida
fora dos limites de competência da Justiça comum, os
sindicalistas acreditam que a liminar não possui
validade. Por isso, requer a cassação da liminar, assim
como o encaminhamento do caso à Justiça do Trabalho,
pois ela é “a única competente para tanto”.
O
sindicato acredita que a concretização de uma greve deve
ser considerada legítima. Além disso, segundo a
entidade, quaisquer processos relacionados ao tema serão
de competência da Justiça do Trabalho, como prevê o
artigo 114 da Constituição Federal.
Com
informações da Assessoria de Imprensa do STF.
Fonte: Consultor Jurídico

26/07/10
-
Advogado perde o prazo em ação trabalhista e cliente
busca indenização pelo prejuízo
Ao contratar um profissional para ajuizar ação visando
reivindicar verbas trabalhistas a que acreditava ter
direito, um trabalhador viu-se prejudicado pela seguinte
situação: o advogado perdeu o prazo legal para iniciar o
processo e, consequentemente, a ação foi considerada
prescrita. Ato contínuo, ele entrou com nova ação, desta
vez contra o advogado. Queria responsabilizá-lo pela
perda do prazo e, com isso, receber indenização pelo
prejuízo que teria tido. O Tribunal Regional do Trabalho
da 12ª (SC) declarou a incompetência da Justiça do
Trabalho para o julgamento dessa ação, o que motivou o
trabalhador a apelar ao Tribunal Superior do Trabalho.
Entre outras alegações, sustentou que a decisão do TRT
teria violado o artigo 114, I da Constituição Federal,
segundo a qual a Justiça do Trabalho é competente para o
processamento e julgamento das ações oriundas das
relações de trabalho. Argumentou que teria firmado
contrato de prestação de serviços advocatícios e acabou
sendo prejudicado com a prescrição de seu direito.
Entretanto, os ministros da Primeira Turma do TST
mantiveram o mesmo entendimento adotado pelo TRT. Ou
seja: a Justiça do Trabalho é incompetente para julgar
ações que versem sobre indenização por dano moral e
material contra advogado que tenha deixado de praticar
corretamente ato processual no prazo legal, levando à
prescrição da ação trabalhista, como no caso em pauta.
Segundo o relator do recurso na Primeira Turma, ministro
Walmir Oliveira da Costa, não se trata de relação de
trabalho ou de emprego, mas sim de uma relação civil de
consumo, que envolve prestação de serviços
profissionais. O ministro salientou que o TST não tem
admitido a competência da Justiça do Trabalho para
julgar pedido de honorários profissionais neste tipo de
relação e, portanto não seria compatível com a
jurisprudência da Corte Superior julgar em sentido
contrário. Já o ministro Vieira de Mello Filho lembrou
que o Superior Tribunal de Justiça afastou a
caracterização de relação de consumo nessa hipótese, por
não haver “a finalidade lucrativa do empreendimento
econômico” classificando-a como uma ação civil por força
do contrato de mandato. Para o ministro Lelio Bentes
Correa, que preside a Terceira Turma, não é a natureza
da pretensão relativa à ação a ser ajuizada que define a
competência para a ação relacionada ao contrato de
mandato, mas sim, a natureza do contrato.
Com esses fundamentos, a Terceira Turma, por
unanimidade, negou provimento ao Agravo de Instrumento.
Os autos já foram remetidos ao tribunal de origem.
(AIRR-102140-63.2005.5.12.0007)
Fonte: TST

23/07/10
-
Para entidades, Copom ignora fato de a inflação estar
sob controle
O presidente
em exercício da Força Sindical, Miguel Torres lamentou o
resultado da reunião do Copom e previu que a medida irá
aumentar a "trava" para a produção e a geração de
empregos. "Lamentamos profundamente que o Brasil esteja
virando um paraíso para os especuladores do mundo
inteiro"
A decisão do
Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de
elevar a taxa de juros básica Selic em 0,5 ponto
percentual, para 10,75% ao ano, foi vista por entidades
de classe como uma medida conservadora diante do cenário
de inflação sob controle.
"O Copom continua
exagerando na dose de conservadorismo. Com a inflação
sob controle, com deflação apurada por alguns
indicadores, recuo nas vendas e desaceleração do
emprego, o Comitê poderia acertar a dose e manter os
juros básicos da economia", afirmou Orlando Diniz,
presidente da Fecomércio-RJ.
A Fecomercio-SP
foi na mesma linha ao avaliar que o aumento da Selic
mostra um "medo exagerado" da autoridade monetária com
relação às expectativas de inflação, ainda mais quando
se considera os sinais de arrefecimento da economia nos
últimos meses.
O diretor
executivo da Fecomercio-SP, Antonio Carlos Borges,
classificou o reajuste como desnecessário. "As ações do
BC têm se mostrado inapropriadas e ineficientes nesse
momento", acrescentou. Borges lembrou que as alterações
na Selic levam de quatro a oito meses para surtirem
efeito na economia real.
Mesmo assim,
observou o diretor executivo, o efeito psicológico já
afetou alguns consumidores, que estão menos dispostos a
comprar.
Já o presidente
em exercício da Confederação Nacional da Indústria
(CNI), Robson Andrade, disse ver "com algum alento" a
decisão do Copom. No entanto, argumentou que diversos
dados da economia divulgados recentemente já trazem
desaceleração do ritmo de atividade.
Além disso,
ressaltou que o próprio índice de atividade econômica
produzido pelo BC, referente a maio, aponta estabilidade
do Produto Interno Bruto (PIB).
"Somados a isso,
diversos indicadores antecedentes, como a produção e
venda de veículos, produção de papel ondulado e consumo
de energia elétrica confirmam o quadro de clara redução
no ritmo de crescimento já no segundo trimestre deste
ano", assinalou Andrade.
O presidente da
CNI teme que a persistência desse processo de aperto
monetário possa provocar a redução do ritmo de
crescimento dos investimentos, que considera um aspecto
fundamental para o desenvolvimento sustentado.
A Fiesp e o Ciesp
também acreditam que a geração de postos de trabalho
será a maior prejudicada com a opção pelo aumento da
taxa. "Quando a insistência da política de juros altos,
na contramão da realidade econômica do país, prejudica o
crescimento e tira da sociedade emprego e renda, quem
trabalha e produz fica desmotivado. Isso não é bom para
o Brasil", alegou Rafael Cervone, presidente em
exercício do Ciesp.
Centrais
repudiam decisão
O presidente em exercício da Força Sindical, Miguel
Torres, também lamentou o resultado da reunião do Copom
e previu que a medida irá aumentar a "trava" para a
produção e a geração de empregos. "Lamentamos
profundamente que o Brasil esteja virando um paraíso
para os especuladores do mundo inteiro".
Em nota, a
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil
(CTB) avalia que o aumento da taxa de juros visa a
desacelerar o consumo da economia na mesma medida em que
retém o seu crescimento.
"É o que se está
fazendo. Os tecnocratas da ala conservadora do Banco
Central deveriam buscar outras formas de intervenção,
como partir para uma ação concreta de estímulos aos
investimentos produtivos, mesmo porque o País não
caminha para um "superaquecimento da economia", diz o
documento.
A CTB avalia
ainda que "essa política de alta na taxa básica de juros
beneficia apenas os banqueiros e só serve para
desestimular o investimento produtivo prejudicando as
contas públicas".
Para a central,
"é um balde de água fria na aquecida economia
brasileira, que demonstrou recentemente, através do PIB,
uma imensa capacidade para o crescimento com geração de
emprego e renda".
(Vermelho,
com Valor e Portal CTB)
Fonte: Diap

23/07/10
-
Déficit da Previdência atinge quase R$ 3 bilhões em
junho
A Previdência
Social registrou déficit de R$ 2,78 bilhões em junho,
acumulando resultado negativo de R$ 22,83 bilhões nos
seis primeiros meses do ano, de acordo com balanço
divulgado nesta quinta-feira (23) pelo Ministério da
Previdência Social. Em junho, a arrecadação do Regime
Geral da Previdência Social, que envolve as áreas rural
e urbana, foi de R$ 16,580 bilhões, contra R$ 16,563
bilhões em maio, com variação de apenas 0,1%. Em junho
do ano passado, a arrecadação atingiu R$ 14,2 bilhões.
A arrecadação
acumulada da Previdência no primeiro semestre deste ano
ficou em R$ 95,477 bilhões, aumento de 10% sobre o mesmo
período do ano passado, que ficou em R$ 86,822 bilhões.
As despesas entre janeiro e junho ficaram em R$ 118
bilhões, contra R$ 109 bilhões no ano passado.
A arrecadação da
Previdência urbana foi de R$ 16,1 bilhões no mês
passado, uma pequena variação positiva sobre maio e bem
acima da arrecadação apurada em junho de 2009, de R$
14,2 bilhões. No meio rural, a arrecadação em junho
ficou em R$ 384,9 milhões contra R$ 426,3 milhões em
maio e R$ 441 milhões em junho do ano passado.
O ministro da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas
disse que, em princípio, a queda na arrecadação de junho
na área rural pode ser efeito de uma liminar concedida
pelo Supremo Tribunal Federal a uma empresa do segmento,
suspendendo o recolhimento ao INSS de 2,6% sobre a
produção.
(Repórter Lourenço Canuto)
Fonte: Agência Brasil

O Fundo de
Amparo ao Trabalhador (FAT) registrou um saldo positivo
de R$ 3,2 bilhões no primeiro semestre de 2010. O valor
é 88,15% maior que o registrado no mesmo período do ano
passado, quando o saldo foi de R$ 1,7 bilhão.
Os
recursos são usados para custear os programas de
seguro-desemprego e abono salarial, além do
financiamento de qualificação profissional e
intermediação de empregos.
A
principal fonte de arrecadação são as contribuições para
o PIS/Pasep, que repassaram ao fundo R$ 13,8 bilhões,
valor 22,64% superior ao de 2009. Outras receitas
repassaram R$ 5,3 bilhões ao FAT, um aumento de 5,25%.
Entre as
despesas, foram destinados R$ 10,19 milhões para o
pagamento de seguro-desemprego, uma ampliação de 2,35%
em relação ao primeiro semestre de 2009. Já para custear
o abano salarial foram destinados R$ 163,5 milhões, uma
queda de 24,81% no período. Para outros projetos e
atividades desenvolvidas, o FAT destinou R$ 107,9
milhões.
Ao Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
foram destinados R$ 5,5 bilhões para financiamento de
Programas de Desenvolvimento Econômico, um aumento de
26% em comparação com os seis primeiros meses de 2009. O
valor representa 40% da receita financeira do FAT,
conforme determinado pela Constituição Federal.
Fonte: Jusbrasil

23/07/10
-
Desemprego no Brasil cai, em junho, para o menor nível
do ano
A taxa que mede o
desemprego no país caiu 0,5 ponto percentual em junho na
comparação com maio, fechando o mês em 7%. O índice foi
divulgado nesta quinta-feira (22) pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação
a junho de 2009, que registrou taxa de 8,1%, a redução
foi maior: 1,1 ponto percentual.
Entre maio e
junho, 117 mil pessoas deixaram de procurar emprego.
Isso refletiu o recuo de 6,6% da população desocupada no
mês, estimada em 1,6 milhão de pessoas. No acumulado do
ano, a queda já chega a 11,8%. A população ocupada, que
soma 21,9 milhões de pessoas, se manteve praticamente
inalterada entre maio e junho, crescendo 3,5% em relação
a o mesmo período do ano passado.
O rendimento
médio do brasileiro também melhorou no período,
crescendo 0,5% de um mês para o outro, fechando junho em
R$ 1,423 mil. Na comparação com mesmo mês de 2009, o
aumento foi de 3,4%.
De acordo com o
IBGE, no primeiro semestre deste ano, a média da taxa de
desemprego no primeiro semestre deste ano caiu para
7,3%. O acumulado representa queda de 1,3 ponto
percentual em relação aos primeiros seis meses do ano
passado.
A Pesquisa Mensal
do Emprego do IBGE é feita nas seis principais regiões
metropolitanas do país: Recife, Salvador, Belo
Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
(Repórter Isabela Vieira)
Fonte: Agência Brasil

23/07/10
-
Proposta estende benefícios da Previdência a
trabalhadores em aviso prévio
A Câmara analisa
proposta que estende benefícios previdenciários
associados a acidentes de trabalho, como o
auxílio-doença, a trabalhadores que cumprem aviso
prévio. A medida está prevista no Projeto de Lei
7205/10, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP).
Aviso prévio é o
nome que se dá à comunicação obrigatória que o empregado
ou o empregador deve fazer à outra parte quando deseja
rescindir o contrato sem justa causa. Hoje, pela
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei
5.452/43), a antecedência mínima para essa comunicação é
de 30 dias, na maioria dos casos. Nesse período, o
trabalhador tem horário reduzido de trabalho ou é
dispensado de comparecer ao serviço.
Pela proposta, os
acidentes ocorridos nesse período serão considerados
acidentes de trabalho, desde que o funcionário comprove
que o incidente ocorreu durante alguma atividade
relacionada à busca do novo emprego.
Tramitação
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo,
será analisada pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e
Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e
Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

O
Presidente do Tribunal Superior do Trabalho, através do
Ato 334/2010, publicado no DJ-E de 21-7-2010, fixou os
novos valores para depósitos recursais na Justiça do
Trabalho, que passam a vigorar a partir de 1-8-2010.
Veja a
seguir a íntegra do Ato 334 TST/2010:
"O
PRESIDENTE DO TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO, no uso de
suas atribuições legais e regimentais;
CONSIDERANDO o disposto no item VI da Instrução
Normativa nº 3 desta Corte, RESOLVE:
Editar os
novos valores alusivos aos limites de depósito recursal
de que trata o artigo 899 da Consolidação das Leis do
Trabalho, reajustados pela variação acumulada do INPC do
IBGE, no período de julho de 2009 a junho de 2010, a
saber:
R$
5.889,50 (cinco mil, oitocentos e oitenta e nove reais e
cinquenta centavos), no caso de interposição de Recurso
Ordinário;
R$
11.779,02 (onze mil, setecentos e setenta e nove reais e
dois centavos), no caso interposição de Recurso de
Revista, Embargos e Recurso Extraordinário;
R$
11.779,02 (onze mil, setecentos e setenta e nove reais e
dois centavos), no caso de interposição em Ação
Rescisória.
Esses
valores serão de observância obrigatória a partir de 1º
de agosto de 2010.
Ministro
Milton de Moura França - Presidente do Tribunal Superior
do Trabalho"
Fonte: Jusbrasil

Dados
mostram que uma pessoa morre a cada 60 horas no Rio
Grande do Sul vítima de acidente de trabalho. As maiores
incidências ocorrem na indústria da transformação, na
construção e no meio rural. O último caso registrado foi
na terça-feira, em Esteio. Um menor de 17 anos faleceu,
após ter sido atingido por uma escavadeira hidráulica.O
acidente fatal ocorreu em um canteiro de obras na rua
São Borja, horas depois de o adolescente ter assumido a
função de servente. Moradora de Porto Alegre, a vítima
teve morte instantânea. Marco Antônio Ballejo do Canto,
chefe da Seção de Segurança e Saúde do Trabalhador da
Secretaria Regional do Trabalho e Emprego, destacou que
- apesar da incidência - o Estado registra o menor
número de acidentes de trabalho com vítimas fatais da
região Sul. "Registramos uma média de 14 mortes para
cada 100 mil situações adversas no período 1990 a 2008",
frisou. Paraná e Santa Catarina tiveram, no comparativo,
17 óbitos. Considerando o universo de 10 mil acidentes
durante o exercício profissional, a média gaúcha ficou
em 58 mortes no período. O Paraná teve 88 perdas e,
Santa Catarina, outras 152.O dirigente argumenta que o
órgão não mede esforços para garantir a segurança e a
preservação da integridade física dos trabalhadores.
Atualmente, a fiscalização é realizada por mais de 70
auditores, que atuam de maneira regionalizada, a partir
de bases instaladas em dez cidades-polo - Porto Alegre,
Viamão, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Caxias do Sul,
Passo Fundo, Santa Maria, Pelotas, Rio Grande e
Uruguaiana. Segundo ele, não é por falta de rigor nas
fiscalizações que os acidentes acontecem. Há casos,
inclusive, de interdição temporária de obras em execução
para que as situações de risco sejam extintas. Segundo
Canto, o volume de acidentes de trabalho se mantém
estável desde 2004. "Mesmo com o crescimento do mercado
de trabalho, o número de vítimas não está aumentando -
ao contrário do que ocorre no trânsito, onde o
crescimento da frota incide para o
incremento dos acidentes", comparou. Entre 1996 e 2008,
o número de trabalhadores cresceu 46%, enquanto os
acidentes de trabalho apresentaram variação de 12%. Os
dados de 2009 ainda não foram computados. O dirigente
lembrou que, em 1996, havia 16 mortes por 100 mil
trabalhadores no RS. Em 2000, eram 10. Já em 2004, o
índice caiu para 7 e, em 2008, para 6. Em 2008, o RS
teve 1.424 mortes no trânsito, 1.640 assassinatos, 82
latrocínios e 141 por acidente de trabalho. "Queremos
estreitar as relações com engenheiros e técnicos de
segurança do trabalho para assegurar a preservação de
vidas", disse.
Fonte: Jusbrasil

22/07/10
-
Copom
eleva Selic para 10,75% ao ano
O Comitê de
Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) elevou
a taxa básica de juros da economia, a Selic, para 10,75%
ao ano, ou seja, um aumento de 0,5 ponto percentual,
pressionado pela divulgação de indicadores que apontaram
uma desaceleração da economia no país. A decisão foi
tomada depois de dois dias de reunião por unanimidade
entre os membros do colegiado. Foi a terceira alta
consecutiva da Selic.
Esse aumento nos juros já era esperado pelos
economistas. Em abril, a taxa subiu de 8,75% ao ano -
piso histórico determinado pelo BC - para 9,5%. Uma
outra elevação ocorreu na reunião seguinte, e a taxa
básica de juros passou para 10,25% e ultrapassou a
barreira dos dois dígitos pela primeira vez desde junho
de 2009. A taxa, segundo analistas, deve continuar
crescendo nos próximos meses.
Já havia uma expectativa no mercado financeiro de que o
Banco Central elevaria a Selic em 0,75 ponto percentual
até a semana passada. Mas uma declaração do presidente
da instituição, Henrique Meirelles, levou o mercado a
acreditar que o BC poderia reduzir o ritmo de alta dos
juros.
Fonte: Correio Braziliense

22/07/10
-
Comércio, indústria e trabalhadores contestam alta da
taxa Selic
O aumento da taxa
básica de juros (Selic) para 10,75% ao ano provocou
manifestações de indignação no comércio, repúdio na
indústria e desalento nos trabalhadores.
O presidente da Confederação Nacional de Dirigentes
Lojistas (CNDL), Roque Pellizzaro, disse que não haveria
necessidade de aumento da taxa de juros, já que a
economia está estável e a inflação equilibrada.
O aumento da Selic vai gerar menos investimentos no
país, segundo Pellizzaro, e pode até desequilibrar a
expansão econômica verificada nos últimos meses, gerando
aumento de preços pelo comércio.
Já a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo
(Fiesp) divulgou nota logo depois da decisão do Comitê
de Política Monetária (Copom) na qual manifesta o
“sentimento de repúdio” do setor produtivo pela elevação
da Selic.
Os industriais discordam do que chamam de “política
equivocada” de aumento dos juros “simplesmente para que
as expectativas de mercado não sejam contrariadas”. Eles
dizem que os números são bem claros quanto ao
arrefecimento da inflação.
O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT),
Ricardo Patah, lamenta que o Copom tenha perdido a
oportunidade de tirar do Brasil o título de recordista
mundial de juros altos. Ele lembra que o aumento de
juros já foi adotado em outros governos, trazendo como
consequência a recessão da economia.
Única voz destoante, dentre as muitas repercussões na
internet sobre o aumento dos juros, foi a do
presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de
Finanças (Ibef), Walter Machado de Barros.
Ele acha que o Copom deveria ter mantido o ritmo de alta
da taxa Selic em 0,75%, como foi nas duas últimas
reuniões do colegiado de diretores do Banco Central. Ele
disse que não há clareza quanto à tendência da
continuidade de queda da inflação, além de citar a
existência de incertezas quanto à retomada do ritmo da
atividade econômica, uma vez que, tradicionalmente, tem
se verificado aquecimento natural na segunda metade do
ano.
(Repórter Stênio Ribeiro)
Fonte: Agência Brasil

22/07/10
-
Cai a confiança dos industriais brasileiros no futuro da
economia
A redução do
ritmo de crescimento da indústria fez o otimismo dos
empresários brasileiros cair para o menor nível desde
outubro do ano passado. O Índice de Confiança do
Empresário Industrial (Icei), divulgado nesta
quarta-feira (21) pela Confederação Nacional da
Indústria (CNI), caiu de 66 pontos em junho para 63,4
pontos este mês.
Em relação a
janeiro, o índice de julho caiu 5,3 pontos. Apesar da
queda, o empresariado permanece otimista com a economia
brasileira. Isso porque valores acima de 50 pontos
indicam confiança na atividade econômica. O indicador
varia de zero a 100 pontos.
De acordo com a
CNI, a queda nas expectativas reflete a desaceleração da
indústria registrada no fim do primeiro semestre. Depois
de iniciar o ano com crescimento recorde, a atividade
industrial caiu em abril e subiu moderadamente em maio,
segundo os dados mais recentes da confederação.
A entidade prevê
que o Icei deve cair ainda mais nos próximos meses e se
estabilizar, até o fim do ano, em 62 pontos, média
registrada no segundo semestre de 2008, antes do início
da crise econômica internacional. Para que essa
estimativa de confirme, no entanto, a CNI aponta que a
política econômica não deve mudar, mantendo a trajetória
de crescimento e a recuperação no mercado externo.
A pesquisa
analisou 26 setores da indústria. Desse total, 21
apresentaram queda da confiança dos empresários em
julho. As maiores reduções foram registradas nas
indústrias de couros e artefatos, papel e celulose,
edição e impressão, química, limpeza e perfumaria e
metalurgia básica.
O levantamento
também constatou que a queda foi maior entre os pequenos
industriais, cujo otimismo caiu de 64,6 pontos em junho
para 61,7 pontos em julho. Em relação à expectativa para
os próximos seis meses, o indicador caiu de 68,6 para
66,4 pontos no período. Isso indica que a confiança na
economia persiste, mas de maneira menos intensa que nos
meses anteriores.
Para fazer o
levantamento, a CNI pesquisou 1.673 empresas em 24
estados e no Distrito Federal, entre 30 de junho e 20 de
julho.
Fonte: Agência Brasil

22/07/10
-
Número de brasileiros que recebem seguro-desemprego cai
11% no semestre
O número de
trabalhadores que recebem o seguro-desemprego caiu 11%
no primeiro semestre deste ano, frente ao mesmo período
de 2009, revelou o MTE (Ministério do Trabalho e
Emprego) nesta quarta-feira (21).
De janeiro a
junho, 3,624 milhões de trabalhadores receberam o
benefício, ante 4,072 milhões no mesmo período de 2009.
Em 2008, por sua vez, 3,409 milhões de pessoas receberam
o seguro-desemprego na mesma base de comparação.
A previsão para
este ano é de que 6,6 milhões de pessoas recebam o
benefício, sendo que no ano passado o volume foi de
7,330 milhões.
Dinheiro
do FAT
O dinheiro do seguro-desemprego vem do FAT (Fundo
de Amparo ao Trabalhador), que registrou um saldo
positivo de R$ 3,2 bilhões no primeiro semestre deste
ano, valor 88% superior ao registrado no mesmo período
de 2009.
A principal fonte de arrecadação são as
contribuições para o PIS/Pasep, que repassou ao fundo R$
13,8 bilhões nos seis primeiros meses deste ano, volume
22,64% superior ao do mesmo período de 2009. Outras
receitas foram responsáveis por R$ 5,3 bilhões, alta de
5,25%.
Entre as despesas, o seguro-desemprego demandou
R$ 10,19 bilhões, alta de 2,35% frente aos seis
primeiros meses de 2009, enquanto o
abono salarial recebeu R$ 163,5 milhões, queda de 24,81%
no período. Outras atividades foram responsáveis por R$
107,9 milhões.
Conforme determina a Constituição Federal (art.
239), 40% da receita financeira do fundo foi destinada
ao BNDES, o que representou R$ 5,58 bilhões, alta de 26%
frente ao período de janeiro a junho de 2009.
Fonte: InfoMoney

22/07/10
-
Projeto dispensa documento para concessão do
auxílio-doença
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7204/10, que autoriza a concessão do
auxílio-doença sem a chamada Comunicação de Acidente de
Trabalho (CAT). Hoje, pela Lei 8.213/91, em caso de
acidente em ambiente laboral, a empresa ou o próprio
empregado deve comunicar o fato à Previdência Social
para que o funcionário tenha direito ao benefício. Pela
proposta, do deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), a
Previdência passa a dispensar a apresentação desse
documento para conceder o auxílio-doença.
O auxílio-doença
é conferido ao funcionário contribuinte do Regime Geral
de Previdência Social que ficar incapacitado para o
trabalho por mais de 15 dias consecutivos. Atualmente, o
Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já dispensa a
apresentação da CAT no caso de acidentes ligados
diretamente à prática de uma determinada atividade
profissional. São os casos detalhados no chamado Nexo
Técnico Epidemiológico Previdenciário (NTEP), que
relaciona o exercício de atividade bancária ao risco de
ocorrência da Lesão por Esforço Repetitivo (LER), por
exemplo.
Segundo o autor,
o objetivo da proposta é estender a dispensa da CAT para
todos os casos de requisição de auxílio-doença. A partir
de então, ficará a cargo da perícia médica do INSS
avaliar se há relação entre o acidente ocorrido e o
trabalho executado.
Tramitação
A proposta, que tramita em
caráter conclusivo,
será analisada pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e
Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

22/07/10
-
Reabilitação para aposentado que volta ao trabalho
poderá ser obrigatória
A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7201/10, que torna obrigatório a oferta
pela Previdência Social de reabilitação profissional aos
aposentados por invalidez que forem considerados aptos a
voltar ao trabalho. O autor do projeto, deputado Ricardo
Berzoini (PT-SP), afirma que essa reabilitação é
necessária porque, muitas vezes, o aposentado permaneceu
afastado por um longo período.
A proposta
estabelece que, durante a reabilitação profissional, o
segurado terá garantido o benefício por incapacidade até
que seja considerado habilitado para o desempenho de
nova atividade. Se for considerado não recuperável, o
segurado será reencaminhado para a aposentadoria por
invalidez.
Berzoini lembra
que o retorno do aposentado por invalidez ocorre por
reaquisição plena ou parcial da capacidade para o
trabalho. Em casos de reaquisição parcial, a
reabilitação profissional definirá se o trabalhador será
realocado em função diversa da qual habitualmente
exercia.
Lei atual
A reabilitação profissional é uma medida prevista na Lei
8.213/91 para proporcionar meios de reeducação e de
readaptação profissional e social aos beneficiários
incapacitados (parcial ou totalmente) e aos portadores
de deficiência. A lei já estabelece que, após concluído
o processo de reabilitação, cabe à Previdência Social
emitir certificado com as atividades que poderão ser
exercidas pelo beneficiário.
Tramitação
O projeto, que tramita em
caráter conclusivo,
será analisado pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e
Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

O Tribunal
Superior do Trabalho (TST) está entrando definitivamente
na era virtual. Até dezembro, quer acabar de vez com os
processos em papel. A exemplo do que vem acontecendo no
Superior Tribunal de Justiça (STJ), que praticamente
concluiu a digitalização de seu acervo, e no Supremo
Tribunal Federal (STF), que tornou obrigatório o uso da
internet para a proposição de recursos, o TST passará a
receber somente recursos eletrônicos a partir do dia 2
de agosto. O tribunal pretende acabar também com o
acervo de 143,4 mil processos físicos que lotam os
gabinetes dos ministros. Somente com despesas postais,
funcionários terceirizados que trabalham no transporte
dos processos e manutenção dos carrinhos, o TST deve
economizar R$ 11 milhões por ano.
Todos os
dias chegam, em média, mil processos à Corte,
encaminhados pelos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs).
De acordo com o presidente do TST, o ministro Milton de
Moura França, todos os TRTs estão aptos para a mudança,
que deve acelerar significativamente o trâmite do
processo - algumas varas trabalhistas já adotaram o
processo eletrônico. Atualmente, um recurso leva cerca
de seis meses para chegar ao TST e ser distribuído aos
ministros. Com o processo eletrônico, esse prazo será
de, no máximo, dois dias. "O TST trabalha com verbas de
natureza alimentar, uma razão ainda maior para a
celeridade", diz Moura França.
O projeto
piloto para a digitalização dos processos começou em
novembro de 2009, no gabinete da presidência. No ano
passado, passaram para o computador 29,2 mil processos
e, este ano, foram digitalizados 15,8 mil até junho. A
digitalização tem sido feita pelos próprios servidores
do tribunal. Mas, para acabar com o acervo de 143,4 mil
processos físicos, deve ser contratada mão de obra, o
que ainda é estudado. Em frente ao TST, grandes galpões
tiveram que ser locados para guardar a papelada,
processos com milhares de páginas em cada volume. "O
acervo é um problema imenso no tribunal e até dezembro
isso deve estar resolvido", afirma o presidente.
O estoque
de processos se agravou neste ano com a greve dos
servidores do Judiciário. No TST, alguns setores ficaram
paralisados, o que fez com que sete mil processos
ficassem represados no setor de autuação - onde os
recursos são cadastrados para distribuição aos gabinetes
-, e cerca de dez mil processos ficassem parados no
setor de triagem, onde são analisados previamente os
agravos de instrumento que devem subir à presidência.
Outro
fator que tem paralisado o andamento dos processos no
TST é o mecanismo de repercussão geral do Supremo,
regulamentado pela Lei nº 11.418, de 2006, que faz com
que a Corte selecione apenas processos relevantes para
irem a julgamento. O problema é que todos os processos
com temas semelhantes no Judiciário ficam sobrestados -
com o andamento suspenso - até que o Supremo julgue a
controvérsia. Atualmente, cerca de seis mil processos no
TST estão parados. É o caso de uma ação direta de
inconstitucionalidade (Adin) ajuizada pelo governo de
Alagoas envolvendo a obrigatoriedade do recolhimento de
FGTS para trabalhadores contratados pelo governo sem
concurso público, tema de milhares de processos no TST.
"Nesse caso, não há o que fazer. É preciso aguardar uma
decisão do Supremo", afirma Moura França.
Fonte: Abdir

21/07/10
-
Saneamento recebe investimentos crescentes, mas maioria
da população não tem esgoto tratado
Os investimentos
para melhoria e expansão da rede de abastecimento de
água aumentaram, em média, 12% ao ano no período de 2003
a 2008, passando de R$ 1,3 bilhão para R$ 2,2 bilhões.
Com relação à rede de esgotos, o ritmo de crescimento
ficou pouco abaixo, na média de 7,5% ao ano (R$ 1,8
bilhões em 2003 para R$ 2,6 bilhões em 2008).
O estudo
Benefícios Econômicos da Expansão do Saneamento
Brasileiro foi divulgado nesta terça-feira (20) pela
Instituto Trata Brasil em parceria com a Fundação
Getulio Vargas (FGV). Baseado em dados do Sistema
Nacional de Informações sobre Saneamento do Ministério
das Cidades, o levantamento revelou que 57% da população
brasileira ainda não têm acesso a esgoto tratado e 19%
não contam com o abastecimento de água.
(Repórter Marli Moreira)
Fonte: Agência Brasil

21/07/10
-
Jovens querem trabalhar, empresários querem contratar –
boa equação
O Brasil tem
muitos jovens beneficiários do Bolsa Família que estão
procurando qualificação profissional e empresários
interessados em contratar mão-de-obra para os muitos
projetos em andamento no País hoje, principalmente nos
setores de construção civil e turismo.
Pensando em
ambos, os ministérios do Trabalho e Emprego (MTE) e do
Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) estão
divulgando o caminho das pedras para que os novos
profissionais e os empresários possam se encontrar por
meio de folhetos que trazem a lista de entidades
conveniadas para execução das ações de qualificação do
programa nos dois setores.
Atualmente, o
programa Próximo Passo (que qualifica os jovens
beneficiários do Bolsa Família) oferece 172 mil vagas de
qualificação em construção civil e turismo - setores
aquecidos graças aos muitos projetos em andamento no
País hoje, principalmente visando a Copa do Mundo de
2014 e os Jogos Olímpicos de 2016.
Os interessados
devem procurar os centros de referência de assistência
social (Cras) ou postos do Sistema Nacional de Emprego
(Sine) mais próximos para se inscreverem nos cursos. O
candidato deve ter mais de 18 anos e ter concluído a
quarta série do ensino fundamental.
A assessora da
Casa Civil Isabel Costa explicou que as empresas que
tenham interesse na contratação de jovens e adultos que
passaram pelos bancos do Próximo Passo podem buscar em
cada unidade da federação entidades, sejam no âmbito dos
estados ou municípios (rede de trabalho e rede de
assistência social), bem como instituições executoras
dos cursos de qualificação profissional (como por
exemplo o Senai) e entidades empresariais, que fazem a
aproximação com jovens e adultos qualificados por
intermédio do Próximo Passo.
Os empresários
interessados em contratar os trabalhadores
recém-formados podem ligar para 0800 707 2003 ou (61)
3317-6995 ou 3317-6931 e obter a lista dos qualificados.
Clique
aqui e
aqui para ver
as listas do setor de construção civil.
Clique
aqui e
aqui para ver as
listas do setor de turismo.
Fonte: Blog do Planalto

21/07/10
-
Lula diz que democracia fica mais representativa e justa
com Estatuto da Igualdade Racial
O presidente Luiz
Inácio Lula da Silva disse ontem (20), durante cerimônia
de sanção do Estatuto da Igualdade Racial, que o país
passará a ser mais justo com a entrada em vigor do
texto, que prevê garantias e o estabelecimento de
políticas públicas de valorização para os negros.
“A democracia brasileira parece mais justa e
representativa com a entrada em vigor do Estatuto da
Igualdade Racial. Estamos todos um pouco mais negros, um
pouco mais brancos e um pouco mais iguais”, discursou
Lula, no Itamaraty, para uma plateia formada, em sua
maioria, por representantes de diversos movimentos que
lutam pela questão da igualdade racial.
Lula ressaltou que seu governo foi duramente criticado
por defender a "agenda dos desafios da igualdade racial”
e lembrou que, “os críticos de sempre”, chegaram a
ingressar com ações no Supremo Tribunal Federal (STF)
contra a política de cotas nas universidades públicas.
"O que construímos nesses sete anos e seis meses foi uma
sólida ponte entre a democracia política e a democracia
social".
Mas agora, no período eleitoral, acrescentou Lula, mesmo
os críticos mais duros não contestam essas medidas.
“Agora, às vésperas das eleições, ninguém mais contesta.
Nem sempre foi assim e a sociedade enxerga a distância o
que se dizia antes e o que se diz agora. Quantas vezes
não fomos criticados por trazer a agenda dos pobres para
dentro o governo”, criticou o presidente, acrescentando
que, durante o seu governo, mais de 20 milhões de
pessoas deixaram a linha da pobreza e passaram para a
classe média.
“Fomos criticados duramente por isso e fomos desdenhados
pelos críticos de sempre. Os desafios da desigualdade
ainda são tratados como um falso problema e uma questão
menor do desenvolvimento e da democracia. O mesmo se deu
na luta contra a fome no Brasil”, disse Lula.
O
presidente ainda minimizou as mudanças no estatuto
durante a tramitação no Congresso, como a retirada da
política de cotas. “Vocês não perderam nada, ganharam e
ganharam muito. Se faltou algo, vamos colocar mais
massa", afirmou.
Fonte: Agência Brasil

A Câmara analisa
o Projeto de Lei 7203/10, do deputado Ricardo Berzoini
(PT-SP), que altera a Lei 8.213/91 para tornar explícito
que a habilitação profissional está entre os benefícios
e serviços prestados pelo Regime Geral de Previdência
Social aos segurados e seus dependentes.
Atualmente, os
Planos de Benefícios da Previdência Social,
estabelecidos pela Lei 8.213/91, garantem expressamente
apenas a prestação de serviço social e de reabilitação
profissional, como nos casos de acidente de trabalho.
De acordo com o
autor, tanto a oferta de serviços de reabilitação quanto
de habilitação profissional já estão previstas nos
artigos 89 e 90 da lei, com o objetivo de proporcionar
ao beneficiário incapacitado, parcial ou totalmente,
para o trabalho e às pessoas portadoras de deficiência
meios para a educação e a adaptação profissional.
O deputado
ressalta que a inclusão no artigo 18 do inciso que prevê
a possibilidade de habilitação profissional contribuirá
para a inserção de pessoas no mercado de trabalho.
Tramitação
O projeto, que tramita em
caráter conclusivo,
será analisado pelas comissões de Trabalho, de
Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e
Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Fonte: Agência Câmara

Uma conciliação mediada pela Juíza Substituta Ligia
Maria Belmonte Klein, ao atuar na 30ª Vara do Trabalho
de Porto Alegre durante a Semana da Conciliação na
Justiça do Trabalho do Rio Grande Sul, garantiu valor
indenizatório estimado em R$ 1 milhão ao espólio de um
trabalhador vítima fatal de acidente de trabalho. A
título de dano moral, houve acordo para o pagamento de
R$ 100 mil à viúva, R$ 70 mil à mãe do falecido e R$ 70
mil para cada uma das duas filhas dele, totalizando R$
310 mil. Além disso, foi deferida pensão de quatro
salários mínimos mensais à viúva, soma que, se
multiplicada pelos 26 anos que faltam para que ela
alcance a expectativa de vida média de uma gaúcha (78
anos), alcança praticamente R$ 690 mil em valores
atuais.
A vítima era eletricista de grande empresa metalúrgica
há mais 12 anos, e em 04/10/2006 fazia a manutenção e
regulagem de uma máquina quando foi atingido por um
feixe de tubos de aço que despencou de uma pilha
disposta ao lado do local onde trabalhava, chegando já
sem vida ao hospital. A perícia realizada pela
Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
identificou diversas irregularidades no tocante à
segurança do local do acidente, dentre as quais: pouca
distância entre as máquinas e entre as bancadas; as
áreas específicas para estocagem dos tubos estavam com
sua capacidade esgotada; o agrupamento dos tubos em
amarrados de 10 unidades (menos estáveis), bem como seu
empilhamento em área próxima ao local de trabalho do
eletricista; o operador de ponte rolante responsável
pelo tombamento do feixe de tubos não visualizava o
colega, devido à disposição da pilha.
Processo 0078800-04.2009.5.04.0030
Fonte: Jusbrasil

21/07/10
-
Advogada de uma das partes não pode depor em ação
O
corregedor-geral da Justiça do Trabalho, ministro Carlos
Alberto Reis de Paula, concedeu liminar a uma advogada
paulista intimada indevidamente a depor nos autos de uma
ação rescisória em que atua como única advogada do réu.
A ação corre no Tribunal Regional do Trabalho da 15ª
Região (Campinas-SP).
O ministro Carlos
Alberto garantiu-lhe o direito de não depor. O
entendimento foi baseado no Estatuto da Ordem dos
Advogados do Brasil (Lei 8.906/94), com fundamento no
artigo 7º, XXIX, da Constituição. A ainda no artigo
405, parágrafo 2º, III, do Código de Processo Civil, que
impede de depor como testemunha o advogado que assiste
ou tenha assistido as partes em ação judicial. O
ministro transcreveu precedentes para demonstrar que a
jurisprudência do TST já está pacificada nesse sentido.
Na iminência de
sofrer constrangimento, uma vez que teria de prestar
depoimento em audiência marcada para o dia 28 de julho,
a advogada pediu, em Habeas Corpus preventivo, que lhe
fosse assegurado o direito constitucional de não depor,
“seja na qualidade de testemunha ou na forma de
informante”. Com informações da Assessoria de
Imprensa do TST.
(HC-38921-57.2010.5.00.0000)
Fonte: Consultor Jurídico

21/07/10
-
Cláusula de norma coletiva que restringe a estabilidade
da gestante é inválida
A Constituição da
República, por meio do artigo 10, II, do Ato das
Disposições Constitucionais Transitórias, conferiu à
empregada gestante garantia no emprego, desde a
confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
Trata-se de um direito irrenunciável e indisponível, que
não pode ser limitado por negociação coletiva. Aplicando
ao processo esse entendimento e o disposto na Súmula
244, II, do TST, a 6a Turma do TRT-MG deu razão, em
parte, aos argumentos da ex-empregada e condenou a
reclamada ao pagamento dos salários do período da
estabilidade, desde a data da dispensa até cinco meses
depois do parto.
A trabalhadora
alegou que foi admitida em 17.05.08 e dispensada sem
justa causa em 24.01.09, quando já estava no terceiro
mês de gestação. A reclamada sustentou que não teve
notícia da gravidez durante o contrato de emprego e que
a própria empregada declarou em outra reclamação
trabalhista proposta que somente teve conhecimento do
seu estado em 28.03.09, no sexto mês de gestação. O juiz
de 1o Grau indeferiu o pedido de reintegração ou
pagamento dos salários do período, com fundamento no
desconhecimento da gravidez pela empresa e na norma
coletiva que estabelece critérios para a concessão da
estabilidade após a dispensa.
Analisando o
caso, o desembargador Anemar Pereira Amaral constatou,
pela ata da outra reclamação ajuizada, que, realmente, a
própria trabalhadora somente ficou sabendo de sua
gravidez em março de 2009, o que demonstra que, de fato,
a reclamada, ao realizar a dispensa, não teve a intenção
de impedir o direito da empregada à obtenção da
estabilidade provisória no emprego. Mas a Súmula 244,
II, do TST, estabelece que o desconhecimento do estado
gravídico pelo empregador não afasta a sua obrigação ao
pagamento da indenização correspondente à estabilidade
da gestante.
Por outro lado,
destacou o relator, ainda que a convenção coletiva
contenha cláusula estabelecendo que a trabalhadora, no
caso de rescisão contratual, deva comprovar sua
gravidez, no prazo de quinze dias após o último dia de
trabalho, essa norma é inválida, porque ela contraria
norma de ordem pública, que proíbe a dispensa arbitrária
ou sem justa causa da empregada gestante, conforme
disposto no artigo 10, II, b, do ADCT. “Isso, porque
o legislador constituinte não condicionou a estabilidade
provisória ao fato de o empregador, ou mesmo a
empregada, conhecer o estado gravídico no momento da
rescisão contratual, mas adotou a teoria da
responsabilidade objetiva patronal” – destacou,
concluindo que, em razão de a gravidez ter ocorrido
durante a vigência do contrato de trabalho, a
ex-empregada tem direito à indenização substitutiva da
estabilidade provisória.
(RO nº01401-2009-017-03-00-9
)
Fonte: Âmbito Jurídico

21/07/10
-
Ministro do Planejamento é contra vincular benefícios a
salário mínimo
O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou a
indexação dos benefícios previdenciários ao aumento do
salário mínimo. Atualmente, o piso da Previdência é
reajustado pelo mesmo índice do salário mínimo, enquanto
os benefícios acima desse valor têm como base de
correção o Índice Nacional de Preços ao Consumidor
(INPC).
Uma emenda do senador Paulo Paim (PT/RS) pretende
indexar todos os reajustes dos benefícios
previdenciários ao aumento do salário mínimo. A proposta
foi incluída na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e
depende de sanção do presidente Lula.
"Não sou adepto dessa medida. Se a gente olhar o que
está acontecendo em termos demográficos, só tem um jeito
de atrelar o salário mínimo e os outros benefícios, é
não dar aumento real para nenhum deles", disse Paulo
Bernardo.
No entanto, segundo o Ipea Data, desde julho de 1994, os
preços monitorados pelo governo subiram nada menos que
434%, enquanto os chamados preços livres subiram 227%.
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