Publicação: 07/05/2026

 

 

Debate: O Enfrentamento à Sindicatofobia e o

Futuro das Relações de Trabalho

 

Em participação no programa comandado pelo Dr. Sandro Lunard, José Reginaldo Inácio, presidente da CNTI, analisa as raízes e os impactos do preconceito contra a organização sindical no Brasil

 


Na noite desta quarta-feira (6), o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria - CNTI, José Reginaldo Inácio, participou de uma discussão fundamental para o atual cenário laboral brasileiro: o que é a sindicatofobia? Sob a mediação do Dr. Sandro Lunard, o debate aprofundou-se nas estratégias de deslegitimação das entidades representativas e no papel essencial dos sindicatos na manutenção da democracia e da saúde do trabalhador.


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O conceito de Sindicatofobia

Diferente de uma simples divergência política, a sindicatofobia é identificada como um fenômeno estrutural de aversão e ataque sistemático às instituições que defendem os direitos coletivos. Durante o programa, José Reginaldo Inácio — que traz o rigor acadêmico de seu pós-doutorado em Serviço Social e sua vasta experiência de campo — explicou como esse preconceito é alimentado por narrativas que buscam isolar o trabalhador e enfraquecer o poder de negociação da classe trabalhadora.


"A sindicatofobia não atinge apenas a instituição, mas o próprio cerne da justiça social. Quando se tenta aniquilar a representação, deixa-se o trabalhador vulnerável ao arbítrio," destacou o presidente da CNTI.


Conhecimento a serviço da categoria

A discussão serviu como uma prévia do novo livro de José Reginaldo Inácio, a ser lançado em breve pela Editora RTM. A obra promete ser um marco teórico e prático para entender as dinâmicas do trabalho contemporâneo, a questão social e a saúde de quem produz a riqueza do país.


Como diretor de Formação Sindical da NCST e vice-presidente do DIAP, Inácio reforçou que o caminho para combater o estigma é a educação e a comunicação técnica. A CNTI reafirma, por meio deste debate, seu compromisso em ser o escudo técnico e político da categoria industrial brasileira.


Pontos de Destaque do Debate:

 

- Desconstrução de Mitos: A importância de mostrar os resultados práticos das convenções coletivas para além da contribuição financeira.

- Saúde do Trabalhador: Como a ausência de um sindicato forte reflete diretamente no aumento de doenças ocupacionais e na precarização.

- Formação Intelectual: A necessidade de dirigentes sindicais preparados academicamente para enfrentar os desafios das novas relações de trabalho (Uberização, IA e Terceirização).


Sobre José Reginaldo Inácio: Presidente da CNTI, eletricista, pedagogo e doutor em Serviço Social (UNESP). Pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP (IEA/USP) e autoridade reconhecida nacionalmente na área de sociologia do trabalho e formação sindical.


Assessoria de Comunicação da CNTI